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UEA – UNIVERSIDADE DO ESTADO DO AMAZONAS

EST – ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA

LETÍCIA MEDEIROS CORRÊA
PATRICK MAGALHÃES DE LIMA
PRISCILA FRANÇA DE SOUZA
RACHEL BATALHA DE LIMA






4º RELATÓRIO



CIRCUITO SÉRIE-PARARELO






MANAUS
2013
2

LETÍCIA MEDEIROS CORRÊA
PATRICK MAGALHÃES DE LIMA
PRISCILA FRANÇA DE SOUZA
RACHEL BATALHA DE LIMA


4º RELATÓRIO



CIRCUITO SÉRIE-PARALELO




Relatório solicitado pelo professor Júlio
Feitosa aos alunos de engenharia da
Universidade do Estado do Amazonas
para a aquisição de notas referentes à
matéria de laboratório de Circuitos
Elétricos I.



MANAUS
2013
3

INTRODUÇÃO
Em nosso dia-a-dia utilizamos vários aparelhos elétricos onde são empregados
circuitos com dois ou mais resistores. Em muitos destes circuitos, um único resistor
deve ser percorrido por uma corrente elétrica maior que a suportada, e nestes casos
utiliza-se uma associação de resistores. Em outras aplicações vários resistores são
ligados um em seguida do outro para obter o circuito desejado, como é o caso das
lâmpadas decorativas de natal.
Os resistores podem ser associados basicamente de três maneiras diferentes:
Associação em série, associação em paralelo e associação mista. Entretanto o
experimento realizado na aula do dia 12 de abril de 2013 teve por objetivo, de como se
constroem ligações em série e em paralelo, utilizando resistores. Além de observar a
finalidade de um amperímetro e voltímetro, em circuitos elétricos.




















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FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Existem dois tipos básicos de circuitos: os que possuem seus elementos ligados
em série, e os que os possuem ligados em paralelo.
Para estarem ligados em série os elementos precisam possuir somente um ponto
em comum e esse ponto não estar ligado a nenhum outro elemento percorrido por
corrente. Por outro lado pode-se dizer que elementos estão em paralelo se estes possuem
dois pontos em comum.
A resistência equivalente (Req) de um circuito em série é feita somando-se a
resistência dos elementos que o compõem. Já a resistência de um circuito em paralelo é
feita com a soma do inverso das resistências dos elementos.
Req em série Req em paralelo

Circuitos em série e em paralelo foram utilizados nos experimentos anteriores
individualmente. No experimento realizado no dia 12 de abril do ano presente utilizou-
se outro tipo, chamado de circuito misto ou em série-paralelo.
Como o nome sugere um circuito misto possui elementos associados tanto em
série quanto em paralelo, onde os elementos podem ter diferentes correntes e/ou
tensões, dependendo de suas posições.

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Pela definição do calculo das resistências de circuitos em série e em paralelo
dadas anteriormente pode-se observar que a resistência equivalente de um circuito misto
é a soma da resistência equivalente de seus elementos em série com a resistência
equivalente de seus elementos em paralelo. Tem-se pela 1ª Lei de Ohm , daí
também pode-se obter a resistência total (equivalente) do circuito, desde que se saibam
a correntes e tensão que o percorrem.
Os elementos que estão em série serão percorridos pela mesma corrente, porém
estarão sob diferentes tensões, estas podem ser calculadas com a 1ª Lei de Ohm. Os
elementos ou ramos em paralelo terão a mesma tensão, mas correntes diferentes, estas
podem ser calculadas com a divisão de corrente

, onde It é a corrente
total R’ é a resistência dos outros elementos ou ramos e R é a resistência do elemento ou
ramo no qual se deseja obter a corrente.
Circuitos mistos são, a princípio, confusos, porém com uma boa compreensão
dos circuitos em série e em paralelo, individualmente podem-se fazer bons estudos e
experimentos, utilizado associações mistas, necessitando-se ter atenção nas suas
medidas e posições.
















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PROCEDIMENTOS EXPERIMENTAIS E RESULTADOS
Material Experimental:
- Fonte Variável;
- Resistores 120Ω, 330Ω, 390Ω, 560Ω, 1200Ω e 470Ω;
- Multímetro
- Jumpers;
- Placa Protoboard: 1mimipo MP-2420A.
- Cabos
Inicialmente o professor Júlio aplicou um embasamento teórico, que foi disserto
detalhadamente no item anterior, a respeito das experiências que seriam realizadas,
chamando em seguida o representante de cada grupo para a entrega do material citado
acima, para a realização do experimento.
Os resistores usados tinham valores 1200Ω, 120Ω, 330Ω, 390Ω, 470Ω e de 560Ω
que foram identificados a partir dos códigos de cores dos mesmos. Depois montamos o
circuito conforme a figura 1, associando 06 resistores em série-paralelo sem nenhuma
fonte de tensão no circuito e existiam os pontos A (no início do circuito) e D (no final
do circuito).


Figura 1


7

Logo depois calculamos a Resistência equivalente entre os pontos A e D:
R’= R
2
, R
3
= 330 + 470 = 800Ω
R’’= R
4
, R
5
= 120 +560 = 680Ω
R’’’= R’//R’’= 367,568Ω

Req AD calculada = R
1
+ R’’’ + R
6
= 1200 + 367,568 + 390 = 1,958 kΩ

O próximo passo foi medir com o Multímetro Digital, na função de ohmímetro, a
Resistência equivalente do circuito entre os pontos A e D (Req AD Medida). Essa
medida foi feita tocando as pontas de prova do multímetro entre esses pontos (A e D) do
circuito como apresenta a Figura 2. Os valores foram apresentados na Tabela 1:


Figura 2

Req AD Medida
1,949 KΩ
Req AD Calculada
1,958 KΩ
Tabela 1

Preparamos a Fonte Variável para fornecer uma tensão de 12,002 V e
alimentamos o circuito da Figura 1, conectando os cabos da fonte aos fios que estavam
conectados ao circuito, prestando atenção na polaridade da fonte e respeitando o
esquema da figura. Com isso o circuito tomou uma nova forma como indicada pela
Figura 3.

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Figura 3

Na Figura 3 temos o circuito agora sendo alimentado por uma tensão de 12V.
Iniciou-se então a medição das correntes nos pontos A, B, C e D, que chamamos,
respectivamente, de I
A
, I
B
, I
C
e I
D

Para medir I
A
interrompeu-se, o circuito no trecho entre o ponto A e a Fonte,
conectou-se o amperímetro em série nesse trecho interrompido, atentos para que a ponta
de prova positiva estivesse ligada ao cabo positivo da fonte, e a ponta de prova negativa
(Figura 4).
Figura 4

9

Para medir I
B
, interrompeu-se o circuito no ponto B, entre os resistores de 330Ω e
470Ω, seguindo o sentido da polaridade, conectou-se o amperímetro em série nesse
trecho, onde a ponta de prova positiva ficou ligada ao resistor de 330Ω e a ponta de
prova negativa ligada ao resistor de 470Ω (Figura 5).










Figura 5
Para medir I
C
, interrompeu-se o circuito no ponto C, entre o Primeiro e o resistor
de 120Ω, mas diferente dos outros foi necessário a utilização do jumper para auxiliar na
medição, o jumper foi conectado ao Primeiro, e a ele conectou-se a ponta de prova
positiva, e ao resistor de 120Ω conectou-se a ponta de prova negativa, ficando o
amperímetro em série nesse trecho antes interrompido.
Para medir I
D
interrompeu-se, o circuito no ponto D, entre o resistor de 390Ω e o
cabo negativo da Fonte, o amperímetro foi conectado em série nesse ponto D, de tal
forma que a prova positiva ficou ligada ao resistor de 390Ω, e a ponta de prova negativa
ligada ao cabo negativo da fonte (Figura 6).









Figura 6
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Após essas medidas obteve-se a Tabela 2:

I
A
I
B
I
C
I
D
6,16 mA 2,81 mA 3,35 mA 6,16 mA
Tabela 2

E por fim foi realizada a medição da tensão em cada resistor. A medição da
tensão é feita conectando o voltímetro em paralelo ao elemento que se deseja determinar
a tensão. Com isso, determinamos a tensão em cada resistor do circuito, mantendo o
sentido correto das polaridades, resultando na Tabela 3, apresentada abaixo:

R (Ω) 1200 330 470 120 560 390
V (Volt) 7,36 V 0,923 V 1,320 V 0,396 V 1,845 V 2,404 V
Tabela 3




















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QUESTÕES

1 - Calcule a resistência equivalente do circuito da Fig. 4.1, anote o valor na tabela
4.1 e compare com o valor medido explicando a eventual discrepância.
Req=

=

= 1,948 Ω
Valor AD medido: 1,949Ω

A discrepância nos valores encontrados pode ter ocorrido devido à falta de precisão
dos equipamentos utilizados assim como, a influência da resistência interna do
amperímetro.

2 - Para o circuito da figura 4.2 verifique se a corrente no ponto A é igual à soma
da corrente no ponto B com a corrente no ponto C. Comente o resultado.
I
A=
6,16 mA I
B
+ I
C=
2,81+3,35= 6,16 mA
Esses valores são idênticos, pois I
A
esta se dividindo em I1 e I2 , para uma
associação em paralelo entre duas associações em série, onde parte da corrente vai para
uma das associações (onde esta o ponto B) e a outra parte da corrente irá para o outra
associação (onde esta localizado o ponto C), com isso, quando somadas essas duas
correntes (I1 e I2) se obterá o valor da corrente I
A
.

3 - Para o circuito da figura 4.2, compare a soma das tensões dos resistores de
330W e 470W com a dos resistores de 120 W e 680 W. Comente os resultados.
R
330
+ R
470
= 0,923 + 1,320= 2,243Ω
R
120
+ R
680
=

0,396 + 1,845= 2,241Ω
Os resultados entre as somas de tensões foram quase iguais, pois a tensão é a
mesma numa associação em paralelo de resistores. Essa diferença mínima ocorreu na
pratica possivelmente devido as perdas do sistema.

4 - Determine a tensão e a corrente em cada componente do circuito da figura 4.3.

Figura 4.3
R1
R2
R3
R5
R4
R7
R6
R8
12

I= V/ Req= 5/0,036= 138,88 V

V
R1
= R
1
x I = 0,012 x 138,88= 1,66V
V
R2
=

R
2
x I = 4,7 x 10
-3
x 138,88= 0,65 V
V
R3
= R
3
x I = 3,3 x 10
-3
x 138,88= 0,45 V
V
R4
= R
4
x I = 6,8 x 10
-3
x 138,88 = 0,94 V
V
R5
= R
5
x I = 1,2 x 10
-3
x 138,88 = 0,16 V
V
R6
= R
6
x I = 1,2 x 10
-3
x 138,88 = 0,16 V
V
R7
= R
7
x I = 1,2 x 10
-3
x 138,88 = 0,16 V
V
R8
= R
8
x I = 5,6 x 10
-3
x 138,88 = 0,77 V

I
1
= V/R = 1,66/ 0,012 = 138,33 A
I
2
= V/R = 0,65/4,7 x 10
-3
= 138,29 A
I
3
= V/R = 0,45/3,3 x 10
-3
= 136,36 A
I
4
= V/R = 0,94/6,8 x 10
-3
= 138,23 A
I
5
= V/R = 0,16/1,2 x 10
-3
= 133,33 A
I
6
= V/R = 0,16/1,2 x 10
-3
= 133,33 A
I
7
= V/R = 0,16/1,2 x 10
-3
= 133,33 A
I
8
= V/R = 0,77/5,6 x 10
-3
= 137,5 A

5 - No circuito da figura 4.4. sabendo-se que a leitura do miliamperímetro é 6mA e
a do voltímetro é 3,51V, calcule o valor da fonte E e do resistor R.
Figura 4.4
Por divisor de corrente, calculamos a corrente total:
I
T
= 1500/ 1500+750 x 6 x 10
-3
= 9x10
-3
A
Calculando a resistência em paralelo dos resistores:
750Ω//1,5Ω = (750Ω)(1,5x10
-3
) / (750Ω) + (1,5x10
-3
) = 500Ω
R= V/I = 3,51 x 9x10
-3
= 390Ω
Calculando E:
E= V1+V2+V3 => E= 910×9.10-3+ 750×6.10-3+3,51 = 16,2V
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REFERÊNCIAS

BOYLESTAD, ROBERT L. Introdução à Análise de Circuitos. 10ª edição, São Paulo:
Pearson Prentice Hall, 2007.
NILSSON, JAMES W. Circuitos Elétricos. 8ª edição, São Paulo: Pearson Prentice
Hall, 2009.