You are on page 1of 73

Prof° Raphael – 1º semestre / 2012

COLEGIO E ESCOLA TÉCNICA OSWALDO CRUZ COLEGIO E ESCOLA TÉCNICA OSWALDO CRUZ
CURSO TÉCNICO EM EDIFICAÇÕES
PATOLOGIAS DA CONSTRUÇÃO CIVIL – Obras de Manutenção e Restauro
INTRODUÇÃO

PATOLOGIA = PATHOS (doença) + LOGOS (estudo).

• Estudo da origem, sintomas e natureza das doenças;
• Patologia das construções: estudo das causas, efeitos e conseqüências do
desempenho insatisfatório da edificação;

• PATOGENIA (origem);
• DIAGNÓSTICO (detecção);
• PROGNÓSTICO (conseqüências);
• TERAPIA (tratamento).

MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS

São vícios construtivos que se instalam nas edificações e que a tornam doentia.
Na sua evolução pode ocorrer a deterioração das partes afetadas e até mesmo a
sua ruptura, comprometendo a estabilidade da edificação.

Em outras palavras, às vezes uma simples trinca pode ser o sinal de que algo
grave está acontecendo com a construção.
Aula 1 – Apresentação e Introdução
INTRODUÇÃO
AS EDIFICAÇÕES SÃO CONSTRUÍDAS PARA PROPORCIONAR, AO HOMEM,
PROTEÇÃO CONFORTO E BEM ESTAR.

Por que estudar patologia?
• Apurar responsabilidades;
• Corrigir defeitos;
• Prevenir e evitar defeitos futuros;
*Envolve conhecimentos multidisciplinares.

Código de Hamurabi (~ 4 mil anos – Rei Khammu-rabi, Babilônia, 18 A.C.)

• Se um construtor faz uma casa para um homem e não a faz de acordo com as
especificações e uma parede desmorona, o construtor reconstituirá a parede por sua conta;
• Se a propriedade for destruída, ele deverá restaurar o que for destruído por sua própria
conta;
• Se um construtor faz uma casa para um homem e não a faz firme e seu colapso causa a
morte de um escravo, o construtor deverá dar ao proprietário um escravo de igual valor;
• Se causa a morte do filho do dono da casa, o filho do construtor deverá morrer;
• Se um construtor faz uma casa para um homem e não a faz firme e seu colapso causa a
morte do dono da casa, o construtor deverá morrer.
Aula 1 – Apresentação e Introdução
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

Manual de Argamassas e Revestimentos
Autor(es): Antonio J. S. I. Fiorito
Edição: 1ª edição, 5ª tiragem

Juntas de Movimentação em Revestimentos
Cerâmicos de Fachadas
Autor(es): Fabiana Andrade Ribeiro
Mércia Maria S. B. de Barros
Editora Pini

Gestão de Materiais de Construção
Autor(es): Marcos Tamaki, Roberto de Souza
Editora: Nome da Rosa
Edição: 1ª edição

Qualidade na Aquisição de Materiais e Execução de Obras
por Roberto de Souza e Geraldo Mekbekian
Editora Editora Pini
ISBN 8572660631

Aula 1 – Apresentação e Introdução

Acidentes Estruturais na Construção Civil - Volume I
Autor(es): Albino J. P. da Cunha, Nelson A. Lima, Vicente C. Moreira
Editora Pini

Acidentes Estruturais na Construção Civil - Volume 2
Apresenta 27 relatos técnicos
Autor(es): Albino J. P. da Cunha, Nelson A. Lima, Vicente C. Moreira
Editora Pini

Sinistros na Construção Civil
Autor(es): Maurício Marcelli
Editora Pini

Manual de Reparo, Proteção e Reforço de Estruturas de Concreto
Autor(es): Degussa Brasil
Edição: 1ª edição, encadernação brochura


Aula 1 – Apresentação e Introdução
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

A Técnica de Edificar
Autor(es): Walid Yazigi
Edição: 10ª edição – Ed. Pini


Código de Obras e Edificações do Municipio
De São Paulo
Autor(es): Eng Manoel Henrique C. Botelho
Arq. Sylvio Alves de Freitas.
Editora: Pini


Construção Passo a Passo
Editora Pini


Fundações Teoria e Prática
Autor(es): Walder Hachich (e outros)
Editora Pini
Aula 1 – Apresentação e Introdução
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

Normas Técnicas para Engenharia Diagnóstica
em Edificações
Autor(es): Tito Livio Ferreira Gomide (e outros)
Editora Pini

Vistorias na Construção Civil
Autor(es): Eduardo M. Burin (e outros)
Editora Pini

Trincas em Edifícios - Causas, Prevenção e Recuperação
Autor(es): Ercio Thomaz
Editora: PINI
Edição: 1ª

Patologia, Recuperação e Reforço de Estruturas de Concreto
Autor(es): Thomaz Ripper
Edição: 1ª edição, 3ª tiragem

Aula 1 – Apresentação e Introdução
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
Frei Caneca Shopping & Convention Center
Rua Frei Caneca, 569 - São Paulo, SP - Brasil

Pavilhão de Exposições do Anhembi - Av. Olavo Fontoura, 1.209 - Santana - São Paulo - SP

VISITAÇÃO: Proibida a entrada de menores de 12 anos, mesmo que acompanhados. Evento exclusivo para
profissionais do setor. O visitante que comparecer ao evento sem convite ou sem o pré-credenciamento feito
deverá fazer sua inscrição no local. A entrada custará R$ 50,00.
Aula 1 – Apresentação e Introdução
EVENTOS
GRÁFICOS
CUSTOS DE INTERVENÇÃO

• Lei dos 5 ou Lei de Sitter (adaptação);
• Média Geral das Falhas em edificações (Messeguer, 1991);
•Influência da Manutenção na durabilidade dos materiais (Marcelli, 2007);
• Potencial de Influencia no custo final de um empreendimento (CII);
•Chance de reduzir o custo de falha do empreendimento (Hammarlund, 1992);
CONSIDERAÇÕES E CONCLUSÕES




• Muitas das manifestações patológicas podem ser evitadas ainda na fase de projeto;
• A medida em que o projeto evolui para a execução, a possibilidade de intervenção é
reduzida;
• A redução das possibilidades de intervenção ocasiona maior custo de manutenção
(corretiva, neste caso).

Aula 2 – Custo de Intervenção
LEI DE EVOLUÇÃO DOS CUSTOS
Aula 2 – Custo de Intervenção
Projeto
41%
Execução
32%
Uso
11%
Materiais
16%
MÉDIA GERAL DAS FALHAS EM EDIFICAÇÕES
Aula 2 – Custo de Intervenção
Aula 2 – CUSTO DE INTERVENÇÃO INFLUÊNCIA DA MANUTENÇÃO NA DURABILIDADE DOS MATERIAIS
Aula 2 – Custo de Intervenção
POTENCIAL DE INFLUENCIA NO CUSTO FINAL DE UM EMPREENDIMENTO
Aula 2 – Custo de Intervenção
CHANCE DE REDUZIR O CUSTO DE FALHA NO EMPREENDIMENTO
Aula 2 – Custo de Intervenção
CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR (CDC)
Pelo Código de Defesa do Consumidor, é obrigatório o respeito às normas elaboradas pela ABNT; sua
desobediência corresponde a uma infração legal e sujeita às sanções prescritas. A falta de observação
dessas normas e deficiências no material e na mão-de-obra empregada, aliadas a eventual negligência
dos construtores, pode provocar vários defeitos construtivos.

Vícios construtivos são anomalias da construção: inadequação da qualidade ou da quantidade
prometidas ou esperadas; e falhas que tornam o imóvel impróprio para uso ou diminuem seu valor. Isto
acontece em casos específicos como um pequeno defeito na pintura ou falha no rejuntamento de
azulejos ou esquadrias mal reguladas, que nem tornam o imóvel impróprio para uso, nem diminuem
o seu valor. Um profissional habilitado poderá avaliar danos mais comprometedores.

Defeitos são falhas que fazem com que o fornecimento de produtos ou de serviços afetem a saúde e
segurança do consumidor. Como os vícios, eles podem ser aparentes – de fácil constatação, que
podem ser notados na entrega do imóvel - ou ocultos – que diminuem o valor do imóvel ao longo do
tempo ou o tornam impróprio ao uso. Se o consumidor na ocasião da aquisição tivesse conhecimento
do vício oculto, poderia pleitear abatimento no preço ou desistir da compra.

Danos são as consequências de vícios e defeitos que na construção da obra afetem a ela própria, ao
imóvel vizinho, a bens ou pessoas nele situados ou a terceiros, como transeuntes.



Aula 2 – Direito do Consumidor
O consumidor ou pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário
final (art. 2º do CDC) deve receber o Manual de Uso e Manutenção do empreendimento, bem como
as plantas com a colocação correta dos pontos e das tubulações de luz e de água e as informações
necessárias nos casos omissos ou duvidosos (CDC e a norma NB 578 da ABNT, de julho de 1989).

Com tais documentos, o consumidor se torna responsável pelo uso e manutenção correta do imóvel.
Caso não siga as instruções recebidas e disso decorrer algum dano ao imóvel, ele não poderá reclamar,
já que o usou indevidamente. Exemplo disso é furar uma parede por onde passa um cano d’água,
constante da planta recebida pelo consumidor. Se a planta, porém, estiver errada e o cano não passar
pelo local indicado, a responsabilidade é do construtor, que forneceu a informação errada.

Recomenda-se, por outro lado, que modificações ou reformas de grande monta (como instalações
hidráulicas), que irão ser efetuadas após a entrega do imóvel ao usuário, também integrem o rol de
documentos citados, com a descriminação do seu responsável, preferentemente com a análise prévia
do engenheiro ou construtor do imóvel, a fim de assegurar que as modificações pleiteadas não
interfiram ou prejudiquem o mesmo.

De acordo com o art. 17 do CDC, equiparam-se aos consumidores todas as vítimas do evento. Assim,
se alguém estiver passando na rua e for vítima de algum material caído da obra, deve ser indenizado,
independentemente da culpa do construtor, como se fosse um consumidor.
CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR (CDC)
Aula 2 – Direito do Consumidor
A garantia da construção é o prazo pelo qual o construtor ou empreiteiro, após a conclusão da obra,
responde perante o proprietário do imóvel por possíveis defeitos, problemas ou falhas na realização
da obra. Nesse sentido, o art. 1.245 do Código Civil de 1916, fixava o prazo de 5 anos como regra geral
de garantia da construção. O Código Civil de 2002 manteve o mesmo prazo, enunciando o seu art. 618
o seguinte:

“Nos contratos de empreitada de edifícios ou outras construções consideráveis, o empreiteiro de
materiais e execução responderá durante o prazo de cinco anos, pela solidez e segurança do
trabalho, assim em razão dos materiais como do solo”. De acordo com esse dispositivo, o prazo de
garantia da construção é de 5 anos, contados da conclusão da obra. Essa garantia diz respeito, como
constante na norma acima citada, às condições de “solidez e segurança” da edificação, e não a
qualquer defeito ou problema que apareça na construção após a entrega do imóvel.

Todavia, de acordo com o novo Código Civil, o proprietário do imóvel ou o titular da promessa de
compra e venda, ao constatar a existência de vício que afete a solidez ou a segurança do edifício, não
havendo composição ou acordo amigável com a empresa construtora, deve propor a competente ação
judicial contra o construtor ou empreiteiro no prazo de 180 dias ou nos 6 meses seguintes ao
aparecimento do vício (art. 618, parágrafo único). Se a ação não for proposta nesse prazo, ocorrerá a
decadência do direito, ou seja, nenhuma medida judicial poderá mais ser ajuizada contra o construtor
para reclamar a correção do vício estrutural, a rescisão do contrato de compra e venda, o abatimento
do preço do imóvel ou, ainda, se for o caso, o pagamento de indenização por perdas e danos. se-á do
momento em que dele tiver ciência”.
CÓDIGO CIVIL (CC-2002)
Aula 2 – Direito do Consumidor
INTRODUÇÃO
Aula 3 – Engenharia Diagnóstica
INTRODUÇÃO
Aula 3 – Engenharia Diagnóstica
INTRODUÇÃO
Aula 3 – Engenharia Diagnóstica
INTRODUÇÃO
Aula 3 – Engenharia Diagnóstica
NORMA DE INSPEÇÃO PREDIAL – IBAPE 2011
Aula 3 – Engenharia Diagnóstica
Aula 3 – Engenharia Diagnóstica
NORMA DE INSPEÇÃO PREDIAL – IBAPE 2011
Aula 3 – Engenharia Diagnóstica
NORMA DE INSPEÇÃO PREDIAL – IBAPE 2011
Aula 3 – Engenharia Diagnóstica
NORMA DE INSPEÇÃO PREDIAL – IBAPE 2011
Aula 3 – Engenharia Diagnóstica
NORMA DE INSPEÇÃO PREDIAL – IBAPE 2011
1. LESÕES

As lesões são manifestações de cada problema da construção, ou seja, o sintoma
final dos processos patológicos.

É de suma importância para conhecer o tipo de lesão, porque é o ponto de partida
de qualquer estudo e a escolha do tratamento adequado depende da sua correta
identificação.

Em muitos casos, uma lesão pode ter origem em outras e não ser isolada,
confundindo-se uma com as outras. Por conseguinte, é conveniente distinguir e
isolar primeiro as lesões diferentes. As lesões podem ser primárias e secundárias,
sendo as últimas em conseqüência da primeira.

O conjunto de lesões que podem ocorrer em uma edificação o é muito grande
devido à diversidade de materiais e o método de construção que são comumente
usados. Mas, em geral, podem ser divididos em três famílias numerosas em
função da natureza e tipo o processo da doença: físicos, mecânicos e químicos.

Aula 3 – Engenharia Diagnóstica
OUTRAS DEFINIÇÕES E CONCEITOS
1.1 Lesões Físicas:
ocasionadas através de
fenômenos físicos, como:

1.1.1 Umidade: ocorre
quando há presença de
água em maior quantidade
do que o considerado
normal para um
componente construtivo. A
umidade pode produzir
alterações nas
características físicas dos
materiais.
Umidade de:
1. Cobertura
2. Obra
3. Condensação
4. Piso
5. Capilaridade
6. Fachada
7. Acidental
Aula 3 – Engenharia Diagnóstica
OUTRAS DEFINIÇÕES E CONCEITOS
Aula 3 – Engenharia Diagnóstica
OUTRAS DEFINIÇÕES E CONCEITOS
1.1.2 Erosão: é a perda ou
transformação superficial de um
material, pode ser total ou parcial.
Pode ser causada pela água (de
diversos modos), pelo Sol (que geral
o aquecimento, dilatação, etc nos
materiais) e pelo vento (desgaste
superficial).










Erosão causada em ladrilhos pelo congelamento da água
existente nos poros do material.
Aula 3 – Engenharia Diagnóstica
OUTRAS DEFINIÇÕES E CONCEITOS
1.1.3 Poeira: é o
depósito de partículas
em suspensão sobre a
superfície, geralmente
em fachadas. Pode
ocorrer por depósito ou
por penetração nos
poros do material
através da água da
chuva.
Aula 3 – Engenharia Diagnóstica
OUTRAS DEFINIÇÕES E CONCEITOS
1.2 Lesões Mecânicas: poderiam se englobar entre as lesões físicas, pois
derivam de ações físicas, porem devido a sua importância são consideradas em
um grupo à parte.

1.2.1 Deformações: são variações na forma do material em consequencia de
esforços mecânicos, como fechas, flambagem, torção, etc.

1.2.2 Rachaduras: são aberturas acima de 1 mm que comprometem o elemento
construtivo, podem ocorrer por excesso de carga, dilatação e contração, por
exemplo.

1.2.3 Fissuras: são aberturas longitudinais menores que 1 mm, que afetam
apenas a superfície e não comprometem a estrutura do sistema. No caso do
concreto armado, pode ser um estágio que antecede a rachadura.
Aula 3 – Engenharia Diagnóstica
OUTRAS DEFINIÇÕES E CONCEITOS
Aula 3 – Engenharia Diagnóstica
OUTRAS DEFINIÇÕES E CONCEITOS
1.2.4: Erosão Mecânica: é a perda
de material superficial devido a
esforços mecânicos como golpes ou
mesmo circulação, mas também
podem ocorrem em fachadas.
Aula 3 – Engenharia Diagnóstica
OUTRAS DEFINIÇÕES E CONCEITOS
1.3 Lesões Químicas: se produzem à
partir de reações químicas e
geralmente são independentes dos
outros tipos de lesões, sua
sintomatologia geralmente se confunde.
Pode acontecer através da presença de
sais e ácidos que reagem provocando
decomposições que afetam a
integridade do material e reduzem sua
durabilidade.

1.3.1 Eflorescências: são resultantes
da umidade, pois os sais solúveis
contidos em alguns materiais são
arrastados para o exterior através da
evaporação da água e cristalizam na
superfície do material.
Aula 3 – Engenharia Diagnóstica
OUTRAS DEFINIÇÕES E CONCEITOS
1.3.2 Oxidação e Corrosão: formam
um conjunto de transformações
moleculares que tem como
consequencia a perda de material em
superfície metálicas como o ferro e o
aço. O processo patológico é diferente
para os dois casos, mas são
consideradas no mesmo grupo pois os
processos são praticamente
simultâneos.
Oxidação: é a transformação dos
metais em óxido ao entrar em contato
com o oxigênio.
Corrosão: é a perda progressiva de
partículas da superfície do metal, este
processo se deve a ação de uma pilha
eletroquímica, onde o metal atuará
como ânodo (+) e perderá elétrons à
favor do cátodo (-).
Aula 3 – Engenharia Diagnóstica
OUTRAS DEFINIÇÕES E CONCEITOS
1.3.2 Organismos: tanto os
organismos animais, quanto os
vegetais podem afetar a superfície dos
materiais, através de um processo
fundamentalmente químico, pois
segregam substâncias que alteram a
estrutura química do material onde se
alojam.
Animais: insetos que se alojam no
interior do material, aves, pequenos
mamíferos que causam lesões erosivas
principalmente.
Vegetais: plantas de qualquer porte, e
principalmente mofos e fungos que
alteram as substâncias químicas onde
se alojam (na madeira por exemplo).
Aula 3 – Engenharia Diagnóstica
OUTRAS DEFINIÇÕES E CONCEITOS
2. Intervenções sobre as lesões:

2.1 Reparação: é um conjunto de ações como demolição, saneamento e aplicação
de novos materiais destinado a recuperar o estado construtivo.

2.2 Restauração: visa transmitir os valores do edifício a ser tratado, a intervenção
deve ser a mínima possível, deve se respeitar a antiguidade dos processos
construtivos. È necessário elaborar um projeto minucioso de intervenção.

2.3 Reabilitação: compreende uma série de possíveis fases, como um projeto
arquitetônico para novos usos, um estudo de manifestações patológicas parcial,
reparo de diferentes unidades construtivas danificadas e uma restauração dos
distintos elementos e objetos individuais.

2.4 Prevenção: o estudo dos processos patológicos e sobretudo de suas causa
permitem estabelecer um conjunto de medidas destinadas a evitar a aparição de
novos processos.
Aula 3 – Engenharia Diagnóstica
OUTRAS DEFINIÇÕES E CONCEITOS
Aula 3 – Engenharia Diagnóstica
OUTRAS DEFINIÇÕES E CONCEITOS
O seccionamento de perfis é o principal
problema patológico que ocorre e provoca
uma fragilização localizada no elemento que
não foi considerada em nenhum momento
durante o dimensionamento estrutural.
Porém não estamos livres de identificar
situações de incompatibilidade entre o
projeto de estrutura de concreto e estrutura
metálica. A figura 20 demonstra um erro de
implantação entre a viga de concreto e o
pilar metálico.
Aula 3 – Engenharia Diagnóstica
OUTRAS DEFINIÇÕES E CONCEITOS
Torre Eiffel,
inaugurada em 31
de Março de 1889
Aula 3 – Engenharia Diagnóstica
OUTRAS DEFINIÇÕES E CONCEITOS
Aula 3 – Engenharia Diagnóstica
OUTRAS DEFINIÇÕES E CONCEITOS
Aula 4 – Manifestações Patológicas em Estruturas de Concreto Armado
NBR 6118/2003 – PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO - PROCEDIMENTO
Aula 4 – Manifestações Patológicas em Estruturas de Concreto Armado
NBR 14931/2004 – EXECUÇÃO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO - PROCEDIMENTO
Aula 4 – Manifestações Patológicas em Estruturas de Concreto Armado

1.1 Falha Humana Durante a Construção

1.1.1 Deficiências de concretagem (transporte, lançamento, juntas de
concretagem, adensamento e cura).

1.1.2 Inadequação de Escoramentos e Formas.

1.1.3 Deficiências nas Armaduras (má interpretação de projetos, insuficiência de
armaduras, cobrimento de concreto insuficiente, dobramento inadequado das
barras, deficiências na ancoragem, deficiências nas emendas, má utilização de
anticorrosivos).

1.1.4 Utilização Incorreta dos Materiais de Construção (fck inferior ao
especificado, aço diferente do especificado, solo com características diferentes,
utilização de agregados reativos, utilização inadequada de aditivos, dosagem
inadequada de concreto.

1.1.5 Inexistência de Controle de Qualidade.
1. Causas Intrínsecas
Aula 4 – Manifestações Patológicas em Estruturas de Concreto Armado
TEMPO DE LANÇAMENTO DO CONCRETO
ALTURA DE QUEDA ELEVADA
Aula 4 – Manifestações Patológicas em Estruturas de Concreto Armado

Q
U
E
D
A

L
I
V
R
E

>

2
,

5
0

M


Q
U
E
D
A

L
I
V
R
E

>

2
,

5
0

M

Aula 4 – Manifestações Patológicas em Estruturas de Concreto Armado
LANÇAMENTO INADEQUADO

Q
U
E
D
A

L
I
V
R
E

<

2
,

5
0

M


Q
U
E
D
A

L
I
V
R
E

<

2
,

5
0

M

Aula 4 – Manifestações Patológicas em Estruturas de Concreto Armado
LANÇAMENTO ADEQUADO
RECOMENDAÇÕES DA ABESC SOBRE LANÇAMENTO DO CONCRETO
Aula 4 – Manifestações Patológicas em Estruturas de Concreto Armado
Aula 4 – Manifestações Patológicas em Estruturas de Concreto Armado
NBR7212/1984 – EXECUÇÃO DE CONCRETO DOSADO EM CENTRAL
Aula 4 – Manifestações Patológicas em Estruturas de Concreto Armado
ADENSAMENTO
Aula 4 – Manifestações Patológicas em Estruturas de Concreto Armado
ADENSAMENTO
Aula 4 – Manifestações Patológicas em Estruturas de Concreto Armado
Aula 4 – Manifestações Patológicas em Estruturas de Concreto Armado
ADENSAMENTO
¾ do
comprimento
da agulha
Essa distancia
deve ser de
uma vez e
meia o raio de
vibração
RECOMENDAÇÕES DA ABESC SOBRE ADENSAMENTO
Aula 4 – Manifestações Patológicas em Estruturas de Concreto Armado
Aula 4 – Manifestações Patológicas em Estruturas de Concreto Armado
CURA DO CONCRETO
Aula 4 – Manifestações Patológicas em Estruturas de Concreto Armado
CURA DO CONCRETO
Aula 4 – Manifestações Patológicas em Estruturas de Concreto Armado
CURA DO CONCRETO
Aula 4 – Manifestações Patológicas em Estruturas de Concreto Armado
RECOMENDAÇÕES DA ABESC SOBRE CURA DO CONCRETO
Aula 4 – Manifestações Patológicas em Estruturas de Concreto Armado
Aula 4 – Manifestações Patológicas em Estruturas de Concreto Armado
NORMAS E ASSOCCIAÇÕES
1. CAUSAS INTRINSECAS

1.2 Falha Humana Durante a Utilização (ausência de manutenção)

1.3 Causas Naturais

1.3.1 Causas Próprias à Estrutura Porosa do Concreto

1.3.2 Causas Químicas (reações internas ao concreto, expansibilidade de certos
constituintes do cimento, presença de cloretos, ácidos, sais, anidrido carbônico,
água e elevação da temperatura interna do concreto).

1.3.3 Causas Físicas (variação de temperatura, insolação, vento água)

1.3.4 Causas Biológicas
Aula 6 – Manifestações Patológicas em Estruturas de Concreto Armado
Aula 4 – Manifestações Patológicas em Estruturas de Concreto Armado
Aula 4 – Manifestações Patológicas em Estruturas de Concreto Armado
A POROSIDADE DO CONCRETO
Aula 4 – Manifestações Patológicas em Estruturas de Concreto Armado
POROSIDADE DO CONCRETO – ÁGUA CAPILAR
Aula 4 – Manifestações Patológicas em Estruturas de Concreto Armado
CALOR DE HIDRATAÇÃO
Aula 4 – Manifestações Patológicas em Estruturas de Concreto Armado
CALOR DE HIDRATAÇÃO
Quando se fala em retração no concreto e seu efeito mais comum – o aparecimento de
fissuras e trincas, a primeira ideia é fazer uma cura eficiente para evitar a perda rápida da
água e o aparecimento das tensões causadoras. Mas, podemos atuar também
preventivamente, ou seja, com uma quantidade reduzida de água no traço do concreto.

Neste caso, a exsudação também será pequena e como consequência final, uma pequena
retração plástica ou por secagem. Os dois processos – cura e redução de água – atuam
sobre o mesmo problema, ou seja, o fenômeno da saída de água do concreto, mas a cura
é facilitada quando o volume de água da exsudação é menor.
Aula 4 – Manifestações Patológicas em Estruturas de Concreto Armado
DURABILIDADE DO CONCRETO
Aula 4 – Manifestações Patológicas em Estruturas de Concreto Armado
AGRESSIVIDADE DO AMBIENTE
Aula 4 – Manifestações Patológicas em Estruturas de Concreto Armado
CARBONATAÇÃO DA CAMADA DE COBRIMENTO
A transformação dos hidróxidos em carbonatos recebe o nome de carbonatação.
Aula 4 – Manifestações Patológicas em Estruturas de Concreto Armado
CARBONATAÇÃO DA CAMADA DE COBRIMENTO
Aula 4 – Manifestações Patológicas em Estruturas de Concreto Armado
CARBONATAÇÃO DA CAMADA DE COBRIMENTO
Em síntese, a alcalinidade do concreto origina-se do composto de hidróxido de cálcio
Ca(OH)². O contato do gás carbônico com este composto provoca uma reação química
(Ca(OH)² + CO² — CaCO³ + H²O) da qual resulta o carbonato de cálcio, um sal de pH
neutro, que acaba por neutralizar o efeito passivador na armadura.

Para checar a profundidade dessa contaminação aplica-se Fenolftaleína no local
afetado. Em contato com substâncias alcalinas esse produto transforma-se num líquido
de cor violeta que mapeia a área comprometida.
Aula 4 – Manifestações Patológicas em Estruturas de Concreto Armado
LIXIVIAÇÃO DO CONCRETO
Ao processo de dissolução e transporte e deposição da cal hidratada (hidróxido de cálcio) dá-se o
nome de lixiviação.

Trata-se da perda de cálcio da massa de concreto em virtude da percolação de água através do seu
interior , que também produz o aumento da porosidade e a diminuição do pH no interior do
concreto, que se desintegra no decorrer do tempo.

A dissolução, o transporte e a deposição do hidróxido de cálcio Ca(OH)
2
(com formação de
estalactites e de estalagmites) dão lugar à decomposição de outros hidratos, com o conseqüente
aumento da porosidade do concreto que, com o tempo, se desintegra.
Todavia, se a massa de
concreto ficar
permanentemente saturada
não haverá risco de corrosão
das armaduras, mas se ocorrer
períodos de secagem poderá
haver corrosão.

Este fenômeno que ocorre no
concreto é similar à
osteoporose do esqueleto
humano.