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Organização da administração pública

O diretor de órgão integrante da estrutura de autarquia estadual assina termo de ajustamento de conduta
com o Ministério Público Estadual, visando à regularização de práticas administrativas da referida
autarquia, as quais, no entender do parquet, ofendem direitos dos usuários do serviço público prestados
pela entidade autárquica. Nessa situação, o descumprimento do termo de conduta propiciará a execução
judicial do acordo em relação à autarquia a que pertence o referido órgão, visto que em razão da teoria da
imputação, o órgão é uma unidade sem personalidade jurídica própria, que congrega atribuições exercidas
por agentes que o integram e expressam a vontade do ente estatal.
É dispensável a licitação para a celebração de contrato de prestação de serviços com as
organizações sociais, qualificadas no âmbito das respectivas esferas de governo, para atividades
contempladas no contrato de gestão.

De acordo com o Art. 24 Lei 8.666/93: Art. 24. É dispensável a licitação: XXIV - para a celebração de
contratos de prestação de serviços com as organizações sociais, qualificadas no âmbito das respectivas
esferas de governo, para atividades contempladas no contrato de gestão.

Somente os dirigentes das agencias reguladoras possuem mandato fixo. Assim, os dirigentes das
agencias executivas podem ser exonerados a qualquer momento por decisão discricionária da autoridade
competente.
No que tange aos órgãos públicos, é correto afirmar: Como regra, os órgãos públicos são destituídos de
capacidade processual; porém, a doutrina e a jurisprudência nacionais vêm reconhecendo tal
capacidade a órgãos de status constitucional, quando necessária à defesa de suas prerrogativas e
competências institucionais.
Características das AS(s) e Empresas públicas
- sua criação deve ser autorizada por lei específica.
- a contratação de seus servidores deve ser feita por concurso público, porém, eles não titularizam cargo
público e tampouco fazem jus à estabilidade prevista no art. 41 da Constituição Federal de 1988.
- seus servidores estão sujeitos à proibição de acumulação de cargos, empregos e funções públicas, com
as exceções admitidas pela Constituição; porém, nem sempre é aplicável a essas entidades a regra do teto
remuneratório.
O item está errado pois fala que a investidura de seus Dirigentes depende de prévia aprovação pelo
Legislativo. Lembrando que quando se trata de Empresas Públicas e Entidades de Economia Mista a
nomeação é feita livremente pelo chefe do executivo. Já para Autarquias e Fundações Públicas existe a
necessidade de aprovação pelo Legislativo.
No tocante ao regime jurídico aplicável às sociedades de economia mista, que explorem atividade
econômica em sentido estrito, é correto afirmar que são obrigadas a ter em sua estrutura um Conselho de
Administração, asseguradas participação aos acionistas minoritários.
Determinado ente integrante da Administração indireta federal teve sua criação autorizada por lei, presta
serviço público regularmente, embora não tenha participado de licitação para outorga de concessão,
sujeita-se ao regime jurídico de direito privado, embora com derrogações do regime jurídico de direito
público. A descrição proposta é compatível com uma sociedade de economia mista.
É correto afirmar que os órgãos não têm personalidade jurídica própria, no entanto, alguns deles podem
ser dotados de capacidade processual.
Quando, por exemplo, a execução do serviço público é transferida para um particular, por meio de
concessão ou permissão, ocorre a chamada descentralização.
Outorga Delegação

• o Estado cria a entidade • o particular cria a entidade
• o serviço é transferido por lei • serviço é transferido por lei contrato (concessão), ato unilateral
(permissão, autorização)
• transfere-se a titularidade • transfere-se a execução
• caráter definitivo • caráter transitório

Nas Empresas Públicas o capital é inteiramente público, porém admiti-se no capital dela, a participação
de outras pessoas jurídicas de direito público interno. Tem-se a seguinte divisão doutrinária: se o capital
pertencer 100% a um ente da Federação será o capital, unipessoal, se o capital for dividido entre dois ou
mais entes da Federação será o capital, pluripessoal.

As empresas públicas e sociedades de economia mista que explorem atividade econômica submetem-se
ao regime tributário próprio das empresas privadas.

Regime das AUTARQUIAS:
1 – Pessoa Jurídica de Direito Público, integrante da Administração Pública Indireta, criação e extinção
por lei, art. 37, XIX, da CRFB;
2 – Controle Interno e Externo; Uma pessoa jurídica que se enquadre no conceito de autarquia é
essencialmente considerada um serviço autônomo.
3 – Atos e Contratos: seguem regime administrativo e obedecem à L.8666-93;
4 – Responsabilidade Civil: em regra é objetiva, art. 37, §6º da CRFB;
5 – Prescrição Quinquenal (DL. nº 20.910/32);
6 – Bens Autárquicos: submete-se ao mesmo regime de execução da Administração direta, seguem
regime de bens públicos (alienabilidade condicionada, impenhorabilidade, impossibilidade de oneração e
imprescritibilidade);
7 – Débitos Judiciais: seguem regime de precatórios, art. 100 da CRFB);
8 – Privilégios processuais: prazos dilatados, juízo privativo e reexame necessário;
9 – Imunidade Tributária para os impostos, desde que ligada a sua finalidade específica, art. 150§2º da
CRFB.
10 – Procedimentos Financeiros: regras de contabilidade pública (L. 4320/64 e LC 101/00);
11 – Regime de Pessoal: os seus agentes são servidores públicos;
O regime jurídico das empresas públicas que executam atividade de natureza econômica em sentido
estrito permite a contratação direta de suas subsidiárias e controladas, para a aquisição ou alienação de
bens, prestação ou obtenção de serviços, desde que o preço contratado seja compatível com o praticado
no mercado.

Segundo a lei 9649/98:
Art. 51. O Poder Executivo poderá qualificar como Agência Executiva a autarquia ou fundação que
tenha cumprido os seguintes requisitos:
I - ter um plano estratégico de reestruturação e de desenvolvimento institucional em andamento;
II - ter celebrado Contrato de Gestão com o respectivo Ministério supervisor.
§ 1
o
A qualificação como Agência Executiva será feita em ato do Presidente da República.
§ 2
o
O Poder Executivo editará medidas de organização administrativa específicas para as Agências
Executivas, visando assegurar a sua autonomia de gestão, bem como a disponibilidade de recursos
orçamentários e financeiros para o cumprimento dos objetivos e metas definidos nos Contratos de Gestão.

OBS. as agências reguladoras possuem regime jurídico especial, fixado na lei instituidora, garantindo
maior grau de autonomia administrativa e orçamentária que o conferido às demais autarquias.

Consorcio Publico
A doutrina utiliza a expressão "autarquia interfederativa" ou "autarquia multifederada" para referir-se a
essas autarquias que pertencem a mais de um ente federado.
Os consórcios públicos com personalidade jurídica de direito público integram a Administração Indireta
de todos os Entes da Federação consorciados.
Por outro lado, quando o consórcio for pessoa jurídica de direito privado, sua constituição deve ser
efetivada conforme a legislação civil, de modo que a aquisição da personalidade ocorrerá com o registro
dos atos constitutivos no registro público, mas ainda estarão sujeito às normas de direito público, no que
concerne à realização de licitação, celebração de contratos, prestação de contas e admissão de pessoal.
A Lei não esclarece se esses consórcios públicos de direito privado integram ou não a Administração
Pública, mas ao dispor expressamente que os consórcios públicos de direito público integram a
Administração Indireta, e nada dizerem a respeito dos consórcios públicos de direito privado, pretendeu
que estes não integrem formalmente a Administração Pública.
Portanto, até que seja pacificado o entendimento pela doutrina e jurisprudência a respeito dessa nova
figura jurídica, podemos concluir que os consórcios públicos são novas pessoas jurídicas, que podem ser
de direito público ou de direito privado, sendo que, se de direito público são autarquias e integram a
Administração Indireta. Se de direito privado não integram a Administração, restando ainda a sua
melhor caracterização, que ainda é insuficiente para definir a sua posição na organização administrativa.

O art. 24, inc.XXVI da lei de licitações cita a seguinte dispensa: na celebração de contrato de programa
com ente da Federação com entidade de sua administração indireta, para a prestação de serviços púbicos
de forma associada nos termos do autorizado em contrato de consórcio público ou em convênio de
cooperação.

É compatível com a disciplina legal dos consórcios públicos que os entes públicos que deles
participem compatível com a disciplina legal dos consórcios públicos que os entes públicos que deles
participem transfiram ao referido consórcio competências constitucionais que lhes tenham sido atribuídas,
possibilitando a ampliação do espectro de atribuições desse ente.






OS e OSCIP



OS (9.637/98)
OSCIP (Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público)
(9.790/99)
DISCRICIONÁRIO VINCULADO
Qualificação: Ministério ou órgão da área de
atuação (Decreto)
Qualificação: Ministério da Justiça (Perde a qualificação: a pedido
ou processo administrativo ou judicial)
CONTRATO DE GESTÃO TERMO DE PARCERIA
Conselho ADMINISTRATIVO: Participação
obrigatória de agentes do Poder Público
Conselho administrativo (não há previsão deste conselho). Só
CONSELHO FISCAL
Objetivo mais RESTRITO Objeto mais AMPLO
Entidades vedadas: NÃO há previsão
Entidades vedadas: lista grande. Ex. as sociedades comerciais;
sindicato; as organizações sociais; as cooperativas; as fundações
públicas;
Ex. APS (associação das pioneiras sociais)
administradora da rede SARAH
Ex. Associação Casa da Criança Pequeno Edson