PORTUGUÊS P/ FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS

(TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS)
PROFESSOR: DÉCIO TERROR
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Aula 05
Regência (a transitividade verbal, com pronome, tipo de complemento,
com orações substantivas e adjetivas)

Olá!
Espero que seu estudo esteja rendendo bastante e que você continue
bastante motivado; pois, à medida que avança a matéria, nossa atenção e
aplicação deve manter o mesmo ritmo.
Ao analisar várias provas da FCC, observamos que a regência é assunto
delicado e que deve ser visto com bastante critério.
Ela é cobrada normalmente da seguinte forma:
a) reconhecimento dos tipos de complemento;
b) uso dos pronomes oblíquos átonos;
c) transitividade com pronome relativo e conjunção integrante.
Então, vemos que a quantidade de questões de regência é maior que a
da concordância; por isso esse assunto deve ser visto com cautela.
Vamos ao primeiro tipo:
Reconhecimento dos tipos de complemento
Esse é um tema já visto na aula passada. Para este tipo de questão,
basta analisarmos a estrutura da oração e entendermos as formas como
aparecem os complementos verbais e nominal.
No lugar dos exemplos, vamos direto a algumas questões.
Questão 1: BB 2011 Escriturário
Em 1979 ele publicou O Princípio Responsabilidade.
A frase cujo verbo exige o mesmo tipo de complemento que o grifado acima
é:
(A) ... que as éticas tradicionais [...] não estavam à altura das consequências
danosas do progresso tecnológico ...
(B) ... para degenerar de maneira desmesurada ...
(C) ... que aceleram o curso do desenvolvimento tecnológico ...
(D) ... a sobrevivência de nossas sociedades depende da atualização do
potencial tecnológico ...
(E) ... que não advém do saber oficial nem da conduta privada ...
Questão 2: TRT 24ªR 2006 Técnico
Todos os anos o Brasil perde com o tráfico uma quantia financeira
incalculável...
Português para a Fundação Carlos Chagas
(teoria e questões comentadas)



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A frase cujo verbo exige o mesmo tipo de complemento do verbo grifado
acima é:
(A) Grupos de preocupação ecológica investem na proteção aos recursos
naturais do país.
(B) Compete à Justiça a aplicação de penalidades aos traficantes de animais
silvestres, nos termos da lei.
(C) O comércio de animais silvestres é prática ilegal, reprovada por toda a
sociedade.
(D) Animais silvestres transportados sem o devido cuidado acabam morrendo.
(E))Pesquisadores destacam a necessidade de maior proteção aos recursos
naturais do país.
Questão 3: TRT 1ªR 2011 Analista
... em diversos pontos controversos, desempatou controvérsias ...
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o grifado acima está
em:
(A) Os milhares de africanos que morreram por conta da viagem ou de
padecimentos posteriores ...
(B) Entre 1758 e 1851, por aquelas pedras passaram pelo menos 600 mil
escravos trazidos d'África.
(C) A própria construção do cais teve o propósito de ...
(D) ... mas as melhores descrições [...] saíram todas da pena de viajantes
estrangeiros.
(E) Os negros ficavam expostos no térreo de sobrados ...
Questão 4: TRT 3ªR 2009 Analista
... que prevalece no conhecimento do torcedor comum sobre os dados
históricos.
A frase cujo verbo exige o mesmo tipo de complemento que o grifado acima
é:
(A) ... e estão espalhados por vários locais.
(B) ... que homogeneíza todos os indivíduos.
(C) ... o sentimento tribal é muito forte ...
(D) ... acompanha o indivíduo por toda vida ...
(E) ... que (...) participam no rito das danças guerreiras.
Questão 5: PGE RO 2011 nível superior
– um direito que passa pela derrubada de ditadores e tiranos.
O verbo de mesma regência que o verbo passar na frase acima está grifado
na frase:
(A) Com apenas uma década, o século XXI exibe inúmeras incertezas quanto
às possíveis consequências dos acontecimentos históricos.
(B) A conquista de direitos civis importa em informações livres e imparciais a
respeito dos fatos que marcam a vida quotidiana, principalmente na área da



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política.
(C) A violência contra os direitos das minorias observada durante o século XX
moveu defensores dos direitos humanos em todo o mundo.
(D) A importância de certos fatos históricos transpõe, muitas vezes, os limites
estabelecidos por uma cronologia tradicionalmente aceita.
(E) A proximidade dos fatos históricos nem sempre favorece uma avaliação
exata e imparcial do que ocorre ao nosso redor.
Questão 6: SJCD BA 2010 Nível Médio
... que a natureza tinha seus próprios ritmos, alguns regulares e outros
irregulares.
A frase cujo verbo exige o mesmo tipo de complemento que o grifado
acima é:
(A) Nossa espécie, o Homo sapiens, apareceu em torno de 200 mil anos
atrás ...
(B) ... que grandes migrações da África em direção à Eurásia e à Oceania
ocorriam já há 70 mil anos.
(C) Os perigos eram muitos ...
(D) ... se gotas caíam ritmicamente das folhas ...
(E) ... mostram uma enorme variedade de animais ...
Regência com pronomes oblíquos

Pronomes são palavras que servem para fazer referências a outras
palavras, como coesão entre ideias. Esses pronomes podem acompanhar um
nome ou substituí-lo. Veja:
Rodolfo passou conseguiu adquirir sua casa própria. Ele a comprou à vista.
Veja que o pronome “sua” está acompanhando o substantivo “casa”,
caracterizando-a, por isso se flexiona de acordo com ela. Dizemos neste caso
que esse é um pronome adjetivo.
Os pronomes “Ele” e “a” retomam nomes já referenciados anteriormente
no texto (Ele=Rodolfo; a=casa). Dizemos, então, que são pronomes
substantivos, pois substituem os nomes anteriores.
Esse recurso é chamado de coesão referencial, o pronome não tem valor
sozinho, ele depende de haver essa palavra expressa anteriormente. São
vários os pronomes com essa característica. Os pronomes pessoais oblíquos
átonos são “me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os, os lhes”, mas cabe aqui
trabalharmos apenas os pronomes pessoais oblíquos átonos “o, a, os, as, lhe,
lhes”, por serem exigidos pela regência.
Os pronomes “o, a, os, as” serão os objetos diretos.
Veja no exemplo anterior que “comprou” é um verbo transitivo direto e
“a” é o objeto direto, o qual retomou o substantivo “casa”. Assim:
Rodolfo comprou um livro (comprou-o).
Rodolfo comprou uns livros (comprou-os).



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Quando esse verbo transitivo direto terminar com “r”, “s” ou “z”, o
pronome átono “o” e suas variações receberão “l”.
Veja:
Vou cantar uma música. Vou cantá-la.
VTD + OD VTD + OD

Note que o verbo “cantar” é palavra oxítona. Ao perder o “r”, passa a
receber acento gráfico, por ser oxítona terminada em “a”.
O mesmo ocorre com verbos terminados em “er” ou “or”. Veja:
Vou vender o carro. Vou vendê-lo.
VTD + OD VTD + OD
Vou compor uma música. Vou compô-la.
VTD + OD VTD + OD
Note, agora, com verbo terminado em “ir”. A retirada do “r” não faz com
que haja acento, pois não se acentua oxítona terminada em “i”:
Vou partir o bolo. Vou parti-lo.
VTD + OD VTD + OD
Porém, acentua-se a palavra que possua hiato em que a segunda vogal
seja “i”. Veja:
A prefeitura vai construir uma ponte. A prefeitura vai construí-la.
VTD + OD VTD + OD
Vamos agora a exemplos com “s” e “z”:
Solicitamos o documento. Solicitamo-lo.
VTD + OD VTD + OD
Refiz o documento. Refi-lo.
VTD + OD VTD + OD
Quando o verbo transitivo direto terminar com “m” ou sinal de
nasalização (~), recebe “n”:
Cantam a música. Cantam-na.
VTD + OD VTD + OD
Põe a música! Põe-na!
VTD + OD VTD + OD
Os pronomes “lhe, “lhes” ocupam as funções sintáticas de objeto
indireto, complemento nominal, além de poder possuir valor de posse.
Objeto indireto:
Paguei ao músico. Paguei-lhe.
VTI + OI VTI + OI



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Complemento nominal:
Sou fiel a você. Sou-lhe fiel.
VL + predicativo + CN VL + CN +predicativo
Valor de posse:
Há gramáticos que entendem este pronome como objeto indireto, outros
como adjunto adnominal; mas isso, para a Fundação Carlos Chagas, não
importa. O que interessa é o valor de posse.
As pernas dela doem. Doem-lhe as pernas.
Sujeito + VI VI + sujeito
Roubaram a sua bolsa. Roubaram-lhe a bolsa.
VTD + OD VTD + OD
Numa relação frasal, muitas vezes há dúvida quanto ao posicionamento
desses pronomes, que podem ficar antes do verbo (próclise), no meio dele
(mesóclise) e depois dele (ênclise).
A Fundação Carlos Chagas trabalha pouco a colocação desses pronomes.
Entendendo-se as regras acima sobre a utilização dos pronomes átonos, já faz
com que resolvamos a maioria absoluta das questões. Porém, algumas ainda
podem vir com a cobrança sobre o posicionamento desses pronomes átonos.
Assim, vamos procurar trabalhar a forma mais fácil e a que normalmente
é cobrada em prova:
a. Em relação a um só verbo:
A estrutura básica da oração é o sujeito (S), verbo (V) e complemento
(O). Essa é a sequência natural, pois é mais prático ao falante concordar o
verbo com o sujeito que já foi dito. Os pronomes pessoais oblíquos átonos
ocupam a função de complemento (representado adiante por “O”). Então,
façamos a seguinte depreensão:
S V O
Ênclise: o pronome surge após o verbo. Pode ser considerada a
colocação básica do pronome, pois obedece à sequência verbo-complemento.
Qualquer posicionamento diferente disso, ocorrerá por alguma atração.
Apresento-lhe meus cumprimentos. Joana cansou-se de tanto andar.
oblíquo
átono
ênclise



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Observação: deve-se ter em mente que não se inicia frase com pronome
oblíquo átono. Logo, está errada a construção: “Me disseram assim.”, o ideal é
“Disseram-me assim.”
Próclise: o pronome surge antes do verbo, porque há uma palavra que
o atrai, chamada palavra atrativa, ou se houver conveniência eufônica:
S O V
Não nos mostraram nada. Nada me disseram.
a) São palavras atrativas:
I – as negações: não, nada, nunca, ninguém etc:
Nada a fizeram. Nunca os desmereça.
II – os advérbios: somente, agora, sempre, onde, já, etc.
Já os chamaram uma vez. Somente lhe disse obrigado.
III – as conjunções subordinativas: que, quando, embora, porque,
já que, etc.
Ela pediu que lhe falassem a verdade.
IV – os pronomes relativos, interrogativos: que, o(a) qual, quem,
onde, quando, como, etc.
Quem lhe disse isso?
Observações:
• Se, após a palavra atrativa, houver pausa (vírgula, ponto e
vírgula, dois-pontos etc), a atração perde força e o pronome deve posicionar-
se após o verbo. Cuidado, pois em alguns casos o sentido muda.
Não lhes falaram a verdade. Não, falaram-lhes a verdade.
Agora me fale a verdade. Agora, fale-me a verdade.
Note que, no primeiro par de frases, o advérbio “Não”, sem vírgula, nega
a ação de “falar a verdade”. Já com a vírgula, negou-se algo anteriormente
dito, não mais essa ação de falar a verdade.
• O pronome átono pode vir antes da palavra negativa:
“...descia eu para Nápoles a busca de sol que o não havia nas terras do norte.”
• A colocação pronominal enclítica vista anteriormente na
estrutura “SVO” ocorre por força gramatical, porém a banca FCC, por ter uma
oblíquo
átono
próclise



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linguagem mais técnica, opta muitas vezes pela próclise, mesmo não havendo
palavra atrativa, haja vista o processo eufônico (soar melhor). Veja:
O marceneiro feriu-se com a lâmina.
Normalmente a linguagem moderna opta por colocar o pronome antes do
verbo:
O marceneiro se feriu com a lâmina.
Esse recurso ganhou gosto nos tempos modernos tendo em vista fugir de
um suposto artificialismo da linguagem.
Assim, chegamos à conclusão de que, com palavra atrativa, ocorrerá
próclise obrigatoriamente. Mesmo sem palavra atrativa, pode ocorrer próclise,
por eufonia.
b) Posições fixas:
A tradição fixou a próclise ainda nos seguintes casos:
1) com o gerúndio precedido da preposição em:
Em lhe chegando o turno, volte ao trabalho com eficiência.
2) nas orações exclamativas e optativas, com o verbo no subjuntivo e
sujeito anteposto ao verbo:
Bons ventos o levem! Deus te ajude!
Note a diferença com: “Benza-o Deus!”. Nesta frase, o sujeito ficou
posposto ao verbo; o pronome teve de ser deslocado para não iniciar a frase.
3) Com a preposição “para” seguida de infinitivo, a colocação
pronominal é facultativa (próclise ou ênclise), inclusive com palavra negativa:
Para se equilibrar, ele segurou um graveto.
Para equilibrar-se, ele segurou um graveto.
Para não se esquecer, escreveu o recado na mão.
Para não esquecer-se, escreveu o recado na mão.
Mesóclise: o pronome é intercalado ao verbo, que deve estar no futuro
do presente ou futuro do pretérito do indicativo. O processo é simples: escreva
o verbo até a letra “r”, acrescente o pronome e a desinência verbal, como os
passos a seguir.
S V
Mostrarei meus escritos a Maria. Mostraria a Maria meus escritos.
VTDI OD OI VTDI OI OD
oblíquo
átono
mesóclise



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strar + os + ei a Maria Mostrar + lhe + ia meus escritos
Mostrá-los-ei a Maria Mostrar-lhe-ia meus escritos
Mas, se houver palavra atrativa, mesmo com os verbos nestes tempos, a
colocação é a próclise:
Nunca lhe mostrarei meus escritos. Jamais vos falarei a verdade.
Questão 7: DPE RS 20118 Defensor Público
Das expressões em negrito, SOMENTE uma exerce a função de complemento.
(A) ...caso de assassinato que o havia atormentado ...
(B) ...20 anos após o crime, o julgamento ...
(C) Foi assim que o Departamento de Justiça Criminal ...
(D) ...esperança de ver os assassinos de...
(E) ...comprometimento em prender os homens...
Questão 8: TRT 16ªR 2009 técnico
O segmento grifado abaixo que está substituído de modo INCORRETO pelo
pronome correspondente é:
(A) que suprem produtos = que os suprem.
(B) minimizar esses impactos = minimizá-los.
(C) destacamos uma extensa e diversificada cadeia de fornecedores =
destacamo-la.
(D) favorecendo um desenvolvimento mais sustentável = favorecendo-o.
(E) passou a despertar o interesse de pesquisadores = despertar-lhes.
Questão 9: TRT 18ªR 2008 técnico
O pronome que substitui corretamente o segmento grifado, respeitando
também as exigências de colocação, está em:
(A) não haveria limites para a atividade humana = não haveria-os.
(B) detonando a questão das mudanças do clima = as detonando.
(C) as principais produtoras criaram um sistema conjunto = criaram-no.
(D) para aumentar a eficiência de hardwares e softwares = aumentá-los.
(E) e promover a reciclagem = lhe promover.
Questão 10: TRT 24ªR 2003 Analista
O Brasil é rico em matérias-primas, mas não basta possuirmos matérias-
primas, o desejável é que pudéssemos processar as matérias-primas,
industrializar essas matérias-primas e auferir todo o lucro potencial embutido
nessas matérias-primas.
Evitam-se as viciosas repetições do período acima substituindo- se, de modo
correto, os elementos sublinhados, respectivamente, por:
(A))as possuirmos - processá-las - industrializá-las - nelas embutido



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(B) lhes possuirmos - processá-las - industrializá-las - embutido-lhes
(C) possuirmo-las - lhes processar - lhes industrializar - nelas embutido
(D) as possuirmos - as processar - industrializar-lhes - nelas embutidas
(E) possuí-las - processar-lhes - industrializar-lhes - embutido-lhes
Questão 11: TRT 24ªR 2006 Técnico
... cujas belezas naturais despertaram os fazendeiros para as oportunidades
do turismo.
O termo grifado na frase acima está corretamente substituído pelo pronome
correspondente em
(A) lhes despertaram.
(B) despertaram eles.
(C) despertaram-lhes.
(D) despertaram-los.
(E))os despertaram.
Questão 12: TRT 24ªR 2006 Técnico
O tráfico de animais silvestres constitui prática ilegal. Para coibir a prática
ilegal, as autoridades responsáveis montam barreiras nas estradas, o objetivo
dessas barreiras é impedir as tentativas de exportar os animais silvestres.
Para tornar o segmento acima inteiramente correto, é preciso substituir os
trechos grifados pelos pronomes correspondentes, na ordem,
(A) coibir-a - cujo o objetivo - exportá-los.
(B) coibir ela - onde o objetivo - exportar-lhes.
(C) coibir-na - onde o objetivo - exportá-los.
(D) coibi-la - cujo objetivo - exportá-los.
(E) coibi-la - que o objetivo - exportar-lhes.
Questão 13: TRT 21ªR 2003 Analista
Ajudamos a criar essa nova arma no intuito de impedir que os inimigos
tivessem acesso antes de nós a essa nova arma.
Valendo-se do emprego de pronomes, estará correta a seguinte reconstrução
da frase acima:
(A) Ajudamos a criar-lhe no intuito de impedir eles de acessarem antes de nós
essa nova arma.
(B) Ajudamos a criá-la no intuito de lhes impedir o acesso dos inimigos a essa
nova arma antes de nós.
(C) Ajudamo-la a criar no intuito de impedir-lhes que eles tivessem acesso à
ela antes de nós.
(D))Ajudamos a criá-la no intuito de impedir que eles tivessem acesso a ela
antes de nós.
(E) Ajudamos a criá-la no intuito de os impedir de acessar-lhe antes de nós.
Questão 14: TRT 18ªR 2008 Analista
Sempre gostei das viagens de ônibus, mas atualmente considero as viagens



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de ônibus uma verdadeira provação, pois o que vem caracterizando as viagens
de ônibus é uma profusão de ruídos de toda espécie, o que torna as viagens
de ônibus um desafio aos nervos de um pacato passageiro.
Evitam-se as viciosas repetições do texto acima substituindo-se os elementos
sublinhados, na ordem dada, por:
(A) considero-as - as vem caracterizando - as torna
(B) considero-as - vem-nas caracterizando - lhes torna
(C) as considero - vem-lhes caracterizando - torna-las
(D) considero-lhes - lhes vem caracterizando - as torna
(E) considero-lhes - vem caracterizando-as - torna-as
Questão 15: CEAL 2008 Advogado
Quanto aos políticos profissionais, o cidadão que considera os políticos
profissionais uma espécie daninha insiste em eleger os políticos profissionais,
em vez de
preterir os políticos profissionais em favor de um espírito de renovação.
Evitam-se as viciosas repetições do período acima substituindo-se os
elementos sublinhados, respectivamente, por:
(A) os considera - lhes eleger - os preterir
(B) lhes considera - elegê-los - preterir-lhes
(C))os considera - elegê-los - preteri-los
(D) considera estes - eleger a estes - lhes preterir
(E) considera os mesmos - eleger eles - os preterir
Questão 16: CEAL 2008 Advogado
Em 11 de setembro ocorreu a tragédia que marcou o início deste século, e o
mundo acompanhou essa tragédia pela TV. A princípio, ninguém atribuiu a
essa tragédia a dimensão que ela acabou ganhando, muitos chegaram a
tomar essa tragédia como um grave acidente aéreo.
Evitam-se as viciosas repetições da frase acima substituindo-se os elementos
sublinhados, na ordem dada, por
(A) acompanhou-a - a atribuiu - lhe tomar
(B) acompanhou-a - lhe atribuiu - tomá-la
(C) lhe acompanhou - lhe atribuiu - tomar-lhe
(D) acompanhou-a - a atribuiu - tomá-la
(E) lhe acompanhou - atribuiu-lhe - a tomar
Questão 17: MPE SE 2010 Superior
Ao dar com o helicóptero, o menino pôs o helicóptero para funcionar, o que
significava manipular o helicóptero acionando uma manivela até que a força
desse movimento conferisse ao helicóptero a propriedade de voar.
Evitam-se as viciosas repetições do período acima substituindo-se os
elementos sublinhados, na ordem dada, por:



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(A) pô-lo - manipulá-lo - lhe conferisse
(B) o pôs - manipular-lhe - conferisse-lhe
(C) lhe pôs - o manipular - lhe conferisse
(D) pôs-lhe - manipulá-lo - o conferisse
(E) pô-lo - lhe manipular - o conferisse
Questão 18: TRT 3ªR 2009 Analista
É forçoso contatar os índios com delicadeza, para poupar os índios de um
contato talvez mais brutal, em que exploradores submetessem os índios a
toda ordem de humilhação, tornando os índios vítimas da supremacia das
armas do branco.
Evitam-se as viciosas repetições do trecho acima substituindo-se os
segmentos sublinhados, na ordem dada, por:
(A) poupar a eles - os submetessem - tornando-lhes
(B) poupá-los - os submetessem - tornando-os
(C) poupá-los - lhes submetessem - os tornando
(D) poupar-lhes - os submetessem - tornando-lhes
(E) os poupar - submetessem-nos - lhes tornando
Regência com pronomes relativos
Como visto na aula 3, o pronome relativo é uma palavra que inicia as
orações subordinadas adjetivas e pode estar antecedido de preposição. Isso
depende do verbo da oração adjetiva e da função sintática do pronome
relativo. Por isso é importante visualizarmos quais são os pronomes relativos
mais empregados.
que: retoma coisa ou pessoa
o/a qual: retoma coisa ou pessoa
quem: retoma pessoa
cujo: relação de posse
onde: retoma lugar
quando: retoma tempo
Os pronomes relativos e suas funções sintáticas.
Sujeito:
O homem, que é um ser racional, aprende com seus erros.
oração subordinada adjetiva
oração principal
Sempre se deve partir do verbo para entender a função sintática dos
termos. Assim, há o verbo de ligação “é”, o predicativo “um ser racional”; logo,
falta o sujeito, que é o pronome relativo “que”. Onde se lê “que”, entende-se
“homem”, então se pode ter a seguinte estrutura:
O homem é um ser social.



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Como se pode substituir “que” por “o qual” e suas variações,
dependendo da palavra que foi retomada, teremos:
O homem, o qual é um ser racional, aprende com seus erros.
Abaixo serão listadas outras funções do pronome relativo e suas
possibilidades de substituição:
Objeto direto:
Esta é a casa que amamos.
a qual amamos.
OD VTD
Objeto indireto:
Esta é a casa de que gostamos.
(de + a qual)
da qual gostamos.
OI VTI
Objeto indireto:
Esta é a casa a que nos referimos.
(a + a qual)
à qual nos referimos.
OI VTI
Complemento nominal:
Esta é a casa a que fizemos referência.
(a + a qual)
à qual fizemos referência.
CN VTD + OD
Na função de adjunto adverbial, o pronome relativo “que” deve ser
preposicionado tendo em vista transmitir os seus valores circunstanciais,
normalmente os de tempo e lugar. Quando transmite valor de lugar, pode
também ser substituído pelo pronome relativo “onde”.
A preposição “em” é de rigor quando o verbo intransitivo transmite
processo estático (Estar em algum lugar, nascer em algum lugar). Porém, se
transmitir lugar de destino, regerá preposição “a” (vai a algum lugar, vai para
algum lugar); se transmitir lugar de origem, regerá a preposição “de” (vir de
algum lugar). Pode ainda, na ideia de desenvolvimento do deslocamento, ser
regido pela preposição “por” (passar por algum lugar).
Veja:
Adjunto adverbial de lugar (estático: com preposição “em”):
Esta é a casa onde moramos.
em que moramos.
(em + a qual)
na qual moramos.



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Adj Adv. lugar VI
Adjunto adverbial de lugar (destino: com preposição “a”):
Esta é a casa aonde chegamos.
a que chegamos.
(a + a qual)
à qual chegamos.
Adj Adv. lugar VI
Adjunto adverbial de lugar (destino: com preposição “para”):
Esta é a casa para onde vamos.
---------------
(para + a qual)
para a qual vamos.
Adj Adv. lugar VI

Observação: Não se usa pronome relativo “que” antecedido de preposição com
duas ou mais sílabas. Deve-se transformá-lo em “o qual” e suas variações.
Assim, temos “mediante o qual”, “perante o qual”, “segundo o qual”,
“conforme o qual”, “sobre o qual”, “para o qual” etc.
Adjunto adverbial de lugar (origem: com preposição “de”):
Esta é a casa de onde viemos. (ou donde)
de que viemos
(de + a qual)
da qual viemos.
Adj Adv. lugar VI
Observação: Soa mais agradável a construção “da qual”, mas “de que”
também está correta.
Adjunto adverbial de lugar (desenvolvimento do trajeto: com preposição
“por”):
Esta é a casa por onde passamos.
por que passamos
(por + a qual)
pela qual passamos.
Adj Adv. lugar VI
Perceba que o pronome relativo “onde” deve ser usado unicamente como
adjunto adverbial de lugar. Evite construções viciosas como:
Vivemos uma época onde o consumismo fala mais alto. (errado)
Neste caso, o pronome relativo está retomando o substantivo “época”,
com valor de tempo. Assim, é conveniente ser substituído por “quando”, “em
que” ou “na qual”.



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Vivemos uma época quando o consumismo fala mais alto.
Vivemos uma época em que o consumismo fala mais alto.
Vivemos uma época na qual o consumismo fala mais alto.
O pronome relativo cujo transmite valor de posse e tem característica
bem peculiar. Entendamos o seu uso culto da seguinte forma:
substantivo ___ cujo substantivo
substantivo ___ cujo substantivo
substantivo ___ cujo substantivo
substantivo ___ cujo substantivo
Veja a aplicação disso:
O filme cujo artista foi premiado não fez sucesso.
O artista do filme foi premiado.
sujeito
O filme cuja sinopse li não fez sucesso.
de
1. Posiciona-se entre substantivos,
fazendo subentender a preposição “de”
(valor de posse).
de
2. Ao se ler “cujo”, entende-se “de” +
substantivo anterior.
sujeito, OD, OI, CN, adj adv
de
3. O pronome “cujo” + o substantivo
posterior formam um termo da oração. Se
forem objeto indireto, complemento
nominal ou adjunto adverbial, serão
preposicionados.
de
núcleo
4. O substantivo posterior é o núcleo do
termo, e o pronome relativo “cujo” é o
adjunto adnominal, por isso se flexiona de
acordo com o núcleo.
sujeito, OD, OI, CN, adj adv
objeto direto
de
sujeito
de



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Li a sinopse do filme.
objeto direto
O filme de cuja sinopse não gostei não fez sucesso.
Não gostei da sinopse do filme.
objeto indireto

O filme a cuja sinopse fiz alusão não fez sucesso.
Fiz alusão à sinopse do filme.
complemento nominal

Estive ontem na praça em cujo centro foi montado um grande circo.
Um grande circo foi montado no centro da praça.
adjunto adverbial de lugar
Importante: não se pode inserir artigo ou pronome após o pronome
relativo “cujo” e suas variações. É vício de linguagem construções do tipo:
“A mala cuja a chave perdi está no guarda-volumes.” (errado)
“A mala cuja chave perdi está no guarda-volumes.” (certo)
“A empresa cujos aqueles funcionários reuniram-se ontem deflagrará a
greve.” (errado)
“A empresa cujos funcionários reuniram-se ontem deflagrará a greve.”
(certo)
Antes de passarmos para as questões de prova, é importante
observarmos a diferença entre a oração subordinada substantiva da
oração subordinada adjetiva:
Verifique se as frases estão corretas.
a) As pessoas a quais sempre obedeci são extremamente falsas.
adjunto adverbial de lugar
de
objeto indireto
de
complemento nominal
de



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b) A mala cujo a chave perdi está no guarda-volumes.
c) O caso o qual estamos estudando ocorreu em São Paulo.
d) A empresa cujos os funcionários conversei ontem deflagrarão a greve.
e) Os funcionários da empresa de quem se falou ontem deflagrarão a greve.
f) Os funcionários da empresa com o qual conversei ontem deflagrarão a
greve.
g) Vivemos uma época muito difícil, onde a violência impera.
h) A cidade onde nasci fica no Vale do Paraíba.
i) A casa em que cheguei era magnífica.
j) O jogo ao qual assisti foi disputadíssimo.
k) A vendedora que discuti foi muito mal-educada.
l) Os relatórios do caso que aspiro desapareceu da pasta.
m) Renato encontrou as irmãs de quem confiamos.
n) A pessoa a quem eles dedicaram a vitória também foram vencedores.
o) A empresa perante cujo gerente testemunhei faliu.
p) A causa pela qual luto é nobilíssima.
q) O poeta sobre cujos livros conversamos ontem está em Londrina.
r) Os livros a cujas páginas me referi esclarecem complexos tópicos.
s) O bairro por onde caminhei não proporciona segurança.
t) O bairro aonde moro não proporciona segurança.
Realizou? Agora veja as frases já corrigidas.
a) As pessoas às quais sempre obedeci são extremamente falsas.
b) A mala cuja chave perdi está no guarda-volumes.
c) O caso o qual estamos estudando ocorreu em São Paulo.
d) A empresa com cujos funcionários conversei ontem deflagrará a greve.
e) Os funcionários da empresa de quem se falou ontem deflagrarão a greve.
f) Os funcionários da empresa com os quais conversei ontem deflagrarão a
greve.
g) Vivemos uma época muito difícil, em que a violência impera.
h) A cidade onde nasci fica no Vale do Paraíba.
i) A casa a que cheguei era magnífica.
j) O jogo ao qual assisti foi disputadíssimo.
k) A vendedora com quem discuti foi muito mal-educada.
l) Os relatórios do caso a que aspiro desapareceram da pasta.



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m) Renato encontrou as irmãs em quem confiamos.
n) A pessoa a quem eles dedicaram a vitória também foi vencedora.
o) A empresa perante cujo gerente testemunhei faliu.
p) A causa pela qual luto é nobilíssima.
q) O poeta sobre cujos livros conversamos ontem está em Londrina.
r) Os livros a cujas páginas me referi esclarecem complexos tópicos.
s) O bairro por onde caminhei não proporciona segurança.
t) O bairro onde moro não proporciona segurança.
Bom, agora vamos comparar as orações substantivas com as adjetivas.
Verifique que, quando há preposição antecedendo oração adjetiva, é um verbo
ou um nome posterior que a exige. Quando há preposição antes da oração
substantiva, é o verbo ou nome anterior que a exige.
Sublinhe a oração subordinada e diga se é substantiva ou adjetiva.
a) Importante é aquilo de que não se pode fugir.
b) É importante que você busque seus objetivos.
c) Urge que o Brasil distribua melhor a renda.
d) Convém que ele venha.
e) A mim convém aquilo de que gostas.
f) Consideraram que o trabalho foi ruim.
g) Consideraram o trabalho que teve maior nota.
h) Eles necessitaram de que nós os ajudássemos.
i) Eles necessitaram da ajuda à qual nos referimos.
j) Eles tiveram necessidade de que os ajudassem.
k) Eles tiveram necessidades as quais nunca tivemos.
l) A verdade é que precisamos muito de estudo.
m) Verdade é aquilo de que o Brasil sempre necessitou na política.
Agora veja as respostas.
a) Importante é aquilo de que não se pode fugir.
(oração subordinada adjetiva – “de que” é objeto indireto)
b) É importante que você busque seus objetivos.
(oração subordinada substantiva subjetiva)
c) Urge que o Brasil distribua melhor a renda.
(oração subordinada substantiva subjetiva)



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d) Convém que ele venha.
(oração subordinada substantiva subjetiva)
e) A mim convém aquilo de que gostas.
(oração subordinada adjetiva – “de que” é objeto indireto)
f) Consideraram que o trabalho foi ruim.
(oração subordinada substantiva objetiva direta)
g) Consideraram o trabalho que teve maior nota.
(oração subordinada adjetiva – “que” é sujeito)
h) Eles necessitaram de que nós os ajudássemos.
(oração subordinada substantiva objetiva indireta)
i) Eles necessitaram da ajuda à qual nos referimos.
(oração subordinada adjetiva – “à qual” é objeto indireto)
j) Eles tiveram necessidade de que os ajudassem.
(oração subordinada substantiva completiva nominal)
k) Eles tiveram necessidades as quais nunca tivemos.
(oração subordinada adjetiva – “as quais” é objeto direto)
l) A verdade é que precisamos muito de estudo.
(oração subordinada substantiva predicativa)
m) Verdade é aquilo de que o Brasil sempre necessitou na política.
(oração subordinada adjetiva – “de que” é objeto indireto)
Questão 19: TRT 24ªR 2003 Analista
Tudo se liga, e os países dependem, cada vez mais, dos grandes centros em
que se concentram as forças do imperialismo econômico.
Substituindo-se, na frase acima, as formas dependem e se concentram,
respectivamente, pelas formas subordinam-se e se irradiam, o segmento
sublinhado deverá ser substituído por
(A) nos grandes centros onde.
(B) aos grandes centros de onde.
(C) pelos grandes centros aonde.
(D) aos grandes centros em cujos.
(E) nos grandes centros por onde.
Questão 20: TRT 24ªR 2003 Analista
Está correto o emprego de ambas as expressões sublinhadas na frase:
(A) A transmissão do programa “Nheengatu”, contra a qual parece ter-se
insurgido o Ministério das Comunicações, despertou viva polêmica acerca do



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que vem a ser uma língua nacional.
(B) O português e o espanhol, idiomas a cujos vieram somar-se termos
indígenas, talvez já tenham merecido alguma contestação quanto ao fato de
serem línguas nacionais.
(C) D. João IV, em 1727, já manifestava a preocupação em que o predomínio
de uma língua estrangeira diante da língua oficial representaria um risco para
o processo de colonização.
(D) A ilegalidade do programa radiofônico, cuja a língua é o nheengatu, foi
aventada pelo Ministério das Comunicações, que recorreu a especialistas para
melhor se informar em face da questão.
(E) A opinião de Marlei Sigrist, em favor a qual há argumentos antropológicos,
é que a divulgação do nheengatu constitui uma forma de resistência cultural,
mediante o que devem se engajar os defensores das minorias.
Questão 21: TRT 24ªR 2003 Analista
Está correto o emprego do elemento sublinhado na frase:
(A) Cláudio realizou várias aproximações de cujos riscos era consciente.
(B) Os brancos não deviam se arvorar como superiores diante dos índios.
(C) Os documentários de que mais aprecio na TV Educativa podem fazer
pensar.
(D) Era delicadeza a missão de cujos termos aceitaram os irmãos Vilas-Boas.
(E) Pena que não saibamos aproveitar nada uma cultura tão rica como a
deles.
Questão 22: TRT 21ªR 2003 Analista
Estando inadequado o emprego da expressão sublinhada, a frase será
corrigida por meio da substituição dessa expressão pela que vem entre
parênteses, em:
(A) As liberdades em cujas os cientistas devem se empenhar dizem respeito
ao modelo da vida democrática. (das quais)
(B) Os povos a cujos se confiou a missão crucial de utilizar politicamente o
potencial da nova arma foram os britânicos e os norte-americanos. (nos
quais)
(C) A instituição na qual criação Alfred Nobel pretendeu aplacar sua
consciência premia, até hoje, aqueles que se destacam na luta pela paz. (pela
qual)
(D) As promessas do Pacto do Atlântico, com cujas se pretendia tranqüilizar o
mundo, deixaram de ser cumpridas pelos signatários. (com as quais)
(E) Os novos desastres a quem Einstein temia que a humanidade viesse a se
submeter permaneceram incubados no período da Guerra Fria. (a cujos)
Questão 23: TRT 21ªR 2003 Analista
Considere as frases abaixo:
I. De que você se queixe, eu aceito; só não admito de que você não busque
superar sua dor.
II. A fraqueza de que ele mais acusa em si mesmo é aquela de que muitos de



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nós não nos conformamos: a covardia.
III. A suspeição de que sua doença seja grave só fez crescer o temor de que
tenhamos sido injustos com o nosso amigo.
O emprego da expressão de que está plenamente adequado APENAS em
(A) I e III.
(B) I e II.
(C) II e III.
(D) II.
(E) III.
Questão 24: TRT 19ª R 2008 Analista
Está correto o emprego de ambos os elementos sublinhados na frase:
(A) O moralizador está carregado de imperfeições de que ele não costuma
acusar em si mesmo.
(B) Um homem moral empenha-se numa conduta cujo o padrão moral ele não
costuma impingir na dos outros.
(C) Os pecados aos quais insiste reincidir o moralizador são os mesmos em
que ele acusa seus semelhantes.
(D) Respeitar um padrão moral das ações é uma qualidade da qual não abrem
mão os homens a quem não se pode acusar de hipócritas.
(E) Quando um moralizador julga os outros segundo um padrão moral de cujo
ele próprio não respeita, demonstra toda a hipocrisia em que é capaz.
Questão 25: TRT 2ª R 2008 Analista
Está adequado o emprego do elemento sublinhado na frase:
(A) Meu amigo juiz escrevia poemas que o estilo de linguagem era muito
depurado.
(B) Expressava-se numa linguagem poética em que ele se obrigara a ser
contido e disciplinado.
(C) Logo recebi o livro de poemas nos quais o grande valor expressivo eu
sequer desconfiava.
(D) Surpreendeu-me que tivesse escrito poemas em cujos não havia vestígio
de academicismos.
(E) Meu amigo deu-me uma explicação à qual pude aproveitar uma lição
muito original.
Questão 26: DPE RS 2011 - Superior
Fragmento do texto: O caso mais recente de tentativas de restringir a livre
circulação de ideias envolve a obra Caçadas de Pedrinho, na qual a turma do
Sítio do Pica-Pau Amarelo sai em busca de uma onça-pintada.
A expressão “na qual” pode ser substituída, sem alteração de sentido, por
(A) que.
(B) por que.



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(C) em que.
(D) na que.
(E) no qual.
Questão 27: Fiscal de Rendas SP 2008 Analista
Fragmento do texto: Reveste, em parte, a forma de mandamentos, como
honrar os deuses, honrar pai e mãe, respeitar os estrangeiros; consiste, por
outro lado, numa série de preceitos sobre a moralidade externa e em regras
de prudência para a vida, transmitidas oralmente pelos séculos afora; e
apresenta-se ainda como comunicação de conhecimentos e aptidões
profissionais a cujo conjunto, na medida em que é transmissível, os Gregos
deram o nome de techné.
Questão: A expressão a cujo conjunto os gregos deram o nome de techné
está corretamente reformulada, mantendo o sentido original, em:
(A) pelo conjunto dos quais os gregos nominaram de “techné”.
(B) o conjunto dos quais recebeu dos gregos o nome de “techné”.
(C) de cujo conjunto se sabe o nome, a que os gregos deram de “techné”.
(D) do qual conjunto foi nomeado, pelos gregos, como “techné”.
(E) que, pelo conjunto, os gregos mencionaram por “techné”.
Questão 28: CEAL 2008 Advogado
Está correto o emprego de ambos os elementos sublinhados na seguinte
frase:
(A) A simpatia de que não goza um ator junto ao eleitorado é por vezes
estendida a um político profissional sobre cuja honestidade há controvérsias.
(B) O candidato a que devotamos nosso respeito tem uma história aonde os
fatos nem sempre revelam uma conduta irrepreensível.
(C) Reagan teve uma carreira de ator em cuja não houve momentos
brilhantes, como também não houve os mesmos na de Schwarzenegger.
(D) Há uma ambivalência em relação aos atores na qual espelha a divisão
entre o respeito e o menosprezo que deles costumamos alimentar.
(E) Os atores sobre os quais se fez menção no texto construíram uma carreira
cinematográfica de cujo sucesso comercial ninguém pode discutir.
Questão 29: CEF 2011 Advogado
Está adequado o emprego de ambos os elementos sublinhados na frase:
(A) A obsolescência e o anacronismo, atributos nos quais os americanos
manifestam todo seu desprezo, passaram a se enfeixar com a expressão dez
de setembro.
(B) O estado de psicose, ao qual imergiram tantos americanos, levou à adoção
de medidas de segurança em cuja radicalidade muitos recriminam.
(C) A sensação de que o 11/9 foi um prólogo de algo ao qual ninguém se
arrisca a pronunciar é um indício do pasmo no qual foram tomados tantos
americanos.
(D) Não é à descrença, sentimento com que nos sentimos invadidos depois de
uma tragédia, é na esperança que queremos nos apegar.
(E) Fatos como os de 11/9, com que ninguém espera se deparar, são também



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lições terríveis, de cujo significado não se deve esquecer.
Questão 30: MPE RS 2010 Superior
A expressão pronominal em que preenche corretamente a lacuna da frase:
(A) O aumento da frota de veículos, evidente em inúmeras cidades, pode
afetar a qualidade do ar ...... se respira nessas regiões.
(B) O controle da poluição do ar nas grandes cidades é um assunto ...... se
trata em todas as discussões sobre o meio ambiente.
(C) Seria necessário propiciar transporte de qualidade ...... a população das
grandes cidades deixe seu carro na garagem.
(D) Nas grandes cidades, ...... os moradores dependem de transporte coletivo
eficiente, tem aumentado consideravelmente a frota de carros particulares.
(E) O carro próprio, ...... sonham muitos brasileiros, tornou-se possível com a
oferta de crédito e a isenção de impostos.
Questão 31: TRT 12ªR 2010 Técnico
A expressão em que preenche corretamente a lacuna da frase:
(A) A trama das novelas transforma fatos reais em sonhos, ...... muitos se
distraem à noite, em suas casas.
(B) Após algum tempo, as pessoas esquecem as propostas ...... marcaram o
andamento da trama novelesca, mesmo que tenha obtido sucesso.
(C) Devemos estar atentos ao fato ...... novelas, por serem instrumento de
lazer, tendem a mostram visão fantasiosa do mundo.
(D) Formas de comportamento ...... o autor projeta defeitos e virtudes da
sociedade podem ser encontradas diariamente nas ruas.
(E) As novelas ...... o crítico se referia haviam discutido situações
desagradáveis, que passam despercebidas para a maioria das pessoas.
Questão 32: TRT 9ªR 2010 Analista
É preciso CORRIGIR, por falha estrutural, a redação da frase:
(A) Não empreendamos caminhadas sem primeiro definir o trajeto a seguir, o
esforço a despender, os objetivos a alcançar.
(B) Temerárias são as jornadas que mal definimos seus objetivos, assim como
não avaliamos o esforço cujo trajeto nos exigirá.
(C) Quando não definimos o trajeto a cumprir e o esforço a despender em
nossa caminhada, ela não nos trará qualquer recompensa.
(D) Dificilmente algum objetivo será alcançado numa caminhada para a qual
não previmos um roteiro a ser seguido com segurança.
(E) Nenhum benefício poderemos colher de uma viagem para a qual não nos
preparamos com um mínimo de cuidados e de antecedência.



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É importante uma consideração. A banca Fundação Carlos Chagas não
costuma cobrar questões de regência pura, isto é, sem se considerar um
pronome relativo ou uma oração substantiva, ou o uso de um pronome.
Mesmo assim, cabe listar alguns nomes e verbos que podem transmitir dúvidas
quanto à inserção ou não de preposição.
Comecemos pela Regência Nominal
Substantivos, adjetivos e advérbios podem, por regência nominal, exigir
complementação para seu sentido precedida de preposição.
acostumado a, com curioso de
afável com, para desgostoso com, de
afeiçoado a, por desprezo a, de, por
aflito com, por devoção a, por, para, com
alheio a, de devoto a, de
ambicioso de dúvida em, sobre, acerca de
amizade a, por, com empenho de, em, por
amor a, por falta a, com, para
ansioso de, para, por imbuído de, em
apaixonado de, por imune a, de
apto a, para inclinação a, para, por
atencioso com, para incompatível com
aversão a, por junto a, de
ávido de, por preferível a
conforme a propenso a, para
constante de, em próximo a, de
constituído com, de, por respeito a, com, de, por, para
contemporâneo a, de situado a, em, entre
contente com, de, em, por último a, de, em
cruel com, para único a, em, entre, sobre
Agora os verbos...
Regência de verbos importantes
Agradar
Transitivo direto, com o sentido de “fazer agrado”, “fazer carinho”.
Ela agradou o filho.
Transitivo indireto, com a preposição a, com o sentido de “ser agradável”.
O assunto não agradou ao homem.
Ajudar, satisfazer, presidir, preceder: transitivos diretos ou indiretos, com
a preposição a.
Satisfiz as exigências. ou Satisfiz às exigências.



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Amar, estimar, abençoar, louvar, parabenizar, detestar, odiar, adorar,
visitar: transitivos diretos.
Estimo o colega. Adoro meu filho.
Aspirar
Transitivo direto quando significa “sorver”, “inspirar”, “levar o ar aos pulmões”.
Aspiramos o ar frio da manhã.
Transitivo indireto, com a preposição a, quando significa “desejar”, “almejar”.
Ele aspira ao cargo.
Assistir
É Transitivo direto no sentido de “dar assistência”, “amparar”.
O médico assistiu o paciente.
Mas também é aceito como transitivo indireto, com a preposição a, neste
mesmo sentido:
O médico assistiu ao paciente.
Transitivo indireto, com a preposição a, com o sentido de “ver”, “presenciar”.
Meu filho assistiu ao jogo.
Transitivo indireto, com a preposição a, com o sentido de “caber”, “competir”.
Esse direito assiste ao réu.
Intransitivo, com a preposição em, com o sentido de “morar”.
Seu tio assistia em um sítio.
Neste sentido, admite o advérbio “onde”: Este é o local onde assisto (onde
moro).
Avisar, informar, prevenir, certificar, cientificar
São normalmente transitivos diretos e indiretos, admitindo duas construções.
Avisei o gerente do problema.
Avisei-o do problema.
Avisei ao gerente o problema.
Avisei-lhe o problema.
Avisei o gerente de que havia um problema.
Avisei ao gerente que havia um problema.
Cuidado! Veja que tanto o objeto direto quanto o indireto podem ser expressos
também por pronomes oblíquos átonos ou orações subordinadas substantivas.
Atender:
Transitivo direto, podendo ser também transitivo indireto no sentido de dar
atenção a, receber alguém, seguir, acatar:
Não costuma atender os meus conselhos.
O ministro atendeu os funcionários que o aguardavam.
Não atendeu à observação que lhe fizeram.
Transitivo indireto no sentido de responder, prestar auxílio a:
Os bombeiros atenderam a muitos chamados.
O médico atendeu aos afogados na praia.
Chegar:



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Intransitivo, no sentido de movimento a um destino, exigindo a preposição “a”.
Com ideia de movimento de um lugar origem, usa-se a preposição “de”. Deve-
se evitar a preposição “em”, muito usada na linguagem coloquial, mas não é
admitida na norma culta.
Cheguei a Fortaleza. Cheguei de Fortaleza.
Esse verbo admite o advérbio “aonde” ou a locução “para onde”, não
admitindo apenas “onde”.
Transitivo indireto, quando transmite valor de limite:
Seu estudo chegou ao extremo do entendimento.
Chamar
Transitivo direto com o sentido de “convocar”.
Chamei-o aqui.
Transitivo direto ou indireto, indiferentemente, com o sentido de “qualificar”,
“apelidar”; nesse caso, terá um predicativo do objeto (direto ou indireto),
introduzido ou não pela preposição de.
Chamei-o louco.
Chamei-o de louco.
Chamei-lhe louco.
Chamei-lhe de louco.
A palavra louco, nos dois primeiros exemplos, é predicativo do objeto direto;
nos dois últimos, predicativo do objeto indireto.
Custar
Intransitivo, quando indica preço, valor.
Os óculos custaram oitocentos reais.
Obs.: adjunto adverbial de preço ou valor: oitocentos reais.
Transitivo indireto, com a preposição a, significando “ser custoso”, “ser difícil”;
com esse sentido, normalmente estará seguido de um infinitivo, sendo a
oração deste o sujeito do verbo custar.
Custou ao aluno entender a explicação do professor.
“entender a explicação do professor” é sujeito oracional e “ao aluno” é o objeto
indireto.
Esquecer, lembrar, recordar:
Transitivos diretos, sem os pronomes oblíquos átonos (me, te, se, nos, vos)
Ele esqueceu o livro.
Lembrou a situação.
Recordou o fato.
Transitivos indiretos com pronomes oblíquos átonos, exigindo preposição de.
Ele se esqueceu do livro.
Lembrou-se da situação.
Recordou-se do fato.
No sentido figurado, há ainda a possibilidade de o sujeito do verbo
"esquecer" não ser uma pessoa, mas uma coisa:
Esqueceram-me as palavras de elogio.
Esqueceu-se verificar o número da placa.



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Essa mesma regência vale para "lembrar", isto é, há na língua o registro
de frases como "Não me lembrou esperá-la", em que "lembrar" significa "vir à
lembrança". O sujeito de "lembrou" é "esperá-la", ou seja, esse fato (o ato de
esperá-la) não me veio à lembrança.
Os verbos Lembrar e recordar também podem ser transitivos diretos e
indiretos.
Lembrei ao aluno o dia do teste.
Implicar
Transitivo direto quando significa “pressupor”, “acarretar”.
Seu estudo implicará aprovação.
Transitivo direto e indireto, com a preposição em, quando significa “envolver”.
Implicaram o servidor no processo.
Transitivo indireto, com a preposição com, quando significa “demonstrar
antipatia”, “perturbar”.
Sempre implicava com o vizinho.
Morar, residir, situar-se, estabelecer-se
Pedem adjuntos adverbiais com a preposição em, e não a.
Morava na Rua Onofre da Silva.
Cabe aqui observar que o vocábulo “onde” não pode receber preposição com
este verbo. A estrutura “aonde moro” está errada gramaticalmente, o correto
é: onde moro.
Namorar: transitivo direto.
Ela namorou aquele artista.
Obedecer e desobedecer: transitivos indiretos, com a preposição a.
Obedeço ao comando. Não desobedeçamos à lei.
Pedir, implorar, suplicar: transitivos diretos e indiretos, com a preposição a
(mais raramente, para)
Pediu ao dirigente uma solução.
Só admitem a preposição para quando existe a palavra licença (ou
sinônimos), clara ou oculta.
Ele pediu para sair. (ou seja: pediu licença para)
Perdoar e pagar
Transitivos diretos, se o complemento é coisa.
Perdoei o equívoco. Paguei o apartamento
Transitivos indiretos, com a preposição a, se o complemento é pessoa.
Perdoei ao amigo. Paguei ao empregado.
Pode aparecer os dois complementos, sendo o verbo transitivo direto e
indireto.
O Brasil pagou a dívida ao FMI.
O FMI perdoará a dívida aos países pobres.



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Note que, se no último exemplo retirássemos a preposição “a” e inseríssemos
a preposição de, o verbo passa a ser apenas transitivo direto e o termo
preposicionado passa a ser o adjunto adnominal que caracteriza o núcleo deste
termo. Veja:
O FMI perdoará a dívida dos países pobres.
VTD + OD
Preferir
Transitivo direto: Prefiro biscoitos.
Transitivo direto e indireto, com a preposição a.
Prefiro vinho a leite.
Cuidado, pois o verbo “preferir” não aceita palavras ou expressões de
intensidade, nem do que ou que. Assim, está errada a construção como
“Prefiro mais vinho do que leite”.
Presidir: transitivo direto ou indireto:
O chefe presidiu a cerimônia. O chefe presidiu à cerimônia.
Proceder
Intransitivo, com o sentido de “agir”:
Ele procedeu bem.
Intransitivo, com o sentido de “justificar-se”:
Isso não procede.
Intransitivo, com o sentido de “vir”, “originar-se”; pede a preposição de.
A balsa procedia de Belém.
Neste sentido admite o advérbio “donde” ou a locução “de onde”:
Venho de onde ficou minha infância. (=donde)
Transitivo indireto, com a preposição a, com o sentido de “realizar”, “dar
andamento”.
Ele procedeu ao inquérito.
Querer
Transitivo direto, significando “desejar, ter intenção de, ordenar, fazer o favor
de".
Ele quer a verdade.
Transitivo indireto, significando “gostar, ter afeição a alguém ou a alguma
coisa". É normal o advérbio “bem” ficar subentendido ou explícito. Assim, é
exigida a preposição a.
A mãe quer muito ao filho. (...quer bem ao filho)
Referir-se:
Transitivo indireto, com a preposição a:
O palestrante referiu-se ao problema.
Transitivo direto, no sentido narrar, contar:
Ele referiu o ocorrido.
Responder
Transitivo direto, em relação à própria resposta dada.



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Responderam que estavam bem.
Transitivo indireto, em relação à coisa ou pessoa que recebe a resposta.
Respondi ao telegrama.
Às vezes, aparece como transitivo direto e indireto:
Respondemos aos parentes que iríamos.
Simpatizar e antipatizar: transitivo indireto, regendo preposição com sem
pronome oblíquo.
Simpatizo com Madalena.
A construção “Simpatizo-me com Madalena” está errada”, pois não pode haver
pronome oblíquo átono.
Visar
Transitivo direto quando significa “pôr o visto”, “rubricar”.
Ela visou as folhas.
Transitivo direto quando significa “mirar”.
Visavam um ponto na parede.
Transitivo indireto, com a preposição a, quando significa “pretender”,
“almejar”.
Visava à felicidade de todos.
Aqui não é aceito o pronome "lhe" como complemento, empregando-se, assim,
as formas "a ele" e "a ela".
Algumas gramáticas aceitam a regência deste verbo na acepção de “pretender,
almejar” como verbo transitivo direto, quando logo após houver um verbo no
infinitivo. “O programa visa facilitar o acesso ao ensino gratuito.”
Observação importante:
Alguns verbos transitivos indiretos, mesmo pedindo a preposição a, não
admitem o pronome lhe como objeto. Veja alguns importantes.
• Assistiu ao espetáculo.
Assistiu-lhe. (errado)
Assistiu a ele. (certo)
• Aspiro à paz.
Aspiro-lhe. (errado)
Aspiro a ela. (certo)
• Visava ao bem.
Visava-lhe. (errado)
Visava a ele. (certo)
• Aludi à diferença.
Aludi-lhe. (errado)
Aludi a ela. (certo)
• Anuiu ao pedido.
Anuiu-lhe. (errado)
Anuiu a ele. (certo)
• Procedeu ao interrogatório.
Procedeu-lhe. (errado)
Procedeu a ele. (certo)



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• Presidimos à reunião.
Presidimos-lhe. (errado)
Presidimos a ela. (certo)
Questão 33: DPE RS 2011 - Superior
Qual das alternativas expressa linguagem culta e a linguagem informal,
respectivamente?
(A) "Assistir à televisão" e "visar a um objetivo".
(B) "Atender o telefone" e "responder a pergunta".
(C) "Responder à pergunta" e "assistir à televisão".
(D) "Responder a pergunta" e "visar um objetivo".
(E) "Visar a um objetivo" e "atender o telefone".
Questão 34: TRT18ªR 2008 Analista
Está correta a construção da seguinte frase:
(A) Seu vizinho de poltrona acha preferível ouvir música do que se concentrar
num filme.
(B) A mulher ao lado prefere mais um filme em vez de ouvir música.
(C) Tenho mais preferência a desfrutar do silêncio que de ouvir intimidades
alheias.
(D) O jovem prefere concentrar-se na música a ficar com os olhos num
monitor de TV.
(E) É mais preferível entreter-se com idéias próprias a que se distrair com as
tolices de um filme.
Questão 35: CEAL 2008 Advogado
O culto das aparências é a chave que nos dá acesso ao prestígio público.
Caso se substitua, na frase acima, culto por zelo e dá acesso por
franqueia, as expressões sublinhadas devem ser substituídas,
respectivamente, por
(A) nas aparências - no prestígio.
(B) às aparências - do prestígio.
(C) pelas aparências - o prestígio.
(D) pelas aparências - pelo prestígio.
(E) nas aparências - para com o prestígio.
QUESTÕES CUMULATIVAS DE REVISÃO
Questão 36 TRT 12ªR 2010 Médio
A concordância verbal e nominal está inteiramente correta na frase:
(A) Personagens do bem e personagens do mal mostra a dualidade que existe
em todas as ações humanas no decorrer de uma trama realmente capaz de
manter o interesse dos espectadores.
(B) O drama representado em uma novela, com personagens atraentes que se
divide entre o bem e o mal, atraem, durante vários meses, a atenção de um



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público fiel e interessado em suas peripécias.
(C) Uma novela que chame a atenção do público e leve os espectadores a
acompanhar a trama, muitas vezes longa, deve basear-se em uma realidade
transmudada em sonho e fantasia.
(D) Para que seja atraente as situações criadas pelo autor de uma novelas, é
preciso que as personagens tenham atitudes coerentes e convincentes para o
público que a acompanham diariamente.
(E) O drama que vive as personagens de novelas, ainda que seja baseado em
tipos humanos reais, nem sempre convencem os espectadores, que desejam
se distrair em casa, após o trabalho.
Questão 37: TRT 21ªR 2003 Analista
Está inteiramente correta a pontuação do seguinte período:
(A) Os romeiros temendo que o barquinho não suportasse a correnteza, que
era forte naquele trecho do rio passaram a rezar, evitando de qualquer modo
o mínimo movimento do corpo.
(B) Se é certo que Deus ajuda – pensavam os romeiros, não custa facilitar as
coisas para Ele, razão por que buscavam: não fazer o mínimo movimento –
enquanto atravessam o rio de forte correnteza.
(C) Um ato de fé – como o daqueles romeiros atravessando o rio de forte
correnteza – não dispensa em todo caso, que se tomem providências
facilitando-se assim, as coisas, para a Providência divina.
(D) Entre o temor e a fé, dividiam-se os romeiros, pois a confiança na
Providência divina não os eximia de se comportarem, com muita cautela,
enquanto estavam na perigosa correnteza do rio.
(E) Nem mesmo a fé em Deus dispensou os romeiros, preocupados que
estavam com a força da correnteza do rio, de tomar providências práticas
para que o barquinho, em sua fragilidade, não viesse a naufragar.
Questão 38: TRT 23ªR 2007 Técnico
Fragmento do texto:
A reflexão fará diferença em um mundo onde a tecnologia imperará em todos
os âmbitos da sociedade. A figura do estilista não desaparecerá, pelo
contrário. Para Lipovetsky, a criatividade, as idéias e o saber serão “artigos de
luxo”. Este, aliás, um dos jargões preferidos do mundo da moda.
Para Lipovetsky, a criatividade, as idéias e o saber serão "artigos de luxo".
As aspas
I. conferem sentido especial à expressão no contexto, para valorizar a figura
do estilista.
II. identificam uma expressão inerente ao mundo da moda.
III. assinalam emprego de expressão fora de contexto, por ser exemplo de
gíria.
Está correto o que se afirma APENAS em
(A) I.
(B) II.
(C) III.



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(D) I e II.
(E) II e III.
Questão 39: TRT19ªR 2008 Analista
A supressão da vírgula altera o sentido da seguinte frase:
(A) Fica-se indignado com os feirantes, que não compreendem a carência dos
mais pobres.
(B) No texto, ocorre uma descrição o mais fiel possível da tradicional coleta de
um fim de feira.
(C) A todo momento, dá-se o triste espetáculo de pobreza centralizado nessa
narrativa.
(D) Certamente, o leitor não deixará de observar a preocupação do autor em
distinguir os diferentes caracteres humanos.
(E) Em qualquer lugar onde ocorra uma feira, ocorrerá também a humilde
coleta de que trata a crônica.
Questão 40: MPE RS 2010 Superior
A concordância verbal e nominal está inteiramente correta em:
(A) A redução da emissão de partículas poluentes pelo escapamento dos
carros é uma das metas que devem ser atingidas pelos órgãos responsáveis
pela organização do trânsito nas grandes cidades.
(B) Em cidades maiores, inúmeros moradores, para fugir da violência e do
estresse urbano, se mudou para condomínios fechados próximos e passou a
depender de carro para seus deslocamentos.
(C) O planejamento urbano das grandes e médias cidades nem sempre
acompanharam os deslocamentos de grandes contingentes da população, que
depende de transporte coletivo para ir e vir do trabalho diariamente.
(D) O número de automóveis nos países desenvolvidos costumam ser mais
elevados, mas nessas cidades existe bons sistemas de transporte coletivo e as
pessoas usam seus carros apenas para viagens e passeios de fins de semana.
(E) No caso das regiões metropolitanas brasileiras, é necessário os
investimentos na expansão de sistemas integrados de transporte coletivo,
para desestimular o uso de veículos particulares no dia a dia das cidades.
Questão 41: TRT 23ªR 2007 Técnico
Fragmento do texto: O encaminhamento desses problemas se deu por
processos voluntários entre países vizinhos e soberanos que tinham um
passado de tensões e guerras. Não foi, assim, uma integração por imposição
hegemônica como a seu tempo na Europa cogitaram Carlos Magno, Felipe II,
Napoleão e Hitler. Correspondeu ao conjunto de aspirações do europeísmo
voltado para promover uma Europa unida, respeitadora de todos os seus
Estados, povos e indivíduos.
Não foi, assim, uma integração por imposição hegemônica ...
A palavra grifada acima estabelece, no contexto, entre as afirmativas do
parágrafo, a noção de ......, com o sentido de ...... .
As lacunas estarão corretamente preenchidas, respectivamente, por:
(A) conclusão - portanto



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(B) tempo - desde que
(C) finalidade - para que
(D) comparação - desse modo
(E) restrição - porém
Questão 42: BB 2006 Escriturário
Fragmento do texto: Após a I Guerra Mundial, os europeus passaram a
olhar de maneira diferente para si mesmos e sua civilização. Parecia que na
ciência e na tecnologia haviam desencadeado forças que não podiam
controlar, e a crença na estabilidade e segurança da civilização européia
revelou-se uma ilusão.
Questão: No contexto, a frase “e a crença na estabilidade e segurança da
civilização européia revelou-se uma ilusão” expressa
(A) uma consequência.
(B) uma condição.
(C) uma contradição.
(D) uma suposição.
(E) uma finalidade.
Questão 43: TRT 2ªR 2008 Técnico
Há um século, na esteira da Revolução Industrial, a porcentagem tinha subido
para 13% – ainda uma minoria em um planeta essencialmente rural.
Considere as afirmativas a respeito da presença do travessão no período
acima:
I. O travessão isola um segmento opinativo.
II. A observação introduzida pelo travessão associa-se diretamente à
expressão na esteira da Revolução Industrial.
III. Estaria correta a substituição do travessão por uma vírgula, sem prejuízo
da estrutura sintática e do sentido original de todo o período.
Está correto o que se afirma SOMENTE em
(A) II.
(B) III.
(C) I e II.
(D) I e III.
(E) II e III.
Questão 44: Fiscal de Rendas SP 2008 Analista
Nem uma nem outra nasceram do acaso, mas são antes produtos de uma
disciplina consciente. Já Platão a comparou ao adestramento de cães de raça.
A princípio, esse adestramento limitava-se a uma reduzida classe social, a
nobreza.
Considere as afirmações que seguem sobre o fragmento transcrito, respeitado
sempre o contexto.



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I. A conjunção mas pode ser substituída, sem prejuízo do sentido original, por
“entretanto”.
II. O advérbio Já introduz a idéia de que mesmo Platão percebera a
similaridade que o autor comenta, baseado na comparação feita pelo filósofo
entre “cães de raça” e “nobreza”.
III. A expressão A princípio leva ao reconhecimento de duas informações
distintas na frase, uma das quais está subentendida.
Está correto o que se afirma APENAS em
(A) I e II.
(B) II e III.
(C) I.
(D) II.
(E)) III.
RESPOSTAS
Questão 1: BB 2011 Escriturário
Gabarito: C
Comentário: O verbo “publicou” é transitivo direto e “O Princípio
Responsabilidade” é o objeto direto.
Na alternativa (A), “estavam” é verbo intransitivo e “à altura das
consequências danosas do progresso tecnológico” é o adjunto adverbial de
modo.
Na alternativa (B), “degenerar” é verbo intransitivo e “de maneira
desmesurada” é o adjunto adverbial de modo.
A alternativa (C) é a correta, pois “aceleram” é verbo transitivo direto e “o
curso do desenvolvimento tecnológico” é o objeto direto.
Na alternativa (D), “depende” é verbo transitivo indireto e “da atualização do
potencial tecnológico” é o objeto indireto.
Na alternativa (E), “advém” é verbo transitivo indireto e “do saber oficial nem
da conduta privada” é o objeto indireto.
Questão 2: TRT 24ªR 2006 Técnico
Gabarito: E
Comentário: O verbo “perde” é transitivo direto, “com o tráfico” é adjunto
adverbial de meio” e “uma quantia financeira incalculável” é objeto direto.
Na alternativa (A), o verbo “investem” é transitivo indireto e “na proteção” é
objeto indireto.
Na alternativa (B), o verbo “Compete” é transitivo indireto e “à Justiça” é
objeto indireto. Perceba que “a aplicação” é sujeito.
Na alternativa (C), “é” é o verbo de ligação e “prática ilegal” é predicativo.
Na alternativa (D), a locução verbal “acabam morrendo” é intransitiva.
A alternativa (E) é a correta, pois o verbo “destacam” é transitivo direto e “a
necessidade” é objeto direto.
Questão 3: TRT 1ªR 2011 Analista
Gabarito: C



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Comentário: O verbo “desempatou” é transitivo direto e “controvérsias” é o
objeto direto.
Na alternativa (A), “morreram” é verbo intransitivo e “por conta da viagem ou
de padecimentos posteriores” é o adjunto adverbial de causa.
Na alternativa (B), “passaram” é também verbo intransitivo e “por aquelas
pedras” é o adjunto adverbial de lugar.
A alternativa (C) é a correta, pois o verbo “teve” é transitivo direto e “o
propósito” é o objeto direto.
Na alternativa (D), “saíram” é verbo intransitivo e “da pena de viajantes
estrangeiros” é o adjunto adverbial de lugar.
Na alternativa (E), “ficavam” é verbo de ligação.
Questão 4: TRT 3ªR 2009 Analista
Gabarito: E
Comentário: O verbo “prevalece” é transitivo indireto e “no conhecimento do
torcedor comum” é o objeto indireto. Não confunda com adjunto adverbial de
lugar, pois não se faz a pergunta “onde”, mas “em que” ao verbo, pois “no
conhecimento do torcedor comum” não é um lugar.
Na alternativa (A), “estão” é verbo de ligação, “espalhados” predicativo e “por
vários locais” é adjunto adverbial de lugar.
Na alternativa (B), “homogeneíza” é verbo transitivo direto e “todos os
indivíduos” é o objeto direto.
Na alternativa (C), “é” é verbo de ligação e “forte” é predicativo.
Na alternativa (D), “acompanha” é verbo transitivo direto e “o indivíduo” é o
objeto direto.
A alternativa (E) é a correta, pois “participam” é verbo transitivo indireto e
“no rito das danças guerreiras” é objeto indireto.
Questão 5: PGE RO 2011 nível superior
Gabarito: B
Comentário: O verbo “passa”, no sentido em que se encontra na frase, é
transitivo indireto e “pela derrubada” é o objeto indireto e “de ditadores e
tiranos” é o complemento nominal.
Note que os verbos das alternativas (A), (C), (D) e (E) são transitivos diretos.
Apenas o verbo “importa” é transitivo indireto, com o objeto indireto “em
informações livres”. Portanto, a alternativa correta é a (B).
Questão 6: SJCD BA 2010 Nível Médio
Gabarito: E
Comentário: O verbo “tinha” é transitivo direto e “seus próprios ritmos” é o
objeto direto.
Na alternativa (A), “apareceu” é verbo intransitivo e “em torno de 200 mil
anos atrás” é o adjunto adverbial de tempo.
Na alternativa (B), “ocorriam” é verbo intransitivo e “já há 70 mil anos” é o
adjunto adverbial de tempo.
Na alternativa (C), “eram” é verbo de ligação e “muitos” é predicativo.
Na alternativa (D), “caíam” é verbo intransitivo e “das folhas” é o adjunto
adverbial de lugar.



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A alternativa (E) é a correta, pois “mostram” é verbo transitivo direto e “uma
enorme variedade de animais” é o objeto direto.
Questão 7: DPE RS 20118 Defensor Público
Gabarito: A
Comentário: O trabalho nesta questão é diferenciar o artigo (palavra que
antecede um substantivo, caracterizando-o) do pronome “o”, o qual cumpre a
função sintática de objeto direto.
Na alternativa (A), veja que o pronome relativo “que” está na função de
sujeito, “havia atormentado” é locução verbal transitiva direta, e sobrou ao
pronome “o” a função de objeto direto. Portanto, este pronome é
complemento da locução verbal.
caso de assassinato que o havia atormentado
caso de assassinato o havia atormentado
sujeito OD VTD
Nas outras alternativas, “o”, “os” são apenas artigos que antecedem
substantivos.
Questão 8: TRT 16ªR 2009 técnico
Gabarito: E
Comentário: Na alternativa (A), o verbo “suprem” é transitivo direto e
“produtos” é o objeto direto. Assim, é correta a substituição pelo pronome
oblíquo átono “o”. A palavra atrativa “que” faz com que esse pronome se
posicione antes do verbo.
Na alternativa (B), o verbo “minimizar” é transitivo direto e “esses
impactos” é o objeto direto; por isso é correta a utilização do pronome oblíquo
átono “os”. Como o verbo termina em “r”, deve-se excluir essa terminação e
inserir “l”.
Na alternativa (C), “destacamos” é verbo transitivo direto e “uma
extensa e diversificada cadeia de fornecedores” é o objeto direto. Assim é
correta a substituição dessa expressão pelo pronome oblíquo átono “a”. Como
o verbo termina em “s”, deve-se retirar essa terminação e inserir “l”.
Na alternativa (D), o verbo “favorecendo” é transitivo direto e “um
desenvolvimento mais sustentável” é o objeto direto; por isso está correta a
substituição pelo pronome “o”.
Na alternativa (E), está incorreto o uso de “lhes”. O verbo “despertar”
é transitivo direto e “o interesse de pesquisadores” é o objeto direto, o qual só
pode ser substituído pelo pronome oblíquo átono “o”. Como o verbo termina
em “r”, este deve ser retirado para inserir o “l”, resultando na seguinte
construção: “despertá-lo”.
Questão 9: TRT 18ªR 2008 técnico
Gabarito: C
Comentário: Na alternativa (A), o verbo “haveria” é transitivo direto e
“limites” é o seu objeto direto; por isso o pronome oblíquo átono está



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adequado, porém a sua colocação deve se dar antes do verbo, pois o advérbio
“não” é uma palavra atrativa.
Na alternativa (B), o verbo “detonando” é transitivo direto e “a questão
das mudanças do clima” é o objeto direto. Como o núcleo desse termo é o
substantivo “questão”, o pronome adequado é “a”.
A alternativa (C) é a correta, pois o verbo “criaram” é transitivo direto e
“um sistema conjunto” é o objeto direto, por isso está correto o pronome “o”.
Como o verbo termina em “m”, esse pronome recebe “n”, corretamente.
Na alternativa (D), o verbo “aumentar” é transitivo direto e “a eficiência
de hardwares e softwares” é o objeto direto. Como o núcleo desse termo é o
substantivo feminino singular “eficiência”, o pronome adequado seria “a”. Esse
pronome deve receber a letra “l”, tendo em vista o verbo terminar em “r”.
(aumentá-la)
Na alternativa (E), o verbo “promover” é transitivo direto e “a
reciclagem” é objeto direto. Por isso, o pronome ideal seria “a”, o qual deve
receber “l”, tendo em vista o verbo terminar em “r”. (promovê-la)
Questão 10: TRT 24ªR 2003 Analista
Gabarito: A
Comentário: Este tipo de questão deve ser realizado eliminando-se as
alternativas erradas.
O verbo “possuirmos” é transitivo direto e “matérias-primas” é o objeto
direto. Assim, o pronome oblíquo átono adequado seria “as”. Se o pronome
estiver em ênclise (após o verbo), naturalmente se retira o “s” e se acrescenta
“l”. Como esse pronome pode estar antes do verbo, a modificação feita
anteriormente não ocorre. Assim, a alternativa B está errada, pois “lhes” não
é o pronome adequado. A alternativa E também está errada, pois o verbo
“possuí” muda o tempo verbal, o que não é coerente no contexto.
O verbo “processar” é transitivo direto e “as matérias-primas” é objeto
direto. Assim, o pronome adequado seria “as”. Da mesma forma que a
anterior, estando o pronome em ênclise, deve-se retirar o “s” e acrescentar
“l”. Assim, as alternativas erradas seriam C e E.
O verbo “industrializar” é transitivo direto e “essas matérias-primas” é o
objeto direto. O pronome ideal seria “as”. O erro está nas alternativas “C, D,
E.
Com isso já sabemos que a alternativa correta é A. Mas vamos continuar
no último verbo, para nos certificar.
O verbo “embutido” é transitivo indireto e “nessas matérias-primas” é o
objeto indireto. Essa estrutura não admite pronome átono e também não
admite ênclise.
Questão 11: TRT 24ªR 2006 Técnico
Gabarito: E
Comentário: O verbo “despertaram” é transitivo direto e “os fazendeiros” é o
objeto direto. O pronome adequado seria “os”. Assim, eliminam-se as
alternativas A e C. A alternativa B está errada, porque o pronome “eles” não é
átono. Como o verbo termina em “m”, esse pronome recebe “n”, quando
estiver em ênclise; por isso a alternativa D está errada. Resta, então, a



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alternativa E, pois a próclise é admitida, mesmo sem palavra atrativa, tendo
em vista soar menos artificial (princípio da eufonia).
Questão 12: TRT 24ªR 2006 Técnico
Gabarito: D
Comentário: Os verbos “coibir” e “exportar” são transitivos diretos. Assim, “a
prática legal” e “os animais silvestres” são objetos diretos. Portanto os
pronomes ideais seriam “a” e “os”, respectivamente. Como esses verbos
terminam em “r”, perdem essa letra e o pronome recebe “l”, resultando em
“coibi-la” e “exportá-los”. Dessa forma, eliminam-se as alternativas A, B, C e
E, apenas com esse recurso, não se levando em conta o uso do pronome
“cujo”, que será explorado mais à frente nesta aula.
Questão 13: TRT 21ªR 2003 Analista
Gabarito: D
Comentário: Na alternativa (A), o verbo “criar” é transitivo direto e “essa
nova arma” é objeto direto, o qual pode ser substituído pelo pronome “a”.
Esse pronome recebe “l”, porque o verbo termina em “r”. Assim, observa-se o
erro nesta alternativa. O pronome “eles” deve ser substituído por “los”, haja
vista que funciona como objeto direto do verbo “impedir”.
Na alternativa (B), como o verbo “impedir” é transitivo direto, não cabe
o pronome “lhe”. Além disso, pela construção sintática, o ideal seria a retirada
deste pronome, resultando em “de impedir o acesso dos inimigos a essa nova
arma”.
Na alternativa (C), o complemento “essa nova arma” refere-se ao verbo
“criar”, e não a “Ajudamos”. Por isso há erro. O pronome “lhes” deve ser
trocado por “los” (com a exclusão do “r” no verbo). O pronome “eles” deve ser
excluído e não há crase antes do pronome “ela”.
Pelo comentário das alternativas anteriores, já se sabe que a alternativa
D é a correta.
Questão 14: TRT 18ªR 2008 Analista
Gabarito: A
Comentário: O verbo “considero” é transitivo direto, e o pronome adequado
seria “as”. Por isso, eliminam-se as alternativas (D) e (E).
A locução verbal “vem caracterizando” é transitiva direta, e o pronome
adequado seria “as”. Por isso, elimina-se também a alternativa (C). A forma
“vem-nas” deve ser evitada, tendo em vista a palavra atrativa “que”. Isso
elimina também a alternativa (B). Além de isso eliminar esta alternativa,
percebe-se que o verbo “torna” é transitivo direto e não admite “lhes”, como
ocorreu com a alternativa (B). Assim, a correta é a (A).
Questão 15: CEAL 2008 Advogado
Gabarito: C
Comentário: O verbo “considera” é transitivo direto, por isso o pronome ideal
seria “os”. Assim, elimina-se a alternativa (B).
O verbo “eleger” é transitivo direto. Por isso o pronome ideal seria “os”,
eliminando-se a alternativa (A). Perceba também que “a estes” recebeu



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preposição sem necessidade, e “eles” não pode ser o objeto direto, pois é um
pronome oblíquo tônico, só aceito antecedido de preposição. Por isso
eliminam-se também as alternativas (D) e (E). Portanto, já se sabe que a
correta é a alternativa (C).
Para confirmar, “preterir” é transitivo direto, admitindo o pronome “os”.
Questão 16: CEAL 2008 Advogado
Gabarito: B
Comentário: O verbo “acompanhou” é transitivo direto, por isso só cabe o
objeto direto com pronome “a”, devendo-se eliminar as alternativas que
tenham “lhe”, como (C) e (E).
O verbo “atribuiu” é transitivo indireto e seu objeto indireto pode ser
substituído pelo pronome “lhe”, não cabendo “a”. Assim, eliminam-se as
alternativas (A) e (D). Por isso a correta é a alternativa (B).
Para se confirmar, perceba que o verbo “tomar” é transitivo direto e seu
objeto direto pode ser substituído pelo pronome “a” e nunca “lhe”, por isso se
confirma a alternativa (B) como correta.
Questão 17: MPE SE 2010 Superior
Gabarito: A
Comentário: O verbo “pôs” é transitivo direto, por isso só cabe o objeto
direto com pronome “o”. Como o verbo termina em “s”, se houver ênclise,
elimina-se o “s” e se acrescenta “l”, resultando em “pô-lo”. Se se optar por
próclise, o correto será “o pôs”. Com isso, devem-se eliminar as alternativas
que tenham “lhe”, como (C) e (D).
O verbo “manipular” também é transitivo direto e seu objeto direto pode
ser substituído pelo pronome “o”, não cabendo “lhe”. Como o verbo termina
em “r”, deve-se proceder da mesma forma que a alternativa anterior, cabendo
“manipulá-lo” ou “o manipular”. Assim, eliminam-se as alternativas (B) e (E).
Por isso a correta é a alternativa (A).
Para se confirmar, perceba que o verbo “conferisse” é transitivo indireto
e seu objeto indireto pode ser substituído pelo pronome “lhe.
Questão 18: TRT 3ªR 2009 Analista
Gabarito: B
Comentário: O verbo “poupar” é transitivo direto e “os índios” é o objeto
direto. O pronome adequado é “os”, assim eliminamos as alternativas (A) e
(D). O verbo “submetessem” é transitivo direto e indireto, “a toda ordem de
humilhação” é o objeto indireto e “os índios” é o objeto direto, o qual pode ser
substituído pelo pronome “os”. Assim, eliminamos alternativa (C). O verbo
“tornamos” é transitivo direto e “os índios” é objeto direto. Portanto, a
alternativa correta é a (B).
Questão 19: TRT 24ªR 2003 Analista
Gabarito: B
Comentário: Para isso, basta substituir os verbos:
Tudo se liga, e os países subordinam- se, cada vez mais, aos grandes centros
de onde se irradiam as forças do imperialismo econômico.



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Perceba que o verbo “subordinam-se” rege preposição “a”, o que já
elimina as alternativas (A), (C), (E). A alternativa (D) está errada, pois o
pronome relativo “cujos” não admite verbo subsequente, apenas substantivo.
Assim, verifica-se que o verbo “irradiam-se” rege a preposição “de”, no
sentido de originar-se, vir, tendo como correta a alternativa (B).
Questão 20: TRT 24ªR 2003 Analista
Gabarito: A
Comentário: A alternativa (A) é a correta, pois “o Ministério das
Comunicações” é o sujeito e a locução verbal “parece ter-se insurgido” é
transitiva indireta e exige a preposição “contra” que inicia o objeto indireto
“contra a qual”. A expressão “acerca do” é o mesmo que “a respeito do” e
está corretamente empregado.
Na letra (B), logo se observa o equívoco, o pronome relativo “cujo” deve ficar
entre substantivos, não pode ser seguido de verbo, o ideal seria trocá-lo por
“que” ou “os quais”, pois exerce a função sintática de sujeito, e não pode
receber preposição.
A alternativa (C) só estaria correta se substituíssemos “em que” por “de que”,
tendo em vista que o substantivo “preocupação” é transitivo, ou seja, exige
complemento nominal (que é toda a oração posterior), por isso a conjunção
integrante “que” deve ser antecipada da preposição “de” pela regência
nominal de “preocupação”.
Na alternativa (D), o erro aparece novamente com o pronome “cujo”, que não
pode ser seguido de artigo. Fique ligado, normalmente quando se usa esse
pronome, vem “pegadinha” por aí. “em face da” não transmite o valor
semântico de assunto, que se pede no contexto. Assim, o ideal seria “ a
respeito da”, “sobre a”, “da” etc.
Na alternativa (E), a expressão “em favor” exige a preposição “de”, além de o
pronome relativo “que” dever ser substituído por “a qual”, tendo em vista a
preposição “mediante” possuir três sílabas. Perceba que foi colocado
equivocadamente também um artigo “o” antes do “que”.
Questão 21: TRT 24ªR 2003 Analista
Gabarito: A
Comentário: A alternativa (A) é a correta, pois “de cujos riscos” é o
complemento nominal de “consciente”. (era consciente de...)
Na alternativa (B), o verbo “arvorar” é transitivo indireto e exige preposição
“com”. (se arvorar com os superiores)
Na alternativa (C), o verbo “aprecio” é transitivo direto e o pronome relativo
“que” não pode receber preposição. (que mais aprecio)
Na alternativa (D), o verbo “aceitaram” é transitivo direto e o termo “cujos
termos” não pode ser antecipado de preposição, por ser o objeto direto. (cujos
termos aceitaram)
Na alternativa (E), o verbo “aproveitar”, no contexto em que se encontra, é
transitivo direto e indireto, assim deve haver preposição “de” antes de “uma
cultura”. (aproveitar nada de uma cultura)
Questão 22: TRT 21ªR 2003 Analista



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Gabarito: D
Comentário: Neste tipo de questão, é importante grifar a oração subordinada
adjetiva, para se ter a real noção da regência verbal ou nominal; em seguida,
localizar o verbo, o sujeito e possíveis complementos verbais ou nominais.
Na alternativa (A), já se observa o erro, porque o pronome relativo
“cujas” está seguido de artigo. A locução verbal “devem se empenhar” tem
como sujeito “os cientistas” e é transitiva indireta. Logo o objeto indireto é
“em que” ou “nas quais”. Veja:
As liberdades nas quais os cientistas devem se empenhar dizem respeito
ao modelo da vida democrática.
Na alternativa (B), da mesma forma o pronome relativo “cujo” está
sendo mal utilizado, pois este deve se colocar entre dois substantivos, não
como ocorreu nesta frase, pois está seguido de pronome e verbo. O verbo
“confiou” é transitivo direto e indireto (confiar algo a alguém), o pronome “se”
é apassivador, então “a missão crucial” não pode ser objeto direto, mas
sujeito, pois não há objeto direto na voz passiva. Assim, cabem como objeto
indireto “a que” ou “às quais”.
Os povos a que se confiou a missão crucial de utilizar politicamente o
potencial da nova arma foram os britânicos e os norte-americanos.
Na alternativa (C), “Alfred Nobel” é sujeito, “pretendeu” é locução verbal
transitiva direta e indireta, “sua consciência” é objeto direto e “com cuja
criação” é o adjunto adverbial. Note que o pronome relativo “cuja” encontra-
se entre dois substantivos e transmite ideia de posse. Esse pronome é
precedido de preposição “com”, porque faz parte do adjunto adverbial de
meio.
A instituição com cuja criação Alfred Nobel pretendeu aplacar sua
consciência premia, até hoje, aqueles que se destacam na luta pela paz.
A alternativa (D) é a correta. Novamente perceba que o pronome
“cujas” não pode ser seguido de pronome e verbo, por isso deve ser
substituído por “que” ou “as quais”. O verbo “pretendia” é transitivo direto,
precedido do pronome apassivador “se”, por isso “tranquilizar o mundo” é um
sujeito oracional paciente (isso era pretendido). Assim, o pronome relativo
“com as quais” cumpre a função de adjunto adverbial de modo, o que deixa a
proposta de substituição correta.
As promessas do Pacto do Atlântico, com as quais se pretendia
tranquilizar o mundo, deixaram de ser cumpridas pelos signatários.
Na alternativa (E), o pronome “quem” só pode retomar pessoa, assim
seu uso já está equivocado. A substituição proposta para “a cujos” também
está errada, pois não há ideia de posse e o pronome não está concordando
com o substantivo posterior “Einstein”. Assim, “Einstein” é o sujeito, “temia” é
verbo transitivo direto e ”que a humanidade viesse a se submeter” é o objeto
direto oracional. O verbo pronominal “submeter” rege preposição “a”, por isso
o objeto indireto corretamente empregado seria “a que” ou “aos quais”.
Os novos desastres a que Einstein temia que a humanidade viesse a se



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submeter permaneceram incubados no período da Guerra Fria.
Questão 23: TRT 21ªR 2003 Analista
Gabarito: E
Comentário: Na frase I, há duas orações subordinadas substantivas objetivas
diretas, por isso não devem ser precedidas de preposição. O ideal seria “Que
você se queixe eu aceito”, pois “eu” é sujeito, “aceito” é verbo transitivo
direto e “que você se queixe” é o objeto direto oracional. Da mesma forma o
verbo “admito” é transitivo direto e também exige o objeto direto oracional
“que você não busque superar sua dor”. Reescrevendo, teremos:
Que você se queixe eu aceito; só não admito que você não busque
superar sua dor.
Na frase II, temos orações adjetivas. Na primeira, “ele” é o sujeito,
“acusa” é verbo transitivo direto e indireto, “em si mesmo” é o objeto indireto
e o pronome relativo “que” é o objeto direto, por isso não pode ser precedido
da preposição “de”. Na outra oração adjetiva, “muitos de nós” é o sujeito e o
verbo pronominal “nos conformamos” rege, na realidade, a preposição “com”.
Reescrevendo, teremos:
A fraqueza que ele mais acusa em si mesmo é aquela com que muitos de
nós não nos conformamos: a covardia.
Na frase III, as orações “de que sua doença seja grave” e “de que
tenhamos sido injustos com o nosso amigo” são subordinadas substantivas
completivas nominais e as preposições “de” foram corretamente inseridas,
porque foram exigidas pelos substantivos “suspeição” e “temor”.
A suspeição de que sua doença seja grave só fez crescer o temor de que
tenhamos sido injustos com o nosso amigo.
Portanto a alternativa correta é a (E).
Questão 24: TRT 19ªR 2008 Analista
Gabarito: D
Comentário: Esta questão cobra a regência nas orações adjetivas. Portanto,
o ideal é grifar a oração adjetiva, identificar o verbo e o sujeito, para em
seguida saber que preposição será aceita antes do pronome. Os períodos
estão reescritos já com a correção.
Na alternativa (A), o verbo “acusar” é transitivo direto e indireto (acusar
alguém de algo). Assim, o sujeito é “ele”, “de que” é o objeto indireto, porém
o objeto direto preposicionado deve ser “a si mesmo”
O moralizador está carregado de imperfeições de que ele não costuma
acusar a si mesmo.
Na alternativa (B), já percebemos o erro, porque o pronome relativo
“cujo” não pode ser seguido de artigo. Observe que a locução verbal “costuma
impingir” é transitiva direta e indireta, cujo sujeito é “ele”, objeto direto é
“cujo padrão moral” e o objeto indireto deve ser precedido de preposição “a”.
Como esta preposição juntou-se ao artigo “a” (o qual faz subentender o



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substantivo “conduta”), haverá crase obrigatória. Veja:
Um homem moral empenha-se numa conduta cujo padrão moral ele não
costuma impingir à dos outros.
Na alternativa (C), o verbo “reincidir” tem como sujeito “o moralizador”.
Esse verbo é transitivo indireto (reincidir em algo), regendo a preposição
“em”, por isso o correto é a ocorrência do objeto indireto “em que” ou “nos
quais”. Na outra oração adjetiva, o sujeito é “ele”, o verbo “acusa” é transitivo
direto e indireto (acusar alguém de alguma coisa), por isso “seus
semelhantes” é o objeto direto e o objeto indireto corretamente empregado
deveria ser “de que” ou “dos quais”.
Os pecados nos quais insiste reincidir o moralizador são os mesmos de
que ele acusa seus semelhantes.
A alternativa (D) é a correta, pois, na primeira oração adjetiva, “os
homens” é o sujeito, “abrem” é verbo transitivo direto e indireto, “mão” é
objeto direto e “da qual” é o objeto indireto. O pronome relativo “quem”,
quando paciente, é precedido de preposição, mesmo sendo um sujeito
paciente. A locução verbal “pode acusar” é transitiva direta e indireta (acusar
alguém de alguma coisa). O pronome “se” é apassivador, “de hipócritas” é
objeto indireto e “a quem” é o sujeito paciente. Perceba que só se pode inserir
a preposição, porque o pronome relativo é “quem”.
Na alternativa (E), o pronome cujo não pode ser seguido de pronome.
Nesta oração o sujeito é “ele próprio”, o verbo “respeita” é transitivo direto,
por isso o objeto direto é “que” ou “o qual”. Na outra oração, há o verbo de
ligação “é”, seguido do predicativo “capaz”, o qual rege preposição “de”. Por
isso o complemento nominal corretamente empregado será “de que”.
Quando um moralizador julga os outros segundo um padrão moral que ele
próprio não respeita, demonstra toda a hipocrisia de que é capaz.
Questão 25: TRT 2ªR 2008 Analista
Gabarito: B
Comentário: Na alternativa (A), note que o pronome relativo transmite valor
de posse e está entre substantivos, por isso cabe “cujo” no lugar de “que o”.
Meu amigo juiz escrevia poemas cujo estilo de linguagem era muito
depurado.
A alternativa (B) é a correta, pois “em que” é o complemento nominal,
iniciado pela preposição “em”.
Na alternativa (C), o verbo “desconfiava” é transitivo indireto
(desconfiar de algo) e tem como sujeito o pronome “eu”. Como há ideia de
posse e o pronome relativo está entre dois termos substantivos, o objeto
indireto deve ser “de cujo”. Veja:
Logo recebi o livro de poemas de cujo grande valor expressivo eu sequer
desconfiava.
Na alternativa (D), sabendo-se que só se pode empregar pronome



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relativo “cujo” entre substantivos, devemos substituí-lo por “que”. A estrutura
“em que” é o adjunto adverbial de lugar. Veja:
Surpreendeu-me que tivesse escrito poemas em que não havia
vestígio de academicismos.
Na alternativa (E), a locução verbal “pude aproveitar” é transitiva direta,
o sujeito está oculto (eu), “uma lição muito original” é o objeto direto e o
adjunto adverbial de meio deve receber a preposição “com”, por isso a
construção correta é:
Meu amigo deu-me uma explicação com a qual pude aproveitar uma lição
muito original.
Questão 26: DPE RS 2011 - Superior
Gabarito: C
Comentário: A expressão “na qual” é a composição de uma preposição “em”
mais o artigo “a” do pronome relativo “a qual”. Substituindo-se “a qual” por
“que”, temos “em que”.
Questão 27: Fiscal de Rendas SP 2008 Analista
Gabarito: B
Comentário: O termo “a cujo conjunto” é objeto indireto, por isso ocorre a
preposição “a”.
Na alternativa (A), o correto seria “o conjunto dos quais”, pois o verbo
“nominaram” exige objeto direto.
A alternativa (B) é a correta, pois “o conjunto dos quais” é o sujeito do verbo
“recebeu”.
Na alternativa (C), houve um truncamento sintático, pois as construções se
misturaram, tornando-se viciosas. Observe o pronome relativo “que”, ele
retoma “nome”, o que faz a alternativa ficar mais errada.
Na alternativa (D), deve-se substituir “do qual” por “cujo”, pois cumpriria a
função de sujeito do verbo “foi nomeado”. (cujo conjunto foi nomeado)
Na alternativa (E), deve-se substituir “que, pelo conjunto,” por “cujo
conjunto”, para que sejam o objeto direto de “mencionaram”. Além disso,
deve-se retirar a preposição “por” e inserir “como”.
Questão 28: CEAL 2008 Advogado
Gabarito: A
Comentário: A alternativa (A) é a correta, pois “um ator” é o sujeito, “goza”
é verbo transitivo indireto e “de que” é o objeto indireto. A expressão “sobre
cuja honestidade” é o adjunto adverbial de assunto da oração “há
controvérsias”.
Na alternativa (B), a expressão “a que” está corretamente empregada,
por ser o objeto indireto do verbo transitivo direto e indireto “devotamos”.
Perceba que “nosso respeito” é o objeto direto. O problema é o uso
equivocado de “aonde”, primeiro porque não cabe preposição “a”
antecedendo-o, segundo, porque ele é usado especificamente para lugar
concreto. O correto é a substituição desse pronome por “em que” ou “na



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qual”.
O candidato a que devotamos nosso respeito tem uma história em
que os fatos nem sempre revelam uma conduta irrepreensível.
Na alternativa (C), o pronome “cuja” não pode ser seguido de advérbio
ou verbo. Assim, o correto é substituí-lo pelo pronome “que”. A expressão
“em que” cumpre função de adjunto adverbial de tempo (durante a carreira)
ou lugar (na carreira). A expressão “os mesmos” está sendo empregada para
retomar a expressão “momentos brilhantes”. Como o verbo “houve” já foi
escrito e se encontra paralelo ao empregado anteriormente, não há
necessidade da repetição dessa ideia com o objeto direto “os mesmos”. Além
disso, não é adequado utilizar esse pronome demonstrativo como substantivo
(isto é, antecedido de artigo). Seu uso é mais encontrado numa linguagem
descuidada, o que se deve evitar na norma culta.
Reagan teve uma carreira de ator em que não houve momentos
brilhantes, como também não houve na de Schwarzenegger.
Na alternativa (D), o verbo “espelha” é transitivo direto, o sujeito é “a
divisão entre o respeito e o menosprezo” e o objeto direto é “a qual” e retoma
o núcleo “ambivalência”, por isso se deve retirar a preposição. Na outra
oração, não há erro gramatical, pois a locução verbal “costumamos alimentar”
é transitiva direta e indireta, o pronome relativo “que” é o objeto direto e
“deles” é o objeto indireto.
Há uma ambivalência em relação aos atores a qual espelha a divisão entre
o respeito e o menosprezo que deles costumamos alimentar.
Na alternativa (E), o verbo “fez” é transitivo direto, “se” é pronome
apassivador e “menção” é sujeito paciente. O substantivo “menção” exige
complemento nominal regido pela preposição “de”, por isso a preposição
“sobre” deve ser substituída por “de”. Já o verbo “discutir”, neste contexto,
não admite a preposição “de”, mas a preposição “sobre”. Veja:
Os atores dos quais se fez menção no texto construíram uma carreira
cinematográfica sobre cujo sucesso comercial ninguém pode discutir.
Questão 29: CEF 2011 Advogado
Gabarito: E
Comentário: Na alternativa (A), entende-se que “os americanos manifestam
todo seu desprezo pelos atributos”, por isso se deve substituir “nos quais” por
“pelos quais”. Essa expressão é o complemento nominal do substantivo
“desprezo”. Na outra oração, a regência do verbo “enfeixar” está correta, pois
se pode entendê-lo como transitivo direto e indireto, em que o pronome
reflexivo “se” é o objeto direto e “com a expressão dez de setembro” é objeto
indireto.
A obsolescência e o anacronismo, atributos pelos quais os
americanos manifestam todo seu desprezo, passaram a se enfeixar com
a expressão dez de setembro.



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Na alternativa (B), o verbo “imergiram” é transitivo indireto e rege
preposição “em”, por isso o objeto indireto deve ser “no qual”. Na outra
oração, o verbo “recriminam” é transitivo direto, por isso se deve retirar a
preposição antes de “cuja”. Veja:
O estado de psicose, no qual imergiram tantos americanos, levou à
adoção de medidas de segurança cuja radicalidade muitos recriminam.
Na alternativa (C), note que o verbo “arrisca” é transitivo indireto e rege
preposição “a”, seu objeto indireto é oracional: “a pronunciar”. Já este verbo é
transitivo direto e seu objeto direto é o pronome relativo “o qual”, por isso se
deve eliminar a preposição “a”. A locução verbal da voz passiva “foram
tomados” possui sujeito paciente “tantos americanos” e agente da passiva que
pode ser precedido das preposições “de” ou “por”, então se deve substituir a
expressão “no qual” por “do qual” ou “pelo qual”. Veja:
A sensação de que o 11/9 foi um prólogo de algo o qual ninguém se arrisca
a pronunciar é um indício do pasmo do qual foram tomados tantos
americanos.
Na alternativa (D), primeiramente se deve observar que a expressão
“sentimento com que nos sentimos invadidos depois de uma tragédia” está
separada por vírgulas e isso deixa claro que a expressão “à descrença” e “na
esperança” são paralelos; por isso devem ser iniciados pela mesma
preposição: “a”, pois são os objetos indiretos do verbo pronominal “nos
apegar” (apegar-se a algo). O particípio “invadidos” está no valor de adjetivo,
o qual exige um complemento nominal regido pela preposição “por”; por isso
a expressão “com que” deve ser substituída pela expressão “por que” ou “pelo
qual”.
Não é à descrença, sentimento por que nos sentimos invadidos depois de
uma tragédia, é à esperança que queremos nos apegar.
A alternativa (E) é a correta, pois o verbo pronominal “se deparar” rege
preposição “com”, por isso o objeto indireto é a expressão “com que”. A
locução verbal pronominal “se deve esquecer” é transitiva indireta regendo a
preposição “de”, a qual inicia o objeto indireto “de cujo significado”.
Questão 30: MPE RS 2010 Superior
Gabarito: D
Comentário: Na alternativa (A), a oração subordinada adjetiva restritiva
deve receber o pronome relativo “que” sem preposição: “que se respira
nessas regiões”. Isso ocorre porque o verbo “respira” é transitivo direto, o
pronome “se” é apassivador e o pronome relativo “que” é o sujeito paciente, o
qual retoma o substantivo “ar”. A expressão “nessas regiões” é o adjunto
adverbial de lugar, por isso é preposicionada. Veja:
O aumento da frota de veículos, evidente em inúmeras cidades, pode afetar a
qualidade do ar que se respira nessas regiões.
Na alternativa (B), a oração subordinada adjetiva restritiva deve receber
o pronome relativo “que” precedido da preposição “de”: “de que se trata em



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todas as discussões sobre o meio ambiente”. Isso ocorre porque o verbo
“trata” é transitivo indireto, o pronome “se” é o índice de indeterminação do
sujeito e o pronome relativo “de que” é o objeto indireto, o qual retoma o
substantivo “assunto”. Veja:
O controle da poluição do ar nas grandes cidades é um assunto de que se
trata em todas as discussões sobre o meio ambiente.
Na alternativa (C), a oração subordinada adverbial de finalidade deve
receber a locução conjuntiva “para que”: “para que a população das grandes
cidades deixe seu carro na garagem. Veja:
Seria necessário propiciar transporte de qualidade para que a população das
grandes cidades deixe seu carro na garagem.
A alternativa (D) é a correta, pois a oração subordinada adjetiva
restritiva deve receber o pronome relativo “que” precedido da preposição
“em”. Isso ocorre porque o verbo “dependem” é transitivo indireto, o sujeito é
o termo “os moradores”, restando ao referido pronome relativo a função de
adjunto adverbial de lugar (estático), o qual poderia até ser substituído pelo
pronome relativo “onde”. Por isso deve ser precedido da preposição “em”.
Veja:
Nas grandes cidades, em que os moradores dependem de transporte coletivo
eficiente, tem aumentado consideravelmente a frota de carros particulares.
Na alternativa (E), o verbo “sonham” tem como sujeito o termo “muitos
brasileiros”. Esse verbo é transitivo indireto, regendo a preposição “com”; por
isso o pronome relativo “que” deve ser precedido da preposição por essa
preposição. Veja:
O carro próprio, com que sonham muitos brasileiros, tornou-se possível com
a oferta de crédito e a isenção de impostos.
Questão 31: TRT 12ªR 2010 Técnico
Gabarito: D
Comentário: Na alternativa (A), a oração subordinada adjetiva restritiva
deve receber o pronome relativo “que” com preposição “com” Isso ocorre
porque o verbo pronominal “se distraem” é intransitivo, o pronome “se” é
parte integrante do verbo, as expressões “à noite”, “em suas casas” e “com
que” são adjuntos adverbiais de tempo, lugar e modo, respectivamente. Por
isso o pronome relativo é preposicionado. Veja:
A trama das novelas transforma fatos reais em sonhos, com que muitos se
distraem à noite, em suas casas.
Na alternativa (B), a oração subordinada adjetiva restritiva deve receber
o pronome relativo “que” sem preposição. Isso ocorre porque o verbo
“marcaram está no plural por concordar com o sujeito “que”, o qual retomou o
substantivo “propostas”. Note que a expressão “o andamento da trama
novelesca” é o objeto direto.
Após algum tempo, as pessoas esquecem as propostas que marcaram o



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andamento da trama novelesca, mesmo que tenha obtido sucesso.
Na alternativa (C), o substantivo “fato” rege a preposição “de”, por isso
a oração sublinhada abaixo é subordinada substantiva completiva nominal.
Veja:
Devemos estar atentos ao fato de que novelas, por serem instrumento de
lazer, tendem a mostram visão fantasiosa do mundo.
A alternativa (D) é a correta, pois a oração subordinada adjetiva
restritiva deve receber o pronome relativo “que” precedido da preposição
“em”, porque o verbo “projeta” é transitivo direto e indireto, o sujeito é o
termo “o autor”, “defeitos e virtudes da sociedade“ é o objeto direto e o
pronome relativo “em que” é o objeto indireto. Por isso deve ser precedido da
preposição “em”. Veja:
Formas de comportamento em que o autor projeta defeitos e virtudes da
sociedade podem ser encontradas diariamente nas ruas.
Na alternativa (E), o verbo pronominal “se referia” é transitivo indireto e
rege a preposição “a”, por isso o pronome relativo deve ser precedido dessa
preposição, por ser objeto indireto. Ele tem como sujeito o termo “o crítico”.
Veja:
As novelas a que o crítico se referia haviam discutido situações
desagradáveis, que passam despercebidas para a maioria das pessoas.
Questão 32: TRT 9ªR 2010 Analista
Gabarito: B
Comentário: O problema se encontra na alternativa (B), pois o pronome
relativo “que” está mal empregado e deve ser substituído por “cujos”, com os
devidos ajustes na oração (cujos objetivos mal definimos). Isso ocorre por
haver necessidade da transmissão do valor de posse entre os substantivos
“jornadas” e “objetivos”. O segundo pronome relativo, “cujo”, deve ser
substituído por “que”, pois ali não há relação de posse.
Temerárias são as jornadas cujos objetivos mal definimos, assim como não
avaliamos o esforço que o trajeto nos exigirá.
Questão 33: DPE RS 2011 - Superior
Gabarito: E
Comentário: culta informal
“Assistir à televisão” “Atender o telefone”
“Visar a um objetivo” “Responder a pergunta”
“Responder à pergunta” “Visar um objetivo”
Portanto, a alternativa correta é a (E).
Questão 34: TRT18ªR 2008 Analista
Gabarito: D
Comentário: A banca quis que o candidato observasse que o verbo preferir
ou o adjetivo preferível não admitem termo comparativo, nem intensificador.



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Por isso, será transcrito abaixo já com a correção:
(A) Seu vizinho de poltrona acha preferível ouvir música a se concentrar
num filme.
(B) A mulher ao lado prefere um filme a ouvir música.
(C) Tenho preferência de (por) desfrutar do silêncio a ouvir intimidades
alheias.
A alternativa (D) é a correta.
(E) É preferível entreter-se com ideias próprias a se distrair com as
tolices de um filme.
Questão 35: CEAL 2008 Advogado
Gabarito: C
Comentário: Nesta questão, trabalha-se a regência nominal, pois os nomes
“culto” e “acesso” exigem os complementos nominais “das aparências” e “aos
prestígio público”, respectivamente. Na substituição por “zelo” e “franqueia”, o
primeiro rege a preposição “por” e o verbo “franqueia” é transitivo direto, o
qual não exige preposição. Portanto, a alternativa correta é a (C).
Questão 36
Gabarito: C
Comentário: As frases foram reescritas abaixo já corrigidas com os verbos
em negrito e seus sujeitos sublinhados.
Na alternativa (A), o primeiro verbo deve se flexionar no plural
(mostram), porque o sujeito é “Personagens do bem e personagens do mal”.
O verbo “existe” está corretamente no singular, porque seu sujeito é o
pronome relativo “que”, o qual retoma o substantivo ”dualidade”. O verbo
“manter” está corretamente no singular por concordar com seu sujeito elíptico
“uma trama”. Veja:
Personagens do bem e personagens do mal mostram a dualidade que existe
em todas as ações humanas no decorrer de uma trama realmente capaz de
manter o interesse dos espectadores.
Na alternativa (B), o primeiro verbo deve se flexionar no plural
(“dividem”), pois é transitivo direto e o pronome apassivador “se” leva o
pronome “que” a ser o seu sujeito paciente, o qual retoma o substantivo plural
“personagens”. O segundo verbo deve se flexionar no singular, pois seu
sujeito é “drama”. Veja:
O drama representado em uma novela, com personagens atraentes que se
dividem entre o bem e o mal, atrai, durante vários meses, a atenção de um
público fiel e interessado em suas peripécias.
A alternativa (C) é a correta. Os verbos “chame” e “leve” encontram-se
no singular, porque seu sujeito é o pronome relativo “que”, o qual retoma o
substantivo “novela”. O infinitivo “acompanhar” pode ser impessoal, como
ocorre na questão, mas também pode se referir ao substantivo
“espectadores”, tornando-se pessoal e podendo se flexionar no plural. A
locução “deve basear-se” concorda com o seu sujeito “Uma novela”. Veja:
Uma novela que chame a atenção do público e leve os espectadores a
acompanhar a trama, muitas vezes longa, deve basear-se em uma realidade
transmudada em sonho e fantasia.



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Na alternativa (D), o predicado nominal deve se flexionar no plural
(sejam atraentes), porque o sujeito é “as situações”. O substantivo “novela”
deve se flexionar no singular, porque o artigo indefinido “uma” se encontra no
singular e o contexto exige isso. O verbo “tenham” está corretamente
flexionado no plural, porque seu sujeito é “as personagens”. O último verbo
deve se flexionar no singular, pois seu sujeito é o pronome relativo “que”, o
qual retoma o substantivo “público”. O pronome deve se flexionar no plural
(as) por se referir ao substantivo “personagens”. Veja:
Para que sejam atraentes as situações criadas pelo autor de uma novela, é
preciso que as personagens tenham atitudes coerentes e convincentes para o
público que as acompanha diariamente.
Na alternativa (E), o primeiro verbo deve ser flexionado no plural
(“vivem”), pois o sujeito é “as personagens de novelas”. A locução verbal
“seja baseado” se refere ao substantivo “drama”, por isso se flexiona no
singular. O terceiro verbo deve se flexionar no singular, porque seu sujeito é
“O drama”. A última locução verbal está corretamente flexionada no plural,
porque seu sujeito é o pronome relativo “que”, o qual retoma o substantivo
“espectadores”. Veja:
O drama que vivem as personagens de novelas, ainda que seja baseado em
tipos humanos reais, nem sempre convence os espectadores, que desejam
se distrair em casa, após o trabalho.
Questão 37: TRT 21ªR 2003 Analista
Gabarito: E
Comentário:
a) Os romeiros, temendo que o barquinho não suportasse a correnteza, que
era forte naquele trecho do rio, passaram a rezar, evitando de qualquer
modo o mínimo movimento do corpo.
A oração principal
1
está intercalada de uma estrutura adverbial
2
,
substantiva
3
e adjetiva
4
. Assim, a oração subordinada adverbial causal
reduzida de gerúndio
2
“Temendo” é seguida de uma oração subordinada
substantiva objetiva direta
3
“que o barquinho não suportasse a correnteza”.
Note, então, que entre essas duas orações (2 e 3) não poderá haver vírgula. A
oração subordinada adjetiva explicativa
4
“que era forte naquele trecho do rio”
deve ser separada por vírgulas, por isso esta pontuação após “correnteza”
está certa e deve ser inserida vírgula após “rio”. Esta última vírgula tem dupla
função: fechar a vírgula que foi iniciada na oração subordinada adjetiva
explicativa
4
e fechar a vírgula que iniciou toda a estrutura adverbial antes de
“temendo”
2,3,4
.
A expressão “de qualquer modo” é uma locução adverbial de modo e
poderia vir separada por dupla vírgula. Como se pode entendê-la como de
pequena extensão, a dupla vírgula é facultativa.
1 2 3 4
1 5
1 2 3 4 5



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b) Se é certo que Deus ajuda – pensavam os romeiros –, não custa facilitar as
coisas para Ele, razão por que buscavam: não fazer o mínimo movimento
enquanto atravessam o rio de forte correnteza.
A vírgula antes do advérbio “não” ocorre porque há antecipação de
oração subordinada adverbial condicional
1
, seguida de oração subordinada
substantiva subjetiva
2
e do comentário do autor
3
. Entre 1 e 2 não poderá
haver vírgula porque oração substantiva não pode ser precedida de vírgula. A
expressão “pensavam os romeiros” é o comentário do autor, chamada
também de expressão intercalada ou parentética. Este último nome é dado
porque a expressão pode ser intercalada por dupla vírgula, duplo travessão ou
parênteses (daí o nome). Por isso há necessidade de um travessão após
“romeiros”, fechando o elemento intercalado.
A oração “não custa” é principal
4
e “facilitar as coisas para Ele” é a
oração subordinada substantiva subjetiva
5
, por isso entre 4 e 5 não poderá
haver separação por vírgula.
O substantivo “razão” é o aposto explicativo
6
, por isso vem precedido de
vírgula. A oração “por que buscavam” é subordinada adjetiva restritiva
7
, por
isso não vem precedida de vírgula, serve para caracterizar o substantivo
“razão”. Note nesta oração que o verbo “buscavam” é transitivo direto e seu
objeto direto é a oração subordinada substantiva objetiva direta reduzida de
infinitivo
8
“não fazer nenhum movimento”, então não pode haver a separação
por dois-pontos.
A oração “enquanto atravessam o rio de forte correnteza” é subordinada
adverbial temporal
9
. Como se encontra após sua oração principal, a vírgula
antes da conjunção “enquanto” é facultativa.
c) Um ato de fé – como o daqueles romeiros atravessando o rio de forte
correnteza – não dispensa, em todo caso, que se tomem providências
facilitando-se, assim, as coisas, para a Providência divina.
A ideia principal “Um ato de fé não dispensa que se tomem
providências” não deve ser separada por vírgula, pois segue a estrutura SVO.
Porém a expressão “como o daqueles romeiros atravessando o rio de forte
correnteza” pode ser entendida como comentário do autor e o duplo travessão
foi acertadamente utilizado. Já a locução adverbial “em todo caso” é de
pequena extensão e pode ou não ser separada por vírgulas. Assim, o erro está
em apenas se fechar esta locução com vírgula. Ou não se insere nenhuma
vírgula, ou se colocam duas: uma antes desta locução e outra depois.
A inserção de vírgula antes da oração reduzida de gerúndio “facilitando-
se, assim, as coisas” não é de rigor, mas traduz mais clareza no texto. Por
isso sua falta não implica erro gramatical. Mas, como a conjunção
coordenativa conclusiva “assim” está deslocada, deve-se separá-la por dupla
vírgula.
6 7 8
9



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A expressão “para a Providência divina” é o objeto indireto do verbo
transitivo direto e indireto “facilitando”, por isso a vírgula que a precede deve
ser retirada. Do contrário, haveria vírgula entre sujeito paciente “as coisas“ e
esse objeto indireto. Note que o “se” é o pronome apassivador, fazendo com
que não haja objeto direto, e sim, sujeito paciente.
d) Entre o temor e a fé, dividiam-se os romeiros, pois a confiança na
Providência divina não os eximia de se comportarem, com muita cautela,
enquanto estavam na perigosa correnteza do rio.
À primeira leitura, poder-se-ia entender esta frase como correta
gramaticalmente. Mas, ao verificar a alternativa E, perceber-se-ia que esta
ainda está errada. A única vírgula errada é a que separa o objeto indireto
“Entre o temor e a fé” e seu verbo transitivo direto e indireto “dividiam”. É
natural se pensar que é um adjunto adverbial, pois a expressão iniciada por
“entre” normalmente ocupa esta função; porém se deve perceber a
transitividade do verbo dividir (dividir algo em outros ou dividir algo entre
outros). Note que não cabe a pergunta “onde”, isso nos dá a certeza de que
não há adjunto adverbial de lugar. Por isso a vírgula está errada.
A vírgula antes da conjunção “pois” normalmente ocorre, pois há oração
coordenada sindética explicativa. A dupla vírgula separando o adjunto
adverbial de modo “com muita cautela” não é de rigor, mas pode ser utilizada,
pois se entende como adjunto adverbial de pequena extensão.
e) Nem mesmo a fé em Deus dispensou os romeiros, preocupados que
estavam com a força da correnteza do rio, de tomar providências práticas
para que o barquinho, em sua fragilidade, não viesse a naufragar.
Observemos a estrutura básica em negrito: a oração 1 é a principal, a 3
é a subordinada substantiva objetiva indireta reduzida de infinitivo e a 4 é a
oração subordinada adverbial de finalidade. Note que poderia haver vírgula
antes da locução conjuntiva “para que”, pois a oração adverbial encontra-se
após a oração principal, assim a vírgula é facultativa. Note que a oração 2 é
uma subordinada adjetiva explicativa; por isso a dupla vírgula é obrigatória.
Note que, por estilo, o autor fez a inversão, deixando o pronome relativo
“que” após o nome “preocupados”. Além disso, perceba que a expressão “em
sua fragilidade” é uma locução adverbial intercalada, por isso está entre
vírgulas.
Questão 38: TRT 23ªR 2007 Técnico
Gabarito: D
Comentário: As aspas normalmente sinalizam um valor diverso do sentido
literal da palavra. Ela explora algo além do dito, podendo ser uma palavra fora
1
3
4
2



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dos padrões usuais do autor, como gíria, termos técnicos, língua estrangeira,
ênfase, ironia, etc. Perceba o que se afirma em cada frase:
Na frase I, diz-se que as aspas conferem sentido especial à expressão
no contexto em que se encontra. Perceba que a expressão “artigos de luxo”
valoriza realmente a figura do estilista.
Na frase II, “luxo” é palavra da rotina da moda, e isso foi enfatizado
pelas aspas.
Na frase III, o erro está em apontar que a palavra está fora do contexto.
Ora, as duas frases anteriores corroboraram a ideia de que esta expressa se
encontra no contexto da moda, da valorização do estilista. Portanto esta é a
frase errada.
Questão 39: TRT19ªR 2008 Analista
Gabarito: A
Comentário: O que se quer basicamente com este tipo de questão é que o
candidato visualize a oração subordinada adjetiva, pois a restritiva não
possui vírgula e, ao receber este sinal de pontuação, obrigatoriamente muda o
seu sentido para explicativa. Mas para sabermos se uma oração é adjetiva,
deve-se primeiro ter certeza de que não é substantiva. Como? 1º passo:
substituir toda a oração pela palavra “isso”. Se der coesão, a oração é
substantiva. Se não, pode ser adjetiva. 2º passo: substituir a palavra “que”
por “o qual” e suas variações, para verificar se realmente é um pronome
relativo iniciando uma oração adjetiva.
Com esse processo, perceba, na alternativa (A), que a oração “que não
compreendem a carência dos mais pobres” é subordinada adjetiva explicativa,
pois se inicia por vírgula. A sua retirada muda o sentido da oração para
restritiva. Por isso esta é a alternativa correta.
Nas alternativas (B), (C) e (D), é possível se retirarem as vírgulas, pois
os termos adverbiais “No texto”, “A todo momento” e Certamente” são de
pequena extensão e por isso as vírgulas são facultativas.
Na alternativa (E), não se muda o sentido com a retirada da vírgula. Na
realidade, haveria erro se essa vírgula fosse retirada, pois a estrutura “Em
qualquer lugar onde ocorra uma feira” é adverbial de grande extensão, sendo
a vírgula obrigatória.
Questão 40: MPE RS 2010 Superior
Gabarito: A
Comentário: As frases foram reescritas abaixo já corrigidas com os verbos
em negrito e seus sujeitos sublinhados.
A alternativa (A) é a correta, pois “é” se flexiona no singular, por
concordar com o sujeito “A redução” e a locução verbal “devem ser atingidas”
se flexiona no plural por concordar com o seu sujeito “que”, o qual retoma o
substantivo plural “metas”. Veja:
A redução da emissão de partículas poluentes pelo escapamento dos carros é
uma das metas que devem ser atingidas pelos órgãos responsáveis pela
organização do trânsito nas grandes cidades.
Na alternativa (B), os verbos “fugirem”, “mudaram” e “passaram a



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depender” devem se flexionar no plural, porque se referem ao mesmo sujeito:
“inúmeros moradores”. Note que os verbos “mudaram” e “passaram a
depender” fazem parte da estrutura principal (orações principais coordenadas
entre si em adição), por isso possuem o mesmo sujeito determinado simples
“inúmeros moradores”. Já o verbo “fugirem” se refere ao mesmo termo, que é
o seu sujeito elíptico. Veja:
Em cidades maiores, inúmeros moradores, para fugirem da violência e do
estresse urbano, se mudaram para condomínios fechados próximos e
passaram a depender de carro para seus deslocamentos.
Na alternativa (C), o erro está no verbo “acompanharam”. Esse verbo
deve se flexionar no singular (“acompanhou”), pois o sujeito é “O
planejamento urbano”. O verbo da segunda oração pode, segundo o contexto,
se flexionar no singular ou no plural, pois seu sujeito é o pronome relativo
“que”, o qual pode retomar “população” ou “contingentes”, respectivamente.
Veja:
O planejamento urbano das grandes e médias cidades nem sempre
acompanhou os deslocamentos de grandes contingentes da população, que
depende de transporte coletivo para ir e vir do trabalho diariamente.
Na alternativa (D), a locução verbal deve se flexionar no singular
(costuma ser elevado), pois o sujeito é “O número de automóveis”. O verbo
da segunda oração deve se flexionar no plural (existem), pois seu sujeito é
“bons sistemas de transporte coletivo”. O verbo “usam” está corretamente
flexionado no plural, pois seu sujeito é “as pessoas”. Veja:
O número de automóveis nos países desenvolvidos costuma ser mais
elevado, mas nessas cidades existem bons sistemas de transporte coletivo e
as pessoas usam seus carros apenas para viagens e passeios de fins de
semana.
Na alternativa (E), o predicado nominal deve se flexionar no plural “são
necessários” por concordar com o sujeito “os investimentos”. O verbo no
infinitivo, na segunda oração, também deve se flexionar no plural, pois o
sujeito se refere ao mesmo termo: “os investimentos”, seu sujeito elíptico.
Veja:
No caso das regiões metropolitanas brasileiras, são necessários os
investimentos na expansão de sistemas integrados de transporte coletivo,
para desestimularem o uso de veículos particulares no dia a dia das cidades.
Questão 41: TRT 23ªR 2007 Técnico
Gabarito: A
Comentário: Perceba que “assim” está deslocado transmitindo uma ideia
conclusiva, naturalmente podendo ser substituído por “portanto”, “por
conseguinte”, “destarte”, “por isso”.
Questão 42: BB 2006 Escriturário
Gabarito: A
Comentário: A conjunção “e” adiciona duas ideias: “haviam desencadeado
forças que não podiam controlar” e “a crença na estabilidade e segurança da
civilização européia revelou-se uma ilusão”. Note que não há nas alternativas
o valor de adição. Vimos que, nas orações coordenadas, aquela que constitui



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um resultado natural da oração anterior é a conclusiva, e é justamente essa
ideia que se transmite no contexto. Primeiro “haviam desencadeado forças
que não podiam controlar” , por isso “a crença na estabilidade e segurança
da civilização européia revelou-se uma ilusão”. Mas veja que não há esse
valor (conclusão) nas alternativas. Sobra, então, a consequência; valor que se
aproxima da conclusão, pois também é o resultado de um processo
desenvolvido na oração anterior.
Questão 43: TRT 2ªR 2008 Técnico
Gabarito: D
Comentário: O travessão normalmente é empregado para isolar um
comentário do autor com diversos valores semânticos, como explicação,
contrastes, justificativas, etc. Neste caso, o autor fez uma inserção com sua
apreciação, observação, isto é, um dado opinativo sobre o crescimento da
porcentagem referida no texto. Por isso a frase I está correta.
Por observarmos que o comentário do autor se refere ao crescimento da
porcentagem, entende-se que a frase II está incorreta. Perceba que a banca
ainda reforça o erro inserindo o vocábulo “diretamente”.
O comentário do autor pode ser separado por vírgula, travessão ou pode
ficar entre parênteses. No caso deste excerto, o comentário pode ser separado
por vírgula sem incorrer em desvio gramatical.
Portanto, as frases corretas são I e III (alternativa D).
Questão 44: Fiscal de Rendas SP 2008 Analista
Gabarito: E
Comentário: Veja que a conjunção “mas” trabalha a oposição de palavra
negativa (nem) na oração anterior. Porém, ela não inicia oração coordenada
adversativa, por isso não pode ser substituída por “entretanto”. Perceba que
esta conjunção, na realidade, tem valor de explicação. Confirme isso,
substituindo a conjunção “mas” por “pois”, “porque”.
Nem uma nem outra nasceram do acaso, pois são antes produtos de uma
disciplina consciente.
Por isso sempre dizemos que não devemos decorar as conjunções, porque é o
contexto que vai proporcionar entendermos o sentido.
O que devo tomar nota como mais importante?
• Objeto direto “o, a, os, as”; objeto indireto “lhe, lhes”.
• Estrutura VTD + OD; VTI + OI; VTDI + OD + OI; VI.
• Observar a diferença entre pronome relativo e conjunção integrante.
• Entender o uso de “cujo” e suas variações.
• Diferenciar as funções sintáticas do pronome relativo.
Índice de provas analisadas nesta aula:
Prova: TRT 21ªR 2003 Analista



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(TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS)
PROFESSOR: DÉCIO TERROR
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Prova: TRT 24ªR 2003 Analista
Prova: BB 2006 Escriturário
Prova: TRT 24ªR 2006 Técnico
Prova: TRT 23ªR 2007 Técnico
Prova: CEAL 2008 Advogado
Prova: TRT 2ªR 2008 Analista
Prova: TRT 2ªR 2008 Técnico
Prova: TRT 18ªR 2008 Analista
Prova: TRT 18ªR 2008 técnico
Prova: TRT19ªR 2008 Analista
Prova: Fiscal de Rendas SP 2008 Analista
Prova: CEAL 2008 Advogado
Prova: TRT 3ªR 2009 Analista
Prova: TRT 16ªR 2009 técnico
Prova: MPE SE 2010 Superior
Prova: MPE RS 2010 Superior
Prova: TRT 12ªR 2010 Técnico
Prova: SJCD BA 2010 Nível Médio
Prova: TRT 9ªR 2010 Analista
Prova: BB 2011 Escriturário
Prova: CEF 2011 Advogado
Prova: DPE RS 2011 - Superior
Prova: PGE RO 2011 nível superior
Prova: TRT 1ªR 2011 Analista
Estou sempre atento ao fórum. Se tiver com dúvida, utilize mesmo essa
ferramenta, pois tem trazido ótimos resultados aos alunos.
Grande abraço!!!
Professor Terror