You are on page 1of 23

Óptica

A. Noções Básicas

A Luz
Forma de energia radiante capaz de produzir a sensação de visão.

Velocidade da Luz
A velocidade da luz no vácuo, simbolizada pela letra c, é, por definição, igual a 299 792 458 metros por segundo.
O símbolo c origina-se do latim “celeritas”, que significa velocidade ou rapidez. A velocidade da luz em um meio
material transparente, tal como o vidro ou o ar, é menor que c, sendo a fração função do índice de refração do meio.

Ano Luz
A grandeza 1 ano luz, muito usada em Astronomia, corresponde à distância percorrida pela luz em um ano, no
vácuo. Para transformarmos 1 ano-luz em quilômetros, devemos multiplicar a velocidade da luz no vácuo,
300 000 km/s, pelo intervalo de tempo de 1 ano que, em segundos, corresponde a, aproximadamente, 3,15x10
7
s.
Assim, temos: 1 ano-luz = 3,0x10
5
km/s x 3,15x10
7
s = 9,5x10
12
km

Raio de Luz
Toda linha pela qual a luz se propaga.

Fonte de Luz
Qualquer corpo que emite luz. Podem ser.
- Primárias: emitem luz própria.
- Secundárias: emitem luz recebida de outras fontes.

Objeto e Imagem
- Ponto Objeto: vértice do feixe incidente.
- Ponto Imagem: vértice do feixe emergente.

Meios Ópticos
- Opaco: luz não se propaga por este meio.
- Translúcido: luz se propaga por este meio, mas não há formação de imagem nítida.
- Transparente: luz se propaga por este meio e há formação de imagem.

Fenômenos Básicos da Óptica


Princípios da Óptica Geométrica

A. Princípio da Propagação Retilínea da Luz





B. Princípio da Independência dos Raios de Luz



C. Princípio da Reversibilidade da Luz


Consequências da Propagação Retilínea da Luz



B. Eclipses

Eclipse do Sol


Eclipse da Lua




C. Câmara Escura

A Cor de um Corpo
Vimos que os objetos que não possuem luz própria – objetos iluminados – são vistos porque refletem
difusamente a luz que neles incide. Quando iluminados por uma luz policromática, um objeto pode não refletir todos
os componentes da luz incidente, absorvendo alguns deles. Assim, podemos afirmar que as cores com que vemos os
objetos correspondem às cores da luz refletida por eles.

Leis da Reflexão

1
a
Lei: o raio incidente, a reta normal no ponto de incidência e o raio
refletido são coplanares.

2
a
Lei: os ângulos de incidência e reflexão têm a mesma medida (o = |).


B. Espelho Plano

Propriedade Fundamental

No espelho plano, objeto e Imagem são simétricos e têm naturezas opostas.













Campo Visual

É a região do espaço vista pelo observador por reflexão.



Translação de um Espelho Plano

Quando um espelho se aproxima ou se afasta de um objeto parado, a imagem desloca-se no mesmo sentido do
espelho de uma distância igual ao dobro do deslocamento sofrido pelo espelho.
Quando um espelho se desloca com velocidade v em relação ao objeto (parado), a imagem desloca-se em
relação ao objeto com uma velocidade igual ao dobro da velocidade do espelho (2v)

Rotação de Espelhos Planos

O ângulo de giro do raio refletido é duas vezes o ângulo de giro do espelho.













Associação de Espelhos Planos
- Angular
O número de imagens do ponto P situado no bissetor é:


As imagens formadas por um número par de reflexão são Idênticas ao objeto e as formadas por um número
ímpar de reflexões são enantiomorfas.

• Paralela
Ao colocarmos dois espelhos paralelos com as faces refletoras uma de frente para a outra conseguiremos um
número infinito de imagens.


C. Espelhos Esféricos

Tipos
cônvaco convexo




Raios de Luz Notáveis


Nota: O aluno deverá saber determinar graficamente a imagem de um objeto dada por um espelho esférico.

O espelho convexo sempre fornece de um objeto real
uma imagem virtual, direita e menor que o objeto.
1
α
360
N
o
÷ =





Construção De Imagens Em Espelhos Esféricos

Espelho Côncavo

Espelho Convexo


Equações de Gauss


Equação dos pontos conjugados

f ' p p
1 1 1
= +

Equação do Aumento Linear Transversal

p
' p
o
i
A ÷ = =







Referencial de Gauss



D. Refração da Luz

É o fenômeno da variação da velocidade que a luz sofre ao passar de um meio para outro.

Índice de Refração Absoluto

Índice de refração é uma relação entre a velocidade da luz no vácuo (c) e a velocidade da luz em um
determinado meio.
0 1
10 3
8
, n n
s / m . c
v
c
n
vácuo ar
= ~
=
=


Sendo c > v, temos n > 1,0.
Logo, o índice de refração de qualquer meio material é superior a 1,0.



Leis da Refração

1
a
Lei: o raio incidente, a reta normal no ponto de incidência e o raio são coplanares.

2
a
Lei: existe uma relação constante entre o seno do ângulo de incidência e o seno
do ângulo de refração.

2
1
1
2
1
2
υ
υ
n
n
r sen
i sen
Descartes Snell de Lei
n
n
r sen
i sen
= =
÷ =


Propriedades

1ª) Quando um raio luminoso passa de um meio menos refringente (n menor) para outro
mais refringente (n maior), digamos, do ar para água:

- o raio aproxima-se da normal;
- a velocidade diminui;
- o comprimento de onda diminui:
- a frequência permanece constante.

2ª) Quando um raio luminoso passa de um meio mais refringente (n maior) para outro
menos refringente, (n menor), digamos, da água para o ar:

- o raio afasta-se da normal;
- a velocidade aumenta;
- o comprimento da onda aumenta;
- a frequência permanece constante.
Figura
N
ar
água
N
ar
água
Espelho esférico convexo


Reflexão Total

No dioptro (a; b), com n
a
> n
b
, um raio de luz monocromático retrata-se de a para b.

Sei i > L ÷ a luz reflete-se totalmente.

E. Dióptro Plano

p ÷ profundidade real do objeto
p' ÷ profundidade aparente do objeto

Observação: a expressão abaixo só é válida para raios pouco inclinados em relação à normal.


p
' p
n
n
) objeto (
) observador (
=
F. Lâminas de Faces Paralelas

Se a lâmina estiver imersa num único meio de ambos os lados, teremos i
1
= i
2
, ou seja, a direção do raio
incidente é paralela à direção do raio emergente.
Nesse caso, o raio, ao atravessar a lâmina, sofrerá apenas um desvio lateral d dado pela expressão:

r cos
) r i ( sen
e d
÷
=










Em que:

e = espessura da lâmina.
i = ângulo de incidência na primeira face.
r = ângulo de refração na primeira face.


G. Prismas

 = ângulo de abertura do prisma ou de refringência
i
2
= ângulo de emergência
A = desvio angular sofrido pelo raio ao atravessar o prisma.

Equações do Prisma

Quando o raio luminoso atravessa o prisma sofrendo desvio angular A mínimo,
teremos:

i
1
= i
2
= i ÷ A
min.
= 2i – A

r
1
= r
2
= r ÷ A = 2r
H. Lentes

Tipos de Lentes Delgadas



Equações de Gauss


Equação de Conjugação:
f ' p p
1 1 1
= +

Equação do Aumento:
p
' p
o
i
÷ =
Imagem direta ÷
o
i
positivo
Imagem invertida ÷
o
i
negativo

Equações de Halley ou dos Fabricantes de Lentes




ƒ ÷ distância focal
n
2
÷ índice de refração da lente
n
1
÷ índice de refração do meio onde a lente está imersa.
R
1
e R
2
÷ raios de curvatura das faces da lente.

Convenção de Sinais

Lente convergente ÷ ƒ(+)
Lente divergente ÷ ƒ(-)
Face convexa ÷ R(+)
Face côncava ÷ R(-)

Vergência

f
V
1
=

Se f for medido em metros, V será medido em dioptrias (di).


Associação de Lentes
J ustapostas


=

v
1
v
2
v
3
v
n
v

v = v
1
+ v
2
+ ... + v
n
n
f
...
f f f
1 1 1 1
2 1
+ + =


l. Óptica da Visão


Defeitos da Visão

a) Miopia ou Vista Curta: é um alongamento do globo ocular; a retina se afasta do cristalino. Com os músculos
ciliares relaxados a imagem de um objeto impróprio forma-se antes da retina. A correção é feita com o uso de
lentes divergentes de distância do ponto à posição de equilíbro, sempre sujeito a uma força de intensidade
focal igual, em módulo, à distancia máxima de visão do míope.

f = ÷ D
m



b) Hipermetropia: é um encurtamento do globo ocular, a retina se aproxima do cristalino. Com os músculos
ciliares relaxados, a imagem de um objeto impróprio forma-se além da retina. A correção é feita com o uso de
lentes convergentes cuja vergência é dada pela expressão:

H
d d f
v
1 1 1
÷ = =

d = distância do ponto próximo normal = 25 cm
d
H
= distância do ponto próximo do hipermetrope.


c) Presbiopia ou Vista Cansada: é um enfraquecimento do mecanismo que executa a acomodação visual. Há
dificuldade em se acomodar o ponto próximo. A correção é feita com o uso de lentes convergentes.

d) Astigmatismo: é uma falta de simetria radial no globo ocular. A correção é feita com o uso de lentes
climáticas.



M.H.S.

A. Introdução

Dizemos que um corpo realiza um movimento harmônico simples (M.H.S.) quando oscila periodicamente numa
trajetória retilínea, em torno de uma posição de equilíbrio, sempre sujeito a uma força de intensidade proporcional à
distância do ponto à posição de equilíbrio. Tal força é denominada força restauradora elástica e está sempre
dirigida para a posição de equilíbrio.

Concluímos, portanto, que o movimento abaixo é um movimento harmônico simples, pois obedece às seguintes
condições:

1) possui trajetória retilínea;
2) é oscilatório e periódico;
3) a força e a aceleração a que o corpo está sujeito são proporcionais à elongação (x) e orientadas para a
posição de equilíbrio.







1) Ponto de Equilíbrio (ponto O) - é a posição em que a somatória das forças que atuam no corpo (estando
ele nesta posição) é igual a zero.
2) Elongação (x) - é a distância do corpo à posição de equilíbrio.
3) Amplitude (A) - é o valor máximo da elongação.
4) Período (T) - é o tempo gasto pelo corpo para executar uma oscilação completa. Para a figura anterior, é o
tempo gasto para o corpo sair de (M) e retornar a (M).
5) Frequência (f) - é o número de oscilações realizadas numa unidade de tempo.

T
f ou
f
T
1 1
= =




B. Equações da Cinemática do M.H.S.

Seja um ponto Q percorrendo uma circunferência em movimento uniforme. Enquanto o ponto Q percorre a
circunferência em M.U., sua projeção P sobre o eixo OX efetua um movimento de vaivém entre os extremos M e N.
Demonstra-se que o movimento de P é um movimento harmônico simples.




Equação Horária do M.H.S.


x = A . cos (e . t + u
0
)


Em que:
x ÷ abscissa do ponto P num instante qualquer, chama-se elongação.
A ÷ é o valor máximo da elongação, chama-se amplitude.
u = u
0
+ e . t, chama-se fase no instante t.
u
0
÷ chama-se fase inicial.
e ÷ é a pulsação ou frequência angular, expressa em rad/s.

Equação da Velocidade

Para chegar à equação da velocidade, basta derivar a equação horária em função do tempo t.

v = - e . A . sen (e . t + u
0
)

v
máx.
= e. A

A velocidade máxima ocorre quando o corpo passa pela posição de equilíbrio.

Equação de Aceleração

Para chegar à equação de aceleração, basta derivar a equação da velocidade em função do tempo t.

a = - e
2
. A . cos (e . t + u
0
)

a
máx.
= e
2
. A

A aceleração máxima ocorre quando o corpo se encontra nos extremos de oscilação.

Relação entre Velocidade e Elongação

2 2
x A ω υ ÷ ± =


Analisando a expressão acima, notamos que:
a) para x = 0 ÷ v = ± e·. A = v
máx.

b) para x = ±A ÷ v = 0


Relação entre Aceleração e Elongação

a = - e
2
. x (Expressão que caracteriza um M.H.S.)


Analisando a expressão acima, notamos que:
a) para x = 0 ÷ a = 0
b) para x = ±A ÷ a = ± e . A = a
máx


C. Força no M.H.S.

Vimos, na cinemática, que a aceleração de um corpo em M.H.S., pode ser expressa por:

a = - e
2
. x

Introduzindo esse valor na equação fundamental da Dinâmica (F = m . a), obtemos:

F = ÷ m . e
2
. x


Sendo m e e
2
constantes, então o produto m . e
2
será constante e representamos esse produto por k, isto é:

m . e
2
= k

E assim, temos: x . k F


÷ = em que k recebe, às vezes, o nome de constante elástica de mola, tendo como
unidade no sistema SI N/m.

D. Período de Oscilação de um Corpo Preso a uma Mola

O período é dado por:
k
m
π 2 T = , em que
¹
´
¦
÷
÷
mola da elástica te tan cons k
mola à preso corpo do massa m


O período depende apenas de m e k.

E. Período de Oscilação de um Pêndulo Simples

O período é dado por:
8
L
π 2 T = ,em que
¹
´
¦
÷
÷
local do gravidade da constante k
fio do o compriment L


A relação acima só é válida para pequenos ângulos de oscilação.


F. Energia no M.H.S

Energia Cinética
2
A . k
Ec υ . m
2
1
E
2
. máx
2
c
= ÷ =

Energia Potencial
2
A . k
E x . k
2
1
E
2
. máx
pe
2
pe
= ÷ =

Energia Mecânica
2
A . k
E E E E
2
m p c m
= ÷ + =






Gráfico



Ondulatória

A. Noções Iniciais

Perturbação
É qualquer variação de qualquer grandeza física associada ao ponto.

Onda
É qualquer perturbação que se propaga.
As experiências mostram que, na propagação de uma onda, ocorre transferência de e transporte de matéria.


B. Natureza das Ondas

Ondas Mecânicas
São originadas por uma modificação (deformação) de um meio elástico.
Ex.: som das ondas em cordas, em molas, na superfície de líquidos, etc.
Ondas mecânicas não se propagam no vácuo.

Ondas Eletromagnéticas
São originadas por cargas elétricas oscilantes.
Ex.: luz, ondas de rádio, TV, radar, raios X, y, laser, etc. (raios o, | e catódicos não são ondas).
Ondas eletromagnéticas se propagam no vácuo e em alguns meios materiais.


C. Ondas Quanto às Direções de Vibração e Propagação

Longitudinais



Direção de vibração coincide com a de propagação.
Ex.: som nos fluidos, ondas numa mola depois de
comprimida, etc.










Transversais



Direção de vibração perpendicular à de propagação.
Ex.: ondas em cordas, todas as ondas
eletromagnéticas.


Mistas

Longitudinais e transversais.
Ex.: ondas nas superfícies dos líquidos, som nos sólidos.

D. Estudo Matemático da Onda

a) Frequência (f): número de vibrações por unidade de tempo.
Período (T): tempo gasto numa vibração completa.

f =
T
1
|
.
|

\
|
= =
÷1
s
s
1
Hz

b) Comprimento de Onda (ì): distância percorrida pela onda em 1 período.

ì = v . T ou v = ì . f



E. Equação de uma Onda Unidimensional



A equação de um dado ponto P é dada por:

¸ = A . cos2t |
.
|

\
|
÷
λ
x
T
t
Em que:
¦
¦
¦
¦
¹
¦
¦
¦
¦
´
¦
÷ |
.
|

\
|
÷
÷
÷
÷
÷
÷
p de movimento do fase
λ
x
T
t
π 2
onda de o compriment λ
distância x
período T
tempo t
amplitude A



Defasagem da Onda entre Dois Pontos


Valores Particulares de Defasagem

a) A¢ = 2 . k . t ÷ (par de pi)
Os pontos vibram em concordância de fase.

b) A¢ = (2k – 1) t ÷ (ímpar de PI)
Os pontos vibram em oposição de fase.

Pulsação de Onda

= =
gasto tempo
fase da iação var
ω = =
A
A
T
π 2
t
2tƒ

F. Velocidade de Propagação de um Pulso Transversal


Ondas mecânicas transversais:

) Taylor de fórmula (
μ
F
υ =

F = força tensora

Densidade Linear:
L
m
μ =

G. Reflexão e refração de Pulsos

Reflexão de Pulsos
1
o
Caso: a extremidade da corda é livre.
¢








Reflexão de Pulsos
2
o
Caso: a extremidade da corda é fixa.

Nota:
Na reflexão de pulsos, só ocorre a inversão do sentido de propagação e, eventualmente, a inversão de fase: todas as demais
características do pulso incidente são conservadas pelo pulso refletido.
Reflexão de Pulsos

1º Caso: o pulso passa de uma corda “leve” para uma corda “pesada”.



Nesse caso, temos:

a) v
2
< v
1

b) o pulso refletido apresenta inversão de fase.

2º Caso: o pulso passa da corda “pesada” para a corda “leve”.




Nesse caso, temos:

a) v
2
> v
1

b) o pulso refletido apresenta-se sem inversão de fase.

Nota: em ambos os casos, a refração se dá sem inversão de fase.



H. Interferência ou Superposição de Pulsos

1º Caso: interferência construtiva – amplitudes de mesmo sinal.



2º Caso: interferência destrutiva – amplitudes de mesmo opostos.




I. Reflexão de Ondas Bi e Tridimensionais



Propriedades na Reflexão

a) ƒ, v e ì não variam.
b)1ª Lei: AI, IC e N são coplanares.
c) 2ª Lei: r = i
d)A fase (¢) pode variar ou não, dependendo do tipo de reflexão.

J. Reflexão de Ondas Bi e Tridimensionais

Sendo
¦
¹
¦
´
¦
=
>
>
<
2 1
2 1
2 1
2 1
f f
λ λ
v v
n n




Propriedades na Reflexão

a) ƒ, não varia: v e ì variam na mesma proporção.
b) 1ª Lei: AI, IB e N são coplanares.
c) 2ª Lei: Lei de Snell-Descartes (LSD)

d) A fase ¢ não varia, isto é. As ondas refratada e incidente vibra, em concordância de fase.


L. Reflexão de Ondas Bi e Tridimensionais

Sendo AE a quantidade de energia transportada pela onda
que atravessa a superfície S no intervalo de tempo At, temos:

Potência:
t
E
p
A
A
=
Intensidade:
t . A
E
A
P
I
A
A
= =
Propriedade: I = k . a2 (a = amplitude)
Para ondas esféricas:
2
x . π . 4
P
A
P
I = =
M. Difração de Ondas

Experiências mostram que as ondas têm a capacidade de contornar obstáculos.





A difração é nítida quando a fenda e o comprimento de onda apresentam
a mesma ordem grandeza.
O som difrata mais facilmente que a luz.

N. Dispersão

Consiste na separação das ondas simples, que constituem uma onda
composta.
Condição necessária: a velocidade tem que depender da frequência.

Sendo assim:
a) a luz sofre dispersão;
b) o som geralmente não sofre dispersão.

Nota: na dispersão da luz, a cor de maior frequência sofre maior desvio.

O. Polarização de Ondas

Considere um operador vibrando uma corda, conforme
mostra a figura ao lado. O anteparo (1), cuja fenda está na
vertical, obriga a corda a vibrar numa direção paralela à fenda,
enquanto o anteparo (2), cuja fenda está na horizontal, absorve a
onda que passou por (1), impedindo-a de atingir o extremo.

O fenômeno pelo qual a corda obrigatoriamente oscilou na
direção paralela à fenda é chamado polarização.

Conclui-se que:
a) Polarização só ocorre com ondas transversais.
b) As ondas luminosas (eletromagnéticas) podem ser polarizadas.
c) As ondas sonoras tipicamente longitudinais não podem ser polarizadas.

P. Ondas Estacionárias

São as resultantes da superposição de duas ondas iguais,
propagando-se em sentidos contrários.

Propriedades:
a) Ventres vibram com A
máx
= 2a.
Nós não vibram (A
mín
= 0).
Pontos intermediários entre nós e ventres vibram com a
amplitude entre 0 e 2a.

b) Todos os pontos de uma mesma onda estacionária vibram em concordância de fase.

c) A velocidade de propagação das ondas estacionárias é zero. Sendo assim, embora tenham energia, as
ondas estacionárias não a transportam.

d) Distância entre:

- nós consecutivos:
2
λ

- ventres consecutivos:
2
λ

- ventre e nó consecutivo:
4
λ


Q. lnterferência em Duas Dimensões

Considere duas fontes, F
1
e F
2
, coerentes, produzindo
ondas na superfície de um lago. Fontes coerentes são fontes


que emitem ondas de mesma frequência e vibram concordância de fase.
- Ocorre interferência construtiva num ponto P, quando a diferença de percurso das duas ondas for:
- λ . n PF PF 1 2 = ÷ , em que n = 0, 1, 2, 3, ...
- Ocorre interferência destrutiva em P se a diferença de percurso das duas ondas for:
... , 3 , 2 , 1 , 0 n que em ,
2
λ
) 1 n 2 ( PF PF 1 2 = + = ÷


Acústica

A. Propriedade do Som

Som ou onda sonora é uma onda mecânica capaz de produzir a sensação auditiva no ser humano, desde que
a frequência esteja entre 20 Hz e 20 000 Hz.
• Som não se propaga no vácuo.
• Som propagando-se nos fluidos são ondas longitudinais.
• Som propagando-se nos sólidos são ondas mistas.

B. Velocidade do Som

A velocidade do som no ar é 340 m/s ou 1224 km/h em temperatura ambiente (mais ou menos 25 ºC).
Normalmente, tem-se v
sólidos
> Vl
íquidos
> v
ar





C. Qualidades Fisiológicas

Altura (ou Tom)
Altura é a qualidade do som que permite ao ouvido normal distinguir o som grave (baixo) ou som agudo (alto).
Grave (ou baixo) é o som de frequência baixa.
Agudo (ou alto) é o som de frequência alta.
Observamos que a altura do som está ligada exclusivamente à frequência.

Intensidade Auditiva (ou Sonoridade)
Sonoridade é a qualidade do som que permite ao ouvido normal diferenciar um som forte de um fraco.
Forte é o som de grande intensidade.
Fraco é o som de pequena intensidade.

Timbre
Timbre é a qualidade do som que permite distingui sons de mesma altura e mesma intensidade emitidos por
instrumentos diferentes.
Os responsáveis pelo timbre são harmônicos, que acompanham o som fundamental, ou seja, é a forma da
onda resultante.


D. Ondas Estacionárias

Nos extremos formam-se nós. Entre os extremos temos n Ventres.

Som Fundamental e Harmônicos

Temos:
2
λ
. n L =

¬ =
n
L 2
λ f =
L 2
ν
. n

As cordas emitem todos os harmônicos do som fundamental.





E. Tubos Sonoros

Ondas Estacionárias

Bernoulli verificou que:

- Extremidade aberta é sempre um ventre.
- Extremidade fechada é sempre um nó.

Som Fundamental e Harmônico

a) Tubos Abertos
n = números de nós

Leis de Bernoulli Relativas aos Tubos Sonoros Abertos

1ª Lei: o comprimento de onda do som fundamental, emitido por um tubo sonoro aberto, é igual ao dobro do
comprimento do tubo.
2ª Lei: um tubo aberto emite a totalidade dos harmônicos do som fundamental.






Tubos Fechados



Leis de Bernoulli Relativas aos Tubos Sonoros Fechados

1ª Lei: o comprimento de onda do som fundamental emitido por um tubo sonoro fechado é igual a quatro vezes o
comprimento do tubo.
2ª Lei: os tubos fechados emitem exclusivamente harmônicos de ordem ímpar.


F. Efeito Doppler-Fizeau

L
v
. n f
n
L
λ
λ
. n L
2
2
2
= ¬ = ¬ =

Quando um observador ou uma fonte estiver em movimento, em relação ao meio em que se encontram, o
observador receberá ondas de frequência diferentes daquela real, emitida pela fonte fenômeno é chamado efeito
Doppler-Fizeau.
"O efeito Doppler-Fizeau ocorre tanto para ondas mecânicas como para ondas eletromagnéticas.”

Expressão Geral para o Cálculo da Frequência Aparente Captada

|
|
.
|

\
|
±
±
=
F
0
υ υ
υ υ
f ' f f

Em que: f’ ÷ frequência aparente captada pelo observador.
f ÷ frequência real emitida pela fonte.
Em que: v ÷ velocidade de propagação da onda.
v
o
÷ velocidade do observador.
v
F
÷ velocidade da fonte.

Sinais para o Uso da Expressão Geral

• Sinal do Numerador: usa-se o sinal (+) quando o observador se aproxima da fonte, e si quando ele se afasta.
• Sinal do Denominador: usa-se sinal (-) quando a fonte se aproxima do observador, e ( + ) quando ela se afasta.