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Mecânica dos Fluidos
Aula 1 – Importância e Aplicações
Prof. Édler Lins de Albuquerque
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O ESTUDO DE FENÔMENOS DE
TRANSPORTE
POR QUÊ?????
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Eng. Civil e Arquitetura – Base do
estudo de hidráulica, hidrologia
e aplicações no conforto térmico
de edificações
APLICAÇÕES
NA
ENGENHARIA
Eng. Sanitária e
Ambiental –
Estudo da
difusão de
poluentes no
ar, água e
solo.
Eng. Química –
Base das
Operações
Unitárias,
que são a
base da Eng.
Química.
Eng. de Produção – Otimização dos
processos produtivos e de
transporte de fluidos. Aplicação
nas análises de ciclo de vida dos
processos industriais.
Eng. Elétrica e Eletrônica – Cálculo
de dissipação de potência, nas
máquinas produtoras ou
dissipadoras de energia elétrica,
otimização do gasto de energia
de computadores e dispositivos
de comunicação.
Eng. Mecânica – Aplicação nos processos
de usinagem, de tratamento térmico,
no cálculo de máquinas hidráulicas,
base para os processos de
transferência de calor nas máquinas
térmicas e frigoríferas.
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Dar ao estudante de Engenharia um
conhecimento básico das leis de
transferência de massa, momentum e
energia, conhecimento esse, indispensável a
uma formulação correta dos problemas
correntes de Engenharia.
Objetivo da Disciplina
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Estados de agregação da matéria
• Sob o ponto de vista do estado de agregação, os
materiais são normalmente classificados como
sólidos, líquidos ou gasosos.
• As formas de agrupamento molecular mais simples
dividem os materiais em sólidos e fluidos.
• Quais as diferenças entre fluidos e sólidos ?????
– Sólido é “duro”, não se deforma facilmente.
– Fluidos são “moles”, são facilmente deformáveis.
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Principais Estados da Matéria
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Gás
• Forma indefinida;
• Arranjo totalmente
desordenado;
• Volume indefinido;
• Partículas livres para se
moverem.
Principais Estados da Matéria
Sólido
• Forma rígida;
• Arranjo compacto,
ordenado;
• Volume definido;
• Movimento molecular
restrito.
Líquido
• Forma indefinida;
• Arranjo desordenado;
• Volume definido;
• Partículas movem-se
umas entre as outras.
÷ ÷ ÷ ÷ ÷
÷ ÷ ÷ ÷ ÷
sfria Re
Aquece
÷ ÷ ÷ ÷ ÷
÷ ÷ ÷ ÷ ÷
sfria Re
Aquece
÷ ÷ ÷ ÷ ÷
÷ ÷ ÷ ÷ ÷
sfria Re
Aquece
÷ ÷ ÷ ÷ ÷
÷ ÷ ÷ ÷ ÷
sfria Re
Aquece
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Fluidos
• Sólidos e fluidos se distinguem em função de seu
comportamento quando submetidos a uma carga externa.
• Sólidos se fragmentam ou se deformam
permanentemente quando submetidos a esforços
externos.
• Fluidos são substâncias que se deformam sem
desintegração de sua massa (escoam) e se adaptam à
forma do recipiente que os contém.
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Fluidos – Diferenças entre gases e líquidos
Um líquido é praticamente
incompressível, tem volume
definido e assume a forma do
recipiente em que está contido,
apresentando uma superfície
livre.
Um gás é muito compressível e
expande-se indefinidamente se
não existirem esforços
externos, ocupando o volume
de todo o recipiente que o
contém.
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Fluido: Comprovação experimental
Experimento:
Esta experiência revela a ação de forças que arrastam o fluido
no sentido do movimento de uma placa.
O fluido pode ser considerado como composto de lâminas
paralelas à placa, cada uma deslizando sobre as vizinhas, sendo
arrastada pela mais veloz e arrastando a mais lenta. Isto
tambémvale para fluidos gasosos.
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Aplicações e importância
• Otimização do funcionamento
de equipamentos, máquinas,
aeronaves etc.
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Escoamento de Fluidos
Aplicações e importância
• Geração de energia
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Escoamento de Fluidos
Aplicações e importância
• Na indústria, uma grande diversidade de fluidos são
processados em equipamentos, tubulações, tanques
etc.
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Aplicações e importância
• Entendimento de fenômenos da natureza e
monitoramento de corpos vivos.
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• Dispersão de poluentes no Meio Ambiente
Aplicações e importância
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Mecânica dos Fluidos
Aula 2 – Sistemas de Unidades,
Definições e Propriedades
Fundamentais ao Escoamento de
Fluidos
Prof. Édler Lins de Albuquerque
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Sistemas de Unidades
Dimensões Fundamentais e suas unidades
Quantidade Dimensões Unidades SI
#
Unidades Inglesas*
Comprimento l L metro m pé ft
Massa m M quilograma kg slug slug
Tempo t T Segundo s Segundo s
Corrente
elétrica i
Ampère A Ampère A
Temperatura T O kelvin K Rankine R
Quantidade de
substância
kg-mol
kg-
mol
lb-mol
lb-
mol
Intensidade
luminosa
candela cd candela cd
Ângulo plano radiano rad radiano rad
Ângulo sólido esferorradiano sr esferorradiano sr
#
Sistema Internacional de Unidades
* Sistema Gravitacional Britânico
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Sistema Internacional de Unidades
Grandeza Unidade Símbolo Dimensional analítica
Ângulo plano radiano rad 1
Ângulo sólido esferorradiano
1
sr 1
Freqüência hertz Hz 1/s
Força newton N kg·m/s²
Pressão pascal Pa kg/(m·s²)
Energia joule J kg·m²/s²
Potência watt W kg·m²/s³
Carga elétrica coulomb C A·s
Tensão elétrica volt V kg·m²/(s³·A)
Resistência elétrica ohm Ω kg·m²/(s³·A²)
Capacitância farad F A²·s²·s²/(kg·m²)
Condutância siemens S A²·s³/(kg·m²)
Indutância henry H kg·m²/(s²·A²)
Fluxo magnético weber Wb kg·m²/(s²·A)
Densidade de fluxo
magnético
tesla T kg/(s²·A)
Temperatura em
Celsius
grau Celsius °C ---
Fluxo luminoso lúmen lm cd
Luminosidade lux lx cd/m²
Atividade radioativa becquerel Bq 1/s
Dose absorvida gray Gy m²/s²
Dose equivalente sievert Sv m²/s²
Atividade catalítica katal kat mol/s
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SI - Prefixos Oficiais
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Fluido: Comprovação experimental
Experimento:
Esta experiência revela a ação de forças que arrastam o fluido
no sentido do movimento de uma placa.
O fluido pode ser considerado como composto de lâminas
paralelas à placa, cada uma deslizando sobre as vizinhas, sendo
arrastada pela mais veloz e arrastando a mais lenta. Isto
tambémvale para fluidos gasosos.
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Definição – Tensão
Tipos de forças:
- Forças de Campo (body forces)
- Forças Superficiais (Surface forces).
Forças de campo: forças que agem sem um contato
físico. Exemplos: gravidade, forças eletrostáticas etc.
Forças superficiais: forças que necessitam de um
contato físico para a transmissão da ação. Exemplos:
forças devido à pressão, força de atrito etc.
Tensões: constituem forças superficiais por unidade
de área. São tensores, sendo definidos por: módulo,
direção e orientação comrespeito a um plano.
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Definição – Tensão
Forças Superficiais (Surface forces).
Tensões: constituem forças superficiais por unidade
de área. São tensores, sendo definidos por: módulo,
direção e orientação comrespeito a um plano.
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Definição:
-Tensão de Cisalhamento (t
ij
)
- Tensão Normal (o
ii
)
A força aplicada numa superfície (AF) pode ser decomposta em
componentes normal (AF
n
) e tangencial (AF
t
).
As forças tangenciais (forças de cisalhamento, cisalhantes)
arrastam o fluido no sentido do movimento.
As forças normais pressionam a superfície do fluido numa
direção perpendicular ao sentido do movimento.
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Definição – Tensão Normal
Tensão normal é a força normal exercida por unidade
de área onde ela é aplicada.
dA
dF
A
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n n
A A
ii
~
A
A
= o
o ÷ A
(pressão) p σ
ii
÷ =
Dimensão: ML
-1
T
-2
Unidades: N m
-2
; kg
f
cm
-2
etc.
Em geral, quando forças viscosas são desprezíveis
ou o fluido está em repouso:
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Definição – Tensão de Cisalhamento
Tensão de cisalhamento (cisalhante) é a razão entre a
força tangencial e a área onde ela é aplicada.
dA
dF
A
F
Lim
t t
A A
ij
~
A
A
= t
o ÷ A
Dimensão: ML
-1
T
-2
Unidades: N m
-2
; kg
f
cm
-2
etc.
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Fluidos – Definição
Definição Científica: Fluidos são substâncias que se
deformam continuamente (se movem) quando
submetidas a um esforço cisalhante (tensão de
cisalhamento), não importando quanto pequena seja
esta.
São fluidos: água, ar, óleo diesel etc.
São sólidos: diamante, uma barra de aço etc.
Podem ser fluidos: pastas, parafina, molho de tomate etc.
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Movimentação de fluidos
Perfis laminares de velocidade dos fluidos em
escoamento:
(a) Um rio (b) dentro de um tubo
Mudanças de
regime de
escoamento
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Movimentação de fluidos
Perfis de velocidade
dos fluidos:
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Fluidos como um Continuum
Os fluidos estudados neste curso são considerados
como distribuídos continuamente pela região de
interesse. Em outras palavras, os fluidos são tratados
como um meio contínuo (Continuum).
¬Teoria cinética e Mecânica estatística: tratam os
movimentos das partículas individuais a partir de grupos
estatísticos.
¬Em engenharia, preocupa-se com o comportamento
macroscópio (bulk behavior) de um fluido. As
propriedades dos fluidos podem ser adotadas e
aplicadas uniformemente em todos os pontos da região
de interesse em qualquer instante de tempo.
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30
Fluidos como um Continuum
Exemplo:
Com a proposição de meio contínuo, a massa específica
(µ = m/V) pode ser definida em todos os pontos do
fluido, variando de ponto a ponto e de instante a
instante. Logo, µ é uma função contínua da posição e do
tempo: µ = µ(x, y, z, t).
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Fluidos como um Continuum
Nem sempre a proposição de continuum pode ser
aceita. Por exemplo, considerando o número pequeno
de moléculas em um certo volume de gás em repouso.
Se o volume for tomado pequeno bastante, o n. de
moléculas por unidade de volume seria dependente do
tempo para um volume microscópico, mesmo sendo o
volume macroscópico constante.
As propriedades macroscópicas de um Continuum
variam continuamente de ponto para ponto em um
fluido.
dA
dF
A
F
Lim
n n
A A
ii
~
A
A
= o
o ÷ A
dA
dF
A
F
Lim
t t
A A
ij
~
A
A
= t
o ÷ A
v
= µ ¬ |
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v o
o
÷
o ÷ v o
m m
ρ
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Propriedades físicas dos fluidos
e variáveis de processo
• Propriedades físicas que distinguem analiticamente os
fluidos e são mais empregadas no estudo do
escoamento de fluidos.
– Massa específica (µ) - Viscosidade (µ ou v)
– Peso específico (¸) - Compressibilidade (B)
– Densidade (d) - Tensão superficial (o)
– Volume específico (u
s
) - Pressão de vapor (P
vap
)
• Para entender o comportamento dos fluidos e a
transferência de momento, estuda-se campos de
pressão, temperatura, tensões, velocidade, massa
específica e suas variações sofridas em função de
campos das variáveis de processo (T e p).
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33
“Grandeza física que indica a direção e permite o
cálculo da intensidade do fluxo de calor trocado entre
dois corpos”.
Temperatura (uma definição):
Dimensão: O.
Escalas mais usadas:
- escala Celsius: °C - escala Kelvin: K
- escala Fahrenheit: °F - escala Rankine: R
M
e
c
â
n
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c
a

d
o
s

F
l
u
i
d
o
s
:


P
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o
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.

É
d
l
e
r
L
i
n
s

d
e

A
l
b
u
q
u
e
r
q
u
e
34
Temperatura:
Conversão entre as escalas mais usadas:
K =
o
C +273,15
R =
o
F + 459,67
M
e
c
â
n
i
c
a

d
o
s

F
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o
s
:


P
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e

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b
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q
u
e
r
q
u
e
35
Variáveis de processo
• Pressão: Define-se pressão como a razão entre a
componente normal de uma força e a área em que ela
atua. Para corpos em repouso, na ausência de forças
cisalhantes:
Dimensão: M L
-1
T
-2
Unidades de pressão: Pa (N m
-2
), kPa (10
3
Pa), kg
f
cm
-2
, lb
f
in
2
(psi), m H
2
O, mm Hg (Torr), atm, bar.
F
A
dA
dF ) (
p
n zz yy xx
÷ =
o + o + o
÷ =
3
M
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o
s

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u
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r
q
u
e
Pressão
Pressão estática: a força dF
sobre a superfície dS, é devida
ao peso da coluna líquida de
altura h.
Pressão dinâmica: a força dF
sobre a superfície dS é devida
à velocidade da massa líquida.
A pressão total é devida ao peso da coluna e à velocidade do líquido.
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37
Pressão em fluidos estáticos
Gases Ideais
p v = n R T
p
1
v
1
/T
1
= p
2
v
2
/T
2
M
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38
Variáveis de processo
• Medição da Pressão:
p
absoluta
= p
efetiva
+ p
referência
= p
manométrica
+ p
atmosférica
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b
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q
u
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r
q
u
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39
Propriedades Físicas dos Fluidos
• Massa específica ou densidade absoluta (µ)
É a quantidade de massa de uma substância existente
em um determinado volume, ou seja, a massa que ocupa
uma unidade de volume.
• Dimensão: M L
-3
.
•Unidades de medida:
– kg m
-3
, kg L
-1
, ton m
-3
, g cm
-3
, lb
m
ft
-3
.
v
= µ ¬ |
.
|

\
|
v o
o
÷
o ÷ v o
m m
ρ
Lim
vol'
M
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u
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r
q
u
e
40
Propriedades Físicas dos Fluidos
• Peso específico (¸)
É a força exercida, por unidade de volume, em um corpo
de massa específica µ submetido à aceleração da
gravidade g (~ 9,81 m s
-2
).
Corresponde à razão entre o peso de um corpo e seu
volume, ou seja,
• Dimensão: M L
-2
T
-2
• Unidades de medida:
– N m
-3
, lb
f
ft
-3
.
g ρ
g m
· =
v
·
= ¸
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41
Propriedades Físicas dos Fluidos
• Densidade (d) ou gravidade específica (SG)
É a razão entre a massa específica de uma substância e
a massa específica de uma substância de referência em
condições-padrão.
Corresponde ao número de vezes que um material é
“mais pesado” que outro.
• Unidades de medida: é adimensional.
padrão padrão
ρ
ρ
¸
¸
= = d
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Propriedades Físicas dos Fluidos
• Densidade (d)
Substância de referência e condições-padrão.
 Líquidos e sólidos: geralmente água
Condições diversas são aplicadas:
 4ºC– T em que a água possui maior µ;
 20ºC– T recomendada pela ISO;
 15,6ºC– T empregada pelo API.
 Gases e vapores: ar (diversas condições-padrão)
 Densidade do petróleo:
5 , 131
d
141,5
API º
60/60
÷ =
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Propriedades Físicas dos Fluidos
• Volume específico (u
s
)
É o volume ocupado por uma determinada massa de
uma substância, ou seja, o volume ocupado por unidade
de massa.
Corresponde ao inverso da massa específica:
Dimensão: M
-1
L
3
.
Unidades de medida:
– m
3
kg
-1
, L kg
-1
, m
3
ton
-1
, cm
3
g
-1
.
µ
=
v
= u
1
m
s
M
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Propriedades Físicas dos Fluidos
• Variação da massa específica com a temperatura.
– Normalmente, aumentando-se a temperatura, o volume
do fluido aumenta por conta da dilatação.
v
=
m
ρ
Substância T
(K)
µ (kg m
-3
)
Água 273 999,6
Água 300 996,4
Vapor d´água 380 0,5863
Vapor d´água 800 0,2579
Ar atmosférico 300 1,1614
Ar atmosférico 800 0,4354
Etanol líquido 351 757
Etanol vapor 351 1,44
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Dilatação anômala da água
volume
específico
(cm
3
/g)
temperatura (°C)
4 0
Entre 0 e 4°C, a água quando aquecida diminui seu volume.
Em 4°C a água assume seu menor volume específico e,
portanto, sua maior massa específica.
Bismuto, Ferro e Antimônio também se contraem na fusão.
18
) 4 (
9800
180
) 4 (
1000
2
2
2
2
÷
÷ =
÷
÷ =
T
T
O H
O H
¸
µ
Expressões aproximadas
(POTTER , 2009):
M
e
c
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n
i
c
a

d
o
s

F
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o
s
:


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46
Variação da massa específica com a pressão
• Líquidos: são praticamente
incompressíveis, só sofrem
variações significativas a altas
pressões;
• Gases: são compressíveis.
Efeitos significativos de p em µ
são observados.
Lei dos gases ideais
RT
Mm p m
RT
Mm
m
nRT p
·
=
v
= µ
= = v
M
e
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n
i
c
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Propriedades Físicas dos Fluidos
• Módulo de Elasticidade Volumétrico ou Coeficiente de
Compressibilidade (B)
A propriedade empregada para caracterizar a compressibilidade
de fluidos chama-se: Módulo de Elasticidade Volumétrico ou
Coeficiente de Compressibilidade (B).
Sendo:
- B é o módulo de elasticidade volumétrico; - p é a pressão;
- v é o volume; - µ é a massa específica.
Dimensão: M L
-1
T
-2
. Unidades: Pa, kPa, psi, atm, bar, torr etc.
T
T
T
T
p p p p
B
(
¸
(

¸

µ c
c
µ =
(
(
(
(
¸
(

¸

µ
µ c
c
=
(
(
(
¸
(

¸

v
v c
c
÷ =
(
¸
(

¸

v c
c
v ÷ =
M
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48
Propriedades Físicas dos Fluidos
O Módulo de Elasticidade Volumétrico ou Coeficiente de
Compressibilidade (B) representa a razão entre a variação de
pressão cp necessária para provocar uma variação relativa da massa
específica cµ/µ quando a T permanece constante.
A 1 atm e 15,6
o
C,
B
H2O
= 2100MPa ~ 21000 atm e B
ar
= 1 atm.
Quanto maior o valor de B, menos compressível é o fluido!!
Regra Prática (POTTER, 2009):
“Os gases podem ser considerados incompressíveis quando as variações
na massa específica são em geral menores que 3%.”
Para o ar, a regra acima equivale a fenômenos envolvendo velocidades
menores que 100 m/s: escoamento do ar em torno de automóveis,
escoamento dentro e em volta de prédios etc.
T
T
p p
B
(
(
(
(
¸
(

¸

µ
µ c
c
=
(
(
(
¸
(

¸

v
v c
c
÷ =
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Propriedades Físicas dos Fluidos
• Tensão superficial (o
s
)
Situações interessantes: Ver vídeo
Munson et al. V1_5.
- Uma pequena agulha pode permanecer
sobre a película superficial sem afundar
no líquido, apesar de ser muito mais
densa que o mesmo.
- A gota de água que se forma numa
torneira mantém sua forma devido a
elasticidade na superfície da gota.
- Num copo cheio de água, podemos
acrescentar pequenos objetos sem que a
água transborde. Isto ocorre porque a
superfície da água comporta-se
elasticamente.
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Propriedades Físicas dos Fluidos
• Tensão superficial (o
s
)
Aplicações práticas:
- Escoamento de líquidos em
meios porosos (solo, pele).
- Escoamento de líquidos em
filmes finos.
- Formação de gotas e quebra
de jatos líquidos.
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Propriedades Físicas dos Fluidos
• Tensão superficial (o
s
)
Fenômenos observados em interfaces pelo desbalanço
de força coesivas que atuam nas moléculas de líquido
que estão próximas à superfície do fluido. A
consequêcia é a formação de uma membrana
hipotética.
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Propriedades Físicas dos Fluidos
• Tensão superficial (o
s
)
É a intensidade da atração molecular (força) por unidade do
comprimento em contato com a interface.
Dimensão: M T
-2
. Unidades: N m
-1
; kg
f
ft
-1
; dina in
-1
.
Forças internas: (a) numa gotícula e (b) numa bolha.
o
s
diminui com a temperatura e é nula no ponto crítico.
o
s
é usualmente independente da pressão.
o
s
muda consideravelmente com a presença de impurezas.
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Propriedades Físicas dos Fluidos
• Tensão superficial (o
s
)
Problema clássico: elevação de líquido em um tubo
capilar.
tDo
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Propriedades Físicas dos Fluidos
• Tensão superficial (o
s
)
Problema clássico: elevação de líquido em um tubo
capilar.
(a) Líquido que molha o tubo; (b) Diagrama de corpo livre e (c)
Líquido que não molha a parede do tubo.
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Propriedades Físicas dos Fluidos
• Pressão de vapor (P
vap
)
Corresponde à pressão em que
a fase líquida está em equilíbrio
coma fase gasosa (vapor).
Líquido fervendo
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Propriedades Físicas dos Fluidos
• Pressão de vapor (P
vap
)
Corresponde à pressão em que a fase líquida está em
equilíbrio com a fase gasosa (vapor).
Compressão isotérmica
- ab: compressão do vapor; - bc: mudança de fase (P = P
vap
);
- cd: compressão do líquido.
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Propriedades Físicas dos Fluidos
• Pressão de vapor (P
vap
): dependência da pressão e da
temperatura.
• Equação de Antoine: Log
10
(P
vap
) = A – B/(T + C)
= u
s
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58
Propriedades Físicas dos Fluidos
• Pressão de vapor (P
vap
)
De um modo geral, a
transição do estado
líquido ao estado gasoso
por ebulição ocorre
quando a pressão de
vapor do líquido atinge a
pressão absoluta local.
A ebulição é o ponto no
qual P
vap
= P
atm
.
÷ ÷ ÷ ÷ ÷
÷ ÷ ÷ ÷ ÷
sfria Re
Aquece
÷ ÷ ÷ ÷ ÷
÷ ÷ ÷ ÷ ÷
sfria Re
Aquece
÷ ÷ ÷ ÷ ÷
÷ ÷ ÷ ÷ ÷
sfria Re
Aquece
÷ ÷ ÷ ÷ ÷
÷ ÷ ÷ ÷ ÷
sfria Re
Aquece
M
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59
Cavitação em Bombas
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60
• Pressão de vapor (P
vap
) e cavitação clássica
Durante o escoamento de líquidos, há posibilidade de que
haja locais onde p
vap
> p
abs
. Assim, haverá o aparecimento
de bolhas (vaporização), levando ao fenômeno conhecido
como cavitação.
Quando a mistura atinge uma nova região onde p
abs
>
p
vap
, haverá o colapso das bolhas, retornando à fase
líquida.
O colapso das bolhas implicará na existência de um
vazio, proporcionando o aparecimento de ondas de
choque e jatos, os quais danificam os materiais.
Propriedades Físicas dos Fluidos
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61
Uma corrente de acetaldeído ao ser bombeada atinge uma
pressão de 1 atm a 25ºC em um determinado trecho de
tubulação. Sabendo-se que a pressão de vapor (P
vap
) do
acetaldeído a 1 atm pode ser estimada pela equação de
Antoine, discuta sobre a possibilidade de ocorrência de
cavitação durante o bombeamento.
Solução: Para o acetaldeído, a Equação de Antoine toma a
seguinte forma:
¬P
vap
= 10
2,955
= 902 mmHg.
Como P
vap
> P
processo
= 1 atm = 760mmHg, poderá ocorrer
cavitação durante o bombeamento.
Aplicação
. C) T( e (mmHg) ,
809 , 291
017 , 1600
00552 , 8 ) (
) (
10
10
 Vap Vap
Vap
P
T
P Log
C T
B
A P Log
+
÷ =
+
÷ =
M
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e
r
q
u
e
62
Fluidos – Grandezas Fundamentais
• Vazão: É a quantidade de fluido que atravessa um
sistema estudado por unidade de tempo.
• A vazão pode ser:
– Vazão mássica: quantidade = massa;
– Vazão volumétrica: quantidade = volume;
– Vazão molar: quantidade = número de moles.
• Dimensão e algumas unidades de medida empregadas:
– Vazão mássica [M T
-1
]: kg s
-1
, kg min
-1
, ton h
-1
, g s
-1
;
– Vazão volumétrica [L
3
T
-1
]: m
3
s
-1
, m
3
h
-1
, L s
-1
, galão h
-1
;
– Vazão molar [mol T
-1
]: mol s
-1
, mol h
-1
, kgmol s
-1
, lbmol s
-1
.
m

-
n
-
v
M
e
c
â
n
i
c
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s

F
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b
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q
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q
u
e
63
Fluidos – Grandezas Fundamentais
• Relação entre vazão mássica e volumétrica
A vazão mássica é o produto da massa específica
pela vazão volumétrica.
• Relação entre vazão molar e as outras vazões:
v µ =
-
 m
m m
M M
m
n
- -
-
v µ
= =
M
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c
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n
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c
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d
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64
Propriedades Físicas dos Fluidos
• Viscosidade absoluta ou dinâmica (µ)
Pode ser encarada como a resistência do fluido ao
escoamento, ou seja, é a resistência que todo fluido
oferece ao movimento relativo de suas partes.
Funciona como uma espécie de “atrito interno” (atrito
viscoso), descrevendo a "fluidez" da substância.
Por exemplo, o mel apresenta uma resistência maior à
deformação (ao escoamento) que a água, dizemos ,
então, que ele é mais viscoso que a água. (Ver vídeo
Munsonet al., V1_1, V1_2 e V1_3).
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Entendendo a viscosidade
Experimento:
A ação de forças tangenciais (forças de cisalhamento) arrastam
o fluido no sentido do movimento da placa.
No fluido, a lâmina de líquido vizinha à placa adere a esta e
acompanha a mesma em seu movimento. A lâmina seguinte
desliza sobre a primeira, apresentando velocidade menor que a
da placa. Quanto mais distante da placa estiver a lâmina líquida,
menor é sua velocidade.
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Entendendo a viscosidade
Forças tangenciais (forças de cisalhamento) arrastam o fluido
no sentido do movimento.
O perfil de velocidade obtido é função da “transferência de
momento” provocado pela força viscosa no sentido contrário ao
movimento cisalhante.
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Entendendo a viscosidade
Forças tangenciais (forças de cisalhamento) arrastam o fluido
no sentido do movimento.
As forças de resistência viscosa agentes nas faces de uma
lâmina têm intensidade proporcional à área das faces, e ao
gradiente de velocidade entre elas:
y d
du
A
F
· M
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d
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Tensor Tensão Viscosa
t
yx
- é a tensão cisalhante com a mesma direção
do eixo x e atuante numa área unitária
perpendicular à direção y.
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Entendendo a viscosidade
Lei de Newton da viscosidade: Caso unidimensional
Matematicamente,
t
yx
- é a tensão cisalhante;
u – velocidade tangencial na direção x;
µ - é a viscosidade absoluta ou dinâmica;
- é a taxa de deformação, ou ainda, taxa de cisalhamento
sofrida pelo fluido durante o escoamento, neste caso, unidirecional.
y d
du
yx
µ = c · µ = t 
Durante escoamentos nos quais as camadas dos fluidos se
deslocam em fatias (Escoamento Laminar), a tensão de
cisalhamento aplicada é proporcional à taxa de deformação
produzida. A constante de proporcionalidade é a viscosidade do
fluido, que pode ser entendida como um “atrito interno viscoso”.
y d
du
= c
M
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c
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Entendendo a viscosidade
Lei de Newton da viscosidade:
Matematicamente,
t
yx
- é a tensão cisalhante;
u – velocidade tangencial;
µ - é a viscosidade absoluta ou dinâmica;
- é a taxa de deformação, ou ainda, taxa de cisalhamento
sofrida pela fluido durante o escoamento, neste caso, unidirecional.
y d
du
yx
µ = c · µ = t 
Para Escoamentos Laminares:
y d
du
= c
Viscosidade:
Dimensão: M L
-1
T
-1
. Principais unidades de medida:
- Pa · s (N m
-2
· s), lb
f
ft
-2
· s, centipoise = 10
-2
dina cm
-2
· s.
M
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Interpretação a Lei de
Viscosidade de Newton
dy
du
dy
du
m
A
V m
dt
V d
m
A A
F
dt
V m d
A dt
P d
A A
F
yx
µ t
t
t
=
· +
|
|
.
|

\
|
· =
|
|
.
|

\
|
+ · = =
· = · = =
v
1 1
) ( 1 1


 
  
Interpretações:
- A viscosidade indica a facilidade de deformação do material ou a
dificuldade de transmitir momento;
- O gradiente de velocidade pode ser considerada a força-motriz
para a transferência de momento;
- A tensão pode ser entendida como um fluxo de momento com
velocidade na direção x, mas que se propaga na direção de y.
x
y
M
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Tensão cisalhante – Outras geometrias
t
rx
- é a tensão
cisalhante;
u – velocidade
tangencial;
µ - é a viscosidade
absoluta;
du/dr - é a taxa de
deformação.
r d
u d
rx
µ = t
Fluido escoando dentro de um pequeno
intervalo dentro de dois cilindros.
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q
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Fluidos Newtonianos
t
yx
- é a tensão cisalhante;
µ - é a viscosidade absoluta;
du/dy - é a taxa de deformação ou taxa de cisalhamento.
y d
u d
yx
µ = t
Fluidos Newtonianos obedecem à Lei de
Newton da Viscosidade, válida para
fluidos com Massa Molar menor que 5000
dalton (BIRD et al., 2004).
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r
q
u
e
Fluidos não-Newtonianos:
n – índice de comportamento do escoamento;
k – índice de consistência e q - viscosidade aparente.
74
Variação da viscosidade com a agitação
|
|
.
|

\
|
· =
|
|
.
|

\
|
·
|
|
.
|

\
|
· =
|
|
.
|

\
|
· =
÷
y
u
y
u
y
u
y
u
1
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d
d
d
d
k
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k
n n
q t
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q
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e
Fluidos não-Newtonianos: Ver video Munson et al. V1_4.
n – índice de comportamento do escoamento;
k – índice de consistência e q - viscosidade aparente.
75
Variação da viscosidade com a agitação
1 1
y
u
y
u
y
u
y
u
y
u
÷ ÷
|
|
.
|

\
|
· = ¬
|
|
.
|

\
|
· =
|
|
.
|

\
|
·
|
|
.
|

\
|
· =
|
|
.
|

\
|
· =
n n n
d
d
k
d
d
d
d
d
d
k
d
d
k q q t
Alguns exemplos:
- Plástico ideal: suspensões de argila,
lama de perfuração;
- Dilatantes (n > 1): suspensões de
amido e areia;
- Pseudoplásticos (n < 1): soluções
poliméricas, polpa de papel em água.
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Variação da viscosidade com a agitação
Fluidos não-Newtonianos:
n – índice de comportamento
do escoamento;
k – índice de consistência e
q - viscosidade aparente.
Alguns exemplos:
- Tixotrópicos: muitas tintas, colas, sabões;
- Reopécticos: suspensões de betonita e argila, sóis.
1 1
y
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y
u
y
u
y
u
y
u
÷ ÷
|
|
.
|

\
|
· = ¬
|
|
.
|

\
|
· =
|
|
.
|

\
|
·
|
|
.
|

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|
· =
|
|
.
|

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· =
n n n
d
d
k
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k
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k q q t
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Variação da viscosidade de fluidos
newtonianos com T e p
• Para gases:
– Aumento na temperatura, aumenta a viscosidade;
– A pressão somente influencia a partir de 1000 kPa, onde
aumentos na pressão causam aumentos na viscosidade.
Exemplo: a viscosidade do N
2
a 25ºC dobra seu valor quando
a pressão varia de 100 kPa para 50000 kPa.
• Para líquidos:
– Aumento na temperatura, diminui a viscosidade;
– A pressão geralmente não exerce efeito, porém grandes
aumentos já foram comprovados a pressões muito altas.
µ
H2O
(10000 atm) = 2 · µ
H2O
(1 atm).
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Variação da viscosidade com a
temperatura
Coeficiente de viscosidade - Líquidos e Gases
Líquidos T (
o
C) µ (cP) Gases T (
o
C) µ (cP)
água 0 1,80 Ar 0 0,01733
água 20 1,002 Ar 100 0,0202
água 100 0,2821 H
2
0 0,0085
Éter sulfúrico 20 0,24 He 0 0,0189
Mercúrio 20 1,55 O
2
0 0,0192
Glicerina anidra 20 1390 CO
2
0 0,01370
Óleo de oliva 30 1200 CO
2
100 0,01828
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Variação da
viscosidade com
a temperatura
Equação de Andrade
(aproximação para viscosidade
de líquidos em função da
temperatura):
µ = A exp(B/T)
Equação de Sutherland
(aproximação para viscosidade
de gases em função da
temperatura):
µ = b T
3/2
/(S + T)
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Propriedades Físicas dos Fluidos
• Viscosidade cinemática (v)
É a razão entre a viscosidade absoluta e a massa
específica.
Dimensão: L
2
T
-1
.
Principais unidades de medida:
- m
2
s
-1
, ft
2
s
-1
, centistokes (cSt) = 10
-2
cm
2
s
-1
.
µ
µ
= v
d
(cP) μ
) cSt ( = v
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Propriedades Físicas dos Fluidos
• Viscosidade cinemática (v)
Unidades especiais empregadas na indústria:
SSU (Segundo Saybolt Universal): Corresponde ao tempo, em
segundos, que um fluido leva para escoar 60 cm
3
, em condições
controladas de temperatura, através de um orifício padrão. Para
viscosidades elevadas (v > 250 SSU), emprega-se ainda o SSF
(Segundo Saybolt Furol), difere de SSU por empregar um
orifício padrão com maior diâmetro.
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u
e
r
q
u
e
Um viscosímetro é constituído com dois cilindros concêntricos
de 30cm de comprimento, com 20cm e o outro 20,2cm de
diâmetro. Um torque de 0,13 N x m é necessário para girar o
cilindro interno a 400rpm. Calcule a viscosidade absoluta do
fluido. Supor fluido newtoniano e perfil linear de velocidade.
82
Exemplo de Cálculo
2
3
/ 00165 , 0
2
R 2 R 2
r
u
R 2
r
u
R momento do Braço , 2 ,
r
u
momento do Braço
m s N
L R
h Torque
RL
h
R
Torque
RL
d
d
Torque
RL
d
d
Torque
RL Área
d
d
Área tensão Torque
· = |
.
|

\
| ·
=
|
|
|
|
.
|

\
|
· ·
=
|
|
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|

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· ·
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= = =
· · =
e t
t
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t
µ
t µ
t µ t
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83
FIM