Escola Secundária Conde de Monsaraz

Ex.mo Senhor Presidente do Conselho Pedagógico Ex.mo Presidente do Conselho Executivo Ex.mo Presidente da Assembleia de Escola Os Departamentos de Ciências Exactas e da Natureza e Matemática e Informática reuniram-se no dia 7 de Fevereiro de 2008 com o objectivo de discutir a Avaliação de Desempenho dos Docentes. Desde logo nos deparamos com algumas dificuldades, entre elas: 1)quantas convocatórias; 2)a quem cabia dirigir a reunião; 3)quantas actas se faziam. Em suma, devemos regermo-nos pelo Regulamento Interno da nossa escola ou pelo Decreto-Lei nº200/2007 – ANEXO I.? Será legítimo irmos contra o que está estabelecido no Regulamento Interno, documento que, aliás, define o funcionamento da escola? Após efectuada uma aprofundada análise da legislação que rege a avaliação dos professores e perante a grande complexidade do que nos foi proposto decidiu-se criar uma comissão com representantes dos diferentes grupos disciplinares e os respectivos coordenadores. A presente comissão tem por objectivo a elaboração de fichas de avaliação de desempenho. Assim, vimos por este meio manifestar a Vossas Exs. as nossas fundadas preocupações no que respeita à implementação do Decreto-Regulamentar nº2/2008 de 10 de Janeiro, nos termos e prazos nele estabelecidos, tendo em conta a delicadeza e a importância fulcral deste documento. Considerando que: a) Apesar de terem sido publicadas no site da DGRHE, no passado dia 25 de Janeiro, as recomendações formuladas para a Avaliação dos Professores, dando origem a novos prazos, estas revelaram-se vagas e de pouca utilidade prática. Além disso, as recomendações acima referidas estão imputadas ao Conselho Científico, orgão que ainda não está constituído; b) Apesar de terem sido igualmente publicadas no dia referido na alínea anterior, as fichas de avaliação previstas no artº 20º, ainda aguardam regulamentação, nomeadamente no que respeita às instruções de preenchimento e ponderações dos parâmetros classificativos; c) Aguardam de igual modo regulamentação a delegação de competências de observação de aulas noutros professores titulares, prevista no ponto 2 do artº 20º, o que inviabiliza o cumprimento do ponto 1 do artº 33º, segundo o qual o Conselho Executivo deverá calendarizar a observação, pelos avaliadores, de pelo menos duas aulas de cada docente; d) Nos termos do artº 8º a avaliação do desempenho tem por referência os objectivos e metas fixados no Projecto Educativo e no Plano Anual de Actividades, o que obriga a Assembleia de Escola e o Conselho Pedagógico a reverem estes documentos; e) Nos termos do nº 2 do artº 13º, os objectivos e metas referidos atrás deverão ser considerados pela comissão de coordenação da avaliação de desempenho, criada de

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entre os membros do Conselho Pedagógico, para o estabelecimento de directivas para uma aplicação objectiva e harmónica do sistema de avaliação. Além disso, da análise da legislação, surgiram-nos as seguintes dúvidas: a) a definição exacta do que se pretende com a melhoria dos resultados escolares e respectivos cálculos referidos no ponto 2 do artº 3º; b) a definição exacta da qualidade das aprendizagens também referido no ponto 2 do artº 3º; c) a definição exacta do conceito de abandono escolar, referido no ponto 1 alínea b do artº 8º, muito diferente para os ciclos de escolaridade obrigatório ou o ensino secundário; d) a definição exacta de resultados escolares, também referido no artigo supra citado; e) como trabalhar o progresso dos resultados escolares: analisando os dados dos outros anos?; de forma qualitativa/quantitativa?; f) qual o contexto socioeducativo da escola, em particular de cada uma das turmas existentes?; g) de que modo é que o contexto socioeducativo influencia os resultados esperados? h) o facto dos resultados da auto-avaliação não serem vinculativos, aspecto referido no ponto 3 do artº 16º. A grande quantidade de legislação dispersa recentemente publicada e as inúmeras solicitações dos Organismos de Administração Central, a que a Escola tem de dar respostas num curto espaço de tempo, colidem não só com a capacidade de reflexão necessária à elaboração de respostas adequadas, mas também com o tempo necessário à preparação eficiente das aulas e do trabalho delas decorrente, com claro e evidente prejuízo para os alunos, afinal a razão de ser do sistema educativo. Aguardamos directrizes claras, rigorosas e objectivas para podermos realizar o trabalho para o qual fomos indigitados.

Reguengos de Monsaraz, 7 de Fevereiro de 2008

Os Docentes dos Departamentos de Ciências Exactas e da Natureza e Matemática e Informática

Grupo Disciplinar

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