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Sistema de informação para coleta de dados, tabulação e cálculo de preços da

Cesta Básica em Araras e Região

AMORIM, L. M. B.
1,2
; LIMA, P. N. C.
1,2
; CARDOSO, R.
1,3,4


1
Centro Universitário Hermínio Ometto – UNIARARAS, Araras, SP.;
2
Discente;
3
Docente;
4
Orientador.

luis.m.barruco@gmail.com, prof.rogeriocardoso@gmail.com




INTRODUÇÃO

De acordo com Horn (1995), o termo cesta básica pode ser definido como uma dieta
compatível com os requisitos nutricionais de determinada população – expressos em
termos de energia e de proteínas – e deve conter os principais nutrientes que
satisfaçam as necessidades de alimentação do indivíduo.
No Brasil existem diversas instituições que pesquisam, coletam e divulgam os
preços dos produtos de alimentação que compõem a Cesta Básica Nacional. Dentre
elas podemos citar DIEESE (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos
Socioeconômicos), FGV (Fundação Getúlio Vargas) e FIPE (Fundação Instituto de
Pesquisa Econômicas da USP).
A partir de 2011, professores e alunos do curso de Administração da FHO|Uniararas
passaram a calcular o valor da Cesta Básica na cidade de Araras e em algumas
cidades de sua microrregião.
Segundo Gaio e Carrer (2011), a composição da cesta básica na cidade de Araras
(produtos e suas respectivas quantidades mensais) é semelhante à composição da
Região 1 estabelecida pelo DIEESE, que compreende os estados de SP, MG, ES,
RJ, GO e DF. Esta compatibilização com a metodologia do DIEESE (1993)
possibilita a realização de comparações entre o custo da cesta básica em Araras e o
custo da cesta básica em diversas capitais onde o DIEESE realiza a pesquisa.
Esses autores citam que para se calcular o custo da cesta básica são levantados os
preços dos diferentes produtos que a compõe em diferentes locais varejistas. Após
esse levantamento, são feitas ponderações de acordo com a importância de cada
produto dentro da estrutura de consumo de determinada cidade para se chegar ao
valor final da cesta básica. Além deste cálculo mensal, há o acompanhamento e a
divulgação da variação do custo da cesta básica em cada município que o projeto
abrange.
O’Brien (2004) define sistema de informação como um conjunto organizado de
pessoas, hardware, software, redes de comunicações e recursos de dados que
coleta, transforma e dissemina informações em uma organização.
De acordo com alguns autores (O’BRIEN, 2004; REZENDE, ABREU, 2003), a
qualidade da informação possui certos atributos que podem ser agrupados em
dimensões. Segundo O’Brien (2004) a dimensão tempo possui os atributos
prontidão, aceitação, frequência e período. A dimensão conteúdo possui os atributos
precisão, relevância, integridade, concisão, amplitude e desempenho. A dimensão
forma possui os atributos clareza, detalhe, ordem, apresentação e mídia.
Neste projeto será fundamental a investigação sobre quais os atributos de qualidade
da informação são relevantes. Isso é determinante no projeto da Cesta Básica de
Araras e Região.

Por meio da informatização e a construção de um aplicativo, o processo de
apuração da cesta básica fica totalmente customizado, os professores tem maior
controle de quem esta coletando em qual mercado, os coletores anotam diretamente
as informações no aplicativo, após coletar os preços dos produtos, e enviam os
dados para um sistema central e eles serão cadastrados automaticamente. Desta
maneira os professores obtêm as informações sobre a Cesta Básica com maior
velocidade, precisão e confiabilidade.

OBJETIVO

Atualmente o processo de coleta de dados dos produtos que compõem a cesta
básica de Araras e região é realizado de forma manual. Isto é trabalhoso, sujeito a
erros e inconsistência.
O presente projeto objetiva desenvolver um sistema de informação capaz de auxiliar
no processo de coleta de dados, organização, tabulação, cálculo de preços e
gerenciamento das informações sobre este processo de apuração dos preços da
Cesta Básica.

METODOLOGIA

Os produtos contemplados pela cesta definida como cesta básica pelo DIEESE
(1993) é apresentada na Tabela 1 acompanhados pela respectiva quantidade. A
região denominada como Região 1 é formada pelos estados de São Paulo, Minas
Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Goiás e Distrito Federal.

Tabela 1 - Tabela de provisões mínimas estipuladas pelo Decreto Lei 399.
Fonte: DIEESE (1993, p.2.)

O curso de administração da FHO Uniararas tem um projeto para o levantamento de
informação sobre a cesta básica, chamado “PROJETO CEPE”. Os alunos do curso,
apoiados pelos professores, coletam os preços dos produtos que compõem a cesta
básica a cada 15 dias. Após a coleta dos preços realizada pelos alunos os
professores fazem o levantamento de algumas informações relevantes sobre as
cestas básicos, entre elas: diferença entre preços de cesta entre cidades, produtos
mais baratos, diferença do preço atual em relação última, cesta com maior e menor
preço, entre outras.
Um grande problema que eles enfrentam é que para o levantamentos dos preços, o
processo e totalmente manual e demorado. Hoje os coletores anotam todas as
informações no papel, para depois transcrever para uma planilha eletrônica, e
finalmente conseguir levantar e consolidar as informações.
O foco principal deste projeto de iniciação científica é o desenvolvimento de um
sistema de informação, incluindo o programa para dispositivos móveis. De acordo
com Sommerville (2011), os softwares são classificados em produtos genéricos ou
produtos sob encomenda. Este projeto envolverá um sistema sob encomenda, pois
se trata de um sistema escrito para apoiar um processo de negócio específico.
Deste modo, além da pesquisa bibliográfica, sobre o tema cesta básica e
desenvolvimento de sistemas de informação, estão sendo adotadas as metodologias
da área de Engenharia de Software que resumidamente incluem:

● Levantamento dos Requisitos do projeto;
● Definição do tipo de ciclo de vida do projeto do software;
● Modelagem do software;
● Modelagem de dados;
● Desenvolvimento do software;
● Realização de testes;
● Implantação do software em ambiente de produção;
● Monitoramento; suporte e correção.


RESULTADOS PARCIAIS E RESULTADOS ESPERADOS

Após cumprir as etapas iniciais apregoadas pela Engenharia de Software, o projeto
já coletou os requisitos que o sistema deve apresenta. A Figura 1 apresenta a
arquitetura geral do projeto. No passo 1 o usuário/coletor fará uso de um aplicativo
em seu dispositivo móvel (tablet ou smartphone) e digita o preço de cada produto
que está sendo avaliado em determinado mercado. Este aplicativo armazena esses
dados localmente no dispositivo móvel, passo 2.
O coletor repetirá este processo para cada produto da cesta básica. Finalizada a
tomada de preços e assim que o coletor acessar a internet, ele transmitirá os dados
coletados para o site do sistema, identificado na arquitetura como passo 3. O site
receberá os preços de cada produto coletado e armazenará isso no banco de dados,
como apresentado no passo 4.
Feito isso, o site pode ser acessado pelos professores responsáveis pelo projeto
para realizar as conferências, pesquisas, e elaboração dos relatórios estatísticos que
o projeto exige.


Figura 01 - Arquitetura do Projeto

O site que dará sustentação ao sistema já foi parcialmente desenvolvido, estando
concluído os cadastros básicos, que são: Tipo de Coletor, Coletor, Categoria de
Produtos, Produtos, Mercados, e Rede de Mercados. As Figuras 2, 3 e 4
apresentam cópia de algumas das telas do site.


Figura 02 - Tela para Cadastro de Coletor


Figura 03 - Tela para Cadastro de Mercado


Figura 04 - Tela para Cadastro de Produto

Através do desenvolvimento do sistema de informação que visa auxiliar a coleta de
dados, o aperfeiçoamento dos seguintes resultados são esperados:
● Diminuir documentos físicos: através da coleta informatizada, os dados não
permanecerão em documentos físicos, diminuindo o espaço utilizado para
sua armazenagem.
● Facilitar a pesquisa: a partir do momento que os dados estiverem em
ambiente virtual, eles podem ser pesquisados de forma fácil e ágil por meio
de consultas ao Banco de Dados em que estarão armazenados.
● Facilitar a organização e gerenciamento: através da manipulação dos dados
virtuais será possível gerar diversos tipos de relatórios e gráficos.
● Diminuir inconsistência no processo: através da coleta virtual, será eliminado
a fase de transcrição dos dados da antiga planilha manual para o
computador. Isso eliminará um passo do processo e diminuirá a
inconsistência.
● Diminuir tempo para disponibilidade dos dados: através do ambiente virtual,
os dados serão enviados automaticamente após a coleta (a partir do
momento que houver conexão com a internet) e estarão prontos para
consulta e pesquisa imediatamente. Isso evita possíveis erros no processo de
arquivação, organização ou transporte da planilha manual.
● Diminuir gastos: o processo atual de coleta necessita de documentos
impressos para sua realização, o que poderá ser dispensado no processo
virtual.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

GAIO, Luiz Eduardo, CARRER, Marcelo José. Projeto cesta básica. 2011.

HORN, C.H. Pobreza e mercado de trabalho: cálculo de uma linha de pobreza
absoluta para a região metropolitana de Porto Alegre. Indicadores Econômicos
FEE , v. 23, n. 1, p. 185-200, 1995.

LAUDON, Kenneth C.; LAUDON, Jane P. Sistemas de informação gerenciais. 9.
ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2010.

O'BRIEN, James A. Sistemas de informação e as decisões gerenciais na era da
Internet. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2004.

REZENDE, Denis Alcides; ABREU, Aline França de. Tecnologia da informação
aplicada a sistemas de informação empresariais: o papel estratégico da
informação e dos sistemas de informação nas empresas. 3. ed. São Paulo:
Atlas, 2003.

SOMMERVILLE, Ian. Engenharia de software. 9. ed. São Paulo: Pearson Prentice
Hall, 2011.

DIEESE. Metodologia da cesta básica nacional. 1993. Disponível em
<www.dieese.org.br/metodologia/metodologiaCestaBasica.pdf> Acessado em 15
Mai 2014.


PALAVRAS-CHAVE: Cesta básica. Preços. Sistemas de informação.