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The Corporation

Mark Achbar, graduado em Belas Artes na Universidade de Syracusa. Recebeu
uma indicação de melhor escritor e foi nomeado para um Emmy Internacional.
Peter Wintonick, foi um documentarista independente, com inicio em Montreal. Ele é
um dos mais conhecidos documentaristas internacionais do Canadá.
O documentário dos canadenses Mark Achbar e Jennifer Abott, ”The
Corporation “ vencedor do prêmio de melhor documentário nos festivais de Sundance e
Amsterdam. Apresenta um histórico das grandes corporações mundiais, abordando
questões políticas ,ambientais ,sociais e econômicas ligadas a elas. No mesmo, pode se
ter varias discussões sobre o real papel das corporações no cenário mundial, desde seu
inicio, até as condições em que elas estão atualmente. Inicialmente eram irrelevantes no
período e hoje se tornaram um dos maiores meios de dominação de mercado, social e
etc.
Assim esse tem o sentido de mostrar o surgimento das corporações, seu
crescimento, seu modo de agir e problemas que têm enfrentado nas ultimas décadas.
Com isso esse documentário faz uma análise das corporações sob valores éticos e
morais. O documentário mostra um conjunto de indivíduos trabalhando juntos com uma
serie de objetivos, sendo que o principal é o de trazer lucro para os donos da empresa.
Esse conceito remete a instituições que criam grande poder e dessa forma, mantém o
sistema capitalista. Este também, alerta para os perigos que resultam na concentração de
poder em grandes grupos que procuram obcecadamente e primordialmente a
maximização do lucro, não olhando a meios para atingi-los.
Apresentando desde temas de destruição do meio ambiente, dominação social
até evolução econômica, lucro e a visão dos grandes empresários. Para maior ênfase nos
temas abordados foi utilizado cenas de filmes antigos, anúncios, propagandas, vídeos
institucionais e etc.
Nesse documentário nota-se um grande paradoxo, de uma corporação
inicialmente controlada pelo estado ate uma corporação livre causando grandes
impactos na sociedade e no meio ambiente. Com a visão equivocada de busca extrema
pelo lucro , pessoas e meio ambiente sofrem nas mãos das grandes corporações.
Produtos são produzidos e as pessoas sofrem em condições subumanas.
O documentário passa por diversos casos específicos, passando por casos como
a, fabricante de fertilizante Monsanto e a farmacêutica Pfzier. Há um trecho no
documentário que fala sobre a propaganda para o público infantil, como fazer delas
consumidoras.
“Na devastação, há oportunidade.”
Á partir desta afirmação, uma das quais compõem o raciocínio lógico que se
constrói durante o documentário, podemos ter uma visão geral do tom que rege as
atitudes dos organismos sociais que nele são colocados em questão, as corporações.
No documentário faz-se de modo inteligente e geral um apanhado de diversos
exemplos que resultam em uma síntese do comportamento corporativista, o qual é
responsável pela força eletromotriz que impulsiona as atitudes produtoras,
administradoras, empreendedoras e integralistas de todas as formas de organizações.
Atitudes estas que nem sempre são tomadas de forma humanitária ou com
qualquer tipo de consciência social, como demonstram exemplos do documentário ou
opiniões de autoridades que se dispuseram a falar nele sobre o que pensam do
funcionamento das corporações. Agindo por meio da imposição da força econômica as
empresas, tanto as analisadas quanto quaisquer outras, submetem a sociedade as suas
vontades por meio da manipulação da massa.
A alienação é um tópico importante do documentário que pode ser obtido nas
entrelinhas, pois seu conteúdo age no sentido de reunir exemplos o bastante para
indignar ou surpreender um espectador desinformado ou desinteressado no que diz
respeito é sua subordinação ao sistema econômico.
A partir do conceito de pessoa jurídica e física, os diretores fazem uma análise
do perfil de uma corporação, traçando suas reações ás situações as quais são submetidas
as pessoas físicas. Reações que envolveriam princípios morais, leis e regras, itens
essenciais para um bom relacionamento fundamentado no respeito e na ética. Neste
sentido, é construído um perfil no documentário a partir de exemplos reais, o qual
conclui que o conceito de pessoa jurídica é o método pelo qual o homem encontra um
escape para agir de modo desenfreado e ambicioso sem que tenha que responder por
isso. Pois, em uma corporação a obrigação é colocar o interesse da própria acima de
tudo. Como é demonstrado em um argumento do texto, a dúvida é: “ Can a building
have moral responsabilities? “.
Partindo dessa ideia, os denominados CEO’s das corporações submetem a
sociedade á condições sub-humanas para conquistar clientes e minimizar o custo de
produção. A estratégia adotada é fazer com que os clientes passem a ser dependentes
delas, assumindo assim um caráter de unidade em suas propagandas e influenciando as
crianças a querer os produtos oferecidos. Com isso estimula o espírito capitalista em
cada uma delas, que ao longo do tempo será passado de geração pra geração, criando
uma imposição de uma filosofia da futilidade, a qual é sustentada pelas ambições
organizacionais.
Como um velho conhecido iluminista já pregava: os fins justificam os meios. E é
neste legado maquiavélico que as estruturas corporativistas se apóiam e exercem seu
poder sobre a massa. Massa a qual tenta ser alertada por meio do documentário, que
antes de qualquer coisa é um apelo ao bom senso e atenção da população, alienada e
submissa.