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Eng.

Marcos Luís Alves da Silva
luisalves1969@gmail.com
Estruturas de
Concreto Armado
1
Conteúdo Programático - CP 03
“Cálculo de elementos lineares
à flexão pura”
2
3
4
5
03.1 Objetivos
6
7
Conceito: a flexão de um elemento
estrutural linear caracteriza-se pela atuação
de momentos fletores, que produzem
tensões normais na seção transversal e a
sua rotação.
8
Conforme os esforços solicitantes que atuam na seção
transversal, além do momento fletor, a flexão pode ser
classificada em:
 Flexão pura: quando se considera apenas o
momento fletor (M) solicitando a seção, que fica
sujeita somente a tensões normais.
 Flexão simples: quando atuam conjuntamente o
momento fletor e a força cortante (M; V), produzindo
tensões normais e tangenciais na seção.
 Flexão composta: quando atuam conjuntamente o
momento fletor e a força normal (M; N), produzindo
tensões normais na seção.
9
Quando o plano solicitante contém um dos eixos
principais de inércia da seção transversal do elemento
linear, a flexão é denominada plana, normal ou reta,
caracterizada por momentos fletores que produzem
rotação apenas em relação ao outro eixo principal da
seção. Em caso contrário, tem-se a flexão oblíqua.
Conforme a classificação da NBR 6118 => 14.3.1,
apresentada no item 3.2 deste texto, denominam-se
vigas os elementos lineares ou barras em que a f1exão
é a solicitação preponderante e o comprimento
longitudinal supera em, pelo menos, três vezes a maior
dimensão da seção transversal.
10
Dessa forma, observada a esbeltez l/h>3, admite-se
que o dimensionamento da armadura de flexão de uma
viga de concreto armado seja feito considerando o
efeito isolado dos momentos fletores, ou seja, como
se as seções estivessem sob flexão pura. O cálculo
da armadura transversal de combate ao cisalhamento
causado pela força cortante é feito em etapa
posterior, também em processo isolado, já conhecida
a armadura de flexão da seção.
Conforme a classificação da NBR 6118 => 14.3.1,
apresentada no item 3.2 deste texto, denominam-se
vigas os elementos lineares ou barras em que a f1exão
é a solicitação preponderante e o comprimento
longitudinal supera em, pelo menos, três vezes a maior
dimensão da seção transversal.
11
12
03.2 Conceitos preliminares
13
A Figura a seguir mostra o esquema de ensaio à
flexão de uma viga de concreto armado, em que se
aplicam forças iguais e simétricas em seu eixo, em
estágios crescentes de carga até a ruptura da peça.
Esse dispositivo de ensaio, conhecido como "ensaio
de Stuttgart", tem a vantagem de permitir,
simultaneamente, a observação do comportamento da
viga sob flexão pura (trecho entre as cargas simétricas)
e flexão simples (trecho entre a carga e o apoio,
denominado "vão de cisalhamento ou de corte“:
14
15
16
Assemblage dune cage en acier
17
Coulée dune poutre en béton armé
18
Rupture en flexion d'une poutre surarmée
19
Rupture par flexion poutre sous-armée
20
Quando uma viga de concreto armado é submetida a
um ensaio como o da Figura 5.1, em cada estágio de
carregamento podem ser medidas ou estimadas
diversas grandezas, como as deformações absolutas e
específicas no concreto e na armadura, flechas,
rotações, etc. Da observação desses ensaios, à
medida que o carregamento assume valores
acrescentes até atingir a ruptura, podem ser
identificadas algumas fases bem definidas no
comportamento da viga, que foram denominadas
"estádios" na literatura técnica brasileira.
21
A Figura 5.2, a seguir, mostra os três estádios
característicos da flexão pura, com as respectivas
distribuições de tensões normais (mostradas à direita
da figura), na seção transversal de concreto armado (à
esquerda da figura) retangular no exemplo e com uma
área de aço à tração As.
22
As figuras a seguir, mostram os três estádios
característicos da flexão pura, com as respectivas
distribuições de tensões normais (mostradas à direita
da figura), na seção transversal de concreto armado (à
esquerda da figura) retangular no exemplo e com uma
área de aço à tração As.
23
A seção sofre rotação em virtude do momento fletor M,
passando da posição indeformada a-a para a’-a’, como
mostra a parte central da Figura 5.2 (corte
longitudinal). Admite-se que a seção permanece
plana até a ruptura da peça, conhecida como
hipótese de Bernouilli. O concreto comprimido sofre o
encurtamento específico ccc e o aço tracionado o
alongamento cst.
24
25
26
27
Estádio Ia (peça não fissurada)
Corresponde à fase inicial do ensaio, para valores do
momento fletor não muito elevados M1. As tensões
normais em cada ponto da seção têm variação linear
com sua distância à linha neutra: na zona de tração, a
tensão máxima a, é inferior à resistência à tração do
concreto, e a tensão máxima na zona comprimida, a ,
está ainda longe de atingir a resistência à compressão
do oc concreto.

28
29
Estádio Ib (aparecimento iminente de fissuras)
Com o aumento nos valores de carga, ao final do
estádio I, antes do concreto esgotar sua resistência à
tração e ser iminente o aparecimento da primeira
fissura, o concreto sofre plastificação na zona de
tração, isto é, deixa de haver resposta linear tensão
- deformação no concreto tracionado.
30
31
Estádio II (peça fissurada)
Corresponde à fase de cargas em que o concreto
esgota sua resistência à tração, passando as tensões
normais de tração a ser absorvidas apenas pela
armadura longitudinal. O momento fletor MII é resistido
pelo binário constituido pelas resultantes de tensões de
compressão no concreto, Rcc ,e de tração no aço, Rst.
Apesar de a peça já estar fissurada, o aço tracionado,
com os < fyd, e o concreto comprimido estão ambos
na fase elástica.
32
Estádio II (peça fissurada)
Corresponde à fase de cargas em que o concreto
esgota sua resistência à tração, passando as tensões
normais de tração a ser absorvidas apenas pela
armadura longitudinal. O momento fletor MII é resistido
pelo binário constituido pelas resultantes de tensões de
compressão no concreto, Rcc ,e de tração no aço, Rst.
Apesar de a peça já estar fissurada, o aço tracionado,
com os < fyd, e o concreto comprimido estão ambos
na fase elástica.
33
34
Estádio III (iminência de ruptura por flexão)
Para haver aproveitamento integral da capacidade
resistente dos materiais, a ruptura da peça, ao atingir o
estado limite último, deve ocorrer com o
esmagamento do concreto à compressão e o
escoamento do aço à tração.
35
Estádio III (iminência de ruptura por flexão)
Dimensionar uma peça à flexão no ELU significa
estabelecer uma margem momento último de ruptura
(também chamado momento de cálculo ou de projeto)
deve ser igual ao momento característico (ou de
serviço) majorado por um coeficiente de majoração
preestabelecido: MIII = Md = ¸f x Mk.
36
37
38
39
40
03.3 Modos de ruptura à flexão pura
41
A ruptura de um elemento linear de concreto armado à
flexão pura depende, basicamente, da área da
armadura longitudinal de tração, das dimensões da
seção e das resistências do concreto e do aço,
podendo ocorrer num dos modos seguintes:
42
43
Rupture par flexion poutre sous-armée
44
45
Rupture en flexion d'une poutre surarmée
46
Betonkonstruktioner-varsletBrud-720p.mov
47
48
49
50
03.4 Dimensionamento das seções à
flexão pura no estado limite ultimo
51
03.4.1 Hipóteses básicas
52
53
54
55
56
57
58
59
60
03.4.2 Domínios de deformações das
seções no estado limite últimos
61
62
63
64
65
66
67
68
69
70
71
72
03.4.3 Seções retangulares com
armadura simples no estado limite
último
73
03.4.3.1 Princípios
74
75
76
77
78
03.4.3.2 Compatibilidade de
deformações do aço e do concreto
79
80
81
82
83
84
85
86
87
88
89
03.4.3.3 Equilíbrio de esforços
90
91
92
93
94
95
96
97
03.4.3 Considerações práticas sobre o
dimensionamento
98
99
100
101
102
103
104
105
106
107
108
03.5 PRESCRIÇÕES DA NBR 6118
109
03.5.1 Largura mínima da seção
transversal
110
111
03.5.2 Disposição das armaduras na
largura da viga
112
113
114
115
116
117
118
119
120
121
122
Excerto da NBR 6118:
123
03.5.3 Armadura longitudinal mínima
124
125
126
127
128
03.5.4 Armadura longitudinal máxima
129
130
Excerto da NBR 6118:
131
Classe de agressividade ambiental
132
Excerto da NBR 6118:
133
Excerto da NBR 6118:
134
Excerto da NBR 6118:
135
Exemplo 5.8.1, página 216:
Verificar o domínio em que pode ser efetuado o
dimensionamento à flexão de uma seção retangular, com
bw=150mm e d=400mm, sujeita a um momento fletor de
serviço M = 50kN.m. Admitir o concreto com resistência
fck = 20MPa e a armadura de aço CA-50, sendo a classe de
agressividade ambiental da estrutura e CAA I.
136
cm N m kN m kN x M Msd
f
² 10 . 10 . 70 . 70 . 50 4 , 1 .
3
= = = = ¸
² / 143
1
² / 10
3 . 14
4 , 1
20
4 , 1
cm kgf
MPa
cm kgf
MPa
MPa f
f
ck
cd
= × = = =
² / 4350 435
15 , 1
500
15 , 1
cm kgf MPa
MPa
f
f
yk
yd
= = = =
a) Parâmetros da seção transversal
Exemplo 5.8.1, página 216:
cm kgf
N
kgf
cm N Msd . 10 7
10
1
² 10 . 10 . 70
5 3
× =
|
.
|

\
|
× =
137
Exemplo 5.8.1, página 216:
b) Coeficientes adimensionais e domínio de dimensionamento
cd w
d
md cd w md
f d b
M
k f d b k Md
2
2
= ÷ =
² / 143 ) 40 ( 15
. 10 7
2
5
2
cm kgf x cm cmx
cm kgf x
f d b
M
k
cd w
d
md
= =
204 , 0 =
md
k
138
md x
k k ÷ ÷ = 425 , 0 917 , 1 25 , 1
204 , 0 425 , 0 917 , 1 25 , 1 ÷ ÷ =
x
k
349 , 0 =
x
k
b) Coeficientes adimensionais e domínio de dimensionamento
Exemplo 5.8.1, página 216:
139
140
Exemplo 5.8.1, página 216:
141
Exemplo 5.8.1, página 216:
142
860 , 0 349 , 0 4 , 0 1 4 , 0 1 349 , 0 = ÷ = ÷ = ÷ = x k k k
x z x
c) Cálculo da armadura
Exemplo 5.8.1 página 216:
A área de aço pode ser obtida da expressão:
2
5
. 4350 40 860 , 0
. 10 7
÷
× ×
×
= ÷ =
cm kgf cm
cm kgf
A
d k
Md
A
s
sd z
s
o
² 68 , 4 cm A
s
=
143
Excerto da NBR 6118:
144
145
Exemplo 5.8.1, página 216:
Da Tabela 5.3, escolhem-se as áreas de aço mais próximas e
imediatamente superiores à calculada, obtendo-se as opções 4|12,5
= 4,91 cm² ou 6|10 = 4,71 cm². Sendo a classe de agressividade
ambiental CAA I, o cobrimento mínimo de concreto para momentos
positivos é Cnom = 25 mm.

Para estribos de bitola 5mm, a armadura em uma camada não é
viável, por ser insuficiente a largura da viga, restando as seguintes
opções, ambas com armadura em duas camadas.
146
Exemplo 5.8.1, página 216:
Para |12.5mm, teremos:
! % 10 % 5
5 , 452
5 , 22
ok h h ÷ < = = A
147
Exemplo 5.8.1, página 216:
Para |10mm, teremos:
! % 10 % 4 , 4
450
20
ok h h ÷ < = = A
148
Exemplo 5.8.2 página 216:
No exercício anterior, verificar qual a máxima redução
possível na altura útil da seção para que a peça não seja
superarmada.

Sabemos que:
149
Exemplo 5.8.2 página 217:
cd w
d
d
f b
M
k d
×
=
lim min
cm
cm kgf cm
cm kgf
d 9 , 31
² / 143 15
. 10 7
768 , 1
5
min
=
×
×
× =
150
Exemplo 5.8.2 página 217:
151
Exercício 1
Cálcular a altura útil (d) e a área de aço (As) para seção
retangular, considerando concreto C25, aço CA-50, bw =
30 cm, Mk = 210 kN.m, kx= kx23 (uso racional dos
materiais).
517 , 2 896 , 0 259 , 0
10 5 , 3
5 , 3
23
= ÷ = ÷ =
+
=
d z x
k k k
cd w
d
d
f b
M
k d
×
=
lim min
152
cd w
d
f b
Md
k d
×
=
kgf
N
cm
kgf
MPa
MPa
m
m N
d
1
10 10
1
4 , 1
25
30 , 0
000 . 294
517 , 2
2
× × × ×
×
=
cm h cm d cm d 62 3 59 59 96 , 58 = + = ÷ = ÷ =
Exercício 1
153
2
4350 62 896 , 0
1
100
1
10
1
000 . 294
cm
kgf
cm
m
cm
m
N
kgf
N
A
d k
Md
A
s
sd z
s
× ×
× × ×
= ÷ =
o
! 1 2 , 23 24 16 7 17 , 12
2
camada cm cm b mm cm A
s s
÷ > = ÷ ÷ = |
Exercício 1
154
Exercício 2
Cálcular a altura útil (d) e a área de aço (As) para seção
retangular, considerando concreto C25, aço CA-50, bw =
30 cm, Mk = 210 kN.m, kx= kx34 (seção normalmente
armada ou balanceada).
768 , 1 749 , 0 628 , 0
07 , 2 5 , 3
5 , 3
34
= ÷ = ÷ =
+
=
d z x
k k k
cd w
d
d
f b
M
k d
×
=
lim min
155
Exercício 1
m kN m kN x M Md
f
. 294 . 210 4 , 1 . = = = ¸
² / 179 9 , 17
4 , 1
25
4 , 1
cm kgf MPa
MPa f
f
ck
cd
= = = =
² / 4350 435
15 , 1
500
15 , 1
cm kgf MPa
MPa
f
f
yk
yd
= = = =
156
cd w
d
f b
Md
k d
×
=
kgf
N
cm
kgf
MPa
MPa
m
m N
d
1
10 10
1
4 , 1
25
30 , 0
000 . 294
768 , 1
2
× × × ×
×
=
cm h cm d cm d 45 3 42 42 42 , 41 = + = ÷ = ÷ =
Exercício 2
157
m kN m kN x M Md
f
. 294 . 210 4 , 1 . = = = ¸
² / 179 9 , 17
4 , 1
25
4 , 1
cm kgf MPa
MPa f
f
ck
cd
= = = =
² / 4350 435
15 , 1
500
15 , 1
cm kgf MPa
MPa
f
f
yk
yd
= = = =
Exercício 2
158
2
4350 42 749 , 0
1
100
1
10
1
000 . 294
cm
kgf
cm
m
cm
m
N
kgf
N
A
d k
Md
A
s
sd z
s
× ×
× × ×
= ÷ =
o
! 2 26 24 20 7 49 , 21
2
camadas cm cm b mm cm A
s s
÷ < = ÷ ÷ = |
Exercício 2
159
Exercício 5.9 AUTO-AVALIAÇÃO
5.9.1.1 Uma viga tem seção transversal retangular 20 x
50 cm². Considerando a estrutura na classe de
agressividade ambiental fraca (CAA I) e o concreto com
resistência fck = 20 MPa, determinar as armaduras de
f1exão para resistir ao momento de serviço de 100
kNm, para os aços CA-25, CA-50 e CA-60.
160
m kN m kN x M Msd
f
. 140 . 100 4 , 1 . = = = ¸
² / 143
1
² / 10
3 . 14
4 , 1
20
4 , 1
cm kgf
MPa
cm kgf
MPa
MPa f
f
ck
cd
= × = = =
a) Parâmetros da seção transversal
Exercício 5.9.1, página 222:
m kgf
N
kgf
m N Msd . 000 . 14
10
1
. 000 . 140 =
|
.
|

\
|
× =
161
m kN m kN x M Msd
f
. 140 . 100 4 , 1 . = = = ¸
² / 143
1
² / 10
3 . 14
4 , 1
20
4 , 1
cm kgf
MPa
cm kgf
MPa
MPa f
f
ck
cd
= × = = =
a) Parâmetros da seção transversal
Exercício 5.9.1, página 222:
m kgf
N
kgf
m N Msd . 000 . 14
10
1
. 000 . 140 =
|
.
|

\
|
× =
162
² / 2170 217
15 , 1
250
15 , 1
cm kgf MPa
MPa
f
f
yk
yd
= = = =
a) Parâmetros da seção transversal
Exercício 5.9.1, página 222:
a.1) Para o aço CA-25:
a.2) Para o aço CA-50:
² / 4350 435
15 , 1
500
15 , 1
cm kgf MPa
MPa
f
f
yk
yd
= = = =
a.3) Para o aço CA-60:
² / 5220 522
15 , 1
600
15 , 1
cm kgf MPa
MPa
f
f
yk
yd
= = = =
163
Exercício 5.9.1, página 222:
b) Coeficientes adimensionais e domínio de dimensionamento
0,258 =
md
k
Para o aço CA-25  armadura simples!
Domínio 3
Para o aço CA-50  armadura simples!
Domínio 3
Para o aço CA-60  armadura simples!
Domínio 3
164
165
md x
k k ÷ ÷ = 425 , 0 917 , 1 25 , 1
258 , 0 425 , 0 917 , 1 25 , 1 ÷ ÷ =
x
k
467 , 0 =
x
k
b) Coeficientes adimensionais e domínio de dimensionamento
Exercício 5.9.1, página 222:
166
813 , 0 467 , 0 4 , 0 1 4 , 0 1 467 , 0 = ÷ = ÷ = ÷ = x k k k
x z x
c) Cálculo da armadura
Exercício 5.9.1, página 222:
A área de aço pode ser obtida da expressão:
2
. 2170 45 , 0 813 , 0
. 14000
÷
× ×
= ÷ =
cm kgf m
m kgf
A
d k
Md
A
s
sd z
s
o
cm b cm mm cm A
s s
4 , 30 ² 1 , 18 16 9 ² 62 , 17 = ÷ ÷ ÷ = |
c.1) Para o aço CA-25:
167
813 , 0 467 , 0 4 , 0 1 4 , 0 1 467 , 0 = ÷ = ÷ = ÷ = x k k k
x z x
c) Cálculo da armadura
Exercício 5.9.1, página 222:
A área de aço pode ser obtida da expressão:
2
. 4350 45 , 0 813 , 0
. 14000
÷
× ×
= ÷ =
cm kgf m
m kgf
A
d k
Md
A
s
sd z
s
o
cm b cm mm cm A
s s
24 ² 82 . 9 5 . 12 8 ² 79 , 8 = ÷ ÷ ÷ = |
c.2) Para o aço CA-50:
168
813 , 0 467 , 0 4 , 0 1 4 , 0 1 467 , 0 = ÷ = ÷ = ÷ = x k k k
x z x
c) Cálculo da armadura
Exercício 5.9.1, página 222:
A área de aço pode ser obtida da expressão:
2
. 5220 45 , 0 813 , 0
. 14000
÷
× ×
= ÷ =
cm kgf m
m kgf
A
d k
Md
A
s
sd z
s
o
cm b cm mm cm A
s s
28 ² 85 , 7 10 10 ² 33 , 7 = ÷ ÷ ÷ = |
c.3) Para o aço CA-60:
169
Dúvidas ?????
170
Exercício 5.9 AUTO-AVALIAÇÃO
5.9.1.3 Determinar os valores da altura útil e
respectivas áreas da armadura de flexão, de modo que
uma seção retangular de largura bw = 50cm resista a
um momento f1etor de serviço de 1.500 kN.m, para
concreto com fck = 25 MPa e aço CA-50, para duas
condições: a) uso mais racional dos materiais; b) seção
normalmente armada.
171
Exemplo 5.9.3 página 222:
cd w
d
d
f b
M
k d
×
=
lim min
|
.
|

\
|
× ×
|
.
|

\
|
× ×
× =
MPa
cm kgf
MPa m
kN
kgf
kNm
d
1
² / 10
4 , 1
25
5 , 0
10
1000
500 . 1 4 , 1
517 , 2
min
a.1) Cálculo da altura mínima para o uso mais racional
cm d 50 , 48
min
=
172
173
896 , 0 259 , 0 = ÷ =
z x
k k
a.2) Cálculo da armadura para uso mais racional
Exercício 5.9.3, página 222:
A área de aço pode ser obtida da expressão:
MPa
cm kgf MPa
m
kN
kgf
kNm
A
d k
Md
A
s
sd z
s
1
² / 10
15 , 1
500
485 , 0 896 , 0
10
1000
500 . 1 4 , 1
× × ×
× ×
= ÷ =
o
cm b cm mm cm A
s s
68 ² 1 , 113 40 9 ² 15 , 111 = ÷ ÷ ÷ = |
Para o aço CA-50:
174
Exemplo 5.9.3 página 222:
cd w
d
d
f b
M
k d
×
=
lim min
|
.
|

\
|
× ×
|
.
|

\
|
× ×
× =
MPa
cm kgf
MPa m
kN
kgf
kNm
d
1
² / 10
4 , 1
25
5 , 0
10
1000
500 . 1 4 , 1
768 , 1
min
a.2) Cálculo da altura mínima para seção normalmente armada
cm d cm d
adotado
35 07 , 34
min
= ÷ =
175
749 , 0 628 , 0 = ÷ =
z x
k k
a.2) Cálculo da armadura para seção normalmente armada
Exercício 5.9.3, página 222:
A área de aço pode ser obtida da expressão:
MPa
cm kgf MPa
m
kN
kgf
kNm
A
d k
Md
A
s
sd z
s
1
² / 10
15 , 1
500
35 , 0 749 , 0
10
1000
500 . 1 4 , 1
× × ×
× ×
= ÷ =
o
² 00 , 189 40 15 ² 25 , 184 cm mm cm A
s
÷ ÷ = |
Para o aço CA-50:
176
Dúvidas ?????
177
Exercício 5.9 AUTO-AVALIAÇÃO
5.9.1.4 Dimensionar a armadura de flexão de uma viga
de seção retangular, 40 x 175 cm², concreto com fck =
30 MPa e aço CA-50, para um momento característico
M = 2.500 kN.m, supondo a classe de agressividade
ambiental muito forte (CAAIV).
178
m kN m kN x M Msd
f
. 500 . 3 . 500 . 2 4 , 1 . = = = ¸
a) Majoração dos esforços
m kgf
kN
kgf
m kN Msd . 10 350
10
000 . 1
. 500 . 3
3
× =
|
.
|

\
|
× =
Exercício 5.9.1.4, página 222:
179
² / 214
1
² / 10
4 , 21
4 , 1
30
4 , 1
cm kgf
MPa
cm kgf
MPa
MPa f
f
ck
cd
= × = = =
² / 4350 435
15 , 1
500
15 , 1
cm kgf MPa
MPa
f
f
yk
yd
= = = =
b) Minoração das resistências
Exercício 5.9.1.4, página 222:
b.1) Concreto
b.2) Aço
180
Exercício 5.9.1.4, página 222:
c) Coeficientes adimensionais e domínio de dimensionamento
cd w
d
md cd w md
f d b
M
k f d b k Md
2
2
= ÷ =
² / 214 ) 5 , 166 ( 40 , 0
. 000 . 350
2 2
cm kgf x cm m
m kgf
f d b
M
k
cd w
d
md
×
= =
0,147 =
md
k
Considerando d1=8,5cm,
cm d h d 5 , 166 5 , 8 175
1
= ÷ = ÷ =
181
md x
k k ÷ ÷ = 425 , 0 917 , 1 25 , 1
147 , 0 425 , 0 917 , 1 25 , 1 ÷ ÷ =
x
k
240 , 0 =
x
k
Exercício 5.9.1.4, página 222:
904 , 0 240 , 0 4 , 0 1 4 , 0 1 = ÷ = ÷ = x k k
x z
182
d) Cálculo da armadura
Exercício 5.9.1.4, página 222:
A área de aço pode ser obtida da expressão:
2
4350 665 , 1 904 , 0
. 000 . 350
cm
kgf
m
m kgf
A
d k
Md
A
s
sd z
s
× ×
= ÷ =
o
² 01 . 54 25 11 ² 46 , 53 cm mm cm A
s
÷ ÷ = |
cm mm mm mm mm b
sdisp
29 290 10 100 400 = = ÷ ÷ =
camadas duas cm b
smín
. 25 6 5 . 27 ÷ ÷ = |
183
c) Cálculo da armadura
Exercício 5.9.1.4, página 222:
A área de aço pode ser obtida da expressão:
2
4350 665 , 1 904 , 0
. 000 . 350
cm
kgf
m
m kgf
A
d k
Md
A
s
sd z
s
× ×
= ÷ =
o
² 01 . 54 25 11 ² 46 , 53 cm mm cm A
s
÷ ÷ = |
cm mm mm mm mm b
sdisp
29 290 10 100 400 = = ÷ ÷ =
camadas duas cm b
smín
. 25 6 5 . 27 ÷ ÷ = |
² 76 , 11 170 40 % 173 , 0 cm cm cm A
smín
= × × =
184
Exercício 5.9.1.4, página 222:
² 01 , 54
50 , 62 ² 91 , 4 5 5 , 12 ² 91 , 4 6
cm
mm cm mm cm
y
CG
× × + × ×
=
mm y
CG
2 , 35 =
! % 10 % 01 , 2 100
1750
2 , 35
ok
mm
mm
y
CG
÷ < = × = A
185
186
03.6 CÁLCULO DE SEÇÕES
RETANGULARES COM ARMADURA
DUPLA
187
03.6 Fundamentos de cálculo
188
No cálculo de uma viga de concreto armado com
armadura simples, quando se obtém o coeficiente
do momento kmd > kmdlim (o mesmo que kx >
kxIim ou d < dlim), esse cálculo teria de ser feito no
domínio 4, o que não é conveniente, pois o
dimensionamento resultaria em uma peça
superarmada. Uma primeira alternativa seria
aumentar a altura da viga, para situar o cálculo nos
domínios 3 ou 2, como seção subarmada.
03.6 Fundamentos de cálculo
189
Caso a altura da viga não possa ser aumentada, por
restrições do projeto de arquitetura, pode-se adotar
a opção de reforçar a zona comprimida de concreto,
com a colocação de uma armadura de compressão.
Para o cálculo da seção, o momento fletor de
cálculo, Msd, é dividido em duas parcelas:
03.6 Fundamentos de cálculo
190
03.6 Fundamentos de cálculo
191
03.6 Fundamentos de cálculo
192
03.6 Fundamentos de cálculo
193
03.6 Fundamentos de cálculo
194
03.6 Fundamentos de cálculo
195
03.6.1 Limite de emprego para armadura dupla
03.6 Fundamentos de cálculo
196
Exemplo 5.8.3, página 218:
O diagrama de momentos fletores de uma viga
continua, de seção retangular constante, apresenta os
valores de momentos máximos positivo e negativo de 50
kN.m e 75 kN.m, respectivamente. Sendo bw = 15 cm;
fck = 25 MPa, dimensionar a seção, sabendo que, por
razões de projeto, a altura total da viga não pode
ultrapassar 40 cm. Calcular as armaduras das seções
mais solicitadas, com o aço CA-50.
197
m kgf
kN
kgf
m kN m kN x M Msd
f
. 7000
10
1000
. 70 . 50 4 , 1 . =
|
.
|

\
|
× = = =¸
a) Majoração dos esforços
Exemplo 5.8.3, página 218:
a.1) Momento máximo positivo
a.2) Momento máximo negativo
m kgf
kN
kgf
m kN m kN x M Msd
f
. 10500
10
1000
. 105 . 75 4 , 1 . =
|
.
|

\
|
× = = =¸
198
² / 178
1
² / 10
8 , 17
4 , 1
25
4 , 1
cm kgf
MPa
cm kgf
MPa
MPa f
f
ck
cd
= × = = =
² / 4350 435
15 , 1
500
15 , 1
cm kgf MPa
MPa
f
f
yk
yd
= = = =
b) Minoração das resistências
Exemplo 5.8.3, página 218:
b.1) Concreto
b.2) Aço
199
cd w
d
d
f b
M
k d
×
=
lim min
²
178 15 , 0
. 10500
917 , 1
min
cm
kgf
m
m kgf
d
×
× =
c) Cálculo da altura mínima para seção normalmente armada (para
o pior caso)
cm d 9 , 37
min
=
Exemplo 5.8.3, página 218:
917 , 1 500 , 0 = ÷ =
d x
k k
200
Admitindo o valor d1=4 cm, resulta h = 41,9 em, maior que a
altura máxima disponível 40 cm. Pode-se concluir, portanto,
que na seção de máximo momento negativo será necessária
uma armadura de compressão, ou seja, a seção do apoio
deverá ser dimensionada com armadura dupla.
Exemplo 5.8.3, página 218:
d) Cálculo da seção de máximo momento negativo
cm d h d cm d cm h 36 4 40 4 40
1 1
= ÷ = ÷ = ÷ = ÷ =
|
.
|

\
|
× × ×
= =
MPa
cm kgf MPa
cm m
m kgf
f d b
M
k
cd w
d
md
1
² / 10
4 , 1
25
) 36 ( 15 , 0
. 10500
2
2
302 , 0 =
md
k
201
Admitindo o valor d1=4 cm, resulta h = 41,9 em, maior que a
altura máxima disponível 40 cm. Pode-se concluir, portanto,
que na seção de máximo momento negativo será necessária
uma armadura de compressão, ou seja, a seção do apoio
deverá ser dimensionada com armadura dupla.
Exemplo 5.8.3, página 218:
d) Cálculo da seção de máximo momento negativo
cm d h d cm d cm h 36 4 40 4 40
1 1
= ÷ = ÷ = ÷ = ÷ =
|
.
|

\
|
× × ×
= =
MPa
cm kgf MPa
cm m
m kgf
f d b
M
k
cd w
d
md
1
² / 10
4 , 1
25
) 36 ( 15 , 0
. 10500
2
2
425 , 0 302 , 0 < =
md
k
(é possível o cálculo com armadura dupla
202
Exemplo 5.8.3, página 218:
cd w
f d b Md × × × =
2
1
272 , 0
² / 179 ) 36 ( 15 , 0 272 , 0
2
1
cm kgf cm m Md × × × =
m kgf Md . 9465
1
=
m kgf M M Md
d d
. 1035 9465 10500
1 2
= ÷ = ÷ =
203
Exemplo 5.8.3, página 218:
800 , 0 500 , 0 = ÷ =
z x
k k
d) Cálculo das armaduras
2
1
1
1
4350 36 , 0 800 , 0
. 9645
cm
kgf
m
m kgf
A
d k
M
A
s
sd z
d
s
× ×
= ÷ =
o
² 70 , 7
1
cm A
s
=
d.1) Armadura de tração da 1ª parcela de momento fletor
204
Exemplo 5.8.3, página 218:
2
2
2
2
2
4350 ) 03 , 0 36 , 0 (
. 1035
) (
cm
kgf
m
m kgf
A
f d d
M
A
s
yd
d
s
× ÷
= ÷
× ÷
=
² 72 , 0
2
cm A
s
=
d.2) Armadura de tração da 2ª parcela de momento fletor
d.3) Armadura de tração total
² 42 , 8 ² 72 , 0 ² 70 , 7
2 1
cm cm cm A A A
s s s
= + = + =
205
Exemplo 5.8.3, página 218:
206
Exemplo 5.8.3, página 218:
207
Exemplo 5.8.3, página 218:
d.3) Armadura de compressão
1000 / 92 , 2 0035 , 0
500 , 0
36 / 3 500 , 0
,
= ×
÷
=
cm cm
sd
c
) 1000 / 07 , 2 ( 1000 / 92 , 2
50 ,
,
A yd sd
c c > =
² / 4350
,
cm kgf f
yd sd
= = o
,
2
2
,
) (
sd
d
s
d d
M
A
o × ÷
=
208
Exemplo 5.8.3, página 218:
,
2
2
,
) (
sd
d
s
d d
M
A
o × ÷
=
² 72 , 0
² / 4350 ) 03 , 0 36 , 0 (
. 1035
,
cm
cm kgf
m kgf
A
s
=
× ÷
=
² 94 , 0 3 . 6 2 ² 72 , 0
,
cm mm cm A
s
= ÷ = |
² 01 , 1 8 2 ² 72 , 0
,
cm mm cm A
s
= ÷ = |
209
Exemplo 5.8.3, página 218:
e) Cálculo da seção de máximo momento positivo
cm d h d cm d cm h 36 4 40 4 40
1 1
= ÷ = ÷ = ÷ = ÷ =
|
.
|

\
|
× × ×
= =
MPa
cm kgf MPa
cm m
m kgf
f d b
M
k
cd w
d
md
1
² / 10
4 , 1
25
) 36 ( 15 , 0
. 7000
2
2
3 320 , 0 202 , 0
50 ,
Domínio k k
A md md
÷ = < =
md x
k k ÷ ÷ = 425 , 0 917 , 1 25 , 1
344 , 0 202 , 0 425 , 0 917 , 1 25 , 1 = ÷ ÷ =
x
k
210
Exemplo 5.8.3, página 218:
e) Cálculo da seção de máximo momento positivo
344 , 0 =
x
k
862 , 0 344 , 0 40 , 0 1 40 , 0 1 = × ÷ = × ÷ =
x z
k k
² 19 , 5
4350 36 , 0 862 , 0
. 7000
2
cm
cm
kgf
m
m kgf
A
d k
Md
A
s
sd z
s
=
× ×
= ÷ =
o
² 03 , 6 16 3 ² 19 , 5 cm mm cm A
s
= ÷ = |
211
Uma outra metodologia:
Revisão
1 Hipóteses básicas
1.1 Materiais
212
Uma outra metodologia:
1.1.1 Concreto
213
Uma outra metodologia:
214
Uma outra metodologia:
1.1.2 Aço
215
Uma outra metodologia:
1.2 Deformações no estado limite último
216
Uma outra metodologia:
217
Uma outra metodologia:
218
Uma outra metodologia:
1.2.1 Estado limite de deformação plástica excessiva
219
Uma outra metodologia:
220
Uma outra metodologia:
1.2.2 Estado limite de ruptura à compressão
221
Uma outra metodologia:
222
Uma outra metodologia:
223
Uma outra metodologia:
224
Uma outra metodologia:
225
Uma outra metodologia:
2 Dimensionamento de seções retangulares
226
Uma outra metodologia:
2.1 Equações básicas
227
Uma outra metodologia:
228
Uma outra metodologia:
2.2 Dimensionamento com armadura simples
229
Uma outra metodologia:
230
Uma outra metodologia:
231
Uma outra metodologia:
232
Uma outra metodologia:
233
Uma outra metodologia:
234
Uma outra metodologia:
2.2.1 Exemplos desta metodologia
235
Uma outra metodologia:
236
Uma outra metodologia:
237
Uma outra metodologia:
238
Uma outra metodologia:
239
Uma outra metodologia:
2.3 Momento limite ou klim
240
Uma outra metodologia:
2.3 Determinação da altura útil
241
Uma outra metodologia:
242
Uma outra metodologia:
2.4 Sistematização do cálculo
243
2.4.1 Exemplo
244
2.4.1 Exemplo
245
2.4.1 Exemplo
246
2.4.1 Exemplo
247
Continua na próxima aula...