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Determinação e

diferenciação sexual
O termo sexo refere-se ao fenótipo sexual
A maioria dos organismos tem apenas dois fenótipos sexuais:
machos e fêmeas.
Uma diferença fundamental entre machos e fêmeas é o
tamanho do gameta: os machos produzem os gametas
pequenos e as fêmeas, gametas relativamente grandes.
1. Determinação sexual
Refere-se aos eventos genéticos que
propiciam um desenvolvimento da gônada
embrionária indiferenciada no sexo
masculino ou feminino
2. Diferenciação sexual
Refere-se a todos os eventos subsequentes,
morfológicos e fisiológicos que estabelecem
uma sexualidade funcional, o dismorfismo
sexual e as características sexuais
secundárias.
Todos os passos estão sob controle
genético. Cada um deles pode falhar
como resultado de mutação nos
respectivos genes.
DETERMINAÇÃO SEXUAL
Os estágios precoces do desenvolvimento,
geneticamente controlados, decidem se um
embrião mamífero se desenvolve como macho ou
como fêmea (determinação do sexo).
SISTEMA CROMOSSÔMICO DE
DETERMINAÇÃO SEXUAL
Autossômicos
Sexuais
SISTEMA CROMOSSÔMICO DE
DETERMINAÇÃO SEXUAL
Os cromossomos X e Y em humanos diferem em tamanho e
conteúdo genético.
SISTEMA CROMOSSÔMICO DE
DETERMINAÇÃO SEXUAL
Os cromossomos X e Y em humanos diferem em tamanho e
conteúdo genético.
SISTEMA CROMOSSÔMICO DE
DETERMINAÇÃO SEXUAL
Cariótipo
mulher normal
Cariótipo
homem normal
46,XX 46,XY
Pensamos no sexo como sendo
determinado pela presença de
cromossomos sexuais, mas, de fato, os
genes individuais situados nos
cromossomos sexuais geralmente são
responsáveis pelos fenótipos sexuais.
SISTEMA CROMOSSÔMICO DE
DETERMINAÇÃO SEXUAL
• Depende da expressão regulada e interação de genes
específicos;
• Cromossomo Y (gene SRY-sex related Y) → fator dominante
para diferenciação sexual masculina.
SISTEMA GÊNICO DE DETERMINAÇÃO
SEXUAL
DIFERENCIAÇÃO SEXUAL
No ser humano, a diferenciação em um dos dois
sexos ocorre durante o desenvolvimento fetal. As
gônadas e as estruturas anatômicas internas e
externas encontram-se inicialmente em um
estágio prévio indiferenciado. Por meio de fases
de decisões binárias, o desenvolvimento
subsequente é controlado, até resultar no fenótipo
completo.
O fenótipo é definido em três níveis
anatomicamente:
Gônadas;
Ductos eferentes e
Genitália externa.
Gônada Indiferenciada
46,XX
(Ausência de Y)
46,XY
(Presença de Y)
Ovário
Testículo
Testosterona
Hormônio anti-
mülleriano
(HAM)
1. Determinação do sexo gonadal
Ausência de
Testosterona
Ausência de
Hormônio anti-
mülleriano
(HAM)
1. Determinação do sexo gonadal
A diferenciação das genitálias externa e interna
no sexo masculino é um processo dependente da
produção de hormônios sexuais pelo testículo,
enquanto que no sexo feminino esse processo
independe dos hormônios ovarianos. Portanto a
diferenciação sexual é gônada-dependente
apenas nos homens.
2. Diferenciação dos ductos e genitálias
Desenvolvimento dos
Ductos de Wolff
(mesonéfricos)
Inibição dos
Ductos de Müller
(paramesonéfricos)
Masculina:
epidídimo
canal deferente
vesícula seminal
Feminina:
trompas
útero
cérvix
1/3 superior da vagina
Testosterona:
Hormônio anti-mülleriano:
2. Diferenciação dos ductos e genitália
masculina
Não desenvolvimento
dos Ductos de Wolff
(mesonéfricos)
Não inibição dos
Ductos de Müller
(paramesonéfricos)
Feminina:
trompas
útero
cérvix
1/3 superior da vagina
Ausência de Testosterona: Ausência de HAM:
2. Diferenciação dos ductos e genitália
feminina
2. Diferenciação dos ductos e genitálias
femininas e masculinas
Sequência de eventos da diferenciação
sexual
TDF: Fator determinante testicular. MIF: Hormônio antimulleriano.
Determinação
do Sexo
psicológico
?
Caracteres
Sexuais
Secundários
DISTÚRBIOS DO DESENVOLVIMENTO
SEXUAL E GONADAL
 1 em cada 3000 nascidos femininos;
 Baixa estatura proporcional;
 Infantilismo sexual;
 Padrão de malformações
característico;
 Ausência de caracteres sexuais
secundários;
 Disgenesia gonadal
(distúrbio do desenvolvimento
gonodal).
Síndrome de Turner
DISTÚRBIOS DO DESENVOLVIMENTO
SEXUAL E GONADAL
Síndrome de Turner
DISTÚRBIOS DO DESENVOLVIMENTO
SEXUAL E GONADAL
Síndrome de Klinefelter
 1 em cada 1000 nascidos masculinos;
Disgenesia tubular seminífera;
Detectada na adolescência (ausência de
maturação sexual);
 Detectada na fase adulta (infertilidade);
Ginecomastia, em cerca de 1/3;
Pelos do corpo esparsos;
Não há retardo mental, mas o
QI é, em média, 10 a 15 pontos
abaixo do dos irmãos.
Fenótipo pouco
marcante antes da
puberdade
Diferença de
estatura
DISTÚRBIOS DO DESENVOLVIMENTO
SEXUAL E GONADAL
Síndrome de Klinefelter
DISTÚRBIOS DO DESENVOLVIMENTO
SEXUAL E GONADAL
Síndrome de Klinefelter
As células de alguns homens Klinefelter são
XXXY, XXXXY ou XXYY.
QUANDO O SEXO GENÉTICO NÃO
CORRESPONDE AO SEXO GONADAL
Mulheres XY e Homens XX
Crossing-over entre X e Y;
Região pseudo-autossômica do Y
Gene SRY fator determinante do testículo;
 1/20.000 nascimentos.
QUANDO O SEXO GENÉTICO NÃO
CORRESPONDE AO SEXO GONADAL
Homens XX
• Transferência de SRY
• Testículos anormais
QUANDO O SEXO GENÉTICO NÃO
CORRESPONDE AO SEXO GONADAL
Mulheres XY
• Em alguns casos fenótipo
semelhante à síndrome de
Turner
Homens XX
- Incidência: 1 em 20.000 homens;
- 80%: Gene SRY translocado do cromossomo Y para X ou
autossomo.
A gônoda bissexual se diferencia em testículo;
Semelhantes a Klinefelter, com altura e inteligência normais;
Todos são estéreis.
- 25% são SRY-negativos
Expressão imprópria de um gene;
Em geral têm genitália ambígua.
QUANDO O SEXO GENÉTICO NÃO
CORRESPONDE AO SEXO GONADAL
PSEUDO-HERMAFRODITISMO FEMININO
Hiperplasia adrenal congênita
Síndrome adrenogenital
• Tecido gonadal de apenas um sexo;
• Cariótipo 46, XX, tecido ovariano normal, genitália externa
ambígua ou masculina;
• Deficiência geneticamente determinada por esteróide 21-
hidroxilase em função de mutações do gene CYP21 causa uma
hiperplasia do córtex suprarenal;
• 1:5000.
Formação compensatória de p
recursores androgênicos
Fenótipo clínico
• Apresenta grande variabilidade clínica;
• Meninas com masculinização,
•Aumento do clitóris,
•Fusão labial formando um estrutura similar
à bolsa escrotal (masculinização da genitália
externa);
• Um tratamento insuficiente resulta em baixa estatura.
PSEUDO-HERMAFRODITISMO FEMININO
Hiperplasia adrenal congênita
Síndrome adrenogenital
PSEUDO-HERMAFRODITISMO FEMININO
Hiperplasia adrenal congênita
Síndrome adrenogenital
Feminização da genitália externa masculina
Possíveis causas:
• Distúrbios de formação do testículo durante o desenvolvimento
embriológico;
• Anomalias de gonadotrofinas;
• Erros inatos de biossíntese e do metabolismo de testosterona;
• Anomalias das células-alvo de andrógenos.
PSEUDO-HERMAFRODITISMO MASCULINO
Síndrome de insensibilidade androgênica
Causa: defeito no receptor androgênico.
• Micropênis,
• Bolsa escrotal bífida.
PSEUDO-HERMAFRODITISMO MASCULINO
HERMAFRODITISMO VERDADEIRO
• 2% dos casos das anomalias do desenvolvimento sexual;
• presença de tecido testicular e ovariano;
• genitália interna variável;
• 46, XX (> 50%);
• Tratamento: correção cirúrgica da genitália para
adequação sexual e reposição hormonal.