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TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTO

TIPOS
• Transformadores de Potencial- TP
• Transformadores de Corrente- TC
FINALIDADE
• Fornecer alimentação elétrica a reles ou medidores com intensidades de corrente(TC) ou voltagem(TP)
proporcionais às existentes no circuito de potência
• Prever isolação da alta tensão tanto para proteção pessoal como para os e!uipamentos" (reles#
medidores)
• $edu%ir n&veis de corrente e de tensão# tornando reles e medidores de fa'ricação compacta redu%indo
custos
TRANSFORMADORES DE CORRENTE
INTRODUÇÃO
(s transformadores de corrente são e!uipamentos !ue permitem aos instrumentos de medição e proteção
funcionarem ade!uadamente sem !ue se)a necess*rio possu&rem correntes nominais de acordo com a corrente
de carga do circuito ao !ual são ligados +a sua forma mais simples# eles possuem um prim*rio# geralmente
poucas espiras# e um secund*rio# no !ual a corrente nominal transformada é# na maioria dos casos# igual a 5
A ,essa forma# os instrumentos de medição e proteção são dimensionados em taman-os redu%idos com as
'o'inas de corrente constitu&das com fios de pouca !uantidade de co're
(s transformadores de corrente são utili%ados para suprir aparel-os !ue apresentam 'aixa resistência elétrica#
tais como amper&metros# relés de indução# 'o'inas de corrente de relés diferenciais# medidores de energia# de
potência etc
(s TC.s transformam# através do fen/meno de conversão eletromagnética# correntes elevadas# !ue circulam
no seu prim*rio# em pe!uenas correntes secund*rias# segundo uma relação de transformação
0 corrente prim*ria a ser medida# circulando nos enrolamentos prim*rios# cria um fluxo magnético alternado
!ue fa% indu%ir as forças eletromotri%es Ep e Es , respectivamente# nos enrolamentos prim*rio e secund*rio
,essa forma# se nos terminais prim*rios de um TC# cu)a relação de transformação nominal é de 12# circular
uma corrente de 322 0# o'tém-se no secund*rio a corrente de 40 # ou se)a " 322512 6 40
CARACTERÍSTICAS CONSTRUTIVAS
(s transformadores de corrente podem ser constru&dos de diferentes formas e para diferentes usos# ou se)a"
1- TC tipo a!!a
7 a!uele cu)o enrrolamento prim*rio é constitu&do por uma 'arra fixada através do n8cleo do
transformador# conforme mostrado a'aixo
"- TC tipo #$!!ola%o
7 a!uele cu)o enrrolamento prim*rio é constitu&do de uma ou mais espiras envolvendo o n8cleo do
transformador# conforme ilustrado a'aixo
&- TC tipo 'a$#la
7 a!uele !ue não possui um prim*rio fixo no transformador e é constitu&do de uma a'ertura através do n8cleo#
por onde passa o condutor !ue forma o circuito prim*rio# conforme a'aixo
(- TC tipo )u*+a
7 a!uele cu)as caracter&sticas são semel-antes ao TC do tipo 'arra # porém sua instalação é feita
na 'uc-a dos e!uipamentos ( transformadores# dis)untores# etc)# !ue funcionam como enrrolamento
prim*rio# de acordo como mostrado a'aixo
5- TC %# $,*l#o %i-i%i%o
7 a!uele cu)as caracter&sticas são semel-antes às dos tipo )anela # em !ue o n8cleo pode ser separado para
permitir envolver o condutor !ue funciona como enrrolamento prim*rio# conforme mostrado a'aixo
.- TC *o/ -0!io1 #$!!ola/#$to1 p!i/0!io1
7 a!uele constitu&do de v*rios enrrolamentos prim*rios montados isoladamente e apenas um
enrrolamento secund*rio# conforme a'aixo
2- TC *o/ -0!io1 $,*l#o1 1#*u$%0!io1
7 a!uele constitu&do de dois ou mais enrrolamentos secund*rios montados isoladamente # sendo !ue cada
um possui individualmente o seu n8cleo# formado# )untamente com o enrrolamento prim*rio# um s9
con)unto# conforme se na figura a'aixo
+este tipo de transformador de corrente # a seção do condutor prim*rio deve ser dimensionado tendo em
vista a maior das relaç:es de transformação dos n8cleos considerados
3- TC *o/ -0!io1 #$!!ola/#$to1 1#*u$%0!io1
7 a!uele constitu&do de um 8nico n8cleo envolvido pelo enrrolamento prim*rio e v*rios enrrolamentos
secund*rios # conforme se mostra na figura a'aixo# e !ue podem ser ligados em série ou paralelo
4- TC tipo %#!i-a56o $o 1#*u$%0!io
7 a!uele constitu&do de um 8nico n8cleo envolvido pelos enrrolamentos prim*rio e secund*rio # sendo este
provido de uma ou mais derivaç:es ;ntretanto o prim*rio pode ser constitu&dos de um ou mais
enrrolamentos# conforme se mostra na figura a seguirComo os amperes-espiras variam em cada relação de
transformação considerada# somente é garantida a classe de exatidão do e!uipamento para a derivação !ue
estiver o maior n8mero de espiras 0 versão deste tipo de TC é dada na figura a'aixo
(s transformadores de corrente de 'aixa tensão normalmente têm o n8cleo fa'ricado em ferro-sil&cio de grãos
orientados e est*# )untamente com os enrrolamentos prim*rio e secund*rio# encapsulado em resina ep9xi#
su'metida a polimeri%ação# o !ue l-e proporciona endurecimento permanente# formando um sistema
inteiramente compacto e dando ao e!uipamento caracter&sticas elétricas e mec<nicas de grande desempen-o#
ou se)a"
• =ncom'usti'ilidade do isolamento>
• ;levada capacidade de so'recarga# dada a excepcional !ualidade de condutividade térmica da resina
ep9xi>
• ;levada resistência din<mica às correntes de curto-circuito>
• ;levada rigide% dielétrica
?* os transformadores de corrente de média tensão# semel-antemente aos de 'aixa tensão# são normalmente
constru&dos em resina ep9xi# !uando destinados às instalaç:es a'rigadas# *o$7o!/# a1 Figu!a1 a 1#gui!
Tam'ém são encontrados transformadores de corrente para uso interno# constru&dos em tan!ue met*lico c-eio
de 9leo mineral e provido de 'uc-as de porcelana vitrificada comum aos terminais de entrada e sa&da da
corrente prim*ria *o$7o!/# 7igu!a a 1#gui!

(s transformadores de corrente fa'ricados em ep9xi são normalmente descartados depois de um defeito
interno +ão é poss&vel a sua recuperação
(s transformadores de corrente de alta tensão para uso ao tempo são dotados 'uc-a de porcelana vitrificada
com saias# comum aos terminais de entrada da corrente prim*ria A Figu!a a)ai8o mostra um TC para uso ao
tempo isolado @1#A BC
(s transformadores de corrente destinados a sistemas iguais ou superiores a AD BC têm os seus prim*rios
envolvidos por uma 'lindagem eletrost*tica# cu)a finalidade é uniformi%ar o campo elétrico
CARACTERISTICAS EL9TRICAS
(s transformadores de corrente# de um modo geral# podem ser representados eletricamente através do
es!uema da Figura a'aixo# em !ue as resistência e reat<ncia prim*rias estão definidas como R1 e E3# as
resistência e reat<ncia secund*rias estio definidas como R2 e E1 e o ramo magneti%ante est* caracteri%ado pelos
seus dois par<metros# isto é# a resistência Rη , !ue é respons*vel pelas perdas /-micas# através das correntes
de -isterese e de Foucault# desenvolvidas na massa do n8cleo de ferro com a passagem das lin-as de fluxo
magnético# e EF respons*vel pela corrente reativa devido à circulação das mesmas lin-as de fluxo no circuito
magnético
0través do es!uema da Figura acima# pode-se descrever resumidamente o acionamento de um transformador
de corrente Gma determinada carga a'sorve da rede uma certa corrente Ip !ue circula no enrolamento
prim*rio do TC# cu)a imped<ncia ( Z1 = R1 + jX1 ) pode ser desconsiderada 0 corrente !ue circula no
secund*rio do TC# Is provoca uma !ueda de tensão na sua imped<ncia interna (Z2 6 R2 +jX2) e na imped<ncia
da carga conectada ( Z2= R2 +jX2 ) !ue afeta o fluxo principal# exigindo uma corrente magneti%ante Ie
diretamente proporcional
0 imped<ncia do prim*rio não afeta a exatidão do TC ;la é apenas adicionada à imped<ncia do circuito de
alimentação ( erro do TC é resultado sensivelmente da corrente !ue circula no ramo magneti%ante# isto é# =e
7 simples entender !ue a corrente secund*ria =s somada à corrente magneti%ante Ie deve ser igual a corrente
!ue circula no prim*rio # ou se)a" Ip = Ic + Is
Considerando um TC de relação 3"3# para !ue a corrente secund*ria reprodu%isse fielmente a corrente do
prim*rio# seria necess*rio !ue Ip = Is . Como não é# a corrente !ue circula na carga não corresponde
exatamente à corrente do prim*rio# ocasionando assim o erro do TC
Huando o n8cleo entra em saturação# exige uma corrente de magneti%ação muito elevada# deixando de ser
transferida para a carga ZC como ser* visto adiante com mais detal-e# provocando assim um erro de valor
consider*vel na medida secund*ria
Para mel-or se con-ecer um transformador de corrente# independentemente de sua aplicação na medição e na
proteção# é necess*rio estudar as suas principais caracter&sticas elétricas
CORRENTES NOMINAIS
0s correntes nominais prim*rias devem ser compat&veis com a corrente de carga do circuito prim*rio
0s correntes nominais prim*rias e as relaç:es de transformação nominais estão discriminadas nas ta'elas
a'aixo# para relaç:es nominais simples e duplas# utili%adas para ligação série5paralelo no enrrolamento
prim*rio
CORRENTE
PRIM:RIA
PADRONI;ADA
CORRENTE
SECUND:RIA
PADRONI;ADA
RELAÇÃO
NOMINAL
CORRENTE
PRIM:RIA
PADRONI;ADA
RELAÇÃO
NOMINAL
4
32
34
12
14
I2
J2
42
A2
@4
322
314
342
122
142
I22
J22
422
A22
K22
3222
3122
3422
1222
1422
I222
J222
4222
A222
K222
4
3"3
1"3
I"3
J"3
4"3
A"3
K"3
32"3
31"3
34"3
12"3
14"3
I2"3
J2"3
42"3
A2"3
K2"3
322"3
312"3
3A2"3
122"3
1J2"3
I22"3
J22"3
422"3
A22"3
K22"3
3222"3
3122"3
3A22"3
4 x 32
32 x 12
34 x I2
12 x J2
14 x 42
I2 x A2
J2 x K2
42 x 322
A2 x 312
@4 x 342
322 x 122
342 x I22
122 x J22
I22 x A22
J22 x K22
A22 x 3122
K22 x 3A22
3222 x 1222
3122 x 1J22
3422 x I222
1222 x J222
1422 x 4222
I222 x A222
J222 x K222
4222 x 32222
A222 x 31222
@222 x 3J222
K222 x 3A222
D222 x 3K222
32222 x 12222
3 x 1"3
1 x J"3
I x A"3
J x K"3
4 x 32"3
A x 31"3
K x 3A"3
32 x 12"3
31 x 1J"3
34 x I2"3
12 x J2"3
I2 x A2"3
J2 x K2"3
A2 x 312"3
K2 x 3A2"3
312 x 1J2"3
3A2 x I12"3
122 x J22"3
1J2 x JK2"3
I22 x A22"3
J22 x K22"3
422 x 3222"3
A22 x 3122"3
K22 x 3A22"3
3222 x 1222"3
3122 x 1J22"3
3J22 x 1K22"3
3A22 x I122"3
3K22 x IA22"3
1222 x J222"3
0s correntes nominais secund*rias são adotadas geralmente iguais a 40 ;m alguns casos especiais# !uando os
aparel-os# normalmente relés de são instalados distantes dos transformadores de corrente# pode-se adotar a
corrente secund*ria de 3 0# a fim de redu%ir a !ueda de tensão nos fios de interligação +L$ AK4A5K3 adota as
seguintes sim'ologias para definir as relaç:es de correntes
• Minal de dois pontos <=> deve ser usado para exprimir relaç:es n como# por exemplo" I22"3>
•( -&fen <-> deve ser usado para separar correntes nominais de enrolamento diferentes# como# por exemplo"
I22-4 0# I22-I22-4 0 (dois enrolam prim*rios)# I22-4-4 (dois enrolamentos secund*rios)>
•( sinal <8> deve ser usado para separar correntes prim*rias nominais# ainda relaç:es nominais duplas# como#
por exemplo# I22 x A2N40 (correntes prim*rias nominais) cu)os enrolamentos podem ser ligados em série
paralelo# segundo podemos ver nos TCOs )* vistos>
•0 'arra < ? > deve ser usada para separar correntes prim*rias nominais ou relaç:es nominais o'tidas por meio
de derivaç:es# efetuadas tanto nos enrrolamentos prim*rios como nos secund*rios# como# por exemplo
I225J22-4 0# ou I22-454 0# como visto na Figura do TC de v*rias derivaç:es secund*rias
CAR@AS NOMINAIS
(s transformadores de corrente devem ser especificados de acordo com a carga !ue ser* ligada no seu
secund*rio ,essa forma# a +L$ AK4A5K3 padroni%a as cargas secund*rias de acordo com a Ta'ela a'aixo
NR .35. - Ca!ga1 $o/i$ai1 pa!a TACA pa!a *a!a*t#!B1ti*a1 C .DEF
,esignação $esistência

=ndut<ncia
mP
Potência
0parente
C0
Fator de
potência
=mped<ncia
3 1 I J 4 A
C 1#4 2#2D 2#33A 1#4 2#D 2#3
C 4#2 2#3K 2#1I1 4#2 2#D 2#1
C 31#4 2#J4 2#4K2 31#4 2#D 2#4
C 14#2 2#42 1#I 14#2 2#4 3#2
C 42#2 3#2 J#A 42#2 2#4 1#2
C 322#2 1#2 D#1 322#2 2#4 J#2
C 122#2 J#2 3K#J 122#2 2#4 K#2
Nota= Huando a corrente secund*ria nominal for diferente de 40 # os valores de resistência# indut<ncia e imped<ncia das cargas
nominais são o'tidos multiplicando- se os valores desta ta'ela pelo !uadrado da relação entre 40 e a corrente secund*ria nominal
Para um transformador de corrente# a carga secund*ria representa o valor Q-mico das imped<ncias formadas
pelos diferentes aparel-os ligados a seu secund*rio# incluindo-se a& os condutores de interligação
Por definição# carga secund*ria nominal é a imped<ncia ligada aos terminais secund*rios do TC# cu)o valor
corresponde à potência para a exatidão garantida# corrente nominal
Considerando um TC C122# a imped<ncia de carga nominal é de"
Ω = = = K
4
122
1 1
s
I
Ptc
Zs
,eve-se frisar !ue# !uando a corrente secund*ria nominal é diferente de 4 0# os valores das cargas devem ser
multiplicados pelo !uadrado da relação entre 40 e a corrente secund*ria nominal correspondente# para se
o'ter os valores dese)ados dos referidos par<metros
0 carga dos aparel-os !ue devem ser ligados aos transformadores de corrente tem !ue ser dimensionada
criteriosamente para se escol-er o TC de carga padroni%ada compat&vel +o entanto# como os aparel-os são
interligados aos TC.s através de fios # normalmente de grande comprimento# é necess*rio calcular-se a
potência dissipada nesses condutores e soma-las a potência dos aparel-os correspondentes 0ssim a carga de
um transformador de corrente # independente de ser destinado à medição ou a proteção# pode ser dada pela
e!uação"

× × + =
1
s
I Zc Lc Cap Ctc (C0) onde>
Rcap 6 Moma das cargas correspondentes às 'o'inas de corrente dos aparel-os considerados# em C0>
=s 6 Corrente nominal secund*ria # normalmente igual a 40>
Sc 6 =mped<ncia do condutor # em T5m >
Uc 6 Comprimento do ca'o condutor # em metros
FATOR DE SORECORRENTE
Tam'ém denominado fator de segurança# é o fator pelo !ual se deve multiplicar corrente nominal prim*ria do
TC para se o'ter a m*xima corrente no seu prim*rio até o limite de sua classe de exatidão 0 +L$ AK4A5K3
especifica de so'recorrente para serviço de proteção em 12 ve%es a corrente nominal
Como )* se comentou anteriormente# !uando a carga ligada a um transformador de corrente for inferior à
carga nominal deste e!uipamento# o fator de recorrente é alterado sendo inversamente proporcional à referida
carga Conse!Ventemente # a proteção natural !ue o TC oferecia ao aparel-o fica pre)udicada
0 e!uação a'aixo fornece o valor !ue assume o fator de so'recorrente# em função da entre a carga nominal do
TC e a carga ligada ao seu secund*rio"
Fs
Cs
Cn
F × = 3
# onde"
Cs- Carga ligada ao secund*rio# em C0>
Fs- Fator de so'recorrente nominal ou de segurança>
Cn- Carga nominal# em C0
,esta forma# a saturação do transformador de corrente s9 ocorreria para o valor de F1 superior a Fs(valor
nominal)# o !ue su'meteria os aparel-os a urna grande intensidade de corrente 0lgumas ve%es# é necess*rio
inserir uma resistência no circuito secund*rio para elevar o valor da carga secund*ria do TC# !uando os
aparel-os a serem ligados assim o exigirem# o !ue não é muito comum# )* !ue eles suportam normalmente 42
ve%es a sua corrente nominal por segundo
CORRENTE DE MA@NETI;AÇÃO
Corrente de magneti%ação é a !ue circula no enrolamento prim*rio do transformador de corrente como
conse!Vência do fluxo magneti%ante do n8cleo
0 curva de magneti%ação dos transformadores de corrente fornecida pelos fa'ricantes permite !ue se calcule#
entre outros par<metros# a tensão indu%ida no seu secund*rio e a corrente magneti%ante correspondente
,e acordo com a Figura# !ue representa a curva de magneti%ação de um transformador de corrente para
serviço de proteção# a tensão o'tida no )oel-o da curva é a!uela correspondente a uma densidade de fluxo L
igual a 3#4 tesla (T)# a partir da !ual o transformador de corrente entra em saturação ,eve-se lem'rar !ue 3
tesla é a densidade de fluxo de magneti%ação de um n8cleo# cu)a seção é de 3 m
1
e através da !ual circula um
fluxo N de 3 We'er (X) Por outro lado# o fluxo magnético representa o n8mero de lin-as de força magnética#
emanando de uma superf&cie magneti%ada ou entrando na mesma superf&cie $esumindo o relacionamento
destas unidades# tem-se"
0 corrente de magneti%ação varia para cada transformador de corrente# devido à não-linearidade magnética
dos materiais de !ue são constitu&dos os n8cleos 0ssim# à medida !ue cresce a corrente prim*ria# a corrente
de magneti%ação não cresce proporcionalmente# mas# segundo uma curva dada na Figura a'aixo# é tornada
como ordem de grande%a
(s TC.s destinados ao serviço de proteção# por exemplo# !ue atingem o in&cio da saturação a 12 x In, ou a 3#4
T# segundo a curva da caracter&stica# devem ser pro)etados para# em operação nominal# tra'al-ar com uma
densidade magnética aproximadamente igual a 2#2@4 T Huando não se consegue uma c-apa de ferro-sil&cio
!ue tra'al-e a corrente nominal prim*ria com um valor de densidade magnética igual ou inferior a 3512 do
valor da densidade magnética de saturação# é necess*rio utili%ar reatores não-lineares em derivação com os
terminais de carga Uogo# neste caso# a corrente dedu%ida da carga é igual à corrente de magneti%ação mais a
corrente !ue flui pelo reator em derivação
7 importante o'servar !ue um transformador de corrente não deve ter o seu circuito secund*rio a'erto#
estando o prim*rio ligado à rede =sso se deve ao fato de !ue não -* força desmagneti%ante secund*ria !ue se
opon-a à força magneti%ante gerada pela corrente prim*ria# fa%endo com !ue# para correntes elevadas
prim*rias# todo o fluxo magneti%ante exerça sua ação so're o n8cleo do TC# levando-o à saturação e
provocando uma intensa taxa de variação de fluxo na passagem da corrente prim*ria pelo ponto %ero e
resultando numa elevada força eletromotri% indu%ida nos enrolamentos secund*rios +esse caso# a corrente de
magneti%ação do TC assume o valor da pr9pria corrente de carga Uogo# !uando os aparel-os ligados aos TC.s
forem retirados do circuito# os terminais secund*rios devem ser curto-circuitados 0 não-o'serv<ncia deste
procedimento resultar* em perdas ?oule excessivas# perigo iminente ao operador ou leiturista e alteraç:es
profundas nas caracter&sticas de exatidão dos transformadores de corrente
0 permea'ilidade medição é muito elevada# magnética# em torno de 2#3 # entrando o TC em processo de
saturação a partir de 2#J T
;stes valores de permea'ilidade magnética se )ustificam para redu%ir ao poss&vel a corrente de magneti%ação#
respons*vel direta# como )* se o'servou #pelos erros introdu%idos na medição pelos TC.s 0 permea'ilidade
magnética caracteri%a pelo valor da resistência ao f!"o #a$n%tico oferecido por um determinado material
su'metido a um campo magnético Claro !ue# !uanto maior for a permea'ilidade magnética menor ser* o
fluxo !ue ir* atravessar o n8cleo de ferro TC# e# conse!Ventemente# menor ser* a corrente de magneti%ação
?* os transformadores de corrente destinados ao serviço de proteção apresentam um n8cleo de 'aixa
permea'ilidade !uando comparada com os TC
O
s de medição# permitindo a saturação somente para uma
densidade de fluxo magnético elevada# conforme se pode constatar através da curva da Figura a seguir
T#$16o 1#*u$%0!ia
0 tensão nos terminais secund*rios dos transformadores de corrente est* limitada pela saturação do n8cleo
Yesmo assim@ é poss&vel o surgimento de tens:es elevadas secund*rias !uando o prim*rio dos TC.s é
su'metido a correntes muito altas ou existe acoplada uma carga secund*ria de valor superior à nominal
Huando a onda de fluxo senoidal est* passando por %ero# ocorrem momento os valores mais elevados de
so'retensão# )* !ue neste ponto se verifica m*xima taxa de variação de fluxo magnético no n8cleo 0 e!uação
a'aixo permite !ue se calcule a força eletromotri% indu%ida no secund*rio do TC em função imped<ncias da
carga e dos enrolamentos secund*rios do transformador de corrente
( ) ( )
1 1
Xtc Xc Rtc Rc Ics Es + + + = Colts # onde
=cs- corrente !ue circula no secund*rio# em 0>
$c- resistência da carga# em T>
$tc -resistência do enrolamento secund*rio do TC# em T>
Ec - reat<ncia da carga# em T>
Etc & reat<ncia do enrolamento secund*rio do TC# em T
.3
(s valores das resistência e reat<ncia das cargas padroni%adas secund*rias #dos transformadores de corrente )*
foram dadas# en!uanto as resistência reat<ncia dos enrolamentos secund*rios podem ser o'tidas a partir dos
ensaios la'orat9rio# cu)os valores variam em faixas 'astante largas Como ordem de grande%a a resistência
pode variar entre 2#342 e 2#I42 T ?* a reat<ncia tam'ém em ordem de grande%a tem valores entre 2#221 e 3#K
T
Como se pode o'servar através da Ta'ela a'aixo# a tensão nominal pode ser o'tida retamente# em função da
carga padroni%ada do TC e !ue é resultado do produto sua imped<ncia pela corrente nominal secund*ria e pelo
fator de so'recorrente# se)a" VS G F1 H ;* H I1
Fs-fator de so'recorrente# padroni%ado em 12
CURVA
<VA>
TENSÃO
SECUND:RIA
<V>
TC NORMALI;ADO PARA
PROTEÇÃO
CLASSE A CLASSE
C "I5 1D A1D 1D
C 5 "D A"D "D
C 1"I5 5D A5D 5D
C "5 1DD A1DD 1DD
C 5D "DD A"DD "DD
C 1DD (DD A(DD (DD
C "DD 3DD A3DD 3DD
D#1ig$a5Jo %# u/ TC
+este ponto )* é poss&vel identificar os transformadores de corrente através par<metros elétricos '*sicos ,essa
forma# a +L$ AK4A5K3 designa um TC de serviço de proteção# colocando em ordem a classe de exatidão# a
classe !uanto reat<ncia e a tensão secund*ria para 12 ve%es a corrente nominal Como exemplo# transformador
de corrente C3((# de alta reat<ncia# para uma classe de exatidão de32Z é designado por" 1DA(DD
?* os TC.s destinados ao serviço de medição são designados pela classe de exatidão e pela carga secund*ria
padroni%ada Como exemplo# um transformador de corrente para servir uma carga do 12 C0# compreendendo
os aparel-os e as perdas nos fios de interligação e destinados à medição de energia para fins de faturamento# é
designado por= DI &C"5
Fato! tK!/i*o $o/i$al
7 a!uele em !ue se pode multiplicar a corrente prim*ria nominal de um para se o'ter a corrente !ue pode
condu%ir continuamente# na fre!Vência e com cargas especificadas# sem !ue se)am excedidos os limites de
elevação de temperatura definidos por norma 0 NR .35.?31 especifica os 1#gui$t#1 7ato!#1 tK!/i*o1
$o/i$ai1= 1ID - 1I" - 1I& - 1I5 - "IDA
Co!!#$t# tK!/i*a $o/i$al
7 o valor efica% da corrente prim*ria de curto-circuito simétrico !ue o TC pode suportar por um tempo
definido# em geral# igual a 3 4# estando com o enrola monto secund*rio em curto-circuito# sem !ue se)am
excedidos os limites de elevação do temperatura especificados por norma
FATOR TERMICO DE CURTO-CIRCUITO
7 a relação entre a corrente térmica nominal e a corrente nominal circula no prim*rio do transformador (valor
efica%) 7 dado pela e!uação"
Inp
Iter
Ftcc =
# onde"
=ter [ corrente térmica do TC # em 0>
=np [ corrente nominal prim*ria# em 0

CORRENTE DINLMICA NOMINAL
7 o valor de impulso da corrente de curto-circuito assimétrica !ue circula no prim*rio do transformador de
corrente e !ue este podo suportar# por um t#/po #1ta)#l#*i%o %# /#io *i*lo# estando os enrolamentos
secund*rios em curto-circuito# sem !ue se)a afetado mecanicamente# em virtude das forças eletrodin<micas
desenvolvidas
• Me as correntes circulantes são paralelas e de mesmo sentido# os condutores se atraem#
• Me as correntes circulantes são paralelas e de sentido contr*rio# os condutores se repelem
• 0 corrente térmica é inferior inicial de curto-circuito inicial simétrica " I%i$ G "I5It#!
TENSÃO SUPORT:VEL A FREMUENCIA INDUSTRIAL
(s transformadores devem ser capa%es de suportar as tens:es de ensai discriminadas na ta'ela a'aixo"
Tensão m*xima do
e!uipamento (BC)
Tensão suport*vel nominal
de impulso atmosférico
(BC crista)
Tensão suport*vel nominal
a fre!Vência industrial
Du!a$t# 1 /i$uto
Tensão suport*vel nominal
de impulso atmosférico cortado
(BC efica%)
+(T0 0 +(T0 L ( \v ;f) +(T0 0 +(T0 L
2#A ]]]] ]]]] J ]]]] ]]]]
3#1 ]]]] ]]]] 32 ]]]] ]]]]
@#1 J2 A2 12 JJ AA
34#2 D4 332 IJ 324 313
14#K 314 342 42 3IK 3A4
IK#2 342 122 @2 3A4 112
JK#I 142 142 D4 1@4 1@4
@1#4 I14 I42 3J2 I4@ IK4
A- ^$0+,;S0M 0 HG; 7 $;F;$=,( ( =M(U0Y;+T(# +0M C(+,=_`;M P$;C=MT0M +0 +L$
4K445K3
- Para os sistemas !ue satisfaçam as condiç:es do anexo ' da +L$ AK4A5K3
Pola!i%a%#
(s transformadores de corrente destinados ao serviço de medição de energia# relés de potência# fas&metros etc
são identificados nos terminais de ligação prim*rio e secund*rio por letras convencionadas !ue indicam a
polaridade para a !ual foram constru&dos e !ue pode ser positiva ou negativa
Mão empregadas as letras# com seus &ndices# P3# P2 e M3# M1# respectivamente# para designar os terminais
prim*rios e secund*rios dos transformadores de corrente
,i%-se !ue um transformador de corrente tem polaridade su'trativa# por exemplo# !uando a onda de corrente#
num determinado instante# percorre o prim*rio de P1 para P2 e a onda de corrente correspondente no
secund*rio assume a tra)et9ria de M3 para M1 Caso contr*rio# di%-se !ue o TC tem polaridade aditiva
A /aio!ia %o1 t!a$17o!/a%o!#1 %# *o!!#$t# t#/ pola!i%a%# 1u)t!ati-a# sendo inclusive indicada pela
+L$ AK4A5K3 So/#$t# 1o) #$*o/#$%a são fa'ricados transformadores de corrente com polaridade aditiva
Construtivamente# os terminais de mesma polaridade vêm indicados no TC correspondência 0 polaridade é
o'tida orientando o sentido de execução do enrolamento secund*rio em relação ao prim*rio# de modo a se
conseguir a orientação dese)ada do fluxo magnético
CLASSIFICAÇÃO
(s transformadores de corrente devem ser fa'ricados de acordo com a destinação no circuito no !ual estarão
operando os transformadores de corrente para medição e para proteção
1A TRANSFORMADORES DE CORRENTE PARA SERVIÇO DE MEDIÇÃO
(s TC.s empregados na medição de corrente ou energia são e!uipamentos capa%es de trasformar as correntes
de carga na relação# em geral# de Ip'( ) , propiciando o registro dos valores pelos instrumentos medidores sem
!ue estes este)am ligação direta com o circuito prim*rio da instalação
;ventualmente# são constru&dos transformadores de corrente com v*rios n8cleos# uns destinados à medição de
energia e outros# pr9prios para o serviço de proteção Porém# as concession*rias# geralmente# especificam em
suas normas unidades separadas para a sua medição de faturamento# devendo o pro)etista da ação reservar
uma unidade independente para a proteção# !uando for o caso
"A FATOR DE SORECAR@A
0lém de representar uma elevada segurança aos operadores e leituristas# os transformadores de corrente têm a
finalidade de proteger os instrumentos de medida contra so'recargas ou so'recorrentes de valores muito
elevados =sto é poss&vel# por!ue o seu n8cleo é especificado para entrar em saturação para correntes
superiores à corrente nominal ve%es o fator de so'recorrente# conforme se pode mostrar na e!uação"
Inp
Ips
Fs =
onde"
=ps- corrente prim*ria nominal de segurança
=np- corrente nominal prim*ria do TC
?* a corrente prim*ria nominal de segurança é expressa pelo valor da corrente prim*ria !ue atende a e!uação
Ip Is *n × ≤ × D # 2

\s - relação nominal do TC>
=s & corrente !ue flui no secund*rio do TC>
=p- corrente !ue flui no prim*rio do TC
0 segurança do instrumento alimentado pelo TC ser* tanto maior !uanto menor for o fator de segurança
0ssim# para um TC 322-40# instalado num circuito onde a corrente prim*ria de defeito é de I1220 e a
corrente secund*ria é de 120 (TC saturado)# tem-se"
\n=32254 6 12
=s = + X 5 = 12 0
=p 6 I122 0
12 x 12a2#D x I122
J22 a 1KK2 ( satisfa% a condição)
( fator Fs , segundo a +L$ AK4A5K3 deve ser decidido entre fa'ricante e comprador desde !ue a e!uação
Ip Is *n × ≤ × D # 2
se)a satisfeita ;m geral# Fs varia entre valores de J a 32 =sto !uer di%er# neste 8ltimo caso#
!ue a saturação do TC deve-se dar a partir de" 32 E 322 6 3222 0
( valor do fator de so'recorrente ou de segurança é especificado para a maior carga nominal designada para o
TC 0o se conectar cargas inferiores# o fator de segurança cresce inversamente proporcional à redução da
carga conectada 0ssim um TC cu)o Fs 6 K# ao se aplicar no seu secund*rio uma carga de 42Z da sua carga
nominal# o fator de segurança toma o valor de" Fs = K52#2# ( = 3A
+ormalmente os aparel-os de medida são fa'ricados para suportar por um per&odo de 3 segundo cerca de 42
ve%es a sua corrente nominal# o !ue permite uma segurança extremamente grande para a operação destes
e!uipamentos ?* a =;C 3K4 especifica o fator de segurança desde !ue se)a atendida a e!uação"
Z 32 322 ≥ ×
× Fs Ins
Ie
# onde =e representa a corrente de excitação e =ns a corrente nominal secund*ria
ERROS DOS TRANSFORMADORES DE CORRENTE
(s transformadores de corrente se caracteri%am# entre outros elementos essenciais# pela relação de
transformação nominal e real 0 primeira exprime o valor da relação entre as correntes prim*ria e secund*ria
para a !ual o e!uipamento foi pro)etado# e é indicada pelo fa'ricante 0 segunda exprime a relação entre as
correntes prim*ria e secund*ria !ue se o'tém reali%ando medidas precisas em
la'orat9rio # )* !ue estas correntes são muito pr9ximas dos valores nominais ;ssa pe!uena diferença se deve
à influência do material ferro-magnético de !ue é constitu&do o n8cleo do TC Contudo# o seu valor é de
extrema import<ncia# !uando se trata de transformadores de corrente destinados à medição
Uogo# para os transformadores de corrente !ue se destinam apenas à medição de corrente# o importante para se
sa'er a precisão da medida é o erro inerente à relação de transformação +o entanto# !uando é necess*rio se
proceder a uma medição em !ue é importante o defasamento da corrente em relação à tensão# deve-se
con-ecer o erro do <ngulo de fase (b) !ue o transformador de corrente vai introdu%ir nos valores medidos
0ssim# por exemplo# para medição de corrente e tensão# com a finalidade de se determinar o fator de potência
de um circuito# se for utili%ado um transformador de corrente !ue produ%a um referido ou avanço na corrente
em relação * tensão# no seu secund*rio# propiciar* uma medição falsa do fator de potência verdadeiro
;m geral# os erros de relação e de <ngulo de fase dependem do valor da corrente prim*ria do TC# do tipo de
carga ligada no seu secund*rio e da fre!Vência o sistema !ue é normalmente despre%ada# devido à relativa
esta'ilidade deste par<metro nas redes de suprimento
ERRO DE RELAÇÃO DE TRANSFORMAÇÃO
7 a!uele !ue é registrado na medição de corrente com TC# onde a corrente prim*ria não corresponde
exatamente ao produto da corrente lida no secund*rio ela relação de transformação nominal
(s erros nos transformadores de corrente são devidos 'asicamente à corrente do ramo magneti%ante# conforme
se mostra na Figura do transformador de corrente e!uivalente# )* mostrado anteriormente 0 imped<ncia do
enrrolamento prim*rio não exerce nen-um efeito so're o erro do TC# representando apenas uma imped<ncia
série no circuito do sistema em !ue est* instalado este e!uipamento# cu)o valor pode ser considerado
despre%&vel 0 representação de um TC ap9s estas consideraç:es pode ser dada pela Figura a'aixo
;ntretanto # este erro pode ser corrigido através do fator de correção de relação (FC$r) e dado pela e!uação"
Is
Ic Is
FCRr
+
= # =s é a corrente secund*ria de carga e =e é a corrente de excitação referida ao secund*rio# em
0
( valor desta corrente =e pode ser determinado a partir da curva de excitação secund*ria do TC !ue# para uma
determinada marca# pode ser dado pela figura a seguir"
( fator de correção de relação de transformação tam'ém pode ser definido como sendo a!uele !ue deve ser
multiplicado pela relação de transformação de corrente nominal $TC# para se o'ter a verdadeira relação de
transformação# isto é #sem erro# ou se)a"
R,C
R,Cr
FCRr =
onde $TCr é a relação de transformação real e $TC a relação nominal
Finalmente # o erro de relação pode ser calculado percentualmente através da e!uação"
322 ×
− ×
=
Ip
Ip Is R,Cr
Ep
# onde =p é a corrente prim*ria do TC
( erro da relação tam'ém pode ser expresso como" ;p6(322-FC$p) # sendo o FC$p 6
322 ×
R,C
R,Cr

(s valores percentuais de FCRp podem ser encontrados nos gr*ficos das Figuras 0# L e C# respectivamente#
para as classes de exatidão iguais a 2#I- 2#A - 3#1

ERRO DE LN@ULO DE FASE
7 o <ngulo (b) !ue mede a defasagem entre a corrente vetorial prim*ria e o inverso da corrente vetorial
secund*ria de uni transformador de corrente# como se vê na Figura a'aixo- Para !ual!uer fator de correção de
relação (FCRp) con-ecido de um TC# os valores limites positivos e negativos do <ngulo de fase (b) em
minutos podem ser expressos pela e!uação
( ) FC,p FCRp − × = A22 1 β
# em !ue o fator de correção de
transformação (FC,p) do referido TC assume os valores m*ximos e m&nimos"
FCTp - fator de correção de transformação percentual
;sse fator é definido como sendo a!uele !ue deve ser multiplicado pela leitura registrada por um aparel-o de
medição (volt&metro# varimetro etc) ligado aos terminais de um TC # para corrigir o efeito com'inado do
angulo de fase b e do fator de correção de relação percentual FC$p
CLASSE DE EHATIDÃO
0 classe de exatidão exprime nominalmente o erro esperado do transformador de corrente levando em conta o
erro de relação de transformação e o erro de defasamento entre as correntes prim*ria e secund*ria
Considera-se !ue um TC para serviço de medição esta dentro de sua classe de exatidão nominal# !uando os
pontos determinados pelos fatores de correção de relação percentual (FCRp) e pelos <ngulos de fase b
estiverem dentro do paralelogramo de exatidão
,e acordo com o instrumentos a serem ligados aos terminais secund*rios do TC# devem ser as seguintes as
classes de exatidão destes e!uipamentos"
• para aferição e cali'ração dos instrumentos de medida de la'orat9rio " DI1>
• alimentação de medidores de demanda e consumo ativo e reativo para fins de faturamento" DI&>
• alimentação de medidores para fins de acompan-amento de custos industriais" DI.>
• alimentação de amper&metros indicadores # registradores gr*ficos# reles de imped<ncia# relés
diferenciais # reles de dist<ncia# reles direcionais " 1I">
• alimentação de reles de ação direta# por exemplo# aplicados em dis)untores prim*rios de su'estaç:es
de consumidor" &ID
0 classe de precisão I#2 não tem limitação de erro de <ngulo de fase e o seu fator de correção de relação
percentual (FC$p) deve situar-se entre 32I e D@Z para !ue possa ser considerado dentro de sua classe de
exatidão Como o erro de um transformador de corrente depende da corrente prim*ria para ser determinada a
sua classe de exatidão# a +L$ AK4A5K3 especifica !ue se)am reali%ados dois ensaios !ue correspondem#
respectivamente# aos valores de 32Z e 322Z da corrente nominal prim*ria
Como tam'ém o erro é função da carga secund*ria do TC# os ensaios devem reali%ados# tomando-se como
'ase os valores padroni%ados destas cargas !ue podem ser o'tidos na )* mostrada ( transformador de
corrente s9 é considerado dentro de sua classe de exatidão se os resultados dos ensaios levados para os
gr*ficos das Figuras do paralelogramo
Gma an*lise dos paralelogramos de exatidão indica !ue# !uanto maior for a rente prim*ria# menor ser* o erro
de relação permitido para o TC Contrariante# !uanto menor for a corrente prim*ria# maior ser* o erro de
relação permitido =sto se deve à influência da corrente de magneti%ação Gma outra maneira de testar esta
afirmação é o'servar os gr*ficos da Figura a'aixo
Como exemplo de aplicação dos gr*ficos de exatidão anteriormente apresentados# a Figura acima fornece o
erro do <ngulo de fase em função do m8ltiplo da corrente nominal de alguns transformadores de um certo
fa'ricante ,o mesmo modo# a Figura a'aixo fornece tam'ém o erro de relação percentual# 'em como o fator
de correção de relação em função do m8ltiplo da corrente nominal dos transformadores de corrente )*
mencionados
0través da construção do diagrama fasorial de um transformador de corrente# pode-se visuali%ar os principais
par<metros elétricos envolvidos na sua construção
Com 'ase no gr*fico fasorial )* visto# as vari*veis são assim recon-ecidas"
Ic &corrente de excitação>
c- fluxo magneti%ante
b - <ngulo de fase>
Cs- tensão no secund*rio de TC>
1s - corrente do secund*rio>
R. X I. - !ueda de tensão resistiva do secund*rio
X. X Is & !ueda de tensão reativa de dispersão do secund*rio
Es & força eletromotri% do enrrolamento secund*rio
=p &corrente circulante no prim*rio
=f &corrente de perdas /-micas no ferro
0 representação do circuito e!uivalente de um transformador de corrente de ser conforme a Figura a'aixo 0
!ueda de tensão prim*ria no diagrama fasorial foi omitida devido aos valores de Rp e Xp serem muito
pe!uenos# não influenciando# praticamente# em nada as medidas efetuadas Pode-se# tam'ém# perce'er no
diagrama o <ngulo de fase b formado pela corrente secund*ria tomada no seu inverso e a corrente prim*ria
Ip-
0inda com relação aos paralelogramos de exatidão# é 'om frisar !ue a classe exatidão corresponde ao valor do
erro de relação percentual tomado para 322Z corrente nominal# conforme se o'serva nos gr*ficos das Figuras
dos paralelogramos Correntes inferiores# não menores do !ue 32Z de In , o erro de relação é maior do o valor
dado para a classe de exatidão correspondente# porém# o transformador de corrente continua normalmente
en!uadrado dentro de sua classe de exatidão
TRANSFORMADORES DE CORRENTE DESTINADOS A PROTEÇAO
(s transformadores de corrente destinados à proteção de sistemas elétricos são e!uipamentos capa%es de
transformar elevadas correntes de so'recarga ou de curto-circuito em pe!uenas correntes# propiciando a
operação dos relés sem !ue estes este)am em ligação direta com o circuito prim*rio da instalação# oferecendo
garantia de segurança aos operadores# facilitando a manutenção dos seus componentes e# por fim# tornando-se
uni aparel-o extremamente econ/mico# )* !ue envolve redu%ido emprego de matérias-primas
0o contr*rio dos transformadores de corrente para medição# os TC.s para serviço de proteção não devem
saturar para correntes de elevado valor# tais como as !ue se desenvolvem durante a ocorrência de um defeito
no sistema Caso contrario# os sinais de corrente rece'idos pelos relés estariam mascarados# permitindo# desta
forma# uma operação inconse!Vente do sistema elétrico 0ssim# os transformadores de corrente para serviço
de proteção apresentam um n&vel de saturação elevado# igual a 12 ve%es a corrente nominal# conforme se pode
mostrar na curva da Figura a'aixo# como exemplo genérico
Pode-se perfeitamente concluir !ue )amais se deve utili%ar transformadores de proteção em serviço de
medição e vice-versa 0lém disso# deve-se levar em conta a classe de exatidão em !ue estão en!uadrados os
TC.s para serviço de proteção !ue# segundo a +L$ AK4A5K3# po%#/ 1#! %# 5 ou 1D
,i%-se !ue um TC tem classe de exatidão 32# por exemplo# !uando o erro de relação percentual# durante as
medidas efetuadas# desde a sua corrente nominal secund*ria até 12 ve%es o valor da referida corrente# é de
32Z ;ste erro de relação percentual pode ser o'tido através da e!uação"
322 × =
Ie
Ic
Ep
# onde =s é a corrente
secund*ria em seu valor efica%> e =e é a corrente de excitação correspondente# em seu valor efica%
0inda segundo a +L$ AK4A# o erro de relação do TC deve ser limitado ao de corrente secund*ria desde 3 a 12
ve%es a corrente nominal e a !ual!uer N igual ou inferior à nominal
,eve-se alertar para o fato de !ue os transformadores de corrente com mais ma derivação no enrrolamento
secund*rio têm a sua classe de exatidão relacionado com a sua operação na posição !ue leva o maior n8mero
de espiras
0lém da classe de exatidão# os transformadores de corrente para serviço proteção são caracteri%ados pela sua
classe# relativamente à imped<ncia do seu lamento secund*rio# ou se)a"
•*la11# são a!ueles cu)o enrolamento secund*rio apresenta reat<ncia !ue ser despre%ada +esta classe#
estão en!uadrados os TC.s com n8cleo toroidal ou simplesmente TC.s de 'uc-a>
• *la11# A são a!ueles cu)o enrolamento secund*rio apresenta uma reat<ncia !ue pode ser despre%ada
+esta classe# estão en!uadrados todos os TC.s !ue NÃO se en!uadram na classe L
(s transformadores de corrente# como estão em série com o sistema# ficam su)eitos às mesmas solicitaç:es de
so'recorrente sentidas por este# como# por exemplo a corrente resultante de um defeito trif*sico
7 importante frisar !ue não -* nen-uma assimetria na corrente de defeito a falta ocorre exatamente no
momento em !ue a corrente !ue flui no sistema passando pelo seu %ero natural e em atraso da tensão de D22
Huanto mais Uimo ocorrer o instante do defeito do momento em !ue se dar* o valor de crista da ao# menor
ser* o componente cont&nuo e# conse!Ventemente# a corrente inicial de curto-circuito
Ma'e-se !ue o componente cont&nuo diminui exponencialmente com a constante de tempo do sistema elétrico#
Ct, en!uanto !ue o componente alternado da corrente de curto-circuito permanece inalterado até o instante do
desligamento da c-ave de proteção# considerando !ue o defeito ten-a ocorrido distante dos terminais da fonte
de geração ( valor da corrente de curto-circuito em !ual!uer momento pode ser dada pela e!uação "
( )






× × =
− − ×

θ ω θ t
Ct
,
e Icf Icc
cos cos
1
onde
1
cc(t) - valor instant<neo da corrente de curto-circuito# num determinado instante T
Icf & valor efica% simétrico da corrente de curto-circuito>
, & tempo durante o !ual ocorreu o defeito até o desligamento do circuito>
Ct - constante de tempo do sistema !ue é proporcional à relação X'R, sendo R e E contados desde a fonte até
o ponto de defeito# em segundos>
d - <ngulo elétrico de defasagem entre V/a8 e o instante T 6 2
( primeiro termo da e!uação acima representa o valor do componente cont&nuo !ue decresce com o valor
crescente do tempo , de desligamento Tam'ém# !uanto maior for o Ct# maior ser* a duração do componente
continuo# isto é# !uanto mais reativo for o sistema# maior ser* a duração do componente cont&nuo ( segundo
termo da e!uação# representa o valor simétrico da corrente alternada da corrente de curto-circuito

TC #/ alta t#$16o
Exemplo de aplicação de TC´s em proteção de transformadores