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Formação Modelo Auto-Avaliação: metodologias de operacionalização (Parte I) 4ª Sessão

Fernanda
4ª Sessão Freitas

Novembro 2009

Fernanda Freitas 1
Formação Modelo Auto-Avaliação: metodologias de operacionalização (Parte I) 4ª Sessão

NOTA INTRODUTÓRIA

A avaliação é um instrumento de melhoria da qualidade. Os resultados obtidos no processo de autoavaliação
devem, por isso, ser objecto de análise colectiva e de reflexão na escola/agrupamento e originar a implementação
A. Apoio ao Desenvolvimento Curricular
de medidas adequadas aos resultados obtidos.

O modelo de auto-avaliação proposto pela RBE incide no conceito de valor e na avaliação do processo, dos
A.2 Promoção
inputs dasdosLiteracias
mas sobretudo da Informação,
outcomes/impacto da BE que se traduz “numa mudança de conhecimento,
competências, atitudes, valores, níveis de sucesso, bem-estar, inclusão” do utilizador face ao recurso à BE. A
Tecnológica e Digital
avaliação é ponderada com o intuito de demonstrar a “contribuição da BE para o ensino e aprendizagem, a missão
e objectivos da escola”.

Medir os outcomes (Impactos) significa, no entanto, ir mais além, no sentido de conhecer o benefício para
os utilizadores da sua interacção com a biblioteca. A qualidade da biblioteca deriva do valor atribuído pelos
utilizadores a esse benefício, traduzido numa mudança de conhecimento, competências, atitudes, valores, níveis
de sucesso, bem-estar, inclusão, etc.

Avaliação das bibliotecas em termos de inputs (instalações, equipamentos, financiamentos, staff, colecções,
etc.), processos (actividades e serviços) e outputs (visitas à biblioteca, empréstimos, consultas do catálogo,

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pesquisas bibliográficas; respostas do serviço de referência, materiais produzidos, etc. …), desenvolvendo formas
de avaliação da qualidade dos serviços e da sua performance de carácter eminentemente quantitativo e as mais
das vezes traduzidas em termos de custos e eficiência.

Deste modo, um plano de avaliação deve compreender as seguintes fases: calendarizar as etapas, identificar
o que se vai avaliar, saber que informação recolher naquele caso, escolher o método de avaliação mais adequado,
definir os intervenientes, analisar os dados recolhidos e relatar os resultados.

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A. Apoio ao Desenvolvimento Curricular

A.2 Promoção das Literacias da Informação, Tecnológica e Digital
Tipo de
Análise
Indicadores Indicador
es
A.2.1 Avaliar o processo significa saber como se desenvolve o programa em causa, que acções se
Organização desenvolvem. Neste críticos de sucesso é necessário incluir no plano de trabalho da BE
de Processo actividades de formação de utilizadores, produzir materiais informativos e ou lúdicos, caso os
actividades factores de apoio à formação dos utilizadores. As evidências a recolher podem encontrar-se no
de formação plano de actividades, através de observação da utilização da BE e materiais de apoio nos
de produzidos e editados. A metodologia a usar no caso será deste indicador a análise documental
utilizadores e a observação directa.

A.2.4. - Avaliar o impacto significa ficar a saber o que melhorou/mudou na competência/actuação do
Impacto da aluno/utilizador após o uso da BE. Neste caso os factores críticos de sucesso são: saber o que
BE nas os alunos usam de acordo com o seu nível de escolaridade, linguagens, suportes, modalidades
de recepção e produção e formas de comunicação variadas entre os quais se destaca o uso de
competência
Impacto ferramentas e media digitais.Procurar detetar com mais atenção se os alunos incorporam no
s seu trabalho as diferentes fases do processo de pesquisa e tratamento de informação,
tecnológicas demonstram compreensão sobre os problemas éticos, legais e de responsabilidade social
e de associada ao acesso, avaliação e uso da informação e das novas tecnologias, os alunos revelam
informação em cada ano progressos nas suas competências tecnológicas e de informação nas diferentes

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Plano de Avaliação
Indicador de Processo - A.2.1 Organização de actividades de formação de utilizadores
Identificar o que Saber que Escolher o método Analisar os dados Relatar os
avaliar informação de recolhidos resultados
(o quê) recolher avaliação adequado

Actividades de formação Número de actividades Análise do plano de Número de actividades Registo escrito,
de propostas; nº de horas acção da BE realizadas; alunos fotográfico da
utilizadores realizadas. previsto; n.º de Registos da BE envolvidos; recursos realização das
utilizadores a envolver. /calendarização das utilizados. actividades,
Actividades. estatísticas.

Objectivos das Adesão dos Análise do plano de Objectivos enunciados Mostrar a
actividades. utilizadores ao longo da acção da BE; correspondem às adequabilidade dos
actividade (n.º de estatísticas de necessidades dos actividades face à
participantes). uso/adesão às utilizadores/escola. resposta dos
actividades. utilizadores ao longo
da
actividade.

Tipo de actividades Descrever o decorrer Observação directa da Confrontar os Referir como
propostas. das actividades em resposta dos objectivos em mente responderam os
termos da resposta dos utilizadores face às com a realização das utilizadores.
utilizadores. actividades propostas e acções e a resposta dos
às necessidades dos utilizadores.

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Plano de Avaliação
Indicador de Processo - A.2.1 Organização de actividades de formação de utilizadores
utilizadores.

Materiais de apoio aos Número de materiais Análise dos materiais; Comparar materiais Concluir da
utilizadores produzidos produzidos; n.º de observação directa do com outros. manutenção/alteração
pela utilizadores que os uso dos mesmos dos materiais.
BE. usaram. (dúvidas que suscitam,
aspectos a melhorar).

Plano de Avaliação
Indicador de Impacto - A.2.4. - Impacto da BE nas competências tecnológicas e de informação dos alunos
Identificar o que Saber que Escolher o método Analisar os dados Relatar os
avaliar informação de recolhidos resultados
(o quê) recolher avaliação adequado

Os alunos incorporam Trabalhos dos alunos Analisar e retirar No relato
no seu trabalho as sobre o processo de Observação de uso da conclusões sobre a apresentar dados
realização de trabalhos BE. necessidade de concretos sobre a

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Plano de Avaliação
Indicador de Impacto - A.2.4. - Impacto da BE nas competências tecnológicas e de informação dos alunos
diferentes fases do (através da adoptar um modelo de percentagem de
processo de pesquisa. observação). Observação dos pesquisa para o alunos que
trabalhos dos alunos. agrupamento; mostraram
Os alunos mostram da necessidade de dificuldade na
compreensão sobre os Procedimentos dos Comparação intensificação da realização de
problemas éticos, alunos. diacrónica articulação curricular; actividades de
legais e de das grelhas de da necessidade de pesquisa; ou de
responsabilidade social Trabalhos dos alunos. observação. formação em literacias alunos
associados ao acesso à da informação para os que mostram
Comparação utilizadores. dificuldades no uso
informação.
diacrónica dos de
Progressos dos alunos resultados escolares ferramentas
de um grupo de alunos tecnológicas;
no uso de
em estudo. mencionar a
competências evolução verificada
tecnológicas. nos alunos
observados; apontar
a associação do
sucesso dos alunos
ao uso da BE; não
deixar de
referir as condições

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Plano de Avaliação
Indicador de Impacto - A.2.4. - Impacto da BE nas competências tecnológicas e de informação dos alunos
dos
equipamentos da BE
e
termos de resposta
aos
utilizadores.

Intervenientes Calendarização

PB. Equipa da BE. Directores de turma. Professores da AP 2º Período
e/ou
do EA.

Referências Bibliográficas:

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RBE. Modelo de auto-avaliação das bibliotecas escolares. Disponível em http://forumbibliotecas.rbe.min-
edu.pt/mod/resource/view.php?inpopup=true&id=10018 [acesso em 16-11-2009]

MCNAMARA, Carter. Basic Guide to Program Evaluation. Disponível em:
http://www.managementhelp.org/evaluatn/fnl_eval.htm#anchor1585345 [acesso em 16-11-2009]

Texto da Sessão disponível na plataforma

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