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Eletrostática

A. Carga Elétrica

É uma propriedade inerente a certas partículas elementares como: prótons, elétrons, mésons, anti-prótons,
pósitrons, píons, múons, etc. Essa propriedade permite-lhes uma interação de natureza elétrica.


Estrutura atômica da matéria

Elétrons ÷ carga elétrica negativa
Prótons ÷ carga elétrica positiva
Nêutrons têm carga elétrica nula.


Carga Elétrica Elementar

A carga elétrica é quantizada: Iq
elétron
I = Iq
próton
I = e = 1,6.10
-19
C

unidade de carga elétrica no SI: [carga elétrica] = C (coulomb)

Corpo Neutro: número de prótons (n
prótons
) = número de elétrons (n
elétrons
)

Corpo Eletrizado:
a) negativamente ÷ n
elétrons
> n
prótons

b) positivamente ÷ n
elétrons
< n
prótons


Carga Elétrica de um Corpo

Q = ± n.e

(+) ÷ falta de elétrons
(-) ÷ excesso de elétrons

n : número de elétrons em falta ou excesso no corpo eletrizado.

Princípios da Eletrostática

a) Princípio da atração e repulsão: partículas (ou corpos) portadoras de cargas elétricas de mesmo sinal se
repelem e as de sinais opostos se atraem.

b) Princípio da conservação das cargas elétricas: num sistema eletricamente isolado, a soma algébrica das
quantidades de cargas elétricas é constante.

E Q
antes
= E Q
dcpois


B. Força Eletrostática

É a interação mútua entre duas ou mais cargas elétricas. Essa força de interação pode ser de atração repulsão.

Carga pontual (ou puntiforme)

Uma carga pontual é aquela que está distribuída em um corpo cujas as dimensões são desprezíveis relação às
demais dimensões envolvidas no problema.


Elétron
Próton
Órbita do
Elétron
Nêutron

A Lei de Coulomb
a) O módulo da força de interação eletrostática entre duas cargas elétricas pontuais é diretamente proporcional
ao produto dessas cargas.
b) O módulo da força de interação eletrostática entre duas cargas pontuais é inversamente proporcional ao
quadrado da distância entre elas.

K = constante eletrostática do meio onde as cargas se encontram; para o vácuo K
= K
0
= 9.10
9
N.m
2
/C
2


Unidades no S.l. : [F] = N (newton) [Q] = C (Coulomb) [d] = m (metro)

Vetor Força Elétrica



Módulo: dada pela Lei de Coulomb
Direção: da linha que une as duas cargas

Sentido:
¹
´
¦
¬ <
¬ >
atração 0 Q . Q
repulsão 0 Q . Q
2 1
2 1


Representação Gráfica



Força elétrica resultante (Princípio da Superposição)

Considere uma carga de prova q
0
, positiva, em presença de várias outras cargas Q
1
, Q
2
, ..., Q
n
. Cada uma delas
produz uma força eletrostática sobre q
0
, independente da ação das demais. A força resultante ( )
R
F

é obtida pela
soma vetorial das várias forças produzidas.

n 2 1 R
F ... F F F
   
+ + + =
C. Campo Elétrico

Conceito de Campo Elétrico

Em um ponto P do espaço existe um campo elétrico quando uma carga q, colocada nesse ficar submetida a
uma força de origem elétrica.

Vetor Campo Elétrico ( E

)

O campo elétrico é representado, em cada ponto do espaço, por um vetor, que se denomina vetor campo
elétrico ( E

).
a) Módulo do vetor E

.


q
F
E
ele
=

b) Direção do vetor E

.

2
2 1
d
d
Q . Q . K
F =

Coincidente com a direção do vetor força elétrica F

ele

c) Sentido do vetor E

.
q > 0 ÷ E e ele F
 
têm os mesmos sentido.
q < 0 ÷ E e ele F
 
têm sentidos opostos.

Unidades no S.I.: [F
e
] = N (newton) [q] = C (coulomb) [E] =
C
N
ou
m
V

Campo de uma Carga Puntiforme

Considere uma carga elétrica puntiforme Q, num dado meio, e um ponto P
situado a uma distância d desta carga. O vetor campo elétrico produzido pela
carga Q, no ponto P, apresenta as seguintes características:

a) Módulo: E
2
d
Q
K E =
b) Direção: da linha que une Q a P
c) Sentido: Q > 0 ÷ o campo é de afastamento.
Q < 0 ÷ o campo é de aproximação.

Linhas de Força ou Linhas de Campo

São linhas imaginárias utilizadas para se representar o campo elétrico. Por definição, a linha de força tem, em
cada ponto, a mesma direção e o mesmo sentido que o vetor campo elétrico. Os vetores campo elétrico são
tangentes à linha de força. E importante salientar, ainda:

a) essas linhas são contínuas, exceto nas fontes de campo ou cargas elétricas;
b) nas regiões onde o campo elétrico é mais intenso, as linhas de força são traçadas mais próximas uma das
outras.



Linhas de força do campo elétrico criado por uma
carga pontual positiva (campo de afastamento)
Linhas de força do campo elétrico criado por uma carga
pontual negativa (campo de aproximação)



Campo Elétrico Resultante

Para se calcular o valor do campo elétrico produzido por várias cargas
puntiformes num dado ponto P, procede-se da seguinte forma:

a) calcula-se o campo elétrico produzido por uma carga neste ponto
como se apenas esta carga existisse;

b) soma-se vetorialmente os campos produzidos por cada carga, que
foram calculados separadamente, para se determinar o campo elétrico
resultante naquele ponto.

Assim:

pn 2 p 1 p R
E .... E E E
   
+ + + =


D. Potencial Elétrico

Energia Potencial no Campo Eletrostático

Define-se energia potencial da carga elétrica q, puntiforme, num ponto A de um campo elétrico como sendo o
trabalho que a força elétrica realiza quando ela é levada do ponto A ao ponto R de referência.

Trabalho da Força Elétrica

O campo eletrostático gerado por cargas elétricas em repouso é um campo de forças conservativo, Assim, o
trabalho que a força elétrica realiza, quando se desloca uma carga puntiforme de prova q entre dois pontos de um
campo elétrico, não depende da forma da trajetória.



Potencial Elétrico Gerado por Carga Puntiforme

O potencial elétrico associado ao ponto A de um campo elétrico é o quociente entre a energia potencial da
carga em A e o valor da carga.

A
A
A pel
A
d
Q . K
V
q
E
V = ¬ =


Unidade no SI: [E
pcle
] = J (joule) [q] = C (coulomb) [V] = V (volt)






Propriedades do Potencial Elétrico

a) O potencial elétrico é uma grandeza escalar.
b) O potencial elétrico é uma função de ponto, depende da posição do ponto no campo elétrico.

c) O potencial elétrico associado a um ponto A do campo elétrico não depende da carga elétrica e
eventualmente esteja nesse ponto.
d) O potencial elétrico depende do valor da carga elétrica geradora Q do campo elétrico e do meio material que
a envolve.
e) O valor do potencial elétrico gerado por uma carga puntiforme Q tem o mesmo sinal dessa carga.
f) Percorrendo a linha de força no seu sentido, os potenciais diminuem.

OBS.: Carga negativa desloca-se espontaneamente do potencial menor para o potencial maior; carga positiva
desloca-se espontaneamente do potencial maior para o potencial menor.

Gráfico do Potencial Elétrico Gerado pela Carga Puntiforme







Superfície Equipotencial

É o lugar geométrico dos pontos que apresentam o mesmo potencial elétrico. Isto significa que a diferença de
potencial entre dois pontos, pertencentes a esta superfície, é zero.

Propriedades das Superfícies Equipotenciais

a) O trabalho da força elétrica durante o deslocamento de uma partícula elétrica puntiforme sobre uma
superfície equipotencial é nulo.
b) As superfícies equipotenciais são ortogonais às linhas de força que representam o campo elétrico e, portanto,
ortogonais ao vetor campo elétrico.

Representações



Potencial Elétrico de várias Cargas



O potencial elétrico no ponto P, estabelecido
simultaneamente pelas cargas Q
1
, Q
2
, ..., Q
n
é igual à
soma algébrica dos pote que cada carga produz neste
ponto.

pn 2 p 1 p p
V ... V V V + + + =


Definição e Representação

Dizemos que em uma região do espaço existe um campo elétrico uniforme quando, em todos os pontos dessa
região, o campo elétrico tem o mesmo módulo, a mesma direção e o mesmo sentido. As linhas são retilíneas e
igualmente espaçadas.







Fontes de Campo Elétrico Uniforme

Distribuição uniforme de cargas
Sobre uma placa e infinita.
O campo elétrico independe da distância à superfície da placa
Capacitor plano de placas paralelas.

Uma carga elétrica colocada numa região onde existe um campo elétrico uniforme, fica sob a ação, exclusiva, de
uma força elétrica. Como a força elétrica é a própria força resultante, pela segunda Lei de Newton:






E







Superfícies Equipotenciais no Campo Elétrico Uniforme



Representação do campo elétrico uniforme: as linhas
cheias são linhas de força e as pontilhadas indicam as
superfícies equipotenciais.


Relação entre d.d.p. e a Intensidade do Campo Elétrico



A

÷ B
= F
el
. d = q . E . d
A ÷ B
= q (V
A
– V
B
)


E. Condutores em Equilíbrio Eletrostático

Um condutor encontra-se em equilíbrio eletrostático quando, no seu interior e na sua superfície os seus elétrons
encontram-se em movimento desordenado. O campo elétrico resultante nos pontos internos do condutor é nulo.
E

interior
= 0

Em um condutor isolado em equilíbrio eletrostático, as cargas elétricas em excesso distribuem-se pela sua
superfície externa.
Em um condutor isolado, eletrizado e em equilíbrio eletrostático, o campo elétrico nos pontos de sua superfície
tem direção normal a ela.
O potencial elétrico é constante em todos os pontos do condutor isolado e em equilíbrio eletrostático.

Densidade Superficial de Cargas

A
Q
σ = A: área da superfície onde se encontra distribuída a carga Q
Unidades no S.I.: | |
2
m
C
σ =

Poder das Pontas


Quanto menor o raio de curvatura (mais pontudo), maior é a densidade superficial
de cargas e mais intenso é o campo elétrico.

Aplicação: para-raios.
V
p
= V
Q

op > o
Q
¬ E
p
> E
Q






Condutor Esférico em Equilíbrio Eletrostático

E . d
AB
= U
AB

Para os condutores esféricos, a densidade superficial de cargas é constante e, assim, ocorre distribuição
uniforme de carga.












F. Processos de Eletrização

Eletrização por Atrito

Consiste em atritar superfícies com diferentes afinidades eletrônicas. O atrito propicia a transferência de
elétrons de um corpo para outro. Após o processo, os corpos ficam carregados com a mesma quantidade de carga,
em módulo, mas de sinais opostos. Para saber qual corpo fica positivo negativo, deve-se utilizar a série triboelétrica.

Eletrização por Contato

Considere dois corpos, A e B, sendo A positivamente eletrizado e B um corpo neutro. Quando colocamos
estes corpos em contato, as cargas positivas do corpo A atraem as cargas negativas de B. Os corpos, claro, devem
ser condutores para que isso aconteça. Ao separarmos os corpos, percebemos que o corpo B perdeu elétrons, logo
este ficou positivamente eletrizado. Este processo é chamado eletrização por contato.
Na eletrização por contato, a troca das cargas depende das dimensões dos condutores. Se considerarmos
que os corpos têm as mesmas dimensões e a mesma forma, sendo, por exemplo, esferas de mesmo raio, após o
contato apresentarão cargas iguais. A equação matemática que representa o equilíbrio de cargas, em condutores
idênticos, é: ∑ Q / n° de corpos

 Propriedades da eletrização por contato
- Antes: os corpos se encontram com potenciais elétricos diferentes.
- Durante: os elétrons se dirigem do corpo de menor potencial para o corpo de maior potencial.
- Depois: os corpos se encontram com o mesmo potencial elétrico.

Eletrização por Indução

A indução eletrostática é caracterizada pela "separação" de cargas elétricas em um condutor, sem existir contato com
o corpo eletrizado.

a) Inicialmente A e B estão isolados um do outro.
O corpo A é denominado induzido e o corpo B indutor.




b) Aproximando-se o corpo B do corpo A ocorre a indução eletrostática.




c) O induzido é ligado à terra em presença do indutor. Elétrons sobem pelo fio terra,
atraídos pelas cargas positivas do indutor.




d) Elétrons neutralizam a região esquerda do induzido.





e) Em presença do indutor é retirado o fio terra.






f) Afasta-se o indutor e o induzido fica carregado negativamente.




Obs.: Se o indutor for negativo, o induzido ficará positivo.

G. Capacitância Eletrostática

A capacitância C de um condutor isolado, envolvido por meio dielétrico, é definido como a razão entre a carga
elétrica Q armazenada e o seu potencial elétrico V.

V
Q
C = | |
| |
| |
) farad ( F
V
C
V
Q
C . I . S no Unidades = = =


Propriedade

a) A capacitação de um condutor depende de sua forma, de suas dimensões e do meio que o envolve, mas
não depende do material de que é feito.
b) Para dois condutores de mesma forma, o de maiores dimensões apresenta maior capacitância.
c) Para dois condutores de volumes iguais, o de maior capacitância é aquele cujo formato se aproxima ao de
uma esfera. Condutores com forma de fio têm capacitância menor em relação às capacitâncias dos
condutores de outros formatos.

Capacitância de um Condutor Esférico

Para um condutor esférico e isolado cujo raio é R, a capacitância deste
condutor é dada por:
c: constante de permissividade do meio.
Para o vácuo: c
0
= 8,9.10
-12
C
2
/N.m
2




Energia Elétrica Armazenada

A energia potencial elétrica E
pot
armazenada no condutor é
numericamente igual à área da região sombreada.

2
pel
V C
2
1
E

V Q
2
1
A E
N
pel


C
Q
2
1
E
2
pel




Interligação de condutores

Quando dois condutores de potenciais diferentes são colocados em contato, há movimento de elétrons do
condutor de potencial menor para o de potencial maior, até que os dois condutores adquiram o mesmo potencial,
cessando o movimento de cargas.
Com o conceito de capacitação, pode-se considerar os casos em que os condutores têm formatos diferentes,
desde que se convençam as suas capacitâncias.










c R . . π . 4 C
K
R
C = ¬ =
Q
A
V
Carga
Potencial





Eletrodinâmica

A. Corrente Elétrica

Quando um campo elétrico é estabelecido em um condutor qualquer, as cargas livres aí presentes entram em
movimento sob a ação deste campo. Dizemos que este movimento de cargas constitui uma corrente elétrica.

Sentido da corrente convencional

a) No condutor metálico ÷ sentido contrário ao do movimento dos elétrons livres.
b) Nas soluções eletrolíticas e
nos gases ionizados


Intensidade média da corrente elétrica (i)

Se a carga total que atravessa a secção reta de um condutor no intervalo de tempo At é igual a Q, o valor da
intensidade média da corrente elétrica é dado por:



Unidade no S.I. (Sistema Internacional)

| |
| |
| |
) ampère ( A
s
C
t
Q
i = = =


Propriedade Gráfica


Área sob a curva Q
N




B. Potência Elétrica em um Bipolo

Geradores, receptores e resistores.

Diferença de Potencial (ddp)


q
τ
V V U
AB
B A
= ÷ =


Unidades no S.I.


mesmo sentido dos portadores de cargas positivas
t
Q
i
A
=




Potencia Elétrica

| | ) ( .
. . .
) ( .
watt W V A
s
J
P
I S no Unidades u i P
t
V V q
t
P
B A AB
= = =
= ¬
A
÷
=
A
=
t



C. Resistor

É todo elemento que transforma a energia elétrica em energia térmica.

Representação



Resistência Elétrica

É uma grandeza física escalar que representa a oposição que os elétrons encontram ao se deslocar na rede
cristalina de um sólido.

Leis de Ohm

1
a
Lei: Para alguns condutores mantidos à temperatura constante, a ddp U, aplicada nas extremidades do
resistor, e a intensidade da corrente i são diretamente proporcionais.

) ohm ( 1
A 1
V 1
SI no Unidades te tan cons
i
U
R
O =
= =


Gráfico do resistor ôhmico ( linear )



2
a
Lei: A resistência elétrica é diretamente proporcional ao comprimento e inversamente proporcional à área da
secção transversal de um condutor.

A
L
ρ R = µ: resistividade do material

Unidade no SI: [p] = O.m
Fatores que influenciam na resistência elétrica do condutor

C 1
J 1
V 1
coulomb 1
joule 1
volt 1 = ÷ =

• comprimento (L)
• área (A) de sua secção transversal;
• material de que é feito;
• temperatura.


Potência dissipada no resistor ôhmico

P = i
2
.R

P = i .U

R
U
P
2
=


Associação de Resistores

Resistor Equivalente - É aquele que produz o mesmo efeito que a associação, isto é, submetido à mesma ddp
da associação é percorrido pela mesma corrente da associação.

Associação em Série


a) i
1
= i
2
= ... = i
n

b) U = U
1
+ U
2
+ ... + U
n

c) R
eq
= R
1
+ R
2
+ ... + R
n
(R
eq
: resistência Equivalente)
d) P
(total)
= P
1
+ P
2
+ ... + P
n



Associação em Paralelo



a) i = i
1
+ i
2
+ ... + i
n

b) U = U
1
= U
2
= ... = U
n

c)
n
R R R q
1
...
1 1
Re
1
2 1
+ + + = (Req: resistência Equivalente)
d) P
(total)
= P
1
+ P
2
+ ... + P
n













Associação Mista



Nessa associação, a resistência equivalente pode
ser determinada pela simplificação da associação
original. Para isso, substituímos cada associação em
série ou e paralelo pelo seu resistor equivalente, a que
seja obtido o resistor equivalente final.


D. Gerador

Todo aparelho que transforma em energia elétrica qualquer outra modalidade de energia.

Representação



c: força eletromotriz (fem)
r: resistência elétrica

Força Eletromotriz

A força eletromotriz, cujo símbolo é f.e.m., consiste na força elétrica produzida pela conversão de qualquer forma de
energia em energia elétrica, que gera uma corrente elétrica. É igual à energia por unidade de carga fornecida por
uma fonte de energia elétrica. A unidade de força eletromotriz é o volt.
Em termos mais simples, a força eletromotriz designa a tensão existente nos terminais de uma bateria ou gerador
elétrico, antes da ligação de qualquer carga.

Potências de um gerador

P
útil
= i . u

P
total
= c . i Gerador

P
diss.
= r . i2

P
total
= P
útil
+ P
diss



Equação do Gerador U = c - r . i



Curva característica do gerador



Corrente de curto - circuito
r
i
cc
=
Rendimento do gerador
U
P
P
η
total
útil
= =
c
c


Potência Útil - É a potência elétrica fornecida pelo gerador ao circuito externo.

P
útil
= P
total
- P
diss
¬ P
útil
= c . i – r.i
2
(Função do 2
o
grau)

Potencia Útil Máxima



a) Corrente lançada: i
m
=
r 2 2
i
cc
=
b) Tensão elétrica nos terminais do gerador: U =
2

c) Potência máxima lançada: P
máx
=
r . 4
2

d) Rendimento do gerador: q = 50%



Associação de Geradores em Série
Todos os geradores são percorridos pela mesma corrente elétrica.

Gerador Equivalente da associação em série


a) U = U
1
+ U
2
+ ... + Um
b) c
E
= c
1
+ c
2
+ ... + c
n
¬ aumenta a fem (vantagem)
c) R
E
= r
1
+ r
2
= ... = r
n
¬ aumenta a resistência interna
(desvantagem)


Associação de Geradores em Paralelo

Todos os geradores ficam submetidos à mesma ddp.



Gerador Equivalente

a) i = i
1
+ i
2
+ ... + i
n

b) c
E
= c ¬ mantém a fem c do gerador associado (desvantagem).
c) r
E
=
n
r
¬ diminui a resistência interna (vantagem).
c
c
c
P(W)
P
máx
0

0

i
a
i
(A)
2
a
i

A
i
1
r
E
B
U





E. Receptor

Todo aparelho que transforma energia elétrica em outra modalidade de energia que não seja exclusivamente a
térmica.


E’: força contra eletromotriz (fcem).
r: resistência interna do receptor


Força Contra Eletromotriz

Para o funcionamento do receptor se estabelece uma diferença de potencial (ddp) entre os seus terminais,
parte dela é queda ôhmica devido a resistências internas do aparelho (r), e outra parte é devido ao funcionamento
mecânico. A parte da ddp devido ao funcionamento mecânico é uma ddp útil e é denominada como força contra
eletromotriz (fcem)

Potências de um Receptor



Equação do Receptor: U = c’ + r . i

Curva Característica do Receptor



Rendimento do Receptor.

U
'
P
P
η
total
útil
= =


F. Capacitores

Dois condutores quaisquer, separados por um isolante, formam um capacitor. Nos casos de interesse prático,
os condutores possuem cargas de valores iguais e sinais opostos, de modo que a carga total no capacitor é nula.
Esses elementos de um circuito têm como função armazenar cargas elétricas e, consequentemente, armazenar
energia elétrica.

Representação de Capacitores

Em um circuito eletrônico o capacitor é representado pelo símbolo:


Capacitância de um Capacitor

A carga Q armazenada no capacitor e a d.d.p. U são diretamente proporcionais.

U . C Q =
c


A capacitância de um capacitor depende:
a) do isolante entre ar armaduras;
b) da forma e do tamanho de cada armadura, bem como na posição relativa entre elas.
Energia Armazenada no Capacitor

Q
A
V
Carga
Potencial



A energia potencial elétrica E
pot
armazenada no
capacitor é numericamente igual à área da região
sombreada.

U . Q .
2
1
A E
N
pel
=


O Capacitor Plano




a) Densidade superficial de carga: o =
A
Q

b) Campo elétrico resultante entre as placas:
σ
E=
c) Capacitância do capacitor plano: C =
d
A .


Associação de Capacitores em Série




a) Após a eletrização, os capacitores apresentam a mesma carga.
b) A carga do capacitor equivalente é igual à carga de cada um dos capacitores.
c) A tensão total da associação é igual à soma das tensões a que cada capacitor fica submetido.
d) A tensão em cada capacitor é inversamente proporcional à respectiva capacitância.
c
c

e) Capacitância equivalente:
3 2 1 eq
C
1
C
1
C
1
C
1
+ + =

Associação de Capacitores em Paralelo



a) Os capacitores ficam submetidos à mesma d.d.p.U.

b) A carga total acumulada na associação é igual à soma das
cargas de cada capacitor.

c) A carga de cada capacitor é diretamente proporcional à
respectiva capacitância.

d) Capacitância equivalente:
C
eq
= C
1
+ C
2
+ C
3


Capacitares em Circuitos Elétricos de Corrente Contínua



Para se resolver problemas de circuitos elétricos com
capacitores, consideramos que o capacitor esteia
carregado. Dessa forma, o ramo do circuito que contém o
capacitor não é percorrido por corrente elétrica contínua. No
circuito apresentado na figura ao lado, o ramo que contém o
capacitor, não é percorrido por corrente contínua e a d.d.p.
entre as armaduras do capacitor.


G. Aparelhos e métodos de medidas elétricas

Amperímetro

Aparelho utilizado para medir a intensidade de corrente elétrica.
Características
a) É ligado em série com o elemento em que se quer medir a corrente.
b) O amperímetro ideal tem resistência interna nula.
c) O amperímetro real é constituído por um galvanômetro e uma resistência shunt em paralelo com o
galvanômetro. A resistência do amperímetro deve ser muito pequena em relação às outras resistências do
circuito.

R
G
: Resistência do galvanômetro.
R
s
: Resistência shunt.
i = i
G
+ i
s

i . R
G
= i
s
. R
s






Voltímetro

Aparelho utilizado para medir a diferença de potencial.

Características
a) É ligado em paralelo com o elemento onde se quer medir a d.d.p.
b) O voltímetro ideal tem resistência interna "infinita"; não passa corrente pelo voltímetro.
c) O voltímetro ideal é constituído por um galvanômetro e uma resistência (resistência multiplicadora) em série.


R
G
: Resistência do galvanômetro.
R
M
: Multiplicador.
U = U
G
+ U
M



Ponte de Wheatstone

Um dos métodos para se determinar o valor de uma
resistência elétrica.

• R
1
resistor de resistência desconhecida;
• R
2
: reostato (resistência variável);
• R
3
: resistor de resistência conhecida;
• R
4
: resistor de resistência conhecida.

a) i
G
= 0
b) V
B
= V
D

c) i
1
= i'1 e i
2
= i'
2

d) R
1
. R
3
= R
2
. R
4


H. Circuito Elétrico

É toda associação contendo geradores, receptores e resistores eletricamente ligados entre si.

Cálculo da diferença de potencial entre dois pontos de um circuito.

- Ao passarmos por um gerador, de seu pólo negativo para o pólo positivo, o potencial aumenta de um valor
+E. Se a passagem ocorrer em sentido contrário, o potencial diminui da mesma quantidade.
- Ao passarmos por uma resistência R (inclusive pela resistência interna de um gerador), no mesmo sentido da
corrente i, o potencial diminui de um valor R . i. Se a passagem ocorrer em sentido contrário, o potencial
aumenta da mesma quantidade.

Lei de Ohm Generalizada

O valor da diferença de potencial entre dois pontos A e B, quaisquer, é obtido somando-as algebricamente ao
potencial de A(V
A
) as variações de potencial que ocorrem no percurso de A para B, tomando-se os aumentos com o
sinal positivo e as diminuições com sinal negativo e igualando-se soma ao potencial de B(V
B
).



V
A
– r – i + c - r’ . i - c’ – R . i = V
B



Generalizando: V
A
+ Ec ÷ Ec’ ÷ ER . i = V
B




Lei de Ohm Generalizada para uma malha


Partindo do ponto A, percorrendo a malha no sentido B da
corrente elétrica e voltando ao ponto A :

V
A
+ c ÷ r . i ÷ c’ ÷ r’ . i – R . i = V
A

c - r . i - c’ – r’ . i – R . i = 0

Generalizando: Ec - Ec’ – i . ER = 0

Leis de Kirchhoff

1
a
Lei (Lei dos nós): Num nó, a soma das intensidades das correntes elétricas que chegam é igual à soma das
intensidades das correntes que saem.
2
a
Lei (Lei das malhas): A soma algébrica das variações do potencial encontradas em todos os pontos ao longo
de um percurso completo do circuito é igual a zero.

Roteiro para a resolução de redes elétricas

Problemas envolvendo redes elétricas podem, de modo geral, ser resolvidos utilizando-se seguintes passos:

1) marcar com letras todos os nós da rede;
2) marcar todas as malhas;
3) adotar (arbitrariamente) um sentido de percurso nas malhas (horário ou anti-horário);
4) marcar (arbitrariamente) os sentidos das intensidades de corrente nos diversos ramos da rede.
5) considerando-se que haja n nós e m malhas na rede:
a) escrever a Primeira Lei de Kirchhoff para n - 1 nós;
b) escrever a Segunda Lei de Kirchhoff para as m malhas principais;
6) escritas as leis, deve-se ter um número de equações igual ao número de incógnitas;
7) resolver o sistema de equações.


















OBS.

Caso resulte um
valor negativo para
a intensidade de
corrente de
determinado ramo,
deve-se inverter o
sentido de corrente
adotado naquele
ramo.





3. Eletromagnetismo

A. Magnetismo

Ímãs

São corpos que têm o poder de atrair pedaços de ferro ou que interagem entre si.

Propriedades magnéticas

a) Colocando-se um ímã em contato com limalha de ferro, observa-se que são mais fortemente atraídos pelas
extremidades. Essas regiões são denominadas de pólos do ímã.
b) Suspendendo-se um ímã em forma de barra, de modo que possa girar livremente em torno seu centro,
observa-se que ele se orienta ao longo de uma direção que coincide aproximadamente com a direção norte-sul
da Terra.
c) Leis das ações magnéticas: pólos de mesmo nome se repelem, pólos de nomes diferentes se atraem.
d) Inseparabilidade dos pólos: todo corte em um ímã cria dois novos ímãs.

Campo magnético

É a região do espaço na qual um imã manifesta a sua ação. Esse campo magnético pode ser visualizado através
das linhas de força magnética (ou linhas de campo magnético).
A cada ponto da linha de campo magnético, associa-se um vetor denominado vetor indução magnética ( ) B

.
A direção do vetor indução magnética é tangente à linha de campo magnético. O sentido do vetor indução
magnética é o mesmo da linha de campo magnético.



Campo magnético uniforme
Um campo magnético é dito uniforme quando, em todos os pontos do campo, o vetor B

tiver a intensidade, a
direção e o sentido constantes.



B. Campo Magnético Produzido por correntes Elétricas

Condutor Retilíneo


Figura 1: Linhas de indução magnética produzidas pela corrente elétrica que percorre um fio retilíneo.
Figura 2: O mesmo condutor da figura 1, visto na direção perpendicular à folha do caderno.
Figura 3: Representação dos vetores indução magnética B

em alguns pontos ao redor do fio retilíneo; os vetores são tangentes
às linhas de indução magnética.
As linhas de indução do campo magnético criado pela corrente elétrica que percorre um fio condutor, retilíneo e
comprido, são círculos com centro sobre o condutor, e orientadas com o sentido que pode ser determinado pela
regra da mão direita.


Módulo do vetor indução magnética: B



i: intensidade da corrente elétrica.
d . π .
i . μ
B
2
=
d: distância do ponto considerado ao condutor.
µ: permeabilidade magnética do meio. Para o vácuo: µ
0
= 4 . t . 10
-7

A
m . T

Unidades no S.I.: S.I.: [B] = T (tesla); [i] = A (ampère); [d] = m (metro)


Espira Circular

O vetor indução magnética B

no centro da espira, de raio R, apresenta as seguintes características:


Campo magnético criado no centro de uma espira circular,
de raio R, na qual passa corrente elétrica.

- direção: normal ao plano da espira;
- sentido : dado pela regra da mão direita;
- intensidade: a intensidade do vetor B

no centro da espira
é:

R . 2
i . μ
B =

Obs.: Considerando n espirais justapostas, tem-se a
chamada bobina chata. A intensidade do vetor indução
magnética no centro da bobina é:

R . 2
i . μ
. n B =


Obs.
Várias espiras sobrepostas formam uma bobina chata cujo campo é determinado pelo número de espiras
sobrepostas vezes o campo magnético de cada espira.

Solenóide

Um solenóide é constituído por um fio enrolado de modo a formar espiras sucessivas.





No interior de um solenóide, as linhas de indução são
praticamente retas paralelas, caracterizando um campo
magnético praticamente uniforme. Quanto mais longo for o
solenóide, mais uniforme será o campo magnético no seu
interior e mais fraco o campo externo.

Características do vetor indução magnética B

, em qualquer ponto do interior do solenóide.

- direção: os vetores B

têm a direção do eixo do solenóide;
- sentido: dado pela regra da mão direita.

- Intensidade:
L
i . n . μ
B =

Onde:

µ: permeabilidade magnética do meio;
i: intensidade da corrente elétrica que atravessa o solenóide.
n: número de espiras que constituem o solenóide.
L: comprimento do solenóide.

Pólos de uma espira e de um solenóide



C. Força Magnética

Força magnética sobre Cargas Elétricas

Quando uma partícula eletrizada positivamente com carga q passa com velocidade v

em um ponto onde existe
um campo magnético B

, ela fica submetida à ação de uma força magnética
mag
F

com as seguintes características.
a) módulo: F
mag
= IqI .v.B.sem u, em que u é o ângulo entre v

e B

.
b) direção:
mag
F

é perpendicular a ; B e v





c) sentido: dado pela regra do tapa.
Colocando o polegar no sentido da velocidade e os outros dedos no sentido do vetor indução magnética, a
força magnética tem o sentido de um tapa dado com a palma da mão.


Se a carga q for negativa, então o sentido da força magnética é contrário àquele observado para a carga positiva.

Força Magnética sobre Cargas Retilíneo



Considere um fio retilíneo, de comprimento L, percorrido
por uma corrente elétrica i, colocado em um campo magnético
uniforme B

. Sobre este fio atua uma força magnética
mag
F


dada por:

θ sen . L . i . B F
mag
=

onde u é o ângulo formado entre o fio condutor e o vetor B

. A
força F

é perpendicular ao fio e o seu sentido é determinador
pela regra da mão esquerda.



Força Magnética entre Condutores



Dois condutores, paralelos e retilíneos, de comprimento L,
percorridos por correntes de intensidades i
1
e i
2
separados por
uma distância d, interagem entre si com uma força magnética
de intensidade.

d . π . 2
L . i . i . μ
F
2 1
mag
=



As forças que agem nos fios têm intensidades iguais
constituindo em um par ação e reação.
- Correntes elétricas de mesmo sentido ¬ atração.
- Correntes elétricas de sentidos opostos ¬ repulsão.


D. Movimento de Carga Elétrica em Campo Magnético Uniforme

Carga elétrica lançada paralelamente às linhas de indução

Para u = 0º ou u = 180º a carga elétrica realiza movimentos retilíneo e uniforme: F
mag
= 0.

1
B

1
mag
F

2
B

2
mag
F




Carga elétrica lançada perpendicularmente às linhas de indução

Para u = 90º a carga elétrica realiza um movimento circular uniforme num plano perpendicular às linhas de
indução. Nesse caso a força magnética é uma força centrípeta.



Raio da circunferência:
B . q
v . m
R =

Período de rotação:
B . q
m . π . 2
T =

Carga elétrica lançada obliquamente às linhas de indução



Neste caso, decompõem-se a velocidade v

numa componente
1
v

, que
tem a mesma direção de B

, em um componente
2
v

, perpendicular a B

. A
componente
1
v

provoca um movimento retilíneo e uniforme e a componente
2
v

um movimento circular e uniforme.
A composição desses dois movimentos produz um movimento denominado
helicoidal uniforme. A trajetória chama-se hélice cilíndrica.




E. Indução Eletromagnética

Fluxo Magnético

q
υ

2
υ

1
υ




Considere uma superfície plana, de área A, em um campo
magnético uniforme. Seja u o ângulo entre o vetor de indução
magnética B

e a reta N, perpendicular à superfície plana. O
fluxo magnético (u) através dessa superfície é dada por:

θ cos . A . B = u

O conceito de fluxo magnético através de uma superfície
pode ser interpretado em termos do número de linhas que
atravessam a superfície.

A unidade de u no S.I. é o weber (Wb), 1 Wb = 1T .1m
2
.






Observações



Nenhuma linha de indução magnética está
atravessando a superfície.
u = 0 Wb
A inclinação da superfície indica a existência
de um certo fluxo através dela.
Fluxo de valor máximo, pois a superfície é
perpendicular às linhas de indução.


Força eletromotriz induzida (Experiência de Faraday)

Se o fluxo da indução magnética através de um circuito sofrer variação, aparecerá, nesse circuito uma força
eletromotriz (fem) induzida. Essa fem induzida existirá enquanto o fluxo estiver variado; cessada a variação do fluxo,
desaparecerá a fem induzida.



A Lei de Lenz

O sentido da corrente induzida é tal que se opõe à variação de fluxo que a produziu.









A Lei de Faraday

Sempre que ocorrer uma variação do fluxo magnético através de um circuito, aparecerá, nesse circuito, uma
fem induzida dada por

c
t A
Au
÷ =

em que Au é a variação do fluxo observada no intervalo de tempo At. O sinal negativo indica que o sentido da
fem induzida é tal que ela e opõe à variação que a produziu.

Condutor retilíneo movendo-se em campo magnético uniforme



Enquanto a espira estiver completamente dentro da
região de campo magnético, o fluxo de B

não varia com o
tempo. Desta forma, não há força eletromotriz induzida.
Quando a espira começa a sair da região que contém o
campo magnético, o fluxo magnético varia com o tempo,
aparecendo uma força eletromotriz induzida. O módulo da
força eletromotriz induzida é:

c = B . v . L


Nesta expressão, v é módulo do vetor velocidade, considerando constante.