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Faculdade Guanambi

Atividade avaliativa – Unidade I – Filosofia Geral e Jurídica
Curso: Bacharelado em Direito - Semestre: 2º Período Letivo: 2014.2
Professor: Elpídio Paiva Luz Segundo - Turno: Noturno
Discente:_____________________________________________________________
_
Data:_________/_________/__________
O que é o Paper: expor seu ponto de vista a partir de um determinado
ponto de vista em até 03 páginas.
Indicação para o modelo de paper: Manual de Metodologia da UFSC
O Trabalho pode ser manuscrito ou digitado, desenvolver em parágrafos,
o título não pode ser pergunta. Pode fazer duas citações diretas no
trabalho. Pode ter Sumário, Resumo, 1- Introdução, 2- Da ..., o
legado, conclusão e referências.


Desenvolva um paper – crítico, documentado, (não paráfrase, resumo ou
glosa das fontes estudadas e/ou consultadas – um (e só um) das
seguintes questões (1 ponto):

I – Em que sentido e por que razões pode-se dizer que o pensamento
filosófico científico rompe com o pensamento mítico no contexto da
Grécia Antiga por volta do século VI a.C?

II – Qual a principal característica da
escola jo nica, considerada decisiva
para o desenvolvimento do
pensamento filoso fico-científico?
Escola Jónica

A Jónia, no século VII a.C., é o local onde nasceram as primeiras
tentativas, plenamente racionais, de descrição e explicação da
natureza do mundo. Talvez por se encontrar num local central, em que
as comunicações com diversos povos e suas respetivas culturas são
privilégio e privilegiadas.
Foi em Mileto, na Jónia, que esta escola se desenvolveu. Os filósofos
desta escola procuravam investigar os primeiros princípios, partindo
da observação da natureza. O que lhes interessava era essencialmente o
problema cosmológico, aparecendo aí o homem apenas como um ser entre
os outros que constituem a natureza. O homem só aparece como objeto da
filosofia, de facto, com Sócrates e, de algum modo com a sofística,
mesmo se se considerar que nos fragmentos de Heraclito já está
presente o homem, algumas vezes mesmo como centro da problemática.O
que caracteriza a Escola Jónica, dentro da temática, já referida, da
cosmologia e da cosmogonia é a sua conceção a um tempo unitária e
pluralista do universo, visto que admite uma substância única como
substância original de onde o cosmos, na sua diversidade, descende;
mas defende a pluralidade dos elementos e dos seres como consequência
desse momento primeiro. Por outro lado afirma ainda um hilozoísmo,
quer dizer, uma união e indistinção entre matéria e espírito ou, dito
de outro modo, a matéria animada por um espírito formando uma unidade
indestrinçável.
Tales de Mileto é o fundador e inspirador da escola Jónica. Seguiu-se,
em relação de aparente discipulado, Anaximandro, depois Anaxímines, de
seguida Anaxágoras, Arquelau e, finalmente, Heraclito, este último
aparecendo separado deste movimento, que embora conhecendo bem as
doutrinas da escola, foi mais longe do que os seus antecessores.Tales,
Anaximandro e Heraclito são os filósofos mais originais e criadores
deste movimento. O primeiro propunha que a água era a origem do
universo, a matéria-prima enquanto substância primordial fecundada
pelo espírito, o arquê, que a animava. O segundo propunha esse início
num princípio infinito e imaterial a que chamou apeiron. Finalmente, o
terceiro afirmava que esse mesmo princípio era como um fogo, um ser
primordial, criador e destrutor, que subjaz ao devir (a vida, a
transformação e a morte) que caracteriza a natureza.

A escola Jônica originou-se na cidade de Mileto, na costa da Ásia
Menor, que, por ser um centro mercantil, estava em contato constante
com as antigas civilizações orientais. Pertencem à cultura cosmopolita
desta cidade três filósofos: Tales, Anaximandro e Anaxímenes.
Mileto, Berço da
Filosofia - Tudo
começou na Ásia
Menor, na parte
então ocupada
pelos gregos,
quando ali
prosperava uma
federação de 12
cidades jônicas,
entre as quais
Mileto, a que se
situava mais ao
sul, em uma baía
de fácil acesso.
Inicialmente, a
partir do séc.
VIII a.e.c era
Mileto a mais
próspera das mencionadas cidades.
Era ainda uma cidade grega independente, quando nela se celebrizou
Tales, como primeiro filósofo. Continuava ainda independente, no curso
da vida de seus sucessores Anaximandro e Anaxímenes, e escrevem os
historiadores Cadmo e Hecateo.
Depois da conquista persa de toda a Ásia Menor, acontecida em 548
a.e.c., continua ainda a prosperidade de Mileto. Mas, em 494 a.e.c.,
quando a cidade se fez o centro principal da frustrada revolução
contra o domínio da Pérsia, foi destruída. Embora se fizesse a
reconstrução, Mileto jamais retomará a antiga prosperidade e
importância. Nem voltarão a ela os filósofos.
Os outros filósofos jônicos, que por contraste formarão a Escola
Jônica nova, nascerão mais ao norte de Mileto, e foram: Heráclito de
Efeso, Anaxágoras de Clasomene. A eles se anexou, por homogeneidade de
pensamento, o ocidental Empédocles de Agrigento, situado
cronologicamente entre os dois precedentes.
Ainda outros filósofos nascerão na Jônia: Pitágoras de Samos, Melisso
de Samos, Xenófanes de Colófon. Estes emigrarão para o Ocidente, ou
seja para as então cidades gregas no Sul da Itália, onde formavam a
assim chamada Magna Grécia..

A destruição da cidade em tempo tão antigo resultou também na perda de
todos os documentos de sua história. Quase nada restou para
reconstruir a história de sua cultura e de suas relações com as demais
cidades gregas de em torno do Mediterrâneo.
A expressão de Teofrasto, que diz "antecessores de Tales" é muito
genérica. Poderá significar os teólogos dos mitos e não os filósofos.
O livro hipocrático Sobre as semanas expõe 11 doutrinas físicas, que
apresentam o aspecto de transição da física milésia à física
pitagórica. Eis uma informação genérica sobre um efetivo contato entre
a Jônia e a Itália. Efetivamente se sabe, que da Jônia saíram para o
Ocidente Pitágoras de Samos e Xenófanes de Colófon.
O primeiro problema filosófico enfrentado pela Escola Jônica foi saber
qual é a origem, o princípio, qual a substância primordial (a arché,
em grego) de tudo que existe. Pela primeira vez o homem busca
explicação da natureza dentro da natureza. Este comportamento leva ao
abandono das explicações mitológicas que eram dadas anteriormente ao
surgimento da filosofia, aquilo que alguns historiadores costumam
chamar de "milagre grego", ou seja, a passagem do saber mítico para o
pensamento racional, filosófico. Os pensadores jônios podem ser vistos
como precursores da ciência moderna e que não há razão para duvidar
que Tales foi o primeiro ser humano a merecer legitimamente ser
considerado um cientista.
COSMOLOGIA
Os pré-socráticos buscavam, além de falar sobre a origem das coisas,
mostrar que a physis (naturezas) passava por constantes mudanças e que
essas eram provocadas por alguma coisa que tentavam conhecer. Por
causa das viagens marítimas, da invenção do calendário, da invenção da
moeda, do surgimento das polis, da invenção da escrita e da política
os gregos passaram a perceber que nada ocorria por acaso e que não
existia a interferência de deuses relatados no período mitológico.
A cosmologia surgiu como a parte da filosofia que estuda a estrutura,
a evolução e composição do universo, sendo a primeira expressão
filosófica apresentada no Período pré-socrático ou cosmológico. Suas
principais características são: a substituição da explicação da origem
e transformação da natureza através de mitos e divindades por
explicações racionais que identificam as causas de tais alterações,
defende a criação do mundo a partir de um princípio natural e que a
natureza cria seres mortais a partir de sua imortalidade.

No período em que a cosmologia prevaleceu, as pessoas acreditavam que
a natureza somente poderia ser conhecida através do pensamento, ou
seja, existia a necessidade de pensar para se chegar ao princípio de
todas as coisas que forma, a partir de sua imutabilidade, seres
sensíveis a transformações, regenerações, mutações capazes de realizar
modificações quanto à qualidade e quantidade. Tal mudança – Kínesis –
significava tais modificações, além de significar movimentação e
locomoção.
Por Gabriela Cabral


1 - A physis – Origem da vida

Conta-nos as várias versões do mito grego que Prometeu (o que vê antes
ou prudente, previdente) é o criador da humanidade. Era um dos Titãs,
filho de Jápeto e Clímene e também irmão de Epimeteu (o que vê depois,
inconsequente), Atlas e Menécio. Os dois últimos se uniram a Cronos na
batalha dos Titãs contra os deuses olímpicos e, por terem fracassado,
foram castigados por Zeus que então tornou-se o maior de todos os
deuses.
Prevendo o fim da guerra, Prometeu uniu-se a Zeus e recomendou que seu
irmão Epimeteu também o fizesse. Com isso, Prometeu foi aumentando os
seu talentos e conhecimentos, o que despertou a ira de Zeus, que
resolveu acabar com a humanidade. Mas a pedido de Prometeu, o protetor
dos homens, não o fez.

Um dia, foi oferecido um touro em sacrifício e coube a Prometeu
decidir quais partes caberiam aos homens e quais partes caberiam aos
deuses. Assim, Prometeu matou o touro e com o couro fez dois sacos. Em
um colocou as carnes e no outro os ossos e a gordura. Ao oferecer a
Zeus para que escolhesse, esse escolheu o que continha banha e, por
este ato, puniu Prometeu retirando o fogo dos humanos.

Depois disso, coube a Epimeteu distribuir aos seres qualidades para
que pudessem sobreviver. Para alguns deu velocidade, a outros, força;
a outros ainda deu asas, etc. No entanto, Epimeteu, que não sabe medir
as consequências de seus atos, não deixou nenhuma qualidade para os
humanos, que ficaram desprotegidos e sem recursos.
Foi então que Prometeu entrou no Olimpo (o monte onde residiam os
deuses) e roubou uma centelha de fogo para entregar aos homens. O fogo
representava a inteligência para construir moradas, defesas e, a
partir disso, forçar a criação de leis para a vida em comum. Surge
assim a política para que os homens vivam coletivamente, se defendam
de feras e inimigos externos, bem como desenvolvam todas as técnicas.
Zeus jurou vingança e pediu para o deus coxo Hefestos que fizesse uma
mulher de argila e que os quatro ventos lhe soprassem a vida e também
que todas as deusas lhe enfeitassem. Essa mulher era Pandora (pan =
todos, dora = presente), a primeira e mais bela mulher já criada e que
foi dada, como estratégia de vingança, a Epimeteu, que, alertado por
seu irmão, recusou respeitosamente o presente.
Ainda mais furioso, Zeus acorrentou Prometeu a um monte e lhe impôs um
castigo doloroso, em que uma ave de rapina devoraria seu fígado
durante o dia e, à noite, o fígado cresceria novamente para que no
outro dia fosse outra vez devorado, e assim por toda eternidade.

No entanto, para disfarçar sua crueldade, Zeus espalhou um boato de
que Prometeu tinha sido convidado ao Olimpo, por Atena, para um caso
de amor secreto. Com isso, Epimeteu, temendo o destino de seu irmão,
casou-se com Pandora que, ao abrir uma caixa enviada como presente (e
que Prometeu tinha alertado para não fazê-lo), espalhou todas as
desgraças sobre a humanidade (o trabalho, a velhice, a doença, as
pragas, os vícios, a mentira, etc.), restando dentro dela somente a
ilusória esperança.
Por isso, o mito da caixa de Pandora quer significar que ao homem
imprudente e temeroso são atribuídos os males humanos como
consequência da sua falta de conhecimento e previsão. Também é curioso
observar como o homem depende de sua própria inteligência para não
ficar nas mãos do destino, das intempéries e dos próprios humanos.

Disponível em: http://www.brasilescola.com/filosofia/caixa-de-
pandora.htm. Consultado em 12/2013.

2 - A psique – condição humana

Édipo, o herói triste.

A tragédia edipiana e o complexo de Édipo

Uma profecia foi anunciada ao rei de Tebas, Laios. Preocupado com sua
infertilidade, ele foi consultar o oráculo que lhe disse que era uma
benção não gozar da paternidade, pois um filho de sua esposa, Jocasta,
o arruinaria, destronando-o e tomando sua esposa. Assim, o rei afastou
a rainha de seu leito. Jocasta, percebendo a distância, embebedou-o
para poder com ele se deitar e conceber. Quando a criança nasceu, o
rei mandou matá-la. Um escravo furou o pé da criança e o pendurou num
monte para que perecesse e os abutres o comessem.
Mas uma infeliz coincidência fez com que um pastor resgatasse a
criança e a entregou para ser criada pelo rei Polibo de Corinto que
não tinha filho. A criança foi chamada de Édipo (por ter os pés
inchados). Atingindo a idade adulta, Édipo consultou o oráculo e este
lhe disse que ele desgraçaria sua família, assassinando seu pai e
tomando sua mãe por esposa. Por amar seus pais adotivos, Édipo
resolveu partir de Corinto.

Numa estrada, Édipo encontrou-se com Laios que o ordenou a sair da
frente da condução, ao que Édipo disse que não iria obedecer senão a
seus pais e aos deuses. Um escravo de Laios, então, passou por cima do
pé de Édipo, que, tomado de raiva, matou a todos sem saber que Laios
era, na verdade, seu pai biológico. Laios tinha saído de Tebas à
procura de solucionar o problema da Esfinge, uma praga que assolava
sua cidade. Este monstro criou um enigma: “O que tem às vezes 2, às
vezes 3, às vezes 4 pernas e quanto mais tem, mais fraco é?” Quem não
acertasse a resposta seria devorado e a peste continuaria assolando a
cidade. Édipo que se encontrou com o mostro resolveu o enigma: é o
homem, pois ele engatinha quando criança, anda quando adulto e usa
bengala quando velho. A esfinge se autodestruiu e a cidade foi salva,
aclamando Édipo como novo rei. Com isso, ele tomou Jocasta, sua mãe,
por esposa, sem o saber. Assim, uma nova desgraça caiu sobre a cidade
e para ser reparado o erro, as profecias pediram que o tebano que o
cometeu morresse.
Sem saber de quem se tratava, o mistério só foi revelado quando a mãe
de criação de Édipo, Peribeia, em uma carta, revelou a adoção de
Édipo. Jocasta se matou ao saber que tinha se tornado esposa de seu
filho, com o qual teve quatro filhos, e Édipo, com o camafeu (um
alfinete) de Jocasta, cegou-se e saiu vagando no exílio.

Ora, essa tragédia se realizou porque a todo instante cada escolha foi
feita tentando evitá-la. Destino, fatalismo ou liberdade? Eis a
questão que pairou numa Grécia que visava consolidar a democracia após
um período de aristocracia com base nos mitos e também, nos tempos
modernos, para explicar o funcionamento da psique humana. Freud
construiu o famoso “Complexo de Édipo” usando o exemplo da tragédia
para elucidar as questões mais fundamentais da sexualidade humana. A
psicanálise entende que há uma estreita e profunda relação sentimental
entre o filho e a mãe, que gera satisfação e prazer inconsciente no
contato com a amamentação, além da imagem do pai, na visão da criança,
como competidor. Nas suas várias fases de desenvolvimento, há uma
tendência ao prazer sexual, segundo a forma como cada uma delas é
desenvolvida (fase oral, anal e sexual).
Uma lembrança importante: houve uma tentativa de imitar a história da
tragédia grega na telenovela brasileira nos fins da década de 80. Em
1987, Mandala foi ao ar pela Rede Globo, numa adaptação de Dias Gomes
do texto de Sófocles e protagonizada por Vera Fischer, Felipe Camargo
e Nuno Leal Maia, entre outros.

Disponível em: http://www.brasilescola.com/filosofia/a-tragedia-
edipiana-complexo-Edipo.htm. Consultado em 12/2013.

IIª Parte
Pensamento Cosmológico




1 - O que é filosofia?

A palavra filosofia é de origem grega. É composta por duas outras:
philo e sophia. Philo deriva-se de philia, que significa amizade, amor
fraterno, respeito entre os iguais. Sophia quer dizer sabedoria e dela
vem à palavra sophos, sábio.
Filosofia significa, portanto, amizade pela sabedoria, amor e respeito
pelo saber. Filósofo: o que ama a sabedoria, tem amizade pelo saber,
deseja saber. Assim a filosofia indica um estado de espírito da pessoa
que ama, isto é, daquela que deseja o conhecimento, o estima, o
procura e o respeita.
Pitágoras de Samos teria afirmado que a sabedoria plena e completa
pertence aos deuses, mas que os homens podem desejá-la ou amá-la,
tornando-se filósofos. “Quem quiser ser filósofo necessitara
infantilizar-se, transformar-se em menino”.

Disponível em: http://www.brasilescola.com/filosofia/. Consultado em
12/2013.

2 - Transição, do discurso mítico ao filosófico


A reflexão filosófica surge no século VI a. C., na Grécia, em
contraposição à narrativa mítica. Um novo conceito de verdade sobre a
realidade substitui, assim, o modelo baseado na tradição oral dos
poetas, autoridades portadoras da vontade dos deuses.
A Filosofia surge como espanto diante da possibilidade de estranhar o
mundo e concebê-lo de forma racional. Esse espanto impulsiona a busca
da compreensão do ser enquanto algo natural e capaz de ser apreendido
pelo Lógos (razão, discurso, palavra) humano.


Após esse primeiro passo, a Filosofia também nos aparece como
admiração, isto é, a contemplação da verdade de modo absoluto e
universal, válida para todos, independente de raça, nação, cultura,
mito, etc. Assim, a Filosofia liberta o homem da insegurança e do
temor proporcionados pelo Mito de que o destino dos homens era um
joguete dos deuses.
Para conhecer essa verdade, os filósofos se esforçaram para conhecer
as causas e os princípios (arqué) de toda a realidade, descobrindo na
multiplicidade de coisas e opiniões um princípio único. Vejamos quais
são as principais características deste processo de compreensão:

• Tendência racional, em que somente a Razão é o critério de
explicação sobre o mundo, segundo seus próprios princípios;

• Submissão dos problemas à análise, à crítica, à discussão, à
demonstração, procurando oferecer respostas seguras e definitivas;

• O pensamento é a fonte do conhecimento e deve apresentar as regras
de seu funcionamento para justificar suas bases lógicas (por exemplo:
os princípios de Identidade, da Não Contradição e do Terceiro
Excluído);

• Não aceitar as noções pré-concebidas, as opiniões já pré-
estabelecidas, os pré-conceitos imediatos, mas investigar o real com o
rigor exigido pelo pensamento e suas leis, não sendo passivo, mas sim
ativo no processo do conhecer;

• Descobrir, a partir da análise das semelhanças e dessemelhanças
entre as coisas, o princípio que promove a generalização, isto é, o
que permite agrupar os vários casos particulares em uma classe geral
de objetos.

Disponível em: http://www.brasilescola.com/filosofia/principais-
caracteristicas-filosofia-nascente.htm . Consultado em 12/2013.

IIIª Parte
Cosmologia


A busca pela origem do Universo.

A racionalização do pensamento

Os pré-socráticos buscavam, além de falar sobre a origem das coisas,
mostrar que a physis (naturezas) passava por constantes mudanças e que
essas eram provocadas por alguma coisa que tentavam conhecer. Por
causa das viagens marítimas, da invenção do calendário, da invenção da
moeda, do surgimento das polis, da invenção da escrita e da política
os gregos passaram a perceber que nada ocorria por acaso e que não
existia a interferência de deuses relatados no período mitológico.

A cosmologia surgiu como a parte da filosofia que estuda a estrutura,
a evolução e composição do universo, sendo a primeira expressão
filosófica apresentada no Período pré-socrático ou cosmológico. Suas
principais características são: a substituição da explicação da origem
e transformação da natureza através de mitos e divindades por
explicações racionais que identificam as causas de tais alterações,
defende a criação do mundo a partir de um princípio natural e que a
natureza cria seres mortais a partir de sua imortalidade.

No período em que a cosmologia prevaleceu, as pessoas acreditavam que
a natureza somente poderia ser conhecida através do pensamento, ou
seja, existia a necessidade de pensar para se chegar ao princípio de
todas as coisas que forma, a partir de sua imutabilidade, seres
sensíveis a transformações, regenerações, mutações capazes de realizar
modificações quanto à qualidade e quantidade. Tal mudança – Kínesis –
significava tais modificações, além de significar movimentação e
locomoção.
Disponível em: http://www.brasilescola.com/filosofia/cosmologia.htm.
Consultado em 12/2013.



III – Qual o sentido e a contribuição dos filósofos pré-socráticos
para a formação e o desenvolvimento da tradição filosófica?

O paper não poderá exceder três páginas, sendo tida em conta na
avaliação a capacidade de exposição e de síntese.

Critérios de correção:

O texto deve espelhar a visão crítica do discente, ser um texto
pessoal, autônomo, que reflita, além do estudo das fontes
obrigatórias, a sua investigação pessoal, as suas leituras, os seus
argumentos. A redação do paper se ancora no rigor e na documentação.
Não se trata de dialogar com um texto de um dado autor delimitado, mas
de confrontar-se com um problema. Assim, para responder ao trabalho, o
estudante deverá ler diferentes autores/obras (no mínimo três) que
tratem do tópico escolhido.
Serão admitidas quaisquer respostas pertinentes, argumentadas e
documentadas que sigam os critérios de correção. O professor avaliará
o conteúdo do paper, tendo em conta um núcleo de conhecimentos básicos
e recomenda as leituras básicas aduzidas abaixo:
ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires.
Filosofando: introdução à filosofia. São Paulo: Moderna, 2003.
BUZZI, Arcângelo R. Introdução ao pensar: o ser, o conhecimento, a
linguagem. Petrópolis: Vozes, 2010.
CHAUÍ, Marilena. Convite à filosofia. São Paulo: Ática, 2010.
FRANCA, Leonel. Noções de história da filosofia. Rio de Janeiro:
Agir, 1990.
KOYRÉ, Alexandre. Estudos de história do pensamento científico. Rio de
Janeiro: Forense, 1991.
MAGEE, Bryan. História da filosofia. São Paulo: Loyola, 1999.
REALE, Giovani; ANTISERI, Dario. História da Filosofia, v. 1. São
Paulo: Paulus, 2006.