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Carlos Biasotti

“Habeas Corpus”
(Doutrina e Jurisprudência)







2014
São Paulo, Brasil



O Autor
Carlos Biasotti foi advogado criminalista, presidente da
Acrimesp (Associação dos Advogados Criminalistas do
stado de São Paulo! e mem"ro efetivo de diversas entidades
(#AB, AASP, $ASP, A%S&, 'B, $BCCrim, Sociedade
Brasileira de Criminologia, Associação Americana de
(uristas, Academia Brasileira de %ireito Criminal, Academia
Brasileira de Arte, Cultura e )ist*ria, etc+!+
Premiado pelo $nstituto dos Advogados de São Paulo, no
concurso O Melhor Arrazoado Forense, reali,ado em 1-.2, /
autor de Lições Práticas de Processo Penal, O Crime da Pedra,
Tributo aos Advogados Criminalistas, Advocacia Criminal (Teoria
e Prática, al/m de numerosos artigos 0ur1dicos pu"licados em
0ornais e revistas+
(ui, do 2ri"unal de Alçada Criminal do stado de São
Paulo (nomeado pelo crit/rio do 3uinto constitucional, classe
dos advogados!, desde 40+.+1--5, foi promovido, por
merecimento, em 14+4+2004, ao cargo de %esem"argador do
2ri"unal de (ustiça+
Condecorações e títulos honoríficos6 Colar do 7/rito
(udici8rio (institu1do e conferido pelo Poder (udici8rio do
stado de São Paulo!9 medal:a c1vica da #rdem dos ;o"res
Cavaleiros de São Paulo9 medal:a !Pro"# $r# Antonio Chaves%,
etc+



















“Habeas Corpus”
(Doutrina e Jurisprudência)











Carlos Biasotti









“Habeas Corpus”
(Doutrina e Jurisprudência)







2014
São Paulo, Brasil









Sumário

$+ Pref8cio+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++11
$$+ !&abeas Cor'us%6 mentas
(%outrina e (urisprud>ncia!+++++++++++++++++++.++++++++++++14
$$$+ Casos speciais+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++141
$? %espac:os+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++203
?+ !&abeas Cor'us%# 7odelo de Petição++++++++++++++++++237












refácio

@ o !habeas cor'us% o rem/dio 0ur1dicoAprocessual mais
c/lere e efica, para con0urar a"usos e ilegalidades contra o
direito B li"erdade de locomoção do indiv1duo+
2em assento legal no art# ()* n) L+,---* da Constituiç.o
da /e'0blica6
!Conceder1se1á habeas cor'us sem're 2ue algu3m so"rer ou
se achar ameaçado de so"rer viol4ncia ou coaç.o em sua liberdade
de locomoç.o* 'or ilegalidade ou abuso de 'oder%+
# art# 567 do C8digo de Processo Penal enumera as
:ip*teses de coação ilegal+
Ainda 3ue instrumento processual de dignidade
constitucional, pr*prio a tutelar a li"erdade do indiv1duo,
não pode o !habeas cor'us% su"stituir o recurso ordin8rio,
m8Cime 3uando a !causa 'etendi% respeita a 3uestDes de alta
indagação+

12

7as, sem em"argo de seus limites eC1guos e rito
especial, admiteAse em processo de !habeas cor'us% a an8lise
de provas para aferir a eCist>ncia (ou não! da 0usta causa
para a ação penal9 defeso / apenas seu eCame aprofundado e
de so"remão, como se pratica na dilação pro"at*ria+
Assim, para trancar ação penal por !habeas cor'us%, so"
o fundamento da aus>ncia de !"umus boni 9uris%, / mister se
mostre a prova mais clara 3ue a lu, meridiana, a fim de 3ue
se não su"verta a ordem 0ur1dica, entre cu0os postulados
se inscreve o da apuração compuls*ria, pelos *rgãos do
stado, da responsa"ilidade criminal do infrator+
E derradeira F o 3ue para logo inculca a eCcel>ncia
do instituto F, podem os (u1,es ou 2ri"unais conceder
!habeas cor'us% de of1cio, !2uando no curso do 'rocesso
veri"icarem 2ue algu3m so"re ou está na imin4ncia de so"rer
coaç.o ilegal% (art# 5(6* : ;)* do C8d# Proc# Penal+
is, em suma, a importante mat/ria de 3ue trata este
livrin:o, no 3ual estão reunidos, por suas ementas, votos
3ue proferi na 2a+ $nstGncia da (ustiça Criminal do stado
de São Paulo+
;o caso 3ue ten:a algum valor e utilidade, 3ueira
aceit8Alo o distinto e paciente leitor, 3ue l:o ofereço muito
de grado+
O Autor



!mentário "orense
(?otos 3ue, em mat/ria criminal, proferiu o %esem"argador
Carlos Biasotti, do 2ri"unal de (ustiça do stado de São
Paulo+ ?e0a a 1ntegra dos votos no Portal do Tribunal de
Justiça6 http://www.tjsp.jus.br+

H “Habeas Corpus”
(Art# ()* n) L+,---* da Const# Fed#<
art# 56= e segs# do C8d# Proc# Penal


?oto nI 50<5
J&abeas Cor'us% nI 4=5+400A4K4A00
Arts# >;>* !ca'ut%* e >6* n) --* do C8d# Penal<
arts# >(5* >5? e >55 do C8d# Proc# Penal

L ;a esfera do “habeas corpus”, como não eCiste dilação pro"at*ria,
compete ao impetrante F !e@ vi% do art# >(5 do C8d# Proc# Penal F
a demonstração pr/via da eCist>ncia do fato alegado+
L #ulidade de ato processual somente se declara em face de prova
plena e incontroversa de pre$uí%o das partes, ou se !houver in"luAdo
na a'uraç.o da verdade substancial ou na decis.o da causa% (arts# (5? e
(55 do C8d# Proc# Penal+
L!B8 a nulidade evidente* 'rima "acie* autoriza a "ulminaç.o do 'rocesso no
CuAzo do habeas cor'us% (Re. !orense, vol+ 14., p+ 41<!+
14

?oto nI 10<.
!&abeas Cor'us% nI 42=+444K2
Arts# >(=* : ;)* n) --* e >6* n) --* do C8d# Penal<
art# ?? do C8d# Penal

L E lu, da "oa doutrina, !o 0nico direito em "avor do 2ual se 'ode invocar
o “habeas corpus” 3 a liberdade de locomoç.o% (edro &essa9 a'ud
'( Costa 'anso, O Processo na Begunda -nstDncia, 1-24, p+ 4-0!+
L ;a via especial do “habeas corpus” não se eCaminam 3uestDes de
cun:o su"0etivo, como as 3ue entendem com a concessão de
regime semia"erto ao sentenciado+
L $sto de deferir a Segunda $nstGncia o "enef1cio da pro)ress*o
e3uivale a suprimir grau de 0urisdição9 pois, na conformidade de
Mei de Cecução Penal (art# 55* n) ---* letra b, ap*s a eCpedição de
guia de recol:imento, competente para decidir so"re esse ponto /
o (u1,o encarregado da eCecução penal+
L Ainda 3ue não se encontre na fase terminal da doença, o preso
aid+tico inspira sempre alguns acentos de compaiCão no peito dos
:omens livres, dos esp1ritos "em formados, notadamente dos
constitu1dos em dignidade+ @ 3ue sua pena est8 associada a castigo
corporal assa, aflitivo, 3ue l:e 3ue"ranta as energias e fa, 3ue, não
raro, de :umano s* conserve a figura+ %esses tais / força 3ue se
amerceie a (ustiçaN
1<

?oto nI 12+<41
J&abeas Cor'us% nI --0+0-+14154-A0
Art# >57* : >)* n) ---* do C8d# Penal<
art# E? do C8d# Proc# Penal

L m caso de “habeas corpus” fundado na alegação de falta de $usta
causa, forçoso / proceder ao eCame da prova, Onico processo
l*gico de apreensão da verdade+ !O 2ue a lei n.o 'ermite e o 2ue a
doutrina desaconselha 3 a reabertura de um contradit8rio de 'rovas* no
'rocesso sumarAssimo de habeas cor'us% (Re. Tri". Jurisp(, vol+ 40,
p+ 2=1!+
L Como a Justiça Criminal não / foro competente para dirimir
conflitos 3ue entendam com o vasto campo do Direito das
O,ri)ações, não entra em dOvida 3ue a instauração da persecução
penal, nesses casos, constitui grave eCemplo de su"versão de
princ1pios capitais de nosso sistema 0ur1dico+
L 2oda a ameaça ao !status dignitatis% do indiv1duo deve o (ui,, tão
logo l:e ven:a de molde a ocasião, atal:ar com firme,a e vigor, em
ordem a não sancionar, com sua autoridade e prest1gio, situação a
um tempo ilegal e in0usta9 não raro, in13ua+
L!O Fstado s8 deve recorrer G 'ena 2uando a conservaç.o da ordem 9urAdica
n.o se 'ossa obter com outros meios de reaç.o* isto 3* com os meios 'r8'rios
do direito civil (ou de outro ramo do direito 2ue n.o o 'enal# A 'ena
3 um mal* n.o somente 'ara o r3u e sua "amAlia* sen.o tamb3m* sob o
'onto de vista econHmico* 'ara o 'r8'rio Fstado% (#+lson -un)ria,
Comentários ao C8digo Penal. 1-.0, vol+ ?$$$, p+ 1=4!+
15

?oto nI 11.0
J&abeas Cor'us% nI 440+220K-
Arts# >(7* : >)* >a# 'arte* e =>* 'arág# 0nico* do C8d# Penal

L ;a esfera do “habeas corpus”, onde todas as alegaçDes devem estar
ca"almente comprovadas, não se admite eCame aprofundado de
mat/ria de fato+ Por isso, pedido de trancamento de ação penal por
falta de $usta causa (art# 567* n) -* do C8d# Proc# Penal somente se
defere 3uando demonstrada, al/m de toda a dOvida, a ilegitimidade
da coação+
L Presente o !"umus boni 9uris%, ou $usta causa para a ação penal, /
defeso atal:ar o curso do processo, visto constitui o meio regular
!'ara a averiguaç.o do crime e da autoria e 'ara o 9ulgamento da
ilicitude e da cul'abilidade% (-+lio /orna)hi, Curso de Processo Penal,
1-.0, vol+ $, p+ 4!+

?oto nI 5051
!&abeas Cor'us% nI 4=5+-4-A4K4A00
Arts# 56= e 5(E do C8d# Proc# Penal<
art# >7I* !ca'ut%* do C8d# Penal

L %ispDe o art# 5(E do C8d# Proc# Penal 3ue, se o 2ri"unal verificar ter
08 cessado a viol>ncia ou coação ilegal de 3ue se 3ueiCa o paciente,
l:e 0ulgar8 pre0udicado o pedido de “habeas corpus”+
1=


?oto nI 144<
!&abeas Cor'us% nI 441+1.4K-
Art# >57 do C8d# Penal<
art# 567* n) -* do C8d# Proc# Penal

L m caso de “habeas corpus” fundado na alegação de falta de $usta
causa, forçoso / proceder ao eCame da prova, Onico processo
l*gico de apreensão da verdade+ !O 2ue a lei n.o 'ermite e o 2ue a
doutrina desaconselha 3 a reabertura de um contradit8rio de 'rovas* no
'rocesso sumarAssimo de habeas corpus% (Re. Tri". Jurisp., vol+ 40,
p+ 2=1!+
L Coisas fun)í0eis, !ainda 2uando entregues 'ara guardar (de'8sito*
mas a9ustada ou autorizada a restituiç.o do tantumdem e9usdem generis*
2ualitatis et bonitatis* n.o 'odem ser ob9eto de a'ro'riaç.o ind3bita*
'or2ue no caso se a'resenta o dep#sito irre$ular* 2ue 3 e2ui'arado ao
"%tuo* de modo 2ue o de'ositário se "az dono do de'ositumP (#+lson
-un)ria, Comentários ao C8digo Penal, 1-.0, vol+ ?$$, p+ 144!+
L Como a Justiça Criminal não / foro competente para dirimir
conflitos 3ue entendam com o vasto campo do Direito das
O,ri)ações, não entra em dOvida 3ue a instauração da persecução
penal, nesses casos, constitui grave eCemplo de su"versão de
princ1pios capitais de nosso sistema 0ur1dico+
L 2oda a ameaça ao !status dignitatis% do indiv1duo deve o (ui,, tão
logo l:e ven:a de molde a ocasião, atal:ar com firme,a e vigor, em
ordem a não sancionar, com sua autoridade e prest1gio, situação a
um tempo ilegal e in0usta9 não raro, in13ua+
1.

?oto nI =.00
!&abeas Cor'us% nI 1+01=+0<-A4K0A00
Art# ??I do C8d# Penal<
art# ()* n) L+,---* da Const# Fed#<
art# 56= do C8d# Proc# Penal

L Contra o parecer de not8veis 0uristas, 3ue sustentam não ser o
“habeas corpus” meio apropriado a impugnar decisão de 3ue
cai"a recurso ordin8rio, mostraAse de "om eCemplo con:ecer
da impetração, por3ue, em tese, passa pelo rem/dio 0ur1dicoA
Aprocessual mais c/lere e efica, para con0urar a"usos e ilegalidades
contra o direito B li"erdade de locomoção do indiv1duo (art# ()*
n) L+,---* da Const# Fed#+
L Apenas a certe,a do procedimento ar"itr8rio ou ilegal da
autoridade coatora, apto a causar coação f1sica ou moral ao
paciente, pode autori,arAl:e a concessão de salvoAconduto, não
o infundado receio de 3ue ven:a a ser preso e processado
criminalmente (art# 56= do C8d# Proc# Penal+
L As ordens da Justiça Criminal, dadas segundo a lei, o"rigam os
agentes da administração pO"lica, pela necessidade de reali,ar um
dos intuitos mais preeminentes do stado, 3ue / distri"uir 0ustiça+
Aos agentes administrativos, portanto, não / l1cito escusarAse
de prestar cola,oraç*o aos atos do Juí%o, 3ue se presumem
praticados !secundum legem%#
L A darAse o caso 3ue o servidor não ten:a compet>ncia para li"erar
preso e apresent8Alo B "arra da (ustiça, então / resignarAse B
discrição do Jui%, 3ue prover8 em tudo segundo os ditames da lei
e o ar"1trio do "om varão+
L $sto de desatender o diretor do presídio Bs re3uisiçDes de
apresentação de r/u preso, so" color de 3ue o aca"ara de rece"er
de outra autoridade, a cu0a disposição e cust*dia ainda se ac:ava, o
mesmo fora 3ue instaurar o caos na esfera dos interesses da (ustiça
e coartar a atividade 0urisdicional+
1-

?oto nI 21-.
!&abeas Cor'us% nI 451+424K4
Art# >>; da Lei de F@ecuç.o Penal

L Atenta a sua nature,a 0ur1dica de rem/dio :eroico, o “habeas
corpus” pode ser impetrado, ainda 3ue pendente recurso
interposto com o escopo de con0urar constrangimento por
ilegalidade de ato 0udicial ou a"uso de poder+
L Para 3ue se con:eça, no entanto, de “habeas corpus” su"stitutivo
de recurso ordin8rio, a prova da alegação de a"uso de poder :8
de ser mais clara 3ue a lu, meridiana+

?oto nI 2214
!&abeas Cor'us% nI 454+2.4K=
Art# >5E do C8d# Penal<
art# 56= do C8d# Proc# Penal

L Conforme princ1pio 0ur1dico altamente reputado, não / o !habeas
corpus% via ade3uada para aferir o elemento su,$eti0o do tipo
penal, o 3ue re3uer eCame percuciente de provas, poss1vel apenas
na instrução criminal do processo+
L ;ão :8 atal:ar a !'ersecutio criminis%, so" color de constrangimento
ilegal, se o fato imputado ao paciente constitui delito em tese, pois
o fim a 3ue tira o in3u/rito policial / precisamente esclarecer
ocorr>ncia de car8ter criminoso (art# 5) do C8d# Proc# Penal+
20

?oto nI 2214
J&abeas Cor'us% nI 451+.<5K1
Art# >I=* n) -,* do C8d# Penal<
art# >E= da Lei de F@ecuç.o Penal

L $sto de prescrição da pretens*o e1ecut2ria da pena, segundo
consagrada orientação de nossos 2ri"unais, não se decreta na via
0udicial do “habeas corpus”, cu0o Gm"ito estreito não permite
eCame de 3uestDes 3ue s* podem ser "em aferidas no (u1,o das
CecuçDes Criminais, como a incid>ncia de eventual causa
interruptiva da prescrição (art# >>= do C8d# Penal, etc+
L %e ordin8rio, não / o “habeas corpus” su,stituti0o do recurso
pr*prio, m8Cime 3uando a mat/ria de seu o"0eto reclama
percuciente an8lise de circunstGncias 3ue l:e eCcedem os limites e
a nature,a 0ur1dica+

?oto nI 2244
!&abeas Cor'us% nI 454+452K1
Art# 56= do C8d# Proc# Penal

L!J e@clusiva miss.o do habeas cor'us garantir a liberdade individual
na ace'ç.o restrita* a liberdade "Asica* a liberdade de locomoç.o% (edro
&essa9 a'ud '( Costa 'anso, O Processo na Begunda -nstDncia,
1-24, p+ 4-0!+
L ;isto de !habeas corpus%, !n.o cabe reiteraç.o com "undamento nos
mesmos elementos# Batis"eita a 'restaç.o 9urisdicional* 3 incabAvel novo
'edido sob os mesmos "undamentos% (Damásio !( de Jesus, C8digo de
Processo Penal Anotado, 14a+ ed+, p+ 452!+

21

?oto nI 12+<2.
J&abeas Cor'us% nI --0+0-+1.<.-2A=
Art# >(=* : ;)* ns# - e --* do C8d# Penal<
art# =E7* : 6)* do C8d# Proc# Penal

L $nscreveAse entre os mais estim8veis direitos do r+u preso o de
ser processado, rigorosamente, nos pra,os previstos em lei+ @ 3ue,
privado da li,erdade F "em precios1ssimo do :omem F, não
parecera l1cito agravarAl:e o sofrimento, dilatando os dias de sua
perman>ncia no cárcere+
L @ intelig>ncia consolidada em todos os 2ri"unais de (ustiça do
Pa1s 3ue somente o e1cesso de pra%o in0ustificado constitui
constrangimento ilegal, não a demora decorrente da natural
compleCidade da causa ou de incidentes processuais, pois não est8
nas mãos de Jui%, ainda o mais diligente, prevenir motivos de força
maior 3ue o"stam B reali,ação do ato processual+
L!K.o se con"igura coaç.o ilegal 2uando o e@cesso de 'razo na "ormaç.o da
cul'a decorre de incidentes 'rocessuais n.o im'utáveis ao 9uiz do 'rocesso
ou ao Minist3rio P0blico% (Jurisp. do &TJ, vol+ .I, p+ 245!+
L Salvo casos especiais (ao prudente ar"1trio do 0ui,!, primariedade,
"ons antecedentes, prova de ocupação l1cita e de resid>ncia no foro
da culpa não valem a autori,ar a concessão de li,erdade
pro0is2ria (art# ?>I* 'arág# 0nico* do C8d# Proc# Penal B3uele 3ue,
acusado de crime grave F como / o rou,o F, tem contra si a
presunção de periculosidade+
L!Fncerrada a instruç.o criminal* "ica su'erada a alegaç.o de
constrangimento 'or e@cesso de 'razo% (&%"ula n' () do S2(!+
LJF@ame de 'rovas em habeas cor'us 3 cabAvel desde 2ue sim'les* n.o
contradit8ria e 2ue n.o dei@e alternativa G convicç.o do 9ulgador% (S/"9
&C9 rel+ 7in+ Cl20is 3amalhete9 $CL 1.+-+.1, p+ -+1<=!+
L S* / admiss1vel trancamento de ação penal por falta de 0usta causa,
3uando esta se mostre evidente B primeira face+
22

LJBe o "ato atribuAdo ao 'aciente constitui violaç.o da lei 'enal* e@iste 9usta
causa 'ara o 'rocesso% (Re. !orense, vol+ 1=2, p+ 425!+

?oto nI 12+441
!&abeas Cor'us% nI --0+0-+1-<40<A<
Art# 5(E do C8d# Proc# Penal


L %ispDe o art# 5(E do C8d# Proc# Penal 3ue, se o 2ri"unal verificar ter
08 cessado a viol>ncia ou coação ilegal de 3ue se 3ueiCa o paciente,
l:e 0ulgar8 pre0udicado o pedido de !habeas cor'us%+
L!Culga1se 're9udicado o 'edido* se G im'etraç.o sobreveio sentença
condenat8ria% (S/J9 &C n) >#E(E179 rel+ 7in+ Jos+ Dantas9 $CL
24+.+-4, p+ 15+<.<!+

?oto nI <1.2
!&abeas Cor'us% nI 4<5+.=2K2
Arts# >=>* !ca'ut%* e => do C8d# Penal<
art# 56= do C8d# Proc# Penal

L ;isto de “habeas corpus”, !n.o cabe reiteraç.o com "undamento nos
mesmos elementos# Batis"eita a 'restaç.o 9urisdicional* 3 incabAvel novo
'edido sob os mesmos "undamentos% (Damásio !( de Jesus, C8digo de
Processo Penal Anotado, 1-a+ ed+, p+ 4-4!+
24

?oto nI 12+44.
!&abeas Cor'us% nI --0+0-+1<54<5A=
Art# >>; da Lei de F@ecuç.o Penal

L %eclarada pelo Colendo Supremo 2ri"unal Qederal, em sessão de
24+1+05, a inconstitucionalidade do art# ;)* : >)* da Lei n) 7#I=;MEI
(*ei dos Cri"es Hediondos+, / o art# >>; da Lei de F@ecuç.o Penal
3ue serve de fundamento ao pedido de pro)ress*o de re)ime do
condenado por crime hediondo cometido antes da promulgação
da Lei n) >>#656, de 2.+4+0=, pois, segundo princ1pio "asilar de
%ireito Penal, a lei posterior mais severa não pode retroagir+
L A decisão da Suprema Corte, conforme o sentimento comum dos
mel:ores int/rpretes, !3 autoa'licável* dis'ensando a atuaç.o do
Benado Federal 'ara sus'ender a sua e@ecuç.o (CFM77* art# (;* +%
(3en+ Ariel Dotti, in Re. Tribs., vol+ 400, p+ 41<!+
L ;a conformidade do 3ue t>m proclamado nossos 2ri"unais
Superiores, os condenados por crimes hediondos cometidos antes
da Lei n) >>#656MI=, para efeito de pro)ress*o, caem so" o regime
do art# >>; da Lei da F@ecuç.o Penal6 cumprimento de 1K5 da pena
e "om comportamento carcer8rio+
L!O re2uisito ob9etivo necessário 'ara a 'rogress.o de regime 'risional dos
crimes hediondos e e2ui'arados cometidos antes da entrada em vigor da
Lei n) >>#656* em ;E de março de ;II=* 3 a2uele 'revisto no art# >>;
da Lei de F@ecuç.o Penal% (&C n) 77#I?=MBP9 <a+ 2urma9 relR 7inR
&aurita 4a%9 0+ 2<+10+0=9 $CL 1-+11+0=, p+ 254!+
L!Fazer 9ustiça n.o 3* em muitos casos* obedecer G lei e* sim* obedecer ao
direito 2ue 3 a "onte da lei% (!li+%er 3osa, A ,oz da Toga, 1a+ ed+,
p+ 41!+
L!K.o tre'idei em mudar de voto* '0blica e declaradamente* toda vez 2ue
novos argumentos ou 'rovas concludentes me convenceram do desacerto
do veredictum anteriorN acima do melindre 'essoal de cada um está a
sacrossanta causa da Custiça% (Carlos 'a1imiliano, &ermen4utica e
A'licaç.o do $ireito, 15a+ ed+, p+ 4==!+
24

?oto nI 12+004
!&abeas Cor'us% nI --0+0-+10=444A.
Arts# 56= e 567* n) -* do C8d# Proc# Penal<
arts# 6I* !ca'ut%* : >)* e 57 da Lei n) E#5I(ME7

L So" pena de constituir viol>ncia contra o !status dignitatis% do
indiv1duo, a instauração de persecuç*o penal unicamente se
admite em face de prova ca"al da eCist>ncia do crime e de ind1cios
veementes de sua autoria+
L Comprovada a falta de $usta causa, ou de fundamento ra,o8vel
para a acusação, ser8 força o"star B persecuç*o penal, em
o"s/3uio ao !status dignitatis% do indiv1duo, 3ue deve estar ao
a"rigo de procedimentos ileg1timos e temer8rios+
L Comprovada a falta de 0usta causa para a persecução criminal F
isto / a !ine@ist4ncia de "undamento razoável 'ara a acusaç.o% (Jos+
"rederico 'ar5ues, F@'osiç.o de Motivos do Ante'ro9eto do C8digo de
Processo Penal F, merece deferida a ordem impetrada para trancar
a ação penal (arts# 56= e 567* n) -* do C8d# Proc# Penal+
2<

?oto nI -00
!&abeas Cor'us% nI 421+.12K1
Art# >(=* : ;)* n) -* do C8d# Penal

L ;ão se con:ece de “habeas corpus” preventivo de 3ue não
conste, precisa e claramente, a indicação da autoridade coatora,
faltandoAl:e pois uma das condiçDes o"0etivas de procedi"ilidade6
a legitimação passiva !ad causam%+
L!Allegare nihil et allegatum non 'robare 'aria sunt% (o 3ue em
linguagem 3uer di,er6 nada ale$ar e n,o proar o ale$ado
i"plica" o "es"o++
L!Ko CuAzo criminal* todos os "atos devem ser 'rovados* ainda 2uando n.o
determinem controv3rsia a seu res'eito% (Bento de "aria, C8digo de
Processo Penal, 1-50, vol+ $, p+ 2<2!+

?oto nI 1021
!&abeas Cor'us% nI 42<+402K1
Art# ??> do C8d# Penal (desacato

L Sem/dio constitucional espec1fico para garantir o direito
deam"ulat*rio, o “habeas corpus”, por seu rito peculiar, não sofre
a an8lise aprofundada de provas+ Se, para conced>Alo, :ouver
mister eCame de !alegações e 'rovas* 2ue devam ser e@ibidas em uma
aç.o 2ual2uer* sob 2ual2uer "orma 'rocessual* ao 9uiz cum're inde"erir o
'edido% (edro &essa9 a'ud '( Costa 'anso, O Processo na
Begunda -nstDncia, 1-24, p+ 4-1!+
L Para 3ue, em foro de “habeas corpus”, se decrete o trancamento da
ação penal, / mister 3ue a falta de 0usta causa se patenteie ao
primeiro aspecto e indu,a ao convencimento da ilegalidade do ato
impugnado+
25

?oto nI 140<
!&abeas Cor'us% nI 44-+455K<
Art# >(=* : ;)* ns# - e --* do C8d# Penal<
art# >>; da Lei de F@ecuç.o Penal

L Conforme doutrina comum, não tem o “habeas corpus” função de
apressar decisDes de *rgãos do Poder (udici8rio nem / via
ade3uada para solução de incidentes de eCecução penal+

?oto nI 21-.
!&abeas Cor'us% nI 451+424K4
Art# >>; da Lei de F@ecuç.o Penal

L Atenta a sua nature,a 0ur1dica de rem/dio :eroico, o !habeas
corpus% pode ser impetrado, ainda 3ue pendente recurso interposto
com o escopo de con0urar constrangimento por ilegalidade de ato
0udicial ou a"uso de poder+
L Para 3ue se con:eça, no entanto, de !habeas corpus% su"stitutivo
de recurso ordin8rio, a prova da alegação de a"uso de poder :8 de
ser mais clara 3ue a lu, meridiana+
2=

?oto nI 2214
!&abeas Cor'us% nI 454+2.4K=
Art# >5E do C8d# Penal<
art# 56= do C8d# Proc# Penal

L Conforme princ1pio 0ur1dico altamente reputado, não / o !habeas
corpus% via ade3uada para aferir o elemento su,$eti0o do tipo
penal, o 3ue re3uer eCame percuciente de provas, poss1vel apenas
na instrução criminal do processo+
L ;ão :8 atal:ar a !'ersecutio criminis%, so" color de constrangimento
ilegal, se o fato imputado ao paciente constitui delito em tese, pois
o fim a 3ue tira o in3u/rito policial / precisamente esclarecer a
ocorr>ncia de car8ter criminoso (art# 5) do C8d# Proc# Penal+

?oto nI 2214
!&abeas Cor'us% nI 451+.<5K1
Art# >I=* n) -,* do C8d# Penal<
art# >E= da Lei de F@ecuç.o Penal

L $sto de prescrição da pretens*o e1ecut2ria da pena, segundo
consagrada orientação de nossos 2ri"unais, não se decreta na via
0udicial do “habeas corpus”, cu0o Gm"ito estreito não permite
eCame de 3uestDes 3ue s* podem ser "em aferidas no (u1,o
das CecuçDes Criminais, como a incid>ncia de eventual causa
interruptiva da prescrição (art# >>= do C8d# Penal, etc+
L %e ordin8rio, não / o “habeas corpus” su"stitutivo do recurso
pr*prio, m8Cime 3uando a mat/ria de seu o"0eto reclama
percuciente an8lise de circunstGncias 3ue l:e eCcedem os limites e a
nature,a 0ur1dica+
2.

?oto nI 2244
!&abeas Cor'us% nI 454+452K1
Art# 56= do C8d# Proc# Penal

L!J e@clusiva miss.o do habeas cor'us garantir a liberdade individual na
ace'ç.o restrita* a liberdade "Asica* a liberdade de locomoç.o% (edro
&essa9 a'ud '( Costa 'anso, O Processo na Begunda -nstDncia,
1-24, p+ 4-0!+
L ;isto de !habeas corpus%, !n.o cabe reiteraç.o com "undamento nos
mesmos elementos# Batis"eita a 'restaç.o 9urisdicional* 3 incabAvel novo
'edido sob os mesmos "undamentos% (Damásio !( de Jesus, C8digo de
Processo Penal Anotado, 14a+ ed+, p+ 452!+

?oto nI <.4.
!&abeas Cor'us% nI 4=0+1==A4K1A00
Art# 56= do C8d# Proc# Penal<
art# ;>6 do C8d# Penal

L Por vontade eCpressa da lei, não fa, 0us ao "enef1cio da li,erdade
pro0is2ria 3uem responde a processo por atentado 0iolento ao
pudor (art# ;>6 do C8d# Penal, crime do nOmero dos hediondos
(art# >)* n) ,-* da Lei n) 7#I=;MEI+
L Pedido de desclassificaç*o do fato criminoso não ca"e na esfera
angusta do “habeas corpus”, onde não t>m entrada 3uestDes de alta
indagação, ou 3ue impli3uem aprofundado eCame da prova dos
autos+
2-

?oto nI <-0-
!&abeas Cor'us% nI 4=0+<4=A4K<A00
Arts# ;EE e ;E do C8d# Penal<
art# 56= do C8d# Proc# Penal

L Ainda na esfera do “habeas corpus”, / admiss1vel a an8lise de
provas para aferir a proced>ncia da alegação de falta de 0usta causa
para a ação penal9 defeso / apenas seu eCame aprofundado e de
so"remão, como se pratica na dilação pro"at*ria+
L Para trancar a ação penal, so" o fundamento da aus>ncia de !"umus
boni 9uris%, :8 mister se mostre a prova mais clara 3ue a lu,
meridiana, a fim de se não su"verter a ordem 0ur1dica, entre cu0os
postulados se inscreve o da apuração compuls*ria, pelos *rgãos da
(ustiça, da responsa"ilidade criminal do infrator+

?oto nI <-44
!&abeas Cor'us% nI 4=4+005A4K1A00
Art# 56= do C8d# Proc# Penal

L ;ão tem lugar reiteração de pedido de “habeas corpus” pelos
mesmos fundamentos+
LJK.o se conhece de habeas cor'us 2ue se9a reiteraç.o de outro* 9á
inde"erido% (Re. !orense, vol+ 1<., p+ 440!+
40

?oto nI <-=0
!&abeas Cor'us% nI 4=4+41<A4K.A00
Art# >;>* : ;)* ns# - e -,* do C8d# Penal<
art# >6* n) --* do C8d# Penal<
arts# 6I7 e 6>5 do C8d# Proc# Penal<
art# 56= do C8d# Proc# Penal<
B0mula n) ;> do BTC

L Contra o parecer de not8veis 0uristas, 3ue sustentam não ser o
“habeas corpus” meio apropriado a impugnar decisão de 3ue cai"a
recurso ordin8rio, mostraAse de "om eCemplo con:ecer da
impetração, por3ue, em tese, passa pelo rem/dio 0ur1dicoA
Aprocessual mais c/lere e efica, para con0urar a"usos e ilegalidades
contra o direito B li"erdade de locomoção do indiv1duo (art# ()*
n) L+,---* da Const# Fed#+
L ;a fase da pron6ncia, o 7agistrado afastar8 as circunstGncias
5ualificati0as do crime somente se convicto de sua ineCist>ncia,
não no autori,ando a mera d60ida (art# 6>5 do C8d# Proc# Penal#
L!Pronunciado o r3u* "ica su'erada a alegaç.o de constrangimento ilegal da
'ris.o 'or e@cesso de 'razo na instruç.o% (&%"ula n' )- do S2(!+
41

?oto nI 5010
!&abeas Cor'us% nI 4=5+45=A4K2A00
Art# >6 da Lei n) >I#7;5MI? (Fstatuto do $esarmamento<
art# 56= do C8d# Proc# Penal<
art# ()* n) L+,---* da Const# Fed#


L Ainda 3ue instrumento processual de dignidade constitucional,
pr*prio a tutelar a li"erdade do indiv1duo, não pode o !habeas
corpus% su"stituir o recurso ordinário, m8Cime 3uando a !causa
'etendi% respeita a 5uestões de alta inda)aç*o+
L!O habeas cor'us n.o 3 meio idHneo 'ara corrigir 'ossAvel in9ustiça da
sentença condenat8ria% (Re. !orense. vol+ 11-, p+ 2429 rel+ #+lson
-un)ria)+

?oto nI .-4<
!&abeas Cor'us% nI 1+0-0+.05A4K<A00
Art# 56= do C8d# Proc# Penal

L Apenas a certe,a do procedimento ar"itr8rio ou ilegal da
autoridade coatora, apto a causar coação f1sica ou moral ao
paciente, pode autori,arAl:e a concessão de salvoAconduto, não o
infundado receio de 3ue ven:a a ser preso e processado
criminalmente (art# 56= do C8d# Proc# Penal+
42

?oto nI ==.2
!&abeas Cor'us% nI 1+021+004A4K<A00
Art# ?>I do C8d# Proc# Penal<
art# >; da Lei n) 5#?57M=5<
art# ;)* n) --* da Lei n) 7#I=;MEI<
art# 56= do C8d# Proc# Penal

L Conforme a doutrina comum, o pedido de “habeas corpus” deve
ser instru1do com as peças e documentos 3ue comprovem as
alegaçDes do paciente+
L # Colendo Supremo 2ri"unal Qederal, em copiosos arestos, tem
proclamado 3ue se não toma con:ecimento do pedido de “habeas
corpus” 3uando não est8 devidamente instru1do (Jos+ "rederico
'ar5ues, Flementos de $ireito Processual Penal, 1a+ ed+, vol+ $?,
p+ 41=!+
L ;a esfera do “habeas corpus”, / admiss1vel a an8lise de provas para
aferir a proced>ncia da alegação de falta de $usta causa para a ação
penal9 defeso / apenas seu eCame aprofundado e de so"remão,
como se pratica na dilação pro"at*ria+
L # crime de tráfico de entorpecentes a lei e3uipara a :ediondo
e, pois, em princ1pio / insuscet1vel de li,erdade pro0is2ria
(c"+ arts# >)* n) -* e ;)* n) --* da Lei n) 7#I=;MEI#
44


?oto nI ==--
!&abeas Cor'us% nI 1+004+1<4A4K=A00
Arts# >=>* !ca'ut%* e >=5* 'arág# 0nico* do C8d# Penal<
arts# 56= e 5(E do C8d# Proc# Penal

L!As atribuições do Minist3rio P0blico* bem com'reendidas* s.o as mais
belas 2ue e@istem% (De 'ol+nes< a'ud J(B( Cordeiro 7uerra*
A Arte de Acusar, 1a+ ed+, p+ --!#
L Segundo a comum opinião dos doutores e a 0urisprud>ncia de
nossos 2ri"unais, não comete crime de estelionato o acad>mico
de %ireito 3ue, por feste0ar a data comemorativa da instituição dos
cursos $urídicos no Pa1s F >> de agosto F, pratica a denominada
“pendura”, isto /6 dirigeAse a uma casa de pasto e, ap*s comer B
tripa forra e entrar gal:ardamente pelas "e"idas, c:ama a seu p/ o
dono do esta"elecimento e comunicaAl:e, em discurso de pompa e
circunstGncia, 3ue a3uele troço de estudantes 3uer :omenage8Alo
como a amigo e "enfeitor da vel:a e gloriosa Academia de %ireito
do Margo de São Qrancisco, al/m de significarAl:e eterna gratidão
pelo !o"erecimento% do memor8vel "an3uete+
L m esc*lio ao art# >=5 do C8digo Penal escreveu Damásio !( de
Jesus6 !Fntendeu1se haver mero ilAcito civil e n.o 'enal* uma vez 2ue o
ti'o e@ige 2ue o su9eito n.o 'ossua recursos 'ara o 'agamento dos serviços%
(C#di$o Penal .notado* >=a# ed#* '# 5=6#
L %ispDe o art# 5(E do C8d# Proc# Penal 3ue, se o 2ri"unal verificar ter
08 cessado a viol>ncia ou coação ilegal de 3ue se 3ueiCa o paciente,
l:e 0ulgar8 pre0udicado o pedido de “habeas corpus”+
L!Culga1se o habeas cor'us 're9udicado 2uando o im'etrante obt3m*
durante a aç.o* a situaç.o 9urAdica reclamada% (S/J9 &C n) >#5;?M;9
5a+ 2urma9 rel+ 7in+ 4icente Cernicchiaro9 0+ 1.+12+-5!+
44

?oto nI 12+000
!&abeas Cor'us% nI --0+0-+141-<0A.
Arts# >5>* : >)* n) --* e ;77 do C8d# Penal<
arts# ?>; e 567* n) -* do C8d# Proc# Penal<
arts# ()* n) L,--* e E?* n) -+* da Const# Fed#

L ;ão entra em dOvida 3ue, a despeito do princ1pio da presunção
de inoc>ncia, consagrado na Constituição da SepO"lica (art# ()*
n) L,--, su"siste a provid>ncia da pris*o pre0enti0a, 3uando
conspiram os re3uisitos legais do art# ?>; do C8digo de Processo
Penal6 garantia da ordem pO"lica, conveni>ncia da instrução
criminal ou para assegurar a aplicação da lei penal, desde 3ue
comprovada a materialidade da infração penal e veementes ind1cios
de sua autoria+
L ;ão re3uer o despacho de pris*o pre0enti0a o mesmo rigor 3ue
deve encerrar a decisão definitiva de condenação+ @ o esc*lio de
Damásio !( de Jesus ao art# ?>; do C8d# Proc# Penal6 !A 'ris.o
'reventiva e@ige 'rova bastante da e@ist4ncia do crime e indAcios
su"icientes de autoria# K.o 3 necessária a mesma certeza 2ue deve ter
o 9uiz 'ara a condenaç.o do r3u% (c"# C#di$o de Processo Penal
.notado, 24a+ ed+, p+ 2<4!+
L 7at/ria de alta inda)aç*o, como a 3ue entende com a autoria do
crime, / insuscet1vel de eCame em processo de !habeas corpus%, de
rito sumar1ssimo9 apenas tem lugar na instGncia ordin8ria, com
o"servGncia da regra do contradit*rio+ /rancamento de aç*o
penal por falta de $usta causa unicamente se admite 3uando
comprovada, ao primeiro sO"ito de vista, a atipicidade do fato
imputado ao r/u, ou a sua inoc>ncia (art# 567* n) -* do C8d# Proc#
Penal+
L!F@ame de 'rovas em habeas cor'us 3 cabAvel desde 2ue sim'les* n.o
contradit8ria e 2ue n.o dei@e alternativa G convicç.o do 9ulgador% (S/"9
&C9 rel+ 7in+ Cl20is 3amalhete9 $CL 1.+-+.1, p+ -+1<=!+
4<


L!O dia em 2ue se n.o cum'rirem as decisões 9udiciais transitadas em
9ulgado 'erecerá o direito* e com ele a liberdade* 2ue "aculta a 'lena
realizaç.o da 'essoa humana na sociedade em 2ue vive% (Carlos
Al,erto 'ene%es Direito. Manual do Mandado de Begurança,
4a+ ed+, p+ 200!+
L ntre n*s, tem o direito B propriedade garantia constitucional
(art# () da Const# Fed#+ Por isso, no limiar de toda propriedade
(c:oupana, c:8cara, s1tio e fa,enda!, :averemos de ler, so" a forma
de advert>ncia leg1tima, a imagin8ria inscrição6 !A2ui* sem a minha
autorizaç.o* s8 entra o Bol e ningu3m maisO%#

?oto nI 4<
!&abeas Cor'us% nI 2-<+=20K5
Art# >(( do C8d# Penal<
art# 567* n) -* do C8d# Proc# Penal

L 7uita ve,, não con:ecer do pedido do paciente ser8 o mesmo 3ue
denegar 0ustiça, de todas as faltas, a mais grave e inescus8vel 3ue o
(ui, teria a desgraça de cometer+
L!$esde 2ue* atrav3s de documentos e@istentes em cart8rio* se constate 2ue o
sentenciado 9á cum'riu a 'ena 2ue lhe "oi im'osta* n.o se 9usti"ica a sua
'ris.o* a 'rete@to de ali n.o se encontrarem os autos de e@ecuç.o% (Re.
!orense, vol+ 212, p+ 40!+
45

?oto nI 45
!&abeas Cor'us% nI 2-<+ 4.0K.
Art# >I=* n) -,* do C8d# Penal<
art# 5(E do C8d# Proc# Penal

L!Be o 9uiz ou tribunal veri"icar 2ue 9á cessou a viol4ncia ou coaç.o ilegal*
9ulgará 're9udicado o 'edido% (art# 5(E do C8d# Proc# Penal#

?oto nI 1=.
!&abeas Cor'us% nI 400+0-4K1
Art# >(=* : ;)* ns# - e --* do C8d# Penal

L!O habeas cor'us 3 via inade2uada 'ara o a'ressamento de decisões ou
'rovid4ncias a serem tomadas durante a e@ecuç.o de 'enas* as 2uais devem
ser 'leiteadas 9unto ao CuAzo das F@ecuções* com'etente originalmente
'ara a mat3ria* com 'ossibilidade de eventual recurso 'ara a Bu'erior
-nstDncia% (RJ/T.Cri"&P, vol+ 2=, p+ 149 rel+ &ourenço "ilho)+
4=

?oto nI <0<
!&abeas Cor'us% nI 40.+4-2K-
Art# 56= do C8d# Proc# Penal<
arts# >?; e ?>E do C8d# Penal

L Came de assento e so"remão de temas pro"at*rios não se
compadece com o ritual sumar1ssimo nem com os angustos limites
do “habeas corpus”, salvo se dele depende a aferição do alegado
constrangimento+
L Justa ser8 !a causa 2ue* 'elo direito* bastaria* se ocorresse* 'ara a coaç.o%
(ontes de 'iranda, &ist8ria e Prática do !&abeas Cor'us%,
4a+ ed+, p+ 45.!+ Justa causa, enfim, ser8 somente a3uela estri"ada
em lei+
L ;ão serve a caracteri,ar a figura do peri)o de 0ida a sede das
lesDes, :avendo mister pro"a"ilidade do >Cito letal+
L re0aricar / trair os deveres do pr*prio cargo ou, na imagem do
1nclito #+lson -un)ria, !re'etir o gesto de Pilatos, em cu9a clássica
bacia ainda ho9e* desgraçadamente* muitas m.os se lavam do sangue dos
9ustos% (Co"ent0rios ao C#di$o Penal, 1-<., vol+ $T, p+ 4=5!#

?oto nI <45
!&abeas Cor'us% nI 411+022K-
Arts# 56= e 567* n) --* do C8d# Proc# Penal

L # !habeas cor'us% não / meio idUneo para apressar a entrega de
prestação 0urisdicional relativa a incidente de eCecução de pena+
L A (ustiça deve ol:ar não se viole um dos mais sagrados direitos do
preso6 o de l:e serem despac:ados com preste,a os re3uerimentos9
3ue / coisa mui dif1cil unir a dor B paci>nciaN

4.

?oto nI 541
Correição Parcial nI 1+0==+1.4K-
Art# 56= do C8d# Proc# Penal

L!Caso o in2u3rito 'olicial 9á este9a "indo e tenha sido remetido a CuAzo*
coator 3 a autoridade 9udiciária* ainda 2ue n.o ha9a den0ncia recebida%
(Julio "a,,rini 'ira,ete, Processo Penal, 1--1, p+ 5.1)+

?oto nI 11-0
!&abeas Cor'us% nI 440+=44K=
Art# >(7* : >)< art# =>* 'arág# 0nico* do C8d# Penal

L A (urisprud>ncia, ao fiCar em 89 dias o pra,o m8Cimo para a
apuração da responsa"ilidade criminal de r+u preso, f>Alo
genericamente, sem meter em lin:a de conta a ocorr>ncia de
fatos 3ue atenuam e eCcepcionam o rigor do preceito, v#g#, a
compleCidade da causa, 3ue 0ustifica pe3uena demora na "usca da
verdade real, escopo de todo o processo+
L!Fncerrada a instruç.o criminal* "ica su'erada a alegaç.o de
constrangimento 'or e@cesso de 'razo% (&%"ula n' () do S2(!+
L #s 3ue se dedicam eCemplarmente B profissão 3ue a"raçaram são
dignos sempre de louvor, com especialidade os 3ue se consagraram
B Ad0ocacia, cu0a desmedida grande,a 3ui cele"rou num teCto
su"lime6 !A de"esa tem a sua religi.o* e há na de"esa momentos em 2ue
a2uele 2ue a'ela 'ara a Custiça está na 'resença de $eus% (1bras
Co"pletas, vol+ TT$$$, t+ ?, p+ 51!+
4-


?oto nI 124=
!&abeas Cor'us% nI 442+205K4
Art# >=> do C8d# Penal<
art# 56= do C8d# Proc# Penal

L m lin:a de princ1pio, não / o “habeas corpus” meio idUneo para
o"star o curso do in5u+rito policial nem da ação penal, se o fato
imputado ao r/u constituir crime e :ouver ind1cios suficientes de
sua autoria+

?oto nI 12<5
!&abeas Cor'us% nI 442+015K-
Art# >(=* : ;)* ns# - e --* e ?;E do C8d# Penal

L Pela intensa comoção 3ue os delitos de rou"o provocam no
organismo social, repugna conceder a seu autor li,erdade
pro0is2ria primeiro 3ue a (ustiça l:e averigue a responsa"ilidade
criminal+
L ;ão configura constrangimento, repar8vel por “habeas corpus”,
pe3uena e 0ustificada demora na instruç*o do processo, causada
pela nãoAapresentação a (u1,o de paciente re3uisitado na forma da
lei+
L ;a ação especial de “habeas corpus”, atento seu rito sum8rio,
apenas / poss1vel discutir o direito violado, não o fato, salvo se não
o"rigar a percuciente eCame de prova+
40


?oto nI 1442
!&abeas Cor'us% nI 441+.44K1
Art# >7I do C8d# Penal

L Conforme a doutrina comum, o pedido de “habeas corpus” deve ser
instru1do com as peças e documentos 3ue comprovem as alegaçDes
do paciente+
L # Colendo Supremo 2ri"unal Qederal, em copiosos arestos, tem
proclamado 3ue se não toma con:ecimento do pedido de “habeas
corpus” 3uando não est8 devidamente instru1do (c"# Jos+ "rederico
'ar5ues, Flementos de $ireito Processual Penal, 1a+ ed+, vol+ $?,
p+ 41=!+

?oto nI 1<<2
!&abeas Cor'us% nI 44<+5.5K-
Art# >(=* : ;)* ns# - e --* e =>* do C8d# Penal

L @ princ1pio acol:ido sem reserva 3ue, tanto 3ue passe em 0ulgado
sua decisão, 08 não tem o (ui, competência para rev>Ala+ ?em a
ponto a lição de -+lio /orna)hi6 !Cá no $ireito romano* Ll'iano
ensinava6 $e'ois de 'ronunciada a sentença* o 9uiz 'erde a 9urisdiç.o e n.o
'ode corrigi1la* 2uer ha9a e@ercido seu o"Acio bem* 2uer o tenha "eito mal%
(Curso de Processo Penal, 1-.0, vol+ $$, p+ 4<4!+
L @ do Supremo 2ri"unal Qederal a competência para con:ecer e
0ulgar de “habeas corpus” impetrado contra ato do 2ri"unal de
Alçada Criminal (c"# Re. Tribs., vol+ =4=, p+ <<1!+
41


?oto nI

1501
!&abeas Cor'us% nI 445+=45K4
Art# >(=* : ;)* ns# - e --* e : ?)* e >6* n) --* do C8d# Penal

L ;as raias estreitas do “habeas corpus”, não / poss1vel eCaminar
senão o fato 3ue evidencie, ao primeiro aspecto, a ilegalidade
do constrangimento+ 7at/ria 3ue reclame an8lise profunda e
individuada, essa apenas tem lugar na via ordin8ria, na instGncia da
instrução criminal+
L ;ão se con:ece de “habeas corpus” 3ue se0a simples reiteração de
outro 08 denegado+
L A meta cronol*gica de 89 dias, fiCada pela (urisprud>ncia como o
pra,o m8Cimo para a formação da culpa de r/u preso, não tem
car8ter perempt*rio nem fatal, ao rev/s est8 su0eita a conting>ncias6
somente configura constrangimento ilegal o eCcesso de pra,o a 3ue
:ouver dado causa a incOria do (ui, ou do Promotor de (ustiça+
L!Fncerrada a instruç.o criminal* "ica su'erada a alegaç.o de
constrangimento 'or e@cesso de 'razo% (&%"ula n' () do S2(!+
42

?oto nI 1525
!&abeas Cor'us% nI 445+--2K0
Art# >(=* : ;)* ns# - e --* e ;E do C8d# Penal<
art# >>; da Lei de F@ecuç.o Penal

L ;ão :8 imputar ao (u1,o da Cecução eventual delonga na
remoç*o de condenado para esta"elecimento penal, pois se trata
de provid>ncia 3ue cai so" a responsa"ilidade da Coespe segundo o
0usto e ra,o8vel crit/rio da precessão de tempo+
L Pelo 3ue, visto carece da pertin>ncia su"0etiva da ação de “habeas
corpus”, não pode o (u1,o da Cecução ser arguido de estar
coagindo o sentenciado em sua li"erdade de locomoção+
L 7as, por3ue !n.o há maior tormento no mundo 2ue o es'erar%, como
sentenciou o eminent1ssimo 4ieira (Bermões, 1-<-, t+ ?, p+ 210!, a
autoridade 0udici8ria prover8 3ue se efetive, com a maior rapide,
3ue l:e permitam as circunstGncias do tempo, a remoção do
condenado para o esta"elecimento ade3uado a seu regime prisional+
44

?oto nI

1545
!&abeas Cor'us% nI 44.+4-5K.
Art# >>; da Lei de F@ecuç.o Penal

L ;ão / o !habeas corpus” via legal idUnea para apressar decisDes
nem apreciar pedido de 'rogress.o de regime 'risional, por implicar
an8lise detida de re3uisitos o"0etivos e su"0etivos, reservada B
compet>ncia do (u1,o da eCecução (art# 55* n) ---* alAnea b* da Lei
de F@ecuç.o Penal+
L ;isto de promoç*o de re)ime, não :8 entender a Se)unda
:nst;ncia, eCceto em caso de recurso+

?oto nI 1-15
!&abeas Cor'us% nI 4<4+-00K.
Art# >=> do C8d# Penal<
art# >>; da Lei de F@ecuç.o Penal

L ;ão se con:ece de “habeas corpus” fundado nas mesmas ra,Des de
pedido anterior, 08 apreciado e indeferido+
L Ao confirmar o ato arguido de ilegal na primeira decisão, tornaAse
o 2ri"unal *rgão coator, sendoAl:e pois defeso pronunciarAse a
tal respeito, visto não pode conceder “habeas corpus” contra si
pr*prio+
44

?oto nI 24=4
!&abeas Cor'us% nI 4=0+040K-
Art# >(=* : ;)* ns# - e --* do C8d# Penal<
art# >>I do C8d# Proc# Penal

L Se id>nticas as causas<crimes, / l1cito anular, pela via :eroica do
“habeas corpus”, a nova condenação, em o"s/3uio B regra so"erana
da coisa $ul)ada (art# >>I do C8d# Proc# Penal+ %ecidido o feito pelo
m/rito, / defeso intentar nova lide so"re o mesmo o"0eto+
L!Bentença 2ue 'assou em 9ulgado n.o se deve outra vez meter em dis'uta%
(C;ndido 'endes de Almeida, Au@iliar CurAdico, 1-.<, vol+ $$,
p+ <..!+

?oto nI 24--
!&abeas Cor'us% nI 4=0+025K4
Art# >?E do C8d# Penal<
art# 567* n) -* do C8d# Proc# Penal

L Ainda na esfera do !habeas corpus”, / admiss1vel a análise de
pro0as para aferir a proced>ncia da alegação de falta de $usta causa
para a ação penal9 defeso / apenas seu eCame aprofundado e de
so"remão, como se pratica na dilação pro"at*ria+
L Para trancar a aç*o penal, so" o fundamento da aus>ncia de !"umus
boni 9uris%, :8 mister se mostre a pro0a mais clara 3ue a lu,
meridiana, a fim de se não su"verter a ordem 0ur1dica, entre cu0os
postulados se inscreve o da apuração compuls*ria, pelos *rgãos da
(ustiça, da responsa"ilidade criminal do infrator+
L Ainda 3ue dirigida a pessoa $urídica, a imputação ofensiva pode,
em tese, configurar difamaç*o (art# >?E do C8d# Penal, pois alcança
seus representantes legais, os su0eitos passivos do crime+

4<

?oto nI 2<-2
!&abeas Cor'us% nI 4=0+4.0K4
Art# >57* : >)* n) ---* do C8d# Penal<
art# 567* n) -* do C8d# Proc# Penal

L # eCame de provas no Gm"ito do “habeas corpus”, para a
verificação da falta de $usta causa para a ação penal, tem sido
p8"ulo de tormentosas disputas+ 7as, a intelig>ncia 3ue, de
presente, prevalece a tal respeito, assim na %outrina como na
(urisprud>ncia, / a de 3ue, em"ora incompat1vel o processo
de “habeas corpus” com o contradit*rio ou ampla indagação
pro"at*ria, tem lugar o eCame dos elementos dos autos, !'ara
avaliar1se da legalidade ou ilegalidade da aç.o 'enal% (c"# Re. Tribs.,
vol+ 4-1, p+ 4=<9 rel+ 7in+ Costa &ima)+
L!F@ame de 'rovas em habeas cor'us 3 cabAvel desde 2ue sim'les* n.o
contradit8ria e 2ue n.o dei@e alternativa G convicç.o do 9ulgador% (S/"9
&C9 rel+ 7in+ Cl20is 3amalhete9 $CL 1.+-+.1, p+ -+1<=!+
L!Pui 9ure suo utitur neminem laedit%+ (Vuer isto di,er, tirado em
vern8culo6 Puem usa de seu direito a ningu3m 're9udica+
L!As sanções 'enais s.o o 0ltimo recurso 'ara con9urar a antinomia entre
a vontade individual e a vontade normativa do Fstado% (#+lson
-un)ria, Comentários ao C8digo Penal, 1-=., vol+ $, t+ $$, pp+ 14A1<!+
L!Kenhuma cousa merece maior estimaç.o 2ue a 2ue tem custado muito
tem'o* 'or2ue o tem'o 3 a mais 'reciosa cousa do mundo% (Bluteau,
,ocabulário, 1=12, t+ $, Pr8logo!+
L Justa di,Ase a causa estri"ada em lei, a causa leg1tima+
45

?oto nI 2522
!&abeas Cor'us% nI 4=4+1.4K4
Art# >(=* : ;)* ns# - e --* do C8d# Penal<
art# >>; da Lei de F@ecuç.o Penal

L ;ão se con:ece de “habeas corpus” 3ue se0a simples reiteraç*o de
pedido anterior, com os mesmos fundamentos de fato e de direito+ A
ra,ão / 3ue, satisfeita a prestaç*o $urisdicional, não pode o (u1,o
ou 2ri"unal reapreciar a mat/ria do lit1gio, senão mediante recurso
ordin8rio+
L (8 dispun:am as vel:as Ordenações 3ue sentença 3ue passa em
0ulgado não se deve outra ve, meter em disputa (c"+ C;ndido
'endes de Almeida, Au@iliar CurAdico, 1-.<, vol+ $$, p+ <..!+

?oto nI 25.0
!&abeas Cor'us% nI 4=4+505K4
Arts# >(I* !ca'ut%* e ?I= do C8d# Penal

L Sem/dio processual espec1fico para a tutela das garantias e direitos
fundamentais do indiv1duo, / o !habeas corpus” instrumento idUneo
para o eCame da eCist>ncia de $usta causa para ação penal+ Por seu
rito sum8rio, entretanto, somente ense0a o trancamento de in3u/rito
ou ação penal 3uando salte aos ol:os desde logo a atipicidade do
fato arguido de criminoso (art# 56= do C8d# Proc# Penal+
L A apuração da responsa,ilidade criminal do r/u / pr*pria da
instGncia penal do contradit*rio9 transferiAla para a via :eroica do
“habeas corpus” seria decidir a 3uestão de m/rito, atri"uição
privativa do Juí%o da causa+
4=


?oto nI 2=40
!&abeas Cor'us% nI 4=5+-22K=
Art# >(=* : ;)* n) -* do C8d# Penal

L Ao instituto do !habeas corpus”, de rito especial e sumar1ssimo,
repugna a apreciação de mat/ria relativa B n*o<culpa,ilidade do
paciente, o 3ue apenas pode ser aferido no processo ordin8rio de
con:ecimento, ap*s a dilação pro"at*ria+
L A alegação do r+u de 3ue est8 perante a "arra !'or ser 'reto e 'obre%
/ argumento especioso, 3ue não tem entrada no templo da divina
2>mis incorrupt1vel, a 3ual tra, numa das mãos uma "alança9 um
gl8dio (ou espada! na outra+ !A balança 'ondera as causas* a es'ada
castiga os r3us% ('anuel Bernardes, Kova Floresta, 1-50, vol+ ?$$$,
p+ 45=!+ ;ão / pelos acidentes da cor 3ue 0ulga os :omens, senão
por seus atos+

?oto nI 2.01
!&abeas Cor'us% nI 4=.+.<5K.
Art# >7I* !ca'ut%* do C8d# Penal<
art# 5(E do C8d# Proc# Penal

L Cessada a coaç*o ile)al pelo deferimento de li"erdade provis*ria
ao paciente, o “habeas corpus” impetrado em seu favor perde o
o"0eto e, pois, deve 0ulgarAse pre$udicado+ @ o 3ue dispDe o art.
2(3 do C#d. Proc. Penal6 !Be o 9uiz ou o tribunal veri"icar 2ue 9á cessou
a viol4ncia ou coaç.o ilegal* 9ulgará 're9udicado o 'edido%+
4.

?oto nI 2.5-
!&abeas Cor'us% nI 4.1+5<.K.
Art# >(=* : ;)* ns# - e --* do C8d# Penal<
arts# ?>I* 'arág# 0nico* e 567* n) -* do C8d# Proc# Penal

L @ princ1pio geralmente rece"ido 3ue, em processo de “habeas
corpus”, ca"e eCame de 3uestDes de fato para averiguar da
eCist>ncia, ou não, da $usta causa para a ação penal+ @ defesa,
contudo, sua an8lise percuciente e de espaço, por isso 3ue pr*pria
s* da via 0udicial ordin8ria, com o"servGncia do preceito do
contradit*rio6 !audiatur et altera 'ars%+
L Se o fato imputado ao paciente constitui crime em tese, :8 $usta
causa para a instauração da lide penal+ A proclamação da inocência
do acusado, por eCigir eCame detido das provas, não se compreende
nos estreitos limites da ação de !habeas corpus” (art# 567* n) -* do
C8d# Proc# Penal+
L A concessão de li,erdade pro0is2ria ao r/u preso, a lei su"ordina
B satisfação de re3uisito indeclin8vel6 inocorr>ncia de motivo 3ue
autori,e a prisão preventiva (c"# art# ?>I* 'arág# 0nico* do C8d# Proc#
Penal+ #ra, por sua periculosidade, o autor de rou,o incide na
cl8usula restritiva9 pelo 3ue, não tem 0us ao "enef1cio+
4-

?oto nI 2.-1
!&abeas Cor'us% nI 4==+045K1
Art# >>; da Lei de F@ecuç.o Penal

L @ g>nero grande de in$ustiça negar a um dos r+us o 3ue se deferiu
a outro, em igualdade de condiçDes+
L Por e3uidade, / força deferir ao condenado aguarde em pris*o<
<al,er)ue domiciliar a eCist>ncia de vaga para cumprimento da
pena em esta"elecimento pr*prio do regime semia,erto, no caso
de a (ustiça :aver 08 concedido igual "enef1cio ao corr/u do
processo+

?oto nI 2-<<
!&abeas Cor'us% nI 4.4+022K5
Arts# >(=* : ;)* ns# - e --* e >6* n) --* do C8d# Penal<
art# >>; da Lei de F@ecuç.o Penal

L # “habeas corpus” não / a via processual ade3uada para o"ter
modificação de re)ime prisional fiCado ao r/u na sentença
condenat*ria+ Vuestão compleCa e de alto coturno, somente poder8
eCaminarAse em grau de recurso ou na instGncia de re0is*o
criminal+
<0

?oto nI 2-41
!&abeas Cor'us% nI 4.4+--4K1
Art# >((* : 6)* n) -* do C8d# Penal<
art# >>; da Lei de F@ecuç.o Penal

L!Custiça atrasada n.o 3 9ustiça* sen.o in9ustiça 2uali"icada e mani"esta
(3ui, Oraç.o aos Moços, 1a+ ed+, p+ 42!+
L So" pena de caracteri,ar des0io de e1ecuç*o, deve o condenado
cumprir sua pena em esta"elecimento prisional ade3uado ao regime
3ue l:e fiCou a sentença9 mas, desde 3ue o Jui% tomou as
pro0idências 3ue estavam em suas mãos para satisfa,er B vontade
da lei, não ca"e a arguição de constrangimento ilegal pela
perman>ncia do sentenciado em re)ime fechado en3uanto aguarda
sua remoção ao semia"erto+ A delon)a na reali,ação da medida,
pela eCist>ncia de o"st8culos de cun:o administrativo, não l:e pode
ser imputada, senão a motivo de !"orça maior transindividual%,
segundo ontes de 'iranda (Comentários ao C8digo de Processo
Civil, 1-4=, vol+ $$, p+ 12-!+
L Se o 'a)istrado praticou com "oa eCação os atos de seu of1cio, não
pode ser o"rigado a mais (!ad im'ossibilia nemo tenetur%+ ;ão
desconv/m notar ainda 3ue alguma demora na transfer>ncia do
condenado a esta"elecimento da rede da Coespe incluiAse entre as
invenc1veis conting>ncias a 3ue estarão sempre su0eitos a3ueles 3ue,
deli"eradamente, violarem a ordem $urídica+
<1

?oto nI 2-5.
!&abeas Cor'us% nI 4.4+-24K2
Art# >(=* : ;)* ns# - e --* do C8d# Penal<
art# 5(E do C8d# Proc# Penal

L Cessada a coaç*o ile)al pelo deferimento de li"erdade provis*ria
ao paciente, o “habeas corpus” impetrado em seu favor perde o
o"0eto e, pois, deve 0ulgarAse pre$udicado+ @ o 3ue dispDe o
art. 2(3 do C#d. Proc. Penal6 !Be o 9uiz ou o tribunal veri"icar 2ue 9á
cessou a viol4ncia ou coaç.o ilegal* 9ulgará 're9udicado o 'edido%+

?oto nI 2--4
!&abeas Cor'us% nI 4.4+1=2K.
Art# ?IE do C8digo de TrDnsito<
art# (E6 do C8d# Proc# Penal<
Fmenda Constitucional n) ;;* de >7#?#EE

L!K.o se conhece de habeas cor'us 2ue se9a reiteraç.o de outro* 9á inde"erido%
(Re. !orense, vol+ 1<., p+ 440!+
L @ princ1pio acol:ido sem reserva 3ue, tanto 3ue passe em 0ulgado
sua decisão, 08 não tem o (ui, competência para rev>Ala+ ?em a
ponto a lição de -+lio /orna)hi6 !Cá no $ireito romano* Ll'iano
ensinava6 $e'ois de 'ronunciada a sentença* o 9uiz 'erde a 9urisdiç.o e n.o
'ode corrigi1la* 2uer ha9a e@ercido seu o"Acio bem* 2uer o tenha "eito malP
(Curso de Processo Penal, 1-.0, vol+ $$, p+ 4<4!+
L @ ao Colendo Superior /ri,unal de Justiça 3ue compete 0ulgar
os “habeas corpus” impetrados contra ato do /ri,unal de Alçada
Criminal, conforme o preceito do art# >I(* n) -* alAneas a e c* da
Constituiç.o Federal, eCplicitado pela !menda Constitucional
n= >>, de 1. de março de 1--- (c"# &C n) =7#I5E1EMMQ9 2a+ 2urma9
rel+ 7in+ 'arco Aur+lio9 $CL 14+<+--!+
<2

?oto nI 402=
!&abeas Cor'us% nI 41=+1-5K5
Art# >(=* : ;)* ns# -* -- e ,* do C8d# Penal<
arts# 55 e >>7 da Lei de F@ecuç.o Penal

L ;en:uma censura admite a decis*o 3ue susta !ad cautelam% o
regime prisional do r/u pela pr8tica de falta )ra0e+ 2rataAse de
previsão legal (art# >>7* n) -* da Lei de F@ecuç.o Penal e de medida
3ue, suposto dr8stica, se inscreve no amplo poder discricion8rio do
(ui,+
L # eCame das condiçDes 3ue autori,am a modificação do re)ime
prisional do sentenciado compete, por disposição legal eCpressa, ao
(ui, da eCecução (art# 55* n) ---* alAnea b* da Lei de F@ecuç.o Penal!9 s*
pela via recursal poder8 a Superior $nstGncia pronunciarAse a tal
respeito, so" pena de suprimir grau de 0urisdição+
L!As es'eranças 2ue tardam tiram a vida% (4ieira, &ist8ria do Futuro,
p+ 45!+
<4

?oto nI 40-0
!&abeas Cor'us% nI 4.=+<02K=
Art# >(=* : ;)* ns# -* -- e -,* do C8d# Penal<
art# ?>I* 'arág# 0nico* do C8d# Proc# Penal

L A preocupação de mitigar o rigor do cárcere F !casa dos mortos%, na
eCpressão verdadeira do insigne !li+%er 3osa (in Jur4dica, nI 110,
p+ 1=! F avulta sempre entre as 3ue avassalam o esp1rito do (ui,+
L ;em todo o e1cesso de pra%o constitui causa e motivo de coação
ilegal, senão a3uele apenas 3ue decorra da des1dia do 7agistrado ou
do Promotor de (ustiça+
L!Fncerrada a instruç.o criminal* "ica su'erada a alegaç.o de
constrangimento 'or e@cesso de 'razo% (&%"ula n' () do S2(!+
L A pr8tica de rou,o inculca no agente profundo despre,o das regras
3ue disciplinam a vida em sociedade, so"re desco"rirAl:e alentada
carga de desa0uste /tico+ m princ1pio, não tem 0us B li,erdade
pro0is2ria+

?oto nI 41.5
!&abeas Cor'us% nI 4-1+=05K0
Art# >(=* : ;)* ns# - e --* do C8d# Penal<
art# 56= do C8d# Proc# Penal<
arts# (E?* n) -* e 5;5 do C8d# Proc# Penal

L $nadmiss1vel, no Gm"ito do !habeas corpus”, por suas caracter1sticas
especiais e rito sumar1ssimo, discutir a in0ustiça de sentença
condenat*ria 3uanto B dosimetria da pena+ Vuestão 3ue implica
eCame aprofundado dos autos da ação penal, somente poder8 ser
tratada na 0ia ordinária da apelação ou da revisão criminal+

<4

?oto nI 425.
!&abeas Cor'us% nI 4-2+150K.
Arts# >(=* : ;)* e >6* n) --* do C8d# Penal<
art# 56= do C8d# Proc# Penal

L ;ão / o “habeas corpus” o rem/dio 0ur1dicoAprocessual ade3uado
para a concessão de re)ime prisional ou li0ramento condicional,
visto se trata de provid>ncias 3ue, por eCigirem an8lise profundada
dos autos e dos re3uisitos su"0etivos do sentenciado, competem,
privativamente, ao (u1,o das CecuçDes Criminais (art# 55* n) ---* da
Lei de F@ecuç.o Penal+

?oto nI 4424
!&abeas Cor'us% nI 4-<+=-4K-
Art# >(=* : ;)* ns# - e --* do C8d# Penal<
art# 56= do C8d# Proc# Penal

L ;ão ca"e reiteração de pedido de !habeas corpus” so" os mesmos
fundamentos+
L!K.o se conhece de habeas cor'us 2ue se9a reiteraç.o de outro* 9á inde"erido%
(Re. !orense, vol+ 1<., p+ 440!+
L!Fncerrada a instruç.o criminal* "ica su'erada a alegaç.o de
constrangimento% ilegal (&%"ula n' () do S2(!+
<<

?oto nI 444-
!&abeas Cor'us% nI 4-5+-45K.
Art# >I* !ca'ut%* da Lei n) E#6?=ME=<
art# 567* n) --* do C8d# Proc# Penal

L Por evitar a"uso e afronta ao !status libertatis% do indiv1duo, orçou a
0urisprud>ncia dos 2ri"unais em 89 dias o pra,o m8Cimo para a
apuração da responsa"ilidade criminal do r+u preso+ ste / o
marco mili8rio 3ue separa a legalidade do ar"1trio+ Pelo 3ue, eCceto
se 0ustificado, o eCcesso de pra,o na formaç*o da culpa configura
constrangimento ilegal, remedi8vel por “habeas corpus” (art# 567*
n) --* do C8d# Proc# Penal+
L Pe3uena demora no encerramento da instruç*o criminal,
motivada por força maior, 3ue não estava nas mãos do Jui%
prevenir nem con0urar, sempre se releva e compreende, pois
ningu/m / o"rigado ao imposs1vel (!nemo tenetur ad im'ossibilia%+
L # Jui%, em suas decisDes, deve sempre guiarAse pela l*gica do
0urista, 3ue /, na eCpressão de 3ecasens Siches, a l8gica do razoável+
<5

?oto nI 44<<
!&abeas Cor'us% nI 4-5+.55K2
Art# >(=* : ;)* ns# - e --* do C8d# Penal<
art# ?>I* 'arág# 0nico* do C8d# Proc# Penal

L A concessão de li,erdade pro0is2ria ao r/u preso a lei su"ordina
B satisfação de re3uisito indeclin8vel6 inocorr>ncia de motivo 3ue
autori,e a prisão preventiva (c"# art# ?>I* 'arág# 0nico* do C8d# Proc#
Penal+ #ra, por sua periculosidade, o autor de rou,o incide na
cl8usula restritiva9 pelo 3ue, não tem 0us ao "enef1cio+
L So" pena de su"versão de princ1pios capitais do sistema 0ur1dicoA
Aprocessual, não / l1cito proceder o 2ri"unal a an8lise aprofundada
de pro0as, no Gm"ito de “habeas corpus”, com o intuito de aferir a
$usta causa para a ação penal9 eCame de m+rito apenas tem lugar
na instGncia ordin8ria, ap*s regular dilação pro"at*ria+

?oto nI 4<<.
!&abeas Cor'us% nI 4--+<04K<
Art# >(=* : ;)* ns# - e --* do C8d# Penal<
art# ?E?* n) -* do C8d# Proc# Penal

L @ princ1pio geralmente rece"ido 3ue 0ício do in5u+rito policial,
peça de car8ter apenas informativo, não se comunica B ação penal+
L Se perfeita 3uanto B forma, não se anula sentença condenat2ria
em processo de “habeas corpus”9 sua reforma somente / poss1vel
pela 0ia recursal ordin8ria+
<=


?oto nI 4.25
!&abeas Cor'us% nI 40.+0.2K.
Art# >=> do C8d# Penal<
art# 56= do C8d# Proc# Penal

L Se o 'a)istrado defere e, pois, determina a reali,ação de
dilig>ncias re3ueridas pelo romotor de Justiça em autos de
in3u/rito policial, assume, !i'so "acto%, o car8ter de autoridade
coatora9 pelo 3ue, / do /ri,unal a competência para con:ecer e
0ulgar de “habeas corpus” impetrado para pUr termo a alegado
constrangimento+
L ;ão constitui constrangimento ilegal repar8vel pela via :eroica do
“habeas corpus” o indiciamento de 3uem / acusado da pr8tica de
fato 3ue, em tese, configura delito+ ;esse caso, a apuração de sua
responsa"ilidade passa por eCig>ncia da lei (art# 5) do C8d# Proc#
Penal+
L # trancamento do in5u+rito policial, por implicar profunda
3ue"ra da atividade inerente B Pol1cia (udici8ria e ao 7inist/rio
PO"lico, somente se admite 3uando salte aos ol:os a falta de $usta
causa para a persecução penal+
<.

?oto nI 4.5-
!&abeas Cor'us% nI 411+=00K1
Art# >(=* : ;)* ns# - e --* do C8d# Penal

L $nstituto de nature,a especial e rito sum8rio, o “habeas corpus”,
segundo o comum sentir dos 0uristas, não se presta ao eCame de
5uestões de alta inda)aç*o9 pelo 3ue, em seus raios estreitos,
somente pode aferirAse a ilegalidade manifesta !ictu oculi%, ou ao
primeiro ol:ar9 se não, impende recorrer B via ordin8ria, na 3ual
o fato e suas circunstGncias se0am analisados de espaço e
profundamente (art# 56= do C8d# Proc# Penal+
L A condenação de pessoa diversa do r+u (3ue l:e usara
indevidamente a c/dula de identidade! não / 3uestão 3ue se possa
dirimir na esfera do rem/dio 0udicial do “habeas corpus”, eCceto se,
confrontadas suas impressões di)itais com a3uelas dos autos do
processo, ficar comprovado 3ue se trata de outro indiv1duo+

?oto nI 4.-5
!&abeas Cor'us% nI 414+.=5K4
Arts# >((* : 6)* n) -,* e >6* n) --* do C8d# Penal<
art# >>; da Lei de F@ecuç.o Penal

L!J e@clusiva miss.o do habeas cor'us garantir a liberdade individual na
ace'ç.o restrita* a liberdade "Asica* a liberdade de locomoç.o% (edro
&essa9 a'ud '( Costa 'anso, O Processo na Begunda -nstDncia,
1-24, p+ 4-0!+
L A decisão so"re pedido de pro)ress*o ao regime semia"erto
eCcede Bs raias do “habeas corpus”, por3ue re3uer eCame
aprofundado de circunstGncias de fato e su"0etivas, 3ue apenas B
vista do processo de eCecução / poss1vel alcançar+
<-

?oto nI 400<
!&abeas Cor'us% nI 41=+5-0K0
Arts# 56= e 567* n) -* do C8d# Proc# Penal

L #"rigação primeira do impetrante de “habeas corpus” / instru1Alo
satisfatoriamente9 não "asta alegar um fato, deve prov8Alo+ %onde
vieram a afirmar os antigos6 nada alegar, ou não provar o alegado, /
uma s* e a mesma coisa (!allegare nihil et allegatum non 'robare 'aria
sunt%+
L # trancamento do in5u+rito policial, por implicar profunda
3ue"ra da atividade inerente B Pol1cia (udici8ria e ao 7inist/rio
PO"lico, somente se admite 3uando salte aos ol:os a falta de $usta
causa para a persecução penal+

?oto nI 2<42
!&abeas Cor'us% nI 4=0+<5.K=
Art# ;=;* 'arág# 0nico* do C8d# Penal<
art# (E6 do C8d# Proc# Penal

L Apelar em li,erdade / "enef1cio 3ue a lei reserva somente aos r/us
prim8rios e de "ons antecedentes (art# (E6 do C8d# Proc# Penal+
L ntre os efeitos da sentença condenat*ria contaAse o de ser o r+u
preso (art# ?E?* n) -* do C8d# Proc# Penal+
L ;o raio angusto do “habeas corpus”, somente / poss1vel o eCame de
mat3ria de "ato se demonstrada, ao primeiro sO"ito de vista, a
ilegalidade da coação+
L Ainda 3ue reincidente, o condenado a pena de detenç*o tem o
direito de cumpriAla so" o regime semiaberto (art# ??* : ;)* alAnea b*
do C8d# Penal+
50

?oto nI 4112
!&abeas Cor'us% nI 424+240K-
Arts# >((* : 6)* n) -,* e >6* n) --* do C8d# Penal<
art# >>I* : >)* do C8d# Penal<
art# 5> do C8d# Proc# Penal

L 7at/ria de defesa 3ue entende com a prescrição da pretensão
punitiva estatal, a eCtinção da puni"ilidade do agente prevista no
art# >>I* : >)* do C8d# Penal pode ser declarada a todo o tempo,
mesmo em “habeas corpus”, por força do preceito do art# 5> do C8d#
Proc# Penal, e do aforismo 0ur1dico !odiosa restringenda* "avorabilia
am'lianda% (em vulgar6 restrin0aAse o odioso9 amplieAse o favor8vel!+

?oto nI 4122
Securso de !&abeas Cor'us% nI 1+441+44<K.
Art# ()* n) L,--* da Const# Fed#<
art# 5) do C8d# Proc# Penal

L ;ão :8 atal:ar a !'ersecutio criminis%, so" color de constrangimento
ilegal, se o fato imputado ao paciente constitui delito em tese, pois
o fim a 3ue tira o in3u/rito policial / precisamente esclarecer
ocorr>ncia de car8ter criminoso (art# 5) do C8d# Proc# Penal+
L m face do princ1pio da presunç*o de inocência, consagrado
pelo teCto constitucional (art# ()* n) L,--* da Const# Fed#, / não s*
escusado, senão tam"/m in13uo, su"meter o suspeito a indiciamento
formal, de plano, primeiro 3ue a apuração revele ind1cios graves e
concretos de sua culpa"ilidade+
51

?oto nI 44=1
!&abeas Cor'us% nI 441+222K4
Art# >(=* : ;)* ns# - e --* do C8d# Penal<
art# >>; da Lei de F@ecuç.o Penal

L A pro)ress*o de re)ime prisional, como est8 su0eita B verificação
pr/via do concurso dos re3uisitos, de car8ter o"0etivo e su"0etivo,
definidos pelo art# >>; da Lei de F@ecuç.o Penal, / provid>ncia
privativa do Juí%o das !1ecuções Criminais (art# 55* n) ---* alAnea
b9 ao 2ri"unal ca"e apenas, em grau de recurso, o reeCame da
3uestão ali decidida, sendoAl:e defeso, na via sumar1ssima e estreita
do “habeas corpus”, deferir ao sentenciado o "enef1cio+

?oto nI 4-.1
!&abeas Cor'us% nI 4<1+442K1
Art# >(=* !ca'ut%* do C8d# Penal<
art# 567* n) -* do C8d# Proc# Penal

L 7at/ria de alta inda)aç*o, como a 3ue entende com o elemento
moral do crime (dolo, / insuscet1vel de eCame em processo de
“habeas corpus”, de rito sumar1ssimo9 apenas tem lugar na
instGncia ordin8ria, com o"servGncia da regra do contradit*rio+
/rancamento de aç*o penal por falta de $usta causa unicamente
se admite 3uando comprovada, ao primeiro sO"ito de vista, a
atipicidade do fato imputado ao r/u, ou a sua inoc>ncia (art# 567*
n) -* do C8d# Proc# Penal+
L!F@ame de 'rovas em habeas cor'us 3 cabAvel desde 2ue sim'les* n.o
contradit8ria e 2ue n.o dei@e alternativa G convicç.o do 9ulgador% (S/"9
&C9 rel+ 7in+ Cl20is 3amalhete9 $CL 1.+-+.1, p+ -+1<=!+
52

?oto nI 44=5
7andado de Segurança nI 441+400K.
Art# >(=* : ;)* ns# - e --* do C8d# Penal<
art# ()* n) L,* da Const# Fed#<
art# 567* n) -* do C8d# Proc# Penal

L # meio le)al para o"ter a decretação da nulidade de processo
por afronta ao direito de defesa / o “habeas corpus”, 3ue não o
mandado de se)urança+ Secon:eceAl:e a preced>ncia a pr*pria
Constituiç.o FederalN mandado de segurança ca"e apenas 3uando o
direito violado não se puder amparar nem defender por “habeas
corpus” (c"# art# ?)* n) L+-++
L feito grande do progresso cultural dos povos, o direito de defesa
constitui, de presente, garantia imposterg8vel do indiv1duo+ 2oda
ve, 3ue acusado de crime, tem 0us B defesa, mesmo 3ue, vil1ssimo
entre os de sua condição, este0a na3uele ponto da escala ,ool*gica
onde o :omem confina com a animalidade "ruta+
L Ainda 3ue Otil e dese08vel, não / imprescind1vel a presença do
ad0o)ado no interro)at2rio de r/u, por3ue ato personal1ssimo e
privativo do (ui,, nãoAsu0eito ao princ1pio do contradit*rio+
L #ulidade de ato processual somente se declara em face de prova
plena e incontroversa de pre$uí%o Bs partes, ou se !houver in"luAdo
na a'uraç.o da verdade substancial ou na decis.o da causa% (arts# (5? e
(55 do C8d# Proc# Penal+
54

?oto nI 4<.4
!&abeas Cor'us% nI 4<.4
Arts# >((* !ca'ut% e >6* n) --* do C8d# Penal<
art# 567* n) -* do C8d# Proc# Penal

L Ainda 3ue não ratificado o ato, / poss1vel con:ecer de “habeas
corpus” impetrado pelo sistema de transmissão de 5ac6s4"ile, se
informaçDes da autoridade coatora tiverem confirmado a eCist>ncia
da “causa petendi”, ou dos fundamentos do pedido+ ;isto de
“habeas corpus”, 3ue at/ de of1cio pode o (ui, conceder, não / de
"om eCemplo fa,er ca"edal do rigor da forma (art# 56= do C8d# Proc#
Penal#
L ;o geral sentir dos doutores, a falta de $usta causa, para efeito de
trancamento de aç*o penal, somente pode ser recon:ecida se
evidente e percept1vel ao primeiro sO"ito de vista+

?oto nI 445=
!&abeas Cor'us% nI 425+=45K-
Art# >=>* !ca'ut%* do C8d# Penal<
art# 56= do C8d# Proc# Penal

L Apenas a certe,a do procedimento ar"itr8rio ou ilegal da autoridade
coatora, apto a causar coação f1sica ou moral ao paciente, pode
autori,arAl:e a concessão de salvoAconduto, não o infundado receio
de 3ue ven:a a ser preso e processado criminalmente+
54

?oto nI 4.4.
!&abeas Cor'us% nI 444+=00K1
Art# >(=* : ;)* ns# - e --* do C8d# Penal<
art# 567* n) --* do C8d# Proc# Penal

L ;ot8vel sa"edoria encerra o entendimento 0urisprudencial de 3ue o
pra,o m8Cimo para a formaç*o da culpa de r+u preso / de 7> dias,
pois repugna ao senso de 0ustiça permaneça algu/m no c8rcere, por
tempo indefinido, sem 0ulgamento+ Para 3uem est8 preso, um dia
não vale menos 3ue uma eternidadeN 2al meta cronol*gica, no
entanto, não / fatal nem perempt*ria, podendo ceder a motivo de
força maior, 3ue não est8 nas mãos do (ui, prevenir nem remediar+
L Vue se ultrapasse ligeiramente a meta de 89 dias, assinada pela
0urisprud>ncia dos 2ri"unais como o m8Cimo legal permitido para a
formaç*o da culpa de r/u preso, pode sofrerAse, no caso 3ue o
eCi0am a segurança social e o rigor da lei+ Vue, no entanto, sem l:e
este0a li3uidada a culpa, permaneça o r/u em cust*dia por tempo
superior a . meses, / eCcesso 3ue se não pode tolerar, so" pena de
su"versão da ordem legal+ ;em ao mais empedernido fac1nora deve
o (ui, negar a aplicação da lei 3ue o favoreça (art# 567* n) --* do C8d#
Proc# Penal+
5<

?oto nI 4-51
!&abeas Cor'us% nI 44.+..0K<
Art# >(=* : ;)* n) --* do C8d# Penal<
art# ?>I* 'arág# 0nico* do C8d# Proc# Penal

L Salvo casos especiais (ao prudente ar"1trio do (ui,!, primariedade,
"ons antecedentes, prova de ocupação l1cita e de resid>ncia no foro
da culpa não valem a autori,ar a concessão de li,erdade pro0is2ria
(art# ?>I* 'arág# 0nico* do C8d# Proc# Penal B3uele 3ue, acusado de
crime grave F como / o rou,o F, tem contra si a presunção de
periculosidade+
L A cust*dia cautelar, nesse caso, representa não s* garantia do
processo, mas ineCor8vel medida pol1tica de prevenção da
criminalidade e de defesa da ordem social, meta primeira do stado
e aspiração permanente da (ustiça+
L Conforme princ1pio 0ur1dico altamente reputado, não / o !habeas
corpus% via ade3uada para aferir o elemento su,$eti0o do tipo
penal, o 3ue re3uer eCame percuciente de provas, poss1vel apenas na
instrução criminal do processo+

?oto nI 2422
!&abeas Cor'us% nI 45-+<50K.
Art# 55* n) ---* alAnea b* da Lei de F@ecuç.o Penal

L ;ão / o “habeas corpus” via ade3uada para apressar decisDes
na esfera das !1ecuções Criminais, pois somente ao Jui% do
processo ca"e avaliar da oportunidade de render sua 0urisdição+
L So" pena de su"verter a organi,ação 0udici8ria do stado, com
supressão de instGncia, não pode o 2ri"unal, eCceto em grau
de recurso, entender em 3uestão de re)ime prisional, de
compet>ncia privativa do (u1,o de %ireito da ?ara das CecuçDes
Criminais (art# 55* n) ---* alAnea b* da Lei de F@ecuç.o Penal+
55

?oto nI <144
!&abeas Cor'us% nI 4<4+.14K1
Arts# >7?* n) --* e >76* n) -* da Lei n) E#;=EME5
(Lei de Pro'riedade -ndustrial<
art# 6? do C8d# Proc# Penal

L Atend1vel se mostra a inter0enç*o do assistente, por ocasião do
0ulgamento do “habeas corpus”+ Con3uanto não tratada !e@ 'ro"esso%
a mat/ria no /egimento -nterno do Tribunal, previaAa em seu art# >((
o anterior estatuto+ Ao demais, rece"ida 08 a 5uei1a<crime, cu0o
trancamento "uscam os 3uerelantes mediante o rem/dio 0udicial do
“habeas corpus”, seria coartar a acusação impedir 3ue a 3ueiCosa
interviesse tam"/m e, 3uerendoAo seu patrono, se manifestasse
oralmente na sessão de 0ulgamento+
L 7at/ria de alta inda)aç*o, como a 3ue entende com o elemento
moral do crime (dolo, / insuscet1vel de eCame em processo de
“habeas corpus”, de rito sumar1ssimo9 apenas tem lugar na
instGncia ordin8ria, com o"servGncia da regra do contradit*rio+
/rancamento de aç*o penal por falta de $usta causa unicamente
se admite 3uando comprovada, ao primeiro sO"ito de vista, a
atipicidade do fato imputado ao r/u, ou a sua inoc>ncia (art# 567*
n) -* do C8d# Proc# Penal+
L m caso de !habeas corpus” fundado na alegação de falta de $usta
causa, forçoso / proceder ao eCame da prova, Onico processo l*gico
de apreensão da verdade+ !O 2ue a lei n.o 'ermite e o 2ue a doutrina
desaconselha 3 a reabertura de um contradit8rio de 'rovas* no 'rocesso
sumarAssimo de habeas cor'us% (Re. Tri". Jurisp., vol+ 40, p+ 2=1!+
L %os il1citos previstos nos arts# >7? e >76 da Lei n) E#;=EME5 (*ei de
Propriedade 7ndustrial+ R crimes contra as patentes F n*o pode
ser su$eito ati0o o consumidor, senão a3uele 3ue fa"rica, eCporta
ou vende produto, com violação do privil/gio de invenção ou de
modelo de utilidade, sem autori,ação do titular+
5=

L 2oda a ameaça ao !status dignitatis% do indiv1duo deve o (ui,, tão
logo l:e ven:a de molde a ocasião, atal:ar com firme,a e vigor, em
ordem a não sancionar, com sua autoridade e prest1gio, situação a
um tempo ilegal e in0usta9 não raro, in13ua+

?oto nI <414
!&abeas Cor'us% nI 4<.+4..K1
Arts# >((* : 6)* ns# - e --* e >6* n) --* do C8d# Penal<
art# 56= do C8d# Proc# Penal

L ;ão se con:ece de “habeas corpus” 3ue se0a simples reiteraç*o de
pedido anterior, com os mesmos fundamentos de fato e de direito+ A
ra,ão / 3ue, satisfeita a prestaç*o $urisdicional, não pode o (u1,o
ou 2ri"unal reapreciar a mat/ria do lit1gio, senão mediante recurso
ordin8rio+
L (8 dispun:am as vel:as Ordenações 3ue sentença 3ue passa em
0ulgado não se deve outra ve, meter em disputa (c"+ C;ndido
'endes de Almeida, Au@iliar CurAdico, 1-.<, vol+ $$, p+ <..!+
5.

?oto nI <44-
!&abeas Cor'us% nI 451+<40K0
Art# 56= do C8d# Proc# Penal<
art# >I(* n) -* alAneas a e c da Const# Fed<
Fmenda Constitucional n) ;;* de >7#?#EE

L @ princ1pio acol:ido sem reserva 3ue, tanto 3ue passe em 0ulgado
sua decisão, 08 não tem o (ui, competência para rev>Ala+ ?em a
ponto a lição de -+lio /orna)hi6 JCá no $ireito romano* Ll'iano
ensinava6 $e'ois de 'ronunciada a sentença* o 9uiz 'erde a 9urisdiç.o e n.o
'ode corrigi1la* 2uer ha9a e@ercido seu o"Acio bem* 2uer o tenha "eito malP
(Curso de Processo Penal, 1-.0, vol+ $$, p+ 4<4!+
L @ ao Colendo Superior /ri,unal de Justiça 3ue compete 0ulgar
os “habeas corpus” impetrados contra ato do /ri,unal de Alçada
Criminal, conforme o preceito do art# >I(* n) -* alAneas a e c* da
Constituiç.o Federal, eCplicitado pela !menda Constitucional
n= >>, de 1. de março de 1--- (c"# &C n) =7#I5E1EMMQ9 2a+ 2urma9
rel+ 7in+ 'arco Aur+lio9 $CL 14+<+--!+
5-

?oto nI <4<1
Apelação Criminal nI 1+40=+451K4
Arts# (=E e 56= do C8d# Proc# Penal<
art# ()* n) L+,---* da Const# Fed

L Ainda 3ue não fosse a apelaç*o o recurso pr*prio a impugnar
decisão 3ue re0eita, !in limine%, pedido de “habeas corpus”, era
poss1vel dela con:ecer em o"s/3uio ao princípio da fun)i,ilidade
consagrado pelo art# (=E do C8d# Proc# Penal+
L!J e@clusiva miss.o do habeas cor'us garantir a liberdade individual na
ace'ç.o restrita* a liberdade "Asica* a liberdade de locomoç.o% (edro
&essa9 a'ud '( Costa 'anso, O Processo na Begunda -nstDncia,
1-24, p+ 4-0!+

?oto nI <.41
!&abeas Cor'us% nI 4=2+1.0A4K00
Art# 56= do C8d# Proc# Penal<
arts# ;5 e E5* n) -* do C8d# Penal

L 7edida de Segurança F Cumprimento em pres1dio comum F
Constrangimento ilegal caracteri,ado F #rdem de “habeas
corpus” concedida+
L Segundo unGnime e tradicional 0urisprud>ncia dos 2ri"unais,
caracteri,a constrangimento ilegal, repar8vel por “habeas corpus”, a
perman>ncia do sentenciado em presídio comum em cumprimento
de medida de se)urança (art# E5* n) -* do C8d# Penal+
L A preocupação do !stado em punir o infrator não pode
so"relevarAse ao dever 3ue tem de proverAl:e aos cuidados com a
inte)ridade física e moral+
=0

?oto nI <.<4
!&abeas Cor'us% nI 4=2+.0-A4K1A00
Art# 56= do C8d# Proc# Penal<
arts# ;; e 55* 'arág# 0nico* da Lei n) (#;(IM5=<
art# ;E( do C8d# Proc# Penal

L!A incom'atibilidade im'lAcita entre duas e@'ressões de direito n.o se
'resume9 na d0vida* se considerará uma norma conciliável com a outra%
(Carlos 'a1imiliano, &ermen4utica e A'licaç.o do $ireito* 15a+ ed+,
p+ 4<.!+
L # $ornalista profissional condenado a pena de prisão tem o direito
de cumpriAla em esta"elecimento distinto dos destinados a r/us de
crime comum+ ;a falta de acomodação ade3uada, passar8 B prisão
domiciliar+ 2rataAse de prerrogativa da profissão (!'ro'ter o""icium%,
esta"elecida em "enef1cio dos altos valores do stado %emocr8tico
de %ireito (art# 55* 'arág# 0nico* da *ei de 7"prensa++
LJCada 9ornalista 3* 'ara o comum do 'ovo* ao mesmo tem'o* um mestre de
'rimeiras letras e um catedrático de democracia em aç.o* um advogado e
um censor* um "amiliar e um magistrado# Sebidas com o 'rimeiro '.o do
dia* as suas lições 'enetram at3 o "undo das consci4ncias ine@'ertas* onde
v.o elaborar a moral usual* os sentimentos e os im'ulsos* de 2ue de'ende
sorte dos governos e das nações# Maior res'onsabilidade* 'ois* n.o 'ode
assumir um homem 'ara consigo* 'ara com o 'r8@imo* 'ara com $eus%
(3ui, Obras Beletas, t+ ?$$, p+ 1<1!+

=1

?oto nI <.5=
!&abeas Cor'us% nI 4=2+--0A4K5A00
Art# 56= do C8d# Proc# Penal<
art# >((* : 6)* n) -,* do C8d# Penal

L m"ora a eCist>ncia de recurso pr*prio para atacar decisão
proferida pelo (ui, da ?ara das CecuçDes Criminais não o"ste
a impetração de “habeas corpus” (c"# R&TJ, vol+ 4-, p+ 21-9 rel+
7in+ Costa &eite), / de "oa praCe, em face do princ1pio da
unirrecorri"ilidade das decisDes, relegar para a vereda recursal, de
mais ampla esfera, o eCame de 3uestão de fato (art# 56= do C8d# Proc#
Penal+
L ;a conformidade de vel:o aforismo 0ur1dico, ale)ar F e não
provar o alegado F monta o mesmo 3ue nada alegar6 !Allegare nihil*
et allegatum non 'robare 'aria sunt%#

?oto nI <-04
!&abeas Cor'us% nI 45.+-<-A4A0K00
Art# 56= do C8d# Proc# Penal<
art# ?55 do C8d# Proc# Penal

L $nstituto 0ur1dicoAprocessual destinado a garantir a li"erdade de
locomoção do indiv1duo, o “habeas corpus” não / meio idUneo para
impugnar decisão 3ue, nos termos do art# ?55 do C8d# Proc# Penal,
determina a produção antecipada de pro0a testemunhal
considerada urgente+ A ra,ão / 3ue o momento da produção da
prova oral não tem influ>ncia alguma no !status libertatis% do r/u
(art# 56= do C8d# Proc# Penal+
=2

?oto nI <.5.
!&abeas Cor'us% nI 4=0+4=<A4K<A00
Art# 56= do C8d# Proc# Penal<
art# ?>; do C8d# Proc# Penal<
art# >;> do C8d# Penal

L ;ão entra em dOvida 3ue, a despeito do princ1pio da presunção
de inoc>ncia, consagrado na Constituição da SepO"lica (art# ()*
n) L,--, su"siste a provid>ncia da pris*o pre0enti0a, 3uando
conspiram os re3uisitos legais do art# ?>; do C8digo de Processo Penal,
isto /, garantia da ordem pO"lica, conveni>ncia da instrução
criminal, ou para assegurar a aplicação da lei penal, desde 3ue
comprovada a materialidade da infração e veementes os ind1cios de
sua autoria+
L m princ1pio, não fa, 0us ao "enef1cio da li,erdade o autor
de homicídio 5ualificado (crime !hediondo%, nos termos da Lei
n) 7#I=;MEI 3ue procura solertemente su"trairAse B ação da (ustiça,
em ve, de su"meterAse a ela em ra,ão de ordem de pris*o
pre0enti0a+
L!K.o "oge* nem se teme a inoc4ncia da Custiça% (Ant?nio "erreira,
Castro* ato $?, cena $, v+ 2=!+
=4

?oto nI <.5-
!&abeas Cor'us% nI 4=2+==4A4K0A00
Art# 56= do C8d# Proc# Penal<
art# ;77* 'arág# 0nico* do C8d# Penal<
art# ?>I* 'arág# 0nico* do C8d# Penal

L # decreto de pris*o pre0enti0a F !0ltima "orma coercitiva 'ara
casos e@ce'cionalAssimos%, na frase de &ucchini (c"# Re. Tribs., vol+
140, p+ 4! F deve apresentar suficiente fundamentaç*o, para 3ue o
7agistrado não empreste sua força e autoridade a uma provid>ncia
3ue, so"re in13ua, passa por odiosa+
L 7as, ainda 3ue não se0a o ar3u/tipo da decis*o "em motivada, não
:8 aver"ar de carecente de fundamentação a3uela 3ue encerre "ase
0ur1dica e f8tica "astante a garantirAl:e a validade+ 2ratandoAse de
rou,o, crime de eCtrema gravidade, a necessidade e a conveni>ncia
da decretação da cust*dia cautelar como 3ue se presumem+
L Salvo casos especiais (ao prudente ar"1trio do 0ui,!, primariedade,
"ons antecedentes, prova de ocupação l1cita e de resid>ncia no foro
da culpa não valem a autori,ar a concessão de li,erdade pro0is2ria
(art# ?>I* 'arág# 0nico* do C8d# Penal B3uele 3ue, acusado de crime
grave F como / o rou,o F, tem contra si a presunção de
periculosidade+
L A cust*dia cautelar, nesse caso, representa não s* garantia do
processo, mas ineCor8vel medida pol1tica de prevenção da
criminalidade e de defesa da ordem social, meta primeira do stado
e aspiração permanente da (ustiça+
=4

?oto nI <.=4
!&abeas Cor'us% nI 4=0+1<5A4K5A00
Art# 56= do C8d# Proc# Penal<
art# >;>* : ;)* ns# -- e -,* do C8d# Penal<
art# ?>; do C8d# Proc# Penal


L ;ão padece constrangimento ilegal F pelo 3ue, não tem 0us B
concessão de ordem de “habeas corpus” F o su0eito contra o 3ual
decretou a (ustiça pris*o pre0enti0a, em face da eCist>ncia de
copiosos e fortes ind1cios de 3ue fe, do crime profissão, pois sua
perman>ncia em li"erdade representaria iminente risco ao
patrimUnio e B tran3uilidade das pessoas tra"al:adoras e :onestas
(art# 56= do C8d# Proc# Penal+
L ;ão entra em dOvida 3ue, a despeito do princ1pio da presunção
de inoc>ncia, consagrado na Constituição da SepO"lica (art# ()*
n) L,--, su"siste a provid>ncia da pris*o pre0enti0a, 3uando
conspiram os re3uisitos legais do art# ?>; do C8digo de Processo Penal,
isto /, garantia da ordem pO"lica, conveni>ncia da instrução
criminal, ou para assegurar a aplicação da lei penal, desde 3ue
comprovada a materialidade da infração e veementes os ind1cios de
sua autoria+
L Mi"erdade Provis*ria F )omic1dio 3ualificado F Proi"ição legal
F Crime :ediondo F Lei n) 7# I=;MEI#
L %o nOmero dos crimes hediondos, o homicídio 5ualificado
(mesmo em sua forma tentada! /, por definição legal, insuscet1vel de
li,erdade pro0is2ria (art# >)* n) -* e ;)* n) --* da Lei n) 7#I=;MEI#
=<

?oto nI

<-24
!&abeas Cor'us% nI 4=0+=0-A4K0A00
Art# 56= do C8d# Proc# Penal<
art# ;>6 do C8d# Penal

L Atenta a sua nature,a 0ur1dica de rem/dio :eroico, o “habeas
corpus” pode ser impetrado, ainda 3ue pendente recurso interposto
com o escopo de con0urar constrangimento por ilegalidade de ato
0udicial ou a"uso de poder+
L Para 3ue se con:eça, no entanto, de “habeas corpus” su"stitutivo de
recurso ordin8rio, a prova da alegação de a"uso de poder :8 de ser
mais clara 3ue a lu, meridiana+
L Por vontade eCpressa da lei, não fa, 0us ao "enef1cio da li,erdade
pro0is2ria 3uem responde a processo por atentado 0iolento ao
pudor (art# ;>6 do C8d# Penal, crime do nOmero dos !hediondos%
(art# >)* n) ,-* da Lei n) 7#I=;MEI+
L Pedido de desclassificaç*o do fato criminoso não ca"e na esfera
angusta do “habeas corpus”, onde não t>m entrada 3uestDes de alta
indagação, ou 3ue impli3uem aprofundado eCame da prova dos
autos+
=5

?oto nI 512=
!&abeas Cor'us% nI 4=.+--<A4K2A00
Art# 56= do C8d# Proc# Penal<
art# >;>* : ;)* ns# -- e -,* do C8d# Penal<
arts# ?>I* 'arág# 0nico* e ?>; do C8d# Proc# Penal

L ;ão tem o car8ter de mera reiteraç*o (e, por isso, pode ser
con:ecido! pedido de “habeas corpus” 3ue se "aseia em fato no0o
ou argumentos in/ditos (art# 56= do C8d# Proc# Penal+
L Conforme a comum opinião dos doutores, toda pris*o cautelar,
3ue se não sustente em indeclin8vel necessidade, passa por a"usiva
e ileg1tima e, pois, 3uerAse revogada+ ;esse nOmero merecem
contados os casos de encarceramento de r/u, 3uando ausentes os
re3uisitos da decretação da prisão preventiva (art# ?>I* 'arág# 0nico*
do C8d# Proc# Penal+
L!Liberdade 'rovis8ria# Fmbora 'reso em "lagrante 'or crime ina"iançável*
'ode o r3u ser libertado 'rovisoriamente* desde 2ue inocorram razões 'ara
sua 'ris.o 'reventiva% (/JS9 Re. Tribs(, vol+ <24, p+ 4=59 a'ud
Damásio !( de Jesus, C8digo de Processo Penal Anotado, 1=a+ ed+,
p+ 215!+
L 7esmo em se tratando de crime hediondo, t>m nossas Cortes de
(ustiça consagrado a orientação de 3ue o r/u fa, 0us B li"erdade
provis*ria, se ausente :ip*tese 3ue l:e autori,a a decretação da
prisão preventiva, a 3ual deve assentar em ra,ão s*lida, 0ustificada
pela necessidade (art# ?>; do C8d# Proc# Penal+
==

?oto nI 51.4
!&abeas Cor'us% nI .42+--.A4K4A00
Arts# 56= e 5(= do C8d# Proc# Penal<
art# >>=* n) --* da Lei de F@ecuç.o Penal

L Ao condenado portador de mol+stia )ra0e, 3ue 08 cumpriu, com
"oa conduta carcer8ria para mais de metade da pena, / ra,o8vel
conceda a (ustiça pris*o domiciliar, na forma do art# >>=* n) --*
da Lei de F@ecuç.o Penal#
L m car8ter eCcepcional e por urgente ra%*o humanitária, ca"e no
ar"1trio do (ui, deferir, mesmo pela via :er*ica do “habeas corpus”,
o "enef1cio da pris*o domiciliar ao preso enfermo, pois seu
direito B assist>ncia B saOde, no stado democr8tico de direito,
prefere sempre ao !9us 'uniendi% (arts# >6 e 6>* n) ,--* da Lei de
F@ecuç.o Penal#
L %ispDe o art# 5(E do C8d# Proc# Penal 3ue, se o 2ri"unal verificar ter
08 cessado a viol>ncia ou coação ilegal de 3ue se 3ueiCa o paciente,
l:e 0ulgar8 pre0udicado o pedido de “habeas corpus”+
LJCulga1se o habeas cor'us 're9udicado 2uando o im'etrante obt3m* durante
a aç.o* a situaç.o 9urAdica reclamada% (S/J9 &C n) >#5;?M;9 5a+ 2urma9
rel+ 7in+ 4icente Cernicchiaro9 0+ 1.+12+-5!+
=.

?oto nI 52=5
!&abeas Cor'us% nI .4=+444A4K.A00
Art# 56= do C8d# Proc# Penal<
arts# >; e >7* n) ---* da Lei n) 5#?57M=5

L ;ão se con:ece de “habeas corpus” 3ue se0a simples reiteraç*o de
pedido anterior, com os mesmos fundamentos de fato e de direito+ A
ra,ão / 3ue, satisfeita a prestaç*o $urisdicional, não pode o (u1,o
ou 2ri"unal reapreciar a mat/ria do lit1gio, senão mediante recurso
ordin8rio+
L (8 dispun:am as vel:as Ordenações 3ue sentença 3ue passa em
0ulgado não se deve outra ve, meter em disputa (c"+ C;ndido
'endes de Almeida, Au@iliar CurAdico, 1-.<, vol+ $$, p+ <..!+
LJK.o se conhece de habeas cor'us 2ue se9a reiteraç.o de outro* 9á inde"erido%
(Re. !orense, vol+ 1<., p+ 440!+

?oto nI 52-5
!&abeas Cor'us% nI 4=.+2=-A4K<A00
Art# 56= do C8d# Proc# Penal<
art# ?>; do C8d# Proc# Penal

L ;ão se con:ece de “habeas corpus” 3ue se0a simples reiteraç*o de
pedido anterior, com os mesmos fundamentos de fato e de direito+ A
ra,ão / 3ue, satisfeita a prestaç*o $urisdicional, não pode o (u1,o
ou 2ri"unal reapreciar a mat/ria do lit1gio, senão mediante recurso
ordin8rio+
L (8 dispun:am as vel:as Ordenações 3ue sentença 3ue passa em
0ulgado não se deve outra ve, meter em disputa (c"+ C;ndido
'endes de Almeida, Au@iliar CurAdico, 1-.<, vol+ $$, p+ <..!+

=-

?oto nI 5422
!&abeas Cor'us% nI 4-.+214A4K1A00
Art# 56= do C8d# Proc# Penal<
art# (I da Lei n) ?#577M6> (Lei das Contravenções Penais<
Lei n) E#5>(ME7 (Lei Pel3

L Apenas a certe%a do procedimento ar"itr8rio ou ilegal da
autoridade coatora, apto a causar coaç*o física ou moral ao
paciente, pode autori,arAl:e a concessão de sal0o<conduto, não
o infundado receio de 3ue ven:a a ser preso e processado
criminalmente (art# 56= do C8d# Proc# Penal+
L!O art# (I da Lei das Contravenções Penais n.o "oi revogado 'ela Lei Pel3
(Lei n) E#5>(ME7* 2ue veio a'enas 'ermitir o "uncionamento 'rovis8rio de
bingos* desde 2ue autorizados 'or entidades de direito '0blico% (S/J9 /Fs'
n) =I?#>(51BP9 rel+ 7in+ 7ilson Dipp9 $CL 15+<+200<, p+ 402!+

?oto nI 5440
!&abeas Cor'us% nI .<4+=5.A4K.A00
Arts# 56= e 5(E do C8d# Proc# Penal<
art# >7I* !ca'ut%* do C8d# Penal

L %ispDe o art# 5(E do C8d# Proc# Penal 3ue, se o 2ri"unal verificar ter
08 cessado a viol>ncia ou coação ilegal de 3ue se 3ueiCa o paciente,
l:e 0ulgar8 pre0udicado o pedido de “habeas corpus”+
L!Culga1se o habeas cor'us 're9udicado 2uando o im'etrante obt3m* durante
a aç.o* a situaç.o 9urAdica reclamada% (S/J9 &C n) >#5;?M;9 5a+ 2urma9
rel+ 7in+ 4icente Cernicchiaro9 0+ 1.+12+-5!+
.0

?oto nI 5442
!&abeas Cor'us% nI .4-+-<4A4K<A00
Arts# 56= e >6E do C8d# Proc# Penal<
art# >(=* : ;)* n) -* do C8d# Penal<
art# ?>I* 'arág# 0nico* do C8d# Proc# Penal

L ;a forma do art# ?>I* 'arág# 0nico* do C8d# Proc# Penal, li,erdade
pro0is2ria / "enef1cio reservado unicamente B3ueles casos em 3ue
não concorra algum dos motivos 3ue 0ustificam a decretação da
prisão preventiva+ %ele est8 eCclu1do, portanto, de regra, o autor de
rou,o, pela periculosidade 3ue l:e / inerente+
L Sem/dio processual espec1fico para a tutela das garantias e direitos
fundamentais do indiv1duo, / o “habeas corpus” instrumento idUneo
para o eCame da eCist>ncia de $usta causa para ação penal+ Por seu
rito sum8rio, entretanto, somente ense0a o trancamento de in3u/rito
ou ação penal 3uando salte aos ol:os, desde logo, a atipicidade do
fato arguido de criminoso ou a inoc>ncia do acusado (art# 56= do
C8d# Proc# Penal+
L A apuração da responsa,ilidade criminal do r/u / pr*pria da
instGncia penal do contradit*rio9 transferiAla para a via :eroica do
“habeas corpus” seria decidir 3uestão de m/rito, atri"uição privativa
do (u1,o da causa+
L Ainda 3ue o re3ueira a %efesa, não est8 o"rigado o (ui, a ordenar
se0a o acusado su"metido a e1ame m+dico<le)al, se não :ouver
dOvida so"re sua integridade mental ou alguma circunstGncia do
processo l:e indicar a necessidade da reali,ação da provid>ncia
(art# >6E do C8d# Proc# Penal+
.1

?oto nI 5442
!&abeas Cor'us% nI .<=+24.A4K1A00
Art# 56= do C8d# Proc# Penal<
art# >(=* : ;)* ns# - e --* do C8d# Penal<
arts# ?>I* 'arág# 0nico* e ?>; do C8d# Proc# Penal

L Conforme a doutrina comum, o pedido de “habeas corpus” deve ser
instru1do com as peças e documentos 3ue comprovem as alegaçDes
do paciente+
L # Colendo Supremo 2ri"unal Qederal, em copiosos arestos, tem
proclamado 3ue se não toma con:ecimento do pedido de “habeas
corpus” 3uando não est8 devidamente instru1do (c"# Jos+ "rederico
'ar5ues, Flementos de $ireito Processual Penal, 1a+ ed+, vol+ $?,
p+ 41=!+
L ;ão tem 0us B li,erdade pro0is2ria o autor de rou"o, pela falta de
condição intr1nseca6 inocorr>ncia de :ip*tese 3ue autori,e a prisão
preventiva (art# ?>I* 'arág# 0nico* do C8d# Proc# Penal+
L A nature,a e a gravidade do crime de rou,o impedem se outorgue a
seu autor, ainda 3ue prim8rio e de "ons antecedentes, o "enef1cio
da li,erdade pro0is2ria+ A defesa dos direitos e interesses da
sociedade / 3ue reclama a segregação, at/ a decisão final de m/rito,
da3uele 3ue violou profundamente a ordem 0ur1dica+
.2

?oto nI 5451
!&abeas Cor'us% nI .45+00-A4K1A00
Art# 56= do C8d# Proc# Penal<
arts# >=>* !ca'ut%< >6* n) --* e ?I6 do C8d# Penal<
art# ?>I* 'arág# 0nico* do C8d# Proc# Penal

L ;ão se con:ece de “habeas corpus” 3ue se0a simples reiteraç*o de
pedido anterior, com os mesmos fundamentos de fato e de direito+ A
ra,ão / 3ue, satisfeita a prestaç*o $urisdicional, não pode o (u1,o
ou 2ri"unal reapreciar a mat/ria do lit1gio, senão mediante recurso
ordin8rio+
L (8 dispun:am as vel:as Ordenações 3ue sentença 3ue passa em
0ulgado não se deve outra ve, meter em disputa (c"+ C;ndido
'endes de Almeida, Au@iliar CurAdico, 1-.<, vol+ $$, p+ <..!+
L ;ão configura constran)imento ile)al a demora na apreciação do
pedido de li"erdade provis*ria, se motivada pela necessidade de
reali,ação de dilig>ncia imprescind1vel B instrução do feito, como o
procedimento de le)itimaç*o do r/u, pois o primeiro dever de
3uem pleiteia perante a (ustiça / comprovar sua real identidade+
.4

?oto nI 54.2
!&abeas Cor'us% nI .=2+2=-A4K.A00
Art# 56= do C8d# Proc# Penal<
arts# >; e >6 da Lei n) 5#?57M=5 (Lei de T8@icos

L Conforme a doutrina comum, o pedido de “habeas corpus” deve ser
instru1do com as peças e documentos 3ue comprovem as alegaçDes
do paciente+
L # Colendo Supremo 2ri"unal Qederal, em copiosos arestos, tem
proclamado 3ue se não toma con:ecimento do pedido de “habeas
corpus” 3uando não est8 devidamente instru1do (c"# Jos+ "rederico
'ar5ues, Flementos de $ireito Processual Penal, 1a+ ed+, vol+ $?,
p+ 41=!+
L A nature,a e a gravidade do crime de tráfico impedem se outorgue
a seu autor, ainda 3ue prim8rio e de "ons antecedentes, o "enef1cio
da li,erdade pro0is2ria+ A defesa dos direitos e interesses da
sociedade / 3ue reclama a segregação, at/ a decisão final de m/rito,
da3uele 3ue violou profundamente a ordem 0ur1dica+
L Mi"erdade Provis*ria F 2r8fico de ntorpecentes (art# >; da Lei
n) 5#?57M=5 L Proi"ição legal F Crime :ediondo F Lei n)
7# I=;MEI#
L 3uiparado aos crimes hediondos, o tráfico de entorpecentes /,
por definição legal, insuscet1vel de li,erdade pro0is2ria (art# ;)*
n) --* da Lei n) 7#I=;MEI#
.4

?oto nI 5425
!&abeas Cor'us% nI .=4+24<A4K.A00
Art# 56= do C8d# Proc# Penal<
arts# >;>* : ;)* ns# - e --< >6* n) --* e 5E do C8d# Penal

L ;ão se con:ece de “habeas corpus” 3ue se0a simples reiteraç*o de
pedido anterior, com os mesmos fundamentos de fato e de direito+ A
ra,ão / 3ue, satisfeita a prestaç*o $urisdicional, não pode o (u1,o
ou 2ri"unal reapreciar a mat/ria do lit1gio, senão mediante recurso
ordin8rio+
L (8 dispun:am as vel:as Ordenações 3ue sentença 3ue passa em
0ulgado não se deve outra ve, meter em disputa (c"+ C;ndido
'endes de Almeida, Au@iliar CurAdico, 1-.<, vol+ $$, p+ <..!+
L!A regra da igualdade n.o consiste sen.o em 2uinhoar desigualmente os
desiguais* na medida em 2ue se desigualam% (3ui, Oraç.o aos Moços, 1a+
ed+, p+ 2<!+
.<

?oto nI 54.0
!&abeas Cor'us% nI .<5+0.2A4K1A00
Arts# 56= e 76 do C8d# Proc# Penal<
art# ?(ETC do C8d# Penal<
art# ;E* n) ,---* da Const# Fed#

L A competência especial por prerrogativa da função di, com o
eCerc1cio do cargo ou do mandato+ A perda da função implica a do
foro6 ao decair da função, ou deiCar o eCerc1cio do cargo, no mesmo
ponto perde o prefeito a prerrogativa de foro (art# ;E* n) ,---* da
Const# Fed##
L!U luz da Constituiç.o Federal de >E77* a"igura1se inconstitucional a
outorga de "oro es'ecial a e@1ocu'antes de cargo ou "unç.o '0blica%
(Damásio !( de Jesus. Foro 'or Prerrogativa de Funç.o@ São Paulo9
fev+ 2004!+
L!A 'rerrogativa de "oro visa a garantir o e@ercAcio do cargo ou do mandato*
e n.o a 'roteger 2uem o e@erce# Menos ainda 2uem dei@a de e@erc41lo%
(7in+ SAdneA Sanches9 -n2# n) 57=1BP+
L!O Tribunal* 'or maioria* 9ulgou 'rocedente a aç.o* nos termos do voto
do relator* 'ara declarar a inconstitucionalidade da Lei n) >I#5;7* de
;6#>;#I;* 2ue acresceu os :: >) e ;) ao art# 76 do C8digo de Processo
Penal% (S/"9 A$- n) ;#=7=9 rel+ 7in+ Sep6l0eda ertence, 0+
1<+-+200<!+
.5

?oto nI 54-4
!&abeas Cor'us% nI .=.+.10A4K5A00
Art# 56= do C8d# Proc# Penal<
arts# >(7* : >)* e =I do C8d# Penal<
arts# ?>I* 'arág# 0nico* e 567* n) -* do C8d# Proc# Penal

L ;a esfera do “habeas corpus”, onde todas as alegaçDes devem estar
ca"almente comprovadas, não se admite eCame aprofundado de
mat/ria de fato+ Por isso, pedido de trancamento de ação penal por
falta de $usta causa (art# 567* n) -* do C8d# Proc# Penal somente se
defere 3uando demonstrada, al/m de toda a dOvida, a ilegitimidade
da coação+
L Presente o !"umus boni 9uris%, ou $usta causa para a ação penal, /
defeso atal:ar o curso do processo, visto constitui o meio regular
!'ara a averiguaç.o do crime e da autoria e 'ara o 9ulgamento da ilicitude
e da cul'abilidade% (-+lio /orna)hi, Curso de Processo Penal, 1-.0,
vol+ $, p+ 4!+
L ;ão tem 0us B li,erdade pro0is2ria o autor de eCtorsão, pela falta
de re3uisito intr1nseco6 inocorr>ncia de :ip*tese 3ue autori,e a
prisão preventiva (art# ?>I* 'arág# 0nico* do C8d# Proc# Penal+
L A nature,a e a gravidade do crime de e1tors*o impedem se
outorgue a seu autor, ainda 3ue prim8rio e de "ons antecedentes, o
"enef1cio da li,erdade pro0is2ria+ A defesa dos direitos e interesses
da sociedade / 3ue reclama a segregação, at/ a decisão final de
m/rito, da3uele 3ue violou profundamente a ordem 0ur1dica (art#
>(7* : >)* do C8d# Penal+

.=

?oto nI 5<44
!&abeas Cor'us% nI .=-+=42A4K=A00
Art# 56= do C8d# Proc# Penal<
arts# >(=* : ?)* ;a# 'arte* e ;E do C8d# Penal<
art# >I(* n) -* alAneas a e c* da Const# Fed#

L ;ão se con:ece de “habeas corpus” 3ue se0a simples reiteraç*o de
pedido anterior, com os mesmos fundamentos de fato e de direito+ A
ra,ão / 3ue, satisfeita a prestaç*o $urisdicional, não pode o (u1,o
ou 2ri"unal reapreciar a mat/ria do lit1gio, senão mediante recurso
ordin8rio+
LJK.o se conhece de habeas cor'us 2ue se9a reiteraç.o de outro* 9á inde"erido%
(Re. !orense, vol+ 1<., p+ 440!+
L!A 'ena 'ara crime considerado hediondo deve ser cum'rida em regime
integralmente "echado% (S/J9 rel+ 7in+ Jos+ Arnaldo9 in Reista do
&uperior Tribunal de Justiça, vol+ 10<, p+ 404!+
L!J in0til censurar a lei* 'ois* en2uanto n.o revogada* tem 2ue ser
cum'ridaV (Ant*o de 'oraes, Problemas e Keg8cios CurAdicos, 1a+ ed+,
vol+ $, p+ 12!+
L Cai a lanço notar 3ue a constitucionalidade do art# ;)* : >)* da Lei dos
Crimes &ediondos 08 foi afirmada pelo Supremo 2ri"unal Qederal+
L # condenado por latrocínio (art# >(=* : ?)* ;a# 'arte* do C8d# Penal,
crime da classe dos hediondos, deve cumprir sua pena inte$ral"ente
e" re$i"e 5echado* por força do preceito do art# ;)* : >)* da Lei
n) 7#I=;MEI#
L @ ao Colendo Superior /ri,unal de Justiça 3ue compete 0ulgar
“habeas corpus” impetrado contra ato do /ri,unal de Justiça,
conforme o preceito do art# >I(* n) -* alAneas a e c* da Constituiç.o
Federal, eCplicitado pela 8"enda Constitucional n' )), de 1. de
março de 1--- (c"# &C n) =7#I5E1EMMQ9 2a+ 2urma9 rel+ 7in+
'arco Aur+lio9 $CL 14+<+--!+
..

?oto nI 550<
!&abeas Cor'us% nI .-4+122A4K4A00
Art# >; da Lei n) 5#?57M=5 (Lei de T8@icos<
art# ()* n) L+,---* da Const# Fed#

L Ainda 3ue instrumento processual de dignidade constitucional,
pr*prio a tutelar a li"erdade do indiv1duo, não pode o “habeas
corpus” su"stituir o recurso ordinário, m8Cime 3uando a !causa
'etendi% respeita a 5uestões de alta inda)aç*o+
L!O habeas cor'us n.o 3 meio idHneo 'ara corrigir 'ossAvel in9ustiça da
sentença condenat8ria% (Re. !orense. vol+ 11-, p+ 2429 rel+ #+lson
-un)ria)+
L # instituto do “habeas corpus”, em vista de seu rito sumar1ssimo e
nature,a espec1fica, não se presta a aferir re3uisitos su"0etivos para a
concessão de re)ime prisional, tarefa em 3ue somente :aver8 de
entender o (u1,o da causa ou das CecuçDes Criminais9 o 2ri"unal,
este apenas em grau de recurso pode modificar o regime estipulado
na sentença condenat*ria, 3uando patente sua ilegalidade ou em
contradição a"soluta com a lei e as circunstGncias do processo+
.-

?oto nI 5=02
!&abeas Cor'us% nI .-2+.12A4K.A00
Art# >(=* : ;)* ns# - e --* do C8d# Penal<
art# >I* : >)* n) -* e : ?)* n) -,* da Lei n) E#6?=ME=
(Lei das Armas de Fogo<
art# 55* n) ---* alAnea "* da Lei n) =#;>IM76 (Lei de F@ecuç.o Penal

L VuestDes relativas B pro)ress*o de re)ime prisional e a outros
incidentes de e1ecuç*o da pena são da competência origin8ria
do Juí%o das !1ecuções Criminais (art# 55* n) ---* alAneas b e "* da
Lei de F@ecuç.o Penal9 ao /ri,unal, apenas em grau de recurso,
ca"e o reeCame do ponto ali decidido, sendoAl:e defeso deferiAlo na
via sumar1ssima e estreita do “habeas corpus”+
L ;ão se con:ece de pedido de “habeas corpus” impetrado ao
2ri"unal com o escopo de o"ter livramento condicional, pois se
trata de mat/ria em 3ue, por previsão de lei (art# 55* n) ---* alAnea e*
da Lei de F@ecuç.o Penal, deve entender o (u1,o de %ireito da ?ara
das CecuçDes Criminais, so" pena de usurpação de suas atri"uiçDes
e violação de norma de organi,ação 0udici8ria do stado+
-0

?oto nI 5.<.
!&abeas Cor'us% nI -4<+-<=A4K-A00
Art# >(=* : ;)* n) -* do C8d# Penal<
arts# ?>I* 'arág# 0nico* 6I? e =E7* : 6)* do C8d# Proc# Penal

L ;ão se con:ece de !habeas cor'us% 3ue se0a simples reiteraç*o de
pedido anterior, com os mesmos fundamentos de fato e de direito+ A
ra,ão / 3ue, satisfeita a prestaç*o $urisdicional, não pode o (u1,o
ou 2ri"unal reapreciar a mat/ria do lit1gio, senão mediante recurso
ordin8rio+
L (8 dispun:am as vel:as Ordenações 3ue sentença 3ue passa em
0ulgado não se deve outra ve, meter em disputa (c"+ C;ndido
'endes de Almeida, Au@iliar CurAdico, 1-.<, vol+ $$, p+ <..!+
LJK.o se conhece de habeas cor'us 2ue se9a reiteraç.o de outro* 9á inde"erido%
(Re. !orense, vol+ 1<., p+ 440!+
L @ intelig>ncia consolidada em todos os 2ri"unais de (ustiça do
Pa1s 3ue somente o e1cesso de pra%o in0ustificado constitui
constrangimento ilegal, não a demora na in3uirição de testemun:as
por precat*ria, 3ue tem o car8ter de força maior, motivo de
suspensão do curso dos pra,os (art# =E7* : 6)* do C8d# Proc# Penal+
L!Fncerrada a instruç.o criminal* "ica su'erada a alegaç.o de
constrangimento 'or e@cesso de 'razo% (&%"ula n' () do S2(!+
-1

?oto nI 5.-1
!&abeas Cor'us% nI ...+144A4K-A00
Arts# >(=* : ;)* ns# - e --* ;>? e ;>6 do C8d# Penal<
art# 56= do C8d# Proc# Penal<
art# >I(* n) -* alAnea c* da Const# Fed#

L $nadmiss1vel, no Gm"ito do Bhabeas corpus”, por suas caracter1sticas
especiais e rito sumar1ssimo, discutir a in0ustiça de sentença
condenat*ria 3uanto B fiCação do regime prisional+ Vuestão 3ue
implica eCame aprofundado dos autos da ação penal somente poder8
ser tratada na 0ia ordinária da apelação ou da revisão criminal+
L A finalidade prec1pua do “habeas corpus” / a tutela do direito
deam"ulat*rio, segundo a lição do eminente edro &essa6 !J
e@clusiva miss.o do habeas cor'us garantir a liberdade individual na
ace'ç.o restrita* a liberdade "Asica* a liberdade de locomoç.o% (a'ud
'( Costa 'anso, O Processo na Begunda -nstDncia, 1-24, p+ 4-0!+
L!O habeas cor'us n.o 3 meio idHneo 'ara corrigir 'ossAvel in9ustiça da
sentença condenat8ria% (Re. !orense, vol+ 11-, p+ 2429 rel+ #+lson
-un)ria)+
L $nstituto de nature,a especial e rito sum8rio, o “habeas corpus”,
segundo o comum sentir dos 0uristas, não se presta ao eCame de
5uestões de alta inda)aç*o9 pelo 3ue, em seus raios estreitos,
somente pode aferirAse a ilegalidade manifesta !ictu oculi%, ou ao
primeiro ol:ar, senão impende recorrer B via ordin8ria, na
3ual o fato e suas circunstGncias se0am analisados de espaço e
profundamente (art# 56= do C8d# Proc# Penal+
L @ ao Colendo Superior /ri,unal de Justiça 3ue compete 0ulgar
“habeas corpus” impetrado contra ato do /ri,unal de Justiça,
conforme o preceito do art# >I(* n) -* alAnea c* da Constituiç.o Federal,
eCplicitado pela 8"enda Constitucional n' )9/-333 (c"# &C n)
=7#I5E1EMMQ9 2a+ 2urma9 rel+ 7in+ 'arco Aur+lio9 $CL 14+<+--!+
-2

?oto nI =101
!&abeas Cor'us% nI -52+=.4A4K-A00
Art# 56= do C8d# Proc# Penal<
art# 567* n) -* C8d# Proc# Penal

L m ra,ão de seu rito sumar1ssimo, na via :eroica do “habeas
corpus” / defeso proceder B an8lise de mat/ria de alta indagação9
tratandoAse de 3uestão 3ue apenas pode ser dirimida na 3uadra de
instrução criminal, não :8 apreci8Ala no raio eC1guo do processo de
“habeas corpus”+
L!F@ame de 'rovas em habeas cor'us 3 cabAvel desde 2ue sim'les* n.o
contradit8ria e 2ue n.o dei@e alternativa G convicç.o do 9ulgador% (S/"9
&C9 rel+ 7in+ Cl20is 3amalhete9 $CL 1.+-+.1, p+ -+1<=!+

?oto nI =41.
!&abeas Cor'us% nI --=+444A4K4A00
Art# >7I* !ca'ut%* do C8d# Penal<
arts# ?>;* ?>? e 56= do C8d# Proc# Penal<
art# ('* L+-+* da Const# Fed#

L Se foi o advogadoAimpetrante 3uem a re3uereu, não :8 senão
:omologar a desistência de “habeas corpus”, ainda 3ue l:e não
ten:a declarado os motivos, pela presunção de 3ue o"rara !secundum
9us% e B lu, da /tica profissional (art# 56= do C8d# Proc# Penal+
L Ao contr8rio do 3ue passa com a apelação, não :8 mister poderes
especiais para desistir de “habeas corpus”+ Se desnecess8rio o
instrumento de mandato para impetr8Alo, seria contrassenso eCigir
poderes especiais para dele desistir+
-4

?oto nI =450
!&abeas Cor'us% nI 1+001+<==A4K2A00
Arts# 5E* >;E* >6= e >7I do C8d# Penal<
art# ?>I* 'arág# 0nico* do C8d# Proc# Penal<
art# >6 da Lei n) >I#7;5MI?

L Conforme a doutrina comum, o pedido de “habeas corpus” deve ser
instru1do com as peças e documentos 3ue comprovem as alegaçDes
do paciente+
L # Colendo Supremo 2ri"unal Qederal, em copiosos arestos, tem
proclamado 3ue se não toma con:ecimento do pedido de “habeas
corpus” 3uando não est8 devidamente instru1do (c"# Jos+ "rederico
'ar5ues, Flementos de $ireito Processual Penal, 1a+ ed+, vol+ $?,
p+ 41=!+
L Se preso em fla)rante delito, a regra geral / 3ue o acusado
aguarde, no c8rcere, a verificação de sua culpa"ilidade ou inoc>ncia,
principalmente se não satisfa, Bs condiçDes de car8ter su"0etivo 3ue
l:e permitam a concessão de li"erdade provis*ria (art# ?>I* 'arág#
0nico* do C8d# Proc# Penal+
L Proclamou Saulo 3amos (e com assa, de ra,ão! 3ue !o rece'tador
3 o em'resário do crime% e o ladrão, !sua m.o1de1obra barata e
des2uali"icada% (a'ud Damásio !( de Jesus, C8digo Penal Anotado,
1=a+ ed+, p+ 5.=!+
-4

?oto nI =<25
!&abeas Cor'us% nI -.1+245A4K2A00
Arts# 5>* n) --* alAnea a* ;>? e ;;5* n) -* do C8d# Penal<
arts# 6> e 56= do C8d# Proc# Penal

L!F@ame de 'rovas em habeas cor'us 3 cabAvel desde 2ue sim'les* n.o
contradit8ria e 2ue n.o dei@a alternativa G convicç.o do 9ulgador% (S/"9
&C9 rel+ 7in+ Cl20is 3amalhete9 $CL 1.+-+.1, p+ -+1<=!+
L 7at/ria de alta inda)aç*o, como a 3ue entende com o elemento
moral do crime (dolo, / insuscet1vel de eCame em processo
de “habeas corpus”, de rito sumar1ssimo9 apenas ca"e na
instGncia ordin8ria, com o"servGncia da regra do contradit*rio+
/rancamento de aç*o penal por falta de $usta causa unicamente
se admite 3uando comprovada, ao primeiro sO"ito de vista, a
atipicidade do fato imputado ao r/u, ou a sua inoc>ncia+
L Para 3ue a den6ncia produ,a efeitos de direito e autori,e a
instauração do processo<crime "asta 3ue descreva ação t1pica e l:e
indi3ue o autor (art# 6> do C8d# Proc# Penal+
L ;ossos 2ri"unais t>m decidido, sem 3ue"ra, ser inadmiss1vel o
trancamento de aç*o penal por alegada aus>ncia de $usta causa,
3uando se "aseia a denOncia em ind1cios de crime em tese e de sua
autoria+
L Apenas a certe,a do procedimento ar"itr8rio ou ilegal da autoridade
coatora, apto a causar coação f1sica ou moral ao paciente, pode
autori,arAl:e a concessão de salvoAconduto, não o infundado receio
de 3ue ven:a a ser preso e processado criminalmente (art# 56= do
C8d# Proc# Penal+
-<

?oto nI =552
!&abeas Cor'us% nI 1+015+5.4A4K0A00
Art# 56= do C8d# Proc# Penal<
arts# 6I7* : ;)* e 55I* : 6)* do C8d# Proc# Penal<
art# >;>* : ;)* n) -* do C8d# Penal

L Apenas a certe,a do procedimento ar"itr8rio ou ilegal da autoridade
coatora, apto a causar coação f1sica ou moral ao paciente, pode
autori,arAl:e a concessão de salvoAconduto, não o infundado receio
de 3ue ven:a a ser preso e processado criminalmente (art# 56= do
C8d# Proc# Penal+
L # crime de tentativa de homicídio 5ualificado a lei considera
:ediondo e, pois, em princ1pio, insuscet1vel de li,erdade
pro0is2ria (c"+ arts# >)* n) -* e ;)* n) --* da Lei n) 7#I=;MEI#
L %e regra, não fa, 0us ao "enef1cio da li,erdade o autor de
homicídio 5ualificado (crime !hediondo%, nos termos da Lei n)
7#I=;MEI 3ue procura solertemente su"trairAse B ação da (ustiça, em
ve, de su"meterAse a ela em ra,ão de ordem de pris*o pre0enti0a+
L!K.o "oge* nem se teme a inoc4ncia da Custiça% (Ant?nio "erreira,
Castro* ato $?, cena $, v+ 2=!+
-5

?oto nI .052
7andado de Segurança nI 1+0<4+2.4A4K5A00
Art# >E= da Lei de F@ecuç.o Penal

L E lu, da mel:or orientação 0urisprudencial, carece o 'inist+rio
6,lico de le)itimidade para impetrar mandado de se)urança
com o intuito de alcançar efeito suspensivo a a)ra0o em e1ecuç*o,
3ue o não tem9 faleceAl:e a pertin>ncia su"0etiva !ad causam%#
L A vontade mesma da lei / a 3ue o"sta B concessão de efeito
suspensi0o ao a)ra0o, como o dispDe o art# >E= da Lei de F@ecuç.o
Penal+ :,o se presu"e"; na lei; palaras in%teis, conforme
retril:ado aforismo 0ur1dico+ @ para supor 3ue, nos casos so" o
regime da Lei n) =#;>IM76, como nos mais, decidam os (u1,es com
acerto+ !Os CuAzes* 'or de"iniç.o* n.o 'odem errar% (4( C+sar da
Sil0eira, $icionário de $ireito /omano, 1-<=, vol+ $$, p+ <..!+
L!J unAssona a 9uris'rud4ncia desta Corte no 2ue tange G ilegitimidade do
Minist3rio P0blico em im'etrar mandado de segurança 'ara con"erir e"eito
sus'ensivo a recurso 2ue n.o o cont3m* como 3 o caso do agravo em
e@ecuç.o% (S/J< &C n) ;?=#E=(1BP< 5a+2urma9 rel+ 7in+ aulo
'edina9 0+ 24+-+049 $CL 14+10+04!+
L m o"s/3uio B segurança 0ur1dica F o"0etivo a 3ue devem atender,
por princ1pio, todas as decisDes da (ustiça F, não :8 conceder
mandado de se)urança senão em face de direito l13uido e certo,
3ue, na eCpressão memor8vel de -elA &opes 'eirelles, !3 direito
com'rovado de 'lano% (<andado de &e$urança e .ç,o Popular,
<a+ ed+, p+ 15!+
-=

?oto nI .2=2
!&abeas Cor'us% nI 1+0<<+044A4K5A00
Arts# 56= e 567* n) -* do C8d# Proc# Penal<
art# >(E* : >)* do C8d# Penal<
arts# ?>I* 'arág# 0nico* e ?>; do C8d# Proc# Penal

L 7at/ria de alta inda)aç*o, como a 3ue entende com a autoria do
fato ou com o elemento moral do crime (dolo, / insuscet1vel de
eCame em processo de “habeas corpus”, de rito sumar1ssimo9 apenas
tem lugar na instGncia ordin8ria, com o"servGncia da regra do
contradit*rio+ /rancamento de aç*o penal por falta de $usta
causa unicamente se admite 3uando comprovada, ao primeiro
sO"ito de vista, a atipicidade do fato imputado ao r/u, ou a sua
inoc>ncia (art# 567* n) -* do C8d# Proc# Penal+
L!F@ame de 'rovas em habeas cor'us 3 cabAvel desde 2ue sim'les* n.o
contradit8ria e 2ue n.o dei@e alternativa G convicç.o do 9ulgador% (S/"9
&C9 rel+ 7in+ Cl20is 3amalhete9 $CL 1.+-+.1, p+ -+1<=!+
L ;ão tem 0us B li,erdade pro0is2ria o autor de eCtorsão, pela falta
de re3uisito intr1nseco6 inocorr>ncia de :ip*tese 3ue autori,e a
prisão preventiva (art# ?>I* 'arág# 0nico* do C8d# Proc# Penal+
L A nature,a e a gravidade do crime de e1tors*o mediante
se5uestro impedem se outorgue a seu autor, ainda 3ue prim8rio
e de "ons antecedentes, o "enef1cio da li,erdade pro0is2ria+
A defesa dos direitos e interesses da sociedade / 3ue reclama a
segregação, at/ a decisão final de m/rito, da3uele 3ue violou
profundamente a ordem 0ur1dica (art# >(E* : >)* do C8d# Penal+
L &i,erdade pro0is2ria (art# ?>I do C8d# Proc# Penal, em o"s/3uio ao
princípio da hierar5uia das :nst;ncias, deve o r/u primeiro
re3uerer ao (ui, da causa, cu0a decisão estar8 su0eita a reeCame pelo
2ri"unal+ Pretender con:eça dele diretamente o 2ri"unal /
su"verter princ1pio "asilar do sistema 0udici8rio+
-.


L!Torna1se insuscetAvel de conhecimento o habeas cor'us em cu9o Dmbito o
im'etrante n.o indi2ue 2ual2uer ato concreto 2ue revele* 'or 'arte da
autoridade a'ontada como coatora* a 'rática de com'ortamento abusivo ou
de conduta revestida de ilicitude% (S/"9 &C n) =;#7771I9 rel+ 7in+
Celso de 'ello9 $CL 2-+4+-5, p+ -+44<!+

?oto nI .202
!&abeas Cor'us% nI 1+04<+25=A4K1A00
Art# 56= do C8d# Proc# Penal<
arts# ;7* ?? e ?( da Lei n) >>#?6?MI5<
art# 5(E do Cod# Proc# Penal

L %ispDe o art# 5(E do C8d# Proc# Penal 3ue, se o 2ri"unal verificar ter
08 cessado a viol>ncia ou coação ilegal de 3ue se 3ueiCa o paciente,
l:e 0ulgar8 pre0udicado o pedido de “habeas corpus”+
L!Culga1se 're9udicado o 'edido* se G im'etraç.o sobreveio sentença
condenat8ria% (S/J9 &C n) >#E(E179 rel+ 7in+ Jos+ Dantas9 $CL
24+.+-4, p+ 15+<.<!+
--

?oto nI ..10
!&abeas Cor'us% nI 1+0--+=15A4K0A00
Arts# ;E= e ;E7 do C8d# Penal<
art# 56= do C8d# Proc# Penal<
art# ()* L+-+* da Const# Fed#

L Se foi o advogadoAimpetrante 3uem a re3uereu, não :8 senão
:omologar a desistência de “habeas corpus”* pela presunção de
3ue o"rara !secundum 9us% e B lu, da /tica profissional (art# 56= do
C8d# Proc# Penal+
L Ao contr8rio do 3ue passa com a apelação, não :8 mister poderes
especiais para desistir de “habeas corpus”+ Se desnecess8rio o
instrumento de mandato para impetr8Alo, seria contrassenso eCigir
poderes especiais para dele desistir+

?oto nI =<22
!&abeas Cor'us% nI 1+011+<.5A4K1A00
Art# 56= do C8d# Proc# Penal

L Como / apan8gio do “habeas corpus” garantir a li"erdade de
locomoção do indiv1duo, por ilegalidade ou ar"1trio, não serve de
meio ou instrumento para a"reviar a entrega de prestaç*o
$urisdicional (art# 56= do C8d# Proc# Penal+
100

?oto nI -254
!&abeas Cor'us% nI 1+0--+4<.A4K1A00
Art# 56= do C8d# Proc# Penal<
arts# ?' e ?7 do $ecreto n' ;I#E?>M?;

L # eCame de provas no Gm"ito do “habeas corpus”, para a
verificação da falta de $usta causa para a ação penal, tem sido
p8"ulo de tormentosas disputas+ 7as, a intelig>ncia 3ue, de
presente, prevalece a tal respeito, assim na %outrina como na
(urisprud>ncia, / a 3ue, em"ora incompat1vel o processo de “habeas
corpus” com o contradit*rio ou ampla indagação pro"at*ria, tem
lugar o eCame dos elementos dos autos, !'ara avaliar1se da legalidade
ou ilegalidade da aç.o 'enal% (c"# Re. Tribs(, vol+ 4-1, p+ 4=<9 rel+
'in( Costa &ima)+
LJF@ame de 'rovas em habeas cor'us 3 cabAvel desde 2ue sim'les* n.o
contradit8ria e 2ue n.o dei@e alternativa G convicç.o do 9ulgador% (S/"9
&C9 rel+ 7in+ Cl20is 3amalhete9 $CL 1.+-+.1, p+ -+1<=!+
L Apenas a certe,a do procedimento ar"itr8rio ou ilegal da autoridade
coatora, apto a causar coação f1sica ou moral ao paciente, pode
autori,arAl:e a concessão de salvoAconduto, não o infundado receio
de 3ue ven:a a ser preso e processado criminalmente (art# 56= do
C8d# Proc# Penal+
L $mposs1vel conceder a (ustiça Criminal ordem de “habeas corpus”
preventivo a optometrista para 3ue eCerça sua profissão+ @ 3ue
seu eCerc1cio, 3uando regular, 08 tem amparo legal ($ecretos ns#
;I#E?>M?; e ;6#6E;M?69 se em contradição com a lei, configura
il1cito penal, pelo 3ue eCpedirAl:e salvoAconduto para a pr8tica geral
de atos comuns a outras profissDes (ou delas privativos! importaria o
mesmo 3ue outorgarAl:e carta de indenidade para delin3uir+
L Optometria / a !t3cnica ou 'rática 'ro"issional 2ue* 'elo e@ame do olho*
diagnostica "alhas de re"raç.o e 'rescreve lentes eMou e@ercAcios a'ro'riados*
sem a'licaç.o de drogas ou tratamentos cir0rgicos% (/icion0rio Houaiss
da *4n$ua Portu$uesa, 1a+ ed+!+
101

?oto nI -420
!&abeas Cor'us% nI 1+141+-52A4K4A00
Arts# ?>; e 567* n' -* do C8d# Proc# Penal<
art# ;' da Lei n' 7#I=;MEI<
arts# ??* !ca'ut%* 66 e (( da Lei n' >>#?6?MI5<
art# ('* n' L,--* da Const# Fed#

L 7at/ria de alta inda)aç*o, como a 3ue entende com a autoria do
fato ou com o elemento moral do crime (dolo, / insuscet1vel de
eCame em processo de “habeas corpus”, de rito sumar1ssimo9 apenas
tem lugar na instGncia ordin8ria, com o"servGncia da regra do
contradit*rio+ /rancamento de aç*o penal por falta de $usta
causa unicamente se admite 3uando comprovada, ao primeiro
sO"ito de vista, a atipicidade do fato imputado ao r/u, ou a sua
inoc>ncia (art# 567* n) -* do C8d# Proc# Penal+
L!F@ame de 'rovas em habeas cor'us 3 cabAvel desde 2ue sim'les* n.o
contradit8ria e 2ue n.o dei@e alternativa G convicç.o do 9ulgador% (S/"9
&C9 rel+ 7in+ Cl20is 3amalhete9 $CL 1.+-+.1, p+ -+1<=!+
L ;ão entra em dOvida 3ue, a despeito do princ1pio da presunção
de inoc>ncia, consagrado na Constituição da SepO"lica (art# ()*
n) L,--, su"siste a provid>ncia da pris*o pre0enti0a, 3uando
conspiram os re3uisitos legais do art# ?>; do C8digo de Processo Penal6
garantia da ordem pO"lica, conveni>ncia da instrução criminal ou
para assegurar a aplicação da lei penal, desde 3ue comprovada a
materialidade da infração penal e veementes ind1cios de sua autoria+
L ;ão re3uer o despacho de pris*o pre0enti0a o mesmo rigor 3ue
deve encerrar a decisão definitiva de condenação+ @ o esc*lio de
Damásio !( de Jesus ao art# ?>; do C8d# Proc# Penal6 !A 'ris.o
'reventiva e@ige 'rova bastante da e@ist4ncia do crime e indAcios su"icientes
de autoria# K.o 3 necessária a mesma certeza 2ue deve ter o 9uiz 'ara a
condenaç.o do r3u% (c"# C#di$o de Processo Penal .notado, 22a+ ed+,
p+ 24-!+

102

?oto nI 12+0-2
!&abeas Cor'us% nI --0+0-+100545A=
Arts# >((* !ca'ut%* >6* n) -* e => do C8d# Penal<
art# ?>I* 'arág# 0nico* do C8d# Proc# Penal<
art# ()* n) L,-- e L+,---* da Const# Fed#

L %e presente, por força do princ1pio da presunç*o de inocência
(art# ()* n) L,--* da Const# Fed#, prevalece nos 2ri"unais o
entendimento de 3ue a pris*o cautelar somente se legitima se
determinada por inelut8vel necessidade e conveni>ncia de ordem
pO"lica+ #ecessidade / a ra,ão 3ue se funda na gravidade eCtrema
do crime e na periculosidade do agente, circunstGncias 3ue o
o"rigam a segregarAse da comun:ão social+
L Conforme a comum opinião dos doutores, toda pris*o cautelar,
3ue se não sustente em indeclin8vel necessidade, passa por a"usiva
e ileg1tima e, pois, 3uerAse revogada+ ;esse nOmero merecem
contados os casos de encarceramento de r/u, 3uando ausentes os
re3uisitos da decretação da prisão preventiva (art# ?>I* 'arág# 0nico*
do C8d# Proc# Penal+
L!*iberdade prois#ria# Fmbora 'reso em "lagrante 'or crime
ina"iançável* 'ode o r3u ser libertado 'rovisoriamente* desde 2ue inocorram
razões 'ara sua 'ris.o 'reventiva% (/JS9 Re. Tribs(, vol+ <24,
p+ 4=59 a'ud Damásio !( de Jesus, C8digo de Processo Penal Anotado,
22a+ ed+, p+ 245!+
LJBem 2ue se caracterize situaç.o de real necessidade* n.o se legitima a
'rivaç.o cautelar da liberdade individual do indiciado ou do r3u# Ausentes
razões de necessidade* revela1se incabAvel* ante a sua e@ce'cionalidade* a
decretaç.o ou a subsist4ncia da 'ris.o 'reventiva (+++!% (S/"9 Re. Tri".
Jurisp(, vol+ 1.0, pp+ 252A2549 rel+ 7in+ Celso de 'ello)+

104

?oto nI -<1=
!&abeas Cor'us% nI 1+14=+-=0A4K4A00
Art# >; da Lei n' 5#?57M=5<
art# 55* n' ---* alAneas b e "* da Lei de F@ecuç.o Penal<
art# ('* n' L+,---* da Const# Fed#

L Ainda 3ue instrumento processual de dignidade constitucional,
pr*prio a tutelar a li"erdade do indiv1duo, não pode o “habeas
corpus” su"stituir o recurso ordinário, m8Cime 3uando a !causa
'etendi% respeita a 5uestões de alta inda)aç*o+
L!O habeas cor'us n.o 3 meio idHneo 'ara corrigir 'ossAvel in9ustiça da
sentença condenat8ria% (Re. !orense, vol+ 11-, p+ 2429 rel+ #+lson
-un)ria)+
L VuestDes relativas B pro)ress*o de re)ime prisional e a outros
incidentes de e1ecuç*o da pena são da competência origin8ria
do Juí%o das !1ecuções Criminais (art# 55* n) ---* alAneas b e "* da
Lei de F@ecuç.o Penal9 ao /ri,unal, apenas em grau de recurso,
ca"e o reeCame do ponto ali decidido, sendoAl:e defeso deferiAlo na
via sumar1ssima e estreita do “habeas corpus”+
104

?oto nI -<=1
!&abeas Cor'us% nI 1+14=+.45A4K5A00
Arts# >7I* ;E5* n' ---* e ?I6 do C8d# Penal<
arts# 6> e (5E do C8d# Proc# Penal

L # eCame de provas no Gm"ito do “habeas corpus”, para a
verificação da falta de $usta causa para a ação penal, tem sido
p8"ulo de tormentosas disputas+ 7as, a intelig>ncia 3ue, de
presente, prevalece a tal respeito, assim na %outrina como na
(urisprud>ncia, / a 3ue, em"ora incompat1vel o processo de “habeas
corpus” com o contradit*rio ou ampla indagação pro"at*ria, tem
lugar o eCame dos elementos dos autos, !'ara avaliar1se da legalidade
ou ilegalidade da aç.o 'enal% (c"# Re. Tribs(, vol+ 4-1, p+ 4=<9 rel+
7in+ Costa &ima)+
LJF@ame de 'rovas em habeas cor'us 3 cabAvel desde 2ue sim'les* n.o
contradit8ria e 2ue n.o dei@e alternativa G convicç.o do 9ulgador% (S/"9
&C9 rel+ 7in+ Cl20is 3amalhete9 $CL 1.+-+.1, p+ -+1<=!+
L ;ão / inepta a denOncia 3ue permite ao r/u o eCerc1cio do direito
de ampla defesa+ ventual preterição de re3uisito do art# 6> do C8d#
Proc# Penal pode suprirAse at/ B sentença final (art# (5E do C8d# Proc#
Penal+
L!Be a den0ncia narra "ato 2ue 'ermite ade2uaç.o tA'ica* ela n.o 3*
"ormalmente* ine'ta (art# 6> do CPP% (S/J9 Curis'rud4ncia, vol+ 10<,
p+ 4049 rel+ 7in+ "+li1 "ischer)+
L Para 3ue a den6ncia produ,a efeitos de direito e autori,e a
instauração do processoAcrime "asta 3ue descreva ação t1pica e l:e
indi3ue o autor (art# 6> do C8d# Proc# Penal+
L S* / admiss1vel trancamento de ação penal por falta de $usta causa,
3uando esta se mostre evidente B primeira face+
LJBe o "ato atribuAdo ao 'aciente constitui violaç.o da lei 'enal* e@iste 9usta
causa 'ara o 'rocesso% (Re. !orense, vol+ 1=2, p+ 425!+
10<

?oto nI -<=<
!&abeas Cor'us% nI 1+144+1<-A4K1A00
Art# E5* n' -* do C8d# Penal<
art# >>; da Lei de F@ecuç.o Penal

L m"ora praCe vitanda, não configura constrangimento ilegal a
permanência do condenado em esta"elecimento penal pr*prio do
re)ime fechado, en3uanto aguarda 0a)a no semia"erto+ %itada
por força maior ou ra,ão de ordem superior invenc1vel, tal situação
cai na esfera da previsão :umana6 todo o infrator sa"e 3ue,
delin3uindo, sua li"erdade poder8 ser coartada em grau menor ou
maior+
L Pretender o condenado passar desde logo ao re)ime a,erto, como
forma de iludir o rigor da espera, ser8 tripudiar so"re o direito de
outros sentenciados 3ue :8 mais tempo aguardam a efetivação da
transfer>ncia para o est8gio intermedi8rio, al/m de fa,er in0Oria B
pr*pria sociedade, 3ue tem o direito de eCigir do infrator a
reparação, em forma de pena retri"utiva, do dano 3ue l:e causou
com o seu crime+
L Ainda o mais vil dos :omens não decai nunca da proteção da lei,
pelo 3ue deve o Jui% ol:ar sempre não se dilate al/m da marca o
tempo de pri0aç*o da li,erdade da3uele 3ue, em tese, 08 poderia
ter passado a est8gio mais "rando de cumprimento de pena (art# >>;
da Lei de F@ecuç.o Penal+
105

?oto nI -<.4
!&abeas Cor'us% nI 1+111+11-A4K0A00
Art# ;;* n' ---* alAnea a* da Lei n' >>#?6IMI5

L Juristas de alto coturno t>m posto o estigma de inconstitucional B Lei
n) >>#?6IM;II5 (!Lei Maria da Penha%6 !algumas medidas* restrições e
sanções 'revistas na lei* 'arecem1nos na contram.o do 'rocesso hist8rico1
1cultural 2ue envolve e conduz o $ireito como instrumento de controle
social e soluç.o de con"litos individuais e inter'essoais% (Jo*o Jos+ &eal,
in /evista CurAdica, nI 445!+
L As medidas proteti0as de ur)ência previstas no art# ;; da Lei
n) >>#?6IMI5 (!Lei Maria da Penha% podeAas o Jui% aplicar, com
prudente ar"1trio, 3uando o pedirem as circunstGncias do caso, pois
deparam fundamento no pr*prio Direito #atural e no poder
)eral de cautela, 3ue l:e / recon:ecido, para prevenir, at/ de
of1cio, lesão a direito, notadamente 3uando concorre o !'ericulum in
mora%, ou possi"ilidade de dano+
L 2rataAse de provid>ncia acauteladora autori,ada at/ pelo Direito
#atural, i#e+, !o 2ue decorre de 'rincA'ios im'ostos G legislaç.o dos 'ovos
cultos* "undados na raz.o e na e2uidade* 'ara 2ue regulem e assegurem os
direitos individuais* tais como os de vida* de liberdade* de honra e de todos
os direitos 'atrimoniais* 2ue asseguram a 'r8'ria e@ist4ncia do homem%
(De lácido e Sil0a, ,ocabulário CurAdico, 4a+ ed+, vol+ $$, p+ <41!+
10=

?oto nI -544
!&abeas Cor'us% nI 1+1<4+.4.A4K4A00
Arts# >(=* !ca'ut%* e >6* n' --* do C8d# Penal<
art# ??* : ;'* alAnea b* do C8d# Penal<
arts# ('* n' L+,---* e E? da Const# Fed#

L Contra o parecer de not8veis 0uristas, 3ue sustentam não ser o
“habeas corpus” meio apropriado a impugnar decisão de 3ue cai"a
recurso ordin8rio, mostraAse de "om eCemplo con:ecer da
impetração, por3ue, em tese, passa pelo rem/dio 0ur1dicoAprocessual
mais c/lere e efica, para con0urar a"usos e ilegalidades contra o
direito B li"erdade de locomoção do indiv1duo (art# ()* n) L+,---*
da Const# Fed#+
L $mposto ao r/u, sem suficiente fundamentação, regime mais gravoso
entre os 3ue a lei admite, pode o 2ri"unal, em ordem a reparar
o ileg1timo constrangimento, fiCarAl:e regime mais "rando para o
cumprimento da pena, at/ mediante “habeas corpus”, B lu, da
0urisprud>ncia do S/J (c"# &C n) 6(#(7IMBP9 5a+ 2urma9 rel+ 7in
-amilton Car0alhido9 $CL 24+10+2005, p+ 4419 &C n) ?5#=5;MBP9
5a+ 29 rel+ -+lio Cua)lia Bar,osa9 $CL 22+11+2004, p+ 4-1, etc+!+
10.

?oto nI -5=1
!&abeas Cor'us% nI 1+12=+040A4K5A00
Arts# 5(* n' - e ;>6 do C8d# Penal<
arts# 56= e 5(E do C8d# Proc# Penal

L $nstituto de nature,a especial e rito sum8rio, o “habeas corpus”,
segundo o comum sentir dos 0uristas, não se presta ao eCame de
5uestões de alta inda)aç*o9 pelo 3ue, em seus raios estreitos,
somente pode aferirAse a ilegalidade manifesta !ictu oculi%, ou
ao primeiro ol:ar, senão impende recorrer B via ordin8ria, na
3ual o fato e suas circunstGncias se0am analisados de espaço e
profundamente (art# 56= do C8d# Proc# Penal+
L %ispDe o art# 5(E do C8d# Proc# Penal 3ue, se o 2ri"unal verificar ter
08 cessado a viol>ncia ou coação ilegal de 3ue se 3ueiCa o paciente,
l:e 0ulgar8 pre0udicado o pedido de “habeas corpus”+
L!Culga1se 're9udicado o 'edido* se G im'etraç.o sobreveio sentença
condenat8ria% (S/J9 &C n) >#E(E179 rel+ 7in+ Jos+ Dantas9 $CL
24+.+-4, p+ 15+<.<!+

?oto nI -5-.
!&abeas Cor'us% nI 1+12-+44-A4K0A00
Art# >7I do C8d# Penal<
art# (7I do C8d# Proc# Penal

L!A decis.o em "avor de um r3u s8 'oderá ser estendida a outro se "orem
id4nticas as situações de ambos no mesmo 'rocesso% (S/"9 Re. Tri".
Jurisp., vol+ 5=, p+ 5.<!+
L Qalou advertidamente o grande 3ui6 !A regra da igualdade n.o
consiste sen.o em 2uinhoar desigualmente aos desiguais* na medida em
2ue se desigualam% (1raç,o aos <oços* 1a+ ed+, p+ 2<!+

10-

?oto nI -.45
!&abeas Cor'us% nI 1+15-+142A4K-A00
Art# 56= do C8d# Proc# Penal<
art# ('* L+-+* da Const# Fed#

L Se foi o advogadoAimpetrante 3uem a re3uereu, não :8 senão
:omologar a desistência de “habeas corpus”* pela presunção de
3ue o"rara !secundum 9us% e B lu, da /tica profissional (art# 56= do
C8d# Proc# Penal+
L Ao contr8rio do 3ue passa com a apelação, não :8 mister poderes
especiais para desistir de “habeas corpus”+ Se desnecess8rio o
instrumento de mandato para impetr8Alo, seria contrassenso eCigir
poderes especiais para dele desistir+

?oto nI 10+24-
!&abeas Cor'us% nI --4+0.+024=4.A2
Art# 56= do C8d# Proc# Penal<
art# >>; da Lei de F@ecuç.o Penal

L Apenas a certe%a do procedimento ar"itr8rio ou ilegal da
autoridade coatora, apto a causar coaç*o física ou moral ao
paciente, pode autori,arAl:e a concessão de “habeas corpus”
pre0enti0o, não o infundado receio de 3ue futura decisão possa
contrariarAl:e interesse (art# 56= do C8d# Proc# Penal+
L!O habeas cor'us 'reventivo s8 deve ser concedido 2uando estreme de
d0vidas o 'rocedimento arbitrário e ilegal da autoridade coatora*
im'ortando em so"rimento ou coaç.o ilegal G 'essoa do 'aciente% (/JD"9
rel+ Ant?nio -on2rio9 $CL 5+-+=-, p+ 5+5<09 a'ud Al,erto Sil0a
"ranco et alii, C8digo de Processo Penal e sua -nter'retaç.o
Curis'rudencial, 1---, vol+ $, p+ =02!+
110

?oto nI -.=<
!&abeas Cor'us% nI 1+1=4+<44A4K.A00
Art# >(=* : ;)* ns# - e --* do C8d# Penal<
art# =E7* : 6)* do C8d# Proc# Penal

L!&abeas Cor'us% F Pedido de li"erdade provis*ria F Sou"o
praticado B mão armada e mediante concurso de agentes F
;ecessidade da cust*dia cautelar F #rdem denegada+
L @ intelig>ncia consolidada em todos os 2ri"unais de (ustiça do
Pa1s 3ue somente o e1cesso de pra%o in0ustificado constitui
constrangimento ilegal, não a demora na reali,ação de ato
processual no (u1,o deprecado, 3ue tem o car8ter de força maior,
motivo de suspensão do curso dos pra,os (art# =E7* : 6)* do C8d#
Proc# Penal+
L Conforme a doutrina comum, o pedido de “habeas corpus” deve ser
instru1do com as peças e documentos 3ue comprovem as alegaçDes
do paciente+
L # Colendo Supremo 2ri"unal Qederal, em copiosos arestos, tem
proclamado 3ue se não toma con:ecimento do pedido de “habeas
corpus” 3uando não est8 devidamente instru1do (c"# Jos+ "rederico
'ar5ues, Flementos de $ireito Processual Penal, 1a+ ed+, vol+ $?,
p+ 41=!+
111

?oto nI 10+104
!&abeas Cor'us% nI 1+1-1+0.2A4K5A00
Art# >(=* : ;'* ns# - e --* do C8d# Penal<
art# =E7* : 6'* do C8d# Proc# Penal

L ;ão se con:ece de “habeas corpus” 3ue se0a simples reiteraç*o de
pedido anterior, com os mesmos fundamentos de fato e de direito+ A
ra,ão / 3ue, satisfeita a prestaç*o $urisdicional, não pode o (u1,o
ou 2ri"unal reapreciar a mat/ria do lit1gio, senão mediante recurso
ordin8rio+
L (8 dispun:am as vel:as Ordenações 3ue sentença 3ue passa em
0ulgado não se deve outra ve, meter em disputa (c"+ C;ndido
'endes de Almeida, Au@iliar CurAdico, 1-.<, vol+ $$, p+ <..!+
LJK.o se conhece de habeas cor'us 2ue se9a reiteraç.o de outro* 9á inde"erido%
(Re. !orense, vol+ 1<., p+ 440!+
L!&abeas Cor'us% F Pedido de li"erdade provis*ria F Sou"o
praticado B mão armada e mediante concurso de agentes F
;ecessidade da cust*dia cautelar F #rdem denegada+
L @ intelig>ncia consolidada em todos os 2ri"unais de (ustiça do
Pa1s 3ue somente o e1cesso de pra%o in0ustificado constitui
constrangimento ilegal, não a demora na reali,ação de ato
processual no (u1,o deprecado, 3ue tem o car8ter de força maior,
motivo de suspensão do curso dos pra,os (art# =E7* : 6)* do C8d#
Proc# Penal+
L Conforme a doutrina comum, o pedido de “habeas corpus” deve ser
instru1do com as peças e documentos 3ue comprovem as alegaçDes
do paciente+
L # Colendo Supremo 2ri"unal Qederal, em copiosos arestos, tem
proclamado 3ue se não toma con:ecimento do pedido de “habeas
corpus” 3uando não est8 devidamente instru1do (c"# Jos+ "rederico
'ar5ues, Flementos de $ireito Processual Penal, 1a+ ed+, vol+ $?,
p+ 41=!+
112

?oto nI

10+240
!&abeas Cor'us% nI 1+200+4.0A4K4A00
Art# 56= do C8d# Proc# Penal

L # eCame de provas no Gm"ito do “habeas corpus”, para a
verificação da falta de $usta causa para a ação penal, tem sido
p8"ulo de tormentosas disputas+ 7as, a intelig>ncia 3ue, de
presente, prevalece a tal respeito, assim na %outrina como na
(urisprud>ncia, / a 3ue, em"ora incompat1vel o processo de “habeas
corpus” com o contradit*rio ou ampla indagação pro"at*ria, tem
lugar o eCame dos elementos dos autos, !'ara avaliar1se da legalidade
ou ilegalidade da aç.o 'enal% (c"# Re. Tribs(, vol+ 4-1, p+ 4=<9 rel+
7in+ Costa &ima)+
LJF@ame de 'rovas em habeas cor'us 3 cabAvel desde 2ue sim'les* n.o
contradit8ria e 2ue n.o dei@e alternativa G convicç.o do 9ulgador% (S/"9
&C9 rel+ 7in+ Cl20is 3amalhete9 $CL 1.+-+.1, p+ -+1<=!+
L Apenas a certe,a do procedimento ar"itr8rio ou ilegal da autoridade
coatora, apto a causar coação f1sica ou moral ao paciente, pode
autori,arAl:e a concessão de salvoAconduto, não o infundado receio
de 3ue ven:a a ser preso e processado criminalmente (art# 56= do
C8d# Proc# Penal+
114

?oto nI 10+2=4
!&abeas Cor'us% nI --4+0.+044=5<A-
Arts# (I* n' --* 55* n' ---* alAnea b* >>7* n' -* e >E=
da Lei de F@ecuç.o Penal

L Ainda 3ue instrumento processual de dignidade constitucional,
pr*prio a tutelar a li"erdade do indiv1duo, não pode o “habeas
corpus” su"stituir o recurso ordinário, m8Cime 3uando a !causa
'etendi% respeita a 5uestões de alta inda)aç*o+
L!K.o se conhece de habeas cor'us originário 2uando substitui recurso
ordinário n.o inter'osto% (S/"9 &C n) (E#>75179 rel+ 7in+ D+cio
'iranda9 $CL 25+4+.2, P+ 2+<51!+
L VuestDes relativas B pro)ress*o de re)ime prisional e a outros
incidentes de e1ecuç*o da pena são da competência origin8ria
do Juí%o das !1ecuções Criminais (art# 55* n) ---* alAnea b* da Lei
de F@ecuç.o Penal9 ao /ri,unal, apenas em grau de recurso, ca"e o
reeCame do ponto ali decidido, sendoAl:e defeso deferiAlo na via
sumar1ssima e estreita do “habeas corpus”+
L Consoante orientação do S/" (c"# Re. Tribs., vol+ =54, p+ 4.<!,
não configura constrangimento ilegal repar8vel por “habeas corpus”
a decisão do (u1,o de %ireito da ?ara das CecuçDes Criminais 3ue
determina a regressão cautelar e provis*ria do condenado, sem sua
pr/via audi>ncia, em ra,ão de falta )ra0e (art# (I* n) --* da Lei de
F@ecuç.o Penal+
L # (ui, 3ue determina a re)ress*o do sentenciado ao regime
fec:ado, em caso de falta )ra0e, não viola a lei, antes a cumpre com
pontualidade+ Sua decisão, por isso, est8 ao a"rigo de reforma na via
eCcepcional do “habeas corpus” (art# >>7* n) -* da Lei de F@ecuç.o
Penal#
114

?oto nI 10+412
!&abeas Cor'us% nI --4+0.+044104A4
Art# 56= do C8d# Proc# Penal

L Apenas a certe,a do procedimento ar"itr8rio ou ilegal da autoridade
coatora, apto a causar coação f1sica ou moral ao paciente, pode
autori,arAl:e a concessão de “habeas corpus” preventivo, não o
infundado receio de 3ue futura decisão possa contrariarAl:e
interesse (art# 56= do C8d# Proc# Penal+
L!O habeas cor'us 'reventivo s8 deve ser concedido 2uando estreme de
d0vidas o 'rocedimento arbitrário e ilegal da autoridade coatora*
im'ortando em so"rimento ou coaç.o ilegal G 'essoa do 'aciente% (/JD"9
rel+ Ant?nio -on2rio9 $CL 5+-+=-, p+ 5+5<09 a'ud Al,erto
Sil0a "ranco et alii, C8digo de Processo Penal e sua -nter'retaç.o
Curis'rudencial, 1---, vol+ $, p+ =02!+
11<

?oto nI 10+<<.
!&abeas Cor'us% nI --0+0.+02045.A.
Arts# >; e >6 da Lei n) 5#?57M=5<
art# 55* n) ---* alAneas b e "* da Lei de F@ecuç.o Penal<
art# ??* : 6)* da Lei n) >>#?6?MI5 (Lei de $rogas<
arts# ()* n) L+,---* e >I(* n) -* alAneas a e c* da Const# Fed#

L Ainda 3ue instrumento processual de dignidade constitucional,
pr*prio a tutelar a li"erdade do indiv1duo, não pode o “habeas
corpus” su"stituir o recurso ordinário, m8Cime 3uando a !causa
'etendi% respeita a 5uestões de alta inda)aç*o+
L!O habeas cor'us n.o 3 meio idHneo 'ara corrigir 'ossAvel in9ustiça da
sentença condenat8ria% (Re. !orense, vol+ 11-, p+ 2429 rel+ #+lson
-un)ria)+
L VuestDes relativas B pro)ress*o de re)ime prisional e a outros
incidentes de e1ecuç*o da pena são da competência origin8ria
do Juí%o das !1ecuções Criminais (art# 55* n) ---* alAneas b e "* da
Lei de F@ecuç.o Penal9 ao /ri,unal, apenas em grau de recurso,
ca"e o reeCame do ponto ali decidido, sendoAl:e defeso deferiAlo na
via sumar1ssima e estreita do “habeas corpus”+
L @ ao Colendo Superior /ri,unal de Justiça 3ue compete 0ulgar
“habeas corpus” impetrado contra ato do /ri,unal de Justiça,
conforme o preceito do art# >I(* n) -* alAneas a e c* da Constituiç.o
Federal, eCplicitado pela 8"enda Constitucional n' )), de 1.
de março de 1--- (c"# &C n) =7#I5E1EMMQ9 2a+ 2urma9 rel+
7in+ 'arco Aur+lio9 $CL 14+<+--!+

115

?oto nI 10+<=5
!&abeas Cor'us% nI --0+0.+040-.4A.
Art# ??> do C8d# Penal<
arts# ?E?* n' - e (E6 do C8d# Proc# Penal<
art# ('* n' L,--* da Const# Fed#

L Se o r/u respondeu solto ao processo (por3ue ra,Des não :avia 3ue
l:e 0ustificassem a cust*dia cautelar!, e nen:um ato perpetrou no
curso da instrução 3ue o fi,esse decair do !status libertatis%, ser8
mais conforme B comum opinião dos doutores e ao magist/rio da
0urisprud>ncia dos 2ri"unais concederAl:e o "enef1cio de apelar
em li,erdade (art# (E6 do C8d# Proc# Penal+
L Cceto na :ip*tese de necessidade cautelar, não / de "om eCemplo
(nem talve, leg1timo! condicionar o rece"imento do recurso ao
pr/vio recol:imento do r+u B pris*o6 !O 'rincA'io do du'lo grau de
9urisdiç.o atribui ao r3u o direito de ver a sentença condenat8ria submetida
G a'reciaç.o do tribunal* inde'endentemente da condiç.o do recolhimento
G 'ris.o% (Damásio !( de Jesus, C8digo de Processo Penal Anotado,
22a+ ed+, p+ 4=4!+
LJBem 2ue se caracterize situaç.o de real necessidade* n.o se legitima a
'rivaç.o cautelar da liberdade individual do indiciado ou do r3u# Ausentes
razões de necessidade* revela1se incabAvel* ante a sua e@ce'cionalidade* a
decretaç.o ou a subsist4ncia da 'ris.o 'reventiva (+++!% (S/"9 Re. Tri".
Jurisp(, vol+ 1.0, pp+ 252A2549 rel+ 7in+ Celso de 'ello)+

11=

?oto nI 10+5<0
!&abeas Cor'us% nI --0+0.+01-154A2
Arts# (5?* (55 e 567* n) -* do C8d# Proc# Penal<
art# ;) da Lei n) 7#I=;MEI (Lei dos Crimes &ediondos<
arts# ??* ?( e 66 da Lei n) >>#?6?M;II5 (Lei de $rogas

L 7at/ria de alta inda)aç*o, como a 3ue entende com a autoria do
fato ou com o elemento moral do crime (dolo, / insuscet1vel de
eCame em processo de “habeas corpus”, de rito sumar1ssimo9 apenas
tem lugar na instGncia ordin8ria, com o"servGncia da regra do
contradit*rio+ /rancamento de aç*o penal por falta de $usta
causa unicamente se admite 3uando comprovada, ao primeiro
sO"ito de vista, a atipicidade do fato imputado ao r/u, ou a sua
inoc>ncia (art# 567* n) -* do C8d# Proc# Penal+
L!F@ame de 'rovas em habeas cor'us 3 cabAvel desde 2ue sim'les* n.o
contradit8ria e 2ue n.o dei@e alternativa G convicç.o do 9ulgador% (S/"9
&C9 rel+ 7in+ Cl20is 3amalhete9 $CL 1.+-+.1, p+ -+1<=!+
L #ulidade de ato processual somente se declara em face de prova
plena e incontroversa de pre$uí%o das partes, ou se !houver in"luAdo
na a'uraç.o da verdade substancial ou na decis.o da causa% (arts# (5? e
(55 do C8d# Proc# Penal+
L!B8 a nulidade evidente* 'rima "acie* autoriza a "ulminaç.o do 'rocesso no
CuAzo do habeas cor'us% (Re. !orense, vol+ 14., p+ 41<!+
11.

?oto nI 10+5<2
!&abeas Cor'us% nI --0+0.+05=-20A1
Art# 56= do C8d# Proc# Penal

LJF@ame de 'rovas em habeas cor'us 3 cabAvel desde 2ue sim'les* n.o
contradit8ria e 2ue n.o dei@e alternativa G convicç.o do 9ulgador% (S/"9
&C9 rel+ 7in+ Cl20is 3amalhete9 $CL 1.+-+.1, p+ -+1<=!+
L Apenas a certe,a do procedimento ar"itr8rio ou ilegal da autoridade
coatora, apto a causar coação f1sica ou moral ao paciente, pode
autori,arAl:e a concessão de salvoAconduto, não o infundado receio
de 3ue ven:a a ser preso e processado criminalmente (art# 56= do
C8d# Proc# Penal+

?oto nI 11+145
!&abeas Cor'us% nI --0+0.+0=4.2.A-
Art# 56= do C8d# Proc# Penal

L Apenas a certe,a do procedimento ar"itr8rio ou ilegal da autoridade
coatora, apto a causar coação f1sica ou moral ao paciente, pode
autori,arAl:e a concessão de “habeas corpus” preventivo, não o
infundado receio de 3ue futura decisão possa contrariarAl:e
interesse (art# 56= do C8d# Proc# Penal+
L!O habeas cor'us 'reventivo s8 deve ser concedido 2uando estreme de
d0vidas o 'rocedimento arbitrário e ilegal da autoridade coatora*
im'ortando em so"rimento ou coaç.o ilegal G 'essoa do 'aciente% (/JD"9
rel+ Ant?nio -on2rio9 $CL 5+-+=-, p+ 5+5<09 a'ud Al,erto Sil0a
"ranco et alii, C8digo de Processo Penal e sua -nter'retaç.o
Curis'rudencial, 1---, vol+ $, p+ =02!+
11-

?oto nI 10+5<4
!&abeas Cor'us% nI --0+0.+01.440A4
Arts# =5* =7* alAneas b ou c* e >>I do C8d# Proc# Penal<
art# >6 da Lei n' >I#7;5MI?<
arts# ?? e ?( da Lei n' >>#?6?MI5

L @ dogma 0ur1dico intang1vel 3ue dois processos não podem pender
simultaneamente so"re a mesma ação (por !mesma aç.o% a doutrina
designa a3uela em 3ue conspiram os seguintes elementos
identificadores6 !'essoas%, !causa de 'edir% e !'edido%+ ;o caso de
reduplicação de açDes id>nticas, resolveAse a 3uestão !'elo crit3rio da
'reced4ncia da decis.o transitada em 9ulgado% (c"# S/"9 &C nI ==+--0A49
rel+ 7in+ 'oreira Al0es9 Re. Tribs., vol+ =54, p+ 4-<!+
L A identidade da lide penal / o pressuposto da eCceção de
litispendência (art# >>I do C8d# Proc# Penal+
L Ainda 3ue praticadas em lugares diferentes, se a prova de uma
infração penal influir na de outra, :avendo entre am"as uma como
relação de causalidade, o princ1pio aplic8vel para determinar a
competência ser8 o da cone1*o, prevista no art# =5 do C8d# Proc#
Penal+
120

?oto nI 10+.44
!&abeas Cor'us% nI --0+0.+040=11A2
Art# >I(* n) -* alAnea "* da Const# Fed#

L ;ão ca"e ao 2ri"unal de (ustiça do stado, senão ao Superior
2ri"unal de (ustiça, !'ara a 'reservaç.o de sua com'et4ncia e garantia
da autoridade de suas decisões% (art# >I(* n) -* alAnea "* da Const# Fed#,
0ulgar de reclamaç*o por alegado descumprimento, pelo (u1,o de
Primeiro &rau, de medida liminar deferida em “habeas corpus” por
a3uela Alta Corte+
L!O habeas cor'us* aç.o constitucional destinada a a"astar coaç.o ou
viol4ncia ao direito de locomoç.o* 'or ilegalidade ou abuso de 'oder* n.o 3
instrumento 'rocessual 'r8'rio 'ara ordenar urg4ncia em 9ulgamento de
com'et4ncia de instDncias in"eriores% (&C n) ?#(((9 rel+ 7in+ 4icente
&eal9 $CL 11+4+-5, p+ 5+5<.!#

?oto nI 10+.04
!&abeas Cor'us% nI --4+0.+04-40.A4
Art# ;77 do C8d# Penal<
art# >) da Lei n) 7#>?=MEI

L ;ão se con:ece de “habeas corpus” 3ue se0a simples reiteraç*o de
pedido anterior, com os mesmos fundamentos de fato e de direito+ A
ra,ão / 3ue, satisfeita a prestaç*o $urisdicional, não pode o (u1,o
ou 2ri"unal reapreciar a mat/ria do lit1gio, senão mediante recurso
ordin8rio+
L (8 dispun:am as vel:as Ordenações 3ue sentença 3ue passa em
0ulgado não se deve outra ve, meter em disputa (c"+ C;ndido
'endes de Almeida, Au@iliar CurAdico, 1-.<, vol+ $$, p+ <..!+
LJK.o se conhece de habeas cor'us 2ue se9a reiteraç.o de outro* 9á inde"erido%
(Re. !orense, vol+ 1<., p+ 440!+
121

?oto nI

11+01.
!&abeas Cor'us% nI --0+0.+0-=554A0
Arts# 56= e 567* n) -* do C8d# Proc# Penal<
arts# >;* ?I* ?> e ?; da Lei n) >I#7;5MI?
(Fstatuto do $esarmamento

L So" pena de constituir viol>ncia contra o !status dignitatis% do
indiv1duo, a instauração de persecuç*o penal unicamente se
admite em face de prova ca"al da eCist>ncia do crime e de ind1cios
veementes de sua autoria+
L Comprovada a falta de $usta causa, ou de fundamento ra,o8vel
para a acusação, ser8 força o"star B persecuç*o penal, em o"s/3uio
ao !status dignitatis% do indiv1duo, 3ue deve estar ao a"rigo de
procedimentos ileg1timos e temer8rios+
L Por força do art# >) da <edida Prois#ria n' =->/?@ F 3ue deu
nova redação aos arts# ?I e ?; da Lei n) >I#7;5MI? (statuto do
%esarmamento! F, no per1odo de 24 de de,em"ro de 2004 a 41 de
de,em"ro de 200. !ningu3m 'oderá ser 'reso ou 'rocessado 'or 'ossuir
(em casa ou no trabalho arma de "ogo% (S/J9 &C n) E;#?5EMBP9
<a+ 2urma9 rel+ 7in+ "eli1 "ischer9 0+ 25+2+0.9 $C =+4+0.!+
122

?oto nI

11+041
!&abeas Cor'us% nI --0+0.+122-24A2
Art# 5(E do C8d# Proc# Penal<
art# >>; da Lei de F@ecuç.o Penal<
art# ?? da Lei n' >>#?6?MI5

L %ispDe o art# 5(E do C8d# Proc# Penal 3ue, se o 2ri"unal verificar ter
08 cessado a viol>ncia ou coação ilegal de 3ue se 3ueiCa o paciente,
l:e 0ulgar8 pre0udicado o pedido de “habeas corpus”+
LJCulga1se o habeas cor'us 're9udicado 2uando o im'etrante obt3m* durante
a aç.o* a situaç.o 9urAdica reclamada% (S/J9 &C n) >#5;?M;9 5a+ 2urma9
rel+ 7in+ 4icente Cernicchiaro9 0+ 1.+12+-5!+
L!Ba'ientis est mutare consiliumO% @ pr*prio do s8"io mudar de opiniãoN
L!A toga do magistrado n.o se deslustra* retratando1se dos seus des'achos e
sentenças* antes se relustra* desdizendo1se do sentenciado ou resolvido*
2uando se lhe antolha claro o engano* em 2ue laborava* ou a in9ustiça* 2ue
cometeu% (3ui, Obras Com'letas, vol+ TM?, t+ $?, p+ 20<!+
124

?oto nI 11+24<
Securso em Sentido strito nI --0+0.+150=10A=
Arts# ?' e 56= do C8d# Proc# Penal<
art# ;5=* n' ,-* do C8d# Proc# Civil<
art# >5( do C8digo de TrDnsito<
art# ('* n' L+,---* da Const# Fed#

L!/em3dio 9urAdico1'rocessual mais e"iciente em todos os tem'os%, no
conceito lapidar de ontes de 'iranda (&ist8ria e Prática do
!&abeas Cor'us%, 4a+ ed+, p+ 4!, nada o"sta se utili,e do “habeas
corpus” todo o 3ue se 0ulgar ameaçado, mesmo indiretamente, em
seu direito de li"erdade de locomoção (art# ()* n) L+,---* da Const#
Fed# e art# 56= do C8d# Proc# Penal+
L @ maior de cr1tica a decis*o 3ue, por ausente condição da ação
(leg1timo interesse!, indefere !in limine% petição inicial de “habeas
corpus” preventivo impetrado com o fim de o"ter salvoAconduto ao
paciente para não ser su"metido ao e1ame do etil?metro (!teste do
ba"Hmetro%+ @ 3ue a recusa, no caso, deita conse3u>ncias somente
administrativas, e não penais (arts# >5( do C8digo de TrDnsito< ;5=*
n) ,-, do C8d# Proc# Civil e ?) do C8d# Proc# Penal+
L Al/m de mortificar o "omAsenso F 3ue / a estrelaAguia do (ui, F,
a decisão 3ue, no Gm"ito do “habeas corpus”, manda eCpedir
salvoAconduto a favor do indiv1duo 3ue receia ser su"metido ao
eCame do etilUmetro (!ba"Hmetro% viola princ1pios capitais de nosso
sistema 0ur1dico9 pois o “habeas corpus” não se presta a !discuss.o
acad4mica acerca de eventual inconstitucionalidade de ato normativo%
(S/J9 /&C n) (#7I=MP/9 5a+ 2urma9 rel+ 7in+ "ernando
7onçal0es9 $CL =+4+-=, p+ 11+1559 a'ud 'ohamed Amaro, C8digo
de Processo Penal na F@'ress.o dos Tribunais, 200=, p+ =12!+
124

L Sem/dio constitucional destinado a garantir a li"erdade do
indiv1duo, o “habeas corpus” não serve a impedir nem coartar o
eCerc1cio do poder de pol1cia inerente B Administração PO"lica9
tampouco / !sucedDneo da aç.o direta de inconstitucionalidade% (S/",
Pleno9 MB n) ;?#7IE9 rel+ 7in+ Celso de 'ello)+
L ;as mãos de motorista irrespons8vel, o autom*vel / arma
perigos1ssima+

?oto nI 11+-1<
!&abeas Cor'us% nI --0+0-+100-02A4
Arts# ?? e 6I* n) ,-* da Lei n) >>#?6?MI5<
arts# ?E?* n) -* e (E6 do C8d# Proc# Penal<
art# ()* n) L+,---* da Const# Fed#

L Ainda 3ue instrumento processual de dignidade constitucional,
pr*prio a tutelar a li"erdade do indiv1duo, não pode o “habeas
corpus” su"stituir o recurso ordinário, m8Cime 3uando a !causa
'etendi% respeita a 5uestões de alta inda)aç*o+
L!O habeas cor'us n.o 3 meio idHneo 'ara corrigir 'ossAvel in9ustiça da
sentença condenat8ria% (Re. !orense, vol+ 11-, p+ 2429 rel+ #+lson
-un)ria)+
L Se o acusado respondeu preso ao processoAcrime por tr8fico de
entorpecente, ser8 verdadeira a"usão l*gica deferirAl:e o "enef1cio
da li,erdade pro0is2ria ap*s sua condenação, pois entre os efeitos
da sentença condenat*ria recorr1vel incluiAse precisamente o de
!ser o r3u conservado na 'ris.o% (art# ?E?* n) -* do C8d# Proc# Penal+
L Se a (ustiça o não reputou digno do "enef1cio da li,erdade, 3uando
ainda contava ser a"solvido, com mais forte ra,ão carecer8 o
acusado de re3uisito su"0etivo depois de condenado, 3uando a
presunção de inoc>ncia ter8 cedido B de sua culpa"ilidade (art# (E6
do C8d# Proc# Penal+
12<

?oto nI 11+444
!&abeas Cor'us% nI --0+0.+15=..5A1
Arts# ?>;* 6I7* : ;'* e (5? do C8d# Proc# Penal<
art# ('* n' L,--* da Const# Fed#

L ;ão "asta 3ue o acusado ten:a defesa9 cumpre 3ue a ten:a em sua
plenitude, por3ue !s8 merece o nome de de"esa a 2ue "or livre e com'leta%
(J( Soares de 'elo, O C0ri, 1-41, p+ 15!+
L!Ko 'rocesso 'enal* a "alta de de"esa constitui nulidade absoluta* mas a sua
de"ici4ncia s8 o anulará se houver 'rova de 're9uAzo 'ara o r3u% (&%"ula
n' ()9 do S2Q!+
L!O C8digo de Processo Penal adotou o 'rincA'io de 2ue sem 're9uAzo n.o se
anula nenhum ato 'rocessual% (Damásio !( de Jesus, C8digo de
Processo Penal Anotado, 24a+ ed+, p+ 4<<!+
L Prisão Preventiva F )omic1dio 3ualificado F Presentes os
re3uisitos legais (art# ?>; do C8d# Proc# Penal F 7edida necess8ria,
ainda 3ue dr8stica+
L ;ão entra em dOvida 3ue, a despeito do princ1pio da presunção de
inoc>ncia, consagrado na Constituição da SepO"lica (art# ()*
n) L,--, su"siste a provid>ncia da pris*o pre0enti0a, 3uando
conspiram os re3uisitos legais do art# ?>; do C8digo de Processo Penal,
isto /, garantia da ordem pO"lica, conveni>ncia da instrução
criminal, ou para assegurar a aplicação da lei penal, desde 3ue
comprovada a materialidade da infração e veementes os ind1cios de
sua autoria+
L A o"servGncia da forma /, em muitos casos, a pedra angular
do edif1cio 3ue assegura a validade do ato 0ur1dico+ Anular,
entretanto, um ato ou todo o processo, pela postergação de
formalidade 3ue não influiu na apuração dos fatos ou na decisão da
causa, ser8 render eCagerado preito de vassalagem B lei e imolar na
ara do !"rAvolo curialismo%+ %onde o :aver disposto o art# (5? do
C8d# Proc# Penal6 !Kenhum ato será declarado nulo* se da nulidade n.o
resultar 're9uAzo 'ara a acusaç.o ou 'ara a de"esa%#
125

L!K.o há maior tormento no mundo 2ue o es'erar% (Ant?nio 4ieira,
Bermões, 1-<-, t+ ?, p+ 210!+

?oto nI 11+442
!&abeas Cor'us% nI --4+0.+024-<<A0
Arts# (;* >>; e >E= da Lei de F@ecuç.o Penal

L!O cometimento de "alta grave interrom'e a contagem do 'razo e@igido
'ara a concess.o do bene"Acio da 'rogress.o de regime 'risional% (S/J9 &C
n) >;#6(?1BP< rel+ 7in+ 7ilson Dipp9 0+ 5+4+20019 $CL 24+4+2001,
p+ 1=1!+
L %eve o sentenciado atender, sem 3ue"ra, Bs instGncias da
disciplina do esta"elecimento penal para poder, no tempo
oportuno, credenciarAse B outorga de ,enefícios (art# >>; da Lei
de F@ecuç.o Penal+
L Afirmar e entender o contr8rio seria, !data venia%, fomentar a
indisciplina nos presídios e fa,er t8"ua rasa do preceito segundo o
3ual cada um deve ter o 3ue merece+ # teor de proceder dos maus,
se 08 não cai so" a letra da lei, para 3ue / eCigir 3ue a ela continuem
a su"meterAse os "onsWN Seria, então (ainda malN!, repetir a ap*strofe
do imenso 3ui6 !o homem chega a desanimar da virtude* a rir1se da
honra* a ter vergonha de ser honesto% (1bras Co"pletas, vol+ TM$,
t+ $$$, p+ .5!+
12=

?oto nI 11+4.1
!&abeas Cor'us% nI --0+0-+00.51-A0
Arts# >6= e ;(I* : >'* n' --* do C8d# Penal<
arts# ?>;* 567* n' -* e =E7* : 6'* do C8d# Proc# Penal<
art# ('* n' L,--* da Const# Fed#

L 7at/ria de alta inda)aç*o, como a 3ue entende com a autoria do
fato ou com o elemento moral do crime (dolo, / insuscet1vel de
eCame em processo de “habeas corpus”, de rito sumar1ssimo9 apenas
tem lugar na instGncia ordin8ria, com o"servGncia da regra do
contradit*rio+ /rancamento de aç*o penal por falta de $usta
causa unicamente se admite 3uando comprovada, ao primeiro
sO"ito de vista, a atipicidade do fato imputado ao r/u, ou a sua
inoc>ncia (art# 567* n) -* do C8d# Proc# Penal+
L!F@ame de 'rovas em habeas cor'us 3 cabAvel desde 2ue sim'les* n.o
contradit8ria e 2ue n.o dei@e alternativa G convicç.o do 9ulgador% (S/"9
&C9 rel+ 7in+ Cl20is 3amalhete9 $CL 1.+-+.1, p+ -+1<=!+
L ;ão entra em dOvida 3ue, a despeito do princ1pio da presunção de
inoc>ncia, consagrado na Constituição da SepO"lica (art# ()* n)
L,--, su"siste a provid>ncia da pris*o pre0enti0a, 3uando
conspiram os re3uisitos legais do art# ?>; do C8digo de Processo Penal6
garantia da ordem pO"lica, conveni>ncia da instrução criminal ou
para assegurar a aplicação da lei penal, desde 3ue comprovada a
materialidade da infração penal e veementes ind1cios de sua autoria+
L ;ão re3uer o despacho de pris*o pre0enti0a o mesmo rigor 3ue
deve encerrar a decisão definitiva de condenação+ @ o esc*lio de
Damásio !( de Jesus ao art# ?>; do C8d# Proc# Penal6 !A 'ris.o
'reventiva e@ige 'rova bastante da e@ist4ncia do crime e indAcios su"icientes
de autoria# K.o 3 necessária a mesma certeza 2ue deve ter o 9uiz 'ara a
condenaç.o do r3u% (c"# C#di$o de Processo Penal .notado, 22a+ ed+,
p+ 24-!+
12.

L $nscreveAse entre os mais estim8veis direitos do r+u preso o de ser
processado, rigorosamente, nos pra,os previstos em lei+ @ 3ue,
privado da li,erdade F "em precios1ssimo do :omem F, não
parecera l1cito agravarAl:e o sofrimento, dilatando os dias de sua
perman>ncia no cárcere+
L @ intelig>ncia consolidada em todos os 2ri"unais de (ustiça do
Pa1s 3ue somente o e1cesso de pra%o in0ustificado constitui
constrangimento ilegal, não a demora decorrente da natural
compleCidade da causa ou de incidentes processuais, pois não est8
nas mãos de Jui%, ainda o mais diligente, prevenir motivos de força
maior 3ue o"stam B reali,ação do ato processual+

?oto nI 11+=4<
!&abeas Cor'us% nI --0+0-+05-01-A4
Arts# >((* : 6)* n) -, e =>* do C8d# Penal<
arts# >(5 e 56= do C8d# Proc# Penal

L!Fstará ausente o legAtimo interesse* se n.o houver ato de coaç.o* ou de
ameaça ao direito de ir e vir% (Jos+ "rederico 'ar5ues, Flementos de
$ireito Processual Penal, 1a+ ed+, vol+ $?, p+ 40.!+
L Pe3uena demora na solução da lide não constitui constrangimento
ilegal repar8vel por “habeas corpus”9 sucesso 3ue pertence ao
c1rculo da previsão :umana, todo infrator sa"e 3ue, delin3uindo,
sua li"erdade poder8 ser coartada em grau menor ou maior+
L Se não prova o paciente (como l:e ca"e, por força do preceito do
art# >(5 do C8d# Proc# Penal 3ue est8 a sofrer constran)imento
ile)al F 3ue / sua pedra de to3ue F, não :8 dispensarAl:e o
rem/dio do “habeas corpus” (art# 56= do C8d# Proc# Penal+
12-

?oto nI 11+--1
!&abeas Cor'us% nI --0+0-+0-425<A=
Arts# => e >IE do C8d# Penal<
art# 5> do C8d# Proc# Penal<
art# >)* n) -* da Lei n) 7#>?=MEI

L Conforme doutrina comum, o pedido de “habeas corpus” ser8
instru1do !com as 'eças e documentos 2ue com'rovem o alegado% (Jos+
"rederico 'ar5ues, Flementos de $ireito Processual Penal, 1a+ ed+,
vol+ $?, p+ 415!+
L!Fm 2ual2uer "ase do 'rocesso* o 9uiz* se reconhecer e@tinta a 'unibilidade*
deverá declará1lo de o"icio% (art# 5> do C8d# Proc# Penal#
L!A 'rescriç.o* antes de transitar em 9ulgado a sentença "inal (###* regula1se
'elo má@imo da 'ena 'rivativa de liberdade cominada ao crime% (art# >IE
do C8d# Penal#
L!K.o decorrido o necessário la'so tem'oral* n.o se reconhece a 'rescriç.o%
(S/J9 &C n) E;6>MBP9 <a+ 2urma, rel+ 7in+ !dson 4idi)al9 $CL.











Casos !speciais
(Seprodução integral do voto!



OD!3 JDD:C:E3:O



2S$B';AM % ('S2$XA %# S2A%# % SY# PA'M#

V'$;2A CZ7ASA L SXY# CS$7$;AM


!&abeas Cor'us% nI --0+0-+1.<.-2A=
Comarca6 São Paulo
$mpetrante6 %r+ AleCandre de Sou,a )ernandes
Paciente6 M%S


?oto nI 12+<2.
Selator


L $nscreveAse entre os mais estim8veis direitos
do r+u preso o de ser processado,
rigorosamente, nos pra,os previstos em lei+
@ 3ue, privado da li,erdade F "em
precios1ssimo do :omem F, não parecera
l1cito agravarAl:e o sofrimento, dilatando os
dias de sua perman>ncia no cárcere+
9
144

L @ intelig>ncia consolidada em todos os
2ri"unais de (ustiça do Pa1s 3ue somente o
e1cesso de pra%o in0ustificado constitui
constrangimento ilegal, não a demora
decorrente da natural compleCidade da
causa ou de incidentes processuais, pois não
est8 nas mãos de Jui%, ainda o mais
diligente, prevenir motivos de força maior
3ue o"stam B reali,ação do ato processual+
L!K.o se con"igura coaç.o ilegal 2uando o e@cesso
de 'razo na "ormaç.o da cul'a decorre de
incidentes 'rocessuais n.o im'utáveis ao 9uiz do
'rocesso ou ao Minist3rio P0blico% (Jurisp. do
&TJ, vol+ .I, p+ 245!+
L Salvo casos especiais (ao prudente ar"1trio
do 0ui,!, primariedade, "ons antecedentes,
prova de ocupação l1cita e de resid>ncia
no foro da culpa não valem a autori,ar a
concessão de li,erdade pro0is2ria (art#
?>I* 'arág# 0nico* do C8d# Proc# Penal B3uele
3ue, acusado de crime grave F como / o
rou,o F, tem contra si a presunção de
periculosidade+
L!Fncerrada a instruç.o criminal* "ica su'erada a
alegaç.o de constrangimento 'or e@cesso de
'razo% (&%"ula n' () do S2(!+
LJF@ame de 'rovas em habeas cor'us 3 cabAvel
desde 2ue sim'les* n.o contradit8ria e 2ue n.o
dei@e alternativa G convicç.o do 9ulgador%
(S/"9 &C9 rel+ 7in+ Cl20is 3amalhete9
$CL 1.+-+.1, p+ -+1<=!+
L S* / admiss1vel trancamento de ação penal
por falta de $usta causa, 3uando esta se
mostre evidente B primeira face+
14<

LJBe o "ato atribuAdo ao 'aciente constitui violaç.o
da lei 'enal* e@iste 9usta causa 'ara o 'rocesso%
(Re. !orense, vol+ 1=2, p+ 425!+


9( # ilustre advogado %r+ Ale1andre de Sou%a
-ernandes impetra a este gr/gio 2ri"unal ordem
de !&abeas Cor'us%, co" pedido de li"inar, em
prol de !&DS, so" o argumento de 3ue padece
constrangimento ileg1timo da parte do 77+ (u1,o de
%ireito da 1a+ ?ara Criminal da Comarca da Capital+

Alega, na petição de fls+ 2K<, 3ue, denunciado o
paciente por rou"o 3ualificado, estava a sofrer ilegal
constrangimento por3ue l:e faltava 0usta causa para a
ação penal+

Afirma o impetrante 3ue o paciente sofria tam"/m
coação ilegal por eCcesso de pra,o na formação da
culpa, 08 3ue, preso desde 20+4+200-, ainda não se
encerrara a instrução criminal+

Pleiteia, por isso, B colenda CGmara ten:a a "em
conceder ordem de !habeas cor'us% 3ue tran3ue a ação
penal instaurada contra o paciente, eCpedindoAseAl:e
alvar8 de soltura+

$nstruiu o pedido com eCtrato de andamento
processual (fls+ 5K=!+
145

# despac:o de fls+ -K14 indeferiu a medida liminar
pleiteada+

A mui digna autoridade 0udici8ria indicada como
coatora prestou as informaçDes de praCe (fls+ 21K22!,
nas 3uais esclareceu 3ue o paciente foi denunciado por
infração do art# >(=* : ;)* ns# - e --* e art# >(=* : ;)* ns# -
e --* com"inado com o art# >6* n) --* do C8digo Penal#

A ilustrada Procuradoria &eral de (ustiça, em
a"ali,ado e criterioso parecer do %r+ 3ui rado, opina
pela denegação da ordem (fls+ 24K2<!+

@ o relat*rio+


>( Consta dos autos 3ue, por fato ocorrido em 20 de
a"ril de 200-, foi o paciente denunciado por infração do
art# >(=* : ;)* ns# - e --* e art# >(=* : ;)* ns# - e --*
com"inado com o art# >6* n) --* do C8digo Penal#

$nstaurada a !'ersecutio criminis%, entrou o feito a
correr os seus trGmites+

A no"re %efesa, firme no argumento do eCcesso
de pra,o na formação da culpa, vem a esta augusta
Corte de (ustiça, aspirando B li"erdade do paciente+
14=

F( Sem em"argo do esforço titGnico de seu patrono
para pUrAl:e termo B privação da li"erdade, não :8
atender, !data venia%, B pretensão do paciente+

@ verdade 3ue a (urisprud>ncia, por amor do
muito respeito 3ue se deve guardar ao !status libertatis%
do indiv1duo, orçou em 7> dias o pra,o m8Cimo para a
formação da culpa do r/u preso+ 7eta cronol*gica /
esta a 3ue se deve su"meter o 7agistrado, a fim de não
ratificar, com sua autoridade e prest1gio de seu nome,
uma situação ao mesmo tempo ileg1tima e in13ua+ @
3ue, para 3uem est8 preso, um dia vale o mesmo 3ue
uma eternidadeN

7as, o eCcesso de pra,o apenas caracteri,a
constrangimento ilegal 3uando l:e :ouver dado causa a
des1dia ou a incOria do (ui, ou do Promotor de (ustiça9
não no configura a delonga na instrução criminal, se
decorreu de motivo de força maior, 3ue não estava nas
mãos do (ui, prevenir nem atal:ar, e constitui causa
suspensiva do curso dos pra,os processuais (art# =E7*
: 6)* do C8d# Proc# Penal+

?em a3ui de molde, portanto, o ensinamento
consagrado pelos 2ri"unais6

a+ !A demora na conclus.o do 'rocesso n.o autoriza
habeas cor'us* 2uando 9usti"icada 'elas
di"iculdades encontradas 'elo Cuiz na instruç.o%
(Re. !orense, vol+ 144, p+ 445!+
14.

b+ !O e@cesso de 'razo s8 legitima a concess.o da
ordem de habeas cor'us 2uando 9usti"icado* n.o
assim se a demora resulta de uma raz.o 'lausAvel%
(Re. Tribs.* vol+ 5.=, p+ 2.59 rel+ Dirceu de
'ello)+

# (ui, 3ue (por evitar se prolongue,
escusadamente, o c8rcere do r/u! fa, tudo o 3ue est8 a
seu alcance, suposto de"alde, não pode ser o"rigado
a mais+ !Kemo tenetur ad im'ossibilia%O

Ao demais, conforme se eCtrai da certidão de
fl+ 2=, a instrução criminal 08 se encerrou+

@ força, destarte, invocar o entendimento do
Colendo Superior 2ri"unal de (ustiça, consu"stanciado
na B0mula n) (; de sua 0urisprud>ncia6

!Fncerrada a instruç.o criminal* "ica su'erada a
alegaç.o de constrangimento 'or e@cesso de 'razo%#

m vista do 3ue, o argumento da coação ilegal,
por eCcesso de pra,o na formação da culpa, esva,iaAse
de interesse e alcance+


G( Por outra parte, para rece"er a denOncia contra
algu/m, não / mister se l:e prove a autoria de fato
arguido de criminoso9 "astam s/rios ind1cios de :aver
para ele concorrido+
14-


m pontos de trancamento de ação penal, serve de
paradigma vel:o aresto deste gr/gio 2ri"unal6

!Trancar a aç.o 'enal* no seu 'rim8rdio* sob a alegaç.o
de ine@ist4ncia de 9usta causa* uma vez 2ue do
in2u3rito nada consta 2ue 'ossa incriminar o 'aciente*
im'ortaria em cercear indevidamente o direito
de investigaç.o atribuAdo ao 8rg.o do Minist3rio
P0blico% (Re. Tribs., vol+ 2==, p+ -=9 rel+ Ola0o
7uimar*es)+

m ra,ão de seu rito sumar1ssimo, na via :eroica
do !habeas cor'us% / defeso proceder B an8lise de mat/ria
de alta indagação9 tratandoAse de 3uestão 3ue apenas
pode ser dirimida na 3uadra de instrução criminal, não
:8 apreci8Ala no raio eC1guo do processo de !habeas
cor'us%+

sta doutrina se ac:a eCposta em ac*rdãos
infinitos de nossos 2ri"unais, como o persuade o
adiante reprodu,ido por sua ementa6

!F@ame de 'rova em habeas cor'us 3 cabAvel desde 2ue
sim'les* n.o contradit8ria e 2ue n.o dei@e alternativa
G convicç.o do 9ulgador% (S/"9 &C9 rel+ 7in+
Cl20is 3amalhete9 $CL 1.+-+.1, p+ -+1<=!+
140

$mporta notar, por/m, 3ue, segundo a orientação
consagrada por nossos 2ri"unais, não podem ser
analisadas, no Gm"ito processual do !habeas cor'us%,
alegaçDes relativas B autoria, ao elemento su"0etivo e
B atipicidade, o 3ue re3uer inoportuno e impr*prio
eCame do con0unto f8tico+

Qa,em ao intento os arestos de nossas Cortes de
(ustiça, trasladados a seguir6

a+!O Writ n.o 3 o instrumento idHneo 'ara
conhecimento anteci'ado da ati'icidade se
indis'ensável* 'ara tanto* o a'ro"undado e@ame
do material de conhecimento% (S/J9 /&C n)
5#;E>9 <a+ 2urma9 rel+ 7in+ "+li1 "ischer9
$CL 44+.+-5=, p+ 44+=..!9

b+!K.o 3 'ossAvel* no Dmbito estreito do Writ
ree@aminar a'ro"undadamente elementos de
'rova sobre a caracterizaç.o do ti'o 'enal%
(S/J9 Re. Tribs., vol+ 544, p+ 4559 rel+ 7in+
SAdneA Sanches)+

A denOncia, peça formal de acusação, propDeAse
demonstrar a responsa"ilidade criminal do paciente,
contra 3uem F ainda 3uando não :ouvesse prova plena
e incontroversa do fato 3ue l:e / atri"u1do, como
inculca na petição inicial F triunfam s/rios e fortes
ind1cios, suficientes para 0ustificar a !'ersecutio criminis
in 9udicio%+
141

#ra, o fato imputado ao paciente constitui delito
em tese e, pois, ser8 força apur8Alo nas vias normais do
devido processo legal+

%estarte, o rece"imento da peça acusat*ria e
a instauração da ação penal não caracteri,aram
constrangimento ileg1timo, repar8vel por !habeas
cor'us%+

H( Al/m de 3ue, trataAse de crime grave o 3ue foi
imputado ao paciente6 roubo 2uali"icado9 "em por isso,
a3uele 3ue o pratica / sistematicamente eCclu1do do
"enef1cio de responder em li"erdade a seu processo+

Apenas nos casos de irregularidade da prisão
cautelar do r/u / 3ue se l:e 0ustifica a revogação+

%e 3ue rou"o 3ualificado e li"erdade provis*ria
se0am, em princ1pio, ideias 3ue se repelem, provamAno
infinitos 0ulgados de nossos 2ri"unais6

!Ao agente 2ue comete crime de roubo 2uali"icado n.o
cabe o bene"Acio da liberdade 'rovis8ria* mesmo em se
tratando de acusado 'rimário* com em'rego certo e
resid4ncia "i@a* uma vez 2ue tal delito 3 violento* revela
temibilidade de seus autores e traz desassossego G
'o'ulaç.o* 9usti"icando1se* 'ortanto* a cust8dia cautelar*
'ara a garantia da ordem '0blica* al3m da
conveni4ncia da instruç.o criminal% (RJT.Cri"&P,
vol+ 4=, p+ 44.9 rel+ Jos+ Dr,an)+
142

nfim, os elementos de prova 3ue instruem a
presente ação de !habeas cor'us% não me persuadiram
estivesse o paciente a sofrer constrangimento ilegal9
pelo 3ue, não tem 0us B ordem impetrada+


I( Pelo eCposto, dene)o a ordem de !habeas cor'us%+


São Paulo, 15 de novem"ro de 200-
%es+ Carlos Biasotti
Selator



OD!3 JDD:C:E3:O



2S$B';AM % ('S2$XA %# S2A%# % SY# PA'M#

V'$;2A CZ7ASA L SXY# CS$7$;AM



!&abeas Cor'us% nI --4+0.+024-<<A0
Comarca6 Bauru
$mpetrante6 %r+ 78rio MOcio Pereira 7ac:ado
Paciente6 (C#PC


?oto nI 11+442
Selator

L!O cometimento de "alta grave interrom'e a
contagem do 'razo e@igido 'ara a concess.o do
bene"Acio da 'rogress.o de regime 'risional%
(S/J9 &C n) >;#6(?1BP< rel+ 7in+ 7ilson
Dipp9 0+ 5+4+20019 $CL 24+4+2001, p+ 1=1!+
>
144


L %eve o sentenciado atender, sem 3ue"ra, Bs
instGncias da disciplina do esta"elecimento
penal para poder, no tempo oportuno,
credenciarAse B outorga de ,enefícios (art#
>>; da Lei de F@ecuç.o Penal+
L Afirmar e entender o contr8rio seria, !data
venia%, fomentar a indisciplina nos
presídios e fa,er t8"ua rasa do preceito
segundo o 3ual cada um deve ter o 3ue
merece+ # teor de proceder dos maus, se 08
não cai so" a letra da lei, para 3ue / eCigir
3ue a ela continuem a su"meterAse os "onsWN
Seria, então (ainda malN!, repetir a ap*strofe
do imenso 3ui6 !o homem chega a desanimar
da virtude* a rir1se da honra* a ter vergonha de
ser honesto% (1bras Co"pletas, vol+ TM$,
t+ $$$, p+ .5!+

9( # paciente JCOC, por seu digno advogado,
re3uereu a este gr/gio 2ri"unal de (ustiça ordem de
!&abeas Cor'us%, so" color de 3ue estava a sofrer
constrangimento ilegal da parte do 77+ (u1,o de
%ireito da 2a+ ?ara das CecuçDes Criminais da
Comarca de Bauru+

Afirmou, na petição de fls+ 2K<, 3ue o douto
7agistrado de Primeiro &rau, por ter o paciente
cometido falta grave, determinara se procedesse a novo
c8lculo de li3uidação de suas penas para efeito de
o"tenção de "enef1cios+

14<

2al decisão o paciente notou de in0usta e ileg1tima9
pelo 3ue, re3uereu ao 2ri"unal tivesse a "em cass8Ala+

A colenda <a+ CGmara de %ireito Criminal, por
votação unGnime, con:eceu do pedido em parte e
denegou a ordem ao paciente (fls+ 2.K44!+

# Colendo Superior 2ri"unal de (ustiça, no
entanto, concedeuAl:e, de of1cio, ordem de !habeas
cor'us%, para 3ue este 2ri"unal 0ulgasse o m/rito da
presente impetração+

'rge, portanto, cumprir o 3ue resolveu a3uela
Superior $nstGncia+

@ o relat*rio+


2. Ao 0ulgar o pedido do paciente, f>Alo a CGmara por
este feitio (fls+ 41K44!6

[>( # alvo a 3ue atira a impetração / o"ter
desta augusta Corte de (ustiça ordem de !habeas
cor'us% 3ue pon:a termo ao constrangimento ilegal
3ue o paciente afirma est8 a sofrer, por :averAl:e
a decisão impugnada decretado o rein1cio da
contagem do pra,o para a o"tenção de "enef1cios+

Sem em"argo, por/m, dos talentos e
"ons esforços de seu patrono, a pretensão do
paciente não se mostra atend1vel+

145

Com efeito, em"ora relevante a mat/ria
referente ao rein1cio da contagem do lapso
temporal, não :8 agit8Ala na esfera do !habeas
cor'us%+

%everas, ainda 3ue instrumento
processual de dignidade constitucional, pr*prio a
tutelar a li"erdade do indiv1duo, não pode o !habeas
cor'us% su"stituir o recurso ordin8rio, m8Cime
3uando a !causa 'etendi% respeita a 3uestDes de alta
indagação+

@ a lição da (urisprud>ncia6

!K.o se conhece de habeas cor'us originário
2uando substitui recurso ordinário n.o
inter'osto% (S/"9 &C n) (E#>75179 rel+
7in+ D+cio 'iranda9 $CL 25+4+.2,
p+ 2+<51!+

Ainda6


!O habeas cor'us n.o 'ode ser usado como
substituto do recurso ordinário# Caso
contrário* ele seria trans"ormado em um
su'er1recurso* sem 'razo certo 'ara sua
inter'osiç.o* tirando a segurança das decisões
9udiciais 'assadas em 9ulgado* 9á 2ue
'oderiam ser* a 2ual2uer tem'o* modi"icadas
'elo rem3dio her8ico% (RJ/T.Cri"&P*
vol+ 12, p+ 15=9 rel+ -+lio de "reitas)#
14=


Como l:e faculta a Lei de F@ecuç.o Penal
(art# >E=, pode o paciente su"meter a mat/ria 3ue
fa, o"0eto desta impetração ao 2ri"unal, 3ue l:a
eCaminar8 mais de espaço e a preceito, na via
processual pr*pria e em forma ade3uada+ !Kon est
hic locus%O

m suma6 o no"re 7agistrado não fe,
senão aplicar o "om direito ao caso concreto+ Sua
decisão, portanto, est8 ao a"rigo de reforma na via
processual do !habeas cor'us%+

;ão configurado o constrangimento
ilegal, não tem 0us a paciente ao rem/dio :eroico+


F( Pelo eCposto, con:eço em parte do
pedido e dene)o a ordem de!habeas cor'us%+\



F( ntro a eCaminar, portanto, o m/rito do pedido do
paciente, 3ue se resume em o"ter a cassação da r+
decisão proferida pelo 77+ (u1,o de %ireito da ?ara
das CecuçDes Criminais da Comarca de Bauru, 3ue l:e
determinou !a interru'ç.o do 'razo 'ara "ins de bene"Acio%
(fl+ <!+

Qoi o caso 3ue, estando o paciente a cumprir a
pena de 5 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão, pela
pr8tica dos crimes de rou"o e furto, cometeu falta
14.

disciplinar considerada grave6 causou !danos ao
'atrimHnio '0blico* ateando "ogo na unidade 'risional* no
dia ;7#5#;II=% (fl+ 1=!+

m vista do 3ue, o ilustre (ui, da ?ara das
CecuçDes F firme na conclusão da sindicGncia,
3ue apurara ter o reeducando provocado !danos ao
'atrimHnio '0blico* ateando "ogo em um colch.o dentro de sua
cela* 'ondo em risco n.o a'enas a sua segurança como a dos
demais detentos%, e reputando o fato crime doloso, o 3ue
configurava in"raç.o disci'linar de natureza grave (art# (;
da Lei de F@ecuç.o Penal F foi servido mandar anotar a
!"alta grave no roteiro de 'enas% e retificar o !cálculo de
li2uidaç.o* "azendo1se constar novas data 'ara bene"Acios%
(fl+ 5!+

Pretendeu o paciente impugnar essa decisão
mediante !habeas cor'us%+

ntre os mais doutores / vo, 3ue !o habeas cor'us
n.o 'ode ser utilizado como substitutivo do agravo em
e@ecuç.o% (c"# 3enato 'arc*o, Curso de F@ecuç.o Penal,
2a+ ed+, p+ 2-.!+

m o"s/3uio, por/m, ao princ1pio da ampla defesa,
comum a todo o condenado, e notadamente por3ue o
determinou, Bs eCpressas, *rgão 0urisprudencial de
superior :ierar3uia, leveAse B paci>ncia 3ue este o"scuro
0ui,, mesmo na esfera do !habeas cor'us%, ven:a a tratar
de mat/ria relacionada com incidente de eCecução+
14-

G( Salvo o respeito aos 3ue sentem o contr8rio, fico
não assiste ra,ão ao paciente, ao pugnar pela cassação
da r+ decisão 3ue mandou retificarAl:e o c8lculo de
li3uidação de penas+

ntendimento / este 3ue se conforma com a lição
de autores de prol e a 0urisprud>ncia dos 2ri"unais+

m esc*lio ao art# >>; da Lei de F@ecuç.o Penal,
escreveu o competente Julio "a,,rini 'ira,ete6

!O cometimento de "alta grave 'elo 'reso 2ue cum're
'ena em regime "echado acarreta a interru'ç.o do
tem'o de 'ena 'ara e"eito de 'rogress.o* iniciando1se
nova contagem de >M5 do restante da re'rimenda
a cum'rir* 'ara a obtenç.o da 'romoç.o# O mesmo
ocorre se* estando no cum'rimento da 'ena
remanescente em regime semiaberto* decretar o 9uiz
a regress.o 'ara um dos regimes mais severos%
(8Aecuç,o Penal, 11a+ ed+, p+ 415!+

2al opinião tem rece"ido sufr8gios de nossas
Cortes de (ustiça6

a+ !O cometimento de "alta grave interrom'e a contagem
do 'razo e@igido 'ara a concess.o do bene"Acio da
'rogress.o de regime 'risional% (S/J9 &C n)
>;#6(?1BP9 rel+ 7in+ 7ilson Dipp9 0+ 5+4+20019
$CL 24+4+2001, p + 1=1!9

1<0

b+ !Be o condenado comete "alta grave e está cum'rindo
'ena em regime "echado* 3 de rigor 2ue ele 'erca o
tem'o anterior do cum'rimento da 'ena e reinicie a
contagem do la'so tem'oral* a 'artir da 'rática da
"alta grave* tendo em vista 2ue n.o 'ossui condições de
'rogredir 'ara o regime semiaberto% (/JS9 rel+
-+lio de "reitas9 Re. Tribs., vol+ .0., p+ 50.!9

c+ !O cometimento de "alta grave 'elo 'reso 2ue cum're
'ena em regime "echado acarreta a interru'ç.o do
tem'o de cum'rimento da 'ena 'ara e"eito de
'rogress.o* iniciando1se nova contagem de >M5 do
restante da re'rimenda a cum'rir* 'ara a obtenç.o
da 'romoç.o% (/JS9 rel+ Jar,as 'a%%oni,
vol+ =<1, p+ <.4!+

m suma6 a falta disciplinar grave determina o
rein1cio da contagem do lapso temporal para a o"tenção
de "enef1cios perante o (u1,o das CecuçDes Criminais+

Afirmar e entender o contr8rio seria, !data venia%,
fomentar a indisciplina nos pres1dios e fa,er t8"ua rasa
do preceito segundo o 3ual cada um deve ter o 3ue
merece+ # teor de proceder dos maus, se 08 não cai so"
a letra da lei, para 3ue / eCigir 3ue a ela continuem a
su"meterAse os "onsWN
1<1


Seria, então (ainda malN!, repetir a ap*strofe do
imenso 3ui6 !o homem chega a desanimar da virtude* a
rir1se da honra* a ter vergonha de ser honesto% (1bras
Co"pletas, vol+ TM$, t+ $$$, p+ .5!+


H( Pelo eCposto, conheço do pedido e dene)o a
ordem de !habeas cor'us%+


São Paulo, 22 de fevereiro de 200-
%es+ Carlos Biasotti
Selator

OD!3 JDD:C:E3:O



2S$B';AM % ('S2$XA %# S2A%# % SY# PA'M#

V'$;2A CZ7ASA L SXY# CS$7$;AM


!&abeas Cor'us% nI 1+004+1<4A4K=A00
Comarca6 São Caetano do Sul
$mpetrante6 %r+ 78rio Sui Aidar Qranco
Paciente6 M7%#



?oto nI ==--
Selator



L!As atribuições do Minist3rio P0blico* bem
com'reendidas* s.o as mais belas 2ue e@istem%
(De 'ol+nes< a'ud J.B. Cordeiro Cuerra*
A Arte de Acusar* 1a+ ed+, p+ --!+
F
1<4

L Segundo a comum opinião dos doutores e a
0urisprud>ncia de nossos 2ri"unais, não
comete crime de estelionato o acad>mico
de %ireito 3ue, por feste0ar a data
comemorativa da instituição dos cursos
$urídicos no Pa1s F >> de agosto F, pratica
a denominada BpenduraJ, isto /6 dirigeAse a
uma casa de pasto e, ap*s comer B tripa
forra e entrar gal:ardamente pelas "e"idas,
c:ama a seu p/ o dono do esta"elecimento
e comunicaAl:e, em discurso de pompa
e circunstGncia, 3ue a3uele troço de
estudantes 3uer :omenage8Alo como a
amigo e "enfeitor da vel:a e gloriosa
Academia de %ireito do Margo de São
Qrancisco, al/m de significarAl:e eterna
gratidão pelo !o"erecimento% do memor8vel
"an3uete+
L m esc*lio ao art# >=5 do C8digo Penal
escreveu Damásio !( de Jesus6!Fntendeu1se
haver mero ilAcito civil e n.o 'enal* uma vez
2ue o ti'o e@ige 2ue o su9eito n.o 'ossua recursos
'ara o 'agamento dos serviços% (C#di$o Penal
.notado* 1=a+ ed+, p+ 5=4!+
L %ispDe o art# 5(E do C8d# Proc# Penal 3ue,
se o 2ri"unal verificar ter 08 cessado a
viol>ncia ou coação ilegal de 3ue se 3ueiCa o
paciente, l:e 0ulgar8 pre0udicado o pedido
de !habeas cor'us%+
LJCulga1se o habeas cor'us 're9udicado 2uando o
im'etrante obt3m* durante a aç.o* a situaç.o
9urAdica reclamada% (S/J9 &C n) >#5;?M;9 5a+
2urma9 rel+ 7in+ 4icente Cernicchiaro9
0+ 1.+12+-5!+

1<4

9( # ilustre advogado %r+ 'ário 3ui Aidar "ranco
impetra a este gr/gio 2ri"unal ordem de !&abeas
Cor'us% em favor de &'DO, so" a alegação de 3ue
padece constrangimento ileg1timo da parte do 77+
(u1,o de %ireito da 2a+ ?ara Criminal da Comarca de
São Caetano do Sul+

Alega, em esmerada petição, 3ue o paciente est8
a sofrer coação ilegal por falta de 0usta causa para a
persecução penal 3ue l:e foi instaurada perante a3uele
douto (u1,o, por infração do art# >=5 do C8digo Penal
(tomar refeição em restaurante sem dispor de recurso
para efetuar o pagamento!+

Qoi o caso 3ue F afirma o digno impetrante F o
paciente, acad>mico de %ireito da Lniversidade do
Qrande ASC (LniASC, e mais on,e colegas, no dia 11
de agosto deste ano, dirigiramAse B !Churrascaria ,ivano
Qrill Ltda#%, situada na Av+ &oi8s, em São Caetano do
Sul, com o intuito de comemorar, com a tradicional
!'endura%, o anivers8rio da criação dos cursos 0ur1dicos
no Brasil+

Assim, ap*s consumir comida e enfrascarAse em
"e"idas, o paciente levantouAse e !leu um discurso%, no
3ual dava a con:ecer ao gerente da casa de pasto 3ue
não iriam pagar a conta, 3ue ficaria !'endurada% em
o"s/3uio ao onze de agosto, data car1ssima aos estudantes
de %ireito+

1<<

# gerente da c:urrascaria, no entanto, infenso B
arenga acad>mica, eCigiu 3ue os estudantes ocorressem
Bs despesas, do contr8rio solicitaria o concurso da
Pol1cia 7ilitar+

%a turma, oito satisfi,eram ao pagamento9
o paciente e mais tr>s colegas, contudo, esses
recalcitraram6 nada pagariam+ Pelo 3ue, policiais
militares, c:amados a intervir na pend>ncia, deramAl:es
vo, de prisão e condu,iramAnos B %elegacia de Pol1cia
de São Caetano do Sul, onde a autoridade de plantão os
mandou autuar em flagrante pelo crime de estelionato
(art# >=>* !ca'ut%* do C8d# Penal+

A instGncias da %efesa F 3ue l:e pleiteou o
relaCamento da prisão por v1cio de formalidade (i#e#*
falta de comunicação da prisão ao 77+ (ui, de %ireito
do Plantão (udici8rio!, F foi solto o paciente mediante
concessão de li"erdade provis*ria+

Se3uer agora o paciente, assistido de distinto
advogado, o trancamento do in3u/rito policial, so"
color de 3ue o fato 3ue l:e foi imputado carecia de
tipicidade penal9 por isso, era força pUr termo B
!'ersecutio criminis in 9udicio% e mand8Alo em pa,, em
ordem a 3ue não se l:e comprometesse o futuro, com o
registro de crime em sua "iografia social+
1<5

m a"ono de sua pretensão, invocou a lição da
%outrina (aulo Jos+ da Costa J6nior, C8digo Penal
Anotado, p+ =11! e a 0urisprud>ncia dos 2ri"unais
(T.Cri"&P< &C n) ?7;#76IM;< 5a+ CGm+9 rel+ Almeida
Sampaio9 $OF 11+<+2001!+

# pedido acompan:aAse de numerosas c*pias de
peças dos autos de in3u/rito policial (fls+ 14K42!+

# despac:o de fls+ 44K4- denegou a medida
liminar pleiteada+

A mui digna autoridade 0udici8ria indicada como
coatora prestou as informaçDes de estilo (fls+ 52K54!, nas
3uais esclareceu 3ue os autos aguardavam manifestação
da v1tima 3uanto ao interesse em representar
criminalmente contra o paciente+

A ilustrada Procuradoria &eral de (ustiça, em
arguto e o"0etivo parecer do %r+ Arnaldo 7onçal0es,
opina pelo nãoAcon:ecimento do pedido, pela perda de
seu o"0eto (fls+ --K101!+

@ o relat*rio+


>( # alvo a 3ue atira a impetração / o"ter desta
augusta Corte de (ustiça ordem de !habeas cor'us% para
o trancamento do in3u/rito policial instaurado contra
o paciente+
1<=

# o"0eto da impetração, no entanto, 08 decaiu de
momento e interesse+

%e feito, / força considerar pre0udicado o pedido
de !habeas cor'us%, uma ve, 3ue F e "em o o"servou o
douto parecer da Procuradoria &eral de (ustiça (fl+ 100!
LL os autos foram ar3uivados, nos termos do parecer
ministerial (fl+ 10<!+

A ra,ão foi 3ue, tratandoAse de ação pO"lica
condicionada (art# >=5* 'arág# 0nico* do C8d# Penal, era
de preceito a representação da v1tima, Unus de 3ue
todavia se não desempen:ou, con3uanto regularmente
intimada (fl+ 104!+

A essa conta, perdeu seu o"0eto a impetração, pois
desapareceu a !causa 'etendi% (alegado constrangimento
ilegal!+

Qa, ao caso a lição de Julio "a,,rini 'ira,ete6

!,eri"icando* em es'ecial 'elas in"ormações* 2ue 9á cessou
a viol4ncia ou a coaç.o* como 'or e@em'lo* a 'rolaç.o da
sentença condenat8ria ou a soltura do r3u em caso de
e@cesso de 'razo na instruç.o criminal* o 9uiz ou o
Tribunal declaram 2ue o 'edido está 're9udicado#
$ei@ou de e@istir legAtimo interesse no rem3dio heroico e
o im'etrante 3* agora* carecedor da aç.o% (C#di$o de
Processo Penal 7nterpretado, =a+ ed+, p+ 1+4=5!+

1<.

$sto mesmo t>m proclamado nossos 2ri"unais,
como o persuade o ven+ aresto a"aiCo reprodu,ido por
sua ementa6

JCulga1se o habeas cor'us 're9udicado 2uando o
im'etrante obt3m* durante a aç.o* a situaç.o 9urAdica
reclamada% (S/J9 &C n) >#5;?M;9 5a+ 2urma9 rel+
7in+ 4icente Cernicchiaro9 0+ 1.+12+-5!+

Assim, nos termos do art# 5(E do C8digo de Processo
Penal, ten:o por pre0udicada a impetração+


F( ;o entanto, leveAse B paci>ncia eCterne ligeiras
o"servaçDes a prop*sito deste feito+

@ a primeira a agrad8vel impressão 3ue nos
infundem no Gnimo as "oas açDes e iniciativas
louv8veis+

2en:o uma delas entre mãos6 a dilig>ncia 3ue
tomou so"re si o digno e culto su"scritor do parecer
da Procuradoria &eral de (ustiça (%r+ &ui% Carlos
Ormele%e), em ordem a o"ter, !s'onte sua%,
documentos relacionados com o est8gio da presente
causaAcrime+
1<-

Atos desse 0ae,, pr*prios somente dos esp1ritos
esclarecidos e cUnscios da muita importGncia de suas
funçDes, confirmamAme a veracidade do conceito de
De 'ol+nes, citado pelo saudoso 7inistro Cordeiro
7uerra, do Supremo 2ri"unal Qederal6 !As atribuições
do Minist3rio P0blico* bem com'reendidas* s.o as mais belas
2ue e@istem% (. .rte de .cusar, 1a+ ed+, p+ --!+

ste registro, com menção eCpressa do nome de
distinto Procurador de (ustiça, façoAo como preito de
admiração e 0usta :omenagem aos preclaros mem"ros
dessa no"re $nstituição, 3uando se comemora o $ia do
Minist3rio P0blico6 14 de fevereiro+


G( A darAse o caso 3ue não interrompesse o curso da
persecução penal o despac:o de fl+ 10<, 3ue mandou
ar3uivar o in3u/rito policial F por falta de condição
para o eCerc1cio do !9us 'erse2uendi in 9udicio%6
representação do ofendido F, a esp/cie dos autos
não incorria na censura do %ireito+

%everas, segundo a comum opinião dos doutores
e a 0urisprud>ncia de nossos 2ri"unais, não comete
crime de estelionato o acad>mico de %ireito 3ue, por
feste0ar a data comemorativa da instituição dos cursos
0ur1dicos no Pa1s F 11 de agosto F, pratica a
denominada !'endura%, isto /6 dirigeAse a uma casa


150

de pasto e, ap*s comer B tripa forra e entrar
gal:ardamente pelas "e"idas, c:ama a seu p/ o dono
do esta"elecimento e comunicaAl:e, em discurso de
pompa e circunstGncia, 3ue a3uele troço de estudantes
3uer :omenage8Alo como a amigo e "enfeitor da velha
e gloriosa Academia de $ireito, al/m de significarAl:e
eterna gratidão pelo oferecimento do memor8vel
"an3uete (a 3ue soem, então, c:amar !su'ino ága'e% ou
!sim'8sio o'A'aro%9 ato cont1nuo, rompem em fuga, a
sete p/s, pela porta de sa1da, onde 08 os espera a
Pol1ciaN

Ao paciente o in3u/rito policial imputou o crime
de estelionato (art# >=> do C8d# Penal, visto 3ue se
recusara a pagar o preço da consumação de produtos
numa c:urrascaria, !mesmo tendo recursos dis'onAveis%
(fl+ 1<!+

m esc*lio ao art# >=5 do C8digo Penal escreveu
Damásio !( de Jesus6

!Fntendeu1se haver mero ilAcito civil e n.o 'enal* uma
vez 2ue o ti'o e@ige 2ue o su9eito n.o 'ossua recursos
'ara o 'agamento dos serviços% (C#di$o Penal
.notado, 1=a+ ed+, p+ 5=4!+

Pelo mesmo teor, 7uilherme de Sou%a #ucci,
em sua apreciada o"ra6
151


!PenduraN 'or "orça da tradiç.o* acad4micos de direito
costumam* como "orma de comemorar a instalaç.o dos
cursos 9urAdicos no Srasil (>> de agosto* dar 'enduras
em restaurantes* tomando re"eições sem e"etuar o
devido 'agamento# Tem entendido a 9uris'rud4ncia*
neste caso* n.o estar con"igurada a hi'8tese do art#
>=5* 'ois* na sua grande maioria* s.o 'essoas 2ue t4m
dinheiro 'ara 2uitar a conta* embora n.o 2ueiram
"az41lo* alegando tradiç.o# Tratar1se1ia* 'ois* de um
ilAcito meramente civil% (C#di$o Penal Co"entado,
<a+ ed+, p+ =05!+

Professa a mesma intelig>ncia o renomado
penalista aulo Jos+ da Costa J6nior6

!Condiç.o indis'ensável G con"iguraç.o do crime 3 n.o
dis'or de recursos 'ara solver a obrigaç.o# $esse
modo* o estudante de direito 2ue vier a dar o
!'endura%* no dia >> de agosto* data da "undaç.o dos
cursos 9urAdicos no Srasil* se dis'user de numerário
su"iciente* sur'reendido em "lagrante e levado G
'olAcia* n.o estará 'raticando crime algum* nem em
sua "orma tentada# O crime n.o se realizou* 'or2ue
ausente um 'ressu'ostoN a "alta de recursos 'ara
e"etuar o 'agamento# A aus4ncia do ilAcito 'enal n.o
elimina o civil* restando ao estudante a obrigaç.o
de 'agar a consumaç.o% (C#di$o Penal .notado*
p+ =11!+

152


Passa o mesmo na esfera pretoriana6

!Percebe1se com nitidez 2ue os recorrentes "oram
unicamente movidos 'elo animus 9ocandi# K.o houve
dolo* consistente na consci4ncia e vontade de 'raticar a
aç.o sabendo 2ue n.o dis'unham de recursos 'ara
e"etuar o 'agamento# K.o houve "raude* no sentido de
ludibriar o comerciante* gerando nele a crença de uma
situaç.o "inanceira diversa da real# Bim'lesmente
2uiseram brincar* seguindo secular tradiç.o dos
estudantes do Largo de B.o Francisco* e n.o causar
're9uAzo a terceiro em 'roveito 'r8'rio# Srincadeira#
Bem d0vida* re'rovável* verdadeiro calote* 2ue causou
're9uAzo ao comerciante# $ano 'or3m* re'arável*
atrav3s de com'etente aç.o civil* aliás 9á 'ro'osta
'ela vAtima% (/ACrimS< /&C n) 6;5#;E=1EMB.o
Paulo< rel+ 7on%a)a "ranceschini9 0+ 14+4+.59
v+u!+

Assim, mesmo 3ue não tivesse o 77+ (ui, de
%ireito determinado o ar3uivamento, por falta de
condição de procedi"ilidade, dos autos de in3u/rito
policial, decerto não triunfava, por at1pica, a imputação
formulada contra o paciente, 3ue estava a comemorar,
com eCpansão de 0ovialidade e segundo a tradição
ininterrupta das Arcadas, o dia mais rison:o das
efem/rides acad>micas6 o >> de agosto+
154


H( Pelo eCposto, considero pre$udicado o pedido de
!habeas cor'us%+


São Paulo, 14 de fevereiro de 200=
%es+ Carlos Biasotti
Selator

OD!3 JDD:C:E3:O



2S$B';AM % ('S2$XA %# S2A%# % SY# PA'M#

V'$;2A CZ7ASA L SXY# CS$7$;AM



!&abeas Cor'us% nI --0+0-+14154-A0
Comarca6 $tapira
$mpetrantes6 %r+ %enilson %oni,ete Mourenço de Paula,
%r+ Atila Pimenta Coel:o 7ac:ado,
%r+ #del 7i]ael (ean Antun e
%r+ So"erto Podval
Paciente6 MQB


?oto nI 12+<41
Selator
%esignado

L m caso de “habeas corpus” fundado na
alegação de falta de $usta causa, forçoso /
proceder ao eCame da prova, Onico processo
l*gico de apreensão da verdade+ !O 2ue a lei
n.o 'ermite e o 2ue a doutrina desaconselha 3 a
reabertura de um contradit8rio de 'rovas* no
'rocesso sumarAssimo de habeas cor'us% (Re.
Tri". Jurisp(, vol+ 40, p+ 2=1!+
G
15<

L Como a Justiça Criminal não / foro
competente para dirimir conflitos 3ue
entendam com o vasto campo do Direito
das O,ri)ações, não entra em dOvida
3ue a instauração da persecução penal,
nesses casos, constitui grave eCemplo de
su"versão de princ1pios capitais de nosso
sistema 0ur1dico+
L 2oda a ameaça ao !status dignitatis% do
indiv1duo deve o (ui,, tão logo l:e ven:a
de molde a ocasião, atal:ar com firme,a e
vigor, em ordem a não sancionar, com sua
autoridade e prest1gio, situação a um
tempo ilegal e in0usta9 não raro, in13ua+
L!O Fstado s8 deve recorrer G 'ena 2uando a
conservaç.o da ordem 9urAdica n.o se 'ossa
obter com outros meios de reaç.o* isto 3* com os
meios 'r8'rios do direito civil (ou de outro
ramo do direito 2ue n.o o 'enal# A 'ena 3 um
mal* n.o somente 'ara o r3u e sua "amAlia*
sen.o tamb3m* sob o 'onto de vista econHmico*
'ara o 'r8'rio Fstado% (#+lson -un)ria,
Comentários ao C8digo Penal, 1-.0, vol+ ?$$$,
p+ 1=4!+

Ap*s o voto do Selator (o eminente %es+
Dami*o Co)an), 3ue denegava a ordem de !&abeas
Cor'us%* solicitei vista dos autos para mel:or
compreensão da 3uestão su"metida ao 2ri"unal,
deveras compleCa, e num como preito B %efesa,
representada por advogado 3ue, por sua cultura
0ur1dica e :uman1stica e por seus predicados de
intelig>ncia e car8ter, serve de paradigma e inspiração
aos 3ue eCercem tão no"re of1cio+ stou a falar do
distinto advogado %r+ 3o,erto od0al+
155

2endo esclarecido o esp1rito com a leitura da
petição de !habeas cor'us%, com a sustentação oral do
advogado do paciente, do assistente de Acusação, do
parecer emitido perante a CGmara pelo %r+ 7a,riel
!duardo Scotti, com o voto minucioso e lapidar do
insigne Selator e, ultimamente, com o refletido eCame
dos alentados volumes 3ue instruem a presente ação,
entro a proferir meu voto+


9( #s ilustres advogados %r+ Denilson Doni%ete
&ourenço de aula, %r+ Atila imenta Coelho
'achado, %r+ Odel 'iKael Jean Antun e %r+
3o,erto od0al impetram a este gr/gio 2ri"unal
ordem de !&abeas Cor'us% em favor de MQB, so" a
alegação de 3ue padece constrangimento ilegal da
parte do 77+ (u1,o de %ireito da 2a+ ?ara da
Comarca de $tapira+

Alegam, em "em ela"orada petição (fls+ 2K2<!, 3ue
o paciente estava sendo processado por infração do
art# >57* : >)* n) ---* do C8digo Penal (apropriação
ind/"ita 3ualificada!+

Acrescentam 3ue, no entanto, l:e faltava 0usta causa
para a ação penal+

Afirmam ainda 3ue eram penalmente at1picos os
fatos narrados na denOncia+

15=

Argumentam 3ue, em verdade, os fatos imputados
ao paciente não pertenciam para a esfera criminal,
senão para a c1vel, no campo das o"rigaçDes+ Ali8s,
adu,em os com"ativos impetrantes, no (u1,o C1vel
diversas açDes 08 corriam a prop*sito desses fatos+

Sematam não ser de "om eCemplo su"meter B
$nstGncia Criminal lit1gio de cun:o estritamente c1vel,
dado 3ue a aplicação do %ireito Penal, no Gm"ito das
relaçDes comerciais, somente pode operar como
provid>ncia !ultima ratio%#

Se3uerem, destarte, a suspensão do processo
instaurado contra o paciente perante o 77+ (u1,o de
%ireito da 2a+ ?ara da Comarca de $tapira+

$nstru1ram o pedido com numerosas c*pias de
peças processuais+

# r+ despac:o de fl+ 2= deferiu a medida liminar
!'ara sustar o andamento da aç.o 'enal%#

A ilustrada Procuradoria &eral de (ustiça, em
firme e incisivo parecer do %r+ &e0A !manuel 'a)no,
opina pela concessão da ordem de !habeas cor'us%
(fls+ 44K4.!+

@ o relat*rio+
15.

>( CtraiAse dos autos 3ue o paciente e os corr/us
#7 e AB, no dia 2= de março de 200=, no interior do
esta"elecimento empresarial denominado !TeXa% F
Tecelagem Yuehenrich B#A#* locali,ada na Sodovia
SP 14= L ]m 40 F ((ardim &uaru08!, em $tapira,
o"rando em concurso e unidade de prop*sitos,
apropriaramAse de insumos e mat/riasAprimas de
propriedade da empresa !Center Trading% T -nd0stria e
Com3rcio B#A#* avaliados em S^ 2-+2.<+40=,00, de 3ue
tin:am a posse em ra,ão de eCerc1cio de atividade
empresarial+

# *rgão do 7inist/rio PO"lico, por isso, deu
incursos os r/us nas sançDes do art# >57* : >)* n) ---*
do C8digo Penal (fl+ 41!+

(8 instaurada a ação penal, re3uerem os dignos
impetrantes o so"restamento do curso do processoA
Acrime, at/ se decidam, no (u1,o C1vel, as açDes
intentadas pelas duas empresas6 Aç.o de Prestaç.o de
Contas 3ue a !TeXa% propUs contra !Center Trading%* e
duas açDes de indeni,ação 3ue esta a0ui,ou contra a3uela+

m "em de sua argumentação adu,em os
impetrantes 3ue a tecelagem !TeXa%* B vista de graves
dificuldades financeiras por 3ue passava, cele"rou
contrato de financiamento com a empresa !Center
Trading% para a a3uisição de mat/riaAprima com 3ue
pudesse prover B industriali,ação de mercadorias+

15-

Pro"lemas de cun:o contratual por/m surgiram,
3ue comprometeram o "om >Cito do neg*cio e
desafiaram as partes a transferir as 3uestDes para o
campo contencioso+

, o 3ue / mais, a empresa !Center Trading%* por
seu representante, ofereceu not1ciaAcrime perante a 1a+
%elegacia de Pol1cia Qa,end8ria da Capital contra a
tecelagem !TeXa%* por :averAse apropriado de mat/riaA
Aprima, insumos e produtos de sua propriedade, no
valor de S^ 44+000+000,00 (trinta e 3uatro mil:Des de
reais!+

#s impetrantes v>m ao 2ri"unal com o escopo
de o"ter a suspensão do feitoAcrime, a fim de 3ue
so"re o ponto primeiro se manifeste o (u1,o C1vel+


F( A an8lise da $usta causa tem suscitado diferentes
opiniDes no gr>mio dos doutores em %ireito+

Came de assento e so"remão de temas pro"at*rios
/ certo 3ue se não compadece com seu ritual
sumar1ssimo nem com seus angustos limites, salvo se
dele depende a aferição do alegado constrangimento+

sta doutrina tem por fiador não menos 3ue ao
saudoso 7inistro edro Cha0es, 3ue a perpetuou em
voto memor8vel6

1=0

!Acho indis'ensável o e@ame das 'rovas* 2uando se trata
de habeas cor'us "undado na alegaç.o de "alta de
9usta causa# K.o conheço outro 'rocesso l8gico de
a'reendimento da verdade 'erante uma alegaç.o* sem
o e@ame das 'rovas# O 2ue a lei n.o 'ermite* e o 2ue
a doutrina desaconselha* 3 a reabertura de um
contradit8rio de 'rovas* no 'rocesso sumarAssimo de
habeas cor'us# Mas* a2uelas 2ue v4m atrav3s de
certidões* a2uelas 2ue s.o incontestáveis 'erante o
$ireito* t4m de ser e@aminadas 'elo 9uiz* 'or2ue*
sen.o* este n.o chegará a saber se há ou n.o 9usta
causa% (Re. Tri". Jurisp(, vol+ 40, p+ 2=1!+

G( # pro"lema da 9usta causa para a persecução
criminal constitui, na repO"lica das letras 0ur1dicas,
!'erdi""icilis ac ve@ata 2uaestio%, em cu0o desate autores
consp1cuos despenderam tesouros de engen:o e
erudição+

A noção 3ue l:es gran0eou a prefer>ncia foi a 3ue
atri"uiu B 9usta causa a ideia de ato 3ue depare
0ustificativa ou fundamento na ordem 0ur1dica (c"# Jos+
"rederico 'ar5ues, Flementos de $ireito Processual
Penal, 1-5<, vol+ $?, p+ 4-=!+

2al lição tam"/m se esforça na autoridade de
Pontes de 7iranda, segundo 3uem, 0usta ser8 !a causa
2ue* 'elo direito* bastaria* se ocorresse* 'ara a coaç.o%
(&ist8ria e Prática do !&abeas Cor'us%, 4a+ ed+, p+ 45.!+
1=1

(usta causa, enfim, ser8 somente a3uela estri"ada em lei+


H( ;ão / o trancamento da ação penal 3ue l:e
encetou a (ustiça PO"lica o 3ue o paciente pretende
por distintos advogados, senão a sustação de seu curso
en3uanto se apurem os fatos na 0urisdição civil+

?em a tal:o notar F e isto mesmo advertiu o
preclaro su"scritor do parecer da Procuradoria &eral
de (ustiça F 3ue a empresa !TeXa% ingressou com
Aç.o de Prestaç.o de Contas9 al/m de 3ue, atentas !as
'articularidades do neg8cio%* coisa dif1cil era concluir, !de
'lano* se houve realmente a a'ro'riaç.o im'utada%# Por
certo* a aç.o civil de 'restaç.o de contas norteará com mais
'ro'riedade a ocorr4ncia de a'ro'riaç.o ou n.o% (fl+ 4=!+

#ra, dispDe o art# E? do C8digo de Processo Penal
3ue, sendo a 3uestão !de di"Acil soluç.o%* poder8 o (ui,
Criminal !sus'ender o curso do 'rocesso* a'8s a in2uiriç.o
das testemunhas e realizaç.o das outras 'rovas de natureza
urgente%#

%e igual teor / a 0urisprud>ncia dos 2ri"unais6

!&avendo conveni4ncia de se conhecer antes a decis.o a
ser 'ro"erida no CuAzo CAvel* im'õe1se a sus'ens.o do
'rocesso criminal% (Re. !orense* vol+ 144, p+ 2529
rel+ Alencar Araripe)+
1=2


I( %estarte, como a (ustiça Criminal não / o foro
competente para dirimir conflitos 3ue entendam com
o vasto campo do %ireito das #"rigaçDes, não entra
em dOvida 3ue a instauração da persecução penal
contra o paciente constituiu grave eCemplo de
su"versão de princ1pios capitais de nosso sistema
0ur1dico+

%onde o rigoroso li"elo da3uele 3ue, pela suma
reputação em pontos de %ireito Penal, rivali,a com o
or8culo de Apolo no templo de %elfos6 #+lson
-un)ria+

screveu este egr/gio autor 3ue6

!O Fstado s8 deve recorrer G 'ena 2uando a conservaç.o
da ordem 9urAdica n.o se 'ossa obter com outros meios de
reaç.o* isto 3* com os meios 'r8'rios do direito civil (ou
de outro ramo do direito 2ue n.o o 'enal# A 'ena 3 um
mal* n.o somente 'ara o r3u e sua "amAlia* sen.o
tamb3m* sob o 'onto de vista econHmico* 'ara o 'r8'rio
Fstado% (Co"ent0rios ao C#di$o Penal* 1-.0,
vol+ $$$, p+ 1=4!+
1=4


Por esta craveira de sa"edoria e prud>ncia
decidiram sempre os augustos pret*rios da (ustiça
Criminal6

!Formular uma acusaç.o* de 2ue resulte 'rocesso 'enal*
sem 2ue ha9a os 'ressu'ostos de direito* como tamb3m os
'ressu'ostos de "ato* 'ara a aç.o 'enal 3 caso* sem
d0vida* de uso irregular de 'oder de den0ncia* 'or2ue
o 'oder de denunciar n.o e@iste 'ara atormentar as
'essoas* 'ara criar di"iculdades aos seus neg8cios* 'ara
cercear sua liberdade de locomoç.o% (Re. Tribs(,
vol+ <.1, p+ 440!+

2oda a ameaça ao !status dignitatis% do indiv1duo
deve o (ui,, tão logo l:e ven:a de molde a ocasião,
atal:ar com firme,a e vigor, por não sancionar, com
sua autoridade e prest1gio, situação a um tempo ilegal
e in0usta9 não raro, in13ua+

Por estas ra,Des e pelos argumentos eCpendidos
pelos estr>nuos e cultos impetrantes, advogados de 3ue
0ustamente se ufana e envaidece a veneranda #rdem a
3ue pertencem, defiro a impetração para so"restar o
curso do feitoAcrime at/ se deslinde a controv/rsia
no (u1,o C1vel, o"servada a causa de interrupção da
prescrição de 3ue trata o art# >>5* n) --* do C8digo Penal#

1=4


L( Pelo eCposto, concedo a ordem de !habeas
cor'us% ao paciente para, nos termos do art# E? do
C8digo de Processo Penal* suspender o processo 3ue l:e
foi instaurado perante o 77+ (u1,o de %ireito da 2a+
?ara da Comarca de $tapira, o"servada a causa de
interrupção da prescrição de 3ue trata o art# >>5* n) --*
do C8digo Penal+


São Paulo, 1- de novem"ro de 200-
%es+ Carlos Biasotti
Selator %esignado


OD!3 JDD:C:E3:O



2S$B';AM % ('S2$XA %# S2A%# % SY# PA'M#

V'$;2A CZ7ASA L SXY# CS$7$;AM

!&abeas Cor'us% nI --0+0-+1<54<5A=
Comarca6 São Paulo
$mpetrantes6 %ra+ Adriana 7a_er dos Santos e
(uliana do ?al Si"eiro (stag+!
Paciente6 PAP%S


?oto nI 12+44.
Selator


L %eclarada pelo Colendo Supremo
2ri"unal Qederal, em sessão de 24+1+05, a
inconstitucionalidade do art# ;)* : >)* da Lei
n) 7#I=;MEI (Mei dos Crimes )ediondos!, /
o art# >>; da Lei de F@ecuç.o Penal 3ue serve
de fundamento ao pedido de pro)ress*o de
re)ime do condenado por crime hediondo
cometido antes da promulgação da Lei n)
>>#656, de 2.+4+0=, pois, segundo princ1pio
"asilar de %ireito Penal, a lei posterior mais
severa não pode retroagir+
H
1=5

L A decisão da Suprema Corte, conforme
o sentimento comum dos mel:ores
int/rpretes, !3 autoa'licável* dis'ensando a
atuaç.o do Benado Federal 'ara sus'ender a sua
e@ecuç.o (CFM77* art# (;* +% (3en+ Ariel
Dotti, in Re. Tribs., vol+ 400, p+ 41<!+
L ;a conformidade do 3ue t>m proclamado
nossos 2ri"unais Superiores, os condenados
por crimes hediondos cometidos antes da
Lei n) >>#656MI=, para efeito de pro)ress*o,
caem so" o regime do art# >>; da Lei da
F@ecuç.o Penal6 cumprimento de 1K5 da pena
e "om comportamento carcer8rio+
L!O re2uisito ob9etivo necessário 'ara a 'rogress.o
de regime 'risional dos crimes hediondos e
e2ui'arados cometidos antes da entrada em
vigor da Lei n) >>#656* em ;E de março de
;II=* 3 a2uele 'revisto no art# >>; da Lei
de F@ecuç.o Penal% (&C n) 77#I?=MBP9 <a+
2urma9 relR 7inR &aurita 4a%9 0+ 2<+10+0=9
$CL 1-+11+0=, p+ 254!+
L!Fazer 9ustiça n.o 3* em muitos casos* obedecer G
lei e* sim* obedecer ao direito 2ue 3 a "onte da
lei% (!li+%er 3osa, A ,oz da Toga, 1a+ ed+,
p+ 41!+
L!K.o tre'idei em mudar de voto* '0blica e
declaradamente* toda vez 2ue novos argumentos
ou 'rovas concludentes me convenceram do
desacerto do veredictum anteriorN acima do
melindre 'essoal de cada um está a sacrossanta
causa da Custiça% (Carlos 'a1imiliano,
&ermen4utica e A'licaç.o do $ireito, 15a+ ed+,
p+ 4==!+

1==


9( A ilustre defensora pO"lica %ra+ Adriana 'aAer
dos Santos e a estagi8ria Juliana do 4al 3i,eiro
impetram a este gr/gio 2ri"unal ordem de !&abeas
Cor'us% em prol de PAP%S, so" o argumento de 3ue
padece constrangimento ilegal da parte do 77+ (u1,o
de %ireito da 1a+ ?ara das CecuçDes Criminais da
Comarca da Capital+

Afirmam, na petição de fls+ 2K5, 3ue o paciente
cumpre pena de 14 anos e = meses de reclusão+

Acrescentam 3ue o paciente re3uereu B3uele 77+
(u1,o de %ireito progressão de regime, o 3ue todavia
l:e foi indeferido, por falta do lapso temporal eCigido
pela Lei n) >>#656MI=, 3ue deu nova redação B Lei
n) 7#I=;MEI (Mei dos Crimes )ediondos!+

Acentuam tam"/m 3ue a aplicação retroativa da
Lei n) >>#656MI= era inconstitucional, uma ve, se tratava
de verdadeira !novatio legis in 'e9us%#

Pleiteiam, destarte, B colenda CGmara ten:a a "em
conceder ordem de !habeas cor'us% ao paciente para
promov>Alo ao regime intermedi8rio de cumprimento
de pena, o"servado o re3uisito temporal de 1K5 previsto
no art# >>; da Lei de F@ecuç.o Penal+
1=.


$nstru1ram o pedido com c*pias de peças dos autos
da eCecução penal (fls+ =K1=!+

Prestou as informaçDes de praCe a mui digna
autoridade 0udici8ria indicada como coatora6 esclareceu
3ue o paciente cumpre pena de 14 anos, = meses e 10
dias de reclusão, com t/rmino previsto para 5+12+201-+

A0untou mais Sua Ccel>ncia terAl:e indeferido
pedido de progressão de regime (fl+ 2.!+

# of1cio de informaçDes acompan:aAse de novas
c*pias de documentos de interesse da ação (fls+ 2-K4-!+

A ilustrada Procuradoria &eral de (ustiça, em
lapidar e criterioso parecer do %r+ 3icardo Jos+
7as5ues de Almeida Sil0ares, opina pela denegação
da ordem (fls+ 41K4.!+

@ o relat*rio+


>( A presente impetração pDe a mira em alcançar do
2ri"unal o direito de o paciente (3ue 08 cumprira, em
regime fec:ado, para mais de >M5 de sua pena! passar ao
regime semia"erto+
1=-

Argumentam as doutas impetrantes 3ue a
condenação do paciente por crime :ediondo / anterior
B promulgação da Lei n) >>#656MI=* 3ue introdu,iu
modificaçDes ao art# >>; da Lei de F@ecuç.o Penal9 pelo
3ue, o crit/rio o"0etivo para a progressão de regime
:avia de ser o cumprimento de >M5 da pena, segundo a
0urisprud>ncia do Pret*rio Ccelso e do Colendo
Superior 2ri"unal de (ustiça+


F( Qirme em respeita"il1ssimos 0ulgados de nossos
2ri"unais, este o"scuro 0ui, professava a intelig>ncia
de 3ue, atenta a disposição do art# ;)* : >)* da Lei
n) 7#I=;MEI F !a 'ena 'or crime 'revisto neste artigo será
cum'rida integralmente em regime "echado% F, todo o
condenado por crime do nOmero dos hediondos devia
cumprir sua pena so" o regime da Oltima severidade+

2odavia6

!O 'leno do BTF* 'or maioria de votos* em sess.o
realizada em ;?#;#;II5* de"eriu o 'edido "ormulado
no &C n) 7;#E(E1BP e declarou* incidenter tantum*
a inconstitucionalidade do : >) do art# ;) da Lei
n) 7#I=;MEI* 2ue trata da obrigatoriedade do
cum'rimento de 'ena em regime integralmente
"echado 'ara os condenados 'ela 'rática de crime
hediondo% (S/J9 &C n) =;#I=;1BP9 <a+ 2urma9 rel+
7in+ 7ilson Dipp9 0+ 1=+<+200=9 Re. Tribs(, vol+
.5<, p+ <44!+
1.0


2al decisão da Suprema Corte, conforme o
sentimento comum dos mel:ores int/rpretes, !3
autoa'licável* dis'ensada a atuaç.o do Benado Federal 'ara
sus'ender a sua e@ecuç.o (CFM77* art# (; v#% (3en+ Ariel
Dotti, in Re. Tribs., vol+ 400, p+ 41<!+

%onde a forçosa conse3u>ncia de 3ue, !a'8s o
9ulgamento do &C n) 7;#E;E1BP 'elo Plenário do BTF*
n.o 3 mais vedada a 'rogress.o de regime 'risional aos
condenados 'ela 'rática de crimes hediondos% (Re. Tribs(,
vol+ .<<, p+ <449 rel+ 7in+ 3icardo &eMandoMsKi)+

$sto mesmo tem praticado, em decisDes
numeros1ssimas, o Colendo Superior 2ri"unal de
(ustiça, como est8 a persuadiAlo o ven+ aresto a"aiCo
reprodu,ido por sua ementa6

!O re2uisito ob9etivo necessário 'ara a 'rogress.o
de regime 'risional dos crimes hediondos e e2ui'arados
cometidos antes da entrada em vigor da Lei n) >>#656*
em ;E de março de ;II=* 3 a2uele 'revisto no art# >>;
da Lei de F@ecuç.o Penal% (&C n) 77#I?=MBP9
<a+ 2urma9 relR 7inR &aurita 4a%9 0+ 2<+10+0=9
$CL 1-+11+0=, p+ 254!+

G( 2al eCegese ad3uiriu mais prest1gio e nomeada
com a promulgação da Lei n) >>#656MI=, 3ue atenuou o
rigor da Mei dos Crimes )ediondos (Lei n) 7#I=;MEI

1.1

no 3ue respeita B progressão no regime prisional de
cumprimento de pena6 se o sentenciado prim8rio tiver
dela descontado 08 2K< (ou 4K<, se reincidente! e
conspiram os re3uisitos su"0etivos, far8 0us ao "enef1cio
(art# ;)* : ;)+

Por amor do princ1pio da irretroatividade F i#e#6 !a
lei 'enal n.o retroagirá* salvo 'ara bene"iciar o r3u% (art# ()*
n) +L* da Const# Fed# F, a Lei n) >>#656MI= não pode
alcançar fatos 3ue l:e se0am anteriores B pu"licação+

Mogo, na conformidade do 3ue t>m proclamado
nossos 2ri"unais Superiores, os condenados por crimes
:ediondos cometidos antes da Lei n) >>#656MI=, para
efeito de progressão, caem so" o regime do art# >>; da
Lei de F@ecuç.o Penal6 !(### 2uando o 'reso tiver cum'rido
ao menos de >M5 (um se@to da 'ena no regime anterior e
ostentar bom com'ortamento carcerário (###%+

#pinião / esta 3ue rocuradores de Justiça,
not8veis pelo sa"er e consel:o, não se dedignaram de
patrocinar, em pareceres 3ue l:es fa,em :onra, !scilicet%6
%r+ Carlos -enri5ue 'und (&C n) >#>7I#=;=1?M(, fls+
54K55!9 %r+ aulo 3eali #unes (&C n) >#>E;#IEI1?MI,
fls+ 4<K4=! e %r+ Antonio 4isconti (&C n) >#>==#I=I1
?ME1II, fls+ 25K2.!9 or8culo de sua $nstituição,
reprodu,o de seu autori,ado parecer os lugares
seguintes6
1.2


!Atualmente* vigente a Lei n) >>#656MI=* 9á n.o mais
e@iste vedaç.o legal G 'rogress.o de regime nas
hi'8teses de crime hediondo# Controverte1se a'enas
sobre se o re2uisito ob9etivo 3 dos demais crimes* nos
"atos anteriores G vig4ncia desse di'loma* ou se a2uele
'revisto na "orma da lei* con"orme se tenha 'or
inconstitucional ou n.o* a anterior 'roibiç.o#

Cá antes da vig4ncia da atual lei e tendo em conta
a 'osiç.o "irmada 'elos tribunais su'eriores* con"orme
G mais recente 'osiç.o do Pret8rio F@celso* vinha
me 'ronunciando 'ela admiss.o da 'rogress.o*
n.o obstante meu modesto entendimento de 2ue a
inter'retaç.o correta era a anteriormente dada 'ela
Corte Maior# F isso 'recisamente em "ace das not8rias
de"ici4ncias da assist4ncia 9udiciária* "icando a obtenç.o
da 'rogress.o na de'end4ncia de 'oder ou n.o* o
condenado* bater Gs 'ortas do Colendo Bu'erior
Tribunal de Custiça#

Kessa mesma linha* tenho 2ue a vigente legislaç.o
3 mais gravosa 'ara o condenado e seus 'razos 'ara
bene"Acios somente se a'licam 'ara os "atos ocorridos em
sua vig4ncia* nos anteriores 'revalecendo a regra
comum%#

1.4

H( E verdade, intelig>ncia diversa do teCto legal
implicaria consider8vel pre0u1,o para os interesses do
condenado, pois o o"rigaria a recorrer ao Colendo
Superior 2ri"unal de (ustiça para o"ter o 3ue l:e
:ouvessem recusado outros (u1,os ou 2ri"unais+

Assim, não o"stante os 2ri"unais Superiores não
o"riguem os inferiores senão 3uanto ao caso concreto,
ser8 de "om eCemplo guardarAl:es conformidade Bs
decisDes 3ue, proferidas so" o influCo da ra,ão l*gica e
da e3uidade, possam aproveitar ao r/u sem ofender o
,elo da (ustiça+

A3ui vem a ponto a lição do consp1cuo 'ário
7uimar*es6

!A 9uris'rud4ncia 3* nos tribunais* a sabedoria dos
e@'erientes# J o conselho 'recavido dos mais velhos#
Puem conhece a lei e ignora a 9uris'rud4ncia* diz*
com e@agero embora* /upliant* n.o conhece 2uase
nada# Manter 2uanto 'ossAvel a 9uris'rud4ncia* será
obra de boa 'olAtica 9udiciária* 'or2ue ins'ira no
'ovo con"iança na Custiça% (1 JuiD e a !unç,o
Jurisdicional, 1-<., p+ 42=+

m face do estado atual da 0urisprud>ncia acerca
da 3uestão, perseverar no entendimento de 3ue a
progressão dos condenados pela pr8tica de crimes
:ediondos antes do advento da Lei n) >>#656MI= tam"/m

1.4

se devia regular pelo crit/rio temporal de 2K< ou 4K<
(conforme fosse o r/u prim8rio, ou reincidente!, passava,
!data venia%, por o"stinação ou teimosia de esp1rito,
com graves danos para os interesses da (ustiça+

MamentaAse não ten:a sido ainda compendiada na
B0mula do Bu'erior Tribunal de Custiça a 0urisprud>ncia
firmada a respeito dessa mat/riaN A 3uantas incerte,as,
angOstias e tra"al:os nos poupar1amos, os 0u1,es 3ue
vivemos engolfados em processosN

Assim, em"ora at/ a3ui tomasse a eCegese literal do
art# ;) : >)* da Lei n) 7#I=;MEI pela Onica verdadeira e
escorreita F !a 'rogress.o de regime (### dar1se1á a'8s o
cum'rimento de ;M( (dois 2uintos da 'ena* se o a'enado
"or 'rimário* e de ?M( (tr4s 2uintos* se reincidente% F,
mostraAse prefer1vel a 3ue l:e vem ora ministrando o
Colendo Superior 2ri"unal de (ustiça, por mais 0usta,
arra,oada e urgente+ !Fazer 9ustiça n.o 3* em muitos casos*
obedecer G lei e* sim* obedecer ao direito 2ue 3 a "onte da lei%,
sentenciou o 1nclito 7agistrado !li+%er 3osa (A ,oz da
Toga, 1a+ ed+, p+ 41!+

QaçoAo confortado pela consci>ncia, ap*s analisar
de espaço o estado atual da 3uestão+

Seprodu,o, por fim, as "elas palavras da3uele
varão de raro esp1rito e talentos 3ue foi Carlos
'a1imiliano6

1.<


!K.o tre'idei em mudar de voto* '0blica e
declaradamente* toda vez 2ue novos argumentos ou
'rovas concludentes me convenceram do desacerto do
veredictum anteriorN acima do melindre 'essoal
de cada um está a sacrossanta causa da Custiça%
(Her"enEutica e .plicaç,o do /ireito, 15a+ ed+,
p+ 4==!+


I( # crime :ediondo F praticado pelo paciente
(fl+ 45! F / anterior B promulgação da Lei n) >>#656, de
2.+4+0=, 3ue dispUs acerca do re3uisito o"0etivo (lapso
temporal! para a progressão de regime6 cumprimento
de 2K< da pena, se prim8rio, ou 4K<, se reincidente+

;o entanto, segundo princ1pio "asilar de %ireito
Penal, a lei posterior mais severa / irretroativa+

%estarte F uma ve, declarada pelo Colendo
Supremo 2ri"unal Qederal, em sessão de 24+1+05,
a inconstitucionalidade do art# ;)* : >)* da Lei n) 7#I=;MEI
F, ao pedido de progressão de regime formulado
pelo paciente serveAl:e de assento o art# >>; da Lei
de F@ecuç.o Penal, 3ue encerra não mais 3ue dois
re3uisitos6 cumprimento de 1K5 da pena e "om
comportamento carcer8rio+
1.5

#ra, no particular, 08 preenc:eu o paciente o lapso
de tempo (1K5!9 ao 77+ (u1,o de %ireito da 1a+ ?ara
das CecuçDes Criminais da Comarca da Capital,
contudo, competir8 eCaminar os mais re3uisitos da lei
(m/rito!, em ordem a 3ue se não suprima instGncia
0udici8ria+

m suma6 fa, 0us o paciente, "em 3ue em parte,
ao rem/dio legal 3ue pleiteia+


L( Pelo eCposto, concedo parcialmente a ordem de
!habeas cor'us% ao paciente para, anulada a decisão 3ue
l:e indeferiu progressão de regime e recon:ecido :aver
08 satisfeito o re3uisito o"0etivo (lapso temporal de 1K5,
nos termos do art# >>; da Lei de F@ecuç.o Penal, decida
o mui digno 7agistrado de Primeiro &rau, como de
direito, o m/rito do pedido+


São Paulo, 1- de outu"ro de 200-
%es+ Carlos Biasotti
Selator

OD!3 JDD:C:E3:O



2S$B';AM % ('S2$XA %# S2A%# % SY# PA'M#

V'$;2A CZ7ASA N SXY# CS$7$;AM

!&abeas Cor'us% nI --0+0-+141-<0A.
Comarca6 São Paulo
$mpetrantes6 %r+ Aton Qon Qil:o,
%r+ Meandro MOcio Baptista Min:ares,
%r+ So"erto Sain:a,
%ra+ Paloma &omes e
%ra+ &iane Alvares Am"r*sio
Paciente6 (A&7

?oto nI 12+000
Selator

L ;ão entra em dOvida 3ue, a despeito do
princ1pio da presunção de inoc>ncia,
consagrado na Constituição da SepO"lica
(art# ()* n) L,--, su"siste a provid>ncia da
pris*o pre0enti0a, 3uando conspiram os
re3uisitos legais do art# ?>; do C8digo de
Processo Penal6 garantia da ordem pO"lica,
conveni>ncia da instrução criminal ou
para assegurar a aplicação da lei penal,
desde 3ue comprovada a materialidade da
infração penal e veementes ind1cios de sua
autoria+
I
1..

L ;ão re3uer o despacho de pris*o
pre0enti0a o mesmo rigor 3ue deve
encerrar a decisão definitiva de condenação+
@ o esc*lio de Damásio !( de Jesus
ao art# ?>; do C8d# Proc# Penal6 !A 'ris.o
'reventiva e@ige 'rova bastante da e@ist4ncia do
crime e indAcios su"icientes de autoria# K.o 3
necessária a mesma certeza 2ue deve ter o 9uiz
'ara a condenaç.o do r3u% (c"# C#di$o de
Processo Penal .notado, 24a+ ed+, p+ 2<4!+
L 7at/ria de alta inda)aç*o, como a 3ue
entende com a autoria do crime, /
insuscet1vel de eCame em processo de
“habeas corpus”, de rito sumar1ssimo9
apenas tem lugar na instGncia ordin8ria,
com o"servGncia da regra do contradit*rio+
/rancamento de aç*o penal por falta de
$usta causa unicamente se admite 3uando
comprovada, ao primeiro sO"ito de vista, a
atipicidade do fato imputado ao r/u, ou a
sua inoc>ncia (art# 567* n) -* do C8d# Proc#
Penal+
L!F@ame de 'rovas em habeas cor'us 3 cabAvel
desde 2ue sim'les* n.o contradit8ria e 2ue n.o
dei@e alternativa G convicç.o do 9ulgador%
(S/"9 &C9 rel+ 'in( Cl20is 3amalhete9
$CL 1.+-+.1, p+ -+1<=!+
L!O dia em 2ue se n.o cum'rirem as decisões
9udiciais transitadas em 9ulgado 'erecerá o
direito* e com ele a liberdade* 2ue "aculta a
'lena realizaç.o da 'essoa humana na sociedade
em 2ue vive% (Carlos Al,erto 'ene%es
Direito, Manual do Mandado de Begurança,
4a+ ed+, p+ 200!+
1.-

L ntre n*s, tem o direito B propriedade
garantia constitucional (art# () da Const#
Fed#+ Por isso, no limiar de toda
propriedade (c:oupana, c:8cara, s1tio e
fa,enda!, :averemos de ler, so" a forma de
advert>ncia leg1tima, a imagin8ria inscrição6
!A2ui* sem a minha autorizaç.o* s8 entra o
Bol e ningu3m maisO%#

9( #s ilustres advogados %r+ Aton "on "ilho, %r+
&eandro &6cio Baptista &inhares, %r+ 3o,erto
3ainha, %ra+ aloma 7omes e %ra+ 7iane Al0ares
Am,r2sio impetram a este gr/gio 2ri"unal ordem
de !&abeas Cor'us%, com pedido de liminar, em
prol de JA7', so" o argumento de 3ue padece
constrangimento ilegal da parte do 77+ (u1,o de
%ireito da Comarca de Presidente Bernardes+

Afirmam, em eCtensa e esmerada petição (fls+
2K40!, 3ue, em"ora processado por formação de
3uadril:a (art# ;77 do C8d# Penal, era manifesto o
constrangimento ilegal 3ue o paciente estava a sofrer,
por3uanto nen:um crime cometera+

Argumentam 3ue, por isso, não :avia su"sistir o
decreto de prisão preventiva, ou por falta de 0usta causa,
ou por sua ilegalidade, pois 3ue ausentes os pressupostos
processuais 3ue a poderiam autori,ar+

;otam ainda de mal fundamentado o r+ despac:o
3ue a decretou+
1-0

Sematam 3ue o paciente / prim8rio, tem
resid>ncia fiCa e fam1lia constitu1da+

Pleiteiam, destarte, B colenda CGmara ten:a a "em
conceder a ordem de !habeas cor'us% para revogarAl:e a
cust*dia cautelar, com eCpedição de contramandado de
prisão+

$nstru1ram o pedido com c*pia dos autos da ação
penal e numerosos outros documentos (c"+ A'enso+

# despac:o de fls+ 44K4= indeferiu a medida
liminar pleiteada+

A mui digna autoridade 0udici8ria indicada como
coatora prestou as informaçDes de praCe, nas 3uais
esclareceu ter sido o paciente denunciado por infração
do art# ;77 do C8digo Penal+

$nformou tam"/m 3ue não foi ainda cumprido o
mandado de prisão eCpedido contra o paciente (fls+
<2K<4!+

A ilustrada Procuradoria &eral de (ustiça, em
ponderado e escorreito parecer do %r+ !der &a)o
'endes "erreira, opina pela denegação da ordem
(fls+ 4<K<0!+

@ o relat*rio+

1-1


>( %a denOncia, 0untada a estes autos por c*pia
(A'enso, eCtraiAse 3ue, desde 200< at/ meados de maio
de 200=, em Presidente Bernardes, o paciente, o"rando
em concurso e unidade de prop*sitos com tr>s outros
indiv1duos, associaramAse em "ando, para a pr8tica de
um nOmero indeterminado de crimes de es"ul:o
possess*rio, furtos, incitação ao crime e danos aos
patrimUnios particulares+

$nstaurada a persecução penal, entrou o processo a
correr seus trGmites+

Por decisão de 24+4+200- F fls+ 1+4<=K1+451 dos
autos da ação penal (=I vol+! F, o 77+ (ui, de %ireito
da Comarca de Presidente Bernardes, %r+ 7a,riel
'edeiros, decretou a prisão preventiva dos r/us ?'S e
(A&7+

Q>Alo pelas seguintes ra,Des de fato e de direito6
constaraAl:e, por provas e ind1cios, 3ue o paciente
(A&7 F con:ecido como !CM% F, 3ue 08 respondia
a processo por !"ormaç.o de 2uadrilha 'ara invadir
'ro'riedade%, tornara !a 'raticar novo crime* associando1se e
liderando centenas de 'essoas%+

Qoi o caso 3ue, no dia 1=+4+200-, integrantes do
denominado 7ovimento SemA2erra (MBT teriam
invadido a Fazenda Banta Teresinha, situada no
munic1pio de ;antes, liderados F conforme o Soletim
1-2

de Ocorr4ncia n) 6> (fl+ 1+445! F por (A&7 (o paciente!
e C7S+

7esmo citados para os termos de Aç.o de
/eintegraç.o de Posse, o paciente, menosca"ando a ordem
0udicial, protestara 3ue, em nome do !movimento%, não
deiCaria o local+

7encionou o 7agistrado 3ue a imprensa regional
divulgara esses fatos, ilustrandoAos com !"oto dos
invasores%, na 3ual figurava o paciente+ Aludiu ainda B
mat/ria do 0ornal !Oeste KotAcias%, desta su"stGncia6
!PolAcia Civil investiga "urto de gado em -e'4# Abate de
bovinos 'ode ter ligaç.o com integrantes do MBT 2ue ocu'am
área 'r8@ima% (fl+ 1+4<-!+

A Promotoria de (ustiça de Presidente Bernardes,
como se v> das fls+ 1+442K1+444 (=I vol+!, mandou
redu,ir a termo, aos 14+4+200-, as declaraçDes de
7arcos AntUnio Sanc:es, fot*grafo de profissão, 3ue, a
pedido de Carlos %ias, propriet8rio da !Fazenda B.o
LuAs%, tirara fotos !das 'essoas 2ue estavam invadindo a
área* 2ue seriam integrantes do MBT%+ A1 l:e informaram
3ue o l1der era o indiv1duo !Ti.o%, de 3uem se
aproCimou e ouviu logo a advert>ncia 3ue não 3ueria
ser fotografado+ # declarante, por/m, logrou tirarAl:e
!uma "oto de 'er"il%+ A0untou 3ue !Ti.o estava colocando a
bandeira no 'asto%+ Qotografou tam"/m os !barracos 2ue
estavam sendo armados% e as !'lacas dos veAculos utilizados
'elos invasores%+
1-4


'sava !bon3 vermelho% e tra0ava !camisa 'reta% o
indiv1duo 3ue se identificara por !Ti.o%+

Ci"ida, contudo, sua foto ao propriet8rio da
!Fazenda B.o LuAs%, este foi perempt*rio6 !n.o era Ti.o
e sim CM% (fl+ 1+444!+

Qirmes nessas mOltiplas e concretas circunstGncias,
o mui digno (ui, de %ireito da Comarca de Presidente
Bernardes, indicado como autoridade coatora, teve a
"em decretar a prisão preventiva do paciente (A&7, a
3uem nomeiam tam"/m !CM%+

$rresignado com a decisão 3ue l:e impUs medida
constritiva de li"erdade, o paciente vem a este augusto
Pret*rio de (ustiça clamar por sua revogação+

Assistido de caus1dicos not8veis por seus talentos,
compet>ncia e com"atividade F 3ue "em atestam a
força e o prest1gio da Classe dos Advogados, B 3ual todo
o louvor / curto F, alega o paciente, em longa e erudita
peça forense (fls+ 2K40!, 3ue não concorriam na esp/cie
!sub 9udice% os re3uisitos autori,adores da decretação da
prisão cautelar+

Sustentam os no"res impetrantes 3ue o paciente
0amais colocou !em risco a ordem '0blica da comunidade
'aulista% (fl+ 2=!+

1-4

Se3uerem, por isso, a revogação da cust*dia
preventiva e a eCpedição de contramandado de prisão
em favor do paciente+


F( Pelo 3ue respeita aos protestos de inoc>ncia 3ue
seus esforçados patronos firmaram nos autos F de 3ue,
a admitirAse ten:a sido o paciente !visto ou "otogra"ado
no lati"0ndio ocu'ado%, não era "astante a configurar
!algum ilAcito 'enal a recomendar a sua segregaç.o cautelar%
(fls+ -K10! F, não / ponto suscet1vel de resolução na
esfera eC1gua do !habeas cor'us%+

Com efeito, em ra,ão de seu rito sumar1ssimo, na
via :eroica do !habeas cor'us% / defeso proceder a eCame
de mat/ria de alta indagação+ $sto de :aver ou não o
paciente concorrido para a pr8tica do crime 3ue l:e
imputou a denOncia, como se trata de 3uestão 3ue
apenas pode ser dirimida na 3uadra de dilação
pro"at*ria, na instGncia ordin8ria, não :8 apreci8Ala no
raio eC1guo do processo de !habeas cor'us%+

Assim, apenas na instGncia regular, so" o
contradit*rio processual, ser8 l1cito apurar a alegada
inoc>ncia do paciente+

sta, com efeito, / a 0urisprud>ncia consagrada por
nossos 2ri"unais, em ac*rdãos infinitos em nOmero6

1-<

!Bomente 'ode ser reconhecida e a"irmada* em sede de
habeas cor'us R a "alta de 9usta causa 'ara a aç.o
'enal R* 2uando os "atos a'ontados como delituosos s.o
atA'icos ou 2uando a inoc4ncia do acusado se mani"esta
de "orma desembuçada* clara* 'recisa* lAm'ida e
incontestável% (Re. Tribs., vol+ 4--, p+ 4..!+

m tese, o fato atri"u1do ao r/u tipifica il1cito
penal9 ac:aAse presente, pois, o !"umus boni 9uris%, 3ue
legitima e autori,a a instauração do processoAcrime
contra seu prov8vel autor+ Se a presença do paciente no
lugar 3ue os impetrantes denominam !lati"0ndio B.o
LuAs% era !'acA"ica% e não causara !dano G 'ro'riedade%,
como inculcam (fls+ -K10!, não ca"e eCamin8Alo a3ui6
tratarAseAia de 0u1,o acerca do elemento su"0etivo do
tipo, incompat1vel com o rito e finalidade da ação de
!habeas cor'us%+


G( %e outra parte, o r+ despac:o impugnado (c"+
fls+ 1+4<=K1+451 do =I vol+!, ao fundamentar a decretação
da prisão preventiva, argumentou com sua necessidade
e conveni>ncia6 eCarou 3ue o paciente, 08 demandado
na (ustiça Criminal por delito 3ue causou profundo
desassossego na região (formação de 3uadril:a!,
praticou novo crime6 !associando1se e liderando centenas de
'essoas* voltou a invadir nova 'ro'riedade% (fl+ 1+4<.!+
1-5


Sua cust*dia, portanto, foi determinada pela
eCig>ncia indeclin8vel de garantia da ordem pO"lica e
conveni>ncia da (ustiça, 3ue deve atender a 3ue se não
frustre a aplicação da lei nem periclite a pa, social+

ra o 3uanto "astava para 0ustificar a su"sist>ncia
da prisão cautelar9 pretender fosse al/m a digna
autoridade apontada como coatora, seria o mesmo 3ue
antecipar decisão de m/rito, o 3ue passava por
desmarcada a"usão l*gica e 0ur1dica+

Ato mais relevante do of1cio do 7agistrado, a
decisão deve ser fundamentada (art# E?* n) -+* da Const#
Fed#, isto /, ao proferiAla deve dar as ra,Des de seu
convencimento+

7as fundamentação percuciente, minuciosa e
castigada s* a re3uer decisão definitiva de m/rito, não
a 3ue impDe prisão preventiva ou denega li"erdade
provis*ria9 esta se satisfa, com a indicação da
necessidade da decretação da cust*dia cautelar, 3ue se
infere da prova da materialidade da infração penal grave
e de ind1cios veementes de sua autoria+

?em a3ui de molde o magist/rio da 0urisprud>ncia
do Colendo Superior 2ri"unal de (ustiça, a"aiCo
reprodu,ido por sua ementa6

1-=

!$emonstrada a necessidade da medida cautelar
constritiva da liberdade humana* concretizada em
decis.o* ainda 2ue sucinta* onde consignadas as razões
'elas 2uais entendeu necessária* descabe 'retender
desconstituA1la com a invocaç.o do 'rincA'io da
'resunç.o de inoc4ncia* ou 'ela circunstDncia de ser o
'aciente 'rimário* radicado no "oro da cul'a e com
'ro"iss.o de"inida% (Reista do &uperior Tribunal
de Justiça, vol+ <., p+ 11-!+

# magist/rio de Jos+ "rederico 'ar5ues,
processualista eC1mio, fa, ao intento6

!$esde 2ue a 'erman4ncia do r3u* livre e solto* 'ossa dar
motivo a novos crimes* ou cause re'ercuss.o danosa e
're9udicial no meio social* cabe ao 9uiz decretar a 'ris.o
'reventiva como garantia da ordem '0blica# Kessa
hi'8tese* a 'ris.o 'reventiva 'erde seu caráter de
'rovid4ncia cautelar* constituindo antes* como "alava
Faustin &3lie* verdadeira medida de segurança#
A 'otestas coercendi do Fstado atua* ent.o* 'ara
tutelar* n.o mais o 'rocesso condenat8rio a 2ue está
instrumentalmente cone@a* e sim* como "ala o te@to do
art# ?>;* a 'r8'ria ordem '0blica# Ko caso* o 'ericulum
in mora deriva dos 'rováveis danos 2ue a liberdade do
r3u 'ossa causar R com a dilaç.o do des"echo do 'rocesso
R dentro da vida social e em relaç.o aos bens 9urAdicos
2ue o $ireito Penal tutela% (8le"entos de /ireito
Processual Penal, 1a+ ed+, vol+ $?, pp+ 4-A<0!+

1-.


H( )8 nos autos um registro 3ue não pode correr em
sil>ncio, neste momento de eCame da legalidade dos
fundamentos da decretação da prisão preventiva do
paciente+

# 7agistrado prolator da decisão atacada
salientou, com arrimo no Soletim de Ocorr4ncia
n) 6>MIE (fl+ 1+445!, 3ue integrantes do 7ovimento
SemA2erra, !liderados 'elos investigados% (um dos 3uais,
o paciente!, !invadiram na se@ta1"eira 'assada* dia
>=#6#;IIE%9 !9á haviam sido citados% para a ação de
reintegração de posse+ !Os investigados (###* em nome do
movimento* mesmo tendo conhecimento da ordem 9udicial*
disseram 2ue n.o dei@ariam o local* em total a"ronta G
decis.o do Poder Cudiciário% (fl+ 1+4<0!+

Qato esse de suma gravidade, se verdadeiroN

@ 3ue, segundo o alto pensamento do 7in+ Carlos
Al,erto 'ene%es Direito, !o dia em 2ue se n.o
cum'rirem as decisões 9udiciais transitadas em 9ulgado
'erecerá o direito* e com ele a liberdade* 2ue "aculta a 'lena
realizaç.o da 'essoa humana na sociedade em 2ue vive%
(<anual do <andado de &e$urança, 4a+ ed+, p+ 200!+

1--


I( Ainda 3ue medida eCcepcional, a cust*dia
preventiva não repugna ao stado %emocr8tico de
%ireito, se imposta com a finalidade de coi"ir violaçDes
da lei e preservar a ordem 0ur1dica+

A 0urisprud>ncia dos 2ri"unais sempre reservou ao
0ui, do processo autonomia para avaliar, com o ar"1trio
do "om varão, a necessidade e a conveni>ncia de sua
decretação+

#ra, a decisão do 7agistrado da Comarca de
Presidente Bernardes evidenciou, com rigor de l*gica
0ur1dica, 3ue a segregação do paciente era necess8ria,
em "em do interesse pO"lico+ AfirmouAo Sua
Ccel>ncia, ap*s detido eCame dos autos, com palavras
teCtuais6

!O ato 'raticado 'elo acusado* "ormaç.o de 2uadrilha
'ara invadir 'ro'riedade* dis"arçado atrás do
movimento social* 'rovoca imensa re'ercuss.o de "orma
a abalar a ordem '0blica na 'e2uena cidade de
Presidente Sernardes* de a'enas >? mil habitantes*
onde "atos como os debatidos nestes autos causam
verdadeira sensaç.o de insegurança 9urAdica% (fl+
1+4<=!+

Cai a tal:o o ven+ aresto do Colendo Superior
2ri"unal de (ustiça6

200

!Fm sede de 'ris.o 'reventiva* deve1se 'restar má@ima
con"iabilidade ao CuAzo de 'rimeiro grau* 'or mais
'r8@imo e* 'ois* sensAvel Gs vicissitudes do 'rocesso% (&C
n) 65#>E;1I1PF9 5a+ 2urma9 rel+ 7in+ -amilton
Car0alhido9 0+ =+4+20059 m+v+9 a'ud 'ohamed Amaro,
C8digo de Processo Penal na F@'ress.o dos Tribunais, 200=,
p+ 454!+


L( # son:o de todo campon>s de ter um dia sua gle"a
e poder cultiv8Ala / digno sempre de respeito+ ;ingu/m
:aver8 de em"araçarAl:e o camin:o 3ue o levar8 B Terra
da Promiss.o, como cantou a musa rOstica de atati0a
do Assar+, inspirado poeta cearense6

!Be a terra "oi $eus 2uem "ez*
se 3 obra da criaç.o*
deve cada cam'on4s
ter uma "ai@a de ch.o%#

(in /ial#$ico, /evista do Movimento do Minist3rio
P0blico $emocrático, nI 2<, p+ 42!+

7as, os conflitos agr8rios não podem resolverAse
com o sacrif1cio da lei e da ordem+

# C*digo Penal, por isso, define e pune como
crime as invasDes a propriedade e o es"ul:o possess*rio
(art# >5>* : >)* n) --+

201

ntre n*s, tem o direito B propriedade garantia
constitucional (art# () da Const# Fed#+

Assim, no limiar de toda propriedade (c:oupana,
c:8cara, s1tio e fa,enda!, :averemos de ler, so" a forma
de advert>ncia leg1tima, a imagin8ria inscrição6

!A2ui* sem a minha autorizaç.o* s8 entra o Bol e
ningu3m maisO%+

# despac:o criticado atendeu Bs diretri,es do
art# ?>; do C8digo de Processo Penal9 merece, pois,
prevalecer, sem deslustre dos advogados do paciente,
profissionais mui reputados pela ci>ncia do %ireito e
dedicação ao no"re mister 3ue a"raçaram+

m suma6 por3ue os argumentos dedu,idos pelo
paciente não me persuadiram estivesse a sofrer
constrangimento ilegal, indefiroAl:e o pedido de !habeas
cor'us%+


8( Pelo eCposto, dene)o a ordem de !habeas cor'us%+


São Paulo, 11 de agosto de 200-
%es+ Carlos Biasotti
Selator





















EMC
EMC
EMC
ESTIVER
EMC ....................
(EMC ...................
............)
ARB
Dra.
(ARB ....................................................)
com pleito
liminar,
Afirma
WGP e JASR e
Dr.
(WGP e JASR ..............................................................................................
...................)
JDS
vem realizando
que,
Pedro Gagliardi
JJL
Dr.
Dr.
(JJL ......................................)
CLO
Dra.
(CLO ...........................
....................................)
JC




















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