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FICHA TÉCNICA




























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Índice
Introdução ..................................................................................................................... 5
Objetivos ....................................................................................................................... 5
Benefícios ..................................................................................................................... 5
Condições de utilização ................................................................................................ 5
Prestação de cuidados básicos .................................................................................... 6
O envelhecimento da população ............................................................................... 6
Promoção da qualidade de vida – metas da OMS ........................................................ 6
Envelhecimento físico e envelhecimento psicológico .................................................... 7
Agente de geriatria ....................................................................................................... 8
Características inerentes ao agente de geriatria ....................................................... 8
Competências específicas ........................................................................................ 9
Relações humanas ................................................................................................... 9
Características de um Agente de Geriatria .............................................................. 10
Cuidados a ter em consideração ............................................................................. 10
Higiene pessoal .................................................................................................. 10
Apresentação pessoal ......................................................................................... 11
A linguagem ........................................................................................................ 11
Atitude ................................................................................................................. 12
Principais Atitudes a evitar: ..................................................................................... 12
Processos de comunicação e observação .................................................................. 13
Características da comunicação e observação ....................................................... 13
Comunicação ...................................................................................................... 13
Recomendações para uma boa comunicação com o idoso ................................. 13
Elementos do processo de comunicação ................................................................ 14
Princípios da observação ........................................................................................ 15
Observação Participante ..................................................................................... 15
Observação Não Participante.............................................................................. 16
Princípios éticos a ter em conta na realização de uma observação .................... 16
Jogos e simulações ................................................................................................ 16
Reflexão sobre a pessoa idosa ............................................................................... 17
O conforto da pessoa idosa ........................................................................................ 18
Sono e repouso....................................................................................................... 18



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Cama simples e cama articulada ............................................................................ 20
Bibliografia .................................................................................................................. 22




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Introdução
O envelhecimento faz parte natural do ciclo da vida. É, pois, desejável que constitua
uma oportunidade para viver de forma saudável, autónoma e independente, o maior
tempo possível.
O envelhecimento deve ser pensado ao longo da vida. O ideal é, desde cedo, ter uma
atitude preventiva e promotora da saúde e da autonomia na velhice. No entanto,
existem ainda muitos preconceitos em relação à velhice, que fazem com que esta fase
de vida seja muitas vezes marcada pelo medo e não-aceitação, tanto pelo idoso em si
como por quem o rodeia.
Torna-se assim urgente compreender o processo de envelhecimento, perceber como
os idosos lidam com ele, de forma a melhorar as nossas práticas e promover um
envelhecimento ativo, com qualidade de vida. O agente de geriatria destaca-se neste
quadro como tendo um papel fundamental e importantíssimo na promoção da
qualidade de vida dos idosos.
Objetivos
Este manual constitui um guia de aprendizagem para os formandos da Ufcd 3538 -
Saúde da Pessoa Idosa, de forma a facilitar a compreensão e operacionalização dos
conteúdos específicos estabelecidos no referencial da Ufcd.
Benefícios
Este manual representa a sistematização e organização de um conjunto de materiais
didático-pedagógicos, atividades e propostas de trabalho, e textos de apoio e suporte
à exploração dos conteúdos do módulo, e, portanto, constitui um instrumento de
orientação pedagógica para o formador, com benefícios para os formandos da Ufcd ao
nível da coerência e estruturação das matérias.
Condições de utilização
Este Manual será disponibilizado, parcial ou integralmente, aos formandos da Ufcd
3538 - Saúde da Pessoa Idosa, ministrado pela Welltrainning, Formação Consultoria
e Projetos, Lda. e servirá para acompanhamento das sessões da Ufcd.






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Prestação de cuidados básicos
O envelhecimento da população
Envelhecimento define-se como sendo um processo de diminuição orgânica e
funcional, não decorrente de acidente ou doença, que acontece inevitavelmente com o
passar do tempo. É um processo universal, caracterizado por um conjunto complexo
de fatores fisiológicos, psicológicos e sociais, diferentes em cada individuo, mas pelo
qual todos passam.
Envelhecimento Da Sociedade
Foi sobretudo a partir da segunda metade do séc. XX que emergiu um novo fenómeno
nas sociedades desenvolvidas – o envelhecimento demográfico, ou seja, o aumento
significativo do número de pessoas idosas. Com isto surgiu a necessidade a nível
internacional, de caracterizar o fenómeno, de repensar o papel e o valor da pessoa
idosa, os seus direitos e as responsabilidades do Estado e da sociedade para com
este grupo específico da população.
“ A expansão do envelhecer não é um problema. É sim uma das maiores conquistas
da humanidade. O que é necessário é traçarem-se políticas ajustadas para envelhecer
são, autónomo, ativo e plenamente integrado. A não se fazerem reformas radicais,
teremos em mãos uma bomba relógio a explodir a qualquer altura.”
(Koffi Anan, 2002)
Envelhecimento Em Portugal
Segundo o Instituto Nacional de Estatística, o abrandamento do crescimento
populacional no nosso país mantém-se, assim como a tendência do envelhecimento
demográfico (como resultado do declínio da fecundidade e do aumento da
longevidade). Segundo a mesma fonte a população residente em Portugal a 31 de
Dezembro de 2007 era composta por 15.3 % de jovens (com menos 15 anos de
idade), 17,4 % de idosos (com 65 e mais anos) e 67,2 % da população em idade ativa
(dos 15 aos 64 anos). A relação entre o número de idosos e de jovens traduz-se num
índice de envelhecimento de 114 idosos por cada 100 jovens.
O facto de se viver mais anos significa então que esses anos podem trazer uma maior
vulnerabilidade, em termos familiares, sociais e económicos. No entanto, não tem de
ser assim. O aumento do número de pessoas idosas poderá não ser um problema
social se tivermos outra forma de encarar a velhice.
Neste âmbito, é importante distinguir envelhecimento primário de envelhecimento
secundário
 Envelhecimento Primário – processo de envelhecimento normal.
 Envelhecimento Secundário – aparecimento com a idade, de lesões
patológicas muitas vezes múltiplas, que se mantêm potencialmente
reversíveis.
Promoção da qualidade de vida – metas da OMS
A Organização Mundial de Saúde (O.M.S), é uma agência Internacional sita em
Genève e especializada na saúde e na promoção da qualidade de vida.



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Objetivo:
Desenvolver ao máximo o nível de saúde e de qualidade de vida de todos os povos.
Entende por qualidade de vida, a perceção individual da posição na vida, no contexto
do sistema cultural e de valores em que as pessoas vivem e relacionada com os seus
objetivos, expectativas, normas e preocupações.
A O.M.S. faz uma abordagem mais global de saúde, reconhecendo que esta é
influenciada por mais fatores do que a simples ausência de doença.
Assim ao envelhecimento saudável complementa-o com o chamado envelhecimento
ativo, mais amplo e abrangente e que tem em consideração que, alem dos cuidados
de saúde, existem fatores que determinam a forma como envelhecemos.
O envelhecimento ativo pode então traduzir-se num envelhecimento saudável com
qualidade de vida
Três formas de envelhecimento:
1. Normal: quando não é afetado por doenças sérias, físicas ou psíquicas
2. Patológico: quando é afetado por doenças serias, físicas e/ou psíquicas
3. Bem-sucedido: quando ocorre em situações favoráveis, que permitem
um bom desenvolvimento físico e psicológico, com qualidade de vida.
Metas estabelecidas pela O.M.S para a Promoção de um envelhecimento ativo:
- Implementar legislações específicas contra a descriminação de idosos na educação,
trabalho e serviços de saúde;
- Educar as pessoas quanto ao estereótipo errado que se tem em relação aos idosos;
- Desenvolver junto com os idosos programas de saúde preventivo, tais como:
atividades recreativas e espirituais, relações interpessoais, um desenvolvimento
interpessoal e um bem-estar físico.
Envelhecimento físico e envelhecimento psicológico
Envelhecer pode ter muitos significados:
 Crescer em anos
 Tornar-se mais velho
 Diminuição das Capacidades
 Já ter vivido muito tempo
 (…)
“ Idoso não é velho, mas sim uma pessoa vivida”
Desta forma segundo Costa (1998) envelhecer pode ser analisado em quatro
perspetivas:
Idade Cronológica: Determinada pelo calendário, pelo passar do tempo;
Idade Biológica: Posição atual da pessoa no seu ciclo de vida e que pode não
coincidir com a idade cronológica (capacidades do individuo);
Idade Social: Refere-se aos papéis e hábitos das pessoas em relação com o seu
grupo social;



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Idade Psicológica: Capacidade de se adaptar ao meio ambiente. Envolve o uso da
memória, inteligência e sentimentos.
A noção de velhice, surge assim, duma construção social conforme cada sociedade.
Pode-se então afirmar que envelhecer é um processo dinâmico, normalmente lento e
progressivo mas individual e variável.
No entanto para o acompanhamento de um envelhecimento saudável é necessário
salientar a importância de dois grandes fatores:
Envelhecimento Físico: consiste na perda progressiva da capacidade funcional do
corpo para se renovar (queda e embranquecimento do cabelo, aparecimento de rugas,
diminuição do crescimento das unhas…)
Biologicamente, todos envelhecemos de forma diferente. As alterações físicas e
intelectuais que ocorrem com o envelhecimento variam de pessoa para pessoa, e
dependendo das suas características genéticas e de fatores adquiridos ao longo da
vida, tais como: hábitos, stress, alimentação saudável, prática de desporto. Repouso,

Envelhecimento Psicológico: Tem a ver com as transformações dos processos
sensoriais e afetivos. As alterações físicas provocadas pelo processo de
envelhecimento causam muitas vezes um grande impacto a nível psicológico,
modificando a imagem que o idoso tem de si próprio e determinando o seu
ajustamento no meio que o envolve. Surgem assim frequentemente sentimentos de
depressão, de baixa autoestima, sensação de inutilidade, alterações de humor, que,
não estando necessariamente ligadas ao processo de envelhecimento físico, acabam
por surgir a ele associadas.
Muitas vezes os problemas psicológicos das pessoas idosas passam
despercebidos. Os sintomas são facilmente descritos como “fazendo parte do
processo de envelhecimento”. Os idosos muitas vezes não pedem ajuda com o medo
de serem estigmatizados ou ridicularizados. No entanto, a velhice não muda a nossa
personalidade de uma forma repentina e problemas psicológicos podem acontecer em
qualquer fase da vida. É a maneira como vivemos o envelhecimento e como
abordamos a velhice que nos leva a mudar, tal como fizemos noutros períodos da
nossa vida, para manter o equilíbrio entre as nossas exigências e as do meio
ambiente.
O envelhecimento faz parte do ciclo natural da vida. Devemos proporcionar aos
idosos oportunidades para o viverem de forma autónoma, saudável e independente o
maior tempo possível. Acrescentando anos à vida, mas também vida aos anos.
Agente de geriatria
Características inerentes ao agente de geriatria
Agente de Geriatria é o profissional que, no respeito pelas normas do ambiente,
higiene e segurança, garante o equilíbrio pessoal e institucional no relacionamento
interpessoal do dia –a – dia com idosos e outros profissionais, complementando o
cuidado do idoso nas suas vertentes física, mental, social e espiritual.



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Competências específicas
 Cuidar e vigiar idosos, selecionando e realizando atividades de
animação/ocupação com os mesmos, em contexto institucional e/ou no
seu próprio domicilio;
 Zelar pelo bem-estar do idoso, pelo cumprimento das prescrições de
saúde e dos cuidados de higiene.
Aquele que presta cuidados ao idoso, chamado cuidador, pode ou não ter vínculo
familiar.
Existem 2 tipos de cuidadores:
a) Formal: Agente de geriatria
b) Informal
O cuidador Formal é um profissional preparado numa instituição de ensino para
prestar cuidados.
Relações humanas
A finalidade que se pretende atingir ao longo da relação de ajuda com o idoso é a
integração máxima da experiencia que ele vive como individuo, durante uma etapa
única da sua vida.
Para bem compreendermos a importância da relação de ajuda é necessário reavaliar
certos aspetos do comportamento humano, no contexto do envelhecimento.
Estabelecer uma relação de ajuda com um idoso não representa necessariamente
uma solução para todos os seus problemas, mas, pode ajudá-lo a desenvolver
capacidades para que ele possa enfrentá-los e adaptar-se a eles.
A Motivação é a base. Muitas vezes é difícil avaliar a motivação do idoso. Como todo
o ser humano ele tenta satisfazer as suas necessidades mesmo que estas nem
sempre sejam evidentes. É portanto essencial que haja um ajustamento entre os
objetivos do cliente e do profissional de saúde.
A relação interpessoal com o idoso diminui também o sentimento de solidão e de
isolamento tão frequente naqueles que têm vários problemas de saúde.
Elementos essenciais para conseguir uma boa relação:
Estabelecer objetivos realistas – Ser capaz de demonstrar afeto e compreensão ao
idoso e de discutir com ele assuntos difíceis, mantendo uma visão realista dos
mesmos
Avaliar a perda de Capacidades
Prestar uma atenção particular aos problemas físicos - Muitas vezes é na resposta
a um pedido de ajuda a nível de necessidades físicas que esta relação se aprofunda.
É essencial perceber que, muitas vezes por detrás destas queixas e perturbações
aparentes se escondem outros problemas, por vezes mais graves, como a ansiedade,
a solidão, a diminuição de auto – estima. Muitas vezes, uma queixa de uma dor pode
ser uma chamada de atenção
Observar o comportamento não-verbal – Gestos, expressões faciais, tom de voz,



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entoação, tremura, sinais de cansaço, podem ser indicadores mais importantes que as
palavras que muitas vezes não se chegam a dizer
Facilitar uma Comunicação de qualidade elevada
Demonstrar calor humano, numa atitude humilde e de aprendizagem recíproca
Os idosos muitas vezes chegam a esta fase da vida sem parentes ou amigos
próximos. Através do diálogo, escuta ativa, toque e demonstrações de carinho e afeto
é possível ajuda-los a melhor se adaptarem as suas novas condições de vida.
Características de um Agente de Geriatria
 Maturidade e capacidade de adaptação;
 Empatia e sensibilidade (conseguir colocar-se no lugar do idoso para
melhor compreender o que ele sente, aceitá-lo e respeitá-lo);
 Dedicação e vocação;
 Amor pelos outros;
 Objetividade e Espírito Critico;
 Sentido Social e Comunitário (trabalhar de forma a manter os idosos no
máximo de autonomia, evitando as atitudes sociais negativas);
 Flexibilidade e Polivalência (ser capaz de se adaptar ao ritmo do idoso e
trabalhar em parceria com outros profissionais de saúde);
 Criatividade;
Cuidados a ter em consideração
Higiene pessoal
Para uma prestação adequada e segura aos idosos, é necessário ter em conta alguns
aspetos relativos á higiene e apresentação pessoal do prestador de cuidados.
Higiene Corporal
 Banho Diário
 Cabelos Limpos e bem escovados protegidos por redes ou toucas
 Unhas curtas, limpas e sem verniz
 Boca e Dentes com a devida higiene
 Uso de desodorizante sem cheiro ou com cheiro suave. Evitar perfumes
 Mãos sempre lavadas e após qualquer atividade lava-las novamente
Vestuário
 Manter os Uniformes e os aventais conservados e limpos
 Trocar de Uniforme diariamente
 Usar calçado adequado ao desempenho das suas funções e sempre em
boas condições de higiene e conservação. Usado unicamente no local
de trabalho
 Uso diário de toucas ou redes bem como de luvas para qualquer tipo de
atividade
 Uso de mascaras



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Apresentação pessoal
A apresentação pessoal é formada por um conjunto de vários fatores que quando
devidamente coordenados dão o que normalmente se chama de equilíbrio, ou seja,
uma aparência agradável, distinta e discreta.
Assim sendo a aparência geral das pessoas no trabalho é da maior importância,
principalmente se nele se é obrigado a lidar com o público.
As vezes, faz-se necessário usar determinados tipos de roupas e/ou tomar certas
atitudes que não estão de acordo com o gosto pessoal, nem com o temperamento,
porém no trabalho existe a obrigação de se assumir por completo a imagem da nossa
profissão
Para se obter esse equilíbrio é necessário levar-se em consideração cinco fatores
importantes:
 Postura Correta
 Asseio Pessoal
 Roupas adequadas para a ocasião ou apresentação
 Coordenação de atitudes e gestos
 Boas maneiras
“A Imagem é a primeira ferramenta de trabalho”
A linguagem
A comunicação é fundamental nas relações pessoais, empresariais e educacionais.
Pode ser feita de várias maneiras, entretanto só existe realmente entendimento
quando uma mensagem é recebida com o mesmo sentido com o qual ela foi
transmitida.
A comunicação não é somente a linguagem verbal. Ela é feita em grande parte pela
linguagem não-verbal. No entanto quer seja verbal ou não verbal o importante é que
uma esteja em concordância com a outra, de forma a que a comunicação seja um
processo completo e coerente.
 Linguagem Verbal – Compõem-se de palavras e frases
 Linguagem não-verbal – Constituída por elementos como os gestos,
tom de voz, postura corporal etc.
Com os idosos temos que ter um cuidado acrescido, já que com o processo de
envelhecimento muitas pessoas começam a sentir dificuldades na comunicação.
Alguns idosos apresentam maiores modificações na fala, outros na audição, enquanto
outros sentem dificuldades no uso social da linguagem, na fluência, no vocabulário.
Alguns cuidados a ter com a linguagem
 Utilizar sempre frases simples, claras e afirmativas:
 Conhecer o vocabulário utilizado pelo idoso, para evitar usar palavras
que ele não conheça;
 Repetir as frases as vezes que forem necessárias;
 Falar sem gritar, de maneira pausada e calma;



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 Ouvir o idoso com paciência, respeitando o seu ritmo de resposta e não
o interrompendo;
 Respeitar as características próprias do idoso e valorizar a sua
experiencia;
 Ser amável, paciente e atencioso;
 Evitar expressões do tipo autoritário como “deve”, “não deve”, “faça”,
“não faça”
 Evitar expressões infantis do tipo “queriducha”, “amor”, “avozinha”, que
despersonalizam e inferiorizam o idoso.
Atitude
As nossas atitudes para com os outros podem afetar as nossas escolhas e influenciar
o nosso comportamento. Assim as nossas atitudes e os nossos comportamentos
devem envolver sempre três tipos de respeito:
 Respeito por nos próprios (exprimindo aquilo que pensamos, sentimos e
necessitamos, defendendo sempre os nossos direitos)
 Respeito pelos outros (devemos ter em conta e respeitar os
pensamentos sentimentos e necessidades dos outros)
 Respeito pelas regras que nos são impostas ao longo do dia e na nossa
profissão.
Todos nós temos diferentes crenças e valores, adquiridos ao longo da vida, que
podem influenciar as atitudes que assumimos em relação à velhice. É importante
estarmos conscientes delas, para poder combater atitudes negativas e trabalhar
atitudes positivas.
As atitudes da sociedade face a velhice e aos idosos são sobretudo negativas,
tornando-se em grande parte responsáveis pela imagem que eles têm de si próprios.
Vê-se a velhice como uma doença incurável, como um declínio inevitável, em que as
ações que o podem prevenir estão desde logo condenadas ao fracasso.
Principais Atitudes a evitar:
Gerontismo: é a noção de que as pessoas deixam de ser pessoas, deixam de ser as
mesmas pessoas ou tornam-se pessoas do tipo diferente ou inferior, e virtude de
terem vivido um número específico de anos.
Gerontofobia: é o medo irracional de tudo o que se relaciona com o envelhecimento e
a velhice. Pode levar a um bloqueio afetivo que provoca desdém e resistência em
relação ao envelhecimento.
Agismo: refere-se a todas as formas de discriminação com base na idade.
Infantilização: é o tratar o idoso como uma criança (uso de diminutivos, tratamento
por tu…). É uma atitude que pode ser motivada pelo carinho, mas que traduz
discriminação, sobretudo quando os idosos estão a perder autonomia e a sua
dependência é grande.
Imposição de cuidados e intimidação: muitas vezes funciona como uma forma,



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consciente ou inconsciente, de controlar os idosos. Para o fazer, usam-se ameaças,
gestos reprovadores ou brincadeiras que os humilham e ridicularizam.
É urgente refletir sobre estas atitudes e aprender a reconhece-las, para as poder
combater. É essencial adotar uma atitude positiva e aberta em relação ao
envelhecimento, livre de mitos e estereótipos, encarando cada idoso como um ser
único e especial e promovendo o sentimento de que a vida é boa, e merece ser vivida
em qualquer idade.
Processos de comunicação e observação
Características da comunicação e observação
Comunicação
A comunicação humana é um processo que envolve a troca de informação e utiliza os
sistemas simbólicos como suporte para este fim. Está envolvido neste processo uma
infinidade de maneiras de se comunicar.
Tipos de comunicação
Existem diversos meios de que o homem se serve para comunicar. Todos os sinais
que se empregam para indicar sentimentos e atitudes são excelentes meios de
comunicação. O seu emprego associado à palavra, é normalmente muito eficaz para
transmitir a intenção do comunicado.
Comunicação Verbal: “ aquilo que se diz”, palavras ou frases escritas ou faladas.
 Verbal Escrita – livros, cartazes, jornais, cartas, telegramas
 Verbal Oral – diálogo entre duas pessoas, rádio, televisão, telefone, etc.
Comunicação Não-verbal: processa-se através de “gestos, posturas, expressões
faciais, utilizações de voz, contacto visual, etc.
Uma boa comunicação com os idosos é fundamental para os conduzir a uma melhoria
da sua qualidade de vida, já que se constitui como uma necessidade básica do ser
humano.
Recomendações para uma boa comunicação com o idoso
- Utilizar sempre frases simples, claras e afirmativas;
- Conhecer o vocabulário utilizado pelo idoso;
- Evitar fazer discursos ou ficar falando sozinho durante muito tempo;
- Falar sem gritar, de maneira pausada e calma, sem ser muito lento;
- Ouvir o idoso com paciência, respeitando seu ritmo de resposta;
- Falar de frente de forma que o idoso possa ler seus lábios;
- Evitar comunicar-se em ambientes barulhentos;
- Respeitar o idoso com suas características pessoais;
- Valorizar a experiência do idoso;
- Ser amável, paciente e atencioso;



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Todos os nossos comportamentos transmitem mensagens, podendo facilitar ou
dificultar a comunicação. É essencial ter sempre presente que, se as palavras não
coincidem com os gestos, o idoso terá sempre em mais atenção os gestos.
É também fundamental ter em conta que o toque constitui um meio de comunicação
tão importante quanto a linguagem corporal e a palavra. A necessidade de tocar e ser
tocado persiste ao longo da vida e costuma intensificar-se na velhice. O toque afetivo
acalma, tranquiliza, demonstra interesse e aceitação, traz uma sensação de confiança.
Observação
Observar consiste num processo de recolha de dados e informações e posterior
tomada de decisões. No contexto do trabalho com idosos, é extremamente importante,
já que permite observar situações, pessoas, comportamentos, para depois poder
intervir nos mesmos e assim melhorar a sua qualidade de vida.
Observar não é o mesmo que ver. Para ver, basta olhar. Para observar, não basta ter
os olhos abertos. É preciso olhar, é preciso querer ver. Quando observamos algo,
temos uma finalidade, um objetivo. Usamos estratégias adequadas para recolher
informações que conduzam aos objetivos que nos propusemos. Ser capaz de observar
ajuda-nos a intervir numa dada realidade, de uma forma fundamentada.
Elementos do processo de comunicação

EMISSOR Emite e transmite a mensagem
MENSAGEM Conjunto de informações transmitidas
CODIFICAÇÃO Capacidade de construir mensagens segundo um código
compreendido pelo emissor e recetor
MEIO Suporte onde a mensagem é levada do emissor para o recetor
CONTEXTO Conjunto de variáveis que rodeia e influenciam a situação de
comunicação
RECEPTOR Aquele que recebe a mensagem
CODIGO Conjunto de elementos com significado aceites pelo emissor e
recetor
DESCODIFICAÇÃO Capacidade de interpretar a mensagem
CANAL Via de circulação da mensagem
FEED BACK Informação de retorno que permite ajustar a mensagem

No contexto de trabalho, o agente de geriatria depara-se muitas vezes com pessoas
com dificuldades de comunicação: podem ter uma língua materna diferente, ter
perdido a visão, a audição ou a capacidade de falar, estar impossibilitados de usar
linguagem corporal.
A atenção que damos a estas pessoas e o facto de valorizarmos o que dizem e



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correspondermos aos seus esforços de comunicação serve de exemplo aos outros
residentes. Todos têm o direito de ser ouvidos, mas também o dever de ajudar os
outros a expressarem-se. Uma boa comunicação transmite serenidade, segurança e
diminui os riscos de conflito.
Quando a capacidade de comunicação do idoso esta alterada há que ajudá-lo a viver
com o seu problema e mostrar-lhe uma forma de comunicar que lhe permita fazer-se
compreender pela maioria das pessoas.
Princípios da observação
Para quê observar? Observa-se para poder intervir na realidade de uma forma
fundamentada, para descobrir novos aspetos de um problema e para verificação
correta da ocorrência de um determinado fenómeno.
Existem 2 tipos de Observação: Observação Participante e Observação Não
Participante
Observação Participante
 Consiste na participação real do pesquisador na vida da comunidade, do
grupo ou de uma situação determinada;

 O observador assume, pelo menos ate certo ponto o papel de membro
do grupo;
 Daí se dizer que por meio da observação participante se pode chegar ao
conhecimento da vida de um grupo a partir do interior do mesmo.
Pode ser de 2 formas distintas:
a) Natural (quando o observador é parte do grupo que investiga)
b) Artificial (quando o observador se integra ao grupo com o objetivo de realizar a
investigação).
* Vantagens de Observação Participante:
 Facilita o rápido acesso a dados sobre situações habituais em que os
membros das comunidades se encontram envolvidos;
 Possibilita o acesso a dados que a comunidade ou grupo considera de
domínio privado;
 Possibilita captar as palavras de esclarecimento que acompanham os
comportamentos observados
* Desvantagens de Observação Participante:
 Pode significar uma visão parcial do objeto estudado;
 Desconfiança do grupo investigado em relação ao pesquisador



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Observação Não Participante
 O observador não esta diretamente envolvido na situação a observar,
isto é, não interage nem afeta de modo intencional o objeto de
observação;
 Os sujeitos não sabem que estão a ser observados
* Vantagens da Observação Não Participante
 Observa-se uma situação como ela realmente ocorre, sem existir
qualquer interferência do investigador;
* Desvantagens da Observação Não Participante
 Nem sempre são fáceis de realizar
 Não se tem acesso a dados que poderão ser importantes.
Princípios éticos a ter em conta na realização de uma observação
 Informar os participantes dos aspetos da observação
 Aceitar a decisão dos participantes não quererem colaborar ou desistirem
 Informá-los dos resultados da observação
 Garantir a confidencialidade da informação obtida, salvo a pessoas que não
se opuseram
Jogos e simulações
Uma forma privilegiada para comunicar com o idoso passa pela atividade lúdica, daí
esta ser tão importante no relacionamento com eles. Os jogos tornam a vida dos
idosos mais ativa, estimulam a sua imaginação e criatividade, melhoram as suas
relações e comunicação com os outros, permitem libertar tensões, desenvolvem a sua
personalidade e estimulam a sua autonomia. Permitem-lhes também desempenhar um
papel social (por vezes, mesmo reativar antigos papeis). Atuam assim em todos os
campos de desenvolvimento da qualidade de vida das pessoas mais velhas, sendo um
estímulo permanente às suas vidas mental, física e afetiva.
Na maioria dos lares para idosos, a vida destes é bastante pobre no que respeita a
acontecimentos de vida, pelo que esta dimensão se torna essencial. No entanto, este
tipo de atividades é muitas vezes o “parente pobre” da lista de prioridades das
instituições, que dirigem principalmente os seus recursos para a saúde, higiene e
alimentação. A animação costuma ser considerada secundária e sem grande utilidade.
A maioria das instituições limita-se a fazer alguns passeios, festas e comemorar os
aniversários dos idosos.
Exemplos de atividades de animação para o idoso
* Animação Física ou motora (animação motora sensorial)
(ginástica, dança, caminhadas, motricidade fina, e grossa, etc.)
* Animação Cognitiva ou mental
(jogos de atenção, memoria, linguagem, compreensão)



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* Animação através de expressão plástica
(pintura, bordados, escultura, desenho, etc.)
* Animação através da comunicação e da expressão
(teatro, musica, expressão dramática, escrita, fotografia, etc.)
* Animação promotora do desenvolvimento pessoal e social
(autoconhecimento, historias de vida, dinâmica de grupos, etc.)
* Animação Lúdica
(festas, passeios, rábulas, jogos de tabuleiro, etc.)
Antes da passagem à prática das diversas atividades acima descritas, ou outras que
se revelem adequadas às diferentes situações, é fundamental que seja realizada uma
avaliação psicológica e física de cada um dos indivíduos, no sentido de perceber quais
as capacidades reais de cada idoso relativamente a cada uma das atividades
propostas. É também importante tentar perceber do que eles gostam e o que querem
fazer e não desistir de trabalhar com eles, evitando no entanto, forçar a sua
participação ou insistir demasiado.
Reflexão sobre a pessoa idosa
A comunicação é assim uma dimensão essencial do trabalho do agente em geriatria.
No entanto, nem sempre lhe é dada a atenção devida, muitas vezes por falta do
tempo, ou porque se considera outro tipo de cuidados como prioritários, como é o caso
das rotinas de alimentação, higiene, saúde. É urgente para refletir naquilo que é
importante para os idosos, sendo que a comunicação e as relações humanas são para
eles necessidades básicas.
Na grande maioria das instituições, no entanto, valoriza-se acima de tudo o
cumprimento rígido das rotinas. Valoriza-se a competência para executar tarefas mais
ou menos sofisticadas, o que acaba muitas vezes por prejudicar a relação interpessoal
e a ajuda personalizada ao idoso. As rotinas que se têm que cumprir, num
determinado período de tempo, fazem muitas vezes com que o agente em geriatria
acabe por praticamente não prestar atenção ao idoso, tratando dele de uma forma
mecânica, quase sem interação e diálogo. Muitas vezes, ao prestar um cuidado de
saúde ou higiene, concentramo-nos apenas no próprio cuidado, no ato realizado, e
não na comunicação com o idoso, que pode facilmente ser esquecida por não parecer
necessária à prestação do cuidado. Demasiadas vezes os idosos são lavados em
silêncio, os medicamentos são dados em silencio, os alimentos são levados a boca em
silencio, esquecendo a pessoa que esta ali.
É importante refletir, já que falamos de gestos que não demoram mais que alguns
minutos, e que não representam tempo perdido mas sim tempo ganho, uma vez que
transmitem a idoso a mensagem de que ele é um ser humano, digno de interesse e
atenção, transmitindo-lhe uma sensação de segurança que lhe vai trazer descanso,
calma e acima de tudo, felicidade. Assim, o tempo dedicado às rotinas diárias deve ser
entendido como um momento privilegiado do cuidar, já que permite construir uma
relação com o idoso, através da partilha de sentimentos e vivências.



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O conforto da pessoa idosa
Sono e repouso
SONO
Sono, por definição, é um período de descanso para o corpo e a mente, durante o qual
a vontade e a consciência estão parcialmente ou completamente inibidas, e as
funções do organismo temporariamente suspensas.
Todos nos sentimos necessidade de dormir e repousar. Com o avançar da idade, no
entanto, a qualidade do sono vai-se alterando:
 Aos 6 meses: 14 – 15h/dia
 Aos 3 – 4 anos: 12h/dia
 Aos 10 – 12 anos: 10h/dia
 Na idade adulta dorme-se cerca de 7 – 8h/dia
 No envelhecimento dorme-se 5 -6h/dia
Dois factos importantes ocorrem nas fases do sono:
 Descanso e reparação do corpo;
 Reparação e reordenação da mente;
Outros Benefícios do Sono
 Estabiliza os níveis da respiração;
 Melhora a capacidade de memorização bem como a de organização da
nossa inteligência;
 Diminui a frequência cardíaca;
 Repara tecidos;
 Aumenta a produção de colagénio, a proteína responsável pela
elasticidade da pele e de melatonina, uma hormona responsável pela
regeneração das células;
 Relaxa todos os músculos;
 Descansa todos os órgãos do corpo
Um dos principais distúrbios do sono é a Insónia que se traduz na dificuldade em
adormecer ou em manter o sono, ou a sensação de que o sono que se teve foi
insuficiente. Insónia não é apenas não dormir ou dormir pouco. Há quem durma pouco
e não se queixe durante o dia. Falamos de insónia quando o dormir pouco tem
consequências negativas durante o dia: fadiga, cansaço fácil, ardência nos olhos,
irritabilidade, ansiedade, fobias, dificuldades de concentração, dificuldades de atenção
e memoria, mal-estar, sonolência, etc.
Sinais de Insónia
 Referentes ao tempo despendido na cama sem dormir;
 Dificuldade para reiniciar o sono;
 Menor duração do sono noturno;



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 Despertar pela manha mais cedo;
Fatores que podem contribuir para problemas de sono no Idoso
 Dor ou desconforto físico;
 Fatores Ambientais;
 Desconfortos emocionais;
 Ansiedade;
 Depressão;
 Falta ou excesso de alimentos ou líquidos à hora de deitar
 Alguns medicamentos podem afetar o padrão de sono;
 Álcool
Papel do Agente de Geriatria
 Para promover sono de qualidade no idoso tentar corrigir ou menorizar os
fatores referenciados;
 Deve também aconselhar os familiares
 Assegurar o conforto físico
o Identificar a dor e sua localização
o Quantificá-la, promover, medidas de alívio da dor, administrar
analgésico se tiver prescrito, verificar a sua eficácia;
o Colocar o idoso em posição confortável;
o Subir ou baixar a temperatura do quarto;
 Assegurar os fatores ambientais
o Eliminar quaisquer fontes de ruído;
o Evitar as sestas que desequilibram o ritmo sono/vigília;
o Evitar de ter relógio e televisão no quarto;
o Manter um horário regular: deitar e levantar a horas certas
ajuda a regularizar o relógio biológico;
o Comer alimentos leves;
o Não se deitar de estômago cheio;
o Antes de deitar, beber um copo de leite/ chá morno;
o Preparar a cama confortavelmente para o deitar;
o Manter o ambiente arejado e fresco;
o Evitar demasiada luminosidade no quarto;
 Assegurar o conforto emocional
o Questionar o idoso para saber qual a sua preocupação;
o Minimizar a situação;
o Dar apoio emocional;
o Aconselhar o doente, referenciá-lo a equipa de saúde;



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o Fazer reforço positivo
Acima de tudo, é essencial conhecer as causas das perturbações de sono de cada
pessoa em particular, para se poder intervir no problema e ajudar a ultrapassá-lo.
Cama simples e cama articulada
Algumas pessoas idosas encontram-se acamadas ou semi – acamadas, devido a
situações de saúde. É uma situação de dependência, que necessita da ajuda do
agente em geriatria.
Existem algumas medidas que facilitam a sua tarefa:
Espaço Físico
A cama ou camas existentes num quarto devem deixar espaço suficiente para que ele
se desloque e possa deslocar cadeiras de rodas e macas. O piso deve estar seco e
não deve ser de material escorregadio. A cama devera ficar afastada da parede, para
que se possa contorná-la facilmente.
Qualidade da Cama
Cama Articulada – a cama articulada é o ideal para estas situações. Pode ser
facilmente manobrada por qualquer pessoa para mudar o doente ou idoso acamado
de posição. Têm estrados com secções móveis, que permitem alternar a cama
articulada entre as posições de deitado, sentado e elevar as pernas, etc.
As camas Articuladas Manuais são manobradas com uma manivela. As camas
articuladas elétricas, têm um comando, que permite mudar a posição da cama
apenas pressionando um botão. As camas articuladas elétricas também podem
permitir regular a altura da cama para a mais conveniente.
Algumas características das Camas Articuladas:
 Ate 5 níveis ou planos de articulação, incluindo articulação para cabeça
servindo de almofada;
 Grades laterais de proteção;
 Mesas-de-cabeceira com ou sem gavetas e com ou sem suporte para
comer;
 Escadas;
 Colchões anti escaras;
 Suportes elevados para agarrar com a mão;
 Protetores para calcanhares e cotovelos;
A maioria dos idosos que recebe apoio domiciliário, não tem camas articuladas, mas
sim Camas Simples: são camas normais, que não dispõem de partes móveis. Este
tipo de cama torna o trabalho do agente de geriatria mais penoso, mas é possível
atenuar esta situação




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Cuidados a ter:
 Evitar colchões finos, lisos ou de água, pois dificultam a movimentação;
 O colchão deve estar suficientemente alto para que se consiga chegar à
pessoa acamada sem ter que se curvar muito;
 Quanto ao tamanho, uma cama de solteiro é o ideal, uma vez que permite
chegar mais perto da pessoa acamada. Se, no entanto, a cama for de
casal, deve pedir-se à pessoa em questão, se ela conseguir, para se
chegar para um dos lados na altura de prestar cuidados;
Um acamado deve ser mudado de posição, na cama, no mínimo de duas em duas
horas. Quando ele consegue colaborar, a atividade torna-se menos desgastante.

Uma pessoa acamada não deve ver a sua vida limitada ao quarto. Desde que não
ponha em risco a sua saúde, os idosos acamados que estão em lares devem ter a
possibilidade de aceder à sala de estar e a todos os espaços que lhe permitam o
contacto social com os outros residentes e o acesso a atividades. Em casa deveria
acontecer o mesmo.





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Bibliografia

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Idade, Rio de Janeiro, 2002
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Artes Médica Sul, Rio de Janeiro, 1998
Gineste, Yves, Pellisier, Jerôme, Humanitude – Cuidar e compreender a Velhice,
Instituto Piaget, Paris, 2007
Jacob, Luís, Animação de Idosos, Cadernos Socialgest nº4 – 2007
Saldanha, Assuero Luiz, Caldas, Célia Pereira (org), A saúde do idoso – a arte de
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