You are on page 1of 2

Municipalismo Libertário de Murray Bookchin discute como o espaço cívico (bairro, cidade

)
pode ser o berço em que o homem se civiliza, politiza, transformando a “massa” em corpo
político deliberativo, racional e ético. Para o autor, “o municipalismo libertário pode ser o
último reduto de um socialismo orientado para instituições populares descentralizadas”. O
município seria, portanto, o ponto de partida para a constituição de organismos em que a
democracia direta seja prática permanente. O livro toca ainda em questões como a autogestão
e sua viabilidade nas fábricas (ou no âmbito especificamente econômico) e, principalmente, a
partir das comunidades, tornando-a ao mesmo tempo econômica e política. Sem dúvida, é
uma discussão libertária com uma perspectiva muito atual e contemporânea, além de ser de
grande relevância.
Estado nação/ Revolução industrial dão espaço para a economia adquirir destaque sobre a
comunidade isso ocorre tanto nos viés como também nas diversas formas de socialismos
libertários e autoritários do século XIX, isso caracterizou a mudança do polo ético para o
econômico dando competência para a junção das características burguesas as diferentes
praticas socialistas existentes.
Desvirtue da politica idade (gestão da cidade) em sentido de governo/Estado e também da
cidade (corpo politico dos cidadãos) em Urbe (urbanização, conjunto de edifícios, praças, fatos
físicos da cidade). “A urbe devora a cidade”
Autogestão sobre o âmbito ético, politico e econômico é o que torna a viabilização e
transformação do passivo em ativo. É transformar o espaço cívico em um local onde de fato
seja possível se civilizar/politizar o homem e assim transformar a “massa” em corpo politico
deliberativo, racional e ético, pois é a politica a principal atuante na formação da ética e do
caráter.
Contradição na expressão democracia representativa já que a forma democrática de atuação
propõe atuação e soberania sobre a gestão politica/governo/Estado e deliberar essa função a
outrem é abrir mão da sua maior garantia de superioridade frente ao estado, apenas a
superioridade das assembleias será algo de grande valia para descentralização da
administração da sociedade.
“Comunalismo a dimensão democrática do anarquismo”
Sociedade existindo no e pelo individuo, ambos estereotipados como processo criativo
autogerador e de desenvolvimento continuo.
Diferença entre liberdade e autonomia; liberdade trata-se de algo conquistado pelo e par ao
coletivo, autônima de algo em individual.
Definição de democracia: “Gestão direta da sociedade em assembleia face-a-face na qual a
politica é formulada pelos cidadãos residentes e a administração é executada por conselhos
delegados e mandatários”
Democracia como modelo de dominação ao estabelecer a vontade da maioria sobre uma
minoria, ainda que seja a “minoria de um”, pratica essa que (mascara) o exercício de domínio
sobre as massas ao atribuir a essa atuação o conceito de consenso que gera através da
deliberação do voto de uma maioria de contratos individuais a deliberação de uma decisão
coletiva voltada para o próprio coletivo. A dominação se faz atuante na medida em que os
presentes obtém apenas a decisão de concordar ou se abster dessa decisão, essa pratica
facilita a possibilidade de uma pratica de manipulação e autoritarismo para que no final seja
prevalecida a decisão consensual, além também de eliminar a figura do dissenso, proposito
importante para a característica democrática.
“Comuna das comunas”
Local onde claramente seja possível articular institucionalmente e ideologicamente, meio pelo
qual o antiautoritarismo possa se desenvolver em um programa e uma pratica para tentativa
de mudar o todo e não apenas as psiques, característica essa que mudara também a nova
esfera do publico frente ao Estado e o capitalismo. -> Municipalismo Libertário: Politica de
transformar a pratica que agora se caracteriza não mais pela forma de contabilidade social
para as condições existentes, mas sim um processo de transformação das condições atuais.