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© Direitos Autorais, 2006, Gilson Santos
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“NOM SUM SOLUS, SED VERITAS MECUM”
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- Aníbal Pereira dos Reis (1924-1991)
e as Doutrinas da Graça -

GILSON SANTOS
UM RESUMO BIOGRÁFICO
Aníbal Pereira dos Reis nasceu em 9 de março de 1924, em São Joaquim da Barra, no Estado
de São Paulo, filho de Manoel Pereira dos Reis e Emília Basso Reis, e foi criado naquela
cidade. Como ele mesmo escreveu: “uma família profundamente arraigada no catolicismo”.
Meu pai era português e, para não ser uma exceção à regra, se
colocava entre os admiradores da Senhora de Fátima, da sorte e
de um bom vinho. Minha mãe era de origem italiana e se
orgulhava do fato de que o trono dourado do papa estava na
Península Itálica.
Minha avó paterna, muito dedicada às práticas religiosas,
costumava me levar aos solenes ritos da Madre Igreja, mesmo
quando eu ainda era muito novo. Antes de completar sete anos,
eu assistia regularmente às aulas de catecismo na paróquia.
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Perduram em meus ouvidos os acentos suaves e ternos da voz
de minha avó materna, quando, em sua cantante língua italiana, dizia, ao se referir ao
papa: “Il doce Christo in terra” (o doce Cristo na terra).
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O menino Aníbal recebeu sua “primeira comunhão” em 1932. Em 1936 seus pais mudaram-
se para Orlândia (SP), cidade vizinha, a fim de que os filhos pudessem cursar o Ensino
Médio. O primeiro protestante que conheceu em carne e osso foi o professor Henrique Cirilo
Corrêa, no ginásio de Orlândia, de quem guardou profunda impressão. Na adolescência
desenvolveu ainda mais a angústia do medo. Confessava-se freqüentemente com medo da
punição dos seus pecados. “Tinha pavor do inferno”. Aos dezessete anos, Aníbal entrou no
seminário, onde entregou-se “completamente aos estudos de todos os assuntos”. Cursou o

1 “Não estou só, se a verdade está comigo”. Frase latina que pode ser traduzida mais livremente por “estando com
a Verdade não estarei só!”. Este lema foi utilizado por Dr. Aníbal Pereira dos Reis em alguns dos seus livros.
2 BENNETT, Richard (ed.). Verdadeiramente Livres; 10 ex-padres contam suas histórias. São José dos Campos (SP),
2004, p. 47. Cf. Online:
http://www.bereanbeacon.org/languages/portuguese/testimonies/Depois_de_muitos_anos_como_padr.pdf
3 REIS, Aníbal Pereira dos. Pedro Nunca foi Papa! Nem o papa é vigário de Cristo. São Paulo: Edições “Caminho de
Damasco”, 1975, p. 11.
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Seminário Menor em Campinas e, finalmente, o Seminário Central do Ipiranga, onde se
formou em 1949. Em 8 de dezembro de 1949 foi ordenado padre em Montes Claros, Minas
Gerais, após ter feito os estudos eclesiásticos no Seminário Central da Imaculada Conceição
do Ipiranga em São Paulo e Faculdade Teológica da Pontifícia Universidade Católica de São
Paulo. Em Montes Claros foi professor de literatura e de matemática em um colégio católico
e dirigiu obras sociais e educacionais. Também fundou o jornal A Tribuna do Norte, que
surgiu em janeiro de 1951.
No início de 1952, o papa transferiu o bispo de Montes Claros para Recife, nomeando-o
arcebispo.
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Incluído nesta mudança o padre Aníbal foi morar em Recife. Nesta cidade ele,
extensivamente, prosseguiu com trabalhos sociais e entre as igrejas, e também fez um curso
de neuropsiquiatria. Tomou conhecimento profundo “dos graves problemas do brasileiro
nordestino oprimido pelo abandono na extrema pobreza da terra calcinada por longas
estiagens”. Em Recife ganhou uma Bíblia e edição católica, traduzida por Matos Soares, mas
não teve o interesse de lê-la.
Em 1960 foi transferido para Guaratinguetá, cidade vizinha de Aparecida do Norte, no Vale
do Paraíba em São Paulo. Sua paróquia era no promissor e progressista bairro Pedregulho.
Ele escreveu: “Eu me regozijei com esta mudança, principalmente porque assim poderia
estar junto da ´santa padroeira do Brasil`”.
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Foi neste período que começou a estudar a Bíblia.
Certo dia, quando sentia-se aflito e deprimido, apanhou a Bíblia que ganhara em Recife.
Abriu-a, ao acaso. O texto era João capítulo 11. Leu e gostou. Em maio de 1961, “num
instante de encruzilhadas quando se lhe escurentaram todos os horizontes d´alma, às mãos
chegou-lhe a Bíblia Sagrada”.
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Lia trechos esparsos, encontrados sobretudo nos Salmos.
Decidi estudar a Bíblia sem meus preconceitos. Sem a interferência de qualquer
pessoa e somente por intermédio da graça, descobri por meio deste estudo o
verdadeiro plano que Deus havia preparado para a nossa salvação. Maravilhado,
descobri que podemos ter certeza absoluta e permanente de que iremos ao céu, se
aceitarmos o plano de Deus. Apesar disso, continuei a resistir. Minha alma havia se
conformado com o padrão das práticas da Igreja Católica.
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Em Guaratinguetá, o padre Aníbal envolveu-se ativamente na construção da nova basílica da
padroeira. Suas “preocupações se tornaram em compra de concreto, tijolos e ferramentas”. E
ele rezava à Senhora Aparecida. Porém, já começara a duvidar de doutrinas católicas. Seus
estudos das Escrituras se intensificaram, e pouco a pouco ele verificou “o abismo infinito que
separava a doutrina Católica da Bíblia. Seguiram, então, meses de indizíveis sofrimentos”.
Exigiu-me o Senhor dolorosíssimo processo de conversão. Quantas dúvidas!
Vacilações, incertezas, conflitos em minha pobre alma... Ao benzer uma imagem... Ao
“batizar” uma criança... Ao ungir um enfermo... Ao celebrar missa... Ao distribuir a
comunhão... Ao encomendar um defunto... Ao ouvir confissões... Ao rezar o

4 Trata-se do Arcebispo Antonio de Almeida Moraes Júnior, que foi titular das arquidioceses de Olinda e Recife
(PE) e de Niterói (RJ).
5 BENNETT, op.cit., p. 49.
6 REIS, Pedro nunca foi papa, p. 12.
7 BENNETT, op.cit., p. 51.
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breviário... Ao promover as novenas dos “santos”... Ao dar a bênção do
“santíssimo”... Ao desfiar as contas do rosário... Quantas suspeitas sobre a verdade e
a validade de tudo aquilo! Que horror de incertezas!!!
(...) Ansiava pela Verdade. Queria-a, porém, na estruturação do catolicismo... E fui
procurá-la com ardor insopitável. E sofrimento desesperador!!!
(...) Recordando-me hoje daquelas horas de torturantes padecimentos, com gratidão
verifico, como Deus, em Seus Amoráveis Desígnios, me perseguiu. Como Bom Pastor,
Jesus encalçou-me até me vencer. Até me vergar. Até me salvar e me dar paz.
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Sua leitura das Escrituras conduziu-o aos pés de Cristo:
Era boa aquela leitura. Foi quando lhe veio à mente uma frase que ouvira várias
vezes, desde os tempos do Seminário: “Cuidado com a epístola aos Romanos! Foi
com sua leitura que Lutero se perdeu!” Procurou a epístola e leu-a também. E,
enquanto lia, sentia alguma coisa estranha dentro de si: era um misto de
tranqüilidade, de paz, de alegria, de segurança. “Foi lendo Romanos nesse dia que eu
me converti”.
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Em janeiro de 1963 voltou à Orlândia (SP). Seu amigo, o então bispo de Ribeirão Preto,
Agnelo Rossi, atual arcebispo de São Paulo e cardeal, chamou-o para a paróquia onde
passara a sua adolescência. Ali ele começou a implementar uma pastoral mais bíblica:
Consegui desenvolver um esplêndido trabalho no qual tudo se encaixava, até onde
fosse possível, nos padrões bíblicos. Fiz uma verdadeira limpeza na igreja, tirando os
ídolos. Meus sermões eram bíblicos. Meus programas diários na emissora de rádio
consistiam apenas de um comentário na Palavra de Deus. Vários dos hinos cantados
nas missas eram músicas evangélicas.
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Uma devota foi queixar-se ao bispo, dizendo que “o vigário de Orlândia era protestante”.
Tanto que se correspondia com pastores protestantes e pregava coisas de protestante.
Depois de agudas e dificílimas crises no sacerdócio, em 1964 foi a Santos (SP), e vestindo
roupas comuns, assistiu ao culto da Primeira Igreja Batista, recebendo, então, a ajuda do
pastor local. Começou a planejar sua saída da Igreja Católica. Deixou-a em 12 de maio de
1965. Em 30 de maio deu sua profissão de fé
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, e em 13 de junho foi batizado, na Primeira
Igreja Batista de Santos, pelo Pr. Eliseu Ximenes. Dedicara quinze anos e alguns meses ao
sacerdócio romano. Vira-se envolvido com a teologia romanista pelo tempo de vinte e dois
anos e meio. Doutorou-se em Direito Canônico, em Teologia Dogmática, em
Neuropsiquiatria, e em Ciências Jurídicas.
Em 29 de julho de 1965 casou-se civilmente com Maria de Lourdes Morales Garcia, e em 31
do mesmo mes foi realizado o culto na Igreja Batista de Vila Pompéia em São Paulo.

8 REIS, Pedro nunca foi papa, pp. 13-14.
9
O Jornal Batista. Nº 21, Ano LXVI. 22/mai./1966, p.2.
10 BENNETT, op.cit., p. 52.
11
Na ocasião do culto, onde Dr. Aníbal deu profissão de fé, fez-se presente o Pr. Henrique Cirilo Corrêa, da
Primeira Igreja Batista de Bauru (SP), que fora professor do ex-padre Aníbal na cidade de Orlândia, quando este
cursava a terceira série ginasial.
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Secretária da Igreja, e serva de Deus ativa na evangelização, o Dr. Aníbal conheceu-a antes
de deixar a batina, quando a resolução final se ia formando lentamente no coração. As
testemunhas do ato civil foram dois outros ex-padres: Antônio Gonçalves Pires e Emídio José
Pinheiro. O casal Anibal e Maria de Lourdes não teve filhos.
Em 16 de abril de 1966, o Pr. Antônio Gonçalves Pires, português e também ex-padre,
promoveu sua ordenação ao ministério pastoral, na Igreja Batista de Vila Esperança. Em 1967
o Pr. Aníbal Pereira dos Reis começou a pastorear a Igreja Batista Unida do Brás, da qual eram
membros os familiares do Pastor Rafael Gióia Martins (1897-1963), também ex-padre, e
homem muito culto.
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Pastoreou aquela igreja por um pouco mais de dois anos. O
testemunho da Igreja acerca de seu ministério é o seguinte:
Na ocasião Pastor Aníbal recebeu forte apoio da igreja, pois sofria perseguições da
igreja católica por causa da sua decisão de abandonar a batina e incorporar-se a uma
igreja evangélica. Seu pastorado durou cerca de dois anos e foi o único em toda a sua
vida, pois em seguida dedicou-se exclusivamente ao ministério de evangelização por
todo o Brasil e, também, na produção de livros. O ponto de destaque no seu
pastorado foi conduzir a igreja na cura das dolorosas feridas abertas nos membros,
após a sofrida divisão ocorrida com a Igreja Batista do Brás. Com sabedoria e
autoridade na Palavra de Deus, Pastor Aníbal levou a igreja a perdoar e a pedir
perdão, restabelecendo a paz interior dos seus membros e nos relacionamentos com a
ex-igreja.
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Tornou-se, depois, pregador itinerante, e foi membro da Igreja
Batista da Liberdade, São Paulo, até o seu falecimento. Trabalhou
arduamente, e colocou o seu corpo sob intenso desgaste. Após
uma internação de quinze dias no Hospital Sírio-Libanês,
faleceu em 30 de maio de 1991, aos 67 anos de idade. Está
sepultado no Cemitério do Araçá, em São Paulo.
Num período de vinte e seis anos, de maio de 1965 a maio de
1991, Aníbal Pereira dos Reis tornou-se o “mais perigoso
inimigo do catolicismo no Brasil”. A cúpula romana o
identificou como “o herege mais em evidência no Brasil”. Em
1970, José dos Reis Pereira (1916-1991) escrevia n´O Jornal
Batista: “É grande o poder de comunicação do Dr. Aníbal... a
mensagem é solidamente evangélica e forte na argumentação...
Nesta hora da evangelização é um dos mais extraordinários
pregadores que conhecemos”.
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Como pregador itinerante, Dr. Aníbal viajou pela maioria
dos estados brasileiros disseminando a mensagem do Evangelho da graça de Deus e
denunciando o catolicismo, o pentecostalismo, o carismatismo e o ecumenismo. Sua

12 Atente para um detalhe: no web-site da Igreja Batista Unida do Brás há a seguinte informação: “No culto de
inauguração foi empossado também o seu primeiro Pastor, Aníbal Pereira Reis, recém saído das fileiras da igreja
católica.” E a data de organização da Igreja, com 154 membros, teria sido em 4 de julho de 1965. Cf.:
http://www.ibub.org.br/historia.htm.
13 Cf.: http://www.ibub.org.br/historia.htm
14 PEREIRA, José dos Reis. “Editorial e Tópicos”. O Jornal Batista, 27/09/1970.
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hermenêutica era acentuadamente dispensacional. Ele se tornou uma das principais vozes do
fundamentalismo no Brasil. Em sua rotina de conferências evangelísticas fazia uso extenso da
prática avivalista do “apelo”.
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Em 1973, O Jornal Batista descreve a rotina do ex-padre: “Sua
capacidade de trabalho é fenomenal. Percorre o Brasil inteiro num programa de conferências
em igrejas batistas e evangélicas que esfalfaria qualquer outro. Quando recebemos notícias
de seu trabalho temos até a impressão de que consegue o milagre de estar ao mesmo tempo
em dois lugares diferentes”.
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Em 1975, ao retornar de uma de suas campanhas
evangelísticas, sofreu um desastre que quase lhe ceifou a vida.
Teólogo de rara erudição, Aníbal Pereira dos Reis escreveu mais de cinqüenta livros, além de
artigos e ensaios. O seu primeiro livro foi Cristo? Sim! Padre? Não!!!, o qual publicou pela
Imprensa Metodista. A partir de sua segunda publicação, tornou-se o editor de todos os seus
livros; publicou-os pelas Edições “Caminho de Damasco”, nome que, aliás, remetia à
dramaticidade de sua própria conversão. Foi membro da Academia Evangélica de Letras, da
Associação Brasileira de Cultura e da União Brasileira de Escritores. Um web-site o apresenta:
“Personalidade polêmica, é aclamado como herói para evangélicos conservadores, herege e
apóstata para católicos e radical para evangélicos mais ecumênicos”.
Aníbal Pereira dos Reis era um pregador terno e paciente, porém um escritor incisivo e
desafiador. Suas posições, em geral firmes e contundentes, trouxeram-lhe a imagem de uma
pessoa polêmica. O Dr. Aníbal Pereira dos Reis era um fervoroso crítico de sua antiga
religião, chegando a dedicar cerca de 85% de seus escritos a refutar as doutrinas católicas.
Um alvo de críticas era o ecumenismo entre católicos e evangélicos, o que lhe valeu a
nomeação de radical por alguns setores do protestantismo. Um episódio que ilustra isso foi
quando estava comprando livros em São Paulo e foi chamado de "radical". No periódico
Jornal Presbiteriano Bíblico Fundamentalista, em 1985, o Dr. Aníbal se defende:
Radical, que é um vocábulo relacionado com a raiz, quer dizer fundamental, e
secundariamente significa inflexível. Neste último sentido é hoje de uso mais amplo
no linguajar cotidiano. Radical ou inflexível é a pessoa que não cede ou não é
maleável. Nesta acepção é muitas vezes o termo tomado de um sentido
acentuadamente pejorativo ou depreciativo. Os acomodados, os quebra-luzes, os
quarto-minguantes, os basbaques, os aproveitadores picham as pessoas sérias com o
apodo: É radical.
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Ele estava ciente do custo de suas convicções:
Prefiro estar com a Verdade. A Verdade, sempre atual porque sombranceia às ondas
fugazes das novidades. Estando com a Verdade não estarei só! NOM SOM SOLUS,
SED VERITAS MECUM... Estando com a Verdade, emparceiro-me com os de conduta

15 Nas conferências que realizava, especialmente naquelas do final de sua vida, ficou ainda mais evidente uma
maior desproporção na prática do apelo. Lamentavelmente, era esta uma prática corrente naqueles anos 70 e 80,
nas mais diferentes denominações brasileiras – aliás, ainda hoje, entre alguns evangélicos, e mesmo batistas. Não
obstante, é fácil assumir uma visão caricata ou mesmo satírica, quando se julga retrospectivamente.
16 O Jornal Batista. Nº 28, LXXIII, 15/jul./1973, p. 3.
17 Jornal Presbiteriano Bíblico Fundamentalista, maio de 1985, p. 7.
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retilínea, com os fortes, com Elias, com João Batista, com Jeremias, com Paulo...
Estando com a Verdade, serei fiel a Jesus Cristo, a VERDADE encarnada (Jo 14.6).
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ANÍBAL PEREIRA DOS REIS E AS DOUTRINAS DA GRAÇA
Um livro muito importante, escrito por Dr. Aníbal Pereira dos
Reis, é O Crente Pode Perder a Salvação?. No prefácio desta obra,
escrito em 30 de abril de 1978, o autor delineia o seu plano de
trabalho:
Com o anelo de satisfazer os dois motivos da oportunidade
desta obra, dividi-la-ei, depois de uma introdução, em três
partes principais:
1ª - O aspecto OBJETIVO da Eternidade da Salvação ou
segurança do crente do ponto de vista divino,
2ª - O seu aspecto SUBJETIVO também chamado de a
perseverança dos santos, e
3ª - Reposta a algumas objeções.
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Pensando na grande influência que o autor ainda exerce sobre alguns setores evangélicos no
Brasil, julgamos apropriado fazer uma breve busca de algumas opiniões de Dr. Aníbal acerca
das doutrinas da graça, que podem ser úteis para este tempo em que muitos evangélicos
brasileiros estão novamente considerando tais doutrinas com maior profundidade. Passo a
citá-lo, com os devidos créditos ao editor.
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A EXPIAÇÃO: EFICAZ E TODA-SUFICIENTE
Nós, os crentes, somos salvos porque Cristo carregou no Seu próprio Corpo os nossos
pecados (Is 53.4-6). Todos eles e não apenas parte deles. Jesus “Se deu a Si mesmo por
nós para nos remir de TODA a iniqüidade” (Tt 2.14). “E o Sangue de Jesus Cristo,
Seu Filho, nos purifica de TODO o pecado” (1 Jo 1.7). “TODA iniqüidade”, “TODO o
pecado”. Em intensão e extensão. Em profundidade e em quantidade. Em malícia e
em número. Do passado, do presente e do futuro.
A morte é o castigo decorrente da violação da Lei (Rm 6.23). E Jesus em nosso lugar
derramou a Sua Alma até à morte. Deus O “fez pecado” e, por isso, castigando-O,
tratou-O como se Ele fosse o nosso próprio pecado personificado. Em sendo Deus
infinitamente Justo, de vez que a Justiça é um Atributo inerente à Essência Divina,
não pode Ele exigir um segundo pagamento para o mesmo pecado. Jamais cobrar-me-
á o que Jesus Cristo, o meu Vigário, o meu Substituto pagou por mim. É a realidade
objetiva do Evangelho que nos move à segurança.

18 REIS, Pedro Nunca foi Papa, pp. 8-9.
19 REIS, Aníbal Pereira dos. O Crente Pode Perder a Salvação? São Paulo: Edições “Caminho de Damasco”, s.d.
prefácio.
20 Para facilitar a citação, os textos sofrem uma revisão para parágrafos mais longos, visto que no estilo de Dr.
Aníbal os parágrafos são breves.
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Se, por causa do pecado, um crente perecesse, sofreria ele o castigo do pecado já pago
por Jesus, pelo qual deu a Sua Vida. Ambos, Jesus e o crente, pagariam pelo mesmo
pecado. Neste caso, de duas uma: Ou o Sacrifício de Cristo é ineficiente, ou Deus é
um tirano. Das duas, contudo, nenhuma!!! O Sacrifício de Jesus Cristo é TODO-
SUFICIENTE, e Deus é a própria Justiça!!!
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O PROPÓSITO DIVINO NA SALVAÇÃO: ETERNO E SOBERANO
O LIVRO DA VIDA é o Livro irrasurável! Os nomes neles escritos em tempo algum
poderão ser eliminados. As Sagradas Escrituras em muitas passagens corroboram
esta irrasurabilidade.
De tantas leiamos apenas uma. O pronunciamento de Paulo o Apóstolo é por demais
suficiente pela clareza cristalina: “E sabemos que todas as coisas contribuem
juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por
Seu decreto. Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem
conformes à imagem de Seu Filho, a fim de que Ele seja o Primogênito entre muitos
irmãos. E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes
também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou” (Rm 8.28-30).
O registro dos seus nomes no Livro da Vida é eterno, inapagável, porque chamados
por decreto divino a se constituírem irmãos de Cristo Primogênito... Temos, os salvos,
os nossos nomes escritos no Livro da Vida “desde a fundação do mundo” (Ap 17.8),
no “Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Ap
13.8).
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A CONDIÇÃO ESPIRITUAL DO HOMEM E A NATUREZA DA FÉ SALVADORA
A advertência: “operai a vossa salvação” não dá sequer a idéia da exigência de se
praticarem boas obras para a salvação, porquanto logo o verso seguinte contesta a
presunção católica, ao afirmar: “Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer
como o efetuar, segundo a Sua boa Vontade” (Fl 2.13).
O próprio querer a salvação é Graça de Deus. O pecador, de si próprio, é incapaz até
de desejar a salvação. O confiar em Cristo, outrossim, depende da Graça: “E é por
Cristo que temos tal confiança em Deus; não que sejamos capazes, por nós, de pensar
alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus” (2 Co 3.4-
5). Nessas condições de total incapacidade do pecador, que obras poderia ele praticar
no afã de obter salvação? Voltem-se três folhas do volume das Escrituras Sagradas e
leiam os adversários da perseverança infalível do salvo: “Porque pela Graça sois
salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras para
que ninguém se glorie” (Ef 2.8-9). É isso! A própria fé, na conformidade também
desse Texto, é dom ou Graça de Deus.
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21 REIS, O Crente Pode Perder a Salvação?, p. 66.
22 Idem, p. 106.
23 Ibid., p. 240.
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É outro estorvo em forma de pergunta erguido pelos opositores da Eternidade da
Salvação. O crente pode perder a fé? Pode renunciá-la? Se não a perde onde fica a
liberdade? Cada um é livre para crer ou não crer e para crer tanto tempo quanto
queira. E, no caso de deixar de crer, permanece salvo? (...) A Soberania de Deus é
maior do que a liberdade de qualquer pessoa humana. Ele nunca permitirá que uma
tola ovelha se desgarre do Seu rebanho e fique perdida nos matagais do mundo
iníquo. Jesus é o Bom Pastor! Imagine-se se a minha pobre liberdade preponderasse
sobre o Poder Soberano de Deus e acima da Misericórdia do Bom Pastor! Que seria de
mim?
(...) Esta fé salvadora é “DOM DE DEUS” (Ef 2.8), pois a própria fé do contexto da
Economia da Salvação não vem das obras. Se alguém pudesse crer por méritos
pessoais, então a fé já seria uma obra e teria ele motivo de jactância. Ora, “os dons e a
vocação de Deus são sem arrependimento” (Rm 11.29). “Deus não é homem, para que
minta; nem filho do homem, para que Se arrependa. Porventura diria Ele, e não o
faria? Ou falaria, e não o confirmaria?” (Nm 23.19). Em Sua Soberania o Senhor nosso
Deus jamais permitirá ao salvo abandonar a fé.
(...) Há mais! Há outro argumento de suma importância. Jesus é o “AUTOR E
CONSUMADOR DA FÉ” (Hb 12.2). Ele que a principia na vida do crente, a
consumará. Ao exalar o Seu derradeiro suspiro clamou: “Está consumado!” (Jo 19.30).
Consumara a obra que o Pai lhe dera a fazer (Jo 17.4). Ao expirar consumou também
a nossa fé nEle, o dom a nós outros dado por Deus. Aperfeiçoou-a em plenitude como
decorrência da Todo-Suficiência do Seu Sacrifício.
O salvo não perde a fé, a sua confiança em Jesus Cristo como seu Salvador Pessoal
porque Ele a consumou com o Seu Sangue, o Seu Sacrifício, a Sua Morte Vicária.
Perdê-la-ia se o Sacrifício de Cristo fosse insuficiente e ineficaz e, nessa hipótese,
precisasse ser repetido ou renovado... O nosso Salvador Eterno, em sendo também
Consumador da fé, garante-nos e nos conserva esse dom, que em plenitude, Ele nos
mereceu com o Seu Único Sacrifício.
Essa é a nossa certeza subjetiva fundamentada na Gloriosa Realidade Objetiva do
Sacrifício de Cristo que nos leva ao Trono do Cordeiro para Lhe tributarmos Louvor,
Glória, Honra, Poder e Ação de Graças para todo o sempre. Amém. (Ap. 5:13).
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A CHAMADA EFICAZ
Encontro QUATRO motivos pelos quais a perseverança é fruto da Graça
Misericordiosa de Deus:
1º - A perseverança final é um dom gratuito e misericordioso inerente à própria VIDA
ETERNA...
2º - A perseverança se inclui na CHAMADA Divina... É uma chamada eficaz, sentida
também por Paulo Apóstolo: “...e me chamou pela Sua Graça” (Gl 1.15). Esta

24 Ibid., p. 248-251.

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chamada é eficaz por ser poderosa manifestação da Graça. Vinculam-se esta chamada
e a Graça, de acordo com a lembrança do Apóstolo: “Fiel é o que vos CHAMA, O
qual também o fará” (1 Ts 5.24). E o “Deus de toda a Graça que vos CHAMOU à Sua
Eterna Glória”, declara Pedro aos cristãos dispersos pela Gentilidade (1 Pd 5.10).
A palavra de Paulo em 2 Timóteo é outrossim incisiva: “Deus nos salvou e CHAMOU
com uma santa vocação; não segundo as nossas obras, mas segundo o Seu propósito e
GRAÇA que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos séculos” (1.9). Paulo, resoluto,
tem “por certo isto mesmo, que Aquele que em vós começou a obra a aperfeiçoará até
ao dia de Jesus Cristo” (Fl 1.6; cf. 2.13).
O chamamento gratuito de Deus é todo eficaz e permanente. Ele não chama hoje para
dispensar amanhã os que atendem o Seu Chamado. O próprio Jesus salientou com
garantia: “E o que vem a Mim de MANEIRA NENHUMA o lançarei fora” (Jo 6.37)
porque a Vontade do Pai que O enviou “é esta: que nenhum de todos aqueles que Me
deu se perca, mas que o ressuscite no último dia” (Jo 6.39).
Em sendo Chamada eficaz, a salvação que abrange a regeneração, a santificação e a
glorificação (= salvação inicial, progressiva e final) é um todo, um bloco único.
Em sua Epístola aos Romanos Paulo nos apresenta a concatenação indissolúvel da
magnífica cadeia da salvação em seu desenvolvimento até ao seu clímax. “E sabemos
que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus,
daqueles que são CHAMADOS por Seu Decreto. Porque os que dantes conheceu
também os predestinou para serem conforme à imagem de Seu Filho, a fim de que Ele
seja o Primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, a estes também
CHAMOU; e aos que CHAMOU a estes também justificou; e aos que justificou a estes
também glorificou” (8.28-30). Quebrar-se-ia um dos elos desse glorioso encadeamento
de bênçãos se o salvo deixasse de perseverar.
Discorrendo acerca dessa Graça Preservadora que, ao se sinonimizar com a Chamada
Divina, fundamenta a perseverança do crente, em sua Primeira Epístola aos Coríntios,
o Apostolo declara: “Sempre dou graças ao meu Deus por vós pela GRAÇA de Deus
que vos foi dada em Jesus Cristo. Porque em TUDO fostes ENRIQUECIDOS nEle, em
toda a palavra e em todo o conhecimento (como foi mesmo o testemunho de Cristo
confirmado entre vós). DE MANEIRA QUE NENHUM DOM VOS FALTE, esperando
a Manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo, o Qual vos confirmará também até o
fim, para serdes irrepreensíveis no dia de nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é Deus, pelo
Qual fostes CHAMADOS para a Comunhão de Seu Filho Jesus Cristo nosso Senhor”
(1.4-9).
3º - Neste perseverar do crente Deus tem também o propósito de enaltecer a Sua
Graça. “Como também nos elegeu nEle (Jesus Cristo) antes da fundação do mundo,
para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dEle em amor; e nos predestinou
para filhos de adoção por Jesus Cristo, para Si mesmo, segundo o beneplácito de Sua
Vontade, para louvor e glória da Sua GRAÇA, pela qual nos fez agradáveis a Si no
Amado” (Ef 1.4-6). Sua Graça, pois, seria ineficaz e frustrar-se-ia a sua exaltação na
eventualidade da não perseverança do salvo.
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4º - Se Cristo com o Seu Sacrifício de Valor Infinito nos mereceu a Vida Eterna, com a
Sua Intercessão Ela a sustenta até à nossa perseverança final.
O Apóstolo Pedro, apesar de advertido pelo Senhor, caiu em hediondo pecado ao
negá-lO. Perseverou, contudo, na confiança em Jesus a demonstrar a eficácia
valiosíssima da Oração do Divino Intercessor: “Eu roguei por ti, para que a tua fé não
desfaleça...” (Lc 22.32). A perseverança do crente foi objeto de Sua Oração Sacerdotal
proferida no instante solene de Sua despedida ao encerrar a Ceia Pascal: “Pai Santo,
guarda em Teu Nome aqueles que Me deste, para que sejam um, assim como nós.
Estando Eu com eles no mundo, guardava-os em Teu Nome. Tenho guardado aqueles
que Tu Me deste, e nenhum deles se perdeu, senão o filho da perdição, para que a
Escritura se cumprisse” (Jo 17.11-12). Como Advogado perante o Pai (I Jo 2.1) Jesus
prossegue a Sua Intercessão a fim de, perseverando sejam os crentes “irrepreensíveis
no dia de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Co 1.8).
Conquanto seja a nossa perseverança o prisma humano da salvação, depende ela por
esses quatro motivos da Graça Divina porque “tendo por certo isto mesmo”,
consoante o ensino de Paulo Apóstolo, “que Aquele que começou em vós a boa obra a
aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo” (Fl 1.6).
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A PRESERVAÇÃO E PERSEVERANÇA DOS SANTOS
Perseverança é persistência, prosseguimento, continuação, constância, firmeza... Em
nosso caso é a permanência ou continuação efetiva no Evangelho até o fim da vida...
Perseverança e preservação na realidade se correlacionam. Se Deus preserva, o salvo
persevera. É inquestionável!
O crente evangélico genuíno, verdadeiro, persevera, prossegue salvo até ao fim. Ou
em outras palavras, os que perseveram até ao fim são os crentes legítimos e
autênticos. Jamais cairão do estado de Graça. Persistem até ao final quando serão
salvos no sentido de entrar na posse da Bem-aventurança Eterna.
A primeira parte deste livro provou de sobejo e com argumentos irrespondíveis que o
salvo é salvo para sempre. O crente evangélico, renascido pelo Poder do Espírito
Santo, nunca se afastará ou poderá ser afastado totalmente de Cristo. É a própria
Palavra do Senhor Jesus que nos garante: “NUNCA hão de perecer, e NINGUÉM as
arrebatará da Minha Mão” (Jo 10.28; cf. Rm 8.1, 38-39).
A perseverança é decorrência da preservação divina. Não depende da vontade do
homem, mas da Graça Sustentadora de Deus.
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Eis a tese: A perseverança do crente é essencial à salvação pela Graça. Ou em outras
palavras: o crente jamais se afastará do domínio da Graça, mas com absoluta certeza
perseverará até o fim quando entrará no gozo da Bem-aventurança Celestial.

25 Ibid., p. 145-148.
26 Ibid, p. 141-142.
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Toda a vida cristã, desde o seu início com a regeneração e seu desenvolvimento, até o
momento da partida para a glória Bem-aventurada depende da Graça de Deus.
“...não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus” (Rm 9.16). “Pela Graça
sois salvos” (Ef 2.5, 8), é o ensino claro e categórico das Escrituras Sagradas em que se
pode incluir a conversão, a salvação progressiva ou santificação e a salvação final.
Esta salvação final que é a culminância da perseverança.
27


APÊNDICE:
LIVROS DE DR. ANÍBAL PEREIRA DOS REIS
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1. 666 – Apocalipse 13.18
2. A Besta do Apocalipse
3. A Bíblia Traída
4. A Ceia do Senhor: Livre ou Restrita?
5. A Grande Babilônia
6. A Guarda do Sábado
7. A Imagem da Besta
8. A Mãe das Prostituições
9. A Missa
10. A Segunda Bênção
11. A Senhora Aparecida
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12. A Senhora de Fátima; Outro conto do Vigário
13. A Verdadeira Igreja
14. A Virgem Maria
15. Anchieta: Santo ou Carrasco/
16. Aos “Cristãos” que não crêem na Divindade de Cristo
17. As Aventuras do Cardeal
18. As Visões de Daniel
19. Carta ao “Papa” João Paulo II
20. Cartas a uma Noiva
21. Católicos Carismáticos e Pentecostais Católicos
22. Católicos Pentecostais? Essa não!!!
23. Crente, Leia a Bíblia
24. Cristo é assim; salva até padre
25. Cristo? Sim! Padre? Não!!!
26. E o que os Padres Estão fazendo?
27. Essas Bíblia Católicas!!!
28. Este padre escapou das garras do Papa (autobiografia)
29. Jesus e o Divórcio

27 Ibid., p. 145.
28 Lista de algumas de suas principais obras, em ordem alfabética. Algumas dessas obras podem ser adquiridas
em: http://www.desafiodasseitas.org.br/Edicoes-Cristas/ex-padre-anibal.htm
29 Cf online: http://www.nossoblog.com.br/arquivos/emailsparamimcristao1117079731.doc e
http://www.desafiodasseitas.org.br/jornal/ds19-p4.htm
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30. Meus Graves Pecados de Padre
31. Milagres e Cura Divina
32. O Cardeal Agnelo Rossi Desmascara o Ecumenismo
33. O Crente e o seu Pastor
34. O Crente Pode Perder a Salvação?
35. O Cristão e o seu Corpo
36. O Diabo
37. O Ecumenismo e os Batistas
38. O Ecumenismo: Seus Objetivos e seus Métodos
39. O Mais Importante sinal da Volta de Cristo
40. O Padre cria em Jesus, mas não era salvo
41. O Papa escravizará os Cristãos?
42. O Santo que Anchieta matou
43. O Seqüestro do “Papa” João Paulo II
44. O Sinal da Besta
45. O Vaticano e a Bíblia
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46. Os Cursilhos de Cristandade por dentro
47. Os Pentecostais e o Pentecostes
48. Pedro nunca foi Papa; nem o papa é vigário de Cristo
49. Poder-se-á confiar nos padres?
50. Serão Boas todas as Religiões?
51. Teologia da Libertação - Vol 1
52. Teologia da Libertação – Vol 2
53. Torturas e Torturados
54. Um Padre Liberto da Escravidão do Papa



30 Cf. online: http://www.cacp.org.br/cat-tradicao-tess.htm