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APOSTILA

EFOTEJ

CLÍNICA CIRÚRGICA

PROFESSORA JACKELINE REZENDE
Terminologia Cirúrgica

Algumas palavras aparecerão em textos, cujos significados não devem ser
claros para quem com elas toma o primeiro contato. Outras aparecerão
durante o dia-a-dia cirúrgico e, por pertencerem a um vernáculo técnico ou
por constituirem às vezes gíria dentro do hospital ou sala de operações,
merecem um esclarecimento adequado.

OPERAÇÕES DE REMOÇÃO (ECTOMIA)

- Apendicectomia - remoção do apêndice

- Cistectomia- remoção da bexiga

- Colecistectomia - remoção da vesícula biliar

- Colectomia - remoção do colo

- Embolectomia - extração de um êmbolo

- Esofagectomia - remoção do esôfago

- Esplenectomia - remoção do baço

- Fistulectomia - remoção de fístula

- Gastrectomia - remoção parcial ou total do estômago

- Hemorroidectomia - remoção de hemorróidas

- Hepatoectomia - remoção de parte do fígado

- Histerectomia- extirpação do útero

- Lobectomia - remoção de um lobo de um órgão

- Mastectomia - remoção da mama

- Miomectomia - remoção de mioma

- Nefrectomia - remoção do rim
- Ooforectomia - remoção do ovário

- Pancreatectomia - remoção do pâncreas

- Pneumectomia - remoção do pulmão

- Prostatectomia - remoção da próstata

- Retossigmoidectomia - remoção do retossigmóide

- Salpingectomia - extirpação da trompa

- Tireoidectomia - remoção da tireóide

OPERAÇÕES DE ABERTURA (TOMIA)

- Artrotomia - abertura da articulação

- Broncotomia - abertura do brônquio

- Cardiotomia - abertura do cárdia (transição esôfago-gástrica)

- Coledocotomia - abertura e exploração do colédoco

- Duodenotomia - abertura do duodeno

- Flebotomia - dissecção (individualização e cateterismo) de veia

- Laparotomia - abertura da cavidade abdominal

- Papilotomia - abertura da papila duodenal

- Toracotomia - abertura da parede torácica

CONSTRUÇÃO CIRÚRGICA DE NOVAS BOCAS (STOMIA)

- Cistostomia - abertura da bexiga para drenagem de urina
- Colecistostomia - abertura e colocação de dreno na vesícula biliar

- Coledocostomia - colocação de dreno no colédoco para drenagem

- Colostomia - abertura do colo através da parede abdominal

- Enterostomia - abertura do intestino através da parede abdominal

- Gastrostomia abertura e colocação de uma sonda no estômago através da
parede abdominal

- Ileostomia - formação de abertura artificial no íleo

- Jejunostomia - colocação de sonda no JeJuno para alimentação

- Nefrostomia - colocação de sonda no rim para drenagem de urina

OPERAÇÕES DE FIXAÇÃO ou REPOSICIONAMENTO (PEXIA)

- Histeropexia - suspensão e fixação do útero

- Nefropexia - suspensão e fixação do rim

- Orquiopexia - abaixamento e fixação do testículo em sua bolsa

- Cistopexia – Fixação da bexiga geralmente á parede abdominal

OPERAÇÕES PARA ALTERAÇÃO DA FORMA E/OU FUNÇÃO (PLASTIA)

- Piloroplastia - plástica do piloro para aumentar seu diâmetro

- Rinoplastia - plástica do nariz

- Salpingoplastia - plástica da trompa para sua recanalização

- Toracoplastia - plástica da parede torácica

OPERAÇÕES DE SUTURA (RAFIA)

- Colporrafia - sutura da vagina
- Gastrorrafia - sutura do estômago

- Herniorrafia - sutura da hérnia

- Perineorrafia - sutura do perineo

- Tenorrafia - sutura de tendão

OPERAÇÕES PARA OBSERVAÇÃO e EXPLORAÇÃO (SCOPIA)

- Broncoscopia - exame sob visão direta dos brônquios

- Cistoscopia - idem para bexiga

- Colposcopia - idem para vagina

- Esofagoscopia - idem para esôfago

- Gastroscopia - idem para estômago

- Laringoscopia - idem para laringe

- Laparoscopia - idem para cavidade abdominal

- Retossigmoidoscopia - idem para retossigmóide

SONDAGENS

Apesar de termos inúmeros tipos de sondas e diferentes locais para utilizá-los, iremos
nesta aula nos deter basicamente nas sondagens vesical, gastrointestinal e retal.
Importante é a conceituação correta de sonda e cateter, que freqüentemente são
utilizados para funções semelhantes. Sonda é definida como um tubo que se introduz em
canal do organismo, natural ou não para reconhecer-lhe o estado, extrair ou introduzir
algum tipo de matéria. Na definição de cateter temos: instrumento tubular que é inserido
no corpo para retirar líquidos, introduzir sangue, soro, medicamentos e efetuar
investigações diagnósticas.
SONDAGEM VESICAL

Quando a urina não pode ser eliminada naturalmente, deve ser drenada artificialmente
através de sondas ou cateteres que podem ser introduzidos diretamente na bexiga, ureter
ou pelve renal. A sondagem vesical é a introdução de uma sonda ou cateter na bexiga,
que pode ser realizada através da uretra ou por via supra-púbica, e tem por finalidade a
remoção da urina. Suas principais indicações são: obtenção de urina asséptica para
exame, esvaziar bexiga em pacientes com retenção urinária, em preparo cirúrgico e
mesmo no pós operatório, para monitorizar o débito urinário horário e em pacientes
inconscientes, para a determinação da urina residual ou com bexiga neurogênica que não
possuam um controle esfincteriano adequado.

A sondagem vesical pode ser dita de alívio, quando há a retirada da sonda após o
esvaziamento vesical, ou de demora, quando há a necessidade de permanência da
mesmo. Nestas sondagens de demora, a bexiga não se enche nem se contrai para o seu
esvaziamento, perdendo com o tempo, um pouco de sua tonicidade e levando à
incapacidade de contração do músculo detrursor; portanto antes da remoção de sonda
vesical de demora, o treinamento com fechamento e abertura da sonda de maneira
intermitente, deve ser realizada para a prevenção da retenção urinária.

Sonda vesical de alívio Sondas vesicais de demora de duas e três vias vias

Quando há a necessidade de uma sonda de demora, é imperativo a utilização de
um sistema fechado de drenagem, que consiste de uma sonda ou cateter de demora, um
tubo de conexão e uma bolsa coletora que possa ser esvaziada através de uma valva de
drenagem, tudo isto para a redução do risco de infecção (ilustração abaixo).
O risco de infecção é inerente ao procedimento; a colonização bacteriana ocorre na
metade dos pacientes com sonda de demora por duas semanas e praticamente em todos
os pacientes após seis semanas de sondagem. Sabe-se que as infecções do trato urinário
são responsáveis por um terço de todas as infecções hospitalares, e que na grande
maioria das vezes existiu um procedimento invasivo do trato urinário, pois nesses
procedimentos os microorganismos podem ter acesso ao trato urinário através da uretra
no momento da sondagem, através da delgada camada de líquido uretral externo à sonda
e através da luz interna da sonda após contaminação. Este índice de infecção acontece
mesmo com a obediência de todos os preceitos de uma boa técnica de sondagem vesical.

DRENAGEM VESICAL SUPRA-PÚBICA - É realizada através da introdução de um
cateter após uma incisão ou punção na região supra-púbica, a qual é preparada
cirurgicamente, sendo que o cateter é posteriormente conectado à um sistema de
drenagem fechado. Suas indicações principais são pacientes com retenção urinária por
obstrução uretral sem possibilidades de cateterização, em pacientes com neoplasia de
próstata ou em pacientes com plegias, ou seja quando há necessidade de uso crônico da
sonda. São várias as vantagens da drenagem supra-púbica: os pacientes são capazes de
urinar mais precocemente, é mais confortável do que uma sonda de demora trans-uretral,
possibilita maior mobilidade ao paciente, maior facilidade de troca da sonda e
principalmente apresenta um menor risco de infecção urinária. Como desvantagem é ser
um método cirúrgico.
Drenagem vesical supra-púbica

TIPOS DE SONDAS OU CATETERES - variam de modelos e materiais, de acordo com o
tipo de sondagem, se de alívio ou de demora. Para as sondagens de alívio, as mais
utilizadas são a sonda de nelaton; para as sondagens de demora temos as sondas de
duas vias, como a de Foley (figura abaixo) ou a de três vias para lavagem vesical.

PROCEDIMENTO - quanto ao material necessário: pacote esterilizado contendo: cuba
rim, campo fenestrado, pinça, gaze, ampola de água destilada, seringa de 10 ml e cuba
redonda, e ainda: sonda vesical, luvas esterilizadas, frasco com solução antisséptica
(PVPI), saco plástico, recipiente para a coleta de urina e lubrificante (xylocaína
esterilizada).

De início devemos ao paciente uma orientação sobre as necessidades e técnicas.
Após lavagem adequada das mãos, deve-se reunir todo o material necessário para o
procedimento. O isolamento do paciente nos quartos comunitários é humano. Quanto à
melhor posição, é para as mulheres a ginecológica e para os homens o decúbito dorsal
com as pernas afastadas. Após a abertura do pacote de cateterismo, calçar luvas
estéreis.

Nas mulheres, realizar antissepsia da região pubiana, grandes lábios e colocar
campo fenestrado; entreabrir os pequenos lábios e fazer antissepsia do meato uretral,
sempre no sentido uretra-ânus, levando em consideração de que a mão em contato com
esta região é contaminada e não deve voltar para o campo ou sonda. Introduzir a sonda
lubrificada no meato urinário até a verificação da saída de urina. Se for uma sonda de
Foley, insuflar o balão de segurança com água destilada, obedecendo o volume
identificado na sonda. Conectar à extensão, fixar a sonda e reunir o material utilizado. Se
for uma sonda de alívio, aguardar esvaziar a bexiga e remover imediatamente a sonda.

Nos homens, após a antissepsia da região púbica, realiza-se o mesmo no pênis, inclusive
a glande com movimentos circulares, e para a passagem do cateter, traciona-se o mesmo
para cima, introduzindo-se a sonda lentamente.

Nas sondagens vesicais de demora, com o sistema de drenagem fechado, deve-se
observar algumas regras para diminuição do risco de infecção do trato urinário: nunca
elevar a bolsa coletora acima do nível vesical; limpeza completa duas vezes ao dia ao
redor do meato uretral; nunca desconectar o sistema de drenagem fechado, e a troca do
sistema deve ser realizado a cada sete dias na mulher e a cada 15 dias no homem, ou na
vigência de sinais inflamatórios.

SONDAGEM GASTROINTESTINAL

A passagem de sonda gastrointestinal é a inserção de uma sonda de plástico ou de
borracha, flexível, pela boca ou pelo nariz, cujos objetivos são:

1. descomprimir o estômago
2. remover gás e líquidos
3. diagnosticar a motilidade intestinal
4. administrar medicamentos e alimentos
5. tratar uma obstrução ou um local com sangramento
6. obter conteúdo gástrico para análise
PROCEDIMENTOS

1. orientação ao paciente sobre o procedimento
2. lavagem das mãos
3. reunir o material e levar até o paciente: sonda, copo com água, seringa de 20 ml,
gazes, lubrificante hidrossolúvel (xylocaína geléia) esparadrapo, estetoscópio e
luvas.
4. posicionar o paciente em Fowler ou decúbito dorsal
5. medir o comprimento da sonda: da ponta do nariz até a base da orelha e descendo
até o final do esterno, marcando-se com uma tira de esparadrapo
6. Aplicar spray anestésico na orofaringe para facilitar a passagem e reprimir o reflexo
do vômito.
7. lubrificar cerca dos 10 cm. iniciais da sonda com uma substância solúvel em água
(K-Y gel), introduzir por uma narina, e após a introdução da parte lubrificada,
flexionar o pescoço de tal forma que o queixo se aproxime do tórax. Solicitar para o
paciente que faça movimentos de deglutição, durante a passagem da sonda pelo
esôfago, observando se a mesma não está na cavidade bucal.
8. introduzir a sonda até a marca do esparadrapo.
9. fixar a sonda, após a confirmação do seu posicionamento.

Fixação
COMPROVAÇÃO DE CORRETO POSICIONAMENTO

1. Teste da audição: colocar o diafragma do estetoscópio na altura do estômago do
paciente e injetar rapidamente 20 cc de ar pela sonda, sendo que o correto é a
audição do ruído característico.

2. Aspiração do conteúdo: aspirar com uma seringa o conteúdo gástrico e
determinar do seu pH. O pH do conteúdo gástrico é ácido (aproximadamente 3), do
aspirado intestinal é pouco menos ácido (aproximadamente 6,5) e do aspirado
respiratório é alcalino (7 ou mais); também está confirmado o correto
posicionamento, se com a aspiração verificarmos restos alimentares.

3. Teste do borbulhamento: colocar a extremidade da sonda em um copo com água,
sendo que se ocorrer borbulha, é sinal que está na traquéia.

4. Verificação de sinais: Importância para sinais como tosse, cianose e dispnéia.

SONDAGEM RETAL

A mais importante utilização da sonda retal é para a lavagem intestinal, que possui como
por finalidade: eliminar ou evitar a distensão abdominal e flatulência, facilitar a eliminação
de fezes, remover sangue nos casos de melena e preparar o paciente para cirurgia,
exames e tratamento do trato intestinal.

PROCEDIMENTOS

1. orientar o paciente
2. preparo do material: forro, vaselina ou xylocaína geléia, papel higiênico, comadre,
biombos, sonda retal, gaze, equipo de soro e luvas.
3. lavar as mãos e utilizar luvas
4. adaptar a sonda retal à solução prescrita e ao equipo de soro
5. colocar o paciente na posição de Sims
6. lubrificar cerca de 10 cm da sonda com vaselina
7. afastar os glúteos e introduzir a sonda
8. no caso de lavagem intestinal, abrir o equipo, deixar escoar o líquido, fechar o
equipo após e término, retirar a sonda e encaminhar o paciente ao banheiro ou
colocá
Manuseio do Sistema Coletor de Drenagem Torácica
(pleural ou mediastinal)
Indicações:
Os sistemas coletores de drenagem pleural ou mediastinal (SCDPM) são
empregados em cirurgias torácicas ou cardíacas e destinam-se à evacuação
de conteúdo líquido e ou gasoso da cavidade torácica (derrames pleurais
ou pericárdico, empiema, sangue, pneumotórax, etc.)

Descrição:
Os SCDPM utilizam o princípio da sifonagem para manter em equilíbrio a pressão
intrapleural ou intrapericárdica, que é negativa em relação à atmosférica, evitando a
entrada de ar na cavidade torácica (pneumotórax aberto).
Os sistemas de frasco coletor único são os mais comumente empregados, devido ao
seu baixo custo e fácil manuseio.

Treinamento:
Médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, auxiliares e técnicos de enfermagem devem ter o conhecimento técnico
necessário ao perfeito funcionamento do SCDPM, devendo estar capacitados para a resolução das eventuais
complicações inerentes à drenagem pleural, pericárdica ou mediastinal.

Instruções de uso:
Recomenda-se a leitura do manual por toda a Equipe hospitalar de
modo a padronizar e protocolar a rotina do uso do SCDPM.
As técnicas de manuseio poderão ser individualizadas, a critério
médico e de acordo com as necessidades cirúrgicas.

Preparo do frasco coletor:
Verificar a capacidade do frasco coletor escolhido e colocar
solução fisiológica ou água destilada estéril no frasco coletor,
de modo a atingir a marca do nível líquido mínimo
obrigatório, conforme a capacidade do reservatório.

Preparo do sistema coletor:
A tampa do SCDPM deve ser rosqueada ao frasco coletor
de modo correto e firme.
Somente o correto rosqueamento possibilitará a vedação
adequada quando for necessária a aspiração contínua.
Revisão do sistema de drenagem:
Rever se a extremidade do tubo no interior do frasco ficou submersa
cerca de 2 cm abaixo do nível líquido mínimo obrigatório.
Marcar na etiqueta do frasco coletor o nível líquido, a data e a hora
da instalação do frasco coletor.
Verificar se existe oscilação ou borbulhamento no nível líquido.

Faixa adesiva de fixação:
A faixa adesiva de fixação é de extrema importância para o conforto do
paciente e deverá ser fixada no flanco do paciente.
Ela evita que as trações da mangueira do SCDPM sejam transmitidas
ao(s) ponto(s) de fixação cirúrgica do dreno torácico com a pele.
Desta forma, se previne o doloroso deslocamento ou arrancamento do
dreno torácico.

Curativos:
A limpeza da ferida cirúrgica deverá ser realizada com solução anti-
séptica e o curativo da pele, em torno do dreno torácico, deverá ser
trocado diariamente ou quantas vezes forem necessárias.

Verificação do(s) ponto(s) cirúrgico(s):
Ao verificar as condições do(s) ponto(s) cirúrgico(s) e da fixação do dreno
torácico durante o curativo, deve-se observar se ocorreu arrancamento parcial
do dreno torácico com deslocamento do(s) ponto(s) cirúrgico(s).
Também se deve verificar se está ocorrendo vazamento aéreo em torno do
dreno torácico devido à folga no(s) ponto(s) cirúrgico(s).

Ordenha:
As manobras de ordenha são empregadas sob supervisão médica ou da
enfermagem quando ocorrer obstrução por coágulos do SCDPM.
Utilizar pinça de ordenha ou ordenhar com a mão a mangueira de
drenagem e o dreno torácico de modo a remover possíveis obstruções.

Advertências:
Alguns cuidados devem ser tomados de modo a evitar obstrução da
mangueira do SCDPM por torção ou angulação excessiva. Portanto, a
mangueira do SCDPM deverá ser mantida quase esticada, sem curvas,
desta forma evita-se a formação de sifões por coleção de líquido na
própria mangueira.
Para evitar o refluxo de líquido para a cavidade torácica não se deve
elevar o frasco coletor acima do nível da cintura.
Evitar o clampeamento prolongado da mangueira do SCDPM
principalmente quando houver escape aéreo (borbulhamento), o que
poderá provocar pneumotórax hipertensivo ou enfisema de subcutâneo.
Pelo mesmo motivo, nunca tampe o suspiro do frasco coletor.
Pneumotórax aberto:
O Pneumotórax aberto com suas repercussões clínicas de insuficiência
respiratória ocorrerá em caso de desconexão do SCDPM, ou se o frasco
coletor estiver sem o nível líquido mínimo obrigatório. Também nunca
deixe virar ou tombar o frasco coletor.
Em caso de ruptura do frasco coletor deve-se fechar a mangueira do
SCDPM e rapidamente substituir por outro íntegro.
Verificar as conexões de todo o SCDPM de modo a não permitir
vazamentos de líquido ou entrada de ar.
Não é recomendável perfurar o dreno torácico ou a mangueira do
SCDPM para colher secreções.
Evitar as adaptações que podem ocorrer quando se utilizam dispositivos
de diversos fabricantes.

Precauções médicas:
A reexpansão rápida do pulmão colabado deve ser evitada.
A evacuação rápida do líquido pleural (pneumotórax, hidrotórax ou hemotórax) poderá
provocar mal estar, dor, dispnéia e até edema pulmonar com grave repercussão sistêmica.

Instruções ao paciente:
A instrução sobre o funcionamento do SCDPM ao paciente ou aos seus representantes é da
responsabilidade da Equipe médica e da enfermagem.
As instruções devam incluir noções e cuidados para se obter uma perfeita sifonagem do SCDPM
no paciente acamado, na deambulação e no transporte.
Orientar que não se deve elevar o frasco coletor acima do nível da cintura, para evitar o refluxo de
líquidos do frasco coletor para a cavidade torácica.
Orientar como manter a mangueira de drenagem quase esticada, sem formar sinuosidades
acentuadas, dobras ou acotovelamentos.
Também, deve-se orientar que o paciente não deite em cima da mangueira de drenagem de modo
a não obstruí-la.
Orientar como se devem evitar movimentos corpóreos bruscos de modo a não tracionar a
mangueira de drenagem, o que pode provocar desconexões, deslocamento doloroso ou
arrancamento do dreno torácico.
Avisar imediatamente ao médico, em caso de desconexão acidental ou sangramento.

Deambulação:
O paciente deverá deambular normalmente, caso não haja contra-indicação clínica.
Para maior comodidade, o paciente deverá utilizar a alça de transporte.
Transporte do paciente:
Não deixar formar curvas acentuadas, dobras ou acotovelamentos na mangueira de drenagem.
Manter sempre o frasco coletor abaixo do nível da cintura, deste modo se evita que o líquido
seja aspirado para o interior do tórax do paciente.
Na presença de fístula aérea, o dreno não deve ser pinçado durante o transporte em maca ou
cadeira de rodas.
Não pinçar o dreno torácico ao fazer radiografias, transporte ao centro cirúrgico ou nas
ambulâncias.

Exames radiográficos:
A radiografia de tórax e a tomografia computadorizada de tórax são indicadas na
avaliação do posicionamento do dreno torácico e da efetividade da drenagem pleural.