EN2610: Processamento Digital de Sinais UFABC Lista 01 (Claudio José Bordin Júnior) v4

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BIBLIOGRAFIA: OPPENHEIM, A.; SCHAFER, R. DISCRETE-TIME SIGNAL PROCESSING (2ND ED.)
1. [OPPENHEIM 2.1]
Paracadaumdossistemasseguintes,determinequandoosistemaé(1)estável,(2)causal,(3)linear,(4)invariante
notempoe(4)semmemória.
(i) ([]) = [][],com[]arbitrário
(ii) ([]) = ∑ []

=
0

(iii) ([]) = ∑ []
+
0
=−
0

(iv) ([]) = [ −
0
]
(v) ([]) =
[]

(vi) ([]) = [] +
(vii) ([]) = [−]
(viii) ([]) = [] +3[ + 1]
çã
(i) ([]) = [][],com[]arbitrário
(1) ESTABILIDADE: BIBO, pois se existir ∈ ℂ tal que |[]| ≤ para todo ∈ ℤ, então |[]||[]| ≤ · .
(2) CAUSALIDADE: Causal, pois para todo ∈ ℤ, [][] dependerá apenas de valores presentes.
(3) LINEARIDADE: Linear, pois []
1
[] + []
2
[] = [](
1
[] +
2
[]) = (
1
[] +
2
[]).
(4) INVAR. TEMPO: Variante, pois ([ − ]) = [][ − ] ≠ [ − ][ − ] = [ − ].
(5) MEMÓRIA: Sem memória, pois para todo ∈ ℤ, [][] dependerá apenas de valores presentes.


(ii) ([]) = ∑ []

=
0

(1) ESTABILIDADE: BIBO, pois |([])| = ∑ |[]|

=
0
≤ ∑

=
0
≤ ( −
0
) → ∞ quando → ∞.
(2) CAUSALIDADE: Não causal, pois ∑ []

=
0
dependerá de valor futuros de quando <
0
.
(3) LINEARIDADE: Linear, pois ∑
1
[]

=
0
+ ∑
2
[]

=
0
= ∑
1
[]

=
0
+ ∑
2
[]

=
0
.
(4) INVAR. TEMPO: Variante, pois ([ −
0
]) = ∑ [ −
0
]

=
0
= ∑ [

]

0


=0
≠ ∑ []

0
=
0
= [ −
0
].
(5) MEMÓRIA: Com memória, pois ∑ []

=
0
depende de valores passados de para >
0
.


(iii) ([]) = ∑ []
+
0
=−
0

(1) ESTABILIDADE: BIBO, pois |([])| = ∑ |[]|
+
0
=−
0
≤ ∑
+
0
=−
0
≤ (2
0
+ 1) = .
(2) CAUSALIDADE: Não causal, pois ∑ []
+
0
=−
0
depende de valores futuros de em +
0
.
(3) LINEARIDADE: Linear, pois ∑
1
[]
+
0
=−
0
+ ∑
2
[]
+
0
=−
0
= ∑
1
[]
+
0
=−
0
+ ∑
2
[]
+
0
=−
0
.
(4) INVAR. TEMPO: Invariante, pois ([ −
0
]) = ∑ [ −
0
]
+
0
=−
0
= ∑ [

]


=−2
0
= [ −
0
].
(5) MEMÓRIA: Com memória, pois ∑ []
+
0
=−
0
depende de valores passados de para
0
≠ 0.


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(iv) ([]) = [ −
0
]
(1) ESTABILIDADE: BIBO, pois se existir ∈ ℂ tal que |[]| ≤ para todo ∈ ℤ, então |[ −
0
]| ≤ .
(2) CAUSALIDADE: Causal somente quando
0
≥ 0, pois ∀ ∈ ℤ, [ −
0
] dependerá apenas de

= −
0
< .
(3) LINEARIDADE: Linear, pois (
1
[] +
2
[]) =
1
[ −
0
] +
2
[ −
0
] = (
1
[]) + (
2
[]).
(4) INVAR. TEMPO: Invariante, pois ([ − ]) = [ −
0
−] = [ −].
(5) MEMÓRIA: Com memória, pois ∀ ∈ ℤ, [ −
0
] depende de valores diferentes de [].

(v) ([]) =
[]

(1) ESTABILIDADE: BIBO, pois |[]| ≤ ⇒ |([])| = |
[]
| ≤
|[]|

= .
(2) CAUSALIDADE: Causal, pois não depende de valores futuros de [].
(3) LINEARIDADE: Não linear, pois

1
[]
+

2
[]

1
[]
+

2
[]
.
(4) INVAR. TEMPO: Invariante, pois ([ − ]) =
[−]
= [ − ].
(5) MEMÓRIA: Sem memória, pois depende apenas de valores instantâneos de [].

(vi) ([]) = [] +
(1) ESTABILIDADE: BIBO, pois |[]| ≤ ⇒ |([])| = |[] +| ≤ |[]| +|| ≤ + ||.
(2) CAUSALIDADE: Causal, pois não depende de valores futuros de [].
(3) LINEARIDADE: Não linear, pois (
1
[] +
2
[]) + ≠ (
1
[] + ) + (
2
[] + ).
(4) INVAR. TEMPO: Invariante, pois ([ − ]) = [ − ] + = [ −].
(5) MEMÓRIA: Sem memória, pois depende apenas de valores instantâneos de [].

(vii) ([]) = [−]
(1) ESTABILIDADE: BIBO, pois |[−]| ≤ ⇒ |([])| = |[−]| ≤ .
(2) CAUSALIDADE: Não causal, pois quando < 0, [−] dependerá de valores futuros de [].
(3) LINEARIDADE: Linear, pois (
1
[] +
2
[]) =
1
[−] +
2
[−] = (
1
[]) + (
2
[]).
(4) INVAR. TEMPO: Variante, pois ([ − ]) = [− − ] = [−( + )] ≠ [−( − )] = [ − ].
(5) MEMÓRIA: Com memória, pois, para ≠ 0, [−] depende de valores diferentes de .

(viii) ([]) = [] + 3[ +1]
(1) ESTABILIDADE: BIBO, pois |[]| ≤ ⇒ |([])| = |[] +3[ + 1]| ≤ |[]| + 3|[ + 1]| ≤ + 3.
(2) CAUSALIDADE: Causal, pois não depende de valores futuros de [].
(3) LINEARIDADE: Não linear, pois (
1
[] +
2
[]) + 3[ + 1] ≠ (
1
[] + 3[ + 1]) + (
2
[] + 3[ + 1]).
(4) INVAR. TEMPO: Variante, pois [ − ] + 3[ +1] ≠ [ − ] +3[ − + 1].
(5) MEMÓRIA: Sem memória, pois depende apenas de valores instantâneos de [].

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2. [OPPENHEIM 2.2]
(a) A resposta ao impulso ℎ[] de um sistema linear e invariante no tempo é conhecido como nula, exceto no
intervalo
0
≤ ≤
1
. A entrada [] é também conhecida como nula, exceto no intervalo
2
≤ ≤
3
.
Comoresultado,asaídaéforçadaatambémsernulo,excetoemalgumintervalo
4
≤ ≤
5
.Determine
4

e
5
emtermosde
0
,
1
,
2
e
3
.
(b) Se[]fornulo,excetoquandoforpontosconsecutivos,eℎ[]tambémfornulo,excetoquandoforpontos
consecutivos,qualéonúmeromáximodepontosconsecutivosparaoqual[]podesernãonulo?
çã
(a) Sendo a saída desse sistema representada por [], sabemos que
[] = ∑ []ℎ[ − ]

=−∞

Então, seguindo o critério de não nulidade da resposta ao impulso
ℎ = ℎ[ − ] ≠ 0
implica que seu argumento esteja dentro dos limites

0
≤ − ≤
1

Como nos importamos com os valores limites de que determinam onde [] será não nulo, temos que

0
+ ≤ ≤
1
+
No entanto, ainda não sabemos os limites de . Para encontra-los, podemos nos basear no sinal de entrada,
pois na definição de [], ela só depende de , como segue
= [] ≠ 0
onde seu argumento está limitado por

2
≤ ≤
3

onde pode-se verificar que

0
+
2

0
+ e
1
+ ≤
1
+
3

Assim, substituindo nos limites de encontrados anteriormente, temos que

0
+
2
≤ ≤
1
+
3

ou seja, como [] é limitado da seguinte forma

4
≤ ≤
5

concluímos que

4
=
0
+
2
e
5
=
1
+
3
.

(b) Se ℎ[] for não nulo para pontos consecutivos a partir de um certo
0
até
1
, ou seja

0
≤ ≤
1
=
0
+ − 1
e se [] for não nulo para pontos consecutivos a partir de num certo
2
até
3
, ou seja

2
≤ ≤
3
=
2
+ −1 ,
então, pelo resultado encontrado no item (a), [] será não nulo nos seguintes limites

0
+
2
≤ ≤
1
+
3
= (
0
+ − 1) + (
2
+ − 1) = (
0
+
2
) + ( + − 1) − 1 .
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3. [OPPENHEIM 2.3]
Porverificaçãodiretadosomatóriodeconvolução,determinearespostadegrauparaumsistemalineareinvariante
notempocujarespostaaoimpulsoé
ℎ[] =

[−], 0 < < 1.
çã
De acordo com a definição do somatório de convolução
[] = ∑ []ℎ[ − ]

=−∞
,
onde o sinal de entrada é um degrau unitário
[] = [] = {
1, ≥ 0
0, < 0

e a resposta ao impulso é dada por
ℎ[] =

[−] = {
0 , ≥ 0


, < 0
, 0 < < 1,
resulta em
[] = ∑ [] [ −]


=−∞

Assim, para ≤ 0, temos de [] [ − ] que
≥ 0 e ≥ ≤ 0 ⇒ ≥ 0
tal que
[]
≤0
= ∑


=0

=


=0

=

(

0
− lim
→∞

+1
1 −
)
=


1 −

e, para > 0, temos de [] [ − ] que
≥ 0 e ≥ > 0 implica que ≥
tal que
[]
>0
=


=

=

(

− lim
→∞

+1
1 −
)
=
1
1 −

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4. [OPPENHEIM 2.7]
Determinequandocadaumdosseguintessinaiséperiódico.Seosinalforperiódico,encontreseuperíodo.
(a) [] =
( 6 ⁄ )

(b) [] =
(3 4 ⁄ )

(c) [] = [sen( 5 ⁄ )] ⁄
(d) [] =
( √2 ⁄ )

çã
(a) Para [] =
( 6 ⁄ )
, temos que
[ + ] =
[(+) 6 ⁄ ]
, ∈ ℤ
=
( 6 ⁄ + 6 ⁄ )

onde, como condição de periodicidade, obtém-se
=

6
= 2, ∈ ℤ .
Assim, para = 1, a função é periódica com um período de
= 12

(b) Para [] =
(3 4 ⁄ )
, temos que
[ + ] =
[3(+) 4 ⁄ ]
, ∈ ℤ
=
(3 4 ⁄ +3 4 ⁄ )

onde, como condição de periodicidade, obtém-se
=
3
4
= 2, ∈ ℤ .
Assim, para = 3, a função é periódica com um período de
= 8

(c) Para [] = [sen( 5 ⁄ )] ⁄ , como sua amplitude depende de no denominador, a função decresce em
módulo na medida que || cresce. Logo, a função não é periódica.

(d) Para [] =
( √2 ⁄ )
, temos que
[ + ] =

[(+) √2 ⁄ ]
, ∈ ℤ
=

( √2 ⁄ + √2 ⁄ )

onde, como condição de periodicidade, obtém-se
=

√2
= 2, ∈ ℤ .
Como e são números inteiros, essa igualdade não pode ser satisfeita. Logo, a função não é periódica.

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5. [OPPENHEIM 2.10]
Determine a saída de um sistema linear e invariante no tempo se a resposta ao impulso ℎ[] e a entrada []
forem:
(a) [] = [] eℎ[] =

[− −1],com > 1.
(b) [] = [ − 4] eℎ[] = 2

[− −1].
(c) [] = [] eℎ[] = (0,5)2

[− − 1].
(d) [] = [] −[ − 10] eℎ[] = 2

[− −1].
Utilizeoseuconhecimentodelinearidadeeinvariâncianotempoparaminimizarotrabalhonositens(b)ao(d).
çã
(a) [] = []eℎ[] =

[− −1],com > 1
[] = [] ∗ ℎ[] = ∑ [] ℎ[ − ]

=−∞

= ∑ []

[ − −1]

=−∞

=



[ − ( + 1)]

=0

=

(∑


=0
)[− −1] +

( ∑


=+1
)[ + 1]
=

(
1
1 − 1 ⁄
) [− − 1] +

(

−−1
1 − 1 ⁄
)[ + 1]
=

1 − 1 ⁄
[− − 1] + (
1 ⁄
1 − 1 ⁄
)[ + 1]

(b) [] = [ −4]eℎ[] = 2

[− −1]
Do exercício (a), sabemos que
[] = [] ∗ ℎ[]
=
2

1 − 1 2 ⁄
[− − 1] + (
1 2 ⁄
1 − 1 2 ⁄
)[ + 1]
= 2
+1
[− − 1] + [ + 1]
Agora, utilizando a propriedade de deslocamento para o sistema LIT
[] = [] ∗ ℎ[]
= [ − 4] ∗ ℎ[]
= [ − 4]
= 2
(−4)+1
[−( − 4) − 1] + [( − 4) + 1]
= 2
−3
[− + 3] + [ − 3]
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(c) [] = []eℎ[] = (0,5)2

[−]
Como ℎ[] pode ser reescrito da seguinte forma
ℎ[] = (1 2 ⁄ )2

[− + 1 − 1]
= 2
−1
[−( −1) −1]
= ℎ

[ − 1]
pelo resultado de [] em (b), temos que
[] = [] ∗ ℎ

[ −1]
= [ − 1]
= 2
(−1)+1
[−( − 1) − 1] + [( − 1) + 1]
= 2

[−] + []

(d) [] = [] − [ −10]eℎ[] = 2

[− − 1]
Pela propriedade de linearidade, temos que
[] = ([] − [ − 10]) ∗ ℎ[]
= [] ∗ ℎ[] −[ −10] ∗ ℎ[]
Então, pelo resultado de [] em (b), temos que
[] = [] − [ − 10]
= (2
+1
[− − 1] + [ + 1]) − (2
(−10)+1
[−( −10) − 1] + [( − 10) + 1])
= 2
+1
[− − 1] + [ + 1] − 2
−9
[− + 9] + [ − 9]

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6. [OPPENHEIM 2.14]
Umarelaçãoúnicadeentradaesaída
(a) SistemaA: [] = (1 3 ⁄ )

, [] = 2 (1 3 ⁄ )

.
(b) SistemaB: [] = (1 2 ⁄ )

, [] = (1 4 ⁄ )

.
(c) SistemaC: [] = (2 3 ⁄ )

[], [] = 4 (2 3 ⁄ )

[] − 3 (1 2 ⁄ )

[].
Baseadonessainformação,escolhaamelhorconclusãopossívelsobrecadasistemadaseguintelistadeafirmações:
(i) Osistemapossivelmentenãoélineareinvariantenotempo.
(ii) Osistemaobrigatoriamenteélineareinvariantenotempo.
(iii) Osistemapodeserlineareinvariantenotempoeexistesomenteumsistemalineareinvariantenotempoque
satisfaçaessarelaçãodeentradaesaída.
(iv) O sistema pode ser linear e invariante no tempo, mas não pode ser unicamente determinado por essa
informaçãodeentradaesaída.
Se você escolher a opção (iii) dessa lista, especifique a resposta ao impulso ℎ[] ou a resposta em frequência
(

)paraosistemalineareinvariantenotempo.
çã
Como a relação entre entrada e saída de um sistema é dada por
[] = ℎ[] ∗ [] ,
onde ℎ[] é a resposta ao impulso do sistema.
Quando [] for um autovetor para sistemas LIT, podemos reescrever essa relação como
[] = · [] ,
o que implica que exista um autovalor que seja independente de , ou seja, constante para , dado por
=
[]
[]
.
Logo, isso deve ser verdade para qualquer entrada autovalor [].

(a) SistemaA:[] = (1 3 ⁄ )

,[] = 2 (1 3 ⁄ )

Como
=
2 (1 3 ⁄ )

(1 3 ⁄ )

= 2
é constante, esse sistema pode ser LIT, mas como só conhecemos a resposta para um única entrada, pode
ser que, para uma entrada diferente, o sistema não tenha uma resposta que é autovalor da autofunção. (iv)

(b) SistemaB:[] = (1 2 ⁄ )

,[] = (1 4 ⁄ )

Como
[] =
(1 4 ⁄ )

(1 2 ⁄ )

= (
1
2
)

não é constante em , o sistema possivelmente não é LIT. (i)

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(c) SistemaC:[] = (2 3 ⁄ )

[],[] = 4 (2 3 ⁄ )

[] − 3 (1 2 ⁄ )

[]
Como [] possui um autovalor de [], essa resposta parece uma solução de uma equação de diferenças,
onde a resposta final é composta pela resposta particular (permanente e múltiplo da entrada) com a resposta
homogênea (transitório). Então, esse sistema pode ser LIT e, se for, existirá somente um sistema LIT que
obedecerá tal relação de entrada e saída. (iii)
Assim, calculamos a resposta em frequência desse sistema
(

) =
(

)
(

)

onde
(

) = ℱ{4 (2 3 ⁄ )

[] − 3 (1 2 ⁄ )

[]}
=
4
1 − (2 3 ⁄ )


3
1 − (1 2 ⁄ )


e
(

) = ℱ{(2 3 ⁄ )

[]}
=
1
1 − (2 3 ⁄ )


tal que
(

) =

4
1 − (2 3 ⁄ )


3
1 − (1 2 ⁄ )


1
1 − (2 3 ⁄ )


=
4 − 2

− 3 + 2

1 − (1 2 ⁄ )


=
1
1 − (1 2 ⁄ )


implica em
ℎ[] = ℱ
−1
{
1
1 − (1 2 ⁄ )

}
= (1 2 ⁄ )

[]

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7. [OPPENHEIM 2.15]
Considere o sistema ilustrado na figura abaixo. A saída de um sistema linear e invariante no tempo, com uma
respostaaoimpulsoℎ[] = (1 4 ⁄ )

[ + 10],émultiplicadaporumafunçãodegrauunitário[]parafornecer
asaídadosistemacompleto.Respondacadaumadasseguintesquestões,justificandobrevementesuaresposta:

(a) Osistemacompletoélineareinvariantenotempo?
(b) Osistemacompletoécausal?
(c) O sistema completo é estável no sentido BIBO (acrônimo do inglês Bounded Input, Bounded Output, que
significaEntradaLimitada,SaídaLimitada)?
çã
(a) O sistema não é invariante no tempo, pois, para
1
[] = [], tem-se

1
[] = {(1 4 ⁄ )

[ +10] ∗ []} []
= (1 4 ⁄ )

[ +10] []
= (1 4 ⁄ )

[]
quando
2
[] = [ −
0
], onde
0
< 10, obtém-se

2
[] = {(1 4 ⁄ )

[ +10] ∗ [ −
0
]} []
= (1 4 ⁄ )

0
[ + 10 −
0
] []
= (1 4 ⁄ )

0
[]

1
[ −
0
]
Logo, o sistema não é LIT.

(b) Como
2
[] = [ −
0
] é nulo para valores de <
0
,
2
[] também deveria ser nulo nessa mesma
restrição para que o sistema fosse causal. Mas como
2
[] = (1 4 ⁄ )

0
[], então o sistema não é causal.

(c) Para que um sistema seja BIBO, a resposta ao impulso ℎ[] deve ser absolutamente somável, pois
|[]| = |ℎ[] ∗ []|
= | ∑ ℎ[] [ −]

=−∞
|
≤ ∑ |ℎ[]| |[ − ]|

=−∞
∵ desigualdade triangular
implica que, se [] for uma entrada estável, ou seja, se, para todo ,
|[]| ≤ ,

ℎ[] = (1 4 ⁄ )

[ + 10] ×
[]
[] []
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então
|[]| ≤ ∑ |ℎ[]|

=−∞

é estável, se, e somente se,
∑ |ℎ[]|

=−∞
< ∞ .
Como [] não interfere no somatório, pois
∑ |ℎ[] []|

=−∞
= ∑|ℎ[]|

=0
< ∑ |ℎ[]|

=−∞

e como
∑ |(1 4 ⁄ )

[ +10]|

=−∞
= ∑ (1 4 ⁄ )


=−10

=
(1 4 ⁄ )
−10
− lim
→∞
(1 4 ⁄ )

1 −1 4 ⁄

=
4
11
3
< ∞ ,
o sistema total é BIBO.

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8. [OPPENHEIM 2.18]
Paracadaumadasrespostasaoimpulsodossistemaslineareseinvariantesnotempo,indiquequandoosistemaé
ounãoécausal:
(a) ℎ[] = (1 2 ⁄ )

[]
(b) ℎ[] = (1 2 ⁄ )

[ −1]
(c) ℎ[] = (1 2 ⁄ )
||

(d) ℎ[] = [ + 2] − [ − 2]
(e) ℎ[] = (1 3 ⁄ )

[] + 3

[− − 1]
çã
Para que o sistema seja causal, a resposta ao impulso ℎ[] deve ter valores não nulos somente quando > 0,
ou seja
ℎ[] = {

+
[]
0

, > 0
, ≤ 0

porque a resposta do sistema
[] = [] ∗ ℎ[]
= ∑ [] ℎ[ − ]

=−∞

implica na análise de ℎ[] invertido em amostras e defasado em −.
Logo:
(a) ℎ[] = (1 2 ⁄ )

[] é causal.
(b) ℎ[] = (1 2 ⁄ )

[ − 1] é causal.
(c) ℎ[] = (1 2 ⁄ )
||
não é causal.
(d) ℎ[] = [ + 2] −[ − 2] não é causal.
(e) ℎ[] = (1 3 ⁄ )

[] + 3

[− − 1] não é causal.

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9. [OPPENHEIM 2.19]
Paracadaumadasrespostasaoimpulsodossistemaslineareseinvariantesnotempo,indiquequandoosistemaé
ounãoéestável:
(a) ℎ[] = 4

[]
(b) ℎ[] = [] − [ − 10]
(c) ℎ[] = 3

[− − 1]

(d) ℎ[] = sen( 3 ⁄ ) []
(e) ℎ[] = (3 4 ⁄ )
||
cos( 4 ⁄ + 4 ⁄ )
(f) ℎ[] = 2 [ + 5] −[] −[ − 5]
çã
Para que o sistema seja BIBO, a resposta ao impulso ℎ[] deve ser absolutamente somável, pois
|[]| = |ℎ[] ∗ []|
= | ∑ ℎ[] [ −]

=−∞
|
≤ ∑ |ℎ[]| |[ − ]|

=−∞
∵ desigualdade triangular
implica que, se [] for uma entrada estável, ou seja, se, para todo ,
|[]| ≤ ,
então
|[]| ≤ ∑ |ℎ[]|

=−∞

é estável, se, e somente se,
∑ |ℎ[]|

=−∞
< ∞ .
Logo:
(a) ℎ[] = 4

[] não é estável, pois não é absolutamente somável (seu somatório não converge):
∑ |4

[]|

=−∞
= ∑ 4


=−∞

=
lim
→−∞
4

− lim
→∞
4
+1

1 − 4
→ ∞

(b) ℎ[] = [] −[ − 10] é estável, pois não é absolutamente somável (seu somatório converge):
∑ |[] − [ −10]|

=−∞
= ∑ 1
10−1
=0
= 9




EN2610: Processamento Digital de Sinais UFABC Lista 01 (Claudio José Bordin Júnior) v4

Fernando Freitas Alves fernando.freitas@aluno.ufabc.edu.br 04/08/14 – pág. 14/14
(c) ℎ[] = 3

[− −1] é estável, pois é absolutamente somável (seu somatório converge):
∑ |3

[− − 1]|

=−∞
= ∑ 3

−1
=−∞

=
lim
→−∞
3

− 3
−1+1

1 − 3
=
1
2


(d) ℎ[] = sen( 3 ⁄ ) [] não é estável, pois não é absolutamente somável (seu somatório não converge):
∑ |sen( 3 ⁄ ) []|

=−∞
= ∑|sen( 3 ⁄ )|

=0
→ ∞

(e) ℎ[] = (3 4 ⁄ )
||
cos( 4 ⁄ + 4 ⁄ ) é estável, pois é absolutamente somável (seu somatório converge), uma
vez que cos( 4 ⁄ + 4 ⁄ ) é limitado por ser periódico e o envelope (3 4 ⁄ )
||
é absolutamente somável:
∑ |(3 4 ⁄ )
||
|

=−∞
= 2 ∑(3 4 ⁄ )
||

=0

=
2 ·
(3 4 ⁄ )
0
− lim
→∞
(3 4 ⁄ )
+1

1 − 3 4 ⁄
= 8

(f) ℎ[] = 2 [ + 5] − [] − [ −5] é estável, pois é absolutamente somável (seu somatório converge):
∑ |2 [ + 5] −[] − [ − 5]|

=−∞
= ( ∑ 2
−1
=−5
) + (∑1
4
=0
)
= 10 +5 = 15