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A doença de Alzheimer (DA), também conhecida como Mal de

Alzheimer foi descoberta em 1906 pelo psiquiatra e neuropatologista alemão
Alois Alzheimer. Ao fazer uma autópsia, ele descobriu no cérebro de um
cadáver lesões que ninguém nunca havia observado antes. Tratava-se de
um problema dentro dos neurônios (as células cerebrais), os quais
apareciam atrofiados em vários lugares do cérebro, e cheios de placas
estranhas e fibras retorcidas, enroscadas umas nas outras.
A DA é degenerativa e mais comum após os 65 anos de idade,
afeta 10% da população mundial e conforme sugere Giroux até 2050 serão
cerca de 25% da população afetada pela perda da memória recente. A DA é
caracterizada pela perda progressiva de células neurais, sendo assim, o
sintoma mais detectado. Esse sintoma é descrito como deficiência da
memória recente enquanto as lembranças remotas são preservadas até o
próximo estágio da doença.
A verdadeira causa do DA é desconhecida. Para seu diagnostico
utiliza-se de vários testes e é feito um processo de eliminação. São
realizados nos suspeitos exames que são minuciosos feitos do estado físico
e mental da pessoa, para então saber se existe ou não a doença. Em
seguida é realizada uma avaliação neuropsicológica. (OLIVEIRA 2005,p 5)
No cérebro dos portadores da doença de Alzheimer existe
uma produção excessiva de uma pequena molécula proteica chamada beta-
Amiloide. Esta molécula é depositada entre os neurônios como uma espécie
de resíduo. Esses depósitos são parcialmente responsáveis por originarem
enormes perturbações nas funções dos neurotransmissores cerebrais.Há
também a formação de novelos neurofibrilares compostos pela proteína tau
que se alojam dentro do neurônio. Nestas circunstâncias, os sinais tornam-
se cada vez mais fracos e a comunicação entre as células cada vez mais
difícil.Ocorrem perturbações na transmissão da informação, surgindo por fim
um “silêncio” completo, porque os neurônios a longo prazo, não conseguem
ultrapassar esta disfunção e acabam por morrer.
Embora a DA desenvolva-se lentamente e de maneira diferente
de pessoa para pessoa, estudiosos definem alguns padrões na forma como
a doença evolui para facilitar a compreensão e ajudar no planejamento da
vida e dos cuidados após o diagnóstico.Para isso, o processo da DA é
dividido em três fases:
- Inicial (estágio l ou leve) Este é o período em que surgem os primeiros
sinais e sintomas da DA.
- Moderada (estágio ll ou intermediário) Neste estágio, há perda significativa
de memória.
-Grave (estágio lll ou avançado)Nesta fase, a pessoa:geralmente fica
acamada, necessitando de assistência para tudo.
Existem três formas de melhorar a qualidade de vida do indivíduo,
desacelerando os sintomas: tratamento Multidisciplinar, Preventivo e
Sintomático(Oliveira et al,2005,p.17)












http://www.institutoalzheimerbrasil.org.br/demencias-detalhes-
Instituto_Alzheimer_Brasil/37/fases_da_doenca_de_alzheimer__da_
ALZHEIMER: ENVELHECIMENTO, FATORES GENÉTICOS, HEREDITARIEDADE UMA REVISÃO
BIBLIOGRÁFICA Lopes,bottino 2002.
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Oliveira J M; Amaral J R. Princípios de Neurociência.1997, Tecnopress editora e publicidade.
São Paulo. Povoa H. Radicais Livres em patologia humana.1995, Imago Editora LTDA.Rio de
Janeiro.
DOENÇA DE ALZHEIMER
Perfil Neuropsicológico e Tratamento Maria de Fátima Oliveira
Marlene Ribeiro
Raquel Borges
Sónia Luginger
Licenciadas em Psicologia da Saúde
Universidade Lusíada do Porto - Departamento de Psicologia abril de 2005