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Antigo modelo de madeira com mapa dos meridianos

Desde os primórdios de nossa evolução que entendemos que a doença não aparece do
nada. Xamãs e Pajés nos explicavam (e muitos ainda explicam) que doenças são oras
de esp!ritos malé"icos ou retriuição de alguma "orma de divindade pelos nossos erros.
Durante a evolução desse pensamento a #edicina $radicional %&inesa (#$% '
Acupuntura) e a #edicina (cidental (Alop)tica*+aseada em ,vid-ncias) tomaram
rumos muito distintos.
,nquanto as etiologias da #$% estão imut)veis &) mais de ./// anos0 a #edicina
(cidental est) em uma constante usca por novos e mais re"inados métodos para
entendermos da onde vem nossas doenças.
MEDICINA OCIDENTAL
1oje saemos que a antiga teoria de que 2doença vem de "ora3 não é tão mais correta.
Por mais elaorado que seja o microscópio0 muitas ve4es não conseguimos descorir
nen&um microrganismo (actéria0 "ungo0 parasita0 v!rus)0 que possamos culpar como
causador dessa ou daquela doença. Algumas ve4es é nosso próprio corpo que de uma
"orma ou de outra cria o "ator que est) nos "a4endo mal.
#uitas doenças que antes eram incur)veis estão sendo investigadas para se descorir de
que gene0 que cromossomo0 qual prote!na est) causando esse quadro. 5sso "oi uma
grande evolução e ajudou muito a entendermos o "uncionamento do nosso sistema
nervoso0 endócrino (&ormonal) e imunológico (de de"esa).
1oje existem pesquisas muito grandes e em patrocinadas em medicina do placeo (a
"amosa 2p!lula de aç6car3 que é dada como se "osse remédio de verdade e acaa
curando a pessoa de muitas doenças0 inclusive %7ncer) e a medicina som)tica (onde se
estudam as emoç8es e como isso pode levar a doenças). 9o entanto não são todos os
médicos que aceitam essas pesquisas e não são todas as doenças que podem ser
explicadas e curadas por esses modelos.
A maior limitação do modelo atual de #edicina +aseada em ,vid-ncias0 é que muitas
ve4es não se encontra nada para explicar de onde vem essa ou aquela doença. , acaa
se di4endo que a doença é 2idiop)tica3 que se tradu4 como 2sem causa3.
, se uma doença não tem causa0 "ica muito di"!cil trat)'la0 pois os es"orços de cientistas
e da ind6stria "armac-utica em geral "oi no sentido de ac&ar a causa e a 2cura3 para essa
causa espec!"ica.
MEDICINA TRADICIONAL CHINESA
,xistem apenas . "ormas de se "icar doente na #$%: 5nternas0 ,xternas e 9em
internas*9em ,xternas.
INTERNAS: ;ão as emoç8es. 9a #$% sempre se soue que as emoç8es são uma das
causas mais importantes de doenças. As %inco principais emoç8es prejudiciais são:
Melancolia/Tristeza ;
Medo/Ciúme ;
Raiva/r!stra"#o ;
Inconse$!%ncia/E&cesso de Ale'ria A(arente ;
)reoc!(a"#o/)ensamentos Recorrentes*
<ógico que cada um desses termos tem conotaç8es di"erentes para as di"erentes pessoas0
mas se em analisados todos nossos sentimentos negativos podem ser classi"icados em
uma dessas %inco %ategorias.
E+TERNAS, ;ão os "atores %lim)ticos. ( clima é sempre presente0 o corpo &umano se
relaciona com os "atores clim)ticos de maneira complexa. As causas %lim)ticas de
interesse são:
Sec!ra;
rio;
-ento;
Calor de -er#o;
.midade*
,sses "atores isolados ou em cominaç8es causam todo tipo de doença. =m >ento ?rio
pode causar desde #) Digestão até Paralisias ?aciais. =m %alor @mido pode causar
desde ,xcesso de ,spin&as e Alergias até 5n"lamaç8es e ?ur6nculos. , assim por diante.
NEM INTERNAS / NEM E+TERNAS, ,sse agrupamento é tudo o mais que possa
causar um desequil!rio. ,ngloa:
Alimenta"#o/
E&cesso de Tra0al1o/
E&cesso de Atividade 2sica /Mental / Se&!al
Tra!mas e Les3es
)arasitoses e o!tras altera"3es (or animais e (lantas*
5nteressante notar que nos textos antigos de #edicina %&inesa a maneira mais comum
de adoecermos era de ,tiologia ,xterna (clim)tica) e agora a maneira mais comum de
adoecermos passou para a 5nterna (emoç8es) e 9em 5nterna * 9em ,xterna (excesso de
traal&o0 estresse0 alimentação incorreta).
%om essa classi"icação a #$% consegue de maneira muito segura "a4er o tratamento de
doenças tão distintas como %7ncer e 2ola na garganta que soe e desce3.
Por isso que muitas ve4es as pessoas com a mesma queixa podem ter tratamentos muito
distintos e queixas distintas podem ter os tratamentos muito parecidos. ,x.: Dores de
garganta podem ser devido a invasão de ?rio ou de ;ecura e os tratamentos são
di"erentes. ,nquanto constipação e enxaqueca terem tratamentos muito parecidos.
( prolema com o modelo de #$% é que a individuali4ação é minuciosa0 isso não
c&ega a ser um prolema para o paciente0 mas quando vamos tentar uma terapia ou um
jeito de condu4ir o caso de um certo paciente não podemos nos asear em in"ormaç8es
sore pessoas que tiveram o mesmo sintoma no passado. , isso causa con"usão e uma
lentidão na evolução de novas modalidades terap-uticas. Além disso é essa a limitação
"undamental para que a #$% não consiga ser 2A//B %ient!"ica30 pois grandes grupos
de pessoas com o mesmo sintoma0 não necessariamente serão tratadas do mesmo jeito.
Acredito que a #edicina (cidental seja uma ótima compan&eira da #edicina
$radicional %&inesa pois sem uma estar!amos presos nas limitaç8es da outra0 e vice
versa.
A #edicina (cidental poderia se ene"iciar muito com a individuali4ação de cada caso
enquanto C #$% seria mais aceita se mais traal&os cient!"icos "ossem apresentados
comprovando sua e"ic)cia.
9ão acredito que nen&uma dessas soluç8es seja ")cil nem pratic)vel a curto pra4o com
as in"ormaç8es dispon!veis0 mas ac&o que talve4 em um "uturo não tão distante
possamos son&ar em uma medicina total0 sem essa divisão de (cidental e $radicional
%&inesa.
,xiste atualmente uma corrente dentro da #$% que quer a todo custo "a4er pesquisas o
mais 2%ient!"icas3 poss!vel0 desse modo dando alguma "orma de 2legitimação3 da #$%
perante a comunidade médica internacional.
,mora eu acredite que esse es"orço seja louv)vel0 não ac&o que c&egamos a um
modelo em que conseguimos 2randomi4ar3 os grupos de modo satis"atório ainda.
2Dandomi4ar3 é um termo para designar que o paciente que est) se sumetendo a um
certo tratamento experimental não sae se est) usando o medicamento de verdade ou
um placeo. 9as pesquisas mais modernas de #$% o que se "a4 é colocar agul&as em
locais onde 9E( existem pontos de acupuntura0 mas muita gente acredita que só o "ato
de inserir essas agul&as j) é um tipo de tratamento.
F) na #edicina (cidental existe um es"orço para se desligar do modo
+iológico*Determinista de classi"icar as doenças e suas causas e partir para o que em
#edicina da %omunidade est) se c&amando de modelo etiológico +io'Psico';ocio'
Amiental. #as como esse modelo ainda est) longe de estar 2testado e aprovado3 é uma
corrente muito incipiente ainda.
#esmo no nosso ;=; onde esse modelo seria de maior valor0 "ala'se muito nessa
questão0 mas na pr)tica os Pro"issionais da ;a6de em geral (#édicos0 ?isioterapeutas0
Psicólogos0 ,n"ermeiros0 Administradores de ;a6de e etcG) pensam muito pouco nesse
modelo e acaam usando o modelo +iológico*Determinista na maioria das tomadas de
decis8es.