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Trabalho da sessão 4

Tarefa 2

Atendendo aos estudos internacionais sobre o tema é hoje uma ideia corrente a importância da Biblioteca Escolar (BE) no contexto escolar. A sua
importância decorre do papel que esta desempenha nos vários domínios:

- Competências do professor bibliotecário, Organização e Gestão da BE, Gestão da Colecção , A BE como espaço de conhecimento e
aprendizagem, Trabalho colaborativo e articulado com Departamentos e docentes, Formação para a leitura e para as literacias, Gestão de
evidências/ avaliação e os novos ambientes digitais.

No entanto existem fortes condicionantes que podem colocar em risco o desempenho deste papel da BE e da possibilidade de alcançar êxito.

As Condicionantes podem ser várias e de várias origens em termos de:

- Estrutura interna

- Condições físicas

- Equipamentos

- Recursos de informação

- A sua integração no sistema/contexto escolar

- Apoio do Órgão Executivo

- Cultura de escola

- A forma como os Professores da escola encarar a BE no desempenho do seu processo ensino- aprendizagem e as suas práticas.

O processo de autoavaliação da BE deve enquadrar-se no contexto escolar e ter em conta as diferentes estruturas com as quais é necessário
interagir. O papel da Direcção Executiva é crucial neste processo, uma vez que aglutina vontades e a possibilidade de desenvolver acções.

A maior ou menor aceitação e envolvimento dependem também da crença na utilidade do processo por parte do Professor Coordenador, que
deve funcionar como catalisador junto da equipa e de todos os outros agentes intervenientes no universo escolar.
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Trabalho 4º sessão – Ana Escudeiro - ESFLG
O processo de auto- avaliação deve fazer parte da vida da escola, como um processo intrínseco, devendo envolver todos os actores do contexto
escolar.

Este processo deve ainda ser constante e num ciclo que inclui:

- a identificação das prioridades a trabalhar

- a monitorização

- a avaliação dos resultados.

Poderá ainda afirmar-se que todo este processo deve atender a uma mudança de atitude face à biblioteca escolar. Sendo a mudança um
processo longo e complexo que pressupõem uma incorporação por parte dos intervenientes pois só depois desta apropriação é possível
efectivamente mudar atitudes e poder assim atingir resultados que estão na base deste processo de auto-avaliação.

Partindo do modelo de auto-avaliação para a realidade da escola, de seguida apresenta-se um quadro resumo dos principais aspectos a destacar
relativamente a:
- capacidade de resposta ao processo e identifique os factores que considera inibidores do mesmo.
- conjunto de medidas necessárias à alteração da situação e à sua consecução com sucesso.

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Trabalho 4º sessão – Ana Escudeiro - ESFLG
DOMINIOS ASPECTOS A ALTERAR MEDIDAS A IMPLEMENTAR
FACTORES INIBIDORES
Competências do - O Professor Bibliotecário muitas vezes não é O papel do professor Bibliotecário deverá passar por
professor bibliotecário reconhecido e respeitado mudanças significativas neste novo paradigma da
escola do séc. XXI:
- Capacidade efectiva de Liderança forte, marcada
com linhas de acção definidas sobre o caminho a
tomar que promova a mudança
- Ser capaz de demonstrar o valor e a necessidade
de integrar a BE na estratégia ensino-aprendizagem
e nas práticas de alunos e Professores
- Dar continuidade a Formação do Professor
Bibliotecário
- Liderança transformativa que deve ser baseada
em evidências – evidence based practice
Organização e Gestão - Condições reais de trabalho em termos de - A gestão deve ser estratégica
da BE logística (Horários, Funcionários, - Estratégias de cooperação com grupos
funcionamento das ligações à internet, gestão disciplinares e alunos
do software) que levam a uma dispersão de - A existência de uma equipa coesa e com formação
tempo de trabalho em várias valências com a capacidade de reorientar
- A falta de Professores com horas atribuídas práticas e processos
para integrarem a equipa de trabalho - Desenvolver estratégias de cooperação com outras
bibliotecas escolares
- Abertura das actividades desenvolvidas à
comunidade
Gestão da Colecção - Condições reais de trabalho em termos de - Desenvolver um trabalho contínuo na gestão da
logística (Horários, Funcionários, colecção tendo em conta o Projecto Educativo e a
funcionamento das ligações à internet, gestão realidade escolar
do software) que levam a uma dispersão de - A colecção deve ser “rica” no âmbito da leitura e
tempo de trabalho que contribua para o enriquecimento pessoal e para
- Falta de verba a afectar às necessidades de o gosto da leitura
melhoria de colecções e ou equipamentos

A BE como espaço de - A falta de colaboração por parte de alguns - Promover uma nova imagem do espaço que
conhecimento e grupos disciplinares no desenvolvimento de um ultrapasse a ideia da BE como um espaço bem
aprendizagem. Trabalho trabalho cooperativo dotado e equipado para passar a ser um espaço de
colaborativo e -A falta de tempo e disponibilidade por parte de ligação ao currículo e ao sucesso educativo dos
articulado com alguns Professores para desenvolverem um alunos
Departamentos e trabalho cooperativo com a BE - Os “serviços culturais” (Doug Johnson,2002), ou o
docentes. - A falta de visibilidade das acções conjunto de actividades desenvolvidas pela BE,
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desenvolvidas pela BE, por parte da deve ser incorporada e apropriada pelos Professores
comunidade escolar e fazer parte das planificações
Trabalho 4º sessão – Ana Escudeiro - ESFLG
Formação para a leitura - Falta de cultura escolar no desenvolvimento - Trabalho de equipa com os Professores para
e para as literacias de trabalho cooperativo desenvolvimento das literacias digitais e da
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