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ESCOLA ESTADUAL MESSIAS PEDREIRO

MARIA EDUARDA ARANTES CASTRO







BRASÍLIA




UBERLÂNDIA
2014

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2º ano ―A”



Brasília





Trabalho de pesquisa sobre
Brasília, solicitado pela
disciplina de geografia.

Orientadora: Professora Maristela Correa
Borges







Uberlândia
2014
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SUMÁRIO

1-HISTÓRIA DA CONSTRUÇÃO DE BRASÍLIA------------------------4

2-ANÁLISE DE PROJETO URBANÍSTICO:PLANEJADO E
ATUAL-------------------------------------------------------------------------------9





















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1-HISTÓRIA DA CONSTRUÇÃO DE BRASÍLIA

Ainda no século XVIII, um engenheiro militar e cartógrafo genovês
chamado Francesco Tosi Colombina, a serviço da Coroa Portuguesa foi o
pioneiro no processo de interiorização da capital do Brasil elaborando o mapa
de Goiás e das capitanias ao redor. Já na segunda metade do mesmo século,
o déspota esclarecido português, Marques de Pombal "... pensa em erguer no
sertão uma cidade, não apenas Capital da Colônia, mas do Reino, a meio
caminho da África e das Índias, na rota das linhas vitais do seu
comércio".(Texto nº. I gravado nas paredes do Museu da Cidade).
Tiradentes e seus companheiros almejavam a mudança da capital para
São João Del Rey e o jornalista Hipólito José da Costa Pereira Furtado de
Mendonça, de um jornal clandestino, criticava o Rio de Janeiro- então capital-
alegando não ter "nenhuma das qualidades que se requerem na cidade, que
destina a ser a Capital do Império do Brasil".
José Bonifácio de Andrada e Silva sugeriu para a nova capital o nome
Brasília ou Petrópole. O padre italiano são João Bosco profetizou a respeito de
uma nova civilização, que nasceria situada entre os paralelos 15° e 20°, às
margens de um lago. Francisco Adolfo de Varnhagem, Antônio Franscisco de
Paula de Holanda Cavalcante de Albuquerque e inúmeros outros ministros,
historiadores e membros do governo do século XIX sonharam com a mudança
da capital do Brasil para o interior.
Após a proclamação da republica houve a promulgação da primeira
constituição, onde constavam as seguintes informações:
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DOS ESTADOS UNIDOS DO BRASIL
TÍTULO I
Da Organização Federal
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art 1º - A Nação brasileira adota como forma de Governo, sob o regime
representativo, a República Federativa, proclamada a 15 de novembro de
1889, e constitui-se, por união perpétua e indissolúvel das suas antigas
Províncias, em Estados Unidos do Brasil.
Art 2º - Cada uma das antigas Províncias formará um Estado e o antigo
Município Neutro constituirá o Distrito Federal, continuando a ser a Capital da
União, enquanto não se der execução ao disposto no artigo seguinte.
Art 3º - Fica pertencendo à União, no planalto central da República, uma
zona de 14.400 quilômetros quadrados, que será oportunamente demarcada
para nela estabeIecer-se a futura Capital federal.
Parágrafo único - Efetuada a mudança da Capital, o atual Distrito Federal
passará a constituir um Estado.

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Em 1892 o então Presidente da República, Floriano Peixoto, promove a
Comissão Exploradora do Planalto Central do Brasil, sob a chefia do astrônomo
do Imperial Observatório do Rio de Janeiro, Luiz Cruls, para estudar e
demarcar a área da futura Brasília. A comissão mapeou, catalogou e fotografou
grande parte do território onde hoje é o Planalto Central preparando a área
para ocupação. A Missão Cruls, foi entregue ao Ministro da Indústria, Viação e
Obras Públicas, possibilitando a edição do primeiro mapa indicando a região do
Planalto Central do Estado de Goiás, denominada "Quadrilátero Cruls" onde
viria a ser a capital.
No primeiro centenário da Independência do Brasil, durante o governo de
Epitácio Pessoa, a Pedra Fundamental foi lançada dando um início efetivo à
edificação da Nova Capital. No entanto, em seguida, houve o golpe militar de
Getúlio Vargas, que instituiu o estado novo não fazendo referencia à
transferência da Capital. Com a redemocratização brasileira devido aos
inúmeros conflitos internos a mudança da Capital para o Planalto Central é
incluída nas Disposições Transitórias da Constituição. No ano de 1953 a Lei
nº. 1803, que autoriza o governo a definir o sítio da nova Capital, em três anos
é sancionada e as circunstâncias políticas fazem com que o presidente Getúlio
Vargas reveja suas posições e nomeie nova comissão. Com o suicídio de
Vargas, em 24 de agosto, Café Filho-vice-presidente- assume a presidência e o
Sítio Castanho se torna área escolhida para sediar o novo Distrito Federal.
O candidato a presidência do Brasil Juscelino Kubitschek realizou um
comício em Jataí (GO) em que assumiu o compromisso de transferir a capital
do país para o planalto Central, caso fosse eleito.
No final de janeiro de 1956, Kubitschek assumiu o cargo da presidência
após empecilhos impostos pela UDN, tendo como vice-presidente o advogado
João Goulart ―Jango‖.
No dia 1º de fevereiro JK se reúne com toda a sua Assessoria,
Secretariado e Ministros de Estado com o intuito de criar Comissões para
cuidar de cada uma de suas Metas, inclusive de sua "Meta Síntese", a
construção da nova Capital do Brasil. Em março, criou a Companhia
Urbanizadora da Nova Capital(Novacap) tendo como presidente da companhia
o engenheiro Israel Pinheiro, como diretor técnico o arquiteto Oscar Niemeyer,
Roberto Burle Marx foi o responsável pelo paisagismo e a obra seria tocada por
Bernardo Saião e Ernesto Silva.Em abril a ―Mensagem de Anápolis‖ – como
ficou conhecida a lei referente a mudança de capital- foi enviada ao congresso
e teve como resultado a lei que delimitava o território novo alem de definir o
nome de Brasília e regulamentar a ação da Novacap. Israel Pinheiro da Silva,
juntamente com a Comissão de Planejamento da Construção e Mudança da
Capital Federal, elaborarou e organizou o Edital do Concurso Nacional do
Plano Piloto da Nova Capital do Brasil enquanto Niemeyer elaborava projetos
para os primeiros edifícios, como o Catetinho- residência oficial que recebeu
esse nome em alusão ao Palácio do Cateto no Rio de Janeiro-, o Palácio da
Alvorada e o Brasília Palace Hotel. O plano urbanístico de Brasília,
diferentemente foi um todo planejado desde o início diferentemente de outros
criados anteriormente pelo Brasil.
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Em 1956 foi lançado o edital para o concurso do plano piloto, que
estabelecia o prêmio de um milhão de Cruzeiros para o autor do projeto
vencedor. O número de escritórios que se inscreveram foi 62, mas apenas 26
equipes entregaram a sua proposta final. O projeto aprovado, de autoria de
Lúcio Costa, dividiu opiniões. Alguns o classificavam como um esboço, um
rabisco, e diziam que sua inscrição não deveria ter sido sequer aceita. Outros
classificaram como simplesmente brilhante genial. O representante do Instituto
de Arquitetos do Brasil, por exemplo, abandonou o júri por divergir do
resultado, já que a proposta de Lúcio Costa era apenas um rascunho. Os
concorrentes derrotados não se conformaram e criaram uma polêmica que
repercutiu na imprensa da época pois o projeto foi escolhido perante um júri
internaciona. O arquiteto mencionou a seguinte frase a respeito do relatório:
"Brasília deve ser concebida não como um simples organismo capaz de
preencher satisfatoriamente, sem esforço, as funções vitais próprias de uma
cidade moderna qualquer, não apenas como urbs, mas como civitas,
possuidora dos atributos inerentes a uma Capital. E, para tanto, a condição
primeira é achar-se o urbanista imbuído de uma certa dignidade e nobreza de
intenção, porquanto dessa atitude fundamental decorrem a ordenação e o
senso de convivência e medida capazes de conferir ao conjunto projetado o
desejado caráter monumental. Monumental não no sentido de ostentação, mas
no sentido da expressão palpável, por assim dizer, consciente, daquilo que vale
e significa... Nasceu do gesto primário de quem assinala um lugar ou dele toma
posse: dois eixos cruzando-se em ângulo reto, ou seja, o próprio sinal da cruz".
Lúcio definiu áreas para cada tipo de uso específico, uma cidade que
cumprisse seu papel residencial, administrativo, comercial, industrial, recreativo
e cultural. No âmbito de reduzir problemas de circulação, eliminou cruzamentos
através da intersecção de avenidas em passagens de nível. Na extremidade do
eixo longitudinal, destacava-se a Praça dos Três Poderes.
As primeiras ideias de Costa desenharam o Plano Piloto em forma de
uma cruz ortogonal, mas a topografia do terreno e necessidades de circulação
impuseram uma adaptação. O Eixo Rodoviário, que cortaria as áreas
residenciais do Plano Piloto, foi levemente arqueado dando a forma de um
avião, nascendo, assim, a Asa Norte e Asa Sul. E o Eixo Monumental, seria
destinado para as autarquias e monumentos. Ele foi dividido da seguinte de
maneira com que do lado leste ficassem prédios públicos e palácios do
governo, ficassem no centro a Rodoviária e a Torre de TV; e se localizassem
no lado oeste os prédios do Governo do Distrito Federal.
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Milhares de quilômetros de rodovias e ferrovias foram feitos para garantir
o deslocamento de pessoas e materiais, e foram usados os mais modernos
recursos técnicos de construção, mas a exiguidade dos prazos, impondo a
conclusão das obras em 21 de abril de 1960, tornou exaustivo o ritmo de
construção da cidade. Segundo o IBGE, em censo realizado, cerca de 60 mil
operários trabalhavam febrilmente na construção da cidade, os candangos,
especialmente nordestinos, foram atraídos para lá, trabalhando num
cronograma diuturno, sem interrupção, no local existiam apenas a pedra, tijolos
e areia e tudo o necessário tinha de vir de longe, incluindo máquinas pesadas,
e boa parte do transporte era via aérea, o que elevava enormemente os custos.
O presidente via a construção como um passo decisivo da nação em direção à
sua independência e unidade política, e sua plena afirmação como povo,
atribuindo a este a missão grandiosa de civilizar e povoar as terras que havia
conquistado e representar, na comunidade internacional, um dos mais ricos
territórios do mundo. O ritmo acelerado das obras revelava um novo padrão de
ação social, acreditando-se que é possível mudar a história por meio de uma
intervenção premeditada, abreviando o curso da evolução social queimando-se
etapas intermediárias.O Núcleo Bandeirante abrigava os trabalhadores árduos;
o mesmo consistia de um grande conjunto de casas muito simples de madeira,
erguidas pelas empreiteiras para acolher os trabalhadores migrante que
deveria ser desmantelada ao final da construção da capital.
Enquanto as construções estavam em curso o governo publicou 11 livros
– a Coleção Brasília – que constituem a mais importante fonte documental para
a história dos antecedentes da nova capital e publicou também
a RevistaBrasília, que circulou entre janeiro de 1957 e abril de 1960, e
acompanhou o dia-a-dia da construção.
Foram inúmeros os problemas enfrentados, entre eles estavam a
marginalização do Núcleo Bandeirante, as condições gerais eram muito
precárias e as empreiteiras muitas vezes forneciam alimentos de má qualidade
além de um alto índice de acidentes de trabaho.A remuneração era baixa, o
pagamento de horas-extras era irregular e a inflação acelerada desintegrava as
pequenas poupanças, somado a isso havia o problema de frequentes abusos
da polícia sobre os trabalhadores em nome da manutenção da ordem e para a
repressão de protestos. As licitações não foram sistematizadas, não existia a
presença de bancos para pagamento dos operários, que recebiam em dinheiro
vivo diretamente da Novacap. Não se tem valor exato a respeito da Meta-
Síntese de JK.
No dia 21 de abril de 1960 foi inaugurada a nova capital do Brasil, após,
aproximadamente, 41 meses de construção. A população acompanhou a missa
comemorativa ajoelhada no barro vermelho devido à emoção por uma
mensagem radiofônica do papa João XXIII estar sendo transmitida. Os Três
Poderes foram instalados às nove horas e trinta minutos da manhã, o Museu
da Cidade inaugurado ao meio dia e ao término da cerimônia a Capital do
Brasil já estava instalada em Brasília. Apesar de inaugurada, Brasília não
estava pronta, nem todas as terras haviam sido desapropriadas e a
regularização fundiária não havia sido concluída.
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Por algum tempo o Brasil teve o Rio de Janeiro e Brasília como capital na
prática. As obras permaneceram em curso até a década de 1970, quando suas
principais estruturas foram ultimadas, mas a cidade nunca parou de crescer.
Ainda em 1960 a Lei Santiago Dantas foi sancionada com o objetivo de se
preservar o plano original, foi a primeira lei orgânica do Distrito Federal, que
obrigava qualquer modificação na cidade ser autorizada previamente pelo
Senado. Ao longo dos anos 1960 a existência de Brasília estimulou a ocupação
do Centro-Oeste, construindo-se mais estradas, desenvolvendo-se a
agricultura e surgindo outras cidades na região, um processo que continua nos
dias de hoje.
No ano de 1962 é empossado o primeiro conselho da Universidade de
Brasília, dando início a uma nova experiência em ensino superior e é
inaugurada a Catedral de Brasília, um dos mais belos monumentos da capital,
erguida numa planta circular de 70 metros de diâmetro e sustentada por 16
pilares que se unem próximo ao teto. Por essa época, as embaixadas e o
Ministério das Relações Exteriores também foram transferidos para Brasília.
Entre o final da década de 70 e o inicio dos anos 80 nasce a Orquestra
Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro, o papa João Paulo II inicia sua
visita ao Brasil tendo Brasília como ponto de partida e o Memorial JK, que
abriga os restos mortais do ex-presidente, sua biblioteca particular, objetos
pessoais e variado acervo relacionado à sua vida e obra é inaugurado.
Hoje Brasília é símbolo da democracia e abriga o Panteão criado para
homenagear os heróis nacionais, ou seja, aqueles brasileiros que possuíram
ideais de liberdade e ou democracia.
Em 1987 Brasília é reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Cultural
da Humanidade, ‖confirmando seu valor excepcional e universal de que deve
ser protegido para o benefício da humanidade‖.




















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2-ANÁLISE DE PROJETO URBANÍSTICO: PLANEJADO E
ATUAL

Juscelino Kubitschek em afirma que: "Antes de ser construída, Brasília foi
uma polêmica. A mais longa que se travou no Brasil: viera da Colônia,
atravessara todo o Império, entrara pela República, e continuava a ser, até o
início do meu Governo — uma controvérsia e um desafio".
A cidade significou e ainda significa a concretização dos preceitos da
Carta de Atenas de 1933, escrita por famosos arquitetos modernos, como um
conceito de urbanismo inovador, traçado por diretrizes e fórmulas.
A construção da nova capital localizada no planalto central teve início em
novembro de 1956, e contou com o projeto urbanístico assinado por Lúcio
Costa - vencedor do concurso para a escolha do traçado urbanístico de
Brasília-, desenho arquitetônico de Oscar Niemeyer e projeto paisagístico de
Roberto Burle Marx.
O projeto escolhido prezava a organização urbana, dividida em setores
com funções distintas (residencial, comercial, hoteleira etc.), separados por
áreas verdes e ligados por amplas vias. Segundo Lucio a cidade seria: "para o
trabalho ordenado e eficiente, mas ao mesmo tempo cidade viva e aprazível
[...]".
O Plano Piloto nasceu do gesto de quem assinala uma cruz, que foi
adaptado à topografia local e ao escoamento das águas, um dos eixos dessa
cruz, o Norte-Sul, seria arqueado e daria ao desenho final a noção de um
pássaro – ou, como diria mais tarde Lucio Costa, a sugestão de uma libélula,
uma borboleta, um arco e flecha...

Entre as finalidades do projeto estavam a divisão urbana por atividades
determinadas e uma técnica rodoviária que elimina cruzamentos. Dois grandes
troncos de circulação determinam a rota da cidade, o Eixo Monumental, que vai
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de Leste a Oeste, e o Eixo Rodoviário-Residencial, que vai de Norte a Sul e é
cortado transversalmente pelas vias locais, e as asas se encontravam sob
a Rodoviária do Plano Piloto. As asas, no projeto eram áreas compostas
basicamente pelas superquadras residenciais, quadras comerciais e locais
de lazer e diversão. A Esplanada dos Ministérios, a Praça dos Três Poderes,
a leste; a rodoviária, os setores de autarquias, setores comerciais, setores de
diversão e setores hoteleiros em posição cêntrica; a torre de televisão, o Setor
Esportivo e a Praça do Buriti, a oeste compunham o Eixo Monumental.
O projeto de Lucio Costa foi planejado para 500 mil habitantes, os blocos
residenciais, os mercadinhos, os açougues, as vendas, quitandas, casas de
ferragens, as igrejas secundárias, os cinemas, os cemitérios, as escolas e
etc.existindo de forma padronizada, respeitando o modo horizontal
apresentado. E ainda no projeto constavam os seguintes trechos:
― [...]deve-se impedir a enquistação de favelas tanto na periferia urbana
quanto na rural [...] cabe à Companhia Urbanizadora prover dentro do esquema
proposto acomodações decentes e econômicas para a totalidade da
população[...]As quadras seriam apenas niveladas e paisagisticamente
definidas, com as respectivas cintas plantadas de grama e desde logo
arborizadas, mas sem calçamento de qualquer espécie, nem meios-fios. De
uma parte, técnica rodoviária; de outra, técnica paisagística de parques e
jardins[...]‖
As pistas foram definidas de acordo com a função, por exemplo, as pistas
de alta velocidade construídas em nível subterrâneo, o estacionamento seria
proibido em locais estratégicos para evitar a concentração no transito, e
haveriam locais destinados a circulação de pedestres.
Nem tudo saiu como previsto pelo urbanista, ele previa a criação de
cidades satélites só num futuro ainda considerado distante, na época. Mas a
necessidade de planejar às pressas a vila de Taguatinga, pela pressão dos
trabalhadores fez como que se iniciasse logo o planejamento de duas cidades
satélites. Não houve planejamento para assentar os candangos. A
uniformização das residências foi vista como um emblema de anonimato, frieza
afetiva e impessoalidade, e as fachadas devassadas por grandes aberturas
envidraçadas produziam uma sensação de falta de privacidade, logo foram
modificadas, sendo cobertas por pesadas cortinas, painéis e vedações,
reconstituindo a impressão de paredes sólidas.Para atrair um público de classe
social elevada desde cedo planejou-se o Setor de Mansões Parkway (SMPW),
dentro do Contorno, com terrenos enormes, muitos deles presenteados, e os
demais vendidos a preço baixíssimo, facilitado a perder de vista.
Os fatores repulsivos do campo e a busca por melhores condições de
vida fizeram com que Brasília e o novo Distrito Federal rapidamente
ultrapassassem todas as previsões de expansão urbana. Definitivamente, a
cidade escapou do modelo de urbanismo inicial e o que se vê num passeio
pelas ruas é a repetição de alguns dos problemas que afligem outras
localidades: centro lotado, trânsito pesado etc.
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O cinturão verde que deveria envolver a cidade e proteger a bacia
hidrográfica do Paranoá foi totalmente rompido a oeste da Asa Sul, formando
uma conurbação da área central de Brasília até a Ceilândia e o Recanto das
Emas.Hoje, em contraste com a modernização da cidade, núcleos como
Taguatinga e Núcleo Bandeirante revelam pobreza, carência da população em
diversas áreas e falta de postos de trabalho.
Até os dias atuais os loteamentos irregulares continuam surgindo e estão
em debate, mas a atuação do governo tem sido pouco efetiva para impedir sua
continuidade. Atualmente existem no Distrito Federal mais de quinhentos
condomínios irregulares, com uma população de 400 mil pessoas, vários deles
muito próximos do Plano Piloto. Com esse sistema de ocupação caótica o meio
ambiente tem sofrido perdas graves. Na década de 1990 várias espécies
nativas só eram encontradas a duzentos quilômetros de Brasília, e no entorno
da capital 50% dos campos, 50% das matas e 80% do cerrado haviam
desaparecido.
A cidade de Brasília foi construída para a utilização do carro como meio
de transporte, com vias rápidas. Esse fato prejudicou a integração espontânea
dos habitantes, gerando rejeição e abandono do plano piloto para a aquisição
casas em bairros independentes nas redondezas, especialmente na área que
faz fronteira com o Lago Paranoá, com uma urbanização e esquemas edilícios
mais tradicionais e com um acesso restrito apenas aos seus membros, as
práticas familiares tradicionais não aderiram as propostas do projeto da capital
do país.
A área de serviços sofre com as consequências do inchaço urbano,
atualmente a capacidade hospitalar do Distrito Federal está superlotada,
a segurança pública vem enfrentando desafios sérios, derivados principalmente
da má distribuição de renda no Distrito Federal, a cidade enfrenta problemas
estruturais no transito, os ônibus em péssimo estado e sua falta de
pontualidade.
Kubitschek, que foi um governante de orientação socialista, reuniu um
grupo de profissionais de uma mesma tendência política. Este grupo tentou
desenvolver um modelo de cidade utópica onde se pretendia eliminar as
classes sociais. Por este motivo a cidade ficou conhecida como capital da
esperança (nome dado pelo escritor francês André Malraux). É claro que tal
objetivo não foi cumprido, mas, durante a construção da cidade, foi uma
realidade, visto que todos compartilhavam a mesma comida e os mesmos
acampamentos.
―A Cidade que fugiu das ondas e das praias/para ficar vizinha das
estrelas‖ apesar de toda a sua imponência e inovação abriga grande
desigualdade social somada ao descaso das autoridades.



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BIBLIOGRAFIA
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http://pt.wikipedia.org/wiki/Plano_Piloto_de_Bras%C3%ADlia
http://portal.iphan.gov.br/portal/baixaFcdAnexo.do?id=280
http://www.portaldoarquiteto.com/destaques/urbanismo/4283-entenda-o-plano-
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http://brasiliapoetica.blog.br/site/index.php?option=com_content&task=view&id=
1905&Itemid=44
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http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/08.087/223
http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/especial/2010/brasilia-50-
anos/2010/04/20/eixos-setores-e-quadras-entenda-a-racionalidade-do-plano-
piloto.jhtm
http://www.portalbrasil.net/brasil_cidades_brasilia.htm
http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/brasilia_50_anos_um_sonho_n
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http://www.achetudoeregiao.com.br/df/brasilia/historia.htm
http://www.brasiliana.com.br/pop/pop_bio/5/afba619da1406881d3dfd6e5b11ca
4c8
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http://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/JK/artigos/Brasilia/Construcao
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http://doc.brazilia.jor.br/Cidades-do-DF-e-Entorno.shtml
http://www.infoescola.com/historia-do-brasil/construcao-de-brasilia/