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A Economia é uma ciência social que tem como objectivo explicar os fenómenos sociais, que

são o seu objecto de estudo, e garantir o bem-estar das populações.

Desta ciência, e associados à melhoria das condições de vida da população, surgem dois
conceitos: o crescimento económico e o desenvolvimento.
O crescimento económico consiste num aumento quantitativo e regular do produto,
rendimento, investimento e do emprego, com o qual irão ser proporcionados progressos a
nível da melhoria do bem-estar das populações segundo uma visão qualitativa: o
desenvolvimento.

O crescimento económico surge então como um meio de atingir o desenvolvimento, que é o
fim e de que depende do meio utilizado.

Para serem analisadas as situações do crescimento económico e do desenvolvimento são
utilizados indicadores que podem ser simples, ou compostos.

Os indicadores simples podem ser económicos (Ex: PIB per capita – Produto Interno Bruto per
capita), demográficos (Ex: esperança média de vida), sócio-culturais (Ex: taxa de
analfabetismo) e político-sociais (Ex: cumprimento dos direitos humanos).

Os indicadores compostos, lá está, são compostos por outros indicadores (simples), da qual,
se analisa o crescimento e o desenvolvimento economia a partir de diferentes perspectivas.
São indicadores compostos, por exemplo, o IDH (Índice de desenvolvimento humano) e o IDG
(Índice de desenvolvimento ajustado ao género)

Dos indicadores mais utilizados encontram-se o PIB per capita e o PNB. No entanto, estes
indicadores são limitados na medida em que escondem efeitos decorrentes de factos
económicos, da qual designamos por limitações desses dois indicadores. Essas limitações são
quatro: a possível e desfocada repartição desigual da riqueza pelas diferentes classes sociais,
mais desigualmente observadas nos países em desenvolvimento; pelo facto de escaparem
actividades de produção e distribuição como o trabalho domestico e, o mercado negro; pela
existência de externalidades negativas (Ex: a poluição originada por uma fábrica) ou
positivas (Ex: melhoria das condições de segurança no trabalho) que não são tidas em conta
e que beneficiam o bem-estar da população ou prejudicam (negativas) que, também
prejudicam a análise dos dois conceitos e, porque, a partir da constatação dos valores do PIB
e do PNB, não conseguimos avaliar o desenvolvimento de um país. É o caso disso o
crescimento económico da China ou dos Emirados Árabes Unidos que verificam um PIB maior
que o português, pelos diferentes recursos possíveis de obter, mas que representam países
menos desenvolvidos que Portugal.

A desigualdade na repartição do rendimento pode ser medida e estudada através da curva
de Lorenz e do Índice de Gini.

Quanto mais afastada da
recta da igualdade na
distribuição do rendimento
for a curva, menos
desenvolvido é o país. Se
marcarmos pontos nas
curvas, irá corresponder um
valor percentual do eixo do
x e do y que se for, por
exemplo 30%, 70 %, traduz-
se da seguinte maneira: a
30% da população faz
corresponder 70% dos
rendimentos do país ou a
70% da população está
inserido 30% do rendimento
total desse país.

Para serem contrariadas as desiguais repartições no rendimento actuam os impostos,
directos ou indirectos. Como o IRS (directo – aplicado no rendimento dos particulares) e o IVA
(indirecto – aplicado no consumo).
Aluno: Luís Santos

Em foco:
Economia enquanto ciência
Crescimento Económico
Desenvolvimento (Humano)
Tipologia das alterações estruturais com o Desenvolvimento (demográficas, económicas,
técnicas, sociais, culturais e políticas)
Custo Inter-Geracional
Globalização
Indicadores Simples
Indicadores Compostos
PIN e suas limitações
PNB
Curva de Lorenz
Índice de Gini