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APOSTILA PARA CONCURSOS PÚBLICOS

DIREITO PENAL


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Conteúdo:
1. Infração penal: elementos, espécies;
2. Sujeito ativo e sujeito passivo da infração penal;
3. Tipicidade, ilicitude, culpabilidade, punibilidade;
4. Erro de tipo e erro de proibição;
5. Imputabilidade penal;
6. Concurso de pessoas;
7. Crimes contra a pessoa;
8. Crimes contra o patrimônio;
9. Crimes contra a administração pública.











NOÇÕES BÁSICAS DE DIREITO PENAL

PRlNCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO DIREITO PENAL
Na vigente Constituição Federal, vários temas próprios do Direito Penal foram alçados à
condição de dogma constitucional, estando a maioria deles previstos no Título II do Texto
Constitucional (direitos e garantias fundamentais).
O Direito Penal, na Constituição, encontra-se especificamente nos seguintes princípios:
-reserva legal ou legalidade;
- irretroatividade da lei penal;
- intranscendência ou responsabilidade pessoal;
- presunção de inocência;
- individualização das penas.

Além desses princípios, a Constituição faz referência a outras matérias de natureza penal, que
são:
- inimputabilidade;
- racismo;
- crimes hediondos;
- terrorismo;
- ação de grupos armados.

Passemos agora a analisar os princíptos e regras em matéria penal acima referidos.

Princípio da Reserva Legal ou Legalidade
Art. 1º - Não há crime sem lei anterior que o defina. Não há pena sem prévia cominação legal.

Princípio da Irretroatividade da Lei Penal (ver comentário ao art. 2° do CP).

Princípio da Intranscendência ou Responsabilidade Pessoal
Prevê a Constituição Federal, em seu art. 5°, XLV: "Nenhuma pena passará da pessoa do
condenado, podendo a obrigação de reparar o dano e a decretação de perdimento de bens ser, nos
termos da lei, estendidos aos sucessores e contra eles executados, até o limite do valor do patrimônio
transferido".
O princípio da intranscendência consta em todas as constituições brasileiras, ressalvada a
carta autoritária de 1937 sob o regime do Estado Novo de Getúlio Vargas.
A compreensão literal desse princípio é simples, no sentido de que somente o condenado é
que deve sofrer a reprimenda estatal, não podendo seus sucessores sofrer qualquer espécie de
punição.
A ressalva prevista na segunda parte do inciso não é de natureza penal, mas sim civil. A
primeira parte do inciso é bem clara quando diz "nenhuma pena", incluindo-se nesta colocação a pena
de multa, uma vez que esta não visa ao ressarcimento de prejuízos causados à vítima, pois é
destinada ao Estado e deve funcionar como repressão e não como sanção civil. Para este último caso,
faz-se necessário que a vítima proponha a competente ação civil de reparação de danos pelo ilícito
praticado.

Presunção de Inocência
Prevê a Constituição que "Ninguém será considerado culpado senão após o trânsito em
julgado da sentença penal condenatória." Este princípio é inovação como matéria constitucional, uma
vez que nenhuma das Constituições anteriores o contemplava.
Impera no processo penal o princípio da verdade real e não da verdade formal, que é própria
do processo civil, em que, se o réu não se defender, presumem-se verdadeiros os fatos alegados pelo
autor. No processo penal, entretanto, o silêncio do acusado não induz em sua culpa, pois, o que se
procura aqui não é acusar simplesmente, mas, sim, buscar a apuração da verdade.
Nesse raciocínio, os preceitos do Código Processual Penal que limitam o número de
testemunhas na instrução do processo são inconstitucionais, uma vez que, se para buscar a verdade
dos (atos se faz necessária a oitiva de testemunhas, além do número previsto em lei, deve prevalecer a
busca da verdade, consequentemente, ouvir tantas testemunhas quantas forem necessárias para a fiel
apuração dos fatos. Não pode, é claro, esse entendimento servir para fins de caprichos de defensores
que arrolam número excessivo de testemunhas com a única finalidade de retardamento do andamento
do processo.
Culpado será o réu somente após o trânsito em julgado da scntença, que ocorrerá quando
todas as instâncias ordinárias ou extraordinárias forem vencidas ou quando o réu não utilizar o seu
direito de recorrer no prazo legal.
Deixa de ser considerado culpado o condenado reabilitado, assim como aquele que passa à
condição de inimputável até que cesse tal condição.
Não será, portanto, considerado culpado o réu pronunciado perante o juiz singular nos casos
de crime da competência do Tribunal do Júri.

LEI PENAL NO TEMPO
Art. 2º - Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime, cessando
em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória.
Parágrafo único - A lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-se aos fatos
anteriores, ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado.

Pelo princípio da irretroatividade da lei, a norma produzida deve ser aplicada apenas a casos
futuros, não a fatos pretéritos. Merece ressalva esse princípio no que diz respeito ao Direito Penal.
Prevê o Texto Constitucional, em seu art. 5°, XL, que "a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o
réu".
Portanto, o princípio da irretroatividade em sede de Direito Penal sofre a restrição acima exposta
prevista na Constituição Federal e já detalhada no Código Penal, conforme se verifica pelo disposto em
seu art. 2°. A lei penal prevê textualmente duas espécies de retroação da lei, que são: abolitio crintinis
e lex mitior.
a) Abolitio criminis: o legislador superveniente aboliu, por completo, a conduta como figura delituosa.
Ocorre a descriminação, ou seja, o que era ilícito agora deixou de sê-lo. Portanto, ocorrendo tal
fato, o crime não mais terá razão de ser, culminando com a imediata soltura daquele que estiver
preso pela conduta que não mais tipifica o crime e cessando, por consequência, todos os efeitos
do processo em andamento ou da execução da sentença, caso se encontre nessa fase. Cumpre
lembrar, entretanto, que o referido princípio aplica-se exclusivamente aos efeitos penais da lei, não
sendo possível a sua aplicação no que se refere aos efeitos de natureza civil, sendo esta, então,
sempre irretroativa.
b) Lex mitior (novatio legis in mellius): ocorre quando a nova lei penal é mais favorável; é a hipótese
que a doutrina chama de lei penal mais benigna. A conduta do agente continua sendo incriminada,
mas ele é favorecido em decorrência de previsão de uma pena mais branda ou de qualquer outra
vantagem que o beneficie, seja quantitativa ou qualitativamente. O princípio geral é o de que
tempus regit actum, constituindo a lex mitior uma exceção a tal princípio.

Ultratividade da Lei Penal - Lei Excepcional ou Temporária
Art. 3º - A lei excepcional ou temporária, embora decorrido o período de sua duração ou
cessadas as circunstâncias que a determinaram, aplica-se ao fato praticado durante sua
vigência.
Lei Temporária: lei elaborada com a expressa previsão de sua vigência em um lapso temporal.
Após o período previsto, ocorre a sua auto-revogação.
Lei Excepcional: lei criada com o fim específico de atender a uma situação circunstancial e
transitória. Exs.: epidemia, guerra, mudança brusca de situação econômica, etc.
Tais leis atendem ao princípio do tempus regit actum, em que as ações ou omissões praticadas
ao tempo da lei temporária ou excepcional serão punidas, mesmo que referida lei já esteja revogada.
A lei, como vimos, será aplicada mesmo após cessada a sua vigência; é o que se chama de
ultratividade. Não quer dizer que esteja ferindo o princípio da reserva legal, uma vez que a
excepcionalidade das situações emergenciais impõe a punição dos agentes, mesmo após decorrido o
prazo ou cessadas as condições que justificam a punição, isso por motivos mais que óbvios, caso
contrário, a lei temporária ou excepcional seria inócua.

Tempo do Crime
Art. 4º - Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja
o momento do resultado.
Na tentativa de responder qual o momento da prática da conduta delituosa, há três teorias que
são: da atividade, do resultado e da ubiquidade ou mista.
Teoria da atividade: considera-se praticado o crime no momento da conduta, aplicando-se, por
conseguinte, a lei que vigorava no momento da conduta.
Teoria do resultado: considera-se praticado o crime no momento do resultado, desprezando-se
o momento da ação, tendo como consequência a aplicação da lei vigente neste momento.
Teoria da ubiquidade ou mista: conjugação das duas anteriores em que o crime é considerado
praticado tanto no momento da ação como no momento do resultado.
Para o Direito brasileiro não importa que outro tenha sido o momento do resultado: pune-se a
vontade do agente executando sua conduta delituosa; portanto, orienta-se a doutrina pelo tempo da
conduta. Prevalece, pois, no ordenamento jurídico pátrio, a teoria da atividade, não in-teressando o
momento em que se produziu o resultado (teoria do efeito ou resultado).
Uma questão que deve ser levantada aqui é sobre os crimes permanentes e os crimes
continuados.
Quando o agente inicia a prática de um crime permanente sob a vigência de uma lei, vindo a se
prolongar até a entrada em vigor de outra lei, deve-se indagar:
- Qual lei deve ser aplicada? A primeira ou a última?
A resposta deve se orientar pelo fato de que o agente praticou um só delito sob a vigência de
duas leis sucessivas, devendo, pois, ser-lhe aplicada a última lei, mesmo que seja a mais severa; não
pode ser invocada a retroatividade da lei mais benigna, pois a segunda lei foi efetivamente violada pelo
criminoso, seja ela mais benéfica ou mais severa.
Quanto ao crime continuado, se a nova lei modifica de algum modo o tipo legal já existente,
aplica-se a última lei, devendo, para se chegar a esta conclusão lembrar-se que o crime continuado,
apesar de constituído de vários atos separados, é visto juridicamente como uma unidade. Diferente
será a aplicação, em se tratando de conduta de crime continuado, já que a lei tipifica como crime atos
que já vinham sendo anteriormente praticados e eram impuníveis. Aqui será aplicada a nova lei apenas
aos atos praticados sob a sua vigência. Por derradeiro, se a nova lei deixa de considerar a conduta
como crime, a nova lei, obviamente, deverá retroagir aos atos executados antes de sua vigência.

A LEI NO ESPAÇO
Territorialidade
Art. 5º - Aplica-se a lei brasileira, sem prejuízo de convenções, tratados e regras de direito
internacional, ao crime cometido no território nacional.
§ 1º - Para os efeitos penais, consideram-se como extensão do território nacional as
embarcações e aeronaves brasileiras, de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro
onde quer que se encontrem, bem como as aeronaves e as embarcações brasileiras,
mercantes ou de propriedade privada, que se achem, respectivamente, no espaço aéreo
correspondente ou em alto-mar.
§ 2º - É também aplicável a lei brasileira aos crimes praticados a bordo de aeronaves ou
embarcações estrangeiras de propriedade privada, achando-se aquelas em pouso no território
nacional ou em vôo no espaço aéreo correspondente, e estas em porto ou mar territorial do
Brasil.

São cinco os princípios que norteiam a aplicação da lei no espaço (arts. 5°, 6° e 7°), quais sejam
da territorialidade, da nacionalidade, da defesa, do pavilhão e da justiça universal.
Princípio da Territorialidade: por este princípio aplica-se a lei brasileira a todas as condutas
praticadas no Brasil ou cujo resultado venha a ocorrer no território brasileiro, isto em atendimento ao
disposto no caput do art. 5° combinado com o art. 6° que traz o princípio da ubiquidade. O art. 5°
determina o que deve ser considerado como território brasileiro; portanto, aos atos praticados no
território compreendido como brasileiro aplica-se a legislação brasileira, devendo ser respeitadas as
exceções previstas no próprio artigo. Com isso não se aplica a lei brasileira aos atos praticados pelo
agentes diplomáticos por gozarem de imunidade prevista na Convenção de Viena.
Princípio da Nacionalidade: também chamado de princípio da personalidade em que o fato
determinante para a aplicação da lei é a origem do criminoso, por esse princípio aplica-se ao agente a
lei de seu país de origem. Nesse caso, mesmo que o brasileiro tenha praticado um crime fora do
território brasileiro, onde de regra não seria aplicável a legislação brasileira, poderá ser punido pelas
leis pátrias pelo fato de ser de nacionalidade brasileira e de cumprir os requisitos estabelecidos na lei
(art. 7°, II, b). O princípio da nacionalidade é subsidiário do princípio da territorialidade.
Princípio da Defesa: aplica-se a lei do país a que pertença o bem jurídico lesionado,
independentemente de onde tenha ocorrido o fato, com o intuito de se ver preservados interesses
básicos dos Estados.
Princípio da Justiça Universal: para esse princípio não interessa a nacionalidade do agente, o bem
jurídico lesionado, ou o local onde foi praticada a conduta, sendo sempre aplicada a lei do local onde
for encontrado o delinquente. O que se procura aqui é dar a ideia de que qualquer Estado tem
interesse em ver o criminoso pagando por sua conduta, uma vez que, se ele cometeu um crime,
independentemente de qualquer condição, não pode ficar impune. Esse princípio, apesar de sua
grande utilidade, deve ser utilizado com moderação à luz da multiplicidade de legislação e de questões
que podem ser suscitadas pela cumulação de penas que pode resultar. A jurisprudência admite a sua
utilização quando textualmente prevista, como ocorre com a previsão legal insculpida no art. 7°, II, a,
do CP considerando-o ainda como princípio subsidiário ao princípio da territorialidade.
Princípio do Pavilhão ou da Bandeira: é também um princípio subsidiário ao da territorialidade em
que o autor da infração deve ser julgado pelas leis do país em que a embarcação ou aeronave está
registrada, vale dizer, está submetido à bandeira do país. A fundamentação legal a esse princípio
encontra-se no art. 7°, II, c.
A legislação brasileira não adotou nenhum desses princípios com exclusividade, na realidade
todos eles são adotados por nosso Código Penal, dando maior ênfase ao princípio da territorialidade,
de onde todos os demais se irradiam.
Exemplificando:
Princípio da Nacionalidade: os crimes praticados por brasileiros em qualquer lugar do mundo,
desde que não tenham sido punidos (art. 7°, II, § 2°).
Princípio da Defesa: crimes praticados contra o patrimônio público (art. 7°, I, b).
Princípio da Justiça Universal: crime que, por tratado ou convenção, o Brasil obrigou-se a
reprimir (art. 7°, II, a).
Princípio do Pavilhão: crime praticado a bordo de navios particulares de bandeira brasileira (art.
7°, II, c).

Lugar do Crime
Art. 6º - Considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão, no todo ou
em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado.

Quando a ação e o resultado ocorrem em um mesmo lugar, o assunto não comporta discussões.
Entretanto, quando a conduta típica é constituída de vários atos, ou o resultado se dá em lugar diverso
da ação, merece a matéria análise mais apurada.
Na tentativa de explicar o lugar em que o crime foi cometido, surgiram três teorias:
Da Atividade: considera-se cometido o crime apenas no lugar em que tenha ocorrido a ação ou
omissão.
Do Resultado: considera-se cometido o crime no lugar em que tenha produzido o evento danoso.
Da Ubiquidade: é considerado lugar do crime aquele em que tiver sido praticada a ação ou omissão,
assim como aquele em que tiver sido verificado o resultado.
Adotou, de forma expressa, a legislação brasileira, a teoria da ubiquidade, consoante se
depreende do artigo acima transcrito.

Extraterritorialidade
Art. 7º - Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro:
I - os crimes:
a) contra a vida ou a liberdade do Presidente da República;
b) contra o patrimônio ou a fé pública da União, do Distrito Federal, de Estado, de Território, de
Município, de empresa pública, sociedade de economia mista, autarquia ou fundação instituída
pelo Poder Público;
c) contra a administração pública, por quem está a seu serviço;
d) de genocídio, quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil;
II - os crimes:
a) que, por tratado ou convenção, o Brasil se obrigou a reprimir;
b) praticados por brasileiro;
c) praticados em aeronaves ou embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada,
quando em território estrangeiro e aí não sejam julgados.
§ 1º - Nos casos do inciso I, o agente é punido segundo a lei brasileira, ainda que absolvido ou
condenado no estrangeiro.
§ 2º - Nos casos do inciso II, a aplicação da lei brasileira depende do concurso das seguintes
condições:
a) entrar o agente no território nacional;
b) ser o fato punível também no país em que foi praticado;
c) estar o crime incluído entre aqueles pelos quais a lei brasileira autoriza a extradição;
d) não ter sido o agente absolvido no estrangeiro ou não ter aí cumprido a pena;
e) não ter sido o agente perdoado no estrangeiro ou, por outro motivo, não estar extinta a
punibilidade, segundo a lei mais favorável.
§ 3º - A lei brasileira aplica-se também ao crime cometido por estrangeiro contra brasileiro fora
do Brasil, se, reunidas as condições previstas no parágrafo anterior:
a) não foi pedida ou foi negada a extradição;
b) houve requisição do Ministro da Justiça.

O princípio básico da aplicação da lei brasileira é a territorialidade; entretanto, o art. 7°
supracitado menciona exceções à regra de aplicação da lei brasileira a fatos ocorridos fora dos limites
territoriais nacionais em decorrência dos princípios supramencionados.
Apresentam-se duas espécies de extraterritorialidade: a condicionada e a incondicionada. A
primeira, depende de preenchimento de alguns requisitos. Os crimes aos quais se aplica o princípio da
extraterritorialidade condicionada são os previstos no inciso II, e as condições são aquelas indicadas
no § 2°. O § 3° contém duas condicionantes extras.
A extraterritorialidade incondicionada, como o próprio nome indica, não exige qualquer condição
para a aplicação da lei brasileira em território estrangeiro. São as hipóteses previstas no inciso I do
artigo sob análise.

Pena Cumprida no Estrangeiro
Art. 8º - A pena cumprida no estrangeiro atenua a pena imposta no Brasil pelo mesmo crime,
quando diversas, ou nela é computada, quando idênticas.

É princípio universal de Direito o respeito à dignida-de da pessoa humana, previsto no texto
constitucional vigente como princípio constitucional fundamental da República Federativa do Brasil. A
previsão deste artigo visa a evitar o bis in idem, ou seja, a proteger o apenado no estrangeiro de uma
segunda punição pelo mesmo fato: não evita um novo processo no Brasil, mas, sim, evita o
cumprimento de duas penas pelo mesmo fato.
Quando a pena for qualitativamente diversa, deverá haver sua atenuação obrigatória imposta
pela lei brasileira. Para aquela quantitativamente diversa, a pena cumprida no estrangeiro será
considerada no Brasil, restando ao apenado cumprir apenas o quantum que exceder da punição
imposta e cumprida no estrangeiro.

Eficácia da Sentença Estrangeira
Art. 9º - A sentença estrangeira, quando a aplicação da lei brasileira produz na espécie as
mesmas consequências, pode ser homologada no Brasil para:
I - obrigar o condenado à reparação do dano, a restituições e a outros efeitos civis;
II - sujeitá-lo a medida de segurança.
Parágrafo único - A homologação depende:
a) para os efeitos previstos no inciso I, de pedido da parte interessada;
b) para os outros efeitos, da existência de tratado de extradição com o país de cuja autoridade
judiciária emanou a sentença, ou, na falta de tratado, de requisição do Ministro da Justiça.

Quando um órgão jurisdicional se manifesta por uma sentença, isso conforma-se como
verdadeiro ato declaratório de soberania do Estado, uma vez que emanado de órgão competente
representante de parcela do poder estatal. Nesse caso, o Poder Judiciário pratica ato de verdadeira
soberania: em consequência, sua execução somente poderá ser promovida nos estritos limites do
território nacional.
Portanto, as sentenças estrangeiras só poderão ser executadas, no Brasil, nas hipóteses dos
incisos I e II aqui apreciados e desde que cumpram as exigências previstas nas alíneas a e b do
parágrafo único.

Interpretação da Lei Penal
O Iluminismo do século XVII opunha-se à interpretação das leis, achando que esta não era
função do magistrado. A perspectiva de que para aplicar a lei era necessário discutir o seu espírito não
era bem vista pelas novas ideias, uma vez que esse mesmo princípio, o de consultar o espírito das leis,
era o que proporcionava as decisões arbitrárias que mantinham o absolutismo monárquico. O
Iluminismo apega-se, pois, à legalìdade, excluindo qualquer espécie de interpretação da lei como meio
de proteger o cidadão contra os excessos do Estado. A lei passou a funcionar como um amuleto de
proteção, o que veio, inclusive, a influenciar o surgimento das constituições escritas no final do século
XVIII.
Evidentemente, esse raciocínio teve sua importância para um momento específico, porque à lei
deve ser dada a extensão que o seu espírito almeja, espírito este que nem sempre está tão claro a
uma primeira análise. lnterpretar é desvendar o conteúdo da norma (Magalhães Noronha). A ciência
que estuda a interpretação denomina-se Hermenêutica.

Espécies de Interpretação
Considerando-se de onde emana, a interpretação pode ser autêntica, ,judicial e doutrinária. É
autêntica a interpretação quando esta é feita por quem elaborou a norma, ou seja, pelo Legislativo. A
própria lei dá o limite em que deve ser entendida a norma. Como exemplo da interpretação autêntica,
também chamada contextual, temos o art. 150, §s 4° e 5°, CPB, quando define o que é casa para
efeitos penais, o mesmo acontecendo com o art. 327, do mesmo diploma legal que define o que é
funcionário público para efeitos penais. Temos aqui duas situações em que o alcance da norma, vale
dizer, a interpretação, é dada pelo próprio legislador. Neste caso o julgador não interpreta, uma vez
que o legislador já o fez em seu lugar.
A interpretação autêntica não constitui, ao rigor da técnica, interpretação da norma, mas, sim,
determinação legal do que se deve compreender sobre determinados pontos da lei, mesmo que tal
determinação venha a contrariar o sentido real do que se está interpretando, e geralmente contraria.
Exemplo disso é quando o legislador determina que um alojamento deve ser interpretado como casa.
Diz-se judicial ou jurisprudencial a interpretação promovida por órgão do Poder Judiciário.
Esta nasce do que rotineiramente os tribunais compreendem e aplicam como norma. A jurisprudência
constitui-se em decisões dos tribunais de forma regular sobre o real sentido da norma discutida. Os
tribunais, face às suas interpretações, editam súmulas que são orientações em matérias sobre as quais
ocorrem mais divergências sobre o alcance da norma interpretada. A jurisprudência não tem força
vinculativa, ou seja, não obriga ninguém, podendo, com isso, o julgador discordar da interpretação
dada por um tribunal superior sobre determinada norma. Cresce no Brasil forte corrente que atribui
efeito vinculante às súmulas do STF, matéria que, ao que tudo indica, será alçada a dogma
constitucional.
A interpretação doutrinária é aquela esboçada pelos doutores das ciências jurídicas.
Evidentemente não tem força vinculativa; entretanto, dependendo do doutrinador que emita opinião
sobre o sentido da norma, passa a constituir regra tal entendimento.
A interpretação pode ainda ser literal, lógica ou teleológica.
Literal ou gramatical é a interpretação que Ieva em consideração apenas o sentido literal do
que vem expresso na lei, é a literalidade de seu sentido. Toda lei, ao ser interpretada, logicamente, tem
que ser entendida em sua gramaticalidade, sem o que jamais se alcançaria o conhecimento do que
deseja. Entretanto, o intérprete não deve se apegar apenas à letra da lei, deve ir além daquilo que se
apresenta de forma clara.
Nem sempre a letra da lei dá o seu real sentido, sendo necessário buscar o sentido em
conceitos alheios à literalidade da lei, que fizeram ou fazem com que a norma exista, surgindo então a
interpretação lógica.
A interpretação teleológica, por sua vez, busca dar o sentido da lei perquerindo a sua
finalidade. Nesta espécie de interpretação, o intérprete deve discutir qual a finalidade da norma e lhe
dar o alcance e o sentido para alcançar seu fim.
A interpretação pode ainda ser declarativa, quando o texto legal não é ampliado ou estendido;
restritiva, quando o intérprete restringe o alcance da norma que parece ir além, podendo ser citadas
como exemplo, a emoção e a paixão previstas no art. 28 do CPB. Estas não excluem a
responsabilidade, desde que não-patológica, uma vez que esta leva à inimputabilidade ou semi-
imputabilidade. Temos, ainda, a interpretação extensiva que deve ser utilizada sempre que houver
necessidade de ampliar o sentido da lei; como exemplo, podemos citar que a lei pune a bigamia,
podendo, porém, também, ser estendido o crime à poligamia.

INFRAÇÃO PENAL - TIPICIDADE
Fato Típico
Abstraindo-se as discussões doutrinárias a respeito da definição de crime, adota-se na
presente obra o conceito de crime como sendo toda conduta humana típica e antijurídica. Partindo
dessa definição, façamos uma rápida análise de seus elementos.
Para caracterizar o fato típico é exigida a concorrência dos seguintes elementos:
a) Conduta (ação ou omissão): é o agir de acordo com o tipo descrito na lei. Ex.: matar, solicitar,
subtrair, etc.
b) Resultado: o Direito Penal tutela interesses que podem ser denominados patrimônio jurídico - objeto
jurídico. Sempre que esse patrimônio (vida, honra, costumes, bens, etc.) for violado ou ameaçado,
dizemos que a conduta ocasionou um resultado, sendo este um elemento do fato típico. Esta é a ideia
de resultado sob o prisma jurídico, que não pode ser confundido com resultado naturalístico, que
consiste na modificação exterior das coisas (subtração, morte, etc.). Resultado, aqui, é a ocorrência de
uma lesão ou de uma ameaça ao bem juridicamente protegido. Por exemplo, quando alguém profere
expressões injuriosas a alguém, não temos aí um resultado naturalístico, entretanto, temos um
resultado jurídico que consiste na lesão ao direito de se ter preservada a sua honra.
c) Relação de Causalidade: pela teoria da equivalência das condições nominada ainda de relação de
causalidade. Baseia-se essa teoria no princípio segundo o qual responde o agente pela ação em que o
antecedente tem relação com o resultado (consequente). Portanto, todo agente que contribuir para o
resultado verificado deve ser responsabilizado.
Havendo o nexo causal entre ação ou omissão do agente e resultado lesivo ao patrimônio jurídico
alheio, a responsabilidade é flagrante, seja a título de dolo, seja a título de culpa; se, ao contrário, tal
relação não ficar comprovada, inexiste a pretendida responsabilidade.
d) Tipicidade: corresponde à exata definição da conduta prevista na lei. Há o tipo legal quando a
conduta exteriorizada pelo homem encontra exata adequação na lei. No Direito Penal há dois mundos
bem distintos: o da abstração jurídica - descrição hipotética de uma conduta na lei que caracteriza
ilícito; e outro mundo, que chamamos de real - conduta praticada pelo agente. Sempre que esses dois
mundos encontram-se perfeitamente adequados é correto afirmar que ocorreu um fato típico, pois, o
agente praticou todos os atos que a lei exige para caracterizar o delito.
Presentes todos esses elementos conclui-se que o agente praticou um fato típico (crime).
e) Antijuridicidade ou ilicitude: a conduta humana prevista em lei deve ser contrária ao direito. De regra
o é. Entretanto, há situações em que o agente, mesmo tendo praticado uma conduta típica, encontra
na própria lei permissivos para a sua conduta, daí excluir-se a antijuridicidade de sua ação.
Antijuridicidade quer dizer contrário ao querer social, sendo que, em algumas situações, a lei autoriza o
agente a praticar uma conduta típica, sendo, entretanto, em face da autorização legal, despida de
antijuridicidade. Ex.: quando o agente age em legítima defesa, sua conduta é típica; matar alguém,
porém, não é ilícito, ou seja, antijurídico.

(...)

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CÓDIGO PENAL (PARTE GERAL) - QUESTÕES COMENTADAS DE CONCURSOS
INFRAÇÃO PENAL, SUJEITOS, TIPICIDADE, ILICITUDE, CULPABILIDADE, PUNIBILIDADE, ERRO
E IMPUTABILIDADE PENAL

(TJ-PE, FCC - Oficial de Justiça - 2007)
01. Em tema de relação de causalidade, é INCORRETO afirmar que
a) concausa superveniente absolutamente independente é aquela que nenhuma ligação tem com o
procedimento inicial do agente.
b) a omissão é penalmente irrelevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado, tor-
nando-se uma "não causa" a isentar o agente de responsabilidade.
c) concausa superveniente relativamente independente que, por si só, produziu o resultado, é a que
forma novo processo casual, que se substitui ao primeiro, não estando em posição de homogeneidade
com o comportamento do agente.
d) caso fortuito equivale a uma "não causa", pois impede a tipificação de qualquer fato humano a que o
resultado lesivo poderia prender-se, por ser causa independente.
e) o Código Penal adotou a teoria da equivalência dos antecedentes causais, pela qual tudo quanto
concorre para o evento é causa.

02. Quanto ao dolo e a culpa é correto afirmar que
a) a forma típica da culpa é a culpa inconsciente, em que o resultado previsível não é previsto pelo
agente. É a culpa sem previsão.
b) no dolo eventual, o evento é previsto, mas o agente confia em que não ocorra; já na culpa
consciente, o resultado não é previsto, mas o agente se conduz de modo a assumir o risco de produzi-
lo.
c) no caso de dois agentes concorrerem culposamente para um resultado ilícito, nenhum deles
responderá pelo fato, diante da teoria da compensação de culpas adotada pelo nosso ordenamento
penal.
d) o dolo direto ou determinado compreende o dolo eventual e o dolo alternativo, no qual o agente quer
um ou outro entre dois ou mais resultados.
e) no crime culposo o agente realiza uma conduta involuntária que produz um resultado não querido,
imprevisível e excepcionalmente previsível, que podia, com a devida atenção, ser evitado.

(TJ-PE, FCC - Técnico Judiciário - 2007)
03. Em tema de crimes e contravenções, é correto afirmar que
a) às contravenções é cominada, pela lei, a pena de reclusão ou de detenção e multa, esta última
sempre alternativa ou cumulativa com aquela.
b) fato típico é o comportamento humano positivo ou negativo que provoca, em regra, um resultado, e é
previsto como infração penal.
c) são elementos do crime, apenas a antijuridicidade e a punibilidade.
d) a existência de causas concorrentes para o resultado de um fato, preexistentes ou concomitantes
com a do agente, sempre excluem a sua responsabilidade.
e) para haver crime é necessário que exista relação de causalidade entre a conduta e o seu autor.

04. Em relação ao Dolo e a Culpa, é INCORRETO afirmar que
a) age com culpa por negligência, o agente que por inércia psíquica ou indiferença, podendo tomar as
cautelas exigíveis, não o faz por displicência.
b) salvo os casos expressos em lei, ninguém pode ser punido por fato previsto como crime, senão
quando o pratica dolosamente.
c) a quantidade da pena para o crime não varia segundo a espécie de dolo.
d) na culpa consciente o agente prevê o resultado, mas espera, sinceramente, que não ocorra,
enquanto na culpa inconsciente o agente não prevê o resultado que é previsível.
e) no dolo eventual ou também chamado de culpa própria, o agente realiza a conduta com a vontade
firme e definida de obter o resultado pretendido.

(TJ-PE, FCC - Analista Judiciário - 2007)
05. Em relação as causas de exclusão da culpabilidade, considere as assertivas abaixo.
I - O desconhecimento da lei é inescusável.
II - O erro sobre a ilicitude do fato, se evitável, isenta o autor de pena; se inevitável, poderá diminui-la
de um terço a dois terços.
III - Reconhecida a excludente da obediência hierárquica, responde pelo crime apenas o superior de
quem emanou a ordem, ainda que manifestamente ilegal.
IV - Para que se configure a coação moral irresistível, indispensável se torna a presença de três
elementos: o coator, o coagido e a vítima.
V - É irresistível a coação quando não pode ser superada senão com uma energia extraordinária e,
portanto, juridicamente inexigível.
É correto o que se afirma APENAS em
a) I e II.
b) I, IV e V.
c) II, III e V.
d) III e IV.
e) III, IV e V.

06. Em relação ao dolo e a culpa é INCORRETO afirmar que:
a) É justamente na previsibilidade dos acontecimentos e na ausência de previsão pelo agente que
reside a conceituação da culpa penal.
b) Enquanto no dolo direto o indivíduo age por causa do resultado, no eventual, age apesar do
resultado.
c) No campo penal, em razão da adoção da teoria da "compensação de culpas", se dois agentes
concorrem culposamente para um resultado ilícito, ambos serão, em tese, responsabilizados.
d) Na culpa consciente, diferentemente do dolo eventual, o agente firme e deliberadamente age
visando a obtenção do resultado ou assume o risco de produzi-lo.
e) Dolo é o comportamento psíquico contrário à ordem jurídica e como tal deve ser aferido no momento
do delito.

(TJ-PE, FCC - Técnico Judiciário - 2007)
07. Considere as afirmativas abaixo.
I - Está consumado o crime quando o fato concreto se subsume ao tipo abstrato descrito na lei penal.
II - São elementos da tentativa, a cogitação do crime, os atos preparatórios e os atos de execução.
III - No arrependimento eficaz, o agente, embora tenha iniciado a execução do crime, não a leva
adiante, abandonando a sua realização.
IV - Para a caracterização da desistência voluntária, é imprescindível que o agente esgote os atos de
execução e em seguida atue evitando que o resultado ocorra.
V - Salvo disposição em contrário, pune-se a tentativa com a pena correspondente ao crime
consumado, diminuída de um a dois terços.
É correto APENAS o que se afirma em:
a) I e V.
b) I, II e IV.
c) I, III e V.
d) II, III e IV.
e) IV e V.

08. Exclui a punibilidade do sujeito do crime
a) o estado de necessidade.
b) a legitima defesa.
c) a embriaguez fortuita.
d) o estrito cumprimento do dever legal.
e) o exercício regular de direito.

09. (TJ-PE, FCC - Oficial de Justiça - 2007) Quanto ao erro sobre os elementos do tipo, o erro
determinado por terceiro, o erro sobre a pessoa e o erro sobre a ilicitude do fato, tratados no Código
Penal, é INCORRETO afirmar que
a) o erro do agente sobre a ilicitude do fato, se inevitável, isenta de pena; se evitável, poderá diminuí-la
de um sexto a um terço.
b) é isento de pena quem, por erro plenamente justificado pelas circunstâncias, supõe situação de fato
que, se existisse tornaria a ação legítima.
c) o erro quanto à pessoa contra a qual o crime é praticado não isenta de pena o agente.
d) não há isenção de pena quando o erro deriva da culpa e o fato é punível como crime culposo.
e) o erro sobre o elemento constitutivo do tipo legal do crime, não exclui o dolo, mas impede a punição
por crime culposo, ainda que previsto em lei.

(TCE-MG, FCC - Procurador - 2007)
10. A relação de causalidade
a) não fica excluída pela superveniência de causa relativamente independente que, por si só, produz o
resultado.
b) é imprescindível nos crimes formais.
c) é normativa nos crimes omissivos impróprios ou comissivos por omissão.
d) não está regulada, em nosso sistema, pela teoria da equivalência dos antecedentes causais.
e) é dispensável nos crimes materiais.

11. Excluem a culpabilidade e a ilicitude, respectivamente,
a) o erro inevitável sobre a ilicitude do fato e a desistência voluntária.
b) o arrependimento posterior e o estado de necessidade.
c) o estrito cumprimento do dever legal e o arrependimento eficaz.
d) a legitima defesa e a obediência hierárquica.
e) a coação irresistível e o exercício regular de direito.

(TCE-MG, FCC - Técnico de Controle Externo - 2007)
12. Em decorrência dos princípios constitucionais da legalidade e da anterioridade,
a) não há impedimento para a interpretação extensiva da norma penal incriminadora.
b) é vedado, em qualquer caso, o emprego da analogia.
c) medida provisória não pode tipificar infração penal.
d) é permitida a tipificação penal de condutas por meio de lei estadual.
e) a lei penal é sempre irretroativa.

13. Na culpa consciente, o agente
a) prevê o resultado, mas espera que este não aconteça.
b) não prevê o resultado, nem assume o risco de produzi-lo.
c) prevê e quer o resultado, atuando, porém, em erro de tipo inescusável.
d) conscientemente aceita e admite o risco de produzir o resultado.
e) não prevê o resultado, embora este seja previsível.

14. (DPE-SP, FCC - Defensor Público - 2007) "Luquinha" Visconti, homem simples da periferia de
São Paulo, adquiriu carteira de habilitação acreditando na desnecessidade da realização de exames de
habilitação. Está sendo processado por falsidade ideológica e uso de documento falso. Em sua defesa
deverá ser arguido:
a) erro sobre o elemento constitutivo do tipo penal, que exclui o dolo.
b) erro sobre o elemento constitutivo do tipo penal, porém vencível, sendo punível pela culpa.
c) estado de necessidade exculpante.
d) erro sobre a ilicitude do fato, excluindo-se a culpabilidade pela exigibilidade de conduta diversa.
e) erro sobre a ilicitude do fato, excluindo-se a culpabilidade pela falta desta consciência.

(DPE-SP, FCC - Defensor Público - 2007)
15. Admitem a forma culposa os seguintes crimes no Código Penal:
a) homicídio, lesão corporal, dano, receptação e incêndio.
b) receptação, incêndio, explosão, perigo de inundação e desabamento.
c) difusão de doença ou praga, apropriação indébita, lesão corporal e perigo de desastre ferroviário.
d) homicídio, lesão corporal, explosão, uso de documento falso e ato obsceno.
e) receptação, incêndio, explosão, desabamento e difusão de doença ou praga.

16. A diferença entre crime e contravenção penal está estabelecida
a) pelo Código Penal.
b) pela Lei de Contravenções Penais.
c) pela Lei n. 9.099/95 (Juizados Especiais).
d) pela Lei de Introdução ao Código Penal.
e) pela Constituição Federal.

17. (TCE-MG, FCC - Técnico de Controle Externo - 2007) NÃO exclui a ilicitude
a) a legitima defesa.
b) o exercício regular de direito.
c) o estrito cumprimento do dever legal.
d) o estado de necessidade.
e) a coação irresistível.

(TCE-MG, FCC - Procurador - 2007)
18. NÃO admitem a tentativa
a) as contravenções penais e os crimes materiais.
b) os crimes culposos e as contravenções penais.
c) os crimes materiais e os crimes comissivos.
d) os crimes materiais e os crimes culposos.
e) as contravenções penais e os crimes comissivos.

19. No dolo eventual,
a) o agente, conscientemente, admite e aceita o risco de produzir o resultado.
b) a vontade do agente visa a um ou a outro resultado.
c) o agente não prevê o resultado, embora este seja previsível.
d) o agente quer determinado resultado e tem a intenção de provocá-lo.
e) o agente prevê o resultado, mas espera que este não aconteça.

(TRE-PB, FCC - Analista Judiciário - 2007)
20. A respeito da Lei penal no tempo e no espaço considere:
I - Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime, cessando em virtude
dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória.
II - A lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-se aos fatos anteriores, ainda que
decididos por sentença condenatória transitada em julgado.
III - Para os efeitos penais, consideram-se como extensão do território nacional as embarcações
brasileiras de natureza pública, privada ou a serviço do governo brasileiro onde quer que se encontrem.
IV - Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro, os crimes contra o patrimônio ou a
fé pública de autarquia ou fundação instituída pelo Poder Público.
De acordo com o Código Penal brasileiro, está correto o que consta APENAS em:
a) II, III e IV.
b) I, II e III.
c) I, II e IV.
d) III e IV.
e) I e II.

21. Quando o agente impede voluntariamente que o resultado de um crime se produza, está
configurada a hipótese de
a) arrependimento eficaz e o agente só responderá pelos atos já praticados.
b) arrependimento posterior e o agente só responderá pelos atos já praticados.
c) arrependimento posterior e a pena do crime tentado será reduzida de um a dois terços.
d) arrependimento eficaz e a pena do crime tentado será reduzida de um a dois terços.
e) desistência voluntária e a pena do crime tentado será reduzida de um a dois terços.

(TRE-MS, FCC - Técnico Judiciário - 2007)
22. A mãe que deixa de amamentar o filho, causando-lhe a morte, comete um crime
a) omissivo impróprio.
b) comissivo.
c) omissivo puro.
d) plurissubjetivo.
e) formal.

23. João ingeriu bebidas alcoólicas numa festa sem a intenção de embriagar-se. Todavia, ficou
completamente embriagado e, nesse estado, tornou-se violento e ficou totalmente incapaz de entender
o caráter criminoso do fato, situação em que agrediu e feriu várias pessoas. Nesse caso, João
a) não é isento de pena porque a embriaguez foi dolosa.
b) é isento de pena porque a embriaguez foi proveniente de caso fortuito.
c) é isento de pena porque a embriaguez foi proveniente de força maior.
d) não é isento de pena porque a embriaguez foi culposa.
e) não é isento de pena pois a embriaguez jamais exclui a imputabilidade penal.

24. Jonas e José celebraram um pacto de morte. Jonas ministrou veneno a José e José ministrou
veneno a Jonas. José veio a falecer, mas Jonas sobreviveu. Nesse caso, Jonas
a) não responderá por nenhum delito, por falta de tipicidade.
b) responderá por homicídio consumado.
c) responderá por auxílio a suicídio.
d) responderá por instigação a suicídio.
e) responderá por induzimento a suicídio.

(TRE-MS, FCC - Analista Judiciário - 2007)
25. Em tema de lei penal no tempo, é correto se afirmar que,
a) se o agente praticou crime na vigência de lei mais benéfica, que, durante a ação penal, acabou
derrogada por lei mais severa, deverá ser julgado na forma desta última.
b) em qualquer fase do processo ou mesmo da execução da pena, deve ser imediatamente aplicada a
retroatividade da norma que retira a tipicidade de qualquer fato.
c) prolatada sentença condenatória no período de vacatio de nova lei penal, não se admite a
ultratividade da lei derrogada, mesmo que esta se mostre mais favorável ao réu.
d) havendo sentença condenatória transitada em julgado, a lei posterior mais benéfica ao agente não é
retroativa nem ultrativa.
e) não pode ser utilizada lei intermediária e que surgiu depois da prática do fato criminoso, mas que foi
revogada antes de o juiz proferir a sentença condenatória, ainda que mais benigna.

26. Considere as afirmativas abaixo, relacionadas ao fato típico e seus elementos.
I - Há fato típico na ocorrência de resultado lesivo em decorrência de caso fortuito ou força maior.
II - São elementos do fato típico, dentre outros, a culpabilidade, caracterizada pelo juízo de
reprovabilidade da conduta do agente e o dolo ou a culpa.
III - O tipo penal é predominantemente descritivo porque composto de elementos objetivos, não
obstante, às vezes, contenha elementos subjetivos ou normativos.
IV - A conduta omissiva não é considerada elemento do tipo penal, pois representativa da ausência de
vontade do agente para o crime.
V - Para haver fato típico é indispensável a existência de relação de causalidade entre a conduta e o
resultado.
É correto o que se afirma APENAS em:
a) I e III.
b) I, II e V.
c) I, III e IV.
d) II, IV e V.
e) III e V.

27. Considere os exemplos abaixo:
I - Casar-se com pessoa cujo cônjuge foi declarado morto para os efeitos civis, mas estava vivo.
II - Aplicar no ferimento do filho ácido corrosivo, supondo que está utilizando uma pomada.
III - Matar pessoa gravemente enferma, a seu pedido, para livrá-la de mal incurável, supondo que a
eutanásia é permitida.
IV - Ingerir a gestante substância abortiva, supondo que estava tomando um calmante.
Há erro de tipo nas situações indicadas APENAS em
a) I, II e III.
b) I e III.
c) I, III e IV.
d) II e III.
e) II e IV.

28. (TRF-4ª Região, FCC - Analista Judiciário - 2007) Na aplicação da pena-base, o juiz deve
considerar
a) a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social, a personalidade do agente, os motivos, as
circunstâncias e as conseqüências do crime, bem como o comportamento da vítima.
b) a culpabilidade, os antecedentes, a repercussão do crime para o agente, a idade do réu, os motivos,
as circunstâncias, a gravidade e as conseqüências do crime.
c) os antecedentes da vítima, a conduta social e a personalidade do agente, a natureza, a gravidade e
as conseqüências do crime, bem como a idade da vítima.
d) o comportamento do agente, a idade e os antecedentes da vítima, a conduta social do agente, a
gravidade e as conseqüências do crime, bem como as circunstâncias atenuantes.
e) a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social, a personalidade do agente, a idade do agente, a
gravidade e a natureza do crime, bem como as circunstâncias agravantes.

(MPU, FCC - Técnico Administrativo - 2007)
29. Dispõe o artigo 1° do Código Penal: "Não há crime sem lei anterior que o defina. Não há pena sem
prévia cominação legal". Tal dispositivo legal consagra o princípio da
a) ampla defesa.
b) legalidade.
c) presunção de inocência.
d) dignidade.
e) isonomia.

30. Em matéria penal, a lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-se aos fatos
anteriores,
a) desde que o representante do Ministério Público não tenha apresentado a denúncia.
b) desde que a autoridade policial ainda não tenha instaurado inquérito policial a respeito.
c) ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado.
d) desde que ainda não tenha sido recebida a denúncia apresentada pelo Ministério Público.
e) desde que a sentença condenatória ainda não tenha transitado em julgado.

31. Luiz foi condenado à pena de 1 (um) ano de reclusão em outro país por crime cometido no Brasil.
Após ter cumprido integralmente a pena, retornou ao território nacional e foi preso para cumprir pena
de 2 (dois) anos de reclusão que lhe fora imposta, pelo mesmo fato, pela Justiça Criminal brasileira.
Nesse caso, a pena cumprida no estrangeiro
a) será somada à pena imposta no Brasil e o resultado dividido por dois, apurando-se o saldo a
cumprir.
b) não será descontada da pena imposta no Brasil, por se tratarem de condenações impostas em
diferentes países.
c) será considerada atenuante da pena imposta no Brasil, podendo o sentenciado cumpri-la em regime
menos rigoroso.
d) será descontada da pena imposta no Brasil e responderá o sentenciado pelo saldo a cumprir.
e) isentará o autor do delito de cumprir qualquer pena no Brasil, por já tê-Ia cumprido no estrangeiro.

32. No que tange à aplicação da lei penal, considere:
I - crime cometido no estrangeiro contra a administração pública, por quem está a seu serviço;
II - crime de genocídio, quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil;
III - crime cometido no estrangeiro por brasileiro, que não é punível no país em que foi praticado.
Dentre os crimes acima, ficam sujeitos à lei brasileira os indicados APENAS em
a) I.
b) II.
c) I e II.
d) I e III.
e) II e III.

33. É certo que se aplica a lei brasileira aos crimes praticados a bordo de
a) embarcações mercantes brasileiras que estejam em mar territorial estrangeiro.
b) embarcações mercantes brasileiras que estejam em porto estrangeiro.
c) aeronaves mercantes brasileiras que estejam em espaço aéreo estrangeiro.
d) aeronaves mercantes brasileiras que estejam em pouso em aeroporto estrangeiro.
e) embarcação estrangeira de propriedade privada que esteja em mar territorial brasileiro.

(MPU, FCC - Analista - 2007)
34. A respeito das imunidades parlamentares, é correto afirmar:
a) As imunidades parlamentares concedidas aos deputados estaduais não são válidas apenas em
relação às autoridades judiciárias estaduais, podendo ser invocadas em face do Poder Judiciário
Federal.
b) Os deputados e senadores serão obrigados a testemunhar sobre informações recebidas ou
prestadas em razão do exercício do mandato, bem como sobre as pessoas que lhe confiaram ou deles
receberam informações.
c) A Constituição da República Federativa do Brasil confere aos membros do Congresso Nacional a
prerrogativa de foro, sendo eles julgados pelo Superior Tribunal de Justiça, ainda que o crime tenha
sido praticado anteriormente a sua eleição.
d) Os deputados e senadores são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões,
palavras e votos e, desde a expedição do diploma, não poderão ser presos, salvo em flagrante de
crime inafiançável.
e) A instauração de inquérito policial e o oferecimento de denúncia por parte do Procurador-Geral da
República pela prática de crime comum depende de licença da Casa Legislativa a que pertença.

35. Maria, enfermeira, por ordem do médico João, ministrou veneno ao paciente, supondo tratar-se de
um medicamento, ocasionando-lhe a morte. Nesse caso,
a) não há concurso de agentes, mas apenas um autor mediato, pela realização indireta do fato típico.
b) há concurso de agentes, sendo João autor principal e Maria co-autora.
c) há concurso de agentes, sendo João autor principal e Maria partícipe.
d) há concurso de agentes, figurando tanto João como Maria na condição de autores.
e) há concurso de agentes, figurando Maria como autora e João como co-autor.

36. Dentre os elementos do fato típico, NÃO se inclui
a) o resultado.
b) a ação ou a omissão.
c) o dolo ou a culpa.
d) a relação de causalidade.
e) a tipicidade.

37. João, dirigindo um automóvel, com pressa de chegar ao seu destino, avançou com o veículo contra
uma multidão, consciente do risco de ocasionar a morte de um ou mais pedestres, mas sem se
importar com essa possibilidade. João agiu com
a) dolo direto.
b) culpa.
c) dolo indireto.
d) culpa consciente.
e) dolo eventual.

38. Considere:
I - Estado de necessidade.
II - Estrito cumprimento de dever legal.
III - Obediência hierárquica.
IV - Exercício regular de um direito.
V - Legítima defesa putativa.
São excludentes da culpabilidade SOMENTE o que se considera em
a) I e V.
b) II e III.
c) III e V.
d) I, II e IV.
e) II, III e IV.

39. A respeito da aplicação da lei penal quanto ao tempo, considera-se praticado o crime no momento
a) da ação ou omissão, ainda que outro seja o momento do resultado.
b) em que o agente der início aos atos preparatórios, ainda que não tenha ocorrido ação ou omissão.
c) em que ocorrer o resultado, ainda que seja outro o momento da ação ou omissão.
d) do exaurimento da conduta delituosa, ainda que seja outro o momento da ação ou omissão.
e) em que o agente concluir os atos preparatórios, ainda que não tenha ocorrido ação ou omissão.

40. A respeito da aplicação da lei penal, no que concerne à contagem dos prazos, de acordo com o
Código Penal, é correto afirmar que
a) o dia do começo não se inclui no cômputo do prazo, mas inclui-se fração deste.
b) o dia do começo inclui-se no cômputo do prazo, mas não se inclui fração deste.
c) o dia do começo ou fração deste não se inclui no cômputo do prazo.
d) o dia do começo ou fração deste inclui-se no cômputo do prazo.
e) os prazos em meses são contados pelo número real de dias e não pelo calendário comum.

(Prefeitura de São Paulo, FCC - Auditor Fiscal - 2007)
41. A regra que veda a interpretação extensiva das normas penais incriminadoras decorre do princípio
constitucional da
a) culpabilidade.
b) igualdade.
c) legalidade.
d) subsidiariedade.
e) proporcionalidade.

42. São pressupostos da culpabilidade
a) a falta de cuidado, a previsibilidade do resultado e a exigibilidade de conduta diversa.
b) a imputabilidade, a possibilidade de conhecimento da ilicitude e a falta de cuidado.
c) a previsibilidade do resultado, a imputabilidade e a falta de cuidado.
d) a possibilidade de conhecer a ilicitude, a exigibilidade de conduta diversa e a falta de cuidado.
e) a imputabilidade, a possibilidade de conhecer a ilicitude e a exigibilidade de conduta diversa.

43. A doença mental, a perturbação de saúde mental e o desenvolvimento mental incompleto ou
retardado
a) refletem na culpabilidade, de modo a excluí-la ou a atenuá-la.
b) excluem a ilicitude da conduta.
c) isentam sempre de pena.
d) extinguem a punibilidade.
e) excluem a tipicidade.

44. Na contagem dos prazos penais,
a) inclui-se o dia do começo.
b) considera-se como termo inicial a data da intimação.
c) considera-se como termo inicial a data da juntada do mandado aos autos.
d) considera-se como termo inicial o dia seguinte ao da intimação.
e) descontam-se os feriados.

45. Adotada a teoria finalista da ação, o dolo e a culpa integram a
a) punibilidade.
b) tipicidade.
c) culpabilidade.
d) imputabilidade.
e) antijuridicidade.

46. Exclui a ilicitude da conduta
a) a coação irresistível.
b) a obediência hierárquica.
c) a desistência voluntária.
d) o estrito cumprimento do dever legal.
e) o arrependimento posterior.

47. No que concerne às causas de extinção da punibilidade, é correto afirmar que
a) a sentença que concede o perdão judicial será considerada para efeito de reincidência.
b) a perempção constitui a perda do direito de representar ou de oferecer queixa, em razão do decurso
do prazo para o seu exercício.
c) cabe perdão do ofendido na ação penal pública condicionada.
d) a renúncia ao direito de queixa ocorre antes de iniciada a ação penal privada.
e) o indulto deve ser concedido por lei.

48. (SEFAZ-SP, FCC - Agente Fiscal de Rendas - 2006) Excluem a culpabilidade
a) a legítima defesa, o estrito cumprimento do dever legal e a doença mental.
b) a coação irresistível, o erro sobre a ilicitude do fato, se inevitável, e a menoridade.
c) a obediência hierárquica, o exercício regular de direito e o arrependimento posterior.
d) o desenvolvimento mental incompleto ou retardado, o estado de necessidade e a coação irresistível.
e) o arrependimento posterior, o estrito cumprimento do dever legal e o erro sobre a ilicitude do fato, se
evitável.

(TRE-SP, FCC - Analista Judiciário - 2006)
49. Com relação ao concurso de crimes, é correto que,
a) reconhecido o crime continuado, as penas de multa serão aplicadas distinta e integralmente, não se
obedecendo ao sistema de exasperação, destinado somente às penas privativas de liberdade.
b) no concurso formal heterogêneo, o agente com duas ou mais ações provoca dois ou mais
resultados, hipótese em que será aplicada a pena do crime mais grave, aumentada de um terço a dois
terços.
c) concorrendo no concurso material e no formal, uma contravenção e um crime punido com detenção
ou reclusão, a pena de prisão simples imposta será primeiramente cumprida, e sucessivamente as
demais.
d) havendo continuação em crimes praticados com violência, não bastando a grave ameaça, ainda que
contra uma única pessoa, o juiz deverá aumentar a pena do crime-base até o triplo, observado o limite
máximo de trinta anos.
e) quando, por acidente ou erro no uso dos meios de execução, o agente, em vez de atingir a pessoa
que pretendia ofender, atinge pessoa diversa, responderá por culpa, se o fato for previsto como crime
culposo.

50. É isento de pena o agente que era, ao tempo da ação ou de omissão, inteiramente incapaz de
entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento, por motivo de
a) perturbação da saúde mental.
b) embriaguez culposa, pelo álcool.
c) emoção ou paixão.
d) embriaguez voluntária pela ingestão de substâncias de efeitos análogos ao do álcool.
e) desenvolvimento mental incompleto.

(TCE-CE, FCC - Procurador de Contas - 2006)
51. Considere:
I - A perda de função pública ou mandato eletivo, quando for aplicada pena privativa de liberdade por
tempo superior a quatro anos.
II - A incapacidade para o exercício da tutela ou cura-tela, nos crimes dolosos, sujeitos à pena de
reclusão, cometidos contra tutelado ou curatelado.
III - A perda em favor da União, ressalvado o direito do lesado ou de terceiro de boa-fé dos
instrumentos do crime, desde que consistam em coisa cujo fabrico, alienação, uso, porte ou detenção
constitua fato ilícito.
É (são) efeito(s) automático(s) da condenação penal o(s) indicado(s) SOMENTE em
a) I e II.
b) II e III.
c) I e III.
d) II.
e) III.

52. Admitem tentativa, dentre outras infrações penais,
a) as contravenções penais.
b) os delitos culposos.
c) os crimes formais.
d) os crimes preterdolosos.
e) os delitos habituais próprios.

53. A respeito da coação moral irresistível, é correto afirmar que
a) o coator responderá pelo crime cometido pelo coato e pela coação em si.
b) a ameaça geradora da coação só pode ter por objeto a pessoa do coacto.
c) a vítima pode figurar como coatora.
d) não existe coação moral irresistível putativa.
e) inexiste tipicidade por ausência de conduta voluntária.

54. Na situação do agente que mata uma pessoa gravemente enferma, a seu pedido, para livrá-la de
mal incurável, supondo que a eutanásia é permitida, há
a) erro provocado por descriminante putativa.
b) desconhecimento da lei.
c) descriminante putativa.
d) erro sobre a ilicitude do fato.
e) erro sobre elemento normativo do tipo.

(TCE-CE, FCC - Auditor - 2006)
55. Iniciada a execução do delito, a consumação ocasionada pela ocorrência de causa relativamente
independente faz com que o agente
a) responda pelo crime consumado, por situar-se o resultado na esfera de desdobramento de sua
conduta.
b) responda pelo crime consumado, em virtude do princípio da equivalência das causas adotado pelo
Código Penal brasileiro.
c) responda pelos atos já praticados, porque a causa relativamente superveniente cortou o nexo
causal.
d) responda pelo crime consumado, por situar-se o resultado na linha de perigo decorrente da sua
conduta.
e) não responda por nenhum ato já praticado, se a causa relativamente independente por si mesma foi
apta a produzir o resultado.

56. A respeito do dolo e da culpa, é correto afirmar que
a) não pode haver culpa se o agente tiver previsto o resultado.
b) o crime culposo não admite tentativa.
c) no Direito Penal a culpa do réu e da vítima podem compensar-se.
d) no Direito Penal não há concorrência de culpas.
e) a culpa é presumida no tipo penal e o dolo deve estar expresso.

(DPE-SP, FCC - Defensor Público - 2006)
57. No caso de crime impossível é correto afirmar:
a) Se os meios empregados são ineficazes para alcançar o resultado, mesmo que o agente acredite
que são eficazes e aja para evitar o resultado, haverá cri-me impossível e não arrependimento eficaz.
b) Se houver absoluta ineficácia do meio a tentativa é atípica, mas punível.
c) A ausência da menção da inidoneidade no art. 17 do Código Penal, que só trata da ineficácia do
meio e da impropriedade do objeto, não pode ser resolvida com a analogia in bonam partem.
d) Nos casos de flagrante preparado, porque o bem está inteiramente protegido, não se pode dizer que
há crime impossível.
e) Para sua configuração é necessário tanto que o meio seja absolutamente ineficaz, quanto que o
objeto seja absolutamente impróprio.

58. A respeito da tentativa, é correto afirmar:
a) Trata-se de uma ampliação, contida na parte especial do Código Penal, da proibição típica.
b) Há tentativa a partir da prática dos atos que antecedem o começo da execução até o momento da
consumação.
c) Não há co-autoria em crime tentado.
d) Enquanto os atos preparatórios ingressam no âmbito do proibido, os atos da tentativa não
ingressam.
e) Se falta algum elemento objetivo do tipo não se pode falar em tentativa.

(PC-MA, FCC - Delegado - 2006)
59. Tem efeito retroativo a lei que
a) elimina circunstância atenuante prevista na lei anterior.
b) comina pena mais grave, mantendo a definição do crime da lei anterior.
c) torna típico fato anteriormente não incriminado.
d) não mais incrimina fato anteriormente considerado ilícito penal.
e) acrescenta circunstância qualificadora não prevista na lei anterior.

60. Quem, embora prevendo o resultado, não o aceita como possível, esperando sinceramente que
não ocorrerá, age com
a) dolo eventual.
b) culpa consciente.
c) dolo indireto.
d) culpa inconsciente.
e) dolo específico.

61. Salvo disposição em contrário, pune-se a tentativa com a pena correspondente ao crime
consumado, diminuída de um a dois terços. A redução de pena decorrente da tentativa deve resultar
a) do iter criminis percorrido pelo agente em direção à consumação do delito.
b) da prevalência das circunstâncias atenuantes sobre as circunstâncias agravantes.
c) da maior ou menor periculosidade do agente, tendo em conta os dados constantes do processo.
d) da valoração dos antecedentes do agente, especialmente da primariedade e da reincidência.
e) da intensidade do dolo, do grau da culpa, e dos motivos determinantes da conduta delituosa.

62. José, com a intenção de subtrair jóias, ingressa por uma porta aberta no interior da residência da
vítima. Já no interior da moradia, apodera-se de um objeto, mas resolve ir embora do local sem nada
levar. Nesse caso, José
a) responderá por tentativa de furto.
b) responderá por invasão de domicílio.
c) responderá por furto consumado.
d) não responderá por nenhum crime, pois houve desistência voluntária.
e) não responderá por nenhum crime, pois houve arrependimento eficaz.

63. Carlos foi recolhido ao cárcere para cumprir pena de 4 meses de reclusão, às 22:00 horas do dia
20 de julho de 2006. Considerando que julho tem 31 dias, agosto tem 31 dias, setembro tem 30 dias e
outubro tem 31 dias, a referida pena privativa de liberdade findará no dia
a) 16 de novembro de 2006.
b) 17 de novembro de 2006.
c) 18 de novembro de 2006.
d) 19 de novembro de 2006.
e) 20 de novembro de 2006.

64. (TRE-SP, FCC - Analista Judiciário - 2006) Com relação ao sujeito ativo e passivo do crime, é
correto afirmar que
a) a pessoa jurídica, como titular de bens jurídicos protegidos pela lei penal, pode ser sujeito passivo
de determinados crimes.
b) sujeito ativo do crime é o titular do bem jurídico lesado ou ameaçado pela conduta criminosa.
c) sujeito passivo do crime é aquele que pratica a conduta típica descrita na lei, ou seja, o fato típico.
d) o Estado, pessoa jurídica de direito público, não pode ser sujeito passivo de crime, sendo apenas o
funcionário público diretamente afetado pela conduta criminosa.
e) o homem pode ser, ao mesmo tempo, sujeito ativo e sujeito passivo de crime, como no caso de
autolesão para a prática de fraude contra seguro (art. 171, § 2°, inc. V, CP).

65. (TRE-AP, FCC - Analista Judiciário - 2006) Assinale a alternativa correta.
a) Os menores de 18 anos são penalmente imputáveis por suas condutas.
b) Sujeito ativo do crime é o titular do bem jurídico lesado ou ameaçado pela conduta criminosa.
c) Culpabilidade é a correspondência exata, a adequação perfeita entre a conduta, do agente, o fato
natural, concreto, e a descrição contida na lei.
d) Nos crimes contra a ordem tributária em especial, a colaboração espontânea de co-autor ou
participe, mesmo que por confissão em que se revele a trama criminosa, não acarreta a redução da
sua pena.
e) O objeto material no crime de furto é a coisa alheia móvel, a ela equiparando-se a energia elétrica ou
qualquer outra que tenha valor econômico.

(PGE-RR, FCC - Procurador do Estado - 2006)
66. Em matéria de tipicidade,
a) o uso de expressões "indevidamente", "sem justa causa" representa a presença, no tipo, de um
elemento normativo.
b) o uso da expressão "para o fim de..." representa a presença, no tipo, de um elemento objetivo
especial.
c) no caso de tentativa, há tipicidade direta anormal.
d) considera-se tipo permissivo a descrição abstrata de uma ação proibida.
e) considera-se tipo anormal o que descreve as hipóteses de inimputabilidade total ou parcial.

67. NÃO exclui a culpabilidade
a) a embriaguez fortuita completa.
b) a doença mental.
c) o erro inevitável sobre a ilicitude do fato.
d) a obediência à ordem, manifestamente ilegal, de superior hierárquico.
e) a coação moral irresistível.

68. (TCE-PB, FCC - Auditor de contas - 2006) Com relação à aplicação da lei penal, considere as
assertivas a seguir.
I - No cômputo do prazo de cumprimento da pena privativa de liberdade, não se inclui o dia do começo,
incluindo-se, porém, o do vencimento.
II - Não se desprezam nas penas restritivas de direito as frações de dia.
III - Desprezam-se nas penas privativas de liberdade as frações de dia.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) III.
b) II.
c) II e III.
d) I e III.
e) I e II.

(TRF-1ª Região, FCC - Analista Judiciário - 2006)
69. Paulo foi condenado à pena de 6 anos de reclusão, mínima prevista para o delito que cometeu, em
regime inicial fechado. A sentença transitou em julgado. Lei posterior ao trânsito em julgado da
sentença reduziu a pena mínima para o delito por cuja prática havia sido condenado para 3 anos de
reclusão. Três anos após o trânsito em julgado da sentença e dois anos após a publicação dessa lei,
Paulo foi preso e começou a cumprir a pena privativa de liberdade. Nesse caso, Paulo
a) tem direito à redução da pena que lhe foi imposta com fundamento no novo patamar estabelecido
pela lei nova.
b) não tem direito à redução da pena, porque a lei nova que a reduziu entrou em vigor após o trânsito
em julgado da sentença condenatória.
c) não tem direito à redução da pena, porque, em decorrência do princípio da anterioridade da lei
penal, aplica-se a lei em vigor à época do fato delituoso.
d) não tem direito à redução da pena, porque estava foragido, podendo, apenas, pleitear o seu
cumprimento em regime menos rigoroso.
e) só teria direito à redução da pena se tivesse sido preso e iniciado o cumprimento da pena antes de
entrar em vigor a lei que a reduziu.

70. Considere as assertivas a respeito do concurso de pessoas.
I - Há concurso de agentes quando dois motoristas, dirigindo imprudentemente seus veículos,
provocam colisão, dai resultando a morte de terceiro.
II - Há concurso de agentes quando duas pessoas deixam de prestar socorro a uma terceira pessoa
ferida, podendo cada uma delas fazê-lo sem risco pessoal.
III - Considera-se participe e não co-autor o ex-empregado de um hotel que revela o segredo do cofre
desse estabelecimento, possibilitando que dois hóspedes amigos seus subtraíssem valores do seu
interior.
Está correto o que se afirma SOMENTE em
a) II.
b) III.
c) I e II.
d) I e III.
e) II e III.

71. Paulo e Pedro alugaram um helicóptero e, com a utilização da corda de salvamento, possibilitaram
a fuga do chefe da quadrilha a que pertenciam, içando-o do pátio da penitenciária onde cumpria pena
privativa de liberdade. Nesse caso, Paulo e Pedro responderão por crime de
a) arrebatamento de preso.
b) motim de presos.
c) fuga de pessoa presa.
d) favorecimento pessoal.
e) evasão mediante violência.

72. Pedro praticou fato definido como crime pela lei então vigente. Após o recebimento da denúncia,
outra lei deixou de considerar criminoso o fato. Antes da sentença, uma terceira lei voltou a definir o
fato como crime, porém com pena mais branda. Nesse caso, aplica-se
a) a lei vigente à época da sentença, por estabelecer pena menos grave que a vigente à época do fato.
b) a lei vigente à época do fato, em razão da aplicação do princípio da irretroatividade da lei penal.
c) a lei que entrou em vigor após o recebimento da denúncia e deixou de considerar o fato infração
penal.
d) a lei vigente à época do fato, em razão da aplicação do princípio da anterioridade da lei penal.
e) combinação entre a lei vigente à época do fato e à época da sentença, com a imposição da média
entre as penas nelas estabelecidas.

73. Paulo contratou pistoleiros profissionais para matarem ascendente seu. Nesse caso,
a) os co-autores e partícipes só responderão pela pena agravada pelo parentesco se sabiam que a
vítima era ascendente de Paulo.
b) todos terão a pena agravada pelo fato de ser a vítima descendente de Paulo, porque as condições
de caráter pessoal comunicam-se aos co-autores e partícipes.
c) todos terão a pena agravada, pois o parentesco é condição real e objetiva e comunica-se aos co-
autores e partícipes.
d) apenas Paulo terá a pena agravada por ser descendente da vítima, porque as condições de caráter
pessoal não se comunicam aos co-autores e partícipes.
e) todos terão a pena agravada pelo parentesco, porque se trata de circunstância elementar do delito e,
por isso, se comunica aos co-autores e partícipes.

74. Com relação à eficácia da Lei Penal no espaço, considere:
I - aplica-se a lei brasileira aos crimes praticados a bordo de aeronaves estrangeiras de propriedade
privada, achando-se em pouso no território nacional ou em vôo no espaço aéreo brasileiro.
II - aos crimes praticados em embarcações brasileiras, de natureza pública, que se encontrarem em
porto estrangeiro, será aplicada a lei do país em que a embarcação estiver aportada.
III - aos crimes cometidos a bordo de embarcações mercantes ou de propriedade privada brasileira,
que se acharem em alto-mar, será aplicada a lei brasileira. É correto o que se afirma APENAS em
a) I e II.
b) I e III.
c) II.
d) II e III.
e) III.

(MPE-PE, FCC - Técnico Ministerial - 2006)
75. Considere as seguintes situações:
I - Lei posterior deixa de considerar crime fato anteriormente considerado ilícito penal.
II - Lei posterior passa a considerar crime fato anterior-mente não considerado ilícito penal.
III - Lei posterior estabelece, para um determinado delito, pena mais severa que a prevista na
legislação anterior.
IV - Lei posterior estabelece, para um determinado delito, pena mais branda que a prevista na
legislação anterior. Considerando que uma pessoa foi processada e punida por um crime previsto na
legislação anterior e que a sentença condenatória transitou em julgado, a lei posterior retroagirá
APENAS nas situações indicadas em
a) I e IV.
b) II e III.
c) III e IV.
d) I.
e) IV.

76. A respeito dos elementos do fato típico, é correto afirmar:
a) A adequação do fato ao tipo penal só pode se operar de forma direta, inexistindo tipicidade indireta.
b) É possível a ocorrência de fato típico quando o resultado lesivo é decorrente de caso fortuito.
c) É possível a ocorrência de fato típico quando o resultado lesivo é decorrente de força maior.
d) A superveniência de causa relativamente independente sempre exclui a imputação.
e) A omissão é penalmente relevante quando o agente, com seu comportamento anterior, criou o risco
da ocorrência do resultado.

77. NÃO se inclui dentre os elementos do crime culposo
a) a inobservância do dever de cuidado objetivo.
b) a ação ou omissão voluntária.
c) o resultado lesivo voluntário.
d) a previsibilidade.
e) a tipicidade.

78. Aplica-se a lei brasileira para os crimes cometidos em
a) embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, que se achem em portos
estrangeiros.
b) embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, que se achem em águas territoriais
de outro país.
c) aeronaves brasileiras, de propriedade privada, que se encontrarem no espaço aéreo de outro país.
d) embarcações oficiais utilizadas pelo Estado em serviço público que se encontrarem em portos
estrangeiros.
e) aeronaves brasileiras, de propriedade privada, que estiverem pousadas em aeroportos estrangeiros.

79. Inclui-se dentre as causas excludentes da antijuridicidade
a) o erro inevitável sobre a ilicitude do fato.
b) o exercício regular de um direito.
c) a obediência à ordem, não manifestamente ilegal, de superior hierárquico.
d) a embriaguez fortuita completa.
e) a coação irresistível.

(MPE-PE, FCC - Analista Ministerial - 2006)
80. A respeito da relação de causalidade, é certo que
a) nem todos os fatos que concorrem para a eclosão do evento devem ser considerados como causa
deste.
b) a causa superveniente relativamente independente só exclui a imputação quando, por si só,
produziu o resultado.
c) a causa superveniente totalmente independente exclui a imputação e o agente não responde sequer
pelos fatos anteriores.
d) o resultado, de que depende a existência do crime, pode ser imputado a quem não lhe deu causa.
e) a causa superveniente totalmente independente não exclui a imputação e o agente responde pelo
resultado.

81. Tício é funcionário público e resolve desviar R$ 2.000,00 em dinheiro do caixa da Prefeitura. No
momento em que havia pensado em efetivar o desvio, se arrepende e deixa de fazê-lo. Nesse caso,
Tício
a) responderá por crime de peculato consumado, porque houve início de execução e arrependimento
posterior.
b) responderá por crime de peculato tentado, porque houve início de execução e arrependimento
eficaz.
c) não responderá por crime de peculato, nem tentado, nem consumado, porque não houve início de
execução.
d) responderá por crime de peculato tentado, porque houve início de execução e desistência voluntária.
e) responderá por crime de peculato tentado, porque houve início de execução, arrependimento
posterior e desistência voluntária.

82. NÃO é elemento do crime culposo
a) a conduta com inobservância do dever de cuidado objetivo.
b) a assunção do risco de produzir o resultado previsto.
c) o resultado lesivo involuntário.
d) a previsibilidade.
e) a tipicidade.

83. A legítima defesa putativa
a) não exclui a tipicidade, a antijuridicidade, nem a culpabilidade.
b) é causa excludente da antijuridicidade material.
c) é causa excludente da antijuridicidade formal.
d) é causa excludente da culpabilidade.
e) é causa excludente da tipicidade.

84. A respeito do concurso de pessoas é correto afirmar que
a) é possível participação em crime omissivo próprio.
b) não há co-autoria em crime culposo.
c) é possível participação dolosa em crime culposo.
d) é possível participação culposa em crime doloso.
e) não é possível a participação por omissão em crime comissivo.

85. João é funcionário público e subtrai um saco plástico do interior da repartição onde trabalha como
faxineiro, supondo conter dinheiro arrecadado pela Prefeitura. No entanto, o saco continha apenas lixo.
Nesse caso, João
a) não responderá por peculato, porque não havia nexo causal entre a ação e o resultado.
b) não responderá por peculato, porque, por ineficácia absoluta do meio empregado, era impossível
consumar-se o crime.
c) responderá por peculato consumado.
d) responderá por tentativa de peculato.
e) não responderá por peculato, porque, por absoluta impropriedade do objeto, era impossível
consumar-se o crime.

86. Na fixação da pena base, o juiz obedecerá às seguintes etapas:
a) circunstâncias judiciais, circunstâncias atenuantes, circunstâncias agravantes, causas de diminuição
de pena e causas de aumento de pena.
b) circunstâncias atenuantes, circunstâncias agravantes, causas de diminuição de pena, causas de
aumento de pena e circunstâncias judiciais.
c) circunstâncias agravantes, causas de aumento de pena, circunstâncias judiciais, circunstâncias ate-
nuantes e causas de diminuição de pena.
d) causas de aumento de pena, circunstâncias judiciais, circunstâncias atenuantes, causas de
diminuição de pena e circunstâncias agravantes.
e) circunstâncias agravantes, circunstâncias atenuantes, causas de aumento de pena, causas de
diminuição de pena e circunstâncias judiciais.

87. Pedro é fiscal de rendas e exigiu R$ 3.000,00 de José para não autuar sua empresa por falta de
recolhimento de tributos devidos. José não pagou a quantia exigida e Pedro lavrou o auto de infração e
imposição de multa. Nesse caso, Pedro responderá por crime de
a) concussão tentado.
b) corrupção passiva consumado.
c) corrupção passiva tentado.
d) concussão consumado.
e) excesso de exação.

(DPE-SP, FCC - Defensor Público - 2006)
88. No caso de crime impossível é correto afirmar:
a) Se os meios empregados são ineficazes para alcançar o resultado, mesmo que o agente acredite
que são eficazes e aja para evitar o resultado, haverá crime impossível e não arrependimento eficaz.
b) Se houver absoluta ineficácia do meio a tentativa é atípica, mas punível.
c) A ausência da menção da inidoneidade no art. 17 do Código Penal, que só trata da ineficácia do
meio e da impropriedade do objeto, não pode ser resolvida com a analogia in bonam partem.
d) Nos casos de flagrante preparado, porque o bem está inteiramente protegido, não se pode dizer que
há crime impossível.
e) Para sua configuração é necessário tanto que o meio seja absolutamente ineficaz, quanto que o
objeto seja absolutamente impróprio.

89. A respeito da tentativa, é correto afirmar:
a) Trata-se de uma ampliação, contida na parte especial do Código Penal, da proibição típica.
b) Há tentativa a partir da prática dos atos que antecedem o começo da execução até o momento da
consumação.
c) Não há co-autoria em crime tentado.
d) Enquanto os atos preparatórios ingressam no âmbito do proibido, os atos da tentativa não
ingressam.
e) Se falta algum elemento objetivo do tipo não se pode falar em tentativa.

90. Considerando a adoção do princípio da culpabilidade pelo Código Penal, é correto afirmar que a
a) culpabilidade não interfere na medida da pena.
b) culpabilidade se refere ao autor.
c) culpabilidade se refere ao fato.
d) análise da culpabilidade compete ao juiz do processo de conhecimento e ao juiz do processo de
execução.
e) análise da culpabilidade não é essencial para a individualização da pena.

91. Quem, embora prevendo o resultado, não o aceita como possível, esperando sinceramente que
não ocorrerá, age com
a) dolo eventual.
b) culpa consciente.
c) dolo indireto.
d) culpa inconsciente.
e) dolo específico.

92. Salvo disposição em contrário, pune-se a tentativa com a pena correspondente ao crime
consumado, diminuída de um a dois terços. A redução de pena decorrente da tentativa deve resultar
a) do iter criminis percorrido pelo agente em direção à consumação do delito.
b) da prevalência das circunstâncias atenuantes sobre as circunstâncias agravantes.
c) da maior ou menor periculosidade do agente, tendo em conta os dados constantes do processo.
d) da valoração dos antecedentes do agente, especialmente da primariedade e da reincidência.
e) da intensidade do dolo, do grau da culpa, e dos motivos determinantes da conduta delituosa.

93. (TCE-PB, FCC - Auditor de Contas Públicas - 2006) José, João e Pedro são policiais em serviço
de fiscalização de trânsito. José exige a quantia de R$ 100,00 de Luiz para não multá-lo por trafegar na
contramão de direção. João solicita a Paulo a quantia de R$ 50,00 para não multá-lo por parar sobre a
faixa de travessia de pedestres, e Pedro deixa de multar Joaquim, que trafegava com veículo com
licenciamento vencido, porque este relatou estar em dificuldades financeiras. José, João e Pedro
responderão, respectivamente, por
a) corrupção passiva, prevaricação e concussão.
b) corrupção passiva, concussão e prevaricação.
c) prevaricação, concussão e corrupção passiva.
d) concussão, corrupção passiva e prevaricação.
e) concussão, prevaricação e corrupção passiva.

94. (TRF-3ª Região, FCC - Analista Judiciário - 2007) Agindo com negligência, João esquece sobre o
balcão da repartição onde exerce cargo público documento que contém segredo, de forma que terceira
pessoa tem acesso a ele. Assim agindo, João
a) pratica crime de violação de sigilo funcional porque o dolo é presumido.
b) só pratica crime se o terceiro que teve conhecimento do segredo revelá-lo para outras pessoas.
c) não pratica crime, porque o Código Penal não prevê a modalidade culposa de violação de sigilo
funcional.
d) pratica crime de violação de sigilo funcional porque presente o dolo eventual.
e) pratica crime de condescendência criminosa.

95. Mário está sendo acusado pela prática de crime de furto em concurso de pessoas. Arrependido de
sua conduta resolve colaborar efetiva e voluntariamente para a investigação e com o processo criminal,
resultando dessa colaboração, a recuperação parcial do produto do crime. De acordo com a Lei n.
9.807/99, o Juiz
a) poderá, a requerimento das partes ou do Ministério Público, conceder o perdão judicial e a
consequente extinção da punibilidade de Mário, sendo vedada à concessão de ofício.
b) não poderá conceder o perdão judicial a Mário, uma vez que a colaboração restou na recuperação
parcial do produto do crime.
c) poderá, de ofício ou a requerimento das partes, conceder o perdão judicial e a conseqüente extinção
da punibilidade para Mário.
d) só poderia conceder o perdão judicial a Mário, se houvesse praticado crime contra a vida, havendo
localização da vítima com a sua integridade física preservada.
e) só poderia conceder o perdão judicial a Mário na hipótese da colaboração resultar na identificação
dos demais co-autores ou participes da ação criminosa.

96. Considere:
I - Paulo deseja matar José, mas desiste de seu intento.
II - João deseja matar José, adquire veneno, mas se arrepende e também desiste.
III - Luiz deseja matar José, adquire veneno, coloca na xícara de café deste, mas se arrepende e
impede o mesmo de ingeri-lo.
IV - Pedro deseja matar José, adquire veneno, coloca na xícara de café deste; José toma o veneno,
mas é levado por sua empregada a um hospital, onde os médicos conseguem salvá-lo.
Há tentativa de homicídio nas hipóteses indicadas APENAS em
a) IV.
b) III.
c) III e IV.
d) II, III e IV.
e) I e II.

97. Inclui-se dentre as causas excludentes da ilicitude
a) a coação física irresistível.
b) o estado de necessidade.
c) a legítima defesa putativa.
d) a coação moral irresistível.
e) o desconhecimento da lei.

98. João oferece dinheiro a um Delegado de Polícia para não indiciá-lo num inquérito policial. O
Delegado de Polícia aceita a proposta e ambos passam a discutir o preço.
Nesse momento, são surpreendidos pela Corregedoria, que estava filmando a ação delituosa. O
Delegado de Polícia responderá por
a) tentativa de concussão.
b) tentativa de corrupção passiva.
c) corrupção ativa consumada.
d) concussão consumada.
e) corrupção passiva consumada.

99. Tício foi denunciado pelo Ministério Público por fato que, pela lei vigente na época em que foi
praticado, era punido com pena de reclusão. Durante a tramitação da ação penal, entrou em vigência
outra norma legal, estabelecendo somente a pena de multa para o fato que lhe foi imputado. Nesse
caso, será aplicável a Tício a pena de
a) reclusão, em decorrência da aplicação do princípio da anterioridade da lei penal.
b) reclusão, em decorrência do princípio que estabelece que a lei rege os fatos praticados durante a
sua vigência.
c) multa, por força do princípio da retroatividade da lei penal mais benigna.
d) reclusão, em face do princípio da legalidade, que estabelece que não há pena sem prévia
cominação legal.
e) reclusão e a pena de multa, pela combinação dos princípios da legalidade e da ultratividade.

(PGE-SE, FCC - Procurador do Estado - 2005)
100. Crimes materiais são aqueles
a) que se consumam antecipadamente, sem dependência de ocorrer ou não o resultado desejado pelo
agente.
b) em que a lei só descreve a conduta do agente, não aludindo a qualquer resultado.
c) em que a lei descreve a conduta do agente e o seu resultado.
d) em que o agente, por deixar de fazer o que estava obrigado, produz o resultado.
e) em que a lei não descreve a conduta do agente.

101. A chamada participação de menor importância constitui
a) circunstância atenuante.
b) causa de exclusão da tipicidade.
c) causa supralegal de exclusão da ilicitude.
d) causa geral de diminuição da pena.
e) causa legal de exclusão da culpabilidade.

102. (TCE-MG, FCC - Auditor - 2005) A coação moral irresistível exclui a
a) conduta.
b) culpabilidade.
c) tipicidade.
d) ilicitude.
e) antijuridicidade.

(MPE-SP, FCC - Promotor de Justiça - 2005)
103. Aponte a única alternativa na qual todas as quatro classificações são apropriadas ao delito
definido no art. 269, do CP - Deixar o médico de denunciar à autoridade pública doença cuja
notificação é compulsória.
a) Crime omissivo impróprio, norma penal em branco, crime de perigo e crime que admite tentativa.
b) Crime omissivo puro, crime que não admite tentativa, crime de consumação antecipada, crime de
ação múltipla.
c) Crime omissivo puro, crime próprio, norma penal em branco e crime de mera conduta.
d) Crime próprio, crime formal, crime de ação única e crime comissivo por omissão.
e) Crime que não admite nenhuma forma de concurso de pessoas, crime que não admite tentativa,
crime permanente e crime formal.

104. É unicamente correto afirmar que
a) o delito de quadrilha só se consuma com a prática de qualquer delito pelo bando ou por alguns de
seus integrantes.
b) ao dispor sobre crimes tentados, o Código Penal prevê possibilidade de casos com resposta penal
equivalente à dos consumados.
c) em se tratando de contravenção penal, a punibilidade da tentativa segue as regras do Código Penal.
d) crime falho é outra designação dada à tentativa imperfeita.
e) o Código Penal condiciona o reconhecimento da modalidade tentada de determinado crime à
existência, na Parte Especial, de previsão específica quanto à sua admissibilidade.

105. Entre outras disposições, a Lei n. 11.106, de 28 de março de 2005, revogou:
I - o art. 217, do Código Penal, que definia o delito de sedução;
II - o inciso III, do art. 226 do Código Penal, que estabelecia aumento de pena em razão da condição
de casado do autor de crime contra os costumes.
Assinale, então, a única alternativa incorreta.
a) Em I, está definida a chamada abolitio criminis.
b) II é norma que se encaixa no conceito de Lex mitior: ao suprimir causa de aumento de pena, pode
favorecer o agente com definição de resposta penal menos rigorosa que a lei anterior.
c) II não pode ser aplicada retroativamente para beneficiar agente que já está condenado por sentença
transitada em julgado.
d) Em virtude de I, deve cessar de imediato a execução da pena resultante de condenação definitiva
pelo delito de sedução.
e) Por seu conteúdo e caráter retroativo, I retrata hipótese de extinção de punibilidade, prevista no art.
107 do Código Penal.

106. Assinale a alternativa que está em desacordo com disposição do Código Penal relacionada com
circunstâncias agravantes.
a) A agravação da pena é obrigatória, ainda que a circunstância funcione, também, como elementar do
crime.
b) A enumeração das agravantes é taxativa.
c) A incidência de uma agravante não pode conduzir a pena para além do patamar máximo cominado
ao crime.
d) Descaracterizada a reincidência, pelo decurso do prazo de 5 anos, a condenação anterior pode ser
considerada a título de maus antecedentes.
e) O Código Penal não estabelece limite máximo de idade quando se refere à "criança" como
agravante.

107. Assinale a alternativa incorreta: Perante o Código Penal, a condição de reincidente em crime
doloso
a) é prevista como preponderante no concurso de circunstâncias agravantes e atenuantes.
b) é relevante na aferição do estágio mínimo de cumprimento de pena exigido para o livramento
condicional.
c) constitui causa interruptiva de prescrição.
d) configura pressuposto necessário à imposição de medida de segurança.
e) exerce influência no cálculo do prazo da prescrição da pretensão executória.

108. Aponte a única alternativa que não constitui entendimento jurisprudencial objeto de Súmula do
Superior Tribunal de Justiça, envolvendo circunstâncias agravantes ou atenuantes.
a) Para efeitos penais, o reconhecimento da menoridade do réu requer prova por documento hábil.
b) A reincidência não influi no prazo da prescrição da pretensão punitiva.
c) A incidência de circunstância atenuante não pode conduzir à redução da pena para abaixo do
mínimo legal.
d) A confissão perante a autoridade policial configura circunstância atenuante mesmo quando retratada
em Juízo.
e) A reincidência penal não pode ser considerada como circunstância agravante e, simultaneamente,
como circunstância judicial.

109. Considere os seguintes enunciados, relacionados com os temas de imputabilidade penal (CP, art.
26) e medida de segurança:
I - Não é cabível imposição de medida de segurança aos plenamente imputáveis.
II - Nos casos de semi-imputabilidade, não é permitida a cumulação da pena e medida de segurança.
III - Nas hipóteses de inimputabilidade plena, a regra é a absolvição seguida de imposição de medida
de segurança consistente em internação em hospital de custódia e tratamento, podendo o juiz optar
pelo tratamento ambulatorial no caso de crime punido com detenção.
Estão em conformidade com o sistema estabelecido no Código Penal,
a) apenas I e II.
b) apenas II e III.
c) apenas I e III.
d) nenhum dos três.
e) todos os três.

110. Aponte a alternativa que está em desacordo com disposição do Código Penal envolvendo
concurso de crimes.
a) No concurso formal e no crime continuado, a pena final não poderá exceder aquela que resultaria da
cumulação.
b) É possível o reconhecimento da continuidade delitiva entre crimes consumados e tentados.
c) Nos casos de concurso material, a prescrição incide sobre a soma das penas cominadas ou
aplicadas a cada crime.
d) Na condenação por roubo em concurso formal perfeito, as multas devem ser aplicadas
cumulativamente.
e) No concurso de crimes culposos, a substituição por restritivas de direito é possível qualquer que seja
o total das penas privativas de liberdade.

111. Perante o Código Penal, a chamada embriaguez preordenada pode, por si só,
a) conduzir à exclusão da imputabilidade penal.
b) constituir causa de diminuição de pena.
c) render ensejo à incidência de circunstância atenuante.
d) configurar circunstância agravante.
e) caracterizar qualificadora do crime de homicídio.

112. Assinale a alternativa que está em desacordo com disposição do Código Penal relacionada com
pena de multa.
a) Relativamente à multa, a prescrição da pretensão punitiva opera-se sempre em 2 anos, mesmo nos
casos em que cominada ou aplicada cumulativamente com pena privativa de liberdade.
b) Após o trânsito em julgado da decisão condenatória, aplicam-se à multa as normas pertinentes à
dívida ativa da Fazenda Pública.
c) A quantidade dos dias-multa deve ser estabelecida levando-se em conta as circunstâncias judiciais
que informam a fixação da pena-base.
d) Incabível multa substitutiva se imposta pena privativa de liberdade superior a um ano.
e) A suspensão condicional da pena não se estende à multa.

113. Tendo em conta as regras estabelecidas no Código Penal para a aplicação da pena, é permitido
ao juiz, na sentença condenatória,
a) considerando favoráveis todas as circunstâncias judiciais, estabelecer a "pena-base" aquém do
limite mínimo previsto na lei.
b) atenuar a pena diante de circunstância não prevista expressamente na lei, sendo ela relevante e não
concomitante com o crime.
c) estender o sursis à pena restritiva de direitos.
d) fixar o regime inicial fechado em caso de crime apenado com detenção.
e) fazer incidir como agravante circunstância que qualifica o crime.

114. Aponte a alternativa que está em desacordo com disposições do Código Penal relativas aos
crimes contra o patrimônio.
a) No furto, o reconhecimento da qualificadora do concurso de pessoas independe da identificação dos
co-autores.
b) Não impede a configuração do roubo o fato de o agente intimidar e subjugar a vítima apenas simu-
lando portar arma.
c) O latrocínio pode configurar-se mesmo quando terceiro, alheio aos fatos, seja vítima da violência
empregada pelo agente.
d) A consumação do delito de extorsão mediante seqüestro se dá com a privação de liberdade de
locomoção da vítima, independentemente da obtenção da vantagem.
e) É impunível a receptação de coisa furtada se o autor do furto está acobertado por imunidade penal
absoluta, decorrente de parentesco com o proprietário da coisa.

115. (PGE-SE, FCC - Procurador do Estado - 2005) Constitui ato ilícito aquele praticado
a) em estado de necessidade.
b) em legítima defesa de outrem.
c) com abuso de direito.
d) no exercício regular de um direito reconhecido, salvo com autorização judicial.
e) com reserva mental.

(TRE-MG, FCC - Analista Judiciário - 2005)
116. A ação de Cleópatra ao ministrar um antídoto que neutralizou, em tempo, o veneno dado
anteriormente a Marco Antônio, caracteriza
a) o crime impossível.
b) o arrependimento posterior.
c) a desistência voluntária.
d) o arrependimento eficaz.
e) o crime tentado.

117. O Código Penal vigente não considera pena restritiva de direitos a
a) prestação pecuniária.
b) multa.
c) perda de bens.
d) prestação de serviços à comunidade.
e) limitação de fim de semana.

118. Em relação à aplicação da lei processual no tempo e no espaço, vigoram, respectivamente, os
princípios da
a) intercorrência e o da territorialidade, somado ao da pluralidade processual.
b) retroatividade e o da nacionalidade, junto com o da dualidade processual.
c) irretroatividade e o da proteção social, acrescentado ao da pluralidade processual.
d) ultra-atividade e o da personalidade, em conjunto com a unidade processual.
e) imediatidade e o da territorialidade, somado ao da unidade processual.

(TRE-RN, FCC - Analista Judiciário - 2005)
119. Também são requisitos da legítima defesa e do estado de necessidade
a) um perigo a direito próprio ou alheio e o uso moderado dos meios necessários.
b) o uso moderado dos meios necessários e um bem sacrificado de valoração inferior ou igual ao
preservado.
c) a inexistência de dever legal de enfrentar o perigo e a defesa de direito próprio ou alheio.
d) um perigo, atual ou iminente, e uma agressão injusta, atual ou iminente, por parte do agente.
e) um bem sacrificado de valoração inferior ou igual ao bem preservado e uma ação causada
dolosamente pelo agente.

120. No que se refere aos elementos da infração penal, considere os tipos abaixo.
I - Aquele em que a lei incrimina alternativamente vá-rias formas de conduta dentro do mesmo tipo a
exemplo de destruir, subtrair, ou ocultar cadáver.
II - Aquele em que define uma causa excludente de criminalidade, como a legítima defesa ou o estado
de necessidade,
III - Aquele em que a tipicidade só pode ser avaliada com o auxílio de outro tipo, chamado tipo ou
extensão ou tipo secundário, ou, ainda, de um critério de extensão. Esses tipos são conhecidos,
respectivamente, como
a) derivado, subjetivo e dependente.
b) Misto, permissivo e aberto.
c) aberto, fechado e subjetivo.
d) permissivo, aberto e misto.
e) em sentido amplo, aberto e total de injusto.

121. Em matéria de culpabilidade, são consideradas causas dirimentes, entre outras,
a) a idade inferior a 18 anos e o estrito cumprimento do dever legal.
b) a obediência hierárquica e o exercício regular do direito.
c) o erro de proibição e o desenvolvimento mental incompleto ou retardado.
d) a embriaguez fortuita completa e o estado de necessidade próprio.
e) o exercício regular do direito e o estrito cumprimento do dever legal.

122. Armando, do comércio ambulante, utiliza-se de artifício ardiloso e fraudulento e convence Eugênio
a entregar um aparelho de "DVD" para Estela. Após a entrega desse aparelho, Estela desaparece,
levando consigo o re-ferido "DVD" no que resulta prejuízo patrimonial para Eugênio. Entretanto, Estela
não estimulou a conduta de Armando, mas ao receber esse aparelho tinha conhecimento de que fora
obtido pelos meios ilícitos acima apontados. Nesses casos, Armando e Estela respondem,
respectivamente, pelos crimes de
a) estelionato e disposição de coisa alheia como própria.
b) fraude na entrega de coisa e estelionato.
c) fraude no comércio e apropriação indébita.
d) estelionato e receptação.
e) fraude na entrega de coisa e disposição de coisa alheia como própria.

(TRT-11ª Região, FCC - Juiz do Trabalho - 2005)
123. No dolo eventual,
a) o agente quer determinado resultado e tem a intenção de provocá-lo.
b) o agente, conscientemente, aceita o risco de produzir o resultado.
c) o agente prevê o resultado, mas espera que este não aconteça.
d) o agente não prevê o resultado, embora este seja previsível.
e) a vontade do agente visa a um ou a outro resultado.

124. No que concerne aos delitos culposos, é correto afirmar que
a) tais delitos prescindem de nexo causal entre a conduta e o resultado.
b) é inadmissível o concurso de pessoas.
c) a culpa concorrente da vítima não elide a responsabilidade do agente.
d) a inobservância de disposição regulamentar faz presumir a culpa.
e) é dispensável a previsibilidade do resultado pelo agente.

125. Exclui a culpabilidade
a) o erro inevitável sobre a ilicitude do fato.
b) o arrependimento eficaz.
c) a desistência voluntária.
d) o estrito cumprimento do dever legal.
e) o exercício regular de direito.

(TRT-23ª Região, FCC - Analista Judiciário - 2004)
126. Considera-se crime tentado aquele em que, por circunstâncias alheias à vontade do agente, não
ocorreu a consumação, desde que tenha havido
a) instigação.
b) prática de atos preparatórios.
c) cogitação.
d) início de execução.
e) ajuste.

127. Dentre os elementos do crime doloso NÃO se inclui a
a) consciência do resultado.
b) noção da conduta.
c) imprudência, imperícia ou negligência.
d) consciência do nexo causal entre conduta e resultado.
e) vontade de praticar a conduta e alcançar o resultado.

128. Considere as afirmativas a respeito das penas, em conformidade com o Direito Penal brasileiro.
I - Remissão é o cômputo, na pena privativa de liberdade, do tempo de prisão provisória ou de prisão
administrativa anterior à condenação.
II - O trabalho do preso será sempre remunerado, sendo-lhe garantidos os benefícios da Previdência
Social.
III - De acordo com a legislação vigente, as penas restritivas de direitos são autônomas e substitutivas.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I.
b) II.
c) I e II.
d) I e III.
e) II e III.

129. A respeito do crime tentado e consumado, é correto afirmar que,
a) se o agente é impedido por terceiros de prosseguir na execução do delito, não responde por
tentativa.
b) quando nele se reúnem todos os elementos de sua definição legal, diz-se o crime consumado.
c) tanto nos crimes dolosos como nos crimes culposos, pode ser reconhecida a tentativa.
d) pela legislação brasileira, a pena do crime tentado é a mesma do crime consumado.
e) havendo premeditação e ajuste, há tentativa mesmo que não tenha sido iniciada a execução do
crime.

130. A respeito da imputabilidade penal, é certo que a
a) embriaguez culposa pelo álcool ou substância análoga, exclui a responsabilidade penal se, em
conseqüência desta, o agente fica incapacitado de entender o caráter criminoso do fato e de
determinar-se de acordo com esse entendimento.
b) emoção é um estado de ânimo ou de consciência que, sob uma impressão atual, produz violenta e
transitória perturbação do equilíbrio psíquico e que, por isso, exclui a responsabilidade penal.
c) embriaguez voluntária pelo álcool ou substância análoga exclui a responsabilidade penal se, em
conseqüência desta, o agente fica incapacitado de entender o caráter criminoso do fato.
d) pena pode ser reduzida de um a dois terços, se o agente, por embriaguez, proveniente de caso for-
tuito ou força maior, não possuía, ao tempo da ação, a plena capacidade de entender o caráter cri-
minoso do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.
e) paixão exclui a responsabilidade penal, por ser um estado emocional intenso e duradouro, que se
traduz em profunda crise psicológica, atingindo a integridade do corpo e da mente.

131. Considere as afirmativas a respeito do concurso de pessoas:
I - O auxílio após a consumação do crime terá o caráter de participação, se prometido antes ou durante
a execução do delito.
II - Na fase de cogitação, mesmo consumado o delito, não se admite co-autoria, nem participação, que
só podem ter lugar após o início da execução.
III - Se um dos concorrentes quis participar de crime menos grave, ser-lhe-á imposta a pena deste;
essa pena será aumentada até metade, na hipótese de ter sido previsível o resultado mais grave.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I.
b) I e II.
c) I e III.
d) II.
e) II e III.

132. A transferência do reeducando do regime aberto para o semi-aberto denomina-se
a) promoção.
b) progressão.
c) detração.
d) remissão.
e) regressão.

(MPU, FCC - Analista Judiciário - 2004)
133. Quanto ao arrependimento posterior, previsto no artigo 16 do Código Penal, pode-se afirmar que
a) não há limite temporal para a sua aplicação.
b) a redução de pena é aplicável aos crimes cometidos com ou sem violência ou grave ameaça à
pessoa.
c) se trata de mera atenuante e não de causa obrigatória de diminuição de pena.
d) a pena pode ser reduzida de 1 (um) a 2/3 (dois terços).
e) a reparação do dano exigida não precisa ser efetiva, bastando a simples intenção de fazê-la.

134. A diferença entre dolo eventual e culpa consciente consiste no fato de que
a) no dolo eventual a vontade do agente visa a um ou outro resultado; e na culpa consciente o sujeito
não prevê o resultado, embora este seja previsível.
b) no dolo eventual a vontade do agente não visa a um resultado preciso e determinado; e na culpa
consciente o agente conscientemente admite e aceita o risco de produzir o resultado.
c) no dolo eventual, não é suficiente que o agente tenha se conduzido de maneira a assumir o
resultado, exige-se mais, que ele haja consentido no resultado; já na culpa consciente, o sujeito prevê
o resultado, mas espera que este não aconteça.
d) se o agente concordou em última instância com o resultado, não agiu com dolo eventual, mas com
culpa consciente.
e) se não assumiu o risco de produzir, mas tão-só agiu com negligência, houve dolo eventual e não
culpa consciente.

135. O erro quanto à pessoa contra a qual o crime é praticado:
a) isenta o réu de pena, pois o agente visa a atingir certa pessoa e, por acidente ou erro no uso dos
meios de execução, vem a atingir outra.
b) não isenta o réu de pena; no entanto, as qualidades ou condições que contarão para qualificar ou
agravar o delito, serão as da vítima que se pretendia atingir e não as da efetivamente ofendida.
c) não isenta o réu de pena, e o erro é reconhecido quando o resultado do crime é único e não houve
intenção de atingir pessoa determinada.
d) isenta o réu de pena, e ocorre quando o agente, por erro plenamente justificado pelas
circunstâncias, supõe situação de fato que, se existisse, tornaria a ação legítima.
e) não isenta o réu de pena; no entanto, as qualidades ou condições da vítima efetivamente atingida é
que contarão para qualificar ou agravar o delito.

136. Podemos afirmar que a culpabilidade é excluída quando
a) o crime é praticado em obediência à ordem, manifestamente legal, de superior hierárquico.
b) há embriaguez fortuita incompleta.
c) há erro inevitável sobre a ilicitude do fato.
d) há coação moral resistível.
e) há desenvolvimento mental completo.

(MPU, FCC - Técnico Judiciário - 2004)
137. Em se tratando de extraterritorialidade, pode-se afirmar que se sujeitam à lei brasileira, embora
praticados no estrangeiro,
a) os crimes contra a administração pública, por quem não está a seu serviço.
b) os crimes de genocídio, ainda que o agente não seja brasileiro ou domiciliado no Brasil.
c) os crimes praticados em aeronaves ou embarcações brasileiras, quando em território estrangeiro,
mesmo que aí sejam julgados.
d) os crimes contra o patrimônio ou a fé pública da União, do Distrito Federal, de Estado ou de
Município.
e) os crimes contra o patrimônio praticados contra o presidente da República.

138. É correto afirmar que
a) pelo resultado que agrava especialmente a pena, só responde o agente que o houver causado
dolosamente.
b) o erro quanto à pessoa contra a qual o crime é praticado isenta de pena.
c) responde pelo crime o terceiro que não determina o erro.
d) é isento de pena quem, por erro plenamente justificado pelas circunstâncias, supõe situação de fato
que, se existisse, tornaria a ação legítima.
e) no caso de erro sobre a pessoa, consideram-se para efeitos penais, as condições ou qualidades da
vítima efetivamente atingida.

139. No tocante à relação de causalidade, prevista no art. 13 do Código Penal, pode-se afirmar que
a) a superveniência de causa relativamente dependente exclui a imputação quando, por si só, produziu
o resultado.
b) a omissão é penalmente relevante quando o omitente não podia e não devia agir para evitar o
resultado.
c) a superveniência de causa relativamente independente não exclui a imputação quando, por si só,
produziu o resultado.
d) o resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a quem lhe deu causa.
e) se considera causa somente a ação sem a qual o resultado teria ocorrido.






GABARITO e COMENTÁRIOS
01. B
Alternativa B - ERRADA
O enunciado da questão pede a alternativa incorreta. Assim, a alternativa em análise está incorreta em
face do que dispõe o art. 13, § 2°, do CP: "A omissão é penalmente re-levante quando o omitente devia
e podia agir para evitar o resultado. O dever de agir incumbe a quem: a) tenha por lei obrigação de
cuidado, proteção ou vigilância; b) de outra forma, assumiu a responsabilidade de impedir o resultado;
c) com seu comportamento anterior, criou o risco da ocorrência do resultado." Portanto, não há que se
falar em
"
não causa
"
a isentar o agente de responsabilidade.
Alternativa A - CERTA
O enunciado da questão pede a alternativa incorreta. Essa alternativa A está correta, uma vez que a
concausa superveniente absolutamente independente, no campo do nexo causal, efetivamente,
nenhuma ligação tem com o procedimento inicial do agente.
Alternativa C - CERTA
O enunciado da questão pede a alternativa incorreta. A alternativa em análise está absolutamente
correta do ponto de vista doutrinário, já que a concausa superveniente relativamente independente
que, por si só, produziu o resultado é, de fato, a que forma novo processo casual, que se substitui ao
primeiro, não estando em posição de homogeneidade com o comportamento do agente.
Alternativa D - CERTA
O enunciado da questão pede a alternativa incorreta. Caso fortuito é aquele que ocorre de modo
inevitável, imprevisível, sem a vontade do agente, que não age com dolo ou culpa. Ex.: problema
mecânico apresentado pelo veículo, fazendo com que o motorista, sem condições de controlá-lo,
atropele e mate um transeunte. Na presença de caso fortuito, inexiste fato típico.
Alternativa E - CERTA
O enunciado da questão pede a alternativa incorreta. Também chamada de teoria da "conditio sine qua
non ", foi a Teoria da Equivalência dos Antecedentes adotada pelo nosso Código Penal, no art. 13. De
acordo com essa teoria, tudo quanto concorre para o resultado é causa. Todas as forças concorrentes
para o evento, no caso concreto, apreciadas, quer isolada, quer conjuntamente, equivalem-se na
causalidade.

02. A
Alternativa A - CERTA
Espécies de culpa: a) Culpa inconsciente, na qual o resultado não é previsto pelo agente, embora
previsível. É a culpa comum, normal, manifestada pela imprudência, negligência ou imperícia. É a
forma típica de culpa. b) Culpa consciente (ou culpa com previsão), na qual o resultado é previsto pelo
agente, que espera inconsideradamente que não ocorra ou que possa evitá-lo. Exemplo difundido na
doutrina é o do agente que, em uma caçada, percebe que um animal se encontra nas proximidades de
seu companheiro, estando ciente de que, disparando a arma, poderá acertá-lo. Confiante em sua
perícia com armas de fogo, atira e mata o companheiro.
Alternativa B - ERRADA
No dolo eventual, o agente tolera a produção do resultado, pois o evento lhe é indiferente; tanto faz que
ocorra ou não. Na culpa consciente, o agente não quer o resultado, não assume o risco nem ele lhe é
tolerável ou indiferente. O evento lhe é previsto, mas confia em sua não-produção.
Alternativa C - ERRADA
Não existe compensação de culpas no Direito Penal.
Alternativa D - ERRADA
Dolo direto ou determinado: é a vontade de praticar a conduta e produzir o resultado. Dolo indireto ou
indeterminado: ocorre quando a vontade do sujeito não se dirige a certo e determinado resultado. O
dolo indireto possui duas formas: dolo alternativo, quando a vontade do sujeito se dirige a um ou outro
resultado, indiferentemente. Ex.: o agente desfere golpes de faca na vítima com intenção alternativa:
matar ou ferir; dolo eventual, quando o sujeito assume o risco de produzir o resultado, ou seja, aceita o
risco de produzi-lo. O agente não quer o resultado, pois, se assim fosse, ocorreria o dolo direto. O dolo
eventual não se dirige ao resultado, mas sim à conduta, percebendo o agente que é possível causar o
resultado. Ex.: motorista dirigindo em velocidade excessiva aceita a possibilidade de atropelar um
pedestre.
Alternativa E - ERRADA
A conduta culposa torna-se típica a partir do momento em que não tenha o agente observado o
cuidado necessário nas relações com outrem.

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CRIMES CONTRA A PESSOA - QUESTÕES DO CESPE

(POLÍCIA CIVIL - RN, Cespe - Escrivão - 2009)
01. João instigou Leo a quebrar o braço de Rui, para que este não participasse de competição de luta.
Leo começou a bater em Rui e resolveu espancá-lo até a morte.
A respeito dessa situação hipotética, assinale a opção correta.
a) João e Leo responderão pelo crime de homicídio doloso, porque este foi o resultado final da conduta
instigada por João.
b) João não responderá pela prática de crime, pois a instigação não é punível no ordenamento jurídico
brasileiro, exceto quando expressamente prevista no tipo legal.
c) Leo responderá como autor de homicídio culposo e João, como mandante.
d) João responderá pelo crime de lesão corporal, porque quis participar de crime menos grave do que o
cometido por Leo.
e) João e Leo responderão pelo crime de lesão corporal seguida de morte, porque assumiram o risco
de produzir o resultado morte.

02. Com relação aos crimes contra a pessoa, assinale a opção correta.
a) No crime de abandono de recém-nascido, o sujeito ativo só pode ser a mãe e o sujeito passivo é a
criança abandonada.
b) Não é punido o médico que pratica aborto, mesmo sem o consentimento da gestante, quando a
gravidez é resultado de crime de estupro.
c) A mulher que mata o filho logo após o parto, por estar sob influência do estado puerperal, não
comete crime.
d) A pessoa que imputa a alguém fato definido como crime, tendo ciência de que é falso, comete o
crime de difamação.
e) A conduta do filho que, contra a vontade do pai, o mantém internado em casa de saúde, privando-o
de sua liberdade, é atípica.

03. Um menor de idade, ao passar por uma casa e perceber que uma mangueira estava repleta de
frutas, resolveu invadir a propriedade no intuito de consumir algumas mangas. No momento em que
estava saciando a fome, o proprietário avistou o ocorrido e, com o objetivo de proteger seu patrimônio,
efetuou disparo em direção ao rapaz, causando-lhe a morte. Nessa situação, a conduta do proprietário
caracteriza
a) crime contra a pessoa.
b) conduta atípica.
c) exercício regular de direito.
d) legítima defesa.
e) inexigibilidade de conduta diversa.


GABARITO
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CRIMES CONTRA A PESSOA - QUESTÕES COMENTADAS DE CONCURSOS

01. (TJDFT, Cespe - Analista Judiciário - 2003) Considerando os delitos contra a pessoa, julgue os
itens abaixo.
I - Havendo morte ou lesão corporal de natureza grave durante uma rixa, todos os seus participantes
deverão sofrer maior punição, independentemente de serem ou não responsáveis pelo resultado,
incidindo no crime de rixa qualificada.
II - Considere a seguinte situação hipotética.
Mário e Bruno, pretendendo matar Nilo, mediante o uso de arma de fogo, postaram-se de emboscada,
ignorando cada um o comportamento do outro. Ambos atiraram na vítima, que veio a falecer em virtude
dos ferimentos ocasionados pelos projéteis disparados pela arma de Bruno.
Nessa situação, é correto afirmar que Mário e Bruno são co-autores do homicídio perpetrado.
III - No homicídio preterintencional ou preterdoloso, o agente deverá responder por culpa em relação ao
resultado morte.
IV - Considere a seguinte situação hipotética.
Jorge e Lucas, sob juramento, decidiram morrer na mesma ocasião. Para isso ambos trancaram-se em
um quarto hermeticamente fechado e Jorge abriu a torneira de um botijão de gás; todavia, apenas
Lucas morreu.
Nessa situação, Jorge deverá responder por participação em suicídio.
V - Nos crimes de difamação e injúria, havendo a retratação do ofensor antes da sentença, extingue-se
a punibilidade.
Estão certos apenas os itens
a) I e III.
b) I e V.
c) II e III.
d) II e IV.
e) IV e V.

02. (MPU - Promotor de Justiça - 2002) Acerca dos crimes contra a vida, assinale a opção incorreta.
a) No homicídio preterintencional, o agente responderá por culpa com relação ao resultado morte.
b) Apenas o motivo de relevante valor social ou moral torna privilegiado o homicídio.
c) A gravidade das lesões causadas culposamente somente influenciará a aplicação da pena, pois não
é motivo de aumento da pena abstratamente cominada.
d) O crime de induzimento, instigação ou auxílio a suicídio consuma-se apenas com a ocorrência de
morte ou lesão corporal de natureza grave.

(MPU - Promotor de Justiça - 2002)
03. O indivíduo A conduzia seu veículo pela Av. W3 Sul, com excesso de velocidade, e colidiu com
uma motocicleta, conduzida pelo indivíduo B, que trafegava regularmente pela via em questão. Da
colisão, saiu lesionado o indivíduo C, que ocupava a garupa da motocicleta. Os condutores
supracitados, bem como as pessoas que passavam pelo local, apesar de poderem fazê-lo, não
prestaram socorro á vítima.
Acerca dessa situação, julgue os itens abaixo.
I - O condutor A responderá pelo crime de lesões corporais em concurso com o delito de omissão de
socorro, ambos previstos na Lei n° 9.503/1997 (Código de Trânsito Brasileiro).
II - O condutor B responderá pelo crime de omissão de socorro tipificado na Lei n° 9.503/1997.
III - As pessoas que passavam pelo local responderão pela omissão de socorro tipificada no art. 135 do
CP.
Assinale a opção correta.
a) Apenas o item I está correto.
b) Apenas o item II está correto.
c) Apenas os itens I e II estão corretos.
d) Apenas os itens II e III estão corretos.

04. Com relação aos crimes contra a honra, assinale a opção correta.
a) No crime de difamação, exige-se que o agente tenha consciência da falsidade da imputação.
b) A consumação do crime de calúnia ocorre quando a vítima, por qualquer forma, toma conhecimento
da falsa imputação de crime que lhe foi feita.
c) Como a injúria não está relacionada a fato preciso, mas às qualidades da vítima, não admite a
exceção da verdade, pois referidas qualidades não podem ser questionadas pelo agente.
d) A falsa imputação de crime a alguém, com o objetivo de ser instaurada investigação policial,
caracteriza o crime de calúnia.

05. (MP-AM, Cespe - Promotor de Justiça - 2001) Tibúrcio praticou um homicídio sob o domínio de
violenta emoção, logo em seguida à injusta provocação da vítima, com o uso de asfixia. Na ocasião,
apesar de ser maior de dezoito e menor de 21 anos de idade, era reincidente, confessou a autoria da
infração penal perante a autoridade judiciária e no plenário do júri.
Julgue os itens que se seguem, relativos à situação hipotética apresentada e à legislação a ela
pertinente.
I - Tibúrcio praticou um crime de homicídio privilegiado-qualificado.
II - O homicídio privilegiado-qualificado é crime hediondo, insuscetível de comutação de pena.
III - Caso Tibúrcio venha a ser condenado pelo júri popular, o juiz presidente deverá observar o critério
trifásico na dosimetria da pena, sob pena de nulidade da sentença.
IV - De acordo com a jurisprudência dominante, a circunstância atenuante da menoridade relativa não
é preponderante sobre as demais.
V - No caso de condenação de Tibúrcio, reconhecidas as atenuantes da menoridade e confissão
espontânea, o juiz presidente poderá fixar a pena privativa de liberdade em quantidade inferior ao
mínimo previsto no tipo.
Estão corretos apenas os itens
a) I e II.
b) I e III.
c) II e IV.
d) III e V.
e) IV e V.

06. (PC-DF, Cespe - Escrivão - 2000) Acerca dos crimes contra a pessoa, assinale a opção correta.
a) Considere a seguinte situação hipotética.
Márcia e Cristina realizaram um pacto de morte e se trancaram em um ambiente hermeticamente
fechado e equipado com botijão de gás. Márcia abriu a torneira do gás e morreu intoxicada; Cristina
sobreviveu. Nesse caso, Cristina responderá pelo crime de induzimento, instigação ou auxílio a
suicídio.
b) Considere a seguinte situação hipotética.
Uma mulher, logo após o parto e sob influência do estado puerperal, ceifou a vida da enfermeira que a
auxiliava.
Nesse caso, a referida mulher responderá por infanticídio.
c) Considere a seguinte situação hipotética.
José desfechou cinco tiros de revólver contra sua esposa, que estava notoriamente grávida de oito
meses; esta veio a falecer em face dos ferimentos sofridos, resultando também a morte fetal intra-
uterina.
Nessa situação, José responderá somente pelo crime de homicídio.
d) Considere a seguinte situação hipotética.
Um indivíduo, tendo dúvida de que estava contaminado com moléstia venérea – blenorragia – manteve
relação sexual com uma prostituta, vindo a infectá-la.
Nesse caso, pelo fato de a prostituta ter consentido a relação sexual, sabendo do risco de
contaminação, o indivíduo não responderá pelo crime de perigo de contágio venéreo.
e) Considere a seguinte situação hipotética.
Um indivíduo, a título de correção, amarrou sua esposa ao pé da cama e prolongou excessivamente a
sua segregação em um quarto escuro.
Nesse caso, o indivíduo responderá pelo crime de maus-tratos.

(MPU - Promotor de Justiça - 1998)
07. Julgue os itens que se seguem.
I - Quem induz um alienado mental, desprovido de discernimento, a se suicidar não comete o crime de
induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio, mas o crime de homicídio.
II - No crime de homicídio, será torpe o motivo se for daqueles insignificantes, sem importância,
totalmente desproporcionado em relação ao crime, em vista de sua banalidade.
III - No crime de perigo para a vida ou a saúde de outrem, o perigo deverá ser concreto.
IV - Só responderá pelo crime de omissão de socorro o agente que precedentemente à conduta
omissiva haja assumido o dever legal de impedir o resultado.
Estão corretos apenas os itens
a) I e III.
b) II e IV.
c) I, II e III.
d) II, III e IV.

08. Acerca dos crimes contra a honra, assinale a opção correta.
a) A prostituta não pode ser vítima do crime de calúnia.
b) Para que se consume o crime de calúnia, faz-se necessário que terceira pessoa, que não a vítima,
tenha conhecimento da conduta objetiva do agente.
c) A difamação protege a honra subjetiva, enquanto a injúria protege a honra objetiva.
d) A denominada imunidade judiciária alcança a calúnia, a injúria e a difamação.

09. Julgue os itens a seguir.
I - O constrangimento ilegal é crime subsidiário.
II - O crime de redução à condição análoga à de escravo é crime permanente.
III - O roubo qualificado pelo resultado morte (latrocínio) não admite a forma tentada.
IV - Na legislação penal comum, não há o crime de dano culposo, o qual, entretanto, é crime na
legislação penal militar (art. 266, do CPM).
Estão corretos apenas os itens
a) I e III.
b) III e IV.
c) I, II e IV.
d) II, III e IV.





GABARITO COMENTADO

01. A
I - Certo. O resultado mais grave (morte ou lesão corporal de natureza grave) é condição de maior
punibilidade e todos os participantes, independentemente de serem ou não responsáveis por tal
resultado, respondem pelo crime de rixa qualificada, nos termos do parágrafo único do art. 137 do
Código Penal. Se houver possibilidade de individualizar a conduta dos rixentos, o contendor que
produziu tais resultados responderá (somente ele), em concurso material, por rixa qualificada e
homicídio e/ou lesão corporal grave. Os outros responderão somente pela rixa qualificada.
II - Errado. Apresenta a questão o tema a que a doutrina denomina de autoria colateral, em que duas
pessoas querem praticar um crime e agem ao mesmo tempo, sem que uma saiba da intenção da outra,
e o resultado decorre da ação de apenas uma delas. Agiram, Mário e Bruno, desconhecendo cada um
a conduta do outro. Não houve entre eles vínculo subjetivo, ou seja, consciência de estar colaborando
para o resultado criminoso visado pelo outro, necessário para a caracterização da co-autoria.
Provando-se que a vítima morreu em razão do tiro disparado por Bruno, deverá ele responder por
homicídio consumado, enquanto Mário deverá responder por homicídio na sua forma tentada.
III - Certo. O crime preterdoloso é um crime misto, em que há uma conduta dolosa, por dirigir-se a um
fim típico, e um resultado culposo, não querido pelo agente, e que se dá pela inobservância do cuidado
objetivo. Trata-se de crime qualificado pelo resultado, e, segundo dispõe o art. 19 do CP, o agente
somente responderá pelo crime qualificado pelo resultado, quando atuar ao menos com culpa em
relação ao evento acrescido ao tipo fundamental, o que afasta de tais crimes a possibilidade de
punição só pelo nexo causal entre a conduta e o resultado, sem dolo ou culpa, que é o que caracteriza
a responsabilidade penal objetiva. Apesar do repúdio do legislador da reforma da Parte Geral do CP a
este tipo de responsabilidade, ainda encontramos resíduos dela no Código na hipótese de crime
praticado em estado de embriaguez culposa ou voluntária completa (exceto na preordenada).
IV - Errado. Segundo Jesus (2007, p. 426), Jorge deverá responder por homicídio, uma vez que
praticou ato executivo de matar. Agora, se apenas Jorge, que abriu a torneira, tivesse morrido, Lucas
responderia por participação em suicídio.
V - Errado. A retratação, antes da sentença, extingue a punibilidade nos crimes de difamação e de
calúnia, não no de injúria (art. 143, CP).

(...)

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CRIMES CONTRA A PESSOA - QUESTÕES COMENTADAS DE CONCURSOS

01. (Polícia Civil - RJ - Inspetor de Policia - 2001) Indique a única hipótese que
não configura lesão corporal de natureza grave:
a) aceleração de parto;
b) redução permanente da capacidade auditiva;
c) perigo de vida;
d) incapacidade para as ocupações habituais por vinte dias;
e) perda da visão de um olho.

(Polícia Civil - RJ - Oficial de Cartório Policial - 2001)
02. João ingressa no imóvel de Maria, durante o repouso noturno, sem sua
autorização, quando é por ela surpreendido. Maria chama a polícia e o conduz à
delegacia. Pode-se afirmar que o fato:
a) é penalmente irrelevante;
b) constitui crime de violação de domicílio qualificado;
c) configura tentativa de furto;
d) configura crime de violação de domicílio;
e) constitui crime de furto noturno.

03. Divulgar, num panfleto distribuído entre os condôminos de um edifício, fato
criminoso que sabe inverídico, atribuindo-o a determinada pessoa, com o fim de
prejudicá-la, configura:
a) calúnia;
b) injúria real;
c) denunciação caluniosa;
d) injúria;
e) difamação.

04. Matar alguém, com o fim de receber encomenda valiosa que será
encaminhada à pessoa no dia seguinte, constitui:
a) homicídio qualificado;
b) lesão corporal seguida de morte;
c) homicídio simples;
d) latrocínio;
e) homicídio privilegiado.

05. (Polícia Civil - RJ - Delegado de Policia - 2000) Joaquim, inconformado com
a derrota que sofrera numa partida de tênis, em que o vencedor foi Paulo,
espera-o no vestiário, visando a matá-lo com um facão. Desconhecendo que
seu desafeto possui um irmão gêmeo, também jogador do mesmo esporte,
Joaquim desfere nas costas deste quinze golpes, enquanto o mesmo tomava
banho, acarretando-lhe lesões letais. Ocasionalmente, Paulo ingressa no
vestiário, quando então Joaquim constata que matou a pessoa errada. Ante a
situação ocorrida, Joaquim aguarda o momento especial e, aproveitando-se de
que Paulo estava cochilando, com o ânimo de matá-lo, desfere alguns golpes
que causam apenas lesões de pequena monta.
Como autoridade policial chamada a lavrar o auto de prisão em flagrante, indique o(s) delito(s)
existente(s) no episódio narrado.
a) Um homicídio simples e lesões corporais leves.
b) Um homicídio duplamente qualificado e lesões corporais leves.
c) Um homicídio culposo e uma tentativa de homicídio duplamente qualificado.
d) Um homicídio duplamente qualificado e uma tentativa de homicídio duplamente qualificado.
e) Um homicídio duplamente qualificado e uma tentativa de homicídio simples.

(TJ-SP - Juiz - 169º Concurso)
06. Se o agente mata a vítima, por temer que ela possa reconhecê-lo como autor
anterior de estupro, o homicídio é qualificado:
a) por motivo torpe;
b) para assegurar a ocultação;
c) por motivo fútil;
d) para assegurar a impunidade.

07. Pode-se aceitar como configurada a debilidade permanente de membro se, em
decorrência da lesão corporal sofrida, a vítima:
a) perde um dedo da mão;
b) sofre paralisia de um braço;
c) perde uma das mãos;
d) perde totalmente um dos braços.

(TJ-SP - Juiz - 1998)
08. Severino, ao retornar para sua casa, à noite, dispara uma arma de fogo na
direção de Paulo, para assustá-lo, sem, contudo, atingi-lo com o tiro. Que
infração penal teria ele cometido?
a) Contravenção de disparo de arma de fogo.
b) Tentativa branca de lesão corporal.
c) Perigo para a vida ou saúde de outrem.
d) Crime de arremesso de projétil.

09. Durante uma partida de futebol, que terminou num conflito entre jogadores, o
torcedor Raimundo invade o campo e passa a distribuir socos e pontapés nos
contendores, um dos quais vem a sofrer ferimentos graves, causados por outra
pessoa envolvida no tumulto. A infração penal cometida por Raimundo
caracteriza-se como:
a) contravenção de vias de fato;
b) participação em rixa qualificada;
c) crime de lesão corporal grave;
d) participação em crime de rixa simples.

10. É correto dizer-se que, quando o agente provoca lesões corporais, uma de
natureza grave e outra de natureza gravíssima, contra a mesma vítima, num mesmo con-
texto de ação, ocorre:
a) concurso formal;
b) crime continuado;
c) concurso material;
d) crime único.

11. Se o agente lesiona a vítima, sabendo de seu estado de gravidez, e esta vem a
abortar em virtude da ação do réu, o agente responderá por:
a) lesões leves;
b) lesões gravíssimas;
c) lesões graves;
d) perigo para a vida ou a saúde de outrem.

12. Se o agente, após o abandono e consequente exposição do abandonado a perigo
concreto, reassume o dever de assistência, ocorre:
a) arrependimento eficaz;
b) desistência voluntária;
c) arrependimento posterior;
d) consumação de crime de abandono de incapaz.

13. O agente que, dolosamente, impede o socorro ao suicida que se arrependera do
ato extremado e tentava buscar auxílio, comete:
a) crime de omissão de socorro;
b) crime de homicídio;
c) crime de induzimento ao suicídio;
d) fato penalmente irrelevante.

14. É incorreto afirmar que:
a) para a realização do aborto sentimental, é prescindível a existência de autorização
judicial;
b) o namorado que acompanha a gestante que deseja abortar ou paga o aborto
criminoso, a pedido dela, comete o crime de auto-aborto na condição de co-autor;
c) em caso de aborto necessário feito por médico, nenhum crime pratica a enfermeira
que o auxiliou;
d) para a realização do aborto necessário, é prescindível o consentimento da gestante
ou de seus familiares.

15. Inexistindo médico em uma longínqua fazenda, é correto dizer-se que, no caso de
aborto necessário feito por enfermeira, sem o consentimento da vítima:
a) é aplicável ao caso a causa de exclusão de criminalidade prevista como aborto
necessário;
b) a enfermeira comete o crime de aborto sem o consentimento da gestante;
c) a enfermeira deve ser absolvida pela justificativa do estado de necessidade de
terceiro;
d) a enfermeira é beneficiada pelo reconhecimento do exercício regular de direito.

16. É incorreto afirmar-se que:
a) o simples emprego de veneno qualifica sempre o crime de homicídio;
b) o autor intelectual, insciente de que o executor material irá torturar a vítima antes
de tirar-lhe a vida, não responderá pela qualificadora do emprego de meio cruel;
c) é admissível a tentativa de induzimento a suicídio quando a vítima não ultima o ato
suicida, mas apenas sofre lesões corporais de natureza grave;
d) quem induz ou instiga um menor sem compreensão a matar-se, comete o crime de
homicídio, e não o crime de indução a suicídio.

17. O agente instiga a gestante a fazer auto-aborto, mediante curetagem, e esta vem
a falecer em virtude de manobras abortivas, sem que o agente quisesse o evento
morte da gestante. Nessa hipótese, o agente responderá:
a) apenas pelo crime de auto-aborto na condição de partícipe;
b) pelo crime de auto-aborto na condição de partícipe e homicídio culposo;
c) pelo crime de auto-aborto, qualificado pela morte da gestante;
d) apenas pelo crime de auto-aborto como autor.

(TJ-SP - Juiz - 1999)
18. Assinale a alternativa correta.
a) Na injúria, o agente atinge a honra subjetiva; na difamação, é atingida a honra
objetiva; ao passo que a calúnia é a imputação falsa de um fato definido como crime.
b) Na difamação, o agente imputa à vítima falsamente um fato definido como crime;
na calúnia, o objeto tutelado é a honra subjetiva; e, na injúria, o agente atinge a honra
objetiva.
c) Na injúria, o agente atinge a honra subjetiva; na difamação, o agente atinge o bem
da vida da vítima; e a calúnia é uma ofensa grave, sem ser considerada crime.
d) Na calúnia, o agente imputa ofensa à honra objetiva do ofendido; na injúria, ofensa
grave à personalidade do ofendido; e na difamação, fato definido como crime.

19. Pode-se aceitar como configurada a debilidade permanente de membro se, em
decorrência da lesão corporal sofrida, a vítima:
a) sofre paralisia de um braço;
b) perde um dedo da mão;
c) perde uma das mãos;
d) perde totalmente um dos braços.

20. (TJDFT - Analista Judiciário - 2003) Considerando os delitos contra a pessoa,
julgue os itens a seguir.
I. Havendo morte ou lesão corporal de natureza grave durante uma rixa, todos os
seus participantes deverão sofrer maior punição, independentemente de serem ou
não os responsáveis pelo resultado, incidindo no crime de rixa qualificada.
II. Considere a seguinte situação hipotética.
Mário e Bruno, pretendendo matar Nilo, mediante o uso de arma de fogo, postaram-se
de emboscada, ignorando cada um o comportamento do outro. Ambos atiraram na
vítima, que veio a falecer em virtude dos ferimentos ocasionados pelos projéteis
disparados pela arma de Bruno.
Nessa situação, é correto afirmar que Mário e Bruno são co-autores do homicídio
perpetrado.
III. No homicídio preterintencional ou preterdoloso, o agente deverá responder por
culpa em relação ao resultado morte.
IV. Considere a seguinte situação hipotética.
Jorge e Lucas, sob juramento, decidiram morrer na mesma ocasião. Para isso, ambos
trancaram-se em um quarto hermeticamente fechado e Jorge abriu a torneira de um
botijão de gás; todavia, apenas Lucas morreu.
Nessa situação, Jorge deverá responder por participação em suicídio.
V. Nos crimes de difamação e injúria, havendo a retratação do ofensor antes da
sentença, extingue-se a punibilidade.
Estão certos apenas os itens:
a) I e III;
b) I e V;
c) II e III;
d) II e IV;
e) IV e V.

21. (DPE-AL, Cespe - Defensor Público - 2003) Julgue os itens seguintes, relativos
aos crimes contra a vida.
a) Caracteriza homicídio privilegiado o fato de o agente cometer o crime impelido por
motivo de relevante valor social ou moral, ou sob a influência de violenta emoção,
provocada por ato injusto da vítima.
b) Os delitos de infanticídio, de aborto e de induzimento, instigação ou auxílio ao
suicídio são denominados crimes contra a vida.
c) Considere a seguinte situação hipotética.
Aldo pretendia atirar em Bruno, que se encontrava conversando com Carlos. Aldo
percebeu que, atirando em Bruno, poderia atingir Carlos. Não obstante essa
possibilidade, embora não tivesse tal intento, lhe era indiferente que o resultado -
morte de Carlos - se produzisse. Assim, disparou a arma e feriu, mortalmente, Bruno
e Carlos.
Nessa situação, Aldo responderá por dois crimes de homicídio, o primeiro a título de
dolo direto e o segundo a título de dolo eventual.
d) Considere a seguinte situação hipotética.
Lúcio e Mário, mediante violência e grave ameaça, subtraíram de urna residência
objetos de arte valiosos. Após o roubo, Lúcio matou Mário, no intuito de apossar-se
dos objetos subtraídos que estavam em poder de seu comparsa.
Nessa situação, ao causar a morte de Mário, Lúcio praticou o crime de homicídio, na
forma qualificada, para assegurar a ocultação da prática de outro delito, no caso o
crime de roubo.
e) Considera-se homicídio praticado por motivo torpe aquele praticado para receber
herança.

22. (MP-RJ - Técnico Superior Processual - 2007) Rodrigo decide assassinar
Reinaldo por haver este último acidentalmente pisado em seu pé durante uma
micareta e, para tanto, oculta-se atrás de uma banca de jornal situada defronte à
empresa em que seu desafeto trabalha, aguardando sua saída para a realização da
empreitada criminosa. Ao perceber a aproximação de Reinaldo, Rodrigo subitamente
deixa seu esconderijo e, com vontade de matar, efetua, contra aquele primeiro, vários
disparos de arma de fogo. Por erro na execução, no entanto, erra o alvo, vindo a
acertar Luciane e Eduardo que, casualmente, caminhavam pelo local, matando a
primeira e causando ao último, deformidade permanente. Considerando-se NÃO
haver assumido os riscos da produção dos resultados efetivamente alcançados,
Rodrigo deverá responder pelos seguintes crimes, em concurso:
a) um homicídio doloso qualificado tentado, um homicídio culposo e um crime de
lesões corporais culposas;
b) um homicídio culposo e um crime de lesões corporais culposas;
c) um homicídio culposo e um crime de lesões corporais gravíssimas;
d) um homicídio doloso qualificado e um crime de lesões corporais culposas;
e) um homicídio doloso qualificado e um crime de lesões corporais gravíssimas.





GABARITO e COMENTÁRIOS
01. D
Dentre as hipóteses previstas nos §§ 1º e 2º do art. 129 do CP, só não está prevista a
figura apresentada na alternativa "d". Configura lesão corporal grave a incapacidade
para as ocupações habituais, por mais de trinta dias, e não vinte dias.

(...)

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CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO - QUESTÕES DE CONCURSOS

01. É hipótese de crime contra o patrimônio:
I. roubo.
II. furto.
III. latrocínio
IV. infanticídio.
V. constrangimento ilegal.
a) as alternativas I, II estão corretas.
b) as alternativas II, II e V estão corretas.
c) somente a alternativa III está incorreta.
d) as alternativas I, II e III estão corretas.
e) N.R.A.

02. Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, e com o intuito de obter para si ou para
outrem indevida vantagem econômica, a fazer, tolerar que se faça ou deixar de fazer alguma coisa
caracteriza o crime de:
a) furto.
b) apropriação indébita.
c) extorsão.
d) roubo.
e) extorsão indireta.

03. Indique a alternativa correta:
a) rapto e seqüestro são sinônimos.
b) no seqüestro o fim a ser alcançado é de obter vantagem, como condição de preço ou resgate, já no
rapto além deste interesse há o da finalidade libidinosa.
c) roubo e extorsão são sinônimos.
d) no furto diferentemente do roubo, existe a presença da grave ameaça.
e) N.R.A.

04. Não é qualificadora do crime de furto:
a) destruir obstáculo à subtração da coisa.
b) mediante fraude.
c) mediante grave ameaça a pessoa.
d) emprego de chave falsa.
e) mediante concurso de duas ou mais pessoas.

05. Exigir ou receber, como garantia de dívida, abusando da situação de alguém, documento que pode
dar causa a procedimento criminal contra a vítima ou contra terceiro, tipifica o crime de:
a) não há crime, pois o fato é atípico.
b) não há crime, pois a hipótese é de exercício regular de um direito.
c) extorsão.
d) concussão.
e) extorsão indireta.

06. Qual é o elemento normativo do tipo no crime de furto:
a) a qualidade de ser alheia a coisa.
b) a subtração da coisa.
c) o meio empregado na subtração.
d) o erro de proibição.
e) N.R.A..

07. Em relação ao estelionato:
I. no crime de estelionato, no caso do meio empregado para induzir em erro ser grosseiro, que torne
impossível a consumação do crime, não haverá crime.
II. no crime de estelionato, no caso do meio empregado para induzir em erro ser grosseiro, que tone
impossível a consumação do crime, a hipótese será de tentativa de estelionato.
III. não há estelionato na forma tentada.
IV. também incorre nas mesmas penas do estelionato quem vende, permuta, dá em pagamento, em
locação ou em garantia coisa alheia como própria.
a) somente a alternativa I está incorreta.
b) somente a alternativa II está incorreta.
c) as alternativas I e IV estão corretas.
d) somente a alternativa IV está correta.
e) N.R.A.

08. Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave ameaça ou violência a pessoa,
ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à impossibilidade de resistência tipifica o crime de:
a) roubo.
b) furto.
c) furto qualificado.
d) extorsão.
e) extorsão indireta.

09. Sigismundo entra na residência de Florismundo para praticar um assalto e diante da resistência
deste vem a matá-lo com 3 tiros e foge, sem nada roubar. Qual o crime praticado por Sigismundo e
quem será competente para julgá-lo?
a) latrocínio tentado, sendo julgado pelo Tribunal do Júri, que é o órgão com competência para os
crimes dolosos contra à vida.
b) homicídio doloso combinado com tentativa de roubo, sendo julgado pelo Tribunal do Júri.
c) latrocínio consumado, sendo julgado pelo juiz singular de uma das varas criminais existentes na
respectiva comarca.
d) latrocínio consumado, sendo julgado pelo Tribunal do Júri.
e) homicídio doloso combinado com tentativa de roubo, sendo julgado pelo juiz singular de uma das
varas criminais existentes na comarca.

10. Qual(ais) crime(s) contra o patrimônio que admite(m) a modalidade culposa?
I. receptação.
Il. roubo.
III. estelionato.
III. furto.
IV. extorsão.
a) somente a alternativa I.
b) nenhum deles admite a modalidade culposa.
c) somente as alternativas I e III.
d) somente as alternativas II e V.
e) N.R.A.

11. (PC-DF, Funiversa - Agente de Polícia - 2009) A Constituição Federal preceitua que todos são
iguais perante a lei, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a
inviolabilidade do direito à propriedade. Por isso, o Código Penal tutela e protege o direito de
propriedade, tipificando, nos artigos de 155 a 183, os crimes contra o patrimônio. A respeito desses
crimes, assinale a alternativa incorreta.
a) Há crime de latrocínio quando o homicídio se consuma, ainda que não realize o agente a subtração
dos bens da vítima.
b) Responde por roubo consumado o agente que, após o emprego de violência e a subtração da coisa,
a perde durante a fuga.
c) O crime de extorsão consuma-se com a obtenção da vantagem indevida.
d) Disposição de coisa alheia como própria é uma modalidade de estelionato.
e) É possível receptação de receptação.

(PC-DF, NCE/UFRJ - Delegado de Polícia - 2005)
12. Em uma loja de roupas femininas, Fulana pede para experimentar uma blusa e, enquanto distrai a
vendedora, desviando a sua atenção para outra cliente, guarda a peça em sua bolsa, fugindo em
seguida. Trata-se da hipótese de:
a) furto qualificado mediante destreza;
b) furto qualificado mediante fraude;
c) apropriação indébita;
d) estelionato;
e) fraude ao comércio.

GABARITO
01. D
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CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO - QUESTÕES DE CONCURSOS

01. (PF, Cespe - Escrivão - 2004) Julgue os seguintes itens em (C) CERTO ou (E) ERRADO, relativos
a crimes contra o patrimônio.
a) Considere a seguinte situação hipotética. Carlos foi denunciado pelo crime de furto, por ter subtraído
uma máquina fotográfica de Alberto, avaliada em R$ 80,00. Nessa situação, no momento da prolação
da sentença, o juiz, mesmo tendo constatado que Carlos tinha contra si outros três inquéritos policiais
para a apuração de furtos por ele praticados, poderá reconhecer a presença do furto privilegiado ou
furto mínimo, substituindo a pena de reclusão por detenção, aplicando redução de pena ou aplicando
somente a pena de multa.
b) No crime de roubo e no crime de extorsão, o agente pode-se utilizar dos mesmos modos de
execução, consistentes na violência ou grave ameaça. A diferença fundamental existente entre os dois
delitos consiste em que, no crime de extorsão, pretende-se um comportamento da vítima, restando um
mínimo de liberdade de escolha, enquanto que, no crime de roubo, o comportamento é prescindível.

02. (PRF, Cespe - Policial Rodoviário Federal - 2004) Julgue os seguintes itens em (C) CERTO ou
(E) ERRADO, relativos a crimes contra o patrimônio.
a) Em um depósito público, valendo-se de facilidades que lhe proporcionava o cargo, um servidor
público subtraiu um toca-fitas do interior de um veículo apreendido, do qual não tinha a posse ou a
detenção. Nessa situação, o servidor público praticou o crime de furto qualificado, com abuso de
confiança.
b) Um indivíduo, mediante violência e grave ameaça exercida com o emprego de um revólver
municiado, exigiu que a vítima preenchesse e assinasse um cheque no valor de R$ 4 mil, entregando-o
posteriormente para ser sacado no banco. Nessa situação, o indivíduo praticou um crime de roubo,
com a causa de aumento de pena devido ao emprego de arma.
c) O proprietário de um bingo programou suas máquinas de videopôquer (pôquer eletrônico) para
fraudar e lesionar os apostadores do seu estabelecimento. Nessa situação, o proprietário praticou o
crime de estelionato básico.
d) Considere a seguinte situação hipotética. Um agente, por equívoco, pegou um relógio de ouro que
estava sobre o balcão de uma joalheria, pensando que era o seu, quando, na realidade, pertencia a
outro comprador. Nessa situação, o agente responderá pelo crime de furto culposo.

03. (PC-ES, Cespe - Delegado - 2008) Acerca dos crimes contra o patrimônio, assinale a alternativa
correta.
a) O crime de extorsão não admite tentativa já que, além de ser crime formal, não exige para sua
consumação a obtenção do resultado pretendido pelo agente.
b) O emitente de um cheque que para não cumprir com seu pagamento subtrai o título do credor e o
destrói pratica o crime de supressão de documento.
c) Agente que falsifica assinatura em cheque alheio, descontado por descuido do banco, comete o
delito de estelionato, restando absorvida por este a falsidade.
d) É crime de estelionato, na modalidade de fraude no pagamento, a conduta do agente de dar cheque
em pagamento a dívida de jogo ou a atividade de prostituição.

04. (PC-RR, Cespe - Delegado - 2003) Julgue os seguintes itens em (C) CERTO ou (E) ERRADO,
relativos a crimes contra o patrimônio.
a) A res nullius e a res derelicta não podem ser objeto material do crime de furto.
b) No crime de extorsão mediante sequestro, o momento consumativo não é o da obtenção da
vantagem, mas o da privação da liberdade de locomoção da vítima, em tempo juridicamente relevante.
c) Considere a seguinte situação hipotética. Ao participar de um concurso público, um candidato foi
flagrado utilizando um aparelho eletrônico transmissor e receptador de mensagens, com o objetivo de
fraudar o certame. Nessa situação, o candidato praticou o crime de estelionato.

05. (PC-ES, Cespe - Escrivão - 2008) Julgue em (C) CERTO ou (E) ERRADO.
Marilda, ao deixar o trabalho sob uma forte chuva, apoderou-se de um guarda-chuva alheio supondo
ser próprio, visto que ele guardava todas as características e semelhanças com o objeto de sua
propriedade. O legítimo proprietário do objeto, dias após, a surpreendeu na posse do bem e acusou-a
de furto. Nessa situação, a conduta de Marilda é atípica diante da ocorrência de erro de tipo, excluindo-
se o dolo e o fato típico.

06. (PC-TO, Cespe - Delegado - 2008) Julgue em (C) CERTO ou (E) ERRADO.
O roubo nada mais é do que um furto associado a outras figuras típicas, como as originárias do
emprego de violência ou grave ameaça.

(DEPEN, Cespe - Agente Penitenciário Federal - 2005)
João e Pedro ajustaram entre si a prática de um furto a uma loja de produtos importados que
julgavam estar abandonada. Segundo o acerto, João entraria na loja, de lá subtrairia um
televisor, no valor de R$ 3.500,00, e retornaria ao carro em que Pedro, ao volante, o estaria
aguardando. No dia do crime, 15 de março de 2004, por volta das onze horas da manhã,
João, ao ingressar na loja, deparou-se com Maria, que lá estava sem que João ou Pedro o
soubessem. Antes de subtrair o televisor, João, com a intenção de matar Maria e com isso
assegurar o proveito da subtração, atacou-a com uma faca e produziu ferimentos que
acarretaram, posteriormente, a retirada de um de seus rins. Maria, no momento da investida
de João, resistiu e atingiu-o com um forte soco, que provocou a fratura de um dos ossos do
rosto de João. Impossibilitado de prosseguir no ataque a Maria, em razão da intensa dor que
sentiu no rosto, João fugiu e levou consigo o televisor para o carro em que Pedro o
aguardava. Maria, empregada da loja, mesmo ferida pela faca utilizada por João, telefonou
para a polícia, que, imediatamente, de posse da descrição de João e do carro utilizado na
fuga, pôs-se a procurá-lo nas redondezas. No final da tarde, a polícia efetuou a prisão de
João e de Pedro, que já tinham vendido a Carlos, sabedor da origem criminosa, o televisor
subtraído da loja.
07. A respeito da situação hipotética acima, julgue os itens a seguir em (C) CERTO ou (E) ERRADO.
a) João praticou os crimes de furto contra a loja, de tentativa de homicídio e de lesões corporais contra
Maria.
b) João e Pedro praticaram o crime de furto em concurso de pessoas.
c) Pedro deve responder pelo crime de furto na qualidade de partícipe e terá, por isso, sua pena
atenuada.
d) Carlos responderá igualmente pelo furto, uma vez que aderiu à conduta praticada por João e Pedro
e sabia da origem criminosa do televisor.
e) Supondo-se que Carlos seja proprietário de uma loja de venda de televisores e que tenha adquirido
o televisor para vendê-lo em sua loja, então ele deverá responder por receptação qualificada.
f) Se ignorasse a origem do televisor e o tivesse comprado por apenas R$ 500,00, Carlos responderia
por crime contra o patrimônio, em sua forma culposa.

08. (TJDFT, Cespe - Analista Judiciário - 2003) Acerca dos crimes contra o patrimônio, assinale a
alternativa correta.
a) Considere a seguinte situação hipotética. Uma empregada doméstica, percebendo que um ladrão
rondava a residência em que ela trabalhava, e no intuito de vingar-se do patrão, deliberadamente,
deixou a porta aberta, por onde o ladrão entrou e subtraiu objetos valiosos. Nessa situação, a
empregada não deverá ser responsabilizada pelo crime perpetrado, por não ter havido acordo prévio
entre ela e o autor, necessário para caracterizar a participação criminosa.
b) A receptação é crime acessório, portanto, para sua existência, é imprescindível que o fato anterior
seja crime ou contravenção.
c) A venda posterior da coisa apropriada configura o delito de disposição de coisa alheia como própria.
d) Considere a seguinte situação hipotética. Tadeu, com a intenção de subtrair dinheiro, adentrou uma
padaria, empunhando uma arma de fogo e anunciou o assalto. Porém, foi visto por policiais que
patrulhavam a área e, ao perceber que poderia ser preso, efetuou vários disparos no local, matando
três pessoas que ali estavam, evadindo-se em seguida. Nessa situação, houve a prática do crime de
latrocínio na forma tentada.
e) O agente que subtrair um automóvel e, na fuga, atropelar um pedestre, causando-lhe lesões
corporais, cometerá furto em concurso material com lesão corporal culposa, cujas penas serão
aplicadas cumulativamente.

09. (TJ-RR, Cespe - Técnico Judiciário - 2006) Acerca dos crimes contra o patrimônio, assinale a
alternativa correta.
a) A distinção entre o furto mediante fraude e o estelionato é que, no primeiro, o agente emprega a
fraude para subtrair o bem sem o consentimento do proprietário, enquanto, no estelionato, há o
emprego do meio fraudulento para iludir o ofendido a entregar voluntariamente o bem.
b) A qualificadora do rompimento de obstáculo à subtração da coisa só incide caso a violência seja
empregada quando o obstáculo é inerente à própria res furtiva.
c) A consumação do crime de extorsão mediante sequestro ocorre no momento da obtenção da
vantagem exigida como preço pelo resgate da vítima.
d) Para a tipificação do crime de apropriação indébita, é necessário que o agente empregue meio
fraudulento para que a coisa seja confiada a ele pelo ofendido, invertendo, logo após, sua posse ou
detenção.

10. (DPE-AL, Cespe - Defensor Público - 2007) Acerca dos crimes contra o patrimônio, julgue os
itens a seguir em (C) CERTO ou (E) ERRADO.
a) Marcelo, simulando portar arma de fogo, subtraiu para si dois aparelhos celulares, pertencentes a
pessoas diversas, amedrontando as vítimas. Nessa situação, Marcelo deve responder por crime de
roubo, em concurso formal.
b) (DEFENSOR PÚBLICO ALAGOAS - 2003 - CESPE/UNB) Denomina-se roubo impróprio a hipótese
em que a violência ou grave ameaça é exercida após a consumação da subtração
c) Sujeito passivo de crime de estelionato é a pessoa que sofre a lesão patrimonial, a qual não será,
necessariamente, a mesma que foi enganada.
d) Aumenta-se a pena de um terço até a metade, se o crime de extorsão é cometido por duas ou mais
pessoas e com abuso de confiança ou mediante fraude.

11. (POLÍCIA FEDERAL, Cespe - Escrivão - 2002) Julgue os seguintes itens em (C) CERTO ou (E)
ERRADO, relativos a crimes contra o patrimônio.
a) Considere a seguinte situação hipotética. Rosa, pessoa de pouca instrução, residia em uma gleba
havia mais de trinta anos. Como a gleba jamais fora reivindicada por pessoa ou autoridade alguma,
Rosa tinha a plena convicção de ser a gleba de sua propriedade. Dessa gleba, ela costumeiramente
retirava alguma quantidade de madeira. Certo dia, compareceu ao local um funcionário, que comunicou
a Rosa ser aquela área de propriedade da União. Por constatar a subtração da madeira, o funcionário
representou a um procurador da República, para que Rosa fosse processada por furto. Após
investigação, o procurador da República promoveu o arquivamento da representação, por entender
que, diante da provada convicção de Rosa de ser sua a propriedade da terra, ela incorrera em erro
sobre elemento do tipo de furto. Nessa situação, agiu de maneira juridicamente correta o procurador da
República, uma vez que o furto somente é punível a título de dolo.
b) Carlos, mediante ameaça com arma de fogo, obrigou Filipe, condutor de um veículo, a levá-lo ao
caixa eletrônico de um banco, no qual o segundo possuía conta-corrente. Antes de irem ao caixa,
porém, Carlos pôs Filipe na mala do veículo e passou algumas horas rodando pela cidade. Ao
chegarem ao caixa, aquele exigiu deste que sacasse determinada quantia em dinheiro, para poder
liberá-lo. Nessa situação, Carlos não cometeu crime de roubo.
c) Abílio era titular de uma empresa e, certo mês, efetuou a dedução, na folha de pagamentos, do
percentual devido pelos empregados, o qual recolheu ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Contudo, não pagou o valor correspondente ao percentual devido pela própria empresa. Sabendo que
a legislação previdenciária obriga os empregadores a deduzirem da remuneração de seus empregados
um percentual, devido ao INSS e que, além disso, o próprio empregador é também obrigado a pagar a
essa autarquia, com seus próprios recursos, determinado percentual da remuneração, então, nessa
situação, Abílio não cometeu o delito denominado apropriação indébita previdenciária.

12. (POLÍCIA FEDERAL, Cespe - Delegado - 1997) Julgue os seguintes itens em (C) CERTO ou (E)
ERRADO, relativos a crimes contra o patrimônio.
a) Segundo entendimento predominante no STJ, o emprego de arma de brinquedo qualifica o crime.
b) Se um dos agentes quis participar de um furto, não assumindo o risco de que o comparsa viesse a
cometer roubo, responderá apenas por furto, com a pena aumentada de até a metade se o resultado
mais grave fosse previsível.

13. (PF - Escrivão de Polícia Federal - 1999) Julgue os itens que se seguem em (C) CERTO ou (E)
ERRADO.
a) No furto, a qualificadora do concurso de agente persiste mesmo quando apenas um deles for maior
de dezoito anos de idade.
b) O latrocínio é considerado crime contra a vida.
c) Exige-se, para a caracterização do crime de apropriação indébita, que o agente tenha a posse ou
detenção preexistente, lícita e desvigiada, da coisa alheia móvel.
d) A emissão, como garantia de dívida, de cheque pós ou pré-datado, sem que o emitente tenha
suficiente provisão de fundos em poder do sacado, configura, de acordo com a jurisprudência
dominante, o crime de fraude no pagamento por meio de cheque.
e) É isento de pena quem prática furto ou estelionato em prejuízo do próprio irmão.

14. No que se refere ao Direito Penal, julgue os itens abaixo em (C) CERTO ou (E) ERRADO.
a) De acordo com a orientação do STF, o crime de roubo consuma-se no momento em que o agente se
torna possuidor da res subtraída mediante violência ou grave ameaça. Para que o agente se torne
possuidor, é prescindível que a res saia da esfera da vigilância do antigo possuidor, bastando que
cesse a clandestinidade ou violência.
b) limar e Euler, previamente ajustados e com unidade de desígnios, subtraíram um veículo marca
Golf, modelo GTI, ano 2000, pertencente a Patrícia. Instaurado o Inquérito Policial, limar compareceu,
voluntariamente, perante a autoridade policial e restituiu a res furtiva. Nessa situação, deverá ser
reconhecido o arrependimento posterior em favor de limar, que será extensível a Euler.

15. (PF, Cespe - Escrivão - 2004) Em cada um dos itens que se seguem, é apresentada uma situação
hipotética, seguida de uma assertiva a ser julgada em (C) CERTO ou (E) ERRADO.
a) Rui, mediante grave ameaça exercida com emprego de arma de fogo, subtraiu o aparelho celular e o
relógio de César. Nessa situação, Rui praticou crime de roubo, que é crime complexo, porque dois
tipos penais caracterizam uma única descrição legal do crime.
b) Cecília colocou a mão no bolso esquerdo e, posteriormente, no bolso direito da roupa de um
transeunte, com a intenção de subtrair-lhe dinheiro. Não encontrou, contudo, qualquer objeto de valor.
Nessa situação, houve crime impossível e, assim, Cecília não responderá por crime algum.




GABARITO
01. C, C
(...)

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CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO - QUESTÕES COMENTADAS DE CONCURSOS

01. (PC-RJ, NCE/UFRJ - Papiloscopista Policial - 2002) Em relação ao furto, é incorreto dizer que:
a) o furto qualificado se configura diante da presença de grave ameaça;
b) utilizar-se de escalada aumenta a pena do crime;
c) se o criminoso é primário e é de pequeno valor a coisa furtada, o juiz pode, entre outras alternativas,
aplicar somente a pena de multa;
d) é possível o furto de coisa comum;
e) não é punível a subtração de coisa comum fungível, cujo valor não excede à quota a que tem direito
o agente.

(PC-RJ, NCE/UFRJ - Inspetor de Polícia - 2001)
02. Vestido com roupa de carteiro pertencente a terceiro, Joaquim, com ânimo de assenhoreamento,
toca a campainha da casa de Maria a pretexto de lhe entregar encomenda e solicita sua carteira de
identidade. Aproveitando-se do momento em que Maria vai buscar o documento pedido, Joaquim entra
na sala e retira a carteira com dinheiro que estava em cima da mesa. Indique o crime perpetrado por
Joaquim:
a) apropriação indébita qualificada em razão da profissão;
b) furto mediante destreza;
c) apropriação indébita;
d) estelionato;
e) furto mediante fraude.

03. João entra num bar de madrugada e subtrai vários pacotes de cigarros. O vigia o surpreende e
tenta impedi-lo de sair. João emprega violência, a fim de assegurar impunidade e a detenção dos
cigarros.
Indique o(s) crime(s) cometido(s) por João.
a) Furto simples e lesão corporal.
b) Roubo próprio.
c) Roubo impróprio.
d) Furto noturno e lesão corporal.
e) Furto qualificado pelo arrombamento e lesão corporal.

04. (PC-RJ, NCE/UFRJ - Oficial de Cartório Policial - 2001) Indivíduo que subtrai o relógio de uma
pessoa, após ter colocado substância entorpecente na bebida que ela estava ingerindo, fazendo-a ficar
em estado de sono profundo, pratica o delito de:
a) furto qualificado pela destreza;
b) roubo impróprio;
c) roubo próprio;
d) furto simples;
e) apropriação indébita.

05. (RJ - Delegado de Polícia - 2000) Pretendendo subtrair bens do escritório onde exerce a função
de secretária particular do diretor, Júlia ingressa no respectivo imóvel, utilizando-se da chave original,
que deveria ter sido por ela entregue a seu chefe e não o foi. Júlia é auxiliada por seu irmão Luiz,
sabedor de todos os detalhes da empreitada, a quem coube a função de permanecer de vigília na
porta. Ao escutar um barulho que a faz acreditar existir alguém no escritório, Júlia foge pela báscula,
deixando no local seu comparsa, que vem a ser preso por policiais, chamados por um vizinho.
Aponte o(s) delito(s) perpetrado(s) por Júlia e Luiz.
a) Ambos respondem por tentativa de furto duplamente qualificado.
b) Júlia responde por tentativa de furto duplamente qualificado e Luiz, por tentativa de furto qualificado
pelo concurso de pessoas.
c) Trata-se de desistência voluntária, não havendo qualquer delito a ser imputado.
d) Ambos respondem por violação de domicílio.
e) Júlia responde por invasão de domicílio e Luiz, por tentativa de furto.

06. (RJ - Delegado de Polícia - 2001) O crime de extorsão mediante sequestro consuma-se com:
a) a privação da liberdade da vítima;
b) a privação da liberdade da vítima após 24 horas;
c) a privação da liberdade da vítima e com o pedido de resgate;
d) o recebimento do resgate para a liberação da vítima;
e) o recebimento do resgate após privação da liberdade por período mínimo de 24 horas.

07. (MP-SP - Promotor de Justiça - 82º Concurso) "A" entrou em uma loja e, enquanto o amigo que o
acompanhava distraía a vítima (proprietária do estabelecimento), "A" foi embora do local, com
vestimenta que não lhe pertencia, não mais retornando. "A" cometeu o crime de:
a) Furto qualificado por fraude.
b) Estelionato.
c) Furto qualificado por destreza.
d) Furto qualificado por abuso de confiança.
e) Furto de uso.

08. (PGE-RJ - Secretário de Procuradoria - 2002) João, vendedor ambulante, adquiriu um aparelho
de DVD de marca importada, sem nota fiscal, de um conhecido de parca situação financeira, de
apenas dezesseis anos de idade, que o subtraiu do chefe para aquisição de drogas com o produto da
venda. A conduta de João constitui:
a) crime de furto simples;
b) crime de receptação culposa;
c) fato penalmente irrelevante;
d) crime de receptação qualificada;
e) crime de furto qualificado.

09. (PF - Agente de Polícia Federal - 2001) Acerca dos crimes contra o patrimônio, julgue os itens
subsequentes.
1. Considere a seguinte situação hipotética.
Tício, com tinta spray, pichou toda a fachada do prédio da Superintendência da Polícia Federal, recém-
pintado, de propriedade privada e locado pelo Ministério da Justiça.
Nessa situação, Tício responderá pelo crime de dano qualificado, cuja ação penal é pública
incondicionada.
2. Incide causa especial de aumento de pena na hipótese da prática de crime de estelionato em
detrimento da Caixa Econômica Federal, majorando-se a reprimenda em um terço.
3. Considere a seguinte situação hipotética.
Gil, sócio-gerente da empresa Casa das Meias Ltda., emitiu três duplicatas com valores dez vezes
superiores aos das vendas efetivamente realizadas, colocando-as em circulação no mercado.
Posteriormente, para formalizar a contabilidade da empresa, Gil escriturou as duplicatas no livro de
registro de duplicatas.
Nessa situação, por ter escriturado os títulos de crédito em livro obrigatório na contabilidade, Gil não
praticou o crime de duplicata simulada.
4. Considere a seguinte situação hipotética.
Marcelo, caixa de supermercado, privou a liberdade de locomoção da filha de seu empregador,
sequestrando-a, com o objetivo de obter para si a importância de R$ 20.000,00 como preço do resgate.
Antes de receber a importância exigida, Marcelo foi preso em flagrante.
Nessa situação, Marcelo responderá pela prática do crime de extorsão mediante sequestro, na forma
consumada e, caso seja condenado definitivamente, poderá ocorrer a rescisão do contrato de trabalho
pelo empregador por justa causa.
5. Considere a seguinte situação hipotética.
Beatriz adquiriu de uma pessoa desconhecida, pela importância de R$ 10,00, uma folha de cheque em
branco e uma cédula de identidade. Posteriormente, dirigiu-se a uma loja e efetuou compras no valor
de R$ 1.500,00, emitindo como pagamento a cártula adquirida anteriormente, com a falsificação da
assinatura do correntista. O cheque foi devolvido pelo banco sacado por ter sido sustado pela titular da
conta-corrente.
Nessa situação, Beatriz praticou o crime de estelionato, na modalidade fraude no pagamento por meio
de cheque.

10. (RJ - Delegado de Polícia - 2001) Maria, pretendendo apenas usar o cordão de brilhantes de sua
patroa, Joana, retira-o sem autorização, durante um final de semana em que ficou totalmente
responsável pela vigilância da casa. No caminho para o baile, Mévio, mediante grave ameaça, subtrai o
referido cordão e o vende para terceiro. Temendo a descoberta de sua conduta, Maria coloca no lugar
onde estava o cordão uma peça idêntica, entretanto de reduzidíssimo valor econômico. Dias após,
desconhecendo o fato realizado por Maria, Joana acaba por adquirir exatamente o seu próprio cordão,
que estava sendo vendido numa feira livre por um baixo valor. As condutas de Maria e de Joana,
respectivamente, consistem de:
a) furto de uso e receptação culposa;
b) apropriação indébita e indiferente penal;
c) furto qualificado e receptação culposa;
d) furto simples e receptação culposa;
e) furto qualificado e indiferente penal.

11. (RJ - Delegado de Polícia - 2002) Caio praticou estelionato em que figurou como vítima entidade
autárquica da Previdência Social, fazendo uso de documento público falso e de papel-moeda
grosseiramente falsificado. Vale registrar que o papel-moeda, apesar de configurar uma falsificação
grosseira, atingiu o objetivo pretendido por Caio e que o documento público utilizado não ofereceu
potencialidade lesiva além da consubstanciada no crime cometido. Posto isto, e considerando as
posições dominantes no STJ, analise as seguintes assertivas.
I. Caio deverá responder pelo falso em concurso material com o estelionato.
II. Caio deverá responder pelo falso em concurso formal com o estelionato.
III. Aplica-se a qualificadora do § 3
2
do art. 171 ("A pena aumenta-se de um terço, se o crime é
cometido em detrimento de entidade de direito público ou de instituto de economia popular, assistência
social ou beneficência").
A(s) assertiva(s) correta(s) é/são apenas:
a) I e III;
b) II e III;
c) I;
d) II;
e) III.

(TJ-SP - Juiz - 169° Concurso)
12. Apresentando-se como interessado na aquisição de um automóvel e, a pretexto de experimentá-lo,
o réu obtém do dono as respectivas chaves para dar uma volta no quarteirão. Entretanto, na sequência
do planejado, desaparece com o veículo. A tipificação jurídico-penal do caso é:
a) furto qualificado por abuso de confiança;
b) furto qualificado por destreza;
c) estelionato;
d) furto qualificado por fraude.

13. Imputou-se ao réu à mão armada de um caminhão pertencente à empresa transportadora e, ainda
na oportunidade e sob idêntico modus operandi, roubo de um revólver de propriedade do motorista do
veículo. O fato terá correta adequação jurídica em uma das seguintes asserções.
a) concurso formal;
b) crime único;
c) concurso material;
d) crime continuado.

14. O agente sequestra um menor, com a intenção de extorquir os pais dele, mas solta-o ante o in-
sucesso de obter o preço do resgate. Assinale a solução correta.
a) crime de sequestro e cárcere privado;
b) arrependimento eficaz;
c) desistência voluntária;
d) crime consumado de extorsão mediante sequestro.

15. Indique a hipótese correta de ser admissível a imunidade penal absoluta.
a) se o agente pratica furto contra cônjuge, ocorrido depois de decretada judicialmente a separação do
casal;
b) se o agente rouba bens de seu sobrinho;
c) se a ré se apropria indevidamente de bens pertencentes a seu amásio;
d) se o agente comete estelionato contra seu avô;

(TJ-SP - Juiz - 170° Concurso)
16. Tício, após esconder no mato uma bicicleta que havia furtado, viu-se despojado dela por parte de
Névio, que a subtraiu para si, com pleno conhecimento da origem do velocípede. Pode-se afirmar que
o segundo ladrão:
a) cometeu crime de apropriação de coisa achada;
b) cometeu crime de receptação dolosa;
c) cometeu crime de furto, em concurso com Tício;
d) não responde por nenhum delito, porque subtraiu para si coisa já furtada.

17. Em que dispositivo do Código Penal se enquadra, em tese, o chamado "pendura" praticado pelos
estudantes de Direito, em comemoração à fundação dos cursos jurídicos no País?
a) estelionato privilegiado, devido ao pequeno valor do prejuízo causado à vítima;
b) delito de fraude, consistente em tomar refeição em restaurante, sem dispor de recursos para pagar a
despesa;
c) crime de dano qualificado, por motivo egoístico;
d) em nenhuma das capitulações supra, por se tratar de fato atípico.

18. (TJ-SP - Juiz - 173° Concurso) O agente que, executando um roubo mediante grave ameaça
exercida com arma de fogo, atira na vítima e, por aberratio ictus, mata o comparsa, comete:
a) crimes de roubo qualificado e de homicídio doloso, em concurso material;
b) crimes de roubo qualificado e de homicídio culposo, em concurso material;
c) latrocínio tentado;
d) latrocínio consumado.

19. (TJ-SE - Juiz - 2004) Sérgio, armado com pistola, entrou na padaria de Manoel e anunciou um
assalto. Diante da recusa na entrega do dinheiro, Sérgio atirou na cabeça de Manoel e fugiu levando a
res furtiva. Manoel sobreviveu às lesões.
Acerca dessa situação hipotética e do concurso de crimes, julgue os itens seguintes.
1. Pelo princípio da consunção, será imputado a Sérgio o crime de latrocínio tentado e ele cumprirá a
pena integralmente em regime fechado.
2. Havendo concurso entre crime e contravenção, a prisão simples, imposta cumulativamente com
detenção ou reclusão, será executada por último.

20. (TJDFT, Cespe - Analista Judiciário - 2003) Assinale a opção correta pertinente aos crimes
contra o patrimônio.
a) Considere a seguinte situação hipotética.
Uma empregada doméstica, percebendo que um ladrão rondava a residência em que ela trabalhava, e
no intuito de vingar-se do patrão, deliberadamente deixou a porta aberta, por onde o ladrão entrou e
subtraiu objetos valiosos.
Nessa situação, a empregada não deverá ser responsabilizada pelo crime perpetrado, por não ter
havido acordo prévio entre ela e o autor, necessário para caracterizar a participação criminosa..
b) A receptação é crime acessório, portanto, para sua existência, é imprescindível que o fato anterior
seja crime ou contravenção.
c) A venda posterior da coisa apropriada configura o delito de disposição de coisa alheia como própria.
d) Considere a seguinte situação hipotética.
Tadeu, com a intenção de subtrair dinheiro, adentrou uma padaria, empunhando uma arma de fogo, e
anunciou o assalto. Porém, foi visto por policiais que patrulhavam a área e, ao perceber que poderia
ser preso, efetuou vários disparos no local, matando três pessoas que ali estavam, evadindo-se logo
em seguida.
Nessa situação, houve a prática do crime de latrocínio na forma tentada.
e) O agente que subtrair um automóvel e, na fuga, atropelar um pedestre, causando-lhe lesões
corporais, cometerá furto em concurso material com lesão corporal culposa, cujas penas serão
aplicadas cumulativamente.

21. (DPE-AL, Cespe - Defensor Público - 2003) Julgue os itens a seguir, relativos aos crimes contra o
patrimônio.
a) Denomina-se roubo impróprio a hipótese em que a violência ou grave ameaça é exercida após a
consumação da subtração.
b) Sujeito passivo de crime de estelionato é a pessoa que sofre a lesão patrimonial, a qual não será,
necessariamente, a mesma que foi enganada.
c) O crime de extorsão assemelha-se ao crime de roubo e ao crime de constrangimento ilegal, pois, em
ambos, o sujeito ativo deverá cometer violência ou grave ameaça contra a vítima.
d) Aumenta-se a pena de um terço até a metade, se o crime de extorsão é cometido por duas ou mais
pessoas e com abuso de confiança ou mediante fraude.
e) O crime de dano simples é considerado infração penal de menor potencial ofensivo, em razão de a
pena máxima cominada nesse caso não ser superior a dois anos.
f) A venda posterior de coisa apropriada configura o delito de disposição de coisa alheia como própria.

22. (TJ-RJ - Concurso para Notário e Registrador - 2002) "A", maior e penalmente imputável,
necessitando saldar dívida contraída com jogo, em um cassino clandestino, penetra no quarto de sua
mãe, situado no imóvel de residência da família, de onde subtrai parte de suas joias, todas de elevado
valor, empenhando-as, a seguir, com isto obtendo o dinheiro necessário ao pagamento de sua
obrigação.
Neste caso, pode-se afirmar que:
a) "A" cometeu crime de furto simples contra sua mãe, pelo qual deverá ser condenado na forma do
caput do art. 155 do Código Penal;
b) "A" cometeu crime de furto qualificado, por abuso de confiança, contra sua mãe, devendo, por isto,
ser condenado nos termos do § do art. 155 do Código Penal;
c) A conduta de "A" tipifica o crime de furto qualificado por abuso de confiança, mas sua punibilidade
está condicionada à representação da ofendida para deflagração da persecução penal;
d) "A" cometeu crime de furto qualificado por abuso de confiança, tendo como lesada sua mãe, pelo
qual, entretanto, não poderá ser condenado por ser isento de pena;
e) o crime cometido por "A" é de furto qualificado por abuso de confiança, mas o agente pode ser
beneficiado por perdão judicial, em face da qualidade de sua ascendente da lesada.

23. (PC-RJ, NCE/UFRJ - Investigador Policial - 2006) Jorge, maior de idade, subtrai as joias de alto
valor que sua mãe (42 anos) guardava debaixo do colchão. O fato descrito pode ser classificado como:
a) ilícito, porém atípico;
b) típico, ilícito e não culpável;
c) típico, ilícito e culpável, mas isento de pena;
d) roubo qualificado por abuso de confiança;
e) apropriação indébita.



GABARITO e COMENTÁRIOS
01. A
Questão fácil, que exigia simples memorização das disposições legais sobre o crime de furto.
O furto é crime contra o patrimônio previsto no art. 155 do Código Penal.
A alternativa "a" é incorreta porque a grave ameaça é uma das elementares que distinguem o furto do
roubo (art. 157 do CP). Ademais, não se encontra a grave ameaça entre as qualificadoras desse crime
(§ 42 do art. 155 do CP). A alternativa "b" está prevista no § 42, II, 3ª figura, do art. 155 do CP. A
alternativa "c" está prevista no § 22 do art. 155 do CP.
A alternativa "d" está prevista no art. 156 do CP.
A alternativa "e" está prevista no § 22 do art. 156 do CP.

(...)

ESTE É UM MODELO DE DEMONSTRAÇÃO DA APOSTILA.
O GABARITO INTEGRAL DAS QUESTÕES DESTE ASSUNTO
ESTÃO APENAS NA APOSTILA COMPLETA, QUE VOCÊ PODERÁ
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CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO - QUESTÕES COMENTADAS DE CONCURSOS

01. (TJDFT, Cespe - Analista Judiciário - 2003) Assinale a opção correta pertinente aos crimes
contra o patrimônio.
a) Considere a seguinte situação hipotética.
Uma empregada doméstica, percebendo que um ladrão rondava a residência em que ela trabalhava, e
no intuito de vingar-se do patrão, deliberadamente, deixou a porta aberta, por onde o ladrão entrou e
subtraiu objetos valiosos.
Nessa situação, a empregada não deverá ser responsabilizada pelo crime perpetrado, por não ter
havido acordo prévio entre ela e o autor, necessário para caracterizar a participação criminosa.
b) A receptação é crime acessório, portanto, para sua existência, é imprescindível que o fato anterior
seja crime ou contravenção.
c) A venda posterior da coisa apropriada configura o delito de disposição de coisa alheia como própria.
d) Considere a seguinte situação hipotética.
Tadeu, com intenção de subtrair dinheiro, adentrou uma padaria empunhando uma arma de fogo e
anunciou o assalto. Porém, foi visto por policiais que patrulhavam a área e, ao perceber que poderia
ser preso, efetuou vários disparos no local, matando três pessoas que ali estavam, evadindo-se em
seguida.
Nessa situação, houve a prática do crime de latrocínio na forma tentada.
e) O agente que subtrair um automóvel e, na fuga, atropelar um pedestre, causando-lhe lesões
corporais, cometerá furto em concurso material com lesão corporal culposa, cujas penas serão
aplicadas cumulativamente.

02. (MPU - Promotor de Justiça - 2002) A respeito dos crimes contra o patrimônio, assinale a opção
incorreta.
a) O emprego de violência ou grave ameaça contra a pessoa, logo após a subtração, com a finalidade
de assegurar a impunidade do crime, caracterizará o roubo impróprio.
b) Ao contrário do crime de extorsão, cuja consumação exige comportamento ativo da vítima, no crime
de roubo a coisa é subtraída mediante violência ou grave ameaça, não havendo necessidade de a
vítima praticar qualquer ato.
c) Na apropriação indébita, o agente tem a anterior posse da coisa alheia, que lhe foi confiada pelo
ofendido, e passa a agir como se fosse o dono da coisa.
d) Quando o agente, com o objetivo de prestar auxílio a criminoso, tomando seguro o proveito do
crime, recebe bens, ciente da proveniência ilícita deles, pratica o crime de receptação dolosa.

03. (MPU - Promotor de Justiça - 2002) Considerando os posicionamentos sumulados pelo Supremo
Tribunal Federal (STF) e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), ainda em vigor, assinale a opção
incorreta.
a) Há crime de latrocínio, quando o homicídio se consuma, ainda que não realize o agente a subtração
dos bens da vítima.
b) O crime de extorsão consuma-se independentemente da obtenção da vantagem indevida.
c) No crime de roubo, a intimidação feita com arma de brinquedo autoriza o aumento da pena.
d) Comprovado não ter havido fraude, não se configura o crime de emissão de cheques sem fundos.

04. (POLÍCIA FEDERAL, Cespe - Agente de Polícia Federal - 2002) Acerca dos crimes contra o
patrimônio, julgue os itens subsequentes em (C) CERTO ou (E) ERRADO.
a) Considere a seguinte situação hipotética.
Tício, com tinta spray, pichou toda a fachada do prédio da superintendência da Polícia Federal, recém-
pintado, de propriedade privada e locado pelo Ministério da Justiça.
Nessa situação, Tício responderá pelo crime de dano qualificado, cuja ação penal é pública
incondicionada.
b) Incide causa especial de aumento de pena na hipótese da prática de crime de estelionato em
detrimento da Caixa Econômica Federal, majorando-se a reprimenda em um terço.
c) Considere a seguinte situação hipotética.
Gil, sócio-gerente da empresa Casa das Meias Ltda., emitiu três duplicatas com valores dez vezes
superiores aos das vendas efetivamente realizadas, colocando-as em circulação no mercado.
Posteriormente, para formalizar a contabilidade da empresa, Gil escriturou as duplicatas no livro de
registro de duplicatas.
Nessa situação, por ter escriturado os títulos de crédito em livro obrigatório na contabilidade, Gil não
praticou o crime de duplicata simulada.
d) Considere a seguinte situação hipotética.
Marcelo, caixa de um supermercado, privou a liberdade de locomoção da filha de seu empregador,
sequestrando-a, com o objetivo de obter para si a importância de R$20.000,00 como preço do resgate.
Antes de receber a importância exigida, Marcelo foi preso em flagrante.
Nessa situação, Marcelo responderá pela prática do crime de extorsão mediante sequestro, na forma
consumada e, caso seja condenado definitivamente, poderá ocorrer a rescisão do contrato de trabalho
pelo empregador por justa causa.
e) Considere a seguinte situação hipotética.
Beatriz adquiriu de uma pessoa desconhecida, pela importância de R$10,00, uma folha de cheque em
branco e uma cédula de identidade. Posteriormente, dirigiu-se a uma loja e efetuou compras no valor
de R$ 1.500,00, emitindo como pagamento a cártula adquirida anteriormente, com a falsificação da
assinatura da correntista. O cheque foi devolvido pelo banco sacado por ter sido sustado pela titular da
conta-corrente.
Nessa situação, Beatriz praticou o crime de estelionato, na modalidade fraude no pagamento por meio
de cheque.

05. (POLÍCIA FEDERAL, Cespe - Agente de Polícia Federal - 2002) Maria e Aparecida, previamente
ajustadas e com unidade de desígnios, subtraíram do interior de um escritório de contabilidade, de
propriedade exclusiva de João, a importância de R$ 10.000,00. Maria estava separada judicialmente de
João, que era irmão de Aparecida. Um empregado de João levou o fato ao conhecimento da
autoridade policial, que instaurou inquérito policial. Considerando essa situação hipotética, julgue os
itens a seguir em (C) CERTO ou (E) ERRADO.
a) Maria e Aparecida praticaram um crime de furto qualificado.
b) A ação penal do crime praticado é pública incondicionada.
c) A autoridade policial poderia instaurar o inquérito policial independentemente de qualquer
manifestação por parte de João.
d) Ocorreria uma imunidade penal absoluta com relação a Maria, com isenção de pena, caso, no
momento do fato delituoso, ela ainda estivesse casada e residindo com João.
e) Se o crime praticado fosse o de roubo, com o emprego de violência e grave ameaça contra João, a
ação penal seria pública incondicionada.

06. (POLÍCIA FEDERAL, Cespe - Delegado de Polícia Federal - 2002) Acerca dos crimes contra o
patrimônio e a administração pública, julgue os itens a seguir em (C) CERTO ou (E) ERRADO.
a) Considere a seguinte situação hipotética.
Nardel, assistente de transporte do Ministério da Saúde, previamente ajustado com Leandro, seu
primo, que estava desempregado, parou em um estacionamento público um veículo oficial que
transportava R$ 20.000,00 em medicamentos, deixando-o aberto e com a chave na ignição. Leandro,
valendo-se da facilidade, estacionou uma caminhonete ao lado do veículo oficial e subtraiu todo o
medicamento.
Nessa situação, Leandro responderá pelo crime de furto.
b) Considere a seguinte situação hipotética.
Sílvio interceptou o veículo de Mariana e, mediante grave ameaça exercida com o emprego de um
revólver, privou-a de sua liberdade de locomoção. O fato ocorreu em Brasília – DF. Oito horas após a
abordagem, Silvio entrou em contato com a família de Mariana e exigiu como condição para libertá-la a
importância de R$ 150.000,00 em dinheiro, a ser entregue na cidade de Goiânia – GO. No dia
seguinte, enquanto Mariana permaneceu no cativeiro em Brasília, Silvio deslocou-se até a cidade de
Goiânia, onde foi preso em flagrante no momento em que iria receber o dinheiro do resgate.
Nessa situação, Sílvio responderá pelo crime de extorsão mediante sequestro, na forma consumada.
c) Por ser a concussão crime próprio, inadmissível é a participação de pessoa estranha ao quadro do
funcionalismo público (particular).
d) O advogado que é designado pelo juiz, em audiência, para exercer a defesa de alguém (ad hoc) e,
nessa condição, solicita vantagem indevida da parte adversa para deixar de praticar algum ato no
processo não perpetra, de acordo com o STJ, o crime de corrupção passiva.
e) Considere a seguinte situação hipotética.
Luiz, empregado da ECT, empresa pública federal, apropriou-se da importância de R$ 2.000,00
referente à venda de selos, numerário de que tinha a posse em razão da função.
Nessa situação, Luiz praticou o crime de apropriação indébita.

07. (MP-AM, Cespe - Promotor de Justiça - 2001) Álvaro e Hélio, previamente acordados e com
unidade de desígnios, adentraram em uma residência para subtraírem objetos e valores. Com a
chegada dos moradores, Álvaro conseguiu fugir com a res furtiva e Hélio foi preso em flagrante. Hélio
tinha uma condenação anterior pela prática de lesão corporal culposa e Álvaro estava completando
dezoito anos de idade naquele dia. Em face da situação hipotética apresentada, assinale a opção
correta.
a) Hélio responderá pela prática do crime de furto qualificado tentado, eis que em momento algum teve
a posse tranquila e desvigiada da res furtiva.
b) Por estar completando dezoito anos de idade no dia do evento, Álvaro era penalmente inimputável.
c) A inimputabilidade do co-autor afasta a qualificadora do concurso de agentes no crime de furto.
d) Caso Hélio seja condenado à pena privativa de liberdade não-superior a quatro anos, a condenação
anterior, por si só, será causa impeditiva da substituição da pena corporal por restritiva de direito.
e) Caso aconteça a concessão de sursis a um dos agentes, o juiz sentenciante deverá explicitar as
razões pelas quais denegou a substituição da pena privativa de liberdade pela restritiva de direito.

08. (MP-AM, Cespe - Promotor de Justiça - 2001) Em cada uma das opções abaixo, é apresentada
uma situação hipotética acerca dos crimes contra o patrimônio, seguida de uma assertiva a ser julgada.
Assinale a opção cuja assertiva esteja correta.
a) Brito efetuou ligação clandestina em sua residência, fazendo a captação de água da empresa
concessionária e impedindo sua passagem pelo hidrômetro, dela usufruindo sem o pagamento de
qualquer contraprestação. Nesse caso, Brito praticou o crime de estelionato.
b) Em lugar ermo, Técio, com a mão dentro da camisa, simulando portar uma arma de fogo, intimidou e
subjugou Estefânia, subtraindo-lhe os pertences. Nesse caso, Técio responderá pelo crime de furto
mediante fraude.
c) Mévio adentrou em um hipermercado e, após apoderar-se de todo o dinheiro existente nos caixas,
foi surpreendido pelo vigia noturno. Para garantir o sucesso da fuga e assegurar a posse dos valores
subtraídos, Mévio ameaçou o vigia com um revólver, chegando, inclusive, a efetuar disparos em sua
direção. Nesse caso, Mévio responderá pelo crime de roubo impróprio.
d) Tadeu, frentista de um posto de gasolina e encarregado de receber os valores pagos pelos clientes,
assenhorou-se da metade do dinheiro recebido em determinado dia e que estava em seu poder, sendo
que, para encobrir a apropriação, emitiu notas fiscais falsas para pagamentos futuros. Nesse caso,
Tadeu responderá pelo crime de estelionato.
e) Juvenal recebeu para conserto um veículo automotor e, sem anuência do proprietário, o alienou a
terceiro, apropriando-se do numerário. Instaurado o inquérito policial, Juvenal providenciou a reparação
do dano, entregando ao proprietário do veículo o dinheiro recebido com a venda. Nesse caso, diante do
ressarcimento do prejuízo antes da denúncia, não restou configurado o crime de apropriação indébita.

09. (MP-AM, Cespe - Promotor de Justiça - 2001) Tício, com a intenção de subtrair dinheiro e valores
de uma agência bancária, adentrou no seu interior empunhando um revólver e anunciou o assalto. Ante
a reação de um dos clientes, Tício efetuou vários disparos e ceifou as vidas do cliente, de um vigia e de
um caixa, evadindo-se do local, sem nada levar, em face da aproximação de policiais militares. A partir
da situação hipotética apresentada e da legislação a ela referente, assinale a opção correta.
a) Tício praticou um crime de latrocínio tentado.
b) Ocorrendo no latrocínio triplo homicídio, o concurso material de crimes estará configurado.
c) O latrocínio é crime hediondo, sendo vedada a progressão do regime prisional, mesmo tratando-se
de fatos ocorridos antes da edição da Lei n° 8.072/1990.
d) A Lei n° 9.455/1997, que admite a progressão de regime de cumprimento da pena para o crime de
tortura, não se aplica ao crime de latrocínio, apesar de ambos serem hediondos.
e) A pena reclusiva prevista para a hipótese do crime de latrocínio está sujeita ao acréscimo de um
terço até a metade, se a violência é exercida com o emprego de arma.

10. (MPU - Promotor de Justiça - 1999) Julgue os itens que se seguem.
I - O roubo distingue-se da extorsão, pois no roubo a subtração da coisa é feita pelo agente, enquanto
que na extorsão o apoderamento do objeto material depende da conduta da vítima.
II - A distinção entre roubo próprio e impróprio reside no momento em que o sujeito emprega a
violência ou grave ameaça contra a pessoa; no roubo impróprio, a violência ou grave ameaça é
exercida após a subtração do objeto material para assegurar a impunidade do crime ou a detenção da
coisa, enquanto que, no roubo próprio, a violência ou grave ameaça é empregada de forma a permitir a
subtração.
III - Tanto na extorsão como no constrangimento ilegal, o sujeito emprega violência ou grave ameaça
contra a vítima, no sentido de que faça ou deixe de fazer alguma coisa. A diferença está em que, no
constrangimento ilegal, o sujeito ativo deseja que a vítima se comporte de determinada maneira, sem
pretender com isso obter indevida vantagem econômica. Na extorsão, ao contrário, o constrangimento
é realizado com o objetivo expresso de obter indevida vantagem econômica.
IV - O furto mediante fraude distingue-se do estelionato pelo modo que é utilizado o meio fraudulento;
no furto mediante fraude, o agente ilude a vigilância do ofendido, que, por isso, não tem conhecimento
de que o objeto material está saindo da esfera de seu patrimônio e ingressando na disponibilidade do
sujeito ativo. No estelionato, ao contrário, a fraude visa permitir que a vítima incida em erro. Por isso,
voluntariamente o ofendido se despoja de seus bens, tendo consciência de que eles estão saindo de
seu patrimônio e ingressando na esfera de disponibilidade do autor.
A quantidade de itens corretos é igual a
a) 1.
b) 2.
c) 3.
d) 4.

11. (MPU - Promotor de Justiça - 1999) Assinale a opção cujo enunciado não corresponde a
entendimento jurisprudencial consagrado em súmulas de tribunais superiores.
a) No crime de estupro praticado mediante violência real, a ação penal é pública incondicionada.
b) Há crime de latrocínio, quando o homicídio se consuma, ainda que não realize o agente a subtração
de bens da vítima.
c) Crime de extorsão consuma-se com a obtenção da vantagem indevida.
d) Quando o falso se exaure no estelionato, sem mais potencialidade lesiva, é por este absorvido.

12. (MPU - Promotor de Justiça - 1999) Julgue os seguintes itens.
I - Para a existência do delito de receptação, é imprescindível que o fato anterior constitua crime.
Sendo simples contravenção, a receptação será feito atípico.
II - Frente ao princípio da imunidade penal absolutória, será isento de pena o neto que cometer crime
de roubo contra o avô.
III - No crime de corrupção passiva, haverá co-autoria entre o corrupto e o corruptor.
IV - Salvo disposição em contrário, a determinação ou instigação e o auxílio somente serão puníveis se
o crime chegar, ao menos, a ser tentado.
A quantidade de itens corretos é igual a:
a) 1.
b) 2.
c) 3.
d) 4.

13. (MPU - Promotor de Justiça - 1998) Dois indivíduos, previamente ajustados, saem de um
supermercado, com mercadorias, sem passar pelo caixa, vindo um deles a ser preso em flagrante no
estacionamento do supermercado, com parte das mercadorias, enquanto seu comparsa consegue fugir
com o restante das mercadorias. Com relação à situação apresentada, é correto afirmar que o
indivíduo preso em flagrante
a) responderá por furto tentado.
b) responderá por furto consumado.
c) responderá por furto privilegiado.
d) não responderá por qualquer ilícito, pois a hipótese configura crime impossível.

14. (MPU - Promotor de Justiça - 1998) Assinale a opção incorreta.
a) Se o sujeito, mediante violência ou grave ameaça, pretende que a vítima realize determinado
comportamento para que dela obtenha vantagem econômica devida, estará incidindo no crime de
extorsão dita comum ou in genere.
b) A extorsão mediante sequestro consuma-se com a privação da liberdade de locomoção da vítima
por espaço de tempo juridicamente relevante, sendo de todo despiciendo que o agente obtenha,
efetivamente, a vantagem pretendida.
c) O crime de extorsão indireta admite a modalidade tentada.
d) A extorsão mediante sequestro, simples ou qualificada, tentada ou consumada, é crime hediondo, o
que impede que o seu autor seja beneficiado com a anistia, a graça, o indulto, a fiança ou a liberdade
provisória.

15. (MPU - Promotor de Justiça - 1998) Assinale a opção correta.
a) O crime de estelionato, que pressupõe conduta fraudulenta do agente com o fim de obtenção de
vantagem ilícita, tem por objetividade jurídica a fé pública.
b) Configura crime de estelionato o descumprimento de contrato, quando o pagamento da obra ou do
serviço se dá de forma antecipada, o que faz presumir a má-fé do contratado, se este não executa o
serviço no prazo avençado.
c) A emissão de cheque sem a pertinente provisão de fundos configura, em qualquer hipótese, crime.
d) O crime de estelionato, quando na modalidade de fraude no pagamento por meio de cheque,
consuma-se no momento e local em que o banco sacado recusa o seu pagamento.

16. (POLÍCIA FEDERAL, Cespe - Delegado - 1997) Nos crimes contra o patrimônio, julgue em (C)
CERTO ou (E) ERRADO.
a) a expressão coisa alheia, incluída, por exemplo, na definição dos crimes de furto e roubo, indica o
elemento normativo do tipo.
b) segundo entendimento predominante no STJ, o emprego de arma de brinquedo qualifica o crime.
c) se um dos agentes quis participar de um furto, não assumindo o risco de que o comparsa viesse a
cometer roubo, responderá apenas por furto, com a pena aumentada de até a metade se o resultado
mais grave fosse previsível.
d) desde que não ocorra violência ou grave ameaça à pessoa, reparado o dano ou restituída a coisa,
até o recebimento da denúncia ou da queixa, por ato voluntário do agente, a pena será reduzida de um
a dois terços.
e) se o marido subtrai as jóias de sua esposa, na constância da sociedade conjugal, com o auxílio de
um terceiro, este responderá por furto qualificado pelo concurso de agentes, ao passo que o marido da
vítima estará isento de pena.



GABARITO COMENTADO

01. a) Incorreta. Segundo Mirabete (2001, p. 225-226), "o concurso de pessoas pode ser definido
como a ciente e voluntária participação de duas ou mais pessoas na mesma infração penal. Necessária
a convergência de vontades para um fim comum, que é a realização do tipo penal, sendo dispensável a
existência de um acordo prévio entre as várias pessoas; basta que um dos agentes esteja certo de que
participa da conduta de outra para que esteja diante do concurso". No caso apresentado, a empregada,
mesmo sem acordo prévio, sabia que estava colaborando para a perpetração do crime, devendo por
ele responder.
b) Incorreta. A receptação (art. 180, CP) é realmente crime acessório, uma vez que constitui
pressuposto indispensável para a sua caracterização a ocorrência de um fato típico anterior, só que
este deverá estar descrito na lei como crime e não como contravenção penal.
c) Incorreta. Embora haja decisões considerando que há crime na conduta, devendo o agente
responder pela apropriação, em concurso material com a disposição de coisa alheia como própria (art.
171, § 2°, I, do CP), prevalece, na doutrina e na jurisprudência, a posição que considera que quando a
conduta é praticada tendo por objeto o produto de crime antecedente, a disposição posterior da coisa
apropriada é post factum não punível, absorvível pelo ilícito anterior. Confirma o texto e seguinte
julgado: "PENAL. CRIMES CONTRA O PATRIMÓNIO. APROPRIAÇÃO INDÉBITA SEGUIDA DE
ALIENAÇÃO DO BEM. CONCURSO APARENTE DE NORMAS. PRINCÍPIO DA SUBSIDIARIEDADE.
POST FACTUM IMPUNÍVEL. Não há concurso material de crimes na hipótese em que o agente pratica
a apropriação indébita do bem e o aliena em seguida, pois a segunda conduta não configura
disposição de coisa alheia como própria, mas consubstancia fato posterior irrelevante ou post factum
impunível. Ocorrendo duas condutas tipificadas como crimes contra o patrimônio em que a mera
sequência da outra, dirigida ao aproveitamento econômico, ocorre somente o crime principal, segundo
o princípio da subsidiariedade". (STJ: REsp n° 112.509/SP; DJ de 15/6/1998, p. 172; Relator ministro
Vicente Leal)
d) Incorreta. Tadeu praticou latrocínio consumado. Súmula n° 610, do STF: "Há crime de latrocínio,
quando o homicídio se consuma, ainda que não realize o agente a subtração de bens da vítima".
e) Correta. Tem-se, no caso, a prática de dois delitos de espécies distintas, cometidos mediante duas
ações, o que se amolda ao art. 69 do CP, que define o concurso material de crimes. O concurso formal
ocorre quando o agente, mediante uma única ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes (art. 70,
CP). Na continuidade delitiva, como no concurso material, também se verifica a prática de mais de um
crime, mediante duas ou mais condutas, exigindo, no entanto, a lei que sejam crimes da mesma
espécie (condição não exigida no concurso material, em que os crimes podem ser idênticos ou não),
praticados nas mesmas condições de tempo, local e modo de execução (art. 71, CP). Diz-se
progressivo o crime quando o sujeito, para alcançar um resultado mais grave, passa por um crime
menos grave, não se vislumbrando no caso o concurso de delitos, uma vez que o crime menor fica
absorvido pelo de maior potencial ofensivo.

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CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA - QUESTÕES DO CESPE

01. (Polícia Federal, Cespe - Perito Criminal - 2004) Julgue os seguintes itens em (C) CERTO ou (E)
ERRADO:
a) Um policial militar prendeu em flagrante um traficante de drogas e prometeu libertá-lo
imediatamente, em troca do pagamento de cinquenta mil reais. Nesse caso, o policial é sujeito ativo do
crime de corrupção passiva.
b) Lindomar foi recentemente contratado por uma autarquia federal para exercer função que envolve
exercício de poder de polícia, sendo que tal contratação se deu mediante contrato por tempo
determinado para atender necessidade temporária de excepcional interesse público. Posteriormente,
ele praticou conduta penalmente tipificada como peculato. Nessa situação, apesar de não ocupar cargo
nem emprego públicos, Lindomar poderá vir a ser penalmente condenado por crime de peculato.

02. (TSE, Cespe - Analista Judiciário - 2007) Assinale a opção correta a respeito dos crimes contra a
administração pública.
a) Os crimes praticados por servidor contra a administração pública são circunscritos às hipóteses
previstas no Código Penal.
b) Esse tipo de crime é classificado como impróprio, pois exige-se do agente uma determinada
qualidade, no caso, ser servidor público.
c) Os crimes praticados por servidor público contra a administração pública previstos no Código Penal
são delitos de ação penal pública incondicionada.
d) O conceito de funcionário público para o direito penal é o mesmo previsto na esfera do direito
administrativo, tendo em vista a comunicabilidade das instâncias penal e administrativa para fins de
punição à má atuação dos servidores.
e) N.R.A.

03. (PRF, Cespe - Policial Rodoviário Federal - 2003) Julgue em (C) CERTO ou (E) ERRADO. A
disciplina da Administração Pública no Brasil implica que:
a) se considere funcionário público, para efeitos penais, alguém que, transitoriamente e sem
remuneração, exerce emprego público.
b) quem exige para si vantagem indevida, estando fora da função pública, mas em razão dela, comete
o crime de concussão.
c) o abandono de função pode ser ilícito, mas não pode ser punido como crime.
d) aquele que patrocina diretamente interesse privado perante a Administração Pública, valendo-se da
qualidade de funcionário público, comete o crime de patrocínio infiel.
e) há crime, se um profissional declarado inidôneo celebra contrato com a Administração, tanto por
parte dele quanto do servidor que celebra o contrato.

(POLÍCIA CIVIL - RN, Cespe - Escrivão - 2009)
04. Em relação aos crimes contra a administração pública, assinale a opção correta.
a) O delegado que deixa de instaurar inquérito policial para satisfazer interesse pessoal comete o crime
de favorecimento pessoal.
b) A pessoa que solicita determinada quantia a pretexto de influir em ato praticado por policial pratica
advocacia administrativa.
c) O delegado que deixa de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo
pratica crime de condescendência criminosa.
d) O policial que solicita para si determinada quantia em razão da função que exerce pratica crime de
concussão.
e) Comete crime de desobediência o agente público que deixa de cumprir seu dever de vedar o acesso
a telefone celular, permitindo ao preso a comunicação externa.

05. Assinale a opção correta acerca dos crimes contra a fé e a administração pública.
a) O agente que dá causa à instauração de investigação policial contra alguém, imputando-lhe crime de
que o sabe inocente, pratica o crime de comunicação falsa de crime.
b) O agente que provoca a ação da autoridade policial, registrando a ocorrência de homicídio que sabe
não se ter verificado, comete o crime de denunciação caluniosa.
c) É atípica a conduta do agente que, buscando notoriedade, acusa-se perante a autoridade policial de
ser autor de crime praticado por outrem.
d) O indiciado que inova artificiosamente documento, falsificando-o no intuito de fazer prova junto a IP
responde pelos crimes de fraude processual, falsificação e uso de documento falso.
e) A testemunha que faz afirmação falsa durante o inquérito policial e a ação penal comete o crime de
falso testemunho, sendo que o fato deixa de ser punível se o agente declara a verdade antes da
sentença.

06. (TSE, Cespe - Analista Judiciário - 2007) O 25.º Batalhão de Polícia Militar apreendeu 18
veículos com sinais de adulteração. Desses, 4 foram periciados por perito da delegacia estadual de
furtos e roubos de veículos automotores, em Goiânia, constatando-se serem provenientes de
furto/roubo. Em outro automóvel, foi encontrado um chassi antigo, que ficou constatado ser produto de
furto/roubo. Os demais 13 veículos apreendidos possuíam indícios de adulteração, como motores
raspados ou furtados, placas de identificação das latas raspadas ou possivelmente falsificadas,
numeração do vidro fora do padrão adotado pelas revendedoras e motores visivelmente remarcados.
Daniel Gomes da Silva - 2.º Ten QOPM - Chefe da ALI/25.º BPM. Internet: (com adaptações). Com
base nos fatos narrados no texto acima, assinale a opção incorreta.
a) Entre os crimes mencionados no texto, destaca-se a adulteração ou remarcação do número de
chassi ou de qualquer sinal identificador de veículo automotor, de seu componente ou equipamento,
conforme previsto no Código Penal.
b) Ao criminalizar a adulteração de veículos automotores, a vontade do legislador foi proteger a
confiança que se deposita nos sinais que têm por finalidade conferir autenticidade aos veículos, bem
como aos seus agregados. Nesse contexto, o crime de adulteração é considerado crime contra a fé
pública.
c) Caso se constate que a adulteração dos chassis ocorreu mediante alteração de um único dígito de
cada numeração original, incidirá o princípio da insignificância e ficará caracterizada a atipicidade
material da conduta da quadrilha.
d) A prática de adulteração é um crime formal, pois independe de resultado lesivo para sua
configuração, além de ser delito que depende de complementação normativa (norma penal em branco),
uma vez que a legislação de trânsito precisará ser utilizada para integrar o conceito de sinais
identificadores de veículos automotores.




GABARITO
01. C, C
(...)

ESTE É UM MODELO DE DEMONSTRAÇÃO DA APOSTILA.
O GABARITO INTEGRAL DAS QUESTÕES DESTE ASSUNTO
ESTÃO APENAS NA APOSTILA COMPLETA, QUE VOCÊ PODERÁ
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CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA - QUESTÕES COMENTADAS DE CONCURSOS

01. (TJ-SP - Juiz - 169º Concurso) Para o tipo qualificado de quadrilha ou bando armado,
indispensável o constante em uma das seguintes proposições:
a) todos os agentes devem estar armados;
b) somente se considera a arma própria;
c) que as armas sejam portadas ostensivamente;
d) que as armas pertençam aos integrantes do grupo.

02. (TJ-SP - Juiz - 2000) O agente que, ao ver um criminoso passar algemado e escoltado, bate-lhe
acaloradas palmas, pratica:
a) crime de apologia de criminoso;
b) delito de incitação do crime;
c) contravenção penal de conduta inconveniente;
d) conduta atípica.

03. (TJ-SP - Juiz - 169º Concurso) Assinale a alternativa que indica em que circunstância se pode
aceitar a configuração do delito de resistência.
a) O agente desatende ao chamado verbal de autoridade para receber uma censura em público.
b) O agente põe-se a espernear, dificultando ser encaminhado à prisão.
c) O agente profere ofensas verbais ao meirinho quando este cumpre mandado judicial.
d) O agente se opõe, mediante agressões físicas, ao cumprimento de mandado de prisão, alegando
decorrer de injusta sentença condenatória.

04. (PC-RJ - Papiloscopista Policial - 2002) Em face do delito de peculato, pode-se afirmar que:
a) só pode ser cometido por funcionário público, mesmo em co-autoria;
b) em caso de crime culposo, a reparação do dano sempre extingue a punibilidade;
c) em caso de crime culposo, a reparação do dano, se precede à denúncia, extingue a punibilidade;
mas se lhe é posterior tão somente reduz a pena à metade;
d) não se configura em caso de apropriação de bem particular, uma vez que cuida de proteger o erário;
e) não cuida de bens imóveis, mas apenas de dinheiro, valor ou bem móvel.

05. (PC-RJ - Delegado de Polícia - 2002) Procurador autárquico, desejando aumentar a arrecadação
do fisco, passa a empregar na cobrança meio vexatório/gravoso, consistente em divulgar notas em
jornal de grande circulação, ironizando os devedores e criticando-os por fazerem uso da via judicial
para questionar seus débitos.
Sua conduta configura:
a) concussão;
b) excesso de exação;
c) ameaça;
d) prevaricação;
e) constrangimento ilegal.

06. (PC-RJ - Oficial de Cartório Policial - 2001) Deixar de lavrar o auto de prisão em flagrante,
visando ao futuro recebimento de dinheiro por parte do autor de fato delituoso, como forma de
agradecimento, configura:
a) corrupção ativa;
b) corrupção passiva;
c) prevaricação;
d) concussão;
e) peculato.

07. (PC-RJ - Inspetor de Polícia - 2001) A chegada da polícia à residência de Maria, genitora de João,
no cumprimento de mandato judicial de busca e apreensão, fez com que ela ocultasse um bem furtado
pelo filho. A conduta de Maria representa:
a) fato atípico;
b) receptação;
c) favorecimento pessoal;
d) favorecimento real;
e) furto qualificado pelo concurso de agentes.

08. (PC-RJ - Delegado de Polícia - 2000) Policial militar prende em flagrante delito pessoa que trazia
consigo, para fins de comércio, cinquenta embalagens contento cloridrato de cocaína. Incentivado por
um amigo presente no momento da detenção, o miliciano impõe o pagamento da quantia de dez mil
reais em dinheiro para não conduzir o meliante até a delegacia de polícia, com o que este concorda,
ajustando a entrega da quantia para o dia seguinte. Alertado por informe anônimo, o delegado de
polícia comparece ao local, já com mandado de prisão expedido pela autoridade judicial competente,
impedindo, assim, a entrega do dinheiro. Indique o(s) delito(s) praticado(s) pelo miliciano e seu amigo,
respectivamente:
a) corrupção passiva para ambos;
b) tentativa de concussão para o policial e incitação ao crime pelo amigo;
c) concussão somente para o policial, sendo atípica a conduta do amigo;
d) concussão para ambos;
e) corrupção passiva para ambos.

09. (PC-RJ - Inspetor de Polícia - 2001) Luís compareceu à Corregedoria da Polícia Civil, onde
noticiou que Mévio, policial civil, seu vizinho e desafeto, praticou o crime de abuso de autoridade contra
terceiro, sabendo que, na verdade, o fato fora realizado por outro policial. Em razão da informação
prestada, instaura-se inquérito policial com o fim de apurar o crime. Indique o delito praticado por Luís:
a) difamação;
b) calúnia;
c) falso testemunho;
d) comunicação falsa de crime;
e) denunciação caluniosa.

10. (PGE-RJ - Secretário de Procuradoria - 2002) Luís, funcionário público, ao receber uma
representação no exercício de suas funções, leva-a para sua residência. Dois meses após o incidente,
Mário, chefe do funcionário, inconformado com o péssimo desempenho de Luís, obtém a transferência
deste para outro setor. Indignado, Luís encaminha a representação para a comissão de sindicâncias,
esclarecendo que Mário não deu prosseguimento ao expediente para proteger o representado, com
quem mantinha relação amorosa. Instaura-se procedimento para investigação da veracidade das
informações. Indique os delitos cometidos por Luís:
a) subtração de documento e calúnia;
b) extravio ou sonegação de documento e calúnia;
c) subtração de documento e denunciação caluniosa;
d) supressão de documento e denunciação caluniosa;
e) extravio ou sonegação de documento e denunciação caluniosa.

11. (PC-RJ - Delegado de Polícia - 2001) Ao ser preso por portar certa quantidade de substância
entorpecente para uso próprio, Lucas oferece a quantia de cinquenta reais a Flávio, policial militar, que,
não concordando com a quantia, pede o dobro para não conduzi-lo à delegacia de polícia. No exato
momento em que Lucas está entregando o valor acordado, o oficial de supervisão, Fábio, surpreende
os dois e os leva para a delegacia de polícia, onde apresenta o fato à autoridade policial, informando
que o valor apreendido foi de cinquenta reais. Indique o(s) delito(s) perpetrado(s) por Lucas, Flávio e
Fábio, respectivamente, desconsiderando a posse de substância entorpecente:
a) corrupção ativa; corrupção passiva; peculato;
b) corrupção passiva; concussão; apropriação indébita;
c) corrupção passiva; corrupção ativa; prevaricação;
d) corrupção ativa; concussão; peculato;
e) corrupção ativa; corrupção passiva; apropriação indébita.

12. (PC-RJ - Delegado de Polícia - 2001) A secretária do presidente de uma empresa mundialmente
conhecida ameaça fornecer à imprensa fotos e fita cassete que comprovam a prática de conjunção
anal do presidente com outro homem, caso não lhe seja entregue o valor devido referente a um ano de
salários atrasados, por trabalho efetuado. O delito perpetrado pela secretária consiste de:
a) constrangimento ilegal;
b) difamação;
c) exercício arbitrário das próprias razões;
d) extorsão;
e) ameaça.

13. (OAB-RJ - 15º Exame de Ordem) Tinoco, responsável pelo almoxarifado de uma repartição
pública, vendo que o seu subordinado Alfredo; com constância, era procurado por várias mulheres,
acabou por descobrir que o mesmo era bígamo. Entretanto, Tinoco, por considerar que seu
subordinado era um exemplar funcionário e que prestava assistência material a todas as mulheres que
o procuravam, por indulgência, deixou de levar o fato ao conhecimento de seu superior.
Responda:
a) Tinoco cometeu o crime de condescendência criminosa;
b) Tinoco não cometeu delito;
c) Tinoco cometeu o crime de favorecimento pessoal;
d) Tinoco cometeu o crime de prevaricação.

14. (PM-DF - Oficial da Polícia Militar - 2001) Em cada uma das opções a seguir, é apresentada uma
situação hipotética seguida de uma assertiva a ser julgada. Assinale a opção cuja assertiva esteja
correta.
a) Cácio, intitulando-se como funcionário de empresa telefônica e, com o expediente ardiloso de que
era encarregado de vistoriar e consertar instalações, recebeu aparelhos telefônicos com a
aquiescência dos proprietários e deles se apoderou. Nesse caso, Cácio praticou o crime de estelionato.
b) Rudi, escrivão de polícia, retardou indevidamente, por negligência, o atendimento de uma requisição
ministerial de instauração de inquérito policial endereçada ao delegado de polícia. Nesse caso, Rudi
praticou o crime de prevaricação.
c) Magno foi abordado em uma blitz por policiais militares do batalhão de trânsito, que solicitaram a
apresentação da CNH e dos documentos do veículo. Em vez de obedecer à solicitação, Magno
empreendeu fuga e não acatou a determinação de parar o veículo. Nesse caso, Magno praticou o
crime de resistência.
d) Xênia, movida por vingança, apresentou representação criminal contra Zélio, seu ex-namorado,
imputando-lhe a prática do crime de estupro, que inexistiu, dando causa à instauração de inquérito
policial. Nesse caso, se for comprovada a não-ocorrência da infração penal, Xênia terá praticado crime
de comunicação falsa de crime.
e) Cláudio, agente de polícia, exigiu de Roberto, réu com prisão preventiva decretada, o pagamento da
importância de R$ 1.500,00 para deixar de cumprir o mandado de prisão. Nesse caso, Cláudio praticou
o crime de corrupção passiva.

15. (PF, Cespe - Agente de Polícia - 2001) Em cada um dos itens a seguir, é apresentada uma
situação hipotética, seguida de uma assertiva a ser julgada.
1. Jamil, funcionário da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), autorizado a operar o SIAFI pelo titular
da Divisão de Suporte e Atendimento a Usuários (DISUP) da Coordenação-Geral de Sistemas de
Informática (COSIS) da STN, alterou indevidamente dados corretos existentes no sistema, referentes a
registros da execução orçamentária e financeira de determinada unidade gestora, objetivando, com
isso, causar danos à Administração Pública. Nessa situação, como o SIAFI é o sistema informatizado
que registra, controla e contabiliza toda a execução orçamentária, financeira e patrimonial do Governo
Federal, Jamil praticou o crime de modificação ou alteração não-autorizada de sistema de informações.
2. Muniz, funcionário da Secretaria de Orçamento Federal (SOF), com vontade livre e consciente,
alterou o subsistema tabela de apoio do SIDOR, sem autorização ou solicitação do Secretário de
Orçamento Federal. Nessa situação, como o SIDOR é o sistema de dados orçamentários da SOF,
Muniz praticou o crime de modificação ou alteração não-autorizada de sistema de informações.
3. Sérgio terminou um noivado de três anos com Carla, que, por vingança, compareceu perante a
autoridade policial e apresentou uma representação, imputando-lhe a prática dos crimes de estupro e
atentado violento ao pudor. Após a autoridade policial ter relatado o inquérito policial, antes de
encaminhar os autos ao Poder Judiciário, Carla compareceu à delegacia e retratou-se, inocentando
Sérgio. Nessa situação, Carla praticou o crime de comunicação falsa de crime.
4. Objetivando apurar um crime de latrocínio, a autoridade policial instaurou inquérito policial,
indiciando Mário como autor da infração penal. A fim de proceder à reprodução simulada dos fatos, a
autoridade policial determinou a intimação do indiciado para comparecer à delegacia, sob as penas da
lei. Mário, apesar de ter comparecido à delegacia, recusou-se terminantemente a participar da
reconstituição simulada. Nessa situação, Mário praticou o crime de desobediência.
5. Sebastião foi intimado a prestar declarações em um inquérito policial. Ao chegar à delegacia e
verificar que a autoridade policial não estava presente, passou a ofendê-la e desprestigiá-la com
palavras de baixo calão, ofendendo a dignidade e o decoro da sua função. Nessa situação, Sebastião
praticou o crime de desacato.

16. (PC-RJ - Delegado de Polícia - 2002) Um grupo de presos custodiados em instituição prisional
estadual, de nome "Casa 1", após lerem a Lei de Execução Penal, a Constituição Federal, os escritos
de Thoreau e Ghandi, e chegando à conclusão de que estão sendo submetidos a tratamento
desumano e não estão sendo respeitados os ditames normativos a si aplicáveis, passam a conclamar
os outros presos a participarem de um movimento voltado para chamar a atenção da população,
através da imprensa, e das autoridades, a fim de corrigir os problemas que estão lhes afligindo. O
movimento, nesse sentido, é bem-sucedido e a manifestação faz com que a prisão tenha seu
funcionamento regular prejudicado. Isso ocorre, pois, apesar de não usarem de violência, a
desobediência passiva praticada, consistente em manterem-se os presos imóveis no pátio, traz
transtorno para a disciplina e funcionamento da instituição.
O sucesso do movimento na "Casa 1" chega ao conhecimento dos internos da unidade vizinha,
denominada "Casa 2" e destinada apenas àqueles que estão cumprindo medidas de segurança. Como
consequência, os internos realizam movimento semelhante, obtendo os mesmos resultados junto à
imprensa e à coletividade, e igualmente transtornando a ordem e a disciplina na respectiva instituição.
O art. 354 do Código Penal, motim de presos, dispõe o seguinte:
Art. 354 – Amotinarem-se presos, perturbando a ordem ou disciplina da prisão:
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, além da pena correspondente à violência.
O art. 62 do Código Penal, agravantes no caso de concurso de pessoas, dispõe o seguinte:
A pena será ainda agravada em relação ao agente que:
I - promove, ou organiza a cooperação no crime ou dirige a atividade dos demais agentes.
Analisando os fatos, é correto dizer que os participantes dos movimentos praticaram:
a) conduta atípica, tanto os da "Casa 1" quanto os da "Casa 2";
b) motim de presos os da "Casa 1" e conduta atípica os da "Casa 2";
c) motim de presos os da "Casa 1" e os da "Casa 2";
d) motim de presos os da "Casa 1" e os da "Casa 2", devendo os líderes do movimento em ambas as
instituições responder também pela agravante do art. 62, I, do Código Penal;
e) motim de presos os da "Casa 1" e os da "Casa 2", devendo responder pela agravante do art. 62, I,
do Código Penal apenas os líderes do movimento na "Casa 1".

17. (TJ-SP - Juiz - 1998) O oficial de um Cartório de Notas, agindo com manifesta negligência,
reconhece como verdadeira a assinatura falsa lançada no endosso de um certificado de propriedade de
veículo a motor. É correto dizer que, no exercício da função pública, o oficial:
a) cometeu delito por atestado ideologicamente falso;
b) cometeu delito por falso reconhecimento de firma ou letra;
c) cometeu delito por prevaricação;
d) não cometeu nenhum crime, por ausência de dolo.

18. (TJ-SP - Juiz - 1998) Policarpo, que exerce a chefia numa repartição pública municipal,
surpreendeu o funcionário Belarmino no momento em que ele furtava material do almoxarifado, mas,
movido por um sentimento de compaixão, deixou de responsabilizar o subordinado. Que infração penal
teria o chefe cometido?
a) Favorecimento pessoal.
b) Prevaricação.
c) Omissão de comunicação de crime.
d) Condescendência criminosa.

19. (TJ-SP - Juiz - 1998) Paulo, movido por um sentimento altruísta, assume a autoria de um crime de
atropelamento de pedestre, cometido por sua namorada Lúcia, dando origem à abertura de inquérito
policial sobre o fato. Qual o crime praticado, em tese, por Paulo?
a) Favorecimento pessoal privilegiado.
b) Comunicação falsa de crime.
c) Auto-acusação falsa.
d) Denunciação caluniosa.

20. (TJ-SP - Juiz - 1999) Funcionário público "A" deixa, propositadamente, a porta do prédio da
repartição aberta, sabendo que seu amigo, não-funcionário, "B", irá nele penetrar e subtrair objetos
valiosos da administração. Neste caso:
a) "A" responderá por peculato-furto e "B", por peculato-apropriação;
b) ambos responderão por peculato-furto;
c) "A" responderá por peculato culposo e "B", por peculato-furto;
d) "A" responderá por peculato-apropriação e "B", por furto simples.

21. (TJ-SP - Juiz - 2000) O agente que solicita dinheiro com a desculpa fantasiosa de que irá
influenciar o juiz na decisão de uma causa comete crime de:
a) exploração de prestígio;
b) corrupção passiva;
c) tráfico de influência;
d) advocacia administrativa.

22. (TCU, Cespe - Procurador do MP - 2004) Valendo-se do cargo público que ocupa em órgão
estadual encarregado de emitir carteira de identidade civil, Tício solicitou, para si, indevidamente, a
quantia de R$ 1.000,00, para emitir uma carteira falsa em favor de Paulus. Ocorre que, já na ocasião
dessa solicitação, Tício não tinha a intenção de emitir a referida carteira e, de fato, após receber o
numerário, não a emitiu.
Considerando a situação hipotética anterior, julgue os itens subsequentes.
a) Nesse caso, sem prejuízo de que possa haver outro crime qualquer, o certo é que não há crime de
corrupção passiva, pois não houve a intenção nem a assunção do risco de praticar o ato prometido.
b) Caso Tício seja condenado por esse fato, a sentença penal condenatória irrecorrível tornará certa a
sua obrigação de reparar eventual dano causado pelo crime, sem que seja novamente analisada a
existência do fato e sua autoria no juízo cível.
c) Caso Tício pudesse, por esse fato, ser condenado a uma pena privativa de liberdade de oito anos,
estaria sujeito, também, à perda do cargo público que ocupa, como efeito específico da sentença penal
condenatória irrecorrível, sem qualquer necessidade de que a isso faça menção o julgado.

23. (TCU, Cespe - Procurador do MP - 2004) Acerca dos crimes contra a Administração Pública,
julgue os itens a seguir.
a) Considere a seguinte situação hipotética.
Brutus, deputado estadual, costuma apresentar-se aos eleitores que o visitam em seu gabinete como
procurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União, licenciado para o exercício de
cargo eletivo, o que só ele sabe ser inverídico.
Nessa situação, sobre a conduta de Brutus não incide o crime de usurpação de função pública.
b) Considere a seguinte situação hipotética.
O funcionário público Alberto, com competência para tal, deixou, por negligência, de responsabilizar
subordinado seu que havia cometido infração funcional no exercício do cargo.
Nessa situação e a despeito da sua conduta, Alberto não cometeu o crime de condescendência
criminosa.

24. (TJDFT - Analista Judiciário - 2003) Julgue os seguintes itens, pertinentes aos crimes contra a
Administração Pública.
I. O funcionário público que auxiliar terceiro na prática de contrabando e descaminho, violando dever
funcional, responderá como participe da citada figura delituosa.
II. Considere a seguinte situação hipotética.
Por estar sendo incriminado em processo judicial, Dionísio ofereceu importância em dinheiro ao oficial
de justiça, para evitar o cumprimento de mandado de citação. Todavia, antes do recebimento da
vantagem indevida, o respectivo mandado foi cumprido por outro oficial.
Nessa situação, Dionísio cometeu corrupção ativa, na forma tentada.
III. É indispensável à configuração do crime de desacato que a ofensa seja feita na presença do
funcionário público.
IV. Se, após ter sua prisão ordenada por um policial, o agente se agarra a uma placa de sinalização
existente em uma via pública, de forma a evitar sua condução à delegacia de polícia, estará
configurado o delito de resistência.
V. Considere a seguinte situação hipotética.
Um funcionário público emprestou a um amigo a quantia de dez mil reais que estava sob sua guarda,
em virtude do cargo que ocupava. Posteriormente, a quantia lhe foi devolvida.
Nessa situação, houve o cometimento do delito intitulado peculato-desvio.
Estão certos apenas os itens:
a) I e IV;
b) I e V;
c) II e III;
d) II e IV;
e) III e V.

25. (TJDFT - Analista Judiciário - 2003) Assinale a opção correta a respeito dos crimes contra a
Administração Pública.
a) Comete o delito intitulado desacato o réu que, em processo judicial, ao receber um mandado
entregue por oficial de justiça, rasga-o e, em seguida, atira-o ao chão.
b) Aquele que, fingindo ser funcionário público exercente do cargo de fiscal de tributos, exige uma
propina no valor de R$ 20.000,00 para não cobrar impostos devidos, incide nas sanções do delito de
concussão.
c) Configura-se o delito de corrupção ativa o fato de alguém oferecer dinheiro à testemunha para que
esta, nas suas declarações em processo judicial, negue a verdade dos fatos.
d) Se um policial rodoviário deixasse de expedir multa a um motorista infrator, por se tratar de um velho
conhecido e de quem acabara de aceitar uma pequena gratificação em dinheiro, restaria configurado o
delito de prevaricação.
e) Considere a seguinte situação hipotética.
Um funcionário público, à noite, entrou na repartição vizinha à sua e arrombou o cofre para que terceiro
subtraísse valores ali existentes. Nessa situação, o funcionário público e o terceiro responderão por co-
autoria do peculato-furto.

26. (Ingresso nos Serviços Notariais e de Registro - 2002) Descobrindo que, por meio fraudulento,
consistente no emprego de uma procuração falsa, seu apartamento fora vendido a terceiro, "A" dirigiu-
se ao Oficial de Registro de Imóveis, de posse da decisão judicial que reconheceu a fraude, e, através
de grave ameaça, exercida com o emprego de arma de fogo, o compeliu a cancelar o registro
decorrente do ato comprovadamente falso. Preso em flagrante, antes que o Ministério Público
oferecesse a denúncia, "A" impetrou ordem de habeas corpus, visando ao trancamento da ação penal,
ao argumento de faltar legitimação ativa ao Órgão da Acusação Oficial, por cuidar-se, na hipótese, de
crime persequível por iniciativa exclusiva do ofendido.
Sobre o fundamento da impetração, pode-se afirmar que:
a) a ordem deve ser concedida, mas por outro motivo: em caso de delito de ameaça, somente se
procede mediante representação do ofendido;
b) a ordem deve ser denegada, porque, pelo emprego de arma, o crime de ameaça se converte em
infração persequível por ação penal pública;
c) a ordem deve ser concedida, porque a hipótese configura delito de exercício arbitrário das próprias
razões, cuja persecução se condiciona à iniciativa exclusiva do ofendido;
d) a ordem deve ser denegada, porque, em caso de infração ao tipo descrito no art. 345 do Código
Penal, o emprego de violência legitima o Ministério Público para a propositura da ação penal;
e) a ordem deve ser concedida já que, na hipótese do delito descrito no art. 345 do Código Penal,
apenas a violência contra a pessoa desloca a iniciativa da ação penal para o Ministério Público.

27. (Ingresso nos Serviços Notariais e de Registro - 2002) No crime de peculato, a expressão
"funcionário público" caracteriza:
a) elemento subjetivo do injusto;
b) elemento objetivo do tipo;
c) elemento normativo do tipo;
d) elemento subjetivo do tipo;
e) elemento descritivo do tipo.

28. (Ingresso nos Serviços Notariais e de Registro - 2002) O funcionário autorizado que exclui,
indevidamente, dados corretos dos bancos de dados da Administração Pública, comete, dentre os
crimes descritas no Código Penal, o de:
a) modificação ou alteração não-autorizada de sistema de informações
b) inserção de dados falsos em sistema de informações;
c) extravio, sonegação ou inutilização de livro ou documento;
d) falsificação de documento público;
e) falsificação de papéis públicos.

29. (TRT-RJ - Juiz do Trabalho - 2004) Na loja de O. da Cruz, desaparece uma quantia em dinheiro.
O sócio acredita que seu funcionário, R. de Almeida, furtou o dinheiro. Chama três seguranças, que
estavam desarmados, e determina o fechamento da loja, mantendo dentro dela o funcionário. Avisa-o
de que, se houvesse tentativa de sair, poderia ser agredido. Anuncia o desaparecimento da quantia e
sua desconfiança. Diz que somente o libertará se houver a confissão e a devolução da quantia.
Decorridos trinta minutos, R. de Almeida confessa o furto e devolve a quantia, sendo então liberado.
Assinale a correta tipificação penal para os atos de O. da Cruz.
a) Ele não cometeu nenhum crime.
b) Constrangimento ilegal.
c) Exercício arbitrário das próprias razões.
d) Cárcere privado.
e) Extorsão mediante sequestro.

30. (TRT-RJ - Juiz do Trabalho - 2004) Analisando as assertivas a seguir:
I. não há crime quando o agente pratica o fato no exercício regular de direito;
II. encontra-se em legítima defesa quem, usando moderadamente dos meios necessários, repele
injusta agressão, atual ou iminente, a direito de outrem;
III. exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de
assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, tipifica crime de corrupção passiva;
IV. advogado ou procurador judicial, que defende na mesma causa, simultânea ou sucessivamente,
partes contrárias, comete crime de patrocínio infiel, sendo crime cometido por particular contra a
administração em geral;
V. retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa
de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal, tipifica crime de prevaricação.
Assinale:
a) se somente as assertivas I, II e III estiverem corretas;
b) se somente as assertivas II, III e IV estiverem corretas;
c) se somente as assertivas III, IV e V estiverem corretas;
d) se somente as assertivas I, IV e V estiverem corretas;
e) se somente as assertivas I, II e V estiverem corretas.

31. (PF, Cespe - Delegado de Polícia Federal - 2002) Em cada um dos seguintes itens, é
apresentada uma situação hipotética, seguida de uma assertiva a ser julgada.
1. Marilúcia ingressou com uma ação de perdas e danos em face de Lenda, que foi distribuída para
tramitar perante a 2ª Vara Cível. A juíza titular do juízo era inimiga capital de Marilúcia e, por
animosidade desejo de vingança contra a desafeta, retardou o andamento regular do processo, não
despachando e retendo indevidamente os autos em uma gaveta de seu gabinete. Nessa situação, a
magistrada praticou crime de prevaricação.
2. Em uma ação reivindicatória, Rui foi arrolado como testemunha parte autora. Saneado o processo e
fracassada a tentativa de conciliação, o magistrado designou a audiência de instrução e julgamento,
sendo expedidos os mandados de intimação das testemunhas. Devidamente intimado do dia, hora e
local da audiência, Rui deixou de comparecer, injustificadamente. Nessa situação, Rui responderá pelo
crime de desobediência.
3. Proposta uma ação de prestação de contas, o juiz deferiu a prova pericial pugnada pelas partes e
nomeou Antônio como perito, fixando o prazo para a entrega do laudo. Expirado o prazo assinalado,
Antônio, que não se escusou do encargo, deixou de apresentar o laudo sem motivo legítimo. Nessa
situação, Antônio responderá pelo crime de desobediência.
4. Libânio constituiu um advogado para propor uma ação negatória de paternidade, alegando sua
impotência generandi ou concipiendi. Antes de ingressar com a petição inicial, a fim de induzir em erro
o juiz e o perito, Libânio submeteu-se a uma operação destinada à esterilização. Nessa situação,
Libânio responderá pelo crime de fraude processual.
5. O advogado da parte ré em uma ação de indenização em tramitação em Brasília - DF retirou os
autos do cartório mediante termo de vista, pelo prazo de cinco dias. Ultrapassados trinta dias da
retirada, o diretor da secretaria do juízo entrou em contato telefônico com o procurador e solicitou a
devolução dos autos, no prazo de 24 horas. Com a expiração do prazo, a retenção dos autos foi
comunicada ao juiz. Nessa situação, para a configuração do crime de sonegação de papel ou objeto de
valor probatório, será necessário que o advogado seja intimado no Diário da Justiça para devolver os
autos no prazo fixado e deixe de fazê-lo.

32. (PC-RJ - Investigador Policial - 2006) Pratica o crime de prevaricação, previsto no art. 319 do
Código Penal, o agente que:
a) patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração pública, valendo-se da
qualidade de funcionário;
b) retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa
de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal;
c) exigir para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-
la, mas em razão dela, vantagem indevida;
d) solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou
antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem;
e) solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou para outrem, vantagem ou promessa de vantagem, a
pretexto de influir em ato praticado por funcionário público no exercício da função.





GABARITO e COMENTÁRIOS
01. C
Questão média, exigindo conhecimentos doutrinários sobre o crime de quadrilha ou bando, na forma
qualificada (art. 288, parágrafo único, do CP).
As alternativas "a" e "b" são descartadas porque, segundo o entendimento dominante, basta que um
dos agentes esteja armado, configurando-se o tipo qualificado se o bando estiver usando armas
próprias ou impróprias, como lembra Victor Eduardo Rios Gonçalves:
O parágrafo único prevê que a pena será aplicada em dobro se a quadrilha ou o bando for armado.
Apesar das divergências, prevalece o entendimento de que basta um dos integrantes da quadrilha
estar armado. O dispositivo alcança a utilização de armas próprias (fabricadas para servir como
instrumento de ataque ou defesa) ou impróprias (feitas com outra finalidade, mas que também podem
matar ou ferir - facas, navalhas, estiletes etc.) (Dos Crimes contra os Costumes aos Crimes contra a
Administração, p. 77).
A alternativa "d" é facilmente descartada porque o tipo penal em momento algum exige que as armas
que estejam sendo utilizadas pertençam aos integrantes do grupo ("Parágrafo único - A pena aplica-se
em dobro, se a quadrilha ou bando é armado").
Quanto à alternativa "c", cabe notar que o porte ostensivo das armas tem relevância na maior
intimidação das vítimas, que é o evento considerado pelo legislador para o aumento de pena.

(...)

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CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA - QUESTÕES COMENTADAS DE CONCURSOS

01. (TJ-PE, FCC - Analista Judiciário - 2007) Em relação aos Crimes contra a Administração Pública,
considere:
I - Exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la,
mas em razão dela, vantagem indevida.
II - Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes
de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem.
III - Solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou para outrem, vantagem ou promessa de vantagem, a
pretexto de influir em ato praticado por funcionário público no exercício da função.
IV - Oferecer ou prometer vantagem indevida a funcionário público, para determiná-lo a praticar, omitir ou
retardar ato de ofício.
As assertivas correspondem, respectivamente, aos crimes de
a) concussão, corrupção passiva, tráfico de influência e corrupção ativa.
b) corrupção ativa, concussão, corrupção passiva e tráfico de influência.
c) corrupção passiva, tráfico de influência, concussão e corrupção ativa.
d) tráfico de influência, corrupção passiva, corrupção ativa e concussão.
e) concussão, corrupção ativa, tráfico de influência e corrupção passiva.

02. (TRE-MS, FCC - Analista Judiciário - 2007) Considere:
I - Exigir diretamente para si, em razão de função pública, vantagem indevida.
II - Aceitar promessa de vantagem indevida para si, ainda que fora da função pública, mas em razão
dela.
III - Desviar o funcionário público em proveito alheio, bem móvel particular de que tem a posse em
razão do cargo.
IV - Desviar o funcionário público, em proveito próprio, o que recebeu indevidamente para recolher aos
cofres públicos.
Tais condutas configuram, respectivamente, os crimes de
a) corrupção passiva, peculato, excesso de exação e prevaricação.
b) concussão, corrupção passiva, peculato e excesso de exação.
c) prevaricação, excesso de exação, concussão e peculato.
d) peculato, concussão, corrupção passiva e prevaricação.
e) excesso de exação, corrupção passiva, peculato e concussão.

03. (TRT-24ª Região, FCC - Analista Judiciário - 2006) Perseu, advogado militante na cidade, não é
funcionário público, mas é amigo do Delegado de Polícia do Município. Valendo-se dessa amizade,
pediu ao policial que não prendesse em flagrante um cliente seu que havia sido surpreendido furtando
roupas de uma loja. Nessa situação, Perseu
a) cometeu crime de condescendência criminosa.
b) cometeu crime de advocacia administrativa.
c) cometeu crime de corrupção passiva.
d) não cometeu crime contra a Administração Pública.
e) cometeu crime de concussão.

04. (TRE-AP, FCC - Analista Judiciário - 2006) Considere as seguintes assertivas:
I - Desviar o funcionário público dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de
que tem a posse em razão do cargo, em proveito próprio ou alheio.
II - Exigir, para si ou para outrem direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-
la, mas em razão dela, vantagem indevida.
III - Exigir tributo ou contribuição social que sabe ou deveria saber indevido, ou, quando devido,
emprega na cobrança meio vexatório ou gravoso, que a lei não autoriza.
IV - Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou
antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem.
A descrição das condutas típicas acima, correspondem, respectivamente, aos crimes de
a) furto, corrupção passiva, extorsão e peculato.
b) apropriação indébita, peculato, excesso de exação e corrupção passiva.
c) peculato, concussão, excesso de exação e corrupção passiva.
d) excesso de exação, extorsão, prevaricação e apropriação indébita.
e) estelionato, prevaricação, peculato e extorsão.

05. (TRT-2
a
Região, FCC - Analista Judiciário - 2004) Considere as afirmativas:
I - Comete o crime de advocacia administrativa quem, valendo-se da qualidade de funcionário público,
pleiteia, junto a superiores hierárquicos, interesse particular próprio perante a administração pública.
II - O crime de abandono de função, consistente em abandonar cargo público fora dos casos permitidos
em lei, somente é punível a título de dolo.
III - O crime de violação de segredo funcional caracteriza-se com a mera revelação do segredo a
terceiro, independentemente de qualquer resultado lesivo, exigindo-se apenas a potencialidade de
dano.
IV - O crime de concussão se caracteriza com a mera solicitação de vantagem indevida pelo
funcionário público.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I, II e III.
b) I, II e IV.
c) I e IV.
d) II e III.
e) II, III e IV.

06. (TRT-24ª Região, FCC - Analista Judiciário - 2003) Considere as proposições abaixo:
I - Os tutores, curadores, síndicos e inventariantes dativos são considerados funcionários públicos para
os efeitos penais.
II - Caracteriza-se o crime de advocacia administrativa pelo patrocínio, valendo-se da qualidade de
funcionário, de interesse privado próprio, perante a Administração Pública.
III - O escrevente que revela fato objeto de processo que tramita em seu cartório só comete crime de
violação de sigilo funcional se esse processo estiver tramitado em segredo de justiça.
Está correto o que se afirma SOMENTE em
a) I.
b) I e II.
c) I e III.
d) II e III.
e) III.

07. (PGE-RR, FCC - Procurador do Estado - 2006) Assinale a alternativa que contém dois crimes
praticados por funcionário público contra a Administração em geral e um crime praticado por particular
contra a Administração em geral.
a) Prevaricação, corrupção passiva e tráfico de influência.
b) Desobediência, corrupção ativa e inutilização de edital ou sinal.
c) Inserção de dados falsos em sistema de informações, excesso de exação e condescendência
criminosa.
d) Desacato, resistência e advocacia administrativa.
e) Concussão, advocacia administrativa e facilitação de contrabando ou descaminho.



GABARITO E COMENTÁRIOS
01. A
Alternativa A - CERTA
Os enunciados correpondem exatamente aos artigos do Código Penal sobre os crimes de concussão
(art. 316), corrupção passiva (art. 317), tráfico de influência (art. 332) e corrupção ativa (art. 333).
Alternativas B, C, D e E - ERRADAS
As assertivas estão fora da ordem estabelecida no enunciado.

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CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA (MODALIDADE: PECULATO)
QUESTÕES COMENTADAS DE CONCURSOS

01. (TCE-MG, FCC - Técnico de Controle Externo - 2007) No peculato culposo, a reparação do dano,
se precede à sentença irrecorrível,
a) é causa de diminuição da pena.
b) exclui o crime.
c) não tem qualquer repercussão.
d) extingue a punibilidade.
e) é circunstância atenuante.

02. (TRE-PB, FCC - Analista Judiciário - 2007) No peculato culposo, a reparação do dano
a) se precede à sentença irrecorrível, reduz de um terço até a metade a pena imposta.
b) se precede ao recebimento da denúncia, extingue a punibilidade e se lhe é posterior, reduz de um
terço a pena imposta.
c) se precede à sentença irrecorrível, extingue a punibilidade e se lhe é posterior, reduz de metade a
pena imposta.
d) não extinguirá, em nenhuma hipótese, a punibilidade, uma vez que para a caracterização do tipo
penal do peculato é irrelevante a efetiva obtenção da vantagem ilícita.
e) se precede ao recebimento da denúncia, reduz de um terço até a metade a pena imposta.

03. (TRE-PB, FCC - Analista Judiciário - 2007) Mário, valendo-se da condição de funcionário público,
cogita em subtrair cinco computadores de propriedade do Estado que se localizam na repartição
pública que trabalha. Para ajudá-Io na subtração convida Douglas, advogado da empresa particular
GIGA e seu amigo íntimo. Neste caso, considerando que Mário e Douglas sub-traíram somente dois
computadores,
a) apenas Mário responderá pela prática de peculato tentado, uma vez que Douglas não era
funcionário público não se comunicando circunstância pessoal.
b) apenas Mário responderá pela prática de peculato consumado, uma vez que Douglas não era
funcionário público não se comunicando circunstância pessoal.
c) eles responderão pela prática de crime de peculato tentado em concurso de pessoas.
d) eles responderão pela prática de crime de peculato consumado em concurso de pessoas.
e) apenas Mário responderá pela prática de concussão consumada, uma vez que Douglas não era
funcionário público não se comunicando circunstância pessoal.

04. (TRE-MS, FCC - Técnico Judiciário - 2007) O ressarcimento do dano, no crime de peculato
doloso,
a) extingue a punibilidade do agente se for anterior ao recebimento da denúncia.
b) extingue a punibilidade do agente se for anterior à denúncia.
c) não extingue a punibilidade do agente.
d) extingue a punibilidade do agente se for anterior à sentença.
e) extingue a punibilidade do agente se for anterior ao trânsito em julgado da sentença.

05. (MPU, FCC - Analista - 2007) A respeito do peculato doloso, é certo que
a) a posse do dinheiro, valor ou bem pelo funcionário público é indispensável para a caracterização
dessa infração penal.
b) a reparação do dano, se ocorre antes do trânsito em julgado da sentença, extingue a punibilidade.
c) o carcereiro que se apropria de objeto do preso não pratica esse delito, por tratar-se de bem
particular.
d) comete esse delito o policial que subtrai um toca-fitas de veículo particular estacionado na via
pública.
e) o particular, no caso de concurso de agentes, responde por esse delito se sabia que o autor era
funcionário público.

06. (PMSPA, FCC - Auditor Fiscal - 2007) Admite a modalidade culposa
a) a concussão.
b) a prevaricação.
c) a corrupção passiva.
d) o peculato.
e) o falso testemunho.

07. (Secretaria de Estado de Planejamento, FCC - Delegado Civil - 2006) Pedro (funcionário
público) convidou Paulo (comerciante) para subtraírem um computador de uma repartição pública.
Paulo concordou, ignorando que Pedro é funcionário público. Ambos ingressaram na referida
repartição pública e subtraíram o computador. Nesse caso,
a) Pedro responde por peculato doloso e Paulo por furto.
b) Pedro responde por furto e Paulo por peculato doloso.
c) Ambos respondem por peculato doloso.
d) Ambos respondem por furto.
e) Pedro responde por peculato doloso e Paulo por peculato culposo.

08. (TRT-24
a
Região, FCC - Analista Judiciário - 2006) Ares, funcionário do Serviço de Águas e
Esgotos do Município, entidade paraestatal, desviou em proveito próprio a quantia de R$ 5.200,00
referente ao pagamento de contas em atraso efetuadas por um usuário. Nessa hipótese, Ares
a) cometeu crime de emprego irregular de rendas públicas.
b) não cometeu crime contra a Administração Pública.
c) cometeu crime de prevaricação.
d) cometeu crime de corrupção passiva.
e) cometeu crime de peculato.

09. (TRT-24
a
Região, FCC - Analista Judiciário - 2006) Tício é Analista Judiciário, Área Judiciária,
Especialidade Execução de Mandados. No exercício de suas funções, no cumprimento de mandado
judicial, efetuou a remoção de dois televisores penhorados em uma execução. No caminho para o local
onde os aparelhos ficariam depositados, trocou um dos televisores por outro de menor valor e se
apropriou daquele que havia sido penhorado. Nesse caso, Tício cometeu crime de
a) corrupção passiva.
b) prevaricação.
c) excesso de exação.
d) concussão.
e) peculato.

10. (TRE-RN, FCC - Analista Judiciário - 2005) "A", diretor-financeiro de órgão do Tribunal Regional
Eleitoral, esqueceu de trancar a porta do cofre dessa repartição. "B", analista judiciário, do mesmo
Tribunal, valendo-se do livre acesso ao local, percebeu o ocorrido e aproveitou para subtrair certa
quantia em dinheiro, destinada ao pagamento de serviços em geral. Nesse caso, "A" e "B", respondem,
respectivamente, pelos crimes de
a) furto culposo e peculato-desvio.
b) peculato mediante erro de outrem e furto.
c) peculato culposo e peculato-furto.
d) apropriação culposa e apropriação indébita.
e) peculato administrativo e peculato-apropriação.

11. (TRT-22ª Região, FCC - Analista Judiciário - 2004) Plínio, vendedor ambulante, aproveitando-se
de um descuido do motorista de um veículo da Prefeitura Municipal de sua cidade, subtraiu a quantia
de R$ 5.000,00, referente à arrecadação municipal do dia que estava sendo levada para ser
depositada na conta corrente da municipalidade. Em tal situação, é correto afirmar que Plínio
a) não cometeu o crime de peculato doloso, porque não era funcionário público para efeitos criminais.
b) cometeu o crime de peculato por erro de outrem, porque se aproveitou da negligência do motorista
do veículo.
c) praticou o delito de peculato-furto, porque subtraiu valores em dinheiro pertencentes à
municipalidade.
d) cometeu o delito de peculato culposo, porque foi negligente em não deduzir que o dinheiro poderia
pertencer à municipalidade.
e) praticou o delito de peculato doloso, porque se apropriou de bem móvel público.

12. (TRT-22ª Região, FCC - Analista Judiciário - 2004) Paulo, funcionário público municipal, é
responsável pelo vestiário do Clube Esportivo Municipal e, durante uma partida de futebol, subtraiu R$
200,00 da carteira de um jogador que havia deixado seus haveres sob sua guarda. Nesse caso, Paulo
a) praticou delito de corrupção ativa.
b) não praticou crime contra a administração pública.
c) cometeu crime de peculato doloso.
d) cometeu crime de excesso de exação.
e) praticou delito de prevaricação.

13. (TRT-22
a
Região, FCC - Analista Judiciário - 2004) João é o funcionário público responsável pelo
abastecimento de veículos da Prefeitura de uma cidade. O motorista de um veículo oficial solicitou que
abastecesse um veículo particular de sua propriedade, dizendo que iria utilizá-lo em serviço. João
atendeu e efetuou o abastecimento, negligenciando quanto à verificação da existência de autorização
para tanto e quanto à veracidade da afirmação feita pelo motorista, que viajou com a família para o
litoral. João, nesse caso,
a) cometeu crime de peculato culposo.
b) não praticou crime contra a administração pública.
c) praticou delito de corrupção ativa.
d) cometeu crime de condescendência criminosa.
e) praticou delito de prevaricação.

14. (TRT-23ª Região, FCC - Analista Judiciário - 2004) Por um erro na elaboração da folha de
pagamento, funcionários de uma repartição pública receberam vencimentos em dobro. Notificados a
respeito, todos devolveram, menos Zeus, que resolveu gastar o valor recebido. Nesse caso, Zeus
a) responderá por crime de peculato por erro de outrem, porque, mesmo notificado do erro, recusou-se
a devolver o dinheiro recebido a maior.
b) não cometeu nenhum crime, porque não está obrigado a devolver o que recebeu a mais.
c) cometeu crime de peculato doloso, pois foi notificado do erro e se recusou a devolver o numerário.
d) cometeu crime de peculato culposo, porque era perceptível ao homem normal a ocorrência do erro
que gerou o pagamento em dobro.
e) só responderá por peculato doloso se tivesse condições econômicas de devolver o dinheiro recebido
a mais e recusou-se a fazê-lo.

15. (TRT-23ª Região, FCC - Analista Judiciário - 2004) A respeito do crime de peculato pode-se
afirmar que
a) comete o delito de peculato dolosa o carcereiro que se apropria de valores de pessoa presa sob a
sua guarda, mesmo tratando-se de bens de particular.
b) a reposição do dinheiro apropriado extingue a punibilidade do crime de peculato doloso.
c) a utilização pelo funcionário de dinheiro de que tinha a posse, com a intenção de efetuar a
reposição, descaracteriza o crime de peculato doloso.
d) a consumação desse delito ocorre no momento em que o agente gasta em proveito próprio dinheiro
anteriormente desviado.
e) a reparação do dano, antes do trânsito em julgado da sentença, não extingue a punibilidade do
crime de peculato culposo.

16. (TRT-23ª Região, FCC - Analista Judiciário - 2004) A reparação do dano no peculato culposo
a) implica perdão judicial e isenção de pena, se preceder a sentença de primeiro grau.
b) é irrelevante tanto para a extinção da punibilidade do agente, quanto para a fixação da pena.
c) extingue a punibilidade, se precede a sentença irrecorrível.
d) implica redução de metade da pena imposta, se ocorrer após a sentença de primeiro grau e antes do
julgamento do recurso.
e) implica cancelamento da pena imposta, se tiver lugar após a sentença irrecorrível.

17. (TRT-2ª Região, FCC - Analista Judiciário - 2004) Ana é funcionária de uma repartição pública.
Como o computador que utilizava estava com defeito, levou seu micro particular para seu local de
trabalho a fim de usá-lo até que o defeito fosse reparado. À noite, João, funcionário público
responsável pela segurança, se apropriou do micro de propriedade de Ana que estava na repartição e
vendeu-o a terceiro. João
a) não cometeu crime de peculato porque se tratava de bem particular.
b) cometeu crime de peculato culposo.
c) cometeu crime de peculato doloso.
d) cometeu crime de peculato mediante erro de outrem.
e) cometeu crime de concussão.

18. (TRT-2ª Região, FCC - Analista Judiciário - 2004) Considere:
I - A utilização em proveito próprio de mão-de-obra, veículos e equipamentos pertencentes à
Administração Pública caracteriza o delito de peculato.
II - O ressarcimento do dano não exclui a tipicidade do crime de peculato doloso, pois, nesse crime,
não importa só a lesão patrimonial, mas também a desmoralização da Administração Pública.
III - No peculato culposo, a reparação do dano antes do trânsito em julgado da sentença extingue a
punibilidade do agente.
IV - A utilização pelo funcionário, em proveito próprio, de dinheiro que possuía em razão do cargo, com
intenção de efetuar a reposição e tendo condições de fazê-lo, não caracteriza o crime de peculato.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I, II e III.
b) I e III.
c) I, III e IV.
d) II e III.
e) II, III e IV.

19. (TRT-24ª Região, FCC - Analista Judiciário - 2003) Policial em serviço de carceragem, que se
apropria de dinheiro e objetos de preso sob sua guarda, desviando-os em proveito próprio, comete
crime de
a) peculato culposo.
b) peculato.
c) corrupção passiva.
d) prevaricação.
e) condescendência criminosa.

20. (TRT-24ª Região, FCC - Analista Judiciário - 2003) A reparação do dano no peculato culposo
NÃO extingue a punibilidade do agente se ocorrer
a) após o trânsito em julgado da sentença condenatória.
b) após a sentença recorrível e antes do julgamento do recurso.
c) após o recebimento da denúncia e antes da sentença.
d) após o oferecimento da denúncia e antes do seu recebimento.
e) antes do oferecimento da denúncia.

21. (TCE-CE, FCC - Auditor - 2006) A respeito do crime de peculato, é correto afirmar que
a) o ressarcimento do dano posterior à sentença irrecorrível, em se tratando de peculato culposo, reduz
de metade a pena imposta.
b) a aprovação das contas pelo Tribunal de Contas exclui a possibilidade de reconhecimento do delito
de peculato.
c) o ressarcimento do dano, em se tratando de peculato doloso, implica em extinção da punibilidade
pela perda do objeto.
d) esse delito, seja na forma de apropriação, seja na forma de desvio, não admite tentativa.
e) é indispensável à caracterização do peculato doloso a fixação do montante exato da vantagem
obtida pelo agente.

22. (PGE-RR, FCC - Procurador do Estado - 2006) Em caso de peculato culposo,
a) a reparação do dano, desde que anterior à denúncia, extingue a punibilidade.
b) a reparação do dano, desde que anterior ao recebimento da denúncia, extingue a punibilidade.
c) a reparação do dano, desde que anterior à decisão irrecorrível, extingue a punibilidade.
d) a reparação do dano posterior à denúncia e anterior à sentença condenatória irrecorrível permite
redução da pena pela metade.
d) a reparação do dano posterior ao recebimento da denúncia permite redução da pena em dois terços.

23. (TCE-MG, FCC - Auditor - 2005) No peculato, o objeto material do crime pode ser dinheiro, valor
ou qualquer bem
a) móvel ou imóvel, particular.
b) móvel, sempre público.
c) móvel ou imóvel, público ou particular.
d) móvel ou imóvel, sempre público.
e) móvel, público ou particular.



GABARITO E COMENTÁRIOS
01. D
Alternativa D - CERTA
Segundo dispõe o art. 312, § 3°, do CP, a reparação do dano, no peculato culposo, se precede à
sentença irrecorrível, extingue a punibilidade; se ocorrer após o trânsito em julgado da sentença
irrecorrível, reduz de metade a pena. Essa causa de extinção da punibilidade aplica-se tão-somente ao
peculato culposo. No peculato doloso, a reparação do dano, se ocorrer até o recebimento da denúncia
(art. 16 do CP), reduz a pena de um a dois terços; se a reparação do dano ocorrer após o recebimento
da denúncia, estará configurada apenas uma circunstância atenuante (art. 65, III, b, do CP).
Alternativa A - ERRADA
A causa de diminuição de pena pela reparação do dano, até o recebimento da denúncia (art. 16 do
CP), somente pode ocorrer no peculato doloso, em qualquer de suas modalidades.
Alternativa B - ERRADA
A reparação do dano não é causa de exclusão do crime de peculato, nem na modalidade culposa, nem
na modalidade dolosa.
Alternativa C - ERRADA
A reparação do dano, no peculato culposo, é causa de extinção da punibilidade, se precede à sentença
irrecorrível.
Alternativa E - ERRADA
A reparação do dano, no peculato culposo, é causa de extinção da punibilidade, se precede à sentença
irrecorrível. Circunstância atenuante ocorre somente no caso já mencionado no comentário precedente.

02. C
Alternativa C - CERTA
A reparação do dano, no peculato culposo, se precede à sentença irrecorrível, extingue a punibilidade;
se lhe é posterior, reduz de metade a pena imposta (art. 312, § 3º, do CP). Essa causa de extinção da
punibilidade aplica-se tão-somente ao peculato culposo. No peculato doloso, a reparação do dano, se
ocorrer até o recebimento da denúncia (art. 16 do CP), reduz a pena de um a dois terços; se a
reparação do dano ocorrer após o recebimento da denúncia, estará configurada apenas uma
circunstância atenuante (art. 65, III, b, do CP).
Alternativa A - ERRADA
A reparação do dano, no peculato culposo, se precede à sentença irrecorrível, extingue a punibilidade
(art. 312, § 3º, do CP).
Alternativa B - ERRADA
A reparação do dano, no peculato culposo, se precede à sentença irrecorrível, extingue a punibilidade
(art. 312, § 3º do CP), não tendo o recebimento da denúncia qualquer influência.
Alternativa D - ERRADA
A reparação do dano, no peculato culposo, se precede à sentença irrecorrível, extingue a punibilidade
(art. 312, § 3º, do CP).
Alternativa E - ERRADA
A reparação do dano, no peculato culposo, se precede à sentença irrecorrível, extingue a punibilidade
(art. 312, § 3
o
,

do CP), não tendo o recebimento da denúncia qualquer influência.

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CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA (MODALIDADE: CONCUSSÃO)
QUESTÕES COMENTADAS DE CONCURSOS

01. (TRE-PB, FCC - Analista Judiciário - 2007) Mário, policial militar, em uma "diligência" de rotina
encontra João, foragido da Justiça. Quando descobre tratar de criminoso foragido, Mário exige de
João a quantia de R$ 10.000,00 para não o conduzir à prisão. Pedro, policial militar parceiro de Mário,
vê a cena e prende Mário e João, antes que João entregasse o dinheiro exigido para Mário. Neste
caso, Mário cometeu crime de
a) corrupção ativa consumada.
b) concussão consumada.
c) concussão tentada.
d) corrupção ativa tentada.
e) condescendência criminosa.

02. (TRT-24ª Região, FCC - Analista Judiciário - 2006) Caio é Analista Judiciário, Área Judiciária,
Especialidade Execução de Mandados. No exercício de suas funções, de posse de mandado judicial,
exigiu do executado Cadmo a quantia de R$ 1.000,00 para retardar a penhora de seu veículo. Nesse
caso, Caio cometeu crime de
a) excesso de exação.
b) corrupção passiva.
c) peculato.
d) concussão.
e) prevaricação.

03. (TRT-22ª Região, FCC - Analista Judiciário - 2004) Mário é funcionário público municipal,
exercendo suas funções no setor de cobrança do Imposto Predial e Territorial Urbano. Luís não pagou
o tributo referente à sua residência, apesar de várias vezes notificado. Em vista disso, objetivando
cobrar esse tributo devido ao erário público municipal, Mário mandou confeccionar e pendurou na via
pública, defronte à residência de Luís, várias faixas dizendo que Luís era caloteiro e não pagava os
impostos devidos à Prefeitura. Assim procedendo, Mário
a) praticou delito de concussão.
b) não praticou crime contra a administração pública.
c) praticou delito de prevaricação.
d) cometeu crime de exercício funcional ilegalmente prolongado.
e) cometeu crime de excesso de exação.

04. (TRT-23ª Região, FCC - Analista Judiciário - 2004) Saturno e Apolo são policiais e estavam em
férias. Perceberam a presença de duas pessoas na praia transportando maconha e as detiveram. Em
seguida, exigiram R$ 5.000,00 para deixar de prendê-las em flagrante. Saturno e Apolo cometeram
crime de
a) corrupção passiva.
b) concussão.
c) excesso de exação.
d) prevaricação.
e) condescendência criminosa.

05. (TRT-2ª Região, FCC - Analista Judiciário - 2004) Pedro, funcionário público competente, estava
de posse de mandado de citação. Procurou o réu e exigiu a quantia de R$ 1.000,00 para não citá-lo. O
réu avisou a polícia e Pedro foi detido sem receber a quantia exigida. Nesse caso, Pedro
a) praticou o crime de corrupção passiva.
b) cometeu crime de concussão.
c) cometeu o delito de prevaricação.
d) não cometeu crime, pois não chegou a receber a vantagem exigida.
e) praticou o delito de corrupção ativa.

06. (TRT-2ª Região, FCC - Analista Judiciário - 2004) No que se refere ao crime de concussão, é
certo que
a) para a sua caracterização não basta a ameaça genérica, sendo indispensável a promessa de mal
determinado.
b) a exigência implícita ou velada de vantagem indevida por parte do funcionário público para deixar de
autuar motorista por infração de trânsito não o caracteriza.
c) o funcionário público que solicita quantia em dinheiro para deixar de apreender mercadorias
transportadas ilegalmente e sem nota fiscal comete esse crime.
d) a exigência de vantagem indevida constitui mera tentativa, pois o delito só se consuma com a efetiva
percepção desta.
e) a exigência de vantagem indevida pode dizer respeito a benefício de ordem moral ou a qualquer ou-
tra utilidade.

07. (TRT-24ª Região, FCC - Analista Judiciário - 2003) Policial em patrulhamento de rotina, que
surpreende indivíduo portando grande quantidade de entorpecentes e exige deste quantia em dinheiro
para não prendê-lo, comete crime de
a) prevaricação.
b) peculato.
c) corrupção passiva.
d) concussão.
e) condescendência criminosa.

08. (TCE-PB, FCC - Assistente Jurídico - 2006) No crime de concussão, o agente exige, para si ou
para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão
dela, vantagem indevida. Assim,
a) comete concussão o policial militar que, surpreendendo terceiro em conduta ilícita, exige
apresentação de documento encontradiço no local diverso da interpelação, para, mediante tal
afastamento fraudulento, despojá-lo de objeto deixado sob a guarda do agente.
b) por ser material, consuma-se com a efetiva obtenção da vantagem indevida, sendo que, em caso
contrário, ficará caracterizado a tentativa de concussão.
c) na conduta de exigir, necessário que o agente faça promessa expressa de um mal determinado, não
bastando o temor genérico ou tácito que a autoridade inspira no sujeito passivo, influindo ou não na
sua manifestação volitiva.
d) a reparação do dano, se precede a sentença irrecorrível, extingue a punibilidade; se lhe é posterior,
reduz de um terço à metade a pena imposta.
e) diferencia-se a concussão da corrupção passiva, pois, na primeira, a vítima é levada pelo medo a
atender a exigência; na segunda, satisfaz ao pedido livremente, recebendo ou não, em contrapartida,
alguma vantagem.

09. (Prefeitura de são Paulo, FCC - Auditor Fiscal - 2007) Exigir tributo que o agente sabe ser
indevido tipifica o crime de
a) corrupção ativa.
b) excesso de exação.
c) peculato.
d) corrupção passiva.
e) prevaricação.

10. (TCE-MG, FCC - Auditor - 2006) A exigência pelo oficial do cartório de registro de imóveis de
emolumentos, que sabe ou deve saber indevidos, por superiores aos previstos no Regimento de
Custas e Emolumentos,
a) configura o delito de corrupção passiva.
b) configura o crime de concussão.
c) tipifica o delito de emprego irregular de verbas públicas.
d) caracteriza o crime de corrupção ativa.
e) não tipifica o crime de excesso de exação.

11. Assinale a alternativa que está em desacordo com as regras estabelecidas no Código Penal para
os crimes contra a administração pública.
a) O particular, estranho ao serviço público, pode ser responsabilizado como partícipe no crime de
peculato.
b) Nos casos de peculato doloso, não extingue a punibilidade a restituição da coisa apropriada no
curso da ação penal.
c) Para efeitos penais, é considerado funcionário público aquele que exerce transitoriamente função
pública.
d) No delito de concussão, a consumação só ocorre quando o agente obtém a vantagem indevida.
e) Para os condenados por crime contra a administração pública, a norma em vigor condiciona a
progressão de regime à reparação do dano ou à devolução do produto do ilícito.




GABARITO E COMENTÁRIOS
01. B
Alternativa B – CERTA
O crime de concussão vem previsto no art. 316 do CP, tendo como objetividade jurídica a tutela da
Administração Pública. A concussão é crime próprio. Somente o funcionário público (art. 327 do CP)
pode ser sujeito ativo, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela. O
particular pode ser co-autor ou partícipe do crime, por força do disposto no art. 30 desse mesmo
Código. Sujeito passivo é o Estado e, secundariamente, o particular ou funcionário vítima da
exigência. A conduta típica vem expressa pelo verbo exigir, que significa ordenar, intimar, impor como
obrigação. O objeto material é vantagem indevida, ou seja, vantagem ilícita, ilegal, não autorizada por
lei, expressa por dinheiro ou qualquer outra utilidade, de ordem patrimonial ou não. A vantagem deve
ter como beneficiário o próprio funcionário público (para si) ou terceiro (para outrem) e pode ser feita
de forma direta (pelo próprio funcionário) ou indireta (por interposta pessoa). A exigência, outrossim,
deve ser feita em razão da função pública, ainda que fora dela, ou antes de assumi-la. Trata-se de
crime doloso. A consumação ocorre com a exigência da vantagem indevida, independentemente de
sua efetiva percepção. Admite-se a tentativa, desde que a exigência não seja verbal.
Alternativas A, C, D e E – ERRADAS

(...)

ESTE É UM MODELO DE DEMONSTRAÇÃO DA APOSTILA.
O GABARITO INTEGRAL DAS QUESTÕES DESTE ASSUNTO
ESTÃO APENAS NA APOSTILA COMPLETA, QUE VOCÊ PODERÁ
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CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA (MODALIDADE: CORRUPÇÃO)
QUESTÕES COMENTADAS DE CONCURSOS

01. (TRE-MS, FCC - Técnico Judiciário - 2007) Pedro é funcionário público, exercendo as funções de
guarda de presídio. Pedro solicitou a um presidiário quantia em dinheiro para fornecer-lhe um aparelho
celular cujo uso fora proibido. O presidiário aceitou, mas o aparelho não lhe foi entregue, nem a quantia
solicitada foi paga. Nesse caso, Pedro
a) responderá por crime de prevaricação.
b) não responderá por nenhum delito, por tratar-se de fato atípico.
c) não responderá por nenhum delito, porque não houve início de execução.
d) responderá por tentativa de corrupção passiva.
e) responderá por crime de corrupção passiva.

02. (MPU, FCC - Analista - 2007) O funcionário de cartório que aceita promessa de propina para
retardar a expedição de mandado em processo sob seus cuidados comete crime de
a) corrupção ativa.
b) concussão.
c) prevaricação.
d) corrupção passiva.
e) peculato.

03. (Prefeitura de São Paulo - Auditor Fiscal - 2007) A conduta do funcionário público que, em razão
da função exercida, solicita vantagem indevida, sem, contudo, chegar a recebê-la, caracteriza, em tese,
a) tentativa de corrupção passiva.
b) tentativa de concussão.
c) corrupção passiva consumada.
d) corrupção ativa consumada.
e) concussão consumada.

04. (TRF-1ª Região, FCC - Analista Judiciário - 2006) José é funcionário público e, em cumprimento
de mandado judicial, se dirigiu ao escritório de Pedro para efetuar busca e apreensão de autos. Pedro
lhe ofereceu a quantia de R$ 100,00 para que retardasse a diligência por alguns dias. José aceitou o
dinheiro, mas não retardou a diligência, efetuando desde logo a apreensão. José e Pedro responderão,
respectivamente, por crime de
a) prevaricação e corrupção passiva.
b) concussão e corrupção passiva.
c) corrupção ativa e corrupção passiva.
d) prevaricação e corrupção ativa.
e) corrupção passiva e corrupção ativa.

05. (TRT-24ª Região, FCC - Analista Judiciário - 2006) Hefaistos, agente fiscal de rendas,
compareceu à empresa "A" e constatou fraude no recolhimento de tributos no montante de R$
25.000,00. O responsável pela empresa lhe ofereceu a quantia de R$ 5.000,00 para re-levar a fraude
constatada. Hefaistos recebeu a quantia oferecida, mas, mesmo assim, autuou a empresa pela
mencionada infração. Nesse caso, Hefaistos
a) não cometeu nenhum delito, pois autuou a empresa.
b) cometeu crime de corrupção passiva.
c) cometeu crime de concussão.
d) cometeu crime de excesso de exação.
e) cometeu crime de prevaricação.

06. (TRT-24ª Região, FCC - Analista Judiciário - 2006) Cronos é Analista Judiciário, Área Judiciária,
Especialidade Execução de Mandados. No exercício de suas funções, no cumprimento de mandado
judicial, atendendo a pedido de influente político da região, retardou a prática de ato de ofício, deixando
de remover bens penhorados de Zeus, cabo eleitoral deste. Nessa hipótese, Cronos
a) cometeu crime de prevaricação.
b) não cometeu crime contra a Administração Pública.
c) cometeu crime de corrupção passiva.
d) cometeu crime de advocacia administrativa.
e) concussão.

07. (TRE-SP, FCC - Analista Judiciário - 2006) A conduta do funcionário público que solicita para si,
direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem
indevida, pratica, em tese, o crime de
a) extorsão.
b) corrupção passiva.
c) peculato.
d) prevaricação.
e) exercício arbitrário ou abuso do poder.

08. (TRE-RN, FCC - Analista Judiciário - 2005) Também ocorre o crime de corrupção passiva quando
o funcionário público
a) recebe, para si, diretamente, ainda que fora da função, mas em razão dela, vantagem indevida.
b) exige, para outrem, indiretamente, antes de assumir sua função, mas em razão dela, vantagem
indevida.
c) desvia, em proveito próprio, qualquer dinheiro ou valor público de que tem a posse em razão do
cargo.
d) se apodera, em proveito de terceiro, de dinheiro ou valor, embora não tenha a posse deles, valendo-
se de sua função pública.
e) oferece vantagem indevida a outro servidor público para determiná-lo a praticar ou omitir ato de
ofício.

09. (TRT-22ª Região, FCC - Analista Judiciário - 2004) Pedro, médico, foi perito judicial numa ação
judicial e solicitou R$ 3.000,00 ao advogado do autor para apresentar laudo favorável ao seu cliente. O
advogado pagou a quantia solicitada, mas Pedro apresentou laudo totalmente contrário à pretensão do
autor. Nesse caso, Pedro
a) não cometeu crime contra a administração pública, porque não é funcionário público.
b) cometeu crime de concussão, porque formulou solicitação de vantagem indevida.
c) cometeu crime de corrupção passiva, porque solicitou vantagem ilícita em razão de sua função.
d) não cometeu crime contra a administração pública, porque não apresentou o laudo falso que havia
prometido.
e) cometeu crime de prevaricação, porque praticou indevidamente ato de ofício.

10. (TRT-23ª Região, FCC - Analista Judiciário - 2004) Netuno solicitou R$ 2.000,00 de Plauto para
retardar a prática de ato de ofício, tendo Plauto efetuado o pagamento da mencionada quantia.
Todavia, Netuno não re-tardou a prática do ato de ofício apesar de ter recebido a vantagem. Netuno
cometeu crime de
a) corrupção passiva.
b) concussão.
c) prevaricação.
d) advocacia administrativa.
e) peculato.

11. (TRT-24ª Região, FCC - Analista Judiciário - 2003) Oficial de Justiça que solicita quantia em
dinheiro para deixar de citar o réu de ação de despejo por falta de pagamento comete crime de
a) peculato culposo.
b) corrupção passiva.
c) concussão.
d) prevaricação.
e) condescendência criminosa.

12. (TRT-2ª Região, FCC - Analista Judiciário - 2004) Considere:
I - O funcionário público que está afastado de suas funções por férias, licença ou suspensão, não pode
ser sujeito ativo do crime de corrupção passiva.
II - O funcionário público nomeado por concurso público, mas que ainda não assumiu a função pública,
mesmo em razão dela, não pode ser sujeito ativo do crime de corrupção passiva.
III - Para caracterização do delito de corrupção passiva, é irrelevante que a solicitação da vantagem
indevida seja feita por terceira pessoa.
IV - A solicitação de vantagem indevida para a prática de ato legítimo configura o delito de corrupção
passiva. Está correto o que se afirma APENAS em
a) I e III.
b) I, II e III.
c) I, II e IV.
d) II, III e IV.
e) III e IV.




GABARITO E COMENTÁRIOS
01. E
Alternativa E – CERTA
O crime de corrupção passiva vem previsto no art. 317 do CP e tem como objetividade jurídica a
proteção da Administração Pública. Sujeito ativo é o funcionário público, tratando-se de crime próprio.
Sujeito passivo é o Estado e, secundariamente, o particular eventualmente lesado. A corrupção passiva
é um crime formal. Para a sua consumação, basta que a solicitação chegue ao conhecimento do
terceiro, ou que o funcionário receba a vantagem ou a promessa dela. Portanto, na questão, o crime já
estava consumado quando houve a solicitação por parte de Pedro.
Alternativa A - ERRADA
O crime de prevaricação está previsto no art. 319 do CP.
Alternativa B – ERRADA
O crime praticado por Pedro foi de corrupção passiva (art. 317 do CP), conforme comentário à
alternativa E.
Alternativa C – ERRADA
O crime corrupção passiva se consuma com a mera solicitação de vantagem indevida,
independentemente de sua efetiva obtenção. Trata-se de crime formal. Portanto, na questão, o crime já
estava consumado quando houve a solicitação por parte de Pedro.
Alternativa D – ERRADA
Pelos mesmos fundamentos do comentário à alternativa C.

(...)

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CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA (MODALIDADE: PREVARICAÇÃO)
QUESTÕES COMENTADAS DE CONCURSOS

01. (TRT-24ª Região, FCC - Analista Judiciário - 2006) Cadmo foi surpreendido por policiais quando
arrombava o cofre de uma loja para subtrair dinheiro. Na delegacia, o Delegado de Polícia, por ser
amigo de seu pai e penalizado com a situação de pobreza de Cadmo, deixou de determinar a lavratura
de auto de prisão em flagrante e colocou-o em liberdade. Nesse caso, o Delegado de Polícia
a) cometeu crime de prevaricação.
b) não cometeu crime contra a Administração Pública.
c) cometeu crime de condescendência criminosa.
d) cometeu crime de corrupção passiva.
e) cometeu crime de abandono de função.

02. (TRT-22ª Região, FCC - Analista Judiciário - 2004) Luiz é um dos funcionários da secretaria de
uma Vara do Trabalho encarregados de dar andamento aos processos que ali tramitam. Um dia,
colocou o processo referente à reclamação trabalhista formulada por um inimigo seu, com intuito de
prejudicá-lo, num pacote de processos que seriam enviados para o arquivo. Esse procedimento
retardou por mais de um ano o andamento da referida reclamação. Nesse caso, Luiz
a) não praticou crime contra a administração pública.
b) cometeu crime de prevaricação.
c) praticou delito de abuso de autoridade.
d) cometeu crime de excesso de exação.
e) praticou delito de exercício funcional ilegalmente prolongado.

03. (TRT-2ª Região, FCC - Analista Judiciário - 2004) A respeito do crime de prevaricação, é
INCORRETO afirmar que
a) não é imprescindível à sua configuração que o funcionário público esteja no exercício de suas
atividades funcionais.
b) o intuito de satisfazer interesse pessoal pode ser patrimonial, material ou moral.
c) não pode ser sujeito ativo o síndico de falência, por exercer apenas um encargo público.
d) é necessário que o funcionário seja responsável pela função relacionada ao fato que deixou de
praticar.
e) não o comete o funcionário público que deixa culposamente, por negligência, de praticar ato de
ofício.




GABARITO E COMENTÁRIOS
01. A
Alternativa A – CERTA
O crime de prevaricação vem previsto no art. 319 do CP e tem como objetividade jurídica a proteção da
Administração Pública. Sujeito ativo somente pode ser o funcionário público (art. 327 do CP). É crime
próprio. Sujeito passivo é o Estado e, secundariamente, o particular eventualmente lesado. A conduta
típica vem expressa de três formas: a) retardar ato de ofício, que significa protelar, procrastinar, atrasar
o ato que deve executar (conduta omissiva); b) deixar de praticar ato de ofício, que significa omitir-se
na realização do ato que deveria executar (conduta omissiva); c) praticar ato de ofício contra
disposição expressa de lei, que significa executar o ato de oficio de maneira irregular, ilegal (conduta
comissiva). Trata-se de crime doloso, exigindo-se do agente que se omita ou atue no intuito de
satisfazer interesse ou sentimento pessoal, indispensável para a caracterização do crime. O crime se
consuma com o retardamento, a omissão ou a realização do ato de ofício. Na questão, o delegado
deixou de lavrar o auto de prisão em flagrante por amizade (sentimento pessoal) com o pai do sujeito
ativo do crime, e penalizado (sentimento pessoal) com a sua situação de pobreza.
Alternativa B - ERRADA
Vide comentário à alternativa A.
Alternativa C - ERRADA
O crime de condescendência criminosa está previsto no art. 320 do CP.
Alternativa D - ERRADA
O crime de corrupção passiva está previsto no art. 317 do CP.
Alternativa E - ERRADA
O crime de abandono de função está previsto no art. 323 do CP.

(...)

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CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA (MODALIDADE: CONDESCENDÊNCIA
CRIMINOSA)
QUESTÕES COMENTADAS DE CONCURSOS

01. (TRT-22ª Região, FCC - Analista Judiciário - 2004) Maria é sub-chefe de um Departamento da
Prefeitura Municipal de sua cidade e descobriu que uma funcionária, subordinada sua, havia desviado
valores em dinheiro da municipalidade em proveito próprio. Como sabia que essa funcionária passava
por dificuldades financeiras e como não tinha competência para puni-la, ficou penalizada e não adotou
nenhuma providência, tendo o fato sido descoberto em auditoria realizada um ano depois. Nesse caso,
Maria
a) não cometeu crime contra a administração pública, porque não tinha competência para punir a
funcionária que cometeu a infração.
b) cometeu crime de condescendência criminosa, pois deixou de levar o fato ao conhecimento da
autoridade competente.
c) cometeu crime de prevaricação, pois deixou de praticar ato de ofício por sentimento pessoal.
d) cometeu crime de peculato doloso, porque, mesmo sabendo do desvio de valores, deixou de
responsabilizar a funcionária que cometeu a infração.
e) cometeu crime de peculato culposo, porque, por negligência e omissão, possibilitou a concretização
do desvio.



GABARITO e COMENTÁRIOS
01. B
Alternativa B - CERTA
O crime de condescendência criminosa vem previsto no art. 320 do CP, tendo como objetividade
jurídica a proteção da Administração Pública. Sujeito ativo somente pode ser funcionário público (art.
327 do CP), sendo, portanto, um crime próprio, podendo o particular atuar como partícipe. Sujeito
passivo é o Estado. A conduta típica se desenvolve por duas modalidades: a) deixar de responsabilizar
o subordinado que cometeu infração no exercício do cargo; b) não levar o fato ao conhecimento da
autoridade competente, quando lhe falte competência. Trata-se de crime doloso, exigindo-se também
que a omissão do sujeito ativo ocorra por indulgência, ou seja, por tolerância ou clemência. A
condescendência criminosa é crime omissivo próprio, consumando-se com a omissão do sujeito ativo.
Não se admite a tentativa.
Alternativa A – ERRADA
Vide comentário à alternativa B.
Alternativa C – ERRADA
No caso, o que motivou a inércia de Maria foi a indulgência (tolerância, clemência), deixando de
responsabilizar a subordinada.
Alternativa D – ERRADA
Não se trata de peculato, que é crime previsto no art. 312 do CP.
Alternativa E – ERRADA
Não se trata de peculato culposo, que é crime previsto no art. 312, § 2°, do CP.


CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA (MODALIDADE: ADVOCACIA
ADMINISTRATIVA)
QUESTÕES COMENTADAS DE CONCURSOS

01. (TCE-MG, FCC - Técnico de Controle Externo - 2007) O funcionário que patrocina interesse
privado perante a administração pública, valendo-se de sua qualidade, comete o crime de
a) tráfico de influência.
b) advocacia administrativa.
c) concussão.
d) exploração de prestígio.
e) condescendência criminosa.

02. (TRE-MG, FCC - Analista Judiciário - 2005) Adônis, valendo-se da qualidade de servidor público,
vinha patrocinando, diretamente, interesses particulares do casal Perseu e Afrodite junto ao Ministério
Público das Comunicações; Apolo, também servidor público, vinha retardando, indevidamente, a
prática de suas atribuições, para satisfazer interesses pessoais de ordem patrimonial e moral. Nesse
caso, Adônis e Apolo devem responder, respectivamente, pelos crimes de
a) concussão e peculato.
b) corrupção passiva e condescendência criminosa.
c) advocacia administrativa e prevaricação.
d) exercício funcional ilegalmente prolongado e prevaricação.
e) condescendência criminosa e corrupção passiva.

03. (TRT-2ª Região, FCC - Analista Judiciário - 2004) O Vereador que procura a autoridade judiciária
para solicitar o retardamento da ordem de desocupação de imóvel ocupado por dezenas de invasores
e familiares
a) comete o crime de advocacia administrativa por patrocinar interesse privado perante a administração
pública, valendo-se da qualidade de agente público.
b) comete o delito de prevaricação, por pretender retardar a prática de ato de ofício por parte da
autoridade judiciária.
c) pratica o crime de advocacia administrativa qualificada, porque o interesse privado patrocinado é
ilegítimo.
d) não comete crime de advocacia administrativa, por atuar em nome próprio, com o intuito de resolver
problemas sociais.
e) pratica o delito de condescendência criminosa, por procurar proteger, ainda que por indulgência,
autores de crime contra o patrimônio.

04. (PGE-SE, FCC – Procurador do Estado - 2005) O funcionário que patrocina interesse privado
perante a administração pública, valendo-se de sua qualidade, comete o crime de
a) advocacia administrativa.
b) exploração de prestígio.
c) concussão.
d) condescendência criminosa.
e) tráfico de influência.

05. (TRT-22ª Região, FCC - Analista Judiciário - 2004) Aldo é funcionário público da Secretaria da
Fazenda do Estado e, valendo-se do prestígio de seu cargo, procurou funcionário da Prefeitura
Municipal de sua cidade e solicitou que desse andamento rápido ao processo de aprovação da planta
de reforma de sua residência. Nessa situação, Aldo
a) cometeu crime de prevaricação, porque praticou ato de ofício irregular para atender a interesse
pessoal.
b) cometeu crime de advocacia administrativa, porque patrocinou interesse privado perante a
administração pública.
c) praticou crime de concussão, porque, em razão de seu cargo na área estadual, seu pedido implicou
verdadeira exigência.
d) não cometeu crime contra a administração pública, porque não patrocinou interesse alheio privado
perante a administração pública.
e) praticou delito de excesso de exação, porque se ex-cedeu nos limites das suas funções públicas.



GABARITO e COMENTÁRIOS
01. B
Alternativa B – CERTA
O crime de advocacia administrativa vem previsto no art. 321 do CP, tendo como objetividade jurídica a
proteção da Administração Pública, no que diz respeito ao seu funcionamento regular. Sendo crime
próprio, somente o funcionário público pode ser sujeito ativo. Sujeito passivo é o Estado. A conduta
típica vem expressa pelo verbo patrocinar, que significa advogar, proteger, beneficiar, favorecer,
defender. O agente deve valer-se das facilidades que a qualidade de funcionário público lhe
proporciona. O patrocínio pode ser: a) direto, quando o funcionário pessoalmente advoga os interesses
privados perante a Administração Pública; b) indireto, quando o funcionário se vale de interposta
pessoa para a defesa dos interesses privados perante a Administração Pública. Interesse privado é
qualquer vantagem a ser obtida pelo particular, legítima ou ilegítima, perante a Administração. Se o
interesse for ilegítimo, a pena de detenção será de três meses a um ano. Trata-se de crime doloso. A
consumação ocorre com o patrocínio, independentemente da obtenção do resultado pretendido.
Admite-se a tentativa.
Alternativa A – ERRADA
O crime de tráfico de influência vem previsto no art. 332 do CP.
Alternativa C – ERRADA
O crime de concussão está previsto no art. 316 do CP.
Alternativa D – ERRADA
O crime de exploração de prestígio vem previsto no art. 357 do CP.
Alternativa E – ERRADA
O crime de condescendência criminosa está previsto no art. 320 do CP.

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CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA - QUESTÕES COMENTADAS DE CONCURSOS

01. (TJ-PE, FCC - Oficial de Justiça - 2007) Em relação aos crimes contra a administração pública, é
correto afirmar que
a) no crime de resistência, o dolo é a vontade de se opor à execução do ato, mediante violência ou
ameaça, mas é dispensável que o agente tenha consciência de que está resistindo a ato legal do
funcionário, sendo que o erro quanto à legalidade do ato, ainda que culposo, não exclui o dolo.
b) no peculato o sujeito ativo é o funcionário público, como também o particular que não se reveste
dessa qualidade e que concorre para o crime, conhecendo ou não a condição do agente.
c) na concussão, o agente solicita ou recebe, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda
que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida ou aceita promessa
de tal vantagem.
d) para os efeitos penais, equipara-se a funcionário público quem exerce cargo, emprego ou função em
entidade paraestatal, e quem trabalha para empresa prestadora de serviço contratada ou conveniada
para a execução de atividade típica da Administração Pública.
e) para a caracterização do crime de desacato é irrelevante que o fato ocorra na presença do
funcionário público, configurando o ilícito ainda quando a ofensa lhe é dirigida em documento, por
telefone, por e-mail ou outro meio.

02. (TCE-MG, FCC - Procurador - 2007) Para efeitos penais, considera-se funcionário público quem
exerce
a) cargo ou emprego público, mas não função pública transitória.
b) emprego ou função pública, mas não cargo público remunerado.
c) cargo, emprego ou função pública, ainda que sem remuneração.
d) cargo ou função pública, mas não emprego público transitório.
e) emprego ou função pública, mas não cargo público transitório.

03. (TRE-MS, FCC - Analista Judiciário - 2007) Dentre outros considera-se funcionário público, para
os efeitos penais, o
a) inventariante judicial.
b) tutor dativo.
c) perito judicial.
d) curador dativo.
e) síndico falimentar.

04. (TRF-4
a
Região, FCC - Analista Judiciário - 2007) Nos termos do Código Penal, é equiparado a
funcionário público, para efeitos penais, somente quem
a) trabalha em empresa prestadora de serviço contratada ou conveniada para a execução de atividade
típica da Administração Pública.
b) exerce cargo ou função de confiança na Administração direta.
c) trabalha em empresa prestadora de serviços para a União e quem exerce cargo em Ministério.
d) exerce cargo, emprego ou função em entidade paraestatal, e quem trabalha para empresa
prestadora de serviço contratada ou conveniada para a execução de atividade típica da Administração
Pública.
e) exerce cargo, emprego ou função em entidade para-estatal.

05. (Prefeitura de São Paulo, FCC - Auditor Fiscal - 2007) Para efeitos penais,
a) não se considera funcionário público quem exerce cargo público transitório, embora remunerado.
b) considera-se funcionário público quem trabalha para empresa prestadora de serviços contratada
para a execução de atividade típica da administração pública.
c) considera-se funcionário público apenas quem exerce cargo em entidade parestatal.
d) não se considera funcionário público quem exerce função pública não remunerada.
e) não se considera funcionário público quem exerce emprego público transitório e não remunerado.

06. (MPU, FCC - Analista - 2007) Considera-se funcionário público, para os efeitos penais, dentre
outros, o
a) tutor dativo.
b) perito judicial.
c) curador dativo.
d) inventariante judicial.
e) síndico falimentar.

07. (TRT-2ª Região, FCC - Analista Judiciário - 2004) NÃO se considera funcionário público, para os
efeitos penais, o
a) funcionário de autarquia.
b) síndico de falência.
c) o que não recebe remuneração.
d) empregado de empresa pública.
e) guarda noturno.

08. (TRT-2ª Região, FCC - Analista Judiciário - 2004) No que tange ao conceito de funcionário
público, como autor de crime contra a administração pública, para os efeitos penais, é certo que
a) não está incluído quem exerce função pública sem remuneração.
b) quem exerce função pública transitória não é funcionário público.
c) a pena será agravada quando for ocupante de cargo em comissão.
d) não é abrangido quem exerce emprego em entidade paraestatal.
e) não é considerado quem trabalha em empresa pública.

09. (TRT-2ª Região, FCC - Analista Judiciário - 2004) A respeito do conceito de funcionário público
para os efeitos penais, é correto que o
a) estudante em estágio junto à Defensoria Pública não pode ser considerado funcionário público.
b) empregado de autarquia ou de entidade paraestatal é equiparado ao funcionário público.
c) serventuário da justiça não remunerado pelos cofres públicos não pode ser considerado funcionário
público.
d) suplente de vereador que substituiu o titular não pode ser considerado funcionário público, pela
transitoriedade da função.
e) perito nomeado para determinado processo judicial não pode ser considerado funcionário público.




GABARITO e COMENTÁRIOS
01. D
Alternativa D - CERTA
A alternativa reproduz o disposto no art. 327, § 1º, do CP, que dá o conceito de funcionário público por
equiparação.
Alternativa A - ERRADA
O crime de resistência vem previsto no art. 329 do CP, tendo como elemento subjetivo do tipo o dolo,
que é a vontade livre e consciente de se opor à execução de ato legal, mediante violência ou grave
ameaça a funcionário competente para realizá-lo. O erro quanto à legalidade do ato exclui o dolo.
Alternativa B - ERRADA
O particular que concorrer para o crime de peculato (art. 312 do CP) praticado por funcionário público
também responde por esse crime, por força do disposto no art. 30 do CP, desde que conhecedor dessa
qualidade de seu comparsa.
Alternativa C - ERRADA
No crime de concussão (art. 316 do CP), a conduta é "exigir" vantagem indevida.
"
Solicitar" e
"
receber"
são condutas da corrupção passiva (art. 317 do CP).
Alternativa E - ERRADA
Para a configuração do crime de desacato (art. 331 do CP), é imprescindível que a ofensa seja lançada
perante o funcionário público, sob pena de se configurar outro delito.

(...)

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