Técnicas de Entrevista em Investigação Científica

Por Josete M. Zimmer

Segundo Pádua (2007), as entrevistas constituem uma técnica alternativa para se coletar dados não documentados, sobre um determinado tema. Esta técnica trata-se portanto, de uma interação entre pesquisador e pesquisado.

A entrevista é muito utilizada na Área de Ciências Humanas. O pesquisador visa aprender o que os sujeitos pensam, sabem, representam, fazem e argumentam.

Entrevistas estruturadas As questões são direcionadas e previamente estabelecidas com determinada articulação interna. Aproxima-se mais do questionário. As questões são diretas e obtém-se do universo dos sujeitos. As respostas também são facilmente categorizáveis

Entrevistas não diretivas
Colhem-se informações dos sujeitos a partir do seu discurso livre. O entrevistador escuta e registra todas as informações;

 Entrevista história de vida Coleta as informações da vida pessoal de um ou vários informantes. Pode assumir formas variadas: auto-biografia, memorial, crônicas, em que se possa expressar as trajetórias pessoais dos sujeitos.

 Entrevista de Grupo
pequenos grupos entrevistados respondem simultaneamente as questões de maneira informal. As respostas são organizadas posteriormente pelo entrevistador, numa avaliação global.

 Entrevista Informal
é utilizada em estudos exploratórios, a fim de possibilitar ao pesquisador um conhecimento mais aprofundado da temática que está sendo investigada. Pode fornecer pistas para o encaminhamento da pesquisa, seleção de outros informantes, ou mesmo a revisão das hipóteses inicialmente levantadas.

 Entrevista observação Segundo Severino (2007), é todo procedimento que permite acesso aos fenômenos estudados. É imprescindível em qualquer tipo ou modalidade de pesquisa.

 Entrevista Questionário conjunto de questões articuladas que permitem levantar informações escritas por parte dos sujeitos pesquisados. Estas questões devem ser pertinentes ao objeto pesquisado, bem formuladas e objetivas, de modo a trazerem respostas igualmente objetivas.

De modo geral o questionário deve ser previamente testado (aplicação para um pequeno grupo) a fim de permitir ao pesquisador avaliá-lo e ajustá-lo.

Para Pádua 2007, a entrevista tem suas limitações. Tanto o entrevistado pode não dá toda a informação, como também o entrevistador pode julgar, avaliar ou interpretar de modo distorcido.

Por outro lado a entrevista usada como pesquisa de campo tem suas vantagens...

Vantagens da Entrevista

Possibilita que os dados seja analisados tanto quantitativamente com o qualitativamente;

Pode ser utilizada por qualquer seguimento da sociedade (inclusive por analfabetos); Constitui uma técnica bastante eficiente para obtenção de dados referentes ao comportamento humano.

Numa entrevista geralmente se trabalha com questões padronizadas

que possibilitam quantificação e análise estatística de dados.

É importante um cabeçalho com informações para identificação do entrevistado.

Ter um roteiro com distribuição do tempo.

Formulação das perguntas

Manter o controle dos objetivos a serem atingidos

Anotadas, gravadas e depois transcritas.

Quando utilizadas para comprovação de dados ou complementação de trabalhos acadêmicos, dever ser anexadas ao trabalho de pesquisa, devidamente autorizada pelos entrevistados.

Na entrevista são coletados dados importantes para análise qualitativa, que pode ser realizada com técnicas de análise de discurso. (o pesquisador pode solicitar o auxílio de um especialista em lingüística, caso não tenha o domínio desta técnica).

Segundo Severino (2007), as entrevistas não se reduz a um mero levantamento e exposição de dados, esses precisam ser articulados mediante uma leitura teórica. Só a teoria pode caracterizar os dados empíricos como científicos. Em compensação, a teoria só gera ciência, se estiver articulada a dados empíricos.

Universidade Aberta de Portugal Mestrado em Comunicação Educacional e Multimédia

Mestranda: Josete Maria Zimmer Orientadora: Profa. Dra. Alda Pereira

Pádua, E. M. M. (2007). Metodologia da Pesquisa: abordagem teórico-prática. 13a ed. Papirus. Campinas, SP;

Severino, A. J. (2008). Metodologia do Trabalho Científico. 23a ed revista e atualizada. Cortez Editora. São Paulo, SP.