Administração Pública

WEB AULA
Unidade 2 - Administração Pública



Introdução

Nesta parte da aula, vamos juntos analisar e refletir sobre questões
importantíssimas para a formação de nossa nação e de nosso povo,
que é a identidade reconhecida/adquirida através da Constituição
Federal, motivo pelo qual se torna imprescindível conhecer sobre a
Teoria da Constituição e sobre o Poder Constituinte (também
conhecido genericamente por Poder Instituinte).
Estando mais intimamente vinculados à área pública (mas gerando
indubitavelmente consequências na seara privada), a Administração
Pública e os seus administradores precisam de maneira obrigatória
atentar-se ao que envolve o campo público do Direito.
Sendo assim, é imprescindível relembrar que, no Direito Público,
somente se pode fazer aquilo que estiver antecipadamente previsto
em lei (o que retira a liberdade do Administrador Público, tendo este
apenas certa discricionariedade) e que a Constituição é o centro/topo
de um sistema jurídico e que, por isso, precisa ser respeitada para se
manter a segurança e a ordem nisso tudo, sob pena de o caos se
instalar em nossa sociedade.
Portanto, verifica-se facilmente o quão imprescindível é ao gestor da
Administração Pública bem conhecer também estes temas, razão pela
qual te espero logo em seguida para iniciarmos tais estudos.

Constituição Federal e seu Preâmbulo

Olá. Seja bem-vindo (a).
De início, já é preciso perguntar: Você sabe por que a principal norma
(“lei”) do Brasil chama-se Constituição?
Deve-se ao fato de que a Constituição Federal de 1988 (C.F./88) é a
norma mais importante do sistema jurídico e de toda a sociedade
brasileira, eis que ela é o que de fato constitui/cria em todo o país o
sistema jurídico, político, social, etc.
Portanto, não se pode dizer que a Constituição é uma simples lei
(razão de acima eu me referir a ela com aspas). Sendo assim, ela não
pode ser confeccionada pelos mesmos deputados e senadores que
fazem as demais legislações brasileiras, motivo pelo qual o órgão que
a cria chama-se Assembleia Nacional Constituinte – A.N.C..
Para ver uma foto do fim dos trabalhos da A.N.C. vá ao link a seguir
indicado e observe ao centro o Presidente da Constituinte, Ulysses
Guimarães, que apelidou nossa atual Norma Maior de “Constituição
Cidadã” – justamente em razão de sua destinação para cada
brasileiro, recolocando-os na condição democrática de sujeitos de
seus caminhos, cumpridores de seus deveres, mas também exigentes
de seus direitos.
Foto
em: http://www.sidneyrezende.com/noticia/19701+constituicao+cidada+comp
leta+20+anos
Faça agora o seguinte, veja o vídeo abaixo e, principalmente, ouça as
palavras de Ulysses Guimarães no momento em que a A.N.C.
promulgava a nova Constituição Federal:


A A.N.C. decorre do chamado Poder Constituinte, através do qual os
membros daquela (chamados constituintes) são legitimamente
reconhecidos como aptos e autorizados a propor discussões e votar
sobre as novas bases da nova Constituição Federal. Basicamente,
seus membros estão habilitados a escolhem as novas regras mestras
para o país.
O Poder Constituinte pode ser Originário (teoricamente pode criar
qualquer regra constitucional) ou Derivado (quando então terá
autorização para alterar parte da Constituição Federal). Adiante
veremos mais sobre este tema.
Dando sequência quanto ao Preâmbulo da Constituição Federal, tem-
se que ele é a ALMA da Norma Maior (como também é chamada a
C.F./88). É nele onde estão apontadas as diretrizes seguidas pelos
membros constituintes durante todas as votações na Assembleia
Nacional Constituinte.
Assim diz o preâmbulo de nossa Constituição (BRASIL,
1988):
PREÂMBULO
Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembleia
Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, destinado
a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade,
a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça
como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem
preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem
interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias,
promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO
DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL.
Para conhecer mais e, assim, se aprofundar em tal estudo, indico a
leitura do texto encontrado no link a seguir apontado. Te espero!
LINK: http://jus.com.br/revista/texto/10823/o-preambulo-da-constituicao-
brasileira-de-1988
Entende-se que o texto acima indicado configura-se como norma
constitucional também, ou seja, todos os atos dos brasileiros e, em
especial, dos servidores públicos, devem ser pautados nas diretrizes
e regras nele contidas.
Vamos à próxima página dessa web aula!
Normas de Regência Geral de Nosso País

O gestor/administrador público é um grande regente dos interesses e
necessidades dos administrados, bem como identifica e cria
oportunidades, busca realizar os anseios daqueles que têm objetivos,
metas, carências, etc.
Desta forma, dando-se continuidade aos estudos da Constituição
Federal de 1988, esta contém em seus quatro primeiros artigos
alguns apontamentos sobre o que ela mesma chama de Princípios
Fundamentais e que tratam das seguintes regras:
a) Fundamentos (pilares de sustentação da nossa sociedade): I - a
soberania; II - a cidadania; III - a dignidade da pessoa humana; IV -
os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; V - o pluralismo
político. Importante ainda o art. 1º ao expressamente reconhecer que
“todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de
representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta
Constituição”.
b) Poderes da União (que também são reproduzidos nos Estados
membros): o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. Ressaltando que
todos são “independentes e harmônicos entre si”
Vá ao link a seguir e observe uma bela foto noturna dos três prédios
que, em nível federal, abrigam o Judiciário (STF), o Legislativo
(Congresso Nacional) e o Executivo (Palácio do
Planalto): http://www.educacional.com.br/especiais/brasilia/pracatrespoderes
.asp
FÓRUM :
Aproveitando este tópico acima, vá ao fórum, reflita e poste seu
comentário se as funções do Poder (Judiciário, Legislativo e
Judiciário) são realmente harmônicas e independentes entre si.
Justifique sua opinião, de preferência, com menção a casos/situações
reais em que você entendeu que houve o respeito de uma função do
Poder pela outra e também noutras em que não tenha havido isso.
c) Objetivos (metas permanentes) do Brasil: I - construir uma
sociedade livre, justa e solidária; II - garantir o desenvolvimento
nacional; III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as
desigualdades sociais e regionais; IV - promover o bem de todos,
sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer
outras formas de discriminação.
d) Princípios gerais nas relações internacionais: I - independência
nacional; II - prevalência dos direitos humanos; III -
autodeterminação dos povos; IV - não-intervenção; V - igualdade
entre os Estados; VI - defesa da paz; VII - solução pacífica dos
conflitos; VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo; IX - cooperação
entre os povos para o progresso da humanidade; X - concessão de
asilo político.
Veja o texto completo diretamente em nossa Constituição:
LINK: http://www.senado.gov.br/legislacao/const/con1988/CON1988_15.08.19
95/index.shtm
Acredito que você não tenha parado apenas nos primeiros artigos da
Constituição e que a curiosidade tenha feito você percorrer e analisar
vários outros pontos desta máxima norma brasileira. Acertei? Espero
que sim!
De qualquer forma, independente do seu comportamento e da sua
resposta, vamos agora entender a razão de se chamar princípios.
Princípios são as normas mais basilares, isto é, de onde tudo (no caso
o sistema jurídico) brota; dá a ideia de início e daquilo que não pode
jamais ser desrespeitado, sob pena de todo o sistema (que está
edificado sobre os princípios) ruir e entrar num caos.
Agora faça o seguinte, vá ao link a seguir indicado e faça uma leitura
complementar sobre os princípios. Depois retorne para continuarmos.
LINK:http://pt.scribd.com/doc/6005604/Principios-Constitucionais-
Fundamentais-do-Estado-Brasileiro
Após os estudos dos links e temas acima apontados, veja adiante o
vídeo que fiz especialmente para você e que contém maiores
explicações a respeito:
Vídeo 1

Com isso amigo/a, terminamos mais uma página destes estudos, te
espero logo adiante na próxima página!!!
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Poder Constituinte

A palavra Poder designa a capacidade de alguém de ter prevalecida
sua vontade, seja por questão de autoridade legal e
democraticamente eleita, ou então pelo uso da força. Este Poder
organiza a sociedade em que as pessoas vivem e convivem.
Pacheco (2008) traz a formação e evolução histórica, interessantes
sobre este tema, ao assim apontar:
A ideia de existência de um poder capaz de organizar uma Nação, não vem de
agora. Pois tal ideia, já era difundida na Antiguidade.
[...] A doutrina acerca do Poder Constituinte foi elaborada de forma explícita, pela
primeira vez, em plena Revolução Francesa (final do séc. XVIII), por Sieyès. Sua
obra denominou-se "A Constituinte Burguesa qu'est-ce que le Tiers État?"[2] Esta
obra,nasceu com a Revolução Francesa e se desenvolveu com a atuação política do
autor; em razão de ter participado ativamente neste processo revolucionário,
sobretudo propôs uma nova forma de organização do poder político, visando dar
maior legitimidade à nação.
Vê então que a organização das sociedades precisou ser remodelada
diante de conflitos intensos (como na Revolução Francesa) ou então
pela necessidade de haver Segurança (Estado Americano). A própria
autora retro citada volta a se manifestar sobre o processo de
formação e identificação deste Poder Constituinte ao assim expor:
Os teóricos, em sua maioria, afirmam ser o período da Revolução Francesa, o
nascedouro da ideia do Poder Constituinte.
Canotilho menciona ainda, importantes momentos da história, como: o
Constitucionalismo Inglês e o Constitucionalismo Americano, os quais, segundo este
serviriam para "gestar", as normas básicas da doutrina deste poder: "os ingleses
compreendem o poder constituinte como um processo histórico de revelação da
Constituição da Inglaterra". Neste sentido as constituições deveriam confirmar as
leis já existentes alicerçadas nos costumes, por meio de documentos escritos e não
construir uma nova ordem política criada pela nação, a qual seria capaz de
despencar as estruturas políticas tradicionais.
[...] A Sociedade francesa deste período possuía três características básicas bem
distintas, da qual, originou-se o moderno Estado Constitucional, são elas: o
feudalismo, as corporações e os estamentos.
[...] Na Revolução Americana o poder constituinte ganhou forças para criar uma
constituição, onde se apresentam regras invioláveis, as quais não eram suscetíveis
a modificações. Assim sendo, estas normas garantiriam direitos contra as
arbitrariedades do legislador e de outros poderes constituídos. Onde nem mesmo o
próprio constituinte disporia de total liberdade na sua elaboração (PACHECO,
2008).

SAIBA MAIS :
Aprofunde-se em tais questões históricas ao ler o texto completo da
autora Pacheco em:http://www.webartigos.com/artigos/a-importancia-do-
poder-constituinte-e-sua-formacao-historica-ao-longo-dos-tempos/9127/
Desta maneira, o Poder Constituinte é aquilo que tem em si mesmo a
capacidade e atribuição de criar o Estado, de tracejar a ordem
jurídico-política de um país, de designar a norma base que será a
regente da sociedade e na qual as demais regras/leis/etc. irão
encontrar a validade (se forem compatíveis).
Para Temer (2003, p. 68), poder constituinte “[...] é a manifestação
soberana de vontade de um ou alguns indivíduos capaz de fazer
nascer um núcleo social”. Por sua vez, Lenza (2006, p. 50) com
clarividência aponta que o poder constituinte “é o poder de elaborar
ou atualizar uma Constituição, através da supressão, modificação ou
acréscimo de normas constitucionais”.
Por isso, diz-se que se há algo Constituinte, é porque há algo
Constituído e este seria o próprio Estado através da formalização da
ordem jurídico-política do país.
Mas, quem é o titular de tal poder? A quem ele pertence?
A resposta está declarada em nossa Constituição Federal quando diz
no parágrafo único de seu artigo 1º, a saber:
Art. 1º
[...] Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por
meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta
Constituição. (BRASIL, 1988).
Assim, vê-se que o titular do Poder é o povo, ou seja, a
totalidade/soma de nós brasileiros.
Sobre isso, Ferreira Filho (1999, p.31) bem esclarece a todos ao dizer
que: "[...] o povo pode ser reconhecido como o titular do Poder
Constituinte mas não é jamais quem o exerce. É ele um titular
passivo, ao qual se imputa uma vontade constituinte sempre
manifestada por uma elite".

Imagem acima em: http://www.assimpassei.com.br/2012/08/videoaula-
direito-constitucional-poder.html
Além destas informações todas, você imagina se tal Poder
Constituinte pode ter mais particularidades, como divisão e
subdivisão?
Vá à próxima página e confira a respeito!! Te encontro a seguir.
P�gina
Poder Constituinte Originário e Poder Constituinte
Derivado

Olá, que bom que você continua nestes estudos. Agora vamos
conhecer mais sobre o Poder Constituinte, que pode ser Originário ou
Derivado, sendo que este último pode ser subdividido em Reformador
ou Revisor.
Diz-se Originário (ou Instituinte) o Poder Constituinte que entabula
uma nova Constituição; que faz surgir uma nova e prevalecente
organização jurídico-política do Estado.
Todavia, além de constituir um novo Estado, o Poder Constituinte
também é desconstituinte, como bem ensina Canotilho (1999, grifos
do autor):
[...] o poder constituinte antes de ser constituinte é desconstituinte porque dirigido
contra a “forma monárquica” ou poder constituído pela monarquia. Uma vez abolido
o poder monárquico, impõe-se uma “reorganização”, um dar “forma”, uma
reconstrução da ordem jurídico-política.

Imagem acima: José Joaquim Gomes Canotilho. (imagem encontrada
em: http://expresso.sapo.pt/gomes-canotilho-cavaco-podia-ter-demitido-governo=f623291)
Portanto, se este Poder Constituinte é o que faz surgir um novo
Estado, pode-se afirmar que ele é Inicial, Ilimitado, Incondicionado e
Autônomo. Ferreira (2003) assim explica este assunto:
[...] é inicial pelo fato de instaurar uma nova ordem jurídica; É juridicamente
ilimitado, ou seja, não tem que respeitar os limites existentes no direito anterior; É
incondicionado, não se sujeitando a qualquer regra de forma ou de fundo e é
autônomo, pois a nova Constituição será estruturada de acordo com a
determinação dos que exercem o poder constituinte.

Diz-se Derivado (ou Instituído) o Poder Constituinte que advém do
Poder Constituinte Originário, ou seja, aquele existe porque este o fez
surgir e delimitou suas atribuições.
Maluf (1995) bem esclarece sobre o P. C. Derivado, a saber:
[...] o poder constituinte derivado tem a competência de reformar parcialmente ou
emendar a Constituição, que não é um código estático, mas dinâmico, devendo
acompanhar a evolução da realidade social, econômica e ético-jurídica.
O Poder Constituinte Derivado tem como características as seguintes:
[...] o poder constituinte instituído tem como características o fato dele ser
derivado, subordinado e condicionado. A primeira característica (derivação)
significa dizer que o poder constituinte instituído está fundamentado nas regras do
poder constituinte originário. A segunda característica (subordinação) significa dizer
que o poder constituinte instituído está limitado às regras estabelecidas pelo poder
constituinte originário, sendo que esses limites são apresentados tanto de uma
forma explícita quanto de uma forma implícita. A terceira característica
(condicionamento) significa dizer que o poder constituinte instituído deve obedecer
àquelas regras concernentes à maneira de como se deve realizar modificações na
Constituição (SOUSA JUNIOR, 2009).
Por sua vez, o P.C.Derivado pode ser subdividido em: Revisor,
Reformador e Decorrente.
→ P. C. Reformador. É permanente e o mais utilizado para modificar a
Constituição Federal. Atualmente (agosto de 2012), por exemplo, já
há 70 (setenta) Emendas Constitucionais. Assim também é explicado
sobre este P. C. Reformador:
É aquele criado pelo poder constituinte originário para reformular (modificar) as
normas constitucionais. A reformulação se dá através das emendas constitucionais.
O constituinte, ao elaborar uma nova ordem jurídica, desde logo constitui um poder
constituinte derivado reformador, pois sabe que a Constituição não se perpetuará
no tempo (PODER... 2012).
→ P. C. Revisor. Está previsto na própria Constituição Federal quando
estabeleceu algumas Disposições Constitucionais Transitórias e,
nestas, previu que, após 5 anos de sua promulgação (05.10.1988),
se poderia iniciar procedimentos de revisão de seu texto.
Consideração importante trago para você, qual seja:
Também chamado de poder anômalo de revisão ou revisão constitucional anômala
ou competência de revisão. Foi estabelecida com o intuito de adequar a
Constituição à realidade que a sociedade apontasse como necessária. (PODER...
2012).
→ P. C. Decorrente. Como nosso país é organizado num sistema
federativo (e não unitário, como é exemplo o Chile), além da União
Federal, temos também os estados-federados, os municípios e o
Distrito Federal. Cada qual vai melhor gerir-se através de normas
próprias, mas sempre respeitados os limites dados pela própria
Constituição Federal de 1988. Também é interessante sobre este
assunto o seguinte:
Também foi criado pelo poder constituinte originário. É o poder de que foram
investidos os estados-membros para elaborar a sua própria constituição
(capacidade de auto-organização). Os Estados são autônomos uma vez que
possuem capacidade de auto-organização, autogoverno, auto-administração e
autolegislação, mas não são soberanos, pois devem observar a Constituição
Federal. “Os Estados organizam-se e regem-se pelas Constituições e leis que
adotarem, observados os princípios desta Constituição” (art. 25 da CF). Desta
forma, o poder constituinte decorrente também encontra limitações (PODER...
2012, grifo do autor).

SAIBA MAIS :
Acesse os seguintes links e leia mais sobre o Poder Constituinte:
1) http://www.jurisway.org.br/v2/dhall.asp?id_dh=1305
2) http://www.webjur.com.br/doutrina/Direito_Constitucional/Poder_Constituin
te.htm
3) http://abadireitoconstitucional.blogspot.com.br/2009/12/poder-
constituinte.html
Agora, acesse o vídeo a seguir que preparei para você sobre algo
fundamental de se conhecer, que são as limitações ao Poder
Constituinte Derivado:
Vídeo 2


Agora amigo/a, você já sabe que os nossos congressistas (Senadores
e Deputados Federais) não podem propor e nem votar ou aprovar
qualquer PEC (Projeto de Emenda Constitucional) que ofenda os
limites a partir dos quais o Poder Constituinte Derivado passa ao
campo da Inconstitucionalidade.
Depois de assistir à nossa vídeo-aula acima, para você conhecer
sobre tais assuntos com outra visão/análise, veja e estude o vídeo a
seguir:
Tendo chegado até aqui, dê um passo adiante e vá à próxima página
para agora melhor entender a Constituição e a Teoria que a envolve.

Teoria da Constituição

Seja muito bem-vindo também a esta página. Espero que esteja
gostando muito do material e também das várias indicações de vários
textos e vídeos.
Então, você conseguiu extrair a ideia de Constituição?
Lassale (2002) adequadamente chamou a atenção para a
necessidade de que a Constituição seja compatível com a sociedade,
com a realidade, ou seja, com os anseios, vontades e que seja
compatível com as forças de poder, vejamos:
De nada serve o que se escreve numa folha de papel se não se ajusta
à realidade, aos fatores reais de poder. [...]. Os fatores reais de
poder que atuam no seio de cada sociedade são essa força ativa e
eficaz que informa todas as leis e instituições jurídicas vigentes,
determinando que não possam ser, em substância, a não ser tal
como elas são.
Portanto, pode-se afirmar que é o sentido sociológico que é visto pelo
alemão Lassale.
E você pensou em como ela é formada no que diz respeito às
influências sociais, políticas, etc?
Canotilho (1999) de maneira singular esclarece que a Teoria da
Constituição “[...] é uma ciência que estuda a teoria política e
científica da Constituição”, expondo ainda de maneira exemplar que
ela é:
[...] mais do que uma teoria política é uma teoria científica do direito
constitucional. Aspira ainda a ser um estatuto teórico da teoria crítica
e normativa da constituição. Isto num triplo sentido: (1)
como instância crítica das soluções constituintes consagradas nas leis
fundamentais e das propostas avançadas para a criação e revisão de
uma constituição nos momentos constitucionais; (2) como fonte de
descoberta das decisões, princípios, regras e alternativas, acolhidas
pelos vários modelos constitucionais; (3) como filtro de racionalização
das pré-compreensões do intérprete das normas constitucionais
procurando evitar que os seus prejuízos e pré-conceitos jurídicos,
filosóficos, ideológicos, religiosos e éticos afetem a racionalidade e
razoabilidade indispensáveis à observação da rede de complexidade
do estado de direito democrático-constitucional.
SAIBA MAIS, ACESSE :
http://www.uniceub.br/Pdf/Resenha%20CANOTILHO.pdf
http://www.mundojuridico.adv.br/cgi-bin/upload/texto1129(3).pdf
Adiante, indico um link para você acessar e ver uma foto da
Assembleia Nacional no Egito, formada para designar uma comissão
que escreverá a Constituição de referido país, que teve destituído o
seu ditador (H. Mubarak) há pouco
tempo:http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/nova-assembleia-popular-
no-egito-realiza-primeira-sessao
Vídeo 3

COMENTÁRIO DO FÓRUM 2
FÓRUM: Aproveitando este tópico acima, vá ao fórum, reflita e poste seu
comentário se as funções do Poder (Judiciário, Legislativo e Judiciário)
são realmente harmônicas e independentes entre si. Justifique sua
opinião, de preferência, com menção a casos/situações reais em que
você entendeu que houve o respeito de uma função do Poder pela outra
e também noutras em que não tenha havido isso.
Resposta: Diz a Constituição Federal de 1988 que todos os Poderes
(na verdade Funções do Poder) devem ser harmônicas e
independentes entre si, por isso os alunos devem postar e refletir
sobre casos reais (vistos em jornais, revistas, etc) em que se discutiu
se existiu ou não o respeito a tal harmonia e independência.
Com isso, finalizamos esta aula. Parabéns!
P�gina


BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.
Brasília, 1988. Disponível em:. Acesso em: 12 ago. 2012.
CANOTILHO, José Joaquim Gomes. Direito constitucional e teoria da
constituição. 1999. Lisboa: Almedina.
FERREIRA, Olavo Alves. Controle de constitucionalidade e seus
efeitos. São Paulo: Método, 2003.
FERREIRA FILHO, Manoel Gonçalves. O poder constituinte. São Paulo:
Saraiva, 1999.
LASSALLE, Ferdinand. O que é uma Constituição?.Trad. Hiltomar
Martins Oliveira. Belo Horizonte: Ed. Líder, 2002.
LENZA, Pedro. Direito constitucional esquematizado. 10. ed. São
Paulo: Atlas, 2006.
MALUF, Sahid. Teoria geral do estado. 23. ed. São Paulo: Saraiva,
1995.
TEMER, Michel. Elementos de direito constitucional. 19. ed. São
Paulo: Malheiros, 2003.
PACHECO, Eliana Descovi.A importância do poder constituinte e sua
formação histórica ao longo dos tempos. 2008. Disponível em:
<http://www.webartigos.com/artigos/a-importancia-do-poder-constituinte-e-
sua-formacao-historica-ao-longo-dos-tempos/9127/>. Acesso em 10 ago.
2012
PODER Constituinte. Site Webjur. Disponível em:
<http://www.webjur.com.br/doutrina/Direito_Constitucional/Poder_Constituinte
.htm>. Acesso em: 11 ago. 2012.
SOUSA JUNIOR, Ariolino Neres. O Poder Constituinte Brasileiro. 2009.
Disponível em:
<http://www.jurisway.org.br/v2/dhall.asp?id_dh=1305> . Acesso
em 10 ago. 2012.
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