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Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior

Memória da Pós-Graduação
Sistema de Avaliação
Relações Nominais
Projetos de Pesquisa
EDUCAÇÃO
2006 ANO BASE:
40020010002P-3 EDUCAÇÃO - UTP PROGRAMA:
LINHA DE PESQUISA: Políticas Públicas e Gestão da Educação
Projeto de Pesquisa
A CONSTRUÇÃO DOS SABERES EDUCACIONAIS BRASILEIROS E AS POLÍTICAS PÚBLICAS
Descrição:
DESCRIÇÃO
Trabalhar com políticas públicas educacionais exige que se tenha a clareza de que aqueles que elaboram essas políticas,
no processo de tomada das decisões que conduzem à sua definição e formulação, estão explicitando sua apreensão da
realidade social, pois a ordem político-social concreta forma o cenário no qual se efetiva a política material por meio de
estratégias de conflito e de consenso. É, pois, somente desde uma perspectiva analítica que teremos meios para
apreender os processos de construção de políticas públicas e, por conseguinte, o processo de formação da política
educacional. Esta deverá ser construída tendo como objeto de análise as representações sociais que norteiam a
formulação das políticas públicas, que são construídas como referenciais normativos e que assim deverão ser vistos pela
sociedade à qual são pertinentes. Nesse sentido, não é possível compreender o processo pelo qual se constroem, se
definem e se implementam as políticas públicas educacionais sem que se tenha claro o universo simbólico e cultural - o
imaginário social - da sociedade que se pretende analisar. Por outro lado, e de igual importância, não se pode deixar de
analisar as características de seu sistema de poder para que se possa desvelar, com clareza e pertinência, como se
processam as articulações dos interesses sociais no processo de construção das políticas públicas.
É esse o universo de reflexões que articula a presente pesquisa que procura estudar e articular processos de formulação
de políticas públicas educacionais no Brasil e sua relação com a construção de saberes educacionais em diversas áreas
da prática educativa. Nesse sentido a pesquisa não tem corte temático nem cronológico específicos, fazendo a interface
da educação com a saúde, com a informática, com a psico-pedagogia e com a história, entre outras áreas do
conhecimento. Integram a pesquisa os seguintes projetos: Anísio Teixeira e as políticas públicas educacionais de ensino
superior, desenvolvido pela Prof. Drª Helena Isabel Mueller; Educação para a cessação do tabagismo, desenvolvido ela
mestranda Andréa Carraro de Oliveira Badin; Educação especial: suas diversidades, desenvolvido pela mestranda Claudia
Stadler Miroski Martins; Educação à distância e políticas educacionais, desenvolvido pelo mestrando Daniel Weigert
Cavagnari. No desenvolvimento da pesquisa contamos com os trabalhos da aluna de Iniciação Científica Andréa Cristina
Rymar de Quadros que está trabalhando especificamente no projeto que estuda a importância de Anísio Teixeira nas
políticas, qual seja educacionais: Anísio Teixeira e as Políticas Públicas Educacionais de Ensino Superior.
CORPUS
É inerente às políticas públicas educacionais a proposição de reformas educacionais visando a instituição de uma escola
que atenda às tendências e às necessidades de seu tempo. Fazendo um corte na década de 1910 para iniciar o presente
projeto, faremos uma pequena reflexão sobre algumas reformas educacionais do período: a Reforma Rivadávia Correa,
de 1911, que estipulou que o curso secundário fosse formador do cidadão - essa é uma tarefa constantemente atribuída à
escola desde os tempos de Rui Barbosa – e propôs a liberdade radical para o ensino que deixaria, assim, de estar
vinculado à escola institucionalizada; em 1915 a Reforma de Carlos Maximiliano, contrariando as regras anteriores,
reinstitucionaliza o ensino no Brasil; a seguir, a Reforma João Luiz Alves introduz a disciplina de Moral e Cívica com a
intenção de tentar combater os protestos estudantis contra o governo do presidente Arthur Bernardes. Como se vê, há
uma constante tentativa de dar uma configuração à escola brasileira que atenda as necessidades de seu tempo,
necessidades essas interpretadas por aqueles que, de alguma forma, foram designados para fazê-lo: os intelectuais e/ou
os políticos que as formularam. À sociedade enquanto conjunto de seres pensantes e desejantes, mas com pouco ou
nenhum espaço para expressar sua fala e seu desejo, pouco ou nada é perguntado. A década de 20, continuando a
pontuar algumas das intervenções no processo educacional escolarizado, será palco de diversas reformas que irão ter
maior abrangência estadual (regional) do que nacional, como a de Lourenço Filho, no Ceará, em 1923, a de Anísio
Teixeira, na Bahia, em 1925, a de Francisco Campos e Mario Casassanta, em Minas, em 1927, a de Fernando de
Azevedo, no Distrito Federal (atual Rio de Janeiro), em 1928 e a de Carneiro Leão, em Pernambuco, em 1928. Essas
intervenções diferem das anteriores por expressarem uma proposta teórica palpável, ou seja, um projeto articulador
comum. Esse projeto, ou proposta teórica, se insere nas discussões vigentes na Europa e nos Estados Unidos e que
viriam a embasar a proposta da escola nova, de grande importância para a construção de um pensamento educacional
com parâmetros científicos. A maioria de seus formuladores teve uma ação direta na construção do perfil da escola
brasileira contemporânea, ocupando cargos públicos regionais ou federais, elaborado as bases de uma discussão teórica
que marcou a concepção de educação no Brasil. Por outro lado, as políticas educacionais no Brasil republicano
expressam questões viscerais de sua sociedade. À educação, objeto do presente trabalho, na maior parte das vezes é
atribuída a função de configurar a sociedade para um determinado projeto de Estado, a de moldar o povo para viabilizar
um determinado projeto de Nação. Nesse sentido, as políticas educacionais do período varguista, em especial o papel
desempenhado por Anísio Teixeira nessa questão, serão o objeto da presente pesquisa.
OBJETIVOS GERAIS:
Contribuir para as discussões sobre os saberes que se articularam na construção das concepções de educação e na
elaboração das políticas públicas educacionais no Brasil das décadas de 20 até meados de 40 do século XX.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
Relacionar o papel do Estado, definidor das políticas públicas, na sociedade brasileira, com a construção dos saberes
sociais; Analisar as representações sociais que nortearam a formulação das políticas públicas na construção de saberes
educacionais; Identificar as articulações dos interesses sociais no processo de construção das políticas públicas
educacionais; .
RELEVÂNCIA E JUSTIFICATIVA
A construção do Estado republicano brasileiro, desde seu início, expressa o esforço das frágeis oligarquias na tentativa de
manter aquilo que as perpetuavam como tal: a propriedade da terra e tudo o que dela era decorrente. À sociedade é dado
o papel de expectadora do processo, referendando as decisões mais por inércia, por um consenso sem discussão, pois
tudo lhe era apresentado pronto em um simulacro de democracia. O dissenso, se houve, foi dissimulado, abafado,
disciplinarizado. Torna-se clara, assim, a fragilidade – ou ausência, para ser mais radical – da noção de cidadania, e
conseqüentemente de autonomia, dos brasileiros e brasileiras enquanto sujeitos históricos; o Estado aparece como
Ano Início
2006
Situação
Em
Andamento
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símbolo da figura paterna, a quem se deve pedir o aval para a realização dos desejos construídos pelo, e expressos no,
imaginário coletivo. Nesse sentido, cabe a ele – o Estado- definir o que é melhor para a sociedade e fazer com que essa
definição se concretize através das políticas públicas. A educação tem um papel importante nesse processo. Nessa
perspectiva, por exemplo, as políticas educacionais constantemente atribuem à escola a tarefa de construção nacional, de
construção do nacional, de construção da cidadania, como se estas questões fossem conteúdos a que pudessem ser
didaticamente ensinados por professores que estão, eles mesmos, lutando para que essas noções venham a expressar
não só conteúdos pedagógicos mas sim relações sociais. Eliane Marta Teixeira Lopes, em um texto instigante, diz da
tarefa incessante que a educação se auto-atribui que é a de “... manter o controle da situação, conservar isso de onde vem
seu prestigio, a ilusão de que determina o futuro”. Um pergunta se coloca: de que maneira os educadores e os políticos
se articularão para mudar ou determinar esse futuro? Abre-se assim um espaço para discussão. O período a ser
trabalhado nessa pesquisa – o governo Vargas – tinha como nexo a modernização da nação brasileira. As relações com a
Europa e a fascinação pelos Estados Unidos ganham cores brasileiras: era proposto que se pensasse como lá sem
esquecer que estamos cá. A ascensão de Vargas ao poder introduziu o discurso da reconstrução nacional: romper com
um passado recente para que dessa ruptura emergisse uma verdadeira nação nova. Ministérios foram criados para que a
estrutura burocrática governamental pudesse dar conta dessa reconstrução, que levaria a uma nova e verdadeira nação.
Dentre esses Ministérios o que mais interessa ao presente trabalho é o Ministério da Educação que agrega, oficial ou
extra-oficialmente, uma parcela significativa da intelectualidade brasileira. A educação se insere na dinâmica da
reconstrução nacional. O Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, escrito por intelectuais de diversas tendências e
dedicado ao governo e à nação brasileira, será uma de suas expressões. O governo, por sua vez se manifesta procurando
se apropriar das discussões chamando, constantemente, intelectuais para que participassem da construção das políticas
públicas como se fossem, emprestando a idéia de Gramsci, intelectuais orgânicos que representassem, de alguma
maneira, as aspirações e desejos de um imaginário coletivo que eles teriam a capacidade de apreender – e transmitir. As
universidades têm especial atenção dentre as políticas do Ministério da Educação e Saúde, projetando um ensino superior
unificado para a nação brasileira. Esse projeto dará estímulo à criação de duas universidades que, no entanto, não estarão
vinculadas – e controladas – diretamente pelo MES: a Universidade de São Paulo e a Universidade do Distrito Federal.
Esta última, projetada e organizada por Anísio Teixeira, é o objeto central do presente trabalho que procurará, em suas
conclusões finais, estabelecer sua relação com a Universidade de Brasília, fundada trinta anos depois com intensa
participação de Anísio Teixeira.
DISCUSSÃO TEÓRICA
Procurando compreender o papel desempenhado pelos intelectuais na sociedade brasileira, nos remetemos a Foucault
que chama a atenção para o desejo de verdade dos discursos. Esse autor chama a atenção para o fato de que esse
desejo provoca a exclusão pois, segundo ele, as falas têm sua origem (quem fala) e sua veiculação (quem pode falar)
bastante disciplinadas. Nessa perspectiva, nos interessa aqui a quem é dado o poder de falar, por quem e por que é dado
a esse alguém esse poder que, para além, é um poder de falar em nome de alguém que, muitas vezes, sequer foi
consultado. Aqui nos referimos à sociedade brasileira. Existe, nesse processo, uma vontade de verdade que é reforçada e
reconduzida por um conjunto de práticas: a pedagogia, os livros, as bibliotecas, bem como pela maneira pela qual o saber
que elas produzem é aplicado em uma sociedade, como ele é valorizado, distribuído e, de certo modo, atribuído. Na
análise das relações do Estado com a sociedade brasileira a leitura do texto de Francisco de Oliveira: Privatização do
público, destituição da fala e anulação da política: totalitarismo neoliberal de certa forma vem conduzindo nossas
reflexões. Nele, o autor chama a atenção para um constante simulacro de democracia existente nas relações entre o
Estado e a sociedade brasileira que ele chama de consenso forçado, ou seja, a ocultação e o silenciamento do dissenso
nas discussões, por exemplo, das políticas públicas fazendo passar a sensação de que as tomadas de decisão haviam
sido discutidas pela sociedade, em seus devidos fóruns. Esse simulacro produz a destruição da possibilidade da política
que, na ótica de Jacques Rancière em O desentendimento, é a expressão da desigualdade em sua luta e demanda por
igualdade. As vozes discordantes são silenciadas através do mascaramento das tensões e as deliberações da esfera
pública – leia-se Estado – aparecem identificadas às da sociedade. Construir identidades, identificar saberes, projetos
nacionais, são processos que trazem em si a necessidade estabelecer um outro, um estrangeiro àquilo que é identificado
como “nosso” para que seja possível construir uma imagem-espelho, na qual possamos nos reconhecer. Para pensar o
papel do imaginário coletivo na construção de saberes e identidades, nos remeteremos a Cornelius Castoriadis.
METODOLOGIA
Para a presente pesquisa serão analisados os textos de e sobre Anísio Teixeira, em especial aqueles relacionados com a
Universidade do Distrito Federal – a UDF- por ele organizada e fundada em 1935. Para tal será feito, primeiramente, um
levantamento dos textos disponíveis, sua seleção e análise. Serão analisados, também, documentos/textos sobre a
Universidade de Brasília, fundada em 1961, para que seja possível estabelecer a relação entre os dois projetos.
CRONOGRAMA
Planejamento: fevereiro e março; revisão bibliográfica: abril setembro; levantamento de fontes: junho-julho; leitura e
análise das fontes: outubro a novembro; relatório parcial: dezembro.
REFERÊNCIAS
ANTELO, R. A. Discursos de nação. Florianópolis: Editora da UFSC, 1998.
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CONTIER, A. Passarinhada no Brasil: canto orfeônico, educação e getulismo. Bauru: EDUSC, 1998.
Correspondência Mário de Andrade e Manuel Bandeira/ organização e introdução Marcos Antonio de Moraes. São Paulo:
Ed da Universidade de São Paulo: Instituto de Estudos Brasileiros 2000
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EDUCAÇÃO
Ed. da Universidade de São Paulo: Instituto de Estudos Brasileiros, 2000.
Correspondência Mário de Andrade/Tarsila do Amaral/ organização, introdução e notas Aracy Amaral. São Paulo: Ed. da
Universidade de São Paulo: Instituto de Estudos Brasileiros, 2001.
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Bakhtin e Borges. In: ABREU, M. Leitura, história e história da leitura. Campinas: Mercado das Letras: Associação de
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VELOZO, M. & MADEIRA. A. Leituras brasileiras. Itinerários no pensamento social e na literatura. São Paulo: Paz e Terra,
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Brasileira de História. São Paulo, v.23, nº 45, pp. 37-70, 2003.
PUBLICAÇÃO
Capítulos de livros
MUELLER, H.I Políticas educacionais brasileiras – 1920-1960: uma reflexão sobre sua trajetória. In: MACHADO, E. M. e
MUELLER, H. I. Políticas públicas educacionais: múltiplos olhares. Ijuí: Editora da UNIJUÍ, 2006.
MUELLER, H. I. Políticas públicas educacionais e mudança cultural: a UDF e Anísio Teixeira. In: SCHLESSENER, A. e
PANSARDI, M. V. Políticas públicas e gestão da educação. Curitiba: Editora UTP, 2006.
TRABALHOS COMPLETOS EM ANAIS
MUELLER, H. I. Um educador da modernidade: Anísio Teixeira. VI ANPED Sul – Seminário de Pesquisa em Educação da
Região Sul. Santa Maria, RS, 2006.
MUELLER, H. I. Uma rebeldia civilizatória de Mário de Andrade. In: Anais do III Simpósio Nacional e História Cultural –
Mundos da imagem: do texto ao visual. Florianópolis: GT História Cultural – Núcleo Santa Catarina – ANPUH-SC/Clicdata
Multimídia, 2006. p. 1930-1938.
MUELLER, H. I.; BONI, M.I.M. Políticas públicas e saberes educacionais. In: Anais do III Colóquio Franco-Brasileiro de
Filosofia da Educação – Foucault 80 Anos. Rio de Janeiro: UERJ, 2006. p.1-10.
SANTOS, A. V.; MUELLER, H. I. O nacional, a cultura e o governo Vargas: a constituição de uma perspectiva étnica. In:
Anais do VI EDUCERE Congresso Nacional de Educação. Curitiba: PUCPR, 2006. p.1-12
RESUMOS
MUELLER, H. I.; BONI, M.I.M. Políticas públicas e saberes educacionais. In: Anais do III Colóquio Franco-Brasileiro de
Filosofia da Educação – Foucault 80 Anos. Rio de Janeiro: UERJ, 2006. p. 96.
MUELLER, H. I. Universidade do Distrito Federal: uma utopia educacional de Anísio Teixeira. In: X Seminário de Pesquisa
da Universidade Tuiuti do Paraná. Curitiba: Editora da UTP, 2006.
Área de Concentração:
Categoria Equipe
Discente Autor Andrea Carraro de Oliveira Badin
Discente Autor Claudia Stadler Mikoski Martins
Discente Autor Daniel Weigert Cavagnari
EDUCAÇÃO
Alunos Envolvidos: 0 Especialização: 0 Doutorado: 0 Mestrado Profissional: 0 Mestrado: 3 Graduação:
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Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Memória da Pós-Graduação
Sistema de Avaliação
Relações Nominais
Projetos de Pesquisa
EDUCAÇÃO
Categoria Equipe
Resp. Docente Helena Isabel Mueller
21/06/07 às 10:29 4 de 80 Chronos
Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Memória da Pós-Graduação
Sistema de Avaliação
Relações Nominais
Projetos de Pesquisa
EDUCAÇÃO
2006 ANO BASE:
40020010002P-3 EDUCAÇÃO - UTP PROGRAMA:
LINHA DE PESQUISA: Políticas Públicas e Gestão da Educação
Projeto de Pesquisa
A FORMAÇÃO HUMANA DO PROFISSIONAL DA EDUCAÇÃO NA CONTEMPORANEIDADE: UMA ANÁLISE
ÉTICO-POLÍTICA
Descrição:
DESCRIÇÃO E RELEVÂNCIA
Esta pesquisa teve como ponto de partida as investigações realizadas pela docente/pesquisadora sobre a tríade
“formação de profissionais da educação, gestão da educação e políticas públicas” sob os impactos da
contemporaneidade. A relação destas três categorias – formação de profissionais da educação, gestão da educação e
políticas públicas – constituíram-se em objeto de investigação de toda a sua vida profissional, passando a nortear todos os
seus estudos, suas preocupações e ações, como educadora. Nesta direção já argumentou, em Vitória, quando expôs
sobre a formação dos especialistas em educação, que “é preciso cuidar, para que as relações fetichistas do capitalismo
não se reproduzam através da racionalização da incompetência, isto é, embutindo conceitos novos em formas de
produção antigas e, assim, cultuando funções e a divisão técnica do trabalho na escola”(FERREIRA, 1986a, p. 166)
A produção ideológica outras palavras, o que se queria dizer, naquela época, é que toda a formação está intrinsecamente
relacionada às políticas públicas e à sua gestão num determinado contexto histórico, que “definem” de algum modo um
determinado tipo de formação.
Compreendendo política educacional como “o conjunto de medidas tomadas (ou apenas formuladas) pelo Estado e que
dizem respeito ao aparelho de ensino”(Cunha, 1983, p.439) torna-se clara, portanto essa intrínseca relação que existe
entre política educacional, gestão da educação e formação, pois a primeira estabelece as diretrizes que a segunda deve
implantar e administrar para uma formação de qualidade.
A globalização, o neoliberalismo e o processo de reforma do Estado, desencadeado na contemporaneidade, constituem o
pano de fundo para a questão educacional. Na esteira destas determinações estão postos em questão os princípios que
regem a gestão democrática da educação e as políticas públicas, bem como a formação para a cidadania, o que implica o
exame cuidadoso da formação dos profissionais da educação no domínio das políticas públicas e da gestão da educação.
O conhecimento como o valor mais importante para produzir a riqueza do mundo em todos os sentidos é a palavra de
ordem para os educadores, dirigentes e políticos comprometidos com a equidade e justiça social. Se o conhecimento,
como as demais categorias expostas acima, é o pressuposto ou a chave da atividade produtiva, hoje, isto requer uma
formação de qualidade em todas as instâncias e graus de ensino e, fundamentalmente, uma formação continuada e uma
gestão democrática da educação que assegure a concretização destes pressupostos.
OBJETIVO GERAL
Investigar os impactos da contemporaneidade na formação humana e profissional da educação dos cidadãos no mundo
do trabalho, no domínio da gestão da educação e das políticas públicas visando compreender qual o conteúdo
ético-político necessário à formação desse profissional
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
- Identificar os impactos da contemporaneidade, e seus efeitos, que afetam a formação profissional e humana dos
cidadãos.
- Investigar as correlações e contradições existentes entre as políticas públicas – em especial as políticas educacionais
(Legislação educacional Brasileira e Declaração mundial sobre a Educação Superior no século XXI) e as demandas do
mundo contemporâneo na formação humana e profissional dos cidadãos para o mundo do trabalho.
- Investigar as demandas do mundo do trabalho no contexto hodierno das grandes transformações que se operam no
mundo.
- Analisar como estas determinações – impactos e seus efeitos, correlações e contradições e demandas do mundo do
trabalho – afetam a formação ético-política dos sujeitos em formação nas instituições educacionais.
- Examinar, a partir do identificado, a possibilidade e as formas de se criar um novo saber que se constitua numa nova
ética, numa nova política e numa nova estética que se assente no “conhecimento-emancipação”, capazes de aprofundar a
humanização no processo de luta pela própria hominização da humanidade.
CORPUS
Cada vez mais se faz imperioso viver sob os ditames da “cultura globalizada” que, na atual etapa de desenvolvimento,
apresenta características e demandas muito peculiares, contraditórias, complexas, em intensa quantidade. Cada vez mais
se faz imperioso educar e reeducar-se continuamente, sob e nos ditames das exigências dessa “cultura globalizada” que
invadiu todo o planeta e enquanto humanidade.. Atender, viver e produzir a existência, através do trabalho, no mundo que
se impõe com toda a sua evolução e, concomitantemente com toda a violência, através da mídia em suas diversificadas,
evoluídas e aceleradas formas constitui-se uma exigência que a educação e sua gestão necessitam assumir construindo e
reconstruindo coletivamente uma política educacional viva que priorize o humano em todas as pessoas do mundo e no
conjunto da humanidade.
Os dias atuais apresentam uma “ordem” em que as “mídias” podem agora, em lugar de se precipitar sobre os
acontecimentos, em lugar de criá-los, de empolá-los, imprimir-lhe sua incrível dinâmica e sua capacidade de distribuir
alucinantes massas de informação A contemporaneidade é fruto principalmente de uma ordem econômica capitalista
mundial que envolve a formação de um tipo especial de Estado e de modo geral, de tipos de organização, os quais
dependem fundamentalmente da estruturação da informação. Vale, aqui, aplicar a noção de “vigilância”, emprestada de
Foucault “para aludir ao modo como se constroem sistemas de informação visando constituir novos sistemas
administrativos”(GIDDENS & PIERSON, 2.000, p. 74). O que caracteriza o mundo do trabalho, na contemporaneidade é
que este se tornou realmente global. Na mesma escala em que ocorre a globalização do capitalismo, “considerada
inclusive como processo civilizatório”(IANNI,1999:16), verifica-se a globalização do mundo do trabalho. No âmbito da
fábrica global criada com a nova divisão internacional do trabalho e produção - ou seja, a transição do fordismo ao
toyotismo e a dinamização do mercado mundial, amplamente favorecidas pelas tecnologias eletrônicas – colocam-se
novas formas e novos significados para o trabalho e o não-trabalho que vão exigir novas compreensões e competências
sobre o uso e o papel decisivo de todos os avanços da ciência e da tecnologia na formação de profissionais e na formação
para o exercício da cidadania. A crescente incorporação de ciência e tecnologia aos processos produtivos e sociais, a
serviço dos processo de acumulação do capital internacionalizado, configura uma aparente contradição: quanto mais se
Ano Início
2004
Situação
Em
Andamento
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simplificam as tarefas, mais conhecimento se exige do trabalhador, e, em decorrência, ampliação de sua escolaridade, a
par de processo permanentes de educação continuada. Assim a relação entre educação e trabalho, mediada no
taylorismo/fordismo por modos de fazer, ou, em outras palavras, mediada pela força física, pelas mãos ou por habilidades
específicas que demandavam coordenação fina e acuidade visual, passa a ser medida pela conhecimento, compreendido
como domínio de conteúdos e de habilidades cognitivas superiores.
A mudança da base eletrônica para a base microeletrônica, isto é, dos procedimentos rígidos para os flexíveis, que atinge
os setores da vida social e produtiva, nas últimas décadas, passa a exigir o desenvolvimento de habilidades cognitivas e
comportamentais, tais como análise, síntese, estabelecimento de relações, rapidez de respostas e criatividade em face de
situações desconhecidas, comunicação clara e precisa, interpretação e uso de diferentes formas de linguagem,
capacidade para trabalhar em grupo, gerenciar processos, eleger prioridades, criticar respostas, avaliar procedimentos,
resistir a pressões, enfrentar mudanças permanentes, aliar raciocínio lógico-formal à intuição criadora, estudar
continuamente. ( KUENZER, 1999).
Instituições como as universidades estão, neste contexto, desafiadas a acompanhar e de adaptar às alterações
ambientais provocadas pela aplicação de novas tecnologias geralmente implementadas pela iniciativa privada, e,
desafiadas.
METODOLOGIA
Esta investigação teve como metodologia, no pólo teórico, ampla pesquisa sobre o “estado da arte” desta temática,
através do exame de teses, ampla produção científica e a legislação nacional e internacional. No pólo prático realizou-se
uma investigação sobre os conteúdos de trabalho pedagógico que permeiam a gestão da educação emanadas das
políticas públicas em instituições de ensino fundamental em estabelecimentos de ensino público e privado que
representem diferentes realidades sociais (escolas em bairros com famílias de baixa renda e escolas de elite com alunado
oriundo de famílias de alta renda. Foram entrevistados todo o efetivo docente e dirigente de uma universidade de porte
grande no Estado e todo o efetivo do mesmo município da rede municipal de ensino, com entrevistas, aplicação de um
instrumento que foi respondido na totalidade, mapeado e levantadas as categorias que apresentaram evidência.
A investigação foi desenvolvida, com entrevistas gravadas com um roteiro semi-estruturado a partir do instrumentos
aplicado a todo o efetivo das duas realidades já citadas.com a proposição de debates em torno de questões sobre a
formação humana e profissional, ético-política.
Os dados foram mapeados, tabulados e interpretados com análise à luz da do referencial teórico que se formou na
investigação teórica.
Todo o trabalho foi desenvolvido no Grupo de Pesquisa “Políticas Públicas e Gestão da Educação” do qual fizeram parte
os integrantes acima mencionados.
RESULTADOS
Os resultados já encontrados se encontram na produção científica publicada e registrada neste Relatório.
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Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
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- Para um balanço da investigação em educação - DE 1960 A 2005- Teorias e Práticas, 2006, Lisboa. Livro do Colóquio.
Lisboa: Editora da Universidade de Lisboa, 2006. v. 1. p. 81-93.
Área de Concentração:
Categoria Equipe
Discente Autor Angela Salvadori
Docente Anita Helena Schlesener
Discente Autor Dulce de Oliveira Valerio
Discente Autor Heloisa Helena Daldin Pereira
Outro Participante Josiane Gonçalves Santos
Discente Autor Jovana Miranda Ribeiro
Discente Autor Lucy Moreira Machado
Outro Participante Marcelo Ivan Melek
Outro Participante Maria Francisca Vilas Boas Leffer
Discente Autor Maria Helena Juri Reston Pinto
Outro Participante Marilza do Rocio Maidi Pessoa da Silva
Discente Autor Maristela Dall´Asta Fração
Resp. Docente Naura Syria Carapeto Ferreira
Outro Participante Olga Maria da Silva Mattos
Discente Autor Sarita Aparecida de Oliveira Fortunato
Docente Sidney Reinaldo da Silva
Outro Participante Silvana do Rocio de Souza
Discente Autor Teodósia Mika
Natureza Financiadores
Auxílio Financeiro UTP
EDUCAÇÃO
Alunos Envolvidos: 2 Especialização: 0 Doutorado: 0 Mestrado Profissional: 0 Mestrado: 13 Graduação:
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EDUCAÇÃO
2006 ANO BASE:
40020010002P-3 EDUCAÇÃO - UTP PROGRAMA:
LINHA DE PESQUISA: Políticas Públicas e Gestão da Educação
Projeto de Desenvolvimento
A FORMAÇÃO HUMANA DO PROFISSIONAL DA EDUCAÇÃO NA CONTEMPORANEIDADE: UMA PROPOSTA
DE INTERVENÇÃO PROGRAMÁTICA
Descrição:
DESCRIÇÃO
Este estudo - A Formação Humana do Profissional da Educação na Contemporaneidade: uma proposta de intervenção
progamática - visa a contribuir para a elaboração de propostas para políticas públicas que se reflitam em diretrizes para
uma pedagogia crítica que se traduza nos conteúdos didático-pedagógicos das disciplinas específicas para a formação de
professores de diferentes licenciaturas. Ampara-se, metodologicamente, nos procedimentos próprios e inerentes às
ciências sociais, assumindo-se que o passado marca o presente e, projetando-se para o futuro, numa permanente
dialética entre o que aí está e o que se pretende construir. A grande questão que aqui se evidencia é como “traduzir” estas
diretrizes em propostas que sejam pertinentes e exeqüíveis? E ainda mais: com possibilidades de se traduzir uma prática
pedagógica (destes licenciados) que possa ser efetivamente emancipadora? Tudo isso passa e perpassa a redefinição da
relação dialógica e horizontal entre professores e estudantes. Admite-se hoje que as verdades e os saberes devem ser
simplesmente aceitos e admitidos com base em autoridade, mas, devem ser construídos e reconstruídos nas relações e
no pensamento crítico que deve permear o ato pedagógico que se pretenda emancipador. Não se resumindo em apenas
buscar o novo, mas em obter estas, e outras superações, é que longe de apenas denunciar, deve-se propor parâmetros
educacionais e educativos contra-hegemônicos.
OBJETIVO GERAL:
Contribuir, no âmbito das políticas públicas, e sob a ótica da gestão da educação na contemporaneidade, com proposta de
intervenção programática qualitativa, na formação profissional dos trabalhadores em educação.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
Analisar como a contemporaneidade e a pós-modernidade têm influenciado na formação profissional do educador e da
prática pedagógica que opera no cotidiano das escolas brasileiras, com ênfase no Ensino Superior, e nas Licenciaturas;
Identificar as interferências das múltiplas manifestações do mundo globalizado da hegemonia capitalista e as patológicas
produzidas pela predominância das visões tecnocráticas e neo-pragmáticas na condução do processo pedagógico;
Explicitar e examinar os principais indicadores de uma ação pedagógica e política que possa fundamentar a formação
profissional do educador a fim de colocar em movimento as energias que promovam a cooperação entre os
conhecimentos, a ética e a estética no contexto escolar, restabelecendo uma ação crítico-libertadora.
RELEVÂNCIA
A presente pesquisa, ampara-se em três categorias – formação de profissionais da educação, gestão da educação e
políticas públicas e aponta as conquistas, benefícios, dificuldades e contradições do mundo contemporâneo, que se
traduzem nas relações instrumentalizadas entre nações, classes sociais e pessoas. Como caracterizar socialmente a
contemporaneidade?Os confrontos impiedosos e sangrentos entre nações e blocos, a entrada na cena histórica de
dúvidas quanto ao estatuto do saber, com a economia substituindo a política, o mercado substituindo a arte, a verdade
sendo procurada não no consenso, mas no dissenso, a produção maciça e a divulgação estonteante de imagens e signos,
as relações humanas marcadas pela fragmentação, pelo pluralismo e pelo individualismo, a simulação e o virtual se
impondo cada vez mais, substituindo a realidade objetiva, a voracidade homogeinizadora e insaciável do capitalismo, o
conhecimento técnico científico à serviço do sistema produtivo – são estas apenas algumas das características pinçadas
aqui e ali, das condições da contemporaneidade. Pensar o presente á pensar em crise, em todos os segmentos. A
sociedade atual parece envolta numa névoa de mal estar, o que Freud já denunciava em 1929 com seu “Mal estar na
civilização”. É como se o ser humano acabou por perder-se a si mesmo como homem, submetendo-se às ideologias, à
ação sem reflexão, ao Estado, ao capital, abrindo mão do seu pensar, da sua liberdade, do fruto do seu trabalho, dos seus
sonhos, da esperança. Como libertar-se de uma educação que se tornou um instrumento de condicionamento e
adestramento das pessoas aos interesses econômicos e ideológicos prevalecentes, e ao mesmo tempo resgatar a
eticidade das relações humanas passando pela superação das desigualdades reprodutivas da sociedade, tornando a
emancipação social e individual um empreendimento a ser buscado pelos educadores? Esta é a questão que evidencia a
relevância do tema e que norteará a busca de respostas no decorrer da pesquisa.
CORPUS
O marco analítico proposto por Habermas na sua Teoria da Sociedade, juntamente com a sua Teoria do Conhecimento,
nos permite avaliar o quanto a educação se tornou e permanece institucionalizada, quer como sistema educativo, quer
como sistema escolar. Mas suas formas específicas de atuação e suas funções próprias, a diferenciam de outras
instituições do mundo da vida social. “Os processos de transmissão que a escola adota, incluem também formas de vida,
valores sociais e individuais, e inclusive modelos de referência de como deve ser um indivíduo educado”. (LORENTE,
1994, p.96) Ao assumir funções de reprodução simbólica – valores, normas, crenças, esquemas interpretativos – a escola
presta-se ao papel da reprodução funcional da sociedade, contribuindo para a manutenção do próprio sistema social. A
transmissão de forma explícita ou velada de esquemas simbólicos/interpretativos a serviço da heteronomia não lhe tira
totalmente o potencial crítico à resistência, pois é na escola que se pode aprender novas condutas, outros esquemas de
visão de mundo, novos valores, novas atitudes. E ele, numa visão sistêmica, e tendo Habermas como referência, Lorente
aponta os processos que tradicionalmente têm contribuído para a manutenção simbólica da sociedade, quais sejam:
-a reprodução cultural do mundo da vida se encarrega de assegurar a continuidade das tradições e de proporcionar uma
coerência ao saber, que facilite a comunicação cotidiana. Esta coerência tem sua medida na racionalidade do saber. Suas
perturbações se manifestam em uma perda de sentido, originando crises de motivação e de legitimação;
-a integração social do mundo da vida se incumbe de que as ações – sob o rótulo de obrigações – fiquem coordenadas
através das relações interpessoais legitimamente reguladas e de contribuir para a necessária identidade dos grupos que
lhes permita desenvolver práticas comunicativas cotidianas. Tais processos têm sua medida no grau de solidariedade de
seus membros. Quando estes se vêem alterados, originam-se fenômenos sociais de anomia e os conflitos daí resultantes;
-a socialização dos membros de um mundo da vida, se encarrega de assegurar às novas gerações a aquisição de
capacidades para a ação, assim como de sintonizar as formas individuais e coletivas de vida. Estes processos têm sua
medida na capacidade das pessoas de responder autonomamente pelas suas ações. Suas perturbações se manifestam
Ano Início
2006
Situação
Em
Andamento
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em psicopatologias e fenômenos de alienação. Continuar a agir conforme as normas é a regra básica para uma eficiente
socialização. (LORENTE, 1994, p. 104)
Tal caracterização das relações do mundo da vida encontra-se presente também na instituição escolar, e nas relações dos
agentes que nela atuam. Novos problemas para a Educação surgem da força inerente a tais constatações e ressaltam a
necessidade de se fazer uma revisão crítica da formação profissional destes agentes. Uma formação que não venha a
servir a interesses de dominação e de opressão. A falta de cuidado com tais questões pode resultar (e já o fez) numa
Pedagogia alienada e alienante, inconsciente dos interesses aos quais serve e se submete, e que não cumpre com o seu
papel de instrumento de emancipação e de libertação do homem. No dizer de Kant o homem “é aquilo que a educação
dele faz” (KANT, 1999, p.15). Aliás, Lessing, Kant e Fichte deixam clara a relação entre saber e liberdade, situando-a
simultaneamente, como fim e como meio de desenvolvimento do saber. Do que se depreende que se deve pesquisar e
formar para conhecer, conhecer para saber, saber para transformar. Em outras palavras: formar profissionais da educação
para mudar o homem e o mundo. Mas Ferreira, para quem umas das tarefas que se impõe aos educadores da
contemporaneidade é a formação deste homem “cidadão” – cidadania como o “próprio direito à vida no sentido pleno”,
acresce:
A cidadania, no entanto, compreendida como soberania, implica autoconsciência. Sob as condições constituídas com a
formação da sociedade global, as possibilidades da autoconsciência, por mais que tenham se “ampliando” estes
horizontes de possibilidades, ainda são limitados. Poucos são os que dispõe de condições para se informarem, para
compreenderem o “bombardeio” de informações que recebem na “avalanche” da velocidade violenta com que ocorrem.
Poucos são os que têm condições de se posicionarem diante dos acontecimentos mundiais, tendo em conta suas
implicações locais, regionais, nacionais, continentais. Somente quando se criam as condições mais plenas para a
elaboração da autoconsciência, no sentido de consciência para si, então a cidadania se realiza propriamente como
soberania. Isto significa criar condições plenas para todos os seres humanos no planeta num processo de autoconsciência
que só se dará pelo conhecimento, pelas condições dignas de vida e pela participação na vida societária mundial, o que
vai exigir uma outra qualidade e quantidade de conhecimento a ser adequado. (FERREIRA, 2004, p.13)
Na mesma linha de raciocínio que vimos desenvolvendo, insere-se a afirmativa de que
A emancipação humana não depende de qualquer tipo de determinismo transcendental ou técnico-instrumental; ela só
pode se realizar enquanto estiver vinculada à formação da vontade democrática por intermédio da esfera pública e de
processos de libertação dos discursos. Em decorrência, a luta das ciências críticas e da educação como pretensão de
libertação deve ser contra a realidade atual... (MÜHL, 1999, p.236)
Está-se diante de uma nova realidade, que está a exigir uma nova postura dos profissionais da educação, para
implementar uma nova educação, para a formação de um novo cidadão, numa nova escola, para redundar numa
sociedade renovada nos seus valores, nas suas práticas, nas suas relações como um todo. A miserabilidade das idéias, a
globalização ideológica, o desconhecimento do passado, a irrelevância do hoje, a imponderabilidade do futuro, a ausência
do sentido da vida, mais que descritores da atualidade, são complicadores do pensar e fazer Educação. Mas são também
desafios para uma educação que se pretenda eliciadora de mudanças no mundo da vida das pessoas e das comunidades.
“O saber, a economia e a política devem ser os espaços da pesquisa pedagógica no mundo social porque é sobre tudo
neles que se manifesta a desigualdade estrutural das relações sociais” (PINTO, 1996, p.506). Mais que evidenciar no
caráter estrutural das desigualdades, Pinto está aqui a clarificar que os educadores da contemporaneidade não podem
mais prescindir de pesquisar sobre a economia e a política, além do saber, se quiserem aderir à uma prática pedagógica
que satisfaça as necessidades emancipatórias deste novo cidadão globalizado. A visão do mundo e de vida deve evoluir
para uma visão de mundo e de vida melhor. E Pinto recorre a Habermas ao afirmar que
deve aceitar metodicamente o modelo tridimensional das pretensões, de validade, baseado nas funções pragmáticas da
linguagem, e dividir com Habermas os referentes da comunicação possível em mundo objetivo, mundo social e mundo
subjectivo. Estes constituem, sem discriminação hierárquica, a tríplice referência da formação do homem no paradigma
pedagógico da modernidade. Em questão está o desenvolvimento dos educadores nas correspondentes dimensões da
racionalidade: cognitivos instrumental (a), prática-moral (b) e estético-expressivo(c); (PINTO, 1996, p.489)
A observância a tais referências trará como conseqüência à educação que se pratica, o evitar o espírito da acomodação
ao estabelecido, a superação da relação senhor-escravo (numa visão benjaminiana), e a liberdade tomando a forma real
da solidariedade. E conclui que o “poder-ser de cada um é justamente o fim próprio da educação” (PINTO, 1996, 522).
Poder ser isso mesmo que se é.
METODOLOGIA:
Este é um estudo no âmbito da reflexão teórica e de investigação a ela aplicada, e que partindo da análise de documentos
referenciais procurará traçar novos roteiros programáticos para a formação dos profissionais da educação. Buscar-se á
encontrar uma ou mais alternativas processuais/metodológicas para esta formação, para que se possa migrar do terreno
das idéias, contribuindo para promover mudanças de mentalidades e de atitudes por parte daqueles que se envolvem no
trabalho pedagógico. De uma investigação dessa natureza espera-se que seja sistemática e flexível e, ao mesmo tempo,
rigorosa e objetiva e que dê sua contribuição para a análise e a interpretação do referido trabalho pedagógico. Assim,
conseguir-se-á ampliar e aprofundar o debate e contribuir com idéias inovadoras. A ação pedagógica centra-se nas
concepções que se faz das seguintes categorias (entendendo–se por categorias na acepção kantiana aquele conjunto de
conceitos fundamentais para o entendimento):
-Natureza do conhecimento
-A formação do homem
-A formação do professor
A par, com a investigação teórica, será feito um survey na forma de conversas com professores de disciplinas didáticas de
cursos de licenciatura, debatendo-se questões que os mesmos vivenciam na sua prática cotidiana de professores de
futuros professores.
RESULTADOS ESPERADOS:
Espera-se a concretização de apresentações de trabalhos completos (anais), e pôsteres, artigos em periódicos,
participações em seminários e congressos cuja temática se refira ao corpus deste trabalho.
REFERÊNCIAS
ALVA, B. B. D. Pessoa, Utopia e formação de professores.In: Educar. Curitiba, n°19, p.73-84, 2002. Ed. da UFPR.
CAVACO, M. H. O ofício do professor: o tempo e as mudanças. In: NÒVOA, Antônio. Profissão professor. Porto: Porto
Editora, 1995. p.155-191.
FERREIRA, N. S. C. A formação humana do profissional da educação na contemporaneidade: uma análise ético-política.
Curitiba: programa de pós-graduação – Mestrado em Educação, UTP, 2004.
FREIRE P Educação e mudança Trad Moacir Gadotti e Lillian Lopes Martins Rio de Janeiro: Paz e Terra 1993 (Col
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EDUCAÇÃO
FREIRE, P. Educação e mudança. Trad. Moacir Gadotti e Lillian Lopes Martins. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1993.(Col.
Educação e Comunicação vol. 1).
GIROUX, H. A. Os professores como intelectuais: rumo a uma pedagogia crítica da aprendizagem. Trad. Daniel Bueno.
Porto Alegre: Artes Médicas, 1997.
GIROUX, H. A. Border crossings: cultural workers and the politics of education. New York: Routledge, 1993.
GIROUX, H. A. Is there a place for cultural studies in colleges of Education? In GIROUX, HENRY, A. et al.
Counternarratives: cultural, studies critical pedagogies in postmodern spaces. New York: Routledge, 1996.
GROSS, R. Paidéia: as múltiplas faces da utopia em pedagogia. 2005. 171p. Tese (Doutorado em Educação) Unicamp.
Campinas, SP.
HABERMAS, Jürgen. Modernity versus postmodernity. New Left Critique, 22 (1981) p. 38-57.
KANT, I. Sobre a pedagogia. Trad. Francisco Cock Fontanella. Piracicaba: Editora Unimep, 1999.
LATOUR, B. Jamais fomos modernos. Trad. Carlos Irineu da Costa. Rio de Janeiro: Ed 34, 1994.
LORENTE, P. G. ? Puede la instituición escolar contribuir en la construcción de sociedades más racionales? La instituición
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Salamanca), vol. VI, 1994, p.93-126.
MAAR, W L. Educação crítica, formação cultural e emancipação política na Escola de Frankfurt. In: PUCCI, Bruno
(org.).Teoria crítica e educação: a questão da formação cultural na Escola de Frankfurt. Petrópolis, RJ: Vozes; São Carlos:
EDUFISCAR, 1994. p.59-81.
MÜHL, E. H. Racionalidade comunicativa e educação emancipadora, 1999. 275p.. Tese (Doutorado em Educação)
Unicamp. Campinas, SP..
PINTO, F. Cabral. A formação humana no projeto da modernidade. Lisboa: Instituto Piaget, 1996.(Col. Epistemologia e
Sociedade)
TENORTH, H. E. Kritik alter Visionen – Ende der Utopie? In: Zeitschrift für Pädagogik. Weinheim ano 38 – n° 4, Jul. 1992.
p. 525-528.
PUBLICAÇÃO
- VI Educere - apresentação de trabalho "A formação do profissional da educação na contemporaneidade: uma proposta
de intervenção programática".
-VI Educere - trabalho completo, meio digital, publicado nos Anais do evento.
-X Seminário de Pesquisa da UTP - apresentação de trabalho: "A formação do profissional da educação na
contemporaneidade: uma proposta de intervenção programatica".
Área de Concentração:
Categoria Equipe
Discente Autor Carmen Lucia Chaim Mattos
Discente Autor Eliana Pacheco
Discente Autor Lucy Moreira Machado
Resp. Docente Renato Gross
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Projeto de Pesquisa
A GESTÃO DA EDUCAÇÃO NUMA PERSPECTIVA ÉTICO-POLÍTICA
Descrição:
DESCRIÇÃO
O objeto desta pesquisa são os valores e princípios da gestão na educação (democracia, eqüidade, diferença,
desigualdade, igualdade de oportunidades, meritocracia, competências, diálogo, negociação, eficácia, solidariedade,
respeito mútuo, reciprocidade). Focaliza-se a forma como tais princípios e valores apresentam-se no âmbito das políticas
educacionais e da gestão escolar. Objetiva-se, especificamente, analisar as questões éticas presentes na gestão da
educação, enfocando as formas como princípios e valores se relacionam com as decisoes coletivas na escola. No Brasil,
com a descentralização da gestão da educação, abriu-se um amplo espaço de autonomia e participação da comunidade
nas decisões educacionais. Contudo muito pouco se tem estudado sobre a concepçao de democracia mais apropariada
para a gestão escolar, no sentido de discuti-la frente à democracia enquanto “mercado agregador de vontades”, enquanto
“forum deliberativo” e enquanto “espaço público de participação”. A dimensão ética da gestão tem ganhado cada vez mais
destaque, tanto nas politicas educacionais quanto na prática administrativa da escola. Nesse sentido, a gestão da
educação pode ser investigada numa perspetiva ético-político, capaz de abordagens “normativas” e “descritivas”. As
questões ético-normativas presentes no campo educacional dizem respeito ao que vem a ser uma escola justa e uma
educação de qualidade, aos princípios e valores que norteam a educação. O enfoque ético-político discute os aspectos
normativos da instituição, não na acepção jurídica, mas da justiça de base: Nesse sentido, destacam-se os seguintes tipos
de questão, conforme indica François Dubet (2004):
- uma escola puramente meritocrática garante uma competição escolar justa entre alunos social e individualmente
desiguais (?);
- a escola compensa as desigualdades sociais, dando mais aos que tem menos, rompendo assim com o que seria uma
rígida desigualdade (?);
- garante a todos um mínimo de competências e conhecimentos (?);
- preocupa-se principalmente com a integração de todos os alunos na sociedade e com a utilidade de sua formação (?);
- tenta fazer com que as desigualdades escolares não tenham demasiadas conseqüências sobre as desigualdades sociais
(?);
- permitir que cada um desenvolva seus talentos específicos, independentes de seu desempenho escolar (?);
Esta pesquisa se realizará a partir da construção de um quadro teorico metodológico para se identificar e analisar
questões ético-políticas presentes na gestão da educação. A abordagem normativa da ética na gestão da educação tem
como contra ponto uma abordagem descritiva no sentido de buscar na realidade educacional elementos empíricos. A
pesquisa de campo se dará em escolas de Ensino Fundamental da cidade de Curitiba.
RELEVÂNCIA
Investigar a dimensão ético-política da gestão pública da educação torna-se importante numa época em que tem
prevalecido uma visão técnico-instrumental da mesma, ainda que muito se tem falado em democracia e participação da
comunidade. Em relação à gestão escolar, quando se reduz a sua administração a uma mera “atividade cotidiana” visando
resultados que são impostos pelas políticas educacionais comprometidas com ajustes econômico-administrativos que não
são discutidos localmente, dificilmente se pode construir uma esfera de deliberação e decisão coletiva que resguarde os
valores da democracia. Compreender a administração da escola como uma atividade ético-política possibilita correlacionar
as exigências técnico-instrumentais com os novos imperativos morais intrínsecos a democracia e seus valores e a forma
como as decisões coletivas são condizentes ou não com as a justiça social.
OBJETIVO GERAL
Analisar os imperativos (exigências) ético-políticos para a gestão da Educação Básica tal como eles se apresentam nas
definições das políticas para a administração pública.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Contrapor diferentes concepções de democracia como base teórica para investigar a gestão da educação; analisar
concepções éticas que norteiam o trabalho dos gestores; investigar como gestores da educação identificam questões
éticas e como elas são tratadas por eles.
METODOLOGIA
Pesquisa teórica: apresentação, análise e crítica das tendências ético-políticas da democracia correlacionando-as com a
gestão da educação. Discussão de leis, diretrizes, parâmetros, decretos, pareceres nos quais aspectos ético-políticos da
gestão da educação são tratados.
Pesquisa empírica em escolas de Educação Básica: questionários e entrevistas com gestores da educação.
Reconstrução de um quadro normativo (ético-político) como contraponto para a análise dos dados coletados.
CORPUS
A racionalidade de práticas administrativas são compreensíveis à luz de uma determinada formação histórica, o que
possibilita críticas à tendência dominante local a partir de uma perspectiva maior, segundo a qual a lógica de uma
determinada gestão ganha sua razão de ser. Assim, pode se analisar a gestão da educação a partir da concepção de
formação humana que ela expressa. A ética constitui-se num enfoque que possibilita investigar as racionalidades da
gestão da educação no sentido de especificar a concepção de pessoa que modula as decisões numa organização
educativa. A gestão da educação é apresenta como atividade de medição da transformação de dons em talentos
(HELLER, 1998), o trabalho de fazer com que o que é dado natural e historicamente seja transformado pela atividade
pedagógica. A analisar a gestão em sua expressão ético-política significa pensá-la como uma formação histórico-social.
As ações administrativas da educação, por mais singular que sejam, devem ser enfocadas como síntese de várias
determinações, econômicas, políticas, culturais. Contudo, isso não significa que o gestor, ou aquele que toma alguma
decisão que define rumos da educação não tenha um espaço de autonomia, isto não seja um agente ético, autônomo.
Para discutir essa questão da autonomia da gestão da educação, abordo o modelo proposto por Agnes Heller. Nesse
sentido, não se trata de autonomia absoluta ou relativa, mas de uma “heteronomia relativa” (1998, p. 422). Com isso,
nega-se o determinismo, mas não se cai na ilusão ou ideologia liberal de que os sujeitos sociais são autônomos. Os
Ano Início
2006
Situação
Em
Andamento
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agentes que tomam decisões relativas ao ensino têm liberdade na medida em que eles escolhem sua heteronomia, ou
seja, seus compromissos. As escolhas no campo educacional não se dão livremente de restrições sociais e psicológicas.
Assim podemos dizer, com Heller, que “a heteronomia é relativa por ser livremente escolhida; ela é relativa até o ponto em
que é livremente escolhida” (1998, p. 423). Quando se fala em escolhas, heteronomia e autonomia, adentra-se no campo
da investigação ética, na investigação da moral. Na perspectiva moral, as ações podem ser enfocadas segundo a natureza
das determinações que as geram. Fala-se em autonomia quando o agente decide conforme determinações próprias, e em
heteronomia quando sua decisão é definida por forças que lhe são externas. Segundo a ética liberal, o indivíduo é
autônomo, uma espécie de átomo social capaz de autodeterminação, sendo referido como livre e racional para definir
seus interesses e deveres e buscar realizá-los ou cumpri-los. Na perspectiva comunitarista, essa autonomia do indivíduo é
negada, pois sua decisão é enfocada como sendo econômica, lingüística e culturalmente determinada, sua identidade é
sempre histórico-social. Mas de qualquer forma não podemos falar em ética sem a referência a um agente individual, quer
para falar em autonomia ou heteronomia, absolutas ou relativas. Segundo Heller, “a constituição da ética é possível e se
torna necessária quando, no seio de uma comunidade, o juízo individual (e portanto o papel da decisão individual) assume
real importância” (1985, p. 113). Mas isso não diz respeito à concepção de autonomia moral liberal tal como propuseram
pensadores como Kant, Piaget, Kolberg e mesmo Rawls. O eu criativo é sempre apenas relativamente autônomo. Essa
autonomia relativa do eu criativo se manifesta na realização humana, na sua formação, nos movimentos de
“transformações de dons em talentos”. Esse processo de transformação dos dons em talentos é central para se
compreender a educação. Com isso tem-se presente o esquema de Heller para uma analise da gestão da educação na
perspectiva ética. Trata-se da forma como ela expressa a relação entre a moral e a vida boa. A autora fala em uma
atividade sócio-política de transformação de dons em talentos:
“O melhor mundo sócio-político possível provê a melhor oportunidade para a boa vida porque oferece a possibilidade ótima
de desenvolver nossos dons em talentos. Assim, é porque, primeiro, diferentes modos de vida permitem diferentes
talentos, e uma pessoa é livre para abandonar um caminho de vida e tomar outro, dependendo de suas necessidades. Em
segundo lugar, uma vez que nesse universo nenhum modo de vida envolve dominação, não pode existir qualquer dom
cujo desenvolvimento em predicado não seja permitido. A pessoa honesta pode desenvolver, e praticar, qualquer talento
que tenha.” (1998, p. 420)
  Esse mundo melhor é o correlato do modelo que Heller denominou de “universo pluralístico”. Neste todas as culturas e
pessoas são unidas pelos laços de reciprocidade simétrica (1998, p. 420). A ética investiga a natureza dos laços que une
as pessoas e a forma como esses laços são constituídos através do discurso prático. Trata-se daquilo que em Heller
constitui os processos de construção e destruição de “ligação humana”. A moral passa a ser compreendida em relação às
ligações humanas que foram internalizadas. O esquema proposto por Heller torna-se heurístico para se compreender as
praticas e as instituições de formação humana. Ele nos permite investigar a gestão da educação como processo mediador
da transformação de dons em virtudes, processo coletivo paradoxal da “construção do próprio eu” (1998, p. 419). Nesse
processo, os descaminhos são sempre possíveis. Como diz Heller, “o eu não-formado não é o único material bruto do
totalitarismo. A pessoa que segue apenas interesses ‘racionais’ cai na mesma categoria (1998, p. 410). Racionalidade
econômica, a lógica da produtividade no mundo capitalista, não é expressão da autonomia, mas submissão ao rigor do
imperativo da maximização dos rendimentos. É como se não houvesse mais a possibilidade de pensar a si mesmo fora
dos termos comerciais, dos parâmetros do mercado. O caráter paradoxal da construção do eu, do processo de mediação
social nele implicado, expressa a relatividade da autonomia. Há uma dimensão social na passagem do dom para os
talentos e na prática destes. Não talentos necessitam de um meio social para se realizarem.
“a simples apreensão de um dom é guiada por uma matriz social do entendimento. Se qualquer dom apreendido pela
liderança da matriz de entendimento social pode ser desenvolvido em um talento, e se nenhuma restrição social, aberta ou
fechada, co-determina a seleção dos dons que alguém desenvolve em talentos, então autonomia relativa está envolvida”.
(1998, p. 422)
A gestão democrática da educação pressupõe a construção da autonomia coletiva em um âmbito específico da
deliberação pública: o campo da formação humana. A concepção de democracia que direciona ou se expressa em tais
espaços torna-se fundamental para se investigar a forma como a deliberação coletiva se legitima ou não.
CRONOGRAMA
Primeiro semestre de 2006: levantamento e revisão bibliográfica; segundo semestre de 2006: apresentação e discussão
do Estado da arte da pesquisa sobre o tema, discussão conceitual; primeiro semestre de 2007: discussão de modelos de
democracia e sua correlação com a gestão da educação; segundo semestre de 2007: análise de documentos referentes à
gestão democrática e coleta de dados (questionário, entrevistas com gestores da educação); primeiro semestre de 2008:
correlação entre a teoria e a prática da gestão democrática. Segundo semestre de 2008: elaboração do relatório final.
BIBLIOGRAFIA
BAQUERO, M. (Org.). Democracia, juventude e capital social no Brasil. Porto Alegre: Ed. UFRGS, 2004.
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GUIMARAES J Democracia e marxismo Crítica à razão liberal São Paulo: Xamã 1998
21/06/07 às 10:29 14 de 80 Chronos
Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Memória da Pós-Graduação
Sistema de Avaliação
Relações Nominais
Projetos de Pesquisa
EDUCAÇÃO
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WEITHEIN, J. & CUNHA, Célio. Fundamentos da Nova Educação. Brasília: UNESCO, 2005.
RESULTADOS ESPERADOS
Promover, por meio de reuniões e eventos locais, o debate na escola sobre as possibilidades e os limites da gestão
democrática. Publicação de artigos e um livro sobre a gestão democrática da educação na perspectiva ético-política;
apresentação de trabalhos em congressos sobre a temática. Oferecimento de cursos na graduação em pedagogia
(Disciplina: “Política e gestão da Educação Básica” e “Fundamentos filosóficos da Educação”) e no Mestrado em
Educação (Gestão da Educação). Palestras e conferencias sobre a temática.
PUBLICAÇÕES
SILVA, S. Ética pública e formação humana. In: Educação & sociedade. N. 96, v. 27. São Paulo: Cortez; Campinas:
CEDES, 2006.
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Psicologia da Educação. N. 6, V. 1. Vitória da Conquista -BA: UESB, 2006.
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Janeiro: PUCRJ, 2006 Disponível em: http://www.maxwell.lambda.ele.puc-rio.br/cgi-
bin/PRG_0599.EXE/8709.PDF?NrOcoSis=25994&CdLinPrg=pt
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SILVA, S. R. ; FERREIRA, N. S. C. ; SCHLESENER, A. H. ; MACHADO, L. M. ; MIKA, T. . Escola pública como campo de
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Simpósio sobre organização e gestão escolar. Aveiro: Universidade de Aveiro – Teoria, poiesis, práxis, 2006. v. 1. p. 46-58.
SILVA, S. R. Formação moral e narrativas ético-políticas. In: SCHELESENER, A. H. & PANSARDI, M. V. (Orgs) Políticas
públicas e gestão da educação. Curitiba: UTP, 2006.
Área de Concentração:
Categoria Equipe
Discente Autor Janaína Carla Lima
Docente Naura Syria Carapeto Ferreira
Discente Autor Ronise Gaspareto
Resp. Docente Sidney Reinaldo da Silva
Discente Autor Sirlene Maria Ferro
Discente Autor Teodósia Mika
EDUCAÇÃO
Alunos Envolvidos: 3 Especialização: 0 Doutorado: 0 Mestrado Profissional: 0 Mestrado: 2 Graduação:
21/06/07 às 10:29 15 de 80 Chronos
Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Memória da Pós-Graduação
Sistema de Avaliação
Relações Nominais
Projetos de Pesquisa
EDUCAÇÃO
2006 ANO BASE:
40020010002P-3 EDUCAÇÃO - UTP PROGRAMA:
LINHA DE PESQUISA: Políticas Públicas e Gestão da Educação
Projeto de Pesquisa
AS DESIGUALDADES SOCIAIS E AS POLÍTICAS DE ACESSO AO ENSINO SUPERIOR NO BRASIL
Descrição:
DESCRIÇÃO
Trata-se de uma pesquisa interinstitucional sobre “As desigualdades sociais e as políticas de acesso ao ensino superior no
Brasil”, que está sendo realizada junto aos alunos matriculados em cursos de graduação, em universidades públicas e
privadas, na perspectiva de identificar o perfil do acesso ao ensino superior, no contexto das desigualdades sociais.
RELEVÂNCIA DO TEMA
Conseguir uma vaga na educação superior, ainda constitui uma grande dificuldade para a grande maioria dos que buscam
esta modalidade de ensino. Embora tenham sido introduzidas mudanças nos processos de seleção, e o número de vagas
tenha aumentado, em especial, nos últimos anos, o acesso ainda é restrito, em especial, nas instituições e nos cursos
mais requisitados. Em 5 anos, o número de cursos de graduação cresceu 107%. Em 1998 existiam 6.950 cursos de
graduação e em 2002 já totalizavam 14.399, o que significa que 4 novos cursos foram sendo criados por dia. O número de
Instituições de Ensino Superior também aumentou, sendo que em 2002 já eram 1637 instituições. Mesmo com este
aumento de cursos e instituições, muitos jovens ainda estão excluídos da educação superior. Resultados da pesquisa
intitulada « Dinâmicas sócio-histórica, sócio-institucionais e familiares de produção da pobreza e exclusão social: uma
análise comparativa luso-brasileira”, realizada conjuntamente com pesquisadores europeus, (BONETI, 2001; 2002; 2003)
apontam que o critério utilizado pelas instituições públicas na formulação das políticas públicas, se restringe a resultados
quantitativos, como o caso do poder aquisitivo. Isto significa dizer que o parâmetro utilizado pelas instituições e pelas
classes dominantes é, na verdade, o da capacidade individual do poder de posse do capital cultural e dos bens
socialmente produzidos, sem dar importância à condição do acesso, objeto desta pesquisa.
OBJETIVOS
Identificar e caracterizar as especificidades do conjunto da diferenciação social no Brasil, na perspectiva de buscar
identificar os grupos sociais de maior alienação ao acesso ao ensino superior. Compreender a relação entre as
concepções teóricas “racionalistas” que fundamentam as ações das instituições públicas e a elaboração de parâmetros de
determinação da condição social utilizados hoje nas formulações das políticas públicas, com a diferenciação de
capacidade de acesso ao ensino superior pelos diferentes segmentos sociais. Identificar e caracterizar as políticas e as
ações de gestão do acesso ao ensino superior praticadas pelo Estado no Brasil.
CORPUS
Para desenvolver a pesquisa e fundamentar a análise o grupo vem realizando estudos teóricos sobre exclusão e inclusão,
capital social e cultural da sociedade, diferenciação social e políticas de educação superior no Brasil. Paralelamente
foram levantados os dados com os alunos das cinco instituições.
METODOLOGIA
A preocupação inicial diz respeito à centralização das ações de pesquisa pelos diferentes integrantes do grupo de
pesquisadores na perspectiva de se construir afinidades entre as suas especificidades de pesquisas com a proposta
central de investigação.
A identificação e caracterização das especificidades do conjunto da diferenciação social no Brasil na perspectiva de
buscar identificar os grupos sociais de maior alienação ao acesso ao « capital social » e « cultural » da sociedade, pode
ser realizado a partir da caracterização do perfil dos grupos sociais que normalmente têm acesso às instituições, ao «
capital social » e « cultural » da sociedade. Num primeiro momento optou-se por caracterizar os grupos sociais que têm
acesso ao ensino superior no Brasil. Utiliza-se a metodologia de comparar a estrutura da diferenciação social com a
tipologia do acesso. Para a identificação da diferenciação utiliza-se o conceito marxista de classe social; e para a
identificação da tipologia do acesso utiliza-se verificar a relação entre classe social (na qual se insere a pessoa) e o
serviço no qual teve acesso. No caso desta pesquisa, pressupõe-se que há serviços menos e mais valorizados pela
racionalidade burguesa, o caso específico dos diferentes cursos universitários. Na prática, na coleta de dados, busca-se
caracterizar o acesso a cursos considerados de maior e menor procura pela racionalidade burguesa.
Realização de uma investigação na perspectiva de compreender o perfil do acesso ao ensino superior, considerando as
variáveis que caracterizam o conjunto das desigualdades sociais e a relação existente entre o acesso e a condição social;
o curso escolhido e a condição social, a trajetória estudantil, o acesso e o curso escolhido etc.
Assim, o universo da pesquisa são os alunos matriculados em cursos de graduação. São sujeitos da pesquisa 761 alunos
da amostra composta por alunos de primeiro período das cinco áreas de estudos na educação superior, matriculados nos
cursos de: Filosofia, Pedagogia, Arquitetura, Direito, Medicina e Administração de cinco universidades distribuídas como
instituições pública, filantrópica ou privada com fins lucrativos (UFPR; PUCPR: UTP: PUC/RIO e UNISINOS).
Os dados coletados por meio de questionários com 37 questões estruturadas, estão em fase inicial de análise. Estes
dados estão sendo examinados separados por questões, por curso, por instituição, por área e a seguir serão cruzados e
comparados.
REFERÊNCIAS
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BOURDIEU, P. Economia das Trocas Simbólicas. São Paulo: Perspectiva, 2001.
Ano Início
2005
Situação
Em
Andamento
21/06/07 às 10:29 16 de 80 Chronos
Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Memória da Pós-Graduação
Sistema de Avaliação
Relações Nominais
Projetos de Pesquisa
EDUCAÇÃO
BOURDIEU, P. Escritos de Educação. 3. ed. NOGUEIRA, M. A.; CATTANI, A. (Orgs.). Petrópolis: Vozes, 2001.
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RESULTADOS ESPERADOS
As análises realizadas, portanto, possibilitam a construção da hipótese de que existe uma relação entre a condição social
e a tipologia do acesso ao capital social, cultural e a riqueza socialmente produzida. Urge investigar, portanto, em que
medida tal hipótese é verdadeira começando pela caracterização do perfil do acesso ao ensino superior no contexto das
desigualdades sociais, mesmo cientes de que tal investigação não absolutiza a resposta almejada e que outras
investigações serão realizadas na perspectiva do pleno atendimento dos requisitos deste projeto de pesquisa.
ETAPAS DA PESQUISA DESENVOLVIDAS EM 2006
Análise e discussão de dados
PUBLICAÇÕES EM 2006
-Divulgação de resultados parciais no X Seminário de Pesquisa da UTP
-Encontra-se em elaboração um texto com análises preliminares dos dados.
Área de Concentração:
Categoria Equipe
Resp. Docente Evelcy Monteiro Machado
Outro Participante Lindomar Wessler Boneti
Outro Participante Maria Lourdes Gisi
EDUCAÇÃO
Alunos Envolvidos: 0 Especialização: 0 Doutorado: 0 Mestrado Profissional: 0 Mestrado: 3 Graduação:
21/06/07 às 10:29 17 de 80 Chronos
Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Memória da Pós-Graduação
Sistema de Avaliação
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Projetos de Pesquisa
EDUCAÇÃO
2006 ANO BASE:
40020010002P-3 EDUCAÇÃO - UTP PROGRAMA:
LINHA DE PESQUISA: Políticas Públicas e Gestão da Educação
Projeto de Pesquisa
AS POLÍTICAS PÚBLICAS PARA A EDUCAÇÃO NO PARANÁ, NO GOVERNO DE MANOEL RIBAS
(1932-1945).
Descrição:
DESCRIÇÃO
O estudo procura analisar as políticas públicas voltadas para a educação no Paraná, durante o governo do interventor
Manoel Ribas, (1932/1945) privilegiando as escolas de ensino agrícola, que reflete o momento político- econômico da
opção paranaense pela exploração agrícola, visando transformar o estado em “celeiro do Brasil”. A criação de escolas de
trabalho e para o trabalho, prática já iniciada em governos anteriores, ganha novos contornos. A proposta do trabalho é
discorrer sobre práticas discursivas/não discursivas e ou institucionais afeitas às políticas educacionais na época
intervencionista, ancorada em fontes documentais como Leis, Decretos, Relatórios de Governo e Registro de Imprensa. A
análise teórica segue dois parâmetros: a questão das políticas públicas de gerenciamento da população e a questão da
criação das escolas de trabalho. O referencial teórico são estudos de Michel Foucault.
RELEVÂNCIA DO TEMA
A presente pesquisa procura contribuir para o aprofundamento dos estudos das políticas públicas da educação no Paraná,
num período ainda pouco discutido tanto pela educação como pela historiografia. Procura contribuir também para os
estudos históricos relativos à disciplinarização e controle social exercidos sobre a classe pobre e trabalhadora, num
momento em que o Estado do Paraná passa por transformações políticas e econômicas advindas do novo estatuto
jurídico da Nação ( Governo Getúlio Vargas- intervencionismo nos Estados ). Procedimentos, táticas, constituição de
instituições fazem parte deste momento de governamentalidade.
A criação de escolas de trabalho e para o trabalho, prática já iniciada em governos anteriores, ganha novos parâmetros,
ligados às atividades agrícolas, pela condução política da economia, qual seja a de transformar o Paraná no celeiro do
Brasil. Ao mesmo tempo, deixa-se aos empresários a tarefa de preparar os trabalhadores urbanos, tarefa esta que será
realizada com a instalação, no estado, de institutos como o Senai.
A pesquisa vem somar-se a outros estudos interessados em políticas públicas e ensino técnico e profissionalizante que se
desenvolvem em diversas universidades do Brasil. Positivamente, pelo seu referencial teórico, vem colaborar com o
programa de atividades do Grupo de Estudos Foucaultianos sobre disciplina e controle social dos Cursos de Mestrado em
Educação, História e Pedagogia da Universidade Tuiuti do Paraná.
OBJETIVO GERAL
Discutir as políticas públicas voltadas para a educação, no Paraná, durante o governo do Interventor Manoel Ribas
(1932-1945).
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
-Identificar as políticas públicas para a educação no Paraná no período, inserindo-as no contexto nacional.
-Relacionar as políticas educacionais destinadas ao atendimento à infância pobre.
- Contextualizar a criação de escolas voltadas para o trabalho agrícola e pesqueiro.
- Analisar a arquitetura escolar como forma de controle e disciplinarização
CORPUS
A pesquisa terá como âncora o corpus documental formado por Documentos Oficiais como Leis e Decretos de nível
nacional e estadual, Relatórios de Governo, Imprensa Periódica, material iconográfico, e plantas arquiteturais.
METODOLOGIA
A proposta de trabalho é discorrer sobre práticas discursivas / não discursivas e/ou institucionais afeitas às políticas
educacionais no período de intervenção de Manoel Ribas. A análise teórica deverá seguir dois parâmetros: a questão das
políticas públicas e a questão da criação de escolas de trabalho para o trabalho, como também a construção dos edifícios
escolares, e seguirá os pressupostos teóricos de Michel Foucault como governamentalidade e disciplina.
Empiricamente seguirá as seguintes etapas: 1 – Leituras e revisão bibliográfica; 2 – Levantamento e coleta de dados; a)
Documentação do Arquivo Público do Paraná – Mensagens Governamentais, Legislação Paranaense, Relatórios de
Secretários de Estado.
b) Periódicos – A República, Diário da Tarde, Jornal do Comércio e Gazeta do Povo, acervos da Biblioteca Pública do
Paraná e do Museu Paranaense. 3 – Organização e tratamento dos dados em sua pertinência ao referencial teórico; 4 –
Revisão e complementação do referencial bibliográfico; 5 – Articulação entre referencial teórico e dados obtidos para
concretização dos objetivos; 6 – Sistematização e redação de texto para divulgação dos resultados.
CRONOGRAMA
1- agosto de 2004 a dezembro de 2004
Definição do projeto e levantamento da documentação e de bases bibliográficas necessárias.
2- agosto de 2004 a junho de 2005
Análise do referencial teórico e do corpus documental , Testes de pertinência e elaboração de primeiros resultados.
3- janeiro 2005 a dezembro de 2005
Continuação do trabalho anterior e estudo do material iconográfico e das plantas arquitetônicas para análise dos espaços
escolares.
4 – janeiro de 2006 a dezembro de 2006.
Levantamento de escritos de educadores contemporâneos sobre o tema.
Redação de comunicações a serem apresentadas em eventos, e de capítulo de livro.
5 – janeiro de 2007 a março de 2007.
Elaboração final dos resultados.
RESULTADOS ESPERADOS
A pesquisa deve trazer como resultados suporte para atividades didáticas, bem como permitirá a elaboração de
comunicações para serem apresentadas em Congressos Nacionais e Internacionais, elaboração de artigos para revistas
especializadas da área, e capítulos de livros.
REFERÊNCIAS
ARENDT, H. A condição humana. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1993.
Ano Início
2004
Situação
Em
Andamento
21/06/07 às 10:29 18 de 80 Chronos
Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Memória da Pós-Graduação
Sistema de Avaliação
Relações Nominais
Projetos de Pesquisa
EDUCAÇÃO
BATALHA, C. H. M. A historiografia da classe operária no Brasil : trajetórias e tendências. In. FREITAS, Marcos Cezar de.
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QUELUZ, G. L. Concepções de ensino técnico na República Velha – 1909 – 1930.Curitiba: PPGTE/CEFET-PR, 2000.
ROMANELLI,O. História da Educação no Brasil. Petrópolis: Vozes,1988.
THOMPSON, E. P. A formação da classe operária inglesa. v.1 A árvore da liberdade; v.2 A maldição de Adão; v.3 A força
dos trabalhadores. Rio de Janeiro : Paz e Terra, 1987.
THOMPSON,E.P.. Costumes em comum. São Paulo : Cia das Letras, 1998.
ETAPAS DA PESQUISA DESENVOLVIDAS EM 2006
De acordo com o cronograma em 2006 foi dada continuidade ao trabalho de levantamento de dados como Mensagens
Governamentais, Legislação Paranaense e Relatórios de Secretarias de Estado, documentação que faz parte do acervo
do Arquivo Público do Paraná, bem como foi dada especial atenção ao levantamento de escritos de educadores sobre o
tema nos acervos da Biblioteca Pública do Paraná – Sessão Paranaense e de bibliotecas particulares.
PUBLICAÇÃO
Da análise do material coletado resultaram textos apresentados em Eventos Científicos, e um capítulo de livro, conforme
referências abaixo.
BONI, M.I.M., FERREIRA, N.S.C.& FORTUNATO,S.A O . Lauro Esmanhoto: uma história de vida na administração da
educação paranaense e brasileira. In: II CIPA Congresso Internacional sobre pesquisa(auto) biográfica - tempos,
narrativas e ficções: a invenção de si. Salvador: EDUNEB,2006.CD ROM
BONI,M.I.M. & MUELLER,H.I. Políticas Públicas e saberes educacionais. In : Foucault 80 anos III Colóquio
Franco-Brasileiro de Filosofia da Educação. Rio de Janeiro: UERJ, 2006 CD ROM.
BONI,M.I.M. & SALVADORI, A . Políticas de educação profissional- da Primeira República à gestão de Fernando Henrique
Cardoso. In: VI EDUCERE- Praxis. Curitiba: PUCPR, 2006 CD ROM.
BONI, M.I.M.& MONTEIRO, E.M. Escolas profissionalizantes no contexto das políticas do início da século XX. In: IV
Congresso Brasileiro de História da Educação – A Educação e seus Sujeitos na História. Goiania: Ed. Da UCG, Vieira,
2006 CD ROM
BONI, M.I.M. Políticas públicas educacionais para menores: profissionalização, assistencialismo ou correção. In:
MACHADO,E.M. & MUELLER,H.I. Políticas públicas educacionais: múltiplos olhares. Ijui: Ed Unijui, 2006.
Área de Concentração:
Categoria Equipe
Discente Autor Larissa Précoma
Resp. Docente Maria Ignês Mancini de Boni
Natureza Financiadores
Auxílio Financeiro UTP
EDUCAÇÃO
Alunos Envolvidos: 1 Especialização: 0 Doutorado: 0 Mestrado Profissional: 0 Mestrado: 1 Graduação:
21/06/07 às 10:29 19 de 80 Chronos
Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Memória da Pós-Graduação
Sistema de Avaliação
Relações Nominais
Projetos de Pesquisa
EDUCAÇÃO
2006 ANO BASE:
40020010002P-3 EDUCAÇÃO - UTP PROGRAMA:
LINHA DE PESQUISA: Políticas Públicas e Gestão da Educação
Projeto de Pesquisa
FORMAÇÃO E TRABALHO DE PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO: POLÍTICAS, DEMANDAS SOCIAIS E
PRÁTICAS PEDAGÓGICAS.
Descrição:
DESCRIÇÃO
Esta pesquisa visa discutir a formação de profissionais da educação expressas nas políticas públicas educacionais
contemporâneas e suas relações com demandas sociais por educação, e a inserção desses profissionais no mundo do
trabalho. Constitui-se em um amplo projeto que se especifica na investigação de campo, ou seja, parte de um estudo
geral, teórico e documental, sobre políticas públicas educacionais, demandas sociais por educação formal e não formal e
a formação dos profissionais da educação e foca-se nas relações de trabalho expressas por educadores - pedagogos e/ou
licenciados - distribuídos em diferentes campos de atuação. Organiza-se como um grupo de pesquisa que se articula em
torno do eixo de políticas nas categorias formação e trabalho consideradas como articuladoras do estudo
RELEVÂNCIA DO TEMA
A pesquisa dá continuidade a estudos anteriores que apresentam relações entre formação e trabalho dos profissionais da
educação, mas que pela transitoriedade que caracteriza a sociedade contemporânea necessita de permanente atualização
teórica e prática. Apóia-se em pesquisas realizadas, antes da Reforma de ensino, que evidenciavam contradições entre
políticas formadoras e espaços de trabalho dos profissionais em educação (MACHADO,1999) que apontam a necessidade
de continuidade dos estudos aprofundando a investigação sobre os dados, bem como em amplo referencial teórico sobre
o tema. Ressalta-se, também, o cenário contraditório da formação de professores especialmente da última década. Além
das transformações sociais que passam a demandar novos trabalhos pedagógicos, as mudanças expressas a partir das
políticas delineadas pela LDB 9394/96 interferem na formação e no trabalho do pedagogo e dos demais licenciados. As
próprias Diretrizes Curriculares para o Curso de Pedagogia aprovadas no decorrer de 2006 e o debate em torno do tema
são representativos das pressões e dos interesses diversificados presentes na construção das políticas públicas
brasileiras para essa área. O estudo se justifica, principalmente, por consolidar a formação de um grupo de pesquisa sobre
a formação de profissionais de educação, a partir de uma prática coletiva já em desenvolvimento e com produção
acadêmica crescente. O grupo de pesquisa possibilita integração da graduação com a pós-graduação por meio de
atividades de docentes e de discentes desde em trabalhos de conclusão de curso, iniciação científica, monografias e
dissertações de mestrado até nas parcerias de docentes em pesquisa institucionais e interinstitucionais. Propicia
condições de inclusão contínua de novos participantes que apresentem projetos relacionados ao problema de pesquisa.
OBJETIVO GERAL
Discutir a formação de profissionais da educação expressas nas políticas públicas educacionais contemporâneas e suas
relações com demandas sociais por educação, e a inserção desses profissionais no mundo do trabalho.
OBJETÍVOS ESPECÍFICOS
Discutir as políticas públicas educacionais pós LDB de 1996 para a formação dos profissionais da educação; Discutir o
trabalho dos educadores frente às demandas contemporâneas na educação formal, não-formal, inclusão social, educação
infantil, anos iniciais do ensino fundamental, educação continuada; Examinar a legislação referente à formação dos
profissionais da educação (pedagogia e/ou licenciatura); Examinar a distribuição de licenciados e de pedagogos no
trabalho – na educação formal e não formal; Examinar demandas de licenciados e pedagogos na organização do trabalho
pedagógico em escolas do Estado do Paraná.
CORPUS
Legislação educacional referente à formação de professores e pedagogos, destacando-se o período da Reforma de
Ensino em 1996.
Referencial bibliográfico referente à formação do educador – licenciado e bacharel. Políticas públicas educacionais
brasileiras a partir da década de 90. Educação e trabalho.
METODOLOGIA
A pesquisa de abordagem dialética tem caráter descritivo, interpretativo e exploratório.
Estrutura-se em duas fases que se integram:
1ª fase - análise e discussão de referenciais teóricos sobre políticas públicas educacionais referentes à formação do
educador – pedagogo e licenciados – de documentos oficiais referentes à relação teoria e prática e a formação dos
pedagogos – de pesquisas sobre formação e trabalho do pedagogo e de estudos sobre demandas sócio-educacionais, no
período de 1996 a 2005.
Com base nesses referenciais, serão construídas sub-categorias de análises relacionadas à formação e trabalho do
pedagogo que se complementarão com referenciais decorrentes da pesquisa de campo.
2ª fase – pesquisa de campo sobre profissionais da educação no trabalho. Por ser constituir em grupo de estudo o
detalhamento desta fase será estruturado em decorrência dos interesses dos integrantes do grupo, e estará sujeito a
mudanças contínuas.
REFERÊNCIAS
ALVES, N. (Org.) Formação de professores : pensar e fazer. São Paulo : Cortez, 2001.
ANDRÉ, M. (Org.) O Papel da pesquisa na formação e na prática dos professores. Campínas: Papirus, 2001.
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Paulo: Cortez; Campinas: Editora da Universidade Estadual de Campinas, 2003.
BECKER, L. S. da. O problema da prática de ensino na Universidade Federal do Paraná. Texto de tese de doutoramento.
Curitiba : UFPR, 1979.
BRASIL, Conselho Nacional de Educação, Parecer CNE/CP 009/01.
BRASIL, Lei de Diretrizes e Bases da Educação, nº 9394 de 20 de dezembro de 1996.
BRASIL, Ministério da Educação – Propostas de Diretrizes para Formação Inicial de Educação Básica em Nível Superior,
maio/2000.
BRASIL, Ministério da Educação Parecer CNE/CP28/2001.
BRASIL, Conselho Nacional de Educação. Resolução CNE/CP2 de 19 de fevereiro de 2002.
BRZEZINSKI, I. Pedagogia, pedagogos e formação de professores. Campinas: Papirus, 1996.
Ano Início
2005
Situação
Em
Andamento
21/06/07 às 10:29 20 de 80 Chronos
Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Memória da Pós-Graduação
Sistema de Avaliação
Relações Nominais
Projetos de Pesquisa
EDUCAÇÃO
DEMO, P. Educar para a pesquisa. São Paulo : Autores Associados, 1996.
FOUCAULT, M. Microfísica do Poder. Rio de Janeiro: Edições Graal, 1979.
GIROUX, H. A. Os professores como intelectuais. Rumo a uma pedagogia crítica da aprendizagem. Porto Alegre : Artes
Médicas, 1997.
IANNI, O. O colapso do populismo no Brasil. São Paulo: Civilização Brasileira, 1975.
LIBÂNEO, J. C. e PIMENTA, S. G. Formação de Profissionais da Educação: Visão Crítica e Perspectiva de Mudança.
Revista Educação & Sociedade, Ano XX, nº 68, 1999.
LÖWY, M. Ideologia e ciência social. São Paulo : Cortez, 1998.
LÜDKE, M. A complexa relação entre o professor e a pesquisa. In : ANDRÉ, M. O papel da pesquisa na formação e na
prática dos professores. Campinas : Papirus, 2001.
MACHADO, E. M. O Curso de Pedagogia da UFPR, segundo a Percepção de Alunos egressos. 1983. 100 f. Dissertação (
Mestrado em Educação) – Universidade Federal do Paraná, Curitiba.
MARAFON, M. R. C. Pedagogia crítica : uma metodologia na construção do conhecimento. Rio de Janeiro : Vozes, 2001.
PERRENOUD, P. Práticas pedagógicas : Profissão docente e formação – perspectivas sociológicas. Lisboa : Dom
Quixote, 1993.
PIMENTA, S. G. O estágio na formação dos professores : unidade teoria e prática. São Paulo : Cortez, 2001.
PIMENTA, S. G. O pedagogo na escola pública. São Paulo: Loyola. 1988.
ROMANELLI, O. História da Educação no Brasil, 20 ed. Petrópolis: Vozes, 2000.
SÁ, R. A. A construção do pedagogo: a fragmentação do saber – uma proposta de formação. 1997. 197 f. Dissertação
(Mestrado em Educação) – Universidade Federal do Paraná, Curitiba.
SANTOS, L. L. C. P. de. Dilemas e perspectivas na relação entre ensino e pesquisa. In : ANDRÉ, M. O papel da pesquisa
na formação e na prática dos professores. São Paulo : Papirus, 2001.
SCHEIBE, L. e AGUIAR M. A. Formação de Profissionais da Educação no Brasil: O Curso de Pedagogia em Questão.
Revista Educação & Sociedade, Ano XX, nº 68, 1999.
SILVA, C. S.B. da. Curso de pedagogia no Brasil: História e identidade. Campinas: Autores Associados, 1999.
SILVA Jr., J. R. Reforma do estado e da Educação. São Paulo: Xamã, 2002.
RESULTADOS
Foram elaboradas e apresentadas pelos participantes da pesquisa vinculados ao grupo de estudo sobre formação e
trabalho de profissionais da educação diversas produções em 2006, dentre elas:
a) a organização do livro “Políticas Públicas Educacionais: Múltiplos Olhares”, UNIJUI, Editora UNIJUI, RS;
b) os capítulos de livros “Políticas para a Formação de Professores no Contexto Neoliberal: Avanços”, do livro acima citado
e “Retrocessos e Aproximações Metodológicas na Pesquisa Educacional: Relações de Poder” capítulo do livro “Políticas
Públicas e Gestão na Educação” organizado por Anita Helena Schlesener e Marcos Vinicius Pansardi, publicado pela
Editora UTP, Curitiba;
c) dissertações de Mestrado em Educação da UTP de Maria Neve Collet Pereira, “Políticas Públicas para Educação
Infantil em Curitiba, Segundo Profissionais que atuam nos CMEIS (1997-2005)”; de Tatiana Cavanha Santos, “Formação
inicial docente: a Escola Normal do Colégio Sagrado Coração de Jesus (1946/1971)” e de Luis Verona, “Formação
docente para o ensino superior tecnológico aeronáutico” e dissertação de Mestrado de Maria Iolanda Fontana na PUC PR,
intitulada “A Prática de Pesquisa: relação teoria e prática no Curso de Pedagogia; d) trabalhos em evento internacional: no
X EIHE, Univ. Guanajuato, Guanajuato, México, foram apresentados “Da faculdade à universidade: o Curso de Pedagogia
da UTP (1973-1997)”, por Evelcy Monteiro Machado e “Formação, Trabalho e Memória de egressos do Curso de
Pedagogia” por Evelcy Monteiro Machado e Maria Ignês Mancini de Boni;
d) apresentação de trabalhos em eventos nacionais: no IV SBHE, Univ Católica de Goiás, Goiânia, GO, foi apresentado
por Maria Ignês Mancini De Boni o trabalho intitulado “Escolas profissionalizantes no contexto das políticas do início do
século XX” e Formação, Trabalho e Memória de egressos do Curso de Pedagogia”por Evelcy Monteiro Machado; Maria
Ignês Mancini De Boni; na ANPED SUL, UFSM, Santa Maria, RS foram apresentados por Evelcy Monteiro Machado e
Maria Ignês Mancini De Boni “Relações de poder: implicações na gestão educacional” e por Evelcy Monteiro Machado e
Maria Neve Collet Pereira “Infância nas Políticas Públicas: O Pedagogo como formador em serviço”; para ANPAE, UFRN,
Natal, RN foi enviado por Evelcy Monteiro Machado e Maria Neve Collet Pereira o trabalho “O pedagogo e a
profissionalização do educador infantil: Políticas de formação em serviço na rede municipal de Curitiba”; no ENDIPE,
UFMG, Belo Horizonte foi apresentado por Maria Iolanda Fontana “A Pesquisa no Currículo para a formação do Pedagogo:
desafios e possibilidades”; no EDUCERE, PUC PR, Curitiba, PR foram apresentado por Evelcy Monteiro Machado, Mª
Marlene do C.Pasqualotto e Maria Iolanda Fontana “Educação Não-Formal e as políticas de formação do pedagogo”, por
Crestine Rebelatto e Evelcy Monteiro Machado “O docente para a Educação Superior: aspectos da formação na
contemporaneidade” e por Maria Iolanda Fontana “A Pesquisa na formação de pedagogos: um estudo de caso”; no IV
EOP UNESP, Assis, SP foi apresentado o trabalho de Sarita Oliveira Fortunato e Evelcy Monteiro Machado, “As Políticas
Públicas e a Gestão da Educação Básica: Um desafio à formação do pedagogo escolar”; no 2º SBECE, ULBRA, Canoas,
RS, o trabalho de Evelcy Monteiro Machado e Mª Marlene do C. Pasqualotto, “Políticas de Educação de Jovens e Adultos:
desafios socioculturais à formação profissional”; no Seminário de Pesquisa, UTP, Curitiba, PR foi apresentado por Evelcy
Monteiro Machado; Maria Ignês Mancini De Boni; Maria Iolanda Fontana; M. Marlene do C. Pasqualotto, o relatório de
pesquisa ano 2006 “Formação e trabalho de profissionais da educação: demandas sociais e práticas pedagógicas”; II
EBEM, UFPR, Curitiba, PR, por Sarita Oliveira Fortunato o trabalho “O duplo caráter do trabalho na concepção marxista:
violência oculta e o processo educacional”; no Seminário de Iniciação Científica UTP, Curitiba, PR, “Formação e trabalho
do pedagogo: o egresso da UTP no trabalho (2003-2005)” por Crismara Natalino Paludo e Evelcy Monteiro Machado além
de trabalho de conclusão de curso e de iniciação científica na graduação do Curso de Pedagogia da UTP.
Área de Concentração:
Categoria Equipe
Discente Autor Crismara Natalina Paludo
Resp. Docente Evelcy Monteiro Machado
Discente Autor Luis Antonio Verona
EDUCAÇÃO
Alunos Envolvidos: 2 Especialização: 0 Doutorado: 0 Mestrado Profissional: 0 Mestrado: 8 Graduação:
21/06/07 às 10:29 21 de 80 Chronos
Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
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Relações Nominais
Projetos de Pesquisa
EDUCAÇÃO
Categoria Equipe
Docente Maria Ignês Mancini de Boni
Outro Participante Maria Iolanda Fontana
Discente Autor Maria Isabel da Silva Santos Buccio
Outro Participante Maria Marlene do Carmo Pasqualotto
Discente Autor Maria Neve Collet Pereira
Discente Autor Rosemar Soares
Discente Autor Sarita Aparecida de Oliveira Fortunato
Discente Autor Silvia Mara Veronese
Discente Autor Solange Granado Dantas de Oliveira
Discente Autor Tatiana Cavanha Santos
Natureza Financiadores
Auxílio Financeiro UTP
21/06/07 às 10:29 22 de 80 Chronos
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Projetos de Pesquisa
EDUCAÇÃO
2006 ANO BASE:
40020010002P-3 EDUCAÇÃO - UTP PROGRAMA:
LINHA DE PESQUISA: Políticas Públicas e Gestão da Educação
Projeto de Pesquisa
LAURO ESMANHOTO: HISTÓRIA DE VIDA E HISTÓRIA DA ADMINISTRAÇÃO DA EDUCAÇÃO NO PARANÁ
Descrição:
DESCRIÇÃO
Esta pesquisa investiga a trajetória de vida do Professor Lauro Esmanhoto, Professor Titular de Administração Escolar da
UFPR e Professor emérito da UFPR, sócio fundador da ANPAE e intelectual que se dedicou aos estudos da administração
escolar e à formação de profissionais gestores da educação. Sua atuação profissional se deu na UFPR e em todo Estado,
através da Universidade volante, metodologia que criou para formar administradores escolares e de sua atuação efetiva na
prefeitura municipal de Curitiba e nas entidades às quais pertencia em âmbito estadual, nacional e internacional.
RELEVÂNCIA DO TEMA
Estudar a gestão da educação exige que se conheça as origens não só da administração da educação, mas dos sujeitos
que a construíram com as concepções que nortearam suas trajetórias e construções teórico-práticas e acadêmicas. Tal é
a justificativa para investigar e divulgar a história de vida do Professor Lauro Esmanhoto, precursor da administração da
educação no estado do Paraná e um dos fundadores da ANPAE – Associação Nacional de Política e Administração da
Educação. Entende-se que, as histórias de vida, em especial, da chamada “vida” profissional que se constitui desta
dimensão de uma pessoa que se constrói na relação íntima com a dimensão pessoal tem dado origem a reflexõs
extremamente importantes para as ciências humanas e, em especial para a Pedagogia. Muitas importantes histórias de
vidas são biografadas ou autobiografadas, relatadas e admiradas como exemplos e outras “passam” ao largo, mesmo
tendo dado uma relevante e inestimável contribuição à sociedade humana e à educação. Octávio Ianni sempre aludiu, em
sua obra e singulares aulas, a importância de se considerar o ser universal que existe em cada homem singular que
“escreve” a sua história na história da humanidade que dialeticamente se consubstancia em cada ser huamano. E
acrescentava que o singular e o universal necessitam se confundem. Com esta mesma compreensão, Franco Ferrarotti
ratifica: “...se todo o indivíduo é a reapropriação singular do universal social e histórico que o rodeia, podemos conhecer o
social a partir da especificidade irredutível de uma práxis individual” (1988, p.27). Reafirma, desta forma, a importância que
as histórias de vida possuem no que concerne, entre várias outras razões, a de se constituirem em elemento precioso
para reflexão, estudo e formação das atuais e das novas gerações. Com esta convicção é que este projeto de pesquisa
se constitui numa pesquisa sobre a vida e a obra do Professor paranaense Dr. Lauro Esmanhoto, formado em Ciências
Jurídicas e Filosofia, que só foi e só deixou exemplo de educacor que forma pela palavra e pela ação sempre presente
junto a seus alunos e a todos que percebia estarem necessitando algo. Educador “por natureza”, dedicou toda a sua vida
ao ensino, à educação e à luta política em prol da educação de qualidade para todos. Portanto, mais do que uma
necessidade histórica, este trabalho constitui-se numa necessidade de trazer à luz, através da investigação histórica, a
história de uma vida que muitos exemplos deixou e que muitas vidas marcou. Objetiva trazer à luz a história de vida de um
educador que construiu vidas e muita vida promoveu nas “lutas” que ensejou no seu “dia a dia” de professor. Assim,
criou-se a necessidade de trazer à luz o que Lauro Esmanhoto foi, desde menino nascido em 2 de maio de 1913 em
Butiatuvinha, Santa Felicidade (Santa Felicidade se situa, além do Bairro de Santa Felicidade, nos arredores de
Curitiba/Paraná) numa existência que somou setenta e sete anos dedicados à educação e ao bem público.
 
OBJETIVO GERAL
Investigar a trajetória de vida do Professor Lauro Esmanhoto e da administração da educação a que se dedicou.
Objetivos específicos:
-Desenvolver pesquisa documental no DEPLAE da UFPR e na Universidade Federal do Paraná para coletar dados sobre
toda a vida profissional do Professor Lauro naquela instituição;
-Desenvolver pesquisa documental na Prefeitura Municipal de Curitiba e na Câmara Municipal de Curitiba onde foi
vereador e teve ampla participação no Sistema Municipal de Educação de Curitiba;
-Realizar entrevistas com intelectuais contemporâneos e ex-alunos do Professor;
-Examinar material colocado à disposição pela família do Professor;
-Produzir texto divulgando a intrínseca relação da administração da educação com sua trajetória de educador.
CORPUS
A história de vida de Lauro Esmanhoto, insigne educador paranaense, confunde-se com a história da Administração da
educação no Paraná. Foi, Lauro Esmanhoto, um exemplo de vida profissional em todas as dimensões da vida que
necessita ser biografada, pela relevante contribuição que deu ao Paraná, à educação brasileira e à sociedade humana,
como educador, radialista, administrador da educação e político que lutou pelas causas da educação com pioneirismo e
galhardia.  Por isto a importância e a necessidade de buscar nas raízes do já existido e vivido, o mundo em que se vive, é
uma necessidade histórica que nasce na trajetória da humanidade em cada ser humano que teve o privilégio de poder ver
e aprender exemplos humanos, histórias humanas que marcaram a vida humana e a humanidade. Constitui-se, portanto
um dever, para quem teve o privilégio de poder aprender com o Professor Lauro Esmanhoto, tantos exemplos de vida e de
educador.
Pela sua ampla atuação, a pesquisa se desenvolverá em todos os âmbitos em que o Professor Lauro desenvolveu suas
atividades profissionais e políticas, quer como professor, quer como político
METODOLOGIA
Serão realizadas entrevistas, pesquisa documental e exame de todo material coletado para posterior divulgação.
Cronograma: Cronograma de Pesquisa
2 Semestre de 2006: Levantamento de dados ( fontes primárias e secundárias) e elaboração de textos;
1 Semestre de 2007: Levantamento de dados ( fontes primárias e secundárias) e elaboração de textos;
2 Semestre se 2007: realização de entrevistas com educadores contemporâneos e ex-alunos e elaboração de textos;
1 Semestre de 2008: Continuação das entrevistas e elaborasção de textos
2 Semestre de 2008: organização dos dados coletados e organização de um livro a ser publicado
RESULTADOS ESPERADOS
Apresentação de textos em congressos; Publicação de artigos em revistas especializas.
Ê
Ano Início
2006
Situação
Em
Andamento
21/06/07 às 10:29 23 de 80 Chronos
Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Memória da Pós-Graduação
Sistema de Avaliação
Relações Nominais
Projetos de Pesquisa
EDUCAÇÃO
REFERÊNCIAS
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CÂMARA MUNCIPAL DE CURITIBA. Livro de Leis Municipais n.03 Leis 239 a
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ESMANHOTO, L. Entrevista realizada pelos Professores Evaldo Montiani Ferreira e Maria Dativa de Salles Gonçalves.
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EDUCAÇÃO
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saber fazer. Florianópolis: AESC/ANPAE.
ETAPAS DA PESQUISA DESENVOLVIDAS EM 2006:
Foram coletados dados na Câmara Municipal de Curitiba, Universidade Federal do Paraná e nos documentos da família.
Analisados estes materiais, foi possível produzir um texto que foi apresentado no do II CIPA - Congresso Internacional
sobre pesquisa(Auto) Biográfica: tempos, narrativas e ficções: a invenção de si. Salvador
PUBLICAÇÕES
FERREIRA, N. S. C. ; BONI, M. I. M. ; FORTUNATO, S. A. O. . Lauro Esmanhoto: uma história de vida na administração
da educação paranaense e brasileira. In: II CIPA -Congresso Internacional sobre Pesquisa (Auto)Biográfica: tempos,
narrativas e ficções: a invenção de si., 2006, Salvador. Anais do II CIPA - Congresso Internacional sobre pesquisa(Auto)
Biográfica: tempos, narrativas e ficções: a invenção de si. Salvador: Editora da Universidade Estadual da Bahia, 2006. v. 1.
p. 249-260.
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Discente Autor Camila Guarnieri
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Alunos Envolvidos: 3 Especialização: 0 Doutorado: 0 Mestrado Profissional: 0 Mestrado: 3 Graduação:
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Discente Autor Edmir Aparecido Bergamo
Discente Autor Júlia Fontes de Mello
Discente Autor Lizandra T Rosa
Docente Maria Ignês Mancini de Boni
Discente Autor Marise Mendes Silverio
Resp. Docente Naura Syria Carapeto Ferreira
Discente Autor Sarita Aparecida de Oliveira Fortunato
Docente Sidney Reinaldo da Silva
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2006 ANO BASE:
40020010002P-3 EDUCAÇÃO - UTP PROGRAMA:
LINHA DE PESQUISA: Políticas Públicas e Gestão da Educação
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O BANCO MUNDIAL E AS POLÍTICAS PÚBLICAS EM EDUCAÇÃO NO BRASIL: UMA LEITURA GRAMSCIANA
Descrição:
OBJETIVO GERAL:
Estudar a influência do Banco Mundial nas políticas públicas no campo da educação brasileira a partir do referencial
desenvolvido originalmente por Gramsci e posteriormente adaptado por pensadores da área de relações internacionais
para o estudo das instituições internacionais.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
Analisar o referencial bibliográfico sobre a atuação dos órgãos internacionais na educação do Brasil; investigar o uso dos
conceitos atualmente empregados para o estudo da sociedade civil global; utilizar os conceitos gramscianos sobre o papel
das organizações da sociedade civil no estudo da educação; analisar a bibliografia neo-gramsciana sobre relações
internacionais para o estudo das organizações internacionais.
RELEVÂNCIA E JUSTIFICATIVA:
Já há uma vasta literatura sobre a atuação do Banco Mundial no Brasil. O fenômeno vulgarmente conhecido como
globalização e o seu desdobramento no campo político-econômico que chamamos de neoliberalismo, trouxe consigo uma
fragilização do Estado-nação e da própria caracterização da soberania. Nos países da periferia, onde a soberania nunca
passou de um grande simulacro, a influência das grandes potências centrais sempre foi a tônica em todas as áreas da
vida nacional. Aqui, o conceito gramsciano de “revolução passiva” revela todas as faces dessa relação de dependência.
Os estudos sobre o Banco Mundial afloraram nesta última década como reflexo do papel desta instituição na educação
brasileira a medida em que o projeto neoliberal se torna vitorioso no mundo em primeiro lugar e no Brasil logo em seguida.
No entanto, estes estudos pecam pela falta de um referencial teórico que possa dar conta da atuação desta instituição
internacional em nosso país. Sendo pouco conhecido no campo dos pesquisadores da educação as teorias de relações
internacionais, que são aquelas que dispõem das ferramentas teóricas adequadas para o estudo destas instituições, este
trabalho busca preencher esta lacuna ao propor a utilização de uma teoria das relações internacionais, mais
especificamente as teorias desenvolvidos por teóricos neo-gramscianos como Robert Cox e Stephen Gill, para uma
abordagem qualitativamente nova sobre a atuação desta instituição na educação brasileira.
DISCUSSÃO TEÓRICA
A metamorfose da esquerda que passou de estatista a anti-estatista já é bem conhecida: da crítica ao Estado de
bem-estar social, somou-se a crítica ao “socialismo realmente existente”, particularmente do leste europeu, e a crítica ao
populismo e as ditaduras latino-americanas dos anos 70. Uma vaga libertária varreu esta esquerda que buscou saída não
apenas no anti-estatismo, mas também na negação das formas tradicionais de fazer política da esquerda, vistas como
para-estatais: os sindicatos e os partidos. A valorização da sociedade civil significou em essência a valorização dos
chamados “novos movimentos sociais” que levantavam bandeiras não contempladas pela esquerda tradicional: o
feminismo, as questões étnicas, a ecologia, a defesa do consumidor, etc. Esta “nova esquerda” se aproxima rapidamente
da “nova direita” neoliberal impulsionados pela crítica pós-moderna do caráter totalitário das grandes narrativas (em
especial do marxismo) que se amoldava bem as visões que declarando o “fim das ideologias” podia também declarar o fim
da própria história. Contudo, essa “nova esquerda” buscou suas referências tanto num marxismo renovado pelas idéias de
Antonio Gramsci, como nas concepções pós-marxistas de Jurgen Habermas. Como é possível compreender esta
transmutação de conceitos por concepções políticas aparentemente tão distintas? É possível identificar diferenças de
interpretação, apesar de muitas vezes nubladas por termos de uso comum? Ou estamos realmente convergindo para um
“pensamento único” que pouco divergiria em suas tonalidades? É importante, portanto, para concluir este texto, fazer uma
crítica a apropriação pela esquerda neo ou pós-marxista das visões comunitaristas e neoliberais da sociedade civil. A
aproximação das teses da direita neoliberal e da esquerda pós-moderna tem suas raízes na conjuntura histórica dos anos
60 com a crise do Estado de bem-estar social na Europa, com a rápida obsolescência do Estado comunista na Europa
oriental bem como na decadência do Estado populista na América Latina e sua substituição pelo Estado
Burocrático-autoritário originário das ditaduras militares implantadas nesse período. Um caráter fortemente anti-estatal e
anti-político caracteriza o pensamento desta esquerda neo-anarquista. Sua visão de baseia na compreensão de um
mundo onde o Estado perde o seu caráter central no jogo político, onde os conceitos modernos de cidadania, de
soberania, seja na sua vertente política seja jurídica, de democracia perdem rapidamente o seu fundamento nacional. É
uma concepção não apenas anti-estatal mas também pós-estatal. Diante do surgimento de novas estruturas de poder que
fogem ao controle do Estado, fruto de agentes de uma suposta sociedade civil global, as formas tradicionais de se fazer
política no campo da esquerda são vistos como também obsoletas, assim, os partidos e sindicatos deixam de ser veículos
prioritários para essa nova esquerda. Este novo mundo globalizado não é visto com otimismo, pois os novos centros
mundiais de poder, capazes de reproduzir estruturas de poder a nível mundial, gerando princípios, regras com caráter
gerencial, não são permeáveis pelos controles tradicionais da cidadania republicana. Adquire relevância, portanto, novas
formas de luta política geradas não mais de formas tradicionalmente estatais (partidos e sindicatos), mas movimentos de
uma sociedade civil global, como os movimentos anti-globalização, os movimentos ecológicos, as ONGs, etc. a
democratização dos novos centros de controle mundiais passa ser seu objetivo central. Se, por um lado, estas novas
estruturas de poder inseridas nesta sociedade civil global ensejam novas formas de dominação, longe esta a visão de que
esta se presta aos interesses do capital privado transacional. Para a esquerda pós-moderna, esta sociedade civil
internacional é vista como o locus privilegiado da democracia, de uma nova cidadania baseada na solidariedade entre os
povos. Enquanto os neoliberais vêem a sociedade civil global como um espaço anti-estatal que reconduz a primazia do
indivíduo sobre o coletivo, como um espaço de resistência eficaz do interesse privado contra o estatal, a esquerda
pós-moderna o vê como um território “comunitário” quem rompe com a dicotomia indivíduo/coletivo típica da fratura
moderna representada pelo bipolaridade Estado/sociedade civil. Se, por um lado, a esquerda tradicional (marxista) era
estatizante, não apenas por conceber a sociedade justa como centrada no Estado mas também por concentrar sua luta na
tomada do poder estatal; e, por outro lado, o neoliberalismo, é individualista, centrando suas esperanças de justiça na
lógica competitiva do mercado, esta nova esquerda deposita suas esperanças na nova ordem mundial, que apesar de
antidemocrática em sua origem, constituiu indiretamente o antídoto para sua cura. A sociedade civil global é vista de
Ano Início
2006
Situação
Em
Andamento
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maneira positiva, quando não apologética, a esquerda neo-anarquista coloca suas esperanças neste espaço que é visto
como o reino da solidariedade, da democracia, da justiça e do amor fraterno e não do egoísmo, sentimento propulsor do
comportamento mercantil ou político. Tanto o mercado como o Estado são vistos como reinos dos interesses privados, o
interesse público em uma sociedade globalizada apenas pode surgir da sociedade civil transnacional. A “demonização” do
Estado caminha paralela a “santificação” da sociedade civil. Assim, a sociedade civil ora é vista como o reino da
contestação social; ora como o espaço por excelência da democratização da sociedade, a esfera publica, o mundo da
vida. Para Rubem C. Fernandes (1994), é o locus onde imperam a “gratidão, a lealdade, a caridade, o amor, a compaixão
e a solidariedade, numa perspectiva individualizada (...)”. Para Habermas, como também para seus principais seguidores
Arato e Cohen (1992), a sociedade civil pode ser o espaço da realização do projeto emancipatório da humanidade, o
pós-moderno reino da liberdade, espaço este que promove a superação tanto do projeto neoliberal caracterizado pelo
individualismo radical centrado no mercado livre, no socialismo autoritário de tipo soviético assim como no projeto de
bem-estar social-democrático. Contudo, é na leitura de Antonio Gramsci que podemos notar a grande contradição desta
“nova esquerda”. O uso do conceito de sociedade civil desenvolvido pelo pensador italiano carrega um viés ideológico rico
de significações. Este conceito é uma das bases teóricas de apoio para a negação da via estatal como um caminho
correto para uma política radical. O Gramsci que aparece nos relatos pós-modernos é o teórico da cultura, da superação
do Estado pela sociedade civil. É uma leitura desse tipo que poderíamos deduzir da seguinte frase: “Ao defender a
condição de sujeitos livre e ativos também para as massas populares, Gramsci reinterpreta o conceito de homem como
ser social e como cidadão de uma sociedade tão ‘civil’ que chega ao ponto de não precisar do Estado como uma instância
exterior, uma vez que a liberdade toma o lugar da necessidade e o autogoverno, o lugar do comando” (Semeraro, 1999).
Lida descontextualizada esta citação despolitiza o conceito de sociedade civil, como território da luta de classes, este
passa a ser visto como um conjunto benfazejo de organizações e iniciativas privadas voltadas para a produção de bens e
serviços, um substituto para o Estado de Bem–estar social, a construção de uma política mínima de direitos “focalizados”
para os membros mais carentes da comunidade. É ainda Fernandes que exemplifica de maneira clara essa idéia: “É
preciso superar os parâmetros hiperpolitizados dos anos 60, pois os conflitos contemporâneos não se articulam mais a
partir da divisão capital e trabalho e nem da oposição público e privado.” O que diferencia a nova esquerda pós-moderna
dos neoliberais é uma linha tênue que passa pela defesa de uma democracia emancipatória radical e de uma negação da
“mercadologização” da sociedade humana, contudo, esta linha fica cada vez mais tênue quando nos aproximamos das
propostas de políticas públicas reais. Neste momento se confunde esta linha que se torna indistinta entre neoliberais e a
esquerda pós-moderna. Pois, para os neoliberais a sociedade civil é uma esfera anti-estatal, domínio do chamado terceiro
setor, da constituição do capital social, de uma concepção mínima de bem-estar fruto da construção de uma rede de
solidariedade. Os movimento sociais são reduzidos as ONGs. Esta leitura se harmoniza de maneira exemplar com os
documentos oficiais sobre política social emitidos pelo Banco Mundial, pela Organização Mundial do Comércio e pelo FMI,
bastiões do neoliberalismo globalizado. A leitura pós-moderna de Gramsci incita, no mínimo, alguns questionamentos.
Para Gramsci, a sociedade civil é sim, tanto a esfera da organização e representação de interesses públicos, voltados
para a coletividade e para a preservação e ampliação dos direitos da cidadania, quanto é o espaço para a expressão dos
interesses econômico-corporativos da burguesia. È um espaço de conflito, por um lado permite a organização das massas
populares em um projeto contra-hegemônico, por outro lado, é o território por excelência da afirmação ideológica do capital
através das instâncias privadas de hegemonia. Em realidade o Estado permanece para ele como a entidade política
básica é o lugar onde os conflitos sociais ocorrem – o local onde as hegemonias das classes sociais se constituem.
Quando se pensa no conceito de sociedade civil desvinculado do Estado, como o fazem os pós-modernos, se abstrai toda
formulação gramsciana sobre a correlação dialética entre estes dois territórios que se resumem na sua concepção de um
“Estado ampliado”. Segundo Liguori (2003), é este o conceito fundamental dos cadernos, e não o de sociedade civil. Por
outro lado, segundo Stephen Gill (2003) a chamada globalização é em verdade uma crise orgânica do modelo
social-democrata de regulação do capital e não um a crise do Estado. A construção de um modelo neoliberal pressupõe
um rearranjo do bloco histórico numa vertente transacional. A constituição de um Estado internacionalizado reflete as
mudanças na relação entre sociedade civil e sociedade política dentro deste novo bloco histórico. A globalização do
Estado e em conseqüência o fortalecimento de uma sociedade civil internacional, não significa a falência daquele, mas
apenas uma reestruturação das forças das classes dominantes mundiais. A incorporação dos conceitos neoliberais pela
esquerda mundial parece uma reatualização de um fenômeno que Gramsci descreveu com propriedade: o transformismo,
ou seja, a capacidade das classes dominantes de transformar as idéias potencialmente contra-hegemônicas, fazendo-as
consistentes com a sua hegemonia. Servindo como um guia de políticas públicas para o terceiro mundo. Se insere no
campo da revolução passiva, ou seja de reformas que permitam o desenvolvimento das economias periféricas sem que a
hegemonia do capital seja contestada, ao contrário, garantindo sua legitimação perante as massas despossuídas. Como
diria Robert Cox: “ A hegemonia é como um travesseiro, que absorve pancadas e, contudo, mais cedo ou mais tarde, o
suposto agressor o encontrará confortável para descansar sobre ele.” (1983)
METODOLOGIA
Este trabalho se caracteriza pelo uso de um referencial teórico específico, as análises neogramscianas em relações
internacionais, para o estudo de um tema em educação. Em verdade estamos em uma zona cinzenta entre a área de
conhecimento das relações internacionais, ou da política internacional e o campo da educação. O trabalho consistirá
estudo bibliográfico sobre a influência do Banco Mundial nas políticas públicas brasileiras, seguido de um estudo sobre as
teorias neogramscianas e por fim a investigação da ação daquela instituição a luz deste referencial teórico. E o que são
essas teorias neogramscianas? Assim como não existe uma escola única do marxismo (o próprio Marx negou ser
marxista), também não há uma escola gramsciana única. Tampouco há alguma interpretação consensual dos
pensamentos fragmentados e às vezes contraditórios de Gramsci relativos à teoria social. Ao invés disto, há grupos de
acadêmicos trabalhando de formas que endereçam algumas das questões elevadas e posicionadas em termos
gramscianos, através de disciplinas diferentes, em um grande número de países. Mesmo assim, trabalhos
impressionantes começaram a emergir sobre a internacionalização do Estado e sociedade civil, os aspectos internacionais
da hegemonia e supremacia social, e as formações transnacionais de classe e blocos e forças econômicas, o papel dos
intelectuais orgânicos e das organizações internacionais e outros assuntos que ajudam a definir a natureza da política
global no século XX.
CRONOGRAMA
Levantamento bibliográfico sobre o conceito de sociedade civil em Gramsci; (março a junho de 2006); levantamento
bibliográfico sobre o conceito de sociedade civil global; (julho a outubro de 2006); levantamento bibliográfico sobre o uso
das categorias gramscianas para o estudo das instituições internacionais; (novembro de 2006 a fevereiro de 2007);
levantamento bibliográfico sobre o Banco Mundial e educação (março a julho de 2007); levatamento bibliográfico sobre o
Banco Mundial e a políticas públicas brasileiras em educação; (julho e novembro de 2007); organização e análise de
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Banco Mundial e a políticas públicas brasileiras em educação; (julho e novembro de 2007); organização e análise de
dados, redação final e preparação para publicação; (dezembro de 2007 a fevereiro de 2008)
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Área de Concentração:
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Discente Autor Izabel da Silva
Discente Autor Janete Ilibrante
Resp. Docente Marcos Vinícius Pansardi
Docente Renato Gross
Discente Autor Vera Maria Carvalho
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POLÍTICA E EDUCAÇÃO EM GRAMSCI: ESCRITOS DE JUVENTUDE (ESTADO, EDUCAÇÃO, CIDADANIA).
Descrição:
DESCRIÇÃO
O projeto visa a pesquisar aspectos da produção teórica de Antonio Gramsci, no que se refere à sua reflexão política e
pedagógica, a fim de refletir sobre questões atuais da gestão democrática da educação. Pretende-se desenvolver uma
leitura da relação entre política e educação, tema que permite pensar questões referentes aos objetivos da linha de
pesquisa: Políticas Públicas e Gestão da Educação. Entende-se que o tema proposto é de relevância porque permite
esclarecer os elos entre política e educação no contexto da obra de um autor que tem exercido grande influência no
pensamento pedagógico brasileiro e pensar alternativas concretas para a gestão da educação e a formação do
profissional da área..
OBJETIVO GERAL
Investigar a relação entre política e educação nos escritos pré-carcerários de Antonio Gramsci.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
1. Mostrar como as formas de exercício do poder recorrem à formação cultural e se desdobram em projetos educacionais;
2.  Analisar o papel dos intelectuais no contexto das relações de poder e seu papel na formação do educando; 3.
Explicitar a função da escola no contexto de um projeto de sociedade; 4. Explicitar as noções de Estado, democracia,
liberdade e cidadania implícitas no projeto liberal e as propostas de sua renovação a partir da leitura de Gramsci;
5.  Refletir sobre a Gestão política da educação a partir dos pressupostos gramscianos.
CORPUS
O tema proposto encontra-se em fase de desenvolvimento e visa mostrar como as novas formas de exercício do poder
recorrem à formação cultural para se consolidarem e como as noções gramscianas de cultura e educação apresentam
aspectos inovadores no sentido da formação de um pensamento crítico e autônomo que possibilite também a vivência
efetiva da cidadania. A abordagem gramsciana parte de análises conjunturais e estruturais da realidade italiana e sua
inserção no contexto do capitalismo europeu para entender a função da escola nos contextos analisados. A estrutura
centralizadora do Estado italiano, constituído a partir de alianças entre elites, que excluíram as classes trabalhadoras cujos
anseios de mudanças mais radicais foram ignorados, gerou políticas públicas que viabilizaram a implantação de uma
escola diferenciada. A leitura aqui proposta pretende retomar aspectos da história italiana no discurso de Gramsci a fim de
compreender a estrutura e a função da escola no processo de formação cultural e política da época. A partir do sentido
amplo de educação como algo que ocorre ao longo da vida, Gramsci apresenta a escola como uma das instâncias de
formação do cidadão. O sentido de cidadania no contexto do trabalho de Gramsci apresenta-se vinculado a um projeto de
sociedade, de modo que há uma idéia de cidadania posta pela realidade da sociedade burguesa e outra idéia gerada no
âmbito da construção de um projeto socialista no movimento políticos dos trabalhadores. Para os trabalhadores, educar-se
significa romper com os estritos limites da democracia burguesa, que geram a indiferença e o ceticismo, para desenvolver
uma nova sensibilidade e um pungente senso de responsabilidade histórica. A política e a vida social italiana da época,
condicionadas pela instituição de um Estado conservador e centralizador, eram limitadas e geravam poucos recursos de
participação efetiva na vida política e de vivência da cidadania. Conforme os escritos de Gramsci a censura política era
comum mesmo em tempos normais de democracia e os indivíduos não conheciam seus direitos, apenas os seus deveres,
de modo que caiam numa apatia política ou num ceticismo difícil de demover. Por outro lado, quando os cidadãos
procuravam se manifestar faziam-no por meio do sentimentalismo (o que demonstra pouca formação política no sentido
de conhecimento de relações, caminhos, meios, etc.); outra forma de manifestação era, no dizer de Gramsci, a falta de
caráter, ou seja, a criação de mecanismos escusos para alcançar objetivos também não muito claros. As mínimas
condições de liberdade política criavam uma situação de subordinação, de corrupção, de obscuridade à qual os indivíduos
se acomodavam. Uma cidadania efetiva exigia a criação de novas relações políticas em que houvesse debate franco,
transparência de ações e efetiva participação de todos os cidadãos. Dentro do contexto teórico referido, cabe explicitar os
conceitos de Estado, democracia, liberdade, cidadania, bem como a ação da escola nesse processo de formação. A
crítica gramsciana remete-se à formulação de propostas para a renovação da estrutura política no modelo democrático, da
escola e da própria noção de cultura, como exercício crítico do pensamento e da cidadania.
METODOLOGIA
Entende-se que uma metodologia não é apenas uma técnica de abordagem de um tema, mas um posicionamento teórico.
Assim, considera-se o caráter histórico de qualquer abordagem teórica: a teoria tem como pressuposto o jogo das
concepções antagônicas e suas implicações políticas em cada momento histórico. No caso de Gramsci, o acento dado à
questão cultural não pode perder de vista a articulação e a interdependência recíproca entre o econômico-social e o
político-ideológico. A leitura de Gramsci nos dias atuais se justifica pela atenção que este autor concedeu à questão da
cultura e também ao modo como analisou a questão escolar no bojo de um processo de educação. Esse trabalho
pretende construir o processo do trabalho intelectual de Gramsci nos escritos de juventude, produtos da reflexão sobre um
momento histórico e uma prática política, Só uma leitura realizada com esses critérios pode permitir tirar contribuições
para a análise de situações contemporâneas. A leitura da produção teórica de Gramsci (polêmicas bem localizadas nos
artigos de juventude e um trabalho fragmentado nos escritos do cárcere) exige o levantamento e leitura de material de
arquivos no decorrer da pesquisa, conforme o tema a ser desenvolvido. A análise se fará buscando as referências e as
interpretações dos conceitos fundamentais para esta pesquisa (cultura, formação de uma nova concepção de mundo,
educação, escola); faz-se necessário também resgatar as tendências teóricas que, se não influenciaram, serviram de
estímulo ao trabalho crítico nessa fase de seu trabalho: Croce, Sorel, Labriola, De Sanctis, entre outros.
RESULTADOS ESPERADOS
A pesquisa encontra-se em andamento e dela resultam três trabalhos apresentados em eventos e capítulo de livro a ser
publicado em 2006. Resultou, também, em um Tópico Especial “Política e Educação em Gramsci I e II” desenvolvido em
dois semestres letivos em 2005.
REFERÊNCIAS
BROCCOLI, A. Antonio Gramsci y la educacion como hegemonia. México, Nueva Imagen, 1977.
Ano Início
2005
Situação
Em
Andamento
21/06/07 às 10:29 30 de 80 Chronos
Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Memória da Pós-Graduação
Sistema de Avaliação
Relações Nominais
Projetos de Pesquisa
EDUCAÇÃO
BUZZI, A. R. La teoria política de Antonio Gramsci. Barcelona : Fontanella, l969.
DE JESUS, A. T. Educação e Hegemonia.São Paulo: Cortez; Campinas:Univ. de Campinas, 1989.
DIAS, E.F., Gramsci em Turim: a construção do conceito de hegemonia. São Paulo Xamã, 2000.
FRANCIONI, G. L’officina gramsciana: ipotesi sulla struttura dei Quaderni dal
Carcere. Napoli : Bibliopolis, 1984.
GRAMSCI, A. Scritti Giovanili 1l9l4-19l8). Torino, Einaudi Editore, 1975.
GRAMSCI, A. Sotto la Mole (1919-1920).Torino, Einaudi Editore, 1975.
GRAMSCI, A. La Cittá Futura (1917-1918), Torino, Einaudi Editore, l982.
GRAMSCI, A. Il nostro Marx (1918-1919). (a cura di S. Capioglio). Torino, Einaudi Editore.
GRAMSCI, A. Quaderni del Carcere (Edizione critica dell Istituto Gramsci, a cura di Valentino Gerratana). 2a. ed. Torino,
Einaudi Editore, 1977,
JESUS, A. T. Educação e Hegemonia no pensamento de Antonio Gramsci. São Paulo: Cortez, 1989.
JOCTEAU, G. C. Leggere Gramsci. Milano : Feltrinelli, 1977.
MANACORDA, M. A. O princípio educativo em Gramsci. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1990.
NOSELLA, P. A escola de Gramsci. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1992.
NEGT,O. Dialética e história: crise e renovação do marxismo Porto Alegre, Movimento/Goethe Institut,1984.
SCHLESENER, A. H. Hegemonia e cultura: Gramsci. Curitiba, Editora UFPR, 1992.
SCHLESENER, A. H. Revolução e Cultura em Gramsci. Curitiba, Editora UFPR, 2002.
PUBLICAÇÃO
Artigo em periódico com o título: A formação da consciência crítica e a gestão democrática da educação, publicado em
co-autoria com a Professora Naura Syria Carapeto Ferreira, na Revista Contexto e Educação, p. 155-172.
Capítulos de livro vinculados ao projeto:
A gestão democrática da educação e a formação do senso comum, no livro Políticas Públicas e Gestão da Educação,
Série Cadernos de Pesquisa, p. 99-116.
Gestão democrática da educação e formação dos conselhos escolares, no livro Políticas Públicas e Gestão da Educação:
polêmicas, fundamentos e análises, organizado pela Profa. Naura Syria Carapeto Ferreira, p. 100-115.
Trabalhos em eventos:
V Jornada do Núcleo de Ensino de Marília - Escola (d)e Gramsci – Unesp – Marília,
Resumos:
A educação Pública brasileira e o projeto de uma escola unitária
A escola de Leonardo: considerações acerca dos intelectuais a partir dos escritos de Gramsci
A gestão da Educação em Gramsci: um olhar democrático a partir do trabalho nos Conselhos de Fábrica.
O projeto de sociedade para compreensão da educação e da cidadania em Gramsci
Trabalhos completos:
X Seminário de Pesquisa da UTP - Gestão democrática da educação: observações a partir de uma abordagem
gramsciana.
Área de Concentração:
Categoria Equipe
Resp. Docente Anita Helena Schlesener
Discente Autor Carmen Lucia Chaim Mattos
Discente Autor Iverson Kovalski
Discente Autor Luigi Chiaro
Discente Autor Maria Cristina Elias Esper Stival
Discente Autor Patricia de Moura Leite
EDUCAÇÃO
Alunos Envolvidos: 1 Especialização: 0 Doutorado: 0 Mestrado Profissional: 0 Mestrado: 4 Graduação:
21/06/07 às 10:29 31 de 80 Chronos
Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Memória da Pós-Graduação
Sistema de Avaliação
Relações Nominais
Projetos de Pesquisa
EDUCAÇÃO
2006 ANO BASE:
40020010002P-3 EDUCAÇÃO - UTP PROGRAMA:
LINHA DE PESQUISA: Políticas Públicas e Gestão da Educação
Projeto de Pesquisa
POLÍTICAS PÚBLICAS E O ENSINO DE FILOSOFIA NO BRASIL (1934-1970)
Descrição:
DESCRIÇÃO E RELEVÂNCIA
O presente projeto tem por objetivo dar continuidade a nossa pesquisa sobre as relações entre as políticas públicas e o
processo de institucionalização do ensino de filosofia no Brasil; no projeto anterior procuramos, antes de tudo, identificar
os principais momentos do referido processo. O resultado da pesquisa nos permitiu caracterizar, os três diferentes
períodos na história da institucionalização do ensino da filosofia no Brasil: o I Período foi identificado, como aquele que
antecede a fundação das Instituições de ensino superior de filosofia, ou seja entre 1556 e 1934. O II Período corresponde
a constituição e a consolidação das Faculdades de Filosofia no Brasil entre 1934 e 1970. Por fim, identificamos o III
Período, com a criação dos programas de pós-graduação em filosofia em nível de Mestrado e Doutorado, e com a criação
e fortalecimento da ANPOF (Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia). Nosso projeto atual pretende
aprofundar aspectos relativos ao segundo período, em particular, os aspectos referentes ao ensino da filosofia em duas
Instituições de ensino, uma regular a FFCL-USP e a outra o ISEB. No interior destas duas foi elaborada uma rica reflexão
que influenciou a reflexão epistemológica das diferentes áreas das Ciências Humanas em particular da educação, cabe
aqui por exemplo destacar a rica contribuição da FFCL-USP e de Álvaro Vieira Pinto e do ISEB, por exemplo.
OBJETIVO GERAL
Investigar as relações existentes entre as políticas públicas para o ensino superior e as instituições de ensino de filosofia
no Brasil nos anos 1934/1970;
Estabelecer as diferentes vias de consolidação do ensino superior de filosofia no Brasil.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Analisar a constituição da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras da Universidade de São Paulo e a tentativa de criação
de um projeto hegemônico;
Analisar a ação das políticas públicas na experiência da Universidade do Distrito Federal e da Faculdade Nacional de
Filosofia;
Analisar a tentativa de criação de uma hegemonia nacional desenvolvimentista no ISEB e a sua atividade pedagógica;
Investigar a contribuição de Álvaro Vieira Pinto para a elaboração de uma reflexão sobre a educação.
CORPUS
Na nossa pesquisa anterior, desenvolvemos uma leitura, que nos ajudou a entender o processo de institucionalização do
ensino da e das Ciências Humanas ocorrido na Europa na primeira metade do século XIX (SCHNÄDELBACH 1984;
WALLERSTEIN 1996). Por outro lado identificamos, que este processo ocorreu no Brasil, somente a partir da década de
1930 no século XX, ou seja, um exemplo de institucionalização retardatária (CÂNDIDO 1981; ZEA 1987). Para uma
análise do período 1934/1970, nos utilizaremos uma série de trabalhos dedicados a história do ensino superior do período
em questão O nosso trabalho retomará a discussão desenvolvida sobre a relação entre estado e ensino superior no
período em questão (AZEVEDO 1958; CARDOSO 1982; CUNHA 1986; FÁVERO 1977; FÁVERO 1980; PAULA, 2002;
SCHWARTZMAN, 1979; TEIXEIRA 1989), como também voltará a discussão sobre a institucionalização da filosofia e das
Ciências Humanas no Brasil (ARANTES 1994; FREITAS 1988; MICELI 1989; MICELI 1995; SCHWARTZMAN 2000).
METODOLOGIA:
Nossa pesquisa se baseará fundamentalmente em livros, artigos e depoimentos referentes ao objeto em questão, como
também o levantamento de documentos e relatórios referentes ao período de nossa pesquisa.
CRONOGRAMA DE PESQUISA:
Planejamento: 05/2006 – 08/2006; reunião do material bibliográfico: 06/2006 - 12/2003; revisão Bibliográfica: 08/2006 –
06/2007; leitura do material levantado: 08/2006 – 12/2007; análise do material: 01/2007 – 12/2007; elaboração do relatório
final: 01/2008 – 04/2008.
REFERÊNCIAS
ARANTES, P. E. Um departamento francês de ultramar, Estudos sobre a formação da cultura filosófica uspiana, São
Paulo: Paz e Terra, 1994.
ARANTES, P. E. O Fio da Navalha. Uma conversa e quatro entrevistas sobre a filosofia e a vida nacional, Rio de Janeiro:
Paz e Terra, 1996.
AZEVEDO, F. de A Cultura Brasileira, São Paulo: Melhoramentos, 3. ed., 1958.
CÂNDIDO, A. Sociologia no Brasil, in: Enciclopédia Delta Larousse, Vol. IV,Rio de Janeiro, 1964.
CÂNDIDO, A. Formação da Literatura Brasileira (Momentos decisivos), Belo Horizonte: Itatiaia, 6. ed., 1981.
CARDOSO, I. R. A Universidade da Comunhão Paulista, São Paulo: Cortez, 1982.
CUNHA, L. A., A Universidade Temporã, Rio de Janeiro: Francisco Alves, 2. ed., 1986.
CUNHA, L. A., Ensino Superior e Universidade no Brasil, In: LOPES, E. M. T., FARIA FILHO, L. M. e VEIGA, C. G.
(Orgs.), 500 Anos de Educação no Brasil , Belo Horizonte: Autêntica, 2000.
DE BONI, L. A . Programas de Pós-Graduação em Filosofia: 1990-1995, Porto Alegre: EDIPUCRS, 1997.
LÉVI-STRAUSS, C. Tristes Tropiques, - Terre Humaine/Poche. Paris: Plon , 1984.
FAVERO, M. L. A., A Universidade brasileira em busca da sua identidade, Petrópolis: Vozes, 1977.
FAVERO, M. L. A. Universidade & Poder análise crítica/fundamentos históricos: 1930 – 1945, Rio de Janeiro: Achiamé,
1980.
FERNANDES, F. A Questão da USP, São Paulo: Brasiliense, 1984.
FREITAS, M. C. Historiografia brasileira em perspectiva, São Paulo: Contexto/USF, 1998.
FREITAS, M. C. de: Álvaro Vieira Pinto: a personagem histórica e sua trama, São Paulo: Cortez – USF, 1998.
MAUGÜÉ, J. O Ensino da Filosofia; suas diretrizes”, in: Revista Brasileira de Filosofia, n. 20, São Paulo: 1955.
MAUGÜÉ, J. Les Dents Agacées, Paris: Buchet/Chastel, 1982.
MELLO E SOUZA, G. A estética rica e a estética pobre dos professores franceses, in:Diálogo, n. 9, São Paulo, 1978.
MICELI, P. História das Ciências Sociais no Brasil, São Paulo: Vértice/Idesp,1989.
Ano Início
2006
Situação
Em
Andamento
21/06/07 às 10:29 32 de 80 Chronos
Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Memória da Pós-Graduação
Sistema de Avaliação
Relações Nominais
Projetos de Pesquisa
EDUCAÇÃO
MICELI, S. (org) História da Ciência Social no Brasil, Vol 2, São Paulo:Fapesp, 1995.
PAULA, M. de F. de. A modernização da Universidade e a transformação da intelligenzia universitária, Florianópolis:
Insular, 2002.
SCHNÄDELBACH, H. German Philosophy 1831 –1933, Cambridge University Press, 1984.
SCHWARTZMAN, S. Formação da Comunidade científica no Brasil, São Paulo: Companhia Nacional – FINEP, 1979.
SCHWARTZMAN, S. (Org.), Tempos de Capanema, Rio de janeiro: Paz e Terra – FGV, 2000.
TEIXEIRA, A. Ensino Superior no Brasil: Análise e Interpretação da sua evolução até 1969, Rio de Janeiro: FGV, 1989.
WALLERSTEIN, I. l (org.), Para abrir as Ciências Sociais, São Paulo: Cortez, 1996.
ZEA, L. Sobre a Filosofia Americana, In: Studia Filozoficzne, Varsóvia, nº 12 (265), 1987.
RESULTADOS ESPERADOS
Como resultado da pesquisa esta prevista, a elaboração de diferentes artigos, comunicações, artigos e/ou capítulos de
livro, que analisem o papel desempenhado pelas políticas públicas, na criação das Instituições de ensino superior de
filosofia no Brasil nos anos 1934 – 1970. Será igualmente investigado, o papel destas instituições na tentativa de criação
de diferentes projetos hegemônicos.
ETAPAS DA PESQUISA DESENVOLVIDAS EM 2006
O ano de 2006 foi antes de tudo dedicado, as primeiras atividades previstas no Cronograma do Projeto Planejamento do
projeto, levantamento do material bibliográfico, e início das leituras do material bibliográfico levantado.
PUBLICAÇÃO
Foram publicados no ano de 2006 os seguintes Capítulos de livro:
COSTA NETO, P. L. Álvaro Vieira Pinto e o ISEB: Educação e construção de uma hegemonia política nacional
desenvolvimentista In: Políticas Públicas e Gestão da Educação (Série:Cadernos de Pesquisa), Curitiba : UTP, 2006, v.1,
p. 209-223.
COSTA NETO, P. L. As Políticas Públicas Educacionais e a Institucionalização das Faculdades de Filosofia no Brasil: O
exemplo da FFCL-USP e da UDF In: Políticas Públicas Educacionais: Múltiplos Olhares, Ijuí : Unijuí, 2006, v.1, p. 55-68.
Área de Concentração:
Categoria Equipe
Discente Autor Deborah Aline da Silva Pìnto Fait
Discente Autor José Bortolaz Neto
Resp. Docente Pedro Leão da Costa Neto
EDUCAÇÃO
Alunos Envolvidos: 1 Especialização: 0 Doutorado: 0 Mestrado Profissional: 0 Mestrado: 1 Graduação:
21/06/07 às 10:29 33 de 80 Chronos
Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Memória da Pós-Graduação
Sistema de Avaliação
Relações Nominais
Projetos de Pesquisa
EDUCAÇÃO
2006 ANO BASE:
40020010002P-3 EDUCAÇÃO - UTP PROGRAMA:
LINHA DE PESQUISA: Políticas Públicas e Gestão da Educação
Projeto de Pesquisa
PROCESSO DE INSTITUCIONALIZAÇÃO DO ENSINO SUPERIOR DE FILOSOFIA NO BRASIL: ESTADO E
POLÍTICAS PÚBLICAS.
Descrição:
Ano de Início: 2003.
Ano de Conclusão: 2006.
DESCRIÇÃO E RELEVÂNCIA DO TEMA
O objetivo de nossa pesquisa é investigar o processo de institucionalização do ensino de filosofia no Brasil, associando-o
ao desenvolvimento do pensamento filosófico no Brasil, a história do ensino superior no Brasil e as políticas públicas para
o ensino superior – em particular a partir dos anos 1930. O ponto de partida de nossa argumentação é que o processo de
institucionalização do ensino da filosofia como disciplina acadêmica, não pode ser dissociado da história do ensino
superior e da evolução das idéias filosóficas no Brasil.
A investigação deste processo contribuirá para construção de uma periodização a partir dos diferentes momentos
específicos deste processo. Cabe igualmente destacar a importância que a reflexão filosófica representou para a
constituição de um novo padrão de teoricidade para as Ciências Humanas no país (o caso da FFCL - USP é um exemplo
disto). Apesar da importância inerente ao tema, deve-se destacar ainda a pequena produção referente ao tema em
questão.
OBJETIVOS GERAIS
Analisar o processo de constituição do ensino superior de filosofia no Brasil;
Estabelecer uma periodização dos diferentes momentos do ensino de filosofia no Brasil.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Analisar a influência das Políticas Públicas no Processo de Institucionalização do ensino de filosofia no Brasil. Analisar a
história do ensino da disciplina de filosofia no Brasil. Analisar a história dos cursos superiores de filosofia no Brasil.
DISCUSSÃO TEÓRICA
A reconstrução do processo de institucionalização do ensino de filosofia no Brasil em sua especificidade nos permitiu
identificar o seu caráter retardatário, como uma das principais características deste processo; a busca da compreensão
desta característica nos levou a procurar um aprofundamento das questões teórico-metodológicas, que contribuíssem a
esclarecer este problema. Durante o ano de 2005, as atividades de pesquisa estiveram dedicadas, principalmente, a
tentativa de sistematização de um referencial teórico, que auxiliasse o entendimento da problemática da história nos
países retardatários e das relações entre a base econômica e a superestrutura nestes mesmos países. Para alcançar este
objetivo foram analisados e discutidos alguns conceitos desenvolvidos por Marx e pela tradição marxista, em particular as
contribuições de Marx para a compreensão da dinâmica do processo histórico (MED, vários anos), da especificidade deste
processo nas sociedades retardatárias (o exemplo russo, MARX e ENGELS, 1980), do conceito de aplicação especifica
(KORSCH, 1975 e 1979), assim como das contribuições de SHANIN (1990) para a compreensão dos textos de Marx sobre
a questão russa.
METODOLOGIA
Nossa pesquisa se baseou fundamentalmente na leitura crítica de livros e artigos que contribuíssem para a tentativa de
elaboração do referido referencial teórico.
REFERÊNCIAS
ARANTES, P. E. Um departamento francês de ultramar, Estudos sobre a formação da cultura filosófica uspiana, São
Paulo: Paz e Terra, 1994.
ARANTES, P. E. O Fio da Navalha. Uma conversa e quarto entrevistas sobre a filosofia e a vida nacional, Rio de Janeiro:
Paz e Terra, 1996.
CÂNDIDO, A. Formação da Literatura Brasileira (Momentos decisivos), 6ª ed., Belo Horizonte: Editora Itatiaia, 1981.
CARDOSO, I. R. A Universidade da Comunhão Paulista, São Paulo:Cortez, 1982.
COSTA, J. C. Contribuição à História das Idéias no Brasil, 2ª ed., Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1967.
DEBRUN, M. A compreensão ideológica da História, Revista Brasiliense nº 46, São Paulo, 1963.
FREITAS, M. C. Historiografia brasileira em perspectiva, São Paulo: Contexto/USF, 1998.
KORSCH, K. Marxismo e Filosofia, 4 ª ed., Milano: Sugarco, 1978.
KORSCH, K. Karl Marx, Barcelona, Ariel, 1975.
KORSCH, K. Il Materialismo Storico Anti-Kautsky, Roma-Bari: Laterza, 1971.
KORSCH, K., Tres ensayos sobre marxismo, México: Ediciones Era, 1979.
MARX, K., e ENGELS, F., Dziela. Varsóvia, Ksiazka i Wiedza, (tradução polonesa da MEW – Marx Engels Werke).
MARX, K. O Capital. Crítica da Economia Política, Livro I - Volume I, São Paulo, Abril Cultural, 1983.
MARX, K., Elementos Fundamentales para la Crítica de la Economía Política (Grundrisse) 1857-1858, Madrid: Siglo XXI,
11ª ed., 1980.
MARX, K. e ENGELS, F., Escritos sobre Rússia II: El Porvenir de la Comuna Rural Rusa. México: Siglo XXI, 1980.
MICELI, P. História das Ciências Sociais no Brasil, São Paulo:Vértice/Idesp 1989.
MICELI, S. (org) História da Ciência Social no Brasil, Vol 2, São Paulo: Sumaré-Fapesp, 1995.
SCHNÄDELBACH, H. German Philosophy 1831 –1933, Cambridge University Press, 1984.
SHANIN, T. (org.), El Marx Tardio y la via Rusa. Marx y la periferia del capitalismo. Madrid, Editorial Revolucion, 1990.
SODRÉ, N. W. A ideologia do colonialismo: seus reflexos no pensamento brasileiro, 3ª ed., Petrópolis: Vozes, 1984.
WALLERSTEIN, I. (org.), Para abrir as Ciências Sociais, São Paulo: Cortez, 1996.
ZEA, L. Sobre a Filosofia Americana, In: Studia Filozoficzne, Varsóvia, nº 12 (265), 1987.
RESULTADOS ALCANÇADOS
PUBLICAÇÃO
Como resultado do Projeto de Pesquisa foram elaborados os seguintes trabalhos:
COSTA NETO, P. L. da, A Missão Francesa e o ensino da Filosofia na Faculdade de Filosofia Ciências e Letras da
Universidade de São Paulo (FFCL-USP). In: V ANPED-SUL, PUC-Pr. abril 2004 (Apresentação de Trabalho).
COSTA NETO, P. L. da, A Missão Francesa e o ensino da Filosofia na Faculdade de Filosofia Ciências e Letras da
Ano Início
2003
Situação
Concluído
21/06/07 às 10:29 34 de 80 Chronos
Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Memória da Pós-Graduação
Sistema de Avaliação
Relações Nominais
Projetos de Pesquisa
EDUCAÇÃO
Universidade de São Paulo (FFCL-USP). In: V ANPED-SUL, PUC-Pr. Abril 2004 (Resumo em anais de evento).
COSTA NETO, P. L. da, A Missão Francesa e o ensino da Filosofia na Faculdade de Filosofia Ciências e Letras da
Universidade de São Paulo (FFCL-USP). In: V ANPED-SUL, PUC-Pr., abril 2004 (Trabalho completo em Anais – CD).
COSTA NETO, P. L. da, Sobre a Institucionalização do Ensino de Filosofia no Brasil: Dois exemplos In: III Congresso da
SBHE, novembro 2004 PUC-Pr (Apresentação de Trabalho).
COSTA NETO, P. L da, Sobre a Institucionalização do Ensino de Filosofia no Brasil: Dois exemplos In: III Congresso da
SBHE, novembro 2004 PUC-Pr (Resumo em anais de evento).
COSTA NETO, P. L. da, Sobre a Institucionalização do Ensino de Filosofia no Brasil: Dois exemplos In: III Congresso da
SBHE, novembro 2004 PUC-Pr (Trabalho completo em Anais – CD).
COSTA NETO, P. L da, Notas sobre o Processo de Institucionalização do Ensino de Filosofia no Brasil: Uma proposta de
periodização. Capítulo de Livro, In: Rocha, Dorothy (org.), Filosofia da Educação: Diferentes Abordagens, Campinas:
Papirus, 2004.
COSTA NETO, P. L. da, Sobre o Problema da Recepção na História das Idéias no Brasil, In:Anais do VIII Encontro
Nacional de História: 150 Anos do Paraná: História e Historiografia,Curitiba: Aos QuatroVentos, 2004 (Trabalho completo
em Anais – Disponível na Internet).
COSTA NETO, P. L. da, Instituições de Ensino e Pesquisa da Filosofia no Brasil e visões do passado
nacional:1939-1964/1968, in: DeNipoti, Claúdio e Pieroni, Geraldo (orgs.), Saberes Brasileiros: Ensaios sobre Identidades
séculos XVI à XX, Rio de Janeiro:Bertrand Brasil, 2004, pp. 236-258.
COSTA NETO, P. L. da, Notas sobre a História do Ensino da Filosofia no Brasil In: VI Seminário Pedagogia em Debate,
2005, Curitiba. Anais do VI Seminário Pedagogia em Debate. Curitiba: Editora UTP, 2005. p.17 – 17 (Resumo).
COSTA NETO, P. L. da, Notas sobre a História do Ensino da Filosofia no Brasil In: VI Seminário Pedagogia em Debate,
2005, Curitiba. Anais do VI Seminário Pedagogia em Debate. Curitiba: Editora UTP, 2005. (Trabalho completo em CD)
COSTA NETO, P. L. da, Sobre a Consolidação do Ensino Superior de Filosofia no Brasil. In: VI ANPED-SUL, UFSM. junho
2006 (Trabalho completo em Anais – CD).
COSTA NETO, P. L. Parecer para a Revista Brasileira de História, São Paulo - ISBN 0102-0188, 2005, sobre tema
associado a pesquisa.
Área de Concentração:
Categoria Equipe
Resp. Docente Pedro Leão da Costa Neto
Discente Autor Rodrigo Jurucê Mattos Gonçalves
Discente Autor Rui Valese
Natureza Financiadores
Auxílio Financeiro UTP
EDUCAÇÃO
Alunos Envolvidos: 1 Especialização: 0 Doutorado: 0 Mestrado Profissional: 0 Mestrado: 1 Graduação:
21/06/07 às 10:29 35 de 80 Chronos
Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Memória da Pós-Graduação
Sistema de Avaliação
Relações Nominais
Projetos de Pesquisa
EDUCAÇÃO
2006 ANO BASE:
40020010002P-3 EDUCAÇÃO - UTP PROGRAMA:
LINHA DE PESQUISA: Políticas Públicas e Gestão da Educação
Projeto de Desenvolvimento
SOCIEDADE, ESTADO E EDUCAÇÃO NO PENSAMENTO DE MARX
Descrição:
DESCRIÇÃO GERAL
Karl Marx nunca escreveu uma obra sistemática dedicada à educação; entretanto ao longo de sua obra, e de seu estreito
colaborador Friedrich Engels, estão presentes inúmeras referências sobre a educação e sobre a relação entre educação e
sociedade; entretanto a importância do pensamento marxiano para a educação, não se restringe unicamente a estas
passagens. A teoria de Marx nos fornece igualmente um método e um conjunto de conceitos teóricos para pensar a
educação, quer em uma perspectiva lógica como em uma perspectiva histórica. São particularmente importantes, neste
sentido, os conceitos de Totalidade, Modo de Produção, Estado, Política, Trabalho, Fetichismo da Mercadoria, entre
outros. Esta pesquisa tem por objetivos, refletir criticamente sobre a concepção teórica de Marx e a partir desta reflexão
crítica repensar as relações do pensamento deste autor e do seu significado para uma reflexão sobre a educação e das
possibilidades que ela oferece para um melhor entendimento das articulações entre Sociedade, Estado e Educação.
Investigaremos, igualmente, a recepção deste pensamento ao longo do século XX e da sua recepção entre os teóricos
brasileiros da educação. Por fim, discutiremos as novas leituras e interpretações a respeito do problema que vem sendo
desenvolvidas desde as últimas décadas.
RELEVÂNCIA DO TEMA
O pensamento de Marx teve uma influência significativa nas discussões do conjunto das Ciências Humanas no século XX,
em geral, como na reflexão sobre a educação em particular. Uma análise sistemática das contribuições do pensamento
marxista na educação (KHÔI 1991; MANACORDA 1969; SARUP 1980; SUCHODOLSKI 1976) e da sua Recepção no
Brasil (DUARTE1993; DUARTE 2003; DUARTE 2004; LOMBARDI 1993; NOGUEIRA 1993; SAVIANI E LOMBARDI 2005)
nos permitirá nos aproximar de uma sistematização da importância dos conceitos de Marx tiveram na elaboração de um
referencial teórico para pensar as relações entre Estado, Política, Sociedade e Educação.
OBJETIVO GERAL
Analisar desenvolvimento da teoria de Marx no Século XX.
Investigar os conceitos marxianos que permitam compreender as articulações entre Sociedade, Estado e Educação.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Analisar a contribuição de Marx para a compreensão da Educação e da Escola.
Analisar as principais contribuições marxistas para a análise da educação.
Analisar a produção teórica marxista referente ao Marxismo e Educação.
CORPUS
O ponto de partida de nossa pesquisa está fundamentado em duas premissas. A primeira se refere, ao fato, que não
podemos entender a teoria de Marx, independentemente da sua recepção e das sucessivas interpretações que esta sofreu
desde o início do século XX; a segunda premissa se refere, ao nosso entendimento, que não podemos entender as
diferentes concepções marxistas referentes a educação, se as analisarmos separadamente do desenvolvimento da teoria
de Marx, desde o início do século passado. Portanto, a parte inicial deste trabalho é uma tentativa de reconstruir os
principais momentos da recepção desta teoria, em seus momentos principais (o marxismo evolucionista da Segunda
Internacional – Kautsky e Plechanov - o marxismo filosófico do início dos anos 1920 – Lukacs e Korsch – (LUKÁCS, 1974,
KORSCH 1964 E 1977), das diferentes correntes do marxismo ocidental a partir da segunda metade do século XX
–Althusser e o marxismo italiano); por fim dos diferentes esforços que vem sendo realizado desde os últimos anos do
século XX de repensar a teoria marxista (PREVE 1984, BALIBAR 1995). A partir deste balanço inicial tentaremos
compreender como estas diferentes tendências influenciaram a reflexão sobre a educação no interior do marxismo.
METODOLOGIA
Nossa pesquisa é essencialmente uma pesquisa teórica e se baseará fundamentalmente em livros e artigos dedicados ao
tema em questão. Como metodologia utilizaremos as técnicas de análise e crítica de textos.
CRONOGRAMA DE PESQUISA
Planejamento: 05/2006 – 08/2006; levantamento do material bibliográfico: 06/2006 - 12/2003; leitura do material levantado:
08/2006 – 12/2007; análise do material: 01/2007 – 12/2007; elaboração do relatório final: 01/2008 – 04/2008.
RESULTADOS ESPERADOS
Como resultado desta pesquisa esta prevista, a elaboração de diferentes artigos, comunicações, artigos e/ou capítulos de
livro, que contribuam a investigar as relações entre Estado, Política e Educação no pensamento de Marx.
REFERÊNCIAS
BALIBAR, E. A Filosofia de Marx. Rio de Janeiro, J. Zahar, 1995.
DUARTE, N., A Individualidade para sí: Contribuição para uma teoria histórico social do indivíduo. Campinas: Autores
Associados, 1993.
DUARTE, N. Sociedade do Conhecimento, Campinas: Autores Associados, 2003.
DUARTE, N. (org.) Crítica do Fetichismo da Individualidade. Campinas: Autores Associados. 2004.
ENGUITA, M. F. (org.) Marxismo y Socilogia de la Educación. Madrid: Akal, 1986.
KHÔI, L. T. Marx Engels et l’ éducation. Paris: PUF, 1991.
KORSCH, K. Karl Marx, Roma-Bari: Laterza, 1977.
KORSCH, K. Marxisme et Philosophie, Paris: Minuit, 1964.
LOMBARDI, J. C. Marxismo e História da Educação: Algumas reflexões sobre a historiografia educacional brasileira
recente. (Tese de Doutorado), Campinas: Unicamp/Instituto de Educação, 1993.
LUKÁCS, G. História e Consciência de Classe, Lisboa: Escorpião, 1974.
MANACORDA, M. A. Marx y la Pedagogía Moderna, Barcelona: Oikos-Tau, 1969.
MARKS, K.; ENGELS, F. Dziela (Tradução polonêsa da MEW.) Varsóvia: Ksiazka i Wiedza, 1965 e seguintes (39
volumes).
MARX, K. e ENGELS, F., (DANGEVILLE, R.) Crítica da Educação e do Ensino. Lisboa: Moraes, 1978.
NOGUEIRA, M. A. Educação, Saber, Produção em Marx e Engels, 2. ed. São Paulo: Cortez, 1993.
Ano Início
2006
Situação
Em
Andamento
21/06/07 às 10:29 36 de 80 Chronos
Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Memória da Pós-Graduação
Sistema de Avaliação
Relações Nominais
Projetos de Pesquisa
EDUCAÇÃO
PREVE, C. La Filosofia Imperfetta. Una proposta di ricostruzione del marxismo contemporaneo. Milano, Franco Angeli,
1984.
SARUP, M., Marxismo e Educação, Rio de Janeiro: Zahar, 1980.
SAVIANI, D. Escola e Democracia. 35. ed. , Campinas: Autores Associados, 2002.
SAVIANI, D. Pedagogia Histórico-Crítica, Campinas: Autores Associados, 2003.
SAVIANI, D. e LOMBARDI, J. C. Marxismo e Educação, Campinas: Autores Associados, 2005.
SUCHODOLSKI, B. Teoria Marxista da Educação, Lisboa: Estampa, 1976.
ETAPAS DA PESQUISA DESENVOLVIDAS EM 2006
O ano de 2006 foi antes de tudo dedicado, as primeiras atividades previstas no Cronograma do Projeto Planejamento do
projeto, levantamento do material bibliográfico, e início das leituras do material bibliográfico levantado.
PUBLICAÇÃO
Como resultado do Projeto de Pesquisa, no ano de 2006 foram publicados os seguintes trabalhos:
Capítulo de livro:
COSTA NETO, P. L. Notas sobre a Filosofia da História de Marx In: História, Pensamento e Ação.1 ed. São Cristovão :
Editora UFS, 2006, v.1, p. 373-382.
Trabalho completo em anais de evento:
COSTA NETO, P. L. A Constituição da Concepção Materialista da História em Marx e Engels (1845 - 1859) In: II EBEM
Encontro Brasileiro de Educação e Marxismo, 2006, Curitiba. II EBEM Encontro Brasileiro de Educação e Marxismo -
Marxismo: Concepção e Método. Curitiba: Gráfica da UFPr., 2006. v.1. p.1 – 11.
Trabalho apresentado em evento:
COSTA NETO, P. L. A Constituição da Concepção Materialista da História em Marx e Engels (1845 - 1859) In: II EBEM
Encontro Brasileiro de Educação e Marxismo, 2006.
COSTA NETO, P. L.A Problemática da História nos Grundrisse de Marx In: XII Encontro Nacional de Filosofia da ANPOF,
2006, Salvador. Atas do XII Encontro Nacional de Filosofia da ANPOF. Salvador: Associação Nacional de Pós-Graduação
em Filosofia, 2006. v.1. p.452 – 453.
Área de Concentração:
Categoria Equipe
Discente Autor Cleverson Molinari Mello
Discente Autor Daniel Lucio Petronzelli
Discente Autor Jan Nowak Neto
Resp. Docente Pedro Leão da Costa Neto
EDUCAÇÃO
Alunos Envolvidos: 2 Especialização: 0 Doutorado: 0 Mestrado Profissional: 0 Mestrado: 1 Graduação:
21/06/07 às 10:29 37 de 80 Chronos
Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Memória da Pós-Graduação
Sistema de Avaliação
Relações Nominais
Projetos de Pesquisa
EDUCAÇÃO
2006 ANO BASE:
40020010002P-3 EDUCAÇÃO - UTP PROGRAMA:
LINHA DE PESQUISA: Políticas Públicas e Gestão da Educação
Projeto de Pesquisa
VIVENDO A ESCOLA - UM ESTUDO SOBRE O SUCESSO E O FRACASSO ESCOLAR NO ENSINO
FUNDAMENTAL.
Descrição:
DESCRIÇÃO GERAL:
O governo Brasileiro por meio do MEC/INEP estabeleceu parceria com a Organização das Nações unidas para a
Educação e Cultura – UNESCO par a realização de uma Pesquisa Nacional sobre o Ensino Fundamental e o Fracasso
Escolar a fim de ampliar o conhecimento sobre essa temática e formulação de políticas públicas para a educação.
Sem uma visão panorâmica e articulada dos desdobramentos regionais e sobre as redes de ensino, torna-se difícil a
formulação e o monitoramento de políticas educacionais e a qualificação dos investimentos públicos a partir de critérios
que promovam a qualidade, a eficiência e a eqüidade no ensino. Para se munir dessas informações, os gestores, têm se
utilizado dos indicadores e dados gerados pelo SAEB – Sistema de Aferição da Educação Básica que desde 1990 já
realizou sete levantamentos.
A avaliação realizada em 2003 reiterou as anteriores no que diz respeito ao baixo nível de proficiência dos alunos nas
áreas avaliadas: língua portuguesa e matemática. Em especial, evidenciou que 55,4 dos alunos brasileiros chegaram à 4ª
Série do Ensino Fundamental sem terem desenvolvido as competências em leitura para essa área – deficiências essas
relacionadas a problemas de ensino e aprendizagem gerados desde a 1ª série do Ensino Fundamental, associadas a
outros fatores como a reprovação, repetência, abandono, evasão, absenteísmo e distorção idade-série. Estes aspectos
que têm conseqüências sociais são problemas graves, característicos do que se convencionou chamar Fracasso Escolar.
Apesar de todos os levantamentos, faltam pesquisas que identifiquem os processo que engendram o fracasso escolar a
partir da perspectiva qualitativa que possam favorecer a formulação de políticas públicas para o enfrentamento do
problema.
Esta pesquisa caracteriza-se por ouvir os atores escolares, especialmente as crianças ( alunos da 4ª série) em âmbito
nacional por amostragem representativa fazendo uso da Base de Dados do SAEB.
RELEVÂNCIA DO TEMA:
Entendendo Fracasso Escolar como o conjunto de elementos que interferem negativamente nos resultados do processo
de ensino aprendizagem, com Charlot (1999) admite-se que o Fracasso Escolar “não é um objeto, mas uma situação em
que se encontram determinados alunos”. Nesse sentido, é fundamental conhecer, entre outras coisas, dinâmicas que se
dão em relação ao ambiente escolar de modo a se mapear e analisar fatores e circunstâncias que podem levar a uma
aprendizagem inadequada ou insuficiente, bem como à repetência, à reprovação e ao abandono dos estudos com vistas a
reversão de tal quadro. A pesquisa procurou responder às seguintes questões básicas:
a) Por que há situações de fracasso escolar, em tal magnitude?
b) Como os próprios alunos e seus familiares, que vivem a situação de fracasso escolar, explicam essa situação?
c) Os próprios alunos e seus familiares concebem possibilidades de reversão do quadro de fracasso escolar? Em caso
afirmativo, quais as possibilidades?
d) Quais políticas públicas podem ser vislumbradas no sentido de se reduzirem as situações de fracasso escolar?
OBJETIVO GERAL:
Identificar e aprofundar os conhecimentos acerca do Fracasso Escolar, verificar os processos e as condições em que esse
fenômeno ocorre, bem como seus efeitos e conseqüências no quadro geral do ensino fundamental e, em particular nas
trajetórias escolares dos alunos.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
- Investigar a percepção dos alunos, seus pais, professores, técnicos e gestores escolares quanto ao fenômeno do
fracasso escolar e de sua reversão;
- Identificar as trajetórias escolares dos alunos do primeiro segmento do Ensino Fundamental, focalizando a 4ª série e,
subsidiariamente, a 2ª série;
- Verificar os sentidos que os alunos do primeiro segmento do Ensino Fundamental atribuem à Escola;
- Identificar os recursos físicos, de materiais e de equipamentos disponíveis à rede pública de ensino, que se relacionam
com a situação de fracasso escolar; - Investigar as dinâmicas pedagógicas e metodologias de avaliação utilizadas nas
turmas de 4ª e 2ª séries do Ensino Fundamental;
- Verificar como se configuram os relacionamentos entre os atores que convivem n o espaço escolar, bem como o clima
desse ambiente.
CORPUS
Esta pesquisa que se desenvolveu sob a responsabilidade do MEC/INEP e da Organização das Nações Unidas para a
Educação, a Ciência e a Cultura – UNESCO, e de âmbito nacional, no estado do Paraná contou com uma equipe
laboriosa constituída, a partir do convite que nos foi feito, através de contato telefônico, pela Professora Doutora Vera
Ester da Costa Ireland, pesquisadora coordenadora geral da pesquisa na UNESCO.
A pesquisa fez uso de fontes primárias e secundárias. Em relação às últimas, foram utilizados os levantamentos
sistemáticos desenvolvidos pelo INEP, tais como Censo Escolar e SAEB. Quanto às fontes primárias a pesquisa foi
realizada em 10 Regiões Metropolitanas de Curitiba (2 por região geopolítica do país)
Para a escolha foi verificado o Percentual de estudantes da 4ª Série em estágio muito crítico na construção de
competência em leitura (conforme SAEB, 2003) e selecionadas Regiões Metropolitanas de maior incidência nesse estágio.
Foram selecionados: Manaus, Boa Vista, Aracaju, Natal, Brasília, Cuiabá, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre e
Curitiba.
Em Curitiba assumiu-se a coordenação da pesquisa e, após participar da capacitação para o desenvolvimento da
pesquisa em Brasília, onde foram examinados os documentos e a sustentação teórica dos mesmos, metodologia e
possíveis óbices na pesquisa de campo com toda a equipe de coordenadores de pesquisa, assistentes de pesquisa e a
equipe central de pesquisadores da UNESCO, capacitação em duas escolas de Brasília, iniciou-se a pesquisa.
Os critérios para escolha e seleção dos participantes desta investigação: desempenho acadêmico excelente e experiência
com pesquisa (mesmo que tenha sido iniciação científica e bolsista auxiliar), recomendação dos professores sobre estes
alunos (mestrandos e alunos de graduação)
Ano Início
2005
Situação
Em
Andamento
21/06/07 às 10:29 38 de 80 Chronos
Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Memória da Pós-Graduação
Sistema de Avaliação
Relações Nominais
Projetos de Pesquisa
EDUCAÇÃO
METODOLOGIA
A metodologia utilizada foi compreensiva (qualitativa) com a utilização dos seguintes instrumentos: Questionário,
Observação, Entrevistas gravadas e semi-estruturadas, Grupos Focais, Ficha com dados da escola; Relatório sobre coleta
de dados e entorno que foram aplicados/realizados e desenvolvidos com os alunos, pais, professores, diretores,
supervisores e atendentes das escolas acima arroladas.
RESULTADOS ESPERADOS/OBTIDOS:
A consolidação, análise e elaboração do relatório enviado para Brasília apontou significativos elementos para a formulação
de novas políticas públicas, que estão sendo objeto de análise.
BIBLIOGRAFIA
ARROYO, Miguel Fracasso-sucesso: o peso da cultura escolar e do ordenamento da educação básica In: ABRAMOVICZ,
A. MOLL. J. Para além do fracasso escolar. Campinas: Papirus
BRASIL. INEP. A Educação no Brasil na década de 90.. Brasília: INEP/MEC, 2003.
BRASIL. INEP. Qualidade da Educação: uma nova leitura de desempenho dos estudantes da 4ª série do Ensino
Fundamental. Brasília. INEP, 2003.
BRASIL. INEP. Censo Escolar. 2002. Brasília, 2002.
BRASIL. INEP. Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica – SAEB. Brasília, 2002.
CHARLOT, B. La rapport au savoir em milieu populaire: une recherche dans lês lycées professionnels de banlieue. Paris :
Anthopos, 1999.
Área de Concentração:
Categoria Equipe
Discente Autor Adriana Franco Marangoni
Discente Autor Adriana Hessel Dalagassa
Discente Autor Ana Maria Tanterffer
Discente Autor Ana Paula Calado de Andrade
Discente Autor Ana Paula Michelin Crovador
Discente Autor Angela Salvadori
Discente Autor Crismara Natalina Paludo
Discente Autor Demeuri Ribeiro Silva
Discente Autor Elisa Jaeger
Discente Autor Fernanda Figliolo
Discente Autor Heloisa Helena Daldin Pereira
Discente Autor Jaime Canfield
Discente Autor Janaina Maria Mendes
Discente Autor Jovana Miranda Ribeiro
Discente Autor Julihana Faria Roggia
Discente Autor Maria Cristina Maffessoni
Discente Autor Maristela Dall´Asta Fração
Resp. Docente Naura Syria Carapeto Ferreira
Discente Autor Ronise Gaspareto
Discente Autor Rosane Gerda Prachthaüser Polzi
Discente Autor Sarita Aparecida de Oliveira Fortunato
Docente Sidney Reinaldo da Silva
Natureza Financiadores
Auxílio Financeiro UNESCO
EDUCAÇÃO
Alunos Envolvidos: 18 Especialização: 0 Doutorado: 0 Mestrado Profissional: 0 Mestrado: 1 Graduação:
21/06/07 às 10:29 39 de 80 Chronos
Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Memória da Pós-Graduação
Sistema de Avaliação
Relações Nominais
Projetos de Pesquisa
EDUCAÇÃO
2006 ANO BASE:
40020010002P-3 EDUCAÇÃO - UTP PROGRAMA:
LINHA DE PESQUISA: Práticas Pedagógicas: Elementos Articuladores
Projeto de Pesquisa
EDUCAÇÃO E CONHECIMENTO CIENTÍFICO: O IMPACTO DA PÓS-MODERNIDADE
Descrição:
DESCRIÇÃO
A pesquisa objetiva investigar a questão dos fundamentos do conhecimento científico, veiculada na escola de Educação
Básica, com o objetivo de contrapor os pressupostos da educação pós-moderna à concepção da produção social do
conhecimento. O debate atual sobre o conhecimento científico veiculado na escola de Educação Básica é uma questão
presente em todos os âmbitos que a sustentam: nas diretrizes curriculares nacionais de ensino; nos projetos
político-pedagógicos das escolas; nas propostas metodológicas das diferentes disciplinas. A perspectiva de uma proposta
pedagógica, fundamentada na concepção social da produção e apropriação do conhecimento, que se verificou nas
propostas curriculares dos sistemas estaduais e municipais do ensino dos anos 80, sofreu reformulações e inserções. No
que se refere aos diversos campos do conhecimento científico e sua metodologia, as discussões e proposições privilegiam
as questões da fragmentação do conteúdo e de sua adequação à realidade do aluno. As respostas a estas indagações
são principalmente a interdisciplinaridade e o atendimento às diversidades. A reflexão sobre a problemática do
conhecimento científico e seu ensino nos remete ao exame, dentre outras abordagens, da chamada educação
pós-moderna, que produziu algumas sistematizações sobre os pontos críticos levantados pela discussão pedagógica na
atualidade. A educação pós-moderna preconiza que as dimensões afetiva, cognitiva, social e ética, tomadas em conjunto,
fundamentam o ato educativo (POURTOIS e DESMET, 1999). Embora pretenda afirmar que essas dimensões específicas
constituam a totalidade a ser levada em conta pelas práticas pedagógicas, parece-nos, no entanto, uma atualização das
concepções que enfocam o ser humano como integrado por partes, como por exemplo aquela, que perdurou entre os
educadores desde longa data, para a qual o educando é um ser bio-psíquico-social. Dessa concepção de integração de
partes em um todo deriva o princípio defendido pela educação pós-moderna que o educando é um ser complexo e,
portanto, a educação é também um processo complexo, que se assenta naquilo que oferecem, de forma complementar, a
psicologia e a sociologia. Esse pressuposto de que a educação é uma prática fundamentada em outras ciências, tais
como a psicologia e a sociologia também não é novidade, pois Herbert Spencer, no século XIX confere-lhe caráter
científico ao afirmar seu débito a estas ciências como ainda à biologia. Assim, antes mesmo de questionarmos a
permanência ou retomada de determinados princípios, pela concepção pós-moderna, que de algum modo já
fundamentaram a educação, faz-se necessário examinar o quadro teórico no qual tais princípios se enraízam. Os autores
da educação pós-moderna nos remetem às indagações presentes nos debates da pós-modernidade sobre as noções de
sujeito e de fundamentos (ARDOINO, In: MORIN, 2002). A noção de sujeito se inscreve no debate da racionalidade, sendo
esta o elemento fundante da ciência moderna. Inaugurada a razão humana como fundamento da nova ciência, em
oposição ao princípio divino que reinou na feudalidade; construída na experimentação, não mais na contemplação, adquire
a ciência um caráter prático de transformar a natureza em mercadoria. O desenvolvimento das ciências e da técnica,
requerida pela manufatura e, cada vez mais, pela produção industrial, trouxe a confiança necessária no conhecimento
racional. Construído e desenvolvido o paradigma da racionalidade, entendem os autores pós-modernos que este se
assenta na separação entre o objeto conhecido e o sujeito conhecedor, não havendo, portanto, lugar para a subjetividade.
Assim, postulam: “O interesse do mundo pós-moderno é a perspectiva de uma possível, necessária e crescente interação
entre o sujeito e a razão, a subjetividade e objetividade” (POURTOIS e DESMET, 1999: p.29). A crítica da
pós-modernidade à ausência de interação entre sujeito e razão, subjetividade e objetividade se contrapõe à concepção
positivista, já superada. Portanto, recomendar “a perspectiva de sinergia” para reaproximação destes pólos, segundo a
concepção dos autores pós-modernos, significa estabelecer interlocução com o positivismo por eles mesmos criticado, o
que se constitui em um falso problema (Ibid. p.29). Na concepção dos autores pós-modernos, os princípios de ordem,
especialização, certeza e indução/dedução que regem o espírito científico desde a modernidade devem ser questionados
(MORIN, 2002: p 559). Pautados nas leis formuladas pelas ciências no seu atual estágio de desenvolvimento, preconizam,
em lugar da ordem, o “jogo dialógico” entre a ordem e a desordem; o conceito de sistema, organizador das qualidades e
propriedades diversas, em substituição à especialização; a incerteza, pois somente se pode certificar dados em condições
espaço-temporais limitadas; a complementaridade, em oposição ao raciocínio lógico indutivo/dedutivo. Em resumo, a
mutirreferencialidade é a categoria atual da ciência que confere organização ao conhecimento em lugar dos fundamentos,
que pontificaram como estatuto da ciência moderna (Ibid.: p. 559). No âmbito da educação pós-moderna, as categorias de
subjetivação, em lugar do sujeito, e de multirreferencialidade, em substituição aos fundamentos, tomam a centralidade da
reflexão epistemológica. A subjetivação se expressa no tríptico “agente-ator-autor”. No que se refere à
multirreferencialidade, afirmam estes autores que “as ciências da educação devem construir-se no plural” ainda que os
“referenciais [sejam] heterogêneos e muitas vezes incompatíveis entre si, mas são indispensáveis para pensar uma
abordagem complexa” (Ibid., p.299). Essas são, em traços gerais algumas premissas do pensamento pós-moderno.
Diante delas cabe questionar se a educação pós-moderna preconiza o ecletismo em lugar do rigor cientifico; propõe a
pedagogia do indivíduo em detrimento do sujeito social; justifica a aniquilação da ciência da educação em benefício de
uma pretensa pluralidade.
RELEVÂNCIA DO TEMA
Desenvolver uma reflexão que aprofunde os questionamentos indicados, apoiada nos pressupostos do materialismo
histórico como referencial de análise, parece-nos constituir a realização de relevante tarefa investigativa. A educação
brasileira, ao perder os referenciais da ciência marxista, abre as portas para abrigar o ecletismo no campo epistemológico
e na ciência da educação. Nesse caso, o fazer ciência se transfigura em fazer ideologia. O compromisso com a defesa da
educação do proletariado e de seu acesso à escola pública, enquanto instância da transmissão do conhecimento
socialmente produzido enfraquece ao deixar que a presença da dissolução do conhecimento científico ocupe espaço,
apregoado pela difusão das concepções que defendem pressupostos teóricos que desqualificam sua importância e
necessidade, embora pretendam criticar a fragmentação do conteúdo do ensino e a falta de articulação com a realidade
atual. Portanto, é fundamental investigar o papel exercido pela escola na difusão do conhecimento científico, organizado
didaticamente. Não se pode esquecer, também, que esse papel está articulado à formação de novos cientistas, uma vez
que seus instrumentos didáticos, como os manuais de ensino, juntamente com outras instâncias (textos de divulgação e
Ano Início
2006
Situação
Em
Andamento
21/06/07 às 10:29 40 de 80 Chronos
Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Memória da Pós-Graduação
Sistema de Avaliação
Relações Nominais
Projetos de Pesquisa
EDUCAÇÃO
obras filosóficas) são, conforme reflexão de Khun, “fonte de autoridade” científica (2001: p.174). Assim, a ciência,
elaborada no interior do processo de produção da sociedade, encontra sua sistematização em um corpo articulado de
problemas, dados, teorias e conjunto de paradigmas presentes na formação didática que se realiza na escola. Por essa
razão a concepção de conhecimento, na qual se fundamenta, é determinante da sua função de transmissão/apropriação
do conhecimento científico, sobretudo do conhecimento comprometido com o desvendamento da realidade e com a
transformação das relações sociais, que emperram o desenvolvimento da sociedade rumo a instauração da igualdade
entre todos os seus membros.
Objetivo geral
Investigar o quadro teórico, no qual os princípios que perpassam os textos veiculados pela literatura pedagógica que
fundamentam as propostas para a escola de Educação Básica se enraízam, identificando a concepção de educação e de
conhecimento da pós-modernidade neles presente, em detrimento da afirmação da concepção histórico-social.
Objetivos específicos:
Explicitar a afirmação ou a negação do conhecimento científico nos textos que fundamentam as propostas pedagógicas.
Identificar se a perda da cientificidade do conhecimento sistematizado na escola, apregoada pelas propostas pedagógicas,
é reflexo da concepção pós-moderna de educação.
CORPUS
O objeto da pesquisa, a concepção de educação e conhecimento na pós-modernidade, é investigado a partir do referencial
teórico-metodológico do materialismo histórico. Nesta perspectiva, a escola é analisada na sua historicidade, ou seja,
busca-se compreender sua emergência e desenvolvimento no interior da totalidade mais ampla que a institui: a sociedade
capitalista. Portanto, pretende-se, assim, apreendê-la no movimento de mudanças que realiza como manifestação das
diferentes determinações do processo produtivo do capital e na produção da sua própria organização pedagógica.
Assim, do ponto de vista do método, partimos da categoria mais geral da escola, a organização pedagógica, e buscamos
suas determinações mais simples, que se realizam em âmbitos específicos. Dentre os elementos constitutivos da
existência concreta da escola, destaca-se o conhecimento sistematizado, que ocupa lugar central na sua organização e,
ao mesmo tempo, estabelece íntima relação com os demais elementos. O conteúdo ministrado se articula com o processo
didático de sua transmissão-apropriação e com os recursos tecnológicos de ensino disponíveis. O ensino-aprendizagem
se realiza na relação entre trabalho docente e discente, nas condições socialmente oferecidas. Outro enfoque que nos
permite analisar nosso objeto de pesquisa é a categoria da dialética que nos possibilita apreender as contradições que se
operam no processo de desenvolvimento do capital, cujo movimento de produção é ao mesmo tempo atingido pelas crises
de sua reprodução. Portanto, a reestruturação produtiva e o avanço tecnológico, que os pós-modernos têm tratado como a
terceira revolução industrial, como a fase pós-industrial, e cujos efeitos repercutem diretamente no processo educacional,
na produção e apropriação social do conhecimento, precisa ser iluminada pela compreensão dos elementos antagônicos
que o estruturam. Uma terceira e importante categoria do materialismo histórico, que ilumina a reflexão, é a historicidade.
O contexto histórico das mudanças em diferentes âmbitos, que se verificam na contemporaneidade, e cujas
conseqüências se fazem sentir na educação, tem sido objeto de debates intensos tendo em vista que se assentam em
interpretações divergentes. Para os autores pós-modernos, as mudanças contemporâneas verificadas no âmbito
econômico, como a reestruturação produtiva e o avanço técnico, representado pelo emprego da microeletrônica nos
processos de fabricação e distribuição da mercadoria; o avanço tecnológico do sistema de comunicação e de informação,
ou seja, a produção do chamado mundo globalizado, são interpretadas como transformações revolucionárias da
sociedade.Para outra perspectiva, estas mudanças, embora tragam em si os gérmens da transformação social, são
inerentes à estrutura do modo de produção capitalista e como tal podem representar, apenas sob nova forma, a
manutenção das relações sociais que lhe são próprias. O referencial teórico-metodológico que embasa a pesquisa
pressupõe, portanto, uma concepção de educação que, segundo Saviani, “implica clareza dos determinantes sociais da
educação”, ou seja, “a compreensão do grau em que as contradições da sociedade marcam a educação” (1977: p. 116).
Por sua vez, esta compreensão se compromete com as conseqüências da análise empreendida, pois, como afirma o
autor, “é preciso se posicionar diante dessas contradições e desenredar a educação das visões ambíguas, para perceber
claramente qual a direção que cabe imprimir à questão educacional” (1977: p.117). Cabe, portanto, à investigação
histórica da relação entre educação e conhecimento na pós-modernidade, o desvendamento das leis do movimento da
realidade no âmbito social mais amplo para com elas explicar a realidade educacional.
METODOLOGIA
O método de pesquisa, em razão de que mantém rigorosa relação com a concepção teórica do materialismo histórico,
pressupõe a abordagem do objeto segundo o que Marx formula como a síntese do seu método, baseado na concepção
materialista e dialética da realidade: o processo do conhecimento, a investigação, começa com o objeto tal como ele se
apresenta ao pesquisador e vai deste “concreto como representação a abstratos cada vez mais tênues, até chegar às
determinações mais simples” (MARX, 1996, p. 39). Em seguida, explica que “seria necessário retomar a viagem em
sentido inverso, até (...) chega[r] novamente [ao concreto], mas desta vez não como uma representação caótica de um
todo, mas como uma rica totalidade de muitas determinações e relações” (idem). Marx conclui a reflexão, afirmando que aí
reside “o método cientificamente correto. O concreto é concreto porque é a síntese de muitas determinações, portanto
unidade do diverso. Por isso ele aparece no pensamento como processo de síntese, como resultado, não como ponto de
partida, embora constitua o ponto de partida real e por isso também o ponto de partida da intuição e da representação”
(idem). Assim, o processo de elaboração do conhecimento na pesquisa empreendida, face o objeto a ser investigado,
pode ser apresentado da seguinte forma: do concreto sensorial para as abstrações simples, voltando-se para o concreto,
já agora como concreto pensado. Desta forma produzir-se-á tanto as categorias de conteúdo do objeto como as categorias
de análise deste mesmo objeto. O recorte da pesquisa bibliográfica contempla a análise dos escritos dos autores
estrangeiros da educação pós-moderna difundidos no Brasil, bem como de autores nacionais. No primeiro caso, será
analisada a produção dos intelectuais envolvidos nas discussões da educação, que se realizam no centro da gestão do
processo de globalização da Europa, dos USA e do Canadá, através de órgãos legitimadores como a UNESCO e as
Conferências em torno da questão da Educação no século XIX. (Ardoino, Morin, Paquay, Perrenoud, Pourtois e Desmet,
Tardif). Dentre os brasileiros, será privilegiado o estudo dos escritos de Tomaz Tadeu da Silva, cuja publicação, de
significativa proporções, encontra forte difusão no meio acadêmico, tanto na Pós-Graduação na UFRG, quanto nos demais
Programas de Pós-Graduação em Educação do país, na forma de presença obrigatória nas bibliografias dos cursos. O
enfoque pós-moderno de sua produção introduz o pensamento de Foucault e da Teoria Crítica nas questões educacionais,
na perspectiva da chamada sociologia crítica. No campo do pensamento pós-moderno faz-se necessário analisar suas
matrizes epistemológica, analisando escritos dos autores do campo da filosofia (Lyotard, Habermas, Jameson), como os
da sociologia (Touraine e Boaventura de Souza Santos). Por sua vez, a crítica ao esse pensamento será realizada na
perspectiva do materialismo histórico tanto de autores que analisam a obra desses pensadores que saíram do seio do
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perspectiva do materialismo histórico, tanto de autores que analisam a obra desses pensadores que saíram do seio do
próprio marxismo (Bidet, Kouvélakis, Callinicos) como das fontes do materialismo histórico (Marx, Engels, Lenin e
Gramsci). Não se pode perder de vista que, dada a opção teórico-metodológica do materialismo histórico, a pesquisa
comporta também, a necessidade de analisar os determinantes da base material da sociedade capitalista na atualidade e
sua determinação sobre a produção do pensamento e da educação pós-moderna. Está reflexão será desenvolvida no
confronto das análises dos autores que se situam na perspectiva da questão da sociedade pós-industrial ou da terceira
revolução industrial (Harvey, Bauman, Kumar) com as fontes da crítica marxista ao processo histórico de produção e
reprodução do capital (Marx, Engels, Lenin).
CRONOGRAMA
Primeira Fase – segundo semestre de 2006 e primeiro semestre de 2007
Levantamento bibliográfico para inclusão de outras publicações relativas à temática da pesquisa investigada. Esse
procedimento será realizado durante todo o processo de pesquisa para a constante e necessária atualização.
Análise dos conceitos de educação pós-moderna e de suas matrizes teóricas.
Estudo teórico do materialismo histórico e definição das categorias de análise.
Elaboração de texto preliminar.
Elaboração de artigos para apresentação em eventos científicos e para publicação em periódicos
Segunda Fase – segundo semestre de 2007 e primeiro semestre de 2008
Análise crítica dos conceitos fundantes da educação pós-moderna à luz das categorias do materialismo histórico.
Elaboração do texto final e publicação em livro.
Resultados Esperados
Um dos principais resultados esperados é contribuir para o debate teórico atual no campo dos fundamentos da educação,
enfocando a questão do conhecimento científico. Será produzido um texto para publicação da pesquisa na forma de livro
através de editora especializada e, ainda, elaborados artigos para serem publicados em períodicos, que editam temáticas
ligadas aos fundamentos da educação e suas práticas pedagógicas no interior da escola de Educação Básica.
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SAVIANI D Desafios Atuais da Pedagogia Histórico-Crítica In: SEVERINO A J et al Dermeval Saviani e a Educação
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EDUCAÇÃO
SAVIANI, D. Desafios Atuais da Pedagogia Histórico Crítica. In: SEVERINO, A.J. et al. Dermeval Saviani e a Educação
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Janeiro: J. Zahar, 1999.
ETAPAS DA PESQUISA DESENVOLVIDAS EM 2006
Inclusão de outras publicações relativas à temática da pesquisa investigada. Análise dos conceitos de educação
pós-moderna e de suas matrizes teóricas.
Estudo teórico do materialismo histórico e definição das categorias de análise.
Elaboração de texto preliminar intitulado: “Teoria educacional pós-moderna: crítica à concepção da educação como campo
cultural”.
Elaboração de artigo para apresentação em evento científico.
Área de Concentração:
Categoria Equipe
Discente Autor Eolalia Artifon Silva
Resp. Docente Maria Auxiliadora Cavazotti
EDUCAÇÃO
Alunos Envolvidos: 0 Especialização: 0 Doutorado: 0 Mestrado Profissional: 0 Mestrado: 1 Graduação:
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2006 ANO BASE:
40020010002P-3 EDUCAÇÃO - UTP PROGRAMA:
LINHA DE PESQUISA: Práticas Pedagógicas: Elementos Articuladores
Projeto de Pesquisa
EDUCAÇÃO E MOVIMENTOS SOCIAIS NO CAMPO: ANÁLISE DO CONTEÚDO DAS TESES E
DISSERTAÇÕES DEFENDIDAS NOS PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO.
Descrição:
DESCRIÇÃO
Introdução e Justificativa.
Os movimentos sociais têm marcado participação na sociedade brasileira historicamente. No século XX, vários
movimentos sociais urbanos foram organizados, a exemplo das lutas por moradia, transporte, saúde, escola, creches etc.
No entanto, os movimentos sociais do campo, embora com menor visibilidade, têm longa data, com expressividade a partir
dos anos 1980, com a emergência do MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. O referido movimento
possui uma organização específica para questões educacionais. A educação é uma reivindicação no campo dos direitos e
da cidadania. É o Setor de Educação que trata de organizar a luta pela conquista da escola no acampamento e no
assentamento, além de produzir materiais pedagógicos e propor parcerias com governos e sociedade civil.
A educação do campo conquista lugar na agenda política, neste início de milênio, muito em função das lutas
empreendidas pelos movimentos sociais do campo, em especial o MST. Nesta pesquisa a intenção é estudar os trabalhos
(teses e dissertações) que focalizaram a educação e o MST ou a educação no MST, nos programas de Pós-Graduação
em Educação, nos últimos 20 anos.
É sabido que nos últimos anos do século XX alguns pesquisadores marcaram participação na literatura na área de
educação rural ou educação do campo, como tem sido denominada nos dias atuais. Dentre tais pesquisadores estão
Maria Nobre Damasceno, Maria Julieta Calazans, Jacques Therrien e nos últimos anos Miguel Arroyo, Sérgio Celani Leite
e Roseli Salete Caldart, sendo a última uma intelectual do MST.
Neste cenário, salienta-se a relevância do GT Movimentos Sociais e Educação, existente na ANPEd (Associação Nacional
de Pesquisa e Pós-Graduação em Educação). O GT contribuiu para a ampliação do debate sobre movimentos sociais e
dos estudos sobre lutas por escola pública e sobre os aspectos educativos (no campo não formal) presentes nos
movimentos sociais. Pesquisadores como Marília Sposito e Maria da Glória Gohn foram (e são) relevantes por terem
estudado os movimentos sociais, em especial aqueles relacionados às demandas no espaço urbano e nelas as lutas por
escola pública. A primeira estudou as lutas por escola pública em São Paulo, nas obras “O povo vai à escola” e “A Ilusão
fecunda”. A segunda estudou os movimentos sociais urbanos e neles as lutas por educação, como concepção ampla, a
exemplo da obra “Movimentos Sociais e Educação”, publicada em 1992. Maria Malta Campos é outra pesquisadora que
produziu discussões e realizou orientações acerca da temática lutas sociais no campo da educação.
No Brasil, outros estudos são importantes para entender as lutas por escola pública, a exemplo dos trabalhos de Rogério
Cunha Campos (1989) e Maria do Carmo Alves Bonfim (1991), autores que analisaram as lutas por escola pública,
respectivamente, na cidade de Belo Horizonte/MG e Terezina/PI.
Em nossa trajetória de pesquisa, desde 1988, temos desenvolvido pesquisas que envolvem os movimentos sociais do
campo, em especial, o MST. Primeiro foi um estudo sobre o ensino de Geografia nas escolas localizadas em dois
assentamentos na região do Pontal do Paranapanema, estado de São Paulo. No mestrado, foi um estudo sobre a
trajetória de vida das lideranças vinculadas ao MST, destacando os aspectos educativos presentes em cada trajetória de
vida. No estudo de doutorado, foi possível analisar educação e cooperação nos assentamentos organizados no MST, no
estado do Paraná. Por fim, no período de fevereiro de 2002 até a presente data, estamos concluindo a pesquisa financiada
pelo CNPq, que versa sobre as práticas pedagógicas desenvolvidas nas escolas localizadas nos assentamentos
organizados no MST, no estado do Paraná.
No período de praticamente 17 anos, foi possível aprimorar os instrumentais de pesquisa, as relações estabelecidas entre
pesquisador e sujeitos do processo de pesquisa, bem como aprofundar o leque de referenciais teóricos e de pesquisas
que versam sobre educação e movimentos sociais, em especial a educação do campo. Durante o período supra citado,
foram desenvolvidos trabalhos de campo continuamente, na defesa da idéia de que para conhecer a educação do campo
era preciso desenvolver a aproximação com os sujeitos envolvidos na educação, aprimorar os mecanismos de
observação, de entrevistas, de questionários e de análises documentais, procedimentos sempre presentes no processo de
pesquisa.
Nessa trajetória é importante salientar os conhecimentos apropriados sobre o lugar (marginal) da educação do campo no
cenário das políticas públicas e como objeto de pesquisa. Somente no final do século XX, os pesquisadores lançaram
atenção sobre a gestão e prática educativa nas escolas rurais
A justificativa para a escolha do tema e a delimitação do movimento social é composta por seis aspectos, a saber: 1- A
ampliação do número de teses e dissertações sobre a educação no MST, defendidas nos Programas de Pós-Graduação
em Educação no Brasil. 2- A trajetória dos movimentos sociais no campo e a forte reivindicação por escola, empreendida
pelo MST, na sua trajetória de 20 anos. Dentre os vários movimentos sociais relacionados ao campo, o MST foi o que
mais impulsionou a luta, demanda e conquista de direitos relacionados a escola do campo. Foram as lutas pela existência
da escola no acampamento e no assentamento; depois foram as lutas pela formação dos professores das referidas
escolas; a elaboração de propostas pedagógicas e por fim, as várias parcerias em desenvolvimento entre movimento
social e governos, nos estados onde o MST atua. Tal dinâmica possibilitou a envolvimento dos pesquisadores com o
estudo da educação no campo e no MST. Assim, consideramos este um forte argumento para justificar a pesquisa ora
proposta. 3- A dinâmica societária e nela as relações MST e Estado, conduzindo à realização de encontros, seminários e
congressos nacionais e estaduais versando sobre Educação Básica do Campo, além da consolidação de parcerias
direcionadas à alfabetização de jovens e adultos dos assentamentos. Entendemos que tais acontecimentos e relações
constituem um cenário profícuo para a produção de teses e dissertações, uma vez que ao lado de lutas históricas
efetivam-se novos formatos de participação e de processos educativos, a exemplo do Programa Nacional de Educação na
Reforma Agrária – PRONERA – consolidado em 1998. Teses e dissertações têm sido produzidas sobre o referido
programa. 4 - O MST torna-se um sujeito coletivo relevante para esta pesquisa, pois trata-se de um movimento que
possibilita a emergência de demandas por direitos garantidos em Constituição, a exemplo da Educação, e provoca a luta
por uma educação com conteúdo e problematizações vinculados às características do campo brasileiro. Apresenta em seu
interior relações propícias para análises na esfera educacional, como por exemplo a escola itinerante e emergencial;
Ano Início
2005
Situação
Em
Andamento
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currículo, cotidiano escolar, parcerias, projetos e propostas educacionais; relação escola e comunidade do assentamento
ou do acampamento, no caso da escolas itinerantes. 5 -Tomando como referência o fato de que grande parte das
pesquisas realizadas em educação constituem-se em Estudos de Caso, interessa-nos investigar quais são as
possibilidades de generalização de algumas características educativas, encontradas nas pesquisas desenvolvidas nas
diferentes regiões brasileiras. Trata-se de uma necessidade na esfera da investigação científica em educação, ou seja,
compreender os conhecimentos educacionais elaborados, assim como entender qual tem sido a contribuição das
pesquisas para a construção do conhecimento na área de Educação e para possibilitar a divulgação de propostas que
possam contribuir com mudanças na realidade da educação do campo. 6 - Justifica-se, ainda, o estudo ora proposto em
função do lugar que a educação do campo tem conquistado na agenda política, lembrando especialmente da ação dos
movimentos sociais. Um exemplo é a aprovação das Diretrizes Operacionais para a educação do campo, em 2002.
Enfim, a relevância do estudo se dá no campo epistemológico, tendo a preocupação de entender como tem sido
construído conhecimentos educacionais, que versam sobre educação e MST ou educação no MST.
Em função dos estudos que realizamos sobre educação do campo e MST, podemos afirmar que existem duas grandes
tendências com relação à postura do pesquisador na análise da temática. Uma é a romântica e a outra é a crítica. Ao lado
destas posturas encontramos os desdobramentos de pesquisas que divulgam a bandeira do MST e pesquisas que
apontam aspectos que carecem modificações no interior do Movimento. A primeira é vista como positiva, por parte do
movimento social, a segunda é questionada. Na esfera acadêmica, carecemos de estudos que apresentem uma
criticidade na análise do movimento social, pois esta é parte fundamental da produção científica séria e comprometida
com a mudança social.
Ao lado das duas facetas da postura do pesquisador, encontramos dois extremos no âmbito do conteúdo. Um demonstra
atitude descritiva de forma exaustiva, a outra apresenta indícios analíticos, trazendo categorias a partir dos aspectos
observados na realidade estudada. Entendemos que há carência de estudos que apresentem “inovações educacionais”,
ou seja, que extrapolem o veio descritivo, condição preliminar para a existência do conhecimento científico.
Em termos da concepção de pesquisa, é possível inferir sobre o predomínio da abordagem qualitativa, da pesquisa
participante e dos estudos de caso. Constata-se a forte presença do pesquisador no local pesquisado, as análises a partir
de observações, entrevistas, depoimentos, imagens etc. Trata-se da concepção de pesquisa como forma de compreensão
da realidade, em alguns casos é possível inferir sobre a preocupação com a pesquisa como prática social, no sentido da
busca de apontar propostas para modificações de aspectos da realidade estudada.
PROBLEMÁTICA E OBJETIVOS.
A problemática da pesquisa expressa-se na formulação de quais têm sido os referenciais e os avanços teóricos da
pesquisa que focaliza a educação nos movimentos sociais, em específico no MST. Como desdobramento da pesquisa,
temos a intenção de analisar as perspectivas teórico-metodológicas presentes nas pesquisas que focalizam a educação
no MST. Sabemos que existem pesquisas que analisam a educação infantil, os cursos técnicos, as músicas, as escolas
itinerantes e a educação de jovens e adultos. Existem, ainda, pesquisas que analisam a dimensão não-formal da
educação no MST. Outras interrogações são desdobradas a partir da formulação central, a saber: 1) qual o tipo de
pesquisa e procedimentos de coleta de dados têm predominado? 2) quais são os educadores mais referenciados nas
pesquisas e qual concepção de educação tem sido focalizada? 3) quais áreas do conhecimento têm sido focalizadas na
pesquisa sobre Educação e MST? 4) quais conhecimentos educacionais têm sido evidenciados? 5) Qual a articulação
construída entre a educação e outras áreas do conhecimento, no estudo da educação e MST? 6) como é que o currículo,
a prática pedagógica e a gestão escolar tem sido analisadas nas pesquisas? 7) Quais elementos do processo pedagógico
são focalizados nas teses e dissertações?
Os objetivos centrais da pesquisa são: compreender as características teórico-metodológicas presentes nas pesquisas
que focalizam educação e MST; identificar os tipos de pesquisa; verificar evidências da interação entre educação e outras
áreas do conhecimento; identificar os conhecimentos construídos e temáticas mais evidenciadas. Enfim, como objetivo
geral destacamos a busca pela compreensão dos referenciais e avanços teóricos que têm sido possibilitados a partir das
pesquisas sobre educação e MST.
Partimos do pressuposto que as temáticas pesquisadas sofrem modificações em função da dinâmica societária, ou seja,
no início do MST foram pesquisadas “a luta por escola no assentamento” enquanto na atualidade pesquisam-se os
programas governamentais, a exemplo dos convênios estabelecidos com as universidades de Sergipe, Pará, Mato Grosso
e Rio Grande do Sul. Outra inferência está relacionada com os referencias teóricos, no campo educacional e sociológico.
Consideramos que as pesquisas têm sido influenciadas por uma análise oriunda das contribuições da matriz teórica
materialista histórica e também da matriz fenomenológica, no campo educacional. Quanto às influências sociológicas na
pesquisa educacional, inferimos sobre a importância dos autores marxistas, especialmente os trabalhos que tratam das
contradições sociais e a partir delas o surgimento dos movimentos sociais e a luta por direitos sociais. Na atualidade,
percebemos a influência da matriz teórica oriunda dos estudos de Alain Touraine e Alberto Melucci, a exemplo dos
trabalhos de Marília Sposito, na esfera das reflexões sobre movimentos sociais e ações coletivas. Ainda, no campo
educacional, são destacados autores como Maria Nobre Damasceno, Paulo Freire, Miguel Arroyo, Maria da Glória Gohn,
Maria Julieta Calazans dentre outros. Dentre os chamados autores clássicos e contemporâneos, é possível perceber a
influência de autores como Kosik, Gramsci e Lukács. A intenção é verificar quais são os pensadores que têm influenciado
o pensamento dos estudiosos da educação no MST. Quais têm sido as marcas teóricas predominantes nos estudos sobre
educação e MST?
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS E CRONOGRAMA DE ATIVIDADES.
A partir de um levantamento de dados junto à CAPES, constatamos a existência de 73 programas de Pós-Graduação em
Educação, no Brasil. Diante dessa informação, selecionamos os procedimentos metodológicos, a saber: 1) dos 73
programas de Pós-Graduação serão selecionados 42, ou seja, aqueles que existem nas universidades estaduais e
federais no país, ao lado das Pontifícias Universidades Católicas, Universidade Regional do Oeste do Rio Grande do Sul
(UNIJUÍ). Estão sendo priorizados os programas de Pós-Graduação existentes nas universidades públicas gratuitas, em
função de termos constatado que a grande maioria das teses e dissertações, já identificadas no banco de teses da
CAPES, foram desenvolvidas nos programas de mestrado e de doutorado dessas universidades. 2) levantamento de
dados (autor, título do trabalho, ano de defesa e localização) junto ao banco de teses da CAPES; 3) levantamento de
dados diretamente aos programas de Pós-Graduação em Educação. Após selecionados os 42 programas, serão enviados
fax e email a todos os coordenadores, solicitando informações sobre o número, título, datas das defesas de teses e
dissertações que versam sobre educação e MST. Ao lado deste procedimento serão coletados os cadernos de resumo
das teses e dissertações que algumas universidades possuem, sobre as pesquisas já defendidas. Ainda, outro
procedimento a ser adotado será o levantamento de dados via sistema de informações existentes em algumas
universidades do país a exemplo da UNICAMP UFSC e USP para citar algumas já identificadas Caso estes
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universidades do país, a exemplo da UNICAMP, UFSC e USP, para citar algumas já identificadas. Caso estes
procedimentos não sejam suficientes, temos contatos em cada uma das universidades que possuem Pós-Graduação em
Educação, o que poderá ser utilizado para agilizar o levantamento de informações. 4) aquisição das teses e dissertações
destacando que, em função das pesquisas que temos realizado nos últimos anos, temos adquirido várias delas, porém um
número pequeno, diante do que esperamos encontrar. Todas as teses e dissertações que focalizam educação e MST no
título serão objeto de análise. Poderão ser identificados, via consulta aos programas de Pós-Graduação, trabalhos que
apresentaram títulos metafóricos ou genéricos e que trataram de educação e MST. Serão objeto de análise, também. 5)
Fichamento do tipo conteúdo. 6) análise de conteúdo , levando em conta os seguintes temas: problema de pesquisa;
objeto de estudo; objetivos do trabalho; procedimentos adotados; região do país estudada; tipo de pesquisa; referenciais
teóricos; conhecimentos construídos. Esperamos construir um quadro destacando as matrizes teóricas (clássicas)
presentes nos estudos, bem como os autores contemporâneos, em especial os brasileiros, que são utilizados como
fundamentação teórica nas pesquisas. Consideramos que a relevância da pesquisa está na busca de marcos teóricos e
construção de um quadro metodológico no estudo da educação nos movimentos sociais, em especial no MST. Ao final da
pesquisa poderemos anunciar uma agenda de pesquisa, que se faz necessária, a respeito de educação do campo e
movimentos sociais.
O CRONOGRAMA DE ATIVIDADES ESTÁ PREVISTO CONFORME DESCRIÇÃO ABAIXO:
Durante o primeiro ano da pesquisa (2005) serão identificadas as obras produzidas nos programas de Pós-Graduação em
Educação. Nos dois últimos meses de 2005 deverá ser concluída a aquisição das teses e dissertações identificadas.
Durante o segundo ano da pesquisa (2006) realizaremos leitura, fichamento e análise do conteúdo das teses e
dissertações, construindo um quadro de eixos temáticos presentes nas teses e dissertações.
Durante o terceiro ano da pesquisa (2007) construiremos o quadro analítico que mostra como têm são construídos os
conhecimentos na área pesquisada.
Pretendemos ao final de 2005 elaborar um primeiro artigo versando sobre “Educação e MST: temas e tipos de pesquisa
desenvolvidos nos últimos 20 anos”.
Ao final de 2006 pretendemos elaborar um texto relatando o conteúdo das obras analisadas – “Educação e MST:
conhecimentos em construção nas pesquisas em educação”.
A intenção é que ao final de 2007 possamos ter um livro com o seguinte título “Educação e Movimentos sociais: olhares
lançados sobre Educação e MST nos últimos 20 anos”.
QUADRO DE REFERÊNCIAS
Educação e Movimentos sociais: marcos teóricos. A presença da temática movimentos sociais no campo educacional é
recente e sua trajetória foi marcada por textos que analisavam participação popular e escola pública.
Dentre os pesquisadores que contribuíram para a difusão da temática, vários já citados ao longo deste projeto, temos
Marília Spósito, Miguel Arroyo, Rogério Cunha Campos, Maria da Glória Gohn.
Sposito (1984a) mostra que as reflexões sobre o caráter da educação popular não são recentes no Brasil e que foram
influenciadas pelos trabalhos de Beisiegel e Paiva. A autora afirma que “as relações entre o Estado e as classes se
modificam concretamente e a ação do próprio Estado é determinada pelas contradições observadas nas várias formas de
organização da vida coletiva” (1984a, p. 16). A mesma autora analisa as manifestações populares por escolas públicas, as
lutas por ginásios, nas décadas de 1940 e 1950, destacando que são lutas difusas e organizadas e que são originadas nos
bairros, portanto, as lutas por escola pública ocorriam no contexto das lutas existentes no espaço urbano, impulsionadas
pelas contradições e distorções oriundas do processo de urbanização (SPOSITO, 1984b).
Arroyo (1989) escreve um texto intitulado “A escola e o movimento social: relativizando a escola”. Neste texto, o autor
defende a educação como direito do trabalhador e afirma que “A exclusão do saber, sofrida pelo povo, não é
fundamentalmente um problema de negação do saber escolar elementar para melhor ser dominado. A hegemonia nasce
na fábrica e a luta pelo saber se insere nas próprias relações sociais de produção, passando pelo campo político” (1989, p.
17). Para o autor “o movimento de construção de uma sociedade alternativa implica a construção de um novo saber, de
uma nova cultura, de uma nova concepção do mundo e dos sujeitos empenhados nessa construção” (ARROYO, 1989, p.
17). Nesta publicação o autor falava da educação no contexto das lutas sociais, no sentido de que os trabalhadores
educam-se, num processo de aquisição de uma identidade coletiva.
Rogério Cunha Campos (1989) analisa a luta dos trabalhadores por escola pública, numa região industrial de Belo
Horizonte e Contagem. O autor destaca que as lutas demonstravam a importância que os trabalhadores atribuíam à
educação. Utiliza-se de autores que analisaram os movimentos sociais urbanos e, portanto, focaliza aspectos de
contradição social e as relações entre Estado e sociedade. O trabalho de Campos aproxima-se da pesquisa de Sposito
(1984b). Ao lado destes dois trabalhos que marcaram a trajetória das pesquisas sobre movimentos sociais e luta por
escola pública, temos a pesquisa de Bonfim (1991), que focalizou as lutas populares pela escola pública e gratuita em
Teresina, capital do Piauí. A autora analisa as lutas populares no contexto do processo de industrialização e urbanização
vivido pelo nordeste e pelo próprio Brasil, no período de 1976 a 1986. Demonstra ao longo do texto que a relação entre o
Estado e os movimentos sociais é estabelecida na interlocução entre esses elementos e que ambos, num movimento de
contradições e mediações, atuam conforme a perspectiva de classe assumida pelos seus atores e as conjunturas políticas.
Maria da Glória Gohn (1992) dá continuidade aos estudos sobre movimentos sociais urbanos, focalizando nessa obra o
caráter educativo dos movimentos sociais, portanto, apresenta uma concepção de educação que “... não se restringe ao
aprendizado de conteúdos específicos, transmitidos através de técnicas e instrumentos do processo pedagógico” (p.17).
Numa rápida análise das obras que trataram de lutas sociais, movimentos sociais e escola pública, encontramos os
referenciais teóricos presentes nos anos de 1980, dentre eles Beisiegel e Paiva que focalizavam a educação popular;
Gramsci, em especial a obra “Os intelectuais e a organização da cultura”, os autores Vázquez e Kosik, em especial a
reflexão sobre práxis. Dentre tais autores destacam-se aqueles que pesquisavam os movimentos sociais urbanos, a
exemplo de Castells, Lojkine e Kowarick. Estudos que tinham como pressuposto as contradições do sistema capitalista e
as discussões sobre a ampliação do espaço urbano e a demanda pela conquista e garantida dos direitos sociais. Um autor
freqüentemente citado nos trabalhos é Paulo Freire, no campo educacional.
O movimento acadêmico dos anos de 1990 continuou apresentando fundamentos teóricos oriundos da vertente marxista,
dentre eles Goldmann, Lukács, Gramsci e obras do próprio Marx. Mas, os anos de 1990 trouxeram, também, novas
reflexões e teóricos, a partir de dois movimentos, um deles foi a própria dinâmica da sociedade, modificada com o
andamento do processo de construção democrática e com o surgimento e ampliação de movimentos sociais que
abarcaram diferentes temáticas; o outro foi o fortalecimento da presença dos autores europeus na análise dos movimentos
sociais, a exemplo de Alain Touraine e Alberto Melucci. São dois autores que têm influenciado as discussões desde a
idéia de “atores coletivos”. Também, a categoria exclusão ganha novas facetas, a exemplo dos trabalhos de Robert Castel
e Luiz Eduardo Wanderley
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e Luiz Eduardo Wanderley.
Ainda, nos anos de 1990 começa ter visibilidade as pesquisas focalizando a educação no MST. Na faculdade de educação
da Unicamp, dois trabalhos que marcaram o início das reflexões sobre educação e MST foram os de Andrade (1993) e o
de Souza (1994). Neste contexto, a educação do campo ganha novas discussões, a partir da dinâmica produzida por um
movimento social que marcava presença no cenário político.
Trabalhos relacionados à educação do campo e movimentos sociais foram os de Maria Nobre Damasceno (1990), que
desde uma análise marxista trouxe os temas trabalho, prática educativa e consciência do campesinato. É um trabalho que
se constitui num marco teórico da educação do campo. Ao lado dessa obra, destaca-se “Educação e escola no campo”,
organizada por Damasceno e Jacques Therrien (1993). É uma obra que traz um conjunto de textos que analisa a
educação no meio rural, a exemplo do texto de Maria Julieta Calazans, que focaliza a marca do Estado na educação rural.
Traz um conjunto de textos que analisam o cotidiano e o saber social do professor da escola rural e, por fim, traz textos
que discutem a formação do professor da escola rural.
A partir de meados dos anos de 1990 e dos primeiros anos do século XXI, autores como Miguel Arroyo, Roseli Caldart e
Bernardo Mançano Fernandes têm marcado presença nas pesquisas que tratam da educação do campo, em especial
aquela relacionada às escolas localizadas nos assentamentos organizados no MST. Também, as coletâneas organizadas
por Vendramini (2002) e Villalobos (2000) têm marcado a trajetória das pesquisas que analisam educação no movimento
social, em específico no MST. Nos textos apresentados nas duas coletâneas ora citadas, percebe-se que os referenciais
teóricos da educação destacam Sposito, Gohn, Brandão, Damasceno, Arroyo, Calazans, Therrien dentre vários outros
pesquisadores que se interessam pela educação do campo. Constatamos a presença de matrizes teóricas que se
sustentam nos estudos de Touraine e Melucci, bem como na vertente marxista, em especial Gramsci, Lukács e Marx.
Outro elemento que temos é a observação dos conteúdos das teses e dissertação, que numa rápida inferência, é possível
afirmar que muitas delas preocuparam-se em analisar falas dos sujeitos envolvidos no processo pedagógico e que há uma
preocupação em analisar a prática escolar e o cotidiano da escola nos assentamentos ou, ainda, os aspectos pedagógicos
presentes na formação de professores para escolas do campo.
Diante do breve mapeamento de autores que têm marcado as reflexões sobre educação e movimentos sociais,
delimitando para o MST, interessa-nos investigar qual tem sido o teor das pesquisas desenvolvidas nos últimos 20 anos,
sobre educação e MST, nos cursos de Pós-Graduação existentes no Brasil, conforme explicitado no item procedimentos
metodológicos. Entendemos que a relevância desta pesquisa está localizada no âmbito da avaliação dos conhecimentos
gerados no interior da Pós-Graduação em Educação.
Com o intuito de ampliar as reflexões teóricas apresentadas neste texto, trazemos uma breve descrição de aspectos
relacionados à historicidade dos movimentos sociais no campo, entendendo que essa caracterização poderá elucidar
referenciais teóricos que aparecem nas teses e dissertações que serão analisadas e, por entender que a historicidade
apresenta momentos que possibilitam a emergência de maior ou menor interesse do pesquisador pela temática.
Sobre a historicidade dos movimentos sociais no campo.
Pesquisadores como Medeiros, Grzybowski e Martins contribuíram com a caracterização dos movimentos sociais do
campo. Autores como Fernandes, Stédile e Caldart têm impulsionado a produção de conhecimentos desde o interior do
MST. Em termos de história do Brasil, Caio Prado Júnior e Raymundo Faoro, dentre outros autores, desde matrizes
teóricas distintas, caracterizam a estrutura da sociedade brasileira, permitindo a inferência sobre elementos que
desencadeiam o surgimento, ampliação e visibilidade dos movimentos sociais do campo, assim como permitem identificar
as raízes que desencadeiam relações contraditórias entre movimento social e Estado.
Caio Prado Júnior (1994), na obra Formação do Brasil Contemporâneo, destaca as características estruturais da
sociedade brasileira, especialmente durante a colonização. Salienta a dependência econômica e política, especificando as
relações sociais, predominantemente de subordinação. Categorias como dependência e exploração são marcantes no
contexto do modo de produção capitalista no qual a colônia foi inserida. Analisa-se as relações culturais, econômica,
políticas e sociais em função da Divisão Internacional do Trabalho e das relações entre classes sociais.
Raymundo Faoro (1989) nos permite pensar aspectos da cultura política construída no Brasil, destacando as relações
patrimonialistas e com elas o Estado confundindo-se com a propriedade, portanto, o desenvolvimento de relações de
poder, de coerção e normatização que priorizavam a “classe proprietária”, que por sua vez era a elite política.
É na busca das raízes da organização da sociedade brasileira que encontramos fatores determinantes da historicidade
dos movimentos sociais, a saber: a concentração da propriedade, a exploração da mão-de-obra, a relação patrão e
empregado/escravo, o desenvolvimento do Pai Patrão – visto desde o Estado clientelista, patrimonialista e das políticas
populistas, a dependência em relação ao capital externo e às relações econômico-financeiras internacionais.
Martins (1989) aponta que na tradição das pesquisas antropológicas e sociológicas, os camponeses, trabalhadores rurais,
foram predominantemente tratados como “depositários e agentes de culturas tradicionais (...) como vítimas e
patrocinadores do atraso” (p. 17).
No entanto, o autor destaca um aspecto teórico-metodológico predominante nas análises, salientando que há necessidade
de mudança de perspectiva no sentido de “pensar o camponês como inovador”, sem cair na ingenuidade de pensar que “a
tradição e a cultura tradicional já não tem importância no campo (...) o caminho para refletir sobre o tema é o de examinar
as transformações que modificam velhas relações sociais, que atenuam ou destróem a autoridade da cultura tradicional e
que abrem espaço para a invenção cultural” (p.18). A invenção cultural, as mudanças são entendidas por Martins na sua
“natureza política, como fonte de uma legitimidade alternativa oposta à legalidade vigente” (p.18).
Medeiros (1989) analisa os movimentos sociais no campo, no período pós 1945, destacando as mobilizações dos
trabalhadores das grandes plantações, especialmente as greves em função dos baixos salários, proibição da plantação de
cereais nas ruas dos cafezais, atrasos nos salários, contratos sem garantias, aumento dos gêneros alimentícios etc. Ao
lado desta categoria há a luta dos posseiros, nas regiões de fronteira agrícola, onde posseiros e grileiros enfrentavam-se.
A partir da década de 1950 foram organizados encontros estaduais e o I Encontro Nacional de Trabalhadores Agrícolas
(1953), mediados e impulsionados pelo PCB. A Igreja, constituiu-se como um dos mediadores centrais dos movimentos
sociais do campo, fundamentada na Teologia da Libertação.
Outras lutas significativas dos anos de 1950 como Formoso e Trombas; sudoeste do Paraná; Baixada Guanabara; lutas
dos arrendatários; lutas por questões salariais e as Ligas Camponesas, foram mencionadas por Medeiros como
composição dos movimentos sociais no campo.
Portanto, evidencia-se na historicidade dos movimentos sociais do campo a busca pela liberdade, lutas contra a opressão
e pela organização de um modo de vida específico no campo. Na base das lutas sociais no Brasil, os movimentos sociais
do campo destacam-se como “inovadores”. Como diz Martins (1989) “todas as grandes revoluções sociais do século XX
foram camponesas, total ou predominantemente” (p.17).
No Brasil, diante da dependência externa, do aprofundamento da concentração fundiária, da expressividade das
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p p ç p
contradições sociais, percebe-se durante o século XX a emergência de lutas e movimentos sociais no campo, atrelado
àquelas organizadas no espaço da cidade, que por sua vez torna-se o espaço público de visibilidade das demandas dos
vários movimentos sociais.
Grzybowski (1991) analisa os movimentos sociais no campo “no interior das contradições de classes, à luz das relações
de força entre classes sociais” (p.13)
O autor destaca a diversidade de movimentos sociais, a saber: lutas contra a expropriação (Posseiros, MST, Movimentos
das Barragens, lutas Indígenas); lutas contra a subordinação do trabalho ao capital, alternativas de produção, mulheres,
previdência social. Por fim, afirma que “o campo está prenhe de contradições e se agita de muitas formas. Cruzam e se
entrecruzam lutas”.
Ao mesmo tempo que o campo é cenário da ação e confronto dos sujeitos sociais, cabe lembrar Marx, no “18 Brumário”,
os camponeses desorganizados não formam uma classe social. Neste sentido, aspectos ideológicos podem ser discutidos
ao lado das relações patrimonialistas e clientelistas fortemente presentes no cenário cultural-político brasileiro. Também,
os movimentos
Área de Concentração:
Categoria Equipe
Discente Autor Adelmo Iurczaki
Discente Autor Liliane Moreira Lopes
Resp. Docente Maria Antônia de Souza
Natureza Financiadores
Bolsa CNPq
EDUCAÇÃO
Alunos Envolvidos: 1 Especialização: 0 Doutorado: 0 Mestrado Profissional: 0 Mestrado: 1 Graduação:
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2006 ANO BASE:
40020010002P-3 EDUCAÇÃO - UTP PROGRAMA:
LINHA DE PESQUISA: Práticas Pedagógicas: Elementos Articuladores
Projeto de Pesquisa
ESTUDO COMPARATIVO DOS CURRICULOS DO ENSINO SECUNDÁRIO DE PORTUGAL E DO BRASIL:
1836-1905.
Descrição:
DESCRIÇÃO
O início da educação escolar no Brasil está intimamente ligada à Educação em Portugal. Na condição de Colônia
Portuguesa, o Brasil estava subordinado política, econômica e administrativamente à metrópole e recebia fortes
influências nos aspectos cultural e educacional. Grande parte dos jesuítas que chegaram ao Brasil depois de 1549,
tiveram sua formação espiritual e intelectual realizada no Colégio das Artes de Coimbra. O papel cultural e educacional
que os padres jesuítas desempenharam no Brasil, participando da formação da juventude brasileira, por mais de duzentos
anos, deixou marcas indeléveis na Educação Brasileira.
Os jesuítas foram portadores e transmissores da tradição medieval e renascentista da Europa para a Colônia além-mar;
implantaram um sistema de idéias, valores, crenças da religião católica e do Estado Português. A educação era
reconhecida pelos religiosos – imbuídos do espírito da pedagogia humanista –, como instrumento privilegiado para criar
um "homem novo" e uma nova sociedade no Novo Mundo. Por isso, a educação dos jovens constituiu o objetivo prioritário
do plano missionário. Aplicaram e recriaram conhecimentos e práticas de caráter pedagógico com base no sistema de
ensino norteado pelo Ratium Studiorum, sistematizado em 1599.
Mesmo com a sua expulsão, em 1759, e o desmantelamento do sistema de ensino jesuítico no Brasil e a adoção do
regime de "Aulas Régias" ou "Aulas Avulsas", verifica-se que estas "Aulas" refletiam o sistema de ensino jesuítico. Os
professores haviam sido formados nos Colégios Jesuítas no Brasil, no Colégio de Artes ou na Universidade de Coimbra;
as disciplinas ofertadas eram as mesmas oferecidas nos Colégios Jesuítas e os métodos de ensino adotados eram os
anteriormente praticados nos antigos colégios dos religiosos.
Com a vinda da família real portuguesa ao Brasil, a influência cultural portuguesa se fez sentir de forma mais marcante.
No campo educacional, procurou-se recriar, no Brasil, o Colégio dos Nobres e Cursos de Ensino Superior para atender às
necessidades da aristocracia lusitana.
Identificada com a Metrópole colonizadora, a ela submissa no seu sistema de valores, a elite brasileira mesmo depois da
independência política demonstrou-se, incapaz de dar prosseguimento a um projeto nacional. Muito embora fosse buscado
um distanciamento cultural da Metrópole, a identificação cultural, a rigor, prolongou-se durante toda a monarquia. O
Imperador era, na realidade, o guardião do status quo herdado de Portugal, ao invés do líder de uma jovem nação. Por
sua vez, a elite intelectual, política, econômica e religiosa brasileira teve sua formação iniciada, geralmente, no Colégio da
Bahia, sendo concluída no Colégio de Artes em Coimbra, onde eram reconhecidos os três primeiros anos de estudos
feitos na Colônia e, posteriormente, ingressavam na Universidade de Coimbra. A maioria dos brasileiros que tiveram
influência na Independência do Brasil graduaram-se no Colégio de Artes e na Universidade de Coimbra. Haviam sido
formados segundo o sistema de valores da sociedade portuguesa.
No campo educacional, o Império do Brasil iniciou a busca de uma identidade pela criação de cursos superiores e
secundário. Foram instituídos,em 1827, os Cursos Jurídicos de São Paulo e de Olinda; em 1832, a Escola de Minas; em
1839, a Escola de Farmácia em Ouro Preto. Em 1837, foi fundado o Imperial Collegio de Pedro II, uma instituição de
ensino secundário, criada com a finalidade de formar a elite intelectual, econômica e religiosa brasileira. Segundo seu
criador, o Ministro Interino do Império, Bernardo Pereira de Vasconcellos, o regulamento adotado era uma adaptação dos
que regiam os liceus da França . Na mesma época, em 17 de novembro de 1836, um Decreto assinado por Manuel da
Silva Passos, secretário d'Estado dos Negócios do Reino, criou o ensino liceal em Portugal, inspirado no liceu criado em
Paris, por Pilastre de Rosiers, em 1787. Segundo o artigo 43, do Decreto, o “Lyceo de Coimbra substituiria o Collegio das
Artes, e passaria a constituir uma secção da Universidade”.
RELEVÂNCIA DO TEMA.
Apesar de relevantes, estudos já realizados sobre o ensino secundário em Portugal e no Brasil, a historiografia sobre o
assunto apresenta ainda muitas lacunas. Vários estudos procuram demonstrar a influência da França e da Alemanha na
escola secundária portuguesa e brasileira, porém, até o momento, nenhum estudo buscou analisar comparativamente o
ensino secundário implementado em Portugal e no Brasil no século XIX e início do século XX, e verificar de que forma tais
influências foram refletidas no ensino secundário dos dois países. Também, não foram encontrados estudos, quer no
Brasil, quer em Portugal, que analisassem o antagonismo existente entre os estudos clássicos e científicos no currículo da
escola secundária de ambos os países, bem como, sobre as soluções encontradas pelos dois países para
compatibilizá-los.
Sendo o ensino secundário antes um tipo do que um nível de ensino, criado e direcionado para formar a elite intelectual,
política e religiosa de ambos os países, seu estudo reveste-se de importância para a História da Educação. Análises
aprofundadas nos trarão subsídios para melhor compreender aspectos da sociedade portuguesa e brasileira .
CORPUS.
A burguesia, detentora do poder político, depois das Revoluções Liberais, adotou uma concepção racionalista e
modernista, buscando o progresso social e cultural e a participação política dos cidadãos, tendo como objetivo dar
sustentação ao Estado que, por sua vez, devia responsabilizar-se pelo desenvolvimento do país e, por isso, também pela
educação da população. Considerando do ponto de vista ideológico, Portugal e o Brasil comungavam destes ideais
liberais traduzidos , no entanto, em políticas mais ou menos convictas ou mais ou menos pragmáticas.
A criação do Collegio de Pedro II e a adoção do ensino liceal em Portugal se inserem no processo de mudanças
verificadas no ensino secundário, na primeira metade do século XIX, na Europa central e oriental, notadamente na França
e na Alemanha. Essas mudanças estavam relacionadas, principalmente, à seleção dos saberes a serem ensinados e à
organização do currículo. Já no século XVIII, o realismo, reforçado pelo progresso científico e pelas correntes empiristas
da filosofia moderna, começou a afirmar-se como tendência que levaria à renovação do, posteriormente, chamado ensino
secundário. Assim, na Alemanha, especialmente, o realismo foi associado com o movimento que conduziu ao ensaio de
um ensino médio utilitário, ao lado do ensino tradicional. A Realschule criada por Semler (1725-1791), precursora das
instituições de mesmo nome que eram encontradas no ensino secundário alemão no século XIX, é o exemplo da
influência do realismo no ensino secundário.
Ano Início
2005
Situação
Em
Andamento
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A Revolução Francesa trouxe à tona a discussão sobre os estudos clássicos e os estudos científicos no currículo da
escola secundária e, no século XIX esse mesmo currículo preso ao dogma de uma "cultura geral", tentava conciliar os
estudos clássicos e os científicos em um enciclopedismo insustentável. O antagonismo entre os estudos clássicos e os
estudos científicos esteve presente na organização dos currículos do ensino secundário nos países europeus e no Brasil,
durante todo o século XIX até meados do século XX.
METODOLOGIA.
QUESTÕES DE PESQUISA.
Dada a proximidade cultural da sociedade portuguesa e brasileira e tendo-se em vista que a intelectualidade
brasileira,responsável pela proposição dos currículos da escola secundária, fora formada pelo ensino chamado secundário
e pelo ensino superior de Portugal que transmitiam o sistema de idéias e valores da nação portuguesa, pode-se levantar
as seguintes questões de pesquisa:
De que maneira as idéias pedagógicas relacionadas aos estudos clássicos e científicos, prevalecentes na Europa no
século XIX, permearam os currículos da escola secundária em Portugal e no Brasil?
Dado que os liceus foram criados em ambos os países de língua portuguesa a partir de estabelecimentos escolares de
outros países europeus pode-se questionar: Essa apropriação foi feita da mesma forma e a partir dos mesmos referenciais?
OBJETIVO GERAL
Realizar um estudo comparativo entre as soluções encontradas por Portugal e pelo Brasil no que se refere à presença dos
estudos clássicos e científicos no currículo do ensino secundário no período de 1836 a 1905.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Analisar os diferentes contextos sócio-educacionais nos quais estavam inseridas as reformas curriculares tanto em
Portugal quanto no Brasil no período de 1836 a 1905.
Analisar os modelos pedagógicos que influenciaram a organização dos currículos do ensino secundário português e
brasileiro de 1836 a 1905.
Caracterizar os currículos adotados no ensino secundário em Portugal, de 1836 a 1905.
Caracterizar os currículos adotados no ensino secundário no Brasil, de 1838 a 1901.
Estabelecer comparação entre os modelos de currículos adotados em Portugal e no Brasil no período de 1836 a 1905.
Justifica-se esse recorte temporal pelo fato de que o ano de 1836 marcou o início do ensino liceal em Portugal. O antigo
Colégio das Artes, foi então, transformado no Liceu de Coimbra. Quase ao mesmo tempo, no ano de 1837, foi fundado o
Imperial Colégio de Pedro II, no Rio de Janeiro, e inaugurado em 1838 quando efetivamente entrou em funcionamento. A
balisa final de 1905 corresponde à reforma de ensino verificada no ensino secundário de Portugal que dividiu o curso geral
em dois ciclos: um fundamental e outro complementar, com duas variantes: "Letras" e "Ciências". No Brasil, a reforma de
1901, consolidou a reforma de 1899 que aniquilou o experimento da reforma de 1898, a qual dividia o ensino secundário
em dois cursos paralelos, de 7 anos cada; o curso clássico e o curso realístico ou propedêutico. A reforma de 1901, no
Brasil, e a de 1905, em Portugal, marcaram profundamente o ensino secundário nos dois países, porém, em sentido
diametralmente oposto.
Visto que o ensino secundário em Portugal e no Brasil, no século XIX, englobava grande número e diversos tipos de
instituições, o estudo será restrito aos currículos oficialmente adotados no Liceu de Coimbra e no Imperial Collegio de
Pedro II, no Rio de Janeiro. O Liceu de Coimbra foi escolhido por ser a instituição que, em 1836, substituiu o Colégio das
Artes de Coimbra – o centro de ensino preparatório para a entrada na Universidade de Coimbra – e que passou a formar
uma secção da referida Universidade. A Universidade de Coimbra, primeira instituição universitária portuguesa,
juntamente com o Colégio das Artes, participaram ativamente da formação da elite brasileira. O Imperial Collegio de Pedro
II, por sua vez, deveria servir como modelo para o ensino secundário público no Brasil desde sua inauguração, em 1838,
até meados do século XX. Portanto, qualquer estudo sobre o ensino no Liceu de Coimbra e no Collegio de Pedro II reflete,
de certo modo, o pensamento oficial das autoridades educacionais portuguesas e brasileiras em relação à natureza e aos
objetivos do ensino secundário.
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Para a consecução dos objetivos propostos deverão ser seguidos os seguintes procedimentos:
1.Levantamento e análise da bibliografia pertinente ao objeto de estudo e ao problema da pesquisa.
2.Levantamento e arrolamento das fontes documentais, tais como:
2.1 Decretos; Decretos-Lei; Leis, Avisos e Regulamentos que:
- estabeleceram os currículos adotados no Liceu de Coimbra de 1836 a 1905;
- estabeleceram os currículos adotados no Imperial Collegio de Pedro II, de 1838 a 1901;
- estabeleceram as tabelas de aulas e horário das lições no Liceu de Coimbra e no Imperial Collegio de Pedro II;
- estabeleceram os programas de ensino adotados no Liceu de Coimbra e no Imperial Collegio de Pedro II.
2.2 Relatórios de Ministros e Secretários de Estado apresentados à Assembléia Legislativa;
2.3 Ofícios do Inspetor Geral da Instrução Primária e Secretário do Município da Corte (BR);
REFERÊNCIAS
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Oeira: Fundação Calouste Gulbenkian, 1982.
ANTUNHA, H. C. G. A união e o ensino secundário na Primeira República. São Paulo, USP, 1980. Tese (Doutorado) -
Faculdade de Educação da USP.
BARROSO, J. L. A instrução pública no Brasil. Rio de Janeiro: Garnier, 1867.
BARROSO, J. Os liceus. Organização pedagógica e administração (1836-1960). Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian,
1995.
BRITO, A. P. João Franco e as reformas de ensino. Coimbra. 1996. Dissertação (Mestrado) - Faculdade de Psicologia e
de Ciências da Educação. Universidade de Coimbra.
BUTTS, R. F. A cultural history of education. Nova York: McGraw-Hill, 1947.
CARVALHO, R. A História do ensino emPportugal: desde a fundação da nacionalidade até o fim do regime de
Salazar-Caetano. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1986.
COMPAYRÉ, G. Histoire de la pédagogie. Paris: Delaplane, 1911.
COURNOT. Des instutions d'enseignement public en France. Paris, s.d.,1864.
CRUZ COSTA, J. Contribuição à história das idéias no Brasil. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1956.
DORIA, L. G. E. Memória histórica commemorativa do 1.o centenário do Collegio de Pedro II. Rio de Janeiro: MEC, 1937.
DURKHEIM, E. L'évolution pédagogique en France. Paris, s. d., 1938.
GOMES J F Estudos para a história da educação no século XIX Coimbra; Almedina 1980
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Relações Nominais
Projetos de Pesquisa
EDUCAÇÃO
GOMES, J. F. Estudos para a história da educação no século XIX. Coimbra; Almedina, 1980.
HAIDAR, M. L. M. O ensino secundário no império brasileiro. São Paulo: Grijalbo/ Edusp, 1972.
HUBERT, R. História da pedagogia. São Paulo: Cia Editora Nacional, 1976.
LUZURIAGA, L. História da educação pública. São Paulo: Atualidades Pedagógicas, 1959.
MACHADO, M. C. O projeto de Rui Barbosa: o papel da educação na modernização da sociedade. Campinas: Autores
Associados, 2003.
MARROU, H. I. Histoire de l'éducation dans l'antiquité. Paris: Editions du Senil, 1948.
MONIZ, J. Estudo de ensino secundário. Lisboa: Imprensa Nacional, 1918.
NAGLE, J. Educação e sociedade na Primeira República. São Paulo: EPU/MEC, 1976.
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PIRES DE ALMEIDA, J. R. Instrução pública no Brasil (1500-1889): história e legislação. São Paulo: EDUC, 2000.
PONCE, A. Educación y lucha de clases. Buenos Aires: Hector Matera, 1957.
PRIMITIVO. M.. A instrução e o império. São Paulo: Cia Editora Nacional, 1936.
PROENÇA, C. A reforma de Jaime Moniz: antecedentes e destino histórico. Lisboa, s. d., 1993.
REIS FILHO, C. A educação e a ilusão liberal. Campinas: Autores Associados, 1995.
SAVIANI, D. História das idéias pedagógicas. In: FARIA FILHO, L. M. Pesquisa em história da educação. Belo Horizonte:
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SILVA, G. B. A educação secundária. São Paulo: Cia Editora Nacional. 1969. (Perspectiva histórica e teoria).
VECHIA, A.; LORENZ, K. M. Programa de ensino da escola secundária brasileira (1950-1951). Curitiba: Edição dos
Autores, 1998.
WICKERT, R. Historia de la educación. Buenos Aires: Rosada, 1945.
XAVIER, M. E. P. Poder político e educação de elite. São Paulo: Cortez, 1990
RESULTADOS PUBLICADOS
ARTIGO EM PERIÓDICO.
VECHIA, A. Formando cidadãos e líderes; o ensino secundário na Província do Paraná. In: Revista HISTEDBR On-line.
Campinas.n.22.p.54-70,jun.2006. ISSN.16762584.
TEXTO COMPLETO E RESUMO EM ANAIS
FERREIRA, A. G e VECHIA. A. O sentido das reformas dos planos de estudo do Liceu de Coimbra e do Imperial
Collegio de Pedro II nas décadas de 1850-1860. In:VI Congresso Luso-Brasileiro de História da Educação. Uberlândia:
UFU, 2006.
VECHIA, A e LORENZ, K. M. O Collegio de Pedro II: centro de referência das idéias educacionais transnacionais para o
ensino secundário brasileiro no período Imperial. In: VI Congresso Luso- Brasileiro de História da Educação. Uberlândia:
UFU, 2006.
VECHIA, A e LORENZ.K. M. Imperial Collegio de Pedro II: portal das idéias educacionais européias para o ensino
secundário brasileiro:1838-1878. In:VII Seminário Nacional de Estudos e pesquisas: História, sociedade e educação no
Brasil. 20 anos de HISTEDBR- navegando pela História da Educação Brasileira. ISBN:857713020-7. Campinas:
HISTEDBR, 2006.
FERREIRA, N. S. C., VECHIA.A. e EYNIG.A. M. Gestão da Educação e Cidadania: para além das origens, teorias e
práticas. A Política de formação de cidadãos e Líderes: origens históricas. Seminário da Anped Sul. Santa Maria/Junho .
2006.
VECHIA, A. e FERREIRA. A. G. Os estudos clássicos-humanistas versus o ensino científico no Liceu de Coimbra e no
Imperial Collegio de Pedro II: 1836-1855. In: Anais do IV Congresso Brasileiro de História da Educação. Goiânia. 2006.
RESUMO
VECHIA, A.e FERREIRA. A. G. Lês études classiques- humanistes versus lénseignement scientifique au Lycée de
Coimbra et lmperial Collége de Pedro II;1836-1855. 30º Colóquio Internacional de Educacion Comparada. La escuela.
lugar de tensiones y de mediaciones, sus effectos sobre las práticas escolares; analisy y comparaciones internacionales.
Villeneuve d’Acq . FRANCE. 2006.
Área de Concentração:
Categoria Equipe
Outro Participante António Gomes Alves Ferreira
Resp. Docente Ariclê Vechia
Outro Participante Karl Michael Lorenz
Natureza Financiadores
Auxílio Financeiro UTP
EDUCAÇÃO
Alunos Envolvidos: 1 Especialização: 0 Doutorado: 0 Mestrado Profissional: 0 Mestrado: 2 Graduação:
21/06/07 às 10:29 51 de 80 Chronos
Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Memória da Pós-Graduação
Sistema de Avaliação
Relações Nominais
Projetos de Pesquisa
EDUCAÇÃO
2006 ANO BASE:
40020010002P-3 EDUCAÇÃO - UTP PROGRAMA:
LINHA DE PESQUISA: Práticas Pedagógicas: Elementos Articuladores
Projeto de Pesquisa
FORMAÇÃO DE PROFESSORES PARA A DOCÊNCIA NA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA: AMBIENTES DE
APRENDIZAGEM VIRTUAIS
Descrição:
DESCRIÇÃO:
Esta pesquisa tem como objetivo desenvolver e analisar conceitos e abordagens relacionados ao ensino apoiado pela
tecnologia e ambientes de aprendizagem colaborativa, pesquisas referentes à formação continuada para a educação a
distância ou para o ensino apoiado pela tecnologia. Leituras prévias demonstram que a participação de professores da
Educação Superior em programas de qualificação para esses ambientes é baixa, inclusive há uma certa resistência dos
professores às tecnologias e aos meios de comunicação na Educação. Percebe-se, então, uma necessidade de se
orientar novos programas para uma discussão de conceitos referentes às novas abordagens educacionais proporcionadas
pela competência no uso das tecnologias. Muitos professores precisam mudar suas crenças e atitudes em relação ao
ensino aprendizagem, isto é, o aluno deve aprender o que o professor ensina. Peters (2002) se refere à aprendizagem que
acontece para além do que o professor ensina; e as tecnologias digitais podem ser apoios para os professores
propiciarem ambientes, onde essa aprendizagem ocorra. Mas os conceitos sobre educação precisam ser revistos. Se as
concepções tradicionais não estão atingindo os objetivos, deve-se pesquisar e verificar que outras estratégias podem ser
desenvolvidas para que a aprendizagem significativa aconteça. Que outros papéis os professores assumem na educação
mediada pelas tecnologias, em particular a modalidade que tem como meio de comunicação as redes eletrônicas. Este
projeto de pesquisa busca, ainda, investigar o estado da arte em relação aos ambientes virtuais de aprendizagem e à
aprendizagem colaborativa com a finalidade de desenvolver uma proposta de programa de formação de professores da
Educação Superior, com base sócio-cultural, a partir de conjunção de conhecimento, habilidades e atitudes, envolvendo
professores que têm aversão a correr risco, aqueles que são relutantes e aqueles que buscam se atualizar.
RELEVÂNCIA DO TEMA:
Boa parte dos modelos de aprendizagem nas salas de aula da Educação Superior, já não responde a essas exigências, e
novas modalidades de educação começam a surgir para tentar dar conta dessas novas necessidades e de outras, como a
questão da distância entre o local de trabalho ou da residência da escola; da exigüidade de tempo para se dedicar à sua
educação; inexistência de cursos na área na região onde mora, etc. A partir do texto da LDB sobre EAD, pode-se inferir
que o governo federal entende Educação a Distância como educação distribuída pelos meios de comunicação, inferência
que se confirma na regulamentação desse artigo pelo Decreto 2494 de 10 de fevereiro de 1998 que estabelece , entre
outras regras, que independente de escolarização prévia, os jovens e adultos poderão se matricular em cursos de
educação a distância se aprovados na avaliação de seu conhecimento e experiência. Em agosto de 2005, a Comissão
Assessora para a Educação Superior a Distância, criada pela PORTARIA MEC nº. 335, de 6 de fevereiro de2002),
publicou seu Relatório, com teorização e orientação para as instituições de Educação Superior que desejarem ofertar
cursos de Educação a Distância. Chama-se, ainda a questão da avaliação, que deve atentar para as práticas educacionais
dos professores, ao sistema de orientação docente ou tutoria; e à avaliação de desempenho, como professor. Diante
deste contexto, esta pesquisa se propõe a desenvolver e analisar conceitos e abordagens relacionados ao ensino apoiado
pela tecnologia e ambientes de aprendizagem colaborativa, pesquisas referentes à formação continuada de professores
para a educação a distância ou para o ensino apoiado pela tecnologia.
OBJETIVO GERAL E ESPECÍFICOS
Este projeto de pesquisa busca investigar o estado da arte em relação aos ambientes virtuais de aprendizagem e à
aprendizagem colaborativa com a finalidade de desenvolver uma proposta de programa de formação de professores da
Educação Superior. Como objetivos específicos, busca identificar, na universidade, docentes que já utilizam as redes
eletrônicas como apoio à sua prática pedagógica de forma a identificar potencialidade já existente na Universidade; e
investigar que concepções, ambientes e metodologias esses docentes usam para poder definir o escopo do programa de
formação.
CORPUS
A pesquisa investigará a formação de professores para EAD buscando definir as novas funções do professor como
orientador de aprendizagem em ambientes virtuais de aprendizagem, e analisar tanto as relações colaborativas como as
estratégias comunicativas que essas relações instauram nesses ambientes.
METODOLOGIA
A pesquisa tem um caráter qualitativo do tipo exploratório. A partir de resultados já conseguidos no Projeto PROPPE 848,
foram realizadas investigações em duas direções: a bibliográfica e a de campo. No levantamento bibliográfico, buscou-se
conhecer programas de formação de professores para a EAD de universidades européias e de outras universidades
brasileiras. Aproveitou-se a experiência de um dos pesquisadores do Projeto em consultoria para a reformulação de um
curso Normal Superior em EAD e fez-se dessa oportunidade um campo de pesquisa.
Ao mesmo tempo, alguns pesquisadores e envolveram com a capacitação dos professores na UTP para curso
semi-presencial , partindo-se da experiência EAD na UEPG.. Esta primeira fase do projeto estendeu-se de agosto de
2005 a novembro de 2006. A partir desses resultados, os pesquisadores elaboraram seu primeiro relatório parcial de
pesquisa. A pesquisa se desdobrar para uma pesquisa colaborativa do tipo investigação-ação com alguns dos professores
entrevistados manifestarem interesse em se desenvolver profissionalmente nessa nova modalidade de educação. Assim,
será elaborada, pelos pesquisadores com os professores interessados uma proposta de um programa de formação de
professores para a educação a distância em ambientes virtuais de aprendizagem.
REFERÊNCIAS
APPARI, P. Le funzioni emergenti nella formazione dei docenti. L’educatore n° 10-11 del 15/01/2004. Disponível em
http://www.funzioniobiettivo.it/glossadid/index.htm
BRASIL. MEC. Minuta de decreto para regulamentação da educação a distância. Abril 2005.
BRASIL. MEC. Relatório da Comissão Assessora para a Educação Superior a Distância. Brasilia, 2002. Disponível em
http://www.mec.gov.br/sesu/ftp/EAD.pdf
BRASIL. MEC. PORTARIA N.º 301, DE 7 DE ABRIL DE 1998 (Diário Oficial de 9 de abril de 1998). Regulamentação de
EAD no Brasil. Brasília, Secretaria de Educação Superior. Disponível em http://www.mec.gov.br/sesu/ftp/port301.doc
Ano Início
2005
Situação
Em
Andamento
21/06/07 às 10:29 52 de 80 Chronos
Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Memória da Pós-Graduação
Sistema de Avaliação
Relações Nominais
Projetos de Pesquisa
EDUCAÇÃO
BRASIL. MEC. Decreto n.º 2.494, de 10 de fevereiro de 1998. Regulamentação de EAD no Brasil. Brasília, Secretaria de
Educação Superior. Disponível em http://www.mec.gov.br/sesu/ftp/decreto/d_2.494.doc
CORTELAZZO, I.B.C. Formação de professores em comunicação mediada pelas tecnologias: mudança de enfoque In:
Anais do Congresso Brasileiro de Educação e Cidadania. Curitiba: UTP, 2005. v.1. p.12 – 12
CORTELAZZO. I.B. C. Ambientes de Aprendizagem otimizados pela Tecnologia Educacional. Conhecimento Local e
Conhecimento Universal: Diversidade, Mídias e Tecnologias na Educação. Curitiba: Champagnat, 2004. v.2. p.255 – 265.
MATTA, A. E. R.. Ensino-Aprendizagem a Distância: considerações epistemológicas e processo cognitivo. ABED, 2002.
Disponível em http://www.abed.org.br/congresso2002/trabalhos/texto02.htm (alfredo@matta.pro.br).
ROSENBERG, M.A. E-Learning: Strategies for Delivering Knowledge in the Digital Age. McGraw-Hill, 2000
SÁ, R. A.. Licenciatura em Pedagogia - séries iniciais do ensino fundamental na modalidade de educação a distância: a
construção histórica possível na UFPR. Revista Educar. Maringá, UEM, n. 21. 2003.
RESULTADOS PUBLICADOS E EVENTOS
CORTELAZZO, I. B. C. Teachers Formation at Distance: Quality in teaching and learning In: Promoting Quality in on line,
flexible and Distance Education. Anais do 22nd ICDE World Confeence on Disatnace Education. Rio de Janeiro:
ABED/ICDE, 2006. v.1. p.1 - 10
SANTOS, A. V., CORTELAZZO, I. B. C., ROCHA, C. A. Aprendizagem em Ambientes Virtuais: o uso da Internet como
tecnologia assistiva para alunos com necessidades especiais In: 14. SBPC Jovem In 58a Reunião Anual da SBPC, 2006,
Florianópolis 14. SBPC Jovem In 58a Reunião Anual da SBPC. Florianópolis: SBPC, 2006. v.1. p.1 – 9
CORTELAZZO, I. B. C..Formação de Professores para a Docência para a EAD: a dialogicidade dos textos dos professores
na prática pedagógica a distância. X Seminário de Pesquisa. (encaminhado trabalho completo para publicação em livro).
Curitiba: UTP, 2006.
CORTELAZZO, I. B. C., RIBEIRO, R. M., RIBEIRO, M. P. M. Learning in Higher Education at Distance: quality and image
In: IV International Conference on Multimedia and Information and Communication Technologies in Education (m-ICTE
2006), 2006, Sevilla. Current Developments in Technology-assisted Education (2006). Badajoz: FORMATEX, 2006. v.1.
p.528 – 533.
CORTELAZZO, I. B. C. ; ROMANOWSKI, J. P. . Teacher Formation Program at Distance:learning thematic units to foster
research and professional practice. In: 12th International Confeence on Technology Supported Learning & Training, 2006,
Berlim. Book of Abstracts - 12th International Confeence on Technology Supported Learning & Training. Berlim : Online
Educa Berlin, 2006. v. 1. p. 1-3.
CORTELAZZO, I. B. C. . Tecnologia e processos educacionais: flexibilização ou cristalização. In: 1a Conferência dos
Executivos de Tecnologia da Informação em Universidades Latino-Americanas, 2006, Brasilia. 1a Conferência dos
Executivos de Tecnologia da Informação em Universidades Latino-Americanas, 2006. v. 1. p. 1-1.
CORTELAZZO, I. B. C. Teachers Formation at Distance: Quality in teaching and learning In: Promoting Quality in on line,
flexible and Distance Education. Anais do 22nd ICDE World Confeence on Disatnace Education. Rio de Janeiro:
ABED/ICDE, 2006. v.1. p.1 - 10
CORTELAZZO, I. B. C. Tecnologia e processos educacionais: flexibilização ou cristalização In: 1a Conferência dos
Executivos de Tecnologia da Informação em Universidades Latino-Americanas. , 2006. v.1. p.1 - 1a.
CORTELAZZO, I. B. C. Tutor: repensando suas funções e competências a partir dos desafios da aprendizagem em
ambientes virtuais In: Anais do 3. Congresso Congresso e Exposição Internacional de E-Learning e Tecnologia
Educacional. São Paulo: Humus, 2006. v.1. p.1 – 13,
EVENTOS
1a Conferência dos Executivos de Tecnologia da Informação em Universidades Latino-Americanas, 2006
3. Congresso Congresso e Exposição Internacional de E-Learning e Tecnologia Educacional. São Paulo: Humus, 2006.
22nd ICDE World Confeence on Disatnace Education. Rio de Janeiro 2006.
12th International Confeence on Technology Supported Learning & Training, 2006
X Seminário de Pesquisa. Curitiba, UTP, PR
Área de Concentração:
Categoria Equipe
Outro Participante Claudio Luiz Barão
Discente Autor Flávio Adalberto Poloni Rizzato
Resp. Docente Iolanda Bueno de Camargo Cortelazzo
Outro Participante Marcos Antonio Canalli
Outro Participante Maria Alice Andrade de Souza Descardeci
Outro Participante Rosilda Maria Borges Ferreira
Natureza Financiadores
Auxílio Financeiro UTP
EDUCAÇÃO
Alunos Envolvidos: 0 Especialização: 0 Doutorado: 0 Mestrado Profissional: 0 Mestrado: 4 Graduação:
21/06/07 às 10:29 53 de 80 Chronos
Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Memória da Pós-Graduação
Sistema de Avaliação
Relações Nominais
Projetos de Pesquisa
EDUCAÇÃO
2006 ANO BASE:
40020010002P-3 EDUCAÇÃO - UTP PROGRAMA:
LINHA DE PESQUISA: Práticas Pedagógicas: Elementos Articuladores
Projeto de Pesquisa
FORMAÇÃO DE PROFESSORES PARA A EDUCAÇÃO ESPECIAL: EDUCAÇÃO INCLUSIVA COM O APOIO
DAS TECNOLOGIAS ASSISTIVAS.
Descrição:
DESCRIÇÃO
Objetiva contribuir para a formação do professor para a prática pedagógica na Educação Especial a partir da análise do
Projeto de intercâmbio CAPES/FIPSE “Promovendo inclusão de portadores de necessidades especiais na sociedade
através de tecnologias assistivas”, que tem demonstrado que a maioria dos professores da Graduação não está preparada
para essa prática inclusiva. O projeto esta sendo desenvolvido como pesquisa colaborativa, investigação-ação com
professores e alunos da Graduação envolvidos no Projeto e pesquisadores colaboradores das instituições parceiras, como
da Universidade Estadual do Pará. Parte do referido projeto de intercâmbio analisando as experiências dos alunos no
ambiente da instituição visitada tanto nas suas práticas escolares, como nos estágios e na vida diária no outro país, e da
experiência dos professores que trabalharam com os alunos brasileiros e com os estrangeiros; investigação das
tecnologias assistivas existentes nas instituições parceiras, em textos teóricos existentes sobre a aplicação das
tecnologias assistivas e as concepções que embasam essas aplicações bem como estudo sobre a inclusão e exclusão de
portadores de necessidades especiais nas duas culturas (brasileira e americana). Será elaborado, implantado e avaliado e
se pretende seja um Programa de Formação de Professores para a Educação Especial. Como referências, para a
elaboração deste projeto, foram considerados os documentos do MEC referentes a Educação Especial e Educação
Inclusiva, As páginas com os referidos documentos do SERPRO (Acessibilidade via Web), da USP (Acessibilidade,
tecnologia de informação e inclusão digital), da ATIID, da UFRGS (CINTED ) e os textos de Belloni (2003), Bryant e
Bryant (2003), Souto (2003), Heinrich e SantaRosa (2003), Dillenburg (2003) Mion e Saito (2000) e outros embasam a
proposta deste projeto de pesquisa. 7.08.07.05-1 Educação Especial e 7.08.04.03-6 Tecnologia Educacional.
RELEVÂNCIA DO TEMA
Porque formação para a Educação Especial?
Esta pesquisadora em discussões com seus colegas pesquisadores percebeu que a questão era mais profunda do que
atender às necessidades educativas especiais de alunos com deficiências específicas. A questão mais grave se refere ao
conhecimento, às habilidades e às atitudes que os licenciados em Pedagogia e nas demais licenciaturas têm em relação
à educação de alunos não considerados “normais”.
Com base nas interlocuções com os participantes do Programa de intercâmbio e de seus levantamentos preliminares de
dados sobre deficiência, diversidade cultural e inclusão, verificou que há lacunas na formação dos professores em relação
a essas questões. Por exemplo, no curso de Pedagogia da UTP, há apenas uma disciplina que trata das questões da
educação especial e das necessidades educativas especiais. Nos cursos de Letras, há apenas uma disciplina optativa; em
outras Licenciaturas, nem mesmo uma disciplina optativa.
O contato com a Profa. Ana Irene de Oliveira da Universidade Estadual do Pará trouxe a possibilidade de sua participação
como pesquisadora colaboradora neste projeto de pesquisa e abriu as possibilidades da participação de seus
pesquisadores no Fórum de Tecnologia Assistiva e Inclusão Social da Pessoa Deficiente, 2006, Belém PA.
Os primeiros estudos para a implementação do projeto embasaram a definição de conceitos como inclusão, colaboração,
trabalho em equipe, tecnologias assistivas fundamentais na pesquisa em questão e que recebem diferentes significados,
dependendo do contexto que se estuda. Os primeiros artigos resultantes da primeira fase da pesquisa se referem à
educação inclusiva como a educação que promove a inclusão e aponta uma série de situações como formas de educação
inclusiva, como quando Cortelazzo se refere à formação de professores:
“A educação inclusiva acontece quando há uma formação de professores e os professores aprendem sobre as
deficiências, distúrbios, transtornos, dificuldades, e saber diferencia-los entre si” (Cortelazzo, 2006).
Rocha, pesquisador deste projeto “reflete sobre a necessidade da formação de professores para mudar seus conceitos e
ampliar suas habilidades no processo de ensino e aprendizagem com alunos portadores de necessidades educativas
especiais apoiando-se em tecnologias assistivas” (Rocha e Cortelazzo, 2006).
Assim a partir das discussões em fóruns e em encontros, bancas de defesa de TCCs e de Dissertações, os pesquisadores
passaram a considerar que ao invés de se falar em educação inclusiva, deve-se falar em escola inclusiva. Para estes
pesquisadores, passa a ser redundante a expressão educação inclusiva, pois educação é um processo de procura
propiciar ao indivíduo condições para que ele faça parte de um grupo, de uma sociedade, e que receba um corpo de
conhecimento e de valores desse grupo.
OBJETIVO GERAL E ESPECÍFICOS
Outro objetivo é relativo À formação de professores para o uso das tecnologias assistivas que segundo Rocha e
Cortelazzo se referem a “todo e qualquer recurso que pode propiciar à pessoa que tem uma determinada deficiência
autonomia suficiente para ser incluída socialmente, é tecnologia assistiva, seja esse recurso um serviço, um
procedimento, uma técnica, um equipamento” ( 2006) .
CORPUS
Os primeiros estudos para a implementação do projeto embasaram a definição de conceitos como inclusão, colaboração,
trabalho em equipe, tecnologias assistivas fundamentais na pesquisa em questão e que recebem diferentes significados,
dependendo do contexto que se estuda. Os primeiros artigos resultantes da primeira fase da pesquisa se referem à
educação inclusiva como a educação que promove a inclusão e aponta uma série de situações como formas de educação
inclusiva, e a proposição de formação para a escola inclusiva , retomando e rediscutindo o conceito de educação inclusiva.
As observações dos alunos intercambistas, as falas dos professores nos questionários e nos fóruns de discussão da
disciplina Estudos Colaborativos através das tecnologias assistivas oferecida pelo Projeto CAPES/FIPSE, pelos alunos de
Mestrado integrados ao Projeto, em suas pesquisas individuais e as entrevistas com professores de Graduação brasileiros
e americanos formam o corpus desta pesquisa.
METODOLOGIA
Levantamento bibliográfico e leituras para fundamentação teórica (todos os pesquisadores).
Pesquisa nas páginas da WWW indicadas no Projeto - em andamento: todos os pesquisadores
Orientação e acompanhamento de coleta de dados: questionários com as 11 alunas participantes do Projeto
Ano Início
2005
Situação
Em
Andamento
21/06/07 às 10:29 54 de 80 Chronos
Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Memória da Pós-Graduação
Sistema de Avaliação
Relações Nominais
Projetos de Pesquisa
EDUCAÇÃO
CAPES/FIPSE -- Mestres Carlos Alves Rocha; Márcia Silva Di Palma; entrevistas com professores da Graduação - (coleta
em andamento)
Estudo dos documentos do MEC referentes a Educação Especial e Educação Inclusiva, coleta e análise de dados sob a
responsabilidade dos alunos e e acompanhamento sob a responsabilidade dos pesquisadores professores do Mestrado
em Educação envolvidos no Projeto - Profa. Dra. Iolanda Cortelazzo e Mestres Carlos Alves Rocha; Márcia Silva Di Palma;
Jamine Emmanuelle Henning
Sistematização das leituras, redação de trabalho e participação em Congressos, Seminários e Fóruns.
Preparação do II Seminário Nacional promoção de inclusão apoiada nas Tecnologias Assistivas para ampliar as
descobertas e as trocas de resultados e experiências
REFERÊNCIAS
BERSCH, R. Introdução à Tecnologia Assistiva. Porto Alegre: CEDI, 2005. Disponível em
http://www.cedionline.com.br/artigo_ta.html
BRASIL. MEC. Secretaria da Educação Especial. Legislação Específica/ Documentos Internacionais. Portal SEESP.
Disponível em
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BRASIL. MEC. Secretaria da Educação Especial. Programa Educação Inclusiva: direito à diversidade. Portal SEESP.
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VAYER, P.& RONCIN,C. Integração da criança deficiente na classe. São Paulo: Manole, 1989.
RESULTADOS PUBLICADOS, ORIENTAÇÕES E EVENTOS
Esta pesquisa está em seu segundo ano, mas pode apresentar como resultantes do alguns trabalhos dos pesquisadores
envolvidos. Foram elaborados resumos e trabalhos para apresentação em eventos nos quais pelo menos um dos
pesquisadores esteve presente para fazer a apresentação que são apresentados no final deste texto, como os capítulos
“Formação de Professores para a Inclusão de alunos com necessidades especiais: colaboração apoiada pelas tecnologias
assistivas”. In: I Fórum de Tecnologia Assistiva e Inclusão Social da Pessoa Deficiente, 2006, Belém; ou como os TCCs
das alunos de Graduação “Desafios da Formação do Professor no Curso de Pedagogia da Inclusão na Educação
Superior, da aluna Ingrid Adam , no ano de 2006;
CORTELAZZO, I. B. C. Escola Inclusiva: Formação de Professores e Suporte da Tecnologia Assistiva. X Seminário de
Pesquisa. (encaminhado trabalho completo para publicação em livro). Curitiba: UTP, 2006.
CORTELAZZO, I. B. C. Formação de Professores para a Inclusão de alunos com necessidades especiais: colaboração
apoiada pelas tecnologias assistivas In: ANAIS - Trabalhos apresentados - I FORUM DE TECNOLOGIA ASSISTIVA E
INCLUSÃO SOCIAL DA PESSOA DEFICIENTE. Belém: UEPA, 2006. v.1. p.39 – 48
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tecnologia assistiva para alunos com necessidades especiais. 2006. (organização e coordenação de oficina pedagógica).
14 SBPC Jovem na 58ª Reunião Anual da SBPC, Florianópolis, 2006.
ORIENTAÇÃO DE TCC
ADAM, I. Desafios da Formação do Professor no Curso de Pedagogia da Inclusão na Educação Superior. Curitiba: UTP,
2006
GRUPO DE PRÁTICAS PEDAGÓGICAS: elementos Articuladores. CNPq. Linha de Pesquisa: Pesquisa Processos
Educacionais Interativos .
EVENTOS:
6ª Reunião Conjunta do Programa CAPES/FIPSE. São Paulo, USP/ CAPES, 2006.
:I Fórum de Tecnologia e inclusão social da pessoa deficiente, 2006, UEPA, Belém PA
X Seminário de Pesquisa. Curitiba: UTP, PR
14 SBPC Jovem na 58ª Reunião Anual da SBPC, Florianópolis, 2006.
Fórum Nacional de Educação, Diversidade e Inclusão.O Conhecimento e a Tecnologia em Construção. Santo Ângelo,
2006.
Encontro: Diálogos Paraná - Instâncias Regionais - Capacitação de Multiplicadores.Fórum Permanente da Agenda 21
Paraná. 2006.
Simpósio de Educação: Desafios para uma educação no século XXI BECOMING AN ESP TEACHER 2006
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EDUCAÇÃO
Simpósio de Educação: Desafios para uma educação no século XXI.BECOMING AN ESP TEACHER. 2006.
Área de Concentração:
Categoria Equipe
Outro Participante Ana Irene Alves de Oliveira
Outro Participante Carlos Alves Rocha
Discente Autor Cleuza Kuhn
Discente Autor Eliana Caznók Sumi
Discente Autor Fernanda C. F. Monteiro
Discente Autor Francieli Savaris Sória
Discente Autor Gisele Aparecida Martins Kwiatkowski
Discente Autor Ingrid Adam
Resp. Docente Iolanda Bueno de Camargo Cortelazzo
Discente Autor Jamine Emmanuelle Henning
Outro Participante Marcia Silva Di Palma
Outro Participante Marlei Gomes da Silva Malinoski
Discente Autor Mirella W. Prosdócimo
Discente Autor Olívia de Carvalho Vivi
Discente Autor Rodrigo Rocha Ribeiro dde Souza
Discente Autor Vanessa de Freitas Pontes
Natureza Financiadores
Auxílio Financeiro UTP
EDUCAÇÃO
Alunos Envolvidos: 8 Especialização: 0 Doutorado: 0 Mestrado Profissional: 0 Mestrado: 3 Graduação:
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2006 ANO BASE:
40020010002P-3 EDUCAÇÃO - UTP PROGRAMA:
LINHA DE PESQUISA: Práticas Pedagógicas: Elementos Articuladores
Projeto de Pesquisa
HISTÓRIA DE INSTITUIÇÕES ESCOLARES: ESCOLAS ÉTNICAS NO SUL BRASILEIRO
Descrição:
DESCRIÇÃO:
Introdução e justificativa
A escola é uma instituição universal, fundamental na trajetória da humanidade, presente em praticamente todas as
culturas. Ao longo da história, tem assumido diversos papéis formativos, estabelecendo íntima relação com os contextos
sociais, econômicos e políticos. Quando falamos em Educação, a atividade das escolas como agentes formais e
sistêmicos é um objeto complexo, justamente em função das diferentes funções sociais que pode assumir.
O Sul do Brasil caracteriza-se por ter recebido, a partir do século XIX, um grande contingente de imigrantes europeus.
Acostumados a uma sociedade que privilegiava a cultura escrita, esses homens e mulheres buscaram reconstruir modos
de vidas conformados aos moldes de sua terra de origem. A escola constituía um veículo essencial de transmissão de
valores, hábitos e costumes – enfim, de sua cultura. Por isso, os diversos grupos étnicos tiveram a preocupação com a
criação de escolas. Nas regiões sulinas, um dos principais destinos da imigração, principalmente a ausência de
instituições de educação formal para o ensino primário impulsionou membros das comunidades a constituírem suas
próprias escolas, comunitárias. Essas instituições se caracterizaram por elaborar culturas escolares particulares
intimamente relacionadas aos elementos originais de suas culturas primordiais, definidos por aspectos étnicos. Como
categoria de análise, a etnia “...nos ajuda a perceber o quanto a dimensão cultural concorre na concreção do processo
histórico, entendendo o étnico como processo que se constrói nas práticas sociais, no jogo de poder e na correlação de
forças” . Tais instituições podem então ser denominadas de “escolas étnicas”. Os estados sulinos foram pontuados por
escolas de alemães, italianos, poloneses, japoneses e outros grupamentos étnicos. Suas escolas significaram a
possibilidade de manutenção de traços culturais, hábitos, costumes e valores, expressão histórica de diversidade cultural.
Isso significa que a etnia, ou seja, o pertencimento étnico em processo, concorre na constituição de sujeitos e de grupos.
É um elemento constituinte de práticas sociais e, ao mesmo tempo, as práticas sociais vão constituindo a reconfiguração
étnica. Entendo, com Scott (1990), que tanto o gênero quanto o étnico perpassam os símbolos de uma sociedade, suas
normas, sua educação, sua organização social. Isso significa que a educação é etnicizada, “atravessada” pela etnia. O
étnico é elemento de diferenciação social, influi na percepção e na organização da vida social. Ele não é elemento de
diferenciação social, influi na percepção e na organização da vida social. Ele não se dá no abstrato. Manifesta-se nos
símbolos, nas representações e nas valorações de grupos. O étnico concorre para que a concreção histórica se efetive de
uma forma específica.
O estudo das experiências de escolas étnicas permite a recuperação da diversidade da herança cultural das comunidades
de imigrantes e possibilitam o entendimento dos modos de como a diversidade cultural foi historicamente produzida e o
que implicou na sua interação com os processos educacionais. Metodologicamente, promove avanços na compreensão de
como os processos educacionais se articularam com a diferenciação cultural. Assim, “ indica a necessidade de se
desenvolverem pesquisas que mostrem como a escola atuou e atua na realidade diante do desafio da diversidade de
culturas.
RELEVÂNCIA SOCIAL
A pesquisa sobre a História da Educação Brasileira registra, continuamente, novas contribuições sobre a escola. Neste
sentido, investigá-la sob perspectiva histórica oferece novas problematizações e a elaboração de novas abordagens e
métodos. A investigação com foco em História de Instituições Escolares é recente, também. Como linha de pesquisa, é
definida pelo HISTEDBR como aquela onde “localizam-se os estudos que tenham por objeto a análise histórica das
instituições educacionais que tenham importância para a compreensão histórica da educação”.
A abordagem específica em História de Instituições Escolares objetiva:
- Fornecer contribuições de natureza teórico-prática para o campo da História da Educação Brasileira.
- Investigar o processo histórico de criação, instalação e evolução de instituições escolares.
- Identificar elementos significativos da vida escolar, com base na investigação sobre o processo histórico-social.
- Resgatar elementos da internalidade do trabalho escolar que possam fornecer novas compreensões sobre a prática e o
discurso pedagógicos dos atores da educação.
- Expor teses e levantar novos problemas com base nas investigações realizadas.
Justificada por tais escopos, a pesquisa sobre a História de Instituições Escolares oportuniza também a elaboração e
incorporação de atividades de ensino e extensão nos currículos da Graduação e Pós-Graduação, sobretudo nas áreas de
Educação e História. A formação de educadores não requer somente que conheçam a História, mas que tenham a
oportunidade de resgatar elementos históricos próprios da identidade educacional regional. Na interatividade entre ensino
e extensão, acadêmicos e docentes podem dedicar-se à produção de conhecimento sobre a diversidade de instituições
educacionais de seu entorno, resgatando a identidade e a memória individual e coletiva de suas comunidades,
(re)elaborando suas culturas escolares.
Desse modo, a pesquisa gera a oportunidade de compreensão dos processos históricos de criação e transformação da
escola, o que subsidia e enriquece a discussão sobre as práticas educativas na contemporaneidade. Nesse processo, os
indivíduos envolvidos – pesquisadores e pesquisados – percebem-se como seres históricos, passando a valorizar as
ações da comunidade local. A percepção dos homens como atores do processo de educação é vinculada ao próprio
processo de humanização.
CORPUS
A História de Instituições Escolares elabora abordagens que transitam na relação entre educação e cultura.
Incontestavelmente, existe, entre educação e cultura, uma relação íntima, orgânica. Quer se tome a palavra “educação”
no sentido amplo, de formação e socialização do indivíduo, quer se a restrinja unicamente ao domínio escolar, é
necessário reconhecer que, se toda educação é sempre educação de alguém por alguém, ela supõe sempre também,
necessariamente, a comunicação, a transmissão, a aquisição de alguma coisa: conhecimentos, competências, crenças,
hábitos, valores, que constituem o que se chama precisamente de “conteúdo” da educação. ... devido, então, a que este
conteúdo que se transmite na educação é sempre alguma coisa que nos precede, nos ultrapassa e nos institui enquanto
Ano Início
2006
Situação
Em
Andamento
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sujeitos humanos, pode-se perfeitamente dar-lhe o nome de cultura.
Portanto, a educação pode ser vista como reflexo e transmissão da cultura, sendo a instituição escolar um locus
especialmente criado com tal escopo. Justamente por isso, as formas históricas que a escola assumiu mostram o
desenvolvimento da ação humana.
...toda educação, e em particular toda educação do tipo escolar, supõe sempre na verdade uma seleção no interior da
cultura e uma reelaboração dos conteúdos da cultura destinados a serem transmitidos às novas gerações. Esta dupla
exigência de seleção na cultura e de reelaboração didática faz com que não se possa apegar-se à afirmação geral e
abstrata de uma unidade da educação e da cultura: é necessário matizar e especificar, isto é, construir uma verdadeira
problemática das relações entre escola e cultura. (FORQUIN, 1993, p.10)
Esse enfoque admite a criação a noção de cultura escolar. O artigo A Cultura Escolar como Objeto Histórico discute esse
conceito, as fontes de que o historiador da educação eventualmente se utiliza e objetos de interesse para pesquisa tais
como as normas escolares, a profissionalização do trabalho do educador, os conteúdos ensinados e as práticas escolares.
... definir o que entendo aqui por cultura escolar; tanto isso é verdade que esta cultura escolar não pode ser estudada sem
a análise precisa das relações conflituosas ou pacíficas que ela mantém, a cada período de sua história, com o conjunto
das culturas que lhe são contemporâneas: cultura religiosa, cultura política ou cultura popular. Para ser breve, poder-se-ia
descrever a cultura escolar como um conjunto de normas que definem conhecimentos a ensinar e condutas a inculcar, e
um conjunto de práticas que permitem a transmissão desses conhecimentos e a incorporação desses comportamentos;
normas e práticas coordenadas a finalidades que podem variar segundo as épocas (finalidades religiosas, sociopolíticas
ou simplesmente de socialização). (JULIA, 2001, P.10)
Tanto quanto as dimensões políticas e técnicas das práticas pedagógicas, a cultura escolar resulta da atividade dos
diversos atores da escola e da sociedade:
Normas e práticas não podem ser analisadas sem se levar em conta o corpo profissional dos agentes que são chamados
a obedecer a essas ordens e, portanto, a utilizar dispositivos pedagógicos encarregados de facilitar sua aplicação, a saber,
os professores primários e os demais professores. Mas, para além dos limites da escola, pode-se buscar identificar, em
um sentido mais amplo, modos de pensar e de agir largamente difundidos no interior de nossas sociedades, modos que
não concebem a aquisição de conhecimentos e de habilidades senão por intermédio de processos formais de
escolarização...
As escolas que são objeto de estudo possuem uma identidade específica, historicamente elaborada. Sua existência é
vinculada à questão da imigração européia para o Sul do Brasil, sobretudo a partir do século XIX. A criação dessas
instituições tem um caráter comunitário e étnico-cultural. Comunitário porque foi a preocupação dos imigrantes com a
escolarização inicial de seus filhos que os motivou a empreender as próprias escolas, uma vez que não havia
investimentos dos governos neste setor. A identidade étnica é determinada pela constituição dos grupamentos humanos
distintos por sua nacionalidade primordial, geralmente européia; indissociável, a caracterização cultural é exteriorizada
pelos costumes, hábitos e valores próprios.
O étnico é elemento de diferenciação social, influi na percepção e na organização da vida social. Ele não se dá no
abstrato. Manifesta-se nos símbolos, nas representações e nas valorações de grupos. O étnico concorre para que a
concreção histórica se efetive de uma forma específica. A diversidade das instituições em análise é evidenciada pelo
modo histórico de elaboração das práticas educativas em sua dimensão política e técnica. A função social das escolas, o
ensino, a aprendizagem, os conteúdos escolares, as relações entre professores, alunos e suas famílias e a comunidade,
os recursos didáticos e a avaliação – todos esses elementos articuladores da prática pedagógica podem ser melhor
conhecidos e compreendidos sob a perspectiva da História da Educação, pois “Se a prática educativa é condicionada pela
situação histórica que caracteriza a sociedade, num espaço e tempo determinados, ela pressupõe uma proposta que visa
à manutenção ou transformação dessa mesma sociedade.” Assim, as práticas pedagógicas nas escolas étnicas
constituem expressão de identidade étnico-cultural.
A abordagem das escolas étnicas pode ser vista sob a perspectivas da relação entre os Estudos Culturais e a Educação:
Em uma primeira vertente, poderíamos citar aquelas questões, discursos e artefatos que, tradicionalmente tidos como
pedagógicos, são ressignificados: livros didáticos, cartilhas, legislações educacionais, revistas pedagógicas, livros de
formação pedagógica para professores, programas e projetos educativos, a própria seriação escolar, a ciclagem e as
classes de progressão, a arquitetura escolar. Práticas escolares como a da merenda, da avaliação, ou dos cuidados na
educação infantil, entre outras, são problematizadas e constituídas como objetos de estudo sob uma ótica cultural,
oportunizando seu esquadrinhamento e análise como produtoras de significados, como imersas em redes de poder e
verdade, em discursos circulantes, através dos quais se legitimam determinadas representações de crianças, de menino e
de menina, de estudante, de professores e professoras, de trabalho docente, de alfabetismo, de determinados
componentes curriculares e de educação.
Então, a descrição dos processos históricos de escolarização permite conhecer e discutir a formação cultural, resgatando
suas possibilidades de contribuição para a elaboração de propostas educacionais transformadoras:
...debemos recordar que los contextos culturales – sean contextos inmediatos o mediatos, antíguos o recientes – existen
por razones histórico-sociales y por eso no sólo deben ser investigados sino también pensados y comprendidos desde la
perspectiva del trabajo que realiza la escuela. (PENALONZO, 2003, p.149)
METODOLOGIA
Formulação do problema
Ampla e complexa problematização, que envolve diversos aspectos do objeto de pesquisa. São eles: a) aspecto espacial,
envolvendo os diversos espaços geográficos regionais, comunidades e edificações de uso escolar; b) aspecto temporal,
que localiza e define períodos históricos, surgimentos, permanências e extinções que afetaram as instituições escolares;
c) aspectos intelectuais, que abrangem os conteúdos escolares, as práticas pedagógicas, o ensino e a aprendizagem; d)
aspectos sociais, que envolvem a ação histórica dos professores, administradores, alunos, as normas e regras, os eventos
escolares e a relação com a comunidade.
O problema de pesquisa pode ser, então, sucintamente expresso pela questão: Como se configuraram historicamente os
aspectos espacial, temporal, intelectual e social de escolas étnicas no Sul brasileiro?
OBJETIVO GERAL
Contribuir para a História da Educação brasileira com base em estudos sobre a História de Instituições Escolares,
desvelando como a escola contribuiu para o processo de formação e (re)construção da identidade étnica.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
- Analisar os processos educativos, as relações entre os atores escolares e as práticas pedagógicas de escolas étnicas,
constituintes históricos das culturas escolares do Sul.
Discutir no âmbito da prática educativa a função histórica da escola como instituição social as concepções sobre os
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- Discutir, no âmbito da prática educativa, a função histórica da escola como instituição social, as concepções sobre os
processos de ensino e aprendizagem, as seqüências didáticas e de conteúdo, as relações interativas em sala de aula
(professores – alunos), a organização social das classes, a organização dos conteúdos, os materiais curriculares e outros
recursos didáticos e a avaliação.
- Discutir os diferentes modos históricos das relações entre os diversos atores do interior do espaço escolar e destes com
as comunidades do entorno.
- Discutir os modos pelos quais, historicamente, as práticas pedagógicas traduzem as políticas públicas e os marcos
teóricos estabelecidos pelas propostas oficiais para gestão da educação.
- Configurar um campo teórico, abordando a História de Instituições Escolares e sua relação com a etnicidade,
caracterizando a noção de escola étnica, sob as perspectivas da História e da Educação.
A descrição dos processos históricos de escolarização permite conhecer e discutir a formação cultural, resgatando suas
possibilidades de contribuição para a elaboração de propostas educacionais transformadoras:
...debemos recordar que los contextos culturales – sean contextos inmediatos o mediatos, antíguos o recientes – existen
por razones histórico-sociales y por eso no sólo deben ser investigados sino también pensados y comprendidos desde la
perspectiva del trabajo que realiza la escuela.
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
A História da Educação Brasileira pode se dedicar a estudos sobre as iniciativas educacionais e instituições escolares a
partir do século XVI, chegando à contemporaneidade. Para fins metodológicos, a adoção de uma periodização auxilia as
investigações. Adota-se a seguinte, para fins de situar temporalmente a pesquisa sobre a Historia de Instituições
Escolares no Sul: 1850 a 1870 (A organização escolar no contexto da consolidação do modelo agrário-comercial
exportador dependente); 1870-1894 (A organização escolar no contexto da crise do modelo agrário-comercial exportador
dependente e da tentativa de incentivo à industrialização); 1894-1920 (A organização escolar no contexto (ainda) do
modelo agrário-comercial exportador dependente); 1920-1937 (A organização escolar no contexto da nova crise do modelo
agrário-comercial exportador dependente e do início de estruturação do modelo nacional-desenvolvimentista, com base na
industrialização); 1937-1955 (A organização escolar no contexto do modelo nacional-desenvolvimentista com base na
industrialização); 1955-1968 (A organização escolar no contexto da crise do modelo nacional-desenvolvimentista de
industrialização e da implantação do modelo “associado” de desenvolvimento econômico).
Os aportes teóricos e o percurso metodológico se caracterizam, particularmente, pelas fontes de pesquisa e pelas
categorias de análise utilizadas.
Para a análise de uma instituição escolar, de modo a fornecer material para a construção de sua história, a pesquisa
busca focar o trabalho sócio-pedagógico institucional. Um ponto de partida, às vezes difícil de tratar, se refere à criação e
instalação da instituição, bem como de sua evolução (transformação histórica). Os aspectos da vida na escola podem ser
subdivididos: aspecto espacial; aspecto temporal; aspecto intelectual: os conteúdos escolares, a aprendizagem; aspecto
social: professores, administradores, alunos, as normas disciplinares, eventos escolares, a relação com a comunidade.
As fontes eventualmente disponíveis podem permitir pesquisa documental com a utilização de documentos das próprias
escolas (livros de registro diversos, livros de matrícula, livros de atas, fotografias, acervo da biblioteca, etc) e dos atores
escolares (cadernos, livros didáticos, planos de aula, etc). Algumas vezes, as comunidades de entorno possuem
documentos ou fotografias. A imprensa de época também oferece rico material. A localização de antigos professores,
administradores e alunos pode permitir a realização de entrevistas, tomadas de depoimentos e resgate de memória oral.
O Departamento Estadual de Arquivo Público do Paraná abriga fontes tais como: a Correspondência de Governo do
Paraná, uma documentação única, que guarda a correspondência mantida entre Governo e professores das redes pública
e particular, escrita a partir de 1853. Outra fonte são os relatórios de Presidentes de Província e do Inspetor Geral da
Instrução Pública, para o mesmo período. Para o estudo das instituições catarinenses, fontes documentais primárias estão
localizadas nos Arquivos Históricos de Jaraguá do Sul e Joinville e em arquivos particulares. Estas serão tratadas
mediante análise de conteúdo e iconográfica. Através de pesquisa de campo, serão identificados e localizados atores
escolares ainda vivos, que serão entrevistados para reconstituição de memória oral sobre a história das instituições
escolares pelas quais passaram.
As instituições que são objeto desta pesquisa são, na sua maioria, antigas escolas alemãs (deutsche schulen), situadas
nos estados do Paraná e Santa Catarina. No Paraná, as escolas envolvidas são: Escola Alemã de Curitiba, Escola Jacob
Mueller, Escola da Mme. Gabrielle Jane e escolas confessionais que se instalaram no Paraná no período republicano.
Outras se situavam no nordeste catarinense, na região da antiga colônia Dona Francisca (compreende a atual cidade de
Joinville e municípios circunvizinhos, dentre os quais destacamos Jaraguá do Sul e Corupá). São elas: Escolas Reunidas
Francisco Mees (antiga Escola Estadual Desdobrada de Estrada Isabel), Escola Mista Particular – Hansa, Escola Isolada
Municipal Luiz Delfino, Escola Isolada Municipal Princesa Isabel, Escola Municipal Lauro Muller (Rio Paulo) e Escola Mista
Rio Novo.
CRONOGRAMA
O alcance da pesquisa pressupõe dedicação inicial de 2 anos (24 meses). Ao final do primeiro ano, um relatório parcial e
publicações em eventos científicos pretendem apresentar resultados parciais das investigações.
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Standing Conference for the History of Education. Suécia, UMEA: Universidade de Umea, 2006.
RESUMO EXPANDIDO
VECHIA, A e SANTOS, A. V. As escolas étnicas no sul do Brasil: percorrendo o interior da Escola Alemã de Curitiba:
1867-1889. X Seminário de Pesquisa. Curitiba; UTP, 2006.
TRABALHOS COMPLETOS
SANTOS, A. V. e COQUEMALA, A. P. Q. Corpos brasileiros em cabeças alemãs? O nacionalismo e as práticas
pedagógicas em Educação física nas Escolas primárias catarinenses-1930-1945. In: III Colóquio sobre pesquisa de
instituições escolares- História e Cultura na Escola: as vozes dos professores e estudantes, São Paulo. 2006.
SANTOS, A. V.e COQUEMA, A. A. P. Q. Gymnastica, physicultura, educação physica e exercícios militares: a educação
do corpo da criança brasileira nos primórdios da educação física. In; III Colóquio sobre pesquisa de instituições escolares
– História e Cultura na Escola : as vozes dos professores e estudantes. São Paulo. 2006.
SANTOS,A.V. Escolas catarinenses após o Estado Novo (1945-1960): (des)nacionalização do ensino primário
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Projetos de Pesquisa
EDUCAÇÃO
p ( ) ( ) ç p
estrangeiro? In: VII Seminário Nacional de Estudos e Pesquisas. Anais do VII SEMINÁRIO NACIONAL DE ESTUDOS E
PESQUISAS. Campinas: Graf. FE, HISTEDBR, 2006. v.1. p.1 – 25.
SANTOS,A.V.O. currículo da escola primária no Estado Novo: o abrasileiramento infantil In: VI EDUCERE - CONGRESSO
NACIONAL DE EDUCAÇÃO - PUCPR - PRAXIS, 2006, Curitiba. Anais do VI Educere. Curitiba: 2006. p.1 – 12.CDROM.
SANTOS,A.V.,MUELLER,H.I.O nacionalismo, a cultura escolar e o governo Vargas: a constituição de uma perspectiva
étnica In: VI EDUCERE - CONGRESSO NACIONAL DE EDUCAÇÃO - PUCPR PRAXIS. Anais do VI Educere. Curitiba:
PUCPR, 2006. p.1 -12. CDROM.
SANTOS,A.V.Lutero nos trópicos: imigração alemã, religião e educação no Brasil In: III Seminário Nacional Religião e
Sociedade: o espaço do sagrado no século XXI, 2006, Curitiba. Caderno de Resumos. Curitiba: UTP, 2006. v.1. p.32.
Área de Concentração:
Categoria Equipe
Docente Ademir Valdir dos Santos
Discente Autor Ana Carolina Loyola da Rocha
Discente Autor Ana Paula de Quadros Coquemala
Resp. Docente Ariclê Vechia
Discente Autor Lindamara da Silva França
Discente Autor Miguel Fernando Rigoni
Discente Autor Rodrigo Rocha Ribeiro dde Souza
Discente Autor Vanessa Pretto Guerra
EDUCAÇÃO
Alunos Envolvidos: 0 Especialização: 0 Doutorado: 0 Mestrado Profissional: 0 Mestrado: 8 Graduação:
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Projetos de Pesquisa
EDUCAÇÃO
2006 ANO BASE:
40020010002P-3 EDUCAÇÃO - UTP PROGRAMA:
LINHA DE PESQUISA: Práticas Pedagógicas: Elementos Articuladores
Projeto de Desenvolvimento
INDISCIPLINA, FORMAÇÃO E CURRÍCULO
Descrição:
DESCRIÇÃO
Este projeto propõe uma investigação sobre as relações entre a indisciplina escolar, as decisões sobre o currículo e a
formação continuada dos professores. Além desse objetivo central, também desejamos analisar as vertentes de leitura
teórica da indisciplina escolar na literatura educacional contemporânea, estudar as relações entre indisciplina e as
expectativas de formação dos professores, e delinear as implicações da indisciplina escolar para o currículo, em termos
teóricos e no contexto das práticas pedagógicas. Esta investigação é de natureza teórica e qualitativa, e tem como eixo
epistemológico uma visão sócio-construcionista, particularmante para pensar a construção social da indisciplina na escola.
O desenvolvimento do processo analítico de pesquisa se dará através de estratégias de investigação textual e
procedimentos de investigação conceitual, abordando questões de indisciplina, currículo e formação de professores.
RELEVÂNCIA DO TEMA
Há um clima de mudança nos sistemas educacionais de diversos países industrializados ou em processo de
industrialização. Esse clima de mudança está presente na educação brasileira, onde o clima projetado para acontecer,
entretanto, tem refletido alguns agentes de mudança inesperados. A indisciplina e seus sujeitos, na escola, tem ajudado a
impulsionar a mudança, mas sem deixar que a ordem na escola siga aquele rumo imaginado pela reforma, que parece
não ter contado com a participação da indisciplina nas escolas.
Nesta pesquisa propomos a investigação das relações entre a indisciplina escolar e as decisões sobre o currículo, e sobre
a formação continuada dos professores, entendendo ser necessário compreender melhor essas relações, que afinal tem
participado das práticas pedagógicas. A julgar pela literatura educacional, sabemos ainda pouco sobre essas relações.
Mas sabemos o suficiente, através da visão de teóricos do currículo como Moreira (1994, 1997), Silva (1992, 2004) e
Sacristán (2000), por exemplo, que o currículo reflete relações de poder também disputadas em sala de aula, que
implicam e definem o currículo.
Há uma relação produtiva entre os estudos sobre indisciplina e questões relacionadas às práticas pedagógicas, tais como
as decisões sobre o currículo e a formação continuada dos professores. Mas esse é um eixo de investigação que precisa
ser na verdade explorado no contexto da educação brasileira. Esta investigação, pensada parta ocorrer no conjunto das
investigações em desenvolvimento no Programa de Pós-Graduação em Educação, Mestrado em Educação, da UTP,
estará se articulando com as investigações de alguns mestrandos, cujos projetos de pesquisa tem por objeto a
indisciplina. De um modo mais amplo acreditamos na relevância desta pesquisa também para o escopo mais amplo das
discussões sobre educação superior, em curso na UTP.
Além disso, cabe destacar que as questões sobre indisciplina tem se refletido na produção de pesquisa na pós-graduação
em educação, no Brasil, e ocupa um espaço efetivo nas discussões atuais sobre Educação, em eventos da comunidade
de pesquisadores brasileiros, tais como as reuniões da ANPED, e do ENDIPE.
OBJETIVO GERAL
Investigar a indisciplina escolar e suas implicações sobre o currículo, e sobre a formação continuada dos professores.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
- Analisar as vertentes de leitura teórica da indisciplina escolar na literatura educacional contemporânea.
- Estudar as relações entre indisciplina e as expectativas de formação dos professores.
- Delinear as implicações da indisciplina escolar para o currículo, em termos teóricos e no contexto da prática pedagógicas.
CORPUS
DISCUSSÃO TEÓRICA
As questões de indisciplina na escola tem assumido uma importância e papel nos processos decisórios das práticas
pedagógicas. Uma importância aparentemente não suspeitada há décadas atrás, quando o termo disciplina costumava
estar mais destacado que indisciplina (D'ANTOLA, 1989).
As rupturas nas relações entre professores e alunos, por exemplo, deixaram as margens dos contextos de sala de aula e
hoje apresentem implicações para os processos amplos de gestão pedagógica das escolas (AMADO, 2001). Nesse
sentido, a investigação da indisciplina nas escolas tem se ampliado para englobar além de causas, processos e
implicações, a percepção dos sujeitos, as transformações sobre as decisões curriculares, e as mudanças na formação
solicitada dos professores, seja em termos de conhecimentos, habilidades sociais, ou novas atitudes para atuar em uma
escola habitada por diferenças, conflitos e pelo que tem se denominado de ausência de utopias (FREIRE, 2005).
O currículo escolar e a formação dos professores nunca foram imunes ao curso das relações sociais na escola. Mesmo
sob a influência de uma teorização tradicional, o currículo não conseguia ser impermeável à indisciplina (DONOVAN,
1951). Na atualidade as questões de disciplina se articulam com algumas questões teóricas do currículo, que se referem,
por exemplo, à estruturação do trabalho pedagógico (SACRISTÁN, 2000), a questões de poder (APPLE, 1982), e
autoridade (POWELL, 2001).
Algo similar pode ser argumentado quando buscamos relacionar a presença de expressões de indisciplina nas escolas e
as pressões que sofrem os professores, particularmente quando isso se apresenta como expectativa de curto prazo de
formação em serviço. Lidar com indisciplina passou de um aspecto da didática dos professores para uma competência
desejada desde o início da carreira dos professores. Tal como revela um recente edital de concurso para professores no
Estado de São Paulo, cujo texto sugere que saber lidar com indisciplina é parte desejada da formação básica do
professor, e guarda relação com a gestão escolar e a qualidade de ensino (SEE-SP, 2003).
As relações entre disciplina, indisciplina e formação de professores tem sido exploradas na literatura educacional
(AMADO, 2001; D'ANTOLA, 1989; ESTRELA, 1992; VASCONCELLOS, 1995; ). Há que se destacar, por exemplo, os
estudos de Estrela (1992), que analisa tanto os efeitos da indisciplina sobre o desenvolvimento dos professores, quanto o
estado da arte da orientação da formação de professores diante dos quadros de indisciplina nas escolas.
Sabemos que o modo como os professores lidam com expressões de indisciplina está relacionado ao modo como
elaboram saberes em suas práticas pedagógicas (TARDIF, 2002). Mas ainda precisamos investigar as implicações dos
encontros entre educadores e indisciplina, para as concepções e projetos de formação. Aqui reside uma questão teórica
Ano Início
2006
Situação
Em
Andamento
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EDUCAÇÃO
emergente, que não se reduz à questão das relações de poder na escola. A persistência e complexidade das expressões
de indisciplina nas escola pode estar a sugerir novos esquemas de formação, e até mesmo solicitando novas concepções
teóricas de professor, e portanto de formação de professores.
A literatura educacional brasileira, hoje, compreende diversos trabalhos sobre indisciplina escolar. Há um sentido de
ampliação nas questões sendo discutidas se consideramos as publicações das últimas duas décadas. Entretanto, há uma
certa lacuna, por exemplo, quanto as discussões das relações entre indisciplina, currículo escolar e formação de
professores - relações que estamos propondo investigar.
Finalmente é preciso observar que os avanços teóricos a serem desdobrados da realização da pesquisa delineada neste
Projeto, ao mesmo tempo em que tencionam dar contra de um conjunto de indagações sobre indisciplina escolar, deverão
produzir outras tantas perguntas. Esse nos parece o cenário mais desejável para associar a esta pesquisa, um cenário
onde estaremos respondendo e produzindo perguntas.
METODOLOGIA
Esta investigação será desenvolvida sob uma perspectiva teórica, explorando um conjunto de procedimentos de
investigação qualitativa.
No que se refere à análise da literatura educacional contemporânea sobre indisciplina nas escolas, estaremos recorrendo
a estratégias de investigação textual (TITSCHER, 2000). Para essa análise o campo de investigação será composto pelo
conjunto da produção científica sobre indisciplina escolar desde 1980, com ênfase na literatura educacional brasileira.
Para avançar no estudo das relações entre indisciplina e formação dos professores, estaremos recorrendo ao modo de
investigação refletido por Tardif (2003), buscando manter em foco as relações entre indisciplina e os saberes formativos
produzidos nas práticas pedagógicas. Neste caso o campo de investigação deverá englobar não somente fontes da
literatura educacional, mas documentos que reflitam programas, projetos e concepções de formação de professores.
Finalmente, esta pesquisa engloba a intenção de delinear as implicações da indisciplina para o currículo escolar, a qual
será em parte desdobrada como investigação teórica a partir da literatura, mas vai requerer levantamento de campo a ser
realizado junto a professores de Educação Básica, através de questionários.
CRONOGRAMA
2006: Planejamento e Revisão Bibliográfica - Coleta de Dados - Análise da Pesquisa
2006-2007: Desenvolvimento Teórico - Coleta de Dados - Análise da Pesquisa - Relatórios de Pesquisa
Divulgação da Pesquisa.
REFERÊNCIAS
AMADO, J. Interacção pedagógica e indisciplina na aula. Porto: ASA, 2001.
D'ANTOLA, A. (Org.). Disciplina na escola. São Paulo: E.P.U., 1989.
DONOVAN, C. F. Dilution in American Education. New York, America, n. 86, p. 121, November 1951.
ESTRELA, M. T. Relação pedagógica, disciplina e indisciplina na sala de aula. Porto: Porto, 1992.
FREIRE, P. Pedagogia da autonomia. 31. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2005.
MOREIRA, A. F. (Org.). Currículo: questões atuais. Campinas: Papirus, 1997.
MOREIRA, A. F.; SILVA, T. T. (Orgs.). Currículo, cultura e sociedade. São Paulo: Cortez, 1994.
POWELL, R. Classroom management: perspectives on the social curriculum. Upper Saddle River: Merril Prentice Hall,
2001.
SACRISTÁN, J. G. O currículo: uma reflexão sobre a prática. 3. ed. Porto Alegre: ArtMed, 2000.
SEE-SP. Comunicado SE, DE 4/7/2003 (Edital de Concurso). Diário Oficial do Estado de São Paulo, São Paulo, v. 113,
n. 125, 5 de julho de 2003.
SILVA, T. T. Documentos de identidade: uma introdução às teorias do currículo. Belo Horizonte: Autêntica, 1999.
SILVA, T. T. O que produz e o que reproduz em Educação. Porto Alegre: ArtMed, 1992.
TARDIF, M. Saberes docentes e formação profissional. Petrópolis: Vozes, 2002.
TITSCHER, S. et al. Methods of text and discourse analysis. London: Sage, 2000.
VASCONCELLOS, C. Disciplina: construção da disciplina consciente e interativa em sala de aula e na escola. 4. ed. São
Paulo: Libertad, 1995.
ETAPAS DA PESQUISA DESENVOLVIDAS EM 2006
Conforme o cronograma, realizamos: consolidação do planejamento de pesquisa, revisão bibliográfica, uma parte do
desenvolvimento teórico, da coleta de dados, e também da análise de pesquisa - o que já resultou em algumas
publicações.
PUBLICAÇÕES
GARCIA, J. As relações entre currículo e indisciplina. In: SEMINÁRIO DE PESQUISA DA UTP, 10., 2006, Curitiba.
Anais. Curitiba: UTP, 2006. p. 1-10.
GARCIA, J. A construção da indisciplina na escola. In: EDUCERE, 6., 2006, Curitiba. Anais. Curitiba: PUC-PR, 2006, p.
3001-3008. ISBN: 85-7292-166-4
GARCIA, J.; DAMKE, A. A percepção social da indisciplina: questões para a formação dos professores. In: SEMINÁRIO
DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO DA REGIÃO SUL, 7., 2006. Santa Maria. Anais. Santa Maria: UFSM, 2006. p. 1-7.
ISBN: 85-99971-0-18
GARCIA, J. Professores como sujeitos da inquietude. In: SiEDUCA, 11., 2006. Cachoeira do Sul. Anais... Cachoeira do
Sul: ULBRA, 2006, p. 1-7.
GARCIA, J. Notas sobre o conceito de disciplina. In: SEMINÁRIO DE INDISCIPLINA NA EDUCAÇÃO
CONTEMPORÂNEA, 2., 2006, Curitiba. Anais... Curitiba: UTP, 2006. p. 69-84. ISBN:
GARCIA, J. Uma leitura das relações entre currículo e indisciplina. In: SEMINÁRIO CURRÍCULO NA
CONTEMPORANEIDADE, 2., 2006, Curitiba. Anais... Curitiba: UTP, 2006. p. 208-220. ISBN:
GARCIA, J. As práticas invisíveis de interdisciplinaridade. In: FAZENDA, I. (Org.). Interdisciplinaridade na formação de
professores. Canoas: ULBRA, 2006. p. 59-68. [CAPÍTULO DE LIVRO --- ISBN: 85-7528-172-0]
Área de Concentração:
Categoria Equipe
Discente Autor Adriana Hessel Dalagassa
Discente Autor Anderléia Sotoriva Damke
EDUCAÇÃO
Alunos Envolvidos: 2 Especialização: 0 Doutorado: 0 Mestrado Profissional: 0 Mestrado: 7 Graduação:
21/06/07 às 10:29 63 de 80 Chronos
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EDUCAÇÃO
Categoria Equipe
Discente Autor Clóvis da Silva Brito
Discente Autor Deise Blank
Discente Autor Ingrid Simon
Resp. Docente Joe de Assis Garcia
Discente Autor Marinêz Luiza Correia
Discente Autor Mônica Aparecida de Macedo Golba
Discente Autor Renato Torres
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EDUCAÇÃO
2006 ANO BASE:
40020010002P-3 EDUCAÇÃO - UTP PROGRAMA:
LINHA DE PESQUISA: Práticas Pedagógicas: Elementos Articuladores
Projeto de Pesquisa
LETRAMENTO DE JOVENS E ADULTOS COM ÊNFASE NAS QUESTÕES SOCIOAMBIENTAIS.
Descrição:
Início: 2004
Término: 2006
LINHAS DE PESQUISA:
Educação de Jovens e Adultos com ênfase em questões socioculturais 
Educação e Meio Ambiente para o desenvolvimento
   
DESCRIÇÃO GERAL
A abordagem interdisciplinar no enfrentamento das questões comunitárias e o envolvimento dos acadêmicos com uma
população, cujas condições de exclusão social são marcantes, contribuem para o desenvolvimento da capacidade de
criação de estratégias coerentes com as condições concretas com que se defrontam, por meio das discussões de
problemas e proposição de soluções demandadas pela comunidade envolvida. A sistematização dos dados levantados e o
equacionamento das dificuldades da experiência de investigação e intervenção junto à comunidade permite o exercício do
processo de pesquisa na área educacional e socioambiental, contribuindo para o aprofundamento da pesquisa e a
formação dos alunos enquanto pesquisadores.
RELEVÂNCIA DO TEMA
A pesquisa visa obter dados sobre os moradores da região atendida pelo projeto e promover o letramento de jovens e
adultos com ênfase nas questões s-ocio-ambientais. Promover a aquisição da leitura e da escrita escrita pela população
jovem e adulta, que não teve acesso à educação formal, orientada pelas práticas de letramento, por meio de um processo
de investigação.
OBJETIVO GERAL: promover a aquisição da leitura e da escrita pela população jovem e adulta, que não teve acesso à
educação formal, orientada pelas práticas de letramento, por meio de um processo de investigação.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS: a) efetivar uma prática pedagógica democrática de letramento de jovens e adultos que
articule o conhecimento da população como o conhecimento científico, valorizando um trabalho de construção coletiva; b)
identificar as questões socioambientais que se manifestam na comunidade, ressaltando-se aquelas relativas à
compreensão do meio em que vive, através da percepção ambiental; c) subsidiar a prática de letramento dos jovens e
adultos com materiais didáticos elaborados com base nos elementos coletados junto à população alvo; d) identificar como
ocorre a aprendizagem do adulto no que diz respeito ao domínio simbólico, inerente ao processo de aquisição da leitura e
da escrita.
METODOLOGIA
Tendo em vista que o projeto propõe o contato natural e direto com os agentes sociais envolvidos e, também, que o
letramento se constitui em práticas pedagógicas que são desenvolvidas com a população jovem e adulta da comunidade,
optou-se pela Pesquisa Qualitativa, na modalidade da pesquisa-ação. Trata-se de uma forma de investigação alternativa
em relação ao modo de pesquisa convencional e que, além de participante, supõe uma ação planejada de caráter social,
educacional e técnico. As ações transformadoras, que vêm a ser seu principal objetivo, pretendem que os participantes da
pesquisa encontrem soluções viáveis ao problema do letramento de jovens e adultos sob observação, com base em uma
avaliação diagnóstica da situação, e que oportunizem a reflexão sobre as questões socioambientais, que se manifestam
na comunidade. Deve garantir, ainda, a reciprocidade das pessoas e grupos envolvidos, sendo que sua ação não substitui
as atividades próprias dos grupos, porque pressupõe que os implicados tenham algo a “dizer” ou a “fazer”. Entretanto, a
pesquisa não se limita à forma da ação, pois pretende aumentar o conhecimento ou o “nível de consciência” das pessoas
e dos grupos considerados. A exigência científica da investigação se alicerça no cuidado para que ocorra intensa
participação efetivamente embasada no conhecimento, ou seja, na concepção de letramento, de tal maneira que a
apropriação e a construção de fundamentos teórico-metodológicos, alcançados no desenrolar da Pesquisa-Ação, sejam
seu maior desafio.
CORPUS
Comunidade que mantenha o letramento de jovens e adultos propiciadora da pesquisa que, além de participante, supõe
uma ação planejada de caráter social, educacional e técnico. As ações transformadoras, que vêm a ser seu principal
objetivo, pretendem que os participantes da pesquisa encontrem soluções viáveis ao problema do letramento de jovens e
adultos sob observação, com base em uma avaliação diagnóstica da situação, e que oportunizem a reflexão sobre as
questões socioambientais, que se manifestam na comunidade.
RESULTADOS ESPERADOS
Pretendemos que os participantes encontrem soluções viáveis ao problema do letramento de jovens e adultos, com base
em uma avaliação diagnóstica da situação, e que oportunizem a reflexão sobre as questões socioambientais, que se
manifestam na comunidade..
REFERÊNCIAS
ALVES-MAZZOTTI, A J. e GEWANDSZNAJDER, F. O método nas ciências naturais e sociais: pesquisa quantitativa e
qualitativa. São Paulo: Pioneira, 1998.
ANDRÉ, M. E. D. A.. Texto, contexto e significados: algumas questões na análise de dados qualitativos. CADERNOS DE
PESQUISA, São Paulo, v. 45, p. 66-70, maio, 1983.
AQUINO, J. G. (org.). Erro e fracasso na escola: alternativas teóricas e práticas. São Paulo: Summus, 1997.
BARZ, E. L.; BOSCHILIA, R. Largo da Ordem. Curitiba: Casa da Memória, s/d
BOCK, A. M. B.; GONÇALVES, M.G. M.; FURTADO, O. Psicologia sócio-histórica: uma perspectiva crítica em psicologia.
São Paulo: Cortez, 2001.
BOSSA, N. Fracasso escolar: um olhar psicopedagógico. São Paulo: Artmed, 2002.
CAPRA, Fritjof. O ponto de mutação. São Paulo : Cultrix, 1988.
CARTER, A. Estudio de la geografia urbana. Madrid: Instituto de Estudios de Administracion Local, 1974.
CASTRO, E. C; GOMES, P .C; CORRÊA, R. L. Geografia: conceitos e temas. Rio de Janeiro: Bertrand do Brasil, 1995.
Ano Início
2004
Situação
Concluído
21/06/07 às 10:29 65 de 80 Chronos
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Sistema de Avaliação
Relações Nominais
Projetos de Pesquisa
EDUCAÇÃO
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CONGRESSO ESTADUAL PAULISTA SOBRE A FORMAÇÃO DE EDUCADORES, 1, 1990, Águas de São Pedro: ANAIS
e Documento síntese de proposta dos grupos de trabalho. São Paulo: UNESP, 1990.
CONGRESSO ESTADUAL PAULISTA SOBRE A FORMAÇÃO DE EDUCADORES, 2, 1992, ANAIS e Documento síntese
de proposta dos grupos de trabalho. São Paulo: UNESP, 1992.
CONGRESSO ESTADUAL PAULISTA SOBRE A FORMAÇÃO DE EDUCADORES, 3, 1994, ANAIS e Documento síntese
de proposta de grupos de trabalho. São Paulo: UNESP, 1994.
CONGRESSO ESTADUAL PAULISTA SOBRE A FORMAÇÃO DE EDUCADORES. 4, 1996. Águas de São Pedro.
ANAIS, São Paulo: UNESP, 1996. 186.
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DA MATTA, R. A casa e a rua. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1991.
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ETAPAS DA PESQUISA DESENVOLVIDAS EM 2006
Os resultados da pesquisa foram equacionados tomando-se por base os objetivos específicos buscados pelo projeto de
investigação.
Lograr a efetivação de uma prática pedagógica democrática de letramento capaz de articular o conhecimento da
população com o conhecimento científico, valorizando um trabalho de construção coletiva, demandou algumas
acomodações face os percalços decorrentes das condições de funcionamento da turma de alfabetização de jovens e
adultos da comunidade de Três Pinheiros, no bairro do Butiatuvinha, sob a docência da agente de saúde da localidade.
Nesse sentido, houve por razões diferentes interrupções do funcionamento da referida turma. Primeiramente, a
alfabetizadora-agente de saúde ficou aguardando nova contratação para reiniciar o trabalho junto à turma de
alfabetizandos, no início do período letivo. Em seguida, a falta de material didático para os alunos inviabilizou a realização
das atividades, pois o programa de alfabetização que subsidiava seu fornecimento a essa turma é resultado de um
convênio com a CUT, que demorou em renovar o projeto no curso do primeiro semestre de 2005. Logo após, o galpão,
onde eram ministradas as aulas, precisou ser reconstruído, o que novamente acarretou que as atividades de sala de aula
fossem suspensas por um semestre. Visando solucionar tais problemas que a comunidade enfrentava, os pesquisadores
procuraram parcerias que auxiliassem a encontrar alternativas financeiras. Por intermédio de uma das bolsistas, a equipe
de pesquisadores participou de uma das reuniões do Rotary Clube de Santa Felicidade a fim de apresentar o projeto de
letramento e explicitar a situação de carência da comunidade em que estava atuando. Este encontro teve resultados
positivos para a comunidade, pois representantes do Rotary Clube, juntamente com a equipe do projeto, visitaram a
comunidade, ofertaram material de construção para o término do prédio da sala de aula e curso para formação de
pedreiro. O profissional que efetivou esta formação pertencia à comunidade, foi capacitado pelo Senai e remunerado para
encarregar-se da formação de outros profissionais na própria comunidade. Ele e outros integrantes da comunidade
efetuaram a reforma do barracão. Após a conclusão do curso, todos os participantes receberam um kit ferramentas, o que
pode contribuir para o ingresso no mercado de trabalho. Além das medidas práticas acima descritas, o grupo de
pesquisadores optou por atuar no período de paralisação das aulas junto à agente de saúde-alfabetizadora analisando o
material didático utilizado, elaborado e fornecido pela CUT, bem como prestar assessoramento quanto ao planejamento
das aulas e atividades de alfabetização, reforçando procedimentos que consolidassem a perspectiva do letramento.
A consecução dos objetivos de identificação das questões socioambientais que se manifestam na comunidade:
- ressaltando-se aquelas relativas à compreensão social do meio em que vive com base na percepção ambiental
- com a finalidade de subsidiar a prática de letramento com encaminhamentos pedagógicos valendo-se de elementos
coletados -, resultou na realização de um conjunto de procedimentos bastante enriquecedores para todos os implicados na
pesquisa: pesquisadores, jovens e adultos alfabetizandos e outros membros da comunidade.
Segundo os preceitos de Whyte (1975), o ideal em pesquisas de percepção ambiental seria aplicar procedimentos como:
perguntando, ouvindo e observando. Optou-se, portanto, por observar, perguntar e ouvir além de coleta e organização de
dados e materiais utilizando-se dos recursos próprios desta metodologia: mapas, fotografias, questionários, entrevistas.
Tais procedimentos foram realizados, em um primeiro momento preparatório, somente pelos pesquisadores e, após, junto
aos alfabetizandos jovens e adultos, como descrito a seguir.
a) Procedimentos preparatórios:
- Investigação e observação da realidade da comunidade.
- Coleta de imagens da comunidade que identificam aspectos a serem trabalhados.
- Análise e seleção de imagens significativas da comunidade, complementadas com outras representações da cidade.
Como resultado foi produzido um rico material que oportunizou a compreensão social pretendida bem como subsidiar o
letramento, enriquecendo-a com conteúdos significativos para a práticas de leitura e interpretação e de produção de textos
orais e escritos.
b) Procedimentos realizados junto aos alfabetizandos jovens e adultos
A atividade de percepção ambiental junto aos alfabetizandos jovens e adultos foi realizada com os seguintes objetivos: a)
refletir sobre o meio social e ambiental vivenciado na comunidade; b) apropriar-se de conceitos explicativos sobre a
realidade urbana. Para alcançar os objetivos foram desenvolvidos os seguintes procedimentos:
- Realização da atividade de motivação por meio de uma conversa sobre expectativas pessoais.
- Aplicação individual de entrevista semi-estruturada sobre a percepção ambiental e social da comunidade, cujos dados
tabulados encontram-se anexados ao relatório.
- Apresentação das imagens da comunidade e de outras imagens da cidade, como ainda mapas do município com a
localização do bairro em estudo; localização das ocupações irregulares da cidade e das bacias hidrográficas, conforme
seqüência anexada ao relatório .
- Reflexão com base nos conceitos sociais e ambientais explicativos da realidade urbana.
Optou-se por desenvolver esses procedimentos junto aos alfabetizandos nas dependências da própria Universidade Tuiuti
do Paraná para melhor utilização dos recursos didáticos selecionados bem como oferecer aos jovens e adultos a vivência
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do Paraná para melhor utilização dos recursos didáticos selecionados, bem como oferecer aos jovens e adultos a vivência
específica da instituição universitária, qual seja, a produção e difusão do conhecimento científico junto à sociedade. A
experiência se mostrou muito profícua, contando com a presença de um grupo numeroso de crianças, jovens e adultos da
comunidade, além dos próprios alfabetizandos.
Pode-se concluir que o trabalho de percepção ambiental busca não somente o entendimento do que o indivíduo percebe,
mas sim uma nova percepção e compreensão do seu ambiente por meio do conhecimento científico, possibilitando uma
releitura de mundo que o circunda.Estudos das percepções ambientais pelos próprios sujeitos sociais constituem inovação
no processo de uma educação mais eficiente e significativa, pois possibilitam compreesnsão do ambiente vivido,
especialmente quando se consideram os valores, as atitudes e, principalmente, os elos topofílicos dos envolvidos com o
seu lugar: concreto como experiência pessoal, difuso, enquanto conceito vivido; como foi demonstrado na pesquisa.
PRODUÇÃO RESULTANTE DO PROJETO
O projeto teve o mérito de reunir pesquisadorers docentes e agregar mestrandos do Programa de Pós-Graduação em
Educação e bolsistas de Inciação Científica do curso de Pedagogia da UTP, que trabalharam em equipe realizando
verdadeiramente uma produção científica coletivq. Os resultados da qualidade dessa produção se revelam na premiação
conjunta das três bolsistas de Iniciação Científica pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão da UTP e
pela destacada produção bibliográfica e técnica apresentada em eventos científicos, conforme arroladas, a seguir.
Dissertações de mestrado e trabalho de conclusão de curso
Dissertação de mestrado acadêmico defendida em 2006: WENDELL FIORI DE FARIA. O ensino da leitura na formação de
professores: reflexões sobre as questões de alfabetização e letramento no curso de Pedagogia. Palavras-chave: formação
do professor; letramento; práticas pedagógicas de leitura.
Dissertação de mestrado acadêmico em andamento: MARISTELA CANÁRIO CELLA FRANCO: Língua escrita: por uma
compreensão das dificuldades encontradas em seu processo de ensino aprendizagem nas séries iniciais do Ensino
Fundamental. Palavras-chave: ensino-aprendizagem nas séries iniciais; práticas pedagógicas de leitura e escrita.
Trabalho de Conclusão do Curso de Pedagogia em andamento: ROSELI VAZ CARVALHO. A Educação de Jovens e
Adultos: Letramento ou Alfabetização?; Palavras-chave: letramento; educação de jovens e adultos; práticas pedagógicas
de alfabetização.
PRODUÇÃO BIBLIOGRÁFICA
CAVAZOTTI, M.A., NEVES, V.F., SILVA, M.C.B. A aprendizagem da leitura e da escrita e a prática pedagógica da
educação de jovens e adultos. Resumo expandido nos Anais virtuais do X Seminário de Pesquisa da UTP. Curitiba, 2006
CARVALHO, R.V. MEIRA, K.X., RODRIGUES, A. Letramento de jovens e adultos com ênfase nas questões
socioambientais: uma experiência de investigação e intervenção. Artigo completo nos Anais virtuais do V Seminário de
Iniciação Científica da UTP. Curitiba, 2006
Produção técnica: apresentação de trabalhos em eventos
CARVALHO, R. V. MEIRA, K. X., RODRIGUES, A.C. R.. Apresentação de Trabalho Letramento de jovens e adultos com
ênfase nas questões socioambientais: uma experiência de investigação e intervenção no V Seminário de Iniciação
Científica da UTP, novembro de 2006.
Produção técnica:
CAVAZOTTI, M. A. Curso de curta duração. EJA-Ensino Médio. Área socio-histórica. Instituto de Capacitação e Reforma
Agrária- ITERRA/MST. Veranópolis, RS. 30 de janeiro a 01 de fevereiro de 2006.
CAVAZOTTI, M. A. Curso de curta duração. EJA-Ensino Médio. Área socio-histórica. Instituto de Capacitação e Reforma
Agrária- ITERRA/MST. Veranópolis, RS. 5 a 8 de outubro de 2006.
Relatório técnico-científico
CAVAZOTTI, M.A., NEVES, V.F., SILVA, M.C. Relatório final do projeto de pesquisa “Letramento de jovens e adultos com
ênfase nas questões ambientais”, Curitiba, UTP, 2006. 33 páginas.
Área de Concentração:
Categoria Equipe
Resp. Docente Maria Auxiliadora Cavazotti
Outro Participante Maria Cristina Borges da Silva
Docente Vilma Fernandes Neves
EDUCAÇÃO
Alunos Envolvidos: 1 Especialização: 0 Doutorado: 0 Mestrado Profissional: 0 Mestrado: 0 Graduação:
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2006 ANO BASE:
40020010002P-3 EDUCAÇÃO - UTP PROGRAMA:
LINHA DE PESQUISA: Práticas Pedagógicas: Elementos Articuladores
Projeto de Pesquisa
MÚLTIPLOS DETERMINANTES NA PRÁTICA PEDAGÓGICA DOS PROFESSORES DAS SÉRIES INICIAIS:
FOCALIZANDO A CULTURA ESCOLAR.
Descrição:
IINTRODUÇÃO E REFERENCIAIS TEÓRICOS
O surgimento desta proposta de pesquisa está articulado a três momentos, a saber: as discussões empreendidas na Linha
de Pesquisa Práticas Pedagógicas: Elementos Articuladores, existente no Programa de Pós-Graduação – Mestrado em
Educação, na Universidade Tuiuti do Paraná; as reflexões desenvolvidas junto ao Projeto de Pesquisa “Educação do
campo: análise de propostas e práticas desenvolvidas por movimentos sociais”; o trabalho desenvolvido na Escola
Cônego Camargo, localizado no Bairro Alto, município de Curitiba, desde abril de 2003.
Tomando como referência a prática pedagógica, entendida nas suas múltiplas dimensões: professor, aluno, metodologia,
avaliação, relação professor-aluno, concepção de educação e de escola, como ação educativa que objetiva a
transformação, o referido projeto objetiva o desenvolvimento de uma relação social que possibilite a análise das
experiências desenvolvidas pelos sujeitos da pesquisa. Ainda, no campo das múltiplas dimensões, as características
conjunturais e estruturais da sociedade são fundamentais para o entendimento da escola e da ação do professor, ora
focalizado neste projeto. Na esfera do cotidiano escolar e das reflexões conjunturais, a gestão democrática da escola e
processos participativos são elementos fundantes para o repensar da prática pedagógica. Dependendo da porosidade
existente nas relações direção, supervisão, professores, comunidade local e comunidade escolar, haverá uma gestão mais
propícia (ou menos propícia) ao desenvolvimento de projetos de pesquisa e neles a reflexão sobre o projeto político
pedagógico da escola.
Como afirma Veiga (1992, p. 16) a prática pedagógica é “... uma prática social orientada por objetivos, finalidades e
conhecimentos, e inserida no contexto da prática social. A prática pedagógica é uma dimensão da prática social ...”. É
sabido que a prática social está imbuída de contradições e de características sócio-culturais predominantes na sociedade.
Neste contexto, desenvolver o exercício da participação é um desafio para os próprios professores e pesquisadores
envolvidos no projeto. A participação ocorre quando há disponibilidade individual para superar as deficiências e quando há
liberdade e respeito entre os envolvidos. É um exercício de aprendizagem constante, do saber falar, ouvir, propor,
contrariar e complementar. Neste contexto, a informação e o desenvolvimento de conhecimentos científicos são fatores
impulsionadores da participação nas atividades escolares – no campo da prática pedagógica e da gestão da escola.
Ao analisar os múltiplos determinantes na prática pedagógica dos professores das séries iniciais, na Escola Cônego
Camargo, tem-se como referência a contribuição de Marx, na “Introdução à Crítica da Economia Política”, quando
questionou o método da Economia Política. Marx afirma que ao estudar a população, a mesma pode tornar-se uma
abstração, caso não sejam levados em conta elementos como classes. Por sua vez, estas podem constituir abstração se
não levar em conta o trabalho assalariado e o capital, por exemplo. Estes, por sua vez, supõe a troca, divisão do trabalho,
preços etc. Assim, após analisar tais elementos concretos, poderia ser feito o retorno e a compreensão do conceito de
população através da totalidade das determinações e relações diversas.
Portanto, a prática pedagógica é influenciada pelos aspectos conjunturais e estruturais da sociedade brasileira, bem como
pelos aspectos da formação de professores, conjunturalmente ou estruturalmente pensados. A prática vivida na escola é
ponto de partida dos nossos questionamentos e inferências sobre a cultura escolar.
Com relação à cultura escolar, entende-se que a mesma é permeada pelo ideário de sociedade, construído pelo Estado e
difundido pelas instituições, a exemplo da escola. Pérez Gomez (2001) ao analisar a natureza e a gênese do
conhecimento profissional docente enfatiza três enfoques. O primeiro é o enfoque prático artesanal que como afirma o
autor “o profissional docente é um especialista no conteúdo do ensino e um artesão nos modos de transmissão, de
controle da vida da sala de aula e das formas de avaliação” (p. 185). O segundo enfoque é o técnico-academicista, no qual
“... o autêntico conhecimento especializado não tem por que residir no agente prático, docente, mas no sistema em seu
conjunto (...) este enfoque é academicista no sentido de que a aprendizagem acadêmica das técnicas pedagógicas é
essencial para o desenvolvimento posterior de intervenções eficazes e fiéis ao modelo científico técnico planejado”
(p.188). O terceiro enfoque é o reflexivo do tipo investigação na ação, para o qual “... o conhecimento pedagógico do
professor é uma construção subjetiva e idiossincrática, elaborada ao longo de sua história pessoal, num processo dialético
de acomodação e assimilação, nos sucessivos intercâmbios com o meio” (p. 189).
Diante das contribuições oferecidas pelo autor acima citado, entende-se que a realidade escolar está permeada pelas
características do enfoque prático artesanal e do enfoque técnico-academicista, no entanto, há indícios do
desenvolvimento das características do enfoque reflexivo, quando os professores apresentam-se dispostos a participar da
construção de um projeto de pesquisa, com o intuito de estudar as próprias práticas educacionais.
Sacristán (1999) destaca que “ao falar de escola e de educação escolarizada situamo-nos diante de fenômenos que
ultrapassam o âmbito da transmissão da cultura como conjunto de significados ‘desinteressados’ que nutrem os currículos
escolares”. Para o autor as características da sociedade e portanto o modo de produção, influenciam no tipo de escola, ou
seja, a escola é uma instituição que atende a um determinado tipo de sociedade, modelo de vida e hierarquia de valores.
É no contexto das reflexões de Sacristán que traremos as características conjunturais e estruturais da sociedade
brasileira, com o objetivo de entender quais são as determinações e os determinantes societários no contexto da escola e
da prática do professor das séries iniciais. Neste sentido, reflexões acerca das redes sociais que permeiam o objeto de
pesquisa podem tornar-se pertinentes.
Com relação ao conceito Redes Sociais destaca-se a expressão formulada por Castells (1999), a saber: “Rede é um
conjunto de nós interconectados. Nó é o ponto no qual uma curva se entrecorta. Concretamente, o que um nó é depende
do tipo de redes concretas de que falamos” (p. 498)
É possível visualizar uma rede ou uma peneira com pontos de encontro que formam o todo, mas que guardam uma
singularidade e independência em relação ao objeto maior. No contexto do projeto de pesquisa, é necessário construir
redes de “articulação” entre sujeitos do espaço local/escolar e sujeitos institucionais que tenham interesse nas temáticas
focalizadas. O sentido da rede se dá na esfera da inter-relação ou processos de interação estabelecidos entre professores
e funcionários, entre estes e os alunos, entre os primeiros e a comunidade local que, indiretamente, faz parte da escola.
Também, a articulação entre atores sociais – coletivos – faz-se necessária, uma vez que associações de moradores;
Ano Início
2004
Situação
Em
Andamento
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grupos religiosos; sindicatos; associação de comerciários etc existentes no espaço local – onde está localizada a escola –
possibilita o conhecimento dos interesses e necessidades da comunidade local, fato que poderá propiciar modificações
tanto no projeto pedagógico da escola quanto na concepção de educação e planejamento educacional de cada disciplina,
bem como do todo curricular da escola.
Segundo Castells (1999) “Redes são estruturas abertas capazes de expandir de forma ilimitada, integrando novos nós
desde que consigam comunicar-se dentro da rede, ou seja, desde que compartilhem os mesmos códigos de
comunicação. Uma estrutura social com base em redes é um sistema aberto altamente dinâmico suscetível de inovação
sem ameaças ao seu equilíbrio” (p. 498)
Embora o autor esteja fazendo referência à nova economia, organizada em torno de redes globais de capital, é possível
utilizar tal conceito para reflexão sobre o processo de pesquisa educacional ora proposto.
Portanto, cabe um esclarecimento a respeito de “qual rede está sendo focalizada?”. Ou seja, um dos focos é a Articulação
no formato parceria, que segundo Caccia Bava caracteriza-se por indicar “... a disposição de uma ação conjunta entre
diferentes, mas não qualifica que ação é esta, que relações se estabelecem e com que objetivos”. (1999, p. 15). Segundo
o autor, existem dois desafios no estabelecimento de parcerias entre distintas entidades, um deles refere-se à construção
de relações democrática e horizontais entre as entidades em questão, o outro refere-se à definição que estas entidades
possuem acerca do interesse público. O outro foco é a Articulação de projetos educacionais, no processo de investigação
científica, conforme os temas propostos pelos professores da escola (Violência, prática educacional, desigualdades, meio
ambiente, currículo, avaliação, investigação científica). Os professores, embora atuantes na mesma escola, são seres
singulares e com interesses nem sempre convergentes, portanto, neste caso, também, um dos desafios relaciona-se com
a construção de relações democráticas e criativas.
Ao destacar a idéia de “articulação” faz-se referência ao conceito de participação. Na sociedade brasileira, a experiência
de participação social forma desencadeados por lutas e movimentos sociais. É muito recente a cultura política
participativa, desenvolvida nos últimos anos no país, principalmente quando se trata da gestão pública e nela a presença
dos Conselhos Gestores. No entanto, neste texto, a participação social está sendo entendida como presença e proposição
individual num espaço coletivo; entendida como proposição coletiva após debates e argumentações junto ao grupo
focalizado. Assim, tendo em vista a recente histórica da cultura participativa no país, é sabido que as resistências e
“medos” estarão presentes num processo e projeto que se pretende coletivo.
O conflito, inerente a todo grupo social, carece de atenção não como fator para ser eliminado, mas como fator a ser
analisado e propiciador da superação de relações tensas no grupo. Enfim, o conceito foi ampliado ao longo do século XX,
como decorrência da atuação de inúmeros movimentos sociais, na trajetória do país; nas lutas pela democratização do
país e, portanto, nas conquistas de direitos sociais. Um dos desafios presentes num projeto de pesquisa coletiva refere-se
ao desenvolvimento da participação, no sentido de que todos estejam à vontade para falar; a idéia de liberdade e
criatividade comporta relações democráticas, que por sua vez forma a escola do sujeito (Touraine, 1999).
Cabe destacar que a prática pedagógica é o elemento essencial no desenvolvimento do processo de pesquisa. A mesma
é entendida como prática social que objetiva a transmissão e problematização de conhecimentos
histórico-culturais-científicos. Na prática pedagógica constrói-se conhecimentos que atendem aos requisitos históricos da
escola e às necessidades da comunidade envolvida no ato educativo.
Assim, a prática pedagógica é contextualizada a partir da concepção de sociedade,educação e escola que o professor
possui. Na concepção de educação, os elementos currículo, conteúdo, metodologia, avaliação, relação professor-aluno,
relação escola-comunidade, são parte fundamental. Assim, num projeto de pesquisa que objetiva analisar “A escola que
acontece” é fundamental que o corpo docente problematize as ações que têm sido desenvolvidas com sucesso e aquelas
que são consideradas inquietantes.
 
JUSTIFICATIVA, PROBLEMÁTICA E OBJETIVOS.
A pesquisa ora proposta justifica-se em função dos seguintes fatores: 1) existência de um projeto sob nossa coordenação,
na Escola Cônego Camargo. 2) necessidade de aprofundamento teórico acerca da prática pedagógica. 3) Continuidade
dos estudos no campo da prática pedagógica, articulado às pesquisas desenvolvidas no Mestrado em Educação, na
Universidade Tuiuti do Paraná.
O problema central da pesquisa é: Como estão configurados os múltiplos elementos que compõem a prática pedagógica
do professor das séries iniciais? Neste contexto, quais as inferências possíveis que podem ser estabelecidas na esfera da
cultura escolar?
Os objetivos da pesquisa são:
1) identificar os determinantes da prática pedagógica do professor; 2) verificar quais atitudes, valores, concepção de
escola e de educação contribuem na configuração da cultura escolar; 3) analisar o processo de organização dos
professores diante da possibilidade do desenvolvimento da pesquisa científica. 4) compreender o processo de gestão da
escola e a elaboração do projeto político pedagógico. 5) propiciar reflexões que possam funcionar como mecanismos
motivacionais para os professores desenvolverem grupos de estudos e de pesquisa na escola.
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS.
O desenvolvimento da pesquisa será permeado pelos seguintes procedimentos metodológicos: 1) Observação e
conversas informais com os professores e com a direção da escola, com o intuito de conhecer, preliminarmente, alguns
aspectos da realidade escolar (perfil do professor, número de salas de aula, características gerais da comunidade escolar
e comunidade local, existência de projetos escolares). 2) Realização de entrevistas com os professores, com o intuito de
perceber as características gerais de sua formação, concepção de educação, satisfação e angústias durante a prática
pedagógica etc. 3) Análise dos projetos escolares e experiências educacionais através dos registros dos professores e
observações em sala de aula. 4) Análise de documentos do tipo: atas de reuniões realizadas com os professores, no
âmbito do Projeto de Pesquisa “A Escola que Acontece”. 5) Realização de grupos de estudos, contando com a
colaboração da equipe do projeto de pesquisa, com temáticas indicadas pelos professores das séries iniciais.
Dois procedimentos serão centrais na coleta e análise de dados: o registro e a análise do conteúdo. São procedimentos
localizados no campo da abordagem qualitativa de pesquisa e nela a utilização de técnicas tais como entrevista, análise
documental e observação participante. A abordagem qualitativa e nela o processo de análise de dados serão influenciados
pela matriz marxista, especialmente na valorização da ação do sujeito do processo de pesquisa; a análise das
contradições e relações de poder que permeiam o espaço escolar; a análise de determinantes conjunturais e estruturais
que configuram os aspectos da prática pedagógica e da gestão escolar.
CRONOGRAMA
2004: Elaboração de relatório parcial de pesquisa.
2004 2005: Levantamento bibliográfico
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2004-2005: Levantamento bibliográfico.
2004-2005: Levantamento bibliográfico.
2004-2005: Coleta de dados (documentos, entrevistas e observação).
2005-2006: Elaboração de trabalhos para eventos
2005-2006: Análise preliminar e final dos dados.
2006: Elaboração de material para publicação.
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PUBLICAÇÃO
Elaboração do livro “A escola que acontece”, que deverá ser publicado em final de 2007 ou início de 2008.
Área de Concentração:
Categoria Equipe
Discente Autor Jane Maria Rodrigues Lawder
Discente Autor Kathianny Xavier Meira
Resp. Docente Maria Antônia de Souza
Natureza Financiadores
Auxílio Financeiro UTP
EDUCAÇÃO
Alunos Envolvidos: 1 Especialização: 0 Doutorado: 0 Mestrado Profissional: 0 Mestrado: 1 Graduação:
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2006 ANO BASE:
40020010002P-3 EDUCAÇÃO - UTP PROGRAMA:
LINHA DE PESQUISA: Práticas Pedagógicas: Elementos Articuladores
Projeto de Pesquisa
O CURSO DE PEDAGOGIA DA UTP – UM ESTUDO DA SUA TRAJETÓRIA.
Descrição:
DESCRIÇÃO
A pesquisa busca compreender a trajetória do Curso de Pedagogia da UTP por meio da metodologia da Pesquisa com
História temática, utilizando a técnica da História Oral. Recorre à entrevistas com professores, funcionários,
coordenadores e ex-alunos do curso. Visa compreender o processo ensino-aprendizagem desenvolvido tendo em vista a
formação profissional do pedagogo.
RELEVÂNCIA DO TEMA
Considerando que: o mal estar instalado quanto à formação do pedagogo precisa ser enfrentado e encaminhar-se para
proposições superadoras da indefinição quanto à sua identidade; o pedagogo deve ocupar seu lugar social com uma ação
crítico-reflexivo tendo em vista as transformações sociais; a instituição de ensino que forma o pedagogo deve repensar a
formação a ele oferecida tendo em vista o desenvolvimento do conhecimento, das técnicas e da tecnologia; a formação do
pedagogo deve assegurar a apropriação do conhecimento historicamente produzido pela humanidade; o pedagogo precisa
apropriar-se de um saber-fazer articulador da teoria e da prática de maneira indissociável, entrelaçando-se o processo
ensino-aprendizagem e a pesquisa; é necessário aprofundar-se os estudos que possam evidenciar os entraves à
efetivação dessa formação e propor alternativas para sua superação.
Pelos motivos acima arrolados e pela contribuição que pode oferecer à formação do pedagogo, este projeto de pesquisa
se justifica.
OBJETIVO GERAL: Pesquisar a história do curso de Pedagogia na Universidade Tuiuti do Paraná e compreender as
alterações na sua trajetória e seus desdobramentos.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS: identificar o processo de implantação do Curso de Pedagogia na Universidade Tuiuti do
Paraná; - identificar os pressupostos teórico-metodológicos embasadores da proposta de formação do pedagogo nos
períodos selecionados; identificar o sentido e a significação atribuídos pela instituição ao processo de formação do
pedagogo; realizar entrevistas com professores, funcionários e ex-alunos do Curso de Pedagogia nos períodos enfocados
para apreender sua percepção da trajetória percorrida durante sua permanência no curso.
CORPUS
Analisaremos os documentos oficiais da escola como: proposições efetivadas junto ao Conselhos Federal e Estadual de
Educação para a abertura do Curso de pedagogia, Projetos Pedagógicos, Planos de Ensino. Relatórios, Avaliações
Oficiais do Curso de Pedagogia da Instituição.
Efetivaremos entrevistas semi-estruturadas com antigos professores, funcionários e alunos, dentro da metodologia da
história oral. Conduzidas com perguntas abertas, as entrevistas seguirão a metodologia proposta para o trabalho com
história temática, privilegiando o período em que o entrevistado esteve vinculado ao curso de Pedagogia, centradas no
sentido de reconstruir a trajetória acadêmica e profissional, de alunos, professores e funcionários, tendo o Curso de
Pedagogia da UTP como fio condutor da entrevista.
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Optamos pelos referenciais teórico-metodológicos da Pesquisa Qualitativa que conforme Ludke e André (1986), se
fundamenta no contato direto e prolongado do pesquisador com a situação e as pessoas selecionadas, na obtenção de
uma grande quantidade de dados descritivos, por meio das técnicas de observação, entrevistas abertas ou
semi-estruturadas, análise documental.
Interessa-nos encontrar antigos professores, funcionários e ex-alunos e apreender sua percepção sobre o curso nos
períodos em que nele se encontravam. Sua forma de inserção, seus interesses, necessidades e possibilidades naquele
momento. Suas motivações e expectativas e o quanto elas foram ou não concretizadas no cotidiano das suas vidas
pessoais e profissionais. Almejamos saber da sua formação, da sua conduta e interesse acerca do processo escolar
desenvolvido, da sua relação com o universo escolar, da sua formação e das possibilidades de atualização
teórico-metodológica.
Manteremos contatos com as pessoas previamente selecionadas para a gravação de entrevistas e depoimentos. Para
tanto serão elaboradas e efetivadas entrevistas semi-estruturadas com antigos professores, funcionários e alunos, dentro
da metodologia da história oral.
Introduzida no Brasil desde os anos setenta, a história oral tem sido utilizada como um recurso metodológico que
possibilita a análise dos discursos elaborados a partir das lembranças que “são construída[s] pelos materiais que estão
agora a nossa disposição, no conjunto de representações que povoam nossa consciência atual” ( BOSI, 1983, pg.17).
Nesse sentido, a memória, enquanto uma visão subjetiva do passado, é sempre uma representação e deve ser
interpretada como um produto cultural. Desse modo, é importante lembrar que, ao coletar memórias, o pesquisador se
defronta com o esquecimento, com as contradições, as falhas, as repetições, nas quais muitas vezes a ambigüidade se
impõe sobre a clareza e o individual sobre o social. Mas, é no confronto das diversas versões que encontramos a riqueza
das múltiplas percepções da realidade.
A coleta de fontes orais e a escolha dos depoentes será realizada de acordo com as balizas temporais definidas pelo
projeto. Conduzidas com perguntas abertas, as entrevistas seguirão a metodologia proposta para o trabalho com história
temática, privilegiando o período em que o entrevistado esteve vinculado ao curso de Pedagogia. O interesse maior será
no sentido de reconstruir a trajetória acadêmica e profissional, de alunos, professores e funcionários, tendo o Curso de
Pedagogia da UTP como fio condutor da entrevista. Além de questões de cunho pessoal, como a origem familiar,
instituições freqüentadas durante o ensino fundamental e médio, os motivos que levaram à escolha do curso e às opções
profissionais, procurar-se-á abordar, durante as entrevistas, a experiência escolar durante a permanência no Curso, as
relações de sociabilidade, os conflitos, o contato com outros cursos da UTP ou de outras universidades.
Paralelamente à coleta de fontes orais, efetivaremos a análise da documentação produzida pelo contexto, por acreditar,
como Ludke e André (1986, p. 39), que os documentos revelam evidências e informações essenciais sobre o contexto
observado.
Nesse sentido, para a análise do contexto a partir dos dados oferecidos por ele, analisaremos os documentos oficiais da
Ano Início
2004
Situação
Em
Andamento
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Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Memória da Pós-Graduação
Sistema de Avaliação
Relações Nominais
Projetos de Pesquisa
EDUCAÇÃO
escola como: proposições efetivadas junto ao Conselhos Federal e Estadual de Educação para a abertura do Curso de
pedagogia, Projetos Pedagógicos, Planos de Ensino. Relatórios, Avaliações Oficiais do Curso de Pedagogia da Instituição.
  Aplicaremos referenciais teóricos sobre educação, instituição escolar, relação professor-aluno, processo
ensino-aprendizagem, formação do pedagogo, o que permitirá a delimitação do foco de visão dentro de uma
contextualização mais ampla. Agruparemos as evidências em categorias descritivas e na sua construção procuraremos
identificar o que se manifestava de maneira explícita e implícita. Para tanto, recorreremos às anotações pormenorizadas
do processo no que diz respeito aos gestos e olhares percebidos, vacilações no momento de expressar idéias e
sentimentos, imprecisão ou insegurança ao definir as situações vivenciadas, contradições aparentes entre as afirmações e
as ações desenvolvidas.
Procederemos à análise dos dados obtidos por meio das categorias descritivas extraídas da documentação assim
construída.
CRONOGRAMA
1a Fase – ano 2005 – 1º e 2º semestres
- Manteremos reuniões constantes tendo em vista a elaboração do projeto com a definição do objeto de pesquisa, seus
marcos temporais, o universo de pesquisa, os objetivos e a metodologia.
- Faremos levantamento bibliográfico para inclusão de novas publicações relativas à temática investigada. Essa
sistemática deverá acompanhar todo o processo de pesquisa para propiciar a constante e necessária atualização.
- Contataremos pessoas para integrar o universo da pesquisa: antigos professores, funcionários e ex-alunos;
- Aprofundaremos as leituras e elaboraremos fichamentos pormenorizados da bibliografia pertinente à pesquisa,
- Elaboraremos o roteiro para a aplicação das entrevistas semi-estruturadas;
- Paralelamente à aplicação das entrevista procederemos à sua transcrição;
2a Fase – 2006 – 1º e 2º semestres
- Iniciaremos a sistematização dos dados obtidos.
- Efetivaremos as análises dos dados obtidos.
- Elaboraremos a primeira redação da pesquisa, ora apresentada.
RESULTADOS ESPERADOS
Esperamos que com este estudo possamos compreender como tem se efetivado a formação do pedagogo, tendo em vista
a apropriação de um saber-fazer articulador da teoria e da prática de maneira indissociável, entrelaçando-se o processo
ensino-aprendizagem e a pesquisa. Pensamos ser necessário aprofundar-se os estudos que possam evidenciar os
entraves à efetivação dessa formação e propor alternativas para sua superação.
REFERÊNCIAS
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ALVES-MAZZOTTI, A J. e GEWANDSZNAJDER, F. O método nas ciências naturais e sociais: pesquisa quantitativa e
qualitativa. São Paulo: Pioneira, 1998.
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PESQUISA, São Paulo, v. 45, p. 66-70, maio, 1983.
ARIÉS, P. O tempo da história. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1989.
BORDIEU, P. & PASSERON, Jean-Claude. Reprodução: elementos para uma Teoria do Sistema de Ensino. (trad.), Rio
Janeiro: F. Alves, (Educação em Questão), 1978.
BOSI, E. Memória e sociedade: lembranças de velhos. São Paulo: T. A. Queiroz, 1983.
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HALBWACHS, M. A memória coletiva. São Paulo: Vértice, 1990.
IANNI, O. O Colapso do Populismo no Brasil. 3. ed., Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1995.
LE GOFF, J. Memória. História e Memória. Campinas: Unicamp, 1996.
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LUDKE, M. e ANDRÉ, M. E. D. A. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. São Paulo: EPU, 1986.
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MELLO, G. N. Educação e Transição Democrática. São Paulo: Cortez, 1985.
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VYGOTSKY, L. S. A Formação Social da Mente. Tradução de José C.NETO e outros, São Paulo: Martins Fontes, 1991.
VYGOTSKY L S LEONTIEV A N LURIA A R Linguagem Desenvolvimento e Aprendizagem Tradução de Maria da
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Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Memória da Pós-Graduação
Sistema de Avaliação
Relações Nominais
Projetos de Pesquisa
EDUCAÇÃO
VYGOTSKY, L. S., LEONTIEV, A. N., LURIA, A. R. Linguagem, Desenvolvimento e Aprendizagem. Tradução de Maria da
Penha Villalobos, 4. ed. São Paulo: Ícone, Ed. da USP, 1988.
PUBLICAÇÃO:
O Curso de Pedagogia da Universidade Tuiuti do Paraná: estudando sua trajetória. Apresentado no X Seminário de
Pesquisa da UTP, p. 1-10, 2006.
Área de Concentração:
Categoria Equipe
Docente Maria Auxiliadora Cavazotti
Outro Participante Patricia Andréia Fonseca de Carvalho Pitta
Outro Participante Roseli Terezinha Boschilia
Resp. Docente Vilma Fernandes Neves
EDUCAÇÃO
Alunos Envolvidos: 0 Especialização: 0 Doutorado: 0 Mestrado Profissional: 0 Mestrado: 0 Graduação:
21/06/07 às 10:29 74 de 80 Chronos
Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Memória da Pós-Graduação
Sistema de Avaliação
Relações Nominais
Projetos de Pesquisa
EDUCAÇÃO
2006 ANO BASE:
40020010002P-3 EDUCAÇÃO - UTP PROGRAMA:
LINHA DE PESQUISA: Práticas Pedagógicas: Elementos Articuladores
Projeto de Pesquisa
PRÁTICAS PEDAGÓGICAS CONTEMPORÂNEAS.
Descrição:
DATA DE INÍCIO: agosto de 2006
DATA DE TÉRMINO: julho de 2008
DESCRIÇÃO GERAL: O projeto propõe ampla discussão sobre a Educação escolar contemporânea, elaborando práticas
pedagógicas para a escola brasileira, contribuintes na formação humana. Os objetivos específicos são: Caracterizar a
realidade que influencia as práticas pedagógicas na escola pública brasileira.; Elaborar um perfil dos profissionais
docentes, discutindo sua formação; Reunir subsídios para a elaboração de propostas de práticas pedagógicas aplicáveis à
realidade e ao perfil dos docentes da escola pública brasileira; Compreender os processos educativos sociais, as relações
entre os atores escolares, bem como as práticas pedagógicas, constituintes da cultura escolar. A relevância da discussão
sobre os modelos teóricos e condicionantes do contexto educativo que determinam a prática pedagógica na
contemporaneidade está relacionada às possibilidades de transformação da escola. No complexo cenário mundial
contemporâneo, a ação institucional da escola precisa estar a serviço das propostas de modificação social, econômica,
política e cultural que objetivam a construção de melhores condições de vida humana. As mudanças implicam novas
demandas para a escola em todos os seus níveis, afetando seus conteúdos, suas metodologias, a atuação dos diversos
atores pedagógicos, a gestão (formas de controle, normas e regras) e o espaço escolar. Todos esses elementos da
prática pedagógica podem ser vistos como anunciadores de uma nova Pedagogia, exigindo novas pesquisas sobre os
aspectos teórico-metodológicos e contextuais da escola no mundo contemporâneo. A investigação será realizada através
de pesquisa bibliográfica e exploratória, com pesquisa de campo. A pesquisa bibliográfica discutirá a produção científica
na área da Educação com enfoque na Pedagogia contemporânea. A pesquisa de campo será realizada na medida em que
discentes do Mestrado em Educação e de cursos de Graduação da Universidade Tuiuti do Paraná elaborarem projetos
envolvendo as variáveis e dimensões da prática pedagógica referenciadas nesta pesquisa: atividades de ensino e
aprendizagem; o papel dos professores e dos alunos; a organização social da aula; a utilização dos espaços e dos
tempos; a organização dos conteúdos; a avaliação.
RELEVÂNCIA DO TEMA:   A sociedade contemporânea é profundamente permeada pelos conhecimentos e habilidades
elaborados através dos processos formais de escolarização. A escola, enquanto instituição moderna, tem sido
co-responsável pela formação dos sujeitos, atuando concomitantemente com outras instituições universais como a família
e a religião (igreja), por exemplo. A Pesquisa em Educação tem como um de seus enfoques essenciais a atividade
formativa desenvolvida pelas diversas instituições escolares através de sua prática pedagógica. A Educação, as escolas e
as práticas pedagógicas têm se transformado ao longo da história. Diferentes momentos históricos são caracterizados por
elementos sociais, políticos, econômicos e culturais que lhe são próprios e que, inexoravelmente, influenciam o projeto
educacional em desenvolvimento. Hodiernamente, as profundas modificações que têm ocorrido no mundo do trabalho
trazem novos desafios para a educação. As mudanças implicam novas demandas para a escola em todos os seus níveis,
afetando seus conteúdos, suas metodologias, a atuação dos diversos atores pedagógicos, a gestão (formas de controle,
normas e regras) e o espaço escolar. Todos esses elementos da prática pedagógica podem ser vistos como
anunciadores de uma nova Pedagogia, exigindo novas pesquisas sobre os aspectos teórico-metodológicos e contextuais
da escola no mundo contemporâneo.
OBJETIVO GERAL
Discutir a Educação escolar contemporânea, elaborando práticas pedagógicas para a escola brasileira, contribuintes na
formação humana.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Caracterizar a realidade que influencia as práticas pedagógicas na escola pública brasileira.
Elaborar um perfil dos profissionais docentes, discutindo sua formação.
Reunir subsídios para a elaboração de propostas de práticas pedagógicas aplicáveis à realidade e ao perfil dos docentes
da escola pública brasileira.
Compreender os processos educativos sociais, as relações entre os atores escolares, bem como as práticas pedagógicas,
constituintes da cultura escolar.
CORPUS: A prática pedagógica pode ser entendida como a materialização do processo educativo, conjugando teoria e
prática. Nele, a prática, com base na crítica e na reflexão, se torna teoria, e a teoria se mostra consistente com o respaldo
da prática. Ela é realizada por um sujeito que é capaz de elaborar um projeto, dominando os meios de produção para
concretizá-lo, agindo com intencionalidade e que, utilizando-se de linguagens diversas, engendra um resultado que será
único, pleno de valores humanos. Investigar as práticas pedagógicas oportuniza a reflexão crítica sobre as possibilidades
transformadoras da educação escolar diante da complexidade do mundo atual. Permite questionar sobre aspectos como a
formação docente, o currículo, as relações de ensino e aprendizagem, a gestão escolar, o relacionamento entre a escola e
a comunidade, as metodologias de ensino e a avaliação. A prática pedagógica repetitiva continua presente em nossas
escolas. Às instituições formadoras de educadores cabe a tarefa de discutir seus projetos de formação, de modo que se
configurem maiores possibilidades de ação pedagógica transformadora e criativa, ao invés de continuidade de práticas
reprodutivistas. Combater aquelas posturas pedagógicas descomprometidas com as possibilidades políticas humanizantes
e democráticas que a educação traz permite a crítica da repetição que subjuga o professor, esvaziando sua ação.
  Identificar a prática pedagógica reflexiva, por sua vez, leva ao aumento das possibilidades de transformação através da
educação escolar. Neste paradigma, a unidade entre teoria e prática não é rompida. O universo de relações entre os
sujeitos da educação escolar, especialmente alunos e professores, constitui um dos focos analíticos essenciais da prática
pedagógica. A escola é ambiente formativo e o alcance de seu escopo é determinado, também, pela formação dos
docentes e administradores que atuam no espaço pedagógico. A prática pedagógica é complexa. Como atividade humana
no interno de uma instituição com função social determinada, como a escola, se apresenta historicamente de modos
diversos. Para Zabala (1998), a prática educativa é configurada por diversas variáveis, organizadas através de seqüências
didáticas e variáveis metodológicas de intervenção na aula. Tais seqüências são um “conjunto de atividades ordenadas,
estruturadas e articuladas para a realização de certos objetivos educacionais, que têm um princípio e um fim conhecidos
Ano Início
2006
Situação
Em
Andamento
21/06/07 às 10:29 75 de 80 Chronos
Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Memória da Pós-Graduação
Sistema de Avaliação
Relações Nominais
Projetos de Pesquisa
EDUCAÇÃO
tanto pelos professores como pelos alunos”. Para o autor, a prática pedagógica pode ser descrita situando as seqüências
de atividades de ensino/aprendizagem (ou seqüências didáticas), o papel dos professores e dos alunos, a organização
social da aula, a utilização dos espaços e do tempo, a organização dos conteúdos, o uso de materiais curriculares e outros
recursos didáticos e, por fim, o sentido e o papel da avaliação. Essas condições da prática se dão num contexto
educacional que a condicionam, identificado por fontes: sociológica ou sócio-antropológica, epistemológica, didática e
psicológica. A fonte sócio-antropológica está ligada ao sentido e ao papel da educação e delimita o sentido e o papel da
fonte epistemológica, uma vez que o saber, os conhecimentos, as disciplinas e as matérias serão orientadas pela função
social atribuída ao ensino. As fontes psicológica e didática também se inter-relacionam, exprimindo a concepção sobre os
processos de ensino e aprendizagem, questionando os modos de como ensinar e da maneira pelas quais as
aprendizagens são produzidas. O modelo proposto apresenta a prática educativa como expressão de um modelo teórico
que se desenvolve na realidade de um contexto educativo. A pesquisa sobre as práticas pedagógicas discute as
possibilidades de fundamentar e oferecer critérios e argumentos para a discussão das variáveis metodológicas e dos
condicionantes contextuais. Tal conhecimento pode promover a melhoria das propostas educacionais na escola,
questionando o ensino de qualidade e promotor de aprendizagens profundas, meio pelo qual os sujeitos possam
desenvolver condições de intervenção crítica na realidade, observando pressupostos éticos humanizadores.
METODOLOGIA:
A investigação será realizada através de pesquisa bibliográfica e exploratória, com pesquisa de campo. A pesquisa
bibliográfica discutirá a produção científica na área da Educação com enfoque na Pedagogia contemporânea. A pesquisa
de campo será realizada na medida em que discentes do Mestrado em Educação e de cursos de Graduação da
Universidade Tuiuti do Paraná elaborarem projetos envolvendo as variáveis e dimensões da prática pedagógica
referenciadas nesta pesquisa: atividades de ensino e aprendizagem; o papel dos professores e dos alunos; a organização
social da aula; a utilização dos espaços e dos tempos; a organização dos conteúdos; a avaliação.
CRONOGRAMA
O alcance da pesquisa pressupõe dedicação inicial de 2 anos (24 meses). Ao final do primeiro ano, um relatório parcial e
publicações em eventos científicos pretendem apresentar resultados parciais das investigações.
A fase de pesquisa bibliográfica foi focada entre agosto e outubro de 2006; a partir daí, foram discutidas as categorias de
análise das práticas pedagógicas na escola contemporânea, bem como foram dados encaminhamentos para a realização
de pesquisa de campo.
Resultados esperados
Tanto o trabalho docente como as atividades discentes pretentem contribuir na discussão sobre a Educação escolar
contemporânea, elaborando práticas pedagógicas para a escola brasileira, contribuintes na formação humana. Alguns
resultados parciais, vinculadas às dissertações em andamento, se referem à caracterização da realidade que influencia as
práticas pedagógicas na escola pública brasileira. Também se está elaborando um perfil dos profissionais docentes,
discutindo sua formação. As pesquisas de campo poderão reunir subsídios para a elaboração de propostas de práticas
pedagógicas aplicáveis à realidade e ao perfil dos docentes da escola pública brasileira, bem como possibilitar a
compreensão dos processos educativos sociais, as relações entre os atores escolares, bem como as práticas
pedagógicas, constituintes da cultura escolar.
REFERÊNCIAS:
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MIZUKAMI, M.G.N.; REALI, A.M.M.R. Formação de professores, práticas pedagógicas e escola. São Carlos: EdUFSCar,
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ZABALA, A. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artmed, 1998.
Etapas desenvolvidas: As duas primeiras fases de estudo que estavam previstas foram desenvolvidas: pesquisa
bibliográfica e discussão das categorias de análise.
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MARSON, I. C. V.. Currículo e Tecnologia – Diferentes formas de pensar a Educação. In: VI EDUCERE - CONGRESSO
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SANTOS A V Escolas catarinenses após o Estado Novo (1945 1960): (des)nacionalização do ensino primário
21/06/07 às 10:29 76 de 80 Chronos
Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Memória da Pós-Graduação
Sistema de Avaliação
Relações Nominais
Projetos de Pesquisa
EDUCAÇÃO
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Área de Concentração:
Categoria Equipe
Resp. Docente Ademir Valdir dos Santos
Discente Autor Ana Carolina Loyola da Rocha
Discente Autor Ana Paula de Quadros Coquemala
Docente Ariclê Vechia
Discente Autor Cleiton José Treml
Discente Autor Eliana Caznók Sumi
Discente Autor Isabel Cristina Vollet Marson
Discente Autor Lindamara da Silva França
Discente Autor Miguel Fernando Rigoni
Discente Autor Rodrigo Rocha Ribeiro dde Souza
Discente Autor Vanessa Pretto Guerra
EDUCAÇÃO
Alunos Envolvidos: 0 Especialização: 0 Doutorado: 0 Mestrado Profissional: 0 Mestrado: 9 Graduação:
21/06/07 às 10:29 77 de 80 Chronos
Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Memória da Pós-Graduação
Sistema de Avaliação
Relações Nominais
Projetos de Pesquisa
EDUCAÇÃO
2006 ANO BASE:
40020010002P-3 EDUCAÇÃO - UTP PROGRAMA:
LINHA DE PESQUISA: Práticas Pedagógicas: Elementos Articuladores
Projeto de Pesquisa
PROJETO DE EXTENSÃO: EJA PARA FUNCIONÁRIOS DA UTP
Descrição:
DESCRIÇÃO
O projeto objetiva desenvolver um processo sistemático e contínuo de ensino-aprendizagem dos conteúdos básicos de
língua portuguesa, matemática, história, geografia e ciências, pertinentes às séries iniciais do Ensino Fundamental, junto
aos funcionários não docentes da Universidade que não possuem escolarização completa nesse nível de ensino,
preparando-os para a certificação dos estudos por meio da realização dos exames oficiais, oferecidos pelo sistema público
de ensino. Tal processo de ensino-apredizagem se efetiva sob a responsabilidade de professores do Programa de
Pós-Graduação em Educação e do Curso de Pedagogia, que orientarão os acadêmicos na docência das aulas ministradas
aos funcionários, ao longo do período letivo semestral.
RELEVÂNCIA DO TEMA
Justifica-se o projeto pela importância da realização do papel da Universidade de "promoção humana", criando condições
de efetivar suas funções de ensino, pesquisa e extensão, ao socializar o conhecimento científico nela produzido,
contribuindo para a elevação das condições de vida dos seus funcionários, que não tiveram acesso a escolarização em
idade própria.
Por outro lado, o envolvimento dos acadêmicos do curso de Pedagogia com sujeitos que vivenciam condições de exclusão
social marcantes, contribui para desenvolver neles a capacidade de criação de estratégias coerentes com as condições
concretas com que se defrontam. Acrescente-se a importância da abordagem interdisciplinar no enfrentamento das
questões de ensino e da aprendizagem da leitura e escrita e do conhecimento científico, no âmbito da Educação Básica, o
que se alcança com a participação de professores de diferentes áreas de conhecimento, de professores e mestrandos do
Programa de Pós-Graduação em Educação nas discussões dos problemas e soluções demandados pelos adultos em
processo de aprendizagem. A sistematização dos dados levantados e das dificuldades dessa experiência permite o
exercício da pesquisa na área educacional, contribuindo para a produção de conhecimentos novos que subsidiem o curso
de Pedagogia e para formação dos próprios acadêmicos, enquanto pesquisadores.
Finalmente, justifica-se o projeto sobretudo em razão do impacto social pretendido, na medida em que busca a melhoria
das condições sociais da população adulta não escolarizada que trabalha na instituição, por meio do letramento e da
aquisição do conhecimento científico, além do incremento da capacidade crítica e de autonomia desses sujeitos sociais.
Objetivos:
Em relação aos funcionários:
Promover a aquisição das práticas sociais de leitura e de escrita, na perspectiva do letramento.
Promover a reflexão sobre as questões socioculturais que se manifestam no meio social, à luz do conhecimento científico.
Ampliar as possibilidades de participação social na medida que o dominio da leitura e da escrita permite a apropriação de
conhecimentos, o acesso à informação e melhores possibilidades de expressão.
Permitir o desenvolvimento do processo de pensamento, de comunicação e de conhecimento que qualifique o funcionário
para melhor inserção no trabalho e na vida social.
Incentivar a continuidade da escolarização no nível da Educação Básica, habilitando-se para os exames de certificação.
Em relação aos acadêmicos de Pedagogia
Valorizar uma relação entre acadêmicos, docentes e funcionários de forma não autoritária, mas baseada em uma
contribuição mútua.
Efetivar uma prática pedagógica democrática que articule o conhecimento da população adulta com o conhecimento
científico, valorizando um trabalho de construção coletiva.
Planejar estratégias de ensino, organizar e selecionar material didático para efetivar uma prática pedagógica na sala de
aula de qualidade.
Efetivar o registro das atividades desenvolvidas, evidenciando o processo de aprendizagem dos alunos.
Pesquisar a inclusão de novos elementos na prática pedagógica e analisar os resultados obtidos, contribuindo com a
produção teórico-metodológica na formação do pedagogo.
Elaborar artigos e trabalhos que explicitem a experiência e contribuições teórico-metodológicas em EJA, a serem
apresentados em Congressos e outros eventos científicos pertinentes à temática.
CORPUS
O projeto de “EJA para funcionários da UTP” está vinculado a PROHUMANA, no âmbito da “Integração e Inserção Social”;
à linha de pesquisa “Práticas Pedagógicas: Elementos Articuladores”, do Programa de Pós-Graduação em Educação, e ao
projeto permanente de extensão “Educação, Meio Ambiente e Cultura”, do Curso de Pedagogia.
Desenvolve, ainda, parceria com o Programa Hora-EJA do Departamento de Ensino Fundamental da Secretaria Municipal
de Educação de Curitiba, que disponibilizará material didático de EJA para os funcionários e treinamento sobre sua
utilização para os acadêmicos de Pedagogia.
O processo sistemático e contínuo de ensino-aprendizagem dos conteúdos básicos de língua portuguesa, matemática,
história, geografia e ciências, pertinentes às séries iniciais do Ensino Fundamental, se realiza por meio de aulas com
duração diária de 1h40 e freqüência semanal de cinco dias, sendo 8h20 o total da carga horária semanal
As aulas para os funcionários são ministradas pelos acadêmicos do curso de Pedagogia, em regime de monitoria, com
carga horária de 20 horas semanais, mediante formação continuada teórico-prática, na seguinte sistemática:
a) Formação inicial em EJA, com ênfase no letramento.
b) Reunião semanal:
Com base no relatório semanal de acompanhamento da atuação nas aulas, por meio de do registro de dados e anotação
das informações complementares, são realizadas reuniões periódicas com a coordenação do projeto, com as seguintes
finalidades:
- preparação das aulas
- levantamento de idéias para temas de aula,
- aprofundamento da concepção pedagógica,
Ano Início
2006
Situação
Em
Andamento
21/06/07 às 10:29 78 de 80 Chronos
Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Memória da Pós-Graduação
Sistema de Avaliação
Relações Nominais
Projetos de Pesquisa
EDUCAÇÃO
- orientações com os professores do curso de Pedagogia em matemática e demais áreas de conhecimento (história,
geografia e ciências);
- sistematização do acompanhamento do desempenho dos alunos-funcionários.
Reunião geral do projeto
São realizadas ainda reuniões eventuais com a coordenação do Projeto, coordenação do Curso de Pedagogia e
professores colaboradores, com o objetivo de manter um processo diagnóstico e formativo de acompanhamento
permanente e concomitante: equacionar demandas surgidas e possíveis soluções, avaliação do andamento do projeto,
registro em gravação em filmes e fotos do andamento do processo em sala de aula.
Os resultados do projeto são registrados em relatório semestral a ser encaminhado a PROHUMANA e Coordenação de
Extensão/PROPPE.
METODOLOGIA
Metodologia das atividades de ensino-aprendizagem na sala de aula
A ênfase no letramento demanda a realização de uma etapa inicial junto aos funcionários, que chamamos de alfabetização
em língua portuguesa, para aqueles que ainda não dominam a leitura e escrita com a competência exigida no Ensino
Fundamental. Também a matemática é objeto desse estudo básico intensivo.
No início de cada aula é discutido um tema relacionado ao cotidiano dos funcionários e vinculado aos aspectos
socioculturais com base na reflexão proposta pelas diversas áreas do conhecimento científico (história, geografia e
ciências). As discussões em classe são orientadas pelos princípios de cientificidade, de diálogo e reflexão crítica. Com
base nessa discussão, são desenvolvidas atividades de produção de texto oral e escrito; leitura e interpretação de textos e
elaboração de exercícios didáticos, sendo intercalas atividades comuns para toda a turma de adultos e atividades que
comportam atendimento individual.
CRONOGRAMA
1) Formação do grupo de funcionários segundo o critério de horário de trabalho e campus de origem: setembro de 2006
2) Início do primeiro período de aulas (out/dez 2006): primeira semana de outubro de 2006 e término 12 de dezembro de
2006
3) Formação intensiva dos monitores e demais acadêmicos nos referenciais teóricos-metodológicos: 14, 21 e 28 de
setembro de 2006
4) Reunião semanal dos monitores com a coordenação do projeto para continuidade da formação teórico-metodológica:
quintas-feiras, no horário das 16h às 17h30.
5) Reunião das coordenações, professores e acadêmicos envolvidos no projeto: 30 de novembro
6) Reunião das coordenações, professores e acadêmicos envolvidos no projeto: 30 de novembro
7) Reinício do segundo período de aulas (fev/mar 2007): fevereiro de 2007
Resultados Esperados: Encaminhamento dos funcionários não docentes que cursam as aulas do projeto - EJA para
funcionários da UTP - para realização dos exames oficiais de certificação de conclusão das séries iniciais do Ensino
Fundamental, oferecidos pelo sistema público municipal de ensino, ao final do segundo semestre de 2007.
REFERÊNCIAS
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FARACO, C. A. A escrita e alfabetização. São Paulo: Contexto, 2001
FERRARA, L. D. A. As Cidades Ilegíveis. Percepção Ambiental e Cidadania. Percepção Ambiental: a experiência
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KLEIN, L.R. Proposta Metodológica de Língua Portuguesa. Secretaria de Estado de Educação. Governo Popular de Mato
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LEMLE, M. Guia Teórico do Alfabetizador. 16. ed. São Paulo: Ática, 2005
LODI, A.C.B. e outros (org). Letramento e minorias. Porto Alegre: Mediação, 2002.
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MARX, K e ENGELS, F. A ideologia alemã. São Paulo: Hucitec, 1996
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SOARES, M. Letramento: um tema em três gêneros. 2 ed. 6 reimpr. Belo Horizonte: Autêntica, 2003.
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TUAN, Y. Espaço e lugar. São Paulo: Difel, 1983.
VIGOTSKI, L.S. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. São Paulo:
Martins Fontes, 2002.
ETAPAS DO PROJETO DESENVOLVIDAS EM 2007
1) Formação das turmas de alunos-funcionários e desenvolvimento das aulas
Ingresso de quatorze (14) funcionários em duas turmas, segundo o critério de campus de origem e horário de trabalho:
Turma A: dez (10) alunos-funcionárias; Campus Prof. Sydnei Lima Santos (Barigui), , horário: 14h00 às 15h40;
monitora-acadêmica Roseli Vaz Carvalho
Turma B; quatro (4) alunos-funcionários; Campus Champagnat; horário: 14h30 às 16h10; monitora-acadêmica Andrea
Maria Laporte
As aulas iniciaram em 03 de setembro e encerram em 08 de dezembro de 2006 A carga horária diária prevista foi
21/06/07 às 10:29 79 de 80 Chronos
Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Memória da Pós-Graduação
Sistema de Avaliação
Relações Nominais
Projetos de Pesquisa
EDUCAÇÃO
As aulas iniciaram em 03 de setembro e encerram em 08 de dezembro de 2006. A carga horária diária prevista foi
cumprida no decorrer de todos os dias letivos do trimestre.
2) Seleção, formação e atuação das monitoras.
A seleção das monitoras foi norteada pelo critério de aprovação de acadêmicos que já cursaram ou estão cursando as
disciplinas de Alfabetização e EJA. O critério mostrou-se muito adequado tendo em vista a responsabilidade e a qualidade
da docência demandada. As atividades e conteúdos ministrados foram registrados nos relatórios diários elaborados.
Não foi possível realizar formação intensiva dos monitores e demais acadêmicos, antes do início das aulas com os
funcionários. Porém foi cumprido o cronograma de reuniões semanais de formação teórico-metodológica, ministrada pela
coordenadora do projeto, às quintas-feiras, no horário das 16h30min às 17h30min.
3) Parceria
Uma das monitoras participou do treinamento (8 horas) oferecido pelo Programa Hora-EJA do Departamento de Ensino
Fundamental da Secretaria Municipal de Educação de Curitiba. O material de consumo (cadernos e lápis) e os livros
didáticos de Português e Matemática foram fornecidos às alunas pelo Programa Hora-EJA do Departamento de Ensino
Fundamental da Secretaria Municipal de Educação de Curitiba.
4) Resultados alcançados
As funcionárias manifestaram entusiasmo pelos estudos, freqüentando as aulas com assiduidade e aplicando-se com
muito empenho nas atividades propostas nas aulas e nas tarefas complementares. As funcionárias encontram-se no
mesmo nível de desempenho, sendo que apenas uma funcionária, em cada turma, se encontra na fase incial de
alfabetização, o que demanda acompanhamento individual da monitora.
A qualidade da atividade docente das monitoras é reconhecida pelas alunas, conforme registraram nos seus textos e,
também, é expressa nos relatórios elaborados pelas monitoras.
5) Problemas encontrados
Dificuldade de se estabelecer um horário comum para as funcionárias do campus Champagnat, inclusive na utilização da
hora/trabalho oferecida pela UTP, em razão do tipo de limpeza demandado pelos consultórios odontológicos. Uma das
funcionárias desistiu face esta dificuldade. As funcionárias no gozo de férias não freqüentam as aulas por falta de
vale-transporte. Interrupções esporádicas das aulas, quando as funcionárias precisam se ausentar das aulas para atender
solicitações de trabalho, demandada por atividades extraordinárias a serem realizadas nos campus (eleições; vestibular;
etc.)
6) Demandas para o próximo trimestre (fevereiro, ,março e abril de 2007)
Verificar por meio de novo levantamento o ingresso de novos funcionários nas turmas em funcionamento.
Buscar alternativas para o problema de horário das funcionárias do campus Champagnat.
Solicitar os livros didáticos de Ciências, História/Geografia do Programa Hora-EJA do Departamento de Ensino
Fundamental da Secretaria Municipal de Educação de Curitiba para os alunos-funcionários.
Incentivar as funcionárias a realizarem os exames oferecidos pelo Programa Hora-EJA do Departamento de Ensino
Fundamental da Secretaria Municipal de Educação de Curitiba.
Dar continuidade à formação teórico-metodológica das monitoras, realizando período intensivo antes do inícío do próximo
período letivo.
Aumentar a carga horária das reuniões semanais de formação e acompanhamento das monitoras, acrescentando os
conteúdos de História, Geografia e Ciências a serem ministrados por outros docentes do PPGE-Curso de Mestrado e do
curso de Pedagogia.
Registrar o desenvolvimento do projeto em áudio-visual: realização das aulas; material didático; trabalhos dos alunos e
depoimentos.
Área de Concentração:
Categoria Equipe
Discente Autor Andrea Maria Laporte
Resp. Docente Maria Auxiliadora Cavazotti
Outro Participante Maria Cristina Borges da Silva
Outro Participante Maria Iolanda Fontana
Discente Autor Roseli Vaz Carvalho
EDUCAÇÃO
Alunos Envolvidos: 2 Especialização: 0 Doutorado: 0 Mestrado Profissional: 0 Mestrado: 0 Graduação:
21/06/07 às 10:29 80 de 80 Chronos