You are on page 1of 3

Analisando alguns trechos do livro “Introdução à psicologia da linguagem e do

pensamento” do Antônio Gomes Penna podemos compreender melhor a
psicolinguística, claro que para isso teremos que analisar de diversos âmbitos e
analisadas por alguns estudiosos de diversas áreas, desde um biólogo no principio como
Piaget até mesmo grandes psicólogos que analisam a psicolinguísticas de diversas
formas.
Como inicio o autor analisa os estudos de Chomsky que tende a entender a linguística
como parte da psicologia, mas como uma parte que se limita a estudar um domínio
cognitivo especifico, uma faculdade mental, em particular, a faculdade da linguagem.
Ele adverte também sobre a diferença entre “poder” fazer algo ou “ser capaz” de fazer,
vendo entre ambos uma grande diferença, comparando o ser humano aos animais, onde
ele mostra que o sistema parece ser o mesmo, mas os animais não são capazes de fazer
tais coisas que os humanos são, como a linguagem por assim se dizer, mas existe um
fator que não tem como ser explicado, a vontade inerente a cada homem em querer fazer
ou não, existem elementos que podem incitar ou inclinar o homem a querer fazer ou
aprender algo, mas a decisão é dele próprio, até então inexplicável o motivo porque uns
tem como Descartes entre outros e demais não conseguem desenvolver a linguagem e o
pensamento.
Chomsky ainda ressalta sua ideia dizendo que nenhuma outra ciência pode ir tão fundo
na analise do ser humano quanto a literatura pode e que os produtos de nossa mente são
coisas feitas pelo homem, logo, acessíveis a uma abordagem bem diferente da que é
utilizada nas ciências naturais, uma abordagem que talvez nos ajude a ir há um nível
mais profundo.
Para Chomsky o desenvolvimento da língua ou idioma a qual a criança irá adquirir ao
longo do tempo não está ligada diretamente com pela escolha dela, mas sim por um
sistema interno já presente nela o qual irá se desenvolver em virtude da constituição
interior dela e do meio ambiente em que vivemos, sua tese sempre foi inatista e
racionalista. Sua teoria vem contra as ideias behaviorista de Skinner, para Chomsky a
linguagem vem de um processo cognitivo.
Outro grande estudioso que seus estudos ajudaram consideravelmente o estudo da
psicolinguística foi Piaget, ele assumiu algumas posições diferentes de Chomsky e
Skinner, para ele a linguagem constitui um dos sistemas ou formas assumidas pela
atividade semiótica.
A teoria de Piaget, que teve como analise principal a analise do desenvolvimento dos
seus filhos, tem como principal foco a separação dos níveis ao qual o individuo cresce e
se desenvolve ao longo dos anos de vida, indo desde a idade 0 até depois dos 12 anos de
idade, nos primeiros anos de vida a criança desenvolve apenas algumas funções motoras
ligadas ao corpo, tais como seus primeiros movimentos, a sucção como meio de se
alimentar e de conhecimento do mundo, pois a criança leva a boca diversas coisas com
o intuído de conhecimento e o choro como base de emoções e de manipulação do
ambiente.
A língua vem como ultimo fator a ser desenvolvido na criança, e ela tem um tempo de
aprendizagem variado de acordo com o meio em que a criança vive, como ela está
sendo estimulada a falar, aprender entre outros fatores, uma criança a qual vive em um
ambiente onde a fala é constante, a qual ela recebe estímulos terá um desenvolvimento
mais rápido do que outra que não tem o mesmo ambiente, mesmo as duas sendo
igualmente capacitadas fisicamente e mentalmente.
Para Piaget a linguagem é um instrumento essencial para a adaptação, algo que já é
transmitido para a criança sob formas prontas, obrigatórias, prontas e acabadas, sendo
que a linguagem é adquirida em um processo de imitação, mas não de um modo
resultante de um condicionamento como pretende Skinner que veremos logo a seguir,
pois se fosse apenas algo condicional a criança poderia adquirir essa linguagem já
durante seu segundo ano de vida.
Um outro estudioso da psicolinguística vem um pouco contra os demais, pois se utiliza
da ciência para tentar explicar o processo de aprendizagem do ser humano, o então
famoso Behaviorismo, Skinner tem como analise de estudos animais e seus
comportamentos comparando com os seres humanos, mas não pense que ele privilegia o
seres humanos quando o assunto é aprendizagem, ele diz que tudo o que vivemos está
ligado diretamente com estímulos e respostas sofridos ao longo de todo nossa vida, um
exemplo muito utilizado por ele é com um hamster onde ele quer alcançar a comida,
mas para isso é necessário que ele realize algumas funções dentro da gaiola para que o
alimento seja liberado, logo fica exemplificado que o hamster aprendeu como conseguir
achar o alimento por ter um estimulo por isso.
Outra experiência muita famosa seguindo a mesma linha, porém não citada no texto, são
os cães de Pavlov, onde sempre ao tocar o sino a comida era servida, gerando assim a
ideia que o alimento estava ligado ao sino, uma vez que o sino é tocado, mas a comida
não cai, os cães já estão salivando e aguardando a comida, pois foram estimulados a
apresentar aquela resposta.
Skinner apresenta uma teoria que difere do comportamento verbal do comportamento
motor, se eu quero abrir uma porta , não adianta eu gritar para ela abrir, eu mesmo tenho
que ir e abrir, no muito alguém pode te ouvir e abrir a porta, mas o que está acontecendo
é um comportamento operante nesse caso.
Temos diversos estudos e teorias sobre como o ser humano adquiri a fala e como
funciona todo esse processo, claro que já evoluímos consideravelmente no campo da
linguística com o fabuloso auxilio de Saussure, mas ainda há muito pela frente e quem
sabe podermos utilizarmos do avanço tecnológico e cientifico assim como sugeriu
Skinner ou desenvolvermos nosso pensamento de uma forma a qual poderemos
descobrir qual o processo, assim como muitos dizem e dentre eles se destaca Chomsky.
O estudo apenas começou e a jornada está longe de terminar, sabemos que essa corrida
teve um ponto de partida, mas não sabemos alguém um dia irá cruzar a linha de
chegada.