34567

1.° DE JANEIRO DE 2012
OQUE PODEMOS APRENDER DE
ABRA
˜
AO?
OOBJETIVO DESTA REVISTA, A Sentinela,
´
e honrar a Jeov
´
a Deus, o Supremo Governante do Universo. Assim como
as torres de vigia nos tempos antigos possibilitavam que uma pessoa observasse de longe os acontecimentos, esta
revista mostra para n
´
os o significado dos acontecimentos mundiais
`
a luz das profecias b
´
ıblicas. Consola as pessoas
com as boas novas de que o Reino de Deus, um governo real no c
´
eu, em breve acabar
´
a com toda a maldade e
transformar
´
a a Terra num para
´
ıso. Incentiva a f
´
e em Jesus Cristo, que morreu para que n
´
os pud
´
essemos ter vida
eterna e que agora reina como Rei do Reino de Deus. Esta revista, publicada sem interrup ¸ c
˜
ao pelas Testemunhas
de Jeov
´
a desde 1879, n
˜
ao
´
e pol
´
ıtica. Adere
`
a B
´
ıblia como autoridade.
Esta publica ¸ c
˜
ao n
˜
ao
´
e vendida. Ela faz parte de uma obra educativa b
´
ıblica, mundial, mantida por donativos. A menos que haja outra indica ¸ c
˜
ao, os textos b
´
ıblicos citados
s
˜
ao da Tradu ¸ c
˜
ao do Novo Mundo das Escrituras Sagradas com Refer
ˆ
encias.
345676
Tiragem de cada n
´
umero:
42.182.000 EM 194 IDIOMAS
1.° DE JANEIRO DE 2012
ASSUNTOS DE CAPA
3 Quem foi Abra
˜
ao?
5 Abra
˜
ao — Um homem de f
´
e
6 Abra
˜
ao — Um homem corajoso
9 Abra
˜
ao — Um homem humilde
10 Abra
˜
ao — Um homem amoroso
SE ¸ C
˜
OES REGULARES
16 Aprenda da Palavra de Deus
— A B
´
ıblia prediz o futuro?
18 Achegue-se a Deus — “Eu, Jeov
´
a, teu Deus,
agarro a tua direita”
19 A B
´
ıblia Muda a Vida das Pessoas
22 Voc
ˆ
e Sabia?
23 Nossos Leitores Perguntam . . . Por que Deus
pediu a Abra
˜
ao que sacrificasse seu filho?
24 Imite a Sua F
´
e — Ela agiu com sabedoria,
coragem e abnega ¸ c
˜
ao
30 Para os Jovens
— Proteja-se contra os esp
´
ıritos maus
TAMB
´
EM NESTE N
´
UMERO
12 Onde fronteiras n
˜
ao significam nada
P
OUCOS homens tiveramtanta influ
ˆ
encia
nas religi
˜
oes do mundo. Reverenciado
por judeus, mu ¸ culmanos e tamb
´
empor cris-
t
˜
aos, Abra
˜
ao1
´
e considerado “um gigante
das Escrituras” e “um exemplo not
´
avel de
f
´
e”. A B
´
ıblia o chama de “pai de todos os que
t
ˆ
emf
´
e”. —Romanos 4:11.
Por que Abra
˜
ao
´
e t
˜
ao respeitado? Um dos
motivos
´
e que ele
´
e a
´
unica pessoa a quem a
B
´
ıblia se refere especificamente como ami-
go de Deus — e ela faz isso tr
ˆ
es vezes!
— 2 Cr
ˆ
onicas 20:7, nota; Isa
´
ıas 41:8; Tiago
2:23.
No entanto, em outros sentidos, Abra
˜
ao
era uma pessoa comum, assim como n
´
os.
Ele enfrentou muitas das dificuldades que
n
´
os enfrentamos — e foi bem-sucedido em
lidar com elas. Gostaria de saber como ele
fez isso? Veja oque a B
´
ıblia diz sobre esse ho-
memnot
´
avel.
Sua forma ¸ c
˜
ao
Abra
˜
ao nasceu em 2018 AEC e foi criado
em Ur. (G
ˆ
enesis 11:27-31) Essa cidade era
grande e pr
´
ospera, e estava mergulhada na
adora ¸ c
˜
ao de
´
ıdolos.
´
E poss
´
ıvel que Tera, pai
de Abra
˜
ao, estivesse entre os que adoravam
v
´
arios
´
ıdolos. ( Josu
´
e 24:2) Mas Abra
˜
ao esco-
lheu adorar apenas a Jeov
´
a2 e n
˜
ao
`
as ima-
gens semvida de outros deuses.
O que motivou Abra
˜
ao a tomar essa de-
cis
˜
ao? Sabemos que sua vida coincidiu
150 anos com a de Sem, filho de No
´
e. Caso
1 O nome original de Abra
˜
ao era Abr
˜
ao e de sua esposa,
Sarai. Mais tarde, Deus mudou o nome de Abr
˜
ao para
Abra
˜
ao, que significa “Pai Duma Multid
˜
ao”, e mudou o
nome de Sarai para Sara, que significa “Princesa”. (G
ˆ
enesis
17:5, 15) Para facilitar, nesta s
´
erie de artigos usaremos os
nomes Abra
˜
ao e Sara.
2 Jeov
´
a
´
e o nome de Deus, conforme revelado na B
´
ıblia.
ele tenha tido contato com esse homem
bem mais velho, como isso o afetou? Talvez
Sem lhe tenha contado como foi sobreviver
ao Dil
´
uvio global. Ele tamb
´
em pode lhe ter
ensinado a import
ˆ
ancia de adorar a Jeov
´
a, o
Deus que preservou Sem e sua fam
´
ılia du-
rante aquele Dil
´
uvio.
Quer tenha sido por meio de Sem, quer
por outros meios, Abra
˜
ao aceitou o que
aprendeu sobre o Deus verdadeiro. Quando
Jeov
´
a, “o examinador dos cora ¸ c
˜
oes”, obser-
vou Abra
˜
ao, ele viu coisas boas nele — e o
ajudou a se tornar um homem ainda me-
lhor. —Prov
´
erbios 17:3; 2 Cr
ˆ
onicas 16:9.
Sua vida
Abra
˜
aoteve uma vida plena e empolgante,
muitas vezes desafiadora, mas de modo al-
gum sem sentido. Veja apenas algumas das
coisas pelas quais ele passou.
ˇ Quando Abra
˜
ao morava em Ur, Deus o
orientou a deixar sua terra natal e ir para
uma terra que ele lhe mostraria. Embora
Abra
˜
ao e Sara n
˜
ao soubessem todos os deta-
lhes — para onde iam e por qu
ˆ
e — eles obe-
deceram. Mais tarde, Abra
˜
ao e Sara passaram
a morar emtendas na terra de Cana
˜
a, viven-
do como residentes forasteiros pelo resto da
vida. —Atos 7:2, 3; Hebreus 11:8, 9, 13.
ˇ Abra
˜
ao e Sara ainda n
˜
ao tinham filhos
quando Jeov
´
a prometeu fazer de Abra
˜
ao
uma grande na ¸ c
˜
ao. Ele prometeu tamb
´
em
que todas as fam
´
ılias da Terra seriam aben-
¸ coadas por meio de Abra
˜
ao. (G
ˆ
enesis 11:30;
12:1-3) Mais tarde, Jeov
´
a confirmou essa
promessa. Ele disse a Abra
˜
ao que sua descen-
d
ˆ
encia seria t
˜
ao numerosa quanto as estrelas
do c
´
eu. —G
ˆ
enesis 15:5, 6.
QUEMFOI ABRA
˜
AO?
A SENTINELA
˙
1. ° DE JANEIRO DE 2012 3
4
345676
Gostaria de ter mais informa ¸ c
˜
oes ou um curso b
´
ı-
blico domiciliar gratuito? Escreva
`
as Testemunhas
de Jeov
´
a, usando o endere ¸ co apropriado. Para
uma lista completa dos endere ¸ cos das sedes, veja
www.watchtower.org/address.
´
Africa do Sul: Private Bag X2067, Krugersdorp, 1740. Alema-
nha: 65617 Selters. Angola: Caixa Postal 6877, Luanda Sul.
Argentina: Casilla 83 (Suc 27B), C1427WAB Cdad. Aut. de
Buenos Aires. B
´
elgica: rue d’Argile-Potaardestraat 60, B-1950
Kraainem. Brasil: CP 92, Tatu
´
ı, SP, 18270-970. Canad
´
a: PO
Box 4100, Georgetown, ON L7G 4Y4. Espanha: Apartado
132, 28850 Torrej
´
on de Ardoz (Madrid). Estados Unidos da
Am
´
erica: 25 Columbia Heights, Brooklyn, NY 11201-2483.
Fran ¸ ca: BP 625, F-27406 Louviers Cedex. Gr
˜
a-Bretanha: The
Ridgeway, London NW7 1RN. Holanda: Noordbargerstraat
77, NL-7812 AA Emmen. It
´
alia: Via della Bufalotta 1281,
I-00138 Rome RM. Jap
˜
ao: 4-7-1 Nakashinden, Ebina City,
Kanagawa-Pref, 243-0496. Mo ¸ cambique: PO Box 2600, 1100
Maputo. Paraguai: Casilla 482, 1209 Asunci
´
on. Portugal:
Apartado 91, P-2766-955 Estoril. Timor Leste: Box 248, Dili.
A Sentinela
´
e publicada e impressa quinzenalmente pela As-
socia ¸ c
˜
ao Torre de Vigia de B
´
ıblias e Tratados. Sede e gr
´
afica:
Rodovia SP-141, km 43, Ces
´
ario Lange, SP, 18285-901. Dire-
tor respons
´
avel: A. S. Machado Filho. Revista registrada sob
o n
´
umero de ordem 508. 5 2012 Watch Tower Bible and
Tract Society of Pennsylvania. Todos os direitos reservados.
Impressa no Brasil.
Vol. 133, No. 1 Semimonthly PORTUGUESE (Brazilian Edition)
ˇ Quando Abra
˜
ao tinha 99 anos e Sara quase 90, Jeov
´
a
prometeu que eles teriam um filho. Isso parecia imposs
´
ıvel
do ponto de vista humano, mas Abra
˜
ao e Sara logo desco-
bririam que nada
´
e ‘extraordin
´
ario demais para Jeov
´
a’. (G
ˆ
e-
nesis 18:14) Um ano depois, com 100 anos, Abra
˜
ao se tor-
nou pai de um filho, a quem deu o nome de Isaque.
(G
ˆ
enesis 17:21; 21:1-5) Deus prometeu especificamente que
por meio de Isaque a humanidade teria grandes b
ˆ
en ¸ c
˜
aos.
ˇ Anos mais tarde, Jeov
´
a fez um pedido muito incomum
a Abra
˜
ao: que ele sacrificasse seu amado filho, Isaque, ape-
sar de o jovem n
˜
ao ser casado e n
˜
ao ter filhos.1 A ideia de
perder seu filho deve ter sido muito angustiante para
Abra
˜
ao, mas ele se preparou para obedecer
`
a ordemde Jeov
´
a
e oferecer Isaque em sacrif
´
ıcio. Abra
˜
ao acreditava firme-
mente que Deus tinha poder para ressuscitar Isaque, se ne-
cess
´
ario, a fim de cumprir Sua promessa. (Hebreus 11:19)
Bem na hora em que Abra
˜
ao ia oferecer seu filho, Jeov
´
a in-
terveio, salvando Isaque. Ele elogiou Abra
˜
ao por sua not
´
avel
obedi
ˆ
encia. Da
´
ı, repetiusuas promessas a Abra
˜
ao. —G
ˆ
enesis
22:1-18.
ˇ Depois de 175 anos de vida, Abra
˜
ao adormeceu na mor-
te. A B
´
ıblia diz que ele “morreu numa boa velhice, idoso e
satisfeito”. (G
ˆ
enesis 25:7, 8) Assim, Abra
˜
ao viu o cumpri-
mento de outra promessa de Deus — que ele teria um vida
longa e morreria empaz. —G
ˆ
enesis 15:15.
Seu legado
Abra
˜
ao
´
e muito mais do que umpersonagemreligioso ou
hist
´
orico de um passado distante. At
´
e hoje, sua hist
´
oria
´
e
viva, fornecendo um excelente exemplo para todos n
´
os.
(Hebreus 11:8-10, 17-19) Consideremos quatro qualidades
que Abra
˜
ao demonstrou. Vamos come ¸ car com a qualidade
que talvez seja a mais conhecida —a f
´
e.
1 Veja o artigo “Nossos Leitores Perguntam . . . Por que Deus pediu a Abra
˜
ao
que sacrificasse seu filho?”, na p
´
agina 23 desta revista.
Nos seus primeiros dez
cap
´
ıtulos, o livro b
´
ıblico de
G
ˆ
enesis relata a hist
´
oria de
v
´
arios homens de f
´
e, incluin-
do Abel, Enoque e No
´
e. No
entanto, ele dedica a maior
parte dos 15 cap
´
ıtulos
seguintes
`
a vida de um s
´
o
homem — Abra
˜
ao.
Al
´
em disso,
´
e na hist
´
oria
de Abra
˜
ao que alguns dos
mais importantes conceitos
da B
´
ıblia s
˜
ao mencionados
pela primeira vez. Por exem-
plo, no relato de sua vida en-
contramos . . .
ˇ a primeira refer
ˆ
encia a
Deus como Escudo, ou
Protetor, de seus servos.
— G
ˆ
enesis 15:1; veja Deute-
ron
ˆ
omio 33:29; Salmo 115:9;
Prov
´
erbios 30:5.
ˇ a primeira men ¸ c
˜
ao de
se depositar f
´
e em Deus.
— G
ˆ
enesis 15:6.
ˇ a primeira ocorr
ˆ
encia da
palavra profeta. — G
ˆ
enesis
20:7.
ˇ a primeira refer
ˆ
encia ao
amor parental. — G
ˆ
enesis
22:2.
Umpersonagem
fundamental na
hist
´
oria b
´
ıblica
O QUE
´
E F
´
E? Na B
´
ıblia, “f
´
e” se refere
`
a forte
cren ¸ ca em algo que n
˜
ao se v
ˆ
e. Essa cren ¸ ca se
baseia em evid
ˆ
encias s
´
olidas. A pessoa que
tem f
´
e em Deus se concentra no cumpri-
mento de Suas promessas e acredita tanto
nelas que
´
e como se j
´
a tivessem se cum-
prido.
COMO ABRA
˜
AO DEMONSTROU F
´
E? Abra
˜
ao
demonstrou que acreditava nas promessas de
Deus. Pela f
´
e, Abra
˜
ao saiu de sua terra natal,
na certeza de que Jeov
´
a cumpriria Sua pro-
messa de lev
´
a-lo para outra terra. Pela f
´
e,
Abra
˜
ao peregrinou por Cana
˜
a, na certeza de
que sua descend
ˆ
encia com o tempo tomaria
posse daquela terra. E, pela f
´
e, Abra
˜
ao obe-
dientemente tentou oferecer Isaque em sa-
crif
´
ıcio, na certeza de que, se necess
´
ario,
Jeov
´
a o ressuscitaria. — Hebreus 11:8, 9,
17-19.
Abra
˜
ao se concentrava no futuro, n
˜
ao no
passado. Abra
˜
ao e Sara talvez tivessem um
estilo de vida mais confort
´
avel emUr do que
em Cana
˜
a, mas “n
˜
ao ficaram pensando em
voltar para a terra de onde tinham sa
´
ı-
do”. (Hebreus 11:15, B
´
ıblia na Linguagem de
Hoje) Pelo contr
´
ario, se concentraram em
A B R A
˜
A O
UMHOMEMDE F
´
E
No sil
ˆ
encio da noite, Abra
˜
ao olha para o c
´
eu estrelado. Com certeza lhe vem
`
a mente a
promessa de Deus de que sua descend
ˆ
encia se tornar
´
a t
˜
ao numerosa quanto aqueles
pontos luminosos. (G
ˆ
enesis 15:5) Para Abra
˜
ao, as estrelas s
˜
ao um lembrete vis
´
ıvel da
promessa de Jeov
´
a. Elas s
˜
ao tamb
´
em uma garantia. Afinal, se Jeov
´
a tem poder para criar
o imenso Universo e tudo o que h
´
a nele, ser
´
a que n
˜
ao pode fazer com que Abra
˜
ao e Sara
tenham um filho? Esse
´
e o tipo de f
´
e que Abra
˜
ao tem.
AGORAPUBLICADAEM194 IDIOMAS: acholi, afric
ˆ
aner,
aimar
´
a,7 alban
ˆ
es, alem
˜
ao,67 am
´
arico,
´
arabe, arm
ˆ
enio,
arm
ˆ
enio ocidental, azerbaijano, azerbaijano (escrita cir
´
ı-
lica), baul
ˆ
e, bengali, bicol, bislama, b
´
ulgaro, camboja-
no, canar
ˆ
es, caonde, catal
˜
ao, cazaque, cebuano, chi-
cheva, chin
ˆ
es (simplificado), chin
ˆ
es (tradicional)7 (
´
audio
apenas em mandarim), chitonga, chona, chuuqu
ˆ
es, ci-
bemba, cingal
ˆ
es, congo, coreano,67 crioulo de Maur
´
ıcio,
crioulode Seychelles, crioulodo Haiti, croata, cuanhama,
dinamarqu
ˆ
es,7 efique, eslovaco, esloveno, espanhol,67
estoniano, eve, fijiano, finland
ˆ
es,7 franc
ˆ
es,687 ga, geor-
giano, grego, groenland
ˆ
es, guarani,68 gum, guzerate,
hau ¸ c
´
a, hebraico, hiligaino, hindi, hiri motu, holand
ˆ
es,67
h
´
ungaro,67 ibo, ilocano, indon
´
esio, ingl
ˆ
es,67 ioruba, is-
land
ˆ
es, isoko, italiano,67 japon
ˆ
es,67 kikongo, kiluba, kim-
bundu, kiribati, kirundi, kwangali, let
˜
ao, lingala, lituano,
luganda, lunda, luo, luvale, maced
ˆ
onio, maia, malaia-
la, malgaxe, malt
ˆ
es, marata, marchal
ˆ
es, mianmar, mixe,
mizo, mongol, mouro, ndongo, nedebele, nepal
ˆ
es, nga-
bere, niueano, noruegu
ˆ
es,67 nyaneka, nzema, oromo, os-
seto, otetela, palauano, pangasino, papiamento (Aruba),
papiamento (Cura ¸ cau), persa, pidgin das Ilhas Salom
˜
ao,
polon
ˆ
es,67 ponapeano, portugu
ˆ
es,687 punjabi, qu
´
ıchua,
qu
´
ıchua (Ancash), qu
´
ıchua (Ayacucho), qu
´
ıchua (Bol
´
ı-
via),7 qu
´
ıchua (Cuzco), quicuio, quiniaruanda, quirguiz,
rarotongano, romeno, russo,67 samoano, sango, sepe-
di, s
´
ervio, s
´
ervio (romano), sesoto, silozi, sranantongo,
sua
´
ıli, sueco,7 swati, tagalo,7 tai, taitiano, t
ˆ
amil, t
´
arta-
ro, tcheco,7 tchiluba, t
´
elugo, t
´
etum, tigr
´
ınia, tiv, tok pi-
sin, tongan
ˆ
es, totonaca, tshwa, tsonga, tsuana, tumbuca,
turco, tuvaluano, tvi, tzotzil, ucraniano, umbundu, urdu,
uruund, valisiano, venda, vietnamita, waray-waray, wo-
laita, xosa, yapese, zande, zapoteca (do istmo), zulu.
6 Tamb
´
em dispon
´
ıvel em CD.
8 Tamb
´
em dispon
´
ıvel em MP3.
7
´
Audio tamb
´
em dispon
´
ıvel no site www.jw.org.
como Deus aben ¸ coaria a eles e a seus des-
cendentes no futuro. —Hebreus 11:16.
Abra
˜
aoestava certoemter essa f
´
e? Semd
´
u-
vida! Jeov
´
a cumpriutodas as suas promessas.
A descend
ˆ
encia de Abra
˜
ao com o tempo se
tornou uma na ¸ c
˜
ao, conhecida como Israel. E
os israelitas vierama morar emCana
˜
a, aque-
la terra que Jeov
´
a havia prometido a Abra
˜
ao.
—Josu
´
e 11:23.
QUE LI ¸ C
˜
OES TIRAMOS? Podemos ter certeza
de que Jeov
´
a cumprir
´
a suas promessas. Mes-
mo que algumas delas pare ¸ cam imposs
´
ıveis
do ponto de vista humano, confiamos que
para “Deus todas as coisas s
˜
ao poss
´
ıveis”.
—Mateus 19:26.
O exemplo de Abra
˜
ao tamb
´
em nos ensina
a nos concentrar nas coisas que usufruire-
mos no futuro, n
˜
ao nas coisas do passado.
Foi isso o que um homem chamado Jason
aprendeu. Jason sofre de uma doen ¸ ca que o
deixou completamente paralisado. “Tenho
de admitir que de vez em quando me pego
pensandonopassado”, diz Jason. E acrescen-
ta: “
´
E das coisas pequenas que mais sin-
to saudades, como abra ¸ car minha esposa,
Amanda, por exemplo.”
No entanto, Jason confia plenamente que
Jeov
´
a cumprir
´
a suas promessas, incluindo a
de que a Terra logo se tornar
´
a um para
´
ıso e
que os humanos fi
´
eis viver
˜
ao eternamente
com sa
´
ude perfeita.1 (Salmo 37:10, 11, 29;
Isa
´
ıas 35:5, 6; Revela ¸ c
˜
ao [Apocalipse] 21:3, 4)
“Procuro sempre me lembrar de que o me-
lhor ainda est
´
a por vir”, diz Jason, e explica:
“Embreve, o estresse, a ansiedade, a tristeza,
os sentimentos de culpa —tudo isso acabar
´
a,
e para sempre.” Que excelente exemplo de
f
´
e, similar
`
a de Abra
˜
ao!
1 Para aprender mais sobre o futuro Para
´
ıso na Terra,
veja os cap
´
ıtulos 3, 7 e 8 do livro O Que a B
´
ıblia Realmen-
te Ensina?, publicado pelas Testemunhas de Jeov
´
a.
A B R A
˜
A O
UMHOMEMCORAJOSO
Abra
˜
ao olha para sua fam
´
ılia e seus servos enquanto eles se preparam para partir
para Cana
˜
a. (G
ˆ
enesis 12:1-5) Observando esse grande grupo de pessoas que depende
dele para seu sustento, Abra
˜
ao sente o peso da responsabilidade. Como ele cuidar
´
a de
suas necessidades materiais numa terra desconhecida? N
˜
ao seria mais f
´
acil
ficar em Ur, uma regi
˜
ao pr
´
ospera com extensas pastagens, solo f
´
ertil e
amplo suprimento de
´
agua? E se ele ficar doente ou morrer nessa
nova terra? Quem cuidar
´
a de sua fam
´
ılia? Mesmo que essas
coisas preocupem Abra
˜
ao, ele n
˜
ao deixa que seus temores
o paralisem. Est
´
a determinado a agir, a obedecer
`
as
ordens de Deus, n
˜
ao importa o que aconte ¸ ca
— um sinal de verdadeira coragem.
A SENTINELA
˙
1. ° DE JANEIRO DE 2012 7
OQUE
´
E CORAGEM?
´
Ea qualidade de ser for-
te, destemido e valente — o oposto da covar-
dia. Ser corajoso n
˜
ao significa necessaria-
mente nunca sentir medo. Pelo contr
´
ario, a
pessoa que tema coragemque Deus d
´
a pode
at
´
e sentir medo, mas ela toma a ¸ c
˜
ao.
COMO ABRA
˜
AO DEMONSTROU CORA-
GEM? Abra
˜
ao estava disposto a ser diferente
da maioria. Ele cresceu num ambiente em
que as pessoas adoravam muitos deuses e
´
ıdolos. Ainda assim, n
˜
ao permitiu que o
medo do que outros pensassem o refreasse
de fazer o que sabia ser certo. Em vez disso,
Abra
˜
aocorajosamente tomou umrumo dife-
rente na vida, escolhendoservir apenas a um
Deus —“o Deus Alt
´
ıssimo”, Jeov
´
a. —G
ˆ
enesis
14:21, 22.
Abra
˜
ao colocava a adora ¸ c
˜
ao ao Deus verda-
deiro
`
a frente de interesses materiais. Ele se
disp
ˆ
os a abandonar uma vida confort
´
avel
em Ur e partir para uma regi
˜
ao des
´
ertica,
confiandoplenamente que Jeov
´
a cuidaria de
suas necessidades materiais.
´
E claro que com
o passar dos anos Abra
˜
ao talvez tenha pensa-
do emalguns dos confortos que usufru
´
ıa em
Ur. No entanto, tinha certeza de que Jeov
´
a
sempre daria o necess
´
ario para ele e sua fa-
m
´
ılia. Apegando-se a Jeov
´
a como a Pessoa
mais importante de sua vida, Abra
˜
ao encon-
trou coragempara obedecer
`
as suas ordens.
QUE LI ¸ C
˜
OES TIRAMOS? Podemos imitar
Abra
˜
aopor desenvolver coragempara obede-
cer a Jeov
´
a, mesmo que outros ao nosso re-
dor n
˜
ao fa ¸ cam isso. Por exemplo, a B
´
ıblia
ensina que os que defendem sua f
´
e em
Jeov
´
a Deus podem sofrer oposi ¸ c
˜
ao, talvez de
amigos ou de parentes bem-intencionados.
( Jo
˜
ao 15:20) No entanto, quando estamos
convictos do que aprendemos sobre Jeov
´
a,
defendemos nossas cren ¸ cas de forma respei-
tosa. —1 Pedro 3:15.
Tamb
´
empodemos confiar na promessa de
que Deus dar
´
a o necess
´
ario aos que t
ˆ
em f
´
e
nele. Essa confian ¸ ca nos d
´
a coragem para
centralizar nossa vida nas coisas espirituais,
n
˜
ao nas materiais. (Mateus 6:33) Veja como
uma fam
´
ılia fez exatamente isso.
Apesar de terem dois filhos pequenos,
Doug e Becky queriam se mudar para um
pa
´
ıs onde havia mais necessidade de prega-
dores das boas novas da B
´
ıblia. Depois de
uma pesquisa cuidadosa e ora ¸ c
˜
oes fervoro-
sas, eles decidiramir emfrente comseus pla-
nos. “Foi preciso coragem para pegar nossas
coisas e partir com nossos filhos, sem saber
exatamente se tudo daria certo”, diz Doug.
“Mas desde que come ¸ camos a pensar nesse
assunto, conversamos sobre o exemplo de
Abra
˜
ao e Sara. Meditar emcomo eles confia-
ram em Jeov
´
a e em como ele nunca os desa-
pontou nos ajudou muito.”
Doug disse o seguinte sobre a vida de sua
fam
´
ılia no estrangeiro: “Temos sido aben-
¸ coados de uma forma extraordin
´
aria.” Ele
explica: “Visto que levamos uma vida muito
mais simples, podemos passar a maior parte
do dia em fam
´
ılia — pregando, conversando
uns comos outros e brincandocomos meni-
nos.
´
E uma sensa ¸ c
˜
ao de liberdade dif
´
ıcil de
expressar empalavras.”
Naturalmente, nemtodo mundo temcon-
di ¸ c
˜
oes de fazer uma mudan ¸ ca t
˜
ao dr
´
astica.
Ainda assim, todos n
´
os podemos imitar o
exemplo de Abra
˜
ao por dar prioridade
`
a nos-
sa adora ¸ c
˜
ao a Deus, confiando que ele sem-
pre nos apoiar
´
a. Quando fazemos isso, aca-
tamos a exorta ¸ c
˜
ao da B
´
ıblia de ‘ter boa
coragem e dizer: “Jeov
´
a
´
e o meu ajudador;
n
˜
aoterei medo.”’ —Hebreus 13:5, 6.
A pessoa que tem a coragem
que Deus d
´
a pode at
´
e sentir
medo, mas ela toma a ¸ c
˜
ao
Sara era casada com um not
´
avel homem
de f
´
e. Mas essa mulher temente a Deus tam-
b
´
em deu um exemplo digno de nota. De
fato, a B
´
ıblia a menciona por nome tr
ˆ
es vezes
como algu
´
em cujo exemplo deve ser imitado
por mulheres que servem a Deus. (Isa
´
ıas
51:1, 2; Hebreus 11:11; 1 Pedro 3:3-6) Embo-
ra as Escrituras n
˜
ao revelem muita coisa so-
bre essa mulher not
´
avel, o que lemos nos
transmite uma bela imagem dela.
Pense, por exemplo, em como Sara deve
ter reagido quando Abra
˜
ao lhe informou da
ordem de Deus de deixar Ur. Ser
´
a que ela fi-
cou pensando para onde iam e por qu
ˆ
e? Fi-
cou preocupada com as necessidades mate-
riais? Ficou triste com a ideia de deixar seus
amigos e parentes, sem saber quando — ou
se algum dia — os veria de novo? Com certe-
za, tudo isso passou por sua mente. Mesmo
assim, ela partiu de bom grado, confiando
que Jeov
´
a aben ¸ coaria sua obedi
ˆ
encia. — Atos
7:2, 3.
Al
´
em de ser uma serva obediente de Deus,
Sara era uma
´
otima esposa. Em vez de com-
petir com seu marido para controlar os as-
suntos da fam
´
ılia, Sara procurava ter profun-
do respeito por ele, apoiando-o lealmente ao
passo que ele cuidava da fam
´
ılia. Por fazer
isso, ela ‘se adornava’ — se embelezava —
com suas excelentes qualidades. — 1 Pedro
3:1-6.
Ser
´
a que essas qualidades podem benefi-
ciar as esposas hoje? “O exemplo de Sara me
ensinou que posso ficar
`
a vontade para ex-
pressar minha opini
˜
ao a meu marido”, diz
Jill, que tem um casamento feliz j
´
a por mais
de 30 anos. “Ao mesmo tempo”, continua
ela, “a responsabilidade de tomar as deci-
s
˜
oes finais cabe a ele, como chefe da fam
´
ılia.
Depois que ele toma uma decis
˜
ao,
´
e meu de-
ver fazer todo o poss
´
ıvel para que ela d
ˆ
e cer-
to”.
Talvez a li ¸ c
˜
ao mais tocante que aprende-
mos de Sara seja esta: embora fosse muito
bonita, ela n
˜
ao deixou que sua beleza a tor-
nasse orgulhosa. (G
ˆ
enesis 12:10-13) Pelo
contr
´
ario, ela apoiava humildemente Abra
˜
ao
nos bons e nos maus momentos de sua vida
juntos. Sem d
´
uvida, Abra
˜
ao e Sara eram um
casal fiel, humilde e amoroso — realmente
uma b
ˆ
en ¸ c
˜
ao um para o outro.
Uma mulher temente a Deus
e uma esposa preciosa
A SENTINELA
˙
1. ° DE JANEIRO DE 2012 9
Abra
˜
ao est
´
a sentado
`
a entrada de sua tenda, aproveitando a sombra que o protege
do calor sufocante do dia. Ao olhar para o horizonte, ele v
ˆ
e tr
ˆ
es homens que est
˜
ao
visitando a regi
˜
ao.1 Sem hesitar, corre at
´
e eles, insistindo para que descansem um pouco
e aproveitem sua hospitalidade. Ele lhes oferece “um peda ¸ co de p
˜
ao”, mas passa a
providenciar uma lauta refei ¸ c
˜
ao, composta de p
˜
ao fresco, manteiga, leite e carne macia,
de primeira. Ao servir seus visitantes, Abra
˜
ao mostra n
˜
ao apenas not
´
avel hospitalidade,
mas tamb
´
em, como veremos, genu
´
ına humildade. — G
ˆ
enesis 18:1-8.
O QUE
´
E HUMILDADE? Humildade
´
e aus
ˆ
en-
cia de orgulho ou arrog
ˆ
ancia. A pessoa hu-
milde reconhece que h
´
a sempre algu
´
em me-
lhor do que ela em algum campo da vida.
(Filipenses 2:3) Aceita sugest
˜
oes e est
´
a dispos-
ta a realizar tarefas humildes embenef
´
ıcio de
outros.
COMO ABRA
˜
AO DEMONSTROU HUMILDA-
DE? Abra
˜
ao serviu a outros com prazer. Como
mencionadono in
´
ıcio, quando Abra
˜
aoviu os
tr
ˆ
es visitantes, imediatamente fez preparati-
1 Embora Abra
˜
ao talvez n
˜
ao tenha percebido de in
´
ıcio,
aqueles visitantes eram mensageiros ang
´
elicos de Deus.
— Hebreus 13:2.
vos para receb
ˆ
e-los. Sua esposa, Sara, logo co-
me ¸ cou a preparar uma refei ¸ c
˜
ao. Mas note
quem tamb
´
em estava fazendo boa parte do
trabalho: Abra
˜
ao correu at
´
e os visitantes, ele
lhes ofereceualgopara comer, ele correuat
´
e o
rebanho e escolheu um animal para abater, e
ele colocou as provis
˜
oes diante dos visitantes.
Em vez de delegar tudo aos seus servos, esse
homemhumilde fez ele mesmoaquele traba-
lho humilde. N
˜
ao achava que servir a outros
estava abaixo de sua dignidade.
Abra
˜
ao ouvia as sugest
˜
oes dos que estavam
sob sua autoridade. A B
´
ıblia registra ape-
nas algumas conversas entre Abra
˜
ao e Sara.
A B R A
˜
A O
UMHOMEMHUMILDE
10 A SENTINELA
˙
1. ° DE JANEIRO DE 2012
O QUE
´
E AMOR? Amor
´
e um sentimento de
caloroso apego ou profunda afei ¸ c
˜
ao. A pes-
soa amorosa demonstra por meio de a ¸ c
˜
oes
como ela se sente em rela ¸ c
˜
ao
`
as pessoas que
ama, mesmo que essas a ¸ c
˜
oes exijam sacrif
´
ı-
cios.
COMO ABRA
˜
AO DEMONSTROU AMOR?
Abra
˜
ao mostrou que amava sua fam
´
ılia. Sem
d
´
uvida, Abra
˜
ao era um homem atarefado.
Mas ele nunca negligenciou as necessidades
emocionais e espirituais de sua fam
´
ılia. De
fato, o pr
´
oprio Jeov
´
a notou que Abra
˜
ao lide-
rava sua fam
´
ılia na adora ¸ c
˜
ao a Deus. (G
ˆ
ene-
sis 18:19) Jeov
´
a mencionou especificamente
o amor de Abra
˜
ao, usando a express
˜
ao “teu
´
unico filho a quemtanto amas” para se refe-
rir a Isaque. —G
ˆ
enesis 22:2.
Podemos ainda perceber o amor de
Abra
˜
ao no modo como ele reagiu
`
a morte de
sua querida esposa, Sara. Abra
˜
ao chorou por
ela. Embora fosse forte e varonil, ele n
˜
ao
tinha vergonha de demonstrar seu pesar.
Abra
˜
ao mostrou uma bela combina ¸ c
˜
ao de
for ¸ ca e ternura.
A B R A
˜
A O
UMHOMEMAMOROSO
Abra
˜
ao quase n
˜
ao consegue suportar a tristeza. Sua amada esposa, Sara, faleceu.
Muitas e muitas lembran ¸ cas passam pela cabe ¸ ca desse homem idoso ao dizer o
´
ultimo adeus. Seu pesar aumenta, se transformando em l
´
agrimas. (G
ˆ
enesis
23:1, 2) Longe de ser motivo de vergonha ou constrangimento, essas l
´
agrimas
d
˜
ao evid
ˆ
encia de uma das melhores qualidades de Abra
˜
ao — o amor.
No entanto, por duas vezes, lemos que
Abra
˜
ao ouviu e acatou as ideias de Sara. (G
ˆ
e-
nesis 16:2; 21:8-14) Em uma dessas ocasi
˜
oes,
sua sugest
˜
ao de in
´
ıcio foi “muito desagrad
´
a-
vel a Abra
˜
ao”. Mas quando Jeov
´
a lhe disse
que a opini
˜
ao dela era boa, Abra
˜
ao humilde-
mente cedeu e fez o que ela sugeriu.
QUE LI ¸ C
˜
OES TIRAMOS? Se realmente formos
humildes, serviremos a outros de bomgrado.
Teremos alegria em fazer tudo o que puder-
mos para tornar a vida deles mais agrad
´
avel.
Podemos tamb
´
emmostrar humildade pelo
modo como reagimos
`
as sugest
˜
oes de outras
pessoas. Em vez de rejeitarmos a ideia sim-
plesmente porque n
˜
ao fomos n
´
os que a ti-
vemos, seremos s
´
abios se aceitarmos com
mente aberta os coment
´
arios de outros. (Pro-
v
´
erbios 15:22) Ter esse tipo de atitude benefi-
cia especialmente quemtemcerta medida de
autoridade. “Descobri que um bom chefe
cria um ambiente onde as pessoas se sentem
`
a vontade para se expressar”, diz um encarre-
gado chamado John. E acrescenta: “
´
E preciso
ser humilde para reconhecer que algu
´
em sob
sua autoridade talvez conhe ¸ ca um modo
melhor de fazer as coisas. E, pensando bem,
ningu
´
em — nem mesmo um chefe — tem o
monop
´
olio das boas ideias.”
Quando imitamos Abra
˜
ao por ouvir as su-
gest
˜
oes de outros e realizar servi ¸ cos humildes
em seu benef
´
ıcio, obtemos o favor de Jeov
´
a.
Afinal, “Deus se op
˜
oe aos soberbos, mas
d
´
a benignidade imerecida aos humildes”.
—1 Pedro 5:5.
A SENTINELA
˙
1. ° DE JANEIRO DE 2012 11
Abra
˜
ao mostrou que amava seu Deus. Esse
tipo de amor era evidente em todo o seu
modo de vida. Como assim? Podemos nos
lembrar doque a B
´
ıblia diz em1Jo
˜
ao5:3: “O
amor de Deus significa o seguinte: que ob-
servemos os seus mandamentos.” Combase
nessa defini ¸ c
˜
ao, Abra
˜
ao foi um exemplo
magn
´
ıfico de amor a Jeov
´
a.
Sempre que Jeov
´
a dava uma ordem,
Abra
˜
ao obedecia imediatamente. (G
ˆ
enesis
12:4; 17:22, 23; 21:12-14; 22:1-3) N
˜
ao impor-
tava se a ordem era f
´
acil ou dif
´
ıcil de obede-
cer, nemera muito importante saber o moti-
vo dela. Para Abra
˜
ao, isso era irrelevante. Se
seu Deus pedisse que ele fizesse algo, ele es-
tava disposto a fazer. Abra
˜
ao considerava
cada ordemcomo uma oportunidade de de-
monstrar seu amor a Jeov
´
a.
QUE LI ¸ C
˜
OES TIRAMOS? Podemos imitar
Abra
˜
ao por mostrar terna afei ¸ c
˜
ao por outros,
especialmente pelos membros de nossa fa-
m
´
ılia. Certamente n
˜
ao gostar
´
ıamos de per-
mitir que as press
˜
oes da vida nos impe-
dissem de dedicar tempo a quem
´
e mais
importante para n
´
os.
Devemos tamb
´
em cultivar amor sincero
por Jeov
´
a. Esse amor pode ser uma for ¸ ca po-
derosa em nossa vida. Por exemplo, pode
nos motivar a fazer mudan ¸ cas em nossa ati-
tude, conversa e conduta a fim de agradar a
Deus. —1 Pedro 1:14-16.
´
E verdade que obedecer a Jeov
´
a nem sem-
pre
´
e f
´
acil. Mas podemos ter certeza de que
Aquele que ajudou Abra
˜
ao — Aquele que o
chamou de “meu amigo” — nos ajudar
´
a
tamb
´
em. (Isa
´
ıas 41:8) Sua Palavra, a B
´
ıblia,
promete que ‘ele nos far
´
a firmes, ele nos far
´
a
fortes’. (1 Pedro 5:10) Que promessa anima-
dora do Amigo de confian ¸ ca de Abra
˜
ao!
Muitos responderiam que sim. Eles talvez
fiquem surpresos de saber que Abra
˜
ao foi
apenas um dos v
´
arios homens vigorosos e
fi
´
eis que a B
´
ıblia diz que choraram em tem-
pos de afli ¸ c
˜
ao, como Jos
´
e, Davi, o ap
´
ostolo
Pedro, os anci
˜
aos da congrega ¸ c
˜
ao de
´
Efeso
e at
´
e Jesus. (G
ˆ
enesis 50:1; 2 Samuel 18:33;
Lucas 22:61, 62; Jo
˜
ao 11:35; Atos 20:36-38)
Fica claro que a B
´
ıblia n
˜
ao ensina que
´
e si-
nal de fraqueza um homem chorar.
´
E sinal de fraqueza
umhomemchorar?
12 A SENTINELA
˙
1. ° DE JANEIRO DE 2012
A
CIDADE murada de Valen ¸ ca do Mi-
nho, no norte de Portugal, foi cons-
tru
´
ıda numa
´
epoca perigosa. Suas mu-
ralhas ficam de frente para o rio Minho,
fronteira entre a Espanha e Portugal. Do ou-
tro lado do rio fica a cidade espanhola de Tui,
comuma catedral que mais parece uma forta-
leza. As fortifica ¸ c
˜
oes principais de Tui e Valen-
¸ ca datam do s
´
eculo 17, quando a Espanha e
Portugal estavamemguerra.
Em1995, postos de fronteira e controles al-
fandeg
´
arios entre esses dois pa
´
ıses da Uni
˜
ao
Europeia deixaram de existir. Mas unir pes-
soas envolve mais do que desativar postos de
fronteira. Envolve tamb
´
em unir mentes e co-
ra ¸ c
˜
oes. EmValen ¸ ca existe umpr
´
edio pequeno
e bonito que mostra como as barreiras entre
as pessoas podem ser derrubadas.
´
E um local
de adora ¸ c
˜
ao — um Sal
˜
ao do Reino das Teste-
munhas de Jeov
´
a — compartilhado por duas
congrega ¸ c
˜
oes: uma espanhola e uma portu-
guesa.
Esta hist
´
oria come ¸ cou em 2001, quando as
Testemunhas de Jeov
´
a em Tui precisaram de
um novo Sal
˜
ao do Reino. Elas tiveram de de-
socupar suas instala ¸ c
˜
oes alugadas, e n
˜
ao ha-
via fundos suficientes para construir outro sa-
l
˜
ao. N
˜
ao tinham recursos nem para alugar
outra propriedade, visto que a congrega ¸ c
˜
ao
era pequena. Por isso, essas Testemunhas de
Jeov
´
a espanholas perguntaram a seus irm
˜
aos
portugueses em Valen ¸ ca se eles se importa-
vam de compartilhar seu sal
˜
ao, a apenas al-
guns quil
ˆ
ometros do centro de Tui.
“Consideramos esse assunto numa reuni
˜
ao
em dezembro de 2001”, lembra-se Eduardo
Vila, membro da Congrega ¸ c
˜
ao Tui na Espa-
nha. “Ao sair daquela reuni
˜
ao, percebi que
Onde
fronteiras
n
˜
ao significam
nada
As Testemunhas de Jeov
´
a se esfor ¸ cam em superar
as barreiras entre as pessoas. Elas levam a s
´
erio
o princ
´
ıpio por tr
´
as das palavras de Jesus a seus
disc
´
ıpulos: “Todos v
´
os sois irm
˜
aos.” (Mateus
23:8) Isso
´
e bem ilustrado em dois casos
envolvendo locais de adora ¸ c
˜
ao das Testemunhas
de Jeov
´
a — um em Portugal e outro na Espanha.
A SENTINELA
˙
1. ° DE JANEIRO DE 2012 13
Jeov
´
a havia tocado o cora ¸ c
˜
ao de nossos ir-
m
˜
aos portugueses. Eles tinham feito grandes
sacrif
´
ıcios para construir um belo Sal
˜
ao do
Reino, e ver sua disposi ¸ c
˜
ao de compartilhar o
que tinhamfortaleceu minha f
´
e.”
“Foi umprazer receber os irm
˜
aos espanh
´
ois
em nosso Sal
˜
ao do Reino”, disse Am
´
erico Al-
meida, que tamb
´
em estava presente naquela
reuni
˜
ao. “T
´
ınhamos a certeza de que Jeov
´
a
aben ¸ coaria aquela decis
˜
ao, tomada por una-
nimidade.”As Testemunhas de Jeov
´
a dos dois
lados da fronteira se d
˜
ao muito bem. “Pode
ser dif
´
ıcil de acreditar, mas nem parece que
somos de pa
´
ıses diferentes. Somos simples-
mente irm
˜
aos espirituais”, disse Paolo, de
Valen ¸ ca.
Uma das primeiras coisas que os visitantes
notamno Sal
˜
ao do Reino s
˜
ao dois rel
´
ogios de
parede id
ˆ
enticos, mostrando hor
´
arios dife-
rentes. A Espanha est
´
a
uma hora
`
a frente de
Portugal, mas o fuso ho-
r
´
ario
´
e o
´
unico detalhe
discordante no Sal
˜
ao do
Reino. Quando o sa-
l
˜
ao precisou de reforma,
uma Comiss
˜
ao Regional
de Constru ¸ c
˜
ao combase
na Espanha supervisio-
nou os trabalhadores
animados das duas con-
grega ¸ c
˜
oes. “Muitos pro-
fissionais vieram da Espanha para nos ajudar,
alguns de mais de 160 quil
ˆ
ometros de dist
ˆ
an-
cia”, recorda Paolo. “Essa obra fortaleceu os
la ¸ cos de afei ¸ c
˜
ao entre as congrega ¸ c
˜
oes.”
Vejamos outro exemplo em que fronteiras
foramsuperadas.
“Pode ser dif
´
ıcil
de acreditar,
mas nem
parece que
somos de pa
´
ıses
diferentes.
Somos
simplesmente
irm
˜
aos
espirituais”
Tui e o rio Minho, vistos da cidade murada de Valen ¸ ca do Minho
14 A SENTINELA
˙
1. ° DE JANEIRO DE 2012
Uni
˜
ao num vale dividido
Puigcerd
´
a
´
e uma cidade espanhola que faz
fronteira com a Fran ¸ ca. Ela fica no centro de
um vale f
´
ertil cercado pelos picos elevados
dos montes Pireneus. Todo o vale, conhecido
como Cerda
˜
na, j
´
a pertenceu
`
a Espanha. Mas
em 1659, num acordo de paz chamado de
Tratado dos Pireneus, a Espanha cedeu meta-
de dovale
`
a Fran ¸ ca.
Hoje em dia, os franceses fazem compras
em Puigcerd
´
a, a principal cidade do vale. E
em1997 as Testemunhas de Jeov
´
a de Puigcer-
d
´
a abriram as portas de seu Sal
˜
ao do Reino
para seus irm
˜
aos franceses. Naquele ano, as
Testemunhas de Jeov
´
a francesas tiveram de
deixar suas instala ¸ c
˜
oes alugadas. O Sal
˜
ao do
Reino mais pr
´
oximo na Fran ¸ ca ficava a uma
hora de dist
ˆ
ancia de carro e, durante os meses
de inverno, o caminho entre as elevadas
montanhas para se chegar at
´
e ele muitas ve-
zes fica bloqueado pela neve.
Quando as Testemunhas de Jeov
´
a francesas
explicaramsua urgente necessidade de umlo-
cal de reuni
˜
oes, seus irm
˜
aos espanh
´
ois ime-
diatamente colocaram o Sal
˜
ao do Reino
`
a
disposi ¸ c
˜
ao. “Todos eles ficaram empolgados
coma ideia de compartilhar o sal
˜
ao”, lembra-
se Prem, uma Testemunha de Jeov
´
a da locali-
dade. “
´
E claro que esse esp
´
ırito
´
e resultado do
treinamento b
´
ıblico que recebemos ao longo
dos anos. Algumas semanas mais tarde, co-
me ¸ camos a usar o mesmo Sal
˜
ao do Reino, e j
´
a
faz 13 anos que estamos juntos.”
“Puigcerd
´
a era o lugar ideal para termos
um Sal
˜
ao do Reino”, disse Eric, um superin-
tendente da congrega ¸ c
˜
ao francesa. “E eu ain-
da me lembro da calorosa acolhida que a con-
grega ¸ c
˜
ao espanhola nos deu. Eles enfeitaram
o sal
˜
ao com um grande buqu
ˆ
e de flores e um
cartaz que dizia: ‘Bem-vindos, queridos ir-
m
˜
aos.’ ”
“As pessoas achavam que o fechamento de
nosso Sal
˜
ao do Reino na Fran ¸ ca significava
que a congrega ¸ c
˜
ao tinha deixado de existir”,
acrescenta Eric. “Mas nossa prega ¸ c
˜
ao regular
na regi
˜
ao —incluindo a distribui ¸ c
˜
ao de convi-
tes para nossas reuni
˜
oes na Espanha — logo
mostrou o contr
´
ario. As pessoas interessadas
de bomgradov
ˆ
emao sal
˜
ao na Espanha. Al
´
em
disso, compartilhar o sal
˜
ao com nossos ir-
m
˜
aos espanh
´
ois nos achegou mais. Antes, sa-
b
´
ıamos que havia uma congrega ¸ c
˜
ao espanho-
la no outro lado da fronteira, mas t
´
ınhamos
poucocontato. Agora que nos vemos comfre-
qu
ˆ
encia, n
˜
ao nos sentimos t
˜
ao isolados nesse
remotovale nas montanhas.”
Ser
´
a que as barreiras culturais causaram al-
gumtranstorno? “Quando eu soube que nos-
“Essa obra
fortaleceu
os la ¸ cos de
afei ¸ c
˜
ao entre as
congrega ¸ c
˜
oes”
Reforma do Sal
˜
ao do Reino
sas reuni
˜
oes seriam realizadas do outro lado
da fronteira, na Espanha, fiquei um pouco
apreensiva”, confessou uma Testemunha de
Jeov
´
a francesa de uns 80 anos. “Mas gra ¸ cas
`
a
boa acolhida e cordialidade dos irm
˜
aos de
Puigcerd
´
a, a mudan ¸ ca n
˜
ao trouxe nenhum
problema. Pelo contr
´
ario, foi uma oportuni-
dade de confirmar a uni
˜
ao internacional do
povo de Jeov
´
a.”
O fundamento de uma uni
˜
ao
mais estreita
Os fundadores da Uni
˜
ao Europeia declara-
ram que os pa
´
ıses-membros estavam “deter-
minados a estabelecer os fundamentos de
uma uni
˜
ao cada vez mais estreita entre os po-
vos europeus”. O objetivo de desativar postos
de fronteira nos anos 80 e 90 era acelerar esse
processo. Mas as barreiras tamb
´
em precisam
ser superadas na mente.
As Testemunhas de Jeov
´
a se esfor ¸ cam para
acabar com o preconceito e a desconfian ¸ ca.
Elas entendem que a diversidade enriquece
sua fraternidade e que “Deus n
˜
ao
´
e parcial”.
(Atos 10:34) Nos seus congressos internacio-
nais e em seus Sal
˜
oes do Reino, elas t
ˆ
emvisto
como
´
e ‘bom e agrad
´
avel irm
˜
aos morarem
juntos em uni
˜
ao’. (Salmo 133:1) A uni
˜
ao das
Testemunhas de Jeov
´
a de Valen ¸ ca e de Puig-
cerd
´
a com seus irm
˜
aos de pa
´
ıses vizinhos
´
e
prova viva disso.
“Qu
˜
ao bom e
qu
˜
ao agrad
´
avel
´
e irm
˜
aos morarem
juntos em uni
˜
ao!”
SALMO 133:1
Os Pireneus e o vale de Cerda
˜
na
Dois anci
˜
aos das duas congrega ¸ c
˜
oes — um espanhol e outro
franc
ˆ
es — que se re
´
unem no Sal
˜
ao do Reino de Puigcerd
´
a
1. As profecias da B
´
ıblia
s
˜
ao espec
´
ıficas?
O Deus Todo-Poderoso
´
e o
´
unico que pode
prever o futuro em detalhes. (Am
´
os 3:7) Por
exemplo, desde os tempos antigos, ele predis-
se a vinda de algu
´
em chamado Messias, ou
Cristo. OMessias seria umdescendente do fiel
Abra
˜
ao. Ele seria umgovernante que daria aos
humanos obedientes a possibilidade de ga-
nharemnovamente a b
ˆ
en ¸ c
˜
ao da vida perfeita,
sem doen ¸ cas. (G
ˆ
enesis 22:18; Isa
´
ıas 53:4, 5)
Esse Prometido viria de Bel
´
em. — Leia Mi-
queias 5:2.
Jesus foi esse Messias. Mais de sete s
´
eculos
antes, a B
´
ıblia predisse que o Messias nasceria
de uma virgem e seria desprezado. Ele daria
sua vida pelos pecados de muitos e seria en-
terrado com os ricos. (Isa
´
ıas 7:14; 53:3, 9, 12)
A B
´
ıblia tamb
´
empredisse, mais de cinco s
´
ecu-
los antes, que ele entraria em Jerusal
´
em mon-
tado num jumento e que seria tra
´
ıdo por 30
moedas de prata. Cada detalhe se cumpriu.
—Leia Zacarias 9:9; 11:12.
2. Deus prediz datas espec
´
ıficas?
Mais de cinco s
´
eculos antes, a B
´
ıblia profetizou o ano
exato em que o Messias apareceria. O tempo at
´
e sua
vinda foi medido emsemanas simb
´
olicas chamadas de
“semanas de anos”, em que cada dia representava um
ano. Assim, cada “semana” tinha a dura ¸ c
˜
ao de sete
anos. Haveria 7 mais 62 dessas semanas, totalizando
69 semanas de anos. Isso d
´
a 483 anos. Quando foi que
come ¸ cou esse per
´
ıodo? Segundo a B
´
ıblia, foi quando
Neemias, um servo de Deus, chegou a Jerusal
´
em e co-
me ¸ cou a reconstruir a cidade. De acordo coma hist
´
oria
persa, esse ano foi 455 AEC. (Neemias 2:1-5) Jesus
foi batizado como Messias 483 anos mais tarde, no
ano 29 EC, bemna
´
epoca marcada. —Leia Daniel 9:25.
APRENDA DA PALAVRA DE DEUS
A B
´
ıblia prediz o futuro?
Este artigo considera algumas
perguntas que voc
ˆ
e talvez tenha e
mostra onde encontrar as respostas
em sua B
´
ıblia. As Testemunhas de
Jeov
´
a ter
˜
ao prazer em analisar essas
respostas com voc
ˆ
e.
3. As profecias b
´
ıblicas est
˜
ao se
cumprindo hoje?
Jesus profetizou eventos marcantes para o nosso
tempo. Sua profecia menciona as boas novas do Rei-
no de Deus, que trar
´
a al
´
ıvio global
`
as pessoas que
amam a Deus. Esse Reino acabar
´
a com o inteiro sis-
tema perverso em que vivemos. — Leia Mateus
24:14, 21, 22.
As profecias b
´
ıblicas descrevemem detalhes o pe-
r
´
ıodofinal do atual sistema. AB
´
ıblia revelouque, em
contraste com o que se esperaria numa era de pro-
gresso, as pessoas estariam arruinando a Terra. Afli-
¸ c
˜
oes causadas por guerras, falta de alimento, terre-
motos e doen ¸ cas epid
ˆ
emicas aumentariam. (Lucas
21:11; Revela ¸ c
˜
ao [Apocalipse] 11:18) Os padr
˜
oes
morais entrariam em colapso. Nesses tempos dif
´
ı-
ceis, os seguidores de Jesus pregariamas boas novas
do Reino de Deus em todas as na ¸ c
˜
oes. — Leia Ma-
teus 24:3, 7, 8; 2 Tim
´
oteo 3:1-5.
4. Qual ser
´
a o futuro da humanidade?
O Deus Todo-Poderoso tem boas coisas em reser-
va para os humanos fi
´
eis. Do c
´
eu, Jesus Cristo, que
´
e
o Messias, e seus escolhidos governar
˜
ao a Terra. Eles
comp
˜
oemo governo do Reino, que durar
´
a mil anos.
Os mortos ser
˜
ao ressuscitados e ter
˜
ao a oportunida-
de de serem julgados e considerados merecedores
da vida eterna. Al
´
em disso, o Reino curar
´
a todas as
pessoas. N
˜
ao haver
´
a mais doen ¸ cas nem morte.
—Leia Revela ¸ c
˜
ao 5:10; 20:6, 12; 21:4, 5.
Para mais informa ¸ c
˜
oes, veja as
p
´
aginas 23-25 e 197-201 deste livro.
O QUE
A B
´
IBLIA
Realmente ENSINA?
17
18 A SENTINELA
˙
1. ° DE JANEIRO DE 2012
“S
EGURE a minha m
˜
ao”, diz o pai a
seu filhinho quando est
˜
ao para
atravessar uma rua movimentada.
Com a m
˜
ao forte do pai em volta de
seus dedinhos, o garoto se sente se-
guro, sem medo. J
´
a teve vontade de
que algu
´
em segurasse a sua m
˜
ao e o
conduzisse com seguran ¸ ca pelas in-
certezas da vida? Se j
´
a, voc
ˆ
e achar
´
a
consoladoras as palavras registradas
por Isa
´
ıas. —Leia Isa
´
ıas 41:10, 13.
Isa
´
ıas dirigiuessas palavras a Israel.
Embora aquela na ¸ c
˜
ao fosse “propriedade espe-
cial” de Deus, ela estava cercada de inimigos.
(
ˆ
Exodo 19:5) Ser
´
a que Israel tinha motivos para
ter medo? Jeov
´
a transmitiu uma mensagemani-
madora por meio de Isa
´
ıas. Ao examinarmos es-
sas palavras, tenhamos em mente que elas tam-
b
´
em se aplicam aos adoradores de Deus hoje.
—Romanos 15:4.
“N
˜
ao tenhas medo”, exorta Jeov
´
a. (Vers
´
ıcu-
lo 10) Essas n
˜
ao s
˜
ao palavras v
˜
as. Jeov
´
a explica
por que seupovon
˜
ao precisa ter medo: “Pois es-
tou contigo.” Ele n
˜
ao
´
e algu
´
emque est
´
a longe e
que s
´
o promete chegar a tempo de ajudar nos
momentos de necessidade. Ele quer que seu
povo saiba que ele est
´
a comeles —como que ao
seu lado — sempre pronto para apoi
´
a-los. Isso
n
˜
ao
´
e consolador?
Jeov
´
a encoraja ainda mais seus adoradores,
dizendo: “N
˜
ao olhes emvolta.” (Vers
´
ıculo 10) O
verbo hebraico usado aqui pode se referir
`
aque-
les que “olham em todas as dire ¸ c
˜
oes para ver se
h
´
a algo que pode prejudic
´
a-los”. Jeov
´
a explica
por que seupovon
˜
aoprecisa olhar para os lados
commedo: “Pois eusouteuDeus.” Oque pode-
ria ser mais reanimador do que isso? Jeov
´
a
´
e o
“Alt
´
ıssimo”, o “Todo-poderoso”. (Sal-
mo 91:1) Tendo Jeov
´
a como seu Deus
todo-poderoso, por que eles teriam
medo?
Ent
˜
ao, o que os adoradores de
Jeov
´
a podem esperar dele? Ele pro-
mete: “Vou deveras segurar-te firme-
mente com a minha direita de justi-
¸ ca.” (Vers
´
ıculo 10) Ele tamb
´
em diz:
“Eu, Jeov
´
a, teu Deus, agarro a tua di-
reita.” (Vers
´
ıculo 13) Em que voc
ˆ
e
pensa quando ouve essas palavras?
“Esses dois vers
´
ıculos juntos apresentamumpo-
deroso quadro mental de um pai e um filho”,
diz uma obra de refer
ˆ
encia. “[O pai] n
˜
ao est
´
a
apenas
`
a disposi ¸ c
˜
ao para defender seu filho,
mas est
´
a do seu lado, n
˜
ao permitindo que nada
o separe dele.” Imagine — Jeov
´
a n
˜
ao permitir
´
a
que nada separe o seu povo dele, nem mesmo
nos momentos mais dif
´
ıceis da vida. — Hebreus
13:5, 6.
As palavras que Isa
´
ıas registrou podem dar
muito consolo aos adoradores de Jeov
´
a hoje.
Nestes “tempos cr
´
ıticos, dif
´
ıceis de manejar”,
podemos
`
as vezes nos sentir oprimidos pelas
press
˜
oes da vida. (2 Tim
´
oteo3:1) Mas n
˜
ao preci-
samos enfrentar os desafios sozinhos. Jeov
´
a est
´
a
disposto a estender sua m
˜
ao e a segurar a nossa.
Como crian ¸ cas confiantes, podemos agarrar sua
m
˜
ao poderosa, tendo a certeza de que ele nos
conduzir
´
a na dire ¸ c
˜
ao certa e nos ajudar
´
a em
tempos de necessidade. —Salmo 63:7, 8.
ACHEGUE-SE A DEUS
“Eu, Jeov
´
a, teu Deus, agarro a tua direita”

SUGEST
˜
AODE LEITURA DA B
´
IBLIA
PARA JANEIRO:
˛ Isa
´
ıas 24-42

A SENTINELA
˙
1. ° DE JANEIRO DE 2012 19
MEU PASSADO: Meus pais
s
˜
ao surdos e eu nasci surda. Os
primeiros seis anos de minha
vida foram bons, mas ent
˜
ao meus pais se di-
vorciaram. Apesar de ser bempequena, eusa-
bia o que era div
´
orcio e fiquei muito triste.
Meu pai e meu irm
˜
ao mais velho ficaramem
Troitsk. Minha m
˜
ae se mudou para Chelya-
binske me levoujunto. Comotempo, ela ca-
sou de novo. Meu padrasto era alco
´
olatra e
batia emmime emminha m
˜
ae.
Em 1993, meu querido irm
˜
ao mais velho
morreu afogado. O acidente foi um grande
choque para a nossa fam
´
ılia. Minha m
˜
ae se
entregou
`
a bebida e, assimcomomeu padras-
to, passou a me maltratar. Comecei a buscar
uma vida melhor. Eu precisava desesperada-
mente de amor e carinho. Passei a frequen-
tar v
´
arias igrejas, procurando
consolo, mas n
˜
ao encontrei.
COMO A B
´
IBLIA MUDOU
MINHA VIDA: Quando eu ti-
nha 13 anos, uma colega de
classe, que era Testemunha
de Jeov
´
a, me contou algumas
hist
´
orias da B
´
ıblia. Gostei de
aprender sobre alguns perso-
nagens b
´
ıblicos, como No
´
e e
J
´
o, que serviram a Deus ape-
sar de circunst
ˆ
ancias dif
´
ıceis.
Logo comecei a estudar a B
´
ı-
blia com as Testemunhas de
Jeov
´
a e a assistir
`
as suas reu-
ni
˜
oes.
Estudar a B
´
ıblia abriu meus
olhos para muitas verdades
maravilhosas. Fiquei comovida de aprender
que Deus tem um nome. (Salmo 83:18) Ver
como a B
´
ıblia
´
e exata ao predizer as condi-
¸ c
˜
oes que existiriam “nos
´
ultimos dias” me
impressionou. (2 Tim
´
oteo 3:1-5) E foi emo-
cionante aprender sobre a esperan ¸ ca da res-
surrei ¸ c
˜
ao. Imagine: vou ver meu irm
˜
ao de
novo! —Jo
˜
ao 5:28, 29.
Mas nemtodos compartilhavamde minha
alegria. Minha m
˜
ae e meu padrasto eram
A B
´
IBLIA MUDA A VIDA DAS PESSOAS
COMO uma jovem que teve uma inf
ˆ
ancia tr
´
agica encontrou verdadeiro sentido na
vida? O que levou um rebelde pol
´
ıtico a se tornar um ministro religioso pac
´
ıfico?
Veja as respostas nos relatos a seguir.
“Fiquei comovida de aprender
que Deus tem um nome”
“Eu precisava
desesperadamente
de amor e carinho.”
— INNA LEZHNINA
ANO DE NASCIMENTO: 1981
PA
´
IS DE ORIGEM: R
´
USSIA
HIST
´
ORICO: INF
ˆ
ANCIA TR
´
AGICA
rudes comas Testemunhas de Jeov
´
a. Eles me
pressionavam a parar meu estudo da B
´
ıblia.
Mas eu gostava muito do que estava apren-
dendo, e nempensava emdesistir.
N
˜
aofoi f
´
acil lidar coma oposi ¸ c
˜
aode minha
fam
´
ılia. Al
´
emdisso, sofri outro golpe quando
meu irm
˜
ao mais novo, que ia comigo
`
as reu-
ni
˜
oes, tamb
´
em morreu afogado. Mas as Tes-
temunhas de Jeov
´
a me de-
ram muito apoio. Entre elas,
encontrei o amor e o cari-
nho que eu tinha procurado
tanto. Sabia que a religi
˜
ao
verdadeira s
´
o podia ser essa.
Em 1996, fui batizada como
Testemunha de Jeov
´
a.
COMO FUI BENEFICIADA:
Estou casada h
´
a seis anos com um homem
maravilhoso chamado Dmitry. Servimos na
sede das Testemunhas de Jeov
´
a em S
˜
ao Pe-
tersburgo. Com o tempo, a atitude de meus
pais emrela ¸ c
˜
ao
`
as minhas cren ¸ cas melhorou.
Sou muito grata por conhecer a Jeov
´
a. Ser-
vi-lo tem dado verdadeiro sentido
`
a minha
vida.
MEU PASSADO: Nasci em
Havana, Cuba, e fui criado
numbairro pobre onde brigas
de rua eram comuns. Com o
tempo, comecei a me interes-
sar por jud
ˆ
o e outros esportes
de combate.
Eu era um bom aluno, e
meus pais me incentivaram a
cursar uma universidade. Ali,
comecei a achar que o sistema
pol
´
ıtico de meu pa
´
ıs precisava
de mudan ¸ cas e acabei me tor-
nando um rebelde. Eu e um
“Muitas perguntas
me perturbavam.”
— RAUDEL RODR
´
IGUEZ RODR
´
IGUEZ
ANO DE NASCIMENTO: 1959
PA
´
IS DE ORIGEM: CUBA
HIST
´
ORICO: REBELDE POL
´
ITICO
Eu e meu marido gostamos
de compartilhar com os
surdos informa ¸ c
˜
oes b
´
ıblicas
em l
´
ıngua de sinais
20
colega de classe atacamos um policial para
roubar sua arma. A luta deixou o policial com
graves ferimentos na cabe ¸ ca. Fomos presos e
sentenciados
`
a morte por um pelot
˜
ao de fuzi-
lamento. Eu tinha apenas 20 anos e j
´
a estava
prestes a morrer.
Sozinho em minha cela, eu ensaiava como
me comportaria diante do pelot
˜
ao de fuzila-
mento. N
˜
ao queria demonstrar medo. Ao mes-
mo tempo, muitas perguntas me perturba-
vam, como: ‘Por que existe tanta injusti ¸ ca no
mundo?
´
E esta vida tudo o que h
´
a?’
COMO A B
´
IBLIA MUDOU MINHA VIDA:
Com o tempo, nossa senten ¸ ca de morte foi
mudada para 30 anos de pris
˜
ao. Foi nessa
´
epo-
ca que conheci algumas Testemunhas de Jeov
´
a
que estavam presas por causa de suas cren ¸ cas.
Fiquei impressionado com o comportamento
delas. Agiam com coragem, mas de modo pa-
c
´
ıfico. Tinham sido presas injustamente, mas
n
˜
ao erampessoas revoltadas nemamargas.
As Testemunhas de Jeov
´
a me ensinaramque
Deus tem um prop
´
osito para a humanidade.
Elas me mostraramna B
´
ıblia que ele vai trans-
formar a Terra numpara
´
ıso livre do crime e da
injusti ¸ ca. Aprendi que a Terra ficar
´
a cheia de
pessoas boas, que ter
˜
ao a oportunidade de vi-
ver para sempre emcondi ¸ c
˜
oes perfeitas. —Sal-
mo 37:29.
Eu gostava do que estava aprendendo com
as Testemunhas de Jeov
´
a, mas minha persona-
lidade era bem diferente da personalidade de-
las. Eu achava que ser neutro em sentido pol
´
ı-
tico ou dar a outra face seria imposs
´
ıvel para
mim. Assim, decidi ler a B
´
ıblia sozinho. Quan-
doterminei, me dei conta de que as
Testemunhas de Jeov
´
a s
˜
ao o
´
unico
povo que se comporta como os pri-
meiros crist
˜
aos.
O estudo da B
´
ıblia me mostrou
que euprecisava fazer algumas mu-
dan ¸ cas dr
´
asticas. Por exemplo, eu
tinha o h
´
abito de falar palavr
˜
oes,
por isso precisava melhorar meu vocabul
´
ario.
Tamb
´
emprecisava parar de fumar. En
˜
aopode-
ria mais tomar partido em quest
˜
oes pol
´
ıticas.
N
˜
ao foi f
´
acil fazer essas mudan ¸ cas, mas com a
ajuda de Jeov
´
a aos poucos consegui.
Uma das coisas mais dif
´
ıceis para mim foi
aprender a controlar meu temperamento. Ain-
da oro a Jeov
´
a pedindo autodom
´
ınio. Tenho
sido muito ajudado por textos como Prov
´
er-
bios 16:32, que diz: “Melhor
´
e o vagaroso em
irar-se do que o homem poderoso, e aquele
que controla seu esp
´
ırito, do que aquele que
captura uma cidade.”
Em 1991, fui batizado comoTestemunha de
Jeov
´
a. O batismo foi realizado num tanque de
´
agua na pris
˜
ao. No ano seguinte, eu e mais al-
guns prisioneiros fomos libertados e enviados
para a Espanha porque t
´
ınhamos parentes l
´
a.
Quando cheguei, comecei imediatamente a
assistir
`
as reuni
˜
oes das Testemunhas de Jeov
´
a.
Fui t
˜
ao bem recebido que parecia que j
´
a nos
conhec
´
ıamos por anos. Elas me ajudarama co-
me ¸ car uma vida nova.
COMOFUI BENEFICIADO: Sou um homem
feliz, servindo a Deus com minha esposa e
nossas filhas. Tenho o privil
´
egio de usar a
maior parte de meu tempo para ajudar outros
a aprender sobre a B
´
ıblia.
`
As vezes, penso na-
quele jovemque estava prestes a morrer, e sou
grato pelo muito que ganhei desde ent
˜
ao. N
˜
ao
apenas estouvivo, mas tamb
´
emtenhouma es-
peran ¸ ca. Aguardo ansiosamente o Para
´
ıso pro-
metido — quando a justi ¸ ca prevalecer
´
a e “n
˜
ao
haver
´
a mais morte”. — Revela ¸ c
˜
ao (Apocalipse)
21:3, 4.
22 A SENTINELA
˙
1. ° DE JANEIRO DE 2012
ˇ Olivro de Ester relata que Assuero es-
colheu a virgemjudia Ester para ser sua
rainha, e que ela tomou uma a ¸ c
˜
ao que
salvou seu povo de uma tentativa de
genoc
´
ıdio. Durante muito tempo, hou-
ve v
´
arias opini
˜
oes divergentes sobre
que rei persa foi Assuero. No entanto,
o problema parece ter sido resolvido
quando se decifraram inscri ¸ c
˜
oes tril
´
ın-
gues em monumentos persas. Essas
inscri ¸ c
˜
oes deixam pouca margem para
d
´
uvida de que Assuero era Xerxes I, o
filho de Dario, o Grande (Histaspes). A
forma em que o nome Xerxes aparece
nessas inscri ¸ c
˜
oes, quando transliterado
para o hebraico,
´
e quase id
ˆ
entica
`
a for-
ma emque ele aparece notexto hebrai-
co do livro de Ester.
Tudoo que
´
e dito no livro de Ester so-
bre Assuero se harmoniza com a vida
de Xerxes I. De sua capital Susa (Sus
˜
a),
em El
˜
ao, o monarca persa tamb
´
em go-
vernava a M
´
edia, e seu dom
´
ınio se es-
tendia da
´
India at
´
e as ilhas do Mediter-
r
ˆ
aneo. (Ester 1:2, 3; 8:9; 10:1) “Tudo
isso se aplica a Xerxes, mas a nenhum
outro monarca persa”, diz o erudito
Lewis Bayles Paton. “O car
´
ater de As-
suero, retratado no livro de Est[er],
tamb
´
em combina com o relato sobre
Xerxes fornecido por Her
´
odoto e outros
historiadores gregos.”
VOC
ˆ
E SABIA?
Quem
´
e o rei persa Assuero mencionado no livro b
´
ıblico de Ester?
RELEVO EM PEDRA DE
XERXES (EM P
´
E) E DE
DARIO, O GRANDE
(SENTADO)
Werner Forman/
Art Resource, NY
ˇ O livro b
´
ıblico de
ˆ
Exodo diz que os
eg
´
ıpcios faziam seus escravos hebreus
fabricar tijolos. Eles tinham de produzir
certa quantidade por dia, usando arga-
massa de argila e palha. —
ˆ
Exodo 1:14;
5:10-14.
Nos tempos b
´
ıblicos, a fabrica ¸ c
˜
ao de
tijolos secos ao sol era uma ativida-
de importante no vale do Nilo. No Egi-
to, ainda existem antigos monumentos
constru
´
ıdos comesse material. Na tum-
badeRekhmir
´
e, emTebas, h
´
aummural
que ilustra esse processo. A tumba data
do s
´
eculo 15 AEC, pr
´
oximo
`
a
´
epoca dos
eventos registrados nolivrode
ˆ
Exodo.
A The International Standard Bible
Encyclopedia (Enciclop
´
edia B
´
ıblica Pa-
dr
˜
ao Internacional) descreve assim a
cena retratada nesse mural: “A
´
agua
´
e
trazida de um reservat
´
orio; o barro
´
e misturado com uma enxada e ent
˜
ao
levado a um local conveniente, onde
´
e
prensado num molde de madeira que
depois
´
e pressionado contra o ch
˜
ao. O
molde
´
e ent
˜
ao retirado, e o novo tijolo
fica secando ao sol. Tijolos, em grande
quantidade, s
˜
ao moldados, dispostos
em fileiras e, depois de secos, empilha-
dos para uso posterior. Esse processo
ainda
´
e usado no Oriente M
´
edio.”
V
´
arios documentos em papiro do se-
gundo mil
ˆ
enio AEC tamb
´
em fazem re-
fer
ˆ
encia ao processo de fabrica ¸ c
˜
ao de ti-
jolos por escravos, ao uso de palha e
argila, e
`
a cota di
´
aria que os trabalhado-
res tinhamde atingir.
Que evid
ˆ
encias h
´
a de que se fabricavamtijolos no Egito antigo?
DETALHE DO MURAL
NA TUMBA DE
REKHMIR
´
E
Erich Lessing/Art Resource, NY
A SENTINELA
˙
1. ° DE JANEIRO DE 2012 23
ˇ Conforme registrado no livro b
´
ıblico de G
ˆ
ene-
sis, Jeov
´
a Deus pediu a Abra
˜
ao que oferecesse
seu filho Isaque em sacrif
´
ıcio. (G
ˆ
enesis 22:2) Al-
gumas pessoas que leem a B
´
ıblia acham muito
dif
´
ıcil entender esse relato. Carol, uma professo-
ra universit
´
aria, disse: “Eu era crian ¸ ca quando
ouvi essa hist
´
oria pela primeira vez, e fiquei in-
dignada! Que tipo de Deus pediria uma coisa
dessas?” Embora seja natural ter esses senti-
mentos,
´
e bomlembrar de alguns pontos.
Primeiro, veja o que Jeov
´
a n
˜
ao fez. Ele n
˜
ao
permitiu que Abra
˜
ao fosse em frente com o sa-
crif
´
ıcio, apesar de Abra
˜
ao estar preparado para
fazer isso. Al
´
em disso, Deus nunca mais fez um
pedido desses a ningu
´
em. Ele deseja que todos
os seus adoradores, incluindo as crian ¸ cas, te-
nhamuma vida longa e satisfat
´
oria.
Segundo, a B
´
ıblia d
´
a a entender que Jeov
´
a ti-
nha um motivo especial para pedir a Abra
˜
ao
que sacrificasse Isaque. Deus sabia que muitos
s
´
eculos depois Ele permitiria que Seu pr
´
oprio Fi-
lho,1 Jesus, morresse em nosso benef
´
ıcio. (Ma-
teus 20:28) Jeov
´
a queria que soub
´
essemos o
quanto esse sacrif
´
ıcio lhe custaria. Por meio de
seu pedido a Abra
˜
ao, ele fez uma representa ¸ c
˜
ao
1 A B
´
ıblia n
˜
ao ensina que Deus teve literalmente um filho
com uma mulher. Na verdade, Jeov
´
a criou um ser espiritual
que mais tarde foi enviado
`
a Terra para nascer da virgem
Maria. Portanto, sendo o Criador de Jesus, Deus pode ser
corretamente chamado de seu Pai.
poderosa daquele futuro sacrif
´
ıcio. Como as-
sim?
Veja as palavras de Jeov
´
a a Abra
˜
ao: ‘Toma, por
favor, teu filho, teu
´
unico filho a quem tanto
amas, Isaque, e oferece-o como oferta queima-
da.’ (G
ˆ
enesis 22:2) Note que Jeov
´
a se referiu a
Isaque como o filho “a quem tanto amas”.
Jeov
´
a sabia que Isaque era muito precioso para
Abra
˜
ao. Deus tinha o mesmo sentimento emre-
la ¸ c
˜
ao a seu Filho, Jesus. Jeov
´
a ama tanto a Jesus
que por duas vezes faloudesde o c
´
eu, referindo-
se diretamente a ele como “meu Filho, o ama-
do”. —Marcos 1:11; 9:7.
Note tamb
´
em que o pedido de Jeov
´
a a
Abra
˜
ao incluiu a express
˜
ao “por favor”. Umeru-
dito b
´
ıblico indica que o fato de Deus ter usado
essa express
˜
ao mostra que “o SENHOR enten-
de o alto custo do que ele est
´
a pedindo”. Esse
pedido deve ter causado muito pesar a Abra
˜
ao.
De modo similar, mal podemos imaginar a dor
que Jeov
´
a sentiu ao ver seu Filho amado sofrer e
morrer. Foi semd
´
uvida a maior dor que Jeov
´
a j
´
a
sentiu ou sentir
´
a.
Assim, embora talvez fiquemos chocados s
´
o
de pensar no pedido que Jeov
´
a fez a Abra
˜
ao,
´
e
bom lembrar que Ele n
˜
ao permitiu que esse fiel
patriarca fosse em frente com o sacrif
´
ıcio. Ele
poupou Abra
˜
ao da pior perda que umpai pode
sofrer; n
˜
ao permitiu que Isaque fosse morto. No
entanto, Jeov
´
a n
˜
ao protegeu “o seu pr
´
oprio Fi-
lho, mas o entregou por todos n
´
os”. (Romanos
8:32) Por que Jeov
´
a se submeteu a essa dor terr
´
ı-
vel? Ele fez isso “para que ganh
´
assemos a vida”.
(1 Jo
˜
ao 4:9) Que poderoso lembrete do amor de
Deus por n
´
os! N
˜
ao nos sentimos motivados a
corresponder a esse amor?1
1 Para saber mais sobre por que a morte de Jesus era ne-
cess
´
aria e como podemos mostrar apre ¸ co por ela, veja o ca-
p
´
ıtulo 5 do livro O Que a B
´
ıblia Realmente Ensina?.
NOSSOS LEITORES PERGUNTAM . . .
Por que Deus pediu a Abra
˜
ao que sacrificasse seu filho?
24 A SENTINELA
˙
1. ° DE JANEIRO DE 2012
Enquanto Ester se aproximava, o rei a obser-
vava atentamente e ent
˜
ao lhe estendeu seu ce-
tro de ouro. Foi um gesto simples, mas signifi-
cou a vida de Ester, pois indicava que o rei a
tinha perdoado pela viola ¸ c
˜
ao que ela havia aca-
bado de cometer: aparecer diante dele sem ter
sidoconvocada. Aochegar pertodotrono, Ester
estendeu a m
˜
ao e tocou a ponta do cetro, cheia
de gratid
˜
ao. —Ester 5:1, 2.1
TudonoRei Assueroexibia sua imensa rique-
za e poder. A vestimenta r
´
egia dos monarcas
persas daquela
´
epoca supostamente custava o
equivalente a centenas de milh
˜
oes de d
´
olares.
Apesar de toda essa pompa, Ester via uma certa
ternuranos olhos deseumarido;
`
asua maneira,
ele a amava. Ele disse: “Que tens,
´
o Ester, a rai-
nha, e qual
´
e a tua solicita ¸ c
˜
ao? At
´
e a metade do
reinado—a ti seja dado!” —Ester 5:3.
S
´
o o fato de Ester ter comparecido perante o
rei para proteger seu povo de uma trama para
1 No artigo anterior desta s
´
erie, vimos que a
´
orf
˜
a Ester
foi adotada por Mordecai, um primo bem mais velho do
que ela, e que mais tarde foi escolhida para ser a esposa
de Assuero, rei da P
´
ersia. O conselheiro do rei, Ham
˜
a, ar-
quitetou uma trama perversa para exterminar o povo de
Mordecai, os judeus. Mordecai convenceu Ester a apelar
ao rei a favor do povo. —Veja o artigo “Imite a Sua F
´
e —Ela
defendeu o povo de Deus”, no n
´
umero de 1.° de outubro
de 2011 desta revista.
extermin
´
a-los j
´
a era uma demonstra ¸ c
˜
ao de no-
t
´
avel f
´
e e coragem. At
´
e agora, ela tinha sido
bem-sucedida, mas desafios maiores ainda esta-
vam
`
a frente. Ela precisava convencer esse im-
ponente monarca de que o conselheiro emque
ele mais confiava era um homem perverso e
manipulador, que o havia induzido a condenar
o povo de Ester
`
a morte. Como ela o persuadi-
ria, e oque podemos aprender de sua f
´
e?
Ela escolheu sabiamente o
“tempo para falar”
Ser
´
a que Ester deveria contar tudo ao rei na
frente de sua corte? Fazer issopoderia humilh
´
a-
lo e dar tempo a seu conselheiro Ham
˜
a para
contestar as acusa ¸ c
˜
oes dela. Assim, o que Ester
fez? S
´
eculos antes, o s
´
abio Rei Salom
˜
ao escre-
veusobinspira ¸ c
˜
ao: “Paratudoh
´
a umtempode-
terminado, . . . tempo para ficar quieto e tempo
para falar.” (Eclesiastes 3:1, 7) Podemos imagi-
nar o pai adotivo de Ester, o fiel Mordecai, ensi-
nando
`
a jovem esses princ
´
ıpios
`
a medida que
ela crescia. Com certeza, Ester sabia da impor-
t
ˆ
ancia de escolher com cuidado o “tempo para
falar”.
Ester disse: “Se parecer bemaorei, venhaorei
comHam
˜
a hoje ao banquete que preparei para
ele.” (Ester 5:4) O rei concordou e mandou
IMITE A SUA F
´
E
Ela agiu comsabedoria,
corageme abnega
¸
c
˜
ao
ESTER se aproximou lentamente do trono, com o cora ¸ c
˜
ao disparado.
Imagine o sil
ˆ
encio que pairou sobre a grandiosa corte real do pal
´
acio
persa de Sus
˜
a, um sil
ˆ
encio t
˜
ao profundo que Ester podia ouvir seus pr
´
oprios passos
suaves e o ro ¸ car de suas vestes r
´
egias. Ela n
˜
ao podia deixar se distrair com a impon
ˆ
encia
da corte real, a beleza das colunas e o deslumbrante teto esculpido feito de cedros
importados do distante L
´
ıbano. Ela concentrou toda a sua aten ¸ c
˜
ao no rei, o homem
que tinha a vida dela em suas m
˜
aos.
A SENTINELA
˙
1. ° DE JANEIRO DE 2012 25
que Ham
˜
a fosse informado. Consegue perceber
como Ester escolheu sabiamente as palavras?
Ela preservoua dignidade de seumaridoe criou
uma oportunidade mais adequada para revelar
suas preocupa ¸ c
˜
oes.
Sem d
´
uvida, Ester preparou aquele banquete
comtodo o cuidado, certificando-se de que em
todos os detalhes as prefer
ˆ
encias de seu marido
fossem atendidas. O banquete inclu
´
ıa bom vi-
nho para alegrar o ambiente. (Salmo 104:15)
Assuero estava feliz, e se sentiu motivado a per-
guntar novamentea Ester qual era oseupedido.
Ser
´
a que esse era otempopara falar?
Ester achava que n
˜
ao. Assim, ela convidou o
rei e Ham
˜
a para um segundo banquete, no dia
seguinte. (Ester 5:7, 8) Por que ela adiou o mo-
mento de falar? Lembre-se que o povo de Ester
estava sobamea ¸ ca de morte por causa dodecre-
to do rei. Com tanta coisa em jogo, Ester preci-
sava ter certeza de escolher o momento certo.
Portanto, ela esperou, criando uma nova opor-
tunidade para mostrar a seu marido o quanto o
respeitava.
A paci
ˆ
encia
´
e uma qualidade rara e valiosa.
Embora Ester estivesse aflita e ansiosa para fa-
lar, ela foi paciente, esperando o momento cer-
to. Podemos aprender muito do seu exemplo,
pois com certeza todos n
´
os vemos coisas erra-
das que precisam ser corrigidas. Se quisermos
convencer algu
´
ememautoridadea resolver um
problema, precisamos imitar Ester e ser pacien-
tes. Prov
´
erbios 25:15 diz: “Com muita paci
ˆ
en-
cia pode se convencer a autoridade, e a l
´
ıngua
branda quebra at
´
e ossos.” (Nova Vers
˜
ao Interna-
cional) Se esperarmos pacientemente o mo-
mento certo e falarmos com brandura, assim
como Ester fez, at
´
e mesmo uma oposi ¸ c
˜
ao t
˜
ao
dura quanto um osso pode ser quebrada. Ser
´
a
que o Deus de Ester, Jeov
´
a, aben ¸ coou sua pa-
ci
ˆ
encia e sabedoria?
A paci
ˆ
encia prepara
o caminho para a justi ¸ ca
A paci
ˆ
encia de Ester preparou o caminho
para uma impressionante sequ
ˆ
encia de even-
tos. Ham
˜
a saiu do banquete todo animado,
“alegre e contente de cora ¸ c
˜
ao”, pois orei e a rai-
nha tinham lhe mostrado muita considera ¸ c
˜
ao.
Mas quando passou pelo port
˜
ao do castelo ele
viu Mordecai, aquele judeu que continuava se
recusando a prestar-lhe homenagem especial.
Mordecai n
˜
ao fazia isso por desrespeito, mas
sim por causa de sua consci
ˆ
encia e de sua rela-
¸ c
˜
aocomJeov
´
a Deus. Ainda assim, Ham
˜
a “se en-
cheuimediatamente de furor”. —Ester 5:9.
Ester reconheceu humildemente a miseric
´
ordia do rei
26 A SENTINELA
˙
1. ° DE JANEIRO DE 2012
Quando Ham
˜
a contou a sua esposa e amigos
essa desfeita, eles oincentivarama mandar pre-
parar uma enorme estaca com mais de 20 me-
tros de altura e a pedir permiss
˜
ao ao rei para
pendurar Mordecai nela. Ham
˜
a gostou da ideia
e imediatamente colocou o plano em a ¸ c
˜
ao.
—Ester 5:12-14.
Nesse meio-tempo, orei teve uma noite inco-
mum. A B
´
ıblia diz que ele perdeu o sono e, por
isso, pediu que os registros oficiais do imp
´
e-
rio fossem lidos em voz alta. A leitura inclu
´
ıa
um relat
´
orio sobre uma trama para assassinar
Assuero. Ele se lembrou do caso; aqueles que
queriam mat
´
a-lo foram capturados e execu-
tados. Mas o que aconteceu com o homem
que exp
ˆ
os essa trama — Mordecai? De repente,
mais alerta, orei perguntoucomoMordecai ha-
via sido recompensado. A resposta? Nada havia
sidofeitopor ele. —Ester 6:1-3.
Agitado, o rei perguntou quais os funcion
´
a-
rios dispon
´
ıveis para ajud
´
a-lo a corrigir essa in-
justi ¸ ca. Por ironia, Ham
˜
a estava na corte do
rei. Ele havia chegado bemcedo, provavelmen-
te porque estava ansioso para pedir permiss
˜
ao
para executar Mordecai. Mas antes que pudesse
fazer seu pedido, o rei lhe perguntou qual seria
a melhor maneira de homenagear um homem
quehavia ganhadoofavor dorei. Ham
˜
a pensou
que o rei estava falando dele. Assim, prop
ˆ
os
uma homenagem cheia de pompa: vestir o ho-
mem com roupagem real e designar um alto
funcion
´
ario para acompanh
´
a-lo num desfile
por Sus
˜
a nopr
´
oprio cavalodorei, aclamando-o
diante de todos. Imagine o semblante de Ham
˜
a
aosaber que ohomemque receberia essa honra
era Mordecai. E quem foi o designado para
aclamar Mordecai? O pr
´
oprio Ham
˜
a! — Ester
6:4-10.
A contragosto, Ham
˜
a cumpriu o que para ele
era uma tarefa abomin
´
avel, e depois foi corren-
do para casa, angustiado. Sua esposa e amigos
disseram que essa virada nos acontecimentos
era um mau pren
´
uncio; com certeza ele seria
derrotado na luta contra o judeu Mordecai.
—Ester 6:12, 13.
Visto que Ester foi paciente e esperou mais
umdia para apresentar seupedidoaorei, houve
tempo para Ham
˜
a causar sua pr
´
opria ru
´
ına. E
quem sabe se n
˜
ao foi Jeov
´
a Deus que fez o rei
perder osono? (Prov
´
erbios 21:1) N
˜
ao
´
e de admi-
rar que a B
´
ıblia nos incentive a mostrar uma
“atitude de espera”. (Miqueias 7:7) Quando es-
peramos por Deus, podemos acabar descobrin-
doquesuas solu ¸ c
˜
oes para nossos problemas s
˜
ao
muito melhores do que qualquer solu ¸ c
˜
ao que
n
´
os mesmos pud
´
essemos encontrar.
Ela falou com coragem
Ester n
˜
aose atreveria a testar ainda mais a pa-
ci
ˆ
encia do rei; no segundo banquete, ela tinha
de contar tudo. Mas como? O pr
´
oprio rei deu a
ela a oportunidade, perguntando novamente
qual era oseupedido. (Ester 7:2) O“tempopara
falar” havia chegado.
Podemos imaginar Ester orando silenciosa-
mente a seuDeus antes de dizer as seguintes pa-
lavras: “Se eu tiver achado favor aos teus olhos,
´
o rei, e se parecer bemao rei, d
ˆ
e-se-me a minha
pr
´
opria alma aomeupedido, e meupovo,
`
a mi-
nha solicita ¸ c
˜
ao.” (Ester 7:3) Note que primeiro
ela mostrou que respeitava o crit
´
erio dele com
rela ¸ c
˜
ao ao que lhe parecia ser bom. Ester era
muitodiferente de Vasti, ex-esposa dorei, que o
havia humilhado de prop
´
osito. (Ester 1:10-12)
Al
´
em disso, Ester n
˜
ao criticou o rei por ter sido
toloemconfiar emHam
˜
a. Emvez disso, ela im-
A SENTINELA
˙
1. ° DE JANEIRO DE 2012 27
plorou que ele a protegesse de algo que coloca-
va sua vida emrisco.
Comcerteza, esse pedidodeixouorei impres-
sionadoe comovido. Quemousaria colocar sua
rainha em perigo? Ester continuou, dizendo:
“Fomos vendidos, eu e meu povo, para sermos
aniquilados, mortos e destru
´
ıdos. Ora, se tiv
´
es-
semos sido vendidos apenas como escravos e
apenas como servas, euteria ficado calada. Mas
a afli ¸ c
˜
ao n
˜
ao conv
´
em quando
´
e comdano para
o rei.” (Ester 7:4) Veja que Ester exp
ˆ
os franca-
mente o problema, mas acrescentou que teria
ficadocalada se fosse s
´
ouma amea ¸ ca de escravi-
d
˜
ao. No entanto, esse genoc
´
ıdio traria um pre-
ju
´
ızo t
˜
ao grande ao pr
´
oprio rei que ela n
˜
ao po-
dia ficar calada.
Oexemplo de Ester nos ensina muito sobre a
artedapersuas
˜
ao. Sevoc
ˆ
ealgumdiaprecisar ex-
por umproblema s
´
erioaalgu
´
emqueridoouat
´
e
a uma pessoa emautoridade, a paci
ˆ
encia, o res-
peito e a candura poder
˜
ao ser de grande ajuda.
—Prov
´
erbios 16:21, 23.
Indignado, Assuero perguntou: “Quem
´
e
este, e onde
´
e que est
´
a este que se afoitoua fazer
assim?” Imagine Ester apontando para o ho-
meme dizendo: “Ohomem, o advers
´
ario e ini-
migo,
´
e este mauHam
˜
a.” Oambiente ficouten-
so. O terror tomou conta de Ham
˜
a. Imagine a
mudan ¸ ca no rosto daquele monarca tempera-
mental aoperceber queoconselheiroemquem
ele confiava o havia manipulado a assinar um
decreto que mataria sua pr
´
opria esposa! O rei
saiuenfurecidopara ojardimpara se recompor.
—Ester 7:5-7.
Ao ser exposto como um covarde maquina-
dor, Ham
˜
a se jogou aos p
´
es da rainha. Quando
orei voltouaoaposentoe viuHam
˜
a suplicando
a Ester emseudiv
˜
a, ele ficouainda mais furioso
e o acusou de tentar violentar a rainha na pr
´
o-
pria casa do rei. Isso soou como uma senten ¸ ca
de morte para Ham
˜
a. Ele foi levado para fora
com o rosto coberto. Ent
˜
ao, um dos funcion
´
a-
rios do rei lhe falou da enorme estaca que
Ham
˜
a havia preparado para Mordecai. Assuero
ordenou imediatamente que o pr
´
oprio Ham
˜
a
fosse mortoe penduradonela. —Ester 7:8-10.
No mundo injusto de hoje,
´
e f
´
acil pensar que
nunca veremos a justi ¸ ca ser feita. Voc
ˆ
e j
´
a pen-
sou isso? Ester nunca se desesperou, n
˜
ao se tor-
nouuma pessoa pessimista e nunca perdeua f
´
e.
No momento certo, ela se expressou com cora-
gem a favor do que era correto e confiou que
Jeov
´
a faria o restante. Devemos fazer o mesmo.
Jeov
´
a n
˜
aomudoudesde os dias de Ester. Ele ain-
da pode muito bem apanhar uma pessoa m
´
a e
ardilosa na sua pr
´
opria trama, como fez com
Ham
˜
a. —Salmo7:11-16.
Ela agiu com abnega ¸ c
˜
ao
por Jeov
´
a e por Seu povo
Por fim, o rei ficou sabendo que Mordecai
n
˜
ao era apenas aquele que lealmente o havia
Ester exp
ˆ
os corajosamente a maldade de Ham
˜
a
Por que Mordecai permitiu que Ester se
casasse com um pag
˜
ao?
Alguns eruditos alegam que Mordecai era
um oportunista que desejava que Ester se ca-
sasse com o rei para obter prest
´
ıgio. Mas n
˜
ao
h
´
a base para essa ideia. Sendo um judeu fiel,
ele n
˜
ao apoiaria um casamento desse tipo.
(Deuteron
ˆ
omio 7:3) Segundo a antiga tradi-
¸ c
˜
ao judaica, Mordecai tentou impedir o casa-
mento. Parece improv
´
avel que ele e Ester,
meros estrangeiros numa terra governada
por um autocrata considerado um deus, ti-
vessem alguma escolha nesse assunto. Com o
tempo, ficou claro que Jeov
´
a usou o casa-
mento de Ester para proteger Seu povo.
—Ester 4:14.
Por que o livro de Ester n
˜
ao menciona
o nome de Deus, Jeov
´
a?
Tudo indica que foi Mordecai quem escreveu
o livro sob inspira ¸ c
˜
ao divina. De in
´
ıcio, o livro
talvez tenha ficado guardado com os regis-
tros oficiais persas antes de ser levado a Jeru-
sal
´
em. Ouso do nome Jeov
´
a poderia ter mo-
tivado os adoradores dos deuses persas a
destruir o livro. De qualquer modo, o envolvi-
mento de Jeov
´
a nessa hist
´
oria
´
e claro.
´
E digno
de nota que o nome de Deus aparece no tex-
to hebraico original, mas em acr
´
osticos, cuja
fraseologia parece ter sido organizada pro-
positalmente de tal forma que as primeiras
ou as
´
ultimas letras de palavras sucessivas for-
mam o nome de Deus. —Ester 1:20, nota.
Falta exatid
˜
ao hist
´
orica ao livro de Ester?
´
E isso o que os cr
´
ıticos afirmam. No
entanto, alguns eruditos concordam que o
escritor do livro tinha um conhecimento bem
detalhado da realeza, da arquitetura e dos
costumes persas.
´
E verdade que o nome da
Rainha Ester n
˜
ao aparece em documentos se-
culares que sobreviveram, mas com certeza
Ester n
˜
ao foi o
´
unico membro da realeza cujo
nome n
˜
ao consta em registros p
´
ublicos. Al
´
em
disso, os registros seculares mostram que um
homem chamado Marduk
ˆ
a, equivalente per-
sa ao nome Mordecai, serviu como alto fun-
cion
´
ario da corte em Sus
˜
a na
´
epoca descrita
no livro.
Perguntas sobre Ester
protegido contra uma trama de assassinato,
mas tamb
´
em o pai adotivo de Ester. Assuero
concedeua Mordecai a posi ¸ c
˜
aode primeiro-mi-
nistro, e deu a Ester a casa de Ham
˜
a, com toda
sua imensa fortuna. Depois, Ester a entregou
aos cuidados de Mordecai. —Ester 8:1, 2.
Agora que Ester e Mordecai estavam seguros,
ser
´
a que a rainha podia ficar tranquila? S
´
ose ela
fosse ego
´
ısta. Naquele momento, o decreto de
Ham
˜
a para matar os judeus estava sendo envia-
do a todos os cantos do imp
´
erio. Ham
˜
a havia
lan ¸ cado sortes, ou Pur — pelo visto uma for-
ma de espiritismo —para saber a melhor
´
epoca
para realizar esse ataque brutal. (Ester 9:24-26)
´
E verdade que ainda faltavam meses para esse
dia, mas otempoestava passandorapidamente.
Ser
´
a que essa calamidade ainda podia ser evi-
tada?
Ester, de forma abnegada, arriscounovamen-
te sua vida por aparecer diante do rei sem um
convite oficial. Dessa vez ela chorou por seu
povo, implorando a seu marido que revogasse
aquele terr
´
ıvel decreto. Mas as leis promulgadas
emnome do monarca persa n
˜
ao podiamser re-
vogadas. (Daniel 6:12, 15) Por isso, orei deupo-
deres a Ester e a Mordecai para emitirem novas
leis. Uma segunda proclama ¸ c
˜
ao foi enviada,
dandoaos judeus odireitode se defender. Cava-
leiros foramenviados rapidamente a toda parte
do imp
´
erio, levando essa boa not
´
ıcia aos ju-
Ester e Mordecai enviaram proclama ¸ c
˜
oes
aos judeus no Imp
´
erio Persa
deus. A esperan ¸ ca renasceu em muitos cora-
¸ c
˜
oes. (Ester 8:3-16) Podemos at
´
e imaginar os ju-
deus emtodo aquele vasto imp
´
erio se armando
e se preparandopara a batalha, oque nunca po-
deriamter feitosemaquela novalei. Mas omais
importante era saber se “Jeov
´
a dos ex
´
ercitos”
estaria comseupovo. —1 Samuel 17:45.
Quandofinalmente chegouodia marcado, o
povode Deus estava pronto. At
´
e mesmomuitos
funcion
´
arios persas estavam agora do lado dos
israelitas,
`
a medida que se espalhava a not
´
ıcia
sobre o novo primeiro-ministro, o judeu Mor-
decai. Jeov
´
a concedeu a seu povo uma grande
vit
´
oria. Para que n
˜
ao houvesse terr
´
ıveis repres
´
a-
lias contra o seu povo, Jeov
´
a semd
´
uvida se cer-
tificou de que seus inimigos sofressem uma
derrota esmagadora.1 —Ester 9:1-6.
Al
´
em disso, Mordecai nunca estaria segu-
ro para administrar a casa de Ham
˜
a enquanto
os dez filhos desse homem mau ainda vives-
sem. Por isso, eles tamb
´
em foram mortos. (Es-
ter 9:7-10) Cumpriu-se ent
˜
ao uma profecia b
´
ı-
blica, pois Deus j
´
a havia predito a destrui ¸ c
˜
ao
total dos amalequitas, inimigos ferrenhos de
seu povo. (Deuteron
ˆ
omio 25:17-19)
´
E bempro-
1 O rei concedeu aos judeus um segundo dia para que
derrotassem seus inimigos por completo. (Ester 9:12-14)
At
´
e hoje, os judeus comemoram aquela vit
´
oria todo ano
no m
ˆ
es de adar, que corresponde ao fim de fevereiro e co-
me ¸ co de mar ¸ co. Essa festividade se chama Purim, nome
dado por causa das sortes que Ham
˜
a lan ¸ cou no seu esfor-
¸ co de destruir Israel.
v
´
avel que os filhos de Ham
˜
a estivessementre os
´
ultimos membros daquela na ¸ c
˜
aocondenada.
A jovem Ester teve de carregar em seus om-
bros uma carga muito pesada, como, por exem-
plo, emitir decretos reais envolvendo guerra e
execu ¸ c
˜
ao. Com certeza isso n
˜
ao foi f
´
acil. Mas a
vontade de Jeov
´
a exigia que seu povo fosse pro-
tegido da destrui ¸ c
˜
ao; a na ¸ c
˜
ao de Israel teria de
produzir o prometido Messias, a
´
unica fonte de
esperan ¸ ca para toda a humanidade. (G
ˆ
enesis
22:18) Quando o Messias, Jesus, veio
`
a Terra,
ele proibiu seus seguidores daquele tempo em
diante de participar emguerras humanas. Isso
´
e
motivo de alegria para os servos de Deus hoje.
—Mateus 26:52.
No entanto, os crist
˜
aos travam uma guerra
espiritual; Satan
´
as est
´
a cada vez mais determi-
nado a destruir nossa f
´
e em Jeov
´
a Deus. (2 Co-
r
´
ıntios 10:3, 4) Que b
ˆ
en ¸ c
˜
ao
´
e ter Ester como
exemplo! Assim como ela, podemos mostrar
nossa f
´
e por usarmos de persuas
˜
aocomsabedo-
ria e paci
ˆ
encia, por mostrarmos coragem e por
defendermos o povo de Deus com disposi ¸ c
˜
ao
altru
´
ısta.
29
Ao lutar a favor do povo de Deus, Ester e
Mordecai cumpriram outra profecia b
´
ıblica.
Mais de 1.200 anos antes, Jeov
´
a inspirou
o patriarca Jac
´
o a predizer o seguinte sobre
um de seus filhos: “Benjamim continuar
´
a a
dilacerar como lobo. De manh
˜
a comer
´
a
o animal apanhado e
`
a noitinha repartir
´
a
o despojo.” (G
ˆ
enesis 49:27) Na “manh
˜
a” da
hist
´
oria r
´
egia de Israel, os descendentes de
Benjamim inclu
´
ıam o Rei Saul e outros guer-
reiros poderosos do povo de Jeov
´
a. Na “noi-
tinha” dessa hist
´
oria r
´
egia, depois que o sol
havia se posto na linhagem r
´
egia de Israel,
Ester e Mordecai, ambos da tribo de Benja-
mim, foram bem-sucedidos na luta contra
os inimigos de Jeov
´
a. Em certo sentido, eles
tamb
´
em repartiram o despojo, visto que
os muitos bens de Ham
˜
a ficaram para eles.
Uma profecia cumprida
30 A SENTINELA
˙
1. ° DE JANEIRO DE 2012
– ANALISE AS CENAS. — LEIA G
ˆ
ENESIS 6:1-6 E ATOS 19:11-20.
Descreva como voc
ˆ
e imagina a apar
ˆ
encia dos nefilins.

Como voc
ˆ
e acha que os homens se sentiram depois daquele encontro com um
esp
´
ırito mau, conforme descrito em Atos 19:13-16?

— ANALISE MAIS A FUNDO.
Usando as fontes de pesquisa
`
a sua disposi ¸ c
˜
ao, tente descobrir mais sobre os
nefilins. Na sua opini
˜
ao, por que eles eram t
˜
ao violentos?

De que modo pode-se dizer que os esp
´
ıritos maus “abandonaram a sua pr
´
opria
moradia correta”? (Leia Judas 6.) Por que voc
ˆ
e acha que era desnatural — at
´
e
mesmo pervertido — eles terem esposas humanas?

Nos dois relatos que voc
ˆ
e leu, o que aprendeu sobre a obsess
˜
ao que os esp
´
ıritos
maus t
ˆ
em por sexo e viol
ˆ
encia?

PARA OS JOVENS
Proteja-se contra
os esp
´
ıritos maus
Instru ¸ c
˜
oes: Fa ¸ ca este exerc
´
ıcio num ambiente tranquilo. Ao ler os textos,
imagine-se ali, naquela situa ¸ c
˜
ao. Visualize a cena. Ou ¸ ca as vozes. Sinta as
emo ¸ c
˜
oes dos personagens. D
ˆ
e vida ao relato.
˜ APLIQUE O QUE APRENDEU. ESCREVA
O QUE VOC
ˆ
E APRENDEU SOBRE . . .
A disposi ¸ c
˜
ao maldosa e ego
´
ısta dos esp
´
ıritos
maus.

APLICA ¸ C
˜
AO ADICIONAL.
Visto que os esp
´
ıritos maus n
˜
ao podem mais
se transformar em humanos, de que maneiras
indiretas eles talvez tentem influenciar voc
ˆ
e?

Que tipos de entretenimento hoje refletem a
atitude e os interesses dos esp
´
ıritos maus?

Como voc
ˆ
e pode mostrar que est
´
a decidido a
resistir
`
a influ
ˆ
encia dos esp
´
ıritos maus? (Leia
novamente Atos 19:18, 19.)

™ O QUE VOC
ˆ
E ACHOU MAIS INTERESSANTE
NESSES RELATOS, E POR QU
ˆ
E?

CASO
N
˜
AO TENHA
B
´
IBLIA,
PE ¸ CA UMA
`
AS
TESTEMUNHAS DE JEOV
´
A
OU LEIA NO SITE
www.watchtower.org
°
Mesmo neste mundo atribulado, voc
ˆ
e poder
´
a obter felicidade por adquirir conhecimento exato sobre
Deus, Seu Reino e Seu maravilhoso prop
´
osito para com a humanidade. Se desejar mais informa ¸ c
˜
oes ou ser
visitado por algu
´
em para lhe dar um curso b
´
ıblico gratuito, escreva
`
as Testemunhas de Jeov
´
a, usando um
dos endere ¸ cos alistados na p
´
agina 4.
www.watchtower.org wp12 01/01-T
A B
´
ıblia realmente prediz o futuro?
VEJA AS P
´
AGINAS 16-17.
Como uma jovem com uma inf
ˆ
ancia tr
´
agica encontrou
verdadeiro objetivo na vida? VEJA AS P
´
AGINAS 19-20.
Por que o fiel Abra
˜
ao tentou oferecer seu filho?
VEJA A P
´
AGINA 23.
O que o exemplo da Rainha Ester, mencionada na B
´
ıblia,
nos ensina sobre coragem, paci
ˆ
encia e persuas
˜
ao?
VEJA AS P
´
AGINAS 24-29.
Gostaria de receber uma visita?