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Universidade Federal de Campina Grande

Centro de Ciências e Tecnologia

Unidade Acadêmica de Física

Lab. Óptica Eletricidade e Magnetismo








Osciloscópio











Aluno: André Hideo Ferreira Tanimoto Matrícula:113110386
Turma: 08
Professor: Pedro Luiz



Campina Grande – PB
08/08/2014

1-Introdução
O osciloscópio é um dos mais aperfeiçoados e versáteis instrumentos de medição. Ele
consiste basicamente em um tubo de raios catódicos que possibilita entre outras coisas medidas
de corrente de tensão elétrica através das deflexões de um estreito feixe eletrônico. Na posição
em que o feixe eletrônico incide sobre uma tela fluorescente, ele produz um ponto luminoso.
Através dos deslocamentos deste ponto podem ser feitas medidas bastante precisas de tempo e
de tensão, como também ser produzidos gráficos estabilizados de tensões periódicas.
O osciloscópio “torna visível" o sinal e possibilita a análise da sua forma, podendo à grosso
modo ser considerado um aperfeiçoamento do multímetro, pois fornece indicações do
comportamento de uma tensão ou corrente ao longo do tempo.
Ele é formado por circuitos que fazem com que um feixe de elétrons se mova de acordo com
o sinal nele injetado. O sinal é então mostrado sobre uma tela fosforescente.
Como muitas grandezas físicas são medidas através de um sinal elétrico, o osciloscópio é
um instrumento indispensável em qualquer tipo de laboratório e em situações tão diversas como
o diagnóstico médico, mecânica de automóveis, prospecção mineral, etc. O osciloscópio permite
obter os valores instantâneos de sinais elétricos rápidos, a medição de tensões e correntes
elétricas, e ainda freqüências e diferenças de fase de oscilações.

Osciloscópio.

2-Objetivos
Familiarizar-se com o manuseio e ajuste dos controles de um osciloscópio.
Conhecer o principio físico de funcionamento de um osciloscópio e utilizá-lo para
medir tensão, período e freqüência.
Determinar as características de um sinal ondulatório seja este Senoidal triangular
ou quadrado.

3- Materiais utilizados
 Osciloscópio;
 Gerador de ondas senoidais, triangulares e quadradas;
 Painel com plugs de conexão e cabos de ligação;
 Fonte de tensão DC;
 Multímetro digital;
 Resistor de 10kΩ;





4-Desenvolvimento
4.1- Procedimentos experimentais:
Para medirmos a tensão de um sinal qualquer com o osciloscópio, utilizamos como
referência o eixo Y.
O controle do atenuador vertical é graduado em VOLTS/DIVISÃO, ele indica
quantos volts devem ser atribuídos a cada divisão. Por exemplo, tem-se um sinal senoidal
visualizado na tela do osciloscópio com 3 divisões verticais de pico a pico e o controle do
atenuador vertical está marcando 1V/DIV, isto quer nos dizer, que cada uma das divisões no
sentido vertical da tela corresponde a 1V. Então, temos que o valor da tensão de pico a pico
deste sinal é 3 x 1 = 3V. O valor de pico que corresponde a metade é 1,5V. E o valor da tensão
RMS para este sinal senoidal é 3V/(2)½ = 2,12V
Inicialmente ligou-se o gerador de sinal e ajustou-o para a curva senoidal. Então, mediu-
se com o multímetro a tensão de saída do gerador. Ligou-se o osciloscópio e conectou-se a saída
do gerador de sinal à entrada vertical do osciloscópio. Em seguida mediu-se a tensão de pico e
tensão de pico a pico, a partir das divisões observadas na tela do osciloscópio e pelo ajuste da
mesma em Volts/Divisão. Fez-se a conversão para tensão eficaz. Repetiu-se o procedimento
para uma frequência e amplitude diferentes no osciloscópio e para as ondas do tipo triangular e
quadrada. Com os dados coletados, completou-se a Tabela I.

Tabela I
Sinal Volt/div
nºdiv
(VPP) VPP NºDiv(VP) VP Vref=vrms
Valor
mult. desvio
Senoidal
1 4 4 2 2 1,41 1,32 6,38%
1 4 4 2 2 1,41 1,37 2,83%
Triangular
1 4 4 2 2 1,15 1,04 9,57%
1 4 4 2 2 1,15 1,08 6,08%
Quadrada
1 4 4 2 2 2 2,13 6,50%
1 4 4 2 2 2 2,21 10,5%





Na qual, V
rms
= V
ef
e V
rms
= V
p
/√2 para uma onda senoidal, V
p
/√3 para uma onda
triangular e V
p
para uma onda quadrada.
Em seguida ajustou-se o controle para o aparecimento de três ciclos através do
posicionamento adequado no controle de base de tempo. Anotou-se o valor referente ao
Tempo/Divisão e Volts/Divisão e determinou-se o período e frequência do sinal aplicado, sendo
a frequência o inverso do período. Variou-se depois a freqüência e amplitude no gerador e o
experimento foi realizado para os três tipos de ondas. Os dados referentes seguem na Tabela II.








Tipo de
sina
Tempo
/div
Larg. Do
ciclo (cm)
Tempo
de Um
ciclo
Período
Frequência
Prevista
Frequência
Medida
 %
Senoidal I 500 µs 4
1,98
ms 1,98 ms 500 Hz 503,8 Hz 0,76
Senoidal
II 500 µs 2
1,00
ms 1,00 ms 1000 Hz 998,8 Hz 0,12
triangular
I 500 µs 4
1,98
ms 1,98 ms 500 Hz 503,8 Hz 0,76
triangular
II 500 µs 2
1,00
ms 1,00 ms 1000 Hz 998,8 Hz 0,12
Quadrada
I 500 µs 4
1,98
ms 1,98 ms 500 Hz 503,8 Hz 0,76
Quadrada
II 500 µs 2
1,00
ms 1,00 ms 1000 Hz 998,8 Hz 0,12



5- Conclusão

Ao término da nossa experiência podemos concluir que as formas de onda obtidas são
compatíveis com as esperadas. Os níveis de tensão apresentam diferenças devido a erros
sistemáticos presentes no circuito, como:
 Erros na leitura na tela do osciloscópio para a medição da tensão de pico a pico.
Sempre se tem um calibre de atenuador vertical adequado para ser utilizado para
um certo tipo de sinal de onda. O operador sabendo escolhê-lo, o erro na medição
da tensão de pico a pico ou qualquer outro tipo de medição será bem menor.
 Má qualidade do osciloscópio, multímetro, gerador de função, cabos de ligação,
etc.
O experimento foi realizado com bastante êxito no que se deve ao aprendizado e
manuseio do aparelho osciloscópio.