Apresentação

Este opúsculo é uma colectânea de textos da autora
Ellen Gould W.
1
A Cura Mental
A relação existente entre a mente e o corpo é muito
íntima. Quando um é afectado, o outro se ressente.
estado da mente actua muito mais na saúde do
!ue muitos "ul#am. $uitas das doenças sofridas
pelo ser %umano são resultado de depressão mental.
&es#osto, ansiedade, descontentamento, remorso,
culpa, desconfiança, todos tendem a consumir as
forças 'itais, e a con'idar a decad(ncia e a morte.
A doença é muitas 'e)es produ)ida, e com
fre!u(ncia #randemente a#ra'ada pela ima#inação.
$uitos !ue atra'essam a 'ida como in'*lidos
poderiam ser sãos, se tão+somente assim o
pensassem. $uitos "ul#am !ue a mais le'e
exposição l%es ocasionar* doença, e produ)em+se
os maus efeitos exactamente por!ue são esperados.
$uitos morrem de doença de ori#em inteiramente
ima#in*ria.
,
O ânimo, a esperança, a fé, a simpatia e o amor
promo'em a saúde e prolon#am a 'ida. -m espírito
contente, animoso, é saúde para o corpo e força
para a alma. . coração ale#re ser'e de /om
remédio..
No tratamento do enfermo não se de'eria es!uecer
o efeito da influ(ncia mental. &e'idamente usada,
essa influ(ncia proporciona um dos mais efica)es
meios de com/ater a doença.
O Domínio da Mente
Uma forma de cura mental existe, entretanto, !ue é
um dos mais efica)es meios para o mal. $ediante
essa c%amada ci(ncia, a mente de uns é su/metida
ao domínio de uma outra, de modo !ue a
indi'idualidade do mais fraco imer#e na do espírito
mais forte. -ma pessoa executa a 'ontade de outra.
0retende+se assim poder mudar o curso dos
pensamentos, comunicar impulsos !ue promo'em a
1
saúde, e %a/ilitar o doente a resistir e 'encer a
doença.
Esse método de cura tem sido empre#ado por
pessoas !ue i#nora'am sua nature)a e tend(ncias
reais, e !ue acredita'am ser ele um modo de
/eneficiar os doentes. $as a assim c%amada ci(ncia
/aseia+se em falsos princípios.
Terrí'el é o poder assim entre#ue a %omens e
mul%eres maldosos. Que oportunidade proporciona
isso aos !ue 'i'em de se apro'eitar das fra!ue)as e
tolices dos outros2 Quantos, por meio do poder
exercido so/re mentes fracas ou enfermas,
encontrarão meio de satisfa)er co/içosas paix3es
ou #anâncias de lucro2
Existe al#uma coisa mel%or a fa)ermos do !ue
dominar a %umanidade pela %umanidade. médico
de'e educar o po'o a 'ol'er o ol%ar do %umano
para o di'ino.
4
Simpatia
Grande sa/edoria é necess*ria no trato das doenças
produ)idas pela mente. -m coração dolorido,
enfermo, um espírito desalentado, re!uerem um
/rando tratamento. $uitas 'e)es um pro/lema
doméstico est*, como um câncer, corroendo até 5
pr6pria alma, e enfra!uecendo as forças 'itais.
utras ocasi3es é o caso do remorso pelo passado
minando o or#anismo e dese!uili/rando a mente. 7
mediante uma terna simpatia !ue esta classe de
doentes pode ser /eneficiada.
O médico de'e con!uistar+l%es primeiro a
confiança, encamin%ando+os depois ao #rande
8estaurador. 9e sua fé pode ser diri#ida para o
'erdadeiro médico, e são capa)es de confiar em
!ue l%es tomou o caso nas mãos, isso trar* alí'io ao
espírito, dando muitas 'e)es saúde ao corpo.
A simpatia e o tacto se demonstrarão
fre!uentemente um maior /enefício ao enfermo do
!ue o mais %*/il tratamento executado de modo
frio, indiferente. Quando um médico se aproxima
:
do leito de um doente com uma maneira desatenta e
ne#li#ente, ol%a para o aflito com pouco interesse,
dando por pala'ras ou actos a impressão de !ue o
caso não re!uer muito cuidado, para deixar em
se#uida o paciente entre#ue a suas reflex3es, esse
médico causou ao doente positi'o dano.
A dú'ida e o desânimo produ)idos por sua
indiferença neutrali)arão muitas 'e)es o /om efeito
dos remédios por ele prescritos.
O poder da 'ontade não é estimado como de'ia ser.
0ermaneça a 'ontade desperta e de'idamente
diri#ida, e ela comunicar* ener#ia a todo o ser,
sendo mara'il%oso auxiliar na manutenção da
saúde. ;am/ém é uma pot(ncia no tratar a doença.
Exercida na de'ida direcção, dominaria a
ima#inação, e seria poderoso meio de resistir e
'encer tanto a doença da mente como a do corpo.
0elo exercício da força de 'ontade no se colocar na
"usta relação para com a exist(ncia, o enfermo
muito pode fa)er para cooperar com os esforços
médicos em fa'or de seu resta/elecimento. <*
=
mil%ares !ue, se !uiserem, poderão recuperar a
saúde.
Muitas 'e)es, os in'*lidos podem resistir 5 doença,
simplesmente recusando entre#ar+se 5s doenças e
deixar+se ficar num estado de inacti'idade.
Er#uendo+se acima de suas dores e inc6modos,
empen%em+se em útil ocupação, ade!uada a suas
forças. 0or tal ocupação e o li're uso do ar e da lu)
do sol, muito in'*lido enfra!uecido %a'eria de
recuperar a saúde e as forças.
Ac%amo+nos num mundo de sofrimento.
&ificuldades, pro'aç3es e dores nos a#uardam em
todo o percurso para o lar celeste. $uitos existem,
porém, !ue tornam duplamente pesados os fardos
da 'ida por estarem continuamente antecipando
afliç3es.
Íntima Relação Entre Mente e Corpo
H* uma íntima relação entre a mente e o corpo, e, a
fim de atin#ir+se uma ele'ada norma de alcance
moral e intelectual, de'em ser atendidas as leis !ue
#o'ernam nosso ser físico.
>
Poder de Di!riminar Entre o Certo e o Errado
Tudo o !ue nos diminui a força física enfra!uece a
mente e a torna menos capa) de discernir entre o
/em e o mal.
O E"orço Mental # A"e!tado Pelo $i%or &íi!o
De'emos procurar preser'ar o pleno 'i#or de todas
as nossas faculdades, para a reali)ação da o/ra !ue
est* diante de n6s. ;udo !ue a/ate o 'i#or físico,
enfra!uece o 'i#or mental. &aí, toda a pr*tica
desfa'or*'el 5 saúde do corpo de'e ser
resolutamente e'itada.
H'(ito &íi!o A"e!tam o C#re(ro
O cére/ro é a cidadela do ser. $aus %*/itos físicos
afectam o cére/ro, e impedem a reali)ação da!uilo
!ue os estudantes dese"am + uma /oa disciplina
mental. A menos !ue os "o'ens se"am 'ersados na
ci(ncia de como cuidar do corpo assim como da
mente, não serão estudantes /em sucedidos.
estudo não é a causa principal do es#otamento das
?
faculdades mentais. A causa principal é o re#ime
impr6prio, refeiç3es irre#ulares, falta de exercício
físico, e desatenção 5s leis da saúde em outros
sentidos. Quando fa)emos tudo !ue podemos para
conser'ar a saúde, podemos então com fé, ro#ar a
&eus !ue a/ençoe nossos esforços.
O Tra(al)o Manual Rela*a a Mente
O or#anismo todo, precisa da re'i#oradora
influ(ncia do exercício ao ar li're. -mas poucas
%oras de tra/al%o manual cada dia, ser'iria para
reno'ar o 'i#or físico e acalmar e relaxar a mente.
O +an)o Re,i%ora o Corpo e a Mente
-uer a pessoa este"a enferma ou /em, a respiração
é mais li're e f*cil se ela recorrer a /an%os
re#ularmente. 0or esse meio os músculos tornam+se
mais flexí'eis, a mente e o corpo se re'i#oram por
i#ual, o intelecto clareia, e cada uma das faculdades
se torna mais 'i'a.
@
O C#re(ro Tem de Ser Sadio
O cére/ro é o 6r#ão e instrumento da mente, e
controla todo o corpo. A fim de !ue as outras partes
do or#anismo se"am sadias, de'e ser sadio o
cére/ro. E para !ue o cére/ro se"a sadio, de'e o
san#ue ser puro. 9e pelos %*/itos correctos do
comer e do /e/er o san#ue se conser'a puro, o
cére/ro ser* alimentado de maneira apropriada.
O C#re(ro Suprido de $ida e &orça
O or#anismo %umano é uma m*!uina mara'il%osa,
mas pode ser a/usado. ... A transformação do
alimento em san#ue /om é um processo
mara'il%oso, e todos os seres %umanos de'eriam
/em compreender este assuntoA
Bada 6r#ão do corpo col%e sua nutrição para
conser'ar em acção suas diferentes partes.
cére/ro tem de rece/er a sua parte, os ossos a sua.
O #rande Bonstrutor+$estre est* em actuação a
todo momento, alimentando com 'ida e forças cada
músculo e tecido, desde o cére/ro até 5 ponta dos
dedos das mãos e dos pés.
1C
A Conde!end.n!ia/ Maior Caua de De(ilidade
Mental
A condescend(ncia com o apetite é a maior causa
da de/ilidade física e mental e est* "unto ao
alicerce da fra!ue)a !ue se patenteia por toda parte.
Mente Con"ua De,ido ao Re%ime 0mpr1prio
A alimentação em excesso entorpece a mente. As
mais preciosas 'erdades podem ser ou'idas sem
serem apreciadas, por estar a mente o/scurecida
por um re#ime alimentar impr6prio.
2r%ão Di%eti,o A"e!tam a &eli!idade da $ida
Os 6r#ãos di#esti'os desempen%am parte
importante na felicidade de nossa 'ida. &eus nos
deu inteli#(ncia, para !ue pudéssemos sa/er o !ue
usar como alimento. Dão de'íamos n6s, como
%omens e mul%eres a"ui)ados, analisar se o !ue
comemos é pr6prio ou ir* causar+nos danosE
0essoas !ue t(m a)ia, possuem em #eral m*
disposição. ;udo parece ser+l%es contr*rio, e eles
são inclinados a tornar+se mal+%umorados e
11
irrit*'eis. 9e de'e %a'er pa) entre n6s, de'emos
dedicar mais atenção ao caso de ter estFma#o
pacífico.
O $i%or Mental Depende do Corpo
A saúde da mente é em #rande parte dependente da
saúde do corpo, e a saúde do corpo é dependente da
maneira em !ue é tratado o or#anismo 'i'o. Bomei
unicamente o alimento !ue manten%a o estFma#o
na mais saud*'el condição.
Precisais aprender mais ca/almente a filosofia do
cuidado de si mesmo !uanto 5 !uestão do re#ime
alimentar. &isponde 'osso tra/al%o de modo !ue
possais ter 'ossas refeiç3es a %oras certas. ;endes
de exercer cuidado especial nesta !uestão.
Hora 0rre%ulare e De!uidada Deatenção 3
4ei da Sa5de
A mente não se des#asta nem tem colapso tantas
'e)es por causa de dili#ente empre#o e *rduo
estudo, como por causa de alimentar+se de alimento
1,
impr6prio, em ocasi3es impr6prias, e de'ido a
descuidada desatenção 5s leis da saúde. ... <oras
irre#ulares das refeiç3es e do sono es#otam as
forças do cére/ro.
So(re!arre%ar o Et6ma%o En"ra7ue!e a Mente
De'emos estar de so/rea'iso contra o comer
demais, ainda !ue se"am os alimentos mais
saud*'eis. A nature)a não pode usar mais do !ue se
re!uer para a formação dos '*rios 6r#ãos do corpo,
e o excesso em/araça o or#anismo. ;em+se suposto
%a'er muito estudante fracassado em 'irtude do
estudo demasiado, !uando a causa real foi comer
em demasia. En!uanto for dada a de'ida atenção 5s
leis da saúde, pouco peri#o %a'er* de excesso
mentalG porém, em muitos casos do !ue se c%ama
defici(ncia mental é a so/recar#a do estFma#o !ue
fati#a o corpo e de/ilita o espírito.
Comer em E*!eo Produ8 Perda da Mem1ria
9s um #lutão !uando 5 mesa. Esta é uma #rande
causa de teu es!uecimento e perda da mem6ria.
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&i)es coisas !ue eu sei teres dito, depois contornas
o terreno e afirmas !ue disseste coisas inteiramente
di'ersas. Eu sa/ia isto, mas passei+o por alto, como
sendo resultado certo do comer demasiado. &e !ue
adiantaria falar so/re istoE Dão curaria o mal.
Comer Demaiado Em(ota a Emoç:e
A intemperança no comer, mesmo de alimento
saud*'el, tem uma influ(ncia prostradora so/re o
or#anismo e em/ota as emoç3es mais a#udas e
santas. A estrita temperança em comer e /e/er é
altamente necess*ria para a preser'ação da saúde e
o 'i#oroso exercício de todas as funç3es do corpo.
<*/itos estritamente temperantes, com/inados com
o exercício dos músculos assim como da mente,
preser'arão tanto o 'i#or mental como o físico,
proporcionando poder de resist(ncia aos !ue se
dedicam ao ministério, aos redactores, e a todos os
outros de %*/itos sedent*rios. Bomo um po'o, com
toda a nossa profissão !uanto 5 reforma de saúde,
comemos demasiado. A condescend(ncia com o
apetite é a maior causa da de/ilidade física e
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mental, e "a) no alicerce da de/ilidade, !ue por
toda parte se mostra.
De,iar de Si Memo a Mente
O exercício a"uda o tra/al%o da di#estão. Andar
depois da refeição, manter erecta a ca/eça, pFr para
tr*s os om/ros, e fa)er exercício moderado, serão
de #rande /enefício. A mente ser* des'iada de si
mesma para as /ele)as da nature)a. Quanto menos
a atenção for c%amada para o estFma#o depois de
uma refeição, tanto mel%or. 9e est*s em constante
receio de !ue teu alimento te faça mal, por certo
!ue far*. Es!uece+te de ti mesmo e pensa em al#o
pra)enteiro.
A &a!uldade Mentai Dependem da Sa5de
A saúde é uma /(nção da !ual poucos apreciam o
'alorG toda'ia, dela depende #randemente a
efici(ncia de nossas faculdades físicas e mentais.
Nossos impulsos e paix3es t(m no corpo sua sede,
e o mesmo de'e ser conser'ado nas mel%ores
condiç3es físicas e so/ as mais espirituais
1:
influ(ncias, a fim de nossos talentos serem
empre#ados para os mais ele'ados fins. ;udo
!uanto diminui a resist(ncia física enfra!uece a
mente, tornando+a menos capa) de discernir entre o
direito e o erro.
Toda a &a!uldade Podem Ser Culti,ada
Muitos não fa)em a maior soma de /em, por!ue
aplicam o intelecto numa direcção, ne#li#enciando
dar atenção 5s coisas para !ue "ul#am não ser aptos.
Al#umas faculdades fracas são assim deixadas
adormecidas, por!ue não é a#rad*'el o tra/al%o
!ue as c%amaria 5 acti'idade e assim l%es daria
'i#or. ;odas as ener#ias da mente de'em ser
exercitadas, todas as faculdades culti'adas. A
percepção, o discernimento, a mem6ria, e todas as
!ualidades de raciocínio, de'em ter i#ual 'i#or, a
fim de !ue a mente se"a /em e!uili/rada.
1=
Al,o Etimulam a Mente
De'eis tam/ém ter um al'o, um prop6sito na 'ida.
Dão %a'endo prop6sito, 'em a disposição 5
indol(nciaG mas !uando se tem em 'ista um
o/"ecti'o suficientemente importante, todas as
faculdades da mente entrarão em espontânea
acti'idade. 0ara fa)er da 'ida um (xito, os
pensamentos t(m de fixar+se firmemente no
o/"ecti'o da 'ida, e não serem deixados a 'a#ar e
ocupar+se com coisas de pouca importância, ou
satisfa)er+se com ociosas fantasias, !ue são fruto da
fu#a da responsa/ilidade. Bonstruir castelos
corrompe a mente.
1>