You are on page 1of 3

Técnicas de Reportagem

Conceitos de Reportagem e das definições, estilos, tipos e características
deste gênero do jornalismo proposto pelos principais autores do gênero,
como Luiz Beltrão, Oswaldo Coimbra, Nilson Lage e Muniz Sodré e Maria
Helena Ferrari.

Para Lage, há 3 tipos de reportagem:
1) Investigação – revelar fatos ocultados. Começou com o jornalismo
americano
2) Interpretação – observado da perspectiva metodológica de dada ciência
(mais freqüente no jornalismo europeu)
3) Novo jornalismo – EUA e Brasil - utiliza de alguns recursos literários
para a escrita de textos jornalísticos.

Ainda conforme COIMBRA, há quatro tipos de estrutura para a
reportagem: (todo texto tem uma estrutura ou uma estrutura
mista)
1. REPORTAGEM DISSERTATIVA – função é informar. Há a presença
óbvia de argumentação e um raciocínio a ser seguido. Guimarães afirma que o
discurso argumentativo está diretamente ligado ao raciocínio dedutivo (p.13).
Mas, só os fatos provam. Texto trás juízo de valor do autor, aliado às frases
dos entrevistados. Os juízos de valor são fundamentados em dados e
declarações do autor. Isto ocasiona raciocínio do texto e análise do conjunto
dos fatos. Tem sentido lógico. Os fatos são generalizantes seguidos de
fundamentação.
2. REPORTAGEM NARRATIVA – três categorias tecem o sistema
narrativo: exposição, complicação e resolução. O texto narrativo, segundo a
autora, ostenta uma dimensão temporal: os comportamentos que nele se
processam têm relações mútuas de anterioridade e de posterioridade. A
informação, para Coimbra, é uma ameaça à narrativa maior do que o
romance. A estrutura da narração no texto jornalístico lembra o contexto
extraverbal. E representa o real. Para Medina, indo ao encontro de GRITTI,
em COIMBRA, “narrar alguma história não é mais viver esta história. O
fragmento do tempo posterior que a narrativa representa é a passagem
fundamental para uma realidade substitutiva; um esforço de prolongamento
do instante anterior".
3. REPORTAGEM DESCRITIVA – Deve ter um tema-chave que anuncie a
seqüência descritiva; com uma série de subtemas; e expansões de preticativas,
ou seja, atribuições de qualidade, ações e subtemas). Levar em conta os
aspectos psicológicos, físicos, festuais, tempo, espaço. Observar a postura, a
tensão, felaxamento, formalidade, informalidade, atenção,
discordância,rubor, suor, riso, olhar, silêncio... é o perfil psicológico.
4. REPORTAGEM NARRATIVO-DISSERTATIVA E REPORTAGEM
DISSERTATIVO-NARRATIVA – Todo texto contém um pronunciamento
do autor sobre uma dada realidade. E na reportagem descritiva, com bloco e
fragmento, os elementos são articuladores de imagem, com comparação e
detalhamento e metáforas.


Segundo Muniz Sodré e Ferrari, há os seguintes MODELOS de
reportagem:
1) Fact -Story – relato objetivo dos acontecimentos, que obedece na redação
à forma da pirâmide invertida. Os fatos são narrados em sucessão, por ordem
de importância. Às vezes o distanciamento (objetividade) pode ser menor,
como é o caso da matéria do Guevara, que é mais descritiva. Ex: revista Veja.
2) Action-Story – relato mais ou menso movimentado. Começa sempre pelo
fato mais atraente e aos poucos vai descendo para a exposição dos fatos. O
importante, nessas reportagens, é o desenrolar dos acontecimentos de forma
“enunciante” (narração), próxima ao leitor, como se estivesse num filme. Em
relatos desse tipo, o testemunho pode ser importante.
3) Quote-Story – relata documentos. Apresenta de maneira objetiva. É
expositiva e se aproxima da pesquisa. É comum em documentários para a TV
e naquelas reportagens mais formais, como relacionadas à saúde e finanças
públicas.

Classificação geral da Reportagem – SEGUNDO LUIZ BELTRÃO
1) Reportagem de setor: É a busca, “redação” e a “publicação” de relatos ou
fatos de interesse público, mas que se produzem com freqüência e são
apurados em setores competentes conhecidos.
2) História de interesse humano: É a busca, redação e divulgação de
relatos de fatos diversos, nos quais o jornalista descobre e aos quais imprime
uma carga emocional, que vai atingir a sensibilidade do leitor, comovendo-o,
instruindo-o ou despertando-lhe o humor.
3) A grande reportagem: É a busca, redação e edição de relatos de fatos de
interesse público que, por não se produzirem com freqüência e versarem
temas originais, oferecem aspectos extraordinários e criam situações
complexas ou prismas novos.