PORTUGUÊS P/ FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS

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Aula 03
Olá, como estamos?
Tivemos alguma dúvida nas questões da aula passada?
Estou à disposição no fórum para alguma explicação daquelas questões,
ok.
Como falamos anteriormente, não deixe a matéria acumular, pois isso
causa desânimo e esta é a última coisa que concurseiro pode sentir.
Concurseiro tem que estar vibrando o tempo todo!!!!
É nesse pique que começamos esta aula.
Ela vai trabalhar a sintaxe da oração e suas implicações na pontuação,
na regência e na concordância. Você já viu muita coisa importante, agora
vamos intensificar aquilo que ficou sem aprofundamento. Perceba, vamos
detalhar aquilo que a banca cobra. O que não for relevante para a Fundação
Carlos Chagas não será comentado.
Vamos retomar a construção básica da oração, vista na aula passada:
1. O candidato realizou a prova.
VTD + OD
2. duvidou do gabarito.
VTI + OI
3. enviou recursos à banca examinadora.
VTDI + OD + OI
4. tem certeza de sua aprovação.
VTD + OD + CN
5. viajou.
VI
6. estava tranquilo.
VL + predicativo
Português para a Fundação Carlos Chagas
(teoria e questões comentadas)
sujeito
predicado
Concordância verbal
Concordância nominal
Regência verbal
Regência nominal
Predicado
Nominal
Predicado
Verbal



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Com base nisso, vimos a estrutura básica dos predicados verbal (VTD +
OD; VTI + OI; VTDI + OD + OI; VI) e nominal (VL + predicativo). Portanto,
podemos perceber que não pode haver vírgula entre sujeito, verbo e
complementos. Observe as orações anteriores. Elas não possuem vírgula,
justamente porque são constituídas de termos básicos da oração.
Questão 1
Prova: TRE 3ªR 2009 Analista
Está inteiramente adequada a pontuação da seguinte frase:
Fazem parte da LRF, as instruções que definem os limites para as despesas de
pessoal, e as regras para a criação de dívidas.

Cabe agora aprofundarmos um pouco mais na relação dos termos para
entendermos melhor a pontuação. Para isso, vamos ver a aplicação do verbo
intransitivo.
Intransitivo: Verbo que não exige complemento verbal.
Veja:
Adoeci.
Fui à praia.
verbo intransitivo adjunto adverbial de lugar
predicado verbal
Na realidade, há dois tipos de verbos intransitivos.
O primeiro diz respeito àquele que não exige nenhum termo que
complemente seu sentido, como “Adoeci.”; “Juvenal morreu.”; “Um vendaval
ocorreu.”. Esses verbos não necessitam de termo que os complete. Esse tipo
de intransitividade mostra que o verbo por si só já transmite o sentido
necessário; podendo o autor acrescentar termos acessórios para transmitir
mais clareza ou ser mais pontual no sentido, por exemplo: “Adoeci por causa
do mal tempo.”; “Juvenal morreu anteontem.” e “Um vendaval ocorreu
aqui.”.
Por outro lado, existe a intransitividade que necessita de um termo que
produza sentido. Se alguém diz que vai, tem que dizer que vai a algum
lugar. Se alguém diz que voltou, tem que continuar a fala mostrando de
onde voltou. Por isso muita gente confunde esse tipo de intransitividade com a
transitividade indireta; mas há uma diferença muito grande, pois o termo que
completa o sentido deste tipo de intransitividade transmite normalmente
circunstâncias de lugar ou modo. Veja:
Vou a São Paulo. Vim de Manaus. Estou bem.
O objeto indireto apenas completa o sentido do verbo, ele não transmite
valores circunstanciais de lugar ou de modo, sentidos que são demonstrados
nos vocábulos “a São Paulo”, “de Manaus” e “bem”. Quando se quer saber se
há circunstância de lugar ou modo, faz-se a pergunta “Onde?”, “Como?”,
respectivamente. Assim, é importante notarmos os valores dos adjuntos



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adverbiais, que são demonstrados em sua maioria no uso das preposições, as
quais serão enfatizadas a seguir. Didaticamente, podemos dividir o adjunto
adverbial em dois tipos:
Adjunto adverbial solto: O problema ocorreu, naquela tarde de sábado.
Adjunto adverbial preso: Eu estou bem.
Eu estou em São Paulo.
Eu vim de São Paulo.
Caro aluno, esta divisão dos adjuntos adverbiais é apenas didática, não é
cobrada em prova dessa forma, mas entendermos isso é importante para a
pontuação. Veja que não é comum vermos vírgula separando adjuntos
adverbiais presos, como as três últimas frases. Já com o adjunto adverbial
solto, é natural podermos inserir a vírgula. Veja:
O problema ocorreu, naquela tarde de sábado.
Adjunto adverbial: É o termo que modifica o verbo, o adjetivo ou o
advérbio, atribuindo-lhes uma circunstância qualquer. Abaixo listei para você o
nome da palavra (morfologia) e a função que esta palavra desempenha na
oração (sintaxe).
morfologia
artigo + substantivo
verbo
advérbio de
intensidade
Os atletas correram muito.
sintaxe
adj adn + núcleo
verbo intransitivo adjunto
adverbial de
intensidade
sujeito predicado verbal
período simples
morfologia
pronome + substantivo verbo + advérbio
de intensidade
adjetivo
Seu projeto é muito interessante.
sintaxe
adj adn +núcleo
VL + adj adverbial
de intensidade
Predicativo do sujeito
sujeito predicado nominal
período simples
morfologia
artigo + substantivo verbo + advérbio de
intensidade
advérbio
O time jogou muito mal.
sintaxe
adj adn + núcleo VI + adj adverbial
de intensidade
adjunto
adverbial de
modo
sujeito predicado verbal
período simples
Observações:
a) O adjunto adverbial pode ser representado por um advérbio, uma
locução adverbial ou um pronome relativo (que será visto nas próximas aulas).
Deixei o embrulho aqui. (advérbio)
À noite conversaremos. (locução adverbial)



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A empresa onde trabalhei faliu. (pronome relativo)
b) Pode ocorrer elipse da preposição antes de adjuntos adverbiais de
tempo e modo:
Aquela noite, ela não veio. (Naquela noite)
Domingo ela estará aqui. (No domingo)
Ouvidos atentos, aproximei-me da porta. (De ouvidos atentos)
Principais valores das locuções adverbiais, a depender da preposição e
das locuções prepositivas nocionais:
1. assunto:
de: falar de futebol.
sobre: conversar sobre política; falar sobre futebol.
quanto a: Não nos expressamos quanto à fatalidade do acidente.
2. causa:
a: morrer à fome; acordar aos gritos das crianças; voltar a pedido
dos amigos.
ante: Ante os protestos, recuou da decisão. (Perceba que não há preposição
“a” após “ante”. Diz-se ante a, ante o, e não *ante à, *ante ao.)
com: assustar-se com o trovão; ficar pobre com a inflação.
de: morrer de fome; tremer de medo; chorar de saudade.
devido a: Encontrou seu futuro, devido a muito esforço.
diante de: Diante de tais ofertas, não pude deixar de comprar.
em consequência de: Em consequência de seu estudo eficaz, passou
em primeiro lugar.
em virtude de: Em virtude de muitas vaias, o show foi interrompido.
em face de: O que o salvou, em face do perigo, foi sua habitual calma.
(em virtude de)
face a: Face a tantos perigos, resolveu voltar.
graças a: Graças ao estudo, passou no concurso.
por: encontrar alguém por uma coincidência; foi preso por vadiagem
Esta preposição também pode ser entendida como em favor de: morrer pela
pátria; lutar pela liberdade; falar pelo réu. Não deixa de possuir valor
causal.
3. companhia:
com: ir ao cinema com alguém; regressar com amigos.
4. concessão (contraste, oposição)
apesar de: Foi à praia apesar do temporal.
Obs.: Ocorre quando há uma oposição em relação ao verbo. Não se vai,
normalmente, à praia em dia de temporal.
com: Com mais de 80 anos, ainda tem planos para o futuro.
malgrado: Malgrado a chuva, fomos ao passeio.
5. condição:
Sem: Sem o empréstimo, não construiremos a casa.



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6. conformidade:
a: puxar ao pai; escrever ao modo clássico; sair à mãe.
conforme: Agiu conforme a situação.
por: tocar pela partitura; copiar pelo original.
7. lugar:
a: (destino - em correlação com a preposição de): de Santos a
Guaruj á; daqui a Salvador.
Obs.: Usa-se indiferentemente à/na página. Ex.: A notícia está à/na
página 28 do jornal. Usa-se ainda a páginas, mas não as páginas ou às
páginas. Ex.: A notícia está a páginas 28 do jornal.
ante: A verdade está ante nossos olhos;
até: indica o limite, o término de movimento, e, acompanhando
substantivo com artigo (definido ou indefinido), pode vir ou não seguida da
preposição a:
Caminharam até a entrada do estacionamento. ou
Caminharam até à entrada do estacionamento.
de: (relação de origem): vir de Madri.
desde: dormir desde lá até cá.
em: (estático): ficar em casa; o jantar está na mesa.
Observação:
O uso da preposição “em” com verbos ou expressões de
movimento caracteriza coloquialidade (o que deve ser evitado na norma
culta): chegar em casa, ir no supermercado, voltar na escola, levar as
crianças na praia, dar um pulo na farmácia, etc. O correto é: chegar a
casa; ir ao supermercado; voltar à escola; levar as crianças à praia; ir à
farmácia.
defronte: Ela mora defronte à igreja.
em frente a: Em frente à escola estava ele.
entre: os Pireneus estão entre a França e a Espanha; ficar entre os
aprovados.
para: ir para Madri; apontar o dedo para o céu.
perante: (posição em frente); perante o j uiz, negou o crime. (Não use
perante a: perante a Deus, perante ao juiz, etc.)
por: ir por Bauru, morar por aqui.
sob: (posição inferior): ficar sob o viaduto.
sobre: (posição superior): o avião caiu sobre uma lavoura de arroz;
flutuar sobre as ondas; (direção): ir sobre o adversário.
trás: no português atual, a preposição trás não é usada isoladamente;
atua, sempre, como parte de outras expressões: nas locuções adverbiais “para
trás” e “por trás” (ficar para trás, chegar por trás) e na locução prepositiva
“por trás de” (ficar por trás do muro).
8. modo:
a: bife à milanesa; jogar à Telê Santana.



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com: andar com cuidado; tratar com carinho.
de: olhar alguém de frente, ficar de pé.
em: ir em turma, em bando, em pessoa; escrever em francês.
por: proceder à chamada de alunos por ordem alfabética; saber por
alto o que aconteceu.
sem: indica a relação de ausência ou desacompanhamento: estar sem
dinheiro;
sob: sair sob pretexto não convincente.
9. tempo:
com: (simultaneidade): o povo canta, com os soldados, o Hino
Nacional; com o tempo os frutos amadurecem.
de: dormir de dia, estudar de tarde, perambular de noite; de
pequenino é que se torce o pepino.
desde: desde ontem estou assim.
em: fazer a viagem em quatro horas; o fogo destruiu o edifício em
minutos, no ano 2000.
entre: ela virá entre dez e onze horas.
para: ter água para dois dias apenas; para o ano irei a Salvador; lá
para o final de dezembro viajaremos.
por: estarei lá pelo Natal; viver por muitos anos; brincar só pela
manhã.
sob: houve muito progresso no Brasil sob D. Pedro I I .
Muitas vezes, numa locução, a preposição “a” pode ser trocada por outra, sem
que isso acarrete prejuízo de construção ou de significado. Eis alguns
exemplos: à/com exceção de, a/ em meu ver, a/com muito custo, em frente
a/de, rente a/com, à/na falta de, a/em favor de, em torno a/de, junto
a/com/de.
Pontuação com adjunto adverbial “solto”
É marcante nos adjuntos adverbiais a sua mobilidade posicional, pois
este termo pode movimentar-se para o início, para o meio ou para o fim da
oração. Essa mobilidade é percebida nos termos soltos, os quais não são
exigidos pelo verbo, mas apenas ampliam o contexto com a circunstância. Isso
é notado principalmente nos advérbios de lugar, tempo e modo; nos advérbios
que modificam toda a oração (e não somente um termo); e nas locuções
adverbiais:
O custo de vida é bem alto em Brasília.
Em Brasília, o custo de vida é bem alto.
O custo de vida, em Brasília, é bem alto.
O custo de vida é bem alto, em Brasília.
Prefeitos de várias cidades foram a Brasília.
A Brasília prefeitos de várias cidades foram.
Esta locução adverbial de
lugar não é exigida pelo
verbo, por isso se considera
um termo solto, o qual pode
receber vírgula. Compare
com a seguinte.
Esta locução adverbial de
lugar é exigida pelo verbo,
por isso não se considera
termo solto, ela pode se
mover na oração, mas não
recebe vírgula.



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Prefeitos de várias cidades a Brasília foram.
Naturalmente, você já percebeu o problema.
Sim, eu sei.
Quando a locução adverbial solta for de grande extensão e estiver
antecipada da oração ou no meio dela, a vírgula será obrigatória. Se
estiver no final, a vírgula será facultativa.
Antes da última rodada, o time já se dizia campeão.
O time, antes da última rodada, já se dizia campeão.
O time já se dizia, antes da última rodada, campeão.
O time já se dizia campeão, antes da última rodada.
O time já se dizia campeão antes da última rodada.
Questão 2
Prova: TRT 2ªR 2008 Técnico
Questão: ... que vivem em áreas urbanas ...
O mesmo tipo de regência que caracteriza o verbo grifado acima está na
oração:
(A) ... ultrapassará o de moradores do campo.
(B) ... todo o crescimento populacional do planeta ocorrerá nas cidades ...
(C) ... porque elas atraem diferentes tipos de moradores ...
(D) ... e dependem de normas comuns de comportamento.
(E) ... a criar os filhos sob um controle extenuante.
Questão 3
Prova: TRE RS 2010 Analista
Na frase “É difícil, hoje em dia, ter noção do empolgante espírito
antropocêntrico”, a retirada da vírgula depois de “É difícil”, sem outra
alteração, manteria a correção original.
Questão 4
Prova: TRE 3ªR 2009 Analista
Qualquer cidadão pode, graças à promulgação da LRF entrar com ação judicial
para fazê-la cumprir, conforme sua regulamentação.
Questão 5
Prova: BB escriturário 2010
Identifica-se noção de causa no segmento:
(A) ... sobre as condições de vida humana na Terra e o futuro das novas
gerações.
(B) ... capaz de reconhecer para a natureza um direito próprio.
(C) ... em virtude das forças econômicas e de outra índole ...
(D) ... para que um "basta" derradeiro não seja imposto pela catástrofe ...
(E) ... comprometidos com o futuro das próximas gerações.
Os advérbios referem-se a
toda a oração.



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Questão 6
Prova: TRE TO 2011 Analista
Tudo isso ocorre, na maior parte, graças à intervenção humana.
A relação sintático-semântica entre os dois segmentos da afirmativa acima se
estabelece como
(A) um tempo determinado e um de seus principais efeitos.
(B) uma assertiva e uma de suas consequências objetivas.
(C) um efeito decorrente de sua causa principal.
(D) um fato real, seguido de uma hipótese provável.
(E) uma observação concreta e sua conclusão mais coerente.
Questão 7
Prova: BB 2011 Escriturário
Fragmento do texto:
Nesse processo, depara-se com armadilhas. Caso se tenha ganhado um
aumento no emprego no dia anterior, o mundo parecerá belo e justo; caso se
esteja com dor de dente, parecerá feio e perverso. Mas a dor de dente vai
passar, assim como a euforia pelo aumento de salário, e se há algo
imprescindível, na difícil conceituação de felicidade, é o caráter de
permanência. Uma resposta consequente exige colocar na balança a
experiência passada, o estado presente e a expectativa futura. Dá trabalho, e
a conclusão pode não ser clara.
Os pais de hoje costumam dizer que importante é que os filhos sejam
felizes. É uma tendência que se impôs ao influxo das teses libertárias dos anos
1960. É irrelevante que entrem na faculdade, que ganhem muito ou pouco
dinheiro, que sejam bem-sucedidos na profissão. O que espero, eis a resposta
correta, é que sejam felizes. Ora, felicidade é coisa grandiosa. É esperar, no
mínimo, que o filho sinta prazer nas pequenas coisas da vida. Se não for
suficiente, que consiga cumprir todos os desejos e ambições que venha a
abrigar. Se ainda for pouco, que atinja o enlevo místico dos santos. Não dá
para preencher caderno de encargos mais cruel para a pobre criança.
Considere as alterações feitas nos segmentos abaixo grifados.
I. Dá trabalho, e a conclusão pode não ser clara.
Dá trabalho, e a conclusão não pode ser clara.
II. Nesse processo, depara-se com armadilhas.
Depara-se com armadilhas nesse processo.
III. Não dá para preencher caderno de encargos mais cruel para a pobre
criança.
Não dá para preencher caderno de encargos mais cruel para a criança
pobre.
Com as modificações feitas na 2ª frase, altera-se o sentido do que foi
afirmado na 1ª frase em
(A) II, apenas.
(B) III, apenas.
(C) I e II, apenas.



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(D) I e III, apenas.
(E) I, II e III.
Questão 8
Prova: MPE RS 2010 Superior
Fragmento do texto: A internet converteu-se em uma ferramenta poderosa
para a transformação do nosso cérebro e, quanto mais a utilizamos,
estimulados pela carga gigantesca de informações, imersos no mundo virtual,
mais nossas mentes são afetadas. E não se trata apenas de pequenas
alterações, mas de mudanças substanciais físicas e funcionais. Essa dispersão
da atenção vem à custa da capacidade de concentração e de reflexão.
Essa dispersão da atenção vem à custa da capacidade de concentração e de
reflexão. (final do texto)
O segmento grifado estabelece na frase relação de ......, e pode ser
substituído, sem alteração do sentido original, por .......
As lacunas acima estarão corretamente preenchidas por:
(A) causa imediata − devido à perda da capacidade de concentração e de
reflexão.
(B) consequência inesperada − perdendo-se a capacidade de concentração e
de atenção.
(C) explicação redundante − pois há a perda da capacidade de concentração e
de atenção.
(D) ressalva indispensável − embora se perca a capacidade de concentração e
de atenção.
(E) finalidade tardia − para que haja a perda da capacidade de concentração e
de atenção.
Questão 9
Prova: TRT 2ªR 2008 Analista
Questão: Na frase Se ficou notório apesar de ser tímido, talvez estivesse se
enganando junto com os outros (...), o segmento sublinhado pode ser
substituído, sem prejuízo para
o sentido e a correção, por:
(A) tendo em vista a timidez.
(B) não obstante a timidez.
(C) em razão da timidez.
(D) inclusive a timidez.
(E) conquanto a timidez.
Questão 10
Prova: TRT 23ªR 2007 Técnico
Fragmento do texto: Mas o que é moda? Um historiador britânico costuma
dizer que moda significa muito mais do que a roupa em si. Funciona como o
espelho das mudanças sociais e culturais da civilização. Acompanha, simboliza
e retrata as transformações vividas pelo homem e pela sociedade ao longo
dos séculos. Mais do que um desfile de tendências, revela uma linguagem
não-verbal. Não é assunto exclusivo das elites; ao contrário, está muito mais
próxima da vida real. No dia-a-dia das ruas, as pessoas identificam-se pelas



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roupas. Conseguem expressar idade, sexo, personalidade, classe social,
gostos e até mesmo estado de humor graças à aparência.
Conseguem expressar idade, sexo, personalidade, classe social, gostos e até
mesmo estado de humor graças à aparência.
O segmento grifado acima está reescrito com outras palavras, sem alterar o
sentido original, em:
(A) devido ao modo de se mostrarem.
(B) conquanto tenham um estilo gracioso.
(C) para que se mostrem agradáveis.
(D) caso se mostrem graciosos.
(E) até mesmo sem intenção explícita.
Aprofundamos um pouco no verbo intransitivo e percebemos os valores
dos adjuntos adverbiais. Agora, vamos aprofundar um pouquinho mais nos
complementos verbais (OD e OI), mais precisamente, em algumas formas
como aparecem na oração.
Objeto direto
1) Objeto direto pleonástico: Normalmente, por uma questão de ênfase,
antecipamos o objeto, colocando-o no início da frase, e depois o repetimos
através de um pronome oblíquo átono. A esse objeto repetido damos o nome
de objeto pleonástico ou enfático. É muito comum essa construção no diálogo,
como um meio de o interlocutor retomar a fala do outro, emendando a sua
postura diante do fato:
- O que você acha desta roupa?
- Essa roupa, ninguém a quer.
Esses “rabiscos”, foi o genial pintor que os pintou e vale muito.
Veja que a vírgula separando esses objetos diretos é obrigatória. (isso é
muito importante na prova)
2) Objeto direto preposicionado: Aquele cuja preposição não é exigência do
verbo, que é transitivo direto, mas ocorre por ênfase, por necessidade do
próprio complemento e para se evitar ambiguidade.
Amo a Deus. (ênfase)
Cumpri com a minha palavra. (ênfase)
Ele puxou da espada. (ênfase)
Aos mais desfavorecidos atingem essas medidas. (para evitar ambiguidade)
Ninguém entende a mim. (é o pronome “mim” que exige a preposição “a”)
Perceba que os verbos amar, caçar, puxar e entender não exigem
preposição: são transitivos diretos.
3) Os pronomes oblíquos átonos que funcionam como objeto direto são “me,
te, se, o, a, nos, vos, os, as”:
Quando encontrar seu material, traga-o até mim.



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Respeite-me, garoto. Levar-te-ei a São Paulo amanhã.
Objeto indireto
O objeto indireto pode também ser pleonástico: repetição, por meio de um
pronome oblíquo, do objeto indireto.
Ao amigo, não lhe peça tal coisa.
Os pronomes oblíquos átonos que funcionam como objeto indireto são “me, te,
lhe, nos, vos, lhes”:
Eu obedeci ao meu pai. Eu lhe obedeci.
Questão 11
Prova: TRT 16ªR 2009 Técnico
Questão: Na indústria da saúde destacamos uma extensa e diversificada
cadeia de fornecedores ...
A frase cujo verbo exige o mesmo tipo de complemento que o grifado acima
é:
(A) ... melhor atender a suas especificidades ...
(B) ... são também importantes os estímulos ...
(C) Todas essas palavras de ordem remetem a uma ideia central ...
(D) ... a influir sobre as decisões de compra.
(E) ... a despertar o interesse de pesquisadores ...
Questão 12
Prova: BB 2011 Escriturário
A interiorização das universidades federais e a criação de novos institutos
tecnológicos também mudam a cara do Nordeste...
O mesmo tipo de complemento grifado acima está na frase:
(A) ... que mexeram com a renda ...
(B) ... que mais crescem na região.
(C) ... que movimentam milhões de reais ...
(D) A outra face do "novo Nordeste" está no campo.
(E) ... onde as condições são bem menos favoráveis ...
Questão 13
Prova: TRT 18ªR 2008 Técnico
Pensam em novas formas de suprimento de energia ...
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o grifado acima está na
frase:
(A) Durante milênios convivemos com a convicção...
(B) Há outros ângulos do problema ...
(C) ... que entopem as caixas de recepção de mensagens no mundo ...
(D) ... que a própria ONU criou diretrizes mundiais ...
(E) ... se haverá um limite para a internet ...



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Questão 14
Prova: SEC SP 2011 Superior
Texto:
Neologismo
Beijo pouco, falo menos ainda.
Mas invento palavras
Que traduzem a ternura mais funda
E mais cotidiana.
Inventei, por exemplo, o verbo teadorar.
Intransitivo:
Teadoro, Teodora.
(Manuel Bandeira, Belo Belo, 1948)
No poema, os verbos beijar e falar são empregados como
(A) intransitivos.
(B) transitivos diretos.
(C) transitivos indiretos.
(D) bitransitivos.
(E) verbos de ligação.
Questão 15
Prova: TRT 20ªR 2002 Analista
O Brasil representa 3% do problema mundial.
A frase do texto em que o verbo apresenta o mesmo tipo de complemento
exigido pelo verbo grifado acima é:
(A) Parecem inexpugnáveis.
(B)... eles começaram a vida num patamar inferior.
(C) O Brasil aparece com menos de 1% do movimento...
(D) ... o Brasil é hoje o país mais rico do mundo...
(E) ... os miseráveis nem entram na equação econômica...
Questão 16
Prova: TRT 23ªR 2007 Técnico
Questão: “...captar e levar adiante o interesse comum; 2) administrar as
desigualdades do poder; e 3) mediar e dirimir pacificamente controvérsias e
conflitos de valores.”
Considere os verbos captar, administrar, mediar e dirimir, que se encontram
no segmento transcrito acima.
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento de todos eles está na frase:
(A) O encaminhamento desses problemas se deu por processos voluntários...
(B) ... que tinham um passado de tensões e guerras.
(C) Correspondeu ao conjunto de aspirações do europeísmo...
(D) ... que operou numa moldura propícia a incessantes pequenas rupturas.
(E) Estas são o fruto de mecanismos de permanentes negociações



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intergovernamentais...
Questão 17
Prova: TRT 12ªR 2010 Técnico
O projeto rendeu frutos.
A mesma relação entre verbo e complemento, ambos grifados acima, se
reproduz na frase:
(A) ... entre 2002 e 2007 o produto interno bruto cresceu a uma taxa de 4%
ao ano.
(B) ... elas respondem, agora, por 28% da economia nacional.
(C) Hoje, um em cada quatro brasileiros vive em cidades médias.
(D) ... esses municípios obtiveram melhores resultados na preservação de seu
tecido urbano.
(E) ... os investidores depararam com capitais estranguladas ...
Adjunto adnominal
Vimos na aula passada que o termo sintático da oração necessita de um
núcleo, constituído de um substantivo ou palavra de valor substantivo. Esse
núcleo pode ser caracterizado, determinado, modificado, especificado por um
termo, chamado de adjunto adnominal. Esse termo pode ser representado por:
1) um artigo: O carro parou.
2) um pronome adjetivo: Encontrei meu relógio.
3) um numeral adjetivo: Recebi a segunda parcela.
4) um adjetivo: Tive ali grandes amigos.
5) uma locução adjetiva: Tenho uma mesa de pedra.
As nossas primeiras experiências científicas fracassaram.
artigo pronome numeral substantivo adjetivo verbo intransitivo
adjuntos adnominais
núcleo
adj adnominal
sujeito predicado
Isso é importante para entendermos melhor a concordância nominal
do adjunto adnominal
a) O adjunto adnominal anteposto concorda com o núcleo mais próximo.
Fotografei robustas mangueiras e abacateiros.
VTD adjunto adnominal núcleo 1 e núcleo 2
objeto direto
Fotografei robustos abacateiros e mangueiras.
VTD adjunto adnominal núcleo 1 e núcleo 2
objeto direto



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Mas, se o adjunto adnominal estiver depois do núcleo, além da
possibilidade de concordar com o mais próximo, ele pode concordar com os
dois termos, ficando no plural, indo para o masculino se um dos substantivos
for masculino.
Fotografei
abacateiros e mangueiras robustos.
VTD núcleo 1 e núcleo 2 adjunto adnominal
objeto direto
Fotografei
abacateiros e mangueiras robustas.
VTD núcleo 1 e núcleo 2 adjunto adnominal
objeto direto
Observação: Um adjetivo anteposto em referência a nomes de pessoas deve
estar sempre no plural (As simpáticas Joana e Marta agradaram a todos.).
b) Quando um núcleo determinado por artigo é modificado por adjunto
adnominal composto, podem ser usadas as seguintes construções:
Estudo a cultura brasileira e a portuguesa.
Estudo as culturas brasileira e portuguesa.
Os dedos indicador e médio estavam feridos.
O dedo indicador e o médio estavam feridos.
A construção “Estudo a cultura brasileira e portuguesa”, embora
provoque incerteza, é aceita por alguns gramáticos.
c) Numerais ordinais também possuem valor adjetivo; por isso, quando
eles estão na função de ajunto adnominal composto e se referem a um único
núcleo, podem ser usadas as seguintes construções:
Falei com os moradores do primeiro e segundo andar.
Falei com os moradores do primeiro e segundo andares.
d) Adjetivos regidos pela preposição “de”, que se referem a pronomes
indefinidos, ficam normalmente no masculino singular, podendo surgir
concordância atrativa:
Sua vida não tem nada de sedutor. (ou de sedutora)
Os edifícios da cidade nada têm de elegante (ou de elegantes).
e) Os vocábulos mesmo, próprio são adjetivos ou pronomes adjetivos.
Por serem adjuntos adnominais, devem concordar com o substantivo a que se
referem:
As alunas mesmas resolveram a questão.
Os próprios alunos resolveram a questão.
Cuidado: mesmo, quando equivale a “até”, “inclusive”, é palavra denotativa;
sendo, então, invariável.



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Mesmo eles ficaram chateados. (Até eles ficaram chateados.)
f) Os vocábulos meio, bastante, quando se referem a um substantivo,
são numeral e pronome indefinido (todos de valor adjetivo), respectivamente,
devendo concordar com o núcleo por serem adjuntos adnominais.
Tomou meia garrafa de vinho. (metade – numeral – flexiona-se)
Ela estava meio aborrecida. (um pouco – advérbio – não se flexiona)
Bastantes alunos foram à reunião. (muitos – pronome indefinido adjetivo – flexiona-se)
Portanto, na frase “A prova será meio-dia e meia.”, nada de falar “meio-
dia e meio”, porque os vocábulos “meio” e “meia” são numerais de valores
adjetivos. O primeiro concorda com “dia” (meio-dia) e o segundo concorda
com o substantivo “hora”, que se encontra subentendido (meia hora).
Quando funcionarem como advérbios, permanecerão invariáveis. O
vocábulo "menos" é sempre invariável. Portanto, não existe a palavra “menas”.
Eles falaram bastante. (muito – advérbio – não se flexiona)
Eram alunas bastante simpáticas. (muito – advérbio – não se flexiona)
Havia menos pessoas vindo de casa. (pronome indefinido invariável)
g) Os vocábulos muito, pouco, longe, caro, barato podem ser
palavras adjetivas (adjunto adnominal) ou advérbios, mantendo concordância
se fizerem referência a substantivos.
Compraram livros caros. (adjetivo caracterizando substantivo)
Os livros custaram caro. (advérbio modificando verbo)
Poucas pessoas tinham muitos livros. (pronome indefinido determinando substantivo)
Leram pouco as moças muito vivas. (advérbios modificando verbo e adjetivo,
respectivamente)
Andavam por longes terras. (adjetivo caracterizando substantivo)
Eles moram longe da cidade. (advérbio modificando verbo)
Eram mercadorias baratas. (adjetivo caracterizando substantivo)
Pagaram barato aqueles livros. (advérbio modificando verbo)
Predicativo
Também vimos na aula passada, mas foi muito rapidamente;apenas uma
ponte na estrutura básica. Esse termo se liga ao sujeito ou ao objeto,
atribuindo-lhes uma qualidade ou estado. É representado por diferentes
classes gramaticais, como adjetivo, substantivo, numeral e pronome.
A seguir, perceba os pares com predicação nominal e predicação verbal,
respectivamente. Nestes exemplos, note que o grupo à esquerda é
constituído de verbos de ligação mais os predicativos. É fácil perceber o
predicativo, pois basta o sujeito flexionar-se no plural, que o predicativo



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também se flexionará, pois este caracteriza aquele. Já no grupo da direita, há
predicação verbal. Os vocábulos que vêm após os verbos não se flexionam
por causa do sujeito, pois são complementos verbais ou adjuntos adverbiais:
O candidato está tranquilo. O candidato está na sala.
Os candidatos estão tranquilos. Os candidatos estão na sala.
Bom filho torna-se bom pai. Bom filho torna a casa.
Bons filhos tornam-se bons pais. Bons filhos tornam a casa.
A aula permanece difícil. A aula permanecerá no feriado.
As aulas permanecem difíceis. As aulas permanecerão no feriado.
Ela ficou triste. Ela ficou na praia.
Elas ficaram tristes. Elas ficaram na praia.
O paciente acha-se acamado. O estudante achou o local de prova.
Os pacientes acham-se acamados. Os estudantes acharam o local de prova.
I - Predicativo do sujeito (pode ocorrer num predicado nominal ou verbo-
nominal)
A estrutura do predicado nominal é: verbo de ligação mais predicativo.
Assim,
Ele continua enfermo.
Eu sou feliz.
Minha vida é maravilhosa.
sujeito
Verbo de ligação
predicativo do sujeito
predicado nominal
A estrutura do predicado verbo-nominal é: verbo transitivo direto ou
transitivo indireto mais objeto direto ou objeto indireto, além do predicativo.
Este predicativo é constituído de adjetivo restritivo, que acumula característica
transitória, pois depende da ação verbal para produzir o sentido desejado.
Veja:
Ela confirmou temerosa o crime.
sujeito VTD predicativo do
sujeito
objeto direto
predicado verbo-nominal
Predicados nominais Predicados verbais



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Durante ou após o ato de confirmar, ela ficou temerosa. Isso é a
característica transitória do sujeito.
Esta característica pode se deslocar na oração, desde que se separe por
vírgula para não se confundir com o adjunto adnominal:
Ela, temerosa, confirmou o crime.
Temerosa, ela confirmou o crime.
Ela confirmou o crime temerosa.
Sabendo-se que o adjunto adnominal é o termo adjetivo de valor
restritivo que está junto ao núcleo, note que a vírgula foi necessária nos dois
primeiros exemplos para não se confundir predicativo com adjunto adnominal,
pois o adjetivo “temerosa” está próximo ao núcleo do sujeito “ela”. No último
exemplo, a vírgula não foi usada justamente porque não se confunde o
predicativo do sujeito com adjunto adnominal, haja vista que o adjetivo
“temerosa” está distante do núcleo do sujeito.
II - Predicativo do objeto direto (só pode ocorrer no predicado verbo-
nominal)
Carlos deixou Ana zangada.
sujeito
VTD OD
predicativo do OD
predicado verbo-nominal
Da mesma forma, a característica “zangada” ocorre após o ato de deixar.
Por isso é transitória.
III - Predicativo do objeto indireto (só pode ocorrer no predicado verbo-
nominal)
Gosto de meu filho sempre limpo
VTI OI
adjunto
adverbial
de tempo
predicativo
do OI
predicado verbo-nominal
Note que o predicativo pode ser introduzido por preposição:
Chamei-o de louco.
Isso é importante para entendermos melhor a concordância nominal
do predicativo
a) Foi visto na concordância verbal (aula anterior) que, se o verbo
estiver anteposto ao sujeito composto, pode ele concordar com o núcleo mais
próximo ou com a totalidade. Se este for verbo de ligação, o predicativo
seguirá a mesma concordância:
São calamitosos a pobreza e o desamparo.
VL predicativo
predicado nominal sujeito composto
É calamitosa a pobreza e o desamparo.
VL predicativo
predicado nominal sujeito composto



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b) A concordância do predicativo do objeto não depende exclusivamente
do verbo, mas da ênfase no texto.
Julguei insensatas sua atitude e suas palavras.
VTD Predicativo do OD
predicado verbo-nominal objeto direto composto
Julguei insensata sua atitude e suas palavras.
VTD Predicativo do OD
predicado verbo-nominal objeto direto composto
c) Os vocábulos anexo, incluso são adjetivos, devendo concordar com o
núcleo do sujeito:
A sindicância segue anexa ao ofício.
VI predicativo do sujeito complemento nominal
sujeito predicado verbo-nominal
Seguem inclusos às caixas os documentos.
VI predicativo do sujeito complemento nominal
predicado verbo-nominal sujeito
d) O vocábulo obrigado também é adjetivo e concorda com o termo a
que se refere:
Muito obrigada, disse a moça!
e) As expressões é bom, é proibido, é necessário, formadas do verbo
“ser” seguido de adjetivo, não variam se o sujeito não vier determinado; caso
contrário, a concordância será obrigatória.
Água é bom. A água é boa.
Bebida é proibido para menores. As bebidas são proibidas para menores.
Chuva é necessário. Aquela chuva foi necessária.
f) O vocábulo “só”, no sentido de sozinho, é adjetivo e se flexiona. O
mesmo vocábulo, no sentido de somente (apenas), possui valor adverbial, por
isso não se flexiona.
Os rapazes ficaram sós na festa. Vieram só os rapazes.
Elas estavam a sós na imensidão do mar. Só elas não vieram.
A expressão "a sós" tem o sentido de sozinhos.



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g) O vocábulo “conforme” pode ser adjetivo, no sentido de
conformado. Neste sentido é adjunto adnominal e se flexiona. Pode também
ser uma conjunção ou preposição acidental “conforme” (= como), por isso
não se flexiona.
Eles ficaram conformes com a decisão. Dançam conforme a música.
h) Na expressão o(a) mais possível, a flexão do adjetivo depende do
artigo:
É uma moça a mais bela possível. São moças as mais belas
possíveis.
i) Em concordância em gênero com expressões de tratamento, pode-se
usar adjetivo masculino em concordância ideológica com um homem ao qual
se relaciona a forma de tratamento, que é feminina. Isso é chamado de
concordância siléptica:
Vossa Majestade, o rei, mostrou-se generoso. Vossa Excelência é injusto.
Mas também pode haver a concordância literal:
Vossa Majestade, o rei, mostrou-se generosa. Vossa Excelência é injusta.
Questão 18
Prova: TRT 12ªR 2010 Técnico
Questão: O emprego dos pronomes de tratamento está inteiramente correto
em:
(A) Senhor João das Neves, respeitável representante da Sociedade Amigos e
Amigos, queremos cumprimentar-vos pela gestão que V. Exa. tão bem tem
conduzido neste último ano.
(B) Estamos à disposição de V. Exa. para dar continuidade aos trabalhos que
vós encetaram neste setor, e esperamos fazê-lo tão bem quanto vós mesmos
o fizestes.
(C) É notório que V. Sa. deveis estar sabendo dos progressos conseguidos por
estas pessoas, e por isso vimos solicitar-vos vossa atenção para uma situação
surgida recentemente.
(D) Pedimos encarecidamente a Vossa Senhoria que não abandoneis a
organização de nossos programas culturais, em nome daqueles que dependem
de vosso conhecimento nessa área.
(E) A Vossa Excelência, nossa prestigiada Embaixadora, dirigimos os votos de
que possa cumprir com êxito sua missão diplomática em região tão
conturbada por conflitos entre nações vizinhas.
Questão 19
Prova: TRT 24ªR 2006 Técnico
Questão: Para responder a esta questão, considere o fragmento, reproduzido
abaixo, de um informe publicitário da Prefeitura Municipal de Campo Grande.



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QUALIDADE DE VIDA
Campo Grande é uma das capitais brasileiras que oferece melhor índice de
qualidade de vida. Urbanizada, arborizada, sem favelas e com avenidas
largas, a Capital do Mato Grosso do Sul registra alto índice de satisfação de
seus moradores e empreendedores.
A afirmativa INCORRETA, a partir dos elementos aí existentes, é:
(A) Os verbos oferecer e registrar exigem o mesmo tipo de complemento.
(B) ... uma das capitais que oferece − estaria correta também a forma de
plural oferecem.
(C) As vírgulas separam elementos de mesmo valor no trecho Urbanizada,
arborizada, sem favelas ...
(D) A vírgula empregada após a expressão com avenidas largas pode ser
corretamente substituída por um travessão, sem alteração do sentido original.
(E) O emprego do pronome possessivo seus introduz uma dificuldade de
sentido no período, que teria sido evitada com o uso da forma sua.
É natural confundirmos, na estrutura sintática, os termos adjunto
adnominal com predicativo ou com o complemento nominal. Assim, é
necessário abordarmos a diferença entre eles para uma melhor compreensão
da sintaxe e da semântica.
Como distinguir o adjunto adnominal do predicativo
O adjunto adnominal, por princípio, possui valor restritivo, e o
predicativo, constante em um predicado verbo-nominal, além desse valor,
acumula valor transitório. Perceba:
Os alunos saíram confiantes da sala de provas.
Observa-se que o adjetivo “confiantes” está caracterizando “alunos”, mas
não é um adjunto adnominal, primeiro porque está distante do núcleo do
sujeito: há um verbo entre eles. Depois, porque seu valor não é apenas de
restrição, ele transmite um valor transitório, pois essa característica só ocorre
após a ação verbal. Os alunos não são sempre “confiantes”; somente após o
momento de saírem da sala de provas, eles passam a ter esta característica.
Por isso o adjetivo “confiantes” é predicativo do sujeito.
a) Sintaticamente, para perceber como o adjunto adnominal faz parte
efetiva do mesmo termo sintático que tem o substantivo como núcleo, basta
substituir esse termo por um pronome substantivo. Como estão diretamente
subordinados ao substantivo, sem qualquer intermediação verbal, os adjuntos
adnominais desaparecem quando dessa substituição:
A nova política salarial prejudica os trabalhadores de menor poder aquisitivo.
Adj. Adn. núcleo Adj Adn AA núcleo adjunto adnominal
sujeito objeto direto

Ela prejudica-os.
Suj OD



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Essa percepção de que o adjunto adnominal é sempre parte de um
outro termo sintático que tem como núcleo um substantivo é importante para
diferenciá-lo do predicativo do objeto. Observe:
Noel Rosa deixou uma obra riquíssima.
Nessa oração, riquíssima é adjunto adnominal de obra, que é o núcleo
do objeto direto. Se substituíssemos esse objeto direto por um pronome
pessoal, obteríamos:
“Noel Rosa deixou-a.”
b) Outra forma é a seguinte:
Achei minha camisa manchada.
Essa oração possui o objeto direto constituído de substantivo seguido do
adjetivo “manchada”. Para tirar qualquer dúvida, deve-se posicionar o adjetivo
à esquerda do núcleo “camisa”. Se ele continuar imediatamente antes do
substantivo, será adjunto adnominal; se ficar afastado, predicativo. Veja isso
com as duas frases dadas:
Achei minha manchada camisa.
(ficou junto ao substantivo: adjunto adnominal)
(Encontrei minha camisa que possui manchas)
Achei manchada minha camisa.
(o pronome “minha” ficou entre eles: predicativo do objeto)
(Considerei que minha camisa estava manchada)
A Fundação Carlos Chagas pode cobrar, portanto, uma reescrita do
trecho que preserve a semântica, ou qual das frases teria ambiguidade (duplo
sentido).
O empresário deixou a família riquíssima.
AA núcleo AA núcleo
sujeito VTD objeto direto Predicativo do
OD
O empresário deixou -a riquíssima.
AA núcleo
sujeito VTD OD Predicativo do OD
Nesta primeira estrutura sintática, entende-se que o empresário deixou a
família com muito dinheiro, então ficou riquíssima. O predicativo de objeto tem
um valor semântico a mais, ele transmite uma característica chamada de
transitória, pois essa característica só irá existir após o procedimento verbal.
Isto é, sem a ação verbal, não haveria aquela característica.
O empresário deixou a família riquíssima.
AA núcleo AA núcleo adj adnominal
sujeito VTD objeto direto
O empresário deixou -a
AA núcleo
sujeito VTD O D
Já, neste caso, “riquíssima” é adjunto adnominal, pois possui um valor
restritivo. Esta característica não depende da ação do empresário, a família já



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é conhecida por ser rica. Das várias famílias existentes, aquela riquíssima foi
deixada pelo empresário, que foi embora para outro lugar.
Deixem o corredor limpo.
Adj
Adn
núcleo
VTD objeto direto Predicativo
do OD
Nesta estrutura, o adjetivo “limpo”, sendo predicativo do objeto, possui
característica transitória, então o corredor só ficará limpo, após a ação de
deixar. Assim, tem-se a interpretação de que algumas pessoas devem limpar o
corredor. Veja a reescrita que confirma isso:
Deixem -no limpo.
VTD objeto
direto
predicativo
do OD
Deixem limpo o corredor
núcleo Adj
Adn
núcleo
VTD
predicativo
do OD
objeto direto
Já na situação de o adjetivo ser de característica restritiva, como adjunto
adnominal, a interpretação é a de que há vários corredores e não se deve
passar pelo corredor que já está limpo. Veja:
Deixem o corredor limpo.
A
Adn
núcleo Adj Adn
VTD objeto direto
Deixem -no.
VTD objeto
direto
Complemento nominal
A transitividade não é privilégio dos verbos: há também nomes
(substantivos, adjetivos e advérbios) transitivos. Isso significa que
determinados substantivos, adjetivos e advérbios se fazem acompanhar de
complementos. Esses complementos são chamados complementos nominais e
são sempre introduzidos por preposição:
1) complemento nominal de um substantivo:
Você fez uma boa leitura do texto.
sujeito VTD objeto direto complemento nominal
Predicado verbal
Note que o substantivo “leitura” é o nome da ação de “ler”. Como é natural o
verbo ser transitivo, o substantivo também fica transitivo.
Observe:
Você leu o texto.
sujeito VTD objeto
direto
Predicado verbal
Compare: Júlia aproveitou o momento. (objeto direto)
Júlia tirou proveito do momento. (complemento nominal)
2) complemento nominal de um adjetivo:
Você precisa ser fiel aos seus ideais.



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sujeito locução verbal
de ligação
adjetivo na
função de
predicativo
complemento nominal
Predicado nominal

Quem é fiel é fiel a alguma coisa. Assim, o adjetivo “fiel” é transitivo, ou seja,
necessita de complemento.
3) Complemento nominal de advérbio:
Você mora perto de Maria.
sujeito verbo intransitivo advérbio na função de
adjunto adverbial de lugar
complemento
nominal
Predicado verbal
Note que o advérbio “perto” necessita de um complemento: perto de
algo ou de alguém. Podemos dizer que o complemento nominal é mais uma
função substantiva da oração: nos casos citados anteriormente, o núcleo dos
complementos é um substantivo (texto, ideais, Maria). Pronomes e numerais
substantivos, assim como qualquer palavra substantivada, podem
desempenhar essa função. Observe o pronome “lhe” atuando como
complemento nominal na oração seguinte:
Não posso ser-lhe fiel: já empenhei minha palavra com outra pessoa.
(fiel a alguém)
Observe que o complemento nominal não se relaciona diretamente com
o verbo da oração, e sim com um nome que pode desempenhar as mais
diversas funções.
A realização do projeto é necessária à população carente.
Adj.
Adn
núcleo complemento
nominal
VL predicativo do
sujeito
complemento nominal
sujeito predicado nominal
Como distinguir o adjunto adnominal do complemento nominal
O adjunto adnominal formado por uma locução adjetiva pode ser
confundido com o complemento nominal. Normalmente não haverá dúvida,
pois, segundo o que foi visto, o adjunto adnominal é constituído de vocábulo
de valor restritivo que caracteriza o núcleo do termo de que faz parte. Já o
complemento nominal é termo que completa o sentido de um nome. Há dúvida
quando os dois termos são preposicionados. Por exemplo:
A leitura do livro é instigante.
A leitura do aluno foi boa.
Para percebermos a diferença, é importante passarmos por três critérios:
1º critério:
Adjunto adnominal: Complemento nominal:
O termo preposicionado caracteriza o
substantivo.
O termo preposicionado complementa
um substantivo, adjetivo ou advérbio.




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Assim, em orações como “Estava cheio de problemas.”, “Moro perto de
você.”, logo no primeiro critério já saberíamos que “de problemas” e “de você”
são complementos nominais, pois completam o sentido do adjetivo “cheio” e
do advérbio “perto”, respectivamente.
2º critério:
O substantivo caracterizado pode ser
concreto ou abstrato.
O substantivo complementado deve ser
abstrato.

Sabendo-se que um substantivo abstrato normalmente é o nome de
uma ação (corrida, pesca) ou de uma característica (tristeza, igualdade) e que
o substantivo concreto é o nome de um ser independente, que conseguimos
visualizar, pegar (casa, copo). Nas orações “Trouxe copos de vidro.” e “Vi a
casa de pedra.”, os termos “de vidro” e “de pedra” são adjuntos adnominais,
pois caracterizam os substantivos concretos “copos” e “casa”,
respectivamente.
3º critério:
O termo preposicionado é agente. O termo preposicionado é paciente.

Este último normalmente é o cobrado em prova. Se os termos abaixo
sublinhados são agentes, automaticamente serão o adjuntos adnominais. Se
pacientes, serão complementos nominais. Veja:
Adjuntos adnominais:
O amor de mãe é especial. (agente: a mãe ama)
A invenção do cientista mudou o mundo. (agente: o cientista inventou)
A leitura do aluno foi boa. (agente: o aluno leu)
Complementos nominais:
O amor à mãe também é especial. (paciente: a mãe é amada)
A invenção do rádio mudou o mundo. (paciente: o rádio foi inventado)
A leitura do livro é instigante. (paciente: o livro é lido)
Questão 20
Prova: TRT 2ªR 2008 Técnico
Para observadores atentos, é uma forte ameaça à democracia...
O mesmo tipo de complemento grifado acima SÓ NÃO se repete na expressão
também grifada em:
(A) ... é o desmonte do conceito de segurança alimentar ...
(B) ... alimentos indispensáveis ao sustento da população...
(C) ... que muitos países da África e da América Latina desenvolvessem sua
agricultura...
(D) ... na busca da garantia do abastecimento interno.
(E) ... associado a políticas demográficas e ambientais.
Questão 21



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Prova: TRT 18ªR 2008 Analista
Os outros privilégios da vida a que as pessoas aspiram só existem em função
de uma única forma de utilização (...).
No período acima, são exemplos de uma mesma função sintática:
(A) vida e pessoas.
(B) privilégios e utilização.
(C) privilégios e pessoas.
(D) existem e utilização.
(E) a que e única.
Questão 22
Prova: TRT 3ªR 2009 Analista
A frase em que ambos os elementos sublinhados constituem exemplos de uma
mesma função sintática é:
(A) Os irmãos Vilas-Boas desempenharam um papel fundamental nas
primeiras aproximações com grupos indígenas.
(B) Aos irmãos Vilas-Boas coube levar adiante, da melhor maneira possível, a
missão que lhes foi confiada.
(C) Respeitar a cultura do outro deveria ser uma obrigação para quem dispõe
da superioridade das armas.
(D) “Selvageria” vem entre aspas para deixar claro que esse termo não condiz
com a situação analisada no texto.
(E) O chefe indígena não hesitou em recusar os presentes que lhe foram
oferecidos.
Questão 23
Prova: TRT 3ªR 2009 Analista
O sucesso da democracia nas sociedades industriais trouxe inegáveis
benefícios a amplos setores antes excluídos...
O mesmo tipo de complemento grifado acima NÃO ocorre APENAS em:
(A) no conhecimento do torcedor comum.
(B) da tomada de decisões.
(C) a perda de identidades grupais.
(D) pelo conceito de cidadania.
(E) um mundo de tribos.
Agente da passiva: Este termo já foi explorado na aula passada em tudo o
que era necessário. Cabe aqui lembrar que ele é quem pratica a ação verbal
quando o verbo está na voz passiva analítica; é introduzido pelas preposições
por (e suas contrações) ou, mais raramente, de:
A grama foi aparada pelo j ardineiro. (voz passiva)
O jardineiro aparou a grama. (voz ativa)
Aposto: É um termo que amplia, explica, desenvolve ou resume o
conteúdo de outro termo.



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O aposto classifica-se em:
1) explicativo
Raquel, contadora da firma, está viajando.
Um trabalho — tua monografia — foi premiado.
Só queria algo: apoio.
Obs.: O aposto explicativo pode vir com vírgulas, travessões, parênteses ou
dois-pontos.
2) enumerativo ou distributivo
Ganhei dois presentes: uma j oia especial e um livro raro.
Suas reivindicações incluíam muitas coisas: melhor salário, melhores
condições de trabalho, assistência médica extensiva a familiares.
Obs.: O aposto enumerativo é antecedido por dois-pontos. Isso cai muito em
prova.
3) resumitivo ou recapitulativo
Glória, poder, dinheiro, tudo passa.
Obs.: O sujeito composto “glória, dinheiro, poder” é resumido pelo pronome
indefinido tudo. É termo também antecedido de vírgula.
4) especificativo ou apelativo
O compositor Chico Buarque é também um excelente escritor.
O estado é cortado pelo rio São Francisco.
O aposto especificativo, que não pede sinais de pontuação, indica o nome de
alguém ou algo dito anteriormente.
Observação:
O aposto pode se referir também a uma oração:
Esforcei-me bastante, o que causou muita alegria em todos.
Obs.: Palavras como o, coisa, fato etc. podem referir-se a toda uma oração.
Questão 24
Prova: BB 2006 Escriturário
Fragmento do texto: “O folhetinista é originário da França [...] De lá
espalhou-se pelo mundo, ou pelo menos por onde maiores proporções tomava
o grande veículo do espírito moderno; falo do jornal.” E Machado tenta “definir
a nova entidade literária”, procura esmiuçar a “organização do novo animal”.
Mas dessa nova entidade só vai circunscrever a variedade que se aproxima do
que hoje chamaríamos crônica. E como na verdade a palavra folhetim
designa muitas coisas, e, efetivamente, nasceu na França, há que ir ver o que
o termo recobre lá na matriz. De início, ou seja, começos do século XIX, “le
feuilleton” designa um lugar preciso do jornal: “o rez-de-chaussée” — résdo-
chão, rodapé —, geralmente o da primeira página.
Os dois-pontos justapostos à palavra “jornal” (linha 9) introduzem a citação
de distintos espaços associados ao folhetim.
Questão 25



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Prova: BB 2010 Escriturário
Fragmento do texto:
A multiplicação de desastres naturais vitimando populações inteiras é
inquietante: tsunamis, terremotos, secas e inundações devastadoras,
destruição da camada de ozônio, degelo das calotas polares, aumento dos
oceanos, aquecimento do planeta, envenenamento de mananciais,
desmatamentos, ocupação irresponsável do solo, impermeabilização abusiva
nas grandes cidades. Alguns desses fenômenos não estão diretamente
vinculados à conduta humana. Outros, porém, são uma consequência direta
de nossas maneiras de sentir, pensar e agir.
Considere as afirmativas a respeito dos sinais de pontuação empregados no
texto.
I. Os dois-pontos introduzem enumeração de fatos que exemplificam
desastres naturais.
Questão 26
Prova: TRT 16ªR 2009 Técnico
... eles acabam falando de um dos mais atuais e globalizados temas: a
devastação das matas.
O emprego dos dois-pontos assinala, no contexto,
(A) reforço no sentido da afirmativa anterior.
(B) introdução de comentário repetitivo.
(C) especificação da expressão anterior a eles.
(D) transcrição exata da fala dos especialistas.
(E) segmento que apresenta sequência de fatos.
Questão 27
Prova: TRT 18ªR 2008 Técnico
Fragmento do texto: E ainda há o problema do lixo tecnológico (peças e
pedaços de computadores, pilhas, baterias), já tão grave que a própria ONU
criou diretrizes mundiais que apontam caminhos para ampliar a vida dos
componentes e promover a reciclagem.
(peças e pedaços de computadores, pilhas, baterias)
Considere as observações a respeito do segmento do parágrafo transcrito
acima:
I. Trata-se de um segmento enumerativo, intercalado no contexto.
II. Os parênteses podem ser corretamente substituídos por travessões, sem
alteração do sentido original.
III. A ausência do segmento colocado entre parênteses não alteraria a
sequência lógica nem a clareza do período.
Está correto o que se afirma em
(A) III, somente.
(B) I e II, somente.
(C) II e III, somente.
(D) I e III, somente.
(E) I, II e III.



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Questão 28
Prova: TRT 20ªR 2002 Analista
A mortalidade infantil caiu 38%: de 48 por mil nascimentos para 29,6.
O emprego dos dois pontos assinala
(A) uma restrição à afirmação do período anterior.
(B) a ligação entre palavras que formam uma cadeia na frase.
(C) a inclusão de um segmento explicativo.
(D) a citação literal do que consta no relatório do IBGE.
(E) a brusca interrupção da seqüência de idéias.
Questão 29
Prova: TRT 24ªR 2006 Técnico
Fragmento do texto:
As maravilhas da geologia, fauna e flora do Brasil Central reunidas em três
ecossistemas únicos no mundo – Pantanal, Cerrado e Floresta Amazônica −,
poderiam ser uma abundante fonte de receitas turísticas. Mas não são, e os
Estados da região agradecem.
– Pantanal, Cerrado e Floresta Amazônica –
Os travessões isolam, considerando-se o contexto,
(A) ressalva à afirmativa anterior.
(B) reprodução de opinião pessoal.
(C) enumeração explicativa.
(D) repetição desnecessária.
(E) citação conclusiva do parágrafo.
Questão 30
Prova: TRT 3ªR 2009 Analista
Fragmento do texto:
A consciência de pertencer a determinada comunidade camponesa, ou família
tradicional e poderosa, ou confraria, ou cidade, ficou esmagada pelo conceito
de cidadania que homogeneíza todos os indivíduos. Novos recortes surgiram –
partido político, condição econômica, seita religiosa etc. – mas tão maleáveis
e mutáveis que não substituíram todas as funções sociais e psicológicas do
velho sentimento grupal.
− partido político, condição econômica, seita religiosa etc. −
O segmento isolado pelos travessões denota, no texto,
(A) ressalva importante, de sentido explicativo, ao desenvolvimento anterior.
(B) transcrição exata de informações obtidas em outros autores.
(C) redundância intencional, para valorizar a descaracterização grupal.
(D) enumeração esclarecedora de uma expressão anterior.
(E) realce de uma ideia central, com a pausa maior inserida no contexto.
Questão 31
Prova: TRT 20ªR 2002 Analista
A frase corretamente pontuada é:



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(A) A expressão justiça do trabalho – apareceu, pela primeira vez em lei na
Constituição de 1934 com a finalidade, de dirimir questões entre
empregadores e empregados regidas pela legislação social dispositivo que se
manteve na Constituição de 1937.
(B) A expressão justiça do trabalho apareceu pela primeira vez em lei na
"Constituição de 1934" com a finalidade de dirimir, questões entre
empregadores e empregados regidas pela legislação social dispositivo, que se
manteve na "Constituição de 1937".
(C))A expressão – justiça do trabalho – apareceu pela primeira vez em lei na
Constituição de 1934, com a finalidade de "dirimir questões entre
empregadores e empregados regidas pela legislação social", dispositivo que se
manteve na Constituição de 1937.
(D) A expressão "justiça do trabalho", apareceu pela primeira vez em lei na
Constituição de 1934 com a finalidade – de dirimir questões, entre
empregadores e empregados regidas pela legislação social, dispositivo que se
manteve na Constituição de 1937.
(E) A expressão justiça do trabalho apareceu pela primeira vez em lei – na
Constituição de 1934 – com a finalidade de dirimir questões entre
empregadores e empregados regidas, pela legislação social, dispositivo que se
manteve na Constituição, de 1937.
O termo explicativo não é só o aposto explicativo, veja outras
possibilidades.
O comentário do autor: orações intercaladas:
Também são estruturas explicativas as orações intercaladas. São
inserções feitas pelo autor, com desprendimento sintático, por isso podem ser
separadas por vírgula, travessão ou parênteses. Essa estrutura é também
chamada de expressão parentética ou comentário do autor e transmite certos
valores semânticos:
a) abertura de citação: a expressão abre a palavra para os dizeres de
alguém:
Dê-me água, pediu- me o rapaz.
Quem é ele? – interrompeu a j ovem.
As estruturas acima são apenas variações do discurso direto padrão.
Veja:
O rapaz me pediu:
– Dê-me água.
A pontuação pode ainda sofrer mais alterações:
Dê-me, o rapaz me pediu, água.
Dê-me – o rapaz me pediu – água.
b) advertência: esclarece um ponto que o falante julga necessário:



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Em 1945 – isto aconteceu no dia do meu aniversário – conheci um
dos meus melhores amigos.
c) opinião: o falante aproveita a ocasião para opinar:
D. Benta (malvada que era) dizia que a sua doença impedia a
brincadeira da garotada.
“Comíamos, é verdade, mas era um comer virgulado de palavrinhas
doces.” (Machado de Assis)
d) desejo: o falante aproveita a ocasião para exprimir um desejo, bom
ou mau:
José – Deus o conserve assim! – conquistou o primeiro lugar da classe.
“É bem feiozinho, benza- o Deus, o tal teu amigo!” (Aluísio Azevedo)
e) escusa: o falante se desculpa:
“Pouco depois retirou-se: eu fui vê-la descer as escadas, e não sei por
que fenômenos de ventriloquismo cerebral (perdoem- me os filósofos essa
frase bárbara) murmurei comigo...” (Machado de Assis)
f) permissão: o falante solicita algo:
Meu espírito (permita- me aqui uma comparação de criança), meu
espírito era naquela ocasião uma espécie de peteca.” (Machado de Assis)
g) ressalva: o falante faz uma limitação à generalidade de um
enunciado:
“Daqui a um crime distava apenas um breve espaço e ela transpôs, ao
que parece.” (Alexandre Herculano)
Ele, que eu saiba, nunca veio aqui.
“Cobiça de cátedras e borlas que, diga- se de passagem, Jesus Cristo
repreendeu severamente aos fariseus.” (Camilo Castelo Branco)
Os livros, pode- se bem dizer, são o alimento do espírito.
h) esclarecimento, síntese ou conclusão do que foi enunciado:
“– A razão é clara: achava a sua conversação menos insossa que a dos
outros homens.” (Machado de Assis)
“Não era desgosto: era cansaço e vergonha” (Cochat Osório)
“Eu em sua igreja não mando: só assisto e apoio” (S. de Mello Breyner Andressen)
Por estar em final de período, é antecedida de dois-pontos, mas também
pode receber vírgula ou travessão:
“Sua metodologia é simples – por meio de conversas frequentes com a
família, o voluntário receita cuidados básicos para evitar que a criança morra
por falta de conhecimento, como os hábitos de higiene, a administração do
soro caseiro e a adoção da farinha de multimistura...” (Jornal do Commercio 2010)
Questão 32



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Prova: BB 2011 Escriturário
Fragmento do texto: Embora não queira apresentar receitas prontas, o
Relatório de 2010 traça caminhos possíveis. Entre eles, o reconhecimento da
ação pública na regulação da economia para proteger grupos mais
vulneráveis. Outro aspecto ressaltado é a necessidade de considerar pobreza,
crescimento e desigualdade como temas interligados. "Crescimento rápido não
deve ser o único objetivo político, porque ignora a distribuição do rendimento
e negligencia a sustentabilidade do crescimento", informa o texto.
O trecho colocado entre aspas, no final do parágrafo, indica que se trata de
(A) comentário pessoal do autor do texto sobre dados do Relatório.
(B) insistência na correção dos dados apresentados pelo Relatório.
(C) repetição desnecessária de informação já citada no texto.
(D) transcrição exata do que consta no texto do Relatório de 2010.
(E) resumo do assunto principal constante do Relatório de 2010.
Questão 33
Prova: BB 2011 Escriturário
Fragmento do texto:
Poucas pessoas classificariam o bico do tucano como uma
"monstruosidade". Mas foi assim que Buffon, um famoso naturalista francês, o
descreveu no século XVIII. Até hoje, o tamanho "monstruoso" do bico do
tucano – o maior entre as aves, proporcionalmente ao corpo − é algo que
clama por explicação.
– o maior entre as aves, proporcionalmente ao corpo −
A frase isolada pelos travessões constitui, no texto,
(A) contestação do que foi afirmado anteriormente.
(B) descrição exata da ave pelo naturalista francês.
(C) justificativa para o tamanho do bico do tucano.
(D) restrição feita à classificação usual do bico do tucano.
(E) observação feita pelo autor, de sentido explicativo.
Questão 34
Prova: BB 2010 Escriturário
Fragmento do texto:
Em 1979 ele publicou O Princípio Responsabilidade. A obra mostra
que as éticas tradicionais – antropocêntricas e baseadas numa concepção
instrumental da tecnologia – não estavam à altura das consequências danosas
do progresso tecnológico sobre as condições de vida humana na Terra e o
futuro das novas gerações.
Considere as afirmativas a respeito dos sinais de pontuação empregados no
texto.
II. Os travessões isolam um comentário explicativo da expressão
imediatamente anterior a esse segmento.
Questão 35
Prova: BB 2010 Escriturário
Fragmento do texto: O paradoxo consiste em que o progresso converte o
sonho de felicidade em pesadelo apocalíptico – profecia macabra que tem hoje



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a figura da catástrofe ecológica. [...]
Considere as afirmativas a respeito dos sinais de pontuação empregados no
texto.
III. O travessão único, no final do fragmento, pode ser corretamente
substituído por uma vírgula, sem alteração do sentido original.
Questão 36
Prova: TRF 5ªR 2003 Analista
Está inteiramente correta a pontuação do seguinte período:
(A)) De acordo com Marilena Chauí – a autora do texto –, é preciso desconfiar
das afirmações que, aparentemente óbvias, não resistem a uma análise mais
concreta e mais rigorosa.
(B) De acordo com Marilena Chauí, a autora do texto: é preciso desconfiar das
afirmações que aparentemente óbvias, não resistem a uma análise, mais
concreta e mais rigorosa.
(C) De acordo com Marilena Chauí, a autora do texto; é preciso: desconfiar
das afirmações que, aparentemente óbvias não resistem, a uma análise mais
concreta, e mais rigorosa.
(D) De acordo com Marilena Chauí, a autora do texto, é preciso desconfiar,
das afirmações, que aparentemente óbvias não resistem a uma análise, mais
concreta e mais rigorosa.
(E) De acordo com Marilena Chauí, – a autora do texto – é preciso desconfiar
das afirmações, que, aparentemente óbvias não resistem a uma análise mais
concreta e, mais rigorosa.
d. Vocativo: O nome vocativo nos faz pensar em várias palavras ligadas à
ideia de “chamar”, “atrair a atenção”: evocar, convocar, evocação, vocação.
Vocativo é justamente o nome do termo sintático que serve para nomear um
interlocutor a que se dirige a palavra. É um termo independente: não faz parte
do sujeito nem do predicado, de valor exclamativo, muitas vezes confundido
com o aposto, pois exige vírgulas. Pode aparecer em posições variadas na
frase.
Márcia, pegue o seu exemplar.
Veja, menina, aquela árvore.
Estamos aqui, papai.
Nessas orações, os termos destacados são vocativos: indicam e
nomeiam o interlocutor a que se está dirigindo a palavra. Numa oração como a
primeira, não se deve confundir o vocativo “Márcia” com o sujeito oculto da
forma imperativa “pegue”, que é “você”.
Palavras denotativas
Há palavras semelhantes aos advérbios, mas que não constituem
circunstâncias. São as chamadas palavras denotativas. Veja algumas
importantes.



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1. Designação: eis.
Eis o homem!
Esta construção admite que o substantivo posterior seja substituído pelo
pronome oblíquo átono o, na forma Ei- lo!
2. Exclusão: exceto, senão, salvo, menos, tirante, exclusive, ou melhor
etc.
Voltaram todos, menos André.
Roubaram tudo, salvo o telefone.
3. Limitação: só, apenas, somente, unicamente:
Só Deus é imortal. Apenas um livro foi vendido.
A possibilidade de cobrança em prova é na interpretação de texto.
Quando se inserem as palavras só, somente, apenas; há o recurso textual
chamado palavra categórica. Ele transmite uma ideia veemente do autor, que
não abre caminhos para outra possibilidade. Isso dirige a interpretação de
texto. Veja:
Só o rico ganha. O dinheiro chega apenas à classe nobre.
Compare com as estruturas sem essas palavras categóricas:
O rico ganha. O dinheiro chega à classe nobre.
Naturalmente você observou que o sentido mudou significativamente. Na
prova normalmente o texto sugere algo de maneira geral, com a segunda
construção. Já, na interpretação de texto, a banca inclui a palavra categórica
para o candidato perceber o erro.
4. Explicação, explanação ou exemplificação: a saber, por exemplo,
isto é, como, ou melhor etc.
Eram três irmãos, a saber, Pedro, Antônio e Gilberto.
Lá, no inverno, usa-se roupa pesada, como sobretudo e poncho.
Os elementos do mundo físico são quatro, a saber: terra, fogo, água e
ar.
Esses valores são normalmente separados por vírgula ou dois-pontos.
Pode-se ter em mente que, quando se explica, quer-se ratificar, confirmar
argumentos; então isso pode ser cobrado numa interpretação de texto ou no
uso da pontuação.
5. Inclusão: mesmo, além disso, ademais, até, também, inclusive,
ainda, sobretudo etc.
Até o professor riu-se. Ninguém veio, mesmo o irmão.



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I - Costumam-se ficar entre vírgulas as estruturas além disso,
também, inclusive, ainda. Normalmente a banca insere apenas uma das
vírgulas e isso torna o texto errado.
Ele disse, inclusive que não viria hoje. (errado)
Ele disse, inclusive, que não viria hoje. (certo)
II – Cumpre lembrar que não se pode confundir o valor de mesmo
(inclusão), mesmo (pronome demonstrativo de valor adjetivo) e advérbio de
afirmação/certeza. O primeiro não se flexiona e pode ser substituído por até,
inclusive:
Mesmo ela realizou as atividades.
O segundo flexiona-se e diz respeito a um reforço reflexivo, equivalendo
a sozinha:
Ela mesma realizou as atividades.
O terceiro não se flexiona e serve para ratificar, confirmar uma ação,
equivalendo-se a sim, com certeza:
Ela realizou mesmo as atividades.
6. Retificação: aliás, ou melhor, isto é, ou antes etc.
Comprei cinco, aliás, seis livros. Correu, isto é, voou até nossa casa.
Para a banca é importante notar a ideia de correção ao que foi dito
anteriormente e por isso a expressão deve ficar separada por vírgula(s). Note
que a expressão “isto é” também foi vista como explicação (ratificação), por
isso deve-se ter muito cuidado com o contexto.
7. Situação: mas, então, pois, afinal, agora, etc.
Mas que felicidade. Então duvida que se falasse latim?
Pois não é que ele veio. Afinal, quem tem razão?
Posso mostrar-lhes o sítio; agora, vender eu não vendo.
A banca pergunta se os vocábulos “Mas”, “Então” e “Pois”, nestes casos,
possuem valor de oposição, conclusão e explicação, respectivamente. Pode-se
notar claramente que não; estes vocábulos apenas motivam o início do
discurso, como ocorre com o coloquialismo “Hum...”, “senão vejamos”, etc.
8. Expletivo e realce: é que; lá, cá, só, ora, que, mesmo, embora.
Nós é que somos brasileiros. Eu sei lá!
Eu cá me arranjo. Vejam só que coisa!
Ora, decidamos logo o negócio. Oh! Que saudades que tenho!
É isso mesmo. Vá embora!
Normalmente as palavras expletivas ocorrem por motivo de ênfase e
estilo; mas o vocábulo “ora” geralmente inicia uma consideração do autor,
uma avaliação que pode também ser entendida como conclusão.



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9. Afetividade: felizmente, infelizmente, ainda bem:
Felizmente não me machuquei.
Ainda bem que o orador foi breve!
Questão 37
Prova: BB 2006 Escriturário
Fragmento do texto: “O folhetinista é originário da França [...] De lá
espalhou-se pelo mundo, ou pelo menos por onde maiores proporções tomava
o grande veículo do espírito moderno; falo do jornal.” E Machado tenta “definir
a nova entidade literária”, procura esmiuçar a “organização do novo animal”.
Mas dessa nova entidade só vai circunscrever a variedade que se aproxima do
que hoje chamaríamos crônica. E como na verdade a palavra folhetim
designa muitas coisas, e, efetivamente, nasceu na França, há que ir ver o que
o termo recobre lá na matriz. De início, ou seja, começos do século XIX, “le
feuilleton” designa um lugar preciso do jornal: “o rez-de-chaussée” — résdo-
chão, rodapé —, geralmente o da primeira página.
A expressão “ou seja” (linha 8) foi empregada para introduzir uma retificação:
em busca da precisão, anula-se o valor da expressão anteriormente utilizada
(De início).
Questão 38
Prova: TRT 12ªR 2010 Técnico
Fragmento do texto: Gilda de Mello e Souza dizia que o Brasil é muito bom
nas novelas. Para ter público, a novela precisa dispor de personagens de todas
as classes sociais, explicava ela, o que exige uma trama complexa.
Acrescento: a mobilidade social é decisiva nas novelas e se dá sobretudo pelo
amor entre ricos e pobres. Provavelmente as novelas exibam casos de
ascensão social pelo amor – genuíno ou fingido – em proporção maior que a
vida real .... Mas a novela não é um retrato do Brasil, ou melhor, é sim, mas
como aqueles retratos antigos do avô e da avó, fotografados em preto e
branco, mas, depois, cuidadosamente retocados e coloridos. O fundo é real. A
tela: ideais, sonhos, fantasias.
Mas a novela não é um retrato do Brasil, ou melhor, é sim ...
O emprego da expressão grifada acima assinala uma
(A) contradição involuntária.
(B) repetição para realçar a ideia.
(C) retificação do que havia sido dito.
(D) conclusão decorrente da afirmativa inicial.
(E) condição básica de um fato evidente.
Questão 39
Prova: TRT 24ªR 2006 Técnico
Questão: Para responder a esta questão, considere o fragmento, reproduzido
abaixo, de um informe publicitário da Prefeitura Municipal de Campo Grande.



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QUALIDADE DE VIDA
Campo Grande é uma das capitais brasileiras que oferece melhor índice de
qualidade de vida. Urbanizada, arborizada, sem favelas e com avenidas
largas, a Capital do Mato Grosso do Sul registra alto índice de satisfação de
seus moradores e empreendedores.
A afirmativa INCORRETA, a partir dos elementos aí existentes, é:
(A) Os verbos oferecer e registrar exigem o mesmo tipo de complemento.
(B) ... uma das capitais que oferece − estaria correta também a forma de
plural oferecem.
(C) As vírgulas separam elementos de mesmo valor no trecho Urbanizada,
arborizada, sem favelas ...
(D) A vírgula empregada após a expressão com avenidas largas pode ser
corretamente substituída por um travessão, sem alteração do sentido original.
(E) O emprego do pronome possessivo seus introduz uma dificuldade de
sentido no período, que teria sido evitada com o uso da forma sua.
Questão 40
Prova: Metrô 2008 Técnico
As estradas – basicamente construídas no Estado de São Paulo – viviam em
constantes dificuldades financeiras, com exceção das ferrovias cafeeiras.
Considere as afirmativas a respeito do emprego de sinais de pontuação:
I. Os travessões podem ser substituídos por vírgulas, sem alteração do
sentido original.
II. O segmento assinalado pelos travessões pode vir isolado também por
parênteses.
III. Após a expressão dificuldades financeiras podem ser colocados dois-
pontos substituindo a vírgula, sem interrupção do sentido lógico da frase.
Está correto o que se afirma em
(A) I, apenas.
(B) III, apenas.
(C) I e II, apenas.
(D) II e III, apenas.
(E) I, II e III.
Questão 41
Prova: BB 2011 Escriturário
Fragmento de texto:
Felicidade é uma palavra pesada. Alegria é leve, mas felicidade é
pesada. Diante da pergunta "Você é feliz?", dois fardos são lançados às costas
do inquirido. O primeiro é procurar uma definição para felicidade, o que
equivale a rastrear uma escala que pode ir da simples satisfação de gozar de



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boa saúde até a conquista da bem-aventurança. O segundo é examinar-se,
em busca de uma resposta.
(...)
Os pais de hoje costumam dizer que importante é que os filhos sejam
felizes. É uma tendência que se impôs ao influxo das teses libertárias dos anos
1960. É irrelevante que entrem na faculdade, que ganhem muito ou pouco
dinheiro, que sejam bem-sucedidos na profissão. O que espero, eis a resposta
correta, é que sejam felizes. Ora, felicidade é coisa grandiosa. É esperar, no
mínimo, que o filho sinta prazer nas pequenas coisas da vida. Se não for
suficiente, que consiga cumprir todos os desejos e ambições que venha a
abrigar. Se ainda for pouco, que atinja o enlevo místico dos santos. Não dá
para preencher caderno de encargos mais cruel para a pobre criança.
(Trecho do artigo de Roberto Pompeu de Toledo.
Vej a. 24 de março de 2010, p. 142)
O que espero, eis a resposta correta, é que sejam felizes.
Ora, felicidade é coisa grandiosa. (último parágrafo)
Com a palavra grifada, o autor
(A) retoma o mesmo sentido do que foi anteriormente afirmado.
(B) exprime reserva em relação à opinião exposta na afirmativa anterior.
(C) coloca uma alternativa possível para a afirmativa feita anteriormente.
(D) determina uma situação em que se realiza a probabilidade antes
considerada.
(E) estabelece algumas condições necessárias para a efetivação do que se
afirma.
Questões cumulativas (REVISÃO)
Questão 42
Prova: TCM CE 2010 Superior
As normas de concordância verbal estão plenamente observadas na frase:
(A) Não se costumam reconhecer nos funcionários-escritores talento artístico,
quando são pegos a escrever literatura na repartição.
(B) São injustas as razões pelas quais se maldizem, costumeiramente, a
atividade literária de um funcionário público.
(C) Como a um funcionário não se oferecem a fome e o fausto, ele se
aproveita dessa condição para desenvolver seu imaginário.
(D) Dão uma bela resposta às obrigações não escolhidas, de que é feito o
nosso mundo, o talento dos escritores-funcionários.
(E) Cabem a nós, zelosos fiscais das repartições públicas, determinar se
nossos funcionários devem ou não produzir literatura?
Questão 43
Prova: DNOCS 2010 Superior
Quanto à concordância verbal, está inteiramente correta a frase:
(A) Devem-se ressaltar, nos meios de comunicação, a constância com que
promovem abusos, na exploração da cultura popular.



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(B) Nem mesmo um pequeno espaço próprio querem conceder à cultura
popular os que a exploram por interesses estritamente econômicos.
(C) Restam das festas, dos ritos e dos artesanatos da cultura popular pouco
mais que um resistente núcleo de práticas comunitárias.
(D) Muita gente acredita que se devem imputar aos turistas a
responsabilidade por boa parte desses processos de falseamento da cultura
popular.
(E) Produzem-se nas pequenas células comunitárias, a despeito das pressões
da cultura de massa, lento e seguro dinamismo de cultura popular.
Questão 44
Prova: MPE SE 2010 Superior
Há uma transgressão das normas de concordância verbal na frase:
(A) Não é à variação dos esquemas táticos que se deve imputar o fato de
conviverem, em uma Copa do Mundo, a tristeza e a exaltação.
(B) Entre paixões opostas costumam movimentar-se, nos dramáticos jogos da
Copa, o sentimento dos torcedores mais fanáticos.
(C) Sempre haverá nos versos de Carlos Drummond de Andrade reflexões
poéticas que se enraízam nas experiências da vida.
(D) Não coube aos brasileiros, na Copa de 2010, vivenciar os dramas que
caracterizam as partidas a que leva o emparelhamento final.
(E) A alternância entre paixões intensas e opostas, como ocorre ao longo da
Copa do Mundo, não faz bem aos cardíacos.
Questão 45
Prova: MPE SE 2010 Superior
O verbo entre parênteses deverá flexionar-se em uma forma do plural para
preencher de modo correto a lacuna da frase:
(A) Aos sentimentos do menino ...... (corresponder) um gesto bonito, pelo
qual se materializou o amor filial.
(B) Não se ...... (atribuir) ao gesto do menino quaisquer intentos que não
tivessem raiz em sua generosidade.
(C) A nenhum dos parentes ...... (ocorrer) alimentar suspeitas acerca das
preocupações do menino.
(D) Não ...... (faltar) aos brinquedos antigos a magia que as engenhocas
eletrônicas exercem hoje sobre os pequenos.
(E) ...... (ter) ocorrido aos pais que os gestos do filho estariam ocultando
algum segredo?
Questão 46
Prova: TRT 2ªR 2008 Analista
Transpondo-se para a voz passiva o segmento ninguém descobre sua timidez,
a forma verbal resultante será:
(A) não terá descoberto.
(B) não será descoberta.
(C) não terá sido descoberta.
(D) não é descoberta.



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(E) não tem descoberto.
Questão 47
Prova: CEAL 2008 Advogado
Está corretamente indicada entre parênteses a forma verbal resultante da
transposição da seguinte frase para a voz passiva:
(A) (...) os eleitores consideram os políticos profissionais uma espécie
daninha. (é considerada)
(B) (...) os mesmos cidadãos também menosprezam o homem comum. (são
menosprezados)
(C) a candidatura do cidadão comum nos incomoda. (é incomodada)
(D)) queremos justificar nossa preguiça cívica. (seja justificada)
(E) a chave que nos liberta do nosso destino. (é libertado)
Questão 48
Prova: MPE SE 2010 Superior
Questão: Está inteiramente correta a transposição para a voz passiva em:
(A) As grandes paixões nos movem sempre / Têm-nos movido sempre as grandes
paixões.
(B) O poeta formulou esta consideração / Tinha formulado esta consideração o
poeta.
(C) Muitos brasileiros terão experimentado tal sensação / Tal sensação terá sido
experimentada por muitos brasileiros.
(D) Essa perversão gerará uma antítese / Uma antítese terá sido gerada por essa
perversão.
(E) A alegria compensaria a dor / A dor teria sido compensada pela alegria.
Respostas
Questão 1
Prova: TRE 3ªR 2009 Analista
Gabarito: ERRADA
Comentário: Perceba que “as instruções” é sujeito de “fazem parte da LRF”;
por isso a vírgula deve ser retirada. Veja que a conjunção “e” liga os núcleos
do objeto direto composto “limites” e “regras”; por isso a segunda vírgula
também deve ser retirada.
Questão 2
Prova: TRT 2ªR 2008 Técnico
Gabarito: B
Comentário: O verbo “vivem” é intransitivo, por isso “em áreas urbanas” é o
adjunto adverbial de lugar.
Na alternativa A, o verbo “ultrapassará” é transitivo direto e “o” é o objeto
direto.
Na alternativa B, o verbo “ocorrerá” é intransitivo e “nas cidades” é adjunto
adverbial de lugar. Por isso é a alternativa correta.
Na alternativa C, o verbo “atraem” é transitivo direto e “diferentes tipos de
moradores” é objeto direto.
Na alternativa D, o verbo “dependem” é transitivo indireto e “de normas
comuns de comportamento” é objeto indireto.



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Na alternativa E, o verbo “criar” é transitivo direto e “os filhos” é objeto
direto.
Questão 3
Prova: TRE RS 2010 Analista
Gabarito: ERRADA
Comentário: A expressão “hoje em dia” é um adjunto adverbial de tempo, o
qual se encontra intercalado. Pode-se até entendê-lo como de pequena
extensão, sendo vírgula facultativa; porém, se retiramos a primeira vírgula,
obrigatoriamente devemos retirar a outra.
Questão 4
Prova: TRE 3ªR 2009 Analista
Gabarito: ERRADA
Comentário: Note que o adjunto adverbial de causa “graças à promulgação
da LRF” deve ficar entre vírgulas. O erro é justamente a falta de uma vírgula
após “LRF”. A vírgula antes de “conforme” está correta e é facultativa, pois o
adjunto adverbial de conformidade “conforme sua regulamentação” está no
final do período.
Questão 5
Prova: BB 2010 Escriturário
Gabarito: C
Comentário: Nem foi necessário inserir o fragmento do texto para esta
questão, pois vimos que a locução “em virtude de” transmite valor semântico
de causa; assim, “em virtude das forças econômicas e de outra índole” é um
adjunto adverbial de causa.
Questão 6
Prova: TRE TO 2011 Analista
Gabarito: C
Comentário: Note que a expressão “graças à intervenção humana” é um
adjunto adverbial de causa, por isso a relação só pode ser de um efeito
(consequência) e uma causa, respectivamente.
Questão 7
Prova: BB 2011 Escriturário
Gabarito: D
Comentário:
Na estrutura I, muda-se o sentido, pois o advérbio “não” modifica o
verbo “ser” na primeira frase e o verbo “pode” na segunda.
Na estrutura II, não se muda o sentido, pois o adjunto adverbial de
pequena extensão “Nesse processo” encontra-se antecipado. O autor do texto
modificou a frase colocando-o no final do período. Portanto, não há mudança
de sentido, pois é normal haver mobilidade de posição do adjunto adverbial
solto (como falamos, essa classificação é apenas didática).
Na estrutura III, muda-se o sentido; pois no texto o adjetivo antecipado
transmite valor de uma criança digna de pena, triste (na visão do autor). Já



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na posposição deste adjetivo o sentido passa a ser de uma criança sem
dinheiro.
Questão 8
Prova: MPE RS 2010 Superior
Gabarito: A
Comentário: A locução prepositiva “à custa da” inicia um adjunto adverbial
de causa, por isso a expressão sublinhada expressa valor de causa. Essa
expressão pode ser substituída pela locução prepositiva “devido a”,
permanecendo o mesmo valor de causa. Note que, contextualmente, cabe a
inserção do substantivo perda em “perda da capacidade de concentração e de
reflexão”.
Questão 9
Prova: TRT 2ªR 2008 Analista
Gabarito: B
Comentário: Deve-se entender que “apesar de” transmite valor adverbial
concessivo. Assim, eliminam-se as alternativas (A), pois “tendo em vista”
transmite causa; (C), pois “em razão da” também transmite a ideia de causa.
Além disso, exclui-se a alternativa (D), pois “inclusive” é palavra denotativa
de inclusão, adição; portanto não cabe no contexto. Sobraram as alternativas
(B) e (E), ambas com valor concessivo. Porém, deve-se observar que a
conjunção “conquanto” exige verbo, por iniciar obrigatoriamente uma oração;
mas, na alternativa (E), há apenas o substantivo “timidez”. Portanto, a correta
é a alternativa (B), pois a expressão “não obstante” pode iniciar um adjunto
adverbial de concessão (não obstante a timidez), como o previsto neste
contexto.
Questão 10
Prova: TRT 23ªR 2007 Técnico
Gabarito: A
Comentário: A expressão “graças a” é uma locução prepositiva de causa,
com o mesmo valor de “devido a”, “ face a”, “em face de”, etc. Essas locuções
prepositivas iniciam os adjuntos adverbiais de causa.
Questão 11
Prova: TRT 16ªR 2009 Técnico
Gabarito: E
Comentário: O verbo “destacamos” é transitivo direto e “uma extensa e
diversificada cadeia de fornecedores” é objeto direto.
Na alternativa A, o verbo “atender” é, neste caso, transitivo indireto e “a suas
especificidades” é objeto indireto.
Na alternativa B, “são” é verbo de ligação e “importantes” é predicativo.
Na alternativa C, “remetem” é transitivo indireto e “a uma ideia central” é
objeto indireto.
Na alternativa D, o verbo “influir” é transitivo indireto e “sobre as decisões de
compra” é objeto indireto.
Na alternativa E, o verbo “despertar” é transitivo direto e “o interesse de



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pesquisadores” é objeto direto. Por isso é a alternativa correta.
Questão 12
Prova: BB 2011 Escriturário
Gabarito: C
Comentário: O verbo “mudam” é transitivo direto e “a cara do Nordeste” é o
objeto direto. A alternativa correta é a (C), pois o verbo “movimentam” é
também transitivo direto, com isso o objeto direto é “milhões de reais”.
Na alternativa (A), o verbo “mexeram” é VTI e “com a renda” é OI.
Na alternativa (B), o verbo “crescem” é VI e “na região” é adjunto adverbial
de lugar.
Na alternativa (D), o verbo “está” é VI e “no campo” é adjunto adverbial de
lugar.
Na alternativa (E), o verbo “são” é VL e “menos favoráveis” é predicativo do
sujeito.
Questão 13
Prova: TRT 18ªR 2008 Técnico
Gabarito: A
Comentário: O verbo “Pensam” é transitivo indireto “em novas formas de
suprimento de energia” é objeto indireto.
Na alternativa A, o verbo “convivemos” também é transitivo indireto e “com a
convicção” é objeto indireto. Por isso é a alternativa correta.
Na alternativa B, o verbo “há” é transitivo direto e “outros ângulos do
problema” é objeto direto.
Na alternativa C, o verbo “entopem” é transitivo direto e “as caixas de
recepção” é objeto direto.
Na alternativa D, o verbo “criou” é transitivo direto e “diretrizes mundiais” é
objeto direto.
Na alternativa E, o verbo “haverá” é transitivo direto e “um limite” é objeto
direto.
Questão 14
Prova: SEC SP 2011 Superior
Gabarito: A
Comentário: Observe que os verbos “beijar” e “falar” possuem diversas
transitividades, mas neste contexto não há o objeto direto ou indireto. Assim,
é considerado verbo intransitivo. As expressões “pouco” e “menos ainda” são
adjuntos adverbiais de intensidade.
Note que o verbo “bitransitivo”, expresso na alternativa (D), é o
transitivo direto e indireto.
Questão 15
Prova: TRT 20ªR 2002 Analista
Gabarito: B
Comentário: O verbo “representa” é transitivo direto e “3% do problema
mundial” é objeto direto.



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Na alternativa A, o verbo “Parecem” é de ligação e “inexpugnáveis” é o
predicativo do sujeito.
Na alternativa B, o verbo “começaram” é transitivo direto e “a vida” é objeto
direto. Por isso é a alternativa correta.
Na alternativa C, o verbo “aparece” é intransitivo e “com menos de 1% do
movimento” é adjunto adverbial de modo.
Na alternativa D, “é” é verbo de ligação e “o país mais rico do mundo” é
predicativo.
Na alternativa E, o verbo “entram” é transitivo indireto e “na equação
econômica” é objeto indireto.
Questão 16
Prova: TRT 23ªR 2007 Técnico
Gabarito: B
Comentário: Os verbos elencados na questão são transitivos diretos.
Na alternativa A, “deu” é verbo intransitivo, “se” é parte integrante do verbo e
“por processos voluntários” é adjunto adverbial de modo.
Na alternativa B, o verbo “tinham” é transitivo direto e “um passado de
tensões e guerras” é objeto direto. Por isso é a alternativa correta.
Na alternativa C, o verbo “Correspondeu” é transitivo indireto e “ao conjunto
de aspirações do europeísmo” é o objeto indireto.”
Na alternativa D, o verbo “operou” é, neste caso, intransitivo e “numa
moldura propícia” é adjunto adverbial de lugar.
Na alternativa E, “são” é verbo de ligação e “o fruto de mecanismos de
permanentes negociações intergovernamentais” é predicativo.
Questão 17
Prova: TRT 12ªR 2010 Técnico
Gabarito: D
Comentário: O verbo “rendeu” é transitivo direto e “frutos” é o objeto direto.
(A) O verbo “cresceu” é intransitivo e “a uma taxa de 4% ao ano” é o adjunto
adverbial de modo.
(B) O verbo “responderam” é transitivo indireto e “por 28% da economia
nacional” é o objeto indireto.
(C) O verbo “vive” é intransitivo e “em cidades médias” é adjunto adverbial de
lugar.
(D) O verbo “obtiveram” é transitivo direto e “melhores resultados” é o objeto
direto. Por isso é a correta.
(E) O verbo “depararam” é transitivo indireto e “com capitais estranguladas” é
objeto indireto.
Questão 18
Prova: TRT 12ªR 2010 Técnico
Gabarito: E
Comentário: As frases abaixo transcritas já estão corrigidas em negrito.
Deve-se lembrar que os pronomes e verbos que se referem ao pronome de
tratamento devem se flexionar na terceira pessoa do singular.
(A) Senhor João das Neves, respeitável representante da Sociedade Amigos e



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Amigos, queremos cumprimentá-lo pela gestão que V. Sa. tão bem tem
conduzido neste último ano.
(B) Estamos à disposição de V. Exa. para dar continuidade aos trabalhos que
se encetaram neste setor, e esperamos fazê-lo tão bem quanto V. Exa.
mesma o fez.
(C) É notório que V. Sa. deve estar sabendo dos progressos conseguidos por
estas pessoas, e por isso vimos solicitar-lhe sua atenção para uma situação
surgida recentemente.
(D) Pedimos encarecidamente a Vossa Senhoria que não abandone a
organização de nossos programas culturais, em nome daqueles que dependem
de seu conhecimento nessa área.
(E) A Vossa Excelência, nossa prestigiada Embaixadora, dirigimos os votos de
que possa cumprir com êxito sua missão diplomática em região tão
conturbada por conflitos entre nações vizinhas.
Questão 19
Prova: TRT 24ªR 2006 Técnico
Gabarito: E
Comentário:
A alternativa (A) está correta, pois os verbos “oferece” e “registra” são
transitivos diretos e seus objetos diretos são, respectivamente: “melhor índice
de qualidade de vida” e “alto índice de satisfação de seus moradores e
empreendedores”.
A alternativa (B) está correta, pois se deve notar que o sujeito do verbo
“oferece” é o pronome relativo “que”, o qual retoma o vocábulo “uma”, por
isso o verbo está no singular. Mas este pronome pode retomar o substantivo
“capitais”, por isso o verbo pode concordar também no plural.
Na alternativa (C), as vírgulas ali inseridas fazem parte de uma
enumeração, por isso separam elementos de mesmo valor: explicativo.
Na alternativa (D), por haver termo explicativo, a vírgula pode
naturalmente ser substituída por travessão, mesmo que este termo esteja
antecipado, como neste contexto.
Na alternativa (E), o pronome possessivo “seus” é o adjunto adnominal
antecipado de um núcleo composto, por isso ele deve se flexionar de acordo
com o primeiro núcleo, por isso não se pode modificar sua flexão.
Questão 20
Prova: TRT 2ªR 2008 Técnico
Gabarito: C
Comentário: A expressão “à democracia” é um complemento nominal, pois
esse termo preposicionado foi exigido por regência nominal pelo substantivo
abstrato “ameaça”. (ameaçar a democracia → ameaça à democracia).
O mesmo tipo de complemento ocorre nas alternativas
(A): o substantivo abstrato “desmonte” exige o complemento “do conceito de
segurança alimentar” (desmontar o conceito → desmonte do conceito)



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(B): “indispensável” é um adjetivo que exige complemento: “indispensável ao
sustento da população”.
(C): O substantivo concreto “países” não é gerado a partir de um verbo, não é
o nome de uma ação; por isso não exige complemento, conforme o 2° critério
visto anteriormente. Na realidade, o termo “da África e da América Latina” é o
adjunto adnominal, pois apenas caracteriza, restringe o substantivo anterior.
Por isso esta é a alternativa a ser marcada.
(D): O substantivo “garantia” é abstrato e por isso exige o complemento “do
abastecimento interno”.
(E): O adjetivo “associado” exige o complemento “a políticas demográficas e
ambientais”.
Questão 21
Prova: TRT 18ªR 2008 Analista
Gabarito:
Comentário:
Na alternativa (A), “da vida” é adjunto adnominal de “privilégios”, o qual
é o núcleo do sujeito do verbo “existem”. Já “pessoas” é o núcleo do sujeito
do verbo “aspiram”.
Na alternativa (B), “privilégios” é o núcleo do sujeito do verbo “existem”
e “de utilização” é o adjunto adnominal do núcleo “forma”.
A alternativa (C) é a correta, pois os dois substantivos são núcleos do
sujeito dos verbos “existem” e “aspiram”, respectivamente.
Na alternativa (D), “existem” é verbo intransitivo, enquanto “de
utilização” é o adjunto adnominal do núcleo “forma”.
Na alternativa (E), “a que” é o objeto indireto de “aspiram” e “única” é o
adjunto adnominal de “forma”.
Questão 22
Prova: TRT 3ªR 2009 Analista
Gabarito: E
Comentário:
Na alternativa (A), “irmãos” é núcleo do sujeito, enquanto “primeiras” é
apenas um adjunto adnominal, pois caracteriza o substantivo “aproximações”,
o qual é o núcleo do adjunto adverbial de tempo.
Você pode ter ficado na dúvida e pensado que “irmãos” é o adjunto adnominal
de “Vilas-Boas”, porém “Irmãos” é um substantivo que, sem preposição não
pode caracterizar, será o núcleo. Já “Vilas-Boas” é o aposto especificativo e
isso será visto adiante em nossa aula.
Na alternativa (B), “adiante” é adjunto adverbial de lugar (entendendo-se aí
uma ideia de continuação, não um lugar concreto.) e “missão” é o objeto
direto do verbo transitivo direto “levar”.
Na alternativa (C), “do outro” é adjunto adnominal, pois restringe “cultura”, e
“uma obrigação” é o predicativo do sujeito. Note a locução verbal de ligação
“deveria ser”.
Na alternativa (D), “claro” é o predicativo do objeto direto. Ainda não vimos



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isso, mas toda a oração “que esse termo não condiz com a situação analisada
no texto” é o objeto direto do verbo “deixar”. Tanto assim que podemos
reescrever a oração assim: deixar isso claro. Como veremos esta estrutura na
próxima aula, cabe aqui apenas entender como predicativo. O vocábulo
“termo” é sujeito do verbo “condiz”.
A alternativa (E) é a correta, pois “O chefe indígena” é o sujeito de “hesitou” e
“que” é o pronome relativo na mesma função. Ele retoma “presentes” e por
isso a locução verbal “foram oferecidos” fica no plural.
Questão 23
Prova: TRT 3ªR 2009 Analista
Gabarito: E
Comentário: O complemento grifado é o nominal, pois completa o sentido do
adjetivo “benefícios”. Isso foi visto no critério número 1 da diferença entre
adjunto adnominal e complemento nominal.
Vimos no critério dois que o complemento nominal completa o sentido
de substantivos abstratos. Vimos também que esses substantivos
normalmente são gerados a partir de verbos, como
conhecer→“conhecimento”; tomar→“tomada”; perder→“perda”;
conceituar→“conceito”. O vocábulo “mundo” é o único substantivo concreto,
assim “de tribos” é o adjunto adnominal, que o restringe.
Questão 24
Prova: BB 2006 Escriturário
Gabarito: ERRADO
Comentário: Na realidade, o sinal de dois-pontos marca que “o rez-de-
chaussée” é o aposto explicativo. Ele se refere à expressão “um lugar preciso
do jornal”.
Questão 25
Prova: BB 2010 Escriturário
Gabarito: CERTA
Comentário: A expressão “tsunamis, terremotos, secas e inundações
devastadoras, destruição da camada de ozônio, degelo das calotas polares,
aumento dos oceanos, aquecimento do planeta, envenenamento de
mananciais, desmatamentos, ocupação irresponsável do solo,
impermeabilização abusiva nas grandes cidades” é o aposto enumerativo, o
qual tem a função de elencar elementos após os dois-pontos e esses
elementos , contextualmente, exemplificam “desastres naturais”. Por isso, a
afirmativa está correta.
Questão 26
Prova: TRT 16ªR 2009 Técnico
Gabarito: A
Comentário: Esta é uma questão típica desta banca. Os dois-pontos estão



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sinalizando que na sequência virá um elemento explicativo, chamado aposto
explicativo. Perceba que a banca não inseriu nas alternativas a palavra
“explicação ou explicativo”. Mas basta entender que o elemento explicativo
reforça, ratifica, corrobora um dado expresso anteriormente; por isso a
alternativa A é a correta.
Questão 27
Prova: TRT 18ªR 2008 Técnico
Gabarito: E
Comentário:
Na frase I, veja que o aposto explicativo, quando recebe mais de um termo, é
considerado enumerativo e continua explicando o termo anterior.
Na frase II, se o termo está intercalado, então pode ser separado por duplo
travessão, dupla vírgula, parênteses.
Na frase III, como o segmento é explicativo, sua retirada mantém a
sequência lógica e a coerência do texto. Para entender isso, basta retirar o
termo e ler novamente.
Por isso, todas as frases estão corretas.
Questão 28
Prova: TRT 20ªR 2002 Analista
Gabarito: C
Comentário: Como visto no aposto explicativo, os dois-pontos assinalam um
segmento explicativo.
Questão 29
Prova: TRT 24ªR 2006 Técnico
Gabarito: C
Comentário: O travessão separa a inserção explicativa, que neste caso
também é enumerativa. Sintaticamente falando, há um aposto enumerativo,
mas esta enumeração também explica o dado anterior.
Questão 30
Prova: TRT 3ªR 2009 Analista
Gabarito: D
Comentário: Como vimos, o aposto explicativo pode ser separado por
travessões, vírgulas e parênteses. Neste caso ele possui mais de um núcleo,
assim pode ser considerado também um aposto enumerativo, que tem a
função de explicar (esclarecer) termo anterior (recortes).Por isso, a
alternativa (D) é a correta.
A alternativa (A) está errada porque “ressalva” significa contraste, oposição.
A alternativa (B) está errada, pois não há transcrição exata de informações.
A alternativa (C) está errada, pois não há redundância (repetição viciosa de



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ideias).
A alternativa (E) está errada, porque não há intenção de realçar, mas de
explicar.
Questão 31
Prova: TRT 20ªR 2002 Analista
Gabarito: C
Comentário: Ao comentarmos a alternativa correta, automaticamente se
eliminam as outras.
A expressão – justiça do trabalho – apareceu pela primeira vez em lei na
Constituição de 1934, com a finalidade de "dirimir questões entre
empregadores e empregados regidas pela legislação social", dispositivo que se
manteve na Constituição de 1937.
O termo “justiça do trabalho” é um aposto explicativo, por isso está
separado por duplo travessão, mas também poderia vir separada por dupla
vírgula ou por parênteses. A vírgula que inicia a expressão “com a finalidade”
não é obrigatória porque este adjunto adverbial de finalidade vem posposto à
estrutura principal, mas seu uso denota clareza. A vírgula que separa
“dispositivo” marca que esta palavra é um aposto explicativo que vem seguido
de uma oração subordinada adjetiva restritiva “que se manteve...”, por isso
esta oração não possui vírgula. Assim, esta é a alternativa correta.
Para se eliminar qualquer dúvida, vamos verificar onde poderia haver
mais vírgula: A expressão “pela primeira vez” poderia ser separada por
vírgula, por ser um adjunto adverbial de tempo de pequena extensão,
portanto vírgulas facultativas. As expressões “na Constituição de 1934” e “na
Constituição de 1937” também poderiam ficar separadas por dupla vírgula por
serem adjuntos adverbiais de lugar. Mas o autor as entendeu como de
pequena extensão e optou pela clareza evitando muitas vírgulas.
Note, então, que os erros nas alternativas A, B, D e E ocorreram por
separarem núcleos de adjuntos adnominais, sujeito, verbo e complemento,
etc.
Questão 32
Prova: BB 2011 Escriturário
Gabarito: D
Comentário: O trecho colocado entre aspas é seguido de vírgula e a voz do
narrador. Isso comprova a citação da fala de alguém, o que se comprova na
letra “a” do conceito de orações intercaladas.
Questão 33
Prova: BB 2011 Escriturário
Gabarito: E
Comentário: Há um equívoco conceitual no pedido da questão. A banca
chamou de frase a expressão “o maior entre as aves, proporcionalmente ao
corpo”. Na realidade não é frase, é apenas um enunciado incompleto. Mas isso
não prejudica o entendimento da questão pelo candidato.
Esse enunciado apenas insere um comentário do autor, que mostra uma
explicação. Perceba que não houve contestação (alternativa A), nem descrição



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exata (alternativa B), tampouco restrição (alternativa D). Além disso, não
houve justificativa para o tamanho do bico do tucano (alternativa C).
Questão 34
Prova: BB 2010 Escriturário
Gabarito: CERTO
Comentário: Perceba que o trecho entre parênteses explica “éticas
tradicionais”.
Questão 35
Prova: BB 2010 Escriturário
Gabarito: CERTO
Comentário: Esse termo antecedido do travessão pode ser interpretado tanto
como aposto explicativo quanto comentário do autor; por isso, ao final do
período, ele pode ser iniciado por travessão, vírgula e dois-pontos.
Questão 36
Prova: TRF 5ªR 2003 Analista
Gabarito: A
Comentário:Comentando-se a alternativa correta, as outras também serão
entendidas. Veja:
(A)) De acordo com Marilena Chauí – a autora do texto –, é preciso desconfiar
das afirmações que, aparentemente óbvias, não resistem a uma análise mais
concreta e mais rigorosa.
Toda a estrutura interna à chave (números 1 e 2) compõe o adjunto adverbial
de conformidade. Se este adjunto adverbial de grande extensão está
antecipado, naturalmente a vírgula antes de “é preciso” é obrigatória. Dentro
do adjunto adverbial, notamos um termo que explica quem é “Marilena
Chauí”, este termo é o aposto explicativo (nº 2). Sabemos que o aposto
explicativo, quando intercalado, pode ficar entre vírgulas, travessões ou
parênteses. Neste caso, o autor optou por inserir travessões porque já há
vírgula separando o adjunto adverbial (1+2) da estrutura básica da oração “é
preciso”.
O termo “aparentemente óbvias” é uma inserção do autor (expressão
intercalada ou parentética), de cunho subjetivo, o qual também pode ficar
entre vírgulas, travessões ou parênteses.
O restante dos termos está na estrutura sujeito, verbo e complemento,
os quais não recebem pontuação de separação.
Questão 37
Prova: BB 2006 Escriturário
Gabarito: ERRADO
Comentário: Não há retificação (correção) da expressão “De início”, o que
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houve foi uma explicação, por meio da expressão denotativa de explicação “ou
seja”.
Questão 38
Prova: TRT 12ªR 2010 Técnico
Gabarito: C
Comentário: A expressão “ou melhor” é chamada de palavra denotativa de
retificação, por isso a alternativa C é a correta.
Questão 39
Prova: TRT 24ªR 2006 Técnico
Gabarito: E
Comentário:
A alternativa (A) está correta, pois os verbos “oferece” e “registra” são
transitivos diretos e seus objetos diretos são, respectivamente: “melhor índice
de qualidade de vida” e “alto índice de satisfação de seus moradores e
empreendedores”.
A alternativa (B) está correta, pois se deve notar que o sujeito do verbo
“oferece” é o pronome relativo “que”, o qual retoma o vocábulo “uma”, por
isso o verbo está no singular. Mas este pronome pode retomar o substantivo
“capitais”, por isso o verbo pode concordar também no plural.
Na alternativa (C), as vírgulas ali inseridas fazem parte de uma
enumeração, por isso separam elementos de mesmo valor: explicativo.
Na alternativa (D), por haver inserção explicativa do autor que se
encontra antecipada (“Urbanizada, arborizada, sem favelas e com avenidas
largas”), a vírgula pode naturalmente ser substituída por travessão. Veja a
estrutura sem a antecipação, para confirmar que há explicação:
a Capital do Mato Grosso do Sul, urbanizada, arborizada, sem favelas e com
avenidas largas, registra alto índice de satisfação...
Esta estrutura pode ser também entendida como aposto enumerativo
explicativo.
Na alternativa (E), o pronome possessivo “seus” é o adjunto adnominal
antecipado de um núcleo composto, por isso ele deve se flexionar de acordo
com o primeiro núcleo, por isso não se pode modificar sua flexão.
Questão 40
Prova: Metrô 2008 Técnico
Gabarito: C
Comentário:
As afirmações I e II estão corretas, porque a estrutura “basicamente
construídas no Estado de São Paulo” encontra-se entre travessões por ser
uma inserção do autor (expressão intercalada/parentética), por isso também
pode ficar entre vírgulas e entre travessões, sem alterar o sentido.
A afirmação III está incorreta, porque a expressão “com exceção das ferrovias
cafeeiras” é denotativa de exclusão, a qual não admite dois-pontos, para não
confundir com explicação.



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Questão 41
Prova: BB 2011 Escriturário
Gabarito: B
Comentário: Leia o texto atentamente. Perceba que, para o autor, a
felicidade é algo difícil de ser atingido. Compreendendo isso, percebemos que
a expressão “O que espero...é que sejam felizes” não é a opinião do autor,
mas a resposta comum, a qual é criticada pelo autor. Com isso, a frase “Ora,
felicidade é coisa grandiosa.” É uma forma de o autor se colocar em reserva,
em crítica à postura da opinião expressa anteriormente. Assim:
• não há retomada de mesma afirmação anterior, conforme alternativa (A);
• não houve uma alternativa ao que foi dito, não se abriu nova possibilidade
conforme alternativa (C);
• não houve realização de algo dito anteriormente, conforme alternativa (D);
• não há estabelecimento de condições, conforme alternativa (E).
Questão 42
Prova: TCM CE 2010 Superior
Gabarito: C
Comentário: As frases foram reescritas abaixo já corrigidas com os verbos
em negrito e seus sujeitos sublinhados.
(A) Não se costuma reconhecer nos funcionários-escritores talento artístico,
quando são pegos a escrever literatura na repartição.
A locução verbal “costuma reconhecer” é transitiva direta e indireta,
assim o pronome apassivador “se” faz com que “talento artístico” seja o
sujeito paciente, forçando o verbo para o singular (talento artístico não
costuma ser reconhecido). A expressão “nos funcionários-escritores” é o
objeto indireto.
A locução “são pegos” encontra-se no plural por concordar com sujeito
que se encontra elíptico e se remete a “funcionários-escritores”.
(B) São injustas as razões pelas quais se maldiz, costumeiramente, a
atividade literária de um funcionário público.
A expressão “as razões” é o sujeito de “são”, por isso a concordância
está correta. Porém, o verbo “maldiz” é transitivo direto e seu pronome
apassivador “se” faz com a expressão “a atividade literária” seja o sujeito
paciente, assim esse verbo deve se flexionar no singular.
(C) Como a um funcionário não se oferecem a fome e o fausto, ele se
aproveita dessa condição para desenvolver seu imaginário.
O verbo “oferecem” é transitivo direto e indireto. O pronome
apassivador “se” faz com que a expressão “a fome e o fausto” seja o sujeito
paciente, por isso o verbo está flexionado no plural, mas também poderia se
flexionar no singular, pois concordaria com o primeiro núcleo do sujeito
composto posposto. O verbo “aproveita” se flexiona no singular por concordar
com o sujeito “ele”.
(D) Dá uma bela resposta às obrigações não escolhidas, de que é feito o
nosso mundo, o talento dos escritores-funcionários.
O verbo “Dá” deve se flexionar no singular, porque o sujeito é “o talento



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dos escritores-funcionários”. Esse verbo é transitivo direto e indireto, por isso
note que o objeto direto é “uma bela resposta” e o indireto é “às obrigações
não escolhidas”.
(E) Cabe a nós, zelosos fiscais das repartições públicas, determinar se nossos
funcionários devem ou não produzir literatura?
O verbo “Cabe” deve se flexionar no singular, por concordar com o
sujeito oracional “determinar”. O verbo “devem” está corretamente flexionado
porque concorda com o seu sujeito “nossos funcionários”.
Questão 43
Prova: DNOCS 2010 Superior
Gabarito: B
Comentário: As frases foram reescritas abaixo já corrigidas com os verbos
em negrito e seus sujeitos sublinhados.
(A) Deve-se ressaltar, nos meios de comunicação, a constância com que
promovem abusos, na exploração da cultura popular.
A locução verbal “Deve-se ressaltar” é transitiva direta e o pronome
apassivador “se” faz com que a expressão “a constância” seja o sujeito
paciente, forçando o verbo para o singular (a constância deve ser ressaltada).
O verbo “promovem” está no plural porque seu sujeito está elíptico,
subentendendo a expressão “meios de comunicação”.
(B) Nem mesmo um pequeno espaço próprio querem conceder à cultura
popular os que a exploram por interesses estritamente econômicos.
O sujeito da locução verbal “querem conceder” é o pronome
demonstrativo “os”. Esta locução é transitiva direta e indireta. O objeto direto
é “um pequeno espaço próprio” e o objeto indireto é “à cultura popular”. O
verbo “exploram” está no plural porque seu sujeito é o pronome relativo
“que”, o qual retoma o pronome “os”, que se encontra no plural. Por isso a
concordância nesta alternativa é a correta.
(C) Resta das festas, dos ritos e dos artesanatos da cultura popular pouco
mais que um resistente núcleo de práticas comunitárias.
O verbo “Resta” deve ficar no singular, porque seu sujeito é a expressão
“pouco mais que um resistente núcleo de práticas comunitárias”. A expressão
“das festas, dos ritos e dos artesanatos da cultura popular” é apenas o objeto
indireto composto.
(D) Muita gente acredita que se deve imputar aos turistas a responsabilidade
por boa parte desses processos de falseamento da cultura popular.
O verbo “acredita” está corretamente flexionado porque concorda com o
sujeito “Muita gente”. A locução verbal “deve imputar” é transitiva direta e
indireta. Como há presença do pronome apassivador “se”, o sujeito paciente é
“a responsabilidade”, forçando o verbo para o singular (a responsabilidade
deve ser imputada aos turistas).
(E) Produz-se nas pequenas células comunitárias, a despeito das pressões da
cultura de massa, lento e seguro dinamismo de cultura popular.
O verbo “Produz” é transitivo direto, o pronome “se” é apassivador, por
isso o sujeito paciente é “lento e seguro dinamismo de cultura popular”. Esse
sujeito deve forçar o verbo ao singular (lento e seguro dinamismo é



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produzido).
Questão 44
Prova: MPE SE 2010 Superior
Gabarito: B
Comentário: Abaixo, está sublinhado o sujeito e negritado o verbo para
melhor visualização da estrutura.
(A) Não é à variação dos esquemas táticos que se deve imputar o fato de
conviverem, em uma Copa do Mundo, a tristeza e a exaltação.
O verbo “é” possui como sujeito a oração “que se deve imputar o fato”.
A locução verbal “deve imputar” encontra-se precedida do pronome
apassivador “se”, o que indica que o termo “o fato” é o sujeito paciente, por
isso o verbo está no singular (o fato deve ser imputado). O verbo
“conviverem” encontra-se no plural porque possui o sujeito composto “a
tristeza e a exaltação”.
(B) Entre paixões opostas costuma movimentar-se, nos dramáticos jogos
da Copa, o sentimento dos torcedores mais fanáticos.
O erro está na locução verbal “costumam movimentar-se”, a qual deve
se flexionar no singular; pois “movimentar” é transitivo direto, o pronome “se”
é apassivador, com isso “o sentimento dos torcedores mais fanáticos” é o
sujeito paciente, o que força o verbo para o singular (o sentimento dos
torcedores mais fanáticos costuma ser movimentado).
(C) Sempre haverá nos versos de Carlos Drummond de Andrade reflexões
poéticas que se enraízam nas experiências da vida.
O verbo “haverá” está no valor de “existir”. Assim, ele é impessoal e não
possui sujeito, por isso está corretamente flexionado no singular. O verbo
“enraízam” é transitivo direto e indireto. Com isso, o pronome “se” é
apassivador e o sujeito paciente “que” retoma a expressão “reflexões
poéticas”, forçando o verbo ao plural (reflexões poéticas são enraizadas).
(D) Não coube aos brasileiros, na Copa de 2010, vivenciar os dramas que
caracterizam as partidas a que leva o emparelhamento final.
O verbo “coube” é transitivo indireto, “aos brasileiros” é o objeto
indireto e “vivenciar os dramas” é o sujeito oracional, por isso esse verbo se
encontra no singular. O verbo “caracterizam” está flexionado no plural porque
seu sujeito é o pronome relativo “que”, o qual retomou o substantivo plural
“dramas”. O verbo “leva” está flexionado no singular porque concorda com o
sujeito “o emparelhamento final”. Note que o pronome relativo “que” está
precedido de preposição “a”, pois é o objeto indireto.
(E) A alternância entre paixões intensas e opostas, como ocorre ao longo da
Copa do Mundo, não faz bem aos cardíacos.
Os verbos “faz” e “ocorre” se referem ao mesmo termo: “A alternância”.
Sintaticamente, “faz” possui sujeito determinado simples “A alternância” e
“ocorre” possui esse mesmo termo como sujeito, porém como determinado
elíptico.
Questão 45
Prova: MPE SE 2010 Superior



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Gabarito: B
Comentário: Note o estilo da questão. O objeto indireto normalmente está
antes do sujeito, para confundir o candidato. O verbo sempre concorda com o
sujeito e nunca com o objeto.
Na alternativa (A), o verbo deve se flexionar no singular
(“corresponde”), pois o sujeito é “um gesto bonito”. Esse verbo é transitivo
indireto, por isso “Aos sentimentos do menino” é o objeto indireto.
Na alternativa (B), o verbo deve se flexionar no plural (“atribuem”).
Note que esse verbo é transitivo direto e indireto, o pronome “se” é
apassivador, “ao gesto do menino” é o objeto indireto e, com isso, o sujeito
“quaisquer intentos” é paciente e leva o verbo ao plural (quaisquer intentos
não são atribuídos ao gesto do menino).
Na alternativa (C), o verbo deve se flexionar no singular (“ocorre”), pois
o sujeito é oracional “alimentar suspeitas acerca das preocupações do
menino”. Esse verbo é transitivo indireto, por isso “A nenhum dos parentes” é
o objeto indireto.
Na alternativa (D), o verbo deve se flexionar no singular (“falta”), pois o
sujeito é “a magia”. Esse verbo é transitivo indireto, por isso “aos brinquedos
antigos” é o objeto indireto.
Na alternativa (E), a locução verbal deve se flexionar no singular (“Tem
ocorrido”), pois o sujeito é oracional “que os gestos do filho estariam
ocultando algum segredo”. Esse verbo é transitivo indireto, por isso “aos pais”
é o objeto indireto.
Questão 46
Prova: TRT 2ªR 2008 Analista
Gabarito: D
Comentário: Observe o esquema:
... ninguém descobre sua timidez...
(sujeito agente) VTD (OD)
...sua timidez não é descoberta por ninguém...
(sujeito paciente) (agente da passiva)
Questão 47
Prova: CEAL 2008 Advogado
Gabarito: D



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Comentário: Veja a correta transposição das vozes verbais e compare com
as alternativas.
Alternativa (A):
...os eleitores consideram os políticos profissionais uma espécie daninha.
(sujeito agente) VTD (OD)
... os políticos profissionais são considerados uma espécie daninha pelos eleitores...
(sujeito paciente) (agente da passiva)
Alternativa (B):
... os mesmos cidadãos também menosprezam o homem comum.
(sujeito agente) VTD (OD)
... o homem comum também é menosprezado pelos mesmos cidadãos...
(sujeito paciente) (agente da passiva)
Alternativa (C):
... a candidatura do cidadão comum nos incomoda...
(sujeito agente) (OD) VTD
... Nós somos incomodados pela candidatura do cidadão comum...
(sujeito paciente) (agente da passiva)
Alternativa (D):
...queremos j ustificar nossa preguiça cívica.
(sujeito agente: nós) (OD)
Literalmente, a transposição seria: Nossa preguiça cívica quer ser
j ustificada... Mas não há coerência, pois não se pode entender que a
“preguiça cívica” tenha vontade, desejo (querer algo). Por isso, a banca
colocou como possibilidade a estrutura “seja justificada”: Nossa preguiça
cívica sej a j ustificada (por nós)...
Esta é a alternativa correta. Mas só se chega a essa conclusão,
observando que todas as outras estão erradas.
Alternativa (E):
... a chave que nos liberta...
(sujeito agente) (OD)
... Nós somos libertados pela chave...
(sujeito paciente) (agente da passiva)
Questão 48
Prova: MPE SE 2010 Superior
Gabarito: C
Comentário: Veja a correta transposição das vozes verbais e compare com
as alternativas.
Alternativa (A):
As grandes paixões movem-nos.
(sujeito agente) VTD (OD)
Nós somos movidos pelas grandes paixões.
(sujeito paciente) (agente da passiva)
Alternativa (B):
O poeta formulou esta consideração.
(sujeito agente) (OD)



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Esta consideração foi formulada pelo poeta.
(sujeito paciente) (agente da passiva)
Alternativa (C):
Muitos brasileiros terão experimentado tal sensação.
(sujeito agente) (OD)
Tal sensação terá sido experimentada por muitos brasileiros.
(sujeito paciente) (agente da passiva)
Alternativa (D):
Essa perversão gerará uma antítese.
(sujeito agente) (OD)
Uma antítese será gerada por essa perversão.
(sujeito paciente) (agente da passiva)
Alternativa (E):
A alegria compensaria a dor.
(sujeito agente) (OD)
A dor seria compensada pela alegria.
(sujeito paciente) (agente da passiva)
O que devo tomar nota como mais importante?
• Observar que entre sujeito, verbo e complementos não há vírgula.
• O adjunto adverbial solto admite a vírgula no final do período. Quando
antecipado ou intercalado e de grande extensão, a vírgula é obrigatória.
• O aposto explicativo e os comentários do autor (expressão parentética)
podem ser separados por vírgulas, travessões e parênteses:
Xxxxxxx, explicação, xxxxxxx.
Xxxxxxx− explicação − xxxxxxx.
Xxxxxxx(explicação) xxxxxxx.
Quando em final de período, a vírgula, o travessão e os parênteses
podem substituídos por dois-pontos.
Xxxxxxx, explicação.
Xxxxxxx− explicação.
Xxxxxxx(explicação).
Xxxxxxx: explicação.
• Quando a questão pede mesmo tipo de complemento , é só lembrar da
estrutura:
PV= VTD + OD; VTI + OI; VTDI + OD + OI; VI
PN= VL + predicativo
Atentar para o complemento nominal:
Adjetivo que exige complemento nominal: fiel a ela.



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Advérbio que exige complemento: perto de você.
Substantivo abstrato que exige complemento: construção do
prédio.
Índice de provas analisadas nesta aula:
Prova: TRT 20ªR 2002 Analista
Prova: TRF 5ªR 2003 Analista
Prova: BB 2006 Escriturário
Prova: TRT 24ªR 2006 Técnico
Prova: TRT 23ªR 2007 Técnico
Prova: CEAL 2008 Advogado
Prova: Metrô 2008
Prova: TRT 2ªR 2008 Analista
Prova: TRT 2ªR 2008 Técnico
Prova: TRT 18ªR 2008 Analista
Prova: TRT 18ªR 2008 Técnico
Prova: TRT 3ªR 2009 Analista
Prova: TRT 16ªR 2009 Técnico
Prova: BB 2010 Escriturário
Prova: DNOCS 2010 Superior
Prova: MPE RS 2010 Superior
Prova: MPE SE 2010 Superior
Prova: TCM CE 2010 Superior
Prova: TRE RS 2010 Analista
Prova: TRT 12ªR 2010 Técnico
Prova: BB 2011 Escriturário
Prova: SEC SP 2011 Superior
Prova: TRE TO 2011 Analista
A quantidade de questões é grande, por isso é muito importante sua
dedicação. Estou sempre atento ao fórum. Se tiver com dúvida, utilize mesmo
essa ferramenta, pois tem trazido ótimos resultados aos alunos.
Grande abraço!!!
Professor Terror