You are on page 1of 11

Síntese das actividades do 4º tema 

O  Modelo  de  Auto‐Avaliação  das  Bibliotecas  Escolares:  metodologias  de  operacionalização 
(Parte I). Turma 3 ‐ 5ª Sessão (23 a 28 de Novembro) 

Caros(as) Formandos(as):  

Após análise das vossas tarefas desta 5ª sessão de formação, que tinha como objectivos: 

• Compreender  como  é  que  a  auto‐avaliação  pode  ser  concretizada  para  demonstrar  a 
contribuição da BE para o ensino e aprendizagem e a missão e objectivos da escola; 
• Ganhar familiaridade com o processo de auto‐avaliação adoptado pelo Modelo de Auto‐
avaliação RBE e capacitar para a sua aplicação; 
• Conhecer as técnicas e instrumentos propostos, o modo como se organizam e podem ser 
usados, 

cumpre‐nos tecer alguns comentários globais sobre o decorrer da actividade: 

1. Actividades propostas/cumprimento das tarefas:  
 
• Para  a  realização  da  actividade  desta  sessão  de  formação  que  constava  apenas  de  1  tarefa, 
ainda  que  dividida  em  diversas  fases,  foram  disponibilizados  3  documentos,  2  de  leitura 
obrigatória e 1 de leitura facultativa.  
• Na primeira fase solicitou‐se que: 
a) Escolhessem,  em  alternativa,  um  dos  seguintes  Domínios/Subdomínios:  A.2.  Promoção  das 
Literacias  da  Informação,  Tecnológica  e  Digital;  B.  Leitura  e  Literacia  ou  C.1.  (Apoio  a 
Actividades Livres, Extra‐Curriculares e de Enriquecimento Curricular); 

b) Escolhessem no Domínio/Subdomínio seleccionado dois Indicadores, um que considerem de 
Processo  e  outro  que  considerem  de  Impacto/Outcome,  e  analisassem  detalhadamente 
esses indicadores; 

c) Tendo  como  pano  de  fundo  a  vossa  biblioteca,  estabelecessem  um  Plano  de  Avaliação  em 
profundidade daqueles dois Indicadores, recorrendo ao texto da sessão, às Orientações para 
a aplicação do Modelo incluídas na versão actualizada do mesmo, disponível no sítio RBE, e 
ao texto de leitura complementar: Basic Guide To Program Evaluation 

• A tarefa solicitada foi realizada por 32 Formandos, distribuídos do seguinte modo: 
A.2. Promoção das Literacias da Informação, Tecnológica e Digital – 12 formandos  
B. Leitura e Literacia – 13 inscritos, 12  formandos concluíram a tarefa 
C.1.  Apoio  a  Actividades  Livres,  Extra‐Curriculares  e  de  Enriquecimento  Curricular  –  8 
formandos 
 

Formadoras: Dina Mendes / Helena Duque Novembro de 2009  1/11 
A  diversidade  de  escolhas  pelos  três  domínios/sub‐domínios  tinha  como  objectivo  um  equilíbrio  nas 
realizações  e  consequentemente  uma  partilha  mais  eficaz  quanto  ao  modo  como  tratavam  os  mesmos 
indicadores. Manifestamos a nossa satisfação pela globalidade dos formandos ter cumprido o solicitado, 
alterando  alguns,  inclusive,  a  sua  opção  inicial.  A  grande  maioria  dos  formandos  cumpriu  os  prazos 
definidos para as tarefas propostas. 

 
2. Síntese Global dos trabalhos apresentados 
 
Iniciamos a nossa apreciação fazendo uso de uma citação utilizada por alguns de vós: como refere 
Carter McNamara, para avaliar um qualquer programa, é preciso uma organização e programas 
para avaliar. 
 Planear a avaliação torna‐se uma acção fundamental para o sucesso desta missão de conhecer o 
que  temos  e  o  que  fazemos  com  vista  à  alteração  de  práticas,  à  promoção  de  alterações  que 
visem a melhoria contínua. Esta nossa opinião é corroborada por muitos de vós que, num plano 
teórico,  apresentaram  globalmente  esse  pressuposto:  a  consciencialização  da  importância  da 
auto‐avaliação e o conhecimento do modelo de autoavaliação das bibliotecas são dois aspectos 
primordiais  que  conduzem  imediatamente  à  compreensão  de  que  planear  a  avaliação  é  um 
procedimento  de  crucial  importância.  Só  é  possível  avaliar  de  forma  consciente  se  pensarmos, 
antecipadamente, no que queremos saber, como e quando vamos fazer, do que necessitamos,… 
Enfim, se elaborarmos um plano de avaliação; Pois é o assumir do processo de auto‐avaliação da 
BE  como  um  instrumento  de  melhoria,  conducente  à  transformação  de  boas  ideias  em  boas 
práticas. 
Neste sentido, pensar na avaliação implica, desde já, tomar em consideração os procedimentos 
necessários  à  sua  execução,  desde  a  selecção  ponderada  do  domínio  a  avaliar,  como  o 
conhecimento profundo dos indicadores de referência, mas também a capacidade para prever o 
envolvimento  de  outros  intervenientes  e  recursos  que,  desde  logo,  são  fundamentais  para  o 
desenvolvimento desse processo, de conhecer/avaliar impactos. Pelo que se revela necessário ter 
presentes os objectivos da BE e esclarecer os objectivos de aprendizagem dos alunos em relação 
com a BE, mais especificamente os que se prendem com o domínio seleccionado para ser alvo de 
avaliação. 

Posto isto, consideramos que a realização da actividade desta sessão se revelou extremamente 
importante  nesta  fase  mais  operativa  da  formação,  por  ter  constituído  uma  oportunidade  dos 
formandos  abordarem,  mais  uma  vez,  a  estrutura  do  modelo  de  auto‐avaliação,  mas  numa 
perspectiva  prática  e  operacional.  As  dificuldades  ou  as  dúvidas  sentidas  para  a  sua 
concretização, tendo em conta que se trata de uma fase preparatória fundamental, acreditamos 
que  funcionaram  como  estímulo  à  boa  preparação  de  quem  deve  e  quer  levar  até  ao  fim  o 
estudo e preparação para a utilização do Modelo, bem como para o decurso do próprio processo 
de auto‐avaliação da BE.  

Formadoras: Dina Mendes / Helena Duque Novembro de 2009  2/11 
 
De  um  modo  global  os  trabalhos  revelaram  um  satisfatório  nível  de  qualidade  que  adveio  das 
leituras efectuadas (nesta e noutras sessões) e em muitos casos do conhecimento da realidade da 
sua  BE/escola,  de  forma  mais  profunda,  procurando  identificar  (e  em  algumas  situações 
concretizar)  as  fases  de  elaboração  de  um  plano  de  avaliação:  1.  Identificação  do  objecto  da 
avaliação;  2.  Tipo  de  avaliação  de  medida  a  empreender  (quantitativa/qualitativa  ou  com 
triangulação de dados); 3.Métodos e instrumentos a utilizar; 4.Intervenientes; 5. Calendarização; 
6.  Planificação  da  recolha  e  tratamento  de  dados;  7.  Análise  e  comunicação  da  informação; 
8.Constrangimentos. 
 
Partindo de um breve diagnóstico ou de forma mais aprofundada (tendo como base os resultados 
de  avaliações  anteriores),  ou  ainda  de  âmbito  mais  teórico,  os  formandos  procuraram 
globalmente  apresentar/contextualizar  a  sua  escolha,  identificados  pontos  fortes  e/ou  fracos, 
apontando  acções  justificativas  para  o  plano  que  apresentavam;  anteciparam,  em  muitas 
situações  alguns  problemas  e  perspectivaram  já  algumas  decisões  a  tomar  para  a  realização 
eficaz  de  um  plano  de  avaliação:  emergiram  actividades  concretas  tendo  em  conta  áreas  de 
intervenção  prioritárias,  identificaram‐se  alunos/turmas  envolvidas,  professores  e  outras 
estruturas,  mas  também  referenciaram  alguns  instrumentos,  tempos  de  aplicação,... 
Reconhecemos, no entanto, que um plano de avaliação deve ultrapassar o carácter meramente 
teórico que muitos lhe imprimiram, para se tornar um instrumento mais operativo que ao longo 
do tempo deve ser monitorizado e alvo de acertos, tendo em conta possíveis constrangimentos, a 
bem  da  sua  plena  eficácia.  Mesmo  assim,  tomando  consciência  que  a  avaliação  se  baseia  em 
evidências  e  que  é  necessário  estabelecer  a  diferença  entre  indicadores  de  processo  e  de 
impacto, globalmente, em cada domínio/subdomínio procuraram diferenciar as acções que são 
desenvolvidas ‐ trabalho realizado pela BE e como é feito ‐ processo; do conhecimento de como 
os serviços da BE estão a responder às necessidades dos utilizadores ‐ como os ajudam a atingir 
determinadas  competências  de  âmbito  curricular,  como  contribuem  para  atingir  determinados 
objectivos do projecto de escola ‐ impacto. Como alguns salientaram, o impacto incide sobretudo 
sobre a verificação dos efeitos do trabalho desenvolvido pela BE para a aprendizagem dos alunos, 
mas também para o seu maior uso, em contexto curricular, pelos próprios professores.  
Se  alguns  formandos  ainda  se  equivocaram  na  identificação  de  indicadores  de  processo  e  de 
impacto,  a  grande  maioria  seleccionou  de  forma  assertiva,  de  entre  as  opções,  os  indicadores 
correctos. Apenas um formando, presumimos que por confusão seleccionou dois indicadores de 
subdomínios diferentes (A.1.3 e A.2.2.), o que de algum modo não discrimina, no seu plano, quais 
as componentes de processo e impacto e alguns outros (poucos) não fizeram corresponder aos 
indicadores  seleccionados  a  informação  se  era  de  processo  ou  impacto  (sobretudo  no 
subdomínio  C1).  Relembramos,  em  forma  de  sistematização,  que  os  indicadores  de  processo 
remetem  para  uma  redacção  do  tipo:  A  BE  desenvolve,  colabora,  assegura,  realiza,  etc…, 
enquanto os indicadores de impacto utilizam expressões como: os alunos revelam, demonstram, 
adquirem,  aplicam,  estabelecem,  desenvolvem,  usam,  participam,  etc.  Por  vezes,  a  dificuldade 

Formadoras: Dina Mendes / Helena Duque Novembro de 2009  3/11 
em distinguir existe quando na redacção dos factores críticos de sucesso surge a explicitação de 
processos desenvolvidos pela BE, com vista à melhoria de resultados/competências dos alunos, 
mas  que  não  provocam  impactos  directos/imediatos  no  conhecimento/comportamento  dos 
utilizadores (apenas indiciam). 
Constatámos  que,  no  que  se  refere  à  apresentação  de  um  plano,  utilizaram  as  formas  mais 
diversificadas.  Se  alguns  optaram  pela  execução  de  uma  grelha,  outros  preferiram  uma 
apresentação  em  texto  corrido,  outros  apresentaram  ainda  uma  espécie  de  grelha  corrida.  Na 
sua  análise  alguns  foram  mais  exaustivos  e  outros  apresentaram  planos  muito  gerais,  ou  mais 
limitados,  restringindo‐se  muito  à  identificação  dos  indicadores,  factores  críticos  de  sucesso, 
instrumentos  de  recolha,  calendarização  (calcula‐se  que  da  aplicação  dos  instrumentos  de 
recolha  ou  das  actividades  a  realizar)  e  acções  de  melhoria  (impossíveis  de  prever  à  data  da 
execução  do  Plano,  uma  vez  que  decorrem  do  próprio  processo  de  avaliação),  transpondo 
praticamente, em grande medida, as tabelas do Modelo, que não representam, como é natural, 
um Plano de Avaliação. 
Apesar de tudo, queremos referir que, cumulativamente, as propostas apresentadas acabaram, 
por  focalizar  com  maior  ou  menor  profundidade  aspectos  essenciais  a  considerarem  na 
elaboração de um plano da avaliação: planificação e/ou calendarização das actividades previstas 
inerentes  ao  lançamento  da  avaliação,  de  enquadramento,  diagnóstico,  reconhecimento  do/s 
problema/s  e  objecto/s  da  avaliação,  identificação  dos  factores  críticos  aplicáveis,  selecção  dos 
métodos  e  técnicas  a  utilizar  (menos  claros),  levantamento  de  necessidades/recursos 
necessários, intervenientes no processo, aplicação dos instrumentos identificados para a recolha 
de  dados,  limitações,  recolha  e  análise  dos  dados,  interpretação  (menos  valorada),  síntese  e 
comunicação dos resultados, etc.  
 
A  terminologia  utilizada  também  apresentou  variações,  percebendo‐se,  no  entanto,  que  na 
utilização  dos  diferentes  termos  se  estavam  a  referir  a  um  mesmo  tipo  de  elementos:  por 
exemplo,  amostra/público‐alvo/destinatários  /  intervenientes;  enquadramento  / 
contextualização; limitações / constrangimentos; motivação / sensibilização / envolvimento, etc.  

Por  outro  lado,  foi  diferente  também  a  abordagem  micro  ou  macro  utilizada  pelos  diferentes 
formandos,  sem  que  uma  contradiga  ou  impeça  a  outra.  Por  exemplo,  quando  no  Modelo,  no 
Indicador B1 se identifica como factor de sucesso, a organização de actividades de promoção de 
leitura e se remete na Recolha de evidências para os registos dessas actividades, o que se solicita 
à  BE  no  final  do  processo  global  de  auto‐avaliação  do  Domínio  não  é  apenas  que  diga  que 
organizou as ditas actividades, mas que as identifique, apontando as evidências (dados) que lhe 
permitem sustentar o seu valor em termos de desempenho da BE. Isto implica um planeamento 
dessas  actividades  onde  à  partida  se  incorpore  desde  logo  a  preocupação  da  sua  avaliação, 
através da recolha de evidências que, adicionadas a outras, darão uma visão global do trabalho 
da  BE  em  relação  com  este  indicador.  Se  quisermos  dar  outro  exemplo,  desta  feita  sobre  um 
indicador de impacto, como o B3, o mesmo processo de demonstração se lhe aplica. Não basta 
referir genericamente que os alunos desenvolveram as competências a ou b. Devem identificar‐
Formadoras: Dina Mendes / Helena Duque Novembro de 2009  4/11 
se as actividades concretas que foram realizadas em relação com esse objectivo e os dados que 
se conseguiu recolher que atestam que essas competências foram efectivamente desenvolvidas. 
Também para o subdomínio A 2 se deve fazer uma análise semelhante: se os indicadores A.2.1., 
A.2.2.,  A.2.3.  são  indicadores  de  processo,  o  A.2.4.  ou  A.2.5  apontam,  como  se  disse,  para  o 
desenvolvimento  de  competências  inerentes  ao  desenvolvimento  de  actividades  específicas 
promovidas/favorecidas  pelo  programa  da  BE  ‐  na  medida  em  que  permite  conhecer  os 
benefícios  para  os  utilizadores  na  sua  interacção  com  a  BE.  Situação  análoga  também  para  o 
Subdomínio  C1,  focalizado  no  uso  livre  da  biblioteca  onde  reconhecemos,  dada  a 
complementaridade  de  acções  descritas  nos  factores  críticos  de  sucesso,  poderem  indiciar 
informações quanto a indicadores de processo e de impacto. 

Pelo exposto, afirmamos que na avaliação de um indicador devemos considerar como “matéria‐
prima”  actividades  concretas  e  evidências  concretas  (tangíveis).  São  elas  que,  no  seu  conjunto, 
nos  permitirão  no  final  fazer  determinadas  afirmações  e  estabelecer  juízos  em  relação  ao  seu 
valor. É por isso que os dois níveis de abordagem são indissociáveis, um sistemático, apoiado no 
trabalho  do  dia‐a‐dia  e  nas  actividades  que  vamos  desenvolvendo  ao  longo  do  ano,  outro  de 
síntese do que realizámos e de construção de uma visão global sobre a qual somos capazes de 
reflectir. 

Reconhecemos  que  algumas  das  propostas  apresentadas  se  destacaram.  Facto  que  atribuímos, 
entre outros factores, à experiência dos colegas que testaram o modelo no(s) ano(s) anterior(es), 
à  maior  ou  menor  empatia  com  o  domínio/subdomínio  seleccionado  (ou  que  lhes  foi  atribuído 
tendo em conta a limitação do nº de formandos por cada opção), ou até à maior experiência e 
formação  na  área  das  bibliotecas.  Neste  momento,  acreditamos  que  todos  compreenderam  a 
utilidade  da  sua  execução,  e,  decerto,  farão  uso  de  mais  esta  ferramenta,  quando  aplicarem  o 
Modelo. 

Embora  não  existisse  uma  segunda  fase  do  trabalho,  constatámos  que  dois  formandos 
efectuaram  um  breve  comentário.  Aproveitamos  para  recomendar  que,  sobretudo  os  que 
trabalharam o mesmo domínio/subdomínio, consultem as propostas apresentadas e comparem a 
sua  abordagem  com  a  do  colega,  reflectindo  sobre  os  aspectos  do  Plano  de  Avaliação  que 
considera  terem  sido  melhor  trabalhados  por  si  ou  por  ele(a).  Esta  é  também  uma  forma  de 
melhoria contínua. 

 
Para  terminar,  apresentamos  aqui  também  alguns  dos  constrangimentos  que  recorrentemente 
foram salientando, relativamente à aplicação do modelo, e que convém desde já ponderarem: 
• Trabalho muito exaustivo, que implica tempo/horas de dedicação de uma equipa responsável 
(que não apenas o Professor Bibliotecário ‐ PB) – tarefas múltiplas que exigem um conjunto 
de conhecimentos e competências específicas (associada a esta ideia salientam a importância 
da formação); 
Formadoras: Dina Mendes / Helena Duque Novembro de 2009  5/11 
• Pouca  experiência  de  alguns  PB  em  actividades  de  gestão;  a  realidade  de  um  agrupamento 
com diversas bibliotecas e/ou serviço de bibliotecas ou ainda a existência a tempo parcial de 
PB em algumas escolas/agrupamentos pode dificultar a elaboração operacional de um plano 
de avaliação;  
• Ausência de recursos humanos que constituam uma equipa coesa que trabalhe o modelo de 
forma assertiva; 
• Inexistência, ainda, em algumas BE, de poucas rotinas na recolha de evidências – o que pode 
originar “falha” em processos cruciais; 
• Falta de tempo na utilização consitente de grelhas de observação; 
• A “fiabilidade” que os questionários podem não ter! 
• Uma rede tecnológica (in)eficaz que suporte muitas das tarefas rotineiras de recolha de dados 
– sobretudo quantitativos; 
• A medição do impacto das acções/serviços da BE no desenvolvimento de competências é um 
processo  mais  moroso,  que  exige  a  consolidação  de  práticas  sistemáticas  de  trabalho 
colaborativo/planificação conjunta. 
• A  complexidade  de  envolver  um  grupo  coeso  dos  actores  educativos  no  processo  de 
avaliação, não apenas da BE, mas no contexto da própria avaliação da escola.  
 
Findo  este  quinto  domínio  de  formação,  desejamos  a  todos  a  continuação  de  uma  boa 
participação e trabalho nesta oficina de formação.  

Nas  páginas  seguintes,  que  consideramos  de  anexo,  apresentamos  um  exemplo  base  (apenas 
isso), ilustrativo de alguns procedimentos inerentes à aplicação do modelo. O exemplo facultado 
(apenas  de  um  dos  domínios)  não  procura  substituir  qualquer  outra  metodologia  na  vossa 
organização.  

As Formadoras 

Formadoras: Dina Mendes / Helena Duque Novembro de 2009  6/11 
A. Processos, intervenientes e calendarização (exemplo – com calendarização hipotética) 
Escola: ……………………………….  .   
  Biblioteca Escolar 
  AVALIAÇÃO DA BIBLIOTECA ESCOLAR                 2009 / 10 
Domínio A     
Apoio ao Desenvolvimento Curricular                          
Envolver a escola no processo de avaliação  Intervenientes 
Professor Bibliotecário 
Envolvimento da comunidade escolar: 
Equipa da BE 
Reuniões  com  o  Director,  presidentes  do  Conselho  Pedagógico,  da  equipa  responsável  pelo 
Conselho Executivo 
processo  de  auto‐avaliação,  do  Conselho  Geral  e  da  Associação  de  Pais:  motivação  e 
Conselho Pedagógico 
compromisso institucional na aplicação do modelo; formalização de alguns procedimentos;  
Conselho Geral 
Diagnóstico da situação – selecção do domínio a avaliar  
Setembro 

Associação de Pais 
Divulgação do Modelo de Auto‐avaliação  Professor Bibliotecário 
Levantamento de necessidades – recursos Humanos, financeiros, materiais.  Equipa da BE 
Apresentação do modelo ao Conselho Pedagógico  DIRECTOR 
Professor Bibliotecário 
Constituição  de  uma  equipa,  sob  a  responsabilidade  do  professor  bibliotecário,  para  Equipa da BE 
implementação do processo de auto‐avaliação (definição de tarefas e etapas)  DIRECTOR  
Professores 
 
Calendarizar o processo e definir estratégias de implantação do modelo  Intervenientes 
Calendarização / cronograma do faseamento do processo. 
Professor Bibliotecário 
Definição dos instrumentos de recolha de evidência; 
Equipa da BE 
Elaboração das grelhas de registos de dados 
Professor Bibliotecário 
Selecção e identificação das amostras: questionários e grelhas de observação  Equipa da BE 
Outubro 

Professores 
CP e CG 
Análise e aprovação do plano de avaliação, no Conselho Pedagógico e Conselho Geral. 
Professor Bibliotecário 
Divulgação/  articulação  com  os  órgãos  de  Gestão  Intermédia:  Departamentos,  Conselho  de  Professor Bibliotecário 
Directores de Turma  Professores 
Professor  Bibliotecário  e 
Inicio da constituição de um portefólio 
equipa 
 

 
Recolher  a informação // envolver a escola  Intervenientes 
Professor Bibliotecário 
Aplicação dos questionários aos professores – 1º momento 
Professores 
Aplicação  de  uma  cheklist  à  Biblioteca  (documentos  produzidos  para  apoio  às  diferentes  Professor  Bibliotecário  e 
Novembro 

actividades)  equipa 
Recolha  de  Evidências  ‐  início  do  processo…  ‐  análise  de:  Projecto  educativo,  Projecto 
Professor  Bibliotecário  e 
curricular  de  Escola,  Plano  anual  de  actividades,  Plano  de  actividades  da  BE,  Regulamento, 
equipa  
Plano de acção da Equipa PTE… 
Professor Bibliotecário  
Aplicação dos questionários aos alunos (QP1) – 1º momento 
Alunos;  Professores 
Aplicação da grelha de observação (O1) (1ª fase). 
/directores de Turma 
 
Recolher  a informação // envolver a escola   
Recolha  de  Evidências  –  continuação  ‐  análise  de:  Projecto  educativo,  Projecto  curricular  de 
Professor  Bibliotecário  e 
Escola, Plano anual de actividades, Plano de actividades da BE, Regulamento, Plano de acção 
equipa 
da Equipa PTE… 
Dezembro 

Professor  Bibliotecário  e 
Registo das reuniões com as estruturas pedagógicas da escola (1º momento).  
equipa 
Professor  Bibliotecário  e 
Tratamento dos dados dos questionários  
equipa/colaboradores 
Professor  Bibliotecário 
Monitorização do processo  /equipa;  DIRECTOR  e 
CIBE 
 
Recolher  a informação / Desenvolver actividades / envolver a escola  Intervenientes 
Aplicação da grelha de observação (O1) (2ª fase).  Alunos 
/professores/professor 
Janeiro 

Aplicação da grelha de análise de trabalhos escolares (T1) (1ª fase)  Bibliotecário 
Professor  Bibliotecário 
Levantamento e registo das actividades de articulação curricular/literacia da informação e dos 
Formadoras: Dina Mendes / Helena Duque Novembro de 2009  7/11 
materiais de apoio produzidos (1º momento). 
Recolha  de  evidências  e  tratamento  estatístico  relativos  à  Biblioteca  Escolar  (1º  Período):  e equipa 
Actividades  lectivas  na  BE;  ocupação  para  apoios  educativos;  utilização  de  TIC 
(portáteis+projector) em actividades lectivas na biblioteca. 
 
Recolher  a informação / Desenvolver actividades / envolver a escola  Intervenientes 
Entrevistas  a:  coordenador  da  área  projecto,  coordenadores  de  Departamento,  coordenador  Professor  Bibliotecário  e 
Fevereiro 

da equipa PTE, coordenador dos directores de turma e 2 alunos por cada ano de escolaridade  equipa 
Alunos 
Aplicação  da  grelha  de  observação  (O1)  (3ª  fase)  –  actividades  Tipo  (que  devem  estar 
/professores/professor 
planificadas) 
Bibliotecário 
  Intervenientes 
Recolher a informação /Desenvolver actividades/ envolver a escola 
Alunos 
/professores/professor 
Aplicação da grelha de análise de trabalhos escolares (T1) (2ª fase) 
Bibliotecário 

Professor  Bibliotecário  e 
Março/Abril 

Levantamento e registo das actividades de articulação curricular/literacia da informação e dos 
equipa 
materiais de apoio produzidos (2º momento). 

Alunos 
Aplicação da grelha de observação (O1) (4ª fase) – actividades Tipo  /professores/professor 
Bibliotecário 
professores/professor 
Aplicação dos questionários aos professores – 2º momento 
Bibliotecário 
Professor  Bibliotecário 
Monitorização do processo 
/equipa e CIBE 
 
Recolher a informação / Desenvolver actividades / envolver a escola  Intervenientes 
Professor Bibliotecário  
Aplicação dos questionários aos alunos (QP1) – 2º momento  Alunos;  Professores 
/directores de Turma 
Maio 

Levantamento e registo de novas actividades realizadas até à data no domínio da articulação  Professor  Bibliotecário  e 
curricular e literacia da informação  equipa 
Professor  Bibliotecário  e 
Tratamento dos dados dos questionários e grelhas aplicados  
equipa/colaboradores 
 
Recolher  a informação // envolver a escola  Intervenientes 
Professor  Bibliotecário  e 
Recolha de evidências e tratamento estatístico relativos à Biblioteca Escolar (3º Período) 
Junho 

equipa 
Professor  Bibliotecário  e 
Recolha, sistematização, tratamento e análise de toda a informação recolhida 
equipa 
 
Registar dos dados, definir relatório e propor acções de melhoria  Intervenientes 
Descrição da situação; identificação dos pontos fracos e fortes; relação com os  standards de 
Professor  Bibliotecário  e 
desempenho; definição e periodização de acções de melhoria; redacção do Relatório Final de 
equipa /colaboradores 
Avaliação 
Comunicação/apresentação  em  Conselho  Pedagógico.  Reflexão  sobre  os  resultados  e  Professor  Bibliotecário  e 
Julho 

recomendações para o plano de melhoria.  equipa /órgão de Gestão 
Proposta de plano de melhoria para o próximo ano lectivo.  Elementos do CP 
Professor  Bibliotecário, 
Divulgação Pública dos resultados da avaliação (homepage da BE, Boletim)  equipa,  e  órgão  de 
gestão 
 
 

Formadoras: Dina Mendes / Helena Duque Novembro de 2009  8/11 
B. Instrumentos de Recolha de Evidências 
 
A.1. Articulação Curricular da BE com as estruturas Pedagógicas e os docentes  
Instrumentos de Recolha de Evidências 
 
A.1.1. Cooperação da BE com as estruturas de coordenação educativa e supervisão pedagógica 
da escola/agrupamento. 
G1  Grelha de registo de reuniões/contactos – Departamentos curriculares /Directores  
de Turma /Conselhos de Turma/ Conselhos Docentes ano/curso 
GA1  Grelha de registo de actividades realizadas 
E1  . Estatísticas ‐utilização da BE ‐desenvolvimento de actividades curriculares 
 
A.1.2.  Parceria  da  BE  com  os  docentes  responsáveis  pelas  áreas  curriculares  não  disciplinares 
(ACND)  
G2  Grelha de registo de reuniões/contactos – Docentes Área de Projecto 
G3  Grelha de registo de reuniões/contactos – Docentes Formação Cívica 
G4  Grelha de registo de reuniões/contactos – Docentes Estudo Acompanhado 
GA2  Grelha de registo de actividades realizadas /projectos 
QD1  Questionário aos professores. 
 
A.1.3.  Articulação  da  BE  com  os  docentes  responsáveis  pelos  serviços  apoios  especializados  e 
educativos (SAE) 
G5  Grelha de registo de reuniões/contactos – Coordenador Apoios Educativos 
G6  Grelha de registo de actividades realizadas /projectos 
QD1  Questionário aos professores. 
M1  Mapa de ocupação da BE para apoios educativos 
 
A.1.4. Ligação da BE ao Plano Tecnológico da Educação (PTE) e a outros programas e projectos 
curriculares de acção, inovação pedagógica e formação existentes na escola/agrupamento  
G7  Grelha de registo de reuniões/contactos – Responsável/professores PTE 
QD1  Questionário aos professores. 
G8  Grelha de registo de actividades realizadas /projectos 
 
A.1.5.Integração  da  BE  no  plano  de  ocupação  dos  tempos  escolares  (OTE)  da 
escola/agrupamento. 
G10  Grelha de registo de reuniões/contactos – Docentes das várias disciplinas 
QD1   Questionário aos professores 
L1  L1. Listagem de materiais didácticos de apoio às diferentes actividades e instrumentos de difusão. 
 
A.1.6.  Colaboração  da  BE  com  os  docentes  na  concretização  das  actividades  curriculares 
desenvolvidas no seu espaço ou tendo por base os seus recursos 
G10  Grelha de registo de reuniões/contactos – Docentes das várias disciplinas 
QD1  Questionário aos professores 
L1  Listagem de materiais didácticos de apoio às diferentes actividades e instrumentos de difusão. 
 
 
 
 
 

Formadoras: Dina Mendes / Helena Duque Novembro de 2009  9/11 
 
A.2. Promoção da Literacia da Informação 
Instrumentos de Recolha de Evidências 
 
A.2.1. Organização de actividades de formação de utilizadores na escola/agrupamento 
GA3  Grelha de registo de actividades realizadas no âmbito da formação de utilizadores. 
L2.  Listagem de materiais informativos e lúdicos de apoio à formação de utilizadores e instrumentos de difusão 
O2  Grelha de observação de utilização da BE 
 
A.2.2. Promoção do ensino em contexto de competências de informação da escola/agrupamento 
G11  Grelha de registo de reuniões/contactos – Órgãos pedagógicos e docentes 
L3  Listagem de materiais de apoio produzidos e editados – literacia da informação 
GA4.  Grelha de registo de actividades realizadas neste âmbito 
GE  Guião de Entrevista 
 
A.2.3.  Promoção  do  ensino  em  contexto  de  competências  tecnológicas  e  digitais  na 
escola/agrupamento. 
GA5  Grelha de registo de actividades realizadas no âmbito da promoção das TIC/educação para os média. 
GA6  Grelha de registo de actividades de formação no domínio da literacia digital. 
L3  Listagem de materiais de apoio produzidos e editados visando a adequada utilização da Internet 
 
A.2.4.  Impacto  da  BE  nas  competências  tecnológicas,  digitais  e  de  informação  dos  alunos  na 
escola/agrupamento 
O1.  Grelha de observação de utilização da BE 
T1.  Grelha de análise de trabalhos escolares dos alunos. 
QD1  Questionário aos professores. 
QA1  Questionário aos alunos 
GE  Guião de Entrevista 
E2  Estatísticas ‐utilização dos computadores na BE 
 
A.2.5.  Impacto  da  BE  no  desenvolvimento  de  valores  e  atitudes  indispensáveis  à  formação  da 
cidadania e à aprendizagem ao longo da vida. 
O2  Grelha de observação de utilização da BE 
QD1  Questionário aos professores 
QA1  Questionário aos alunos 
 
 
 
Instrumentos de Recolha  
G – grelhas de registo de reuniões/contactos GA – grelhas de registo de actividades; GE‐ Guião de 
entrevista  E  –  estatísticas  QD  –  Questionário  aos  Docentes  QA  –  Questionário  aos  alunos  M  – 
Mapa  de  ocupação  da  BE  L  –  Listagem  de  materiais  produzidos  e  editados  O  –  Grelha  de 
observação de utilização da BE T – Grelha de análise de trabalhos escolares  

Formadoras: Dina Mendes / Helena Duque Novembro de 2009  10/11 
 

C. Amostragem 
Amostra ‐ critérios para amostra 
 
Questionários: QD1 
Universo  …. 
Amostra   X Professores 
Percentagem  20% de professores ou…. 
Aplicação  …. (indicar mês ou meses) 
 

A Amostragem da aplicação será distribuída do seguinte modo: 

Docentes do departamento de….. 
 X Professores 
Docentes do departamento de…..  X Professores 
Docentes ACND  X Professores 
Docentes de…  X Professores 
….  …. 
Nota: abranger a diversidade de professores da escola, aplicando os questionários aos diferentes 
departamentos,  nos  domínios  em  que  se  justifica;  a  professores  mais  antigos  na  escola  e  a 
professores recém‐chegados, etc 

Questionários: QA1 
Universo  …. 
Amostra   X Alunos 
Percentagem  10 % de alunos 
Aplicação  …. (indicar mês ou meses) 
 

Nota: a Amostragem da aplicação aos alunos será distribuída de modo semelhante ao exemplo 
para  os  professores,  mas  tendo  em  conta  que  se  deve:  ‐abranger  a  diversidade  de  alunos  da 
escola:  os  vários  níveis  de  escolaridade,  as  várias  origens/nacionalidades;  rapazes  e  raparigas; 
alunos com necessidades educativas, etc. 

 

Universo – definição da Amostra 
‐ Representativa 
‐ Método a utilizar 
‐ Amostragem casual: 
‐ Amostragem aleatória simples ou Amostragem estratificada (?!) 
‐… 
 
 
Grelhas de Observação (10 % do nº de turmas em cada nível de escolaridade…?! Ou tendo em 
conta projectos específicos, de forma sequencial…)  
 

Formadoras: Dina Mendes / Helena Duque Novembro de 2009  11/11