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INTRODUÇAO

O Romantismo em Portugal teve dois momentos significativos em sua evolução.
O primeiro deles representa o esforço de se firmar como movimento literário apoiado na cultura
popular no nacionalismo, na busca das origens medievais no país do país, enquanto o segundo
corresponde a um momento de maturidade e de transição para o realismo.



















O Romantismo em Portugal


Como no resto da Europa, o Romantismo surgiu em Portugal num período de efervescência
política - alguns anos após a revolução de 1820, que levou os liberais portugueses ao poder.
Participaram dessa revolução vários setores da burguesia portuguesa, nos quais se
incluíam magistrados, comerciantes, militares, professores. Influenciados pelos ideais
da Revolução Francesa, esses setores defendiam a reforma das instituições, a
elaboração de uma Constituição, a liberdade de comércio, o direito de participação
política do cidadão. Lutavam, enfim, pela modernização de Portugal.
A revolução liberal, entretanto, só se consumou por volta de 1834, com o confisco
dos bens da nobreza, a expulsão de religiosos e a distribuição das terras dos nobres
vencidos. Apesar disso, a luta entre liberais e conservadores, com a alternância de
ambos no poder, perdurou por muitos anos, provocando o exílio de políticos,
intelectuais e artistas.
O contato de artistas portugueses com o Romantismo inglês e francês favoreceu o
surgimento de obras inovadoras, como Camões, de Almeida Garrett.
Considerada o marco inicial do Romantismo em Portugal, essa obra foi publicada em Paris,
em 1825, quando o autor se encontrava exilado na França. Outro escritor importante do
período é Alexandre Herculano, que em 1831 se exilou na Inglaterra e depois na França,
onde tomou contato com o Romantismo e com o romance histórico, do qual foi, mais tarde,
a principal expressão na literatura portuguesa.
Assim, o Romantismo português nasceu identificado com o liberalismo burguês e com
espírito de lutas e revolução que envolveu a sociedade portuguesa no século XIX. O
movimento contou com um considerável número de poetas, dramaturgos e prosadores,
tradicionalmente organizados em duas gerações.
A primeira geração romântica

Essa geração caracteriza-se pelo empenho de seus integrantes em implantar o
romantismo no país; pelo emprego de alguns procedimentos clássicos ainda não
superados pelo nacionalismo e pelas preocupações históricas e políticas. Outras
atitudes, como subjetivismo, medievalismo, idealização da mulher, do amor, da
natureza, também se fazem notar, embora não sejam específicas dessa geração
romântica. Entre outros, integram essa geração Almeida Garrett, Alexandre
Herculano e Antônio Feliciano de Castilho.


Almeida Garrett

Obras:
Poesia: Camões (1825); Dona Branca (1826); Lírica de João Mínimo (1829); Flores sem
fruto (1845); Folhas caídas (1853).
Prosa: Viagens na minha terra (1843-1845); O Arco de Santana (1845-50).
Teatro: Catão (1822); Mérope (1841); Um Auto de Gil Vicente (1842); O alfageme de
Santarém (1842); Frei Luís de Sousa (1844); D. Filipa de Vilhena (1846).
Alexandre Herculano


Obras:
Polêmicas e ensaios: A voz do profeta (1836); Eu e o clero (1850); A ciência arábico-
acadêmica (1851); Estudos sobre o casamento civil (1866); Opúsculos (10 volumes, 1873 –
1908).
Historiografia: História de Portugal (1846-1853); História da origem e estabelecimento da
Inquisição em Portugal (1854-1859).
Poesia: A harpa do crente (1838).
Prosa de ficção: Eurico, o presbítero (1844); O monge de Cister (1848); Lendas e
narrativas (1851); O bobo(1878.)


Antônio Feliciano de Castilho.


Obras principais:
Cartas de Eco e Narciso (1821); A Primavera (1822); Amor e Melancolia (1828); A Chave do
Enigma Noite do Castelo (1836); Os Ciúmes do Bardo (1836); A Felicidade pela Agricultura
(1849);














A segunda geração romântica


Essa geração representa a maturidade do movimento romântico, ao mesmo tempo em que
prenuncia a sua superação, em vista da presença de características realistas na produção
literária de seus integrantes. Alguns dos autores dessa geração apresentam certos traços do
''mal do século'„, comportamento fortemente marcado pelo pessimismo, pelo negativismo
existencial, pelo mórbido e pelo sentimentalismo excessivo. É o caso do poeta Soares de
Passos e de Camilo Castelo Branco em alguns de suas obras. Contudo, o próprio Camilo,
como Júlio Dinis e o poeta João de Deus já revelam traços que apontam a superação do
romantismo e a transição para o Realismo e o Naturalismo, movimentos da segunda metade
do século XIX.
- Mal do século;
- Excessos do subjetivismo e do emocionalismo românticos;
- Irracionalismo;
- Escapismo, fantasia;
- Pessimismo.


Principais autores:

Camilo Castelo Branco


Obras: Amor de salvação (1864), A queda dum anjo (1866), dentre outras.
A novela passional
A novela passional foi um gênero em que Camilo Castelo Branco mais se destacou além
de ter sido o seu definidor e o seu maior representante em Portugal. A novela é um gênero
controvertido. Nasceu na Europa, durante a Baixa idade média, sob a forma de novela de
cavalaria; posteriormente, renovou-se e se definiu como gênero com as narrativas picantes
do humanista Boccaccio, no século XIV.
Soares de Passos.

Obras: Poesias (1855). A Canões;A Fonte dos Amores;Amor e Eternidade;O Anjo da
Humanidade.
ÍNDICE

 Introdução.
 Desenvolvimento.
 Romantismo em Portugal.
 A primeira geração romântica.
 Principais autores e suas obras.
 A segunda geração romântica.
 Principais autores e suas obras.
 Conclusão.
 Referencias.














CONCLUSÃO
Durante o século XIX, Portugal participou de grandes transformações políticas européias.
Nesse período as primeiras manifestações pré-românticas aconteceram, mas o Romantismo só
teve início no final dos anos 20.
O introdutor do Romantismo em Portugal é Almeida Garrett, essa nova escola dominará até a
década de 60.
Conforme se sucederam as gerações dos autores o Romantismo foi evoluindo, isso se deu em
três momentos:
Primeira geração romântica portuguesa
- Sobrevivência de características neoclássicas.
- Nacionalismo
- Historicismo, medievalismo.




REFERENCIAS
 http://www.brasilescola.com/literatura/o-romantismo-portugal.htm
 http://guiadoestudante.abril.com.br/estudar/portugues/romantismo-portugal-contexto-
historico-fases-autores-dicas-questao-comentada-598894.shtml
 http://www.infoescola.com/movimentos-literarios/romantismo-em-portugal/
 http://www.mundoeducacao.com/literatura/romantismo-portugal.htm
 Português linguagens: volume 2/William Roberto cereja, Thereza cochar Magalhães.
- 7. Ed.reform. - São Paulo: saraiva 2010.