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Planejamento Tributário

Introdução e Conceitos
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Adaptado de Cassone, Vittorio. Direito Tributário. Ed.Atlas, 18ª Edição. São Paulo, 2007.
Conceitos Básicos
 Conceito de Direito:
“Direito é o conjunto de princípios e normas que
regula, coercitivamente, a vida em sociedade”.
 Conceito de Direito Tributário:
“Direito Tributário é parte do direito financeiro que
estuda as relações jurídicas entre o Estado (fisco) e os
particulares (contribuintes), no que concerne a
instituição, arrecadação, fiscalização e extinção do
tributo”.
Sistema jurídico tributário
Os sistemas jurídicos podem ser classificados em
rígidos e flexíveis, dependendo da partilha tributária ser
exaustiva ou não.
Rígidos – quando os tributos possíveis de serem
instituídos e exigidos dos contribuintes são relacionados um
a um, inclusive determinando as competências privativas de
cada ente político.
Flexíveis – não há quaisquer proibições e/ou
limitações no exercício da competência tributária.

Competência tributária: faculdade de instituir os tributos
que a Constituição expressamente atribuiu a cada ente
político.
Sistema jurídico tributário
Estrutura Básica
Constituição Federal: contém todos os princípios jurídico
tributários como por exemplo, o princípio da igualdade, da
legalidade, da capacidade contributiva, da competência
tributária privativa, etc.
Lei complementar: trata das normas gerais aplicáveis aos
entes políticos (conflito de competência), pertinentes aos
tributos, fixando os fatos geradores e seus principais
aspectos. Ex. CTN.
Leis ordinárias: são as leis formuladas pelas pessoas
políticas, que criam os tributos, vinculando efetivamente os
contribuintes.
Atos legais (executórios): tornam exequíveis as leis
ordinárias e que não podem dispor diversamente do
previsto nelas.
Finalidade do Estado
Estado é a nação, o povo ou a sociedade, politicamente
organizada.
Povo são os habitantes de uma localidade ou região.
Nação é um povo geralmente fixo num território, ligado por
origem, tradição, costumes, cultura e, em geral, por uma língua.
O Estado desenvolve atividades políticas, econômicas, sociais,
administrativas, financeiras, educacionais, policiais, que tem
por fim regular a vida humana em sociedade, visando a
realização do bem comum.
Atividade financeira do Estado
O Estado necessita de entradas (dinheiro) suficientes para
custear as despesas.
Tais entradas podem ser:
 originárias: pela utilização dos bens que o Estado
possui como qualquer outro sujeito privado.
 derivadas: prestações patrimoniais impostas aos
cidadãos.

Segundo Ruy Barbosa Nogueira, finanças públicas
compreende tudo aquilo que diz respeito à atividade do
Estado para obter, gerir e aplicar o numerário necessário para
a realização de seus fins.
Relação jurídica e não jurídica
Diz a Constituição Federal:
“Ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer
alguma coisa senão em virtude de lei”.

Relação jurídica: quando há lei regulando um fato, geralmente
ocorrendo o surgimento de direitos e obrigações para as
partes.

Relação não jurídica: quando o fato não está regulado por lei,
portanto, será uma relação de ordem moral, ética ou religiosa.


Relação jurídica e não jurídica
Para um melhor esclarecimento, segundo Francesco Galgano: “O
Direito tem uma intrínseca força obrigacional, por seu caráter
coercitivo, distinguindo-se, por isso da:
 moral: princípios baseados na distinção entre o bem e o mal;
 religião: mandamentos concebidos como regras de fontes
sobrenaturais.

Exemplo: matar e roubar.
 é infração para o Direito (norma coercitiva);
 é um mal para a moral;
 é um pecado para a religião.
Direito objetivo e subjetivo
Direito objetivo: as normas jurídicas que prescrevem aos
indivíduos determinados comportamentos;

Direito subjetivo: a pretensão de um sujeito para que outros
assumam o comportamento prescrito pela norma.
Quadro geral do Direito
brasileiro
Direito Constitucional
Direito Administrativo
Interno Direito Financeiro (Tributário)
Público Direito Judiciário
Direito Penal

Externo Direito Internacional

Direito Direito Civil
Interno Direito Comercial
Privado Direito do Trabalho

Externo Direito Internacional
Federação e Administração
Pública Federal
O Brasil adota como forma de Estado a do Estado Federal. Na
Federação, a União distingue-se dos Estados Membros. São
níveis de governo diversos, que atuam dentro de competências
rigidamente estabelecidas pela Constituição Federal. Política e
administrativamente, há a tricotomia dos poderes – Legislativo,
Executivo e Judiciário – tanto no plano federal, quanto no
estadual.
União: é soberana
Direta Estados, Distrito Federal e Municípios

Autarquias e p.j. direito público
Fundações privilégios do Estado
(imunidade, foro
privilegiado, etc)
Administração Indireta
Pública empresas públicas
Paraestatais sociedades de
economia mista
serviços sociais autônomos
ex. sesi, senai, senac etc.
Entes de cooperação são espécies das entidades
paraestatais
Federação
Presidência da República
Direta Ministérios

P.jurídicas autarquias e
Administração de direito fundações
Pública público
Federal Indireta

P.jurídicas empresas públicas
de direito sociedades de
privado economia mista
*


* Não poderão gozar de privilégios fiscais não extensivos às do
setor privado (CF, art. 173, § 2º).
Administração Pública Federal