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1.

Expilique com base no que você já estudou:
a)Como a Igreja define os anjos:
b)Como os demônios são explicados pela Igreja:
c)Qual é a função dos anjos decaídos?
2. Por que se poderia dizer que esta doutrina não se coaduna com a Justiça Divina?
3. Na sua opinião, por que a Igreja criou a doutrina dos Anjos?
4. Esta doutrina nega ou reafirma os atributos de Deus? Por quê?
Conclusão:
1.
a) Como seres criados a parte na obra de Deus; são superiores aos homens e já nascem
perfeitos, ou seja, têm natureza angélica e são destinados ao bem e servem de elo ent
re Deus e os homens.
b) Deus criou todos os seres para o bem, porém, alguns se rebelaram e escolheram o
caminho do mal; assim, surgiram os demônios, seres dedicados exclusivamente ao ma
l, perversos e contra Deus. Seriam a antítese dos anjos.
c) Dedicam-se a forjar armadilhas para desviar os homens do caminho do bem, conq
uistando, assim adeptos ao "reino do mal" que habitam.
2. Deus que é soberanemente justo e bom, não criaria seres que, de antemão, já estavam d
estinados ao mal, apenas para colocar a prova o homem. Se pensarmos bem para que
o homem precisaria de demônios se ele mesmo é capaz de criar seu próprio inferno?
3. Para coagir pelo medo numa época em que, talvez, isso fosse necessário. O problem
a é que a humanidade evoluiu e a Igreja ficou parada num tempo de terrorismo que não
mais se justifica.
4. Nega de todas as maneiras. Deus não permitiria que existissem seres com a única f
unção de provocar a derrocada do homem. Se permitisse não seria justo nem bom. Se não pu
desse impedir, não seria Deus pois que não teria controle sobre a própria criação.
Se houvesse demônios, seriam obra de Deus. Mas, porventura, Deus seria justo e bom
se houvera criado seres destinados eternamente ao mal e a permanecerem etername
nte desgraçados ? Se há demônios, eles se encontram no mundo inferior em que habitais
e em outros semelhantes. São esses homens hipócritas que fazem de um Deus justo um D
eus mau e vingativo e que julgam agradá-lo por meio das abominações que praticam em se
u nome.
(...)
Os homens fizeram com os demônios o que fizeram com os Anjos. Como acreditaram na
existência de seres perfeitos desde toda a eternidade, tomaram os Espíritos inferior
es por seres perpetuamente maus. Por demônios se devem entender os Espíritos impuros
, que muitas vezes não valem mais do que as entidades designadas por esse nome, ma
s com a diferença de ser transitório o estado deles. São Espíritos imperfeitos, que se r
ebelam contra as provas que lhes tocam e que, por isso, as sofrem mais longament
e, porém que, a seu turno, chegarão a sair daquele estado, quando o quiserem. Poder-
se-ia, pois, aceitar o termo demônio com esta restrição. Como o entendem atualmente, d
ando-se-lhe um sentido exclusivo, ele induziria em erro, com o fazer crer na exi
stência de seres especiais criados para o mal. Satanás é evidentemente a personificação do
mal sob forma alegórica, visto não se poder admitir que exista um ser mau a lutar,
como de potência a potência, com a Divindade e cuja única preocupação consistisse em lhe c
ontrariar os desígnios. Como precisa de figuras e imagens que lhe impressionem a i
maginação, o homem pintou os seres incorpóreos sob uma forma material, com atributos q
ue lembram as qualidades ou os defeitos humanos. É assim que os antigos, querendo
personificar o Tempo, o pintaram com a figura de um velho munido de uma foice e
uma ampulheta. Representá-lo pela figura de um mancebo fora contra-senso. O mesmo
se verifica com as alegorias da fortuna, da verdade, etc. Os modernos representa
ram os Anjos, os puros Espíritos, por uma figura radiosa, de asas brancas, emblema
da pureza; e Satanás com chifres, garras e os atributos da animalidade, emblema d
as paixões vis. O vulgo, que toma as coisas ao pé da letra, viu nesses emblemas indi
vidualidades reais, como vira outrora Saturno na alegoria do Tempo. (LE, q. 131)