UnB- Universidade de Brasília

FT- Faculdade de Tecnologia
EnE- Departamento de Engenharia Elétrica
Disciplina: Instrumentação de Controle
Professor: Lélio Ribeiro Soares Júnior
Alunos: Heyder Araujo 07/54692
Gabriel Huff 09/0137931
Antônio Pedro 07/30271

Projeto de Osciladores

1. Objetivo

Este trabalho possui como
objetivo o projeto e execução de dois
tipos diferentes de osciladores. O
primeiro deve gerar uma onda senoidal
utilizando uma topologia com ponte de
Wien. O segundo deve gerar de forma
conjunta um sinal de onda quadrada e
um sinal de onda triangular.
2. Introdução

Um Oscilador é um circuito que
produz uma forma de onda periódica,
somente com uma tensão de
alimentação do circuito. Dependendo
do tipo de oscilador, a forma de onda da
saída pode ser senoidal ou não senoidal.
A estrutura básica de um oscilador
senoidal consiste em um amplificador e
uma rede seletiva de frequência
conectada em laço de realimentação
positiva.

Figura 2.1-Realimentação positiva.
O ganho de realimentação é dado
por:

()
()
()()
(2.1)
O critério para que o circuito
oscile na frequência

temos que,
conhecido como critério de Barkhausen:

{
|(

)||(

)|
(

) (

)
(2.2)

O oscilador utilizando um ponte de
Wien possui a seguinte topologia:

Figura 2.2: Oscilado senoidal utilizando ponte de
Wien.
Temos que a função de transferência do
circuito da Figura 2.2 é dada por:
()

(2.3)
Fazendo ,
()

( ⁄ )
(2.4)

Usando o critério de Backhausen,
temos que:

(2.5)

(2.6)
Esta implementação não é
possível fisicamente pois não é possível
manter a amplitude da oscilação, para
que isto ocorra é necessária a adição de
elementos não-lineares como a
implementação mostrada na Figura 2.3.
Quando a oscilação começar os diodos
começaram a conduzir diminuindo
assim a resistência efetiva entre o
terminal negativo do amplificador
operacional e a sua saída fazendo com
que a oscilação fique estável.

Figura 2.3: Oscilado senoidal com ponte de Wien
modificada com elementos não-lienares.

Para gera um sinal de onda
triangular é utilizado um oscilador
propriamente não-linear como o
mostrado na Figura 2.4 seguinte.

Figura 2.4: Oscilador de onda quadrada-
triangular.
Onde,

()

()

(

) (2.7)
Cuja forma de onda pode ser vista
na abaixo.

Figura 2.5: Forma de onda encontradas em

e

.
A frequência de oscilação é dada
por:

(2.8)



3. Especificações do projeto

Foram propostas as seguintes
especificações de projeto:
3.1. Oscilador de ponte de Wien

A frequência de oscilação deve
ser de 1 kHz. O circuito deve apresentar
os elementos não lineares necessários à
estabilização da amplitude de oscilação.
Na inserção dos elementos não lineares
(diodos) fica a critério do projetista a
definição da amplitude de oscilação. O
valor médio da tensão de saída do
oscilador deve ser nulo.
3.2. Oscilador de onda quadrada-
triangular

A frequência de oscilação deve
ser de 2 kHz. A onda quadrada deve ter
amplitude de aproximadamente 5 V e a
amplitude da onda triangular deve ser
de aproximadamente 10 V. As duas
formas de onda geradas devem ter
valores médios nulos.
4. Resultados e análise

4.1. Oscilador de ponte de Wien
Usando a equação (2.5) chegou-se
ao seguinte valor de RC ao definir a

:

O valor da capacitância C foi
fixado em C= 10 nF, logo a resistência
R=15,915 kΩ, o valor comercial mais
próximo disponível foi de R=15 kΩ.
Usando a equação (2.6) e fixando

, temos que

. O
valor comercial mais próximo
disponível foi

A tabela de
componentes lineares utilizados na
montagem do circuito da Figura 2.3
encontra-se abaixo.
Tabela 1: Tabela dos componentes lineares do
oscilador senoidal.
Componente Valor Unidade

1±1% kΩ

2,2 ±5% kΩ
R 15±5% kΩ
C 10 nF

Foram utilizados diodos de sinal
1N4148. Foi utilizado um amplificador
operacional no circuito integrado
LM741.
O circuito foi simulado e
encontrada uma onda senoidal de
frequência 1,05 kHz na simulação,
mostrada na Figura 4.1 :

Figura 4.1: circuito oscilador senoidal
montado e sua simulação.

O circuito real apresentou uma
frequência de 1,026 kHz e uma
amplitude de 1,33 V, como pode ser
observado na Figura 4.2.

Figura 4.2: Saída do circuito oscilador senoidal.
O resultado ficou próximo do
esperado podendo ser observado algum
ruído na onda gerada devido às fontes
de ruído sempre presentes em
laboratórios pouco isolados.
4.2. Oscilador de onda quadrada-
triangular
Os valores de

,

e

foram
fixados em 1 kΩ e com isso, utilizando
(2.8) foi encontrado o valor de RC com
sendo:

Fixando o valor da capacitância C=
10 nF, logo a resistência R=12,5 kΩ. O
valor comercial utilizado foi de R=12
kΩ.
Tabela 2: Componentes utilizados no oscilador de
onda quadrada-triangular.
Componente Valor Unidade

1±1% kΩ

1±1% kΩ

1±1% kΩ
R 12±5% kΩ
C 10 nF

Foram utilizados dois diodos Zener
de 5,1 V e 0,4 W(1N751).
Como não foi encontrado um
comparador de tensão, foi utilizado um
amplificador operacional (LM741) no
lugar do comparador.
Foi feita a simulação do circuito
montado com os componentes listados
acima, mostrada na Figura 4.3.

Figura 4.3: Simulação do oscilador de onda
quadrada-triangular.
A simulação mostrou uma
frequência de 2,13 kHz e amplitude de
10,34 V no sinal triangular e 10,96 para
o sinal de onda quadrada.
A saída do circuito real mostrou
uma distorção no sinal de onda
quadrada e por consequência no sinal de
onda triangular (Figura 4.4) devido a
utilização do amplificador operacional
em vez do comparador de tensão, pois
este possui um tempo de chaveamento
mais rápido resultado em distorções
menores. A frequência de oscilação
encontrada foi de 2,049 kHz.

Figura 4.4: Sinais de onda triangular e quadrada
encontrados no circuito real.
O resultado ficou próximo do valor
teórico para a frequência e distorcido
para o valor de amplitude da onda
quadrada.
5. Conclusão

Os circuitos apresentaram respostas
próximas dos valores teóricos, sendo
que as diferenças encontradas foram em
sua maioria devido às condições não
ideais encontradas na montagem, tanto
por falta de alguns componentes tanto
pelos arredondamentos que foram
feitos.
A montagem permitiu sentir as
dificuldades de passar os circuitos
teóricos para a prática.

6. Bibliografia

 Notas de aula de Instrumentação
de controle;
 A. S. Sedra e K. Smith,
"Microeletrônica ", 5a. edição,
Makron Books, 2007;