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“[...] a educação pública das últimas décadas [...

] foi um dos desaguadouros do
intencional apartheid social implementados pelas elites econômicas [...]” p. 13
“Uma nova qualidade social por sua !e" e#i$e uma reorientação curricular %ue
pre!e&a o levar em conta a realidade do aluno. 'e!ar em conta não si$nifica aceitar
essa realidade mas dela partir( partir do uni!erso do aluno para %ue ele consi$a
compreend)*lo e modific+*lo” p. 1,
“- conhecimento ob&eto da nossa ati!idade não pode no entanto ser redu"ido .
modalidade cient/fica pois apesar de ela estar mais direta e e#tensamente presente em
nossas aç0es profissionais cotidianas outras modalidades 1como o conhecimento
estético o reli$ioso o afeti!o etc.2 também o estão” p. 31
“4omos antes de mais nada construtores de sentido por%ue fundamentalmente
somos construtores de nós mesmos [...]”
5al!e" o !alor mais caro %ue %uis transmitir aos estudantes se resume a ideia de %ue
“[...] !alores conhecimentos e preconceitos mudam por%ue de!em mudar( como !ida é
processo e processo é mudança ser humano é ser capa" de ser diferente” p. 6,
“-s !alores e conhecimentos não t)m e!identemente e#ist)ncia autônoma7 dependem
para reali"ar*se de humanos %ue os elaborem atribuindo*lhes si$nificados e dando*lhes
suporte de manifestação” p. 68
“5odo s/mbolo 1!alores e conhecimento o são2 est+ marcado pela relatividade ou se&a
s9 $anha sentido em relação a um determinado $rupo social situado em determinado
lu$ar e inserido em determinado tempo hist9rico” p. 68
“-s processos peda$9$icos também não são neutros estando imersos no tecido social e
tendo ainda a tarefa de elaborar o indispens+!el am+l$ama para a !ida coleti!a sendo
conservadores e inovadores( é como tal %ue esses processos de!em ser enfocados e
compreendidos” p. :;
“[...] necessitamos reforçar a consci)ncia de %ue !alores e conhecimentos em !e" de
serem determinaç0es de uma nature"a humana im9!el são resultantes de uma sucessão
de ocorr)ncias e#istenciais” p. :;
“- empenho consistente em uma visão de alteridade permite identificar nos outros 1e
em n9s mesmos<2 o car+ter múltiplo da =umanidade [...]” p. :1
“[...] o >inconsciente coleti!o? do mundo ocidental parece estar ainda marcado pelo
cientificismo preconceituoso do século passado. @ literatura popular a m/dia os li!ros
did+ticos continuam reforçando a obsessão evolucionista %ue se ap9ia em pelo menos
tr)s $randes preconceitos7 o Passado é sinônimo de atraso e i$norAncia inocente a
Verdade é uma conquista inevitável da racionalidade pro$ressi!a e a Bi)ncia é
instrumento de redenção da humanidade em geral” p. :1
“[...] nenhum ser humano produ" um pensamento absolutamente inédito fora da cultura
na %ual est+ inserido” portanto “[...] a idéia de Verdade como descoberta é uma
construção” p.:C
“[...] não é raro encontrarmos educadores %ue passam para seus alunos e alunas uma
!isão est+tica e e#t+tica do conhecimento” p. 1;1 como &+ pudemos perceber.
“Duando um educador ou uma educadora ne$a 1com ou sem intenção2 aos alunos a
compreensão das condiç0es culturais hist9ricas e sociais de produção do
Bonhecimento termina por reforçar a mitificação e a sensação de perple#idade
impot)ncia e incapacidade co$niti!a” p. 1;3
“Eesmos os conhecimentos %ue pareceriam mais est+!eis e e#atos 1por estarem li$ados
.s ci)ncias naturais e matem+ticas2 precisam de uma relati!i"ação %ue os remeta .s
condiç0es de produção da %ual se cercam ou . sua confi$uração” p. 1;3.
Duanto . matem+tica “[...] não podemos es%uecer [...] %ue essa ci)ncia é a mais humana
de todas pois resulta da pura abstração e da criação li!re de nossas mentes” p. 1;3
“- conhecimento é fruto da con!enção isto é de acordos circunstanciais %ue não
necessariamente representam a única possibilidade de interpretação da realidade” p.
1;6
“- %ue %ueremos enfati"ar é %ue não se de!e atribuir apenas a al$umas formas de
in!esti$ação da realidade a caracter/stica de serem portadoras de certe"as menos
contundentes em função dos métodos utili"ados( o conhecimento do %ue fa"emos e
a%uilo %ue fa"emos est+ embebido da Bultura por n9s produ"ida ao nos produ"irmos”
p. 11; F 111
5al!e" o %ue a professora i$nora!a é %ue “- erro não ocupa um lu$ar e#terno ao
processo de conhecer( in!esti$ar é bem diferente de receber uma revelação l/mpida
transparente e perfeita”
“Grrar é sem dú!ida decorr)ncia da busca e pelo 9b!io s9 %uem não busca não erra”
p. 113
“[...] é um contra*senso supor %ue se possa ensinar crianças e &o!ens principalmente
sem partir das preocupaç0es %ue eles t)m pois do contr+rio s9 se conse$uir+ %ue
decorem 1constran$idos e sem interesse2 os conhecimentos %ue de!eriam ser
apropriados 1tornados pr9prios2” p. 11,
“[...] fica cada !e" mais e!idente %ue parte substancial do desinteresse 1e da
>indisciplina?2 encontrado em muitos dos nossos alunos pode ser atribu/do ao
distanciamento dos conteúdos pro$ram+ticos em relação .s preocupações %ue os alunos
tra"em para a escola” p. 11,
“Gssas preocupaç0es raramente são conhecidas por n9s educadores( com fre%H)ncia
supomos %ue %ual%uer conteúdo a priori é !+lido e de!e interessar aos aprendi"es
pois afinal foi por n9s escolhido e >sabemos o %ue é bom para eles?” p. 11,
“[...] %uase todas as crianças $ostam da escola. Io %ue tal!e" não $ostem muito é das
nossas aulas” p. 118
“[...] os &o!ens t)m 13 16 1: anos de idade estão com os hormônios fer!endo o
mundo para e#plorar os corpos de modificando e... n9s os colocamos por %uatro horas
ou mais dentro de uma sala em m9!eis desconfort+!eis de madeira sem se me#er
muito e silenciosos” p. 11C
“@ busca do pra"er e do $ostar do %ue esta fa"endo inte$ra prioritariamente o uni!erso
discente e o uni!erso da criati!idade” p. 136
“[...] a criação e a recriação do Bonhecimento na escola não est+ apenas em falar sobre
coisas pra"erosas mas principalmente em falar pra"erosamente sobre as coisas [...]”
136
“[...] n9s educadores precisamos ter o uni!erso !i!encial discente como princípio [...]
de maneira a atin$ir a meta [...] do processo peda$9$ico( afinal de contas a pr+tica
educacional tem como ob&eti!o central fa"er a!ançar a capacidade de compreender e
inter!ir na realidade para além do est+$io presente $erando autônoma e humani"ação.”
J. 13:
“@ Gscola est+ $r+!ida de hist9ria e sociedade e sendo esse processo marcado pelas
relaç0es de poder o Bonhecimento é também pol/tico isto é articula*se com as relaç0es
de poder. 4ua transmissão produção e reprodução no espaço educati!o escolar decorre
de uma posição ideol9$ica 1consciente ou não2 de uma direção deliberada e de um
con&unto de técnicas %ue lhes são ade%uadas” p. 138
“[...] o educador é al$uém %ue tem um papel político-pedagógico ou se&a nossa
ati!idade não é neutra nem absolutamente circunscrita” p. 13,