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Agrupamento de Escolas de Anadia

Núcleo de Estágio de Educação Física

2013/ 2014

[UNIDADE DIDÁTICA DE TAG-RUGBY]
Turma_9ºB
Núcleo de Estágio de Ed. Física [ESCOLA SECUNDÁRIA DE ANADIA]
2013/2014
UD TAG-RUGBY | 9º B 2



ÍNDICE

INTRODUÇÃO .......................................................................................................................................................... 3
O TAG – RUGBY ....................................................................................................................................................... 4
1. POPULAÇÃO ALVO ............................................................................................................................................. 9
1.1 CARATERIZAÇÃO ................................................................................................................................................ 9
2. RECURSOS ....................................................................................................................................................... .10
2.1 RECURSOS MATERIAIS………………………………………………………………………………………………………………………………..10
2.2 RECURSOS ESPACIAIS………………………………………………………………………………………………………………………………….11
2.3 RECURSOS TEMPORAIS……………………………………………………………………………………………………………………………….11
3. PRINCÍPIOS DE JOGO ........................................................................................................................................ 11
4. OBJETIVOS........................................................................................................................................................ 13
4.1 SELEÇÃO DE OBJETIVOS………………………………………………………………………………………………………………………………14
4.2 METAS………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..16
5. EXTENSÃO DE CONTEÚDOS…………………………………………………………………………………………………………………………..17
5.1 PLANEAMENTO DIDÁTICO…………….……………………………………………………………………………………………………………18
6. AVALIAÇÃO ...................................................................................................................................................... 20
6.1 AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA……………………………………………………………………………………………………………….…………20
6.2 AVALIAÇÃO FORMATIVA………………………………………………………………………………………………………………….…………23
6.3 AVALIAÇÃO SUMATIVA……………………………………………………………………………………………………………………………….24
7. ESTRATÉGIAS DE ABORDAGEM ....................................................................................................................... 28
BIBLIOGRAFIA ........................................................................................................................................................ 31

Anexos

A) HISTÓRIA
B) REGULAMENTO
C) HABILIDADES MOTORAS
D) EXERCÍCIOS E JOGOS
E) RELATÓRIO DA UD

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INTRODUÇÃO

O rugby, através das suas características singulares, permite que sejam
vivenciadas pelos alunos um vasto leque de aprendizagens motoras, promovendo a
interação e a integração dos alunos. O rugby na escola permite a convivência ativa
de raparigas e rapazes, de todos os tipos “morfológicos”, dando oportunidades de
êxito a qualquer criança. Favorece a inclusão e a aceitação da diferença, todos são
necessários, todos são importantes, independentemente das características físicas,
culturais ou do género. Daí se considerar esta modalidade como 100% coletiva.
O rugby desenvolve ainda, valores essenciais como:
 Humildade e o espírito de sacrifício;
 Responsabilidade, coragem e criatividade;
 Espírito de equipa e entreajuda;
 Disciplina e o respeito.
Quando os alunos iniciam o seu processo de aprendizagem do jogo, devem
desde o início compreender a “Logica do Jogo”. O professor deverá colocar os
alunos em situação de jogo frequentes, questioná-los, introduzir conceitos táticos e
intervir com feedbacks precisos, corrigindo e motivando sistematicamente.
Para tal, é fundamental que os alunos conheçam as formas e os princípios do
jogo de rugby. A presente Unidade Didática pretende abordar o ensino da
modalidade através dos seus princípios.







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O TAG – RUGBY

O sucesso e mediatização da Seleção Nacional de Rugby (“Os Lobos”)
permitiram o surgimento de um grande projeto de introdução da modalidade nas
escolas: o Tag-Rugby.
O protocolo entre a Federação Portuguesa de Rugby e o Gabinete
Coordenador do Desporto Escolar permitiu a iniciação de mais de 25 000 jovens à
prática do Rugby, no âmbito do Desporto Escolar. Este projeto permitiu, a promoção
da modalidade no meio escolar, contribuindo para o desenvolvimento do Rugby, do
desporto e do bem-estar.
O Tag-Rugby é um jogo de iniciação ao Rugby, fácil de jogar, divertido e
seguro. Pode ser praticado por equipas mistas, mesmo em espaços reduzidos e
com pisos duros como os que habitualmente existem nas nossas escolas. No Tag-
Rugby estão presentes as ações fundamentais do jogo de Rugby como a corrida
com bola, a finta, o passe e o ensaio.
Por razões de segurança e de progressão na aprendizagem do jogo de
Rugby, o gesto técnico da placagem é substituído pelo “tag”, ação de retirar a fita ao
portador da bola.





Objetivo do jogo
O objetivo do jogo é marcar ensaio, ou seja, ultrapassar a linha de ensaio
adversária com a bola nas mãos. Para marcar ensaio basta passar essa linha, não
sendo necessário, no caso do Tag-Rugby, tocar com a bola no solo. O ensaio vale
um ponto.
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Número de jogadores
O Tag-Rugby pode ser jogado por equipas de 5 a 7 jogadores. O Número de
jogadores por equipa pode variar de acordo com o espaço e material disponível ou
de acordo com o número total de alunos da turma. Em competição deverá existir
sempre no mínimo 2 rapazes e 2 raparigas.
Espaço de jogo
O terreno de jogo aconselhável é uma área retangular, com 20 metros de
largura e 40 metros de comprimento (campo de Andebol/ Futsal). Este espaço pode
ser alterado, sendo que numa fase inicial a principal variável a aumentar é a largura,
o que cria maiores condições de êxito para o ataque. Independentemente do número
de jogadores em cada equipa, deve tentar manter-se uma proporção de 4-5 metros
de largura por cada jogador.










O sucesso no ataque é importante para que os alunos compreendam o
objetivo do jogo de forma clara. O jogo simplificado para desenvolver as técnicas
de evasão deve ser conduzido para que o ataque atue preferencialmente em
vantagem em relação à defesa. Ao condicionarmos as regras, permitimos que o
professor conduza o jogo no sentido do objetivo específico traçado para a aula.

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REGRAS DO JOGO
Começo e recomeço de jogo
O jogo começa no centro do terreno com um
pontapé livre. Quando há um ensaio, o jogo recomeça
novamente no centro do terreno, com um pontapé livre
efetuado pela equipa que sofreu ensaio.
Nas seguintes situações a equipa adversária tem
que recuar no terreno, até ficar colocada a 5 metros de
distância:
 Quando um jogador joga intencionalmente a bola
com o pé;
 Quando há um passe para a frente (o jogo pára, a
posse de bola troca e o jogo recomeça desta
forma);
 Quando há uma falta/penalidade;
 Quando o jogador que tem a bola sai pela linha lateral;
 Quando a bola sai pela linha lateral.
Os defensores só podem avançar depois do portador da bola executar o
pontapé livre.

FORMAS DE JOGAR
Atacantes
No ataque o portador da bola deve avançar e os restantes jogadores
Devem apoiar, colocando-se sempre atrás do portador da bola.
A bola deverá ser transportada sempre nas duas mãos, para que possa ser
passada a qualquer momento.
A principal característica do rugby e do “Tag-Rugby” é que a bola só pode
ser passada para o lado ou para trás.
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O portador da bola deve correr livremente com a bola e fintar os
adversários mas poderá passar a bola caso não tenha espaço livre à sua frente,
ou se um seu companheiro de equipa se encontrar em melhor posição para
avançar e marcar ensaio.
O portador da bola não pode empurrar os adversários, nem pode impedir
que estes lhe retirem a(s) fita(s) do cinto. A partir do momento em que há um
“tag”, o portador da bola deve parar a corrida e tem aproximadamente 3 segundos
para passar a bola para um companheiro de equipa.
Defensores
Na defesa os jogadores devem avançar para reduzirem o espaço aos
adversários e devem movimentar-se para uma posição onde consigam executar o
“tag”. Para parar a progressão do portador da bola os defensores devem retirar a
fita (“tag”) do cinto do portador da bola, o que o obriga a parar e passar a bola. Em
cada “tag” o defensor tem que respeitar sempre a seguinte sequência:





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LEIS DO JOGO
Fora de jogo
O fora de jogo apenas tem lugar quando há um “tag”. Quando há um “tag”
todos os jogadores da equipa que defende devem recuar até estarem colocados
atrás do defensor que tem a fita (tag) na mão.
Se um jogador está fora-de-jogo e intercepta, impede, ou atrasa o passe, é
marcada falta à equipa que defende. Neste caso o jogo recomeça com um
pontapé livre no ponto onde o “tag” foi realizado pela última vez.






Lei da vantagem
Apesar de ter sido cometida uma infração o árbitro permite que o jogo
continue, por forma a não beneficiar a equipa infratora. Se, por exemplo, há um
passe para a frente mas a bola fica na posse de um jogador da equipa adversária,
o árbitro deve permitir que o jogo continue. Para assinalar a vantagem o árbitro
deve manter o braço estendido na direção da equipa não infratora e gritar “joga a
vantagem”. Através da aplicação da vantagem pretende-se que o jogo seja mais
dinâmico, com o menor número possível de interrupções.



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1. POPULAÇÃO ALVO

Esta Unidade Didática destina-se à turma do 9º B, do 3º Ciclo do Ensino
Básico, da Escola Secundária de Anadia.

1.1 CARATERIZAÇÃO
A turma é constituída por 23 alunos, 12 do sexo masculino e 11 do sexo
feminino.
O desempenho motor dos alunos permite caraterizar a turma como
heterogénea. Partindo da análise da avaliação diagnóstica realizada, podemos
concluir que existem dois grupos distintos:
 Um grupo de nível introdutório com dificuldades na aplicação do objetivo do
jogo, pouca progressão (avanço) no terreno, dificuldade em conseguir “Tag” ao
adversário, passe incorreto/ sem critério (eficácia), desmarcação para a frente da
bola, posicionamento incorreto (fora de jogo sistemático).
 Um grupo de nível elementar onde já se observa uma tentativa clara de avançar
no terreno para finalizar, existe pressão sobre o adversário com bola, êxito no
“Tag”, passe com critério (quando já não pode avançar mais), posicionamento
correto atrás da linha da bola.
Grupo Introdutório Grupo Elementar/ Avançado
Alícia Gomes, Ana Silva, André
Gomes, Diana Costa, Inês Silva,
Inês Rocha, Margarida Vilaverde,
M. Fernandes, Pedro Costa, Silviya
Shtereva, Vanessa Rangel.
Antero Marques, Diogo
Reverendo, Fábio Alves, Filipa
Rocha, João Ramos, M. Andrade,
M. Duarte, Nuno Maia, Tiago
Santos, Xavier Oliveira;
Tabela 1: Nível de desempenho inicial dos alunos.
Tendo em conta esta realidade, será aconselhável o ensino diferenciado, que
vá de encontro às dificuldades de cada aluno. No grupo de nível introdutório, a
situação de jogo será frequentemente abordada com recurso a “facilitadores” no
sentido de dar alguma fluidez ao jogo.
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2. RECURSOS

Nesta análise é importante conhecer os espaços e os materiais disponíveis
para a prática da modalidade. Sem este conhecimento a função do professor torna-
se inadequada uma vez que cabe ao professor criar um envolvimento propício à
aprendizagem, ao crescimento e ao desenvolvimento individual.
Devemos então:
 Conhecer o espaço físico disponível para a prática;
 As dimensões do espaço;
 Eventuais riscos, falta de segurança do espaço para a prática;
 Que tipo de material necessito para ensinar a unidade didática;
 Conhecer o estado dos materiais;
 Qual o tempo útil de cada aula.


2.1 RECURSOS MATERIAIS
O material desportivo disponível é suficiente para a lecionação das aulas, pois
permite a utilização de situações de aprendizagem facilitadas (nas progressões
pedagógicas utilizadas no ensino do jogo e dos seus princípios).

Material Número total
Bolas 6
Tags 40
Pinos (grandes) 37
Sinalizadores (pequenos) 108
Coletes (laranja, azul, verde, amarelo) 60
Tabela 2: Recursos materiais.



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2.2 RECURSOS ESPACIAIS
Para a prática da modalidade, a escola dispõe de três espaços, denominados
E1, E2 e G2 com:
 2 Campos de 20x10m; 1 campo de 40x20 m (E2);
 2 Campos de 20x20m; 1 campo de 40x20m (E1);
 1 Campo de 20x15m (G2);
Será utilizado preferencialmente o espaço E2 e E1. O espaço G2 será
utilizado apenas em função das condições meteorológicas.

2.3 RECURSOS TEMPORAIS
A Unidade Didática de Tag-Rugby é constituída por 6 aulas (17 a 26 de
fevereiro).

3. PRINCÍPIOS DE J OGO

Existem quatro princípios básicos no jogo de rugby, que devem ser abordados
progressivamente. O ensino destes princípios é um fator determinante para a
compreensão tática e técnica dos jogadores.

1. AVANÇAR
A progressão com bola é a forma mais básica e eficaz de progredir no
terreno. Para desenvolver este princípio devem ser ensinadas as técnicas de:
evasão, ação de correr com a bola, fintar, 1x1, hand-off, finta de passe.



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2. APOIO
Este princípio consiste no apoio ao portador da bola, assegurando linhas de
passe que permitem a continuidade de jogo, são exemplos de apoio, correr atrás do
portador da bola, comunicar com o portador da bola, passe e receção, linhas de
corrida e par de mãos.
Apoio no eixo Apoio interior e exterior Apoio em Losango
(2 jogadores) (3 jogadores) (4 jogadores)





3. CONTINUIDADE
Este princípio é caracterizado pela manutenção da posse de bola, através das
seguintes técnicas: passe e receção em corrida (“entrar” no passe); passe antes,
durante e depois do contacto; posição do corpo no contacto; libertação da bola; Maul
e Ruck.

4. PRESSÃO
Aplicar de forma continuada e consistente as ações definidas para os três
princípios anteriores, criando dificuldades aos adversários.




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ENSINO DO JOGO
Através do jogo condicionado, deve-se introduzir progressivamente os 4
princípios de jogo.

PRINCÍPIO ATAQUE DEFESA
AVANÇAR
Correr com a bola nas mãos
Mudar de direção
Fintar
Finta de Passe
Subir em defesa
Marcar o adversário direto
Retirar a fita
APOIAR
Correr atrás do portador da bola (eixo)
Colocar-se atrás do portador da bola
Comunicar com o portador da bola
Passar e receber em corrida
Manter a linha defensiva
Apoiar a ação defensiva
Colocar-se atrás da linha de fora de jogo
CONTINUIDADE
Recolocar-se atrás do portador da bola
Criar situações de superioridade numérica (2x1)
Passar antes, durante e depois do TAG
Manter o sentido de jogo
Manter a linha defensiva de forma continuada
Recolocar-se atrás da linha de fora de jogo
Ganhar terreno coletivamente
Utilizar a defesa individual, por canais e deslizante
PRESSÃO
Aplicar de forma continuada e consistente as ações definidas para os 3 princípios de jogo, criando
dificuldades aos adversários.
Tabela 3: Abordagem segundo os princípios de jogo.


4. OBJ ETIVOS
Todo o processo de ensino-aprendizagem se move numa direção e é
controlado pelos resultados que se espera que o aluno obtenha. Desta forma, as
ações do professor e as experiências em que o aluno se envolve são justificadas em
função de um resultado (mais ou menos próximo, mais preciso ou mais geral).
Este projeto, pretende ser um instrumento funcional entre os princípios que
estão estabelecidos no Programa Nacional de Educação Física do 3º CEB e as
indicações metodológicas do “Programa Tag-Rugby na Escola” (Federação
Portuguesa de Rugby e Gabinete Coordenador do Desporto Escolar).



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4.1 SELEÇÃO DE OBJ ETIVOS
DOMÍNIO “SABER FAZER”

O aluno, em situação de jogo 5 x 5 a 7 x 7:
Na posse da bola (Ataque):
1. Avança no terreno, quando dispõe de espaço sem oposição, e procura
finalizar se tem condições favoráveis para o fazer.
2. Utiliza técnicas de evasão - mudanças de direção, troca de pés e fintas ou
repulsão (“hand-off”) - para ultrapassar o adversário mais próximo (1x1).
3. Passa oportunamente a um companheiro em melhor posição (que disponha
de espaço, sem oposição, para avançar), quando não tem condições para
avançar no terreno.
4. Procura manter a posse da bola e virar-se para o seu terreno, se não dispõe
de espaço nem consegue vencer a oposição direta.
5. Procura libertar a bola, controladamente e no melhor local para a sua equipa,
quando sofre “tag”.
Quando não tem bola (Ataque):
1. Apoia o portador pelo lado melhor (menor densidade defensiva) ou abre a
segunda linha de passe (lado desguarnecido), colocando-se atrás da bola e a
uma distância que permita o passe ou progressão do companheiro.
2. Aproxima-se do portador da bola, quando este sofre “tag”, procurando
assegurar a manutenção da posse da bola da sua equipa.
3. Recoloca-se constantemente em jogo, quando em fora de jogo ou à frente da
bola.
4. Comunica com os companheiros para organizar as ações.
Quando da equipa que não tem bola (Defesa):
1. Pressiona o jogador com bola, quando se encontra próximo deste, avançando
no terreno; retira-lhe o “tag”, lutando pela posse da bola (tentando virá-lo para o seu
terreno - linha de meta).
2. Coloca-se próximo da linha da bola, em condições de pressionar os
adversários em apoio, procurando intercetar o passe, quando não se encontra
em oposição direta ao portador da bola.
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3. Procura colocar-se constantemente em jogo quando em posição de fora de
jogo ou à frente da linha da bola.
4. Fala com os companheiros, colaborando na organização defensiva.

- Realiza com oportunidade e correção global, em jogo e em exercícios critério, as
ações: a) passe direto (parado e em corrida), b) passe cruzado, c) passe com
contacto, d) receção, e) mudança de direção, f) fintas e l) ensaio.

DOMÍNIO DO “SABER”

O aluno:
1. Conhece o objetivo do jogo, a função e o modo de execução das ações
técnico-táticas e as leis do jogo: a) forma de jogar (com limitações do jogo ao
pé), b) vantagem, c) pontapé de saída, d) pontapé de início/ recomeço, e)
ensaio, g) “tag”, h) área de validação ou meta, i) toque ou passe para diante,
j) bola fora, l) fora de jogo.

DOMÍNIO “SABER SER”

O aluno:
1. Coopera com os companheiros, quer nos exercícios quer no jogo,
procurando escolher as ações favoráveis ao êxito pessoal e do grupo,
admitindo as indicações que lhe dirigem e aceitando as opções e falhas
dos companheiros.
2. Aceita as decisões da arbitragem, trata os colegas e adversários com igual
cordialidade e respeito, evitando ações que, infringindo o espírito ou letra
das leis do jogo, ponham em risco a sua integridade física, mesmo que
isso implique desvantagem no jogo.



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4.2 METAS A ATINGIR
Partindo dos objetivos definidos e, de acordo com os recursos existentes
selecionam-se de seguida as metas a privilegiar na lecionação da presente Unidade
Didática.
Ataque Defesa
Ações Técnico-táticas
Com bola:
Avançar no terreno
Mudanças de direção
Tomada de decisão 1x1
Finalização (ensaio)
Sem bola:
Apoio ao portador da bola
Manutenção da posse de bola
Recolocação em jogo
Comunicação
Pressão ao jogador com bola
(retirar o “tag”, recuperar a bola)

Recolocação em jogo

Comunicação

Abordagem


Situação 1x0, 1x1, 2x1; 3x1; 3x1+1; 3x2;
Jogo 4x4; 5x5; 6x6; 7x7
Princípios AVANÇAR / APOIAR / CONTINUIDADE
Tabela 4: Seleção de metas a atingir.

O ensino da modalidade irá privilegiar a estrutura descrita na tabela 5, com
situação de jogo presente em todas as aulas.
PRINCÍPIO CONTEÚDO SITUAÇÃO

AVANÇAR
Manipulação de bola
Corrida e ensaio
Quadrado de “Auckland”
Finta
1x0
1x0
3+3+3+3
1x1
APOIAR
Avançar com apoio
Avançar- Fixar- Passar
2x1; 3x1+1
3x2
CONTINUIDADE
Avanços e apoios sucessivos
(cruzamento e dobra)
2x1; 3x1+1
Situação de jogo (4x4, 5x5, 6x6, 7x7)
Tabela 5: Abordagem didática da modalidade.

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5. EXTENSÃO DE CONTEÚDOS
Partindo dos resultados e metas a atingir (tabela 4), é possível estabelecer os
conteúdos a privilegiar no decorrer da abordagem da UD.

Conteúdos 1 2 3 4 5 6
Jogo reduzido 5x5 (Avaliação diagnóstica)
DEFESA: Colocação no terreno, pressão ao portador de bola;
“tag”/ recuperação de bola.
ATAQUE: avanço no tereno, apoio ao portador da bola,
colocação em jogo, finalização;
AÇÕES TÉCNICAS: Passe/ receção, finta, mudança de direção.
AD
AVANÇAR (1x0, 3+3+3+3, 1x1):
Manipulação de bola; Corrida e ensaio; Quadrado de “Auckland”,
Finta.
SITUAÇÃO DE JOGO 4X4.

I/
E
E E C ASP
APOIO (2x1; 3x1+1, 3x2):
Avançar com apoio; Avançar- Fixar- Passar.
SITUAÇÃO DE JOGO 5X5.
I E ASP
CONTINUIDADE (2X1, 3X1+1)
Avanços e apoios sucessivos (cruzamento e dobra).
SITUAÇÃO DE JOGO 6X6 / 7X7
I ASP
Tipos/Funções de Avaliação AD AFI AFI AFI AFI ASP

Legenda:

Tabela 6: Extensão de conteúdos.





I – Introdução E_ Exercitação C_ Consolidação
AFI_ Avaliação Formativa Informal AFF_Avaliação Formativa Formal
ASP_Avaliação Sumativa (prática) AD_Avaliação Diagnóstica
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5.1 PLANEAMENTO DIDÁTICO
Aula Conteúdos F. Didática Objetivo(s) Especifico(s) Organização/ Estratégias
1
(17-fev)
DEFESA: Colocação no terreno, pressão ao
portador de bola; “tag”/ recuperação de bola.
ATAQUE: avanço no terreno, apoio ao
portador da bola, colocação em jogo,
finalização;
AÇÕES TÉCNICAS: Pontapé livre (toque com
o pé), Passe/ receção, finta, mudança de
direção.
Avaliação
Diagnóstica
 O aluno, em situação de jogo reduzido 5X5, coopera com os companheiros,
realizando as ações técnico-táticas:
Na DEFESA, pressiona o jogador com bola impedindo a sua progressão através de
“tag”/ recuperação de bola, procurando colocar-se constantemente em jogo.
No ATAQUE, com bola, avança no terreno de forma objetiva através de técnicas de
evasão para ultrapassar a oposição ou evitar o tag ou passa correta e
oportunamente (antes ou depois de haver tag) a um companheiro em melhor
posição.
Sem bola, apoia o portador da bola, criando opções de passe e comunica com os
companheiros de equipa para organizar as ações.
 Utiliza com oportunidade e correção as AÇÕES TÉCNICAS: Pontapé livre
(toque com o pé, passe/ receção, finta, mudança de direção.
 Jogo “Rabo da Raposa”
 Jogo Reduzido 5x5
(2 jogos. Campos de 20x20m
– privilegiar a largura);
2-3
(19-fev)
AVANÇAR:
ATAQUE:
- Avançar no terreno
- Mudanças de direção
- Finta
- Finalização (ensaio)
DEFESA:
- Subir em defesa
- Marcar o adversário direto
- Retirar a fita
SITUAÇÃO DE JOGO 4x4.
Exercitação
 O aluno, em situação de posse de bola, avança no terreno quando dispõe
de espaço sem oposição, procurando finalizar se tem condições favoráveis
para o fazer; Utiliza técnicas de evasão - mudanças de direção, troca de
pés e fintas ou repulsão (“hands-off”) - para ultrapassar o adversário mais
próximo (1x1).
 O aluno, em situação defensiva, sobe em defesa, pressionando o jogador
com bola para impedir a sua progressão através de “tag”/ recuperação de
bola, procurando colocar-se constantemente em jogo.
 Jogo “Apanhada com
bola”;
 Manipulação de bola;
corrida e ensaio (1x0);
 Quadrado de
“Auckland”;
 Finta (1x1, defesa
passivo/ ativo);
 Jogo 4x4
4
(24-fev)
APOIO
ATAQUE:
Correr atrás do portador da bola (eixo)
Colocar-se atrás do portador da bola
Comunicar com o portador da bola
Passar e receber em corrida
DEFESA:
Manter a linha defensiva
Apoiar a ação defensiva
Colocar-se atrás da linha de fora de jogo

SITUAÇÃO DE JOGO 5X5/ 6x6.
Introdução
 O aluno, em situação ofensiva:
- Apoia o portador pelo lado melhor, colocando-se atrás da bola e a uma
distância que permita o passe ou progressão do companheiro;
- Aproxima-se do portador da bola, quando este sofre “tag”, procurando
assegurar a manutenção da posse da bola da sua equipa;
- Recoloca-se constantemente em jogo, quando em fora de jogo ou à frente da
bola;
- Comunica com os companheiros para organizar as ações.

 O aluno, em situação defensiva:
- Mantém a linha defensiva;
- Apoia a ação defensiva;
- Coloca-se atrás da linha de fora de jogo.
 Jogo “Crocodilo”;
 Apoio ao portador da
bola (Avançar com
apoio);
 Manutenção da posse
de bola (Avançar- Fixar-
Passar);
 Tomada de decisão
1x1;
 Recolocação em jogo;
 Comunicação;
 2x1; 3x1+1; 3x2.

 Jogo 5x5/ 6x6.
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5-6
(26-fev)
CONTINUIDADE
ATAQUE:
- Recolocar-se atrás do portador da bola
- Criar situações de superioridade numérica
(2x1);
- Passar antes, durante e depois do TAG;
- Manter o sentido de jogo.
DEFESA:
- Manter a linha defensiva de forma continuada
- Recolocação em jogo
- Ganhar terreno coletivamente




JOGO 7X7




Introdução









Avaliação
Sumativa
 O aluno, em situação ofensiva:
- Recoloca-se atrás do portador da bola (após passe);
- Cria situações de superioridade numérica momentânea (2x1);
- Define o melhor momento para passar (antes, durante ou após TAG;
- Mantém o sentido do jogo.

 O aluno, em situação defensiva:
- Mantém a linha defensiva de forma continuada;
- Recoloca-se atrás da linha de fora de jogo;
- Ganha terreno coletivamente.

 O aluno, em situação de jogo 7x7, coopera com os companheiros, realizando as
ações técnico-táticas:
- Na DEFESA, pressiona o jogador com bola impedindo a sua progressão através de
“tag”/ recuperação de bola, apoiando a ação defensiva e procurando colocar-se
constantemente em jogo.
- No ATAQUE, com bola, avança no terreno de forma objetiva através de técnicas
de evasão para ultrapassar a oposição ou evitar o tag ou passa correta e
oportunamente (antes ou depois de haver tag) a um companheiro em melhor
posição.
- Sem bola, apoia o portador da bola, criando opções de passe e comunica com os
companheiros de equipa para organizar as ações.
Utiliza com oportunidade e correção as AÇÕES TÉCNICAS: Pontapé livre (toque
com o pé, passe/ receção, finta, mudança de direção.
 Jogo “Nome e passe”;
 Avanços e apoios
sucessivos (cruzamento
e dobra) (2x1; 3x1+1);








 Jogo 7x7.
Tabela 7: Planeamento didático.
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6. AVALIAÇÃO
A avaliação deve ser vista como um elemento integrante e regulador da prática
educativa, permitindo uma recolha sistemática de informações que, uma vez
analisadas, apoiam a tomada de decisões adequadas à promoção da qualidade das
aprendizagens. Resulta de uma análise de todos os dados recolhidos ao longo da
Unidade Didática, num processo de avaliação contínua. A avaliação é, ainda, um
elemento informativo para o professor, permitindo-lhes ajustar a sua atividade às
necessidades dos alunos, contribuindo assim para a evolução das aprendizagens
dos mesmos.
A avaliação da presente UD será operacionalizada, de acordo com os
seguintes procedimentos, momentos e instrumentos:
Função Momento Procedimentos Instrumentos
Diagnóstica
Aula 1 da UD
(17 fev.)
Observação direta Lista de verificação
Formativa
Informal
(durante a UD)
Observação diária Lista de verificação
Formal
Não se justifica devido ao número reduzido
de aulas da UD (6)
Sumativa Aula 6 Observação direta Lista de verificação
Tabela 8: Operacionalização da avaliação.

6.1 AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA
A avaliação diagnóstica assume um papel orientador, para professor e alunos,
permite a deteção de situações-problema dos alunos, estabelecer o nível de
necessidades iniciais destes, no início de novas aprendizagens, por forma a auxiliar
o planeamento das atividades por parte do professor.
No caso da avaliação das aprendizagens, a sua função essencial é verificar se
o aluno possui certas aprendizagens anteriores - pré-requisitos - que servem de
base à unidade que se vai iniciar, considerando-se que estes são indispensáveis à
aquisição de novas aprendizagens.
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O Decreto-Lei nº 139/2012 de 5 de julho verte no art.º 25 2) que “a avaliação
diagnóstica visa facilitar a integração escolar do aluno, apoiando a orientação
escolar e vocacional e o reajustamento de estratégias de ensino”.
Deste modo, podem-se agrupar os alunos de acordo com a sua proficiência,
definir estratégias educativas no processo ensino-aprendizagem e desenvolver
ações de remediação ou recuperação de matérias.
Através da avaliação inicial, realizada no início da unidade didática, o professor
diagnostica o que os alunos sabem nesse momento e prognostica os objetivos para
o ano letivo. Identifica as aptidões e dificuldades dos alunos e, a partir destas e do
programa, define os conteúdos prioritários e o seu grau de exigência. Esta avaliação
inicial permite, ainda, identificar e homogeneizar grupos dentro da turma e
determinar estratégias a desenvolver com a mesma.
Tendo como referência o Programa Nacional e critérios definidos em
Departamento Curricular de Educação Física, na consecução desta avaliação, o
professor deve observar todos os alunos o máximo possível de vezes, nas matérias
selecionadas, fazendo os alunos passarem por situações de aprendizagem variadas
e identificando os ritmos de aprendizagem.
A avaliação diagnóstica e inicial permite, assim, uma maior individualização do
ensino.
A operacionalização da avaliação diagnóstica será realizada com base na
autoavaliação dos alunos, complementada com a observação do professor.
Níveis de Desempenho

NÍVEL INTRODUTÓRIO
ATAQUE COM BOLA:
 Avança no terreno, quando dispõe de espaço sem
oposição;
 Utiliza técnicas de evasão para ultrapassar o adversário
mais próximo (1x1);
 Passa quando não tem condições para avançar no
terreno.
ATAQUE SEM BOLA:
 Apoia sempre o portador da bola.
DEFESA:
 Impede a progressão do adversário através do
tag.
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NÍVEL ELEMENTAR
ATAQUE COM BOLA:
 Avança no terreno de forma objetiva;
 Utiliza técnicas de evasão para ultrapassar a oposição ou
evitar o tag;
 Passa correta e oportunamente (antes ou depois de haver
tag) a um companheiro em melhor posição.
ATAQUE SEM BOLA:
 Apoia o portador da bola, criando opções de passe;
 Comunica com os companheiros de equipa para organizar as
ações.
DEFESA:
 Pressiona quando a sua equipa perde a posse de
bola, impedindo a progressão do adversário
através do tag;
 Coloca-se constantemente em jogo.






NÍVEL AVANÇADO
ATAQUE COM BOLA:
 Utiliza, adequada, oportuna e eficazmente, técnicas de
evasão variando a sua forma de jogar, de modo a iludir o
adversário;
 Passa correta e oportunamente (antes, durante ou depois
de haver tag) a um companheiro em melhor posição.
ATAQUE SEM BOLA:
 Apoia interior ou exteriormente, de acordo com o
posicionamento da defesa;
 Cria situações de superioridade numérica de modo a dar
continuidade ao jogo;
 Comunica com os companheiros de equipa para
organizar/reorganizar, em movimento, a ação coletiva e
criar incerteza na oposição.
DEFESA:
 Pressiona quando a sua equipa perde a posse de
bola, impedindo a progressão do adversário
através do tag;
 Coloca-se constantemente em jogo.
 Varia adequadamente o tipo de defesa
(individual, por canais ou deslizante), dificultando
a adaptação do opositor à defesa.

Análise dos resultados (tomada de decisão)
A partir da análise dos resultados da avaliação diagnóstica, pretende-se:
Verificar se os alunos possuem as aprendizagens anteriores (avaliação dos
pré-requisitos);
 Identificação dos níveis de desempenho dos alunos, agrupando-os de
acordo com a sua proficiência;
 Definição de estratégias educativas no processo ensino-aprendizagem;
 Desenvolver ações de remediação ou recuperação de matérias que não
foram aprendidas.


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6.2 AVALIAÇÃO FORMATIVA
A avaliação formativa assume-se como a componente fundamental do ensino
básico.
O conceito de avaliação formativa foi introduzido por Scriven (1967) como a
possibilidade de “ajustes sucessivos” no processo de ensino-aprendizagem.
Esta prática constitui um elemento determinante no desenvolvimento desta
unidade didática.
“A avaliação formativa permite a adaptação da ação pedagógica do professor
em função das necessidades do aluno” Bloom (1971)
No Decreto-Lei 139/12 de 5 de julho, verte o Art.º 24º, 3 – "A avaliação
formativa assume caráter contínuo e sistemático, recorre a uma variedade de
instrumentos de recolha de informação adequados à diversidade da aprendizagem e
às circunstâncias em que ocorrem, permitindo ao professor, ao aluno, ao
encarregado de educação e a outras pessoas ou entidades legalmente autorizadas
obter informação sobre o desenvolvimento da aprendizagem, com vista ao
ajustamento de processos e estratégias.”
Com a informação obtida a partir da avaliação formativa pretende-se adaptar a
ação pedagógica aos progressos e dificuldades detetados na aprendizagem dos
alunos.
No decurso desta unidade didática serão utilizadas duas modalidades distintas:
- Avaliação contínua ou informal, que decorrerá ao longo de todas as aulas
como resultado da interação entre professor e alunos, também designada de
“avaliação formativa permanente”. O feedback pedagógico assume um papel de vital
importância para a orientação individualizada do processo de aprendizagem. Deste
modo, através de uma regulação de natureza interativa, proporciona-se uma
orientação individualizada ao longo de todo o processo de aprendizagem, mais
vantajosa do que uma remediação à posteriori. A identificação das dificuldades,
através da observação, e a determinação dos fatores que estão na origem das
mesmas, permitirão a adaptação das tarefas (individualização) de forma a se
proceder ao ajuste do processo às necessidades de desenvolvimento dos alunos;
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- Avaliação formativa formal ou pontual, não se justifica para esta UD dado o
número reduzido de aulas (6).
Nesta avaliação são utilizados instrumentos de registo listas de verificação.
A eficácia desta avaliação demanda alguns pressupostos:
 Seleção rigorosa dos aspetos de aprendizagem que se pretendem
observar e que se encontram previamente definidos;
 As situações de avaliação serão semelhantes às decorrentes das tarefas
realizadas durante as aulas;
 Situações de avaliação que permitam avaliar as competências em mais do
que um nível de aprendizagem;
 Os instrumentos de recolha e registo de simples anotação – económicos –
que forneçam informações importantes relativamente ao desempenho dos
alunos.

Análise dos resultados
A análise e tratamento dos resultados deste tipo de avaliação realizar-se-á
através da seguinte forma:
 Avaliação formativa continua (observação) – A observação permite dar
atenção aos comportamentos e reações verbais e não-verbais do aluno. A
interação dos alunos com o professor, outros alunos e material pedagógico,
constitui situações de auto e heteroavaliação, que permitem a reformular e
reajustar o processo de ensino aprendizagem.

6.3 AVALIAÇÃO SUMATIVA
A avaliação sumativa tem o propósito de expressar aquilo que os alunos sabem
e são capazes de fazer depois de um período de ensino-aprendizagem.
Verte o Decreto-Lei nº139/12 de 5 de julho, no Art. 24º 4- "A avaliação
sumativa traduz -se na formulação de um juízo global sobre a aprendizagem
realizada pelos alunos, tendo como objetivos a classificação e certificação.”. Ainda
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de acordo com este DL, a avaliação sumativa pode ser interna, “responsabilidade
dos professores e dos órgãos de gestão e administração dos agrupamentos de
escolas e escolas não agrupadas” ou externa “A avaliação sumativa externa, da
responsabilidade dos serviços ou entidades do Ministério da Educação e Ciência
designados para o efeito.”
A avaliação sumativa tem, assim, como finalidade, refletir todo o trabalho
realizado na unidade de ensino, tendo como referência aos objetivos previamente
estabelecidos pela consulta do programa e pela avaliação diagnóstica, e regulados
ao longo da aprendizagem pela avaliação formativa.
Esta avaliação, que tem carácter final e pontual. Ocorre no final de uma
unidade didática/ temática, consistindo numa “súmula” das informações recolhidas
sobre o desenvolvimento das aprendizagens e competências, adotando para o efeito
um carácter classificativo e certificativo.
Nesta modalidade de avaliação, é essencial a escolha criteriosa de objetivos,
de acordo com critérios, de representatividade e de importância, de modo a obter
uma visão de síntese – malha larga. Os objetivos mínimos para a progressão para o
ano imediatamente a seguir devem ser definidos tendo em conta o programa
nacional e a planificação curricular da escola.
Como supracitado, avaliação sumativa presta-se à classificação, mas não se
esgota nela, nem se deve confundir com esta. Considerando que a avaliação
sumativa pode assumir uma expressão qualitativa e quantitativa, e como
complementaridade, prevê-se que esta avaliação forneça informações que permitam
aprimorar os processos de ensino do professor em anos subsequentes. A avaliação
sumativa serve, também, para aferir o que é que o aluno reteve a longo prazo.
As classificações têm um carácter seletivo, visam a seriação dos alunos,
atribuindo-lhes uma posição numa escala de valores, cumprindo, desta forma os
procedimentos presentes nos normativos e no regulamento interno da escola. A
avaliação sumativa permite ainda fornecer dados para estudo de comparação dos
resultados (na turma, no ano de escolaridade, conhecer o estado do ensino…) –
avaliação sumativa externa – e contribuir para as informações de decisão, relativas à
promoção, ou não, de cada aluno.

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Parâmetros de avaliação

Domínio: Saber Fazer
Execução de habilidades e gestos técnicos
em situação de exercício / situação de jogo
40%
Domínio: Saber Ser
Assiduidade/ pontualidade 8%
40%
Perseverança 8%
Autonomia 8%
Sociabilidade 8%
Responsabilidade 8%
Domínio: Saber Questionamento 20%




Alunos com atestado médico
Domínio: Saber ser 40%
Domínio: Saber 60%

Classificação dos testes escritos e trabalhos
Teste ("Saber")
% Nível Qualitativo
0-19 1 Muito Insuficiente
20-49 2 Insuficiente
50-69 3 Suficiente
70-89 4 Bom
90-100 5 Muito Bom




Alunos que ao longo da UD
realizem menos de 75% das
aulas práticas dadas pelo
professor
Domínio: Saber fazer 20%
Domínio: Saber ser 60%
Domínio: Saber 20%
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Critérios de Avaliação
1
ATAQUE COM BOLA:
 Não avança no terreno de forma objetiva;
 Não utiliza técnicas de evasão para ultrapassar a oposição ou
evitar o tag;
 Passa de forma incorreta e inoportunamente (muito antes de um
“tag” ou com espaço para avançar).
ATAQUE SEM BOLA:
 Não apoia o portador da bola/ não cria opções de passe;
 Não comunica com os companheiros de equipa para organizar as
ações.
DEFESA:
 Não pressiona quando a sua
equipa perde a posse de bola/
não impede a progressão do
adversário através do tag;
 Coloca-se constantemente em
fora de jogo.



2
ATAQUE COM BOLA:
 Avança no terreno de forma pouco objetiva;
 Nem sempre utiliza técnicas de evasão para ultrapassar a
oposição ou evitar o tag;
 Passa de forma incorreta e inoportunamente (antes de um “tag”
ou com espaço para avançar).
ATAQUE SEM BOLA:
 Não apoia o portador da bola/ dificuldades em criar opções de
passe;
 Comunicação insuficiente com os companheiros de equipa para
organizar as ações.
DEFESA:
 Não pressiona quando a sua
equipa perde a posse de bola/
Dificuldades em impedir a
progressão do adversário através
do tag;
 Dificuldades em colocar-se em
jogo.



3
ATAQUE COM BOLA:
 Avança no terreno mas nem sempre de forma objetiva;
 Tentativa de utilizar técnicas de evasão para ultrapassar a
oposição ou evitar o tag;
 Passa de forma correta embora nem sempre com oportunidade
(antes de um “tag” ou com espaço para avançar).
ATAQUE SEM BOLA:
 Apoia o portador da bola/ Desmarcação pouco objetiva;
 Alguma comunicação com os companheiros de equipa para
organizar as ações.
DEFESA:
 Pressiona quando a sua equipa
perde a posse de bola/
Dificuldades em impedir a
progressão do adversário através
do tag;
 Alguma dificuldade em colocar-
se em jogo.


4
ATAQUE COM BOLA:
 Avança no terreno de forma objetiva;
 Utilizar técnicas de evasão para ultrapassar a oposição ou evitar o
tag;
 Passa de forma correta com oportunidade (quando não pode
avançar).
ATAQUE SEM BOLA:
 Apoia o portador da bola/ Desmarcação objetiva;
 Comunica eficazmente com os companheiros de equipa para
organizar as ações.
DEFESA:
 Pressiona quando a sua equipa
perde a posse de bola/ Impede a
progressão do adversário através
do tag;
 Preocupação em colocar-se em
jogo.



5
ATAQUE COM BOLA:
 Avança no terreno de forma objetiva, procurando finalizar;
 Utilizar técnicas de evasão, ultrapassando com facilidade a
oposição e evitando o tag;
 Passa de forma correta com oportunidade (quando não pode
avançar).
ATAQUE SEM BOLA:
 Apoia o portador da bola/ Cria linhas de passe eficazes;
 Comunicação sistemática com os companheiros de equipa para
organizar as ações.
DEFESA:
 Pressiona quando a sua equipa
perde a posse de bola/ Impede
com facilidade a progressão do
adversário através do tag;
 Coloca-se sempre em jogo.
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7. ESTRATÉGIAS DE ABORDAGEM
Estratégias Gerais
A realização do ensino será estruturada de acordo com os seguintes
pressupostos:
 Caracterização da turma – qual o nível de execução dos alunos, nos
conteúdos programáticos a apresentar ao longo do ano (conseguido através
da avaliação inicial), de maneira a que o ensino coincida com as reais
potencialidades e dificuldades dos alunos;
 Diferenciação pedagógica (com base na avaliação diagnóstica) - de forma a
adaptar os conteúdos às necessidades individuais.
 Seleção de objetivos- de acordo com os dados da avaliação inicial,
selecionar objetivos adequados às necessidades e ao nível de execução dos
alunos. Em alguns casos poderá ser necessário de estabelecer objetivos de
recuperação ou de desenvolvimento;

 Princípio da Variabilidade – Utilização de situações diversificadas de
ensino- jogos/ exercícios variados em cada aula, embora promovam
aprendizagens semelhantes - de forma a aumentar a motivação, quebrar a
monotonia e criar situações diferenciadas que vão desencadear novos
processos adaptativos;
 Princípio da Progressão – Iniciar o ensino abordando situações técnicas e
táticas mais simples, tornando-as cada vez mais complexas à medida que
esta decorre;
 Repetição – A exercitação é o elemento principal da aprendizagem. Sem
repetição não há aprendizagem;
 Utilização exercícios complementares simples, com o objetivo de aumentar
a quantidade de trabalho efetuado (desenvolvimento de capacidades físicas),
que não obrigam a um grande controlo por parte do professor e podem ser
executados sem ajuda.
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 Na informação inicial rever-se-ão os conteúdos abordados na aula anterior,
referindo os aspetos mais importantes e apresentar-se-ão os conteúdos da
aula e os objetivos a atingir, de forma clara e objetiva;
 Aquecimento com recurso a jogos lúdicos/ circuitos técnicos adequados ao
objetivo da aula;
 Nas fases de instrução será utilizada uma linguagem clara e acessível,
comunicando de forma audível e positiva, estabelecendo um/ dois objetivos
para cada aula;
 Nas demonstrações serão utilizados sempre que possível os alunos como
agentes de ensino, de frente para os restantes alunos ou na perpendicular de
forma a proporcionar-lhes diferentes ângulos de visão;
 Na parte final da aula a arrumação do material será feita pelos alunos
(distribuição de tarefas) com a supervisão do Professor;
 O Professor realiza o balanço final da aula, verificando a aquisição de
conteúdos, utilizando o questionamento sempre que possível (revisão de
regras, comportamentos táticos, componentes críticas de gestos técnicos) e
fazendo a transição para as próximas aulas;
 Utilizar Feedback diferenciado, prescritivo, sempre que possível
individualizado de afetividade positiva, procurando fechar os ciclos.
 Variar os estilos de ensino;
 Dimensões da intervenção pedagógica (Instrução, Gestão, Clima e
Disciplina) – o Professor deverá dominar, ou pelo menos estar consciente de
quais são as dimensões pedagógicas, assim, como as suas destrezas e
técnicas de ensino, de forma a poder intervir no processo de ensino-
aprendizagem aos mais variados níveis;
 Demonstração – Deve ser executada por um aluno que tenha um bom nível
de execução (que não deixe dúvidas acerca de como deverá ser realizado o
elemento por ele demonstrado), pelo próprio professor, ou através de meios
audiovisuais se tal se revelar necessário e apropriado;



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Estratégias Específicas

Para a abordagem da Unidade Didática de Tag-Rugby, prevêem-se as seguintes
estratégias:
 Ensino através dos princípios de jogo;
 Formação de equipas mistas e heterogéneas (utilização de “facilitadores” em
cada equipa);
 Incentivar a comunicação entre os alunos durante o jogo no sentido de
aumentar a eficácia das ações e da dinâmica coletiva;
 Estabelecer Metas/ resultados a atingir (de acordo com as diferentes fases da
evolução do ensino do jogo) – permite ter um fio condutor do que se pretende
atingir ao longo da UD. Estabelecer apenas 3 princípios de jogo: Avançar,
Apoio, Continuidade;
 Utilizar Feedback com recurso a 2-3 frases ou intervenções por aula.
Exemplos:
 No ataque: “Avançar!.”, “Correr para a frente!”, “Bola nas duas
mãos.”, “Evitar o adversário.”, “Procurar o espaço.”, “Mudança de
direção”, “Comunicação”, “Mãos alvo!”, “Ler o jogo.”, “Rotação de
tronco.”, “Receber, olhar, passar”, “Linha da bola”, “Apoio!”,
“Finaliza!”.
 Na defesa: “Comunicação!”, ”Pressão sobre a bola.”, “Lê o jogo.”,
“Atenção ao largo.”, “TAG!”
 Utilizar diferentes estilos de ensino: Tarefa (aquecimento), Ensino Recíproco
(pares), Descoberta convergente (resolução de problemas: “Depois de
receber a bola, o que devo fazer?”), Produção divergente (situação de jogo,
tomada de decisão 1x1);



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BIBLIOGRAFIA
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