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FUNDAÇÃO UNIVERSDADE FEDERAL DO TOCANTINS

CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE ARAGUAÍNA – CIMBA






QUÍMICA EXPERIMENTAL II






DONIZETE S. MELO
NATANAEL S. SILVA
KERLEM DIVINA NOGUEIRA




ARAGUAINA
08 - 2013



DETERMINAÇÃO DE CLORETO PELO MÉTODO DE MOHR




Relatório apresentado à Professora
Doutora Magale Rambo da Química
Experimental II, do 6º semestre do curso
de Licenciatura em Química da
Universidade Federal do Tocantins.















UFT
ARAGUAÍNA, AGOSTO DE 2013.
Objetivos

Determinar a concentração de cloretos em água. Identificar o ponto de viragem e
interpretar os resultados.

Introdução

O método de Mohr foi descrito pela primeira vez em 1865 por K. F. Mohr, um
químico farmacêutico alemão, que foi um pioneiro no desenvolvimento da
titulometria.Com a descoberta de que o Cr(VI) é carcinogênico, atualmente o método de
Mohr é raramente empregado.
O cromato de sódio pode servir como um indicador para as determinações
argentométricas de íons cloreto, brometo e cianeto por meio da reação com íons prata
para formar um precipitado vermelho-tijolo de cromato de prata (Ag2CrO4) na região
do ponto de equivalência. A concentração da prata na equivalência química em uma
titulação do cloreto com o nitrato de prata é dada por


A concentração de íon cromato requerida para iniciar a formação do cromato de
prata sob essas condições pode ser computada a partir da constante de solubilidade para
o cromato de prata.

Então, a princípio, o íon cromato dever ser adicionado em uma quantidade na
qual o precipitado vermelho apareça apenas após o ponto de equivalência. Na verdade,
entretanto, uma concentração de íons cromato de 6,6 _ 10–3 mol L–1 confere à solução
uma intensa cor amarela, de maneira que a formação do cromato de prata vermelho não
pode ser prontamente detectada e, por essa razão, concentrações menores de íons
cromato são geralmente utilizadas. Como consequência, um excesso de nitrato de prata
é necessário antes que a precipitação se inicie. Um excesso adicional do reagente
também deve ser adicionado para produzir cromato de prata suficiente para ser visto.
Esses dois fatores geram um erro sistemático positivo no método de Mohr que se torna
significante em concentrações de reagentes menores que 0,1 mol L–1. Uma
correção para esse erro pode ser facilmente realizada por titulação de um branco
constituído por uma suspensão de carbonato de cálcio livre de cloreto.
Alternativamente, a solução de nitrato de prata pode ser padronizada contra o cloreto de
sódio de grau padrão primário usando-se as mesmas condições da análise. Essa técnica
compensa não apenas o consumo excessivo de reagente, mas também a acuidade do
analista em detectar o aparecimento da cor.
A titulação de Mohr deve ser realizada em pH de 7 a 10 porque o íon cromato é
a base conjugada do ácido crômico fraco. Consequentemente, em soluções mais ácidas,
a concentração dos íons cromato é muito pequena para se produzir o precipitado nas
proximidades do ponto de equivalência. Normalmente, um pH adequado é obtido
saturando-se a solução do analito com hidrogênio carbonato de sódio.

Método de Mohr para reação Cloreto – Reação de Titulação.

Materiais e Métodos
A aula prática foi realizada no dia vinte e sete de Agosto de dois mil e treze, nas
dependências do Laboratório de Química geral da Fundação Universidade Federal do
Tocantins, Campus Universitário de Araguaína, Unidade Cimba.
Materiais Usados:
 Pisseta;
 Erlenmeyer de (250 mL);
 Balão volumétrico (500 mL);
 Espátula;
 Bureta (25 mL);
 Papel de indicador;
 Balança Analítica;
 Pipetas volumétricas;
 Proveta.

Reagentes utilizados:
 Nitrato de Prata (AgNO
3
);
 Soro Fisiológico;
 Água;
 Indicador Cromato de Potássio (K
2
CrO
4
).
Procedimento: Preparar uma solução de 0,02 M de AgNO
3
e carregar a bureta com
essa solução, não esquecendo da parte inicial de lavagem da bureta. Colocar em um
erlenmeyer 2 mL da solução de cloreto a determinar (soro fisiológico). Adicionar 1-2
gotas do indicador cromato de potássio (K
2
CrO
4
). Adicionar 40 mL de água destilada.
Medir o pH e ajustar para o intervalo da faixa ótima para a titulação (6,5-10,00).

Resultados e Discussões
Na determinação de Cloretos pelo método de Mohr foi realizado o preparo da
solução de Nitrato de prata a partir dos seguintes cálculos.

X= 3,396 g de AgNO
3

X= 0, 339 g de AgNO
3
Posteriormente a preparação do AgNO
3
, foi adicionado 40 mL de água destilada,
formando portanto a solução titulante.
Por conseguinte foi preparada a solução de soro fisiológico (Cloreto) com duas
gotas do indicador Cromato de Potássio (K
2
CrO
4
), e adicionado mais 40 mL de água
destilada na solução a ser titulada. Diante das soluções preparadas, no total de três
foram medidos os seus respectivos pH com os papéis indicadores específicos. Os
referentes resultados de pH obedeceram os limites propostos para o experimento, que
são de 6,5 a 10, e estão descritos abaixo:
Solução pH
I 7
II 7
III 7
Prosseguindo a parte experimental foi realizada a lavagem da bureta com o
titulante Nitrato de Prata, desta forma calibrou-se a bureta e foram tituladas as soluções.
Os resultados são expressos na tabela a seguir de forma clara e sucinta.
Titulação Volume Nitrato de
Prata
Consumido (100 mL)
Coloração

1° Titulação 18,5 mL Vermelho
2° Titulação 17,1 mL
Vermelho
3° Titulação 17,3 mL Vermelho


(Média do volume de titulante gasto nas três titulações).

1.0 Erro absoluto.
Ea = X – Xv
Ea= 25 ml – 17,63ml
Ea= 7,36

2.0 Erro Relativo
Er = [Ea/Xv ] x 100
Er= [7,36 / 17,63] x 100
Er= 41,74 %

3.0 Desvio Padrão
S = √Σ(xi−média2 /n−1)
S
2=
(18,5 – 17,63)
2
+(17,1 – 17,63)
2
+(17,3 – 17,63)
2
/ (3 – 1)
S
2=
(0,756) + (0,280) + (0,108) / 2
S
2
= 0,572
S=
S=0,327

Conclusão
O processo desenvolvido propiciou aos acadêmicos do curso de Licenciatura em
Química a uma fundamentação teórica mais concisa sobre o processo de titulação de
precipitação e técnica de Mohr. Os resultados experimentais obtidos se aproximaram
significativamente dos resultados teóricos esperados, possuindo uma pequena margem
de erro causada, dentre outros fatores, pelo grau de pureza dos reagentes, pela validade
dos materiais trabalhados, pela precisão das medidas efetuadas e pela diferença entre o
ponto de equivalência e o ponto final da titulação, fator este muito significante no
processo de análise volumétrica de precipitação.


Referências Bibliográficas
1. SKOOG, WEST, HOLLER, CROUCH, Fundamentos de Química Analítica,
Tradução da 8ª Edição norte-americana, Editora Thomson, São Paulo-SP, 2006.