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O caminho para a próxima aldeia, de Franz Kafka,
uma análise epistemológica
Vittorio Pastelli
"Meu avô costumava dizer: 'A vida é espantosamente curta. Para mim ela agora se
contrai tanto na lembrança que eu por eemplo quase n!o compreendo como um "ovem pode
resolver ir a cavalo # pr$ima aldeia sem temer que %totalmente descontados os incidentes
desditosos% até o tempo de uma vida comum que transcorre &eliz n!o se"a nem de longe
su&iciente para uma cavalgada como essa' ".
' que segue é uma an(lise desse miniconto.
)ma viagem # pr$ima aldeia é* do ponto de vista estritamente &ormal* imposs+vel
mesmo. A &rase atribu+da ao avô evoca o bem con,ecido paradoo de -enon. )ma &lec,a* para
atingir o alvo* deve* primeiramente* alcançar a metade do camin,o. Mas* para c,egar a esse
ponto médio* deve alcançar* primeiro* um quarto do camin,o* ou a metade da dist.ncia do
ponto de partida ao ponto médio. / assim por diante.
/ssa &ormulaç!o de -enon da din.mica do movimento s$ pôde ser satis&atoriamente
resolvida quando matem(ticos desenvolveram a noç!o de limite de uma sequ0ncia. 1em essa
noç!o* n!o eistia mesmo qualquer eplicaç!o racional para o &ato de &lec,as atingirem seus
alvos ou para que lebres* mesmo começando a corrida com muita desvantagem* &ossem
capazes de alcançar e ultrapassar tartarugas 2outra &ormulaç!o do mesmo paradoo3. 1em a
noç!o de limite* é4se obrigado a concluir que o resultado &inal da soma de in&initas parcelas 2a
metade do camin,o* mais a metade da metade* mais a metade da metade da metade etc.3 é
in&inito* mesmo que as parcelas v!o decrescendo de valor.
-enon n!o imaginou esses eemplos a &im de mostrar que o movimento é imposs+vel*
mas a &im de mostrar que a raz!o era insu&iciente para dar conta mesmo do mais banal dos
&enômenos* de qualquer movimento. 1eu ceticismo* como acontece com o ceticismo de 5ume*
n!o é acerca do mundo* mas acerca do instrumento 2a raz!o3 com o qual o ,omem o
perscruta. ' mundo eiste* se move* progride. Mas a raz!o leva # conclus!o contr(ria: o
movimento é imposs+vel. 6anto pior para ela* ou tanto pior para quem n!o souber super(4la*
como n!o o sabem os personagens de 7a&8a.
7a&8a retoma o paradoo com o &im de provar o mesmo ponto: deiada a si pr$pria* a
raz!o é incapaz de promover qualquer aç!o* incapaz de causar movimento ou de compreend04
lo. 'u se"a* atendo4se a um ponto de vista rigoroso* &azendo uso sempre da raz!o* eigindo
"usti&icaç!o l$gica para cada passo* um ,omem "amais se move. /* se nota movimento* como o
nota o avô* n!o o compreende* ou quase n!o o compreende.
A &rase do avô n!o é um convite # inaç!o* nem um veredicto sobre a impossibilidade da
cavalgada. /le "quase n!o compreende"* ou se"a* ainda l,e resta algo de aç!o* algo de saber
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viver* que l,e permite* ainda que grosseiramente* compreender o que vai na cabeça de quem
empreende tal cavalgada. Assim* ele n!o conclui que a cavalgada é imposs+vel. 9onclui
apenas que quase n!o a compreende* o que implica que ela é* de &ato* poss+vel* mas n!o mais
para ele.
Para esse avô preso ao paradoo* a cavalgada é uma temeridade. 1$ a coragem vinda
de se deiar de lado a raz!o é que pode &azer com que alguém a empreenda.
:essa altura* é conveniente lembrar de uma apreciaç!o de Milena sobre 7a&8a* em
carta a Ma ;rod: "7a&8a n!o sabe viver". ' que Milena levanta é que 7a&8a é incapaz de
deiar de lado a raz!o* é incapaz de se deiar levar pelo con"unto pouco de&inido 2e certamente
inconsistente3 de regras que norteiam a vida. 7a&8a é o ,omem que* em seus di(rios* &az listas
de pr$s e contras quanto a se casar. <uem age assim sen!o aquele que s$ é capaz de
proceder segundo os ditames r+gidos da raz!o* que n!o é capaz de se apoiar na tradiç!o* no
preconceito* no "ulgamento apressado* nas regras de algibeira* como o &azem os que apenas
vivem=
)m autor separa claramente viver de pensar: >ittgenstein. Para ele* viver é se portar
quase # margem da raz!o em seu sentido mais l$gico e rigoroso* &azer dela apenas uso
restrito* sem se importar com o &ato de ela n!o ser aplic(vel a tudo. 9oligir raz?es* epor
cadeias de racioc+nios que pretendam eplicar cada &enômeno ou aç!o* procurar con"untos de
premissas sempre mais claros e livres de preconceito é a atividade que ele c,ama pensar. Mas
todos os seres ,umanos est!o imersos no que >ittgenstein denomina &ormas de vida. :elas é
que se desenvolvem as aç?es* baseadas em regras pouco claras* mas @teis. <uando
"usti&icaç?es s!o pedidas* pode4se até &ornec04las* pode4se tentar eplicar o porqu0 de se ter
agido de tal e tal &orma. Mas essa eplicaç!o é posterior* e nada tem a ver com a aç!o. :a
,ora da aç!o* conta "ogar com o que é permitido pela &orma de vida em que se est( imerso*
n!o com o ato de pensar ordenada e &ormalmente.
:!o que essa atividade &ormal n!o se"a importante. :!o ,averia* sem ela* ci0ncia
natural. Mas* mesmo no .mbito da ci0ncia* os cientistas* os verdadeiros agentes* devem agir*
devem tomar decis?es. / n!o ,( como* a cada momento* tomar decis?es baseando4se num
con"unto de premissas epl+citas e bem &undadas. A aç!o eige rapidez* eige saber viver*
saber &azer o certo sem pensar &ormalmente nisso* eige o que o &il$so&o da ci0ncia Mic,ael
PolanAi c,ama de "con,ecimento t(cito". PolanAi di&erencia este do "con,ecimento epl+cito"*
aquele corpo de proposiç?es devidamente testado publicamente e livre %tanto quanto se"a isso
poss+vel% de preconceitos. ' con,ecimento epl+cito é um ideal* é aquilo que o cientista usa
como ret$rica e como ideia reguladora. :a pr(tica* na vida 2mesmo dentro do laborat$rio3* ele
simplesmente vive* simplesmente usa con,ecimento t(cito.
Viver é* portanto* "ulgar cuidadosa e &ormalmente quando poss+vel* quando ,ouver
tempo* quando &orem eigidas eplicaç?es* e agir sem "ulgar* quando necess(rio. Milena
mostra que isso é imposs+vel para 7a&8a. /le est( sempre enredado na raz!o. :!o consegue
nada "ulgar sem apoio de premissas* testes* encadeamentos l$gicos e conclus?es. 1eu
pesadelo é que deve proceder dessa &orma mesmo em campos nos quais qualquer idiota 2que
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n!o pensa &ormalmente* mas que sabe viver3 sabe que tal proceder é in@til. Bsso &ica evidente:
apesar de sua lista de casamento* ele nunca pôde se decidir tranquilamente sobre o assunto e*
no &im da vida* encontrou a &elicidade com Cora CAmant n!o através de sopesadas raz?es*
mas do acaso.
Detornando # cavalgada # pr$ima aldeia. Por que é a um avô* um vel,o* que se atribui
ter pro&erido uma &orma do paradoo de -enon= Por que a ,ist$ria n!o poderia ser invertida*
com o avô contando algo que o neto costuma dizer= Provavelmente* 7a&8a v0 no
envel,ecimento uma tend0ncia # raz!o* # diminuiç!o da impulsividade* da euber.ncia do
saber viver. ' pr$prio 7a&8a "( é esse vel,o desde "ovem* desde o momento em que escreve o
conto. Mas sabe que isso é uma condiç!o pessoal. :o entanto* e essa é mais uma nota para o
pesadelo 8a&8iano* ele sabe que* mesmo que ele pr$prio n!o &osse assim* mesmo que* quando
"ovem* eibisse a euber.ncia e o saber viver pr$prios da pouca idade* ele se tornaria no avô*
no &uturo. ' &ato de ser um vel,o a dizer essa &rase implica que* para 7a&8a* a vida termina na
inaç!o* que o progresso em idade* que o amadurecimento* que o evitar as bobagens da
"uventude etc. e outros c,av?es com que se revestem a degradaç!o &+sica s!o apenas outros
modos de dizer que* com o avanço da idade* se desaprende a arte de viver.
9abe agora perguntar o que o neto entende da &rase que reproduz. /le diz "meu avô
costumava dizer". /ssa &orma* sozin,a* n!o implica anu0ncia. Para que se possa in&erir que o
neto concorda com o avô* ter4se4ia de ser in&ormado pelo teto sobre a situaç!o em que a &rase
é pro&erida. 1em isso* "meu avô costumava dizer"* é compat+vel com a concord.ncia* com a
discord.ncia 2muitas vezes* se diz algo apenas para marcar posiç!o de desacordo3 e com a
simples incompreens!o.
/ssa @ltima alternativa parece a mais atraente* e a mais &iel ao esp+rito 8a&8iano. E
comum que as pessoas repitam provérbios cu"o sentido descon,ecem. )m eemplo é o
comum "a eceç!o prova a regra". ' provérbio vem de uma m( traduç!o do latim. ' "provar"
do provérbio quer dizer* na verdade* testar. )ma eceç!o testa uma regra. 1upon,a a regra
"6odos os cisnes s!o brancos". A descoberta de mais um cisne branco apenas diria que a regra
&uncionou em mais um caso* que ela pode continuar a ser levada a sério* que ela teve de novo
sucesso* mas n!o que ela é verdadeira. Porém* se se descobre um cisne negro* a certeza
aparece: est( provado que a regra é &alsa. /sse é o sentido de que as eceç?es testam as
regras. Mas* quem sabe disso quando pro&ere essa sentença=
' "ovem que repete as palavras do avô o &az no mesmo sentido: ele n!o compreende o
que est( repetindo. / é natural que n!o. A&inal* ele é "ovem e* no esquema traçado acima*
nesse cont+nuo saber viver F pensar* o "ovem est( muito mais pr$imo do primeiro polo. '
"ovem se casa* enquanto o vel,o s$ &az listas de pr$s e contras e* no &im* permanece incapaz
de concluir. 9omo o autor.
A incompreens!o do "ovem e a quase4compreens!o do avô* mais devida # mem$ria
que a qualquer outra coisa que ele sinta no presente* marcam os dois polos entre os quais se
movimenta 7a&8a em outros tetos. /sse corte n!o é apenas epistemol$gico. 6em
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consequ0ncias a&etivas. Ce cada lado* &ormam4se partidos que se odeiam* que se desesperam
um com o outro.
:a 9arta ao pai* Granz n!o a&irma que seu pai é culpado de alguma coisa de&inida.
A&irma apenas que o pai est( entre os que vivem* o que o torna opressor para um &il,o que é
incapaz de viver* que é capaz apenas de raciocinar. Para Granz 7a&8a* a aus0ncia de culpa do
pai é "inquestion(vel" 2p. HI3. 's polos* tomados muito radicalmente* se ecluem: o que sabe
viver n!o recon,ece como su"eito capaz de viver aquele que apenas sabe raciocinar. Para o
que raciocina* é um mistério o camin,o tril,ado pelo que vive. / Granz recon,ece no pai essas
qualidades do saber viver: o pai possui "con,ecimento dos ,omens" 2p. JK3* ou* ent!o* é capaz
de "casar* &undar uma &am+lia* acol,er todos os &il,os que vierem* mant04los neste mundo
inseguro e gui(4los um pouco" 2p. LM3. /ssas s!o coisas que s$ pode &azer quem sabe viver*
n!o quem pensa em casamento* como o &az Granz* em termos de listas de "usti&icativas.
Para concluir a lista de o que o pai é* 7a&8a diz qual é o processo pelo qual ele é o que
é: as coisas l,e acontecem* ele n!o as &az. Para quem se entrega # vida* as coisas naturais do
viver acontecem* n!o é preciso que se &aça muita coisa. Para quem se restringe ao pensar*
tudo tem de ser &eito: a decis!o de se casar n!o vem # mente e ao coraç!o* ela deve* antes*
ser um teorema* o @ltimo est(gio de uma longa demonstraç!o &ormal. <uando se vive* é
poss+vel ser consequente* "mesmo sem se ter raz!o".
)ma vez separados os dois polos* que 7a&8a epitomou em si e em seu pai* tudo segue.
' eclu+do da es&era do viver n!o compreende seu sentido e* ao mesmo tempo* inve"a o
sucesso dos que nela circulam. Granz 7a&8a é incapaz de se casar* incapaz de &undar uma
&am+lia e incapaz de aprender como se &az isso. Pois os que sabem n!o o sabem porque
aprenderam. Apenas l,es aconteceu.
Pelo lado do pai* do mundo* dos que vivem* 7a&8a e seus personagens s!o patéticas
&iguras que se perdem em pensamentos circulares* quando caberia apenas agir. A 7.* bastaria
n!o comparecer #s sess?es do tribunal* bastaria dar uns sa&an?es no inspetor e em seus
ac$litos* bastaria enot(4los do quarto com alguns palavr?es logo na primeira visita. Ali(s*
bastaria n!o pensar no assunto* dado que o tribunal é "atra+do pela culpa" 2p. JK de ''
Processo'3. Mas isso n!o é para os que veem as pessoas "&azendo" e tentam decodi&icar esse
&azer em termos de "pensar". ' inspetor de '' processo'* os parentes em 'A metamor&ose'* o
p@blico em '' artista da &ome' ou em ':a galeria' n!o est!o raciocinando* n!o est!o agindo
segundo sequ0ncias l$gicas de proposiç?es. /st!o* bem no sentido de >ittgenstein* vivendo. A
reconstruç!o do viver pela $ptica da raz!o rende os tetos caracter+sticos de 7a&8a* nos quais
o mundo &unciona de modo desesperadoramente incompreens+vel para o ,er$i.
's que vivem desprezam os que pensam: eles s!o inativos* tomam tudo ao pé da letra*
emprestam seriedade ao que pode dispens(4la. E por isso que* na '9arta ao pai'* 7a&8a se
queia de que 5ermann 7a&8a "amais compreendera o "uda+smo do &il,o. Para 5ermann* a
pr(tica religiosa se integrava # vida em sociedade* n!o era algo para ser tomado como tema de
re&le!o. De&letir e articular a religi!o seria trabal,o para pro&issionais* para te$logos* n!o para
praticantes. Mas Granz n!o pode ser apenas um praticante comum. Precisa re&letir* "ulgar*
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compreender pro&undamente* estudar. /ste é seu @nico acesso # religi!o* se é que isso
realmente l,e dar( algum acesso a ela. ' pai toma essa atitude como signi&icando cr+tica do
&il,o* cr+tica de que o pai n!o seria su&icientemente pio. ' resultado é a separaç!o.
' caso do "uda+smo representa a s+ntese* no que diz aos sentimentos m@tuos* das
relaç?es entre os que pensam e os que vivem. 's que vivem n!o compreendem* desprezam e
se sentem o&endidos pelos que pensam.
N( do lado dos que pensam* eistem os sentimentos de desprezo pelos que vivem*
pelos que agem sem re&letir* por aqueles a quem as coisas simplesmente acontecem e* ao
mesmo tempo* eiste a resignada inve"a* a que Anders se re&ere como o sentimento do
indiv+duo que "s$ est( na medida eata para se saber de &ora". 's que vivem conseguem
construir &am+lias* seguir adiante* criar e manter os &il,os. 's que pensam est!o para sempre
condenados # margem* est!o sempre condenados # inaç!o. /les n!o podem interagir com os
outros além de relaç?es muito super&iciais. /ssas relaç?es s!o apenas o su&iciente para que
eles descubram o grau de sua eclus!o.
7a&8a deia sempre claro que os que pensam se sentem in&eriores aos que vivem.
1eus personagens s!o sempre culpados de alguma coisa: sabem que o s!o porque o mundo
segue e eles n!o* porque as pessoas vivem bem e eles vivem 2aqui apenas no sentido
biol$gico3 # margem* porque #s pessoas as coisas simplesmente acontecem e d!o certo*
enquanto eles &azem tudo conscientemente e n!o t0m sucesso. Aumenta o desespero o &ato de
esses personagens constatarem que bastaria um salto para que tudo mudasse* salto
imposs+vel* no entanto* para eles. "A l$gica* na verdade* é inabal(vel* mas ela n!o resiste a
uma pessoa que quer viver"* diz 7.* pouco antes de entregar4se voluntariamente a seus
eecutores.
's que pensam adorariam saber viver* mas n!o sabem como. Para eles* o @nico
camin,o aberto para essa redenç!o* para a integraç!o &inal # vida* é pelo racioc+nio. /* de
sa+da* "( sabe o que pensa que o camin,o é in@til. As duas es&eras* os dois polos* se ecluem.
:!o é &azendo listas de raz?es que alguém poder(* algum dia* se decidir com segurança sobre
o casamento. /ssa segurança é aquela dos que* como 5ermann 7a&8a* n!o precisam ser
consequentes para ter raz!o.
E claro que encontrar todos esses elementos em 'A pr$ima aldeia' é um eerc+cio de
&icç!o. 6udo isso s$ est( l( porque mais da obra de e sobre 7a&8a &oi lida e analisada de
antem!o. Mas* uma vez &eito isso* passa a ser poss+vel usar o conto como um resumo geral
dos pontos de vista 8a&8ianos.
'A pr$ima aldeia'* assim* marca claramente os dois polos* representados pelo avô e
pelo "ovem. /ste n!o compreende o avô 2nada ,( de necess(rio numa citaç!o que obrigue a
concluir que quem cita entende o que é citado3 e o avô "quase n!o compreende" os "ovens*
como seu neto. ' avô "( se encontra enredado na raz!o* "( se encontra perdido na rede de
racioc+nios da qual s$ é poss+vel escapar pela aç!o impensada e temer(ria 2"como um "ovem
pode resolver ir a cavalo # pr$ima aldeia sem temer...="3. /le se tornou incapaz de cortar o n$
com um golpe de espada. Bnsiste em des&az04lo e* assim* est( condenado ao insucesso.
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/m lugar de empreender a cavalgada* de agir* o avô a estuda &ormalmente. :esse
camin,o l$gico* a pr$ima aldeia* o ob"etivo &inal e "usti&icativa @nica da cavalgada* sai de vista.
' avô se concentra no meio e n!o no &im. / o meio o leva # regress!o in&inita representada
pelo paradoo de -enon. A perda de vista do &im leva # inaç!o. / inaç!o desesperada* porque*
como acontece no paradoo* as parcelas do camin,o* assim como as raz?es para a cavalgada*
se multiplicam ao in&inito.
:!o eiste* praticamente* elo entre o avô e o "ovem. /* quando o elo eistir* quando o
"ovem &or capaz de entender per&eitamente o que seu avô quis dizer* "( n!o l,e restar(
capacidade para viver* para agir. 6odo movimento l,e parecer( in@til ou temer(rio.
;ibliogra&ia
A:C/D1* O):6/D 7a&8a: pr$ e contra. 6raduç!o de Modesto 9arone. /ditora
Perspectiva* 1!o Paulo* JPQP.
;D'C* MAR Granz 7a&8a. 6raduç!o de 1uzana 1c,nitzer da 1ilva. /ditora )lisseia*
Sisboa* sFd.
7AG7A* GDA:- 9arta ao pai. 6raduç!o de Modesto 9arone. /ditora ;rasiliense* 1!o
Paulo* JPPK* HT ediç!o.
7AG7A* GDA:- )m médico rural. 6raduç!o de Modesto 9arone. /ditora ;rasiliense*
1!o Paulo* JPPJ* KT ediç!o.
7AG7A* GDA:- ' processo. 6raduç!o de Modesto 9arone. /ditora ;rasiliense* 1!o
Paulo* JPIP* KT ediç!o.
7AG7A* GDA:- )m artista da &ome 4 A construç!o. 6raduç!o de Modesto 9arone.
/ditora ;rasiliense* 1!o Paulo* JPPJ* HT ediç!o.
7AG7A* GDA:- A metamor&ose. 6raduç!o de Modesto 9arone. /ditora ;rasiliense*
1!o Paulo* JPPJ* JJT ediç!o.
P'SA:UB* MB95A/S Personal 8noVledge 4 6oVards a post4critical p,ilosop,A. DW7P*
Sondres* JPIX* reimpress!o.
>B66O/:16/B:* S)C>BO P,ilosop,ical investigations. 6raduç!o de O. /. M.
Anscombe. ;asil ;lac8Vell* Sondres* JPII* reimpress!o.