You are on page 1of 62

©Instituto de Geociências

Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
Piroxênios
Os piroxênios são silicatos em cadeias (inossilicatos). Eles
possuem fórmula geral [Si
4-x
Al
x
O
12
] R
8+x
(x compreendido
entre 0 e 1) na qual R
8+x
representa 8 + x valências
saturáveis pelos cátions:
Na, Li
Ca, Fe, Mg, (Ti)
Al, Fe
3+
, etc.
Cristalizam nos sistemas ortorrômbico e monoclínico e são
caracterizados por duas clivagens m (110) fazendo entre
elas um ângulo de 87
0
. Essas clivagens são acentuadas,
mas irregulares e interrompidas.
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
Piroxênios ortorrômbicos
Série do hiperstênio [SiO
3
] (Mg, Fe)
Têm como termos extremos:
Enstatita [SiO
3
] Mg
Ferrossilita [SiO
3
] Fe
Eles contém, às vezes, um pouco de Ca em substituição ao
(Fe, Mg), principalmente nas rochas vulcânicas. O termo
essencialmente ferrífero (ferrossilita) é muito raro.
Os cortes de composição adotados para esta série são os seguintes:
Enstatita 0 – 10 % de [SiO
3
] Fe
Bronzita 10 – 30%
Hiperstênio 30 – 50%
Ferrohiperstênio 50 – 70%
Eulita 70 – 90%
Ferrossilita 90 – 100%
Destas, somente as 3 primeiras espécies de fato apresentam interesse prático.
(102)
(100)
Ng
Nm
Np
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
Piroxênios ortorrômbicos:
características em comum
Prismas mais ou menos alongados paralelamente à c.
Clivagens m (110) à 87
0
e uma clivagem suplementar g
1
(010) muito fácil.
Posição da indicatriz : Ng segundo c. Plano dos eixos óticos g
1
(010).
LN – Refringência bastante forte.
- Seções normais ao alongamento mostram as duas clivagens grosseiras m
(110), sub-ortogonais, e a clivagem g
1
(010) fina e regular.
- Seções da zona (hk0) (zona mm) mostram os dois tipos de clivagens superpostas e
paralelas.
- inclusões metálicas frequentes, dispostas ao longo das clivagens (chamadas de
inclusões de Schiller) (em inglês: schillering).
LP – Birrefringência bastante fraca, entre 0,008 e 0,016.
- Seções da zona mm (hk0) tem extinção reta e alongamento positivo em
relação aos traços paralelos das diversas clivagens.
LC – Biaxiais, 2 V grande.
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
Piroxênios ortorrômbicos:
características em comum
Ocorrência: enstatita e bronzita são constituintes bem comuns de rochas deficitárias
em sílica : gabros, rochas ultrabásicas magnesianas e serpentinitos. Se associam,
com freqüência à diálaga. Ocorrem também nos meteoritos.
O hiperstênio é encontrado em certos granitos (charnoquitos) e gabros (noritos).
Também nas rochas ultrabásicas ferrosas e certas lavas com augita (andesitos). É
ainda um mineral característico de fácies profundos de metamorfismo.
Alterações: Em serpentinas (antigorita), freqüentemente com passagem por uma
variedade intermediária, a bastita (ver serpentinas). Também podem ser
substituídos, muitas vezes de forma sintaxial, por cloritas e/ou por talco.
Confusões possíveis:
Cloritas: Refringência menos forte, sem clivagens à 87
0
, birrefringência em geral
mais fraca, 2 V pequeno.
Cloritoídes: Alongamento negativo, 2 V pequeno, macla frequente.
Piroxênios monoclínicos: jamais têm extinção reta, salvo nas seções paralelas à h
1
(100), sem clivagem g
1
(010), birrefringência mais elevada.
Andalusita: alongamento negativo.
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
Piroxênios ortorrômbicos
(102)
(100)
Ng
Nm
Np
Seção normal
ao
alongamento:
3 clivagens,
duas delas a
87
0
uma da
outra.
Seção paralela
ao alongamento
- zona (hk0) :
clivagens
paralelas entre
si. Linhas
inclinadas :
lamelas de
exsolução.
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
Enstatita
LN – Refringência média : Ng = 1,665 à 1, 677, Nm = 1,659 à 1,672, Np = 1,657 à 1,667
LP – Birrefringência fraca : Ng – Np = 0,008 e 0,009. Polariza dentro dos cinza claros à
brancos da 1ª. Ordem.
LC – Biaxial positivo, 2 V = 55 à 90
0
.
Enstatita – côndrulo
(crescimento radial em
um condrito –
meteorito rochoso)
envolto por
plagioclásio sódico e
enstatita granular.
Nos diapositivos à seguir:
enstatita em um norito
associada à labradorita.
Noritos são rochas básicas
plutônicas, de granulação
grosseira. São como os
gabros mas possuem
ortopiroxênio ao invés de
clinopiroxênio, como
mineral máfico
predominante.
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
Enstatita - LN
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
Enstatita - LP
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
Enstatita – LP + 45
0
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
Bronzita
LN – Refringência forte : Ng = 1,665 à 1, 702, Nm = 1,672 à 1,699, Np = 1,667 à 1,690
- Incolor. Apresenta por vezes inclusões metálicas alongadas em g
1
(010).
LP – Birrefringência bastante fraca : Ng – Np = 0,009 e 0,012. Polariza dentro dos
brancos da 1ª. Ordem.
LC – Biaxial negativo, 2 V = 70 à 90
0
.
Bronzita (brz),
olivina (ol) e
plagioclásio (pl)
em olivina-norito.
Bronzita e
plagioclásio têm
tintas cinza a
branco de 1ª. O.
pl
ol
brz
ol
ol
brz
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
LN – Refringência forte : Ng = 1,702 à 1, 727, Nm = 1,699 à 1,725, Np = 1,690 à 1,710
- Colorido muito fraco, com pleocroísmo variável :
Ng : verde claro à cinza esverdeado.
Nm: verde amarelado à amarelo marrom pálido.
Np: marrom avermelhado à “rosa salmão”.
- Apresenta às vezes inclusões metálicas alongadas em g
1
(010).
LP – Birrefringência média : Ng – Np = 0,012 e 0,016. Polariza dentro dos amarelos à
avermelhados da 1ª. Ordem.
LC – Biaxial negativo, 2 V = 45 à 70
0
.
Hiperstênio
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
Hiperstênio - fotomicrografias
Seção “basal”, no centro da foto, e seções prismáticas (LN e LP) em um norito. O relevo é
acentuado, em relação ao plagioclásio (macla da albita). A birrefringência varia de cinza
escuro na seção basal, a amarelo e laranja avermelhado de 1ª. O nas seções prismáticas.
LN
LP
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
Seção
prismática, sub-
automórfa,
levemente
esqueletal, de
hiperstênio em
andesito (LN).
Observar o
pleocroísmo,
uma única
direção de
clivagens e a
partição basal.
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
Mesmas seções
do slide anterior
em LP. Notar a
extinção reta
(esquerda) e as
inclusões de
plagioclásios. À
direita, na
posição de
máxima
iluminação, a
tinta alaranjada
de
birrefringência
de 1ª. Ordem.
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
Observar à
esquerda (LN) a
cor salmão de
pleocroísmo e as
inclusões em
schlieren. À
direita, o mineral
mostra tintas de
birrefringência
do final da 1ª.
Ordem, em uma
seção um pouco
espessa demais
(notar o
plagioclásio
alaranjado).
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
Oiko-crystal de
hiperstênio em
cumulato.
Embora
crescendo nos
interstícios, a
grande seção ao
lado possui uma
única orientação
cristalográfica.
LN LP
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
Gabro coronítico
Nestas seções a reação entre plagioclásio e olivina resultaram na formação de uma
“corona” ou coroa de reação de hiperstênio, em contato com a olivina, e anfibólio em
contato com o plagioclásio, em torno do mineral central (olivina).
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
Piroxênios monoclínicos
A composição química dos piroxênios monoclínicos
permite sub-dividí-los em 2 grupos:
Piroxênios cálcicos e ferro-magnesianos
Clinoenstatita [SiO
3
] Mg
Clinoferrosilita [SiO
3
] Fe
Diopsídio [SiO
3
]
2
Ca Mg
Hedembergita [SiO
3
]
2
Ca Fe
Johansenita [SiO
3
]
2
Ca Mn (raridade)
Piroxênios alcalinos
Aegerina [SiO
3
]
2
Na Fe
3+
Jadeíta [SiO
3
]
2
Na Al
Espodumênio [SiO
3
]
2
Li Al
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
Piroxênios monoclínicos - séries
As principais séries entre esses diversos pólos são as seguintes :
Série da pigeonita : [SiO
3
]
2
(Mg, Fe, Ca).
série pobre em Ca (até 12% de [SiO
3
] Ca).
Série do diopsídio : [SiO
3
]
2
Ca (Mg, Fe).
série rica em Ca. Por vezes cromífera. Salita e ferrosalita são espécies
intermediárias entre diopsídio e hedembergita.
Augitas : [(Si, Al)O
3
]
2
(Ca, Mg, Fe, Al)
série intermediária entre as duas precedentes, com presença constante de
alumina. Geralmente pouco sódicas e, por vezes titaníferas. A fassaíta é
uma variedade de augita rica em cal (CaO).
Augitas aegerínicas
termos intermediários entre augita ou diopsídio e aegerina.
Onfacita
intermediário entre augita ou diopsídio e jadeíta. Frequentemente
cromífera.
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
Augita
Pigeonita
Ortopiroxênios
Clinopiroxênios
CaSiO
3
Wollastonita
CaMgSi
2
O
6
Diopsídio
CaFeSi
2
O
6
Hedembergita
Fe
2
Si
2
O
6
Ferrosilita
Mg
2
Si
2
O
6
Enstatita
Composição dos piroxênios cálcicos e ferro-magnesianos
A presença de soluções sólidas nos piroxênios explica a frequente zonação desses minerais (principalmente da augita e aegerina-
augita), assim como dos fenômenos de exsolução, um pouco análogos às pertitas dos feldspatos.
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
Características em comum dos
piroxênios monoclínicos
Prismas muito pouco alongados segundo c, de forma geralmente atarracada,
apresentando as faces m (110), g
1
(010) e h
1
(100).
Clivagens constantes m (110) à 87
0
.
Posição da indicatriz : Nm segundo b, em conseqüência o plano dos eixos óticos : g
1
(010), salvo raras exceções. Os dois outros índices ocupam dentro de (010) uma
posição qualquer.
Macla frequente h
1
(100), por hemitropia normal.
LN – Seções normais ao alongamento de aspecto octogonal, mostram as duas
clivagens m (110) sub-ortogonais, grosseiras, irregulares, às vezes mal visíveis.
Seções paralelas à c – zona mm (hk0) – mostram um traço único das duas
clivagens.
LP – Seções da zona mm (hk0) tem extinção geralmente oblíqua em relação ao
traço das clivagens m (001) (salvo, evidentemente, a seção h
1
(100) que possui
extinção reta). O ângulo máximo de extinção destas seções é característico de cada
espécie (ângulo agudo de Ng ou Np com c, simbolizado pela expressão Ng ^ c ou Np
^ c).
- Macla h
1
(100) frequente, simples, repetida poucas vezes ou polissintética.
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
Piroxênios monoclínicos
formas e orientação
Ng
Nm
Np
(001)
87
0
Ng
Nm Np
(001)
87
0
Caso geral
Pigeonita
Neste caso, o
plano dos eixos
óticos é
perpendicular à
g
1
(010) e Np
está ao longo do
eixo b.
Entretanto, nas
pigeonitas ricas
em Ca, os eixos
óticos voltam ao
plano g
1
(caso
geral).
No caso geral, o
plano dos eixos
óticos é paralelo
à g
1
(010) e Nm
está ao longo do
eixo b. Ng e Np
ocupam uma
posição variável
no plano g
1
, que
depende da
espécie.
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
Características ...
LC – Biaxiais positivos, a não ser pela série da aegerina (biaxiais negativos).
Importante: Apenas efetuar as medidas de ângulo de extinção e sinal de alongamento
sobre as seções da zona mm (hk0) (seções só com uma direção de clivagem). É
necessário fazer as medidas sobre o maior número possível de seções e reter
apenas o ângulo máximo, que será assim considerado próximo do ângulo Ng ^ c (ou
Np ^ c) (ver ábaco adiante).
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
Piroxênios monoclínicos: ângulo de Ng
com a clivagem no plano g
1
(010)
106
0
+
-
Clinoenstatita 22
0
Espodumênio 25
0
Jadeíta 34
0
Diopsídio 38
0
Augita 43
0
Pigeonita 40
0
Hedembergita 45
0
Aegerina 94
0
c
a
(
1
0
0
)
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
LN – Refringência forte : Ng = 1,695 à 1, 756, Nm = 1,672 à 1,735, Np = 1,665 à 1,727
- O diopsídio é perfeitamente incolor. A hedembergita é mais ou menos colorida com
pleocroísmo pouco intenso :
Ng : verde escuro à verde azulado claro.
Np: verde amarelado ou azulado claro.
LP – Birrefringência forte : Ng – Np = 0,028 e 0,031. Meio da 2ª. Ordem.
- Ng ^ c = 38 à 48
0
.
- Macla h
1
(010) frequente.
LC – Biaxial positivo, 2 V = 56 à 63
0
. Dispersão forte (vermelho > violeta) (r > v).
Ocorrência : Principalmente nas rochas metamórficas mais ou menos cálcicas,
metamorfismo de contato (mármores, corneanas à piroxênios) ou regional. Mis
raramente nas rochas ultrabásicas onde o diopsídio geralmente é cromífero.
Alterações: como para a Augita.
1 – Piroxênios cálcicos e ferromagnesianos
Série do diopsídio
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
Diopsídio
Seções de diopsídio em um mármore, envolvidas por carbonatos coloridos por alizarina,
um reagente utilizado para distinguir calcita de dolomita. O piroxênio é perfeitamente
incolor em LN e apresenta birrefringência do meio da 2ª. O em LP, na seção transversal,
mostra maclas polissintéticas e é caracterizada pela típica clivagem m (110).
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
Cromo-diopsídio
O cromo-diopsídio é uma variedade importante desse mineral, proveniente do manto. É
encontrado em quimberlitos e é um dos minerais farejadores do diamante, junto à Mg-ilmenita e ao
piropo. Nesta fotografia constitui um mega-cristal em um lápili-tufo carbonatítico-melilítico.
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
Hedembergita
A hedembergita também é um piroxênio cálcico, porém rico em Fe. Assim, em LN
mostra pleocroísmo. Aqui aparece com relevo mais alto e leve cor cinza esverdeada.
Em LP mostra birrefringência de 2ª. O, em meio ao microclínio.
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
Esta série é um pouco diferente das outras pelo fato de que o plano dos eixos óticos é
normal à g
1
(010) e Np está segundo o eixo b. Entretanto, as pigeonitas ricas em Ca
tem os eixos óticos como os outros cpx, incluídos no plano g
1
(010) e Nm segundo b.
LN – Refringência forte : Ng = 1,660 à 1, 794, Nm = 1,653 à 1,764, Np = 1,651 à 1,762
- Geralmente incolor, às vezes pouco colorida com pleocroísmo pouco nítido :
Ng : verde claro a amarelo claro.
Np: marrom avermelhado claro, marrom esverdeado claro, róseo.
LP – Birrefringência crescente com o teor em ferro : Ng – Np = 0,010 e 0,030. Fim da
1ª. e início da 2ª. Ordem.
- Ng ^ c = 22 à 44
0
. Alongamento (+).
- Macla h
1
(010) frequente, seguidamente polissintética.
LC – Biaxial positivo, 2 V = 0 à 25
0
(pigeonita) 25 à 53
0
(clinoenstatita).
Ocorrência : A clinoenstatita é um mineral muito raro dos meteoritos e quimberlitos. A
pigeonita é o piroxênio mais abundante das rochas vulcânicas básicas (basaltos,
diabásios), ao menos como microcristais (raramente em fenocristais). Em rochas
granulares geralmente se encontra a pigeonita invertida.
Alterações: como para a Augita.
Série da pigeonita
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
PIGEONITA
EXTRATERRESTRE
As imagens à seguir foram obtidas de rochas lunares coletadas
pela missão Apolo 15 no ponto 9A. Infelizmente não há descrições
geológicas e aparentemente as amostras foram coletadas de
maneira aleatória. Na Terra, esse tipo de lava magnesiana é
chamada de Basalto komatiítico e ocorre em derrames sub-
aquáticos principalmente no Arqueano. No Brasil, rochas muito
semelhantes são encontradas na Fazenda de Zé Julieta, em
Piumhí – MG, ao longo do Ribeirão Araras. Nesse local a idade do
vulcanismo é estimada em 3.116 +/- 10 Ma, enquanto os basaltos
lunares extrudiram em torno de 3.800 Ma. Outra diferença com as
rochas lunares é que os representantes terrestres escorreram
embaixo da água e, portanto, houve hidratação, com
transformação da pigeonita original em talco e tremolita.
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
Apolo 15 – ponto 9A - Basalto komatiítico lunar com textura spinifex. Seções longitudinais e transversais de
pigeonita zonada, com tintas de birrefringência do final da 1ª. e início da 2ª. Ordem. Algumas seções com o
centro originalmente vazio são esqueletos de cristais, indicando que houve resfriamento brusco.
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
Apolo 15 – ponto 9A - Basalto komatiítico lunar com textura spinifex. Seções transversais de pigeonita zonada e
maclada com tintas de birrefringência do final da 1ª. e início da 2ª. Ordem. Na matriz os microlitos muito longos
formam shaves de plagioclásio e provável augita intercrescidos no vidro interstitial.
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
Apolo 15 – ponto 9A - Basalto komatiítico lunar com textura spinifex. O fenocristal à direita é esqueletal indicando
resfriamento brusco. É uma forma típica dos clinopiroxênio-spinifex, também chamados de string-beef spinifex.
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
Apolo 15 – ponto 9A - Basalto komatiítico lunar com textura spinifex. Nesta lâmina os cristais de pigeonita formam
arranjos radiais (esferulitos = crescimento à partir de 1 germe de cristalização) nos interstícios de fenocristais.
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
Pigeonita em meteorito
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
Pigeonita
A pigeonita invertida é formada pela exsolução da pigeonita original em um intercrescimento de ortopiroxênio e
lamelas de augita. O processo é semelhante ao que acontece nas pertitas, mas as lamelas de exsolução são,
normalmente mais regulares. Neste exemplo a exsolução ocorreu em uma seção originalmente maclada.
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
Pigeonita invertida
Ortopiroxênio (birrefringência 1ª. O) intercrescido com
lamelas regulares de augita (birrefringência 2ª. O).
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
Pigeonita invertida
O OPX (birrefringência baixa), está intercrescido com a augita em lamelas e glóbulos (birrefringência mais
elevada). Houve coalescência das exsoluções lamelares e formação de glóbulos.
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
Augita : macla em ampulheta
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
É o mais importante dos piroxênios. As augitas tem composição química variável
e conseqüentemente, propriedades óticas variáveis em largos limites.
LN – Refringência forte : Ng = 1,694 à 1, 772, Nm = 1,676 à 1,750, Np = 1,670 à 1,743
- Os índices crescem com o teor em ferro.
- Muito fracamente coloridas (por vezes incolores) nos tons amarelos, marrons,
esverdeados. Raramente pleocróicas.
LP – Birrefringência bastante elevada : Ng – Np = 0,024 e 0,029. Polariza dentro do
fim da 1ª. e início da 2ª. Ordem.
- Ângulo máximo de extinção das seções mm (hk0) : Ng ^ c = 39 à 47
0
.
Alongamento geralmente positivo.
- Macla h
1
(010) frequente, seguidamente repetida. Por vezes, macla particular,
chamada “ macla em ampulheta” .
- A augita mostra frequentemente uma estrutura zonada, principalmente nas rochas
vulcânicas.
LC – Biaxial positivo, 2 V = 40 à 70
0
. Dispersão notável (r > v).
(continua...)
Augita
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
Ocorrência : A augita é um elemento ferromagnesiano importante, principalmente
distribuído nas rochas vulcânicas : andesitos, basaltos, tefritos, limburgitos. Também
nos gabros, ofitos, diabásios, rochas ultrabásicas. Mais raramente ocorre e granitos.
Alterações: Por vezes em cloritas e calcita. Mais comumente em variedades de
hornblenda verde ou actinolita de composição variável (uralita). Ao curso da
uralitização, a orientação cristalina do anfibólio neoformado segue aquela do
piroxênio inicial (sintaxia). Em geral, a ouralitização é acompanhada da diminuição
do teor em anortita dos plagioclásios da mesma rocha. Costuma-se chamar de
epidioritos às rochas ígneas granulares onde esse fenômeno ocorre e de espilitos
aos basaltos assim transformados.
Confusões possíveis:
Piroxênios ortorrômbicos : clivagem g
1
(010), extinção reta.
Diopsídio : difícil distinção segura da augita, do qual é muito próximo. As ocorrências,
na maioria das vezes, não são as mesmas, mas ambos ocorrem em rochas
ultrabásicas.
Olivina : não tem clivagens, mas fraturas, incolor e límpida, birrefringência mais
elevada, jamais maclada nem zonada.
Augita (cont.)
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
LN - Seção normal ao alongamento de aspecto
octogonal, mostra apenas duas clivagens m (110) sub-
ortogonais, grosseiras, irregulares, às vezes mal visíveis.
LN
LP + λ
LP – A seção automorfa é delimitada pelas faces
do prisma. A macla h
1
(100) , agora visível, é
formada de 2 indivíduos, colados por hemitropia.
Augita – seção transversal ao
prisma
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
Augita basalto
Banne d’Ordanche – Mont D’Ore - França
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
Augita basalto - Banne d’Ordanche – Mont D’Ore - França
Em luz natural : pleocroísmo – marrom desbotado a incolor.
Em LP : variação de tintas – branco (1ª. O ) à azul (início da 2ª. O)
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
Augita basalto - Banne d’Ordanche – Mont D’Ore - França
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
Augita basalto
Em LN é possível observar:
frentes de crescimento
(1)
,
fraturas de contração por
choque térmico
(2)
, macla em
ampulheta
(3)
. A cor levemente
amarronada e lilás destes
fenocristais vulcânicos, indica
que se trata, na verdade, de
augita titanífera, também
chamada de titano-augita.
1
2
3
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
Augita – lamelas de exsolução de
ortopiroxênio {100}
LP : seções de augita com lamelas de exsolução de OPX. Estas lamelas são frequentes em rochas intrusivas granulares (gabros,
websteritos). Embora a feição também seja originada por um processo de exsolução difere da pigeonita invertida. Agora a augita
constitui a seção (birrefringência de 2ª.O) e possui lamelas regulares de ortopiroxênio (birrefringência de 1ª.O).
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
http://minerva.union.edu/hollochk/skaergaard/geologic_features/micrographs.htm
Gabro do Complexo de Skaegaard – Groenlândia. LN (esq.) OPX = marrom claro, olivina = incolor, com fraturas, opacos,
plagioclásio = incolor e augita = cinza esverdeado. Esta última é maclada e mostra lamelas de exsolução de ortopiroxênio.
OPX
Aug
Ol
Plag
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
Confusões possíveis
Em muitos casos, as cores são chaves importantes na
distinção entre piroxênios e outros ferromagnesianos.
Na fotomicrografia acima (LN) o hiperstênio (rosa
salmão) se distingue com relativa facilidade da augita
(verde pálido). O branco dado pelas seções de
plagioclásio facilita a distinção, pois funciona como um
padrão.
As lamelas de exsolução na augita ficam mais claras
nas posições próximas à extinção em LP, mas podem
ser identificáveis em luz natural (verificar na foto à
esquerda).
Augita
Hiperstênio
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
Apenas difere da augita pelas características seguintes:
LN – Refringência forte : Ng = 1,728 à 1, 762, Nm = 1,700 à 1,746, Np = 1,695 à 1,741
- Colorida e pleocróica:
Ng : amarelo amarronado à violáceo
Nm: lilás à violáceo
Np: amarelo amarronado à amarelo avermelhado claro
LP – Birrefringência forte: Ng – Np = 0,021 e 0,033. Primeira metade da 2ª. Ordem. Ng ^
c = 45 à 58
0
. Frequentemente zonada. Macla em ampulheta muito frequente.
LC – Biaxial positivo, 2 V = 45 à 58
0
. Dispersão muito forte (r > v).
Augita titanífera ou titano-augita
Diálaga
Apenas difere da augita pela presença de uma clivagem suplementar h
1
(100) muito fina.
A diálaga é um piroxênio frequente nos gabros e rochas ultrabásicas. Possui alterações
semelhantes aos piroxênios ortorrômbicos (serpentinização ou bastitização).
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
LN – Refringência muito forte : Ng = 1,810 à 1, 836, Nm = 1,796 à 1,821, Np = 1,762 à
1,776
- Fortemente colorida, com pleocroísmo muito intenso (pleocroísmo direto
apesar do alongamento negativo :
Ng : amarelo esverdeado claro
Nm : verde oliva, verde amarronado
Np: verde escuro à amarronado
LP – Birrefringência muito forte : Ng – Np = 0,048 e 0,060. Polariza nas tintas vivas das
2ª. e 3ª. Ordens, por vezes mascaradas pela cor própria do mineral.
- Ângulo máximo de extinção das seções mm (hk0) Ng ^ c = 0 à 8
0
. Alongamento
negativo.
LC – Biaxial negativo, 2 V = 60 à 70
0
. Dispersão importante (vermelho < violeta) (r < v).
Ocorrência : A aegerina é um mineral pouco corrente, mas às vezes muito abundante
em certos granitos hipersódicos e principalmente nos sienitos nefelínicos com
ortoclásio, albita, nefelina e o cortejo dos minerais raros das rochas sódicas (esfeno,
astrofilita, etc.).
Alterações: como para a Augita.
2 – Piroxênios alcalinos :
Aegerina (Acmita)
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
Aegerina
LN LP
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
Aegerina (cont.)
Possíveis confusões :
Hornblenda verde : Seções normais ao alongamento mostram as duas clivagens m
(110) à 124
0
. Relevo menos elevado. Ângulo máximo de extinção maior.
Birrefringência mais baixa. Ocorrências distintas.
Arfedsonita : Seções normais ao alongamento mostram as duas clivagens m (110) à
124
0
. Relevo menos elevado. Cores tendendo para o azul. Birrefringência baixa.
Aegerina vanadinífera
Difere da aegerina apenas pela sua cor de pleocroísmo :
Ng : amarelo amarronado claro
Nm: marrom claro
Np: marrom escuro
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
LN – Refringência forte : Ng = 1,75 à 1, 81, Nm = 1,73 à 1,80
- Colorida nos tons de verde (chamado “verde papagaio”), com pleocroísmo direto,
de intensidade variável :
Ng : amarelo esverdeado
Nm : verde claro
Np: verde
LP – Birrefringência forte : Ng – Np = 0,027 e 0,048.
- Np ^ c = 0 à 40
0
. Alongamento negativo.
- Macla h
1
(100) bastante rara.
LC – Biaxial positivo ou negativo, 2 V
Np
= 70 à 110
0
.
Ocorrência : Principalmente nos fonolitos, em cristais com frequencia zonados.
Aegerina-augita
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
LN – Principalmente em agregados, sobretudo os fibrosos.
- Refringência forte : Ng = 1,665 à 1, 675, Nm = 1,657 à 1,665, Np = 1,654 à 1,660.
- Incolor à colorida com pleocroísmo fraco :
Ng : amarelado
Nm : incolor
Np: esverdeado
LP – Birrefringência média :
- Ng – Np = 0,010 e 0,016
(brancos à alaranjados da 1ª. O).
- Ng ^ c = 33 à 36
0
. Alongamento positivo.
LC – Biaxial positivo, 2 V = 68 à 72
0
.
Ocorrência : Principalmente nos jadeítos
(ou simplesmente jades) junto, por vezes,
com albita e tremolita, ou nos eclogitos,
junto à granada. Raramente nos serpentinitos.
Jadeíta
Eclogito: metamorfismo de alto grau de rochas
básicas, como basaltos e gabros, aqui formado
por jadeíta e piropo vistos em lupa binocular.
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
LN – Refringência forte : Ng = 1,68 à 1,69, Nm = 1,67 à 1,68, Np = 1,66 à 1,67.
- Incolor ou muito levemente colorida em verde.
LP – Birrefringência forte : Ng – Np = 0,020 e 0,025 (início da 2ª. O.)
- Ng ^ c = 39 à 43
0
. Alongamento positivo.
LC – Biaxial positivo, 2 V = 65 à 70
0
.
Ocorrência : A onfacita .é o piroxênio normal dos eclogitos ( junto à granada, rutilo e
espinélios cromíferos).
Onfacita
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
Onfacita
A onfacita pode apresentar leve coloração verde em LN e distinguir-se da clorita (chl) apenas pelo relevo bem
mais elevado. Em LP possuir birrefringência forte com tintas vivas do início da 2ª. Ordem. As pequenas inclusões
são de rutilo, um mineral comum nessa paragênese, assim como a granada (ausente na fotomicrografia).
Chl
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
Em grandes cristais automorfos alongados segundo c e comumente achatados segundo
h
1
(100).
LN – Refringência bastante forte : Ng = 1,67 à 1, 68, Nm = 1,66 à 1,67, Np = 1,65 à
1,66.
- Incolor à de cor apenas discernível em tons violáceos.
LP – Birrefringência média : Ng – Np = 0,013 e 0,025 (segunda metade da 1ª. O.)
- Ng ^ c = 23 à 27
0
. Alongamento positivo.
LC – Biaxial positivo, 2 V = 50 à 70
0
.
Ocorrência : Nos pegmatitos sodolíticos com albita, turmalina, topázio, lepidolita, em
cristais às vezes de tamanho muito grande ( > 1 m).
Espodumênio (ou Trifano)
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
Os piroxenóides ou - piroxênios triclínicos – não são piroxênios de verdade, mas sua
estrutura é muito próxima deles. As principais espécies são a wolastonita [SiO
3
] Ca e
a rodonita [SiO
3
] (Mn, Fe, Ca).
Wolastonita
Cristais alongados segundo b e comumente fibrosos.
LN – Refringência bastante forte : Ng = 1,632 à 1, 636, Nm = 1,630 à 1,634, Np = 1,618
à 1,622.
- Numerosas clivagens, principalmente h
1
(100), p (001), o
2
(102) bastante finas e
regulares. Ângulos : h
1
(100) ^ p (001) = 84
0
e h
1
(100) ^ o
2
(102) = 70
0
.
- Incolor.
LP – Birrefringência média : Ng – Np = 0,014 (amarelos da 1ª. O.)
- As seções alongadas têm extinção sub-reta em relação à b (direção de
alongamento e traço em comum das clivagens) : Nm ^ b = 3 à 5
0
.
LC – Biaxial negativo, 2 V = 36 à 42
0
.
Ocorrência : Mineral normalmente raro, mas às vezes muito abundante nos calcários
metamórficos e skarns com granada cálcica, tremolita, diopsídio. Raramente
encontrado em lavas e fragmentos de ejeção relacionados com basaltos.
Piroxenóides
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
Wollastonita: LN – incolor. LP - seção cinza é paralela ao eixo b = apenas um traço das diversas clivagens. Seção amarela,
corresponde à birrefringência máxima de 1ª. Ordem.
LN LP
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
Wollastonita
Wollastonita em skarns
(*)
mostrando as 3 clivagens principais : h
1
(100), p (001), o
2
(102) bastante finas e
regulares. Ângulos : h
1
(100) ^ p (001) = 84
0
e h
1
(100) ^ o
2
(102) = 70
0
.
(*) skarn ou escarnitos = rochas das auréolas de metamorfismo de
contato em torno de intrusões.
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
©Instituto de Geociências
Prof. Alfonso Schrank
LN – Refringência forte : Ng = 1,723 à 1,752, Nm = 1,716 à 1,741, Np = 1,711 à 1,738.
- Clivagens m (100) e t (110) perfeitas à 87
0
uma da outra : clivagem p (001) não tão
boa.
- Incolor à fracamente colorida em tons de alaranjado e rosa.
LP – Birrefringência bastante fraca : Ng – Np = 0,012 e 0,014 (amarelos da 1ª. O.)
- Extinção variável (20
0
no máximo) na zona (hk0).
LC – Biaxial positivo, 2 V = 58 à 74
0
.
Ocorrência : Mineral acessório em depósitos de manganês e ferro. Constitui junto à
rodocrosita (MnCO
3
) o proto-minério de manganês das jazidas desse metal na região
de Lafaiete (MG).
Rodonita