ESTADO DO PARÁ

MINISTÉRIO PÚBLICO
PROMOTORIA DE JUSTIÇA

EXMO (a) SR (a). DR (a). JUIZ(a) DE DIREITO DA_____VARA DESTA CAPITAL.

O Ministério Público, por seu representante letal infra firmado, no uso de suas atribuições
funcionais e com lastro na documentação anexa, com fundamentação na Lei 12.016, de
07.08.2009, vem mui respeitosamente perante V. Exa. no interesse de XXXXX (NOME),
XXXXX (QUALIFICAR), residente e domiciliada a xxxxx, n°xxxxx, nesta cidade, ingressar com
o presente
MANDADO DE SEGURANÇA
contra xxxxxxxxxxxx, por seu Representante legal, situada na Rua xxxxxxxxxxx, ante as razões
de fato e de direito que passa a expender:
I DA LEGITIMIDADE DO ÓRGÃO MINISTERIAL:
O Ministério Público do Estado do Pará se encontra legitimado pela Carta Magna para requerer
a tutela jurisdicional em defesa dos interesses coletivos, difusos e individuais indisponíveis.
Dispõe o artigo 127 da Constituição que é atribuição do Ministério Público a defesa de
interesses individuais indisponíveis, sendo esta uma norma auto-aplicável, visto que, conforme
lição de José Afonso da Silva. (Auto-aplicabilidade das Normas Constitucionais, SP, RT, 1968,
p. 75), in verbis:
"Não há norma constitucional alguma destituída de eficácia. Todas elas
irradiam efeitos jurídicos, importando sempre uma inovação da ordem jurídica
preexistente".

A legitimação do Ministério Público decorre direta e expressamente da lei. Sua atuação
apresenta-se não como um "poder de agir" e sim um dever de defender a ordem jurídica, o
regime democrático e os interesses sociais e individuais indisponíveis.
II DOS FATOS:
1 Compareceu nesta promotoria de Justiça a Sra. XXXXX acima qualificada, alegando que
fizera um contrato de seguro de saúde (doc. Incluso), em XXXXX, cujo plano abrangia cirurgias
cardiovasculares, inclusive, estando em dias com o pagamento mensal das prestações do
referido plano de saúde, conforme se deflui dos documentos anexos;
2 Que em fevereiro do corrente ano sentiu-se mal, tendo sido examinada e submetida a uma
série de exames médicos e clínicos e a médica responsável pelo atendimento diagnosticou ser
a infante portadora da doença xxxxxxxxxxx, necessitando ser submetida a uma intervenção
cirúrgica, conforme atesta o relatório médico acostado;
3 Conforme a cláusula xxxxxx do contrato de adesão ao plano de saúde xx para os
procedimentos cirúrgicos haveria necessidade de se obedecer a uma carência de xxxxx dias,
que já fora cumprida dando direito à paciente a sofrer intervenção cirúrgica às expensas do
plano de saúde ora referido;
4 Acontece Exa., que o quadro clínico da referida senhora piorou muito não se podendo mais
adiar a cirurgia cardiovascular sem se colocar em risco sua vida, sendo que a referida cirurgia

as prestações do plano estão sendo quitadas conforme vasta documentação anexa o que lhe permite o uso dos serviços prestados pela Seguradora. bem assim. por ser pessoa pobre no sentido da lei. já que evidente o eminente risco de vida que corre. para o fim de ser expedi da AUTORIZAÇÃO PARA A REALIZAÇÃO DA CIRURGIA. anterior à doença. em atuação no Plantão . sob pena de falecimento da Segurada. uma vez presentes os requisitos do “fumus boni júris” e do “periculum in mora”. Protesta provar o alegado por todos os meios de prova em direito admitidos. cuja cirurgia está marcada para o próximo dia XXXXXX. existe o IMINENTE RISCO DE VIDA para a Segurada se não for submetida à intervenção cirúrgica. 5 Que o Plano de Saúde vem se negando a fornecer a AUTORIZAÇÃO competente para a realização do procedimento cirúrgico alegando que a doença da Segurada é preexistente. evidenciados pela emergência da necessidade da intervenção cirúrgica. injustificadamente. da mesma forma. pois. III DO DIREITO: Caberá o remédio WRIT OF MANDAMUS quando se tratar de violação a direito líquido e certo do indivíduo. CONCESSÃO DE LIMINAR INAUDITA ALTERA PARS. a intervenção do órgão Ministerial para funcionar nos autos como custos “legis”. finalmente. necessita esta de intervenção cirúrgica de urgência. Incontestável a existência do direito líquido e certo da Segurada em ser atendida pelo plano de saúde. IV DOS PEDIDOS: Inicialmente. determinando-se este Juízo que a Impetrada expeça AUTORIZAÇÃO para a realização da CIRURGIA CARDIO-VASCULAR. Nestes termos. é iminente a realização de intervenção cirúrgica imediata sob pena de se colocar em risco a vida da Segurada. todos do CPC. de XXXXXXXXXX. 6 De certo. dando à causa o valor de R$ XXXXXX( XXXXXX). Requer a Intimação da Impetrada. pede e espera deferimento. para efeitos meramente fiscais. devendo ser a paciente internada amanhã. requer o órgão Ministerial. que se encontra em eminente risco de vida. vez que requer. Provado o direito líquido e certo da Segurada que está sendo violado pela Impetrada.está marcada para o próximo dia 20 do corrente mês e ano. para no decênio legal prestar as informações devidas. não dando direito à cobertura do tratamento pelo plano. Belém. nesta Capital. conforme se pode auferir do relatório médico anexado. por ato abusivo ou ilegal. os auspícios da Justiça Gratuita. conforme requisição médica. julgando-se a ação totalmente PROCEDENTE. sem exceção. com base nos arts. o mandado de segurança para salvaguardar tal direito. Requer a total procedência da ação. PROMOTOR DE JUSTIÇA Promotor de Justiça. anexa ao procedimento. foram cumpridas todas as carências da cláusula contratual de adesão firmado entre a Segurada e a Seguradora. no Hospital XXXXXXXX. Cabível. como atesta o relatório médico. Vejamos: há o contrato de prestação de serviços do referido plano de saúde datado de xxxxx.797 e 804. ora Impetrada. colocando em risco a vida daquela. conforme relatório médico acostado.