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ESTADO DO PARÁ

DEFENSORIA PÚBLICA
Defensoria Pública do Estado do Pará – Núcleo Regional do Xingu – Sede em
Altamira-PA, Traessa !úfalo, n" #$%%, bairro Es&lanada do Xingu - Telefone'
()#* #+,+-$-)# . /EP' $-#0,-,0%
EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) JUÍZ(A) DE DIREITO DA 4ª
VARA CÍVEL DA COMARCA DE ALTAMIRA-PA
A DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO PARÁ, por
intermédio de seus membros o !n" subs#ritos, $#u%s tribui&'es
s(o e)er#ids no endere&o #onstnte do #be&"*o+, nos termos do
rt, -., in#iso L//I0 e rt, 123, caput, mbos d CF455
1
, rt, 36, II,
d Lei n, 7,237487 $LACP+, #4# o rt, 17, caput, e in#iso 0I, d Lei
Comp"ementr Estdu" n, -94:;;9
:
, <em PROPOR presente
AÇO CIVIL PÚBLICA
$#om pedido "iminr+
em =#e do ESTADO DO PARÁ, pesso %ur>di# de direito
p?b"i#o interno, n pesso de seu representnte "e@", Aue pode ser
noti!#do n Cs Ci<i", sito A<, Au@usto Bontene@ro, s4n,, Be"émC
PA, =DendoCo pe"s rD'es de =to e de direito se@uir "in*<dos,
1
A Defensoria Pública é instituição essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a orientação jurídica e a defesa, em
todos os graus, dos necessitados, na forma do art !", #$$%&
2
Art '( )s Defensores Públicos são Órgãos de Execução das funções institucionais da Defensoria Pública em todas as
inst*ncias, com+etindo-lhe es+ecialmente,
-.
&% - requisitar a colaboração das autoridades +oliciais e dos serviços médicos hospitalares, educacionais e de
assist/ncia social do Estado e do 0unicí+io para desempenho de suas atribuições1
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!" LE#ITIMIDADE ATIVA AD /A1SA2 DA
DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO PARÁ
A De=ensori P?b"i# é institui&(o essen#i" E =un&(o
%urisdi#ion", in#umbindoC"*e ssistFn#i %ur>di#, inte@r" e
@rtuit, dos ne#essitdos,
A"ém dess miss(o trdi#ion", s re#entes ino<&'es
"e@is"ti<s mp"irm o p"e)o de tribui&'es do De=ensor P?b"i#o, de
sorte Aue De=ensori P?b"i# *o%e estG <o##iond tmbém E
prote&(o trnsindi<idu" dos ne#essitdos, #on=orme se <F do rt, -6,
II, d LACP, #om red&(o dd pe" Lei n, 11,3354:;;7H
“Art. 5° Têm legitimidade para propor a ação principal e a
ação cautelar:
I - o Ministério P!lico"
33 - a #e$ensoria P!lica4
III - a %nião& os 'stados& o #istrito (ederal e os Munic)pios"
I* - a autar+uia& empresa p!lica& $undação ou sociedade de
economia mista"
* - a associação +ue& concomitantemente: ,...-. $@ri=o nosso+
No<idde "e@is"ti< Aue positi<ou o pensmento d
%urisprudFn#i, #omo se obser< no <oto do Bin, Sep?"<ed Perten#e
n ADI n, --5C5H
“A pr/pria 0onstituição da 1epu!lica gi2a o raio de atuação
institucional da #e$ensoria P!lica& incum!indo-a da
orientação 3ur)dica e da de$esa& em todos os graus& dos
necessitados. #a)& contudo& não se segue a 4edação de +ue
no 5m!ito da assistência 3udici6ria da #e$ensoria P!lica se
estenda ao patroc)nio dos direitos e interesses coleti4os dos
necessitados... é o!4io +ue o serem direitos e interesses
coleti4os não a$asta& por si s/& +ue se3am necessitados os
mem!ros da coleti4idade ,...- A constituição imp7em& sim
+ue os 'stados prestem Assistência 8udici6ria aos
necessitados& da) decorre a atri!uição m)nima compuls/ria
da de$ensoria p!lica. 9ão& porém& o impedimento a +ue os
seus ser4iços de estendam ao patroc)nio de outras
iniciati4as processuais em +ue se 4islum!re interesse social
+ue 3usti:+ue esse su!s)dio estatal.. $@ri=o nosso+
$" ESCORSO HIST%RICO DOS FATOS
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$"! A IRM DE UMA VÍTIMA FATAL PROCURA A
DEFENSORIA PÚBLICA
O Iospit" Re@ion" P?b"i#o d TrnsmDJni# tem
#onstntemente <io"do s prerro@ti<s institu#ionis dos membros
d De=ensori P?b"i# de A"tmirCPA, <i"ipendindo diretmente os
interesses dos #idd(os *ipossu!#ientes Aue se so#orrem dest
Institui&(o pr de=es de seus direitos,
Espe#i!#mente no #so <ersdo, De=ensori P?b"i# =oi
pro#urd pe" Sr, Po"Kn Luirino Cost, re"tndo Aue seu irm(o
C"eiton Sntos d Cost teri sido "<e%do por dispro de rm de
=o@o,
A re"&(o de prentes#o estG demonstrd pe"os idFnti#os
<>n#u"os de s#endFn#i, #on=orme do#umentos Aue #ompn*m
presente peti&(o $doc. ane;o+,
Com e=eito, nrr Sr, Po"Kn Aue seu irm(o C"eiton =oi
interndo no Iospit" P?b"i#o d TrnsmDJni# no di 18 de bri"
de :;11 e re#ebeu "t no di se@uinte $:; de bri" de :;11+, #om o
pro%éti" ind "o%do no seu #rMnio,
ApNs re#eber "t médi# <>tim retornou Es sus
ti<iddes de esti<dor e no di : de mio de :;11, no muni#>pio de
Bedi#i"MndiCPA, =oi submetido um mnobr #ir?r@i# #on*e#id
#omo #e"iotomi, de<ido um ?"#er @Gstri# per=urd, pNs o Au"
=oi en#min*do o Iospit" P?b"i#o d TrnsmDJni# em rD(o de
#omp"i#&'es no pNs opertNrio $doc. ane;o+,
In=e"iDmente <>tim, rrimo de =m>"i, ="e#eu em estdo
de Audrip"e@i, situ&(o Aue, n <is(o d =m>"i, =oi o#siond por
erro n #on#ess(o de "t médi#, A prtir deste Audro, um dos
entes =mi"ires pretende propor medids %udi#iis de
responsbi"iD&(o e indeniD&(o por dnos moris e mteriis,
$"$ A DEFENSORIA PÚBLICA POSTULA AO
HOSPITAL PÚBLICO DA TRANSAMAZ&NICA O
PRONTUÁRIO M'DICO DO PACIENTE (UE
FALECEU
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Dinte d nrrti< d irm( do ="e#ido, De=ensori
P?b"i#, E "uD de sus prerro@ti<s institu#ionis Aue ser(o dinte
demonstrds, postu"ou o Iospit" P?b"i#o d TrnsmDJni# o
seu prontuGrio médi#o, por intermédio do o=>#io n, 3774:;11, dtdo
de :- de %u"*o de :;11 $doc. ane;o+,
A De=ensori P?b"i# entendeu Aue sN o mp"o e irrestrito
#esso o prontuGrio do ="e#ido irm(o d Sr, Po"Kn permitiri
#orret <"i&(o %ur>di# do #so pe"o De=ensor P?b"i#o e su
estrté@i pr e<entu" demnd %udi#i",
$") O HOSPITAL NE#A-SE A FORNECER O
PRONTUÁRIO M'DICO
No mesmo di o Iospit" Re@ion" respondeu E so"i#it&(o,
in=ormndo n(o ser poss><e" tender o pedido, es#udndoCse no
si@i"o pro!ssion",
Os r@umentos presentdos pe"o Réu, #on=orme teor do
O=>#io DIROERAL ;3-4:;11 $doc. ane;o+, =orm, em pertd
s>ntese, ssim de"inedosH
a- 9ão $oi compro4ada a condição de parentesco entre
a <ra. P=>?A9A @%I1I9= 0=<TA e o <r. 0>'IT=9
<A9T=< #A 0=<TA"
!- = $ato de a <ra. P=>?A9A ser irmã do $alecido
0>'IT=9 5n6o garante, de forma alguma, 7ue ela
se8a sua re&resentante legal9"
c- = prontu6rio do paciente pertence ao pr/prio
paciente& estando somente so! a cust/dia do Aospital
,con$orme um dos considerandos da 1es.-0(M n.
B.CDEFGH-"
d- As in$ormaç7es constantes do prontu6rio médico
estão protegidas legalmente pelo sigilo pro:ssional
,con$orme art. 5°& inc. I& da 0(FJJ-"
e- A re4elação do sigilo contido no prontu6rio médico
pode ense3ar condenação do impetrado por danos
morais"
$- = art. B° da 1es.-0(M n. B.CG5FGG re2a +ue “o
médico não pode& sem consentimento do paciente&
re4elar o contedo do prontu6rio ou :cAa médica."
g- = art. 5° da 1es.-0(M n. B.CG5FGG re2a +ue “se
Aou4er autori2ação e;pressa do paciente& tanto na
solicitação como em documento di4erso& o médico
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poder6 encaminAar :cAa ou prontu6rio médico
diretamente K autoridade re+uisitante."
A- = art. LD do 0/digo de Mtica Médica ,1es.-0(M n.
B.EDBFGE- re2a ser “4edado ao médico re4elar $ato de +ue
tenAa conAecimento em 4irtude de sua pro:ssão& sal4o
por moti4o 3usto& de4er legal ou consentimento& por
escrito& do paciente..
i- = par6gra$o nico do art. LD do 0/digo de Mtica
Médica ,1es.-0(M n. B.EDBFGE- re2a +ue “PER2ANE/E
ESSA PR:3!3;<: 2ES2: =1E o $ato se3a de
conAecimento p!lico ou : PA/3ENTE TEN>A
?A@E/3D:..
3- = art. JE do 0/digo de Mtica Médica ,1es.-0(M n.
B.EDBFGE- determina +ue “é 4edado ao médico li!erar
c/pia do prontu6rio so! sua guarda& sal4o +uando
autori2ado& por escrito& pelo paciente& para atender
ordem 3udicial ou para a sua pr/pria de$esa.& sendo +ue
o seu N B° disp7e +ue “+uando re+uisitado 3udicialmente
o prontu6rio ser6 disponi!ili2ado ao perito médico
nomeado pelo 3ui2..
O- 'm ra2ão do $alecimento do paciente& a nica
possi!ilidade de a #e$ensoria P!lica ou os seus
$amiliares terem acesso Ks in$ormaç7es constantes do
prontu6rio do $alecido seria ou pela “nomeação de perito
médico& para consulta ao prontu6rio nas dependências
do Aospital. ou 5?:R2ATA;<: DE =1EST3:NAR3:,
/:2 RESP:STAS A:S =1ES3T:S, E23T3D:S E2
RE@ATBR3: ESPE/C?3/: PE@: D3RET:R TD/N3/:
D: >:SP3TA@9. $@ri=o nosso+
A"ém desse, *G in?meros outros #sos de re#us por prte
do Iospit" Re@ion", e)emp"o do o#orrido no pro#esso n, ;;;;;9-C
33,:;11,513,;;;-, utos Aue trmitm n 3P, 0r C><e" d Comr#
de A"tmirCPA, os Auis podem ser pre#idos diretmente por este
Qu>Do $doc. ane;o+, NAue"es utos *ou<e dup" i"e@"idde, n
medid em Aue re#us deuCse em =#e d De=ensori P?b"i# e d
B@istrtur, sob o se@uinte r@umento o QuiD ReAuisitnteH
“,...- esclarecer da im&ossibilidade de atendimento a
ossa solicitaE6o 7uanto ao fornecimento de cF&ia do
&rontuário.
,...- +uanto a emissão de c/pia de prontu6rio& con$orme
solicitação inicial de e;i!ição pela #e$ensoria P!lica&
in$ormo da impossi!ilidade do mesmo nas condiç7es
solicitadas& conforme 8á orientado anteriormente G
Defensoria Pública, isto o &rontuário do &aciente
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&ertencer ao &rF&rio &aciente& estando tão somente so!
cust/dia do Pospital& na garantia de seus interesses ,...-.
$=, 3-439+ $@ri=o nosso+ $doc. ane;o+
)" DESVIRTUAMENTO DA TELEOLO#IA DO DEVER
DE SI#ILO PROFISSIONAL* 0IOLARSO AO DIREITO
DE ACESSO T ORDEB QURVDICA QUSTA, #e:nitional
Qalancing e Técnica da Parmoni2ação Pr6tica entre os
*alores em Tensão
E)#e"Fn#i, o de<er de si@i"o do prontuGrio médi#o,
#onse#tGrio "N@i#o d prote&(o o si@i"o pro!ssion", EXISTE EM
FAVOR DO PACIENTE E NO DO PROFISSIONAL, Ess
premiss, #omo se <erG dinte, %G estG *G muito ssentd nos
pre#edentes %urispruden#iis,
Tod<i, o #so dos utos, e tntos outros Aue s(o ne@dos
dirimente E De=ensori P?b"i#, pe"os i@uis r@umentos, n(o
est(o prote@endo os interesses do p#iente ou, n ="t destes, dos
seus =mi"ires, Ao #ontrGrio, estG ser<indo de es#udo #ontr
popu"&(o #rente de A"tmir Aue, sem poder ter #esso o seu
prontuGrio médi#o, dei) de bus#r tute" %urisdi#ion" de direitos
Aue e<entu"mente poderim estr sendo <io"dos,
Ess di!#u"dde impost pe"o Iospit" Re@ion" tem ser<ido
pens pr di!#u"tr o #esso E ordem %ur>di# %ust Aue =D %us o
#idd(o brsi"eiro, espe#i"mente o #idd(o "tmirense, re@i(o do
Brsi" #u% trdi&(o de bndono é *istNri#,
Como se <F, o Réu tem ne@do o prontuGrio em todo e
Au"Auer #so Aue est Institui&(o tem so"i#itdo,
Com ess postur, data 4enia, eAui<o#d, o Iospit" estG
e"e<ndo o si@i"o pro!ssion" um n><e" de WsntuGrio in#ess><e"X
o prNprio p#iente e, em su ="t, os seus =mi"ires, impedindo o
e)er#>#io do mister #onstitu#ion" d De=ensori P?b"i# e, portnto,
o prNprio p#iente,
Ess ne@ti< obnubi" o #esso "i<re pro<s tis Aue
poderim ser determinntes pr e!#D "in* de de=es do #idd(o
<>tim de e<entu" erro do estdo, Certmente n(o =oi esse o #un*o
te"eo"N@i#o Aue inspirou o #onstituinte de 1855,
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Em primeiro "u@r, #omo %G #ons@rdo pe" doutrin e
pre#edentes brsi"eiros, Wn(o e)iste um direito bso"utoX
)
no
ordenmento %ur>di#o, de sorte Aue o si@i"o pro!ssion" do médi#o
#omport W*rmoniD&(o prGti#X #om outros direitos de i@u"
@rndeD e mere#edores de prote&(o, dentre os Auis o direito de
#esso in#ondi#ion" pe"o p#iente pobre ou, n su ="t, seus
=mi"ires, por intermédio do De=ensor P?b"i#o,
A"iGs, prNpri Res,CCFB n, 1,9;-4;; ini#i #om se@uinte
#onsider&(oH
0=9<I#'1A9#= +ue : S3H3@: 2DD3/: D 3NST3T1CD:
E2 ?AI:R D: PA/3ENTE& o +ue encontra suporte na
garantia insculpida no art. 5R& inciso I& da 0onstituição
(ederalY
Assim, se o si@i"o médi#o =oi institu>do, e n(o poderi ser
di=erente, em =<or do p#iente $eis Aui riD te"eo"N@i# dess
prote&(o+, n(o se !@ur rDoG<e" ess resistFn#i do Iospit"
Re@ion" Aundo De=ensori P?b"i# reAuisit em nome do p#iente
ou, n su ="t, em nome de seus =mi"ires,
Assim, um <eD !)do, #omo prMmetro bsi"r, Aue o !m d
norm é prote@er o prNprio p#iente, é =G#i" per#eber o Aue
doutrin meri#n denominou de #'(I9ITI=9A> QA>A90I9S,
Q, Q, Oomes Cnoti"*o "e#ion AueH
“= +ue est6 a+ui em causa é delimitar o Jmbito de
&roteE6o de uma norma constitucional&
ESTA!E@E/END: 12A ESPD/3E DE @3N>A DE
DE2AR/A;<: ENTRE : =1E ENTRA NESSE K2!3T:
E : =1E ?3/A DE ?:RA. = +ue a doutrina americana
designa por de:nitional !alancing ,T!alanceamento por
de:niçãoU- e +ue no es+uema atr6s re$erido corresponde ao
recorte do cAamado “5m!ito normati4o.. A @3N>A DE
DE?3N3T3:NA@ !A@AN/3NH D SEH13DA PE@A
L1R3SPR1DMN/3A A2ER3/ANA PARA PRE/3SAR A
ES?ERA DE PR:TE;<: DA N:R2A E EX/@13R
3
2-. 3ão e4iste direito absoluto Até mesmo os dieitos fundamentais, elencados na 5onstituição da 6e+ública 7ederati8a do 9rasil
de8em ser inter+retados de forma relati8a :uando h; uma coli<ão entre eles Andou muito o 00 =ui< +rolator da decisão -.> -?6? '@A
61 6) BBC((DBBDBB!'@BBE1 6el =ui< 3o8a 0oreira1 =ulg B!F''FDBBE.
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/ERTAS D32ENSNES N<: REENTRANTES NESSA
ES?ERA ,...-Z
3
$@ri=o nosso+
Entr ness es=er prote&(o o si@i"o E intimidde do
p#iente $e Aui reside o de:nitional !alancing+, e)#"uindo dess
es=er s dimens'es in=undds do Conse"*o Feder" de Bedi#in $o
Au" disseminou por meio de sus Reso"u&'es idéi distor#id de
um in#essibi"idde Ause bso"ut o prontuGrio médi#o+,
A"ém disso, n(o entr tmbém nAue" es=er de prote&(o
os r@umentos presentdos pe"o Iospit", e)emp"o do re#eio seu
de ser e<entu"mente demnddo num &(o indeniDtNri de dnos
moris,
N(o é mis poss><e" o p#iente demndr pe" Auebr do
si@i"o médi#o %G Aue ="e#eu e o esse direito n(o se trnsmite os
*erdeiros, A =m>"i, por su <eD, bus# e)tmente no prontuGrio
tentr <is"umbrr e<entu" tute" de seu direito,
A propNsito desse in=unddo re#eio, importnte trns#re<er
ement do %u"@do pro=erido pe"o TQCRQH
“ESTA!E@E/32ENT: >:SP3TA@AR. 9'S>IS'90IA
MM#I0A. ENTREHA DE D:/12ENT:S. 3@EHA@3DADE
DA RE/1SA ,...- *I=>AVW= #' <'S1'#=
P1=(I<<I=9A>. I9=0=11X90IA. 9'0'<<I#A#' #=
#=0%M'9T= PA1A A9A>I<' #= P1=0'#IM'9T=
MM#I0= A9T'<& #%1A9T' ' #'P=I< #A 0I1%1SIA
(ATA>. AT= >'SYTIM= #= #'>'SA#= #' P=>Y0IA.
D3SPENSA!3@3DADE DE :RDE2 L1D3/3A@ ,...- A
RES:@1;<: D: /:NSE@>: ?EDERA@ DE 2ED3/3NA,
3NI:/ADA PARA L1ST3?3/AR A RE/1SA DA
PA/3ENTE N: /12PR32ENT: DA RE=13S3;<:
P:@3/3A@, EN/ERRA 3N/:N/E!CIE@ A!S1RD:
=1AND: N:S O/:NS3DERAND:SO A?3R2A =1E OD
3@EHA@ A RE=13S3;<: L1D3/3A@ DE D:/12ENT:S
2DD3/:S =1AND: >A :1TR:S 2E3:S DE
:!TEN;<: DE 3N?:R2A;<: NE/ESSAR3A /:2:
PR:IAZ. Sri$o nosso -& pois em se tratando de in4estigação
destinada a apuração de crime& cu3a ação penal é pu!lica
incondicionada& compete a autoridade reunir todas as
pro4as para a4eriguar& ao :nal& +ual é a necess6ria ou não
4
in 2DIREITO CONSTITUCIONAL e Teoria da Constituição”, 7ª. Edição, 5 Rei!"ressão, #$$%, Ediç&es A'!edina ( Coi!)ra ( *ortu+a',
". ,.#-%.
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ao con4encimento do 3ulgador. A par disso& a iolaE6o de
segredo &roPssional sF constituiu crime 7uando a
reelaE6o Q feita sem 8usta causa &or 7uem tem
ciRncia dele em raS6o da funE6o, ministQrio, ofTcio ou
&roPss6o, sendo ela ca&aS de &roduSir dano a outrem,
e mesmo assim a ade7uaE6o tT&ica eUige a &resenEa do
dolo, o 7ue n6o se eriPca no fornecimento de
&rontuário mQdico de Ttima de VomicTdio em
cum&rimento de re7uisiE6o da autoridade com&etente
&ara faSe-lo& sendo oportuno lem!rar +ue : /R32E DE
I3:@A;<: D: SEHRED: PR:?3SS3:NA@ S:2ENTE
SE PR:/EDE 2ED3ANTE REPRESENTA;<:, D3RE3T:
=1E PERTEN/E A: 3NTERESSAD: NA 2AN1TEN;<:
D: SEHRED: E =1E SE EXT3NH1E /:2 A 2:RTE,
N<: SE TRANS23T3ND: A:S >ERDE3R:S ,...-.
-
,$@ri=o
nosso+
Por Aui se <F, "iGs, Aue o prG@r=o ?ni#o do rt, 72 do
CNdi@o de [ti# Bédi# $Res,CCFB n, 1,8214;8+, respeito do de<er
de si@i"o médi#o, se@undo o Au" \PER2ANE/E ESSA PR:3!3;<:
2ES2: =1E ,...- : PA/3ENTE TEN>A ?A@E/3D:., de<e ser
<isto sempre cum granu salis, n medid em Aue su p"i#&(o
bso"ut #rirG um iniA]idde sob o ponto de <ist d prote&(o
#onstitu#ion" os direitos "esdos, #omo é o #so dos utos, em Aue
um membro d =m>"i do p#iente bus# #essr o prontuGrio pr
<"ir possibi"idde de in@ressr #om demnd indeniDtNri #om
bse em e<entu" erro médi#o,
[ nesse #onte)to Aue se insere s prerro@ti<s d
De=ensori P?b"i# em poder reAuisitr tis do#umentos e,
%untmente #om o =mi"ir do p#iente morto, <"ir <ibi"idde ou
n(o de um demnd %udi#i", bem #omo tr&r su me"*or
estrté@i de de=es té#ni#,
Portnto, ne@r e)ibi&(o do prontuGrio sob "e@&(o de
prote&(o o interesse do ="e#ido irm(o d postu"nte !@urCse, no
m>nimo, um #ontrCsenso,
E mis, ne@ti< presentd nos utos do pro#esso n,
;;;;;9-C33,:;11,513,;;;-, =or outros #sos, Aundo o prNprio
p#iente so"i#it o seu prontuGrio, é um tot" des<irtundo d
essFn#i do de<er de si@i"o pro!ssion", re<e"ndoCse n(o mis um
5
?=-6=1 G5 CB!!FDBBE1 6io de =aneiro1 ?erceira 5*mara 5riminal1 6el Des Hama 0alcher1 =ulg D@FB!FDBB'
ESTADO DO PARÁ
DEFENSORIA PÚBLICA
Defensoria Pública do Estado do Pará – Núcleo Regional do Xingu – Sede em
Altamira-PA, Traessa !úfalo, n" #$%%, bairro Es&lanada do Xingu - Telefone'
()#* #+,+-$-)# . /EP' $-#0,-,0%
de<er éti#o, ms um postur @rtuitmente impediti< do #esso E
ordem %ur>di# %ust pe" popu"&(o *ipossu!#iente,
No Aue to# E imperti< ne#essidde *rmoniD&(o prGti#
entre direitos em tens(o, Q, Q, Oomes Cnoti"*o "ert pr o =to de
Aue os e<entuis prob"ems de ordenação entre direitos
=undmentis e outros <"ores #onstitu#ionis, “de4erão ser
resol4idos K lu2 dos direitos $undamentais mediante uma tare$a de
concord5ncia pr6tica e de ponderação& possi!ilitadora da garantia
dos direitos sem tornar impratic64eis os estatutos especiais.
C
, $@ri=o
nosso+
E sobre Wre"ti<iD&(o do de<er de si@i"oX, s "i&'es de
Cnoti"*o en#i)mCse #omo um m(o e "u<H
“A &retens6o de alidade absoluta de certos &rincT&ios
com sacrifTcio de outros originaria a criação de princ)pios
reciprocamente incompat)4eis& com a conse+[ente
destruição da tendencial unidade a;iol/gico-normati4a da lei
$undamental., $@ri=o nosso+
E rremtH
5:s &rincT&ios n6o obedecem, em caso de conWito, a
uma XXlFgica do tudo ou nadaYY, antes &odem ser
ob8ecto de &onderaE6o e concordJncia &rática,
consoante o seu XX&esoYY e as circunstJncias do
caso9
0
. $@ri=o nosso+
PONDERAR, n "i&(o do mestre portu@uFs, “4isa ela!orar
critérios de ordenação para& em $ace de dados normati4os e $actuais&
o!ter a solução 3usta para o con\ito de !ens.
J
. $@ri=o nosso+
Assim, o W#esso E ordem %ur>di# %ustX, um @rnti
#ontid no rt, -6, in#iso ///0, d CF455
8
, imp"i# =rnAuer o
#idd(o o direito de #esso Es pro<s e os re#ursos e"s inerentes,
#omo e)press(o mG)im do direito E mp" de=es
1;
, sur@indo ness
6
O". .it., ". /00.
7
O". .it., ". ,.,1#.
8
O". .it., ". ,.#-7.
9
A lei não e4cluir; da a+reciação do Poder =udici;rio lesão ou ameaça a direito
10
Art !I
-.
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Defensoria Pública do Estado do Pará – Núcleo Regional do Xingu – Sede em
Altamira-PA, Traessa !úfalo, n" #$%%, bairro Es&lanada do Xingu - Telefone'
()#* #+,+-$-)# . /EP' $-#0,-,0%
perspe#ti< importMn#i do respeito Es prerro@ti<s institu#ionis
d De=ensori P?b"i#, sob pen de tornr @rnti #onstitu#ion"
de de=es inte@r" dos ne#essitdos um mer pro#"m&(o poéti#,
[ nesse sentido Aue %urisprudFn#i !rm o direito de
#esso E ordem %ur>di# %ustH
,...- o indeferimento de &roa essencial &ara a
demonstraE6o dos fatos constitutios do direito do
autor, sem a mTnima fundamentaE6o, su&rime as
&romessas de cidadania 7ue emanam de uma ordem
8urTdica 8usta& nos e;atos contornos traçados pela
0onstituição (ederal. J. Agra4o retido pro4ido para anular o
processo a partir da decisão agra4ada
11
, $@ri=o nosso+
A +,-+./01-2 +,313453 - H-/+0167 R380-467 9:3 6
D3;34/-,06 P<=70>6 3 - >0565?- (+6>03413 -:2 46 /:6 ;67162 /3:/
;6@0706,3/)2 +6,6 13, 6>3//- A/ 04;-,@6BC3/ >-4/16413/ 5- /3:
+,-41:D,0- @E50>-2 /3 ,3/1,04F6 A 5?:R2ATA;<: DE 12
=1EST3:NAR3:, com res&ostas aos 7uesitos, emitidos em um
relatFrio es&ecTPco &elo Diretor TQcnico do >os&ital9 -: 341?-
@3506413 6 0413,@3506B?- 53 :@ +3,01- @E50>- 9:3 >-4/:716,D
- +,-41:D,0- 46/ 53+345G4>06/ 5- H-/+0167"
EI>37G4>062 3//6 3I08G4>06 4?- 34>-41,6 8:6,056 46 730
3 16@+-:>- 46 C-4/101:0B?- F353,672 3@ 3/+3>067 4- 50,301- 53
6>3//- A -,53@ F:,J50>6 F:/16" AK4672 4?- ;6L /34105- 0@+-, -
/0807- @E50>- >-@ 3//3 M31:/1- >6,6>13,3 53 /641:D,0- >-41,6 -
50,301- 5- +6>03413 -:2 46 /:6 ;67162 5-/ /3:/ ;6@0706,3/" A70D/2
3//6 3I08G4>06 6;,-416 6 +,-+-,>0-46705653 9:3 04/+0,6
9:679:3, ,38,6 ,3/1,010M6"
AK4672 -/ +6>03413/2 6 /:6 ;6@J706 3 6 D3;34/-,06
P<=70>6 (9:645- +61,->046 -/ /3:/ 0413,3//3/) 1G@ - 50,301- 53
13, 6>3//- 04>-450>0-467 6- +,-41:D,0- 3 4?- A/ 04;-,@6BC3/
;-,@61656/ N3@ 10,6/O2 N3@ +356B-/O2 >-@- +,313453 - RE:2
@3506413 6 ;-,@616B?- 53 :@ 9:3/10-4D,0-"
#& - aos litigantes, em +rocesso judicial ou administrati8o, e aos acusados em geral são assegurados o contraditJrio e am+la
defesa, com os meios e recursos a ela inerentes1
11
?67 B'A 61 A5 DBBKEEBBBBDL(!-L1 9A1 Muinta ?urma1 6el =ui< 7ed 5on8 Pedro 7rancisco da Nil8a1 =ulg 'DFBLFDBB@1 D=7'
D@F'BFDBB@1 P;g !CE
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T6@=E@ 4?- /3 @-/1,6 ,6L-DM37 9:3 - 6>3//- 6-
+,-41:D,0- /3 5G 6+346/ +376 0413,@3506B?- 53 -:1,- @E50>-
9:3 >-4/:716,06 - +,-41:D,0- 4- H-/+01672 /-= +346 532 >-@- /3
50//32 6 6M6706B?- 5- D3;34/-, P<=70>- 3/16, >-@+,-@31056 FD
4- 70@06, 53 :@6 3M341:67 53@64562 +37- -7H6, 53 :@6 -:1,6
+3//-62 670D/ >-4/:73413 3//3 >:F6/ ,38,6/ 5- CFM 9:3 -,6 /3
9:3/10-46 6 373 16@=E@ 3/1?- 3453,3B656/"
O +6+37 5- @E50>--+3,01- 53M3 56,-/3 4- P@=01- 5-
+,->3//-2 9:645- 56 +,-5:B?- 53 +,-M6/2 @6/ 4?- >-@-
041E,+,313 5- D3;34/-, P<=70>- -: 5- +,.+,0- +6>034132 -:2 46
/:6 ;67162 /3:/ ;6@0706,3/2 9:3 +,313453 3 +-53,06 53@6456,
>-41,6 :@ >-7386 +,-K//0-467 /3:"
Dess =eit, somente pNs n"isr o prontuGrio e bsor<er o
seu #onte?do té#ni#o é Aue o p#iente, seus =mi"ires e De=ensori
P?b"i# poder(o =ormtr esse AuestionGrio em =orm de Auesitos e
se, =or o #so, in@ressr #om e<entu" medid %udi#i",
Antes disso, ess restri&(o ser<e t(oCsomente pr nu"r e
#omprometer s possibi"iddes #o@niti<s do De=ensor P?b"i#o sobre
o prontuGrio do p#iente, bem #omo redesen*r, contra legem e
contra constitucionis, "iberdde inte"e#ti< Aue o p#iente, seus
=mi"ires e De=ensori P?b"i# de<em ter @rntid o n"isr
mp"mente um pro< e sobre e" =erir me"*or "in* de de=es,
A pre<"e#er propost do Réu estri e<iden#ido um
#enGrio %ur>di#o biDntino pr o p#iente ou, n su ="t, os seus
=mi"ires, *% <ist Aue 6 D3;34/-,06 P<=70>6 13,06 6+346/ 53
0@68046, (>386@3413) - +,-41:D,0-2 >-@ 1-56 6 /:6 ,09:3L6
1E>40>6 3 >-84010M62 3 >-4F3>1:,6, A/ 3/>:,6/ 9:3/01-/ >38-/" O
+,-41:D,0- @E50>- Q DO PACIENTE Q2 >:F- /0807- -=F310M6M6
040>067@3413 +,-138G-7-2 1-,46,-/3-06 :@ 04;370L 3I3@+7-
RAFRIANO"
Impedir Aue De=ensori P?b"i# poss e)minr
mp"mente o prontuGrio do seu ssistido4p#iente ou, n su ="t,
dos seus =mi"ires, tent #ontr os rts, 16, 36, 0 e /, 1:5, 0III, /,
/I e /III, todos d Lei Comp"ementr Feder" n, 5;483, e rt, -6,
///0 e L0, d CF455, respe#ti<menteH
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Art. BR A #e$ensoria P!lica é instituição permanente&
essencial K $unção 3urisdicional do 'stado& incum!indo-lAe&
como EXPRESS<: E 3NSTR12ENT: D: REH32E
DE2:/RAT3/:& $undamentalmente& a orientação 3ur)dica&
a PR:2:;<: D:S D3RE3T:S >12AN:S E A DE?ESA,
E2 T:D:S :S HRA1S, L1D3/3A@ E EXTRAL1D3/3A@,
D:S D3RE3T:S 3ND3I3D1A3S e coleti4os& DE ?:R2A
3NTEHRA@ e gratuita& aos necessitados& assim
considerados na $orma do inciso >III* do art. 5R da
0onstituição (ederal. ,91- ,Artigo com redação
determinada na >ei 0omplementar nR BDH& de L.BG.HGGE&
#=% J.BG.HGGE-
Art. ]R <ão $unç7es institucionais da #e$ensoria P!lica&
dentre outras:
,...-
* - e;ercer& mediante o rece!imento dos autos com 4ista& a
A2P@A DE?ESA e o contradit/rio em $a4or de pessoas
naturais e 3ur)dicas& em processos administrati4os e
3udiciais& perante todos os /rgãos e em todas as inst5ncias&
ordin6rias ou e;traordin6rias& 1T3@3ZAND: T:DAS AS
2ED3DAS /APAZES DE PR:P3/3AR A ADE=1ADA E
E?ET3IA DE?ESA DE SE1S 3NTERESSES" ,Inciso com
redação determinada na >ei 0omplementar nR BDH& de
L.BG.HGGE& #=% J.BG.HGGE-
,...-
I - PR:2:IER A 2A3S A2P@A DE?ESA D:S
D3RE3T:S ?1NDA2ENTA3S D:S NE/ESS3TAD:S&
a!rangendo seus direitos indi4iduais& coleti4os& sociais&
econ^micos& culturais e am!ientais& sendo admiss)4eis todas
as espécies de aç7es capa2es de propiciar sua ade+uada e
e$eti4a tutela" ,Inciso com redação determinada na >ei
0omplementar nR BDH& de L.BG.HGGE& #=% J.BG.HGGE-
Art. BHJ. <ão prerrogati4as dos mem!ros da #e$ensoria
P!lica do 'stado& dentre outras +ue a lei local esta!elecer:
,...-
*III - eUaminar, em 7ual7uer re&artiE6o &ública& autos
de \agrantes& in+uéritos e processos& assegurada a
o!tenção de c/pias e &odendo tomar a&ontamentos"
,Inciso com redação determinada na >ei 0omplementar nR
BDH& de L.BG.HGGE& #=% J.BG.HGGE-
,...-
I - RE=13S3TAR DE A1T:R3DADE P[!@3/A :1 DE
SE1S AHENTES e;ames& certid7es& per)cias& 4istorias&
diligências& PR:/ESS:S& D:/12ENT:S& in$ormaç7es&
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()#* #+,+-$-)# . /EP' $-#0,-,0%
esclarecimentos e pro4idências necess6rias ao e;erc)cio de
suas atri!uiç7es"
II - REPRESENTAR A PARTE& em $eito administrati4o ou
3udicial& 3NDEPENDENTE2ENTE DE 2ANDAT:&
ressal4ados os casos para os +uais a lei e;i3a poderes
especiais"
IIII - ter o mesmo tratamento reser4ado aos Magistrados e
demais titulares dos cargos das $unç7es essenciais K 3ustiça"
Art. 5°.
,...-
III*. A lei não e;cluir6 da apreciação do Poder 8udici6rio
lesão ou ameaça a direito.
,...-
>* - aos litigantes& em processo 3udicial ou administrati4o& e
aos acusados em geral são assegurados o contradit/rio e
ampla de$esa& com os meios e recursos a ela inerentes"
,...-.
Con#"uiCse Aue ess ne@ti< =ere de morte o direito de
#esso E ordem %ur>di# %ust, n medid em Aue restrin@e =orm
#omo De=ensori P?b"i# $Aundo ptro#inr os interesses do
p#iente ou, n su ="t, de seus =mi"ires+ terG #esso o
prontuGrio médi#o, do#umento impres#ind><e" pr, in#"usi<e, <"ir
possibi"idde ou n(o de in@ressr #om um medid %udi#i",
A propNsito do direito E produ&(o de pro< pr
esAudrin*r um e!#D "in* de de=es, #on!r %urisprudFn#iH
,...- = direito G &roduE6o de &roa acerca dos $atos
contro4ertidos em 3u)2o Q elemento fundamental e
inafastáel da garantia constitucional do deido
&rocesso legal, assegurada a todos os 8urisdicionados.
9esse sentido& resta con:gurado o cerceio ao direito da
parte& uma 4e2 +ue não A6 nos autos nenAuma outra &roa
de 7ue &udesse ter se alido a recorrente &ara
A2PARAR S1A @3N>A DE DE?ESA
!$
, $@ri=o nosso+
)"! INCONSTITUCINALIDADE E ILE#ALIDADE DE
ATO NORMATIVO SECUNDÁRIO DO
CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA Q CFM*
PRERROOATI0AS DOS BEBBROS DA DEFENSORIA
PÚBLICA, REORAS RESTRITI0ASH Princ)pio da
12
?6? '(A 61 6) BBD(LDBBLBB!'(BB'1 Ac (KL@FDBB@1 6el Des Nérgio 0oreira de )li8eira1 D)EN D'FB(FDBB@1 P;g 'C
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()#* #+,+-$-)# . /EP' $-#0,-,0%
Menor Ingerência Poss)4el nos #ireitos do 0idadão:
1a2oa!ilidade e Proporcionalidade
Considerndo trtrCse de Iospit" P?b"i#o, é per=eitmente
p"i#G<e" o teor do rt, 1:5, /, d Lei Comp"ementr Feder" n,
5;483H
Art. BHJ. <ão &rerrogatias dos membros da Defensoria
Pública do Estado& dentre outras +ue a lei local
esta!elecer:
,...-
I - RE=13S3TAR de A1T:R3DADE P[!@3/A :1 DE
SE1S AHENTES e;ames& certid7es& per)cias& 4istorias&
diligências& PR:/ESS:S& D:/12ENT:S& in$ormaç7es&
esclarecimentos e pro4idências necess6rias ao e;erc)cio de
suas atri!uiç7es" $@ri=o nosso+
T" prerro@ti< en#ontrCse repetid no rt, -9, I0, d Lei
Comp"ementr n, -94:;;9H
Art. 5C. <ão prerrogati4as dos #e$ensores P!licos& entre
outras:
,...-
I* - RE=13S3TAR& DE =1A@=1ER A1T:R3DADE
P[!@3/A E DE SE1S AHENTES& !em como aos
concession6rios de ser4iços p!licos ou de entidade pri4ada&
certid7es& documentos& in$ormaç7es e +uais+uer
esclarecimentos necess6rios K de$esa do interesse +ue
patrocinem" $@ri=o nosso+
De outr prte, no Aue diD #om ne#essidde de
utoriD&(o e)press do p#iente pr obten&(o do prontuGrio
médi#o, mesm Lei Comp"ementr Feder" n, 5;483, em seu rt,
1:5, in#iso /I, é #"rH
Art. BHJ. <ão &rerrogatias dos membros da Defensoria
Pública do Estado& dentre outras +ue a lei local
esta!elecer:
,...-
II - REPRESENTAR A PARTE& em ?E3T:
AD23N3STRAT3I: :1 L1D3/3A@&
3NDEPENDENTE2ENTE DE 2ANDAT:& ressal4ados os
casos para os +uais a @E3 e;i3a poderes especiais" $@ri=o
nosso+
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A mesm re@r =oi repetid no rt, -9, I, d Lei
Comp"ementr Estdu" n, -94:;;9H
Art. 5C. <ão prerrogati4as dos #e$ensores P!licos& entre
outras:
I - eUercTcio de funE\es institucionais em $eito
administrati4o ou 3udicial& inde&endente de instrumento
de mandato& ESTAND: >A!3@3TAD: ] PRAT3/A DE
=1A@=1ER AT: DE/:RRENTE D: EXER/C/3: DE
S1AS ?1N;NES 3NST3T1/3:NA3S& ressal4ados os casos
para os +uais a lei e;i3a poderes especiais" $@ri=o nosso+
Portnto, se os membros d De=ensori P?b"i# possuem
prerro@ti< "e@" de de=enderem os interesses de seus ssistidos
independentemente de mnddo, Auer se% n es=er dministrti<
ou %udi#i", e)i@Fn#i do Réu de utoriD&(o e)press do p#iente
ou de su =m>"i, trduDCse em restri&(o dministrti< contra
legem, em n>tido e mni=esto pre%u>Do os interesses dos
*ipossu!#ientes, bem #omo Es prerro@ti<s e tribui&'es
institu#ionis e #onstitu#ionis d de=ensori p?b"i#, Aundo
ptro#inr, ress"teCse, interesses do prNprio p#iente ou, n su
="t, de seus =mi"ires,
A"ém disso, os rts, 55 e 58 do No<o CNdi@o de [ti# Bédi#
$Res,CFB n, 1,8214:;;8+, o trtrem ds #onduts <edds o
médi#o, trDem s se@uintes red&'es, respe#ti<menteH
D IEDAD: A: 2DD3/::
,...-
Art. JJ. Negar, ao &aciente, acesso a seu &rontuário,
deiUar de lVe fornecer cF&ia 7uando solicitada& !em
como dei;ar de lAe dar e;plicaç7es necess6rias K sua
compreensão& sal4o +uando ocasionarem riscos ao pr/prio
paciente ou a terceiros.
Art. JE. >i!erar c/pias do prontu6rio so! sua guarda& salo
7uando autoriSado, &or escrito, &elo &aciente& &ara
atender ordem 8udicial :1 &ara a sua &rF&ria defesa.
N BR @uando re+uisitado 3udicialmente o prontu6rio ser6
disponi!ili2ado ao perito médico nomeado pelo 3ui2.
,...- $@ri=o nosso+
Ness tod se@ue o rt, -6 d Res,CCFB n, 1,9;-4;;H
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<e Aou4er autori2ação e;pressa do paciente& tanto na
solicitaE6o como em documento dierso& o mQdico
&oderá encaminVar a PcVa ou &rontuário mQdico
diretamente G A1T:R3DADE RE=13S3TANTE. $@ri=o
nosso+
Como se obser<, mesmo pe" re@rs do CFB trFs s(o s
*ipNteses em Aue o =orne#imento do prontuGrio médi#o estri
utoriDdoH 1+ medinte utoriD&(o es#rit do p#iente, o#si(o em
Aue o prontuGrio pode ser en#min*do diretmente E utoridde
reAuisitnteY :+ pr tender ordem %udi#i" ouY 2+ pr prNpri
de=es do médi#o,
N primeir *ipNtese, Reso"u&(o *G de #omptibi"iDrCse
#om re@r pre<ist n Lei Comp"ementr Feder" n, 5;483, Au"
pre<F o poder reAuisitNrio por Bembro d De=ensori P?b"i#
Aundo o !Der n de=es dos interesses do prNprio p#iente,
independentemente de pro#ur&(o, e"e@endoC #omo prerro@ti<
institu#ion", Nesse #so, 6 ,3>:/6 3/1D >-4K8:,645- ,3>:/6 6-
+,.+,0- +6>03413 32 +-,1641-2 +653>3 53 07386705653,
A se@und *ipNtese diD #om ordem %udi#i", [ pre#iso ter
em mente Aue no #so do ^ 16, Aundo e)i@e Aue o prontuGrio se%
disponibi"iDdo o perito médi#o o!#i" nomedo pe"o %uiD, estG se
re=erindo EAue"es #sos em Aue n(o *ou<er, e<identemente,
so"i#it&(o do prNprio p#iente ou =mi"ir ou reAuisi&(o pe"
De=ensori P?b"i# $Aundo representr um ou outro+, sob pen de
ne@r, por <i ob">Au, o #esso o prontuGrio por e"e, re@r
br#d, #omo <isto, pe"o rt, 55 do No<o CNdi@o de [ti# Bédi#,
N re"idde, o Réu simp"esmente n(o entre@ o prontuGrio
médi#o, Auer se% pr o p#iente $#omo é o #so do pro#esso n,
;;;;;9-C33,:;11,513,;;;- em trMmite n 3P, 0r C><e" de A"tmirC
PA e in?meros outros #sos e)tr%udi#iis em trMmite d De=ensori
P?b"i#+, Auer se% pr prNpri Autoridde ReAuisitnte $n de=es
do p#iente ou de seus =mi"ires Aundo este se =or morto ou
in#pD+, #omo é o #so d De=ensori P?b"i#, Aundo o =D por
intermédio de um de seus membros,
O Iospit" Re@ion" de A"tmir in<o#ou, #omo sNi o#orrer,
o teor d Res,CCFB n, 1,9;-4;;, em #u%os \#onsiderndosZ duD o
se@uinteH
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DEFENSORIA PÚBLICA
Defensoria Pública do Estado do Pará – Núcleo Regional do Xingu – Sede em
Altamira-PA, Traessa !úfalo, n" #$%%, bairro Es&lanada do Xingu - Telefone'
()#* #+,+-$-)# . /EP' $-#0,-,0%
0=9<I#'1A9#= a fre7^ente ocorrRncia de re7uisiE\es
de autoridades 8udiciais, &oliciais e do 2inistQrio
Público relati4amente a prontu6rios médicos e :cAas
médicas"
/:NS3DERAND: 7ue Q ilegal a re7uisiE6o 8udicial de
documentos mQdicos 7uando Vá outros meios de
obtenE6o da informaE6o necessária como &roaY $@ri=o
nosso+
E)#e"Fn#i, esses \#onsiderndosZ n(o sN re<e"m su
i"e@"idde e in#onstitu#ion"idde, por =rontr <Gris "eis e
prNpri Constitui&(o Feder", ms tmbém su bsurdeD, n medid
em Aue tent ditr o pro#eder d De=ensori P?b"i#, d
B@istrtur, do Binistério P?b"i#o e d Autoridde Po"i#i", no
terreno probtNrio "i@dos Es sus =un&'es institu#ionis,
Ademis, em sin@e"os \#onsiderndosZ, no Mmbito de um
reso"u&(o $norm de densidde se#undGri Aundo #omprd E Lei
Comp"ementr e E Constitui&(o Feder"+, o CFB tent tri=r <"ores
probtNrios, ditndo "i<re #on<i#&(o dos membros d B@istrtur
sobre Auis pro<s de<em mere#er su ten&(o, em ordem de
pre=erFn#i, bem #omo redesen* #riti<idde e "iberdde
inte"e#ti< e #o@niti< dos membros d De=ensori P?b"i# e do
Binistério P?b"i#o n tu&(o de seu mister,
No Aue to# Es norms restriti<s, #omo o é s reso"u&'es
do CFB or Auestionds, Cnoti"*o "e#ion Aue “o princ)pio da
e;igi!ilidade& tam!ém conAecido como __princ)pio da
necessidade`` ou da __menor ingerência poss)4el``& coloca a
t^nica na idéia de +ue o cidadão tem direito K menor des4antagem
poss)4el. Assim& e;igir-se-ia sempre a pro4a de +ue& para a o!tenção
de determinados :ns& não era poss)4el adoptar outro meio menos
gra4oso para o cidadão.
BD
, $@ri=o nosso+
E rremt o #onstitu#ion"ist portu@uFsH
“@uando se cAegar K conclusão da necessidade e ade+uação
da medida coerciti4a do poder p!lico para alcançar
determinado :m& mesmo neste caso de4e perguntar-se se o
resultado obtido com a interenE6o Q &ro&orcional G
XXcarga coactiaYY da mesma. Está a7ui em causa o
13
)+ cit, ". #7$.
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&rincT&io da &ro&orcionalidade em sentido restrito&
entendido como princ)pio da “8usta medida.,
13
$@ri=o nosso+
A ind@&(o =ormu"d pe"o #onstitu#ion"ist portu@uFs
trduDCse no se@uinteH
5A @E3 RESTR3T3IA :!SERIA : PR3N/CP3: DA
PR:3!3;<: D: EX/ESS:, ESTA!E@E/END:
RESTR3;NES NE/ESSAR3AS PARA A SA@IAH1ARDA
DE :1TR:S D3RE3T:S :1 3NTERESSES
/:NST3T1/3:NA@2ENTE PR:TEH3D:S_9
,+
$@ri=o
nosso+
Sob outr Audr, o temor "e@do pe"o Iospit" de um
poss><e" #on!@ur&(o de #rime é in%usti!#G<e", n medid em Aue -
;-,43>0@341- 5- +,-41:D,0- 9:645- ,39:0/0165- +376
D3;34/-,06 P<=70>6 /. ->-,,3 46 53;3/6 5-/ 0413,3//3/ 5-
+,.+,0- +6>03413 -: 53 678:@ @3@=,- 56 /:6 ;6@J706 (46 ;6716
53/13),
A %urisprudFn#i %G trtou desse tem e #on#"us(o é
#rist"in, ="e#endo rD(o pr tmn*o re#eio do RéuH
A0I#'9T' #= T1AQA>P=. P'1IT=. S3H3@: 2DD3/:"
REIE@A;<:" L1STA /A1SA. A#MI<<IQI>I#A#'. Sendo
indis&ensáel a a&resentaE6o de &rontuário mQdico
&ara &ossibilitar a deida a&uraE6o dos fatos ob8eto de
&rocesso ciil &endente, caracteriSa-se a 8usta causa
autoriSadora da 7uebra do sigilo, mormente diante da
ausRncia de 7ual7uer manifestaE6o contrária do
&rF&rio interessado& presente no processo
19
, $@ri=o nosso+
Depois, se *ou<er de #umprir um ordem %udi#i" estri
=std Au"Auer prGti# #riminos por prte do médi#o
responsG<e", %G Aue n(o é ddo nin@uém se re#usr #umprir
ordem %udi#i", sob pen de prti#r, isso sim, tAue o poder
%urisdi#ion" $contempt o$ court+, pre<isto no rt, 13 do CNdi@o de
Pro#esso Ci<i" $Lei n, -,598472+,
14
O". .it., ". #7$.
15
O". Cit., ". /5,.
16
TACS* #2 3S 0-%.,7#4$$5-2 S6ti!a C7!ara2 Re'. 8ui9 Antonio Ri+o'in2 8u'+. ##5$15#$$$.
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Art. B]. S<: DEIERES das partes e DE T:D:S
A=1E@ES =1E DE =1A@=1ER ?:R2A PART3/3PA2
D: PR:/ESS:: ,1edação determinada na >ei nR BG.D5J&
de HL.BH.HGGB& #=% HJ.BH.HGGB& em 4igor D ,três- meses
ap/s a data de pu!licação-
,...-
* - /12PR3R /:2 EXAT3D<: :S PR:I32ENT:S
2ANDA2ENTA3S e não criar em!araços K e$eti4ação de
pro4imentos 3udiciais& de nature2a antecipat/ria ou :nal.
,Inciso acrescentado con$orme determinado na >ei nR
BG.D5J& de HL.BH.HGGB& #=% HJ.BH.HGGB& em 4igor D ,três-
meses ap/s a data de pu!licação- $@ri=o nosso+
T @uis de es#"re#imentos, os tribunis brsi"eiros %G
ti<erm in?mers oportuniddes de #orri@ir ess rbitrriedde do
CFB, e)emp"o d %urisprudFn#i do e, TQCRQH
“ESTA!E@E/32ENT: >:SP3TA@AR. 9'S>IS'90IA
MM#I0A. ENTREHA DE D:/12ENT:S. 3@EHA@3DADE
DA RE/1SA ,...- *I=>AVW= #' <'S1'#=
P1=(I<<I=9A>. I9=0=11X90IA. 9'0'<<I#A#' #=
#=0%M'9T= PA1A A9A>I<' #= P1=0'#IM'9T=
MM#I0= A9T'<& #%1A9T' ' #'P=I< #A 0I1%1SIA
(ATA>. AT= >'SYTIM= #= #'>'SA#= #' P=>Y0IA.
D3SPENSA!3@3DADE DE :RDE2 L1D3/3A@ ,...- A
RES:@1;<: D: /:NSE@>: ?EDERA@ DE 2ED3/3NA,
3NI:/ADA PARA L1ST3?3/AR A RE/1SA DA
PA/3ENTE N: /12PR32ENT: DA RE=13S3;<:
P:@3/3A@, EN/ERRA 3N/:N/E!CIE@ A!S1RD:
=1AND: N:S O/:NS3DERAND:SO A?3R2A =1E OD
3@EHA@ A RE=13S3;<: L1D3/3A@ DE D:/12ENT:S
2DD3/:S =1AND: >A :1TR:S 2E3:S DE
:!TEN;<: DE 3N?:R2A;<: NE/ESSAR3A /:2:
PR:IAZ. Sri$o nosso -& pois em se tratando de in4estigação
destinada a apuração de crime& cu3a ação penal é pu!lica
incondicionada& compete a autoridade reunir todas as
pro4as para a4eriguar& ao :nal& +ual é a necess6ria ou não
ao con4encimento do 3ulgador. A par disso& a iolaE6o de
segredo &roPssional sF constituiu crime 7uando a
reelaE6o Q feita sem 8usta causa &or 7uem tem
ciRncia dele em raS6o da funE6o, ministQrio, ofTcio ou
&roPss6o, sendo ela ca&aS de &roduSir dano a outrem,
e mesmo assim a ade7uaE6o tT&ica eUige a &resenEa do
dolo, o 7ue n6o se eriPca no fornecimento de
&rontuário mQdico de Ttima de VomicTdio em
cum&rimento de re7uisiE6o da autoridade com&etente
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&ara faSe-lo& sendo oportuno lem!rar +ue : /R32E DE
I3:@A;<: D: SEHRED: PR:?3SS3:NA@ S:2ENTE
SE PR:/EDE 2ED3ANTE REPRESENTA;<:, D3RE3T:
=1E PERTEN/E A: 3NTERESSAD: NA 2AN1TEN;<:
D: SEHRED: E =1E SE EXT3NH1E /:2 A 2:RTE,
N<: SE TRANS23T3ND: A:S >ERDE3R:S ,...-.
17
,$@ri=o
nosso+
No mesmo sentido %G pontuou o TACCSPH
A0I#'9T' #= T1AQA>P=. P'1IT=. <ISI>= MM#I0=.
1'*'>AVW=. 8%<TA 0A%<A. A#MI<<IQI>I#A#'. Sendo
indis&ensáel a a&resentaE6o de &rontuário mQdico
&ara &ossibilitar a deida a&uraE6o dos fatos ob8eto de
&rocesso ciil &endente, caracteriSa-se a 8usta causa
autoriSadora da 7uebra do sigilo& 2:R2ENTE D3ANTE
DA A1SMN/3A DE =1A@=1ER 2AN3?ESTA;<:
/:NTRAR3A D: PRBPR3: 3NTERESSAD:& presente no
processo
BJ
. $@ri=o nosso+
AindH
: sigilo &roPssional 7ue isa &reserar a intimidade do
&aciente n6o &ode serir de &reteUto &ara 7ue o
Vos&ital ede ao familiar mais &rFUimo do &aciente
falecido, o acesso Gs informaE\es clTnicas contidas no
&rontuário mQdico. 0onsidera-se litigante de m6-$é a parte
+ue age de $orma desleal no processo& com dolo ou culpa.
9ão con:gurada a m6-$é& o +ue e;ige pro4a ro!usta& a$asta-
se tal condenação. Mantidos os Aonor6rios por+ue :;ados
dentro dos par5metros da ra2oa!ilidade e
proporcionalidade
BE
. $@ri=o nosso+
,...- : S3H3@: 2DD3/: D 3NST3T1CD: E2 ?AI:R D:
PA/3ENTE, DE 2:D: =1E A AHRAIANTE PRETENDE
A EX3!3;<: DE SE1 PR:NT1AR3: 2DD3/: PARA
/:RR:!:RAR : S1P:ST: D3RE3T: P:ST1@AD: NA
A;<: :RD3NAR3A, P:RTANT:, E2 S1A DE?ESA E N:
SE1 3NTERESSE. C. = no4o c/digo de ética médica.
1esolução 0(M nR B.EDB& de BL de setem!ro de HGGE& +ue
entrou em 4igor a partir de BDFG]FHGBG& disp7e +ue é 4edado
ao médico li!erar c/pias do prontu6rio so! sua guarda&
17
?=-6=1 G5 CB!!FDBBE1 6io de =aneiro1 ?erceira 5*mara 5riminal1 6el Des Hama 0alcher1 =ulg D@FB!FDBB'
18
?A5NP D1 0N KE@'(D-BBFE1 Nétima 5*mara1 6el =ui< Antonio 6igolin1 =ulg DDFBLFDBBB
19
?=0?1 AP# @BLKBFDB'B1 &;r<ea Hrande1 Primeira 5*mara 5í8el1 6el Des Huiomar ?eodoro 9orges1 =ulg DKFBCFDB''1 D=0?
BEFB!FDB''1 P;g (
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sal4o +uando autori2ado& por escrito& pelo paciente& para
atender ordem 3udicial ou para a sua pr/pria de$esa. L. M
$ato +ue não se aplicam integralmente os e$eitos da
con:ssão contra a (a2enda P!lica uma 4e2 +ue
indispon)4eis os interesses em 3ogo. J. M cediço +ue a não-
aplicação de tais e$eitos não pode ser4ir como um escudo
para +ue os entes p!licos dei;em de impugnar os
argumentos da parte contr6ria ou não produ2am as pro4as
necess6rias na $ase de instrução do $eito. E. Assim& em +ue
pese ser necess6rio o a$astamento das conse+[ências da
con:ssão& permanece o de4er da %nião (ederal de
apresentar os prontu6rios médicos da agra4ante&
independentemente de +ual+uer ato desta& em 4erdadeiro
cumprimento ao comando 3udicial. BG. Agra4o legal
parcialmente pro4ido
:;
, $@ri=o nosso+
MA9#A#= #' <'S%1A9VA. <'S1'#= MM#I0=.
1'M'<<A #' P1=9T%a1I= MM#I0=. @%'Q1A #' <ISI>=
P1=(I<<I=9A>. 9W= =0=11X90IA. = prontu6rio
solicitado não pode ser negado K 8ustiça so! o argumento do
sigilo médico +uando esses dados $orem necess6rios K
elucidação de um crime. A in4estigação criminal é
necess6ria& indispens64el e não pode so$rer su!ter$gio.
<egurança denegada
HB
.
AP'>AVW= 0Y*'>. M'#I#A 0A%T'>A1 #' 'IIQIVW= #'
#=0%M'9T=<. P1'T'9<W= A= (=19'0IM'9T= #'
P1=9T%a1I= MM#I0= #A '<P=<A (A>'0I#A& P=1
<%<P'ITA #' '11= MM#I0=. <'9T'9VA #'
P1=0'#X90IA -P1'T'9<W= b 1'(=1MA I9T'S1A>&
0=M QA<' 9= <ISI>= MM#I0=. 1'0%1<= #'<P1=*I#=.
: S3H3@: 2DD3/: ?:3 /R3AD: E2 ?AI:R D:
PA/3ENTE E N<: D: >:SP3TA@ :1 D: 2DD3/: =1E
REA@3ZARA2 : ATEND32ENT:, /:N?:R2E
PA/C?3/A :R3ENTA;<: D:1TR3NAR3A E
L1R3SPR1DEN/3A@. 9a Aip/tese de morte do paciente&
seus $amiliares pr/;imos têm o direito de o!ter os
prontu6rios Aospitalares& so!retudo +uando A6 ind)cios de
erro médico& segundo a 3urisprudência dominante
::
, $@ri=o
nosso+
'IIQIVW= #' #=0%M'9T=<. 0=9#IVc'< #A AVW=
P1'<'9T'<. #I1'IT= #' A A%T=1A =QT'1 =
20
?67 EA 61 AH#eg-A% BB'KEDC-E'DBB@CBEBBBB1 NP1 Muinta ?urma1 6elA =uí<a 7ed 5on8 6a:uel Perrini1 =ulg D(FB@FDB'B1
DE=7 BKF'BFDB'B1 P;g DBK
21
?=5E1 0N C!LEE'-KLDBBBLBKBBBBFB1 Primeira 5*mara 5riminal1 6el Des 7rancisco Pedrosa ?ei4eira1 D=5E E'FBEFDB'B
22
?=0?1 A+ 'BBC!BFDBB@1 5a+ital1 Primeira 5*mara 5í8el1 6el Des )rlando de Almeida Perri1 =ulg 'CF'DFDBB@1 D=0? BLFB'FDB'B1
P;g !D
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P1=9T%a1I= MM#I0= #' <'% MA1I#=. S3H3@: =1E
N<: P:DE AH3R /:NTRA : PRBPR3: 3NTERESSAD:,
no caso, a autora a&elada. Procedência em parte mantida.
1ecursos impro4idos
:2
, $@ri=o nosso+
,...- : S3H3@: PR:?3SS3:NA@ N<: D A!S:@1T:,
contendo eUceE\es, conforme se de&reende do art" ,%`
do /Fdigo de Dtica 2Qdica. C- P6 necessidade para a
apresentação da documentação pleiteada& +uando A6
interesse da paciente su!metida a cirurgia em 4eri:car-se o
procedimento utili2ado& Aa3a 4ista posterior pro!lema em
outro /rgão
:3
, $@ri=o nosso+
MA9#A#= #' <'S%1A9VA. #'<0=9<TIT%I0A= #'
P=#'1 (AMI>IA1. P1=9T%a1I= MM#I0= 0=M= M'I=
#' P1=*A. <'S1'#= #' 8%<TIVA. 9W= *I=>AVW= #A
I9TIMI#A#'. 0d#IS= #' MTI0A MM#I0A. PR3N/CP3:
DA PR:P:R/3:NA@3DADE. Prioridade no amparo da
criança e do adolescente ,artigo HHL& da 0(FJJ-. E relatia
a obrigatoriedade de guarda de sigilo &roPssional &elo
mQdico ,artigo BGH e ss. #o c/digo de ética médica-&
mormente 7uando re7uisitadas informaE\es em
&rocesso 8udicial am&arado &elo segredo de 8ustiEa,
em 7ue &arte dos interesses a serem tutelados diS
res&eito ao bem-estar da &role dos contedores& cu3a
proteção e garantia constitucional +ue de4e ser priori2ada
de $orma a!soluta ,artigo HHL& da 0(FJJ-& pre4alecendo&
inclusi4e& so!re o direito a in4iola!ilidade da intimidade
pre4isto no artigo +uinto& inciso I& da constituição da
repu!lica
:-
, $@ri=o nosso+
PAQ'A< 0=1P%<. @%'Q1A #' <ISI>= P1=(I<<I=9A>.
'IIQIVW= 8%#I0IA> #' P1=9T%a1I= MM#I0=
#'T'1MI9A#A P'>= 8%Ye= PA1A I9<T1%I1 AVW= #'
A9%>AVW= #' T'<TAM'9T=& <=Q P'9A #' P1=0'<<=
P=1 01IM' #' #'<=Q'#IX90IA. 0=9<T1A9SIM'9T=
I>'SA> 9W= '*I#'90IA#=. =1#'M #'9'SA#A. =
<ISI>= P1=(I<<I=9A> 9W= T'M 0A1aT'1 AQ<=>%T=&
0=MP=1TA9#= 1'>ATI*= '>A<TM1I=. A 7uebra de
sigilo &ode ser im&osta ao &rudente arbTtrio do 8uTSo
23
?=NP1 AP#-6e8 !KB@''CF(1 Ac D(BD!!!1 Não Paulo1 ?erceira 5*mara de Direito Pri8ado1 6el Des 9eretta da Nil8eira1 =ulg
B'FB(FDBBL1 D=ENP BCFBLFDBBL,
24
?=0H1 A5 'B'CDB!B'EBDL-!FBB'1 5armo do 5ajuru1 Décima ?erceira 5*mara 5í8el1 6el Des 7rancisco Ou+idloPsQi1 =ulg
EBF''FDBBK1 D=0H 'DFB'FDBB(
25
?=H)1 0N 'E!(D-BF'B'1 Proc DBB!BDCC!(('1 Hoi*nia1 Primeira Neção 5í8el1 6el Des Racarias 3e8es 5oelho1 =ulg B!FB(FDBBK1
D=H) DLFB(FDBBK
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7uando, em face G &eculiaridade do caso, se islumbre
a eUistRncia de 8usta causa a autoriSá-la
$S
, $@ri=o nosso+
1'0%1<= 'M MA9#A#= #' <'S%1A9VA.
A#MI9I<T1ATI*= ' 01IMI9A>. 1'@%I<IVW= #'
P1=9T%a1I=. AT'9#IM'9T= A 0=TA MI9I<T'1IA>.
I9*'<TISAVW= #' Z @%'#A A0I#'9TA> Z. A1T<. BB& BGH
' BG5 #= 0d#IS= #' MTI0A. @%'Q1A #' <ISI>=
P1=(I<<I=9A>. 9W= *'1I(I0AVW=. : S3H3@:
PR:?3SS3:NA@ N<: D A!S:@1T:, /:NTD2
EX/E;NES, /:N?:R2E DEPREENDE-SE DA @E3T1RA
D:S RESPE/T3I:S D3SP:S3T3I:S D: /BD3H: DE
DT3/A. A Aip/tese dos autos a!range as e;ceç7es&
considerando +ue a re+uisição do prontu6rio médico $oi
$eita pelo 3u)2o& em atendimento K cota ministerial& 4isando
apurar poss)4el pr6tica de crime contra a 4ida. Precedentes
an6logos. 1ecurso despro4ido
:7
, $@ri=o nosso+
PAQ'A< 0=1P%< P1'*'9TI*=. #'T'1MI9AVW=
8%#I0IA> PA1A (=19'0IM'9T= #' P1=9T%a1I=
MM#I0=. I90=MP'TX90IA #A A%T=1I#A#' 9W=
0=9(IS%1A#A. AT= #' M'1A <=>I0ITAVW=. A>'SAVW=
#' *I=>AVW= #' <ISI>= P1'*I<T= 9= 0d#IS= #'
MTI0A. 0=9<T1A9SIM'9T= I>'SA> 9W=
0A1A0T'1IeA#=. S3H3@: =1E 23@3TA E2 ?AI:R DA
ICT32A./@3ENTE, E N<: D: PR:?3SS3:NA@ DA
2ED3/3NA. =rdem denegada
:5
, $@ri=o nosso+
Em sum, se de um "do é "e@" e %usti!#d re#us E "uD
do si@i"o pro!ssion", de outro "do, porém, é pre#iso !)r
premiss de Aue ess re#us sN e)iste no interesse do p#iente e dos
seus =mi"ires $Aundo o p#iente ="e#er ou =or in#pD+, rD(o por
Aue é pre#iso =Der, sempre, um %u>Do de ponder&(o !m de
permitir o #esso tis do#umentos Aunto o prNprio p#iente ou, n
su ="t, o seus =mi"ires o postu"m por intermédio d De=ensori
P?b"i# pr n"isr e e<entu"mente =Der pro< de su pretens(o,
No #so dos utos, Aundo ess so"i#it&(o é =eit, sob
intermédio de membro d De=ensori P?b"i#, o Au" detém
prerro@ti< de =DFC"o independentemente de mndto, ms sempre
n de=es do prNprio p#iente ou, n su ="t, n de=es de "@um
26
?=0H1 G5 'BBBBBKCEL'BC-@FBBB1 9elo Gori<onte1 ?erceira 5*mara 5riminal1 6el Des Paulo 5é<ar Dias1 =ulg BLFBLFDBBK1
D=0H DKFBLFDBBK
27
N?=1 6)0N ''C!E1 NP1 Muinta ?urma1 6el 0in =osé Arnaldo da 7onseca1 =ulg '(FBKFDBBE1 D=S D!FBLFDBBE1 +;g BBEDC
28
?=0H1 G5 'BBBBBBECCCE(-@FBBB1 Er8;lia1 Primeira 5*mara 5riminal1 6el Des Edelberto #ellis Nantiago1 =ulg 'BFBKFDBBE1
D=0H 'EFBKFDBBE
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membro de su =m>"i, o Réu tem intrnsi@entemente ne@do,
re<estindo re#us de um tributo nitidmente bso"uto,
#r#ter>sti# Aue n(o #odun #om os prin#>pios d
propor#ion"idde e rDobi"idde Aue in=ormm s re@rs de
ntureD restriti<,
4" LE#ITIMIDADE DA IRM DO PACIENTE PARA
POSTULAR O PRONTUÁRIO M'DICO*
INTERESSE QURVDICO E/ISTENTEH Precedentes do
<uperior Tri!unal de 8ustiça
O Iospit" %usti!#ou em su re#us Aue o simp"es =to de
Sr, Po"Kn ser irm( do ="e#ido C"eiton 5n6o garante, de forma
alguma, 7ue ela se8a sua re&resentante legal9, $@ri=o nosso+
E)#e"Fn#i, por ser irm( do p#iente é e<idente su
"e@itimidde ope legis em postu"r o seu prontuGrio médi#o,
Se o p#iente esti<esse <i<o #ertmente o Réu teri rD(o
em ne@r o =orne#imento do prontuGrio E su irm(, sem Aue e"e
*ou<esse e)pressmente utoriDdo, A!n", p"i#ndoCse o #so o
de:nitional !alancing, per#ebeCse #"rmente Aue ess re#us
estri #ontid n es=er de prote&(o d norm, Au" se%, o direito E
intimidde do p#iente,
O>-,,3 9:3 4?- /3 3/1D 6 1,616, 69:0 5- 04/101:1- 56
,3+,3/3416B?- >-@- +,313453 ,3/1,0480, 6 6,8:@3416B?- 5-
RE:2 FD 9:3 - +6>03413 ;673>3:" A- >-41,D,0-2 1,616-/3 53
+-/1:76B?- 6 1J1:7- +,.+,0- 53 :@ @3@=,- 56 ;6@J706 9:3
+,313453 048,3//6, >-@ 53@6456 045340L61.,06 +-, 564-/
@-,60/ +-, 3,,- @E50>-,
AK4672 - +6>03413 ;673>3: 3 6 738010@05653 56 /:6 0,@?
4?- 53M3 ,3/+301- 6 9:679:3, -,53@ 73867 53 /:>3//?-2 +-0/ 53
/:>3//?- 4?- /3 1,616 3 @:01- @34-/ 50L ,3/+301- 6- 04/101:1-
56 ,3+,3/3416B?- 73867 -: >-4M34>0-467" C-4/053,645- -
0413,3//3 53 /:6 0,@? 3@ 048,3//6, >-@ 53@6456
045340L61.,06 +-, 564-/ @-,60/2 /-= 6 67386B?- 53 3,,-
@E50>-2 6 /:6 738010@05653 3@ +-/1:76, - +,-41:D,0- @E50>-
5- /3: 0,@?- 53,0M6 7-80>6@3413 56 /:6 +,3134/?- ,3+6,61.,06"
E0/ 69:0 - 0413,3//3 9:3 6 738010@6 32 +-,1641-2 738010@6 6
ESTADO DO PARÁ
DEFENSORIA PÚBLICA
Defensoria Pública do Estado do Pará – Núcleo Regional do Xingu – Sede em
Altamira-PA, Traessa !úfalo, n" #$%%, bairro Es&lanada do Xingu - Telefone'
()#* #+,+-$-)# . /EP' $-#0,-,0%
,39:0/0B?- 56 D3;34/-,06 P<=70>6 4- +61,->J40- 53 /3:/
0413,3//3/"
Se e" <i s@rrCse, no =uturo, <itorios em su pretens(o
indeniDtNri é outr dis#uss(o Aue es#p do ob%eto dest &(o, O
Aue import o <ertente #so é o direito de mp"o #esso o
prontuGrio, !m de Aue De=ensori P?b"i# poss <eri!#r
<ibi"idde institu#ion" de ptro#inr os interesses de Au"Auer
=mi"ir do p#iente ="e#ido, ou do prNprio p#iente $#omo o#orre
#om =reA]ent nest Institui&(o, e)emp"o do pro#esso %udi#i"
#im #itdo+, e, prtir disso, esAudrin*r su "in* de de=es,
n(o #om bse ns resposts os Auesitos =ormu"dos pe"o prNprio
Réu sob s mrrs de um AuestionGrio \#e@oZ, ms E "uD do #ontto
#omp"eto do prontuGrio pe"o De=ensor P?b"i#o,
T @uis de me"*or e)p"i#&(o, #"* !<e"et os
pre#edentes mis re#entes dos tribunis brsi"eiros, in#"usi<e do STQH
,...- B. :S 3R2<:S P:SS1E2 @EH3T323DADE AT3IA
AD /A1SA2 para pleitear indeni2ação por danos morais
em ra2ão do $alecimento de outro irmão. Precedentes. H. A
3urisprudência desta 0orte tem entendimento assente no
sentido de +ue Za demora da parte na propositura da ação
4isando K reparação por dano moral pela morte de ente
+uerido não pode ser tomada como causa para a diminuição
da reparação a ser :;adaZ ,1'<P JBG.EH]F18& #8 de
BJ.BH.HGGC-& restando 4edado& pois& com maior ra2ão& o
a$astamento do dano moral em $ace de tal circunst5ncia. D.
Agra4o regimental despro4ido
:8
, $@ri=o nosso+
“,...- H. O:S 3R2<:S DA ICT32A ?ATA@ DE A/3DENTE
DE TRKNS3T: TM2 @EH3T323DADE AD /A1SA2 para
re+uerer a indeni2ação a t)tulo de dano moral& ainda +ue o
pai do de cu3us tenAa sido ressarcido pelo in$ortnio em
pleito anterior& &ois n6o se trata de 7uest6o sucessFria,
onde os mais &rFUimos eUcluem os mais remotos, mas
obrigacional, uma eS 7ue cada um dos atingidos &ela
dor e sofrimento, ainda 7ue n6o se8am Verdeiros& tem
legitimidade para& indi4idualmente& postular a 4er!a
indeni2at/ria& de4endo apenas demonstrar o $ato
constituti4o do direito& matéria +ue di2 respeito tão-somente
ao mérito e não Ks condiç7es da açãoZ ,BR TA0<P. BHf c..
'in$res. L5H.BEC-J. 1el. 1o!erto !eda+ue. 8. BC.GD.BEEE- D.
29
Nu+erior ?ribunal de =ustiça N?=1 Ag6g-Ag LEE!!C1 Proc DBBKFBDD!!BK-K1 6=1 Muarta ?urma1 6el 0in 7ernando Honçal8es1 =ulg
B@F'DFDBBL1 D=E BDFBDFDBB@
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Zem prol dos parentes compreendidos dentro do estrito
c)rculo de relaç7es da $am)lia& 4ale di2er& dos :lAos 4is-a-4is
dos pais e 4ice-4ersa& dos irmãos com relação aos irmãos&
uma presunção se esta!eleceria& sempre& 3ris tantum& de
dano moralZ. ,reparação do dano moral& 1T CDBFHE- ]. Z ,...-
o sofrimento &ela morte de &arente Q disseminado
&elo núcleo familiar, como em forEa centrTfuga,
atingindo cada um dos membros em gradaE\es
diersas ,...- ,1'<P B.BGB.HBD - 18& 1el. Min. 0astro meira&
3ulgado em HF]FHGGE- ,...-.
2;
, $@ri=o nosso+
,...- : 7ue se indeniSa n6o Q o eento morte, mas sim
os danos em ricocVete 7ue os atingiram. Teoria da
asserção. M su:ciente a:rmar +ue so$reram a!alo em $unção
da perda do ente +uerido para lAes gerar legitimidade ati4a.
= pagamento de indeni2ação aos pais pela morte da 4)tima
não gera +uitação para os irmãos. /ada um da7ueles 7ue
sofreu o abalo &sT7uico em raS6o da morte &ossui seu
direito indiidual lesionado e merece re&araE6o" S6o
as afeiE\es legTtimas" 3nteresse de agir conPgurado.
Mérito& presunção iuris tantum de pro;imidade e amor
$raternal entre o $alecido e seus irmãos autores& !em como
do a!alo so$rido pela perda& +ue restou ina!alada. <entença
de improcedência +ue se re$orma
21
, $@ri=o nosso+
,...- = #I1'IT= #' I9#'9IeAVW= P=1 #A9= M=1A> 9W=
M 'I0>%<I*= #=< PAI< #A *YTIMA #= AT= I>Y0IT=& 8a
T'9#= = <.T.8. #'0I#I#= 1'IT'1A#AM'9T' @%' =<
I1MW=< T'M #I1'IT= b 1'PA1AVW= #= #A9= M=1A>
<=(1I#= 0=M A M=1T' #= I1MW= ,1.'<P. 9<. H5].DBJ -
18& HDE.GGE - 18 e BCG.BH5 - #(-& não Aa4endo mesmo
por+ue se limitar a reparação aos pais& se o e4ento morte
atinge duramente toda a $am)lia ,Ks 4e2es até mais
duramente aos irmãos +ue aos pais& Ks 4e2es a$astados dos
:lAos por contingencias da 4ida-. H. = $ato de 36 Aa4er sido
paga indeni2ação aos pais da 4)tima não tem nenAuma
in\uência no ar!itramento da indeni2ação em $a4or dos
irmãos da 4)tima& dado a di4ersidade de moti4os a serem
le4ados em conta no ar!itramento. D. Apelação a +ue se d6
pro4imento
2:
,
Assim, restndo e<idente o interesse %ur>di#o de irm(os ou
outros entes do n?#"eo =mi"ir, rest e<idente su "e@itimidde em
30
?=-N51 A5 DBBDBD'@CC-B1 &ideira1 Primeira 5*mara de Direito 5i8il1 6elA DesA Denise &ol+ato1 D=N5 '!F'DFDBB@1 P;g (!
31
?=-6=1 A5 DBBKBB'!KBKK1 Negunda 5*mara 5í8el1 6elA DesA 5on8 ?eresa 5astro 3e8es1 =ulg 'BFB'FDBB(
32
?=-6=1 A5 D(KD(FDBBC1 Du:ue de 5a4ias1 Décima Ne4ta 5*mara 5í8el1 6el Des 0iguel Angelo 9arros1 =ulg DEF''FDBBC
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postu"r #esso o prontuGrio médi#o e, "o@i#mente, E De=ensori
P?b"i#, Aue ptro#in os seus interesses, sob pen, #omo <isto, de
mrrr o o"*r d De=ensori P?b"i# sobre dimens(o d pro<,
em pre%u>Do do ssistido $p#iente ou, n su ="t, de seus
=mi"ires+,
T" DA TUTELA PREVENTIVAH PEDIDO LIBINAR E
SEUS RELUISITOS,
T "uD do sistem ds #ute"res, Aundo o rt, 36 d Lei n,
7,23745- disp'e Aue “poder6 ser a3ui2ada ação cautelar para :ns
desta lei& o!3eti4ando& inclusi4e& e4itar o dano. e o rt, -6 bord
"e@itimidde ti< pr “a ação principal e a cautelar., tnto estG
se re=erir E &(o #ute"r preprtNri ou in#ident" Aunto EAue"
situ&(o em Aue #ute"r terG ntureD stis=ti< $Aundo ent(o
n(o serG ne#essGrio o %uiDmento de &(o prin#ip"+,
Dess =eit, "iminr "udid no rt, 1:, ^ :., d "ei n,
7,23745- pode ser #on#edid em AuisAuer &'es, #om ou sem
%usti!#&(o pré<i, in#"usi<e sob astreinte, SN ess interpret&(o
permite tin@ir o es#opo d "ei Aundo o seu rt, 36 reD Aue s
#ute"res podem ser %uiDds “o!3eti4ando& inclusi4e& e4itar o
dano..
Ness perspe#ti<, temos #omo per=eitmente #b><e"
medid "iminr initio litis, bstndo presen& dos seus reAuisitos
"e@is, No #so dos utos, o perigo de demora é ptente, *% <ist
Aue o Iospit" Re@ion" tem n re#us um prGti# #omum e
diuturn Aue di!#u"t, e por <eDes 04M06=070L6, 1:1376 +,3M3410M6
3;310M6 do direito dos *ipossu!#ientes,
Com e=eito, sob Nti# do direito #onstitu#ion" um
prest&(o %urisdi#ion" em tempo rDoG<e" $rt, -., L//0III, d
CF455+, ess re#us do Réu #ri um obstG#u"o E ordem %ur>di# %ust,
n medid em Aue 3I083 5- H0+-//:K>03413 9:3 +,0@30,6@3413
+,-@-M6 :@6 53@6456 045340L61.,06 +6,6 /. 4- =-F- 5-/
6:1-/ +-53, 13, :@ +/3:5--6>3//- 6- +,-41:D,0- (50L-/3
+/3:5--6>3//-2 FD 9:3 - RE: 13@ 43865- 6>3//- 6- +,-41:D,0-
61E @3/@- +6,6 - F:0L2 >-4;-,@3 M0/1- 67H:,3/),

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Lunto E $umaça do !om direito, e<iden#iCse por tudo Aue
=oi "e@do o "on@o dest pe&, prin#ip"mente pe" prNpri re#us
"e<d #bo pe"o Réu $mesmo pernte o %uiD+,
A t>tu"o de medid #oer#iti<, é #b><e", #om =u"#ro no rt,
11 d LACP, imposi&(o de BULTA DIÁRIA ser !)d por 0oss
E)#e"Fn#i, o Réu, em #so de des#umprimento d "iminr
postu"d,
Nos #sos presentdos nos utos #omo e)emp"os
prdi@mGti#os, tods s reAuisi&'es =ormu"ds s(o =eits ou no
interesse do p#iente ou, n su ="t, no interesse de "@um membro
de su =m>"i, restndo =std Au"Auer %usti!#ti< rDoG<e" pr
re#us,
Dinte disso, rest e<iden#ido o direito n(o sN do =mi"ir
do ="e#ido, Sr, Po"Kn Luirino Cost, #omo tmbém do membro
d De=ensori P?b"i#, o Au" reAuisit o prontuGrio mprdo ns
sus prerro@ti<s institu#ionis, sempre no interesse do p#iente
ou, n su ="t, no interesse de um de seus =mi"ires, #onte)to Aue
re<e" propor#ion"idde e rDobi"idde n interpret&(o do
si@i"o médi#o, sob pen de o ne@r ess reAuisi&(o, o Réu estr
ne@ndo o #esso o prontuGrio o prNprio p#iente ou, Aundo este
="tr, os seus =mi"ires,
Assim, per=eitmente #b><e" "iminr pr determinr %G
e)ibi&(o do prontuGrio do Sr, C"eiton Sntos d Cost, !m de
De=ensori P?b"i# poss n"isr <ibi"idde d pretens(o
indeniDtNri e tr&r sus e<entuis teses %ur>di#s, e=eti<ndo #om
isso o de<er #onstitu#ion" de integral assistência 3ur)dica os
ne#essitdos $rt, -., L//I0, d CF455+,
S" DOS PEDIDOS
Ante o e)posto, RE(UERH
+ RECEBIMENTO d presente &(o #i<i" p?b"i# e
pro#essmento té o seu !n" %u"@mento, E "uD d
@rnti #onstitu#ion" d RAZOÁVEL DURAÇO DO
PROCESSO $rt, -6, L//0III, d CF455
22
e rt, 56, 1, do
33
Art !I omissis
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P#to de S(o Qose d Cost Ri#+, in#"usi<e, e
prin#ip"mente, no Aue diD respeito E TUTELA DE
URO_NCIA reAuerid bi)o
23
Y
b+ PROCEDER E INTIMAÇO PESSOAL do membro d
De=ensori P?b"i# de tods s de#is'es e tos
pro#essuis serem prti#dos, #ontndoCseC"*e em
5-=,- 1-5-/ -/ +,6L-/, em obser<Mn#i Es prerro@ti<s
dos membros d institui&(o, pre<istos n LC Feder" n,
5;483
2-
e LC Estdu" n, -34:;;9Y
#+ CONCEDER, "iminrmente, medid #ute"r, pr o !m
de DETERMINAR o Iospit" Re@ion" d
TrnsmDJni# Aue ATENDA tods s RE(UISIÇUES
DE ENCAMINHAMENTO de +,-41:D,0-/ @E50>-/
;-,@:7656/ +376 D3;34/-,06 P<=70>6, nos termos do
rt, -., II e rt, 5., ^ 1., mbos d Lei n, 7,23745- $LACP+,
bem #omo do rt, -6, ///III, d CF455, 9:645- /3 1,616,
53 ,39:0/0B?- 3@ 4-@3 5- +,.+,0- +6>03413 -:2 3@
/:6 ;6716 53 ;6@0706, /3:Y
d+ CONCEDER, "iminrmente, medid #ute"r pr o !m
de DETERMINAR o Iospit" Re@ion" d
TrnsmDJni# Aue ENCAMINHE E De=ensori P?b"i#,
C%PIA INTE#RAL DO PRONTUÁRIO M'DICO do Sr,
CLEITON SANTOS DA COSTA, !m de Aue
De=ensori P?b"i# poss n"isr <ibi"idde d
pretens(o reprtNri de su irm(, Sr, Po"Kn Luirino
Cost, bem #omo pr permitir o estudo ds teses
%ur>di#s e r@umentos Aue ser(o "n&dos em e<entu"
demnd por dnos moris, e=eti<ndo #om isso o de<er
#onstitu#ion" de integral assistência 3ur)dica os
ne#essitdos $rt, -., L//I0, d CF455+Y
:...;
L<<=III 4 a todos, no 7!)ito >udi.ia' e ad!inistrati?o, são assegurados a razoável duração do processo e os meios que
garantam a celeridade de sua tramitação. :in.iso a.res.entado .on@or!e deter!inado na E!enda Constitu.iona' nA /5, de 1.,#.#$$/,
DOU -,.,#.#$$/;
34
2-. a +restação da tutela jurisdicional em tem+o ra<o;8el garante o efeti8o acesso à justiça, +or:uanto o direito à +restação
jurisdicional dentro de um tem+o aceit;8el é uma e4ig/ncia de tutela jurisdicional efeti8a -7abiano 5ar8alho E5 C!, reafirmação da
garantia da duração ra<o;8el do +rocesso Não Paulo, 6?, DBB! ?eresa Arruda Al8im Tambier et al -coords., + D'K.> . No !es!o
sentidoB Ana 3aria Co@@i D'aEuer S.arte99ini :O "ra9o ra9oF?e' "ara a duração dos "ro.essos e a res"onsa)i'idade do Estado "e'a
de!ora na outor+a da "restação >urisdi.iona'. São *au'oB RT, #$$5. Teresa Arruda A'?i! Ga!)ier et a' :.oords;, ". /-;.
35
Art 'DL Não +rerrogati8as dos membros da Defensoria Pública do Estado, dentre outras :ue a lei local estabelecer, -. % - receber,
inclusi8e :uando necess;rio, mediante entrega dos autos com 8ista, intimação pessoal em qualquer processo e grau de urisdição
ou inst!ncia administrativa, contando"se"lhes em dobro todos os pra#os1 :In.iso .o! redação deter!inada na Lei Co!"'e!entar
nA ,-#, de 7.,$.#$$%, DOU 1.,$.#$$%;
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e+ RE(UER-SE, #om =u"#ro nos rts, 11 e 12, mbos d
LACP, imposi&(o de MULTA DIÁRIA o Estdo do
PrG, em <"or Aue 0oss E)#e"Fn#i !)r, sem pre%u>Do
d p"i#&(o #umu"ti< #om outrs medids Aue este
Qu>Do reputr mis e!#iente, em #so de des#umprimento
ds "iminres #on#edidsY
=+ DETERMINAR CITAÇO do Réu pr, Auerendo,
#ontestr o presente =eito, sob pen de re<e"iY
@+ INTIMAR o i"ustre representnte do Binistério P?b"i#o
pr inter<ir no =eito $rt, -6, ^ 16, d LACP+Y
*+ por !m, se%m JUL#ADOS TOTALMENTE
PROCEDENTES os pedidos or =ormu"dos, pr o !m
de DETERMINAR Aue o Iospit" Re@ion" d
TrnsmDJni# ATENDA tods s RE(UISIÇUES DE
ENCAMINHAMENTO de +,-41:D,0-/ @E50>-/
;-,@:7656/ +376 D3;34/-,06 P<=70>6, 9:645- /3
1,616, 53 ,39:0/0B?- 3@ 4-@3 5- +,.+,0- +6>03413
-:2 3@ /:6 ;67162 53 ;6@0706, /3:, DETERMINANDO,
desde %G, o ENCAMINHAMENTO de C%PIA
INTE#RAL DO PRONTUÁRIO M'DICO do Sr,
CLEITON SANTOS DA COSTA, !m de Aue
De=ensori P?b"i# poss n"isr <ibi"idde d
pretens(o reprtNri de su irm(, Sr, Po"Kn Luirino
Cost, bem #omo pr permitir o estudo ds teses
%ur>di#s e r@umentos Aue ser(o "n&dos em e<entu"
demnd por dnos moris, e=eti<ndo #om isso o de<er
#onstitu#ion" de integral assistência 3ur)dica os
ne#essitdos $rt, -., L//I0, d CF455+, sob pen de
imposi&(o de MULTA DIÁRIA o Estdo do PrG, em
<"or Aue 0oss E)#e"Fn#i !)r, sem pre%u>Do d
p"i#&(o #umu"ti< #om outrs medids Aue este Qu>Do
reputr mis e!#iente, tudo nos termos dos rts, -., II,
5., ^ 1., rts, 11 e 12, todos d Lei n, 7,23745- $LACP+,
bem #omo do rt, -6, ///III, d CF455Y
PretendeCse pro<r o "e@do por todos os meios dmitidos
em Direito,
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()#* #+,+-$-)# . /EP' $-#0,-,0%
DGCse E #us o <"or de R` -9:,;; $Auin*entos e sessent e
dois reis+, pr e=eitos !s#is,
Nestes Termos,
Pede e Esper De=erimento,
A"tmirCPA, 13 de =e<ereiro de :;1:
VA#NER DUPIM DIAS
#e$ensor P!lico de Qrasil 9o4o-PA
#esignado para responder pela #e$ensoria P!lica de Altamira-PA
Mem!ro do S'T - %P'FQ'>= M=9T'
FÁBIO RAN#EL PEREIRA DE SOUZA
#e$ensor P!lico Titular de Icoaraci-PA
#esignado para responder pela 0oordenadoria do 9cleo 1egional
do Iingu
Mem!ro do S'TFQ'>= M=9T'