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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA........

VARA CÍVEL DO
FORO DA COMARCA DE SÃO PAULO/SP










AZARÃO, brasileiro, solteiro, estudante, portador da
cédula de identidade RG. nº 000.00-0, inscrito no CPF/MF sob o nº 000.000.000-00 residente e
domiciliado ................, por sua advogada, que esta subscreve, conforme instrumento de
procuração anexo (doc. I), vem, respeitosamente, a presença de Vossa Excelência, propor

AÇÃO DE REPARAÇÃO POR DANOS MATERIAIS C/C INDENIZAÇÃO POR
DANOS MORAIS DECORRENTE DE ACIDENTE DE TRÂNSITO

pelo rito SUMÁRIO, em face de Luizinho, (estado civil), (profissão), portador da cédula de
identidade RG. nº ............., inscrito no CPF/MF sob o nº ........., residente e domiciliado
................, pelas razões de fato e de direito que passa a expor:

I- Dos Fatos

O Requerido, dirigindo o carro em velocidade acima do permitido para a via, ao desviar de um
“animal” que atravessava a rua, perdeu o controle do carro, ocasionando danos em três veículos
estacionados de propriedade do Requerente, para a surpresa do Requerente, o Requerido se nega
a reparar os danos ocasionados, que remontam o valor de R$ 18.000,00 (dezoito mil reais),
conforme orçamentos, alegando que não teve a intenção de provocar o acidente e que o animal
não lhe pertence.
II- Do Direito


A culpa pelo evento danoso é atribuída à requerida pela
inobservância de um dever que devia conhecer e observar.
Está assegurado na Constituição Federal de 1988 o direito
relativo à reparação de danos materiais:

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem
distinção de qualquer natureza, garantindo-se
aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no
País a inviolabilidade do direito à vida, à
liberdade, à igualdade, à segurança e à
propriedade, nos termos seguintes:

X - São invioláveis a intimidade, a vida
privada, a honra e a imagem das pessoas,
assegurado o direito à indenização por dano
material ou moral decorrente de sua violação.

Sobre a responsabilidade de reparar o dano
causado a outrem, Luis Chacon diz que:

(...) o dever jurídico de reparar o dano é
proveniente da força legal, da lei. Esse dever
jurídico tem origem, historicamente, na idéia de
culpa, no respondere do direito romano,
tornando possível que a vítima de ato danoso
culposo praticado por alguém pudesse exigir
desse a reparação dos prejuízos sofridos.
Obviamente que se a reparação não for
espontaneamente prática será possível o
exercício do direito de crédito, reconhecido por
sentença em processo de conhecimento, através
da coação estatal que atingirá o patrimônio do
devedor causador dos danos. (CHACON, Luis
Fernando Rabelo. São Paulo : Saraiva, 2009)

Conforme os artigos 186 e 927, “caput” do
atual Código Civil Brasileiro:

Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão
voluntária, negligência ou imprudência, violar
direito e causar dano a outrem, ainda que
exclusivamente moral, comete ato ilícito.

Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e
187), causar dano a outrem, fica obrigado a
repará-lo.



Está evidente que o Requerido causou danos ao
Requerente, devendo, conforme a lei, repará-
los.
De acordo com o artigo 28 do Código de
Trânsito Brasileiro “o condutor deverá, a todo
momento ,ter domínio de seu veículo,
dirigindo-o com atenção e cuidados
indispensáveis a segurança do trânsito”.
Os fatos mostram que o Requerdido não estava
observando os cuidados indispensáveis à
segurança do trânsito, agindo com falta de
atenção, e excesso de velocidade.

O Código Civil ainda dispõe que:

Art. 402. Salvo as exceções expressamente
previstas em lei, as perdas e danos devidas ao
credor abrangem, além do que ele efetivamente
perdeu, o que razoavelmente deixou de lucrar.

Como nos ensina o jurista Sílvio de Salvo
Venosa: “Se a vítima teve seu veículo
abalroado por culpa, deve ser indenizada pelo
dano efetivo: valor dos reparos e eventual
porcentagem de desvalorização da coisa pelo
acidente.”(Direito Civil, 4.ed., São Paulo:
Atlas, 2004)
Venosa continua seu raciocínio dizendo que “o
dano emergente, aquele que mais se realça à
primeira vista, o chamado dano positivo, traduz
uma diminuição de patrimônio, uma perda por
parte da vítima: aquilo que efetivamente
perdeu. Geralmente, na prática, é o dano mais
facilmente avaliado, porque depende
exclusivamente de dados concretos, em um
abalroamento de veículo, por exemplo, o valor
do dano emergente é o custo para repor a coisa
no estado anterior”.
Logo, o autor deverá ser indenizado pelo dano
efetivo causado pela colisão, visto que a traseira
de seu automóvel ficou totalmente destruída em
razão da culpa do Requerido.

Conforme a jurisprudência do Tribunal de
Justiça do Rio Grande do Sul

RESPONSABILIDADE CIVIL EM
ACIDENTE DE TRÂNSITO. AÇÃO DE
INDENIZAÇÃO. EXCESSO DE
VELOCIDADE. DANOS MORAIS E
MATERIAIS. LUCROS CESSANTES.
Situação em que o motorista do carro em alta
velocidade, desviando-se de uma animal colide
com 3 veículos estacionados na propriedade da
Apelada. Culpa do motorista do Veículo em
razão do excesso de velocidade com que dirigia
o veículo. Devida a indenização por danos
morais e materiais, pois o autor teve seu
patrimônio lesado . Quantum majorado. Danos
materiais e lucros cessantes remetidos à
liquidação. PRIMEIRA APELAÇÃO
PROVIDA. SEGUNDA APELAÇÃO
PARCIALMENTE...

(TJ-RS - AC: 70045777349 RS , Relator:
Bayard Ney de Freitas Barcellos, Data de
Julgamento: 08/08/2012, Décima Primeira
Câmara Cível, Data de Publicação: Diário da
Justiça do dia 20/08/2012)



III- Do Pedido

Ante o exposto, requer:

(i) a citação do requerido para, querendo, vir contestar a presente ação, sob pena de sofrer os
efeitos da revelia;
(ii) a procedência da ação de reparação de danos materiais cumulada com indenização por danos
morais, porquanto o Requerente agiu com negligência, condenando o requerido ao pagamento
das custas, despesas processuais e honorários advocatícios;

(iii) Provará o alegado por todos os meios de prova em
direito admitidos, bem como outros que se fizerem necessários;

Dá à causa o valor de R$ 18.000,00 (dezoito mil reais)

Termos em que
Pede deferimento.
São Paulo, 18 de setembro de 2013.

OAB/SP.nº...........................