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PATRÍCIA MOREIRA PROCÓPIO CALAZANS

GEOPROCESSAMENTO APLICADO À PESQUISA MINERAL





Monografia apresentada ao Curso de
Especialização em Geoprocessamento da
Universidade Federal de Minas Gerais para a
obtenção do título de Especialista em
Geoprocessamento

Orientador:
Prof. Britaldo Silveira Soares Filho



Belo Horizonte
2000




































Procópio Calazans, Patrícia Moreira
Geoprocessamento Aplicado à Pesquisa Mineral. Belo Horizonte,
2000.
33 p.

Monografia (Especialização) – Universidade Federal de Minas Gerais.
Departamento de Cartografia.

1. Geoprocessamento - 2. SIG - 3. Mineração - 4. Direitos Minerários
Universidade Federal de Minas Gerais. Instituto de Geociências.
Departamento de Cartografia


AGRADECIMENTOS






















À Companhia Vale do Rio Doce, através do gerente Nelson Borges,
pela oportunidade da minha participação nesta Pós-Graduação;
Ao Byron e ao Hugo,
pela compreensão e apoio
nas minhas idas e vindas semanais à Belo Horizonte;
Aos meus colegas e professores do curso,
hoje novos amigos,
pela produtiva troca de idéias e experiências multidisciplinares.



RESUMO




Este trabalho desenvolve um modelo de aplicação do geoprocessamento às
necessidades de uma empresa mineradora em trabalhos técnicos de avaliação de
recursos geológicos e pesquisa mineral em geral, abrangendo ainda o controle dos
direitos minerários. É apresentado um modelo para a implantação de um Sistema de
Informações Geográficas, onde, com a utilização de técnicas do geoprocessamento, será
possível a organização em um banco de dados único georreferenciado, centralizado e,
ao mesmo tempo compartilhado por vários usuários, os dados existentes e provenientes
das mais variadas fontes. Através de análises rápidas, cenários podem ser avaliados,
possibilitando uma visão precisa e sinóptica do meio minerador, permitindo a
otimização da obtenção de informações de interesse diversos, combinadas em forma de
relatórios, gráficos, tabelas, mapas temáticos e outros. A implantação desta tecnologia
dará um grande auxílio aos trabalhos de manutenção dos direitos minerários próprios ou
não, controle de eventos minerários e ambientais relacionados à eles, na seleção ou
descarte de áreas/empresas alvo de interesse, locação de obras de pesquisa, informações
das mais variadas relacionadas à mineração em geral (jazidas, minas, fornecedores,
clientes e mercado), tornando-se assim uma poderosa ferramenta gerencial de suporte à
tomada de decisão na empresa.


SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO 07
2 OBJETIVOS E RESULTADOS ESPERADOS 08
3 METODOLOGIA PROPOSTA 09
3.1 Planejamento da implantação do Projeto SIG 11
3.2 Desenvolvimento do Projeto 11
3.2.1 Caracterização dos dados 11
3.2.2 Modelagem de dados 16
3.2.3 Definição do/s software/s a ser/em utilizado/s 20
3.2.4 Configuração dos equipamentos necessários 20
3.2.5 Capacitação técnica e treinamento especializado 21
3.3 Implantação do SIG 22
3.3.1 Entrada de dados/Conversão de dados 22
3.3.2 Mapas Temáticos 23
3.3.3 Sensoriamento remoto 23
3.3.3.1 Imagem de satélite 23
3.3.4 Análises Geográficas 27
3.4 Validações do SIG 27
4 DISCUSSÃO DOS RESULTADOS E CONSIDERAÇÕES FINAIS 28
5 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA 31
6 BIBLIOGRAFIA 31



LISTA DE FIGURAS


FIGURA 1 – Implantação de um SIG aplicado à pesquisa mineral 2
FIGURA 2 –Modelo do Geo-OMT, segundo DAVIS JR (1999) 8
FIGURA 3 – Esquema Geo-OMT proposto para o BDSIG 15
FIGURA 4 – Imagem de satélite LANDSAT-5 de uma
região do Quadrilátero Ferrífero 26




LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

BD – Banco de Dados
BDSIG – Banco de Dados de um Sistema de Informações Geográficas
CADD – Computer Aided Drafting and Design
CVRD – Companhia Vale do Rio Doce
DOU – Diário Oficial da União
DPI – Dots per Inch (Pontos por Polegada)
DNPM – Departamento Nacional de Produção Mineral
EFVM – Estrada de Ferro Vitória-Minas
FCA – Ferrovia Centro-Atlântica
Gb – Giga bytes
GIS – Geographic Information System
GPS – Global Position System (Sistema de Posicionamento Global)
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
IGC – Instituto de Geociências
Mb – Mega bytes
MDT – Modelo Digital de Terreno
MG – Minas Gerais
MRS – MRS Logística
OMT – Objet Modeling Technique
PDI – Processamento Digital de Imagem
QF – Quadrilátero Ferrífero
REM – Relação Estéril / Minério
RFFSA – Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima



ROM – Run of Mine
SGBD – Sistema Gerenciador de Banco de Dados
SGI – Sistemas Geográficos de Informação ou Sistemas Geo-referenciados de
Informação
SIG – Sistema de Informações Geográficas ou Sistemas de Informação Geográficos
RAM – Random Access Memory (Memória de Acesso Aleatório)
UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais
UNICAMP – Universidade Estadual de Campinas
UTM – Universal Transversa de Mercator



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1 INTRODUÇÃO

As empresas de mineração sobrevivem da exploração de seus recursos minerais. Estes
recursos somente estão garantidos pela manutenção de seus direitos minerários junto ao
Departamento Nacional de Produção Mineral - DNPM, órgão federal controlador e
regulamentador destes direitos.
Ao mesmo tempo, para assegurar a continuidade de fornecimento de minérios aos seus
clientes, muitas vezes, essas empresas necessitam também de novas áreas/recursos para
exploração futura, que devem existir para atendimento de novos projetos de produção.
Assim, para manutenção de seus direitos minerários junto ao DNPM, e também para
assegurar o seu mercado de fornecimento de minérios, se faz necessário, não só o
acompanhamento diário dos eventos relacionados aos seus títulos minerários e dos
eventos relacionados aos títulos pertencentes aos concorrentes, como ao mesmo tempo
monitorar as mais diversas informações relacionadas a este mercado minerador.
Nesta contínua busca de condições cada vez mais seguras e rápidas para a execução
destes trabalhos, a utilização do geoprocessamento, através da implantação de um
Sistema de Informações Geográficas, se apresenta como uma solução eficaz, para
monitorar os dados referentes aos processos minerários e também informações
referentes às outras empresas mineradoras detentoras de direitos minerários, que são,
sobretudo, dados espaciais ou territoriais. Este monitoramento engloba ações desde a
aquisição destas informações, como também no acompanhamento/atualização destes
dados.
A aplicação do geoprocessamento permitirá a obtenção de um banco de dados único e
compartilhado por vários departamentos, irá garantir rapidez na obtenção da
informação, que poderá ser utilizada como valioso recurso estratégico da empresa,
possibilitando uma visão precisa e sinótica do meio minerador. Com análises rápidas,
vários cenários de interesse poderão ser avaliados, sendo de grande auxílio a tomada de
decisão.



8

2 OBJETIVOS E RESULTADOS ESPERADOS

Em função da diversidade de dados disponíveis na empresa, estes normalmente são
armazenados de modo não integrado, em banco de dados relacionais (ex.: Access,
planilhas Excel) e nos mais diversos relatórios internos ou não. São dados próprios
relativos aos inúmeros decretos minerários da empresa, assim como de terceiros,
minerações concorrentes e, outros dados de interesse, como de logística e de mercado.
Pretende-se utilizar as técnicas do geoprocessamento, com a implantação de um Sistema
de Informações Geográficas, na busca de uma melhor organização destes dados, em um
banco de dados georreferenciado, centralizado, podendo ser compartilhado por vários
usuários, otimizando assim, o tempo de resposta às mais diversas consultas do dia-a-dia,
obtendo também, rapidamente, informações sobre os mais diversos relacionamentos
intrínsecos à estes dados.
Assim, o objetivo deste trabalho é propor um modelo de dados baseado no conceito
Geo-OMT, para a estruturação do banco de dados da empresa de mineração,
denominado neste trabalho de BDSIG (Banco de Dados do Sistema de Informações
Geográficas).
Como resultado da implantação deste banco de dados, objetiva-se a possibilidade de um
mapeamento eletrônico do banco de dados, através de análises geográficas das mais
simples as mais complexas, gerando respostas rápidas sob a forma de informações
variadas em gráficos, relatórios, planilhas e também saídas em mapas temáticos de
ampla utilização e forte apelo visual, utilizando-se inclusive, apoio de imagens de
satélites.

9

3 METODOLOGIA PROPOSTA

Para alcançar os objetivos mencionados, será instituído um Projeto, denominado
BDSIG, consistido em um modelo conceitual/lógico de um SIG aplicável às
necessidades da empresa.
Assim inicialmente o Projeto deverá relacionar as diversas “perguntas” que as empresas
de mineração se fazem em relação à manutenção da titularidade de seus direitos
minerários, no que se refere ao controle e cumprimento das exigências do órgão
controlador, DNPM, além de definir procedimentos para identificar, adquirir e
acompanhar novas áreas de interesse estratégico para as empresa. Este projeto também
abrangerá os interesses ambientais da empresa, controlando os eventos relacionados ao
atendimento das exigências dos órgãos ambientais controladores e fiscalizadores.
A FIGURA 1 à seguir ilustra a implantação de um SIG aplicado à pesquisa mineral.
SIG
GPS
Mapas Topográficos
Pontos Cotados
Restit. Aerofotogramétricas
MAPAS
Mapas Geológicos
Mapas Rodoviários
Mpas Diversos
PRODUTOS DIVERSOS EM PAPEL
Relatórios
Mapas
Fotografias
BD DIVERSOS
Tabelas Word, Excel
BD´s Access, Oracle
Relatórios Internos
SENSORIAMENTO REMOTO
Imagens de Satélite
Fotografias Aéreas e Digitais

TOMADA DE
DECISÃO
PRODUTOS DIGITAIS DIVERSOS
CONTROLE DE DIREITOS MINERÁRIOS
ANÁLISES GEOGRÁFICAS
BANCO DE DADOS
CARTOGRÁFICO
FIGURA 1 - IMPLANTAÇÃO DE UM SIG PARA PESQUISA MINERAL
BANCO DE DADOS GEORREFERENCIADO

10

No desenvolvimento dos trabalhos será discutido como se dará a implantação do SIG e
quais as ferramentas do geoprocessamento deverão ser utilizadas e de que maneira.
Serão realizadas no decorrer da implantação, várias validações do projeto proposto.

Abaixo são relacionadas as etapas para a implantação do SIG proposto para uma
empresa de mineração:
A) Planejamento da implantação do Projeto SIG

B) Desenvolvimento do Projeto
Modelagem de dados
Caracterização dos dados
Generalização Cartográfica
Tabelas
Definição do/s software/s a ser/em utilizado/s
Configuração dos equipamentos necessários
Capacitação e treinamento especializado

C) Implantação do SIG
Entrada de dados/Conversão de dados
Confecção do mapa de referência
Sensoriamento remoto
Análises geográficas



11

3.1 Planejamento da implantação do SIG
O planejamento da implantação do SIG se encontra bem discutido nos itens 1 –
Introdução e 2 - Objetivos e Resultados Esperados.

3.2 Desenvolvimento do Projeto

3.2.1 Caracterização dos dados
Faz-se inicialmente neste trabalho, uma discriminação dos dados geralmente disponíveis
nas empresas de mineração, para que se tenha uma noção da magnitude de tais dados, e
da mesma maneira, se faça uma análise das deficiências dos dados para os trabalhos
propostos.
Uma vez com esses dados relacionados tem-se, também, uma idéia dos trabalhos
necessários para conversão destes ao SIG, assim como uma validação do grau de
confiabilidade destes dados.
Serão criadas tabelas associadas a determinados atributos das classes, onde estarão
associados dados alfanuméricos e dados geográficos. Algumas destas tabelas estão
individualizadas neste trabalho, sendo que outras mais poderão vir a ser acrescentadas
no decorrer na implantação deste BDSIG, assim como estas poderão vir a ser
subdivididas em tabelas menores, dependendo dos tipos de relacionamento dos dados e
nos modos de implementação do Projeto. .

12

Abaixo são apresentadas algumas tabelas que serão elaboradas para agrupamentos dos
dados de interesse. Estas tabelas estarão associadas as classes relacionadas ao modelo
Geo-OMT proposto para o BDSIG:

TABELA 1 – Dados Cadastrais da Empresa
Razão Social
Nome Fantasia
Endereço
Telefones
CGC
Gerentes
Contatos


TABELA 2 – Recursos e Reserva Geológica
Recursos Reserva
Medida
Reserva
Indicada
Reserva
Inferida
Método de
Avaliação




TABELA 3 - Dados Produção
ROM (ton/ano)
Produtos (ton/ano)
Capacidade
instalada

Recuperação (%) Granulado Sinter feed Finos
REM


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TABELA 4 - Instalações Industriais – Planta de Beneficiamento
Britadores
Peneiras

Planta de Concentração
Processo




TABELA 5 - Infra-estrutura
Escritórios
Laboratórios
Turnos
N° funcionários Diretos Indiretos

Barragens/capacidade
Captação de água
Vizinhança
Carregadeiras Caminhões
capacidade
Perfuratrizes Caminhões
capacidade

Equipamentos



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TABELA 6 - Mercado
Cliente Produto Preço
Praticado
Quantidade
Mensal
Escoamento
Clientes
Fornecedores






TABELA 7 - Logística
Cliente Vias de
Escoamento
Pátio Distância
(km)
Custo
(US$)





TABELA 8 - Situação Minerária Legal
Processo
DNPM
Área
(ha)
Proprietários Superficiários Status
Minerário
Memorial
Descritivo
Eventos
Relacionados



OBS.




15

TABELA 9 - Situação Ambiental Legal
DNPM Processo
FEAM
Eventos Fase Exigências Infrações



OBS.


Várias outras tabelas serão elaboradas contemplando toda a gama de dados possíveis. O
formato das tabelas poderão sofrer modificações no decorrer de sua elaboração e, para
que se façam os relacionamentos entre elas, as mesmas terão dados comuns
(identificações) para que as mesmas sejam linkadas . Estas foram apresentadas somente
à título de exemplo.

16

3.2.2 Modelagem dos dados

Segundo DAVIS JR., 1999, para a criação de um sistema de informações geográficas é
preciso se concentrar inicialmente na abstração dos conceitos e entidades existentes no
mundo real, assim como em suas interações, ao que chamamos modelo de dados. O
sucesso da implantação do SIG depende diretamente do sucesso e da qualidade da
modelagem dos dados disponíveis. Durante a definição do modelo conceitual, devemos
nos preocupar para que este não seja demasiadamente simples, para que posteriormente
alguns aspectos não possam ser analisados, e ao mesmo tempo, preocupar para que o
mesmo não seja complexo de tal maneira que resulte em um sistema lento, difícil e caro
de se manter. No final da construção do modelo de dados, o resultado deve ser conciso,
porém completo, inteligível para que o sistema seja desenvolvido atendendo as
necessidades do usuário.
DAVIS JR., 1999 cita que várias técnicas e metodologias vêm sendo desenvolvidas para
a criação dos modelos de dados. Iniciou-se com a técnica do modelo Entidades-
Relacionamentos (ER), conhecida mundialmente. Esta técnica vem sendo extendida
para aplicações em modelos geográficos, surgindo o OMT – Objet Modeling Technique,
que utiliza conceitos de orientação a objetos.
Neste trabalho buscou-se um modelo de dados baseado no Geo-OMT, criado em 1993
por Karla Borges, que adiciona ao modelo OMT, primitivas que permitem representar
dados geográficos com maior clareza e simplicidade.
Pelo modelo Geo-OMT de BORGES, 1997 as entidades são modeladas em duas
classes: georreferenciadas e convencionais, onde podemos representar os fenômenos de
variação contínua no espaço, os de variação discreta e os não espaciais, como pode ser
observado na FIGURA 2.

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Atributos
Polígonos
Adjacentes
Operações
Atributos
Tesselação
Operações
Atributos
Amostragem
Operações
Isolinhas
Operações
GEO-CAMPO GEO-OBJETO
Atributos
Rede Triangular
Irregular
Operações
CLASSE GEO -
REFERENCIADA
CLASSE
CONVENCIONAL
CLASSE
GEO-OMT
Atributos
Polígono
Operações
Atributos
Símbolo
Operações
Atributos
Linha
Operações
GEO-OBJETO COM
GEOMETRIA
GEO-OBJETO COM
GEOMETRIA E
TOPOLOGIA
Atributos

Operações
Atributos
Linha Uni-
direcionada
Operações
Atributos
Linha Bi-
direcionada
Operações
Modelo Parcial do GEO-OMT
Figura 2 - Modelo Parcial do GEO-OMT
Fonte: DAVIS JR. (1999)


7

Também de BORGES, 1997 são utilizados os conceitos dos aspectos da representação
gráfica das classes, como geo-campos ou geo-objetos, assim como os relacionamentos
entre os mesmos:
Denomina-se geo-campos, os fenômenos de variação contínua no espaço, como
imagens de satélites, fotografias escaneadas, fotografias digitais e outros.
Geo-objetos são os fenômenos discretizáveis, ou individualizáveis, como as usinas
siderúrgicas (pontos), as ferrovias (linhas), decreto minerário (polígono).
Associados aos geo-campos e geo-objetos temos os atributos das classes de dados, que
podem ser classificado em:
Dados alfanuméricos, como descrições de afloramentos, lâminas delgadas ou seções
polidas, descrição de testemunhos de sondagem, relatórios, tabelas e todo e qualquer
outro dado que venha a ser expresso sob a forma de texto.
Dados numéricos, como os resultados de análises químicas, levantamentos geofísicos,
número de pontos geológicos, número de obras de pesquisa, medidas estruturais ou todo
e qualquer outro dado que venha a ser expresso sob a forma de números, em tabelas ou
não.
Os relacionamentos entre as diversas classes podem ser simples, representadas por
linhas contínuas, ou mais complexos, como as relações topológicas de rede e relações
espaciais, representadas por linhas pontilhadas. Nas relações de rede utiliza-se duas
linhas paralelas, com o nome da relação entre elas.
A cardinalidade dos relacionamentos representa o número de instâncias de uma classe
que podem ser associadas a uma instância de outra classe.
De posse dos dados de interesse, a maioria deles citados no item 3.2.1 Caracterização
dos dados, e utilizando-se dos conceitos descritos acima de geo-campos, geo-objetos e
relacionamentos (cardinalidade), é proposto na FIGURA 3 que se segue, um esquema
do modelo GEO-OMT para a implantação do BDSIG. Neste modelo proposto buscou-se
representar o maior número possível de entidades/classes e o relacionamentos entre elas.
Sabe-se que esta modelagem é complexa, portanto este trabalho não tem a pretensão de
um modelo definitivo, e sim uma proposta inicial a ser discutida exaustivamente com
especialistas no assunto, assim como os detentores dos dados.

7
1...* 1...* 1 1
1...
1
1 1
1* 1
1...* 1...*
1
1...*
1...*
1...*
1...*
1...*
1...* 1...* 1...*
1...*
0...*
0...*
0...*
0...*
0...*
0...* 0...* 0...*
0...*
1...*
1...*
0...*
MODELAGEM DOS DADOS DO BDSIG
Figura 3 - Esquema Geo-OMT proposto para o BDSIG
0...*
0...*


7

3.2.3 Definição do software a ser utilizado
Após a conceituação do sistema a ser implantado, e com o esquema do modelo GEO-
OMT proposto, deve-se partir para a análise do softwarea ser utilizado, onde deverão
ser analisados os objetivos descritos de tal implantação, assim como os resultados
esperados. Outra condição importante a ser prevista é do formato esperado para a saída
dos dados.
Todo o trabalho levantado até o momento leva a crer que os softwares indicados serão
do tipo Desktop Mapping, que tem como sua ferramenta especial e mais poderosa a
geração de mapas temáticos de saída. Para a aplicação em pesquisa mineral, este fato
faz o diferencial.
Os softwares do tipo Desktop Mapping disponíveis atualmente no mercado não são
muitos, e os mais utilizados são o MAPINFO, produzido pela empresa MAPINFO
Corporation, e o ARCVIEW, da ESRI Company. Ambos possuem representantes no
Brasil e podem ser adquiridos facilmente no mercado. A escolha dependerá muito do
porte da empresa de mineração, do volume de dados e número de usuários.
Provavelmente para um empresa de pequeno porte o MAPINFO seria indicado em
função da relação custo-benefício. Já o ARCVIEW, seria indicado para empresas
maiores em que, conseqüentemente o volume de dados é infinitamente maior, assim
como a demanda de informações. Este último demandaria equipamentos com uma
configuração mais específica.

3.2.4 Configuração dos equipamentos necessários

A configuração dos hardwares para suportar a utilização do SIG, dependerá quase
exclusivamente do software escolhido (número de operações aritméticas a serem
realizadas) e também do volume de dados a ser trabalhado. Quanto maior for este
volume, mais rápido o computador deverá ser, e, para isto, maior a memória e espaço de
armazenamento em disco será necessário.
A empresa representante deste software auxiliará nesta especificação.

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Uma estação básica de geoprocessamento de boa performance pode ser composta de:
- Microcomputadores com processador de 600 Mhz, HD de no mínimo 15 GB, 128 a
256 MB de memória RAM;
- Vídeo não entrelaçado, com placa de vídeo de no mínimo 32 MB de memória RAM;
- Mesa digitalizadora;
- Scanner (Formato A0 ou A3, conforme utilização);
- Impressora e/ou Plotter, em função do formato dos trabalhos de saída.
Esta especificação dependerá fortemente da relação “custo-benefício”, que deverá
avaliar os equipamentos que atendam aos requisitos do software e ao mesmo tempo se
encaixam no orçamento disponível. Deverá se dar uma atenção especial ao
planejamento de implantação do sistema, e se esta configuração atenderá às demandas
de trabalhos num futuro recente.

3.2.5 Capacitação técnica e treinamento especializado

Durante a fase de implantação do SIG, a equipe envolvida no Projeto deve ser treinada
para que a mesma esteja apta a participar desta implantação, assim como ao final dela
ter total domínio das ferramentas disponíveis no geoprocessamento. Esta capacitação é
de fundamental importância uma vez que o sucesso desta implantação depende de que
se tenha pessoas para dar continuidade a este processo, que é de certa maneira contínua.
De nada adianta um excelente sistema, se não se tem ninguém para utilizá-lo, ou usá-lo
de maneira inadequada.

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3.3 Implantação do Sistema de Informações Geográficas

3.3.1 Entrada de dados/Conversão de dados
Uma etapa de grande importância na implantação de um SIG está na conversão dos
dados dos bancos de dados existentes na empresa.
Entende-se como conversão de dados a transformação destes dados de um meio para o
outro, ou seja, transformar seus dados contidos em banco de dados relacionais (como
Excel, Access, etc..), textos, mapas diversos, em dados “legíveis” pelo novo sistema a
ser implantado.
Para se pensar na conversão dos dados, é fundamental que se faça inicialmente a
consistência dos dados disponíveis. O sucesso da utilização de um SIG, ou de qualquer
outro sistema que utilize um banco de dados, está na confiabilidade de suas
informações, e estas só serão confiáveis se utilizarem dados concisos, extremamente
confiáveis. A consistências dos dados poderá ser checada em consulta às fontes
fornecedoras dos mesmos, conferência dos métodos utilizados para sua obtenção,
confiabilidade dos detentores dos dados. Também um trabalho de conferência dos dados
convertidos deve ser realizado sazonalmente.
Para que esta fase de conversão de dados não se torne um processo lento, é aconselhável
que se faça a implantação do SIG aos poucos, por partes, sem grandes ambições iniciais.
Um procedimento adequado deve considerar a contratação de um agente de conversão
de dados (que poderá ser ou não da mesma empresa contratada para a implantação do
SIG), que procederá um levantamento completo dos bancos de dados disponíveis, assim
como um levantamento das lacunas de dados que deverão ser levantadas.
Posteriormente deverá ser realizada uma avaliação destas informações/bancos de dados
disponíveis, de um deverá ser emitido um relatório minucioso sobre toadas as ações
tomadas nesta etapa. Quanto aos dados disponíveis estes deverão ser identificados por
tipos, por localização física, estágio de atualização, abrangência, volume, unidades de
medida utilizadas e etc...
Os trabalhos de conversão deverão ser assistidos pela equipe envolvida no projeto e
reuniões de validação dos dados deverão ser agendadas, para que ao final dos trabalhos,
se tenha um banco de dados realmente confiáveis.

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3.3.2 Mapas Temáticos
O banco de dados montado durante a execução deste Projeto, estruturado segundo um
modelo de classes, será então, georreferenciado à partir de uma base cartográfica. Serão
utilizadas cartas topográficas do IBGE, em escala 1:50.000, que serão digitalizadas,
uma vez que não se tem disponível estas cartas em meio digital.
Será utilizado o Sistema Geodésico de Coordenadas, podendo localmente ser utilizado o
Sistema de Projeção Cartográfica Universal Transversa de Mercator (UTM). Este
sistema é amplamente difundido no mundo, mas sua utilização deve ser restrita à areas
compreendidas por fusos de 6°. O estado de Minas Gerais, por exemplo, compreende
vários fusos, havendo interferência das coordenadas entre pontos.
Apesar do Datum de Referência WGS-84 (World Global System) ser considerado
como padrão mundial, será utilizado neste trabalho o Datum SAD 69 (Datum South
American), instituído em 1969 como o datum padrão para o Brasil. Isto não impede que
sejam feitas conversões para o Datum desejado através de softwares especializados, pois
será muito comum encontrar cartas topográficas ou outros mapas referenciados ao
Datum Córrego Alegre.
Após essas definições, alguns mapas temáticos serão produzidos, como:
Mapa de Hidrografia: principais rios (até 4ª ordem de preferência)/redes de drenagem,
represas, barragens, diques de contenção;
Mapa Geológico : no caso específico do Estado de Minas Gerais, será utilizado o Mapa
Geológico em escala 1:1.000.000, produzido pela COMIG – Companhia Mineradora de
Minas Gerais;
Mapa de Uso e Ocupação do Solo;
Mapa de Vegetação;
Mapa de Logística: estradas pavimentadas e não pavimentadas (identificar as rodovias
estaduais e federais), caminhos, trilhas, ferrovias, pêras ferroviárias, ramais ferroviários,
pátios de carregamento, pátios de manobras, centros de logística, identificar
minerodutos, correias transportadoras de minérios existentes ...;


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Mapa de Fornecedores Potenciais;
Mapa de Clientes Potenciais;
Mapa de Direitos Minerários das Empresas de Interesse;
Mapa de Superficiários (Propriedades).

IMPORTANTE: É fundamental que se faça uma rotina de conferência e de atualização das
informações contidas no mapa.

3.3.3 Sensoriamento remoto

3.3.3.1 Imagem de Satélite
Para o desenvolvimento dos trabalhos/implantação do banco de dados serão utilizadas
imagens de satélite, com aplicação potencial para uma melhor visualização do contexto
regional pelo observador, pois as imagens de satélite permitem uma visão sinóptica do
contexto a ser avaliado.
Pretende-se utilizar as imagens de satélite, que se tratam de arquivos raster, associadas à
mapas vetoriais (descritos acima), dependendo do enfoque da consulta.
À partir desta associação, com a visualização do contexto regional das minerações de
interesse, as imagens permitiriam edições aos mapas existentes, inclusive através de
digitalizações em fundo de tela, ou on screen, através de fotointerpretações das
imagens.
Com a fotointerpretação das principais estruturas/feições geológicas da região alvo do
trabalho, observa-se/mapeia-se nitidamente a ocorrência da formação ferrífera, aspectos
geomorfológicos, fatores antropogenéticos, área de influência de cada mina,
observações ambientais diversas e etc...
Também, através do posicionamento regional das áreas mineradas e das jazidas será
possível a observação da suas zonas de influência, visualização de logística de
escoamento, a visualização/implementação de obras de infraestrutura (nível conceitual

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principalmente), visualização ampla do contexto regional da mineração no estado, ou no
Brasil, possibilitando a abstração de informações complementares no desenrolar de um
projeto.

Estudos mais complexos poderão ser realizados através de programas especializados de
Processamento Digital de Imagens, PDI, que são utilizados para o realce e extração
destes atributos espaciais e espectrais contidos nas imagens de satélite. Técnicas de PDI
podem ser utilizadas também sobre imagens de radar, scanner, fotografias aéreas e de
imagens geradas através de levantamentos geofísicos e geoquímicos.
Para utilização neste trabalho optou-se pela aquisição de imagens de satélite
LANDSAT-7, devido à melhor relação custo-benefício. Estas imagens podem ser
adquiridas por um valor em torno de R$ 800,00 a cena de 185 x 185 km. Ao mesmo
tempo, para trabalhos de monitoramento de eventos (evolução de algum fenômeno em
uma área específica), podem ser adquiridas imagens do passado, imagens do satélite
LANDSAT-5, que difere do LANDSAT-7, somente por uma banda espectral de melhor
resolução espacial.
Na próxima página encontra-se a FIGURA 4, que apresenta uma imagem de satélite
LANDSAT-5 da região da Serra da Moeda, próxima à Belo Horizonte.











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FIGURA 4 – Imagem de satélite LANDSAT-5 de uma região do Quadrilátero Ferrífero



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3.3.4 Análises geográficas

Após a implantação do SIG, este deverá ser capaz de produzir análises geográficas das
mais simples as mais complexas, resultando em mapas temáticos de forte apelo visual e
ampla utilização. Consultas estas que nos possibilitem, à partir de um decreto minerário,
obter todas as informações atualizadas disponíveis sobre uma área específica, seja ela
própria ou de terceiros.
Algumas informações esperadas:
Determinação da localização (coordenadas x,y) de áreas ou objetos de interesse e vice-
versa, através das coordenadas de uma área situá-la no contexto regional do mapa;
Obter, através de um título minerário, todos os eventos relacionados à ele, sejam eles
relativos à legislação minerária ou ambiental;
Auxiliar na opção de escolha de fornecedores que atendam uma demanda de produtos:
*Qual empresa produz um minério que atenda a demanda “X”, respeitando
determinados teores de Fe e Mn ? (exemplo),
*Qual empresa “A” que forneceu mais produtos para a empresa “C”?
*Quais empresas localizam-se num raio “Y” de distância?
*Qual a menor distância, ou melhor opção de escoamento para os minérios da empresa
“D”?

3.3 Validações do SIG
Após identificação da atual demanda da empresa, e a partir de exemplos na área piloto,
verificar se o SIG implantado/proposto atende a demanda e o que pode ser desenvolvido
para alcançar tais objetivos. Esse objetivo deverá ser consubstanciado em um relatório
final.

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4 DISCUSSÃO DOS RESULTADOS E COMENTÁRIOS FINAIS

Os objetivos traçados para implantação do Projeto BDSIG, Sistema de Informações
Geográficas aplicado à pesquisa mineral, foram exaustivamente descritos neste trabalho.
Atualmente, a empresa encontra-se na fase de planejamento deste Projeto da qual faz
parte esta monografia. Vários esforços conjuntos vem sendo tomados para o sucesso
deste empreendimento e, para tanto, verificou-se a necessidade de capacitação de um
técnico para alavancá-lo, que conhecesse bem às necessidades da empresa. Desta
premissa surgiu a participação neste Curso de Especialização em Geoprocessamento da
UFMG.
Esta monografia define o Modelo Conceitual do Projeto, intitulado Projeto BDSIG,
descrevendo seus objetivos, e as várias etapas a serem seguidas para sua implantação.
Vários comentários são possíveis ao final deste trabalho, passando pela constatação da
relevância do planejamento inicial do projeto, traçando todos os objetivos e resultados
esperados que servirão como linha mestra do seu desenvolvimento.
Para o sucesso da implantação e de sua utilização, depende-se intrínsecamente do
envolvimento e comprometimento das equipes envolvidas no projeto, para que sejam
contemplados os mais diversos interesses da empresa. Para tanto, os mesmos precisam
de treinamento especializado para familiarização com a nova tecnologia. Não adianta
um “super sistema” se não se sabe para que serve, como se usa: sua aplicação e eficácia,
dependem fortemente do comprometimento dos técnicos da área interessada no sistema.
Desta premissa, surge um dos problemas a ser enfrentados. Geralmente as pessoas
rejeitam projetos inovadores, novas tecnologias. Sabendo-se desta possibilidade deve-se
preparar um material convincente para se ter o comprometimento destas pessoas. Outra
questão em relação ao treinamento das pessoas envolvidas é que o mesmo é oneroso, e
em se tratando de uma nova tecnologia, o mercado é carente de pessoal técnico
especializado. Este fato encarece ainda mais sua implantação, pois se não se tem
especialistas, pessoas precisam ser treinadas. Mas, ao final, tem-se uma equipe
realmente envolvida, onde o sistema realmente “funcionará”, gerando resultados
compensadores.

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Durante o levantamentos dos dados disponíveis, observou-se o quão variável estes são e
o imenso volume dos mesmos. Percebeu-se também que estes dados devem ser ainda
mais detalhados. Esta constatação comprova que o processo de conversão dos dados
para o SIG, é uma das etapas mais exaustivas e consequentemente de imensa
importância. A cartografia digital é uma ferramenta fundamental neste processo de
conversão, uma vez que é a grande responsável pela conversão da maioria dos dados
disponíveis. Uma boa equipe de geoprocessamento deve ter técnicos especialistas em
cartografia digital, para que o todo o processo de conversão e também a execução das
tarefas do dia-a-dia de trabalho sejam realizadas com procedimentos bem definidos e
acertivos. Nunca é demais repetir que a equipe participante deste processo deve ser
criteriosa, pois o sucesso do sistema depende também da confiabilidade dos dados a
serem utilizados. Ainda, como o volume de dados disponíveis é geralmente grande, todo
o processo de conversão é trabalhoso, e o que é pior, lento. Por ser um processo lento,
muitas vezes gera-se um desapontamento nas expectativa das pessoas, mas esta questão
também é controlável: deve-se fazer a conversão de preferência com pessoal
terceirizado, para que seja mais rápido, por pessoas especializadas e com dedicação
exclusiva ao processo. Tudo isso ajuda muito.
Várias etapas de validação da conversão dos dados devem ser programadas e efetuadas
para garantir este resultado desejado. Se somente conferirmos a utilização do sistema ao
final de sua implantação, pode ser tarde demais para modificarmos alguma
inconsistência.
A definição dos softwares indicados deve ser discutida com a empresa que irá
desenvolver a implantação do sistema, pois durante as primeiras pesquisas, enquanto a
decisão apontava para a aquisição do ARCVIEW (versão 3.2), foi noticiado que a
empresa responsável por sua distribuição, a ESRI Company, está lançando nos Estados
Unidos, a versão ARCVIEW 8.0, com várias novidades e implementações, inclusive
estruturais. Consequentemente, esta nova versão terá custos mais elevados para sua
aquisição. Esta é uma outra desvantagem, o custo inicial de implantação é relativamente
caro, pois os softwares sâo caros e exigem hardwares robustos;

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Durante a estruturação da primitiva da modelagem dos dados disponíveis, constatou-se
sua complexidade. O resultado obtido não foi satisfatório, pois mais dados deverão ser
levantados, pois foram observadas lacunas de informação e uma melhor definição dos
relacionamentos.
Como se viu, em contrapartida à implantação do SIG ocorrem algumas desvantagens,
desvantagens estas que como já são conhecidas podem ser trabalhadas visando o não
desapontamento das pessoas.
Assim, muito trabalho se tem pela frente para a efetiva implantação do BDSIG, mas a
conclusão principal que se chega ao final deste trabalho, é de que o geoprocessamento é
uma ferramenta poderossíssima e de ampla aplicação à pesquisa mineral, que auxiliará
imensamente a tomada de decisão gerencial, assim como, otimizará os trabalhos do dia-
a-dia de vários departamentos da empresa.

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5 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

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WEBSITES VISITADOS:
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http://www.dnpm.gov.br
http://www.engesat.com.br
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